0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações11 páginas

Sintomas Psicossomáticos na Gestalt Terapia

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
8 visualizações11 páginas

Sintomas Psicossomáticos na Gestalt Terapia

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

O SINTOMA NA GESTALT TERAPIA: UM ESTUDO SOBRE A

PSICOSSOMÁTICA.

Rita de Kássia Soares Oliveira Coelho


Adryssa Bringel Dutra

Resumo

O trabalho foi elaborado no contexto da disciplina Estágio Especifico I, com ênfase


em Psicologia Clínica e com arcabouço teórico na Gestalt terapia. Trata-se de uma
pesquisa qualitativa de cunho fenomenológico com delineamento em estudo de
caso, que segundo Amatuzzi (1996, p.5): “A pesquisa fenomenológica é uma forma
de pesquisa qualitativa que designa o estudo do vivido”. Como objetivo de
apresentação e discursão de um caso de psicoterapia em que a paciente apresenta
uma série de manifestações psicossomáticas. Segundo Almeida (2018) tais
manifestações são integrações entre mente e corpo. Considerando que todo o ser
humano é psicossomático, pois seus sentimento ou emoção, manifestam no corpo
reações. Os resultados e discursões refletem sobre o sintoma manifestos durante
processo psicoterapêutico a partir da Gestalt terapia e as intervenções durante o
processo. Conclui-se fazendo considerações finais sobre o caso e estabelecendo a
importância relação terapêutica.

Palavras-chave: Gestalt terapia. Psicossomática. Psicoterapia.

1. INTRODUÇÃO

Estudos sobre somatização tem ganhado muito destaque nas publicações


cientificas nas últimas décadas. Segundo Gonçalves (2016) somatização pode ser
um fenômeno descrito como a tendência para experienciar e notificar sintomas
somáticos, que não podem ser explicados por causas patológicas nem atribuídos a
doenças físicas. Sendo assim, tanto a área psicológica, como a área medica tem
dedicado estudos para explicar sobre esse fenômeno.
Para a medicina em geral e na psiquiatria, em particular, a somatização
aparece muito como um sintoma, encontrado em muitos estados emocionais, onde
se caracteriza pelo aparecimento de sintomas puramente orgânicos decorrestes de
algumas situações emocionais, tais como por exemplo dores de cabeça por uma
raiva reprimida.
Outra visão sobre é que são sintomas ou sinais psicossomáticos as
manifestações de sofrimento emocional sob a forma de queixa físicas. A impotência
constante diante de determinas conflitos e a não expressão do mesmo tornam-se
fatores potentes e desencadeantes da somatização e consequentemente
aparecimento de doenças (Oliveira, 2017).
Diante do fenômeno da somatização, esse trabalho tem como proposta a
apresentação e discursão de um caso de psicoterapia em que a paciente apresenta
uma série de manifestações psicossomáticas. Os atendimentos se deram em um
Serviço de Psicologia Aplicada (S. P. A), por uma acadêmica do oitavo semestre sob
supervisão. Os atendimentos foram realizados a partir do referencial teórico da
Gestalt terapia, que é uma abordagem teórica e clínica da psicologia.
Segundo Almeida (2010) a Gestalt terapia é uma abordagem psicoterapêutica
fundada por Fritz e Laura Perls na década de 1940, ela possui uma vasta bagagem
teórica fundamentada na fenomenologia, no existencialismo dialógico, no Holismo e
na Teoria de Campo, tais teorias são os pilares de sustentação para a prática do
psicoterapeuta que utiliza da Gestalt terapia.
Espera-se que este trabalho contribua com a forma significativa para o
desenvolver de conhecimento sobre a práticas de atuação do psicólogo na clínica e
no atendimento de paciente com queixa de somatizações, cabe ressaltar a
preocupação e o sigilo ético do atendimento e deste trabalho, em ambos ocorreu o
consentimento escrito da usuario.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 O sintoma na Gestalt terapia


Quando um indivíduo busca pelo atendimento psicoterapêutico ele está
passando por um estado de sofrimento psíquico, uma desordem na sua rotina, uma
somatização, uma dificuldade relacional com alguém com quem ele precisa
conviver, entre outras mais variadas queixas e demandas. Esse desconforto
caudado por uma série de sintomas, pode ser considerado, a primeira oportunidade
para que o psicoterapeuta participe da dinâmica existencial do cliente, uma vez que
esse é a primeira demanda e as primeiras seções vão ser sobre esse tema.
É a partir dos sintomas que o psicoterapeuta começar a construir um vínculo
de confiança com o cliente. Esse sintoma, essa demanda ou queixa representa,
geralmente, uma falência nas possibilidades de a pessoa lidar com suas dificuldades
e ela tem necessidade de entender e enfrentar seu sofrimento na busca por um
reestabelecimento da sua saúde (Almeida, 2010).
Imperatoni (2017) destaque que os sintomas na Gestalt, é um fenômeno
muito ligado com outro conceito da abordagem, este conceito é o da auto regulação
organísmica, que nada mais é a tendência do organismo de se auto atualizar, o que
promove um desenvolvimento psicológico. Esta auto regulação é possível através
dos ajustamentos criativos, os quais o sujeito cria recursos para lidar com as
diferentes situações e o sintoma surge na tentativa de adaptação ativa do organismo
diante das prioridades que ele discrimina no momento atual.
Conforme Freitas (2016), na abordagem da Gestalt terapia o psicoterapeuta
irá auxiliar o paciente na descoberta de si mesmo, ou seja, adquirindo
autoconhecimento. Além disso, auxiliará o cliente no processo de expandir sua
awareness, uma espécie de crescimento pessoal para o sujeito.
Diante do exposto, é possível deferir que a psicoterapia na abordagem da
Gestalt prioriza auxiliar a pessoa a reencontrar seu próprio sentido. Sendo assim, a
Gestalt terapia é uma prática que se orienta pela visão do homem como um todo,
sendo a patologia e seu sintomas decorrentes mais uma das várias partes desse
todo que forma um indivíduo.

2.2 A psicossomática
A psicossomática segundo Almeida (2018) é uma abordagem que estuda a
integração entre mente e corpo. Considerando que todo o ser humano é
psicossomático, pois seus sentimento ou emoção, manifestam no corpo reações,
sejam elas através hormônios e/ou sinapses feitas através do nosso cérebro. A
autora ainda relata que o Transtorno Psicossomático é um conjunto de sintomas
estabelecidos na relação Mente e Corpo, alterando o estado emocional, provocando
no corpo manifestações que pode levar ao adoecimento físico, psíquico e espiritual.
Para Dantas (2011) a psicossomática nasce como uma tentativa de
compreensão das possíveis relações entre fatores psicológicos das doenças. Em
alinhamento com estudos da fisiologia, surgem estudos do campo da psicologia, na
busca das origens psíquicas, promovendo uma tentativa de entrosamento entre
esses dois âmbitos da realidade humana, ou seja, mente e corpo uma vez que como
algo não natural como a mente causa no corpo manifestações naturais e reais.
O sintoma pode se manifestar no corpo ou na mente, mostrando que há um
desequilíbrio. Alguns exemplos de psicossomatização dentro do setting terapêutico;
dores de cabeça, vômitos, tremores, dores no corpo, sudorese e outros.
De acordo com Nunes (2017) os sintomas psicossomáticos, aparecem em
resultado de conflitos psíquicos que quando não resolvidos ou encobertos, podem
levar o indivíduo ao sofrimento, quando manifestos no corpo o sofrimento encontra
uma via de alívio e descarga. Assim sendo, para a autora a doença ou alteração
psicossomática ocorre quando o sujeito apresenta o sofrimento psicológico em
problemas fisiológicos, uma vez que o corpo irá se manifestar por meio de sintomas
e queixas físicas, aspectos relacionados ao psiquismo.

3. METODOLOGIA

O trabalho foi elaborado no contexto da disciplina Estágio Especifico I, com


ênfase em Psicologia Clínica e com arcabouço teórico na Gestalt terapia, ofertada
no oitavo período do curso de Graduação em Psicologia da Faculdade Princesa do
Oeste, que tem como objetivo principal fazer com que os discentes tenham contato
direto com a prática profissional na realidade de um S. P.A localizado na cidade de
Crateús.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho fenomenológico com
delineamento em estudo de caso, que segundo Amatuzzi (1996, p.5):

“A pesquisa fenomenológica é uma forma de pesquisa qualitativa que


designa o estudo do vivido, ou da experiência imediata pré-reflexiva,
visando descrever seu significado descritivo, ou qualquer estudo que tome o
vivido como pista ou método. É a pesquisa que lida, portanto, com o
significado da vivência”. Amatuzzi (1996, p.5).

O delineamento em estudo de caso permite o pesquisador compreenda o


fenômeno humano em uma perspectiva holística, na qual não há um controle do
pesquisador sobre os eventos envolvidos, trazendo ferramentas conceituais
embasados na Gestalt terapia. Para Branski, Franco e Lima Jr (2010) o estudo de
caso é um método de pesquisa que utiliza, geralmente, dados qualitativos, coletados
a partir de eventos reais, com o objetivo de explicar, explorar ou descrever
fenômenos atuais inseridos em seu próprio contexto.
De acordo com Gil (2002) essa modalidade pode ser dividida em várias
etapas como: formulação do problema, definição da unidade-caso, determinação do
número de casos, elaboração do protocolo, coleta de dados, avaliação e análise dos
dados e preparação do relatório. Com relação à coleta de dados o método de
“estudo de caso” pode ser considerado o mais completo dentre todos os outros,
pois, este se vale tanto de dados de pessoas quanto de dados documentais.
O material bibliográfico selecionado para esta pesquisa foi definido a partir da
relação com as seguintes palavras-chave: Psicossomática; Gestalt terapia;
somatização; sintomas; na base de dados do Google Acadêmico, SciELO, LILACS e
PePSIC, foi levado em conta à relevância que estes artigos e os livros têm para o
referencial teórico, à facilidade do acesso do pesquisador e sua familiaridade com o
material.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Apresenta-se os resultados com uma breve descrição do início do processo


psicoterapêutico, um resumo preliminar do caso para, finalmente, expor as sínteses
das intervenções baseados pelo manejo clínico da Gestalt terapia.

4.1 Perfil do caso


A paciente é uma jovem que será identificada pelas iniciais S. S., do sexo
feminino, 20 anos, atualmente estudante do ensino superior, residente em outro
município deferente da sua naturalidade, passa a semana longe da família. No
momento fazendo acompanhamento no Serviço de Psicologia Aplicada.
A queixa inicial foi que sofria com ataques de pânico e ansiedade. Relata que
situações de frustação “surta” chegando a agride fisicamente os amigos, “ficando
descontrolada”, logo após esses episódios apaga (fica desorientada) e não lembra
do episódio inteiro. A cliente revela que a ansiedade que sente está impossibilitando
de muitas coisas, como pagar uma conta, frequentar as salas de aula ou até mesmo
assistir um filme por inteiro, pois não consegue ter concentração sentindo muita
dificuldade em termina algo que começa.
Durante a triagem ela se apresentava muito inquieta, movimentando muito as
mãos e pernas, apresentava sudorese, riu durante boa parte da seção mesmo
falando de assuntos tristes, além desse, chegou a não concluir algumas frases numa
interrupção de seu pensamento, relata sentir-se “como se seu pensamento
escapasse”. Fala várias vezes sobre a dificuldade de sair de casa, de frequentar
lugares com pessoas e que não suporta está na faculdade, seja na sala de aula ou
ambientes comunitários.

4.2 Síntese da intervenção


Como já mencionado a linha de intervenção foi da Gestalt que segundo
Frazão (2013) se caracteriza como sendo uma abordagem em psicologia que
aborda uma nova dimensão do ser humano, compreendendo que a totalidade é de
suma importância para o processo psicoterapêutico. Assim sendo, suas bases vêm
de uma psicologia humanista que ver o ser humano como um ser criativo e
capacitado de potencial. Nesse sentido, a Gestalt terapia adota um modelo que visa
à compreensão da pessoa em sua totalidade.
No caso de S. S. diante de suas queixas ela desenvolveu uma série de
manifestações psicossomáticas, que cumpriam por determinado período função de
alivio da sua psique diante de situações que lhe causariam sofrimento, como por
exemplo durante a triagem ela sorrir mesmo descrevendo situações de sofrimento,
outras psicossomatização visíveis neste momento era a constante manipulação das
mãos e pernas.
No decorrer dos atendimentos foi possível perceber outras manifestações
psicossomáticas, sintomas de relações conflituosas e que causavam sofrimento para
a cliente. Com a criação do vínculo terapêutico, que segundo Yano (2015),
estabelecer uma relação entre terapeuta e paciente já é uma terapêutica, já que
permite ambos um vínculo. Nesse sentido, para um processo terapêutico torna-se
fundamental quando ambos, terapeuta e cliente constroem uma estratégia
psicoterápica para seguirem juntos.
O vinculo está estabelecido e a relação com a cliente foi muito importante
para as intervenções realizadas durante os atendimentos. Varias demandas foram
acolhidas com intervenções que tirem resultado para as necessidades da cliente.
Uma de usas queixas estava na sensação de tristeza por não ter conseguido
demostrar o sentimento de tristeza pela morte do avo, ela relata que quando
recebeu a notícia no lugar de choro ela ria, e que durante esse fato sua mãe ficou
chateada pois pensou que ela estava era feliz. A intervenção nessa queixa foi
conduzida pela relação, conversar sobre o ocorrido permitiu que S. S, entrasse em
contato com esse episódio de sofrimento para ela e assim reelaborar sua
experiencia.
Outra queixa que a cliente processe para o processo psicoterapêutico foi se
sentir acuada dentro sala de aula, lugares fechados ou onde ela se sentisse estar
sendo observada. Quando estes aconteciam suas manifestações psicossomáticas
era Falta de ar, tremores, taquicardia. Como Intervenção foi trabalha durante as
sessões que a cliente identificasse os momentos que se sentia dessa forma e que
para aliviar ela deveria se utilizar de técnicas de relaxamento, ensinadas pela
estagiaria. A partir disso a cliente relata ter melhorado, sendo capaz de se manter
calma e não perde o controle.
Nessa mesma perspectiva outra queixa se relacionada por ter sintomas
parecidos com a intervenção da anterior se replicar para esta, tal queixa era a
dificuldade de ficar em lugares com movimentos de pessoas, a cliente traz como
exemplo, ter que pagar contas nas casas lotéricas. Em pesquisa sobre abordagem
da Gestalt terapia sobre a ansiedade, Lacerda et al (2019) relata a importância de
considerar de que modo o psicoterapeuta poderá intervir de maneira a trabalhar com
o paciente manejos que permitam o mesmo não sentir-se tão ansioso, colocando
como importante a intervenção de forma educativa, ensinando técnicas, mas sem
perder a interpretação do por que dessa ansiedade frente ao contato com
determinadas situações e/ou realidade.
No caso de S. S. situações em que ela tinha que esta num fronteira de
contato de lidar com pessoas acarretavam desconforto para a mesma, nesse caso
foi estimulado que ela entrasse em contato com pessoas, em dada sessão ela
mesma demonstrou interesse de participar de uma trabalho em que ela tinha que
entrevista pessoas, com o apoio e incentivo ela conseguiu realizar a atividade.
Diante desse caso, ainda foram realizadas intervenções em duas queixas que
atuavam como desencadeadoras de somatização para a paciente. A primeira delas
relacionada a sentimento de esta sendo manipulada por amigos e namorada, esta
só foi possível graças a avanços no processo, essa tomada de consciência veio a
partir de um experimento de auto imagem, onde era pedido que a paciente
realizasse desenho sobre quem era ela, a partir dos desenhos a psicóloga estagiaria
pontuou que para cada situação e pessoa a paciente se apresentava de maneira
diferentes, a cada contato ela era uma ser diferente, perdendo o contato com seu
eu. Uma das consequências dessa tomada de consciência foi a criação de novas
amizades, as quais segundo S. S. não a manipulam e com quem ela compartilha
afinidades.
A segunda queixa foi a desistência de disciplinas da sua graduação, por motivo
de ter recebido uma nota baixa. Ao investigar sobre essa conduta a terapeuta
percebeu a partir do relado que isso está sendo mantido e causava sofrimento para
ela, por que durante seu Ensino Médio ela era considerada muito boa aluna, sempre
recebendo elogios e notas altas, fato que não se repede com mesma frequência na
faculdade. A intervenção neste caso foi voltada para lidar melhor com as frustrações,
dialogando sobre potencialidades que ela tem e dificuldades, neste experimento ela
trouxe ser muito boa em pensamento lógico, mas ter dificuldades em apresentações
de seminário, como a relação já estava bem forte nesse momento do processo, a
estagiaria trouxe ser comum termos dificuldades fazendo uma comparação e
expondo sua dificuldade em relação a pensamento logico, que foi apontado como
um potencialidade pela cliente.
Por fim, cabe ressaltar que este foi um pequeno recorte num processo que
ainda está em andamentos. Para a psicoterapia na Gestalt a relação é fundamental
que a pessoa venha a conseguir reequilibrar sua própria vida, poder manter um
contato com S. S. possibilitou a ela uma melhora nas manifestações
psicossomáticas e relacionais de sua vida, para mim enquanto profissional em
formação possibilitou o encontro com minha vocação. Com Gestalt terapeuta,
partimos do princípio que em cada pessoa há condições necessárias para alcançar
o melhor aproveitamento de sua vida.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao longo da vida vamos aprendendo outras formas para lidar com as


frustações e sofrimentos a psicoterapia pode auxiliar muito nesse processo quando
não conseguimos por algum motivo fazer isso sozinhos. Ao passo que vamos
amadurecermos vamos refletindo sobre as situações e elaborando nossas emoções
e encontrado um sentido para nossas sensações.
Os fenômenos psicossomáticos são regidos por situações que mobilizam
emoções fortes, como por exemplo: separações, perdas, crises familiares. Sendo
que por estes motivos vezes, as pessoas se desligam das próprias emoções para
suportá-las. Ao invés de tomarem contato com sua raiva, por exemplo, sente dor de
cabeça. No caso apresentado a paciente não entrava em contato com essas
situações por que exigiam muito psiquicamente dela. Situações muito intensas,
muito carregadas e ela sozinha não tinha condições de lidar com elas naquele
momento. Com isso, ela foi acumulando deixando sempre sua Gestalten
inacabadas.
Por fim, a psicoterapia na Gestalt a meta é que a pessoa venha a conseguir
reequilibrar sua própria vida, tomando suas próprias decisões e efetuando escolhas
que atendam às suas reais necessidades. Sendo assim, o vínculo estabelecido pela
terapeuta e S. S. foi fundamental para ressignificar seus sentimentos e tomada de
consciência e expandir sua awareness .
REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Ana Célia. Os Sintomas Psicossomáticos no Dependente Químico.


Psicologado, Dezembro, 2018.

ALMEIDA, Josiane Maria Tiago. Reflexões sobre a prática clínica em Gestalt-terapia:


possibilidades de acesso à experiência do cliente. Revista da Abordagem
Gestáltica: Phenomenological Studies, v. 16, n. 2, p. 217-221, 2010.

Amatuzzi, M. M. Apontamentos acerca da pesquisa fenomenológica. Estudos de


Psicologia, Campinas, v.13, n.1, p. 5-10, 1996

BRANSKI, Regina Meyer; FRANCO, Raul Arellano Caldeira; LIMA JR, Orlando
Fontes. Metodologia de estudo de casos aplicada à logística. In: XXIV ANPET
Congresso de Pesquisa e Ensino em Transporte. p. 2023-10. 2010.

DANTAS, Jurema Barros. Corpo e existência: outro modo de compreensão da


psicossomática. Interação em Psicologia, v. 15, n. 1, 2011.

FRAZÃO, Lilian Meyer. Um pouco da história... um pouco dos bastidores. In:


Gestalt-terapia-Fundamentos Epistemológicos e Influências Filosóficas, v. 1, p.
11-23, 2013

FREITAS, Julia Rezende Chaves Bittencourt de. A relação terapeuta-cliente na


abordagem gestáltica. IGT na Rede, v. 13, n. 24, p. 85-104, 2016.

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, v. 5, n. 61, p.
16-17, 2002.

GONÇALVES, Cláudia Sofia Calado. Relação entre o temperamento da criança e da


mãe e os problemas de sono e de somatização em crianças dos 3 aos 5 anos. Tese
de mestrado em Psicologia, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia,
2016

LACERDA, Rosângela De et al. ANSIEDADE NA ABORDAGEM DA GESTALT-


TERAPIA: RELATO DE UM ESTUDO DE CASO. Boletim Entre SIS, v. 4, n. 1, p.
45-57, 2019.
IMPERATORI, Giovana et al. Gestalt-terapia com adolescente: do silêncio ao entre.
Boletim Entre SIS, v. 2, n. 2, p. 19-36, 2017.

NUNES, Caroline Maria. " A somatização é o carro chefe”? prazer e sofrimento no


trabalho de profissionais de saúde com ensino superior na cidade de Santa Cruz do
Sul. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Psicologia,
Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, Brasil. 2017.

YANO, Luciane Patrícia. A clínica em gestalt-terapia: a gestalt dos atendimentos nos


transtornos depressivos. Revista do NUFEN, v. 7, n. 1, p. 67-85, 2015.

Você também pode gostar