PROCESSOS LOGÍSTICOS E ALMOXARIFADO
2024
Lucio Elber dos Santos
ENDi – Educação e Negócios
Digitais
3/1/2024
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PROCESSOS LOGÍSTICOS E ALMOXARIFADO
Conceito: Conceito de Processos Logísticos
Os processos logísticos compreendem o conjunto de atividades, procedimentos
e fluxos integrados que visam planejar, implementar e controlar de maneira
eficiente e eficaz a movimentação e armazenamento de mercadorias, serviços
e informações ao longo da cadeia de suprimentos. Eles têm como objetivo
principal atender às necessidades dos clientes de maneira ágil, econômica e
com a qualidade esperada, desde a origem até o ponto de consumo final.
Principais Componentes dos Processos Logísticos
1. Planejamento: Envolve a previsão de demanda, planejamento de compras,
gestão de estoques, e coordenação das atividades logísticas.
2. Aquisição: Refere-se ao processo de compra de matérias-primas,
insumos e produtos acabados necessários para a produção ou venda.
3. Armazenagem: Inclui o recebimento, estocagem e manuseio de
mercadorias dentro do armazém ou centro de distribuição.
4. Transporte: Abrange a movimentação física das mercadorias desde o
fornecedor até o ponto de venda ou consumidor final.
5. Distribuição: Refere-se à entrega dos produtos ao cliente, incluindo a
gestão de redes de distribuição e canais de venda.
6. Gestão de Estoques: Controle e monitoramento dos níveis de estoque
para assegurar a disponibilidade dos produtos e evitar excessos ou
faltas.
7. Gestão de Informação: Utilização de sistemas de informação para
rastreamento de mercadorias, controle de pedidos, e análise de dados
logísticos.
8. Gestão de Devoluções: Processo de gerenciamento de mercadorias
retornadas pelos clientes, incluindo a logística reversa.
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Objetivos dos Processos Logísticos
• Redução de Custos: Minimizar os custos operacionais associados à
movimentação e armazenamento de mercadorias.
• Aumento da Eficiência: Otimizar os processos para melhorar a
produtividade e reduzir o tempo de ciclo.
• Melhoria da Qualidade: Assegurar que os produtos sejam entregues em
perfeitas condições e dentro dos prazos estabelecidos.
• Satisfação do Cliente: Atender e superar as expectativas dos clientes
em termos de prazo, qualidade e serviço.
• Flexibilidade e Adaptabilidade: Ser capaz de responder rapidamente às
mudanças na demanda e no ambiente de negócios.
Importância dos Processos Logísticos
Os processos logísticos são vitais para o sucesso de qualquer organização, pois
influenciam diretamente a capacidade da empresa de entregar valor ao cliente,
competir no mercado e alcançar eficiência operacional. Uma gestão logística
bem estruturada pode proporcionar vantagens competitivas significativas,
melhorar a satisfação do cliente, reduzir custos operacionais e aumentar a
lucratividade da empresa.
Os processos logísticos englobam todas as atividades de planejamento,
implementação e controle da eficiência e efetividade do fluxo de mercadorias,
serviços e informações relacionadas, desde o ponto de origem até o ponto de
consumo, com o objetivo de atender às necessidades dos clientes.
2. Recebimento de Mercadoria
Definição
O recebimento de mercadoria é o processo inicial no fluxo logístico,
responsável por verificar e aceitar produtos que chegam ao armazém ou centro
de distribuição.
Passos do Processo de Recebimento
1. Conferência de Documentação: Verificação das notas fiscais e
romaneios.
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2. Inspeção Física: Conferência física das mercadorias recebidas.
3. Registro no Sistema: Entrada dos dados das mercadorias no sistema de
gerenciamento.
4. Armazenamento Temporário: Alocação das mercadorias em áreas
específicas para posterior movimentação.
Exemplo Prático
Quando uma empresa de colchões recebe um novo lote de produtos, deve-se
verificar se a quantidade recebida corresponde ao pedido feito, além de
inspecionar cada item para garantir que não há danos.
3. Entrada de Notas Fiscais
Definição
A entrada de notas fiscais é o processo de registrar os documentos fiscais
das mercadorias recebidas no sistema de gestão da empresa.
Procedimentos
1. Verificação de Dados: Conferir a precisão das informações na nota fiscal.
2. Registro no Sistema: Inserir os dados fiscais no sistema ERP (Enterprise
Resource Planning).
3. Arquivo de Documentos: Guardar as notas fiscais de maneira organizada
para futuras consultas e auditorias.
Exemplo Prático
Ao receber um lote de camas, a nota fiscal deve ser verificada quanto à
quantidade, descrição e valores. Após a conferência, os dados são inseridos no
sistema ERP da empresa.
4. Romaneios
Definição
Romaneio é um documento que detalha a lista de mercadorias transportadas,
incluindo quantidades, descrições e informações adicionais necessárias para o
controle de estoque.
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Importância
• Controle de Estoque: Auxilia na conferência e controle do inventário.
• Transporte: Facilita a logística de transporte e distribuição.
Exemplo Prático
Um romaneio de um carregamento de móveis deve listar cada item, como
mesas, cadeiras e armários, com suas respectivas quantidades e
características.
5. Entradas e Saídas do Estoque
Entradas de Estoque
1. Registro Inicial: Atualização do inventário com as novas mercadorias
recebidas.
2. Inspeção de Qualidade: Verificação da qualidade dos produtos antes de
adicioná-los ao estoque.
Saídas de Estoque
1. Pedido de Venda: Registro da saída de mercadorias vendidas.
2. Movimentação Interna: Movimentação de itens entre diferentes locais
de armazenamento.
Exemplo Prático
Para uma empresa de colchões, a entrada de novos modelos deve ser
registrada, e as saídas de produtos vendidos devem ser atualizadas no
inventário.
6. Como Fazer um Inventário Completo e Eficiente
Passos para um Inventário Completo
1. Planejamento: Definição de datas e equipe responsável.
2. Classificação: Organização das mercadorias por categorias.
3. Contagem Física: Realização da contagem física dos produtos.
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4. Conciliação: Comparação entre a contagem física e o sistema de
gerenciamento.
5. Ajustes: Correção de discrepâncias identificadas.
Exemplo Prático
Durante o inventário anual, a empresa de móveis deve contar todos os itens em
estoque, verificar os registros e ajustar quaisquer diferenças encontradas.
7. Saída de Mercadorias
Procedimentos
1. Preparação do Pedido: Separação das mercadorias de acordo com os
pedidos de venda.
2. Embalagem: Proteção adequada dos produtos para transporte.
3. Expedição: Organização do envio das mercadorias aos clientes.
Exemplo Prático
Ao processar um pedido de camas e colchões, a equipe deve garantir que os
itens sejam embalados de maneira segura e estejam prontos para envio.
8. Tipos de Notas Fiscais com Exemplos Práticos
Tipos Comuns
1. Nota Fiscal de Entrada: Para registro de mercadorias recebidas.
2. Nota Fiscal de Saída: Para registro de mercadorias vendidas.
3. Nota Fiscal de Devolução: Para registro de devolução de mercadorias.
Exemplo Prático
Ao devolver um lote de colchões defeituosos ao fornecedor, deve-se emitir
uma Nota Fiscal de Devolução.
9. Separação de Mercadorias no Ramo de Colchões, Camas e Móveis
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Métodos de Separação
1. Por Pedido: Separação de mercadorias para cada pedido específico.
2. Por Produto: Separação de mercadorias por tipo de produto.
Exemplo Prático
Para um pedido de colchões e camas, os itens devem ser separados e agrupados
de acordo com o pedido específico do cliente.
10. Armazenamento de Produtos Acabados
Técnicas de Armazenamento
1. FIFO (First In, First Out): Produtos mais antigos são os primeiros a sair.
2. LIFO (Last In, First Out): Produtos mais recentes são os primeiros a
sair.
Exemplo Prático
Os colchões devem ser armazenados de forma que os modelos mais antigos
sejam os primeiros a serem vendidos, seguindo a técnica FIFO.
11. Custo de Armazenagem
Componentes do Custo de Armazenagem
1. Espaço Físico: Aluguel ou compra do espaço de armazenamento.
2. Segurança: Custos com segurança e vigilância.
3. Manutenção: Manutenção do armazém e equipamentos.
Exemplo Prático
A empresa deve considerar o custo do aluguel do armazém, os custos de
segurança e a manutenção dos equipamentos de armazenamento ao calcular o
custo total de armazenagem.
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12. Custo de Transporte
Componentes do Custo de Transporte
1. Frete: Custo do transporte das mercadorias.
2. Combustível: Gastos com combustível para os veículos de transporte.
3. Manutenção: Manutenção dos veículos de transporte.
Exemplo Prático
Ao enviar um lote de camas para outra cidade, a empresa deve considerar os
custos de frete, combustível e manutenção dos veículos.
13. Custo de Produção
Componentes do Custo de Produção
1. Matéria-Prima: Custo dos materiais utilizados na fabricação.
2. Mão de Obra: Salários e benefícios dos trabalhadores.
3. Despesas Gerais: Despesas administrativas e operacionais.
Exemplo Prático
Para produzir um novo modelo de colchão, a empresa deve contabilizar o custo
das espumas, tecidos, mão de obra envolvida na produção e despesas gerais
como energia elétrica e água.
1. Introdução aos Processos Logísticos
Os processos logísticos são essenciais para garantir a eficiência e eficácia no
fluxo de mercadorias e informações dentro de uma empresa. Eles abrangem
desde o planejamento e controle da movimentação de produtos até a entrega
final ao cliente. A logística é uma parte fundamental da cadeia de suprimentos
e envolve diversas atividades que precisam ser bem coordenadas para atender
às necessidades dos clientes de forma econômica e pontual.
Objetivos da Logística
• Redução de Custos: Minimizar os custos de transporte, armazenamento
e manuseio.
• Aumento da Eficiência: Melhorar os processos internos para aumentar
a produtividade.
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• Satisfação do Cliente: Garantir que os produtos certos sejam entregues
no momento certo e nas condições corretas.
• Flexibilidade e Adaptabilidade: Ser capaz de responder rapidamente às
mudanças no mercado e às necessidades dos clientes.
2. Recebimento de Mercadoria
Definição
O recebimento de mercadoria é o processo inicial no fluxo logístico,
responsável por verificar e aceitar produtos que chegam ao armazém ou centro
de distribuição. Este processo é crucial para garantir que as mercadorias
recebidas estejam conforme o pedido e em boas condições.
Passos do Processo de Recebimento
1. Conferência de Documentação: Verificação das notas fiscais e
romaneios para garantir que as mercadorias recebidas correspondam ao
pedido.
2. Inspeção Física: Conferência física das mercadorias recebidas para
verificar a quantidade, qualidade e integridade dos produtos.
3. Registro no Sistema: Entrada dos dados das mercadorias no sistema de
gerenciamento para atualizar o estoque.
4. Armazenamento Temporário: Alocação das mercadorias em áreas
específicas para posterior movimentação dentro do armazém.
Exemplo Prático
Ao receber um novo lote de colchões, a equipe de recebimento deve verificar
se a quantidade recebida corresponde ao pedido feito e inspecionar cada item
para garantir que não há danos. Após a conferência, os dados são registrados
no sistema de gerenciamento e os colchões são temporariamente armazenados
até que possam ser movimentados para suas localizações definitivas no
armazém.
3. Entrada de Notas Fiscais
Definição
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A entrada de notas fiscais é o processo de registrar os documentos fiscais
das mercadorias recebidas no sistema de gestão da empresa. Este registro é
fundamental para a contabilidade e para o controle de estoque.
Procedimentos
1. Verificação de Dados: Conferir a precisão das informações na nota fiscal,
como descrição dos produtos, quantidades, valores e tributos.
2. Registro no Sistema: Inserir os dados fiscais no sistema ERP (Enterprise
Resource Planning), garantindo que todas as informações estejam
corretas e atualizadas.
3. Arquivo de Documentos: Guardar as notas fiscais de maneira organizada
para futuras consultas e auditorias, seguindo as normas legais e fiscais.
Exemplo Prático
Ao receber um lote de camas, a nota fiscal deve ser verificada quanto à
quantidade, descrição e valores. Após a conferência, os dados são inseridos no
sistema ERP da empresa, garantindo que o estoque seja atualizado
corretamente e que a documentação esteja arquivada para possíveis
auditorias.
4. Romaneios
Definição
Romaneio é um documento que detalha a lista de mercadorias transportadas,
incluindo quantidades, descrições e informações adicionais necessárias para o
controle de estoque e para a logística de transporte.
Importância
• Controle de Estoque: Auxilia na conferência e controle do inventário ao
detalhar as mercadorias que estão sendo movimentadas.
• Transporte: Facilita a logística de transporte e distribuição ao fornecer
uma lista detalhada das mercadorias carregadas no veículo.
Exemplo Prático
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Um romaneio de um carregamento de móveis deve listar cada item, como
mesas, cadeiras e armários, com suas respectivas quantidades e
características. Este documento é utilizado tanto para o controle interno
quanto para a comunicação com os transportadores, garantindo que todos os
itens sejam corretamente entregues.
5. Entradas e Saídas do Estoque
Entradas de Estoque
1. Registro Inicial: Atualização do inventário com as novas mercadorias
recebidas, registrando todos os detalhes no sistema de gerenciamento.
2. Inspeção de Qualidade: Verificação da qualidade dos produtos antes de
adicioná-los ao estoque, garantindo que estejam em perfeitas condições.
Saídas de Estoque
1. Pedido de Venda: Registro da saída de mercadorias vendidas, atualizando
o estoque e gerando a documentação necessária para o transporte.
2. Movimentação Interna: Movimentação de itens entre diferentes locais
de armazenamento dentro do armazém, ajustando o inventário conforme
necessário.
Exemplo Prático
Para uma empresa de colchões, a entrada de novos modelos deve ser registrada
detalhadamente no sistema de gerenciamento, incluindo quantidade, descrição
e localização no armazém. Da mesma forma, as saídas de produtos vendidos
devem ser atualizadas no inventário, garantindo que o estoque esteja sempre
preciso e atualizado.
6. Como Fazer um Inventário Completo e Eficiente
Passos para um Inventário Completo
1. Planejamento: Definição de datas, equipe responsável e metodologia de
contagem. O planejamento deve considerar a minimização de
interrupções nas operações diárias.
2. Classificação: Organização das mercadorias por categorias, locais de
armazenamento e unidades de medida, facilitando a contagem e a
verificação.
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3. Contagem Física: Realização da contagem física dos produtos, utilizando
checklists e ferramentas tecnológicas para garantir precisão.
4. Conciliação: Comparação entre a contagem física e o sistema de
gerenciamento, identificando e corrigindo discrepâncias.
5. Ajustes: Correção de discrepâncias identificadas, ajustando os registros
no sistema de gerenciamento para refletir a contagem física.
Exemplo Prático
Durante o inventário anual, a empresa de móveis deve contar todos os itens em
estoque, verificando os registros no sistema de gerenciamento e ajustando
quaisquer diferenças encontradas. A equipe deve ser treinada e equipada com
dispositivos de contagem, como scanners de código de barras, para garantir a
precisão.
7. Saída de Mercadorias
Procedimentos
1. Preparação do Pedido: Separação das mercadorias de acordo com os
pedidos de venda, garantindo que todos os itens necessários estejam
disponíveis.
2. Embalagem: Proteção adequada dos produtos para transporte, utilizando
materiais de embalagem apropriados para evitar danos.
3. Expedição: Organização do envio das mercadorias aos clientes, incluindo
a geração de documentos de transporte e a coordenação com os
transportadores.
Exemplo Prático
Ao processar um pedido de camas e colchões, a equipe deve garantir que os
itens sejam embalados de maneira segura e estejam prontos para envio. A
documentação de transporte deve ser gerada e conferida, e o envio deve ser
coordenado com a transportadora para garantir a entrega pontual.
8. Tipos de Notas Fiscais com Exemplos Práticos
Tipos Comuns
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1. Nota Fiscal de Entrada: Utilizada para registro de mercadorias
recebidas de fornecedores.
2. Nota Fiscal de Saída: Utilizada para registro de mercadorias vendidas a
clientes.
3. Nota Fiscal de Devolução: Utilizada para registro de devolução de
mercadorias aos fornecedores.
Exemplo Prático
Ao devolver um lote de colchões defeituosos ao fornecedor, a empresa deve
emitir uma Nota Fiscal de Devolução, detalhando os produtos devolvidos e as
razões para a devolução. Esta nota fiscal deve ser registrada no sistema de
gerenciamento e arquivada para futuras consultas.
9. Separação de Mercadorias no Ramo de Colchões, Camas e Móveis
Métodos de Separação
1. Por Pedido: Separação de mercadorias para cada pedido específico,
garantindo que todos os itens solicitados sejam coletados e embalados
juntos.
2. Por Produto: Separação de mercadorias por tipo de produto, organizando
itens semelhantes juntos para facilitar o processamento de pedidos
múltiplos.
Exemplo Prático
Para um pedido de colchões e camas, os itens devem ser separados e agrupados
de acordo com o pedido específico do cliente. A equipe deve utilizar checklists
e sistemas de gerenciamento de armazém (WMS) para garantir a precisão na
separação e na montagem dos pedidos.
10. Armazenamento de Produtos Acabados
Técnicas de Armazenamento
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1. FIFO (First In, First Out): Produtos mais antigos são os primeiros a
sair, garantindo que o estoque seja rotacionado de maneira adequada.
2. LIFO (Last In, First Out): Produtos mais recentes são os primeiros a
sair, utilizado em situações específicas onde a rotatividade rápida é
necessária.
Exemplo Prático
Os colchões devem ser armazenados de forma que os modelos mais antigos
sejam os primeiros a serem vendidos, seguindo a técnica FIFO. Isso ajuda a
evitar problemas de obsolescência e deterioração dos produtos.
11. Custo de Armazenagem
Componentes do Custo de Armazenagem
1. Espaço Físico: Aluguel ou compra do espaço de armazenamento, incluindo
custos de infraestrutura.
2. Segurança: Custos com segurança e vigilância, incluindo sistemas de
monitoramento e pessoal de segurança.
3. Manutenção: Manutenção do armazém e equipamentos, incluindo limpeza,
reparos e substituições de equipamentos.
Exemplo Prático
A empresa deve considerar o custo do aluguel do armazém, os custos de
segurança e a manutenção dos equipamentos de armazenamento ao calcular o
custo total de armazenagem. Estes custos devem ser monitorados e
controlados para garantir a eficiência operacional.
12. Custo de Transporte
Componentes do Custo de Transporte
1. Frete: Custo do transporte das mercadorias, que pode variar conforme
a distância e o peso dos produtos.
2. Combustível: Gastos com combustível para os veículos de transporte, que
podem ser significativos dependendo das rotas e do tipo de veículo
utilizado.
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3. Manutenção: Manutenção dos veículos de transporte, incluindo reparos e
substituições de peças.
Exemplo Prático
Ao enviar um lote de camas para outra cidade, a empresa deve considerar os
custos de frete, combustível e manutenção dos veículos. A escolha do
transportador e a otimização das rotas podem ajudar a reduzir esses custos.
13. Custo de Produção
Componentes do Custo de Produção
1. Matéria-Prima: Custo dos materiais utilizados na fabricação dos
produtos, que pode incluir espumas, tecidos, madeiras e outros insumos.
2. Mão de Obra: Salários e benefícios dos trabalhadores envolvidos na
produção, incluindo custos com treinamento e desenvolvimento.
3. Despesas Gerais: Despesas administrativas e operacionais, como energia
elétrica, água, aluguel e outros custos fixos.
Exemplo Prático
Para produzir um novo modelo de colchão, a empresa deve contabilizar o custo
das espumas, tecidos, mão de obra envolvida na produção e despesas gerais
como energia elétrica e água. Estes custos devem ser monitorados e
controlados para garantir a rentabilidade da produção.
Este material apostilado cobre de maneira detalhada todos os aspectos
essenciais dos processos logísticos, desde o recebimento de mercadorias até
os custos envolvidos na armazenagem, transporte e produção. Com exemplos
práticos específicos para o ramo de colchões, camas e móveis, este conteúdo
visa fornecer um guia abrangente e aplicável para a gestão eficiente de um
centro de distribuição ou armazém.
14. Otimização de Processos Logísticos
Definição
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A otimização de processos logísticos visa melhorar a eficiência e a eficácia
das operações logísticas, reduzindo custos e aumentando a satisfação do
cliente. Isso envolve a análise e o aprimoramento contínuo de todos os aspectos
da cadeia logística.
Técnicas de Otimização
1. Tecnologia da Informação: Utilização de sistemas ERP e WMS para
automação e integração dos processos.
2. Lean Logistics: Implementação de práticas enxutas para eliminar
desperdícios e aumentar a eficiência.
3. Outsourcing: Terceirização de partes do processo logístico para
especialistas, como transportadoras e operadores logísticos.
4. Roteirização: Planejamento eficiente das rotas de transporte para
reduzir tempo e custos.
5. Cross-docking: Redução do tempo de armazenamento, transferindo
mercadorias diretamente do recebimento para o embarque.
Exemplo Prático
Uma empresa de móveis pode implementar um sistema WMS para otimizar o
gerenciamento de estoque, reduzindo erros humanos e aumentando a precisão
nas operações de entrada e saída de mercadorias. Além disso, a empresa pode
adotar práticas de lean logistics para identificar e eliminar desperdícios,
melhorando a eficiência geral.
15. Sustentabilidade na Logística
Importância
A sustentabilidade na logística é crucial para reduzir o impacto ambiental das
operações logísticas, promovendo práticas responsáveis que minimizem o
desperdício e a emissão de poluentes.
Práticas Sustentáveis
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1. Transporte Verde: Utilização de veículos com menor emissão de carbono,
como veículos elétricos ou híbridos.
2. Embalagem Sustentável: Uso de materiais recicláveis e redução de
excesso de embalagens.
3. Eficiência Energética: Implementação de tecnologias e práticas que
reduzam o consumo de energia nos armazéns.
4. Gestão de Resíduos: Programas de reciclagem e gerenciamento adequado
de resíduos logísticos.
Exemplo Prático
Uma empresa de colchões pode adotar embalagens recicláveis e implementar
um programa de reciclagem de materiais no armazém. Além disso, pode investir
em veículos elétricos para a distribuição, reduzindo sua pegada de carbono.
16. Indicadores de Desempenho Logístico (KPIs)
Definição
Os indicadores de desempenho logístico (KPIs) são métricas utilizadas para
medir a eficiência e a eficácia dos processos logísticos, fornecendo
informações valiosas para a tomada de decisões.
Principais KPIs
1. Lead Time: Tempo total desde o pedido até a entrega ao cliente.
2. Taxa de Entrega no Prazo: Percentual de pedidos entregues dentro do
prazo estipulado.
3. Acuracidade do Inventário: Percentual de correspondência entre o
inventário físico e o registrado no sistema.
4. Custo por Unidade: Custo total das operações logísticas dividido pelo
número de unidades movimentadas.
5. Taxa de Retorno: Percentual de produtos devolvidos pelos clientes.
Exemplo Prático
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Uma empresa de móveis pode monitorar o lead time para identificar gargalos
no processo de entrega e implementar melhorias. A acuracidade do inventário
pode ser medida para garantir que o estoque registrado no sistema
corresponda ao físico, reduzindo erros e perdas.
17. Segurança no Armazém
Importância
A segurança no armazém é crucial para proteger os colaboradores, as
mercadorias e as instalações. Um ambiente seguro reduz o risco de acidentes
e perdas, além de aumentar a produtividade.
Medidas de Segurança
1. Treinamento: Treinamento regular dos funcionários sobre práticas
seguras e procedimentos de emergência.
2. Equipamentos de Proteção: Fornecimento e uso obrigatório de
equipamentos de proteção individual (EPIs), como capacetes, luvas e
calçados de segurança.
3. Sinalização: Uso de sinalização adequada para orientar o tráfego interno
e identificar áreas de risco.
4. Inspeções Regulares: Realização de inspeções regulares para identificar
e corrigir potenciais riscos.
Exemplo Prático
Uma empresa de colchões pode realizar treinamentos regulares sobre
manuseio seguro de materiais pesados e utilizar sinalização adequada para
evitar acidentes com empilhadeiras. Inspeções periódicas podem identificar e
mitigar riscos antes que se tornem problemas maiores.
18. Tecnologias Emergentes na Logística
Definição
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As tecnologias emergentes na logística são inovações tecnológicas que têm o
potencial de transformar os processos logísticos, aumentando a eficiência e a
competitividade.
Principais Tecnologias
1. Internet das Coisas (IoT): Dispositivos conectados que permitem
monitorar e gerenciar remotamente ativos logísticos.
2. Big Data e Análise de Dados: Utilização de grandes volumes de dados
para otimizar processos e prever demandas.
3. Inteligência Artificial (IA): Aplicação de IA para automação de
processos e tomada de decisões.
4. Drones: Utilização de drones para entrega de mercadorias em áreas de
difícil acesso.
5. Robótica: Implementação de robôs para automação de tarefas
repetitivas no armazém.
Exemplo Prático
Uma empresa de móveis pode utilizar IoT para monitorar em tempo real as
condições de transporte dos produtos, garantindo que cheguem em perfeitas
condições. O uso de big data pode ajudar a prever demandas e otimizar o
estoque, enquanto a robótica pode automatizar o processo de separação de
mercadorias, aumentando a eficiência.
19. Gestão de Riscos na Logística
Definição
A gestão de riscos na logística envolve a identificação, avaliação e mitigação
de riscos que podem impactar as operações logísticas, garantindo a
continuidade dos negócios.
Tipos de Riscos
1. Riscos Operacionais: Problemas internos, como falhas em equipamentos
ou processos.
2. Riscos de Transporte: Atrasos, acidentes e roubos durante o transporte.
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3. Riscos de Fornecimento: Falta de disponibilidade de matérias-primas ou
produtos.
4. Riscos Naturais: Desastres naturais que podem interromper as
operações.
Estratégias de Mitigação
1. Diversificação de Fornecedores: Reduzir a dependência de um único
fornecedor.
2. Planos de Contingência: Desenvolver planos para lidar com interrupções
nas operações.
3. Seguros: Contratação de seguros para cobrir perdas e danos.
4. Monitoramento Contínuo: Utilização de tecnologias para monitorar riscos
em tempo real.
Exemplo Prático
Uma empresa de colchões pode diversificar seus fornecedores para garantir
a continuidade do fornecimento de materiais. Além disso, pode desenvolver
planos de contingência para lidar com atrasos no transporte e contratar
seguros para proteger contra perdas e danos.
20. Conclusão
Os processos logísticos são fundamentais para a eficiência e a competitividade
das empresas. A gestão adequada de recebimento de mercadorias, entrada de
notas fiscais, romaneios, entradas e saídas do estoque, inventário, saída de
mercadorias, tipos de notas fiscais, separação de mercadorias,
armazenamento de produtos acabados, e custos de armazenagem, transporte
e produção são essenciais para garantir a operação eficiente de um centro de
distribuição ou armazém.
Além disso, a otimização contínua dos processos, a adoção de práticas
sustentáveis, a utilização de indicadores de desempenho, a garantia da
segurança no armazém, a incorporação de tecnologias emergentes e a gestão
de riscos são componentes cruciais para a logística moderna. Este material
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apostilado serve como um guia detalhado e prático para a gestão eficiente da
logística no ramo de colchões, camas e móveis, proporcionando uma base sólida
para a tomada de decisões estratégicas e operacionais.
CUSTOS DE ARMAZENAGEM E RESSUPRIMENTO
Vejamos agora uma visão geral sobre os conceitos de custo de armazenamento,
estoque mínimo, máximo e de segurança, bem como cálculos de ressuprimento,
focando na área de almoxarifado e materiais como colchões, sofás, espuma e
madeira. Vamos lá:
1. Custo de Armazenagem: O custo de armazenagem engloba todos os
gastos associados ao armazenamento de produtos e insumos em centros
de distribuição e estoques. Alguns exemplos de custos incluem:
o Aluguel de armazém: O valor pago pelo espaço de armazenamento.
o Manutenção de equipamentos: Custos de manter máquinas e
equipamentos funcionando.
o Mão de obra: Salários dos profissionais envolvidos na
movimentação de mercadorias.
o Embalagem: Custos com materiais de embalagem para proteger os
produtos.
o Operação: Etapas como recebimento, armazenamento, coleta e
carregamento.
o Transporte: Custos associados à frota própria (combustível,
manutenção etc.).
2. Estoque Mínimo, Máximo e de Segurança:
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o Estoque Mínimo: Quantidade mínima de produtos que deve ser
mantida para evitar falta de estoque. É calculado considerando o
tempo de ressuprimento e a demanda.
o Estoque Máximo: Quantidade máxima de produtos que o
almoxarifado pode suportar sem prejudicar a operação. Evita
excesso de estoque.
o Estoque de Segurança: Reserva adicional para lidar com variações
na demanda ou atrasos no ressuprimento.
3. Cálculos de Ressuprimento:
o Ponto de Ressuprimento (PR): Momento em que um novo pedido
deve ser feito para repor o estoque. Calculado como PR = Estoque
Mínimo + (Tempo de Ressuprimento × Demanda Diária).
o Quantidade de Ressuprimento: Diferença entre o Estoque Máximo
e o Estoque Atual.
o Tempo de Ressuprimento: Tempo necessário para receber um novo
pedido após solicitado.
4. Exemplo:
Suponhamos que você gerencie o estoque de espumas para colchões e
sofás. Seu Estoque Mínimo é de 100 unidades, o Estoque Máximo é 500
unidades e o tempo de ressuprimento é de 7 dias. A demanda diária é de
20 unidades.
o PR = 100 + (7 × 20) = 260 unidades.
o Quantidade de Ressuprimento = 500 - Estoque Atual.
o Tempo de Ressuprimento = 7 dias.
5. Cálculo do Ponto de Ressuprimento (PR): O Ponto de Ressuprimento é o
momento em que você deve fazer um novo pedido para repor o estoque.
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Ele é calculado considerando o Estoque Mínimo e o tempo de
ressuprimento.
A fórmula é:
PR=Estoque Mínimo + (Tempo de Ressuprimento × Demanda Diária)
No exemplo anterior, com Estoque Mínimo de 100 unidades, tempo de
ressuprimento de 7 dias e demanda diária de 20 unidades:
PR= 100 + (7 × 20) =260 unidades
CURVA ABC
A Curva ABC é uma técnica de gerenciamento de estoques que classifica os
itens em três categorias: A, B e C. Vamos explorar em detalhes e fornecer
exemplos práticos específicos para a área de almoxarifado com materiais como
colchões, sofás, espuma e madeira:
1. Classificação ABC:
o Itens A: Representam a menor quantidade de itens, mas possuem
o maior valor. Geralmente, esses itens correspondem a cerca de
20% do total e contribuem com 80% do valor financeiro.
o Itens B: São intermediários, respondendo por cerca de 30% dos
itens e 15% do valor total.
o Itens C: São mais numerosos, mas com menor impacto financeiro.
Normalmente, compõem 50% dos itens e somam apenas 5% do valor
total.
2. Exemplo Prático: Suponhamos que você gerencie o estoque de espumas
para colchões e sofás. Vamos analisar três materiais:
o Espuma de Alta Densidade (Item A):
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▪ Valor: R$ 10.000
▪ Quantidade em estoque: 50 unidades
▪ Contribuição para o valor total: 50% (alto)
▪ Classificação: Item A
o Tecido para Capa de Sofá (Item B):
▪ Valor: R$ 5.000
▪ Quantidade em estoque: 200 metros
▪ Contribuição para o valor total: 30% (intermediário)
▪ Classificação: Item B
o Parafusos para Montagem de Estruturas (Item C):
▪ Valor: R$ 500
▪ Quantidade em estoque: 1.000 unidades
▪ Contribuição para o valor total: 5% (baixo)
▪ Classificação: Item C
Com base nesse exemplo, você pode priorizar a gestão dos itens A e B,
garantindo que não faltem no estoque, enquanto os itens C podem ser
gerenciados de forma mais simplificada.
Lembre-se de adaptar essa análise à sua realidade e materiais específicos. A
Curva ABC ajudará a otimizar seus recursos e tomar decisões mais eficientes
no almoxarifado.
Com certeza! Vamos aprofundar ainda mais no assunto da Curva ABC para
gestão de estoques no almoxarifado:
1. Benefícios da Curva ABC:
o Priorização: A Curva ABC ajuda a priorizar os itens mais
importantes, concentrando esforços nos materiais que têm maior
impacto financeiro.
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o Economia de Recursos: Permite alocar recursos de forma mais
eficiente, evitando excesso de estoque em itens de baixo valor.
o Tomada de Decisões: Facilita decisões sobre compras,
reabastecimento e alocação de espaço no almoxarifado.
2. Passos para Implementação:
o Coleta de Dados: Liste todos os materiais e seus valores.
o Ordenação: Ordene os itens por valor (do maior para o menor).
o Cálculo das Porcentagens: Calcule a porcentagem acumulada de
valor para cada item.
o Classificação: Classifique os itens em A, B e C com base nas
porcentagens acumuladas.
3. Exemplo Prático:
Suponhamos que você tenha mais materiais em seu estoque:
o Molas para Colchões (Item A):
▪ Valor: R$ 15.000
▪ Quantidade em estoque: 100 unidades
▪ Contribuição para o valor total: 60% (alto)
▪ Classificação: Item A
o Madeira para Estruturas de Sofás (Item B):
▪ Valor: R$ 8.000
▪ Quantidade em estoque: 300 peças
▪ Contribuição para o valor total: 25% (intermediário)
▪ Classificação: Item B
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o Ferramentas de Montagem (Item C):
▪ Valor: R$ 1.000
▪ Quantidade em estoque: 50 unidades
▪ Contribuição para o valor total: 15% (baixo)
▪ Classificação: Item C
4. Ações Recomendadas:
o Itens A: Monitore de perto, faça pedidos antecipados e evite falta
de estoque.
o Itens B: Gerencie com atenção, reabasteça conforme necessário.
o Itens C: Simplifique o controle, evite excesso de estoque.
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ATIVIDADE EM GRUPO
Questão 1: Calcule o Ponto de Ressuprimento (PR) considerando uma demanda diária
de 20 unidades e um tempo de ressuprimento de 7 dias
Material: Espuma de Alta Densidade
Valor: R$ 10.000
Quantidade em Estoque: 50 unidades
Questão 2: Determine a quantidade de ressuprimento necessária para atingir o Estoque
Máximo (500 metros)
Material: Tecido para Capa de Sofá
Valor: R$ 5.000
Quantidade em Estoque: 200 metros
Questão 3: Calcule o Estoque de Segurança considerando um Estoque Mínimo de 80
unidades.
Material: Molas para Colchões
Valor: R$ 15.000
Quantidade em Estoque: 100 unidades
Questão 4: Determine o Tempo de Ressuprimento necessário para receber um novo
pedido após solicitado.
Material: Madeira para Estruturas de Sofás
Valor: R$ 8.000
Quantidade em Estoque: 300 peças
Questão 5: Classifique esse item como A, B ou C com base na contribuição para o
valor total.
Mterial: Ferramentas de Montagem
Valor: R$ 1.000
Quantidade em Estoque: 50 unidades
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O que é ponto de ressuprimento?
O ponto de ressuprimento se refere à quantidade mínima de um produto que deve estar em
estoque antes que seja necessário fazer um novo pedido.
A ideia é que quando o nível de estoque de determinado item atingir o ponto de
ressuprimento dele, seja acionado um alerta para reabastecer ou reordenar esse item. O
objetivo é simples: evitar a falta de estoque e garantir que haja suficiente quantidade do
produto disponível para atender à demanda dos clientes. Isso até que o próximo lote do
produto chegue.
É bom lembrar que determinar o ponto de ressuprimento correto exige equilíbrio. Por um
lado, esse ponto não pode ser elevado demais, a ponto de gerar excesso de estoque. Isso
pode levar a custos de armazenamento mais altos e possíveis desperdícios. Vale lembrar
que os produtos podem se deteriorar ou mesmo se tornar obsoletos.
Por outro lado, o ponto de ressuprimento não pode ser muito baixo, pois, neste caso, existe
o risco de a empresa ficar sem estoque. Consequentemente, a organização pode sofrer com
vendas perdidas e clientes insatisfeitos.
É por isso que esse conceito é muito importante. Ele ajuda as empresas a atuarem de
maneira mais organizada, facilitando o controle de seus processos de reposição no dia a dia.
Quais os benefícios do uso do ponto de ressuprimento?
No geral, podemos considerar 3 grandes benefícios que aparecem para empresas que
trabalham com o ponto de ressuprimento. Eles são os seguintes.
1. Redução de custos: combatendo a falta ou o excesso de estoque, o ponto de
ressuprimento ajuda a reduzir custos. Isso inclui os gastos associados à perda de
vendas devido à falta de estoque e custos de armazenamento devido ao excesso de
estoque.
2. Melhoria no atendimento ao cliente: o ponto de ressuprimento garante que os
produtos estejam sempre disponíveis para os clientes quando eles precisam. Isso
pode melhorar a satisfação e levar a um aumento nas vendas.
3. Otimização dos níveis de estoque: o ponto de ressuprimento ajuda a manter os níveis
de estoque dentro do ideal. Isso significa itens suficientes para atender à demanda,
mas não em quantidade que acabe com excesso de estoque.
No geral, o ponto de ressuprimento deve ser considerado uma ferramenta valiosa na gestão
de estoque eficiente.
Consequentemente, podemos pensar em desdobramentos desses benefícios como os
seguintes.
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Evitar a falta de produtos
Ao identificar o ponto de ressuprimento, a empresa consegue evitar surpresas quanto à
falta de produtos. Esse pode ser um diferencial em relação a organizações que frustram
seus clientes tendo que cancelar um pedido realizado.
Melhorar a gestão do fluxo de caixa
Com o ponto de ressuprimento, você pode prever quando e quanto insumo precisa comprar.
E isso ajuda na gestão do fluxo de caixa.
Dessa forma, as compras tendem a ser mais propícias para o ciclo produtivo. Cada Real gasto
pode ser feito de acordo com as necessidades que a empresa tem, evitando desperdício.
Reduzir a busca pela concorrência
Se toda vez que precisar de uma solução o cliente encontrar o seu produto, ele terá uma
visão positiva da sua marca. Melhor ainda se ele se encantar com a compra. A tendência é
que isso reduza sua busca pela concorrência.
A realidade é que empresas bem-sucedidas tendem a ser aquelas que se aperfeiçoam em
resolver os problemas dos clientes. Logo, garantindo a disponibilidade e a qualidade, a
tendência é que elas criem diferenciais da concorrência e assim ocupem um espaço maior no
mercado.
Facilitar a estabilização dos preços
Devido ao planejamento de recursos, o ponto de ressuprimento pode ajudar a estabilizar os
preços. Assim, sua empresa ganha também em previsibilidade. E isso ajuda o cliente a tomar
decisões favoráveis a ela, especialmente considerando o médio e longo prazos.
Como calcular o ponto de ressuprimento?
É importante que as empresas tenham como calcular adequadamente seu ponto de
ressuprimento. Isso as ajuda em relação à precisão no trabalho com o estoque e a se
beneficiar dos pontos já destacados anteriormente.
Sugerimos então trabalhar com 3 passos simples para fazer esse cálculo. Confira.
1. Identificação do Consumo Médio Diário (CMD): o que chamamos de CMD é a
quantidade média de um produto que sua empresa vende por dia. Você pode calcular
isso somando todas as vendas de um produto em um determinado período.
Posteriormente, divida o resultado pelo número de dias nesse período.
2. Determinação do Tempo de Ressuprimento (TR): já o TR é o tempo necessário para
receber um novo lote de produtos após fazer um pedido ao fornecedor. Isso pode
variar dependendo do produto e do fornecedor.
3. Cálculo do Ponto de Ressuprimento: uma vez que você tenha o CMD e o TR, você pode
calcular o ponto de ressuprimento. Use a seguinte fórmula: Ponto de Ressuprimento
= CMD × TR.
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4. Como funciona na prática
Para simplificar, vamos a um exemplo. Imagine que o seu CMD seja de 10 unidades e o seu
TR, de 7 dias. Assim, o seu ponto de ressuprimento seria 70 unidades. Na prática, significa
que quando o seu estoque atingir 70 unidades, é hora de fazer um novo pedido.
Note que o cálculo é bastante simples, mas ele exige que a empresa seja organizada para
manter as informações em dia.
Até porque alguns fatores podem afetar o cálculo do ponto de ressuprimento. É o caso de
quando a demanda por um produto varia sazonalmente. Em situações assim pode ser
necessário ajustar o seu CMD de acordo. Da mesma forma, o TR também pode variar (por
exemplo, se o tempo de entrega do fornecedor for inconsistente).
De qualquer maneira, é importante revisar e ajustar regularmente o seu ponto de
ressuprimento para garantir que ele seja preciso independentemente das circunstâncias.
Por que as pessoas devem aplicar esses conceitos para otimizar suas próprias operações
de estoque?
A aplicação de conceitos como gestão de estoque eficiente e ponto de ressuprimento
costuma trazer uma série de benefícios significativos para as empresas. Especialmente
quando se trata de otimizar as operações de estoque.
É interessante notar que tais benefícios podem proporcionar uma vantagem competitiva que
muitas companhias não possuem. Assim, o simples fato de ter atenção a eles ajuda as
organizações a se distanciarem de sua concorrência e, especialmente no longo prazo,
atingirem resultados cada vez melhores.
Aqui estão algumas das principais razões pelas quais as empresas devem considerar a
aplicação desses conceitos.
Melhoria na eficiência operacional
A aplicação desses conceitos pode resultar em uma melhoria substancial na eficiência
operacional. Isso ocorre porque eles ajudam a garantir que os produtos certos estejam
sempre disponíveis no momento certo. Assim, é em relação ao atendimento das demandas
de mercado que as organizações conseguem se qualificar.
Redução de custos
Como destacado, uma gestão eficiente do estoque pode resultar em uma redução
significativa nos custos operacionais. Isso inclui:
• custos de armazenamento e distribuição;
• custos de perda de vendas devido à falta de estoque e;
• custos associados ao excesso de estoque.
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A ideia é que, ao minimizar esses custos, as empresas consigam melhorar suas margens de
lucro e sua saúde financeira geral.
Melhoria no atendimento ao cliente
Ter os produtos certos disponíveis quando os clientes precisam é o que costuma gerar um
aumento no índice de satisfação do cliente. E é natural que isso acompanhe um aumento nas
vendas e na retenção de clientes. Além disso, pode melhorar a reputação da empresa e
fortalecer o relacionamento com seu público-alvo.
Portanto, quando o estoque é devidamente controlado, a tendência é que ele desencadeie
uma série de benefícios para a empresa que, no longo prazo, ajudará também a melhorar a
imagem dela.
Aumento da competitividade
As empresas que gerenciam eficientemente seus estoques tendem a atender melhor às
necessidades de seus clientes. Isso tende a resultar em um aumento na participação de
mercado e na competitividade geral. Logo, elas conseguem fazer da sua melhor organização
um diferencial de mercado.
Nesse sentido, é bom destacar que existem vários softwares e sistemas de gestão de
estoque que podem auxiliar no cálculo e gerenciamento do ponto de ressuprimento. Esses
sistemas incorporam a estratégia do ponto de ressuprimento e podem ser muito úteis para
otimizar as operações de estoque.
PEPS
PEPS significa Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair. Funciona da seguinte maneira: o que chega
antes ao depósito deve ir embora primeiro, e o que chega por último vai embora por último.
Através disso, você pode fazer o gerenciamento do estoque de maneira segura.
Em razão das características do método, os primeiros produtos a chegarem ao depósito irão
mensurar o valor do estoque. Uma das vantagens de realizar essa abordagem é que o cálculo
de valores não será baseado em estimativas.
Toda operação realizada em estoques passa a ter custo e lucro real. Além disso, os itens a
serem retirados seguirão uma ordem lógica e sistemática. Essas qualidades do PEPS
garantem que exista sempre uma organização abrangente. Outra vantagem é a diminuição
de prejuízo causado por perdas de itens. O método evita que produtos novos sejam vendidos
antes daqueles que já estão no estoque há muito tempo.
Para ficar claro, vejamos um exemplo de como o método funciona. Imagine uma loja que
comercializa bolsas. No seu depósito há 100 modelos, cujo preço da compra foi de R$ 10,00
em cada uma. Então, o custo do estoque é de mil reais. Antes de o fornecedor receber o
próximo pedido, foram vendidas 80 bolsas. Você solicita então mais 100 modelos. Mas
digamos que o valor do produto subiu, e agora cada uma custa R$ 11,00 . Segundo a
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metodologia adotada através do PEPS, das próximas 100 peças que você vender, 20 delas
terão o custo de R$ 10,00, e 80 de R$ 11,00.
A partir disso, será facilmente calculado o valor que você receberá sobre cada remessa. Se
a diferença do segundo lote (u1 real) não for cobrada do consumidor, isto é, se for vendido
tudo pelo mesmo preço, o lucro será 1 real menor sobre cada produto da remessa. O método,
em suma, ajudará a você saber o lucro exato sobre cada operação. Além disso, facilitará o
processo de tributação pelos órgãos reguladores.
UEPS
A UEPS segue uma metodologia inversa ao PEPS: Último Entrar, Primeiro a Sair. O cálculo
do custo do estoque parte então dos últimos itens que chegaram ao depósito. Ou seja, no
cálculo, o valor dos primeiros produtos do depósito é enquadrado como se fosse dos
primeiros itens vendidos. Em outras palavras, o valor total do estoque é extraído a partir
do custo do último preço.
Como normalmente esse valor é mais alto, há, no final do processo, um crédito positivo de
material, já que o UEPS causa uma supervalorização do preço do produto. O problema do
método está na redução do valor tributável depois do exercício de cálculo. Por essa razão,
a legislação fiscal brasileira não permite que o sistema seja utilizado pelas empresas. Em
compensação, trata-se de um método com estimativas mais próximas da realidade.
Além disso, ele se adequa melhor aos departamentos onde há processos produtivos, e se
integra melhor às estimativas de lucratividade dos itens. O ajuste dos preços cobrados
também pode ser mais rápido e eficiente. Mas em alguns setores essa técnica não é
recomendável, principalmente os que comercializam produtos perecíveis. A causa disso é
evidente: se os produtos que chegaram saírem antes, os primeiros do estoque poderão estar
estragados ou vencidos.
Embora não seja utilizado no cálculo de imposto no Brasil, esse método é muito comum nos
Estados Unidos, na Alemanha e no México.
CUSTO MÉDIO
O custo médio ponderado, também chamado de preço médio, é obtido através de uma
média de custos de aquisição. Para entender como funciona o método, pense numa empresa
que produz, num determinado período de tempo, 100 unidades de um produto com um custo
de R$ 500,00.
Em outro período, foi preciso produzir o dobro, mas a empresa teve uma despesa de R$
1.150,00. Para realizar o cálculo, o administrador do estoque deve somar o custo total para
produzir o produto no período correspondente (ou seja, 500 + 1150) e, em seguida, dividir
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o custo pelo número de itens fabricados. O custo médio da mercadoria, então, será de R$
5,50 por unidade.
Mas não para por aqui, pois o custo médio tem divisões: ponderado fixo e ponderado móvel.
CUSTO MÉDIO PONDERADO MÓVEL
O custo médio ponderado móvel é obtido a partir das despesas que podem variar de
acordo com a produção. O preço de custo é o fator primordial para conceber o estoque
final e o custo de cada mercadoria vendida ou requisitadas. Por causa dessa metodologia, o
valor de cada item muda de acordo com a compra ou produção de outros itens cujos preços
são diferentes. Se a produção diminuir, esse valor também diminuirá, e se aumentar, o valor
também aumentará.
Esse método é bastante trabalhoso, mas consegue refletir com exatidão os dados sobre o
valor dos custos por período e dos estoques remanescentes.
CUSTO MÉDIO PONDERADO FIXO
Já o custo médio ponderado fixo é obtido a partir de uma média de custo de materiais
disponíveis para uso ou venda num determinado período de tempo. O cálculo é feito da
seguinte forma: pega-se o custo total dos materiais disponíveis na produção ou consumo e,
em seguida, divide-se esse valor pela quantidade equivalente dos mesmos materiais. Nesse
caso, quanto maior a produção, menor será o custo médio ponderado fixo.
CUSTO MÉDIO PONDERADO
Representa a ponderação entre os valores de estoques, de forma que sua valorização unitária corresponda a
média de cálculo.
Exemplo:
100 Unidades de Produto X, ao custo de R$ 500,00 o lote
200 Unidades de Produto X, ao custo de R$ 1.150,00 o lote
O custo médio do Produto X será:
R$ 500,00 + R$ 1.150,00 dividido por (100 + 200) unidades
= R$ 1.650,00 : 300
= R$ 5,50 a unidade
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No custo médio, cada entrada (a preço unitário diferente do preço médio anterior) modifica o preço médio; e
que cada saída, conquanto mantenha inalterado o preço médio, altera o fator de ponderação, e assim o preço
médio que for calculado na entrada seguinte.
Todavia, de acordo com o PN CST 6/1979, não é incompatível com o método – e portanto aceitável do ponto
de vista fiscal – que as saídas sejam registradas unicamente no fim de cada mês, desde que avaliadas ao preço
médio que, sem considerar o lançamento de baixa, se verificar naquele mês.
Verifique pelo exemplo seguinte o cálculo do custo médio de determinada mercadoria, adotando-se
primeiramente o cálculo do custo médio a cada saída, e posteriormente, o cálculo considerando-se a saída
como efetivada numa única baixa, ao final do mês:
Exemplo 1: adotando-se a baixa (saída) a cada lançamento:
ENTRADA SAÍDA SALDO
TOTAL TOTAL TOTAL
DATA QTDE UN. R$ R$ QTDE UN. R$ R$ QTDE UN. R$ R$
30/11/2003 1.000 5,000 5.000,00
01/12/2003 150 6,00 900,00 1.150 5,130 5.900,00
03/12/2003 300 5,130 1.539,13 850 5,130 4.360,87
05/12/2003 200 8,00 1.600,00 1.050 5,677 5.960,87
08/12/2003 500 5,677 2.838,51 550 5,677 3.122,36
10/12/2003 50 9,00 450,00 600 5,954 3.572,36
15/12/2003 200 5,954 1.190,79 400 5,954 2.381,57
20/12/2003 100 7,00 700,00 500 6,163 3.081,57
26/12/2003 250 6,163 1.540,79 250 6,163 1.540,79
28/12/2003 150 5,00 750,00 400 5,727 2.290,79
31/12/2003 100 5,727 572,70 300 5,727 1.718,09
Observe-se, acima, que a cada saída, o valor unitário é distinto, pois o custo médio é alterado por entradas de
diferentes valores.
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Exemplo 2:
Adotando-se a baixa (saída), somente ao final do mês, em um único lote:
DATA ENTRADA SAÍDA SALDO
TOTAL TOTAL TOTAL
QTDE UN. R$ R$ QTDE UN. R$ R$ QTDE UN. R$ R$
30/11/2003 1.000 5,0000 5.000,00
01/12/2003 150 6,00 900,00 1.150 5,1304 5.900,00
05/12/2003 200 8,00 1.600,00 1.350 5,5556 7.500,00
10/12/2003 50 9,00 450,00 1.400 5,6786 7.950,00
20/12/2003 100 7,00 700,00 1.500 5,7667 8.650,00
28/12/2003 150 5,00 750,00 1.650 5,6970 9.400,00
31/12/2003 1350 5,6970 7.690,91 300 5,6970 1.709,09
Observe-se que, a cada entrada, o custo médio variou, mas a baixa (saída) foi efetivada num único lote,
alterando desta forma o Custo da Mercadoria Vendida.
No exemplo 1, o CMV será de R$ 1.539,13 + R$ 2.838,51 + R$ 1.190,79 + R$ 572,70 = R$ 7.681,91.
No exemplo 2, o CMV será de R$ 7.690,91.
A diferença entre 1 e 2 (R$ 9,00) está nos estoques finais.
O custo médio ponderado é o método consagrado, tanto pela legislação fiscal quanto pelas normas contábeis,
para valoração dos estoques.
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CUSTO DE MERCADORIAS VENDIDAS (CMV)
O cálculo do custo de mercadorias vendidas (CMV) fornece a contadores e administradores
uma estimativa precisa do lucro da empresa. O CMV pode ser representado de várias
formas, embora seja aconselhável que a empresa opte por um método e utilize-o em cada
exercício. Continue a leitura do artigo para descobrir como calcular o CMV de uma empresa
utilizando os métodos PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai), UEPS (último que entra,
primeiro a sair) e custo médio ponderado. Basta seguir os passos abaixo.
Método 1
Utilizando o método PEPS
1. Elabore a contagem do estoque inicial e do atual.
• O método PEPS assume que os primeiros produtos serão os primeiros a serem
vendidos.
• Suponha que você adiciona na segunda-feira 10 itens ao estoque que custam
R$3 cada e outros 10 itens que custam R$4,50 cada na sexta-feira.
• Além disso, assuma que o estoque final mostra que foram vendidos 15 itens
no sábado.
[Link] as quantidades vendidas do estoque inicial com a data mais antiga e multiplique-
os pelo preço de custo.
• O CMV será 10 x R$3,00 = R$30,00 mais 5 x R$4,50 = R$22,50, o que resulta
em R$52,50.
• O CMV é inferior ao resultado do PEPS e o lucro cresce conforme o custo do
inventário aumenta.
Método 2
Utilizando o método UEPS
[Link] as compras de mercadorias pelas compras mais recentes.
• O método UEPS age baseando-se que os itens comprados recentemente serão
os primeiros a serem vendidos.
[Link] o valor dos produtos vendidos.
• Utilizando o mesmo cenário do PEPS, o CMV será todos os 10 itens comprados
por R$4,50 (R$45,00) mais 5 dos produtos comprados a R$3,00 (R$15,00), o
que resulta em um total de R$60,00.
• O método UEPS fornecerá um CMV menor e um lucro maior quando o custo
dos produtos possuir custos descendentes.
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Método 3
Utilizando o método do custo médio ponderado
[Link] todos os valores de compra de estoque de um único tipo de produto e divida pelo
número de itens comprados. O resultado será o custo médio.
[Link] o custo médio pela diferença entre o estoque final e o inicial.
• A maioria das empresas utiliza este método para registrar o custo
trimestral de mercadorias.
• O total gasto em produtos é R$75,00. Quando dividido pelos 20
produtos vendidos, o custo individual do produto será de R$3,75. O
CMV total utilizando este método é de R$56,25 (15 x R$3,75).
Dicas
• Pequenas empresas e aqueles que lidam com bens incomuns podem precisar utilizar um método
de cálculo de custo de mercadorias mais efetivo para calcular o CMV.
• Os Princípios da Contabilidade é que decretam as funções dos métodos a serem utilizados no
cálculo do CMV. Empresas de capital aberto devem enviar relatórios financeiros baseados
nos Princípios e, por isso, é importante que calculem o CMV e informe o método que melhor
funciona na empresa. A troca de métodos não é recomendada.
• Há outras transações contábeis que podem influenciar no CMV. Devolução de compras e perda
de mercadorias por furto ou dano reduzirão ou aumentarão o CMV, por exemplo, mas podem
não indicar uma alteração no estoque.
Materiais Necessários
• Contagem do inventário
• Registros das compras de estoque
• Registros de vendas
• Calculadora