A extensão rural difere da assistência
técnica pelo fato de que esta não tem,
necessariamente, um caráter educativo,
pois visa somente resolver problemas
• Atribuições legais de ações específicos, pontuais, sem capacitar o
remontam ao século XlX. produtor rural. Porém, dificilmente a
• Ações foram institucionalizadas extensão rural deixará de abranger
no Brasil a mais de 50 anos. ações de assistência técnica.
Qual o papel da Extensão Rural? Instituição-Instituição, entidade ou
organização pública prestadora de
• Estender o conhecimento
serviços de Ater nos estados.
acadêmico ao campo.
• Estabelecer ligação entre É por ter um caráter educativo que que
situação-problema e o serviço de extensão rural é
• solução técnico-científica. normalmente desempenhado pelas
• Difundir conhecimentos e instituições públicas da Ater.
tecnologias.
Política- Referimos as políticas de
• Promover a evolução
extensão rural, traçadas pelos governos
socioeconômica dos públicos
(federal, estaduais ou municipais) ao
• rurais.
longo do tempo, através de dispositivos
legais ou programáticos, mas que
podem ser executados por
organizações públicas ou privadas.
▪ Fase Imperial (1850 à 1888)
▪ Primeira República (1889 à
1930)
▪ Fase de “Bem Estar Social” Empresas prestam
(1931 à 1955)
seus serviços através de atividades de
▪ Revolução Verde (1956 à 1991)
vendas, pós vendas ou compras.
▪ República Contemporânea
(1991 à 2003) Portanto, seu público rural é composto
▪ Renascimento da ATER (2003 à por médio a grandes produtores rurais,
2015) mais tecnificados e especializados.
▪ Fase atual (2016 aos dias atuais)
Para essa categoria não se justifica a
intervenção pública de extensão rural
como meio de redistribuição de renda.
Extensão Rural:
Processo, instituição e Há a hipótese de instituição públicas
política fomentar e difundir novas técnicas
produtivas, geradoras de externalidades
produtivas para toda a população.
Como: barateamento de alimentos,
aumento do salário comercial do país
como impacto positivo sobre toda a
Processo- Ato de estender, levar ou
economia.
transmitir conhecimentos de sua fonte
geradora ao receptor final, público rural. MODELOS DE EXTENSÃO RURAL
Podem ser conhecimentos técnicos ou
não. • Público e gratuito.
• Público e pago.
• Privado e gratuito.
• Privado e pago. ➢ Estudo e despacho de assuntos
relativos à agricultura e indústria
animal
SÉCULO XlX- LEGISLAÇÃO
Entre 1859 e 1860, foram criados
4 institutos imperiais de
agricultura:
• Imperial instituto Baiano de
Agricultura.
• Imperial instituto de Agricultura
Sergipano.
• Imperial instituto Fluminense de
Agricultura.
➢ Criou e regulamentou nos níveis
→Os estatutos eram quase idênticos e básico, médio e superior o
previam a realização de exposições, Ensino Agronômico.
concursos e a publicação de resultados ➢ Nesse decreto 8.319, de 20 de
de pesquisa, que são ainda hoje outubro de 1910, a agricultura e
métodos de extensão e meio de as indústrias correlativas
comunicação. compreendem o ensino agrícola,
de medicina veterinária,
zootecnia e industrias rurais.
→Eles previam a atuação de Comissões ➢ Escola instalada no Distrito
Municipais de Agricultura, com a Federal, (Então, Rio de Janeiro).
responsabilidade de realizar ➢ Diversos capítulos tratam de
levantamentos estatísticos rurais e atribuições relacionadas a
estudar as necessidades das lavouras assistência técnica e extensão
nos respectivos municípios. rural a produtores rurais.
➢ Houve posteriormente decretos
IIBA- Imperial Instituto Baiano de
presidenciais para criação de
Agricultura
campos de demonstração e
➢ Foi implantado em sede fazendas modelo.
definitiva com laboratórios e
campos experimentais, em São
Bento das Lages. Primeira ação institucionalizada de
➢ Foi a 1 Instituição stricto sensu, Extensão Rural no Brasil:
de pesquisa e ensino superior
agropecuário no Brasil. Foi a Semana do Fazendeiro, realizada
em 1929 pela Escola Superior de
Agricultura de Viçosa (Universidade
Federal de Viçosa), com diversos cursos
➢ Recriou o Ministério de Negócios de extensão e palestras.
da Agricultura, Indústria e
Comercio.
Eram entidades civis, sem fins
lucrativos, que prestavam serviços
de extensão rural e elaboração de
projetos técnicos para obtenção de
crédito junto aos agentes
financeiros.
• Foram criadas a partir dos
incentivos da (AIA)- Associação
Internacional Americana para o
Desenvolvimento Social e
Econômico, entidade filantrópica
➢ Decreto- Lei 7.449, de 9 de abril
ligada a família Rockfeller.
de 1945, que dispôs sobre a
organização da vida rural. A primeira ACAR foi criada em Minas
➢ Foi uma tentativa de tutela pelo Gerais.
Estado, do processo de
organização dos produtores
rurais, ao obrigar cada município
a possuir uma associação rural, Assinou em 1954 um acordo com o
composta de proprietários de governo norte-americano e criou o:
estabelecimentos rurais. Se não
ETA- Projeto Técnico de Agricultura,
houvesse, caberia ao prefeito
visando uma cooperação técnico
promover sua criação.
financeira, para execução de projetos
➢ As associações municipais se
de desenvolvimento rural, entre os quais
organizariam uma a uma em
se destacava a coordenação nacional
cada estado e estas na União
das ações de extensão rural.
Rural Brasileira.
Os estudos partem desse marco
A maior parte das associações rurais
histórico: a criação da ACAR- MG,
se concentravam em: Minas Gerais,
porem ações de Assistência Técnica
São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul.
e Extensão Rural já existiam como
Missões rurais de educação- Eram atributos legalmente conhecidos.
pela filosofia do desenvolvimento da
comunidade, duraram pouco. 1 foi bem
sucedida e implantada no RJ, (CNER)
Campanha Nacional de Educação
Rural. A qual foi extinta 1963 por não ser
suficiente para promover o
desenvolvimento rural.
ACAR- Associações de crédito e de
assistência rural. Décadas de 50 e 60.
ABCAR – Associação Brasileira de
Crédito e Assistência rural. 21/06/1956.
Sistema Brasileiro de Extensão Rural
• Paralelamente a evolução do Foi criado a (SUPRA) –
SIBER, o Governo Federal Superintendência de política agrária. A
promulgou uma lei 2.613 de 23 qual incorporou SSR e outros órgãos.
de setembro de 1955, que
➢ Compete a SUPRA, colaborar
autorizou a União a criar no
na formação de política agrária
âmbito do Ministério da
no país, planejar, promover e
Agricultura, a exemplo do já
executar a reforma agrária, as
existente (SESI)- Serviço Social
medidas complementares de
da Indústria, uma fundação
assistência técnica, financeira,
denominada:
educacional e sanitária.
• SSR – Serviço Social Rural, que
era uma sociedade autárquica,
com personalidade jurídica, e
patrimônio próprio, sede e foro
do Distrito Federal e jurisdição
em todo território nacional.
• SSR teria por fim:
→ A alimentação, vestuário e a
habitação.
→A saúde, educação e assistência
➢
sanitária.
Uma lei extinguiu SUPRA e criou o
→Ao incentivo a atividade produtora INDA- Instituto Nacional de
e quaisquer empreendimentos de Desenvolvimento Agrário e IBRA-
molde a valorizar o ruralista e fixa-lo Instituto Brasileiro de Reforma Agrária.
a terra.
INCRA- Instituto Nacional de
→Promover a aprendizagem e Colonização e Reforma Agrária,
aperfeiçoamento das técnicas de extinguiu o Inda, Ibra e o Grupo
trabalho adequadas ao meio rural. Executivo da Reforma Agrária (GERA).
→Fomentar no meio rural a economia Para garantir a articulação em ações
das pequenas propriedades e as de assistência técnica e pesquisa
atividades domésticas. agropecuária foi criada a:
→Incentivar a criação de
comunidades, cooperativas ou
associações rurais. COMPATER, que teve vida curta, e foi
extinta e transferidas as suas
→Realizar inquéritos e estudos para atribuições para a Secretaria Nacional
conhecimento e divulgação das de Produção Agropecuária no
necessidades essenciais Ministério.
econômicas do homem no campo.
➢ Em consequências de
Conforme o decreto, o SRR poderia ter dificuldade de coordenação pelo
contratações somente através de Incra, O sistema Brasileiro de
concursos públicos. Extensão Rural foi estatalizado,
SSR teve vida curta. que autorizou o Poder Executivo
a instituir a Empresa Brasileira
de Assistência Técnica e
Extensão Rural (EMBRATER) ,
empresa pública, vinculada ao
Ministério da Agricultura, como Estaduais de Assistência
personalidade jurídica de direito Técnica e Extensão Rural.
privado e patrimônio próprio. ➢ Foi desorganização todo o
➢ Houve uma lei que estabeleceu sistema de ATER e criado o
ainda os objetivos, as fontes de MARA ( Ministerio da Agricultura
recursos da EMBRATER, e e Reforma Agrária) , que excluiu
promovia sua integração com a das competências técnicas a
Empresa Brasileira de Pesquisa ATER, o que posteriormente foi
Agropecuária (EMBRAPA), reeestabelecido.
autorizando a dar apoio a
instituições financeiras
estaduais oficiais que atuassem
em ATER e pesquisa
agropecuária.
SIBRATER- Passou também a agregar
nas organizações não estatais de ATER.
Participou na década de 50 a 70, da
promoção da transição do país, que com
a economia baseada principalmente na
exportação de café, passou a industrial.
A modernização foi caracterizada pelo
consumo de insumos e equipamentos
industrializados. A mecanização rural A assistência técnica e extensão rural
liberou mão de obra para a indústria e visa resolver problemas enfrentados
construção civil. por produtores rurais, suas famílias e
organizações, abrangendo desde
produção e gerência até preservação
ambiental. O Poder Público deve
Orgânica, natural, biológica e manter um serviço oficial de assistência
biodinâmica. técnica e extensão rural, gratuito para
pequenos produtores, com os
FASER- Trabalhadores na Assistência seguintes objetivos:
Técnica e Extensão rural e Serviço
Público do País. ➢ Difundir tecnologias para
melhorar a economia agrícola,
A EMBRATER optou por apoiar um conservar recursos naturais e
modelo de desenvolvimento rural, melhorar as condições de vida
ecologicamente correto, no campo.
economicamente viável e socialmente ➢ Estimular a participação e
justo, e por estimular dentro da Sibrater, organização da população rural,
ações voltadas para os pequenos respeitando a estrutura familiar
produtores. e as entidades representativas
dos produtores.
➢ A EMBRATER foi extinta pelo ➢ Identificar tecnologias
governo Sarney ,e alternativas em parceria com
posteriormente pelo governo instituições de pesquisa e
Collor. produtores.
➢ Dessa forma foi criado a ➢ Disseminar informações sobre
ASBRAER- Associação produção agrícola,
Brasileira das Entidades comercialização, abastecimento
e agroindústria.
(ATER) estatal no Brasil. As principais
mudanças e eventos foram:
Na década de 90, a estrutura e a 1. Contexto Econômico e
competência da assistência técnica e Político:
extensão rural (ATER) no Brasil o O ideário neoliberal e a
passaram por várias mudanças contenção de gastos
significativas: levaram a um cenário
onde os serviços
1. Após a Constituição de 1988 estatais de extensão
e a Lei Agrícola de 1991, o rural foram considerados
Decreto nº 599 de 1992 supérfluos. Isso fez com
manteve a ATER como uma que as Emater
das competências do Ministério (Empresas de
da Agricultura (Mara), mas não Assistência Técnica e
especificou responsabilidades Extensão Rural)
para ATER nos departamentos dependessem quase
existentes. exclusivamente de
2. A Lei nº 8.490 de 1992 recursos federais.
transformou o Mara no o O Terceiro Setor,
Ministério da Agricultura, do composto por ONGs,
Abastecimento e da Reforma sindicatos e
Agrária (MAARA), continuando associações, também
a incluir a ATER entre suas enfrentou dificuldades
competências. devido à mudança nas
3. No governo de Itamar Franco, prioridades das agências
o Decreto nº 769 de 1993 criou internacionais, que
a Secretaria de passaram a focar em
Desenvolvimento Rural (SDR) países com renda per
no MAARA e estabeleceu um capita mais baixa.
prazo para submeter novas 2. Políticas e Programas:
propostas de estruturação para o O Programa Nacional
o Ministério. de Fortalecimento da
4. Em 1993, o Decreto nº 936 Agricultura Familiar
transferiu a coordenação do (PRONAF), criado pelo
Sistema Brasileiro de ATER Decreto nº 1.946 de
(Sibrater) para a SDR, 1996, forneceu crédito
anteriormente sob a Embrapa. para agricultores
5. Em 1994, o Decreto nº 1.261 familiares,
criou o Departamento de impulsionando o
Assistência Técnica e Extensão conceito de agricultura
Rural (DATER) dentro da SDR. familiar.
Contudo, o DATER enfrentou o O Projeto Lumiar foi
dificuldades devido a falta de lançado pelo INCRA em
recursos financeiros e baixa 1997 para terceirizar a
influência política, o que limitou ATER em
sua eficácia comparada ao assentamentos rurais.
papel desempenhado pela Com 1.392 técnicos e
antiga Embrater, prolongando a atendimento a 1.300
crise do Sibrater. assentamentos, foi
extinto no início de 2000
Na década de 90, o cenário neoliberal devido a denúncias de
e a contenção de gastos públicos desvios de recursos.
impactaram negativamente a 3. Mudanças Ministeriais:
assistência técnica e extensão rural
o O Gabinete do Ministro Agrária, manteve o foco
de Estado em assistência técnica e
Extraordinário de extensão rural, mas com
Política Fundiária foi recursos e eficácia
criado pelo Decreto nº limitados.
1.888 de 1996, 5. Desafios e Resultados:
removendo a reforma o Estudos mostraram que
agrária do MAARA a ATER pública sofreu
(Ministério da com a extinção da
Agricultura, da Reforma Embrater e a redução de
Agrária e do orçamentos, levando a
Abastecimento). Em uma cobertura desigual
1999, o nome do entre agricultores
ministério mudou para familiares e patronais. A
Ministério do assistência técnica para
Desenvolvimento agricultores familiares
Agrário (MDA). era escassa, variando
o Em 1999, o Conselho significativamente entre
Nacional de regiões.
Desenvolvimento Rural
(CNDR) foi criado e
posteriormente
transformado em Marcos Legais e Políticos da
Conselho Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural
Desenvolvimento Rural (Ater) no Brasil
Sustentável (CNDRS)
em 2000, incorporando o 1. Resolução nº 26, de 28 de
conceito de novembro de 2001
sustentabilidade.
4. Reestruturação da ATER:
• Aprovação da Política Nacional
o O Departamento de
de Assistência Técnica e
Assistência Técnica e
Extensão Rural para a
Extensão Rural
Agricultura Familiar.
(DATER), criado em
• Elaborada pela Câmara Técnica
1994, foi substituído pelo
de Assistência Técnica,
Departamento de
Extensão Rural, Pesquisa e
Infraestrutura e
Capacitação do CNDRS.
Extensão Rural (DIER)
• Atribuição à Câmara de
pelo Decreto nº 3.527 de
Fortalecimento da Agricultura
2000, que passou a
Familiar para elaboração de
coordenar o SIBRATER
propostas de implantação.
(Sistema Brasileiro de
Assistência Técnica e
Extensão Rural). 2. Decreto nº 4.629, de 21 de março de
o O MDA e o Ministério da 2003
Agricultura e do
Abastecimento (MAA) • Revogação do Decreto nº 3.527,
continuaram a de 28 de junho de 2000, e
compartilhar as extinção do DIER.
atribuições relacionadas • Manutenção das atribuições do
à ATER. A criação de MAPA relacionadas à Ater.
novas estruturas, como a
Secretaria de 3. Pesquisa sobre Ater em 2002
Agricultura Familiar e a
Secretaria de Reforma
• Realizada pela Secretaria de • Primeira versão publicada em 1º
Agricultura Familiar (SAF) com o de março de 2005.
apoio do MDA e FAO. • Estímulo à elaboração de
• Objetivo: identificar instituições, programas estaduais de Ater.
métodos, recursos e limitações
da Ater no Brasil. 9. Decreto nº 5.351, de 21 de janeiro
• Identificação de diversas de 2005
instituições e sua distribuição
nacional. • Modificação da estrutura do
MAPA, retirando a competência
4. Decreto nº 4.854, de 8 de outubro específica de Ater do
de 2003 Departamento de Infra-Estrutura
e Extensão Rural (DIER).
• Alteração do Conselho Nacional
de Desenvolvimento Rural 10. Serviço de Assessoria Técnica,
Sustentável (CNDRS) para Social e Ambiental à Reforma Agrária
CONDRAF. (ATES) de 2004
5. Decreto nº 4.739, de 13 de junho de • Criado pelo Incra para fornecer
2003 assessoria técnica semelhante
ao extinto Projeto Lumiar.
• Transferência da competência
de Ater do MAPA para o MDA. 11. Manual de Crédito Rural (MCR)
• Atribuição de regulação e
fomento das ações de Ater ao • Normas do Conselho Monetário
MDA. Nacional (CMN) sobre
assistência técnica e extensão
6. Decreto nº 5.033, de 5 de abril de rural.
2004 • Requisitos e proibições para os
serviços de Ater no contexto do
• Criação do Departamento de crédito rural.
Assistência Técnica e Extensão • Inclusão de assistência técnica
Rural (DATER) no MDA. como obrigatória em
• Definição das atribuições do determinados programas de
DATER, incluindo formulação e crédito, como o PROAGRO.
coordenação das políticas de
Ater. 12. Recursos e Expansão
7. Política Nacional de Assistência • Aumento significativo dos
Técnica e Extensão Rural (PNATER) recursos orçamentários para
de 2004 Ater de 2001 a 2007.
• Ampliação do número de
• Lançamento em maio de 2004. técnicos e agricultores familiares
• Definição de diretrizes para o atendidos.
Programa Nacional de
Assistência Técnica e Extensão Esses tópicos cobrem as principais
Rural (PRONATER). mudanças e eventos relacionados à
• Promoção de um Sistema política de Ater no Brasil desde o início
Nacional Descentralizado de dos anos 2000 até meados da década de
Ater Pública. 2000.
8. Programa Nacional de Assistência Os atuais públicos da ER no Brasil, na
Técnica e Extensão Rural
(PRONATER)
atualidade: agricultores familiares • Categorizar dados oriundos de
quilombolas, ribeirinhos, indígenas, um sistema, de maneira a
extrativistas, povos e comunidades compreender sua dinâmica,
tradicionais e associações e cooperativas limitações e potencialidades...
familiares . • Realizar uma breve descrição
científica ou empírica de fatos,
fenômenos ou dinâmicas ligadas
a sistemas que interagem com o
ser humano...
DIAGNÓSTICO RURAL
PARTICIPATIVO
O Diagnóstico Rural Participativo (DRP)
é um conjunto de técnicas e ferramentas
que permite que as
comunidades façam o seu próprio
diagnóstico e a partir daí comecem a
autogerenciar o seu planejamento e
desenvolvimento.
PREMISSAS TEÓRICAS
John Dewey e a capacidade humana
Assistência Rural técnica, online. de refletir sobre si e sobre o meio;
Eventos online.
Jean Piaget e a relação entre a
inquietação humana e a necessidade
pelo saber;
Diagnóstico Rural Participativo,
Desenvolvimento sustentável e Paulo Freire e os princípios de
Planejamento da ação educação popular.
extensionista junto às
PRINCIPIOS BÁSICOS DO DRP
comunidades rurais
• Respeitar a sabedoria e cultura
O que é a Extensão Rural?
do grupo;
Assistência Técnica e Extensão Rural - • Analisar e Entender as
ATER: serviço de educação não formal, diferentes percepções;
de caráter continuado, no meio rural, • Escutar todos da comunidade;
que promove processos de gestão, • Permitir a visualização do objeto
produção, beneficiamento e cognoscível por diferentes
comercialização das atividades e dos estratégias;
serviços agropecuários e não • Triangular as fontes de
agropecuários ,inclusive das atividades informações;
agroextrativistas, florestais e artesanais. • Tornar preciso o uso das
DIAGNOSTICAR informações (ignorância ótima);
• Apresentar o resultado do DRP
• Obter informações que podem junto à comunidade.
ser utilizadas para uma
finalidade específica... PASSOS PARA REALIZAÇÃO:
1. Fixar o objetivo do diagnóstico.
2. Selecionar e preparar a equipe o capital natural seja mantido e
mediadora. enriquecido em sua capacidade
deregeneração, reprodução, e
3. Identificar participantes potenciais.
coevolução.”
4. Identificar as expectativas dos/as
participantes no DRP.
5. Discutir as necessidades de
informação.
6. Selecionar as ferramentas de
diagnóstico.
7. Desenhar o processo do diagnóstico.
AS CAIXAS FERRAMENTAS DO DRP
• Observação participante REDFEIRA
• Entrevistas semiestruturadas
• Mapas e Maquetes Problemas ligados à padronização:
• Travessia • Adoção de uniformes por parte
• Calendários dos feirantes;
• Diagramas • Padronização de Barracas;
• Matrizes • Placas padronizadas para a
• Análises de Gênero colocação de preços.
Outros:
AS DIFERENTES PERSPECTIVAS DA • Falta de observação em relação
SUSTENTABILIDADE ao conforto dos consumidores
no que diz respeito ao espaço de
Visão antropocêntrica
corredor por onde os mesmos
“A sustentabilidade, representada pelo transitam, principalmente nos
desenvolvimento sustentável, é aquela casos de Marialva e Sarandi;
que aborda o atendimento das • Problemas quanto à
necessidades das gerações atuais sem regularidade de oferta de
comprometer a capacidade das produtos e da manutenção e/ou
gerações futuras de atenderem às criação de variabilidade nesta
suasnecessidades e aspirações” (ONU, oferta deprodutos;
1987, adaptado). • Problemas quanto à oferta de
produtos orgânicos;
Visão conceitual
NECESSIDADES
“Sustentabilidade é toda ação destinada
a manter as condições energéticas, Necessidade de aplicação dos
informacionais, físico-químicas que princípios de dinamização de
sustentam todos os seres, vendas no que se refere aos
especialmente a Terra viva, a seguintes aspectos:
comunidade de vida e a vidahumana,
visando a sua continuidade e ainda a • Higiene;
atender asnecessidades da geração • Vestimentas;
presente e das futuras de tal forma que • Veículos de transporte;
• Disposição dos produtos nas que os tornam muito vulneráveis
barracas; e sem poder de decisão para
• Necessidade de aplicação dos reivindicar melhorias asua
princípios de dinamização de categoria;
vendas no que se refere aos
seguintes aspectos: • Ausência de um elemento gestor
• Bom atendimento; com características de animador
• Trabalhar pela imagem da feira; dos processos; e, apatia por
e,Ter ousadia para inovar parte dos consumidores e risco
(promoções, aumento de de desvio dos mesmos a outras
variedadedos produtos e vias de comercialização.
inserção de produtos
“diferentes”).
• Tendência de diminuição de
• Insegurança na aplicação de feirantes e feiras, principalmente
meios específicos para nos pequenos municípios;
aumentar o público das Feiras
de Produtores nos municípios; • Necessidade de fomento público
e/ou privado voltado aos
• Desconhecimento sobre os • processos de capacitação e
pontos positivos e o potencial investimentos em modernização
que as feiras de Produtores • da infraestrutura de
possuem para se desenvolver; comercialização;
• Desconhecimento sobre custos • Necessidade de integração
de produção e margem de lucro, entre os diversos atores sociais
oque impede uma melhor • nos municípios;
negociação de preços por parte
do feirante; Conclusões e Recomendações
• Institucionalização das Feiras de
Problemas de infraestrutura: Ppodutores e mistas nas
agendas locais e regionais de
• Ausência de lavatórios; desenvolvimento, dado seu
potencial de geração
• Ausência de lixeiras; deempregos e renda;
• Ausência de locais de • Utilização da capacidade
convivência (mesas, cadeiras empreendedora dos atores
e/ou sociais envolvidos para o
• bancos); aproveitamento do “evento
social” chamado Feira.
• Problemas de acessibilidade
para consumidores com algum
• tipo de limitação física
executarem suas compras com
• segurança;
• Ausência de um espírito de
integração entre os feirantes o