UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
Pêndulo Simples
Alice Melo Campos
Ana Luiza Bueno Dos Santos
Belo Horizonte - MG
20 de abril de 2023
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
Pêndulo Simples
Alice Melo Campos
Ana Luiza Bueno Dos Santos
Relatório apresentado ao curso de Engenharia
Civil da Universidade Federal de Minas
Gerais, como requisito parcial para obtenção de
pontuação na disciplina de Introdução à Física
Experimental –Mecânica.
Professor: Klaus Wilhelm Heirinch Krambrock
Belo Horizonte - MG
20 de abril de 2023
Sumário
1. INTRODUÇÃO ……………………………………………………………………… 4
2. PARTE EXPERIMENTAL ...………………………………………………………… 5
2.1. Objetivo ………………………………………………………………………………….. 5
2.2. Material Utilizado ..……………………………………………………………………… 5
2.3. Procedimento .…………………………………………………………………………… 5
3. RESULTADO ………………………………………………………………………… 6
4. CONCLUSÃO …………………………………………..…………………………… 8
1. INTRODUÇÃO
Na natureza, existe um grande número de fenômenos em que se observam eventos periódicos.
As ondas sonoras, a vibração de uma corda de um instrumento musical, as radiações
eletromagnéticas e o movimento dos elétrons em um campo elétrico alternado são alguns
exemplos de fenômenos que apresentam grandezas com comportamento oscilatório e
periódico. Embora a natureza dessas oscilações seja bastante diversa, as formulações
matemáticas utilizadas para descrevê-las são parecidas. Assim, o tratamento matemático
empregado no estudo de um sistema simples pode ser estendido a sistemas análogos. Um
sistema muito usado para estudar os movimentos oscilatórios e periódicos é o pêndulo
simples.
Um pêndulo simples é constituído de um objeto de massa m, com volume relativamente
pequeno, suspenso por um fio, de comprimento l, inextensível e de massa desprezível, como
mostrado na Fig. 1.
Suponha que, na situação inicial, o pêndulo se encontre em repouso, na vertical. Ao ser
afastado dessa posição de equilíbrio de um ângulo e ao ser solto, o pêndulo executa um
movimento oscilatório em um plano vertical, sob a ação da gravidade.
Todo movimento oscilatório é caracterizado por um período T, que é o tempo necessário para
se executar uma oscilação completa. No caso do pêndulo simples, uma análise detalhada da
dinâmica do problema leva a uma equação geral para o período da forma :
em que
g é a aceleração da gravidade.
Pode-se demonstrar que, para pequenas oscilações 10° o período não depende do ângulo, e é
dado pela equação 2. (Sugestão: Para se perceber a validade desta aproximação, pode-se
calcular o valor do segundo termo da série da equação 1 para = 10° e compará-lo com o valor
do primeiro termo é 1.)
Neste experimento, trabalha-se dentro do limite de pequenas oscilações.
2. PARTE EXPERIMENTAL
2.1. Objetivo
Determinar o valor da aceleração da gravidade.
2.2. Material Utilizado
Barbante fino, esfera, cronômetro e régua.
2.3. Procedimento
O experimento consiste em medir o período do pêndulo variando seu comprimento. Para isso,
você deve usar uma montagem como a mostrada na Fig. 1.
● Estabeleça um comprimento inicial l ≅ 2,00 m e meça o período T do pêndulo
(Observação: Reflita sobre a melhor maneira de se realizar essa medida a fim de se
obter um bom valor para T). Repita esse procedimento para vários valores de
comprimento do fio e construa uma tabela com os resultados obtidos. Tenha o cuidado
de obter valores de l bem distribuídos, incluindo l ≅ 0,20 m; 0,30 m; … , a fim de se
perceber, claramente, o caráter não-linear da relação entre T e l.
● Construa um gráfico de T x l. Observe que os pontos registrados no gráfico não se
situam sobre uma reta, como, de acordo com a equação 2, era de se esperar.
● Utilizando um processo de linearização e fazendo, em seguida, uma regressão linear
nos dados, determine o valor da aceleração da gravidade com seu respectivo erro.
Compare seus resultados em relação ao valor de g local conhecido por meio de outros
processos.
3. RESULTADO
Após a instalação do sistema, cinco diferentes comprimentos l de fio foram medidos em
relação ao tempo de oscilação do pêndulo. Isso foi feito contando e calculando a média do
tempo total que o pêndulo leva para oscilar exatamente 10 vezes, três vezes para cada
comprimento. O mesmo ponto de referência é sempre considerado para calcular o início e o
fim do tempo total. Para encontrar o tempo para cada oscilação deve-se dividir a média pelo
número de oscilações. Os valores obtidos foram reescritos na tabela abaixo:
Comprimento (m) 0,30 0,60 1,00 1,50 2,00
Quantidade De Oscilações 10 10 10 10 10
t1 (s) 11,00 15,86 20,04 23,82 28,36
t2 (s) 11,03 14,55 20,18 23,45 28,42
t3 (s) 11,02 15,91 20,26 23,60 28,54
Média de t (s) 11,02 15,44 20,18 23,62 28,44
Tempo Por Oscilação (s) 1,102 1,544 2,018 2,362 2,844
tm2 (s2) 1,2144 2,38394 4,07232 5,57904 8,08834
Plotou-se o gráfico t² em função de l no programa SciDavis, utilizando os valores acima, e
fez-se o ajuste linear da curva, conforme mostrado a seguir:
Por meio do mesmo programa, realizou-se a regressão linear da curva, obtendo-se os
seguintes valores:
B (y-intercept) = 0,00822450535331853 +/- 0,216835244827906
A (slope) = 3,94387434689507 +/- 0,174730819692392
Mediante a linearização, temos que:
4∙π²∙𝑙
𝑇0² = 𝑔
Variável dependente = 𝑇0²
Variável independente = 𝐼
Coeficiente linear: 0
4∙π²
Coeficiente angular (slope): 𝑔
= 3,94387434689507 → g = 10,01 m/s²
Calculando-se a incerteza:
∆𝑔 = 𝑔. ( )²
∆𝐴
𝐴
∆𝐴
∆𝑔 = 𝑔. 𝐴
0,174730819692392
∆𝑔 = 10, 01. 3,94387434689507
= 0, 44 𝑚/𝑠²
g = (10,01 ± 0,44) m/s2
O erro percentual foi de E(%) = 2,351738%
4. CONCLUSÃO
A partir da realização do experimento, foi possível mensurar o valor aproximado da
aceleração da gravidade e a sua incerteza. Para esse fim, mediu-se o período gasto pelo
pêndulo para realizar determinada quantidade de oscilações em relação a vários comprimentos
l do fio.
Após o ajuste linear e da regressão linear da curva t² x l e da linearização, foi possível
calcular, mediante manipulação algébrica, os valores de g e sua incerteza. Vale destacar que o
valor obtido foi bem próximo ao valor de referência da gravidade do laboratório, que é g =
(9,78 ± 0,05) m/s². O erro percentual relativo, nesse caso, foi de 2,351738%.
Essa diferença pode ser justificada, entre outros fatores, devido à ocorrência de erros humanos
na leitura dos períodos, além de possíveis erros de paralaxe na medição do fio. Como o erro
foi relativamente alto, em contextos científicos em que são exigidos maior precisão,
recomendar-se-ia refazer o experimento utilizando meios de medição mais eficientes.