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Segurança Institucional: Política e Plano

segurança organica

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Ministério Público Federal

Segurança Institucional
Política e Plano
Procurador-Geral da República
Rodrigo Janot Monteiro de Barros

Vice-Procuradora-Geral da República
Ela Wiecko Volkmer de Castilho

Vice-Procurador-Geral Eleitoral
Eugênio Aragão

Ouvidor-Geral do Ministério Público Federal


Augusto Aras

Secretário-Geral
Lauro Pinto Cardoso Neto
SEGURANÇA INSTITUCIONAL
Política e Plano
ministério público federal

Segurança Institucional
Política e Plano

Brasília - DF
2014
Copyright © 2014 – Ministério Público Federal
Todos os direitos desta edição reservados ao Ministério Público Federal
Tiragem: 2000 exemplares
Impresso no Brasil
Elaboração, redação e organização: Unidade de Segurança Internacional
Editoração e projeto gráfico: Secretaria de Comunicação Social

normalização bibliográfica
Coordenadoria de Biblioteca e Pesquisa

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

B823c

Brasil. Procuradoria-Geral da República. Unidade de Segurança


Institucional.
Segurança institucional: política e plano / Unidade de Segurança
Institucional. Brasília : MPF/PGR, 2014.

96p.

1. Política de segurança – Ministério Público Federal. 2.


Segurança institucional - Ministério Público Federal. I. Título.

CDD 341.26

Procuradoria-Geral da República
SAF Sul Quadra 4 Conj. C
CEP 70050-900 Brasília – DF
Telefone: (61) 3105-5100
Segurança Institucional | Política e Plano

Apresentação

A inserção do Ministério Público Federal no efetivo combate à corrupção


e ao crime organizado demanda a adoção de adequadas medidas de proteção
aos seus membros e servidores, bem como a melhoria no controle de acesso e
guarda de suas instalações, materiais, dados e informações. Para tanto, elaboramos
a Política e o Plano de Segurança Institucional que orientarão a consolidação
dos processos e procedimentos de salvaguarda de nossas ações finalísticas e
administrativas.
A segurança institucional será permanente e deverá envolver todos
os integrantes da instituição em atuação responsável e integrada. Definidas
as diretrizes e as normas gerais, as unidades administrativas descentralizadas
poderão elaborar seus planos de segurança orgânica, específicos às características
e necessidades locais, contendo ações de prevenção de danos e ameaças,
gerenciamento de crises, prospecção de cenários e saneamento de eventuais
vulnerabilidades. O planejamento dessas atividades deverá considerar o necessário
equilíbrio entre a funcionalidade de nossos órgãos e as restrições impostas pelas
normas de segurança.
O Ministério Público Federal, nesta oportunidade, agradece o especial
empenho dos servidores da Secretaria de Segurança Institucional, chefiada
por Delfim Loureiro de Queiroz, e o indispensável auxílio do Procurador
da República Wilson Rocha de Almeida Neto, que coordenou a comissão
instituída para validação dos estudos e apresentação de proposta do presente
plano de segurança. Merece também destaque a colaboração dos Procuradores
da República Eduardo Santos de Oliveira, Guilherme Guedes Raposo, Sílvio
Pereira Amorim e Sílvio Roberto Oliveira de Amorim Junior, e dos servidores
Henrique Antônio Oliveira dos Santos e Luís Carlos Galvão.

Rodrigo Janot Monteiro de Barros


Procurador-Geral da República
sumário

Apresentação

PARTE I

Política de Segurança Institucional

1 | Introdução 11

2 | Objetivos 13

3 | Amplitude 13

4 | Fatores críticos de sucesso 13

5 | Segurança de recursos humanos 14

6 | Segurança de material 15

7 | Segurança de áreas e instalações 15

8 | Segurança da informação 16

9 | Outros aspectos de segurança 18

10 | Gestão de riscos 18

11 | Planejamento de contigência e controle de danos 19

12 | Atribuições 19

13 | Disposições finais 21
sumário
PARTE II

Plano de Segurança Institucional

1 | Apresentação 25

2 | Estrutura Organizacional e Atribuições  26

3 | Gestão Estratégica 33

4 | Segurança Institucional 37

5 | Disposições Finais 87

PARTE III

Anexos

1 | Portaria nº 580, de 17 de novembro de 2010 89

2 | Portaria nº 124, de 18 de março de 2013 90

3 | Portaria nº 417, de 5 de julho de 2013 91

4 | Portaria nº 427, de 5 de julho de 2013 92

5 | Portaria nº 902, de 13 de dezembro de 2013 94


PARTE I

Política de
Segurança Institucional
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

PARTE I

Política de Segurança Institucional

1| Introdução

Objetiva-se neste documento estabelecer a POLÍTICA DE SEGURANÇA


INSTITUCIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF),
expedindo diretrizes gerais de segurança. A Política será orientadora para
fundamentação de normas, processos e procedimentos de segurança a serem
implementados em todo o MPF, por meio do Plano de Segurança Institucional
e dos Planos de Segurança Orgânica das unidades do MPF.
Para efeito desta Política, entende-se como Sistema MPF a Procuradoria
Geral da República, as Procuradorias Regionais da República, as Procuradorias
da República nos Estados e no Distrito Federal, as Procuradorias da República
nos Municípios, assim como os seus membros e servidores. Estão também sob
alcance do conceito de Sistema MPF os estagiários e funcionários terceirizados,
por manterem algum tipo de vínculo com o MPF.
As especificidades, particularidades e características das Funções
Institucionais do MPF exigem adoção de medidas de segurança para garantir
o pleno exercício dessas funções, indicando a necessidade de normatização de
processos, práticas, procedimentos e técnicas referentes à segurança.
As transformações globais introduzidas pela chamada "sociedade do
conhecimento", resultado de novos referenciais sociais, econômicos, tecnológicos
e culturais, ensejam a produção de informação de toda espécie, em grande volume
e de forma cada vez mais rápida, determinando às instituições a necessidade de
equacionar o compartilhamento com a compartimentação da informação, de
acordo com a necessidade de proteção.
A complexidade dos cenários atuais, associada à existência de atores hostis
com os mais variados interesses, revela que os assuntos relativos à segurança devem
ser abordados de maneira sistêmica, inseridos em um contexto de planejamento
estratégico da Instituição, ou seja, deve-se pensar a proteção do Sistema MPF
como um todo, de forma integrada na Instituição e fora dela, com o envolvimento
de todos os seus integrantes.

11
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

No MPF, a Segurança Institucional deverá ter como concepção os seguintes


princípios:

• orientar suas práticas pela ética profissional, cultuando os valores


fundamentais do MPF;

• desenvolver suas atividades com o objetivo principal de antecipar-se às


ações hostis das diversas ameaças de forma preventiva e proativa;

• possuir um caráter permanente, interligando-se a outras áreas para


proteção do Sistema MPF;

• orientar-se por ameaças reais ou potenciais ao Sistema MPF, exploradas


por atores hostis de qualquer natureza e com os mais variados interesses.
Incluem-se aqui os efeitos de acidentes naturais;

• salvaguardar sempre a Instituição, evitando sua exposição e exploração


midiática negativa.

Para cumprir as atribuições de proteção do Sistema MPF, a Segurança


Institucional se segmentará nos seguintes grupos de medidas de segurança
orgânica:

• segurança de recursos humanos;

• segurança do material;

• segurança das áreas e instalações;

• segurança da informação.

Pela importância do ativo denominado informação e a complexidade


que envolve as ações para sua proteção, incluindo a utilização de modernas
tecnologias, a segurança da informação se desdobra em:

12
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

• segurança da informação nos meios de tecnologia da informação;

• segurança da informação no pessoal;

• segurança da informação na documentação;

• segurança da informação nas áreas e instalações.

Além dos grupos de medidas de segurança orgânica citados, a Segurança


Institucional deverá despender especial atenção para ações antagônicas de
sabotagem e acessos intencionais não autorizados para que haja proteção efetiva
de todos os bens tangíveis e intangíveis.

2| Objetivos

• Estabelecer as diretrizes gerais do Procurador-Geral da República, a


respeito de Segurança Institucional;

• Orientar a execução da atividade de Segurança Institucional no MPF;

• Definir as atribuições de segurança para as unidades do MPF;

• Desenvolver uma mentalidade de segurança no MPF.

3| Amplitude

O conteúdo desta Política de Segurança Institucional se aplica às unidades


do Ministério Público Federal e aos seus integrantes, naquilo que se refere às
práticas e aos procedimentos individuais nas suas respectivas esferas de atribuições.

4| Fatores Críticos de Sucesso

São considerados como fatores determinantes para o sucesso da


implementação da Política de Segurança Institucional no MPF:
• comprometimento e apoio explícito de todos os níveis de direção e

13
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

chefia do MPF, com atitudes favoráveis ao cumprimento de normas de


segurança no âmbito da Instituição;
• obtenção de uma mentalidade de segurança por todos os integrantes
do MPF, incorporando o conceito de que cada um é responsável pela
manutenção do nível de segurança adequado;
• estabelecimento de um Plano de Segurança Institucional e Planos
de Segurança Orgânica, normas e procedimentos consistentes com a
cultura organizacional da Instituição e consubstanciados na realidade de
cada unidade do MPF;
• estabelecimento de estruturas de gerência, auditoria e validação de
processos sensíveis, que envolvam quesitos de segurança;
• entendimento das necessidades de segurança que respalde o desempenho
das Funções Institucionais do MPF;
• elaboração de programas de divulgação, educação e informação de
conteúdos de segurança;
• provisão de recursos financeiros para as atividades de segurança;
• criação de programas de formação de recursos humanos e de treinamento
continuado específico para servidores e para terceirizados com encargos
de segurança;
• realização de Assessorias Técnicas de Segurança (ATS) para orientar as
unidades do MPF.

5| Segurança de Recursos Humanos

É um conjunto de medidas destinado a proteger a integridade física de


membros, servidores do MPF e familiares, quando comprometida em face do
desempenho das funções institucionais.
Envolve a proteção realizada por servidores do MPF ou a solicitação de
proteção disponibilizada por Órgãos de Segurança Pública (OSP) estaduais e
federais e, em último caso, pelas forças singulares.
Pela especificidade e circunstâncias do desempenho das Funções
Institucionais, é fundamental que os integrantes do MPF, em particular os
membros, desenvolvam uma cultura de conscientização e sensibilização quanto
às prováveis ameaças, estabelecendo procedimentos de proteção e preservação de
sua integridade.

14
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

6| Segurança de Material

Compreende um conjunto de medidas de segurança voltadas para proteger


o material pertencente ou em uso no MPF. O material constitui-se em um
ativo economicamente importante para o MPF, além de poder conter dados e
informações sensíveis e sigilosos de interesse de atores antagônicos.
O material compreende o patrimônio físico do MPF, estabelecido em bens
móveis e imóveis, que permite o adequado funcionamento de uma unidade.
Nas medidas de guarda e proteção do material, devem ser incluídas as condições
técnicas adequadas e os procedimentos de segurança e manutenção do material.
Incidentes de segurança envolvendo material devem ser sempre
observados sob a ótica da intencionalidade do fato. Cumpre levantar a situação
e as circunstâncias em que o fato ocorreu, para esclarecimento a respeito de
ocorrência de sabotagem.

7| Segurança de Áreas e Instalações

Segurança de áreas e instalações constitui-se em um grupo de medidas


orientadas para proteger o espaço físico sob responsabilidade do MPF ou onde
se realizam atividades de interesse do MPF, com a finalidade de salvaguardá-las.
As ações de segurança nas áreas e instalações estão intimamente ligadas a
outros grupos de medidas, como a segurança de recursos humanos e a segurança
da informação. Essa integração é que proporciona maior nível de segurança para
o Sistema MPF.
Incluem-se, na segurança de áreas e instalações: a) demarcação de áreas; b) controle
de acessos; c) detecção de intrusão e monitoração de alarme; d) implementação
de barreiras; e) estabelecimento de linhas de proteção; f) sistema de vigilância
humana; g) proteção de cabeamentos e quadros de toda espécie; h) proteção de
sistemas de energia, água, gás e ar condicionado; i) outras técnicas e procedimentos
de segurança.
O Plano de Segurança Institucional e os Planos de Segurança Orgânica
devem prever procedimentos que contemplem as regras de segurança e
instrumentos de auditoria e validação de cada norma. Todos os processos devem
ser avaliados e auditados periodicamente.

15
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

Os projetos de construção de áreas e instalações do MPF devem ser


planejados, integrando o setor de engenharia com o setor de segurança, de
maneira a reduzir deficiências originadas no projeto. Dessa maneira, devem-se
levar em consideração aspectos de iluminação; locais de trânsito de pessoas e
veículos (servidores, visitantes, prestadores de serviço, entregadores); campos de
visada para agentes de segurança; ocupação física de espaços; manutenção de
áreas e equipamentos; cabeamento e instalação de equipamentos de energia e
tecnologia da informação e delimitação de perímetros de segurança.
Além disso, os equipamentos de segurança para áreas e instalações devem
ser integrados à vigilância humana e a outros sistemas de segurança e de controles
de acesso, a fim de estabelecer a segurança de forma sistêmica.
É de fundamental importância o planejamento para prevenção e combate
a incêndio, o que exige meticulosa avaliação de ameaças desse tipo e treinamento
de pessoal. O emprego de pessoal especializado e o treinamento de servidores
voluntários - como apoio em situações de crise - devem ser sempre considerados
no planejamento.
Da mesma forma que na segurança do material, os incidentes envolvendo áreas e
instalações devem ser sempre observados sob a ótica da intencionalidade do
fato, buscando-se identificar indícios de sabotagem ou acessos intencionais não
autorizados.

8| Segurança da Informação

A segurança da informação é um grupo de medidas de segurança que


envolve a proteção de dados, informações e conhecimentos sensíveis ou sigilosos,
cujo acesso ou divulgação não autorizados podem acarretar prejuízos de qualquer
natureza ao MPF ou proporcionar vantagem a atores antagônicos.
A segurança da informação visa garantir a integridade, o sigilo, a
autenticidade, a disponibilidade, o não repúdio e a atualidade da informação.
Os acordos de confidencialidade ou de não divulgação, para preservar a
informação, devem ser celebrados entre o MPF e as instituições ou organizações
com as quais o Ministério Público compartilhe dados. Esses acordos devem ser
estendidos aos integrantes das instituições e organizações que tiverem acesso a
tais dados.

16
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

Os acordos devem ser estabelecidos por meio de cláusulas contratuais ou


por meio de Termos de Compromisso de Manutenção do Sigilo, os quais devem
ser específicos para cada situação e circunstância. Os integrantes do MPF que
têm acesso a dados e informações sigilosos devem assinar também esses termos.
Toda informação deve ser classificada de acordo com o grau de sigilo
exigido por seu conteúdo, de forma a assegurar que receba nível adequado de
proteção. A classificação indicará as necessidades, prioridades e níveis de proteção
desejados no tratamento da informação. A classificação de documentos no MPF
seguirá o constante no Decreto nº 4.553, de 27 de dezembro de 2002, naquilo
que for aplicável ao MPF.
A Segurança da Informação nos Meios de Tecnologia da Informação
constitui um grupo de medidas para salvaguardar a informação, a integridade
dos sistemas e os Meios de Tecnologia da Informação do MPF. Engloba as áreas
de Informática e Comunicações.
No que se refere à Segurança da Informação nos Meios de TI, a busca de
proteção de dados e informações deve sempre privilegiar a utilização de tecnologias
modernas e o uso de sistemas criptográficos na transmissão de dados e informações,
inclusive nos meios de comunicação por telefonia. Especial atenção deve ser dada
aos procedimentos de armazenamento de dados (backup), os quais devem promover
a segurança e disponibilidade da informação.
A Certificação Digital deve ser considerada para o trato com assuntos que
necessitem de sigilo e validade jurídica. Mesmo não sendo classificados como
sigilosos – pela sua sensibilidade e necessidade de salvaguarda temporária –, os
assuntos que exigem proteção também devem ser considerados.
A Segurança da Informação no Pessoal refere-se ao conjunto de medidas
destinadas a garantir comportamento dos integrantes do Ministério Público
Federal que assegure a proteção da informação. Engloba medidas de segurança
no processo seletivo, no desempenho da função e no desligamento da função ou
da Instituição.
A Segurança da Informação na Documentação é um conjunto de medidas
que visa à proteção da informação contida na documentação que é arquivada
ou tramita no MPF. Inclui medidas de segurança no ato de produzir, classificar,
tramitar, arquivar e destruir a documentação.
É relevante que se proceda a gestão documental para documentos
ostensivos e sigilosos de acordo com a legislação em vigor, implementando-se,

17
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

assim, protocolos de documentos adequados a essa classificação.


A Segurança da Informação nas Áreas e Instalações define medidas e
procedimentos para preservar as informações sobre áreas e instalações.

9| Outros Aspectos de Segurança

A sabotagem é o dano intencional contra material ou instalações, com


impacto direto físico e indireto psicológico, que pode causar a interrupção de
atividades. Por se constituir em um ato deliberado, possui alvo determinado
e efeito esperado, aspectos que devem ser avaliados em caso de incidente de
segurança.
O Plano de Segurança Institucional e os Planos de Segurança Orgânica
deverão contemplar medidas de segurança que garantam ações para neutralizar
eventuais atos de sabotagem contra o MPF. A negação de informação a atores
hostis constitui-se em eficaz instrumento para evitar a sabotagem.
O acesso não autorizado a dados e informações constitui-se em atividade
desenvolvida para subtrair conhecimento protegido de uma pessoa, organização
ou instituição. O MPF, pela natureza de sua função institucional, possui dados e
informações de interesse de atores antagônicos, cuja divulgação não autorizada
ou prematura pode gerar desvantagem ou causar danos ao MPF.
A identificação e a proteção desses dados e informações constituem-se em
atividade primordial para os integrantes do MPF. A salvaguarda da informação
ocorrerá por meio da implementação de medidas de segurança orgânica
integradas a práticas para desenvolver uma mentalidade de segurança.
Também é importante a conscientização por todos os integrantes do MPF
de que a proteção de dados ou informações pessoais e da Instituição deve ser
sempre permanente.

10 | Gestão de Riscos

A Gestão de Riscos – inclui a análise, avaliação e tratamento do risco –


constitui-se em atividade fundamental para proteção do Sistema MPF, por ser um
processo dinâmico e proativo de defesa do sistema.
A Gestão de Riscos precede o planejamento estratégico e tático, e o
estabelecimento de processos e tomada de decisões que envolvam risco.

18
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

A sua implementação orienta a operacionalização de controles, planejamento de


controle de danos e de contingência para a Instituição.
As unidades do MPF devem conduzir avaliação de risco para determinar
suas necessidades de proteção, para monitorar as situações de risco e para
acompanhar a escalada de ameaças, procedendo a modificações para ajustar as
medidas de proteção.
Nessa concepção, as Assessorias Técnicas de Segurança (ATS), conduzidas
pela Unidade de Segurança Institucional, constituem-se em eficaz instrumento
de gestão de risco para as unidades do MPF. Além de avaliar e analisar os riscos,
as ATS sugerem ações a realizar para tratamento do risco identificado.

11 | Planejamento de Contigência e Controle de Danos

Planejamento de contingência é a previsão de técnicas e procedimentos


alternativos adotados para efetivar processos que tenham sido interrompidos ou
que tenham perdido sua eficácia. Visam minimizar o impacto e restabelecer a
continuidade desses processos, combinando ações preventivas e de recuperação.
São fundamentais para permitir o cumprimento das funções da Instituição,
mesmo diante de um incidente que atente contra a realização de processos.
O Controle de Danos é a determinação de uma série de medidas que
visem avaliar a profundidade de um dano por ocasião de um incidente, o
comprometimento dos ativos e as consequências para a Instituição, inclusive
no que se refere à imagem institucional. Constitui-se em eficaz ferramenta de
suporte para tomada de decisões em situações de crise, possuindo concepção
complementar ao planejamento de contingência.
Os Planejamentos de Contingência e de Controle de Danos devem ser
desencadeados simultaneamente em caso de crise, devem ser setoriais e exequíveis,
preparados de acordo com a realidade de cada unidade do MPF. É relevante que
sejam nomeados responsáveis e substitutos para cada ação a ser realizada e que os
planejamentos sejam testados e reavaliados periodicamente.

12 | Atribuições

O MPF elaborará um Plano de Segurança Institucional e as unidades


administrativas um Plano de Segurança Orgânica, orientados pela presente Política.

19
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

O planejamento deverá ser específico e adequado às características e realidade


de cada unidade, e especial atenção deverá ser dispensada à implementação das
normas e procedimentos de segurança constantes no plano.
A Unidade de Segurança Institucional deverá propor um Plano de
Segurança Institucional do MPF, obedecendo a presente política, em conjunto
com outras áreas da administração, como Tecnologia da Informação, Engenharia
e Arquitetura, Gestão de Pessoas e Planejamento Estratégico. Esse plano deverá
conter as normas específicas de cada grupo de medidas de segurança, as quais
serão confeccionadas com a participação de cada setor da PGR.
Será disponibilizado pela Unidade de Segurança Institucional um modelo
genérico de Plano de Segurança Orgânica para subsidiar as demais unidades do MPF.
À Unidade de Segurança Institucional cabe, ainda, orientar e apoiar as unidades do
MPF em situações de emergência e nos casos de ameaça. As unidades do MPF têm
a incumbência de implementar os seus respectivos Planos de Segurança Orgânica,
de acordo com cronograma específico.
Para obter uma concepção sistêmica da segurança, as unidades do MPF
constituirão uma Unidade de Segurança Orgânica ou Assessorias de Segurança
Orgânica, de acordo com a demanda e disponibilidade de recursos humanos, os
quais terão atribuições regionais ou individuais, de acordo com a necessidade de
cada unidade. Tais estruturas deverão estabelecer um canal técnico e operacional
com a Unidade de Segurança Institucional, com ligação para assuntos de
segurança, de modo a compartilhar conhecimentos, dados e informações. A
existência de um canal técnico não exime os núcleos e as assessorias de sua
subordinação administrativa às unidades.
O acompanhamento de cenários de interesse do Ministério Público Federal,
no que se refere à segurança, para proporcionar suporte ao desempenho das
funções institucionais, é uma incumbência da Unidade de Segurança Institucional,
que contará com o apoio das Unidades ou Assessorias de Segurança Orgânica das
unidades do MPF.
No âmbito do MPF o planejamento e a coordenação da capacitação de
recursos humanos na área de segurança cabe à Unidade de Segurança Institucional,
a qual, sempre que possível, realizará essa atividade em parceria com a Escola
Superior do Ministério Público da União.

20
Política de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 580/2010

13 | Disposições Finais

As normas, procedimentos e técnicas de segurança devem ser exequíveis e


a sua implementação precedida de um programa de capacitação e treinamento
dos integrantes do MPF. Os programas de treinamento continuado, que têm por
objetivo manter os integrantes do MPF em condição de executar as práticas de
segurança, devem se constituir em preocupação de gestores em todos os níveis. A
revisão periódica de todos os planos em prática permitirá a manutenção de níveis
aceitáveis de segurança do MPF.
Os princípios de segurança constantes nesta Política também se aplicam a
comissões ou grupos de trabalho designados em proveito do MPF, mesmo que
atuem em áreas e instalações não pertencentes ao MPF.
A partir da data da publicação da presente Política, as unidades deverão
confeccionar um Plano de Segurança Orgânica, de acordo com os prazos
previstos em um programa de implementação. Depois de período de ajustes, o
plano deve ser encaminhado à Unidade de Segurança Institucional para análise e
avaliação.
Ao final do primeiro ano de vigência da presente Política e periodicamente
deverão ser revisados os planos de segurança e a própria Política, para perfeita
adequação às necessidades do MPF.
A Unidade de Segurança Institucional deverá estudar e propor uma
Política de Contrainteligência para o MPF, que amplie o conceito de segurança
e proporcione a salvaguarda dos interesses do MPF. Nesse estudo, deverá ser
prevista a criação de práticas, estruturas e normas para execução da atividade.
O equilíbrio entre a funcionalidade dos diversos setores do MPF e
as restrições impostas pelas normas de segurança é impositivo para todo
planejamento de segurança.

21
PARTE II

Plano de
Segurança Institucional
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

PARTE II

Plano de Segurança Institucional

CAPÍTULO I

Apresentação

O presente Plano de Segurança Institucional tem por finalidade orientar


e desenvolver a atividade de segurança no âmbito do Ministério Público Federal
- MPF, estabelecendo princípios e diretrizes complementares à Política de
Segurança Institucional.

1.1 | Considerações gerais sobre Segurança Institucional

Segurança Institucional compreende o conjunto de medidas adotadas


para prevenir, detectar, obstruir e neutralizar ações de qualquer natureza que
constituam ameaça à salvaguarda da Instituição e de seus integrantes.
A Segurança Institucional, no âmbito do MPF, é estratificada em níveis
de gestão administrativa e se estrutura por meio da Política de Segurança
Institucional, do Plano de Segurança Institucional e dos Planos de Segurança
Orgânica.
A Política de Segurança Institucional refere-se ao nível de gestão política e
estabelece as diretrizes gerais de segurança e áreas afins, alinhadas ao planejamento
estratégico.
O Plano de Segurança Institucional abrange todos os grupos de medidas
de segurança previstos na Política de Segurança Institucional e se refere ao nível
de gestão administrativa estratégica, definindo as ações, projetos e programas
necessários ao alcance dos objetivos específicos de Segurança Institucional.
Os Planos de Segurança Orgânica estabelecem normas de segurança
específicas para cada unidade da Instituição, de acordo com suas características e
peculiaridades, adequadas às necessidades de segurança locais e regionais.

25
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

Referem-se ao nível de gestão administrativa tática e se desdobram em


normatização de rotinas e procedimentos

1.2 | Princípios da Segurança Institucional

A Segurança Institucional baseia-se nos seguintes princípios:

I- ética profissional, cultuando e preservando os direitos fundamentais e os


demais valores do MPF;

II - antecipação às ações hostis das diversas ameaças de forma preventiva e


proativa;

III - caráter permanente, interligando-se a outras áreas para proteção do MPF;

IV - consideração das ameaças reais ou potenciais ao MPF, inclusive as


decorrentes de fenômenos naturais; e

V- salvaguarda da Instituição de modo a evitar sua exposição midiática


negativa.

1.3 | Amplitude

O disposto no Plano de Segurança Institucional aplica-se às unidades do


MPF e aos seus integrantes naquilo que se refere às práticas e aos procedimentos
nas suas respectivas esferas de atribuições.

CAPÍTULO II

Estrutura Organizacional e Atribuições

As funções de gestão de segurança institucional no MPF serão


desempenhadas pelo Secretário-Geral, no âmbito nacional; pelos Procuradores-

26
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

Chefes, no âmbito das respectivas unidades; e pelo Procurador, designado pelo


Procurador-Chefe do respectivo Estado, nas Procuradorias da República nos
Municípios.
A coordenação técnica e operacional da atividade de segurança institucional
será de responsabilidade da Unidade de Segurança Institucional, no âmbito
da Procuradoria Geral da República - PGR, e das respectivas Unidades de
Segurança, no âmbito das Procuradorias Regionais da República - PRRs e das
Procuradorias da República nos Estados - PRs. Nas Procuradorias da República
nos Municípios - PRMs, a atividade será desempenhada pelo Coordenador de
PRM ou, de forma justificada, por outro servidor indicado pelo Procurador
responsável pela segurança da unidade.

2.1 | Atribuições das Unidades de Segurança

2.1.1 Compete à Unidade de Segurança Institucional, vinculada à


PGR:

I- planejar, coordenar, executar, orientar e supervisionar as atividades de


segurança institucional do MPF;

II - propor a atualização e o aprimoramento periódico da Política de


Segurança Institucional e do Plano de Segurança Institucional do MPF;

III - subsidiar as unidades do MPF na elaboração do Plano de Segurança


Orgânica;

IV - assessorar o Secretário-Geral na homologação dos Planos de Segurança


Orgânica das unidades do MPF e nos demais assuntos referentes à
segurança institucional;

V- propor regulamentação para atividade de gestão de riscos no MPF;

27
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

VI - desenvolver a doutrina de segurança do MPF para proteção de


membros e servidores, as situações de emergência, o planejamento de
contingência, a gestão de riscos, a investigação de incidentes e outros
assuntos relacionados à segurança;

VII - executar atividades de assessoria técnica de segurança e elaborar manuais


técnicos para subsidiar a realização de tais atividades pelas unidades do
MPF;

VIII - planejar, coordenar e executar, quando assim determinado pelo


Procurador-Geral da República ou pelo Secretário-Geral, a atividade de
proteção de membros, de servidores e, se necessário, de seus familiares,
para garantia do exercício das funções institucionais;

IX - supervisionar e avaliar, quando solicitado, as medidas de proteção


adotadas em favor de membros, servidores e seus familiares;

X- realizar a fiscalização documental, fiscal e física dos contratos de


segurança e de bombeiro civil da PGR;

XI - propor, em conjunto com os setores da PGR, o estabelecimento das


normas de segurança para cada grupo de medidas de segurança previstos
na Política de Segurança Institucional;

XII - desenvolver uma cultura de inovação para a área de segurança institucional


do MPF, inclusive promovendo estudos, avaliações e aplicações de novas
tecnologias, táticas, técnicas e procedimentos de segurança;

XIII - promover a conscientização dos integrantes da Instituição quanto à


importância da segurança institucional;

XIV - supervisionar, coordenar e fiscalizar, tecnicamente, as atividades de


segurança institucional desenvolvidas nos setores da PGR e no âmbito
das unidades do MPF;

28
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XV - propor programas de formação de recursos humanos ou treinamentos


continuados para os membros e servidores com funções de segurança;

XVI - estabelecer os mecanismos e procedimentos necessários às comunicações


e ao intercâmbio de informações e conhecimentos no âmbito do MPF,
observando as medidas necessárias para manutenção da segurança e
sigilo, com base na legislação em vigor;

XVII - estabelecer um canal de comunicação com as Unidades de Segurança do


MPF, de modo a compartilhar conhecimentos, dados e informações;

XVIII - propor instrumentos de cooperação técnica com o Poder Judiciário,


com órgãos de inteligência nacionais e internacionais e com outras
instituições, no que se refere às questões de segurança institucional;

XIX- orientar e apoiar as unidades do MPF nas questões de segurança


institucional, sobretudo em situações de emergência;

XX - propor uma Política de Contrainteligência para o MPF, que proporcione


a salvaguarda dos interesses da Instituição;

XXI - elaborar e implementar o Plano de Segurança Orgânica da PGR;

XXII - levantar informações e desenvolver ações de inteligência com vistas a


subsidiar as atividades de segurança institucional, quando autorizado
pelo Procurador-Geral da República ou pelo Secretário-Geral;

XXIII - planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de dados e


informações, produzindo conhecimentos para a segurança institucional;

XXIV - acompanhar, permanentemente, os cenários de interesse do MPF, no


que se refere à segurança institucional, de modo a proporcionar suporte
adequado ao desempenho das funções;

29
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XXV - desenvolver atitudes favoráveis ao cumprimento de normas de segurança


no âmbito do MPF, estimulando o comprometimento e o apoio das
áreas do MPF; e

XXVI - desenvolver outras atividades correlatas determinadas pelo Procurador-


Geral da República ou pelo Secretário-Geral.

2.1.2 Compete às Unidades de Segurança das PRRs e das PRs:

I- planejar, coordenar, executar, orientar e supervisionar as atividades de


segurança institucional no âmbito da respectiva unidade do MPF;

II - assessorar o Procurador-Chefe nas questões relativas à segurança


institucional;

III - elaborar e implementar o Plano de Segurança Orgânica da respectiva


unidade do MPF, observando as recomendações da Unidade de
Segurança Institucional;

IV - subsidiar as respectivas PRMs na elaboração dos Planos de Segurança


Orgânica;

V- orientar e apoiar as respectivas PRMs no que se refere as questões de


segurança institucional, assim como em situações de emergência e nos
casos de ameaça;

VI - acompanhar os cenários regionais e locais de interesse do MPF, no que


se refere à segurança, a fim de proporcionar suporte ao desempenho das
funções institucionais;

VII - realizar a fiscalização documental, fiscal e física dos contratos de


segurança e bombeiro civil da respectiva Unidade Gestora do MPF;

VIII - seguir as recomendações e orientações técnicas da Unidade de

30
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

Segurança Institucional e com ela compartilhar conhecimentos, dados


e informações, sem prejuízo da subordinação administrativa à respectiva
unidade do MPF;

IX - executar atividades de assessoria técnica de segurança;

X- planejar e executar, quando assim determinado pelo Procurador-Geral


da República, Secretário-Geral ou Procurador-Chefe, atividade de
proteção de membros, de servidores e, se necessário, de seus familiares,
para garantia do exercício das funções institucionais;

XI - supervisionar e avaliar, quando solicitado, as medidas de proteção


adotadas em favor de membros, servidores e seus familiares;

XII - propor, em conjunto com os setores da unidade do MPF, o


estabelecimento das normas de segurança para cada grupo de medidas
de segurança previstos na Política de Segurança Institucional;

XIII - promover a conscientização dos integrantes da Instituição quanto à


importância da segurança institucional;

XIV - supervisionar, coordenar e fiscalizar as atividades de segurança


institucional desenvolvidas nos setores da unidade do MPF;

XV - levantar informações e desenvolver ações de inteligência com vistas a


subsidiar as atividades de segurança institucional, quando autorizado
pelo Procurador-Chefe;

XVI - planejar e executar ações relativas à obtenção e integração de dados e


informações, produzindo conhecimentos para a segurança institucional;
e

XVII - desenvolver outras atividades cor relatas deter minadas pelo


Procurador-Chefe.

31
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

2.1.3 Compete ao Coordenador de PRM ou a outro servidor


designado:

I- planejar, coordenar, executar, orientar e supervisionar as atividades de


segurança institucional no âmbito da PRM;

II - assessorar o Procurador responsável pela segurança da PRM nas questões


relativas à segurança institucional;

III - acompanhar os cenários locais de interesse do MPF, no que se refere à


segurança, a fim de proporcionar suporte ao desempenho das funções
institucionais;

IV - realizar a fiscalização documental, fiscal e física dos contratos de


segurança e bombeiro civil da PRM;

V- elaborar e implementar o Plano de Segurança Orgânica da PRM,


observando as recomendações da Unidade de Segurança Institucional e
da Unidade de Segurança da PR no Estado;

VI - seguir as recomendações e orientações técnicas da Unidade de Segurança


da PR no Estado e com ela compartilhar conhecimentos, dados e
informações;

VII - propor, em conjunto com os setores da PRM, o estabelecimento das


normas de segurança para cada grupo de medidas de segurança previstos
na Política de Segurança Institucional;

VIII - promover a conscientização dos integrantes da Instituição quanto à


importância da segurança institucional;

IX - supervisionar, coordenar e fiscalizar, tecnicamente, as atividades de


segurança institucional desenvolvidas nas áreas da PRM; e

32
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

X- desenvolver outras atividades correlatas determinadas pelo Procurador-


Chefe ou pelo Procurador responsável pela segurança da PRM.

2.1.4 Sem prejuízo das atribuições das Unidades de Segurança e


da Coordenação de PRM, os setores de cada unidade do MPF
serão responsáveis pela aplicação das normas de segurança
institucional, assim como pela propositura e implementação
de outras medidas de segurança específicas em sua esfera de
atribuições.

CAPÍTULO III

Gestão Estratégica

O planejamento estratégico de segurança institucional tem a finalidade de


atender às diretrizes elencadas na Política de Segurança Institucional por meio de
ações e projetos que devam ser implementados em cada unidade do MPF.

3.1 | Objetivo Estratégico Geral

3.1.1 Objetivo: fortalecer a segurança institucional.

3.1.2 Descrição: estruturar um sistema capaz de garantir, de


modo efetivo, a segurança de pessoas (membros, servidores,
terceirizados e estagiários), dados, informações, materiais,
processos, documentos, áreas e instalações de todas as
unidades do MPF, além de criar e desenvolver uma cultura de
segurança institucional apta, entre outras coisas, a manter todo

33
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

o corpo funcional do MPF em permanente atenção no cuidado


com as questões afetas a tal objetivo estratégico.

3.2 | Objetivos Estratégicos Específicos

3.2.1 objetivo estratégico geral desdobra-se nos seguintes objetivos


estratégicos específicos:

I- normatizar os itens de segurança previstos nos grupos de medidas de


segurança;

II - capacitar recursos humanos para atividades referentes à segurança


institucional;

III - desenvolver a consciência da segurança institucional no MPF;

IV - realizar planejamento de contingência para processos sensíveis;

V- implementar o Plano de Segurança Orgânica em todas as unidades do


MPF;

VI - estabelecer uma doutrina de segurança específica para o MPF;

VII - desenvolver cenários de segurança;

VIII - estruturar a segurança institucional do MPF;

IX - dotar a Instituição de meios que permitam desenvolver a atividade de


segurança nas melhores condições;

X- estabelecer estruturas de gerência, auditoria e validação de processos; e

XI - estabelecer processos de gestão de riscos.

34
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

3.2.2 A Unidade de Segurança Institucional deverá desenvolver


ações estratégicas, por meio de programas e projetos, para
atender a cada um dos objetivos estratégicos específicos.

3.3 | Plano de Segurança Orgânica

O Plano de Segurança Orgânica - PSO, composto por normas e


procedimentos de segurança das unidades do MPF, deve ser orientado para as
necessidades e especificidades locais.

3.3.1 O PSO será integrado por:

I- normas de segurança para cada grupo de medidas de segurança e anexos


que regulamentem procedimentos de proteção relativos a cada grupo de
medidas;

II - regras de segurança para orientação de portarias que regulamentem


assuntos locais; e

III - atribuições de responsabilidade.

3.3.2 A implementação do PSO é de responsabilidade de cada


unidade do MPF, que contará com o apoio técnico (modelo
de plano, capacitação e revisão) da Unidade de Segurança
Institucional.

3.4 | Doutrina de Segurança Institucional

A doutrina de segurança institucional traduz a consolidação dos princípios,


conceitos básicos, procedimentos, orientações, metodologias e processos referentes
à área de segurança que viabilizem o adequado cumprimento da missão do

35
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

MPF. A sua codificação em cadernos doutrinários e manuais técnicos permite a


divulgação do conhecimento e a padronização de procedimentos.
O detalhamento da normatização dos procedimentos de segurança
constantes neste Plano constitui-se em documentação para orientar e regular
as atividades de segurança a serem executadas, tais como Assessoria Técnica de
Segurança, Operação de Segurança, Visita de Avaliação de Segurança, Gestão
de Riscos, Oficina de Lições de Segurança Institucional Aprendidas e outros
eventuais projetos desenvolvidos pela unidade. Poderá, ainda, abordar os demais
aspectos ligados ao tema, para as diversas unidades do MPF.

3.5 | Cenários de Segurança

A Unidade de Segurança Institucional, com a colaboração das Unidades


de Segurança das PRRs e PRs, deverá criar cenários de segurança com o
objetivo de orientar os trabalhos, tanto os específicos de segurança, quanto os
rotineiros dos membros e servidores das unidades do MPF.
Tais cenários, além de fornecerem subsídios para a elaboração de
planejamentos de segurança, permitirão melhor ambientação dos Procuradores
da República, ao serem removidos para determinada unidade ou por ocasião
de sua primeira lotação.

3.6 | Gerência e Validação de Processos

Os sistemas e os serviços necessários ao MPF, que envolvam aspectos de


segurança, devem possuir gerência definida e, ainda, serem submetidos à avaliação
de conformidade de critérios e à validação de processos.
Os sistemas e serviços das unidades do MPF, que envolvam quesitos de
segurança e cujo incidente possa redundar em interrupção ou prejuízo e causar
impactos negativos à Instituição, devem ser mapeados e identificados.
Após a identificação dos sistemas e serviços, deverá ser designada uma
gerência para exercer os controles de segurança e realizar as auditorias e a
validação de processos. A gerência será responsável pelo acompanhamento do
sistema ou serviço e por realizar as modificações e aperfeiçoamentos necessários
à sua otimização.

36
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

As auditorias têm caráter interno e deverão ser realizadas periodicamente,


visto que objetivam analisar criticamente os processos, atividades, ações e
procedimentos do próprio sistema ou serviço e de seus operadores, verificando se
estão em conformidade. Os relatórios decorrentes das auditorias deverão formar
um registro para consultas posteriores, formando um banco de dados que poderá
subsidiar a administração das unidades do MPF em decisões futuras.
A validação de processos tem por finalidade verificar se o sistema ou
o serviço cumpre com a finalidade de atender aos requisitos da segurança
institucional.

CAPÍTULO IV

Segurança Institucional

4.1 | Medidas de Segurança

A Segurança Institucional compreende o conjunto de medidas de segurança


orgânica e de segurança ativa.

4.1.1 A segurança orgânica é composta pelos seguintes grupos


de medidas:

I- segurança de recursos humanos;

II - segurança de materiais;

III - segurança das áreas e instalações; e

IV - segurança da informação, que se desdobra em:

a) segurança da informação nos meios de tecnologia da informação;

37
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

b) segurança da informação no pessoal;

c) segurança da informação na documentação; e

d) segurança da informação nas áreas e instalações.

4.1.2 A segurança ativa é composta pelos seguintes grupos de


medidas: contrassabotagem e contraespionagem.

4.1.3 Na implementação das medidas de segurança, além das


normas constitucionais e legislação infraconstitucional, deverão
ser observados a Política de Segurança Institucional, o Plano
de Segurança Institucional, os Planos de Segurança Orgânica,
os atos normativos expedidos pelo Procurador-Geral da
República, pelo Secretário-Geral e pelos Procuradores-Chefes,
as ordens de serviço, os procedimentos operacionais padrão,
as orientações técnicas, as instruções e as rotinas.

4.2 | Segurança de Áreas e Instalações e Segurança da


Informação nas Áreas e Instalações

A Segurança de Áreas e Instalações constitui-se em um grupo de medidas


orientadas para proteger o espaço físico sob responsabilidade do MPF ou onde
se realizem atividades de interesse da Instituição.
A Segurança da Informação nas Áreas e Instalações compreende um
conjunto de medidas voltadas a proteger informações sensíveis armazenadas ou
em trâmite no espaço físico sob a responsabilidade da Instituição ou no espaço
físico onde estejam sendo realizadas atividades de interesse institucional.
As salvaguardas previstas em tais grupos de medidas têm destacada
importância por prevenir ações adversas de qualquer natureza contra os demais
ativos do MPF ao proporcionar segurança aos locais onde se desenvolvem
atividades de interesse institucional. As medidas de segurança de áreas e instalações

38
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

interagem com os demais grupos de medidas, integrando a segurança como um


todo.
A execução exige auditorias e fiscalização dos sistemas e serviços
implementados para o cumprimento das normas de segurança, sendo a validação
de processos fundamental para a verificação constante da eficácia de um serviço
ou sistema.
Os sistemas de segurança devem ser integrados e complementares,
aumentando o espectro de proteção.

4.2.1 A Segurança das Áreas e Instalações engloba:

I- Sistema Físico: composto por vigilantes que executam diversos serviços


de vigilância;

II - Sistema Eletrônico: composto por equipamentos eletrônicos de


segurança, como sensores, circuito fechado de televisão (CFTV), alarmes,
fechaduras eletrônicas, sistemas de registro, catracas, cancelas, sistema de
controle de acesso etc; e

III - Sistema de Barreiras: envolve as diversas barreiras para segurança dos


perímetros.

4.2.2 Barreiras e Instalações Físicas

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Devem-se instalar barreiras para impedir o acesso físico de pessoas


não autorizadas às instalações das unidades do MPF. As barreiras são
obstáculos de qualquer natureza que impedem, dificultam ou detectam
os acessos físicos que podem se constituir em uma ameaça.

II - Os perímetros das unidades do MPF devem possuir barreiras dispostas de


acordo com avaliação de risco do local, que se estendem do perímetro

39
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

externo e chegam até as salas e gabinetes, passando pelas portarias,


constituindo-se em linhas de proteção.

III - Os perímetros externos devem ser cercados por muros ou cercas de


metal. Em áreas de alto risco de invasão, as cercas ou muros podem conter
concertinas ou cercas elétricas nas suas extremidades. Nos casos em que
existem cercas eletrificadas, devem ser afixados avisos de advertência ao
longo de todo perímetro, alertando sobre sua existência.

IV - As guaritas de vigilância devem possuir um campo de visada que


possibilite vigiar as áreas externas e internas das unidades do MPF.

V- Os prédios e instalações devem possuir serviço de portaria com


equipamentos: computadores e telefone, sistema para cadastro de pessoal.

VI - Os locais de entrada nos perímetros externos e internos devem possuir


portões ou portas de acesso com mecanismos que permitam o seu
chaveamento.

VII - As áreas externas e os estacionamentos devem ser iluminados para


garantir uma vigilância noturna adequada. Quando possível, podem ser
instalados sensores de presença para acionamento da iluminação auxiliar
para melhorar as condições de luminosidade no local.

VIII - Os muros e cercas dos perímetros devem estar livres de vegetação que
impeça a observação por parte da segurança ou que facilite o acesso não
autorizado nas unidades do MPF.

IX - O cabeamento da rede elétrica ou do sistema de CFTV, quando houver,


deve ser protegido, em particular nas áreas externas. Nas áreas internas, os
quadros de energia elétrica devem ser de fácil acesso, livre de obstáculos.

X- O cabeamento da rede lógica deve ser protegido. Os quadros e racks


devem possuir sistemas de fechadura com chave ou sistema de controle
de acesso, a fim de impedir o acesso indevido.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XI - O cabeamento de energia elétrica deve ser instalado separadamente do


cabeamento da rede lógica.

XII - As salas em que são tratados assuntos sigilosos ou que, pela sua
sensibilidade, mereçam maior grau de segurança devem possuir
isolamento acústico. Esses locais devem, de acordo com a necessidade,
ser submetidos à varredura eletrônica e à inspeção de ambiente.

XIII - Os equipamentos de ar condicionado instalados em paredes externas


devem possuir grades de proteção que impeçam o acesso indevido,
quando necessário.

XIV - As mesas de trabalho em que são tratados assuntos sigilosos devem ser
dispostas nas salas de forma a evitar a observação externa pelas janelas.

XV - As áreas destinadas à circulação do público externo devem ser dispostas


em locais favoráveis ao controle do fluxo de visitantes. Respeitando-se a
arquitetura das edificações, as áreas de atendimento ao público, cantina,
restaurante, setor de comunicação social, sala do Plan-Assiste, serviço de
saúde e outras repartições de uso similar devem ser dispostas em locais
que evitem o trânsito de visitantes por instalações sensíveis.

XVI - As unidades do MPF que possuam postos de atendimento avançado


de agências bancárias e caixas eletrônicos em suas dependências devem
cumprir a legislação específica relacionada à segurança do local.

XVII - As unidades do MPF devem regular em seus respectivos Planos de


Segurança Orgânica as rotinas e horários para abastecimento de valores
nos caixas eletrônicos existentes em suas dependências.

XVIII - As salas onde se guardam materiais, sobretudo os de alto custo e/ou


sensíveis, devem possuir teto com laje, grades em suas janelas, portas,
sistema de alarme e, se necessário, posto armado, além de controle
específico de chaves, CFTV e fechadura eletrônica.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

4.2.3 Controle de Acesso

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As entradas dos prédios ou instalações devem possuir um serviço de


portaria, com vigilante 24 horas, destinado à segurança do local.

II - As portarias de acesso devem ter um serviço de recepcionistas, para


realizar o registro de visitantes que entram no prédio. Os registros
devem conter dados pessoais de identificação (inclusive CPF), data
e hora do acesso, locais a que se dirigem, órgão de origem (quando
cabível) e telefones para contato. Tais registros devem ser realizados,
preferencialmente, por meio de sistemas informatizados que permitam
fotografar os visitantes ou digitalizar documentos de identificação. Antes
do acesso do visitante à área desejada, deve ser feito contato com uma
pessoa do setor de destino para a devida autorização. A unidade deverá
adotar as providências necessárias para o controle do deslocamento do
visitante nas dependências internas, inclusive, quando possível, com
a utilização de sistemas informatizados e barreiras que permitam, tão
somente, o acesso ao setor de destino.

III - As portarias das unidades devem possuir um sistema de catracas com


leitores de cartão (ou similar) para registros de servidores, estagiários,
prestadores de serviço, adolescentes aprendizes, terceirizados e visitantes.

IV - É obrigatório o uso de crachá de identificação para acesso às áreas e


instalações das unidades do MPF e permanência em seu interior, exceto
pelos membros do MPF que poderão utilizar credencial específica.

V- Em locais onde houver detectores de metais, os portadores de marca


passo não serão a eles submetidos, mas devem apresentar documentação
que identifique sua situação, submetendo-se a outros meios de vistoria.

VI - As portas devem possuir dispositivos de fechadura com chave. As janelas


devem possuir dispositivos de fechadura com trancamento interno.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

Locais que exigem maior controle de acesso devem possuir fechadura


eletrônica controlada por equipamento de controle de acesso e os
relatórios de acesso devem ser auditados periodicamente.

VII - A entrada de servidores e estagiários em dias e horários sem expediente


ou após o expediente deve ser regulada e controlada. Os dados de acesso
devem constar em registro específico. Terceirizados não devem acessar
as áreas e instalações das unidades do MPF nos dias e horários sem
expediente, exceto em situações de prestação de serviços devidamente
autorizados e monitorados.

VIII - O estacionamento das unidades do MPF deve ter o seu procedimento


de controle de acesso regulado por norma específica. A entrada e a saída
de veículos devem ser registradas em controle específico.

IX - O claviculário deve estar localizado em área segura e possuir registro.


Os terceirizados não devem ter acesso direto ao claviculário, que ficará
sob a responsabilidade da respectiva Unidade de Segurança. Quando for
necessário tal acesso, este deve ser feito por vigilantes e com controle
de registro. Os relatórios de acesso a claviculários devem ser auditados
periodicamente.

X- Os registros de retirada e entrega de chaves devem possuir itens de


controle que permitam auditorias posteriores.

XI - As áreas que abriguem instalações sensíveis e que sejam de acesso restrito


devem ser sinalizadas com placas indicativas desta situação.

XII - Nos casos necessários, o acesso a determinadas áreas será condicionado


à credencial de segurança compatível com o grau de sigilo do local.

XIII - Os locais onde se processam dados e informações sigilosas devem ser


separados fisicamente de locais onde trabalham terceirizados.

XIV - A presença de terceirizados de limpeza, serviço de copa, recepcionistas,

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

mensageiros e outros serviços (incluindo manutenção de qualquer tipo)


nas salas onde há dados ou informações sigilosas, deve ser supervisionada
por servidor.

XV - A presença de fornecedores nas unidades do MPF deve ser sempre


acompanhada de um servidor ou vigilante previamente designado.

XVI - O material do patrimônio somente poderá sair de uma unidade com


autorização da área competente, devendo ser registrado na portaria.

XVII - Não será permitido o ingresso de pessoas nas unidades do MPF portando
arma de qualquer natureza, ressalvados os seguintes casos: membros
do Ministério Público; membros da magistratura; oficiais das Forças
Armadas; policiais Federais, Civis e Militares; servidores com atribuição
de segurança do MPF; profissionais de segurança de empresas de escolta
de cargas e valores e vigilantes da segurança contratada, quando em
serviço; outros profissionais de segurança, participantes de solenidades
ou eventos promovidos pelo MPF, desde que previamente autorizados; e
os demais casos amparados pela Lei n° 10.826/2003. Não será permitido
o acesso de tais pessoas armadas, se forem investigadas ou acusadas
em quaisquer espécies de procedimentos instaurados pelo MPF. Em
qualquer hipótese, as armas deverão ser portadas de forma velada, salvo
se acondicionadas de maneira própria nas vestimentas especialmente
talhadas para tanto, a exemplo de fardas e uniformes militares e/ou
operacionais. Salvo nos casos expressamente permitidos, aquele que for
oficialmente autorizado a portar arma, será orientado a depositá-la, após
o respectivo desmuniciamento, em cofre com abertura digital, localizado
nas dependências da unidade mediante registro pela vigilância, para que
possa transitar pelas dependências do MPF.

XVIII - Os profissionais de segurança de empresas de escolta de cargas e valores


deverão ser acompanhados por vigilante, sendo proibida a transferência
de valores entre caminhões caixa-forte nas dependências do MPF. Os
profissionais deverão ser orientados quanto ao horário de realização do
serviço e o itinerário a ser percorrido nas unidades do MPF, evitando

44
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

ao máximo a circulação em horários de grande deslocamento ou


aglomeração de servidores.

XIX - As portarias de acesso das unidades do MPF devem possuir cofre com
abertura digital ou, na sua ausência, artefato similar para guarda de armas,
assim como uma caixa de descarga para ações de desmuniciamento do
armamento, que deve ser instalada em local reservado.

XX - É vedado o ingresso nas dependências das unidades do MPF de pessoas:


para a prática de comércio e propagandas diversas ou angariação de
donativos e congêneres, salvo as campanhas institucionais; para a
prestação de serviços autônomos não vinculados a contrato ou convênio
firmado com o MPF; fazendo uso de trajes inadequados, incompatíveis
com o decoro, ou de vestimenta que possa atentar contra a moralidade
do serviço público, respeitadas as especificidades culturais; portando
instrumentos sonoros, fogos de artifícios ou quaisquer objetos que por
sua natureza representem risco à incolumidade física ou patrimonial e
perturbem o andamento dos serviços; com qualquer espécie de animal,
salvo cão-guia de pessoa portadora de deficiência visual, mediante
apresentação da carteira de vacina atualizada do animal; e que sejam
identificadas como possível ameaça à segurança, à ordem, à integridade
patrimonial e física nas dependências da Instituição e cuja forma de
apresentação ou atitudes forem consideradas suspeitas para os fins
propostos, caso em que o responsável pela segurança na unidade será
imediatamente acionado.

XXI - Sempre que as condições técnicas permitirem, os sistemas de registro


de pessoas nas portarias das unidades do MPF devem ser integrados a
sistemas de identificação de pessoas e pesquisa de antecedentes.

XXII - Em situações de solenidades e eventos organizados nas unidades do MPF,


os integrantes de serviços de segurança armada de autoridades devem
ser previamente identificados para eventuais autorizações de entrada e
permanência com armamento.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XXIII - O ingresso de equipamentos de propriedade e de uso particular nas


dependências do MPF deverá ser precedido de registro nas portarias
de acesso. A saída dos equipamentos particulares deverá ser autorizada
somente mediante a apresentação do protocolo de registro ou
documento comprobatório da propriedade do bem.

XXIV - Não é permitida a filmagem ou fotografia no interior das unidades do


MPF sem prévia autorização da autoridade competente, comunicada à
respectiva área de segurança institucional.

XXV - A cobertura jornalística, filmagem e fotografia realizadas nas dependências


do MPF serão feitas por profissionais de imprensa previamente
credenciados pelo setor de comunicação social da unidade, que deverá
manter informada a respectiva área de segurança institucional.

4.2.4 Sistemas de Vigilância Eletrônica

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As unidades do MPF, em regra, devem possuir um sistema de Circuito


Fechado de Televisão - CFTV com cobertura das áreas e locais
sensíveis. Obrigatoriamente, este sistema deve monitorar o perímetro
externo, estacionamentos, portarias, entradas de instalações sensíveis
(almoxarifado, gabinetes de Procuradores, ASSPA etc.), interior da sala
de equipamentos de informática, Centro de Processamento de Dados -
CPD, interior da sala da central telefônica, locais de circulação e locais
de atendimento ao público.

II - Os sistemas de CFTV devem ser monitorados em tempo real e possuir


capacidade de armazenar, no mínimo, cento e oitenta dias de gravação
de imagens de forma ininterrupta. As salas destinadas aos equipamentos
de CFTV devem ter o acesso restrito por sistema de controle de acesso.

III - O acesso aos itens de configurações do sistema de CFTV ou opções de

46
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

edição de imagens é restrito ao responsável pela Unidade de Segurança


ou servidor autorizado. Os terceirizados, envolvidos em atividades
de segurança, somente poderão ter acesso ao sistema de CFTV para
visualização das imagens em tempo real. As imagens do CFTV devem
ser classificadas e armazenadas em locais com acesso restrito. O acesso
às imagens gravadas pelo CFTV é vinculado à necessidade do serviço
e deve ser autorizado pela autoridade competente. O terceiro que
demonstrar legítimo interesse poderá requerer informações e dados
sigilosos à respectiva Unidade de Segurança, condicionado o acesso ao
deferimento do pedido, em todos os casos, pelo Secretário-Geral ou
pelo Procurador-Chefe.

IV - As salas que abrigam instalações sensíveis - como servidores de


informática, CPD, almoxarifado, ASSPA, central telefônica - devem
possuir, sempre, sensores de presença ligados a central de alarme e sistema
de controle de acesso, com suporte a registro dos acessos permitidos e
das tentativas de acesso inválidas.

V- Os perímetros externos ou áreas sensíveis no interior das unidades do


MPF, sempre que necessário, devem ser monitoradas por sensores de
presença ligados a central de alarme.

VI - Em caso de utilização de alarme, a central deve ser monitorada por


vigilante durante 24 horas por dia, 7 dias por semana.

4.2.5 Serviço de Segurança dos Vigilantes

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os perímetros das unidades do MPF devem ser protegidos por um


serviço de vigilantes. A disposição dos respectivos postos deve ser
meticulosa e judiciosamente avaliada.

II - Os Procedimentos Operacionais Padrão para cada posto de segurança

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

devem conter os seguintes dados: composição do posto, discriminando


o número de vigilantes; finalidade do posto; atribuições dos vigilantes,
com detalhamento do que os vigilantes fazem no local; procedimentos
comportamentais, em que são discriminados os procedimentos em
relação ao tratamento com pessoas, apresentação individual e outros; e
procedimentos operacionais, em que é detalhado o que fazer em diversas
situações.

III - Nas unidades do MPF com elevado número de vigilantes, deve-se prever
no respectivo instrumento um supervisor para fiscalizar o serviço dos
vigilantes e fazer cumprir as normas de segurança por eles.

IV - Todos os terceirizados que atuam na área de segurança e recepção devem


assinar um Termo de Compromisso de Manutenção do Sigilo - TCMS,
que deve ser arquivado e mantido no serviço de segurança.

V- Os postos de vigilância devem ser dotados de um equipamento de


comunicação para uso dos vigilantes, ligado à área de segurança da
unidade do MPF.

4.2.6 Emergência, Prevenção a Pânico e Prevenção e Combate a


Incêndio

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Todas as unidades do MPF devem possuir um planejamento de prevenção


e combate a incêndio em conformidade com a legislação e com as
normas técnicas em vigor. Os planos devem ser simples, exequíveis,
viabilizar ações com pessoal e material existentes e prever situações em
dias e horários com e sem expediente.

II - A instalação dos equipamentos de combate a incêndio deve atender aos


requisitos técnicos de utilização de cada dependência, considerando a
quantidade de equipamentos existentes e de pessoal.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

III - O sistema de detecção e combate a incêndio e o agente químico de


combate ao fogo devem ser verificados periodicamente. Os relatórios
de manutenções preventivas programadas ou corretivas devem ser
arquivados. Devem ser realizados testes periódicos, simulando incêndio,
previstos em cronogramas de manutenção preventiva.

IV - As condições de manutenção e recarga dos extintores de incêndio


devem ser verificadas periodicamente. Especial atenção deve ser dada
aos contratos de manutenção e aos seus prazos.

V- A sinalização de segurança contra incêndio e pânico deve ser disposta


nas instalações das unidades, para orientação do pessoal em situações de
emergência.

VI - Cada unidade do MPF deve possuir um serviço de Bombeiro Voluntário,


com a participação de servidores e treinamento específico.

VII - As saídas de emergência não podem ser obstruídas com equipamentos,


móveis ou outro tipo de material que impeça a livre movimentação de
pessoas.

VIII - Os locais com material ou equipamento de combate a incêndio não


podem ser obstruídos com qualquer tipo de material e as suas adjacências
devem estar livres para plena utilização dos equipamentos.

IX - A área de segurança de cada unidade do MPF deve prever planejamento


de capacitação para os integrantes da Brigada de Combate a Incêndio.

X- Os equipamentos e a sinalização de prevenção e combate a incêndio


devem ser instalados nas dependências das unidades do MPF e verificados
periodicamente, em particular: sistema de detecção com alarme de
incêndio; rede de hidrantes e extintores; rede de sprinklers; e sinalização
de segurança contra incêndio e pânico.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XI - Procedimentos para situações extraordinárias ou de emergência, tais


como interrupção de energia elétrica, ameaças com bomba, ameaças a
integridade das pessoas, pane nos sistemas de ar condicionado, gás e água,
devem constar em planejamento específico. Tais procedimentos devem
ser executados e treinados sistematicamente pelos integrantes da área
de segurança e Brigada de Combate a Incêndio. Em cada treinamento,
os itens a seguir relacionados devem ser avaliados para validações das
ações: atribuições do pessoal da segurança e da brigada de combate a
incêndio; atribuições de integrantes da unidade do MPF; procedimentos
para evacuação das instalações; e procedimentos para trato com o objeto
da emergência.

XII - Devem ser realizados exercícios de evacuação das dependências, de


acordo com as especificidades locais.

XIII - As unidades do MPF devem possuir iluminação auxiliar para situações


de emergência, independente da rede de energia elétrica convencional.

XIV - Os sistemas essenciais que constem na infraestrutura crítica do MPF


devem possuir dispositivos de no break que evitem interrupção do
serviço.

XV - As unidades do MPF devem possuir um planejamento para situações


extraordinárias e de emergência, que inclua evacuação de pessoal,
documentos sigilosos e equipamentos sensíveis das instalações.

4.2.7 Auditoria em Serviços e Planejamentos

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Devem ser auditados periodicamente os seguintes serviços e sistemas


de segurança em funcionamento nas unidades do MPF: controle de
acesso nas portarias; controle de acesso de veículos nas garagens ou
estacionamento; controle de acesso de servidores e estagiários em dias ou

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

horários sem expediente; controle de acesso a áreas e instalações sensíveis;


controle de acesso aos claviculários; controle de saída de material do
patrimônio; verificação do funcionamento dos equipamentos dos
sistemas de detecção de intrusão; verificação do funcionamento dos
equipamentos do sistema de CFTV; e verificação do funcionamento
dos equipamentos do sistema de prevenção e combate a incêndio.

II - Os planejamentos de contingência ou de emergência devem ser revistos


periodicamente, avaliando-se a pertinência de seu conteúdo. As reformas,
obras ou mudanças de rotinas devem ser precedidas de avaliação da área
de segurança para análise da necessidade de alteração do planejamento
de emergência ou contingência.

4.2.8 Prescrições Diversas

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As pessoas que trabalham em cantinas, restaurantes ou postos avançados


de agência bancária nas dependências da unidade do MPF devem
ser registradas na respectiva área de segurança e possuir crachá de
identificação.

II - As unidades do MPF devem possuir um número de telefone destinado a


emergências, que deverá ser amplamente divulgado entre os integrantes
da unidade.

III - Os projetos de construção e ocupação de áreas das unidades do MPF


devem seguir os seguintes requisitos de segurança:

a) iluminação: a iluminação deve ser adequada, em particular para o período


noturno. Os campos de visão dos vigilantes e locais de passagem devem ser
iluminados;

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

b) fluxo de pessoas: o fluxo de pessoas, em particular os visitantes, deve ser


direcionado para locais que facilitem a fiscalização por parte dos vigilantes;

c) pontos cegos: devem ser evitados locais que não possam ser monitorados por
sistemas de vigilância eletrônica ou física;

d) sinalização: saídas de emergência e locais sensíveis devem ser amplamente


sinalizados;

e) paisagismo: o paisagismo, quando apropriado, deve ser projetado para


constituir-se em uma barreira, mas sem impedir a observação dos vigilantes; e

f) áreas de atendimento ao público: devem ser posicionadas em local que evite


o fluxo de pessoas pelo interior da unidade do MPF.

IV - Os projetos de arquitetura para construções de unidades do MPF devem


prever layouts de ambientes internos que privilegiem os aspectos de
segurança.

V- A Unidade de Segurança deve disponibilizar apoio técnico às áreas


de engenharia e arquitetura das unidades com a finalidade de prever
medidas de segurança nas áreas e instalações de futuras unidades do
MPF, com a devida coordenação de ações entre os dois setores para a
execução de projetos de construção, desde a sua primeira etapa.

VI - As unidades do MPF devem assegurar que as medidas de segurança


de áreas e instalações atendam à legislação trabalhista e ambiental, às
normas municipais aplicáveis e às demais normas técnicas de prevenção
e combate a incêndio e de edificações.

VII - As informações sobre o fluxo de circulação de pessoas nas dependências


das unidades do MPF, a distribuição interna de móveis, os layouts das
instalações, a localização de áreas sensíveis, os projetos elétricos, a rede
lógica, entre outras, devem ser protegidas pela área de segurança da
respectiva unidade.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

4.3 | Segurança do Material

A segurança do material é um conjunto de medidas de segurança voltadas


para proteger o material pertencente ou em uso no MPF. O material constitui-
se em um ativo economicamente importante para a Instituição, englobando
genericamente os equipamentos, componentes, acessórios, mobiliários, veículos,
matérias-primas, armas de fogo, munições e demais itens empregados nas
atividades da Instituição.
Os incidentes de segurança envolvendo material devem ser sempre
observados sob a ótica da intencionalidade do fato. Cumpre levantar a situação
e as circunstâncias em que o fato ocorreu, para esclarecimento de possível
ocorrência de sabotagem ou má-fé.
Os registros de incidente de segurança devem ser controlados em cada
unidade do MPF para análise e avaliação periódica, com a finalidade de estabelecer
medidas preventivas.

4.3.1 Além dos procedimentos de controle patrimonial previstos


em ato normativo específico da PGR, devem ser adotadas as
seguintes medidas:

I- A produção (quando for o caso), o recebimento, a distribuição, o


manuseio, o armazenamento e o acondicionamento de materiais devem
seguir as normas técnicas próprias.

II - Os materiais sensíveis ou de alto valor devem ser armazenados ou


acondicionados em condições especiais de proteção, de acordo com
a sua necessidade. O acesso às áreas ou locais de armazenamento ou
acondicionamento de tais materiais deve ser restrito, com a devida
sinalização.

III - As áreas de segurança das unidades do MPF devem expedir orientação


para membros, servidores, estagiários, prestadores de serviços voluntários,

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

menores aprendizes e terceirizados a respeito de medidas adicionais de


segurança a serem atendidas em face das características técnicas de cada
material.

IV - Os materiais em trânsito, conforme a necessidade e de acordo com suas


características, devem receber medidas adicionais de segurança para
sua proteção, entre elas: utilização de criptografia para proteção de seu
conteúdo; recibo de entrega; entrega pessoal, com material acompanhado
de um servidor; escolta de segurança; e guarda. O emprego de medidas
adicionais de segurança será proporcional à sensibilidade do material, ao
seu valor, à relevância da informação nele contida ou ao impacto de sua
subtração para a Instituição.

V- A saída de material das unidades do MPF deve atender normas


administrativas e constar em registro, mantido pelas áreas de segurança
das unidades, em conjunto com os demais setores.

VI - Equipamentos e outros materiais portáteis, em viagens, devem ser


conduzidos como bagagem de mão.

VII - A doação de material seguirá norma administrativa específica. A


respectiva Unidade de Segurança realizará visita inopinada à entidade
recebedora da doação para certificação das condições exigidas em
norma, expedindo relatório. O material a ser doado contendo dados
e informações sigilosos deve ter o seu conteúdo descartado pela área
competente de forma segura antes da sua entrega.

VIII - Todo incidente de segurança envolvendo material deve ser informado às


áreas de segurança das unidades do MPF.

IX - O descarte de material que exige medidas especiais para recolhimento


ou eliminação, quando inservível, deve ser feito de acordo com as
normas do respectivo órgão regulador.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

X- O armazenamento ou o acondicionamento de materiais que exijam


condições especiais deve seguir o constante em normas técnicas
específicas.

XI - Os equipamentos e outros materiais do MPF devem ser instalados de


forma a reduzir riscos ambientais em caso de um incidente de segurança;
reduzir acessos desnecessários às áreas de trabalho; permitir a sua
utilização de forma segura; e atender parecer técnico da área específica.

XII - Todos os equipamentos ou outros materiais que exijam cuidados de


manutenção devem ser incluídos em planejamentos de manutenção
coordenados pelas respectivas áreas responsáveis.

XIII - Os equipamentos e outros materiais que exijam capacitação técnica para


sua operação somente podem ser utilizados por pessoa capacitada.

XIV - As atividades de operação e manuseio de equipamentos e outros


materiais nas unidades do MPF devem estar em conformidade com as
normas de segurança no trabalho.

XV - As bibliotecas das unidades do MPF devem possuir sistemas de controle


do acervo.

XVI - Em caso excepcional de aquisição de material externo ou de recebimento


de bens em doação ou cessão, tais como equipamentos de informática
e telefonia, as unidades do MPF devem efetuar análise técnica com o
intuito de verificar a existência de alguma anormalidade. Em caso de
identificação de conteúdo não utilizado ou autorizado pela Instituição,
a respectiva área técnica deve proceder à sua exclusão.

XVII - A Secretaria de Administração deverá estabelecer normas de controle e


armazenamento de material.

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4.4 | Segurança de Recursos Humanos e Segurança da


Informação no Pessoal

A segurança de recursos humanos é um conjunto de medidas destinadas


a proteger a integridade física de membros e servidores do MPF, assim como de
seus respectivos familiares, quando comprometida em face do desempenho das
funções institucionais.
Pela especificidade e circunstância do trabalho, é fundamental que os
integrantes do MPF desenvolvam uma cultura de conscientização e sensibilização
quanto às prováveis ameaças, estabelecendo procedimentos de proteção e
preservação de sua integridade física.
A segurança da informação no pessoal refere-se ao conjunto de medidas
voltadas a estabelecer comportamentos adequados dos integrantes do MPF que
proporcionem a proteção da informação. Engloba medidas de segurança no
processo seletivo, no desempenho da função e no desligamento da função ou da
Instituição.
As normas de segurança deste item reduzem a possibilidade de ingresso
de pessoas nos quadros do MPF envolvidas com atores adversos ou que possam
causar comprometimento da segurança para a Instituição, assim como orientam
as chefias a respeito da seleção, acompanhamento e desligamento de servidor,
estagiário ou prestador de serviço no exercício de suas funções.
Os recursos humanos constituem-se no ativo mais importante do MPF,
o que requer medidas especiais para sua proteção e para o estabelecimento
de normas de segurança. Programas de capacitação e treinamento voltados
para aspectos de segurança devem ser desenvolvidos em coordenação com a
Unidade de Segurança Institucional, com a finalidade de se buscar uma atitude
de segurança adequada.
A seguir serão elencadas as principais medidas de segurança de recursos
humanos e de segurança da informação no pessoal.

4.4.1 Segurança da Integridade Física

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

I- A Unidade de Segurança Institucional expedirá orientações a respeito


da conduta a ser observada pela pessoa que estiver submetida ao sistema
de proteção.

II - Deverão ser elaborados atos normativos específicos para otimizar as


ações de proteção pessoal e padronizar procedimentos.

III - Os servidores, estagiários, vigilantes, recepcionistas e terceirizados devem


ser orientados a respeito das normas de segurança do MPF, notadamente
sobre a necessidade de: não fornecer dados pessoais de integrantes do
MPF aos solicitantes, pessoalmente ou via telefone; não informar aos
solicitantes horários de chegada, saída ou presença de integrantes do
MPF nas unidades sem antes solicitar autorização para tal; não permitir
a visita a integrantes do MPF sem prévia autorização do interessado;
não fornecer informações sobre rotinas internas das unidades do MPF;
registrar o ingresso e saída de todos os visitantes em controle específico;
monitorar, por meio de CFTV, o deslocamento de visitantes no interior
das dependências do MPF; somente autorizar a entrada de pessoas
armadas de acordo com o previsto em ato normativo específico; e fazer
verificação detalhada de documentação apresentada pelos visitantes.

IV - As informações que possam revelar dados pessoais que comprometam


a segurança individual de integrantes do MPF não poderão constar nas
páginas eletrônicas da Instituição.

V- A área de segurança de cada unidade deverá expedir orientação ao


pessoal sobre procedimentos a serem executados em caso de emergência.

4.4.2 Segurança no Processo Seletivo

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os concursos de admissão para as carreiras de membros e servidores


do MPF devem conter medidas e procedimentos em seus respectivos

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

editais que contemplem ações para evitar o ingresso de pessoas com


características ou antecedentes que possam comprometer a segurança
da Instituição. Inclui a realização de sindicância de vida pregressa
e investigação social para os aprovados por ocasião da convocação.
O resultado da pesquisa deverá ser levado em conta para a posse.
Procedimento similar será executado para contratação de pessoas em
cargos comissionados.

II - A documentação normativa sobre o concurso regulará a sindicância de


vida pregressa e investigação social. Em caso de dados contraditórios
ou existência de registros em órgãos públicos que indiquem potencial
vulnerabilidade ou contraindicação do candidato serão realizadas
diligências para elucidar os fatos, sendo emitido parecer para a comissão
de concurso ou autoridade contratante.

III - Na escolha de servidor para as funções que envolvam o trato com


assuntos sigilosos ou sensíveis, devem ser considerados, entre outros, os
seguintes aspectos: tarefas sensíveis pertinentes à função; grau de acesso
a assuntos sigilosos pelo servidor; capacidade de iniciativa e decisão do
servidor; concessão de credencial de segurança; e investigação social
atualizada.

IV - As funções que pela sua natureza exigem avaliação psicológica para


ingresso no MPF devem constar em seus respectivos editais de concurso,
a critério da autoridade superior.

4.4.3 Segurança no Desempenho das Funções

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os novos integrantes do MPF devem ser submetidos a um curso


de ingresso ou adaptação, com conteúdo relativo às funções a serem
exercidas e à segurança institucional.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

II - Independentemente do exercício de função que trate diretamente com


assuntos sigilosos, todos os membros, servidores, estagiários e prestadores
de serviço do MPF assinarão Termo de Compromisso de Manutenção do
Sigilo -TCMS. Nos casos de exercício de função que trate diretamente
com assuntos sigilosos, além da assinatura de TCMS atualizado, deve-se
exigir ainda a credencial de segurança.

III - Os integrantes do MPF que desempenham função com acesso a dados


e informações sigilosas devem ser submetidos a avaliação periódica para
renovação da credencial de segurança. As vulnerabilidades pessoais que
possam comprometer o desempenho da função na Instituição devem ser
observadas e consideradas para renovação da credencial.

IV - Todos os integrantes do MPF que possuam credencial de segurança


serão submetidos periodicamente a treinamento específico para o trato
com assuntos sigilosos.

4.4.4 Segurança no Desligamento

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- O afastamento de função que trata de assuntos sigilosos deve ser realizado


gradativa e paulatinamente, de forma a ocorrer uma desmobilização
controlada.

II - Os membros e servidores que tenham acesso, por força de sua função, a


sistemas ou serviços que tratem de assuntos sigilosos, devem ser excluídos
do acesso por ocasião de seu desligamento da função.

III - Para efeito do item anterior, as chefias imediatas e os setores de recursos


humanos devem informar aos gerentes de cada sistema ou serviço sobre
o afastamento das funções por membros e servidores. Os gerentes de
cada sistema ou serviço que trate de assuntos sigilosos devem auditar

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

periodicamente os seus respectivos sistemas ou serviços para identificar


acessos indevidos.

IV - Em situações de desligamento de membro, servidor, estagiário ou


prestadores de serviço da Instituição, devem ser adotadas medidas de
segurança adicionais, tais como: entrevista com o desligado, orientando-o
sobre a necessidade de manter discrição sobre os assuntos institucionais;
verificação de entrega de material ou equipamento acautelado com o
desligado; verificação da existência de pendências de ordem individual
na Secretaria de Gestão de Pessoas; e verificação da existência de
pendências em projetos, serviços ou trabalhos realizados pelo desligado.

4.4.5 Credencial de Segurança

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- A credencial de segurança é um documento que habilita membros,


servidores, estagiários e prestadores de serviços do MPF ao acesso a
dados e informações sigilosos. Sua concessão é essencialmente funcional
e independe de grau hierárquico. Relaciona-se à necessidade (funcional)
de conhecer e pode ser limitada no tempo. O acesso a dados e
informações sigilosos no MPF somente é permitido com a certificação
da credencial de segurança, de acordo com o perfil de acesso específico e
o respectivo grau de sigilo, e com a presença da necessidade (funcional)
de conhecer. É vinculado à credencial de segurança o compromisso de
manutenção do sigilo, consubstanciado em termo próprio.

II - A credencial de segurança será objeto de regulamentação em ato


normativo específico do MPF, nos termos previstos no presente Plano.

III - A concessão de credencial de segurança também estará condicionada à


realização de investigação social; à avaliação de desempenho pessoal;

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

à avaliação de desempenho profissional; à capacitação para o trato com


assuntos sigilosos e à verificação de aptidão para o trato com assuntos
sigilosos.

IV - O processo para seleção de pessoal para concessão do credenciamento de


segurança será sigiloso e observará as seguintes fases: indicação, pesquisa,
avaliação, capacitação, credenciamento e descredenciamento.

V- Para a expedição da credencial de segurança será realizada investigação


social com o intuito de identificar vulnerabilidades que possam
comprometer a segurança de dados e informações sigilosas de interesse
do MPF.

VI - Os servidores públicos externos à Instituição que necessitarem, em


razão do serviço, ter acesso a assuntos sigilosos referentes ao MPF
somente podem acessar dados e informações sigilosos com credencial
de segurança expedida por seu órgão de origem com o grau de sigilo
compatível. Em tais casos, a liberação ao acesso a assuntos sigilosos será
condicionada ainda à autorização expressa de autoridade competente
do MPF e à assinatura do Termo de Compromisso de Manutenção do
Sigilo.

4.4.6 Termo de Compromisso de Manutenção do Sigilo

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- O Termo de Compromisso de Manutenção do Sigilo - TCMS é um


documento no qual uma pessoa se compromete formalmente a guardar
segredo a respeito de dados ou informação sigilosos.

II - O TCMS pode ser genérico, para assuntos sigilosos de modo geral, ou


específico, quando o grau de sensibilidade do assunto sigiloso exigir
a assinatura de um termo que aborde uma determinada situação ou
circunstância.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

III - Compete à Unidade de Segurança Institucional elaborar o(s) modelo(s)


de TCMS, que serão disponibilizados a todas as unidades do MPF.

IV - O TCMS deve ser arquivado em local seguro e estar disponível para


consulta e auditoria.

V- As empresas ou órgãos contratados ou conveniados e seus respectivos


empregados ou servidores, devem assinar o TCMS quando, por
necessidade do serviço junto ao MPF, tiverem acesso a informações
sigilosas.

4.5 | Segurança da Informação nos Meios de Tecnologia da


Informação

A Segurança da Informação nos Meios de Tecnologia da Informação


constitui um grupo de medidas para salvaguarda da informação, da integridade
dos sistemas e dos meios de tecnologia da informação, da confidencialidade da
informação nos meios de tecnologia da informação e da disponibilidade dos
recursos de tecnologia da informação, englobando as áreas de Informática e
Comunicações.
Ressalta-se que os recursos de tecnologia da informação disponíveis no
MPF destinam-se exclusivamente ao suporte das atividades desempenhadas pelos
membros, servidores e estagiários.
A seguir são relacionadas medidas de segurança da informação nos meios
de tecnologia da informação.

4.5.1 Uso de Recursos de Tecnologia da Informação

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os recursos de informática e comunicações disponíveis para os usuários


do MPF somente poderão ser utilizados em atividades estritamente
relacionadas às funções institucionais.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

II - O usuário do recurso de tecnologia da informação é responsável pelo


seu estado e funcionamento, devendo comunicando qualquer defeito
ou comportamento anormal às áreas de tecnologia da informação das
unidades do MPF.

III - Os programas adquiridos pelo MPF e os sistemas desenvolvidos no


órgão somente poderão ser instalados: de forma automática pelo sistema,
por acesso remoto ou presencialmente por servidor qualificado da área
de tecnologia da informação e comunicação de cada unidade do MPF.
Apenas programas e sistemas homologados pela Secretaria de Tecnologia
da Informação da Instituição podem ser instalados.

IV - É vedada a instalação e/ou execução de qualquer outro programa ou


sistema que não tenha sido adquirido ou desenvolvido pelo MPF, exceto
em casos de comprovada necessidade do serviço, mediante anuência
técnica das áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF e
com a autorização da autoridade competente. A autorização de instalação
e/ou execução de programa ou sistema que não tenha sido adquirido
ou desenvolvido pelo MPF será autorizado pelo Secretário-Geral, na
Procuradoria-Geral da República, e pelos respectivos Procuradores-
Chefes, nas demais unidades do MPF.

V- As áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF deverão


prever rotinas de backup para as unidades de armazenamento de rede.

VI - A realização de cópias de segurança dos dados armazenados no disco


rígido da estação de trabalho será de responsabilidade do usuário da
estação.

VII - Os procedimentos e as operações realizados por intermédio das estações


de trabalho conectadas à rede serão da responsabilidade dos usuários que
nelas estiverem autenticados.

VIII - Ao afastar-se temporariamente da estação de trabalho, o usuário deverá

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

desconectar-se da rede ou, alternativamente, ativar rotina de proteção


de tela com senha.

IX - As estações de trabalho e seus periféricos somente poderão ser removidos


dos locais de instalação, mesmo que provisoriamente, por servidores
das áreas de patrimônio e das áreas de tecnologia da informação das
unidades do MPF.

4.5.2 Segurança de Rede e Internet

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As áreas de armazenamento de dados disponibilizadas aos usuários


deverão ser compartimentadas e auditadas com a finalidade de identificar
utilização irregular.

II - O armazenamento e a transmissão de dados e informações sensíveis ou


sigilosas no MPF nos meios de informática e telefonia serão realizados
mediante a utilização de recursos (sobretudo criptografia), padronizados
institucionalmente, que garantam a integridade e confidencialidade dos
respectivos dados e informações. Para tanto, será elaborado ato normativo
específico regulamentando o uso de tais recursos no âmbito do MPF.
A Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação - STIC
deverá elaborar estudos e prover os meios necessários para viabilizar tais
providências.

III - A retirada de dados e informações sigilosos ou sensíveis da Rede


Nacional do MPF e das redes locais das respectivas unidades só poderá
ser realizada mediante permissão da autoridade classificadora e por
usuário com credencial de segurança com grau de sigilo compatível.

IV - Identificação do usuário e utilização de senha são condições


indispensáveis para utilização dos recursos de tecnologia da informação
do MPF.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

V- Informações a respeito do monitoramento dos recursos de tecnologia


da informação deverão ser disponibilizadas aos usuários por ocasião do
login.

VI - A solicitação para uso dos recursos de tecnologia da informação deverá


ser realizada formalmente por membro ou chefia do setor do usuário às
áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF, informando o
perfil de utilização. O desligamento ou afastamento da função deverá ser
informado.

VII - As senhas de acesso deverão ser individuais, sigilosas e intransferíveis. A


STIC definirá as regras de formação de senhas e de suas reutilizações e
período de validade.

VIII - O acesso às redes institucionais e à Internet dar-se-á por meio


disponibilizado e configurado pelas áreas de tecnologia da informação
das unidades do MPF. Para os acessos a sítios da Internet realizados a
partir das redes institucionais serão gerados registros nos equipamentos
de acesso e segurança de rede. Estes registros fornecerão o endereço de
rede da estação utilizada, bem como o nome do usuário que realizou
o acesso. O acesso aos registros somente será realizado mediante
autorização do Secretário-Geral.

IX - É vedado o acesso às páginas ou serviços que possuam características


diversas das atividades institucionais do MPF, salvo as previamente
autorizadas.

X- Nos casos em que houver necessidade, em razão do serviço, de acesso


que, em princípio, seja obstado pelos sistemas do MPF, deverá ser
realizada solicitação ao Secretário-Geral para a respectiva liberação.

XI - O serviço de correio eletrônico destina-se a agilizar a comunicação


interna e externa, e deverá ser utilizado para o envio e o recebimento
de mensagens eletrônicas com conteúdo relacionado às funções
desempenhadas pelo usuário. É vedado o uso dos recursos do correio

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

eletrônico para a veiculação de mensagens desvinculadas do exercício


das funções institucionais.

XII - As áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF poderão


prover acesso sem fio às suas redes locais. Somente equipamentos
autorizados e previamente homologados pelas áreas de tecnologia da
informação das Procuradorias poderão atuar como pontos de acesso sem
fio às redes locais.

XIII - Os pontos de acesso sem fio às redes locais do MPF deverão prover
mecanismos de criptografia e autenticação das conexões de usuários.

XIV - Será de responsabilidade do usuário solicitante a verificação de


conformidade dos equipamentos particulares com as características de
conexão sem fio utilizadas nas unidades do MPF.

XV - A configuração do dispositivo que irá realizar o acesso remoto será de


responsabilidade do usuário solicitante, sob orientação da STIC ou das
áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF.

XVI - As salas onde se encontram instalados os servidores de informática


deverão, em regra, ter o seu interior monitorado por câmeras do sistema
de CFTV e outros dispositivos de sensoriamento pertencentes ao sistema
de segurança das unidades do MPF.

4.5.3 Segurança de Mídias, Acesso Remoto e Auditoria

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As mídias contendo dados e informações sigilosas devem ser protegidas


durante o transporte externo às instalações das unidades do MPF. A
proteção deverá ser realizada mediante o uso de criptografia.

II - O acesso aos recursos de tecnologia da informação poderá ser realizado

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

a partir de ambiente externo às dependências do MPF. Os recursos de


tecnologia da informação que serão homologados para acesso remoto,
bem como os perfis de usuários autorizados, serão definidos pela STIC.
Para o acesso, a autenticação do usuário deverá utilizar identificação
e senha, preferencialmente acompanhadas de certificação digital, e
os dados transmitidos durante todo o acesso deverão ser protegidos
mediante uso de criptografia.

III - A liberação do acesso deverá ser solicitada à STIC ou às áreas de


tecnologia da informação das unidades do MPF, sendo tal acesso de uso
exclusivo do usuário solicitante. A configuração do dispositivo que irá
realizar o acesso remoto será de responsabilidade do usuário solicitante,
sob orientação da STIC ou das áreas de tecnologia da informação das
Procuradorias.

IV - O uso dos recursos de tecnologia da informação, sempre que possível,


deverá gerar informações que possam ser coletadas e transformadas em
trilhas de auditoria, de forma que pela análise ou visualização destas,
sejam respondidas questões de autoria e temporalidade.

V- Para fins de verificação do cumprimento das normas de segurança


ou por determinação de autoridade competente, a STIC e as áreas
de tecnologia da informação das unidades do MPF poderão realizar
auditoria nas trilhas de uso dos recursos de tecnologia da informação
sob sua responsabilidade. As informações provenientes dessas auditorias
receberão tratamento sigiloso.

VI - As auditorias e verificações de conteúdo das áreas de armazenamento


das redes e estações de trabalho locais deverão ser realizadas sob prévia
autorização da autoridade competente e de modo a não comprometer
o sigilo de dados e informações assim classificados em razão do serviço.
Tais atividades devem ser realizadas por servidores especificamente
designados e de maneira a permitir a rastreabilidade das ações da
auditoria. As informações provenientes dessas auditorias receberão
tratamento sigiloso.

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4.5.4 Segurança das Comunicações

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- É vedado o uso de aparelhos de telefones sem fio, exceto os DECT


originais das próprias centrais telefônicas, nas unidades do MPF.

II - As instalações físicas destinadas à sala da central telefônica deverão


ser dedicadas exclusivamente a este uso. Na impossibilidade, a central
telefônica deve ser instalada em local que permita restringir o acesso,
inclusive ser fechado com chave ou sistema similar. Preferencialmente, a
instalação da central telefônica deve ser em racks com chave.

III - Não é autorizado acesso remoto à central telefônica, inclusive por


empregados de empresa de manutenção, sem monitoramento da ação
pelas áreas de tecnologia da informação das unidades do MPF.

IV - Os computadores utilizados por telefonistas devem possuir acesso


somente ao sistema de telefonia, sendo bloqueados os demais sistemas e
serviços.

V- A sala de telefonistas e a sala da central telefônica são áreas restritas e


devem ter acesso controlado, com a devida sinalização. As instalações
físicas destinadas ao serviço de telefonistas e à central telefônica devem
ser monitoradas por câmeras do sistema de CFTV ou possuírem sensores
de presença ligados a alarmes.

VI - Os quadros de telefonia devem ser protegidos por sistemas de fechadura


com chave ou similar.

VII - Os quadros de telefonia devem ser mantidos limpos e organizados. A


planilha com identificação de ramais deve ser controlada pelo setor
responsável pela central e não ser disponibilizada nos próprios quadros
de telefonia.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

VIII - As empresas contratadas para realizar a manutenção da central telefônica


e seus empregados que prestam serviço nas unidades do MPF devem
assinar TCMS.

IX - As pessoas contratadas para a função de telefonista e serviço de


manutenção deverão ser capacitadas em treinamento para exercício da
função que inclua aspectos de segurança da informação. Tais pessoas
também deverão assinar TCMS, que deve ser arquivado e mantido no
serviço de segurança. A área de segurança das unidades do MPF deverá
acompanhar o desempenho das funções com vistas a detectar eventuais
vulnerabilidades.

X- Os usuários de equipamentos de comunicações não deverão introduzir


mensagens com conteúdo sigiloso ou sensível nas secretárias eletrônicas.

XI - Os documentos sigilosos, salvo necessidade excepcional, não deverão ser


transmitidos mediante equipamento de fac-símile.

4.5.5 Prescrições Diversas

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os usuários que necessitarem, devido à natureza de suas funções, de


acesso privilegiado a recursos da rede do MPF deverão realizar solicitação
formal ao Secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação,
apresentando os argumentos que justifiquem tal acesso. A STIC realizará
registro de tais autorizações.

II - O acesso a dados e informações sigilosos nos recursos de tecnologia


da informação será de acordo com o grau de sigilo da credencial
de segurança e atenderá os requisitos de necessidade do serviço e
necessidade (funcional) de conhecer.

III - Os equipamentos que forem destinados à doação, considerados inservíveis

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

ou que tenham que sofrer manutenções corretivas em ambientes fora do


MPF, deverão ter seus dados eliminados de forma segura pelas áreas de
tecnologia da informação das unidades.

IV - As mídias inservíveis contendo dados e informações sigilosos ou sensíveis


que por qualquer motivo devam ser destruídas, serão eliminadas de
forma segura. As áreas de tecnologia da informação das unidades do
MPF deverão identificar os itens que requeiram descarte seguro. O
descarte de itens desta natureza deverá ser registrado em controle com
descrição de conteúdo, para permitir a realização de auditorias futuras.

V- O acesso aos recursos de tecnologia da informação por visitante exige o


cadastramento do usuário na área de tecnologia da informação e prévia
autorização da autoridade competente.

VI - O ingresso e o uso de equipamentos de informática e periféricos


particulares em unidades do MPF devem ser controlados. O material
deverá ser registrado nas portarias das unidades do MPF pelo serviço de
segurança e as respectivas áreas de tecnologia da informação comunicadas
a respeito.

4.6 | Segurança da Informação na Documentação

A Segurança da Informação na Documentação é um conjunto de medidas


que visa à proteção da informação contida na documentação que é arquivada
ou que tramita no MPF. Inclui, ainda, medidas de segurança no ato de produzir,
classificar, tramitar, arquivar e destruir a documentação.
É relevante que se proceda à gestão documental para documentos ostensivos
e sigilosos de acordo com a legislação em vigor, implementando-se protocolos de
documentos adequados a essa classificação.
A seguir são elencadas as medidas de segurança da informação na
documentação.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

4.6.1 Classificação e Segurança

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- A documentação produzida no MPF deve ser classificada quando o


seu conteúdo exigir grau de sigilo.

II - A classificação dos documentos ou informações sigilosos do MPF e


os seus respectivos trâmites e tratamentos observarão, no que couber,
a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, sem o prejuízo das
demais hipóteses legais de sigilo e de segredo de justiça.

III - O acesso aos documentos ou informações sigilosos é restrito e


condicionado à credencial de segurança e à necessidade (funcional)
de conhecer.

IV - O pr incípio da compartimentação deve ser adotado no


desenvolvimento das atividades de segurança da informação na
documentação.

4.6.2 Gestão de Documentos Sigilosos

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os responsáveis pela guarda ou custódia de documentos sigilosos os


transmitirão a seus substitutos, por meio de inventário devidamente
conferido, quando da passagem ou transferência de responsabilidade.

II - A classificação de um grupo de documentos que formem um


conjunto deve ser a mesma atribuída ao documento classificado com
o mais alto grau de sigilo.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

III - Os mapas, planos-relevo, cartas e fotocartas baseados em fotografias


aéreas ou em seus negativos serão classificados em razão dos detalhes
que revelem e não da classificação atribuída às fotografias ou negativos
que lhes deram origem ou das diretrizes baixadas para obtê-las.

4.6.3 Documentos Controlados

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os Documentos Controlados - DCs são documentos sigilosos cujo


conteúdo requer medidas extras de segurança, que incluem guarda e
custódia.

II - A segurança do DC requer medidas adicionais de controle, tais


como: identificação dos destinatários em protocolo e recibo próprios,
quando da difusão; lavratura de termo de custódia e registro em
protocolo específico; lavratura anual de termo de inventário, pelo
órgão ou entidade expedidor e pelo órgão ou entidade receptor; e
lavratura de termo de transferência de custódia ou guarda. O termo
de inventário deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos:
numeração sequencial e data; órgãos produtor e custodiante do
DC; rol de documentos controlados; e local e assinatura. O termo
de transferência, por sua vez, deverá conter, no mínimo, os seguintes
elementos: numeração sequencial e data; agentes públicos substituto
e substituído; identificação dos documentos ou termos de inventário
a serem transferidos; e local e assinatura.

4.6.4 Segurança na Autuação e Processamento Administrativo

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

72
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

I- Os documentos sigilosos encaminhados para autuação, além das


diretrizes estabelecidas para os documentos ostensivos, devem estar
classificados, conforme a legislação em vigor e os atos normativos
regulamentares do Ministério Público, em sistema oficial de controle
de documentação do MPF.

II - Quando a autuação for realizada pelo MPF, não devem constar da


capa do processo sigiloso os dados que possam acarretar qualquer
risco à segurança das atividades ou comprometer o respectivo sigilo.

III - Quando da realização de juntada de documentos sigilosos deve ser


considerada a mesma classificação atribuída ao documento classificado
com o mais alto grau de sigilo.

IV - As páginas do processo sigiloso serão numeradas seguidamente,


devendo cada uma conter, também, a indicação do total de páginas
que compõem o documento.

4.6.5 Marcação de Documentos Sigilosos

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- As páginas, os parágrafos, as partes componentes ou os anexos e


apensos de um documento sigiloso podem merecer diferentes
classificações, mas ao documento, no seu todo, será atribuído o grau
de sigilo mais elevado conferido a quaisquer de suas partes.

II - A marcação ou indicação do grau de sigilo em documentos registrados


em papel deve ser feita, em fase de produção, em todas as páginas do
documento e na capa, se houver, por meio de carimbo contendo o
grau de sigilo.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

III - As páginas serão numeradas em ordem sequencial, devendo cada uma


conter, também, quando possível, a indicação do total de páginas que
compõem o documento.

IV - A indicação será centralizada, preferencialmente no alto ou no pé de


cada página, em cor contrastante com a do documento.

V- O DC também expressará, nas capas, se houver, e em todas as suas


páginas, a expressão "Documento Controlado", o respectivo número
de controle e o respectivo grau de sigilo.

VI - A marcação em extratos de documentos, rascunhos, esboços e


desenhos sigilosos obedecerá as mesmas regras.

VII - Os meios de armazenamento de dados ou informações sigilosos serão


marcados com a classificação devida no invólucro, contendo carimbo
ou sinal indicativo de tais circunstâncias.

4.6.6 Segurança na Expedição, Tramitação e Reprodução

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Toda a documentação sigilosa deve tramitar em grau de urgência.

II - Os mesmos critérios de segurança aplicados no encaminhamento


ao MPF de documentação classificada como sigilosa devem ser
observados em seu trâmite interno e em sua devolução ao órgão de
origem.

III - A documentação classificada como sigilosa, em sua tramitação interna


e na expedição, obedecerá, entre outros, os seguintes procedimentos:
serão acondicionados em invólucros duplos para remessa; no invólucro
externo, não constará qualquer indicação do grau de sigilo ou do teor

74
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

do documento, constando apenas o nome, a função do destinatário


e seu endereço; no invólucro interno, serão apostos, pela unidade
remetente, o destinatário e o grau de sigilo do documento, de modo
a serem identificados logo que removido o invólucro externo; sempre
que o assunto for considerado de interesse exclusivo do destinatário,
será inscrita a palavra “pessoal” no invólucro interno contendo
o documento sigiloso; e o invólucro interno será fechado, lacrado
e expedido mediante recibo (ou registro eletrônico no sistema de
comunicação oficial do MPF), que indicará remetente, destinatário e
número ou outro indicativo que identifique o documento.

IV - Na tramitação interna da documentação sigilosa, pode ser utilizado


envelope ou sacola reutilizáveis, desde que ofereça as mesmas
condições de segurança e permita a aplicação de lacres.

V- A expedição, condução e entrega de documento classificado no mais


alto grau de sigilo será efetuada por pessoa autorizada, sendo vedada
a sua postagem.

VI - A expedição de documento sigiloso pode ser feita mediante serviço


postal, com opção de registro, serviço de malote, mensageiro
oficialmente designado, sistema de encomendas ou, se for o caso, mala
direta.

VII - Salvo necessidade excepcional e devidamente justificada, a expedição


de documentação sigilosa não deverá ser realizada mediante utilização
de equipamento de fac-símile.

VIII - É vedada a extração de cópia com a finalidade de colher recibo de


entrega de documentação classificada segundo o grau de sigilo.

IX - Ao receber documentação sigilosa deve-se verificar a integridade


e registrar, se for o caso, indícios de violação ou de qualquer
irregularidade na documentação recebida, dando ciência do fato

75
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

à sua chefia imediata e ao destinatário, o qual informará imediatamente


ao remetente.

X- O invólucro interno somente será aberto pelo destinatário, seu


representante autorizado ou autoridade competente hierarquicamente
superior.

XI - O invólucro interno contendo a marca “pessoal” somente pode ser


aberto pelo próprio destinatário.

XII - A movimentação e o recebimento eletrônico de documentação


sigilosa fica restrita aos servidores credenciados.

XIII - Os documentos sigilosos serão mantidos ou guardados em condições


especiais de segurança, devendo-se observar, conforme o grau de
sigilo, as seguintes prescrições: guarda do documento em cofre ou
estrutura que ofereça segurança equivalente ou superior; e guarda
armada. Os responsáveis pela guarda ou custódia de documentos
sigilosos os transmitirão a seus substitutos, devidamente conferidos,
quando da passagem ou transferência de responsabilidade.

XIV - A reprodução do todo ou de parte de documentação sigilosa terá o


mesmo grau de sigilo do original e os procedimentos que vierem a
instruir também passarão a ter grau de sigilo idêntico.

XV - A reprodução total ou parcial de documentos sigilosos controlados


condiciona-se à autorização expressa da autoridade classificadora ou
autoridade hierarquicamente superior competente para dispor sobre
o assunto.

XVI - As eventuais cópias decorrentes de documentos sigilosos serão


autenticadas pela autoridade devidamente constituída.

76
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

XVII - Nas cópias expedidas devem constar marcas ou carimbos de


identificação. Junto aos documentos originais, devem constar as
destinações das cópias expedidas.

XVIII - O responsável pela reprodução de documentos sigilosos deve


providenciar a eliminação de notas manuscritas, provas ou qualquer
outro recurso que possa dar origem a cópia não autorizada do todo
ou parte.

XIX - Sempre que a preparação, impressão ou reprodução de documento


sigiloso for efetuada em impressoras, oficinas gráficas ou similares, essa
operação deve ser acompanhada por servidor oficialmente designado,
que será responsável pela garantia do sigilo durante a confecção do
documento.

4.6.7 Segurança na Publicação, Arquivamento e Acesso

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- A publicação dos atos sigilosos, quando necessário, limitar-se-á aos


seus respectivos números, datas de expedição e ementas, redigidas
de modo a não comprometer o sigilo.

II - Poderão ser elaborados extratos de documentos sigilosos, para


sua divulgação ou execução, mediante autorização da autoridade
classificadora ou autoridade superior competente para dispor sobre o
assunto.

III - Os documentos sigilosos que forem objetos de desclassificação


serão encaminhados ao Arquivo Central para fins de organização,
preservação e acesso, conforme estabelecido em regulamento próprio.

77
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

IV - Os documentos, enquanto classificados como sigilosos, não podem ser


desfigurados ou destruídos, sob pena de responsabilidade penal, civil e
administrativa, nos termos da legislação em vigor.

V- Ao ser desclassificado, o documento obedecerá às diretrizes de


temporalidade e destinação estabelecidas em regulamento próprio.

VI - Os autos originais de processos extraviados ou destruídos acidentalmente


devem ser reconstituídos. A reconstituição obedecerá aos princípios
normatizados para a restauração de autos ostensivos extraviados ou
destruídos acidentalmente. A documentação sigilosa reconstituída terá
o mesmo grau de sigilo do original e os procedimentos que vierem a
instruir também passarão a ter grau de sigilo idêntico.

VII - O acesso à documentação sigilosa é condicionado à emissão de credencial


de segurança pela autoridade competente no correspondente grau de
sigilo e à necessidade (funcional) de conhecer.

VIII - A credencial será concedida pelas autoridades competentes, conforme


definido em ato normativo específico.

IX - O acesso a documentos sigilosos é restrito, sendo admitido: ao agente


público, no exercício de cargo, função, emprego ou atividade pública,
que tenha direito e necessidade (funcional) de conhecê-los; e ao cidadão,
naquilo que diga respeito à sua pessoa, ao seu interesse particular ou do
interesse coletivo ou geral, mediante requerimento ao órgão ou entidade
competente. Demais casos serão solicitados e concedidos na forma da
legislação vigente.

4.6.8 Segurança em contratos envolvendo sigilo

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- A celebração de contrato cujo objeto implique realização de ações

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

sigilosas, ou a guarda, ou tratamento de dados ou informações


(incluídos mapas, desenhos, cartas, modelos, plantas, fotografias,
documentos, equipamentos, software, hardware ou outro tipo de
material), de natureza sigilosa, deve condicionar o conhecimento
do dado protegido à assinatura de TCMS pelos interessados na
contratação (pessoa jurídica e pessoa física).

II - De acordo com cada situação, devem ser estabelecidas cláusulas


prevendo a:

a) possibilidade de alteração do contrato para inclusão de cláusula de segurança


não estipulada por ocasião da sua assinatura;

b) obrigação de o contratado manter o sigilo relativo ao objeto contratado,


bem como à sua execução;

c) obrigação de o contratado adotar as medidas de segurança adequadas, no


âmbito das atividades sob seu controle, para a manutenção do sigilo relativo
ao objeto contratado;

d) identificação, para fins de concessão de credencial de segurança, das pessoas


que, em nome do contratado, terão acesso a material, dados e informações
sigilosos;

e) responsabilidade do contratado pela segurança do objeto subcontratado,


quando previamente autorizado, no todo ou em parte, extensivo à pessoa
jurídica do contratado e à pessoa física do empregado do contratado;

f) obrigação de o contratado se submeter a inspeção técnica de segurança


por parte do MPF nas dependências daquele, com o objetivo precípuo de
verificação do nível de segurança em que estão sendo tratados os dados e
informações sigilosos;

g) definição de direito por parte do MPF de realizar auditorias, fiscalização


e monitoramento de atividades que envolvam os dados e informações

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

sigilosos acessados pelo contratado, englobando o direito de monitorar


ambientes físicos e virtuais, meios de tecnologia da informação, manipulação
de documentos e meios de comunicação, verificando o nível de segurança
da Internet, VOIP e e-mails institucionais ou corporativos. As atividades
de auditoria e monitoração devem ser amplamente divulgadas entre os
participantes do projeto, inclusive constará de contratos de trabalho;

h) definição dos dados e informações a serem protegidas e determinação do


período de manutenção do sigilo;

i) definição de ações e comportamentos de ambas as partes ao final do contrato,


contemplando, inclusive, providências a serem adotadas em caso de violação
do acordo;

j) critérios para registro do conhecimento e a regulamentação da propriedade


intelectual, quando for o caso;

k) regulamentação da eliminação de dados e informações sigilosos ou qualquer


material sigiloso que não se prestam mais ao objetivo do contrato;

l) medidas de gestão de incidentes de segurança da informação, estabelecendo


procedimentos a serem adotados pelas partes para notificação e tratamento
de incidentes de segurança;

m) proibição de repasse de dados e informações por parte da contratada a


pessoas que não estiverem formalmente contratadas, salvo no caso de
terceirização e contratação de consultores, se houver anuência do MPF.
Nesse caso, os terceirizados e consultores devem submeter-se às normas de
segurança previstas no contrato.

III - As unidades do MPF devem providenciar para que seus gestores, fiscais
ou representantes adotem as medidas necessárias para a segurança dos
documentos sigilosos em poder dos contratados.

IV - Os dados e informações sigilosos concernentes a sistemas e serviços

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

em uso no MPF somente devem ser de conhecimento de pessoas


que por suas funções oficiais e contratuais necessitem conhecê-los,
submetendo-se à assinatura do TCMS.

V- É vedado o acesso, em qualquer caso, da contratada a dados e


informações sigilosos referentes à atividade institucional do MPF. Em
caso da exigência de realização de ensaios ou exercícios pilotos para
operacionalização de sistemas ou serviços, devem ser utilizados dados
ostensivos.

VI - A ação de alimentação de dados e informações sigilosos em bancos


de dados deve ser feita por servidor com credencial de segurança
compatível com o grau de sigilo. Excetuam-se os casos de traduções
de documentos, quando a contratada deve assumir compromisso de
manutenção do sigilo.

4.6.9 Prescrições Diversas

As unidades do MPF devem seguir as seguintes orientações:

I- Os dados e informações sigilosos, constantes de documento produzido


em meio eletrônico, serão assinados e criptografados mediante o
uso de certificados digitais emitidos pela Infra-Estrutura de Chaves
Públicas Brasileira - ICP-Brasil.

II - Os equipamentos e sistemas utilizados para a produção de


documentos no mais alto grau de sigilo só podem estar ligados a
redes de computadores seguras, e que sejam logicamente isoladas de
qualquer outra.

III - Os equipamentos e sistemas utilizados para a produção de documentos


sigilosos só podem integrar redes de computadores quando a
respectiva conexão possua controles de segurança adequados, visando

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

à garantia da confidencialidade, da integridade e da disponibilidade


das informações.

IV - Os documentos sigilosos submetidos à digitalização serão mantidos


ou guardados em condições especiais de segurança, não podendo ser
manuseados por terceirizados.

V- Atos normativos da Instituição regulamentarão a gestão, o trâmite


e a classificação (competência, prazos de duração, critérios etc.) de
documentos no MPF, conforme as diretrizes constantes no presente
Plano e os regulamentos já existentes, tudo sem prejuízo das
especificidades dos dados e informações afetos a cada área de atuação,
finalística e administrativa.

4.7 Gestão de Riscos

A Gestão de Riscos, que inclui a identificação, análise, avaliação e


tratamento do risco, constitui-se em atividade fundamental para proteção do
MPF, por ser um processo dinâmico e proativo de defesa do sistema.
A Gestão de Riscos precede o planejamento estratégico e tático e
o estabelecimento de processos e tomada de decisões que envolvam risco. A
sua implementação orienta a operacionalização de controles de segurança e a
realização do Planejamento de Contingência.
O Planejamento de Contingência é a previsão de técnicas e
procedimentos alternativos adotados para efetivar processos que venham a ser
interrompidos ou a perder sua eficá[Link] a minimizar o impacto e a restabelecer
a continuidade desses processos, combinando ações preventivas e de recuperação.
É fundamental para permitir o cumprimento das funções do MPF, mesmo diante
de um incidente que atente contra a realização de processos.
O Controle de Danos é a determinação de uma série de medidas que
visem a avaliar a profundidade de um dano, o comprometimento dos ativos e
as demais consequências para o MPF decorrentes de um incidente, inclusive
no que se refere à imagem institucional. Constitui-se em eficaz ferramenta de

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

suporte para tomada de decisões em situações de crise, possuindo concepção


complementar ao Planejamento de Contingência.

4.7.1 Planejamento de Contingência

O Planejamento de Contingência visa a minimizar ou neutralizar os


impactos decorrentes da interrupção de atividades críticas e serviços essenciais
do MPF ocasionada por falhas, desastres, indisponibilidade significativa ou ação
intencional de ator hostil em processos sensíveis, permitindo a continuidade das
atividades e serviços em níveis aceitáveis. Esse planejamento contempla ações de
prevenção e recuperação, além de medidas de avaliação do dano, que constituem
os planos de contingência e os planos de controle de danos.
Cada unidade do MPF deve identificar seus processos sensíveis e
estabelecer um planejamento de contingência. A prevenção e combate a incêndio,
por exemplo, constitui atividade que requer, obrigatoriamente, um planejamento
de contingência.

4.7.2 Plano de Contingência

O Plano de Contingência consiste em uma série de ações a serem


realizadas para diminuir ou neutralizar o impacto de um incidente de segurança,
buscando manter os sistemas e serviços funcionando de forma integral ou
buscando alternativas, de modo a reduzir os danos e prejuízos de toda ordem à
Instituição.
Deve ser previsto para atender incidentes em serviços e sistemas essenciais
da Instituição ou para situações de emergência. O planejamento deve conter,
entre outras coisas:

I- objetivos e escopo do plano;

II - gerência do plano (planejamento e execução);

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

III - ações a realizar;

IV - previsão de ações alternativas;

V- condições de ativação do plano;

VI - comunicações a serem feitas;

VII - medidas de controle de danos;

VIII - medidas de prevenção a serem executadas; e

IX - processos de testes e validação do planejamento.

As auditorias e validações para revisões do planejado devem ser realizadas


pelo menos uma vez ao ano ou quando houver modificação de qualquer aspecto
que tenha reflexo para o planejamento.
É importante que as gerências e o pessoal envolvido nas ações de
contingência saibam as suas respectivas responsabilidades, procedimentos a serem
executados, conheçam os equipamentos eventualmente utilizados e estejam
familiarizados com o planejamento.

4.7.3 Plano de Controle de Danos

O plano de controle de danos visa a avaliar a amplitude do dano causado,


o comprometimento dos ativos e mensurar o impacto do incidente de segurança
na Instituição. Constitui-se em uma série de ações que permitirão atuar para
redução dos impactos do incidente e identificar alternativas para a continuidade
da atividade interrompida ou ameaçada.
Da mesma forma que o plano de contingência, pode ser previsto para
atender incidentes em serviços e sistemas essenciais da Instituição ou para
situações de emergência. Em regra, integra o próprio plano de contingência,
entretanto, pela sua complexidade, pode ser elaborado separadamente.

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

O planejamento deve conter, entre outras coisas:

I- objetivos e escopo do plano;

II - gerência do plano (planejamento e execução);

III - ações a realizar:

a) avaliação dos danos (sistemas ou serviços atingidos);

b) levantamento de ativos danificados;

c) identificação de força do serviço ou sistema afetado; e

d) mensuração do impacto para a Instituição.

IV - condições de ativação do plano;

V- comunicações necessárias;

VI - ações de comunicação social;

VII - ações de gerenciamento de crise; e

VIII - monitoramento de eventos decorrentes do incidente.

4.7.4 Mapeamento de Sistemas e Serviços Essenciais e situações de


emergência

É fator crítico de sucesso do planejamento de contingência o


levantamento dos serviços e sistemas sob gerência de cada unidade do MPF, cuja
interrupção cause dano ou prejuízo à Instituição. No caso de serviços e sistemas

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Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

gerenciados por setores distintos é necessária a integração entre as partes para


coordenação de ações.
Este mapeamento deve ser estendido às situações de emergência que
exijam ações de contingência, a exemplo da prevenção e combate a incêndios e
da evacuação de pessoas e documentos das dependências das unidades do MPF.

4.7.5 Assessoria Técnica de Segurança

A Unidade de Segurança Institucional deverá executar atividades de


Assessoria Técnica de Segurança - ATS e elaborar manuais técnicos para subsidiar
a realização de tais atividades pelas unidades do MPF.

A execução da ATS objetiva:

I- identificar vulnerabilidades reais e potenciais;

II - orientar o estabelecimento de estruturas de controle e validação de


processos de segurança;

III - avaliar ameaças, impactos e os graus de vulnerabilidades;

IV - sugerir o estabelecimento de ações para obtenção de atitudes


favoráveis à segurança; e

V- assessorar na implementação de medidas de segurança e contribuir


para o desenvolvimento de atitudes de segurança.

86
Plano de Segurança Institucional | Portaria PGR nº 417/2013

CAPÍTULO V

Disposições Finais

O presente Plano de Segurança Institucional tem aplicação imediata e


deverá ser submetido a revisão a cada dois anos. A execução do plano receberá
tratamento prioritário no âmbito da Instituição, inclusive no que diz respeito à
expedição dos atos normativos que se revelem necessários ao cumprimento de
todas as diretrizes e procedimentos nele previstos.

87
PARTE III

Anexos
Segurança Institucional | Anexos

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Segurança Institucional | Anexos

92
Segurança Institucional | Anexos

93
Segurança Institucional | Anexos

94
Segurança Institucional | Anexos

95
Segurança Institucional | Anexos

96
[Link]

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