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Doenças Sexualmente Transmissíveis: Guia Completo

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COMPLEXO ESCOLAR PRIVADO DO SABER “DC”

DANIEL DA COSTA
ENSINO PRIMÁRIO, I e II CICLO

TEMA:

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS


(DST)

Docente

____________________
Lucrécia João

2023/2024
COMPLEXO ESCOLAR PRIVADO DO SABER “DC”
DANIEL DA COSTA
ENSINO PRIMÁRIO, I e II CICLO
CURSO MÉDIO, TÉCNICO PROFISSIONAL

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Disciplina: E.M.C
Classe: 7ª
Sala: Kwanza Norte
Período: Tarde
Grupo: nº 2

Trabalho apresentado para o grau de


Defesa por:
Nº Nome dos Integrantes Participação (%) Classificação Individual Classificação do Grupo
1 Mariana Baptista 100%
2 Valdimiro 100%
3 Cesaltina Mutunge 100%
4 Clara Meassiela 100%
5 Dámela André 100%
6 Tárcio Afonso 100%
7 Ludimila Lopes 100%
8 Domingos dos Santos 100%
9 Josué Egico 100%
10 Pedro Gomes 100%
11 Djeydem Manuel 100%
12 Benulde Kilombo 100%
13 Glória Simão 100%
Índice
INTRODUÇÃO.....................................................................................................................................4
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..........................................................................................................5
Conceito.................................................................................................................................................5
Epidemiologia........................................................................................................................................5
Sociedade e cultura.................................................................................................................................5
História...................................................................................................................................................6
CAUSAS................................................................................................................................................6
Bactérias.................................................................................................................................................6
Vírus.......................................................................................................................................................7
Parasitas.................................................................................................................................................7
Protozoários...........................................................................................................................................7
TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.....................................7
SINTOMAS DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.............................................7
AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).................................................................................8
Sífilis......................................................................................................................................................8
Cancro mole...........................................................................................................................................9
Condiloma acuminado............................................................................................................................9
Doença Inflamatória Pélvica (DIP)........................................................................................................9
Donovanose............................................................................................................................................9
Gonorreia e infecção por Clamídia.........................................................................................................9
Hepatites virais.....................................................................................................................................10
Herpes genital.......................................................................................................................................10
Infecção pelo HTLV.............................................................................................................................10
Linfogranuloma venéreo (LGV)...........................................................................................................10
Tricomoníase........................................................................................................................................11
Candidíase............................................................................................................................................11
TRATAMENTO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS....................................11
PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.......................................11
Camisinha.............................................................................................................................................12
Parceiros sexuais..................................................................................................................................12
Uso de drogas.......................................................................................................................................12
Transfusão de sangue...........................................................................................................................13
Gravidez e amamentação......................................................................................................................13
Tatuagens e salões de beleza................................................................................................................13
CONCLUSÃO.....................................................................................................................................14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................15
INTRODUÇÃO

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) representam um grave problema de saúde


pública em todo o mundo. São infecções transmitidas principalmente por meio de atividades
sexuais desprotegidas e podem afetar pessoas de todas as idades, raças, gêneros e orientações
sexuais. As DSTs podem ter consequências devastadoras para a saúde física, emocional e
social dos indivíduos afetados, além de representarem um ônus significativo para os sistemas
de saúde. No entanto, muitas DSTs são preveníveis e tratáveis com medidas adequadas de
educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Conceito
As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), actualmente chamadas de Infecções
Sexualmente Transmissíveis (IST), são infecções transmitidas, principalmente, por meio do
contacto sexual com uma pessoa infectada.

Anteriormente, preferia-se adoptar a denominação de Doenças Sexualmente Transmissíveis,


entretanto, doença remete a sintomas e sinais visíveis, o que nem sempre é observado nesses
casos, sendo algumas infecções assintomáticas por toda a vida.

Epidemiologia

As taxas de incidência de doenças sexualmente transmissíveis continuam em altos níveis em


todo o mundo, apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento. Em muitas culturas,
especialmente para as mulheres houve a eliminação de restrições sexuais através das
mudanças ética e moral além do uso de contraceptivos, e tanto médicos e pacientes acabam
tendo dificuldade em lidar de forma aberta e francamente com essas questões. Além disso, o
desenvolvimento e a disseminação de bactérias resistentes aos antibióticos fazem que certas
doenças sejam cada vez mais difíceis de serem curadas.

Em 1996, a OMS estimou que mais de um milhão de pessoas estavam sendo infectadas
diariamente, e cerca de 60% dessas infecções em jovens menores de 25 anos de idade, e cerca
desses jovens 30% são menores de 20 anos. Entre as idades de 14 a 19 anos, as doenças
ocorrem mais em mulheres em uma proporção quase dobrada. Estima-se que cerca de 340
milhões de novos casos de sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase ocorreram em todo o
planeta em 1999.

A SIDA (e o VIH) é a maior causa da mortalidade na África Subsaariana, sendo que em cinco
mortes uma é por causa da doença. Por causa da situação, o governo do Quênia pediu que a
população deixasse de fazer sexo por dois anos. No Brasil, desde o primeiro caso até junho de
2011 foram registrados mais de seiscentos mil casos da doença. Entre 2000 e 2010, a
incidência caiu na Região Sudeste, enquanto nas outras regiões aumentou. A mortalidade
também diminuiu. As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre são as
que possuem o maior número dos portadores da doença. Em contrapartida, o país é um dos
que mais se destacam no combate, além de ser o líder em distribuição na rede pública do
Coquetel anti-VIH.

Sociedade e cultura

Alguns grupos, principalmente os religiosos, afirmam que a castidade, a abstinência sexual e a


fidelidade conjugal poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças.

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História

Algumas civilizações indo-europeias havia o culto à deusas da fertilidade com rituais de sexo
grupal, que podiam espalhar diversas doenças entre seus participantes. O nome doenças
venéreas faz referência à Vênus, a deusa romana e etrusca do amor (Afrodite para os gregos).

A gonorreia foi citada na Bíblia,[necessário esclarecer] mas a causa da doença só foi


conhecida no século XIX. Além disso, no Egito antigo tumbas apresentaram alguns registros
sobre a sífilis.

Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo


continente, matando mais de cinco milhões de pessoas. Cada localidade por onde passava
recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado um poema médico, em que um
dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo.

Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o


tratamento se limitava a diminuir os sintomas. Todavia, no século XX surgiu os antibióticos,
que se mostraram bastante eficientes. Em 1980 o herpes genital e a SIDA surgiram na
sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.

CAUSAS

Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na
contaminação por IST, gerando diferentes sintomas como feridas, corrimentos, dor ao urinar,
bolhas ou verrugas.

São diversos os agentes etiológicos que levam a uma DST, como bactérias, vírus, fungos,
protozoários e parasitas, resultando em distintas manifestações clínicas.

Bactérias
 Clamídia: DST causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que afeta tanto os
homens quanto às mulheres.
 Gonorreia: também conhecida como blenorragia, trata-se de um DST causada pela
bactéria Neisseria gonorrhoeae. Este agente ocasiona inflamação na uretra, próstata e
útero.
 Sífilis: também chamada de cancro duro ou lues, trata-se de uma DST causada pela
bactéria Treponema pallidum.
 Vaginose bacteriana: consiste em uma síndrome clínica causada pelo desequilíbrio
da flora vaginal, sendo a principal responsável pelo corrimento vaginal. Não se sabe
ao certo ainda a causa, mas é conhecido que há redução da população de lactobacillus
e o crescimento exagerado de bactérias anaeróbicas, como a Gardnerella vaginalis e
o Mycoplasma hominis.
 Donovanose: também chamada de granuloma inguinale, consiste em uma DST que
tem como agente etiológico a bactéria Klebsiella granulomatis.
 Cancro mole: também conhecido como úlcera mole venérea ou cancroide, trata-se de
uma DST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi.
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Vírus
 Hepatite.
 Herpes simples: tem como agente etiológico o herpes simples 1 e 2, que afecta a
mucosa da região genital (glande do pênis, vulva ou vagina).
 HIV: o vírus da imunodeficiência humana pode resultar na Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (SIDA, ou, em inglês, AIDS). Esta desordem deteriora,
progressivamente, o sistema imune, propiciando o desenvolvimento de infecções
oportunista e, até mesmo, neoplasias. Veja também: AIDS em idosos, AIDS na
adolescência.
 HPV: o vírus do papiloma humano infecta os queratinócitos situados na pele ou
mucosas e possui mais de 200 variações distintas. A maior parte deles está ligada a
lesões benignas; todavia, são encontrados em alguns tipos de neoplasia com certa
frequência, como no caso do câncer de colo de útero.
 Molusco contagioso: esta desordem dermatológica é causada pelo vírus do molusco e
caracteriza-se por tumores cutâneos claros. É mais comum em crianças entre 0 a 12
anos de idade, embora possa afectar adultos e, em certos casos, pode ser considerada
uma DST.
 Linfoma de células T do adulto (HTLV)

Parasitas

 Chato: também chamado de piolho-da-pubis, piolho-caranguejo e piolho ladro, trata-


se de um inseto parasita da espécie Phthirus pubis, que infesta os pelos humanos,
especialmente a região genital.

Protozoários

 Tricomoníase: também chamado de tricomoniose ou tricomonose, tem como agente


etiológico o protozoário Trichomonas vaginalis. A infecção por este agente é
responsável por 10-15% dos corrimentos genitais infecciosos.

TRANSMISSÃO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são principalmente transmitidas por contato


sexual, seja ele oral, vaginal ou anal, sem uso de preservativo. Algumas IST, no entanto,
podem ser transmitidas ainda de outras formas, como durante a gestação, parto ou no
momento da amamentação, compartilhamento de agulhas e outros objetos cortantes
contaminados, além de transfusão de sangue contaminado."

SINTOMAS DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

Como sabemos, nem todas as Infecções Sexualmente Transmissíveis apresentam sintomas,


sendo algumas delas completamente assintomáticas. Os sintomas são variados, a depender da
infecção que foi contraída, porém algumas manifestações clínicas podem nos acender o alerta
de que estamos com alguma Infecção Sexualmente Transmissível.

Os principais sintomas das IST, de acordo com o Ministério da Saúde, são:


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Corrimento: O corrimento pode aparecer na região do pênis, vagina ou ânus e pode ter
coloração variada, como amarelado ou esverdeado. Além de diferente cor, pode ter cheiro
forte e provocar coceira.

Feridas: As feridas decorrentes das IST podem aparecer na região genital ou ainda em outras
partes do corpo. As feridas podem causar dor ou não.

Verrugas: As verrugas geralmente indicam infecção pelo HPV. Essas verrugas de uma
maneira geral não causam dor e possuem uma aparência que lembra uma couve-flor."

Existem cerca de 13 tipos de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), que hoje, são
conhecidas como ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).

Contudo, algumas ISTs não manifestam sintomas e os sinais podem variar conforme o tipo de
doença. Conheça abaixo as infecções sexualmente transmissíveis mais comuns e seus
sintomas:

AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

A Aids é o estágio final da infecção pelo vírus HIV, que ataca e destrói as células do sistema
imunológico, deixando o organismo da pessoa sem condições de se defender contra outras
doenças. Sem defesas naturais no corpo, começam a surgir diversas doenças, chamadas de
infecções oportunistas.

O vírus HIV é transmitido através da relação sexual, sangue contaminado e por via placentária
(durante a gravidez). Não é transmitido pelo convívio em casa ou ambiente de trabalho, nem
por beijo, abraço ou compartilhamento de banheiros, toalhas, copos ou pratos.

Sintomas iniciais: Febre entre 38º e 40ºC, dor de cabeça, dor nas articulações, aumento de
gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, atrás das orelhas e axilas, tosse e dor
de garganta, náusea, diarreia, diminuição do apetite, perda de peso (em média 5 Kg), cansaço
e vermelhidão na pele.

Apesar de ser um tipo de DST, a AIDS não provoca sinais e sintomas nos órgãos genitais.
Vale lembrar que os sintomas da AIDS podem demorar meses ou anos para se manifestar.

Sífilis

DST causada pela bactéria Treponema pallidum, muito disseminada entre pessoas jovens. A
doença pode se manifestar de diversas formas, dependendo do seu estágio. Se não for tratada,
pode durar anos e tornar-se mais grave com o passar do tempo.

Sintomas: O primeiro sinal é uma ferida discreta que pode surgir no pênis, vulva, vagina, colo
do útero, ânus ou boca. A ferida não provoca dor e desaparece mesmo sem tratamento. A
pessoa pensa que está curada, mas a bactéria continua presente no sangue e a doença
evoluindo. Depois de alguns meses podem aparecem manchas pelo corpo e aumento de
gânglios linfáticos, conhecidos como “ínguas”, que também se resolvem espontaneamente.

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Com o passar dos anos, a sífilis pode causar lesões em diversos órgãos, chegando na fase
tardia a causar doenças cardíacas e neurológicas, podendo levar à morte.

Porém existe tratamento que leva a cura completa da doença quando diagnosticado e
orientado pelo médico.

Cancro mole

DST causada pela bactéria Haemophilus ducreyi, sendo mais comum em regiões tropicais.

Sintomas: O cancro mole caracteriza-se pelo aparecimento de uma ou mais feridas dolorosas
nos órgãos genitais, com pus e odor desagradável. Outras feridas podem surgir quando a
pessoa se coça. Algumas semanas depois, costumam aparecer ínguas dolorosas na virilha. O
período de incubação do cancro mole é de 3 a 5 dias.

Condiloma acuminado

Também conhecido como crista de galo, figueira e cavalo de crista, o condiloma acuminado é
causado pelo HPV (Papiloma vírus humano).

Sintomas: Esse tipo de DST provoca o aparecimento de verrugas na região do ânus e dos
órgãos genitais. Logo no início, podem aparecer uma ou duas verrugas pequenas. Nessa fase,
a doença pode ser curada em poucos dias. Sem tratamento, as verrugas se espalham e ficam
com um aspecto semelhante ao de uma couve-flor.

Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

Ocorre quando a gonorreia e a infecção por clamídia atingem os órgãos reprodutivos da


mulher (útero, trompas e ovários) e provoca inflamações.

Sintomas: Desconforto ou dor abdominal no baixo ventre (“pé da barriga”), dor durante a
relação sexual, fadiga, vômitos e febre.

Donovanose

DST causada pela bactéria Klebsiella granulomatis que atinge principalmente a pele e as
mucosas das regiões genitais, virilha e ânus, causando úlceras e destruição da pele infectada.

Sintomas: Após a infecção, surge uma lesão que se transforma em uma ferida ou num caroço
vermelho. A ferida sangra facilmente e pode afetar grandes áreas, comprometendo a pele ao
redor e favorecendo a infecção por outras bactérias.

Gonorreia e infecção por Clamídia

DSTs causadas pelas bactérias Neisseria gonorrhoeae e Clamídia trachomatis. Surgem


associadas na maioria dos casos, causando infecção em órgãos genitais, garganta e olhos.

Sintomas: Grande parte das mulheres infectadas não apresenta sintomas. Quando surgem,
podem causar dor ao urinar ou dor no baixo ventre (pé da barriga), corrimento amarelado, dor

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ou sangramento durante as relações sexuais. Nos homens, pode provocar ardência ao urinar,
corrimento ou pus e dor nos testículos.

Hepatites virais

São causadas por vírus que provocam inflamação do fígado (hepatite).

Sintomas: Na maioria dos casos, as hepatites não provocam sintomas. Quando se manifestam,
normalmente a doença já está avançada, podendo haver febre, fraqueza, mal-estar, dor
abdominal, náuseas, vômitos, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele
amarelados), fezes esbranquiçadas.

Herpes genital

DST provocada por vírus que atinge órgãos genitais e ânus.

Sintomas: No início, surgem bolhas muito pequenas agrupadas, localizadas sobretudo na


vulva, no pênis ou ao redor do ânus. As bolhas podem se romper quando a pessoa se coça,
causando pequenas feridas e dor tipo queimação. Pode causar corrimento e dificuldade para
urinar, tanto em homens como em mulheres. O herpes genital desaparece e volta a aparecer
depois de algum tempo, normalmente nos mesmos locais. A doença só é transmitida quando a
pessoa apresenta os sintomas.

Infecção pelo HTLV

DST causada pelo vírus T-linfotrópico humano (HTLV) que afeta os linfócitos T (células de
defesa).

Sintomas: A infecção pelo HTLV não provoca sinais e sintomas na maioria das pessoas
infectadas. Entretanto, uma pequena parte desses indivíduos poderá desenvolver doenças
associadas ao vírus, que podem atingir o sistema nervoso, os olhos, a pele, o sangue e o
aparelho urinário.

Linfogranuloma venéreo (LGV)

DST causada pela Chlamydia trachomatis, também conhecida como “mula”, que acomete os
órgãos genitais e os gânglios linfáticos da virilha.

Sintomas: Os primeiros sintomas são febre, dor muscular, presença de caroço nas virilhas
(íngua) e uma ferida pequena nos órgãos genitais. A ferida normalmente não dói e pode
passar despercebida. Cerca de 7 a 30 dias depois, as ínguas aumentam de tamanho, rompem-
se e eliminam pus. Se a doença for adquirida por sexo anal, pode provocar dificuldade para
defecar devido ao inchaço dos gânglios da parte interna do ânus.

Tricomoníase
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Este tipo de DST não é causado por vírus ou bactérias, mas pelo protozoário Trichomonas
vaginalis. A doença é o tipo mais frequente de vulvovaginite na mulher adulta.

Sintomas: Corrimento amarelado e com mau cheiro, coceira e irritação na vagina, dor durante
a relação sexual.

Candidíase

DST causada por um fungo do gênero Cândida. Frequente nas mulheres, e a mais frequente
vulvovaginite nas mulheres grávidas. Sua transmissão pode ser tanto sexual quanto por
contaminação a partir do sistema gastrintestinal. Pode ser recidivante.

Sintomas: Corrimento esbranquiçado, podendo haver grumos, vermelhidão na vagina, coceira


intensa, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual.

Para saber se você tem alguma DST, observe se o seu corpo apresenta algum dos sinais
apresentados. Na presença de algum sinal ou sintoma, procure um médico clínico geral,
médico de família ou um médico urologista e comunique o(a) parceiro(a).

Algumas DSTs podem não manifestar sinais e sintomas e podem trazer graves complicações
se não forem detectadas e tratadas a tempo, como infertilidade, câncer ou até mesmo a morte.
Por isso, previna-se sempre usando preservativo em todas as relações sexuais.

TRATAMENTO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

O tratamento das Infecções Sexualmente Transmissíveis varia, uma vez que estamos falando
de diferentes infecções, sendo algumas causadas por vírus, bactérias ou fungos. Naquelas
doenças causadas por bactérias, como é o caso da sífilis, por exemplo, o tratamento é baseado
no uso de antibióticos.

Vale salientar que algumas IST possuem tratamento que levam à completa cura e outras que
não possuem cura, como é o caso da infecção por HIV. Nas IST que não possuem cura, o
tratamento visa ao controle da infecção.

PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

A prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis é feita principalmente com o uso da


camisinha, seja ela feminina, seja masculina, em qualquer tipo de relação sexual. Isso
significa que a prevenção deve ser feita quando houver contato vaginal, anal ou oral. Outra
forma de prevenção contra IST envolve vacinar-se contra as doenças que oferecem essa
opção. Entre as vacinas disponíveis, podemos destacar a vacina contra hepatite B e contra
HPV.

Quando pensamos em doenças sexualmente transmissíveis, logo imaginamos que essas


doenças são transmitidas apenas por contato sexual desprotegido. Apesar de esse meio de
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transmissão ser o mais comum, elas podem ser contraídas de outras formas, como por meio do
compartilhamento de objetos e em transfusões de sangue. Assim sendo, é fundamental estar
atento a algumas regras básicas de prevenção.

Camisinha

A camisinha, seja a masculina, seja a feminina, é a maneira mais fácil e eficiente de prevenir-
se contra uma doença sexualmente transmissível. Feita de látex, no caso da masculina, e de
poliuretano, no caso da feminina, as camisinhas impedem a passagem de organismos
causadores de doenças, tais como o HIV, além de evitar uma gravidez indesejada. Estima-se
que o risco de transmissão de doenças com o uso de camisinha seja apenas de 5%.

Para não perder a sua eficiência, no entanto, a camisinha deve ser armazenada em locais que
não possuem calor intenso. Portanto, não deve ser colocada em bolsas, bolso de calças ou ser
deixada em porta-luvas de carros. Vale destacar também que a camisinha masculina não pode
ser usada ao mesmo tempo que a feminina para evitar que elas se rompam com o atrito.

Para prevenir-se de doenças, além dos cuidados acima, deve-se observar atentamente o modo
correto de usar. O uso incorreto pode causar o rompimento e, consequentemente, expor os
indivíduos a doenças e à gravidez.

Vale destacar que as camisinhas podem ser obtidas gratuitamente na rede pública de saúde.
Por meio do Disque Saúde (136), você pode descobrir o local mais próximo para retirar o
preservativo.

Parceiros sexuais
O grande número de parceiros sexuais pode favorecer a contaminação por alguma doença
sexualmente transmissível, uma vez que expõe os indivíduos a uma maior quantidade de
pessoas sexualmente ativas. Sendo assim, uma forma de prevenir-se de doenças é ter poucos
parceiros sexuais.

Uso de drogas

O uso de drogas é um grande responsável pela transmissão de doenças sexualmente


transmissíveis. Isso porque muitas pessoas compartilham seringas, agulhas e outros objetos
que favorecem a contaminação. Além do risco de transmissão em virtude do uso de objetos
com material biológico, o uso de drogas favorece a contaminação por DST porque pode levar
a um comportamento de risco, como a relação sexual desprotegida. Assim sendo, pode-se
evitar DSTs não utilizando drogas e não compartilhando objetos perfurocortantes.

Transfusão de sangue
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A contaminação por transfusão de sangue, apesar de não ser um meio de transmissão de
doenças muito comum nos dias atuais, pode ocorrer quando o controle de qualidade do sangue
e dos derivados não é feito de maneira adequada. No nosso país, várias políticas garantem um
sangue de qualidade para procedimentos médicos, o que nos protege contra DSTs e outras
infecções.

Gravidez e amamentação

Durante o parto ou até mesmo no momento da amamentação, muitas doenças podem ser
transmitidas ao bebê. Esse problema pode ser evitado com um pré-natal de qualidade que
garantirá um parto adequado e informará as mães sobre as medidas que devem ser tomadas
para evitar a contaminação da criança após o nascimento.

Tatuagens e salões de beleza

Assim como já ressaltado no caso de uso de drogas, pode ocorrer contaminação por
intermédio do compartilhamento de material perfurocortante. Dessa forma, é importante
observar se os produtos usados por tatuadores e salões de beleza estão devidamente
esterilizados ou se são descartáveis. Uma dica importante é sempre levar seu próprio material
para os salões.

A melhor forma de prevenir as DSTs ainda é por meio do uso de preservativo, conhecido
popularmente como camisinha. Contudo, muitas religiões não aceitam o uso deste método
contraceptivo, o que pode acaba colaborando na disseminação de DSTs. Para algumas DSTs,
existe vacina, como para o HPV e para a hepatite A e B. Outro método de prevenção é a
abstinência sexual, ou seja, a evitar qualquer tipo de relação sexual.

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CONCLUSÃO

Em conclusão, as Doenças Sexualmente Transmissíveis continuam a ser um desafio


significativo para a saúde global. A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado
são fundamentais para combater o impacto das DSTs na sociedade. A educação sexual
abrangente, o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva de qualidade e o uso consistente
de métodos de protecção são essenciais para reduzir a incidência e as consequências das
DSTs. É imperativo que governos, organizações de saúde, profissionais de saúde e a
sociedade em geral trabalhem em conjunto para enfrentar esse problema e promover a saúde
sexual e reprodutiva de todos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. «Sexually transmitted infections (STIs) Fact sheet N°110». [Link]. Novembro de
2013. Consultado em 30 de novembro de 2014. Cópia arquivada em 25 de novembro
de 2014
2. ↑ Ir para:a b c d «How You Can Prevent Sexually Transmitted Diseases». [Link]. Centers
for Disease Control and Prevention. 31 de maio de 2016. Consultado em 13 de
dezembro de 2017. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2014
3. ↑ Ir para:a b GBD 2015 Disease and Injury Incidence and Prevalence, Collaborators. (8
de outubro de 2016). «Global, regional, and national incidence, prevalence, and years
lived with disability for 310 diseases and injuries, 1990-2015: a systematic analysis
for the Global Burden of Disease Study 2015.». Lancet. 388 (10053): 1545–
1602. PMC 5055577 . PMID 27733282. doi:10.1016/S0140-6736(16)31678-6
4. ↑ Ir para:a b GBD 2015 Mortality and Causes of Death, Collaborators. (8 de outubro de
2016). «Global, regional, and national life expectancy, all-cause mortality, and cause-
specific mortality for 249 causes of death, 1980-2015: a systematic analysis for the
Global Burden of Disease Study 2015.». Lancet. 388 (10053): 1459–
1544. PMC 5388903 . PMID 27733281. doi:10.1016/s0140-6736(16)31012-1
5. ↑ «Sexually transmitted infections». [Link] (em inglês). Consultado em 8
de dezembro de 2017
6. ↑ Murray PR, Rosenthal KS, Pfaller MA (2013). Medical microbiology 7th ed. St.
Louis, Mo.: Mosby. p. 418. ISBN 9780323086929. Cópia arquivada em 1 de
dezembro de 2015
7. ↑ Goering, Richard V. (2012). Mims' medical microbiology. 5th ed. Edinburgh:
Saunders. p. 245. ISBN 9780723436010. Cópia arquivada em 3 de julho de 2015

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