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Princípios e Formas de Tutela Jurídica

teoria geral do processo revissao para prova

Enviado por

Lara Raíssa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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CONTEÚDO dos órgãos do poder judiciário serão

públicos, e fundamentadas todas as


I- Sociedade e Tutela jurídica; decisões, sob pena de nulidade.
II- Formas não convencionais de Solução de
• Economia Processual: os atos
conflitos;
processuais devem ser desenvolvidos
III- Princípios;
de modo a economizar tempo e esforço.
IV- Jurisdição;
V- Ação; • Celeridade ou Razoável Duração do
VI- Processo/procedimento. Processo: a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a
PRINCÍPIOS razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua
• Inafastabilidade da tutela jurídica: a lei
tramitação.
não excluirá da apreciação do poder
judiciário lesão ou ameaça a direito. • Presunção ou Estado de Inocência:
Não se excluirá da apreciação ninguém será considerado culpado até o
jurisdicional ameaça ou lesão a direito. trânsito em julgado de sentença penal
Exceção: INSS, Habeas Data, justiça condenatória.
desportiva. • Individualização da Pena;
• Igualdade ou isonomia: tratar os iguais • Publicidade: a lei só poderá restringir a
e os desiguais com desigualdade. publicidade dos atos processuais
• Devido processo legal: ninguém será quando a defesa da intimidade ou o
privado da liberdade ou de seus bens interesse social o exigirem. Todos os
sem o devido processo legal (adequado, julgamentos do poder judiciário serão
método a seguir, previsto em lei). públicos, e fundamentadas todas as
decisões.
• Contraditório e ampla defesa (ciência,
reflexão, decisão, reação): aos • Oralidade: no curso do processo deve
litigantes, em processo judicial ou ser priorizada a prática verbal dos atos
administrativo, e aos acusados em geral processuais; prevalência da exposição
são assegurados o contraditório e ampla oral.
defesa, com os meios e recursos a ela • Lealdade Processual ou Boa-fé: mesmo
inerentes. na relação processual contenciosa, as
• Imparcialidade: consequência do juiz regras da eticidade devem ser
natural, impossibilidade de observadas pelas partes. Imposição da
neutralidade absoluta (juiz neutro não boa-fé.
vai em busca da verdade). • Cooperação: juiz e partes processuais
• Juiz natural: ninguém será processado devem operar em conjunto no processo
nem sentenciado senão pela autoridade para realizar esse fim comum.
competente. 1 - Direito para Paulo Nader é um processo de
- Pode-se compreender a competência adaptação social, que funciona tal qual uma seleção
como o limite de atuação dos órgãos natural, envolvendo evolução e transformação. Ela
jurisdicionais, uma vez que, o juiz federal, se dá de maneira:
por exemplo, só trabalha em lides de
competência federal. a) Interna ou orgânica: seleção natural.
• Ação ou Demanda: o processo deve ser b) Externa ou extraorgânica: questão de
iniciado pela parte interessada. necessidade.
• Impulso Oficial: uma vez iniciado o 2 - Sociedade e Direitos - estágios:
processo por provocação da parte,
incumbe ao juiz impulsionar o seu a) AUTOTUTELA OU AUTODEFESA:
andamento. Quando era feito o uso da força, fazendo
• Persuasão racional do Juiz ou Livre com que o mais forte se impusesse sob o
Convencimento do Magistrado: o juiz mais fraco. Ocorria na ausência de um juiz
tem liberdade para decidir, mas não tem distinto das partes. Decisão parcial.
uma liberdade ilimitada, devendo se b) AUTOCOMPOSIÇÃO - FORMAS:
ater aos elementos dos autos e justificar Solução de conflitos por ato das próprias
o julgamento de forma motivada. partes. Sacrifício total ou parcial de
pretensão. Direito violado. O terceiro que
• Motivação das Decisões Judiciais ou
Fundamentação: todos os julgamentos
se coloca entre as partes não tem poder de ou a renúncia à pretensão formulada na ação ou na
decisão. reconvenção.
Art. 487, III: Haverá resolução de mérito quando b) Situação EXTRAPROCESSUAL: Só
homologar: existe o conflito, sem haver processo, não
há consequência jurídica.
a) Renúncia: sacrifício total da pretensão,
renúncia do direito. Quando quem desiste é Art. 784, CPC:
o titular da pretensão originalmente
manifestada. O ativo renúncia. IV – Recebem títulos executivos extrajudiciais
b) Reconhecimento jurídico do pedido ou qualquer acordo mediado pelo MP, Defensoria
submissão: quando há o sacrifício total (do Pública, Advocacia Pública, pelos advogados dos
ativado/réu). O passivo dá razão ao ativo. transatores ou por conciliador ou mediador
c) Transação: concepções recíprocas entre as credenciado por tribunal.
partes. Sacrifício parcial de ambas as - Outros ex. Nota promissória, a letra de
partes. câmbio, a duplicata, escritura pública ou
4 – Tutela jurisdicional: evolução da autotutela. outro documento público assinado pelo
O Estado se torna obrigado a se posicionar perante devedor, o documento particular assinado
os litígios. por duas testemunhas, o cheque, o contrato
garantido por hipoteca...
5 - Ação (instrumento para promover a tutela - TÍTULO EXECUTIVO
jurisdicional do Estado) /Processo (certeza que a ESTRAJUDICIAL (contrato): o
situação vai ser resolvida pelo judiciário) processo não é o único caminho para
/Procedimento (caminho pelo qual a ação vai resolver conflitos. Ex. nota promissória.
percorrer): instrumento, arcabouço e rito da tutela.
Art. 515, CPC:
6 - Composição de conflitos / formas não
convencionais de resolução de conflitos: III - São títulos executivos judiciais a decisão
homologatória de autocomposição extrajudicial de
a) Situação ENDOPROCESSUAL: instiga qualquer natureza. Qualquer acordo de mediação
as partes a fazerem um acordo sempre que extrajudicial que for homologado pelo juiz se
possível por conta própria. Existe um torna título executivo judicial (sentença).
conflito que gerou um processo.
- TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL:
Art. 3, CPC: Sentença; o Estado força quem deve a
pagar. Ex. Multa por atraso. É mais
§2. “O Estado promoverá, sempre que possível, a
benéfico ou credor, torna mais rápido o
solução consensual dos conflitos.”
processo.
§3. “A conciliação, a mediação e outros métodos
ACESSO À JUSTIÇA OU ACESSO À UMA
de solução consensual de conflitos deverão ser
ORDEM JURÍDICA JUSTA.
estimulados por juízes, advogados, defensores
públicos e membros do MP, inclusive no curso do Ingresso em juízo
processo judicial”
- Princípio da inafastabilidade da tutela
Art. 334, CPC: jurisdicional: a última palavra sempre será
§2: “Poderá haver mais de uma sessão destinada à judicial. Não é necessário exaurir todas as
conciliação e à mediação, não podendo exceder a instâncias administrativas antes de acionar
dois meses da data de realização da primeira sessão o judiciário, pois qualquer procedimento
desde que necessárias à composição das partes.” administrativo se curva para a decisão
judicial (exceção: INSS, Habeas data,
Art. 319, CPC, a petição inicial indicará: justiça desportiva). O Estado tem que ter
uma resposta.
VII – a opção do autor pela realização ou não de - Princípio da inércia: o Estado não age de
audiência de conciliação ou mediação. ofício. O indivíduo que deve mover uma
Art. 487, CPC: ação pedindo a tutela jurisdicional do
Estado.
III - haverá resolução de mérito quando homologar - Princípio do impulso oficial: é o juiz,
o reconhecimento da procedência do pedido representante do Estado, que impulsiona o
formulado na ação ou na reconvenção, a transação
processo, efetuando vários atos para fazer que a parte perdedora pague o advogado da
com que este ande. parte ganhadora).
Atos/pronunciamentos do juiz: DESENROLAR PROCESSUAL: diz respeito ao
próprio rito do processo. Paridade de armas. A
1) Sentença: ato pelo qual o juiz põe fim ao decisão precisa ser imparcial. Conjunto de atos –
processo, pode ser sem resolução do mérito que ocorrem entre o início e o fim da ação –
(objeto da ação) ou com resolução do estabelecidos pela lei processual
mérito. (RITO/PROCEDIMETO).
A sentença precisa de uma fundamentação; a - O mérito diz respeito ao que move o autor,
decisão, porém, cabe recurso. sendo o objeto jurídico.
2) O despacho (citação, intimação) não EFETIVIDADE DAS DECISÕES: a decisão
necessita de justificação, pois são atos interlocutória é limiar (dá início), enquanto a
burocráticos que vão fazer com que o decisão definitiva é a sentença. Pode ocorrer de
processo ande. forma:
Art. 1001, CPC: dos despachos não cabe recurso. a) Decisão CITRA PETITA: aquém do que
3) Decisões interlocutórias: quando o juiz foi pedido (menos).
decide qualquer outra questão que não seja b) Decisão ULTRA PETITA: além do que
o mérito, a pretensão. Não cabe recurso. foi pedido. Não cabe ao juiz uma forma
extensiva de conceber o pedido.
OBS: O acórdão não é um pronunciamento do juiz, c) Decisão EXTRA PETITA: fora daquilo
é uma decisão coletiva analisada por que foi pedido.
desembargadores. d) MULTA.
CUSTOS Art. 141, CPC: O juiz decidirá o mérito nos limites
- Valor da causa: um dos requisitos da propostos pelas partes, sendo-lhe vedado conhecer
petição inicial. Aquele que não consegue de questões não suscitadas a cujo respeito a lei
pagar as custas do processo nem pode pagar exige iniciativa da parte.
os honorários advocatícios é pobre na letra Art. 492, CPC: É vedado ao juiz proferir decisão de
da lei. Toda ação precisa ter o valor da natureza diversa da pedida, bem como condenar a
causa. Em casos de danos morais é parte em quantidade superior ou em objeto diverso
necessário usar como parâmetro a do que foi pedido.
jurisprudência. Referente aos custos
processuais, mais os honorários JURISDIÇÃO
advocatícios e a competência. Conceituação: Em regra, quem pratica a jurisdição
OBS: Na primeira instância não há o pagamento de é o juiz, aquele que pode julgar. É um ato praticado,
custos nem honorários. não exclusivamente, pelo Estado, que tem o poder
de julgar o conflito e executar uma decisão.
- Assistência jurisdicional integral e
gratuita: é a exceção do valor da causa, A) Doutrinadores (Ada, Cintra, Dinamarco):
serve para os pobres da lei, que não podem - Poder: poder estatal para fazer com que as
arcar com as custas e usam a defensoria. decisões sejam aceitas e cumpridas.
- Sucumbência: benefício específico do - Função: função de resolver os conflitos e
advogado. Normalmente é 20% sobre a trazer equilíbrio social, buscando a paz.
condenação, sendo ela: o valor da causa - Atividade: a própria atividade do poder
mais juros de 12% e correção do mercado judiciário, fazer com que o processo ande.
de 0,5%. A parte perdedora, caso seja B) Etimologia: latim, juris – direito (dizer
solvente e tenha dinheiro, também deve direito).
pagar essa porcentagem, que vai de 5% a C) Sentido vulgar: atividade exercida por
20%. O advogado recebe tanto do cliente alguém com autoridade em determinado
quanto da parte perdedora, a não ser que território.
essa seja beneficiária da assistência D) Direito romano: dois institutos.
jurisdicional gratuita (defensor público não - Juristietio: magistrado que julga conflitos.
recebe). Se a causa for contra o Estado, o - Imperium: qualquer autoridade que
máximo é 10%. (arbitragem do juiz para executasse uma questão não resolvida.
E) Técnico jurídico: uma vez convocado, o a) Investidura: os juízes tem o monopólio,
Estado tem que dar uma resposta. mas não a exclusividade da jurisdição.
b) Indelegabilidade: é um princípio
Extensão jurisdicional: o processo se torna um mitigado, pois já é possível delegar a
ato contínuo. função de tomada de decisões de conflitos
1) Procedimento de conhecimento: se para outros, como no júri.
houver a violação de um direito. c) Inevitabilidade: o poder jurisdicional se
2) Execução: novo procedimento. A partir de impõe, uso do poder de polícia. Independe
2015 foi extinta a execução, simplesmente da vontade do indivíduo.
é dada continuidade ao processo, ele se d) Territorialidade: a jurisdição é limitada
torna contínuo. por competência, sendo própria de cada
território.
Características: e) Inafastabilidade e imparcialidade.
a) Substitutividade – Chiovenda: uma vez Jurisdição é una, pois está presente em todo o
que as partes não forem capazes de resolver território nacional.
o conflito, o Estado substitui as partes na
resolução do litígio, chegando a um - Jurisdição é delimitada por exclusão.
resultado. - Jurisdição voluntária: o MP não participa
b) Lide – Carnelutti: para que haja jurisdição dessas ações, é a demonstração do direito, o
é preciso necessariamente que haja uma reconhecimento.
situação conflituosa, contenciosa. - A) Inquisitionalidade: o juiz pode iniciar o
EXCEÇÃO: jurisdição voluntária, não há procedimento.
conflito.
Art. 738, CPC: Nos casos em que a lei considere
c) Inércia: o Estado não começa um caso, é
jacente a herança, o juiz em cuja comarca tiver
sempre uma das partes, em respeito a
domicílio o falecido procederá imediatamente à
imparcialidade.
arrecadação dos respectivos bens.
Art. 139, IV, CPC
Art. 744, CPC: Declarada a ausência nos casos
Art. 536, CPC. previstos em lei, o juiz mandará arrecadar os bens
do ausente e numerar-lhes-á curador na forma
§1 “o juiz poderá determinar, entre outras medidas, estabelecida na seção VI, observando-se os
a imposição de multa, a busca e apreensão, a dispostos em lei.
remoção de pessoas e coisas, o desfazimento de
obras e o impedimento de atividade nociva, Art. 746, CPC: Recebendo do descobridor coisa
podendo, caso necessário, requisitar o auxílio de alheia perdida, o juiz mandará lavrar o respectivo
força policial.” auto, do qual constará a descrição do bem e as
declarações do descobridor.
d) Exclusividade: tendência a dar uma
resposta definitiva com a coisa julgada B) Decisão formada por equidade:
material. Não se pode ser discutido em designação justa ao caso. Adequação do
outra situação. pedido que pode exceder o que foi
requerido para pronunciar uma decisão
Art. 502, CPC. Denomina-se coisa julgada material mais justa. O juiz vê que o pedido não havia
a autoridade que torna imutável e indiscutível a sido justo e toma uma decisão além.
decisão de mérito não mais sujeito a recurso.
Art. 140, PÚ: O juiz decidirá por equidade nos
e) Monopólio do Estado: existe uma exceção casos previstos em lei.
ditada por lei, que seria a arbitragem. Não
existe essa exclusividade do Estado, apenas Art. 723, PÚ: O juiz não é obrigado a observar
o monopólio, que seria a maior parte. critério de legalidade estrita, podendo adotar em
f) Unidade: a jurisdição é una, mas é cada caso a solução que considerar mais
fracionada em vários órgãos, em favor da conveniente ou oportuna.
otimização.
- PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE.
OBS: Diferença entre instância, que é o grau de
DIVISÃO DA JURISDIÇÃO
jurisdição, e entrância, que é a classificação
hierárquica de comarcas e juízes.
Princípios da jurisdição:
- STF (constituição);
TRIBUNAIS - STJ (infraconstitucional);
SUPERIORES. - STM; -
ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO

TSE; -
JURISDIÇÃO SUPERIOR TST.
(2ª INSTÂNCIA, DUPLO
GRAU DE JURISDIÇÃO).
HIERARQUIA. - TR TRABALHO
- TR ELEITORAL
TRIBUNAIS - TR FEDERAL -
INFERIORES
TJ MILITAR -
T JUSTIÇA
JURISDIÇÃO INFERIOR
(1ª INSTÂNCIA, ACOR)
Juiz de direito, juiz militar, juiz federal, juiz eleitoral, juiz da vara do
trabalho.
CONTENCIOSO: litígios,
ESTADUAL CIVIL anseios diferentes.
COMUM
FEDERAL PENAL VOLUNTÁRIO: sem litígio.
também chamado de gracioso,
Divisão
administrativo ou integrativo.
quanto à TRABALHISTA
matéria
ESPECIALIZADO MILITAR
ELEITORAL
AÇÃO caso concreto, embora a parte tenha
inicialmente interposto recurso diverso.
- O Direito material é a violação do direito, é - Substanciação: determina que a causa de
a própria pretensão, o que se quer de fato pedir, independentemente da natureza da
com a ação. ação, é formada pelos fatos e pelos
TEORIAS: fundamentos jurídicos narrados pelo autor.
→ POSSIBILIDADE JURÍDICA DO
1) CONCRETISTAS: Para existir o direito PEDIDO: não é mais condição da ação,
de ação deve existir a violação de um pois todos devem ser analisados pelo juiz,
direito material. independente de possuir ou não
2) ABSTRATISTAS: O Direito de ação possibilidade; presente na norma.
independe da existência da violação de um
direito material. Expectativa de direito, que 1) INTERESSE PROCESSUAL: Analisado por
é abstrato. uma tríade.
- Os abstratistas prevaleceram, porque não é
- Adequação: para cada situação de violação a
necessária a certeza de um direito material direito existe uma ação correlata. Pondera mento da
para ajuizar uma ação. Diz-se que é um
situação e escolha do caminho.
direito subjetivo, pois é uma faculdade
entrar ou não com uma ação. - Necessidade: necessidade de provocar a tutela
- jurisdicional (única forma de ver o direito
3) ECLÉTICA: Enrico Túlio, possui base no satisfeito, impossibilidade de autotutela).
código de 2015. As condições são:
- Possibilidade jurídica do pedido: o - Utilidade: presente do começo ao fim no
pedido precisa estar normatizado ou pelo processo.
menos não ser indeferido pela norma, ou 2) LEGITIMIDADE:
seja, legalmente possível. Não faz mais
parte do código de 2015 essa condição, pois Art. 18, CPC, caput. Ninguém poderá pleitear
todos os pedidos passam por mérito. direito alheio em nome próprio, salvo quando
- Interesse processual ou interesse de agir: autorizado pelo ordenamento jurídico.
é a própria necessidade de procurar a tutela a. Legitimidade ordinária - representação
jurisdicional do Estado, somada à processual: ninguém pleiteia direito alheio
adequação, pois cada caso possui uma ação em nome próprio. Ex. Na pensão
correlata e à utilidade, sendo preciso estar alimentícia, apesar da mãe representar, o
útil e existir durante todo o processo. OBS: direito continua sendo da criança.
O interesse e a utilidade precisam estar do b. Legitimidade extraordinária -
começo ao fim do processo. substituição: um terceiro em nome próprio
- Legitimidade ou qualidade para agir. pede direito alheio. Ocorre por meio do
CONDIÇÃO DA AÇÃO: direito coletivo ou difuso. Ex. MP pede
direito em benefício da comunidade.
Art. 17, CPC: para postular em juízo é necessário
ter interesse e legitimidade. 3) CARÊNCIA DE AÇÃO: falta de qualquer uma
das condições de ação. Para postular em juízo é
Art. 485, CPC, VI: O juiz não resolverá o mérito preciso interesse, utilidade e legitimidade durante
quando verificar ausência de legitimidade ou de todo o processo, a ausência de qualquer um destes
interesse processual. torna a ação carente.
Princípios: Art. 330, II e III, CPC: A petição será indeferida
quando a parte for manifestamente ilegítima ou
- Eventualidade: o réu deverá suscitar na quando o autor carecer de interesse processual.
contestação todas as impugnações
possíveis, pois após a sua apresentação não - A petição inicial será indeferida caso uma
poderá invocar outras objeções. das partes não apresente interesse
- Fungibilidade: substituição de um recurso processual ou legitimidade.
por outro, quando a parte interposta o
recurso errado ou por erro justificado. A Art. 336, CPC: Incumbe ao réu alegar, na
análise e o julgamento de um recurso contestação, toda a matéria de defesa, expondo as
específico, que seja mais apropriado ao razões de fato e de direito com que impugna o
pedido do autor e especificando as provas que
pretende produzir.
Art. 337, XI, CPC: Incumbe ao réu, antes de Art. 223, CPC: Decorrido o prazo, extingue-se o
discutir o mérito, alegar a ausência de legitimidade direito de praticar ou emendar o ato processual,
ou de interesse processual, bem como alegar independentemente de declaração judicial, ficando
litispendência, coisa julgada, entre outros. assegurado, porém, à parte provar que não realizou
por justa causa.
Art. 338, CPC: Alegando o réu, na contestação, ser
parte ilegítima ou não ser o responsável pelo §1: considera-se justa causa o evento alheio à
prejuízo invocado, o juiz facultará ao autor, em 15 vontade da parte e que a impediu de praticar o ato
dias, a alteração da petição inicial para substituição por si ou por mandatário.
do réu.
§2: considera-se como data de publicação o
- Feito na contestação (prazo de 15 dias, primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da
apresentação da defesa do réu), quando não informação no diário da justiça eletrônico.
ocorreu o julgamento do mérito e antes do
saneamento processual. c) CONSUMATIVA: Não pode praticar o
ato duas vezes ou revê-lo. O ato se consome
- REVELIA: Ocorre quando a parte não faz
a partir do dia que se pratica.
a contestação completa, acreditando que só
uma parte seria o suficiente para desvalidar 5) TEORIA DA APRESENTAÇÃO: Poder
o que foi alegado. Com isso, tudo que não alegar a qualquer momento a carência da ação.
foi contestado se torna verídico no
julgamento. É configurada pela inércia do 6) ELEMENTOS DA AÇÃO:
réu, que deixa de apresentar defesa em Art. 337, §2, CPC: No prazo de 15 dias, o autor
relação aos fatos narrados na inicial (o réu pode optar por alterar a petição inicial para a
não apresenta contestação, ou apresenta de incluir, como litisconsorte passivo, o sujeito
forma intempestiva). indicado pelo réu.
- RECONVENÇÃO: contra-atacar o autor,
o réu formula pretensões, assim como fez o - Os elementos da ação são como o DNA
autor na petição inicial. desta.
a) PARTES: Pode ser passiva (réu) ou ativa
OBS: é possível alegar falta de legitimidade ou (autor).
interesse a qualquer momento. - LITISCONSÓRCIO: Caracteriza-se
4) PRECLUSÃO/FORMAS: Faculdade de como uma pluralidade de partes envolvidas
praticar ou não um ato. no processo, seja no polo ativo, no passivo,
ou em ambos simultaneamente, ou seja,
a) LÓGICA: Prática de atos incompatíveis podem, assim, estar litigando
entre si. Ex. Em um caso não se pode conjuntamente vários autores contra um
recorrer e fazer o que foi pedido ao mesmo réu, ou um autor contra vários réus, ou
tempo. ainda, vários autores contra vários réus.
b) TEMPORAL: quem determina o prazo é a Pode ter polo passivo (mais de um réu) ou
norma ou o juiz. Só são contados os dias polo ativo (mais de um autor), também
úteis. Caso não conste o prazo no código ou pode ser obrigatório (decorre de previsão
o juiz não dê esse prazo, subtende-se que legal. Ex. Cônjuges) ou facultativo (deriva
este seja de 5 dias. apenas da vontade da parte autora).
Art. 218, CPC: Os atos processuais serão b) CAUSA DE PEDIR: São os fatos mais a
realizados nos prazos prescritos em lei. Quando a fundamentação jurídica. Causa e
lei for omissa, o juiz determinará os prazos em consequência.
consideração à complexidade do ato. Quando o juiz Art. 319, III, CPC: A petição inicial indicará o fato
não determinar prazo, as intimações somente e os fundamentos jurídicos do pedido.
obrigarão a comparecimento após 48 horas.
Inexistindo preceito legal ou prazo determinado c) PEDIDO: é a pretensão, o bem da vida que
pelo juiz, será de 5 dias o prazo para a prática de levou a ajuizar a ação.
ato processual a caro da parte. c.1) pedido imediato – formal (Estado): pede ao
Art. 219, CPC: Na contagem de prazo em dias, Estado que o seu pedido seja aceito, tenha
estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão procedente.
somente os dias úteis. c.1) pedido mediato – material (réu): mandando
quem perdeu a ação pagar.
7) PROTOCOLADA A AÇÃO, O PEDIDO
PODE SER MODIFICADO? Pode, mas apenas
antes da citação, caso se trate de uma mudança
unilateral. Se for depois da citação, o pedido só
pode ser mudado se a outra parte consentir.
− Nunca pode ser mudado, entretanto, depois
do saneamento processual.
8) AÇÕES IGUAIS: Uma ação é igual a outra se
tiver os mesmos elementos.
9) LITISPENDÊNCIA: quando ocorre o trâmite
simultâneo de duas ações idênticas. Um dos
processos precisa falecer. Se difere da conexão,
pois essa trata do mesmo pedido ou da mesma
causa de pedir, não das mesmas partes. A
litispendência trata de duas ações iguais, mesmo
pedido, mesmas partes e mesma causa de pedir.
Art. 337, §3, CPC: Há litispendência quando se
repete ação que está em curso.
- Um desses vai ser extinto, sendo
escolhido dessa forma:
a) Diferentes foros: permanece a ação que
primeiro tiver feito a citação.
b) Foros iguais e varas diferentes: prevalece
quem primeiro fez a citação.
c) Foros e varas iguais: prevalece aquele que
primeiro tiver feito o protocolo.
10) PEREMPÇÃO: é possível dar fim ao processo
por 3 vias (vezes), numa quarta, porém, não será
mais possível dar uma nova causa à extinção do
processo. É perdido, por conseguinte, o direito de
ação. A perempção ocorre quando o autor
abandona o processo por três vezes, sem resolução
de mérito
11) PRINCÍPIO DA EVENTUALIDADE: Tem
que rebater o que está na petição inicial, mesmo
que na contestação seja dado indícios de vícios. O
réu não é obrigado a rebater todos os pontos, mas é
importante que o faça para que os argumentos
dados pela parte autora não sejam imediatamente
vistos como verdadeiros.
12) CONEXÇÃO (quando for comum o pedido ou
a causa de pedir em 2 ou mais ações) e
CONTINÊCIA (quando em 2 ou mais ações
houver identidade quanto às partes e à causa de
pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo,
abrange o das demais). - Extra, ele não passou.

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