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O Maravilhoso Mágico de Oz - Edição 2024

Direitos autorais
© All Rights Reserved
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L.

Frank Baum

O maravilhoso

mágico de

Oz
Tradução: Claudia Gerpe Duarte
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Angélica Ilacqua CRB-8/7057

Baum, L. Frank, 1856-1919


O maravilhoso mágico de Oz / L. Frank Baum ; tradução de Claudia Gerpe Duarte. – 1. ed. -
São Paulo : Paulus, 2024.
Il. (Coleção Clássicos para todas as idades)

ISBN 978-85-349-5471-6
Título original: The Wonderful Wizard of Oz

1. Literatura infantojuvenil norte-americana I. Título


II. Duarte, Claudia Gerpe III. Série

24-3877 CDD 028.5

1. Literatura infantojuvenil norte-americana

Coleção Clássicos para todas as idades

• Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll


• Alice através do espelho, Lewis Carroll
• As aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi
• O maravilhoso mágico de Oz, L. Frank Baum
• O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
Sumário

Introdução 5
Capítulo 1 | O ciclone 7
Capítulo 2 | O encontro com os Munchkins 15
Capítulo 3 | Como Dorothy salvou o Espantalho 27
Capítulo 4 | O caminho pela floresta 37
Capítulo 5 | O resgate do Homem de Lata 45
Capítulo 6 | O Leão Covarde 57
Capítulo 7 | A viagem em busca do Grande Oz 67
Capítulo 8 | O campo das papoulas mortíferas 77
Capítulo 9 | A Rainha dos Ratos do Campo 87
Capítulo 10 | O Guardião dos Portões 97
Capítulo 11 | A maravilhosa Cidade das Esmeraldas de Oz 107
Capítulo 12 | Em busca da Bruxa Má 123
Capítulo 13 | O resgate 139
Capítulo 14 | Os Macacos Alados 147
Capítulo 15 | O segredo de Oz, o Terrível 157
Capítulo 16 | A arte mágica do Grande Impostor 171
Capítulo 17 | Como o balão subiu 179
Capítulo 18 | Rumo ao Sul 187
Capítulo 19 | Atacados pelas árvores agressivas 195
Capítulo 20 | O frágil país de porcelana 203
Capítulo 21 | O Leão se torna o Rei dos Animais 213
Capítulo 22 | O país dos Quadlings 221
Capítulo 23 | Glinda, a Bruxa Boa, concede o desejo de Dorothy 229
Capítulo 24 | Em casa novamente 237
Todos os direitos reservados pela Paulus Editora. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida,
seja por meios mecânicos, eletrônicos, seja via cópia xerográfica, sem a autorização prévia da Editora.

Título original: The Wonderful Wizard of Oz

Direção editorial Design


Pe. Jakson Ferreira de Alencar Eduardo Quélho, Julia Ahmed
Gerência editorial Ilustração
Elisa Zuigeber Tel Coelho
Coordenação editorial Impressão e acabamento
Dílvia Ludvichak, Christiane Angelotti PAULUS
Revisão
Tiago José Risi Leme, Tatianne Francisquetti,
Luiz Henrique Ribeiro Lima, Luiza Tenuta

1ª edição, 2024 (simples)


2ª edição, 2024 (bolso)

© PAULUS - 2024
Conheça o catálogo PAULUS Rua Francisco Cruz, 229 • 04117-091
acessando: [Link]/loja, São Paulo (Brasil)
ou pelo QR Code. Tel.: (11) 5087-3700
Televendas: (11) 3789-4000 / [Link] • editorial@[Link]
0800 016 40 11 ISBN 978-85-349-5471-6 (simples)
ISBN 978-85-349-5495-2 (bolso)
Introdução

O folclore, as lendas, os mitos e os contos de fada têm


acompanhado a infância através dos tempos, já que todo
jovem saudável tem um amor sadio e instintivo por histórias
fantásticas, maravilhosas e inequivocamente irreais. Não houve
criação humana que trouxesse mais felicidade para o coração
das crianças do que as fadas aladas de Grimm e Andersen.
No entanto, o conto de fadas convencional, tendo acom-
panhado inúmeras gerações, pode agora ser classificado como
“histórico” na biblioteca infantil, já que chegou a hora de novos
“contos maravilhosos”, dos quais foram eliminados os gênios,
os anões e as fadas, bem como todos os incidentes repulsivos
e assustadores concebidos pelos seus autores para enfatizar
a moral apavorante de cada história. A educação moderna já
inclui a moralidade, de modo que a criança moderna busca
apenas a diversão nas suas histórias maravilhosas, dispensando
de bom grado todos os incidentes desagradáveis.
Com essa ideia em mente, a história de O maravilhoso
mágico de Oz foi escrita unicamente com o intuito de agradar
às crianças de hoje. Sua intenção é ser um conto de fadas
modernizado, no qual a admiração e a alegria são mantidas,
e a tristeza e os pesadelos são deixados de lado.

L. Frank Baum
Chicago, abril de 1900
Capítulo 1

O ciclone
D orothy vivia na região das gran-
des pradarias do Kansas com o
tio Henry, que era agricultor, e a tia Em,
a mulher dele. A casa onde moravam
era pequena, já que a madeira necessária
para sua construção precisara ser trazida
de carroça de muito longe. A habitação
tinha quatro paredes, um piso e um
telhado, formando um único cômodo,
o qual continha um fogão a lenha de
aparência enferrujada, um armário para
a louça, uma mesa, três ou quatro cadei-
ras e as camas. O tio Henry e a tia Em
ocupavam uma cama grande em um
dos cantos, e Dorothy, uma pequena
cama em outro. A casa não tinha sótão
nem porão, apenas um pequeno buraco
cavado no chão, apelidado de porão do
ciclone, para onde a família poderia ir
caso surgisse um desses enormes rede-
moinhos capazes de esmagar qualquer
construção que encontrasse pelo cami-
nho. A entrada para o abrigo era um
alçapão que ficava no meio do piso e
de onde descia uma escada que ia dar
no pequeno buraco escuro.
10 O maravilhoso mágico de Oz

Quando Dorothy ia até a porta da casa e olhava em volta,


via apenas a grande pradaria cinzenta por todos os lados.
Nenhuma árvore ou casa interrompia a vastidão de terra plana
que se estendia até o horizonte em todas as direções. O sol
tinha crestado o solo arado e formado uma grande massa
cinzenta permeada por pequenas rachaduras. Nem mesmo a
relva era verde, pois o sol havia queimado a ponta das folhas,
que exibiam o mesmo tom de cinza que se espalhava por toda
parte. A casa um dia fora pintada, mas o sol formara bolhas
na tinta, que depois fora removida pela água da chuva; agora,
a casa estava tão apagada e cinzenta quanto tudo o mais.
A tia Em era jovem e bonita quando fora morar ali. O sol
e o vento também a modificaram. Extinguiram o brilho de
seus olhos, que agora exibiam um tom cinza mortiço; dissipa-
ram o vermelho da sua face e dos seus lábios, que também se
tornaram cinzentos. Ela agora era magra, macilenta e nunca
sorria. Quando Dorothy, que era órfã, veio morar com a tia
Em, esta ficara tão alarmada com o riso da criança, que gritava
e colocava a mão no peito sempre que escutava a voz alegre
de Dorothy; como se isso não bastasse, olhava assombrada
para a menina pelo fato de ela conseguir encontrar alguma
coisa que a fizesse rir.
O tio Henry, por sua vez, nunca achava graça em nada.
Trabalhava arduamente de manhã até a noite e não sabia o
que era alegria. Também era todo cinzento, da longa barba
às botas rústicas que calçava, sua aparência era carrancuda e
solene, e falava muito pouco.
Era Totó que fazia Dorothy rir e conseguia evitar que ela,
à medida que crescia, adquirisse o tom acinzentado de tudo
que a cercava. Totó não era cinza; era um cachorrinho preto
com o pelo longo e sedoso e pequenos olhos negros que cin-
tilavam felizes em ambos os lados do seu diminuto focinho
O ciclone 11

engraçado. Totó brincava o dia inteiro; Dorothy adorava o


cachorrinho e se divertia a valer com ele.
Hoje, no entanto, não estavam brincando. O tio Henry,
sentado na soleira da porta, olhava ansioso para o céu, que
estava ainda mais cinzento do que de costume. Dorothy,
de pé perto da porta com Totó nos braços, também obser-
vava o céu. A tia Em lavava a louça.
Vindo das longínquas terras do norte, um longo lamento
do vento os alcançou, e o tio Henry e Dorothy puderam ver
as hastes da relva se curvando em ondas diante da tempes-
tade que se aproximava. Logo depois, ouviram um assovio
agudo no ar que vinha do sul e, quando se voltaram para esse
lado, perceberam que a relva também formava ondulações
nessa direção.
O tio Henry se levantou de repente.
– Um ciclone está se aproximando, Em – disse ele para
a mulher. – Vou dar uma olhada nos animais.
E saiu correndo em direção aos currais onde eram man-
tidos as vacas e os cavalos.
A tia Em interrompeu o trabalho e foi até a porta. Um
olhar foi suficiente para ela perceber que o perigo estava
bem próximo.
– Rápido, Dorothy! – gritou. – Corra para o abrigo!
Totó saltou dos braços de Dorothy e se escondeu debaixo
da cama, e a menina foi atrás dele para pegá-lo. A tia Em,
muito assustada, abriu com força o alçapão e desceu a escada
em direção ao pequeno buraco escuro. Finalmente, Dorothy
conseguiu pegar Totó e foi atrás da tia. Quando ela estava na
metade do cômodo, o vento emitiu um forte som agudo, e a
casa estremeceu com tanta força que a menina, de repente,
perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão.
12 O maravilhoso mágico de Oz

Foi aí que uma coisa muito estranha aconteceu.


A casa rodopiou duas ou três vezes e começou a se erguer
lentamente no ar. Dorothy teve a impressão de que estava
subindo em um balão.
O vento norte e o vento sul se encontraram no local onde
a casa ficava, tornando-a o centro exato do ciclone. No meio
de um ciclone, em seu olho, como se diz, o ar geralmente é
imóvel, mas a tremenda pressão do vento em todos os lados
da casa fez com que ela subisse cada vez mais, até chegar ao
ponto alto do ciclone, onde permaneceu, sendo carregada
por muitos e muitos quilômetros, como se fosse uma pena
levada pela brisa.
Estava muito escuro, e o vento uivava terrivelmente ao
redor de Dorothy, mas ela constatou que estava viajando com
facilidade. Depois de alguns rodopios e de uma ocasião em
que a casa se inclinou fortemente, ela teve a sensação de que
estava sendo embalada suavemente, como um bebê no berço.
Totó não gostou nem um pouco daquilo. Correu em volta
do cômodo, parando ora aqui, ora ali, e latindo alto; Dorothy,
no entanto, ficou sentada quieta no chão, esperando para ver
o que iria acontecer.
Em um determinado momento, Totó se aproximou
demais do alçapão, que estava aberto, e caiu no buraco; a
princípio, a menina achou que tivesse perdido o cachorrinho.
Porém, logo ela viu uma das orelhas dele se projetando do
buraco, porque a forte pressão do ar para cima impedia que
ele caísse. Dorothy foi rastejando até o buraco, pegou Totó pela
orelha e o arrastou de volta para a sala, fechando, em seguida,
o alçapão, para evitar que outros acidentes acontecessem.
Muitas horas se passaram, e Dorothy, aos poucos, foi
superando o medo. Entretanto, estava se sentindo muito
O ciclone 13

sozinha, e o vento assobiava tão alto à sua volta que quase a


deixava surda. No início, ela se perguntara se seria feita em
pedaços quando a casa finalmente caísse, mas, como as horas
se passavam e nada horrível acontecia, a menina parou de se
preocupar e decidiu aguardar com tranquilidade para ver o
que o futuro lhe traria. Por fim, Dorothy arrastou-se pelo
chão que balançava e deitou-se na cama, sendo logo seguida
por Totó, que se estirou ao seu lado.
Apesar da oscilação da casa e do gemido do vento, Dorothy
não demorou a fechar os olhos e adormeceu profundamente.

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