Criptomoeda
97 línguas
Artigo
Discussão
Ler
Editar
Ver histórico
Ferramentas
Aspeto
ocultar
Texto
Pequeno
Padrão
Grande
Largura
Padrão
Largo
Cor (beta)
Automático
Claro
Noite
Logotipos de várias criptomoedas
Uma criptomoeda ou cibermoeda é um meio de troca,
geralmente descentralizado, que se utiliza da tecnologia de blockchain e
da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas
unidades da moeda.[1] O Bitcoin, a primeira criptomoeda descentralizada, foi
criado em 2009 por um usuário que usou o pseudônimo Satoshi Nakamoto.
[2]
Desde então, muitas outras criptomoedas foram criadas.[3] Mais
recentemente, tem-se assistido a um fenômeno de explosão de inúmeros
tokens que têm sido criados com base no protocolo do Ethereum,
principalmente após a onda massiva de Ofertas Iniciais de
Moedas (usualmente referida como ICO, do inglês Initial Coin Offering) que
ocorreu em 2017.[4]
Ao contrário de sistemas bancários centralizados, grande parte das
criptomoedas usam um sistema de controle descentralizado[5] com base na
tecnologia de blockchain, que é um tipo de livro-registro distribuído operado em
uma rede ponto a ponto (peer-to-peer) de milhares computadores, onde todos
possuem uma cópia igual de todo o histórico de transações, impedindo que
uma entidade central promova alterações no registro ou
no software unilateralmente sem ser excluída da rede.[6]
Visão geral
Uma criptomoeda descentralizada é produzida, coletivamente, por um sistema
de criptomoeda a uma razão definida quando o sistema é criado e disponível
publicamente. Em sistemas bancários ou econômicos centralizados como
o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, conselhos administrativos
ou governos controlam o suprimento de moeda através da impressão
de moeda fiduciária. Entretanto, corporações ou governos não podem produzir
unidades de criptomoedas e assim, não forneceram até então suporte para
outras entidades, bancos ou corporações que guardam ativos medidos através
de uma criptomoeda descentralizada. Os recursos técnicos sobre os quais
moedas descentralizadas são baseadas foram criados pelo grupo (ou
indivíduo) conhecido como Satoshi Nakamoto.[7][8][9]
Centenas de especificações de criptomoedas existem, a grande maioria sendo
similar e derivada da primeira moeda descentralizada implementada, o bitcoin.
[10][11]
A segurança, integridade e balanço dos registros de um sistema de
criptomoeda são mantidos por uma comunidade de mineradores: membros do
público em geral usando seus computadores para ajudar a validar e temporizar
transações, adicionando-as ao registro (block chain) de acordo com um
esquema definido de temporização.[12]
A segurança dos registros de uma criptomoeda baseiam-se na suposição de
que a maioria dos mineradores estão mantendo o arquivo de modo honesto,
tendo um incentivo financeiro para isso.
A maior parte das criptomoedas são planejadas para diminuir a produção de
novas moedas, definindo assim um número máximo de moedas que entrarão
em circulação. Isso imita a escassez (e valor) de metais preciosos e evita
a hiperinflação.[1][13] Comparadas com moedas comuns mantidas por instituições
financeiras ou em forma de dinheiro em mãos, criptomoedas são menos
suscetíveis à apreensão devido a ações judiciais.[1][14] As criptomoedas
existentes são todas pseudo-anônimas, embora adições tais como o Zerocoin e
seu recurso de lavagem distribuída[15] tenham sido sugeridas, o que permitiria
o anonimato autêntico.[16][17][18]
Definição formal
Segundo Jan Lansky, uma criptomoeda é um sistema que atende a seis
condições seguintes:[19]
1. O sistema não requer uma autoridade central, distribuído consenso em
seu estado.
2. O sistema mantém uma visão geral das unidades de criptomoeda e sua
propriedade.
3. O sistema define se novas unidades de criptomoeda podem ser criadas.
E se novas unidades de criptomoeda podem ser criadas, o sistema
define as circunstâncias de sua origem e como determinar a
propriedade dessas novas unidades.
4. A propriedade de unidades de criptomoeda pode ser provada
exclusivamente por criptografia.
5. O sistema permite que transações sejam executadas, nas quais a
propriedade das unidades criptográficas é alterada. Um extrato de
transação só pode ser emitido por uma entidade que comprove a
propriedade atual dessas unidades.
6. Se duas instruções diferentes para alterar a propriedade das mesmas
unidades criptográficas forem inseridas simultaneamente, o sistema
executará no máximo uma delas.
Altcoin
Ver artigo principal: Altcoins
O termo altcoin tem várias definições semelhantes. Stephanie Yang, do The
Wall Street Journal, definiu os altcoins como "moedas digitais alternativas",
enquanto Paul Vigna, também do The Wall Street Journal, descreveu as
altcoins como versões alternativas do bitcoin. Aaron Hankins
do MarketWatch refere-se a qualquer criptomoeda diferente de bitcoin como
altcoins.
Token
Os tokens são ativos digitais construídos na blockchain de outra criptomoeda.
As criptomoedas são desenvolvidas em uma rede própria (blockchain). Se uma
criptomoeda não tiver sua própria blockchain e, em vez disso, usar a
blockchain de outra criptomoeda para funcionar, ela será considerada um
token.
História
Em 1998, Wei Dai publicou a descrição do "Dinheiro B", um sistema eletrônico
e anônimo de pagamento.[20] Pouco depois, Nick Szabo criou o "Bit gold".
[21]
Assim como o bitcoin e outras criptomoedas que o seguiram, Bit Gold era um
sistema de moeda eletrônico que exigia seus usuários completarem uma
função de prova de trabalho, com as soluções sendo criptograficamente
computadas e publicadas.
A primeira criptomoeda descentralizada, o Bitcoin, foi criado em 2009
por Satoshi Nakamoto. Foi usada a SHA-256, uma função hash criptográfica,
como esquema de prova de trabalho.[22][23] Em abril de 2011, o Namecoin foi
criada como uma tentativa de formar um DNS descentralizado, o que tornaria a
censura na internet algo muito difícil. Em outubro de 2011, Litecoin foi lançada.
Ela foi a primeira criptomoeda bem sucedida a usar scrypt como função de
hash ao invés de SHA-256. Outra criptomoeda, Peercoin, foi a primeira a usar
um híbrido de prova de trabalho e prova de participação. Muitas outras
criptomoedas foram criadas, entretanto poucas obtiveram sucesso, devido à
falta de inovação técnica que as mesmas trouxeram. Em março de 2014, surge
a primeira criptomoeda com origem portuguesa, o CryptoEscudo. Em 6 de
agosto de 2014, o Reino Unido anunciou que seu tesouro foi comissionado
para fazer um estudo acerca das criptomoedas, e que papel, se algum, elas
poderiam desempenhar na economia. O estudo também tinha como propósito
definir se a regulação de criptomoedas deveria ser considerada.[24]
A partir de 2014, uma 2.ª geração de criptomoedas surgiu,
como Monero, Ethereum e Nxt. Essas criptomoedas possuem funcionalidades
avançadas como endereços escondidos e contratos inteligentes.
Em 2014, a criptomoeda RaiBlocks foi lançada, apresentando-se como uma
alternativa ao Bitcoin, prometendo transações mais rápidas e menor consumo
energético. Enfatizava a ausência de taxas de transação, uma característica
distinta do Bitcoin. Em 2018, a moeda foi renomeada para Nano.[25][26][27]
Publicidade
Representantes dos bancos centrais afirmaram que a adoção de criptomoedas
como o bitcoin é um grande desafio para a habilidade dos bancos em
influenciar o preço do crédito para a economia. Também foi afirmado que,
quando o uso de criptomoedas se torna mais popular, haverá uma perda da
confiança dos consumidores nas moedas fiduciárias.[28]
Jordan Kelley, fundador do Robocoin, lançou o primeiro caixa eletrônico de
bitcoins nos Estados Unidos da América em 20 de fevereiro de 2014. O
quiosque instalado em Austin, Texas, é muito semelhante aos caixas
eletrônicos bancários, mas possui scanners para ler documentos emitidos pelo
governo, como carteiras de motorista e passaportes, para identificar seus
usuários.[29]
A Fundação Dogecoin, uma organização beneficente que gira em torno
do Dogecoin e co-fundada pelo co-criador do Dogecoin, Jackson Palmer, doou
mais de $30.000 dólares em unidades de Dogecoin para ajudar a financiar a
viagem da equipe jamaicana de trenó para os Jogos Olímpicos de Inverno de
2014 em Sóchi, Rússia.[30] A comunidade crescendo em torno do Dogecoin
procura cementar suas credenciais beneficentes através do levantamento
de fundos para patrocinar cães de serviço para crianças com necessidades
especiais.[31]
Entre 16 e 19 de maio de 2018, a criptomoeda Bitcoin Gold[32], uma vertente
baseada da Bitcoin, sofreu um ataque de 51%, onde o hacker controla 51% do
poder de processamento para forçar o registro de uma operação falsa. O
hacker pode ter roubado até US$ 18 milhões.
O chamado "ataque de 51%" é a falha fundamental que existe no modelo de
"blocos encadeados" ("blockchain") adotado pelas criptomoedas e ocorre
quando um indivíduo ou grupo obtém mais de 51% de todo o poder de
processamento disponível para a rede. Para evitar essa falha, é preciso que a
moeda tenha um grande número dos chamados mineradores atuando de forma
independente.[33]
Arquitetura
Blockchain
Ver artigo principal: Blockchain
A validade das moedas de cada criptomoeda é fornecida por uma blockchain.
Um blockchain é uma lista crescente de registros, chamados blocos, que são
vinculados e protegidos usando criptografia. Cada bloco normalmente contém
um ponteiro de hash como um link para um bloco anterior, um registro de data
e hora e dados de transação. Por design, os blockchains são inerentemente
resistentes à modificação dos dados. É "um livro aberto e distribuído que pode
registrar transações entre duas partes de maneira eficiente e verificável e
permanente". Para uso como um livro distribuído, um blockchain é
normalmente gerenciado por uma rede ponto a ponto aderindo coletivamente a
um protocolo para validar novos blocos. Uma vez registrados, os dados em
qualquer bloco determinado não podem ser alterados retroativamente sem a
alteração de todos os blocos subsequentes, o que requer conluio da maioria da
rede.
Os blockchains são seguros por design e são um exemplo de um sistema de
computação distribuído com alta tolerância a falhas bizantinas. Consenso
descentralizado foi alcançado com um blockchain. Ele resolve o problema do
gasto duplo sem a necessidade de uma autoridade confiável ou servidor
central.
O tempo de bloqueio é o tempo médio que leva para a rede gerar um bloco
extra no blockchain. Alguns blockchains criam um novo bloco com uma
frequência de cinco em cinco segundos. No momento da conclusão do bloco,
os dados incluídos se tornam verificáveis. Isso é praticamente quando a
transação monetária ocorre, portanto, um tempo de bloqueio mais curto
significa transações mais rápidas.
Esquemas de prova de trabalho
Ver artigo principal: Prova de Trabalho
O primeiro esquema de timestamp inventado foi o esquema de prova de
trabalho. Os esquemas de prova de trabalho mais utilizados são baseados em
SHA-256 e scrypt. O último agora domina o mundo das criptomoedas, com
pelo menos 480 implementações confirmadas.
Alguns outros algoritmos de hash que são usados para prova de trabalho
incluem CryptoNight, Blake, SHA-3 e X11.
Esquemas de prova de participação e combinados
Ver artigo principal: Prova de Participação
Algumas criptomoedas usam um esquema combinado de prova de trabalho /
prova de participação. A comprovação é um método para garantir uma rede de
criptomoedas e obter consenso distribuído através da solicitação de usuários
para mostrar a propriedade de uma determinada quantia de moeda. É diferente
dos sistemas de prova de trabalho que executam algoritmos de hashing difíceis
para validar transações eletrônicas. O esquema é amplamente dependente da
moeda, e atualmente não há uma forma padrão dela.
Mineração
Ver artigo principal: Mineração de Bitcoin, Negociação automatizada de
Criptomoedas
Em redes de criptomoedas, a mineração é uma validação de transações. Para
este esforço, mineiros bem sucedidos obtêm uma nova criptomoeda como
recompensa. A recompensa diminui as taxas de transação, criando um
incentivo complementar para contribuir para o poder de processamento da
rede. A taxa de geração de hashes, que validam qualquer transação, foi
aumentada pelo uso de máquinas especializadas, como FPGAs e ASICs,
executando algoritmos de hashing complexos como SHA-256 e Scrypt. Esta
corrida armamentista para máquinas mais baratas e eficientes tem ocorrido
desde o dia em que a primeira criptomoeda, bitcoin, foi introduzida em 2009.
Com mais pessoas se aventurando no mundo de moedas digitais, gerar hashes
para essa validação tornaram-se muito mais complexas ao longo dos anos,
com os mineiros tendo que investir grandes somas de dinheiro no emprego de
múltiplos ASICs de alto desempenho. Assim, o valor da moeda obtida para
encontrar um hash muitas vezes não justifica a quantidade de dinheiro gasto na
instalação das máquinas, as instalações de resfriamento para superar a
enorme quantidade de calor que produzem e a eletricidade necessária para
operá-las.
Carteiras
Ver artigo principal: Carteira digital de criptomoeda
Uma carteira de criptomoedas armazena as "chaves" públicas ou privadas ou
"endereços" que podem ser usados para receber ou gastar a criptomoeda.
Com a chave privada, é possível escrever no diário público, gastando
efetivamente a criptomoeda associada. Com a chave pública, é possível que
outras pessoas enviem moeda para a carteira.
Anonimato
Bitcoin é pseudôanonimo, em vez de anônimo, em que a criptomoeda dentro
de uma carteira não está vinculada a pessoas, mas sim a uma ou mais chaves
específicas (ou "endereços"). Desse modo, os proprietários de bitcoins não são
identificáveis, mas todas as transações estão publicamente disponíveis no
blockchain. Ainda assim, as trocas de criptomoedas são geralmente exigidas
por lei para coletar as informações pessoais de seus usuários.[34]
Acréscimos como Zerocoin foram sugeridos, o que permitiria o verdadeiro
anonimato. Nos últimos anos, tecnologias de anonimato como provas de
conhecimento zero e assinaturas de anel foram empregadas nas
criptomoedas Zcash e Monero, respectivamente.
Centralização x decentralização
Em um sistema centralizado, uma autoridade única (um banco, por exemplo)
mantém os registros das transações. Em uma blockchain, múltiplas cópias das
transações são armazenadas em diferentes nós, e cada nova transação deve
ser validada por um número de nós (normalmente executados por
mineradores). A confiabilidade do sistema decorre, a princípio, do fato de que
nenhuma autoridade central controla a maioria dos nós, o que torna
praticamente impossível que uma transação falsa seja executada.[35] Por este
motivo, a decentralização é parte fundamental do sistema de criptomoedas.[36] A
oposição entre centralização e decentralização, no entanto, não é binária, mas
um espectro, já que, quanto mais concentrados estiverem os nós de validação
de transações, maior a centralização e, portanto, maior a possibilidade de
algum tipo de manipulação das transaçãoes.[37] Assim, se uma única autoridade
controla a maioria dos nós de uma blockchain, ela pode, em tese, falsificar uma
transação e passá-la como legítima para os demais nós da cadeia. Esta
preocupação é encontrada na cadeia Binance Smart Chain, uma blockchain
controlada por um total de 21 nós, dos quais suspeita-se que a Binance, a
corretora criadora da cadeia, controle 11.[38]
Além do controle dos nós, um número significativo de transações de
criptomoedas acontece dentro de corretoras centralizadas (CEX, ou
"Centralized Exchanges", que são diferentes de DEX, ou "Decentralized
Exchanges").[39] Nestas corretoras, a compra e venda de criptomoedas não
necessariamente é validada nas blockchains, porque, em tese, as negociações
ocorrem entre clientes da corretora, que detém, ela, a propriedade das moedas
na cadeia.[39] Embora a transação de criptomoedas entre proprietários
particulares dependa de validações nas respectivas blockchains, estima-se que
até 99% de todas transações ocorram via corretoras centralizadas.[40]
Legalidade
Ver também : Kriptacoin
A legalidade das criptomoedas variam substancialmente de um país para outro
e ainda é indefinida ou está mudando em muitos outros. Enquanto alguns
países autorizaram explicitamente o seu uso e troca, como a Alemanha,
[41]
outros restringiram ou até baniram, como a Arábia Saudita.[42] De maneira
semelhante, várias agências governamentais, departamentos e cortes
classificaram bitcoins de maneiras diferentes. O Banco Popular da
China (Banco Central da China) baniu o manejo de bitcoins por instituições
financeiras na China durante um período de adoção extremamente rápido no
início de 2014. Na Rússia, ainda que criptomoedas sejam legais, é ilegal fazer
a compra de produtos com qualquer moeda que não seja o Rublo russo.[carece de
fontes]
Em Portugal o Banco de Portugal é desde 2017 o responsável pela supervisão
das entidades que operam com criptomoedas (ativos digitais) tendo realizado a
primeira atribuição de licenças[43] no ano de 2021.
Com maior valor de mercado
As 20 criptomoedas com maior valor de mercado eram, em 2022: Bitcoin
(BTC); Ethereum (ETH); Tether (USDT); USD-Coin (USDC); BNB (); Binance
USD (BUSD); XRP (); Cardano (ADA); Solana (SOL); Dogecoin (DOGE);
Polkadot (DOT); Polygon (MATIC); Dai; Shiba Inu (SHIB); TRON (TRX);
Avalanche (AVAX); Wrapped Bitcoin (WBTC); UNUS SED LEO (LEO);
Ethereum Classic (ETC); Cosmos (ATOM). .[44][45]