Ministério da Educação
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
PEDAGOGIAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA
NOME: MILENA PIMENTEL FERNANDES
Prezadas alunas e prezados alunos,
As questões a seguir não são fechadas, antes sim que possibilitem que
vocês possam, sobretudo, PENSAR a respeito do texto e do documentário.
Critérios de avaliação: atenção ao tema proposto, diálogo com a
literatura que lemos, criticidade, coerência e coesão textual, correção
linguística.
1) No texto que lemos sobre esporte e racismo, o autor afirma que idealmente
o esporte não é racista, mas que a sociedade o subverte e deixa as
modalidades mais “adequadas” a uma cor e a outras, não. Que projetos, ou
aulas, poderíamos desenvolver tematizando práticas corporais e racismo?
Como incluir esse debate nas aulas de Educação Física, sem deixar de lado
as aulas práticas? Dê exemplos.
Para abordar o racismo nas aulas de Educação Física, é importante criar
atividades que promovam reflexão crítica e inclusão nas próprias práticas. É
possível colocar as raízes culturais dos esportes, além de como ele pode fazer
parte da identidade de um povo, como por exemplo o Break Dance ou a
Capoeira. É de máxima importância que os professores se mantenham ativos
as notícias e atividades extra sala de aula ou escola, dessa forma consegue
trazer discussões atuais para suas aulas, infelizmente ainda há inúmeros
episódios de racismo que atletas sofrem frequentemente, esse pode ser um
dos instrumentos para a discussão em sala de aula. O professor pode
apresentar o estereótipo que alguns esportes apresentam e como os atletas
são afetados com isso, além de propor algumas atividades que desafiem esse
padrão.
2) O Racismo está estruturalmente colocado em nossa sociedade. Nossos
preconceitos são sobretudo, corporais, pois os xingamentos quase sempre
se referem a características visíveis. No documentário eles afirmam que
não há racismo, mas aparentemente suas falas negam essa afirmação.
Como a educação física pode discutir esses assuntos já que por excelência
é o corpo que mais se destaca em nossas práticas? Temos com isso um
problema maior que as outras disciplinas, ou uma possibilidade maior de
trabalhar esses temas?
A Educação Física enfrenta tanto desafios quanto oportunidades ao discutir o
racismo, pois o corpo está no centro das práticas corporais, e o racismo se
manifesta frequentemente através de características físicas visíveis, como a
cor da pele. A quadra da escola pode ser um espaço de reflexão sobre como o
racismo afeta os corpos e as práticas esportivas, mas pode também pode
apresentar diversidade de práticas que desconstroem estereótipos e destacam
a pluralidade de habilidades, independentemente da cor ou etnia, um ótimo
instrumento de trabalho podem ser os jogos cooperativos, que reforçam o
respeito ao corpo do outro. Podemos ter um desafio maior que outras
disciplinas, mas também temos uma oportunidade única de trabalhar o
combate ao racismo de forma prática e vivencial.