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Varíola: História, Sintomas e Vacinação

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O que é varíola?

A varíola é uma doença infecciosa que é considerada como erradicada pela


Organização Mundial da Saúde (OMS) desde os anos 80, após a realização de uma
campanha de vacinação maciça, que envolveu o mundo inteiro.
O vírus da varíola é o Orthopoxvirus variolae e essa é uma doença com capacidade
de levar o paciente a óbito. Caso isso não aconteça, o paciente pode ficar cego e
ter as marcas e bolhas características da varíola por todo o corpo.

A transmissão da varíola acontece por meio do contato com o vírus seja por meio do
contato com pessoas infectadas, com objetos que possuem o vírus ou com objetos que
pertenceram a uma pessoa com varíola. O vírus pode sobreviver por até 24 horas em
objetos que tiveram contato com uma pessoa infectada.

Quais são os sintomas da varíola?


No geral, os sintomas iniciais da varíola são bastante similares ao de uma gripe e
incluem, por exemplo, febre, dor de cabeça, mal-estar e dores musculares.
Depois, o vírus se espalha pelo corpo por meio do sistema linfático e surgem
manchas avermelhadas por toda parte. Essas manchas evoluem para pústulas e bolhas
repletas de líquido por todo o corpo, inclusive em locais como a mucosa nasal e a
mucosa da boca

Como é o tratamento da varíola?


A varíola não tem cura e os tratamentos existentes somente aliviam os sintomas da
doença, sem a possibilidade de matar o vírus e impedir, por exemplo, o surgimento
das pústulas características.
A melhor forma de prevenir a doença é por meio da vacinação. Mas, como essa é uma
condição considerada erradicada, a vacina contra a varíola não faz parte do
calendário regular de vacinação.

→ Como foi criada a primeira vacina?


A primeira vacina surgiu a partir dos estudos realizados pelo médico inglês Edward
Jenner. Ele observou pessoas que se contaminaram, ao ordenharem vacas, por conta de
uma doença de gado e chegou à conclusão de que essas pessoas tornavam-se imunes à
varíola. A doença, chamada de cowpox, assemelhava-se à varíola humana pela formação
de pústulas (lesões com pus).
Diante dessa observação, em 1796, Jenner inoculou o pus presente em uma lesão de
uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, que possuía a doença (cowpox), em um garoto
de oito anos de nome James Phipps. Phipps adquiriu a infecção de forma leve e, após
dez dias, estava curado. Posteriormente, Jenner inoculou em Phipps pus de uma
pessoa com varíola, e o garoto nada sofreu. Surgia aí a primeira vacina.
O médico continuou sua experiência, repetindo o processo em mais pessoas. Em 1798,
comunicou sua descoberta em um trabalho intitulado “Um Inquérito sobre as Causas e
os Efeitos da Vacina da Varíola”. Apesar de enfrentar resistência, em pouco tempo,
sua descoberta foi reconhecida e espalhou-se pelo mundo. Em 1799, foi criado o
primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a
adotar a vacinação. A vacina chegou ao Brasil em 1804, trazida pelo Marquês de
Barbacena.

No Brasil, em janeiro de 1962 o então presidente João Goulart (1919-1976) criou a


CNCV (Campanha Nacional contra a Varíola). A vacinação levou a uma redução de 9.600
casos e 160 mortes, em 1962, para 3.623 casos e 20 mortes, em 1966, quando a CNCV
foi extinta e criada a CEV (Campanha de Erradicação da Varíola), em resposta à
pressão internacional. médico paulista Cláudio do Amaral Jr. (1934-2019),
coordenador da CEV de 1970 a 1971, reforçou a vigilância de casos novos e a
vacinação em massa, principalmente aos sábados e domingos. "Festas populares,
romarias, encontros religiosos, feiras, manifestações artísticas populares,
quartéis, escolas públicas, paradas de ônibus e grandes empresas foram locais
utilizados para vacinação em massa"
varíola desapareceu, o vírus que a causa está guardado em laboratórios de alta
segurança e apenas militares ainda são vacinados. O fim da vacinação no mundo, em
1980, porém, criou dois problemas. Um deles, foi a perda da chamada imunidade
cruzada para os outros integrantes da família dos poxvírus, que também eram
bloqueados e, sem a vacina, poderiam chegar às pessoas mais facilmente. De janeiro
a setembro de 2020 na República Democrática do Congo, por exemplo, a OMS registrou
4.594 casos suspeitos, com 171 mortes, de monkeypox, vírus similar ao da varíola

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