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Lucro Real: Cálculo e Apuração EAD

apostila lucro real passo a passo

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Cursos EAD

LUCRO REAL NA PRÁTICA:


APRENDA A CALCULAR
PASSO A PASSO
(Parte I)

Palestrante:
MARIA ILENE IMLAU WINTER - Contadora, Pós-Graduada em Direito Tributário/PUC-RS, Pós-
Graduada em Ciências Contábeis/FGV, Especialista em Tributos Federais, Coordenadora e
Consultora das Áreas de Tributos Federais, Contabilidade, Redatora de matérias do Portal
LEFISC, Instrutora de Cursos e Palestrante da LEFISC.

abril/2021
SUMÁRIO

1 OPÇÃO OU OBRIGATORIEDADE 03
1.1 PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL 03
2 APURAÇÃO ANUAL OU TRIMESTRAL 04
3 CÓDIGOS E PRAZOS DE RECOLHIMENTO 07
3.1 CÓDIGOS 07
3.2 PRAZOS DE RECOLHIMENTO 07
3.2.1 APURAÇÃO TRIMESTRAL 07
3.2.2 APURAÇÃO ANUAL 08
3.2.3 FALTA OU INSUFICIÊNCIA NO PAGAMENTO 09
4 MOMENTO DA OPÇÃO 10
5 ALÍQUOTAS DO IRPJ E CSLL 11
5.1 ALÍQUOTAS DO IRPJ E ADICIONAL 11
5.2 ALÍQUOTAS DA CSLL 11
6 LUCRO REAL ANUAL 13
6.1 DETERMINAÇÃO DAS ESTIMATIVAS MENSAIS: RECEITA BRUTA OU 14
BALANÇO/BALANCETE DE SUSPENSÃO/REDUÇÃO
6.1.1 ESTIMATIVA COM BASE NA RECEITA BRUTA E ACRÉSCIMOS 14
6.1.2 SUSPENSÃO OU REDUÇÃO DO PAGAMENTO MENSAL 20
6.1.3 EXEMPLO COMPARATIVO 22
6.1.4 VEDAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS POR ESTIMATIVA 27
6.1.5 CONTABILIZAÇÃO DAS ESTIMATIVAS E PROVISÕES DO IRPJ E CSLL 28
7 LUCRO REAL TRIMESTRAL 31
7.1 EXEMPLO DE CÁLCULO 31
7.2 CONTABILIZAÇÃO 32
7.3 LANÇAMENTOS NO LALUR: LUCRO REAL TRIMESTRAL X LUCRO REAL 32
ANUAL
8 AJUSTES NECESSÁRIOS PARA ECF (LALUR E LACS) 33

Bibliografia:
Decreto nº 1.598/1977
Lei nº 9.249/1995
Lei nº 9.430/1996
Lei nº 12.973/2014
Decreto nº 9.580/2018
IN RFB nº 1.700/2017
IN RFB nº 1.717/2017
IN RFB nº 2.003/2021
IN RFB nº 2.004/2021
IN RFB nº 2.005/2021

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[Link]ÇÃO OU OBRIGATORIEDADE

1.1 PESSOAS JURÍDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL

DECRETO Nº 9.580, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2018


(...)
TÍTULO VIII
DO LUCRO REAL

CAPÍTULO I
DA DETERMINAÇÃO
Seção I
Disposições gerais
Pessoas jurídicas obrigadas à apuração do lucro real
Art. 257. Ficam obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas (Lei nº 9.718, de
1998, art. 14, caput ) :
I - cuja receita total no ano-calendário anterior seja superior ao limite de R$
78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou proporcional ao número de meses do
período, quando inferior a doze meses (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso I) ;
II - cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, agências de fomento, caixas econômicas, sociedades de crédito,
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras de
títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedades de crédito ao microempreendedor e à empresa
de pequeno porte, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades
abertas de previdência complementar (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso II ; Lei nº
10.194, de 2001, art. 1º, caput, inciso I ; Lei Complementar nº 109, de 2001, art. 4º ; e Lei nº
12.715, de 2012, art. 70) ;
III - que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior (Lei nº
9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso III) ;
IV - que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à
isenção ou à redução do imposto sobre a renda (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso
IV) ;
V - que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime
de estimativa, na forma estabelecida no art. 219 (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso
V) ;
VI - que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de
assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de
contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultante de vendas mercantis a
prazo ou de prestação de serviços ( factoring ) (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso
VI) ;
VII - que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do
agronegócio (Lei nº 9.718, de 1998, art. 14, caput, inciso VII) ;
VIII - que tenham sido constituídas como sociedades de propósito específico, formadas por
microempresas e empresas de pequeno porte, observado o disposto no art. 56 da Lei
Complementar nº 123, de 2006 ( Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 56, § 2º, inciso IV );
e
IX - que emitam ações nos termos estabelecidos no art. 16 da nº Lei 13.043, de
2014 ( Lei nº 13.043, de 2014, art. 16, § 2º )

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3
[Link]ÇÃO ANUAL OU TRIMESTRAL

As bases de cálculo do IRPJ e da CSLL serão determinadas em períodos de apuração


trimestrais, encerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de
cada ano-calendário.
Nos casos de incorporação, fusão ou cisão a apuração das bases de cálculo será
efetuada na data do evento.
Na extinção da pessoa jurídica pelo encerramento da liquidação, a apuração das bases
de cálculo será efetuada na data desse evento.
Alternativamente, o período de apuração será anual para as pessoas jurídicas
sujeitas à tributação com base no lucro real que adotarem a opção pelo pagamento por
estimativa.
As pessoas jurídicas que optarem pelo pagamento do IRPJ e da CSLL por
estimativa deverão apurar o lucro real e o resultado ajustado em 31 de dezembro de
cada ano, exceto nas hipóteses de situação especial, quando a apuração deverá ser realizada
na data desses eventos.

ECF (Escrituração Contábil Fiscal) – Lucro Real Trimestral

ECF (Escrituração Contábil Fiscal) – Lucro Real Anual

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4
IMPOSTO SOBRE A RENDA – LUCRO REAL

L300 Demonstração do Resultado


RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO ANTES DO IRPJ E DA CSLL Líquido no Período Fiscal
(recupera dados da ECD)
E-lalur
LUCRO LÍQUIDO ANTES DO IRPJ
(+) ADIÇÕES (adições previstas na legislação anterior + novas adições M300 (PARTE A)
conforme Lei nº 12.973, de 2014)
Ex: Multa por infração de Trânsito; Despesa Financeira Arrendamento
Mercantil, respectivamente Nota: Parte B – M410, e M500
(=) SOMA DAS ADIÇÕES Lançamentos da parte A quando
(- ) EXCLUSÕES (exclusões previstas na legislação anterior + novas possuírem relacionamento com a
exclusões conforme Lei nº 12.973, de 2014) parte B, devem ser informados no
Ex: Lucros e Dividendos; Receita Financeira AVP já tributada momento do lançamento no M300
anteriormente, respectivamente
(=) SOMA DAS EXCLUSÕES
LUCRO REAL ANTES DA COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS
(-) COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS
LUCRO REAL

BASE DE CÁLCULO DO IRPJ APÓS A COMPENSAÇÃO DOS PREJUÍZOS (estimativa N500


com base no lucro real – caso faça a opção por estimativa com base na receita
bruta, em relação ao mês da opção não haverá as informações do e-lalur)
CÁLCULO DO IRPJ MENSAL DEVIDO
Alíquota 15%
Adicional de 10% sobre o lucro que ultrapassar R$20.000,00/mês
(-) DEDUÇÕES (na ECF) há uma linha específica N620
(-) Incentivos Fiscais (ESTIMATIVA MENSAL)
(-) Reduções ou Isenções do Imposto N630
(-) Redução por Reinvestimento (REAL ANUAL)
(REAL TRIMESTRAL)
IRPJ DEVIDO NO MÊS

(-) RETENÇÕES NA FONTE


(-)Retenção na fonte
(-)Retenção serviços prestados no exterior (...)
IMPOSTO DE RENDA A PAGAR

Notas:
a) O valor apurado mensalmente por estimativa deverá ser obrigatoriamente recolhido até o final do
mês subsequente;
b) O registro N630 demonstra a apuração do imposto devido considerando o lucro real acumulado,
onde será informado o valor pago por estimativa mensalmente, e também é utilizado para o Lucro
Real Trimestral.

Lucro Real Trimestral – os registros serão os mesmos, porém no formato de 04 (quatro)


trimestres. (N630)

➢ Lucro Real Trimestral não há o registro N620

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5
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE LUCRO LÍQUIDO – LUCRO REAL

L300 Demonstração do Resultado


RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO ANTES DO IRPJ E DA CSLL Líquido no Período Fiscal
(recupera dados da ECD)
E-LACS
LUCRO LÍQUIDO ANTES DA CSLL
(+) ADIÇÕES (adições previstas na legislação anterior + novas adições M350 (PARTE A)
conforme Lei nº 12.973, de 2014)
Ex: Multa por infração de Trânsito; Despesa Financeira Arrendamento
Mercantil, respectivamente
Nota: Parte B – M410, e M500
(=) SOMA DAS ADIÇÕES Lançamentos da parte A quando
possuírem relacionamento com a
(- ) EXCLUSÕES (exclusões previstas na legislação anterior + novas parte B, devem ser informado no
exclusões conforme Lei nº 12.973, de 2014) momento do lançamento no M300
Ex: Lucros e Dividendos; Receita Financeira AVP já tributada
anteriormente, respectivamente

(=) SOMA DAS EXCLUSÕES

LUCRO REAL ANTES DA COMPENSAÇÃO DA BC NEGATIVA CSLL

(-) COMPENSAÇÃO DA BC NEGATIVA CSLL


BASE DE CÁLCULO CSLL

BASE DE CÁLCULO CSLL APÓS A COMPENSAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO N650


NEGATIVA DA CSLL (estimativa com base no lucro real – caso faça a opção por
estimativa com base na receita bruta, em relação ao mês da opção não haverá as
informações do e-lacs)
CÁLCULO DO CLL MENSAL DEVIDA
Alíquota 9% N660
Nota: Financeiras e equiparadas alíquotas diferenciadas) (ESTIMATIVA MENSAL)
(-) DEDUÇÕES (na ECF) há uma linha específica (*) N670
(-) Reduções ou Isenções da CSLL (...) (REAL ANUAL)
(REAL TRIMESTRAL)
CSLL DEVIDA NO MÊS

(-) RETENÇÕES NA FONTE


(-) Retenção na fonte
(-) Retenção serviços prestados no exterior (...)
CSLL A PAGAR

Notas:
a) O valor apurado mensalmente por estimativa deverá ser obrigatoriamente recolhido até o final do
mês subsequente;
b) O registro N670 demonstra a apuração da CSLL devida considerando o lucro real acumulado, onde
será informado o valor pago por estimativa mensalmente.
(*)
(-) Bônus de Adimplência Fiscal Registro N670
(-) Isenções ou Reduções Referente ao Lucro de Exploração (N660 e N670)
(-) Créditos sobre Depreciação de Bens do Ativo Imobilizado (Lei nº 11.051/2004, art. 1º)

➢ No Lucro Real Trimestral não há o registro N660

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3.CÓDIGOS E PRAZOS DE RECOLHIMENTO

3.1 CÓDIGOS

IMPOSTO DE RENDA DAS PESSOAS JURÍDICAS – IRPJ


PJ OBRIGADAS à apuração com base no lucro real
Entidades Financeiras
Balanço trimestral 1599
Estimativa mensal 2319
Demais entidades
Balanço trimestral 0220
Estimativa mensal 2362
PJ NÃO OBRIGADAS à apuração com base no lucro real
Optantes pela apuração com base no lucro real
Balanço Trimestral 3373
Estimativa mensal 5993

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO – CSLL


PJ que apuram o IRPJ com base no lucro real
Entidades Financeiras
Balanço trimestral 2030
Estimativa mensal 2469
Demais Entidades
Balanço trimestral 6012
Estimativa mensal 2484

Recolhimento do Saldo Anual Apurado no Ajuste Anual (somente lucro real anual)

(Saldo apurado na ECF (Registro N630 para IRPJ e Registro N670 para CSLL)
*recolhimento até Março do ano seguinte

PJ Obrigada ao Lucro Real Demais Pessoas Jurídicas


IRPJ 2430 2456
CSLL 6773 6773

O Saldo Anual (Art. 218 do Decreto 9.580/2018) do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido apurado em 31 de dezembro do ano-calendário
deverá pago em quota única até o último dia útil do mês de março do ano subsequente.
O saldo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
deverá ser acrescido de juros equivalentes à Taxa (Selic), para títulos federais, acumulada
mensalmente, a partir de 1º de fevereiro do ano subsequente até o último dia do mês anterior
ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento.

3.2 PRAZOS DE RECOLHIMENTO

3.2.1 APURAÇÃO TRIMESTRAL

O IRPJ e a CSLL apurados ao final de cada trimestre serão pagos em quota única até
o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração.
À opção da pessoa jurídica, o IRPJ e a CSLL poderão ser pagos em até 3 (três)
quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos 3 (três) meses
subsequentes ao do encerramento do período de apuração a que corresponderem.
Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e o imposto ou a
contribuição de valor inferior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) será pago em quota única, até o
último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração.

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As quotas do imposto e da contribuição serão acrescidas de juros equivalentes à taxa
referencial do Selic, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do
1º (primeiro) dia do 2º (segundo) mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do
pagamento.
A 1º (primeira) quota ou quota única, quando paga até o vencimento, não sofrerá
acréscimos.

EXEMPLO: Pessoa Jurídica Optante pelo Lucro Real/Optante pela Apuração Trimestral
1º TRIMESTRE 2021
VALOR DO IRPJ DEVIDO NO TRIMESTRE: R$74.000,00
VALOR DA CSLL DEVIDA NO TRIMESTRE: R$28.800,00
1) Pagamento em quota única:

Valor R$ Vencimento Código


IRPJ 74.000,00 30/04/2021 3373
CSLL 28.800,00 30/04/2021 6012

2) Opção por dividir em quotas: Optou por dividir em 03 (três) quotas

Valor das quotas R$ Vencimentos Acréscimos Código


1ª quota 24.666,67 30/04/2021 - 3373
IRPJ
2ª quota 24.666,67 31/05/2021 1% 3373

3ª quota 24.666,66 30/06/2021 1% + Selic 3373


de maio
1ª quota 9.600,00 30/04/2021 - 6012
CSLL
2ª quota 9.600,00 31/05/2021 1% 6012

3ª quota 9.600,00 30/06/2021 1% + Selic 6012


de maio

3.2.2 APURAÇÃO ANUAL

PAGAMENTO POR ESTIMATIVA – RECOLHIMENTO MENSAL OBRIGATÓRIO

O IRPJ e a CSLL apurados deverão ser pagos até o último dia útil do mês
subsequente àquele a que se referirem.
Este prazo aplica-se inclusive ao imposto e à contribuição relativos ao mês de
dezembro, que deverão ser pagos até o último dia útil do mês de janeiro do ano subsequente.

EXEMPLO: Pessoa Jurídica Optante pelo Lucro Real/Optante pela Apuração Anual
PERÍODO DE APURAÇÃO 2021

CÓDIGOS
PERÍODO APURAÇÃO VENCIMENTO
IRPJ CSLL
JANEIRO/2021 5993 2484 26/02/2021
FEVEREIRO/2021 5993 2484 31/03/2021
MARÇO/2021 5993 2484 30/04/2021
ABRIL/2021 5993 2484 31/05/2021

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8
MAIO/2021 5993 2484 30/06/2021
JUNHO/2021 5993 2484 30/07/2021
JULHO/2021 5993 2484 31/08/2021
AGOSTO/2021 5993 2484 30/09/2021
SETEMBRO/2021 5993 2484 29/10/2021
OUTUBRO/2021 5993 2484 30/11/2021
NOVEMBRO/2021 5993 2484 30/12/2021
DEZEMBRO/2021 5993 2484 31/01/2022
AJUSTE ANUAL 2456 6773 31/03/2022 (Quota única =
juros 1% + Selic fevereiro)

PERÍODO ANUAL (SALDO APÓS O RECOLHIMENTO DAS DOZE ESTIMATIVAS MENSAIS)

Os saldos do IRPJ e da CSLL apurados em 31 de dezembro:


a) se positivos, serão pagos em quota única, até o último dia útil do mês de março
do ano subsequente;
b) se negativos, poderão ser objeto de restituição ou de compensação nos termos do
art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996.
Os saldos do IRPJ e da CSLL a pagar, se positivos, serão acrescidos de juros calculados
à taxa referencial do Selic, para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir de
1º de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no
mês do pagamento.
O prazo não se aplica ao IRPJ e à CSLL relativos ao mês de dezembro, que
deverão ser pagos até o último dia útil do mês de janeiro do ano subsequente.
O saldo negativo a ser restituído ou compensado, será acrescido de juros equivalentes
à taxa referencial do Selic para títulos federais, calculados a partir de 1º de fevereiro até o mês
anterior ao da compensação ou restituição e de 1% (um por cento) referente ao mês em que a
compensação ou restituição for efetuada.

3.2.3 FALTA OU INSUFICIÊNCIA DE PAGAMENTO

A falta ou insuficiência de pagamento do IRPJ ou da CSLL sujeita a pessoa jurídica aos


seguintes acréscimos legais:
a) multa de mora, calculada à taxa de 0,33% (trinta e três centésimos por cento)
por dia de atraso, limitada a 20% (vinte por cento), calculada a partir do 1º (primeiro) dia

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subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento, até o dia em que ocorrer o
seu pagamento; e
b) juros de mora, equivalentes à taxa referencial do Selic, para títulos federais,
acumulada mensalmente, calculados a partir do 1º (primeiro) dia do 2º (segundo) mês
subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do
pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.

EXEMPLO:
ESTIMATIVA MENSAL RELATIVA AO MÊS DE FEVEREIRO DE 2021 – VALOR R$10.000,00
VENCIMENTO EM 31/03/2021
RECOLHIMENTO EM ATRASO 19/04/2021

Multa: 0,33% ao dia (calculada a partir do 1º (primeiro) dia subsequente ao do vencimento do


prazo previsto para o pagamento, até o dia em que ocorrer o seu pagamento)
01/04 até 19/04 = 0,33% x 19 = 6,27%
Juros: 1% (não tem Selic ainda, apenas a partir do 2º mês do vencimento)

➢ Cálculo efetuado através do Sicalc Online


[Link]
➢ Códigos/extensão informação no Sicalc/DCTF
[Link]
demonstrativos/dctf/tabelas-de-codigos-extensoes/dctf-tabelas-de-codigos-extensoes

[Link] DA OPÇÃO

A adoção do pagamento trimestral do IRPJ e da CSLL, pelas pessoas jurídicas que


apurarem o imposto pelo lucro real e a contribuição pelo resultado ajustado, ou a opção pela
forma de pagamento por estimativa, será irretratável para todo o ano-calendário.
A opção pelo pagamento por estimativa será manifestada com o pagamento
do IRPJ correspondente ao mês de janeiro do ano-calendário, ainda que intempestivo, ou
com o levantamento do respectivo balanço ou balancete de suspensão.
No caso de início de atividades a opção será manifestada em relação ao 1º (primeiro)
mês de atividade da pessoa jurídica.

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5. ALÍQUOTAS DO IRPJ E CSLL

5.1 ALÍQUOTA DO IRPJ E ADICIONAL

Alíquota normal: 15%


Adicional: 10%

EXEMPLOS

I - Lucro Real Trimestral


Alíquota normal de 15% sobre o total do lucro real trimestral;
Adicional de 10% sobre a parcela do lucro real que ultrapassar ao limite de R$ 60.000,00 no
trimestre.

Lucro Real Trimestral R$ 200.000,00


Alíquota normal de 15% sobre 200.000,00 30.000,00
Adicional de 10% sobre 140.000,00 (200.000 – 60.000) 14.000,00
IRPJ devido no trimestre 44.000,00

II - Lucro Real Anual


Alíquota normal de 15% sobre o total do lucro real;
Adicional de 10% sobre a parcela do lucro real anual que ultrapassar R$ 240.000,00;
Lucro Real Anual = R$ 2.000.000,00
Alíquota normal de 15% sobre 2.000.000,00 300.000,00
Adicional de 10% sobre 1.760.000,00 (2.000.000 – 240.000) 176.000,00
IRPJ devido no ano-calendário 476.000,00

III - Estimativa Mensal s/ Lucro Real Acumulado (suspensão/redução)


Alíquota normal de 15% sobre o total do lucro real acumulado;
Adicional de 10% sobre a parcela do lucro real acumulado que exceder a R$ 20.000,00
vezes o número de meses do período acumulado, contado desde janeiro do ano-calendário;
Lucro Real Acumulado (Janeiro a Abril) = R$ 150.000,00
Alíquota normal de 15% sobre 150.000,00 22.500,00
Adicional de 10% sobre 70.000,00 (150.000 – 80.000) 7.000,00
IRPJ Estimado devido no mês (período em curso) sobre o Lucro Real Acumulado 29.500,00

IV - Estimativa Mensal sobre a Receita Bruta (art. 225 do RIR/2018)


Alíquota normal de 15% sobre o total da base de cálculo mensal;
Adicional de 10% sobre a base de calculo mensal da estimativa que ultrapassar R$
20.000,00.
Receita Bruta (faturamento) do mês = R$ 100.000,00
Receita Estimada = R$ 100.000,00 x 8% = R$ 8.000,00
Outras Receitas (não faturamento) do mês = R$ 22.000,00
Lucro Estimado = R$ 30.000,00
Alíquota normal de 15% sobre 30.000,00 4.500,00
Adicional de 10% sobre 10.000,00 (30.000 – 20.000) 1.000,00
IRPJ Estimado devido no mês (período em curso) sobre a Receita Bruta Mensal 5.500,00

5.2 ALÍQUOTAS DA CSLL

a) Alíquota de 15% (exceto no período compreendido entre 1º de setembro de 2015 e 31 de


dezembro de 2018, no qual vigorará a alíquota de 20%), nos casos de:
▪ pessoas jurídicas de seguros privados e de capitalização;
▪ distribuidoras de valores mobiliários;
▪ corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
▪ sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
▪ sociedades de crédito imobiliário;
▪ administradoras de cartões de crédito;
▪ sociedades de arrendamento mercantil; e

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11
▪ associações de poupança e empréstimo;

b) Alíquota de 15% (exceto no período compreendido entre 1º de outubro de 2015 e 31 de


dezembro de 2018, no qual vigorará a alíquota de 17%), no caso de cooperativas de
crédito;

c) Alíquota de 9%, no caso de:


▪ administradoras de mercado de balcão organizado;
▪ bolsas de valores e de mercadorias e futuros;
▪ entidades de liquidação e compensação;
▪ empresas de fomento comercial ou factoring; e
▪ demais pessoas jurídicas; e

d) Alíquota de 20% (exceto no período compreendido entre 1º de janeiro de 2019 e 29 de


fevereiro de 2020, no qual vigorará a alíquota de 15%), nos casos de bancos de qualquer
espécie e de agências de fomento.

EXEMPLOS
I - Lucro Real Trimestral
Alíquota Geral de 9% sobre o total do lucro real trimestral

Lucro Real Trimestral = R$ 200.000,00


Alíquota Geral de 9% sobre 200.000,00 18.000,00
CSLL devida no trimestre 18.000,00

II - Lucro Real Anual


Alíquota Geral de 9% sobre o total do lucro real anual;

Lucro Real Anual = R$ 2.000.000,00


Alíquota Geral de 9% sobre 2.000.000,00 180.000,00
CSLL devida no ano-calendário 180.000,00

III - Estimativa Mensal s/ Lucro Real Acumulado (suspensão/redução)


Alíquota Geral de 9% sobre o total do lucro real acumulado;

Lucro Real Acumulado (Janeiro a Abril) = R$ 150.000,00


Alíquota Geral de 9% sobre 150.000,00 13.500,00
CSLL Estimada devida no mês sobre o Lucro Real Acumulado 13.500,00

IV - Estimativa Mensal sobre a Receita Bruta


Alíquota Geral de 9% sobre o total da base de cálculo mensal;

Receita Bruta (faturamento) do mês = R$ 100.000,00


Receita Estimada = R$ 100.000,00 x 12% = R$ 12.000,00
Outras Receitas (não faturamento) do mês = R$ 22.000,00
Lucro Estimado = R$ 34.000,00
Alíquota Geral de 9% sobre 34.000,00 3.060,00
CSLL Estimada devida no mês (período em curso) sobre a Receita Bruta 3.060,00
Mensal

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12
Alterações das Alíquotas da CSLL
Medida Provisória nº 1.034, de 01 de março de 2021
(observar que se trata de MP, acompanhar a conversão em lei)
Alíquotas Pessoas Jurídicas Abrangidas
▪ pessoas jurídicas de seguros privados e de capitalização
Até 30 de junho de 2021= 15% ▪ distribuidoras de valores mobiliários;
▪ corretoras de câmbio e de valores mobiliários;
De 01 de julho de 2021 até 31 de ▪ sociedades de crédito, financiamento e investimentos;
dezembro de 2021 = 20% ▪ sociedades de crédito imobiliário;
▪ administradoras de cartões de crédito;
A partir de 1º de janeiro de 2022 ▪ sociedades de arrendamento mercantil;
= 15% ▪ associações de poupança e empréstimo;
▪ cooperativas de crédito.

Até 30 de junho de 2021= 20% ▪ bancos de qualquer espécie

De 01 de julho de 2021 até 31 de


dezembro de 2021 = 25%

A partir de 1º de janeiro de 2022


= 20%

9% ▪ demais pessoas jurídicas

[Link] REAL ANUAL

➢ A forma de apuração das estimativas mensais poderá ser intercalada, entre estimativa
com base na receita bruta ou com base nos balancetes. É recomendável que se faça
mensalmente o comparativo entre as duas formas para optar então pela forma mais
econômica de tributação (estimativa com base na receita bruta ou balanço/balancete)

➢ Na ECF (obrigação acessória anual), ao selecionar no Registro 0010 Parâmetros de


Tributação Lucro Real/Anual, será questionada a forma de determinação das
Estimativas Mensais:

(...)

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13
➢ Na DCTF (obrigação acessória mensal) também, haverá a informação se a PJ
levantou balanço de suspensão ou redução no período

Em dados iniciais: (marcará sim, se houve a suspensão do pagamento)

Na informação dos Débitos, marcará sim, quando houver imposto a pagar após ter
levantado balanço/balancete. (a partir de fevereiro é que poderá ocorrer esta situação, uma
vez que em janeiro não haverá redução/ou suspensão, pois ainda não houve nenhum
recolhimento do ano-calendário)

6.1 DETERMINAÇÃO DAS ESTIMATIVAS MENSAIS: RECEITA BRUTA OU


BALANÇO/BALANCETE DE SUSPENSÃO/REDUÇÃO

A pessoa jurídica poderá optar para determinação das estimativas mensais, utilizar a
receita bruta mais acréscimos, ou levantamento de balanço/balancetes.
Esta opção poderá ser intercalada, mas obrigatoriamente deverá apurar o lucro real e o
resultado ajustado em 31 de dezembro de cada ano, exceto nas situações especiais, quando a
apuração deverá ser realizada na data desses eventos.
A periodicidade de apuração e pagamento adotada pela pessoa jurídica para o IRPJ
determina a periodicidade de apuração e pagamento da CSLL.

6.1.1 ESTIMATIVA COM BASE NA RECEITA BRUTA E ACRÉSCIMOS

Conceito de Receita Bruta


(Decreto nº 1.598, de 1977, art. 12 e IN RFB nº 1.700, de 2017, art.26)

A receita bruta compreende:


a) o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
b) o preço da prestação de serviços em geral;
c) o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
d) as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas acima.

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14
➢ Na receita bruta não se incluem os tributos não cumulativos cobrados,
destacadamente, do comprador ou contratante pelo vendedor dos bens ou pelo
prestador dos serviços na condição de mero depositário.
➢ Se for adotado procedimento contábil do qual resulte valor de receita bruta ou
momento de reconhecimento dessa receita diferente do estabelecido pela legislação
tributária, a pessoa jurídica deverá registrar a diferença mediante lançamento a
débito ou a crédito em conta específica de ajuste da receita bruta.

Base de Cálculo

A base de cálculo do IRPJ e da CSLL, em cada mês, será determinada mediante a


aplicação dos percentuais de presunção, conforme definido na legislação, sobre a receita bruta
auferida na atividade, deduzida das devoluções, das vendas canceladas e dos descontos
incondicionais concedidos e demais acréscimos previstos na legislação.

PERCENTUAIS DE PRESUNÇÃO IRPJ E CSLL APLICÁVEIS SOBRE A RECEITA BRUTA


AUFERIDA

ATIVIDADES IRPJ CSLL

Revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, 1,6% 12%


álcool etílico carburante e gás natural
Comércio e Indústria (inclusive no caso de industrialização sob
encomenda)
Prestação de serviços hospitalares e de auxílio diagnóstico e
terapia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia,
patologia clínica, imagenologia, radiologia, anatomia patológica
e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas,
exames por métodos gráficos, procedimentos endoscópicos,
radioterapia, quimioterapia, diálise e oxigenoterapia hiperbárica,
desde que a prestadora desses serviços seja organizada sob a
forma de sociedade empresária e atenda às normas da Agência 8% 12%
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) (*)
Prestação de serviços de transporte de carga
Atividades imobiliárias relativas a desmembramento ou
loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de
prédios destinados à venda e a venda de imóveis construídos ou
adquiridos para revenda

Atividade de construção por empreitada com emprego de todos


os materiais indispensáveis à sua execução, sendo tais materiais
incorporados à obra
Prestação de serviços de transporte (exceto de cargas) 16% 12%
Atividades desenvolvidas por bancos comerciais, bancos de
investimentos, bancos de desenvolvimento, agências de
fomento, caixas econômicas, sociedades de crédito,
financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, 16% 32%
sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio,
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de
arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de
seguros privados e de capitalização e entidades de previdência
privada aberta.

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15
Prestação de serviços relativos ao exercício de profissão
legalmente regulamentada.
Intermediação de negócios.

Administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e


direitos de qualquer natureza.
Construção por administração ou por empreitada unicamente de
mão de obra ou com emprego parcial de materiais.
Construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento
de infraestrutura, no caso de contratos de concessão de serviços
públicos, independentemente do emprego parcial ou total de
materiais.
Prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria
creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção de riscos,
32% 32%
administração de contas a pagar e a receber, compra de direitos
creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de
prestação de serviços (factoring).

Coleta e transporte de resíduos até aterros sanitários ou local de


descarte.
Exploração de rodovia mediante cobrança de preço dos
usuários, inclusive execução de serviços de conservação,
manutenção, melhoramentos para adequação de capacidade e
segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos
usuários e outros definidos em contratos, em atos de concessão
ou de permissão ou em normas oficiais, pelas concessionárias
de serviços públicos
Prestação de serviços de suprimento de água tratada e os
serviços de coleta e tratamento de esgotos deles decorrentes,
cobrados diretamente dos usuários dos serviços pelas
concessionárias ou subconcessionárias de serviços públicos.
Prestação de serviços em geral, como limpeza e locação de mão
de obra, ainda que sejam fornecidos os materiais.
Prestação de qualquer outra espécie de serviço não mencionada
anteriormente.
EMPRESA SIMPLES DE CRÉDITO (ESC) atividades de operação 38,40% 38,40%
de empréstimo, de financiamento e de desconto de títulos de
crédito.

(*) Entende-se como atendimento às normas da Anvisa, entre outras, a prestação de


serviços em ambientes desenvolvidos de acordo com o item 3 - Dimensionamento, Quantificação e
Instalações Prediais dos Ambientes da Parte II - Programação Físico-Funcional dos Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde da Resolução RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, cuja comprovação deve ser
feita mediante alvará da vigilância sanitária estadual ou municipal.
Não se aplica:
a) à pessoa jurídica organizada sob a forma de sociedade simples;
b) aos serviços prestados com utilização de ambiente de terceiro; e
c) à pessoa jurídica prestadora de serviço médico ambulatorial com recursos para realização de
exames complementares e serviços médicos prestados em residência, sejam eles coletivos ou particulares
(home care).

(Fundamentação: Lei nº 9.249, art. 15; IN RFB nº 1.700, de 2017, art. 33, art. 34)

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16
Acréscimos à base de cálculo do IRPJ e da CSLL

Serão acrescidos às bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, no mês em que forem


auferidos, os ganhos de capital, as demais receitas e os resultados positivos
decorrentes de receitas não compreendidas na receita bruta, inclusive:
I - os ganhos de capital auferidos na alienação de participações societárias
permanentes em sociedades coligadas e controladas e de participações societárias que
permaneceram no ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calendário seguinte ao de suas
aquisições;
II - os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em
bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão organizado;
III - a receita de locação de imóvel, quando não for este o objeto social da
pessoa jurídica, deduzida dos encargos necessários à sua percepção;
IV - os juros equivalentes à taxa referencial do Selic para títulos federais
relativos a impostos e contribuições a serem restituídos ou compensados;
V - os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas
jurídicas ou entre pessoa jurídica e pessoa física;
VI - as receitas financeiras decorrentes das variações monetárias dos direitos
de crédito e das obrigações do contribuinte, em função de índices ou coeficientes aplicáveis
por disposição legal ou contratual;
VII - os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e
direitos; e
VIII - a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de
instituição isenta, a título de devolução de patrimônio, e o valor em dinheiro ou o valor dos bens
e direitos entregues para a formação do referido patrimônio.

Não integram a base de cálculo do IRPJ e da CSLL


Não integram as bases de cálculo:
I - as receitas provenientes de atividade incentivada, na proporção do benefício de
isenção ou redução do tributo a que a pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com
base no lucro real ou resultado ajustado fizer jus;
II - as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas;
III - a reversão de saldo de provisões, exceto as permitidas pela legislação;
IV - os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias não avaliadas pelo
método da equivalência patrimonial, em empresas domiciliadas no Brasil;
V - os lucros, rendimentos e ganhos de capital decorrentes de participações societárias
em empresas domiciliadas no exterior;
VI - as parcelas referentes aos ajustes de preços de transferência;
VII - a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo
método da equivalência patrimonial;
VIII - O ganho proveniente de compra vantajosa de que trata o § 9º do art. 178, da IN
RFB nº 1.700, de 2017, que integrará as bases de cálculo estimadas no mês em que houver a
alienação ou baixa do investimento; e
IX - as receitas de subvenções para investimento de que trata o art. 198 e as receitas
relativas a prêmios na emissão de debêntures de que trata o art. 199, desde que os registros
nas respectivas reservas de lucros sejam efetuados até 31 de dezembro do ano em curso, salvo
nos casos de apuração de prejuízo previstos no § 3º do art. 198 e no § 3º do art. 199, da IN
RFB nº 1.700, de 2017.

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17
Rendimentos de Aplicação Financeira e Juros Sobre Capital Próprio
➢ Os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda fixa e
de renda variável serão acrescidos à base de cálculo estimada da CSLL, e não serão
considerados para o cálculo do IRPJ. O mesmo ocorre com a remuneração dos juros sobre
capital próprio. No caso de balanço de suspensão/redução, tributam-se normalmente as
referidas receitas.

IRPJ estimativa CSLL estimativa IRPJ Balancete IRPJ Balancete


com base na com base na suspensão/redução suspensão/redução
Receita Bruta Receita Bruta
Rendimentos de Não acresce à Acresce à base de Considera no Considera no
aplicação financeira base de cálculo cálculo cálculo cálculo
Juros sobre capital Não acresce à Acresce à base de Considera no Considera no
próprio base de cálculo cálculo cálculo cálculo

Determinação do IRPJ e da CSLL a Pagar

Do IRPJ devido e cada mês, a pessoa jurídica poderá, observados os limites e prazos
previstos na legislação de regência, deduzir os valores dos benefícios fiscais de dedução
do imposto, excluído o adicional, relativos:
a) às despesas de custeio do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT);
b) às doações aos fundos dos direitos da criança e do adolescente;
c) às doações aos fundos nacional, estaduais ou municipais do idoso;
d) às doações e patrocínios a título de apoio a ações de prevenção e de combate ao
câncer no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon);
e) às doações e patrocínios a título de apoio a ações e serviços de reabilitação da
pessoa com deficiência promovidas no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da
Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD);
f) às doações e patrocínios realizados a título de apoio a atividades culturais ou
artísticas;
g) aos investimentos, aos patrocínios e à aquisição de quotas de Fundos de
Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines), realizados a título de apoio a
atividades audiovisuais;
h) às doações e patrocínios realizados a título de apoio a atividades desportivas e
paradesportivas; e
i) à remuneração da empregada ou do empregado paga no período de prorrogação da
licença-maternidade ou da licença-paternidade.
A parcela excedente, em cada mês, dos incentivos fiscais, poderá ser utilizada nos
meses subsequentes do mesmo ano-calendário, observados os limites legais específicos.

Para determinação do valor do IRPJ a pagar a pessoa jurídica poderá ainda deduzir do
imposto devido, o imposto pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a
respectiva base de cálculo. Ou seja, no caso dos rendimentos de aplicações financeiras e
juros sobre capital próprio não poderá ser deduzida a retenção, nesta sistemática de cálculo.
Os valores dos incentivos fiscais deduzidos do imposto devido com base no lucro
estimado não serão considerados imposto pago por estimativa.

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18
IRPJ – Estrutura de Cálculo Estimativa Receita Bruta e Acréscimos
Descrição Valor
DISCRIMINAÇÃO DAS RECEITAS DO OBJETO DA PJ
(+) Receita sujeita ao percentual de 1,6%
(+) Receita sujeita ao percentual de 8%
(+) Receita sujeita ao percentual de 16%
(+) Receita sujeita ao percentual de 32%
(+) Receita sujeita ao percentual de 38,4%
(=) RESULTADO DOS PERCENTUAIS APLICADOS SOBRE A RECEITA BRUTA AJUSTADO
(soma do resultado da receita x percentual de presunção)
DEMAIS RECEITAS (que não constam no objeto da PJ)
(+) Ganhos de capital (resultado positivo na alienação de ativo imobilizado, investimento, intangível)
(+) Multas e vantagens decorrentes de rescisões contratuais
(+) Demais Receitas (....)
(=) BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO DE RENDA
(soma do resultado da receita bruta x percentual de presunção e demais receitas)
ALÍQUOTA DO IRPJ 15%
ADICIONAL DE 10% (será aplicado quando a base de cálculo do IRPJ ultrapassar R$20.000,00
ao mês)
(-) DEDUÇÕES
( - ) Incentivos Fiscais
( - ) Imposto de Renda Retido na Fonte (observar de a receita está sendo base de cálculo)
( - ) Isenções, reduções, ...
( - ) Demais deduções permitidas pela legislação (...)
(=) IMPOSTO DE RENDA A PAGAR

A CSLL devida em cada mês será calculada mediante aplicação das alíquotas
previstas sobre a base de cálculo.
Para fins de cálculo do valor a pagar a pessoa jurídica poderá deduzir da CSLL devida
no mês a CSLL retida na fonte sobre receitas que integraram a respectiva base de cálculo.
Descrição Valor
DISCRIMINAÇÃO DAS RECEITAS DO OBJETO DA PJ
(+) Receita sujeita ao percentual 12%
(+) Receita sujeita ao percentual 32%
(+) Receita sujeita ao percentual 38,4%
(=) RESULTADO DOS PERCENTUAIS APLICADOS SOBRE A RECEITA BRUTA
(soma do resultado da receita x percentual de presunção)
DEMAIS RECEITAS (que não constam no objeto da PJ)
(+) Rendimentos líquidos de operações financeiras de renda fixa e variável
(+) Ganhos de capital (resultado positivo na alienação de ativo imobilizado, investimento, intangível)
(+) Juros sobre capital próprio
(+) Multas e vantagens decorrentes de rescisões contratuais
(+) Demais Receitas (....)
(=) BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
(soma do resultado da receita bruta x percentual de presunção e demais receitas)
ALÍQUOTA DA CSLL 9% (exceto financeiras e equiparadas)
(-) DEDUÇÕES
( - ) Bônus de Adimplência (Art. 38, da Lei n 10.637/2002)
( - ) Contribuição Social Retida na Fonte
( - ) Isenções, reduções, ...
( - ) Demais deduções permitidas pela legislação (...)
(=) CSLL A PAGAR

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19
6.1.2 SUSPENSÃO OU REDUÇÃO DO PAGAMENTO MENSAL

A pessoa jurídica poderá:


a.1) suspender o pagamento do IRPJ, desde que demonstre que o valor devido,
calculado com base no lucro real do período em curso, é igual ou inferior à soma do imposto
sobre a renda devido por estimativa, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário
anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado;
a.2) reduzir o valor do IRPJ ao montante correspondente à diferença positiva entre
o valor devido, calculado com base no lucro real do período em curso, e a soma do imposto
sobre a renda devido por estimativa, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário,
anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado;
b.1) suspender o pagamento da CSLL, desde que demonstre que o valor devido,
calculado com base no resultado ajustado do período em curso, é igual ou inferior à soma da
contribuição devida por estimativa, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário
anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado;
b.2) reduzir o valor da CSLL ao montante correspondente à diferença positiva entre
o valor devido, calculado com base no resultado ajustado do período em curso, e a soma da
contribuição devida por estimativa, correspondente aos meses do mesmo ano-calendário
anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado.

A pessoa jurídica que suspender o pagamento ou reduzir o valor do IRPJ em


determinado mês, deverá apurar a CSLL do mesmo período aplicar a mesma regra de cálculo.
A diferença verificada, correspondente ao IRPJ ou à CSLL pago a maior no período
abrangido pelo balanço de suspensão, não poderá ser utilizada para reduzir o montante do IRPJ
ou da CSLL devido em meses subsequentes do mesmo ano-calendário, calculado com base na
receita bruta e acréscimos.
Caso a pessoa jurídica pretenda suspender ou reduzir o pagamento do IRPJ ou da CSLL
em qualquer outro mês do mesmo ano-calendário deverá levantar novo balanço ou balancete.
Os valores dos benefícios fiscais deduzidos do IRPJ e da CSLL devidos com base em
balanço ou balancete de suspensão ou redução não serão considerados imposto ou contribuição
pagos por estimativa.
Para determinação do valor do IRPJ a pagar no mês a pessoa jurídica poderá
deduzir do imposto devido no período em curso:
a) o valor do IRPJ devido por estimativa em meses anteriores do ano-calendário, seja
com base na receita bruta e acréscimos ou em balanço ou balancete de redução;
b) o IRPJ pago ou retido na fonte sobre as receitas auferidas no mês, que integraram a
respectiva base de cálculo; e
c) o IRPJ pago ou retido na fonte sobre as receitas auferidas nos meses anteriores do
período em curso, inclusive o pago separadamente sobre ganhos líquidos de renda variável, que
não tenham sido deduzidos no pagamento por estimativa daqueles meses.

Para determinação do valor da CSLL a pagar no mês a pessoa jurídica poderá


deduzir da contribuição devida no período em curso:
a) o valor da CSLL devida por estimativa em meses anteriores do ano-calendário, seja
com base na receita bruta e acréscimos ou em balanço ou balancete de redução;
b) a CSLL retida na fonte sobre as receitas auferidas no mês, que integraram a
respectiva base de cálculo; e
c) a CSLL retida na fonte sobre receitas auferidas nos meses anteriores do período em
curso, que não tenha sido deduzida no pagamento por estimativa daqueles meses.

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20
O imposto e a contribuição devidos por estimativa, correspondentes aos meses do
mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado, não
pagos no respectivo vencimento, deverão ser pagos com os devidos acréscimos legais de multa
de mora e juros de mora.

O pagamento mensal relativo ao mês de janeiro do ano-calendário poderá ser


efetuado com base em balanço ou balancete mensal, desde que neste fique demonstrado que o
valor do IRPJ ou da CSLL devido no período é inferior ao calculado com base na receita bruta e
acréscimos.
Ocorrendo apuração de prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa de CSLL a pessoa
jurídica estará dispensada do pagamento do IRPJ ou da CSLL correspondente a esse mês.

Considera-se:
a) período em curso aquele compreendido entre 1º de janeiro ou o dia de início de
atividade e o último dia do mês a que se referir o balanço ou balancete;
b) IRPJ devido no período em curso o resultado da aplicação da alíquota do
imposto sobre o lucro real, acrescido do adicional e diminuído, quando for o caso, dos incentivos
fiscais de dedução e de isenção ou redução; e
c) CSLL devida no período em curso o resultado da aplicação da alíquota da
contribuição sobre o resultado ajustado, diminuído, quando for o caso, dos incentivos fiscais de
dedução e de isenção ou redução.

Procedimentos para apuração:


O lucro líquido do período em curso deverá ser ajustado por todas as adições
determinadas e exclusões e compensações admitidas pela legislação do IRPJ e da CSLL.
Para fins de determinação do lucro líquido a pessoa jurídica deverá promover, ao final
de cada período de apuração, levantamento e avaliação de seus estoques, segundo a legislação
específica, dispensada a escrituração do livro “Registro de Inventário”.
A pessoa jurídica que tiver registro permanente de estoques, integrado e coordenado
com a contabilidade, estará obrigada a ajustar os saldos contábeis pelo confronto com a
contagem física somente ao final do ano-calendário ou no encerramento do período de
apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ou encerramento de atividade.
O balanço ou balancete, para efeito de determinação do lucro líquido do período em
curso, será:
a) levantado com observância das disposições contidas nas leis comerciais e fiscais; e
b) informado no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur).

Os balanços ou balancetes produzirão efeitos somente para fins de


determinação da parcela do IRPJ ou da CSLL devidos no decorrer do ano-calendário.

Na apuração do lucro real e do resultado ajustado do período em curso deverão ser


observadas as determinações relativas à evidenciação por meio de subcontas de que trata a
Instrução Normativa RFB nº 1.700, de 2017.

A demonstração do lucro real e a demonstração do resultado ajustado relativas


ao período abrangido pelos balanços ou balancetes deverão ser informadas no Lalur,
observando-se o seguinte:
a) a cada balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redução do IRPJ e
da CSLL o contribuinte deverá determinar um novo lucro real e um novo resultado ajustado para
o período em curso, desconsiderando aqueles apurados em meses anteriores do mesmo ano-
calendário; e

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21
b) as adições, exclusões e compensações, computadas na apuração do lucro real e
do resultado ajustado, correspondentes aos balanços ou balancetes, deverão constar,
discriminadamente, na Parte A do e-Lalur e na Parte A do e-Lacs, não cabendo nenhum
registro na Parte B dos referidos Livros.

(Fundamentação: IN RFB nº 1.700, de 2017, art. 47 ao 50)

Perguntas e Respostas RFB 2020 Pessoa Jurídica


026 Qual o procedimento a ser adotado pela pessoa jurídica que queira suspender ou
reduzir em algum período de apuração mensal o pagamento do imposto apurado pela
estimativa?
A legislação dispõe que nessa hipótese a pessoa jurídica deve, obrigatoriamente, levantar
balanços ou balancetes de suspensão ou redução, os quais devem ser transcritos no Livro Diário
com o fim de demonstrar que o valor já pago no curso do ano-calendário excede o valor do
imposto, inclusive o adicional, calculado com base no lucro real do mesmo período.
Os balanços ou balancetes devem abranger os resultados apurados no ano-calendário,
compreendendo todo o período entre o mês de janeiro (ou do início de atividade) e o mês em
que se deseja suspender ou reduzir o valor a ser pago, determinado sobre base de cálculo
estimada. Tais balanços ou balancetes somente se destinam a este fim.
Saliente-se, ainda, que a cada suspensão ou redução deve ser levantado novo balanço ou
balancete abrangendo esse novo período.
Normativo: RIR/2018, art. 227.

6.1.3 EXEMPLO COMPARATIVO

Mês Janeiro/2021: Estimativa com base na receita bruta e acréscimos

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO – JANEIRO/2021


Descrição Valor R$
RECEITA BRUTA 1.800.000,00
Receita Venda de Mercadorias 1.300.000,00
Receita Venda de Prestação de Serviços 500.000,00
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (445.625,00)
(-) PIS s/Receita Bruta 28.875,00
(-) COFINS s/Receita Bruta 133.000,00
(-) ISS 15.000,00
(-) ICMS 218.750,00
(-) Vendas Canceladas 50.000,00
CUSTO DOS BENS E SERVIÇOS (900.000,00)
(-) Custo das Mercadorias Revendidas 700.000,00
(-) Custo dos Serviços Prestados 200.000,00
RECEITAS OPERACIONAIS 55.000,00
Rendimento Aplicação Financeira 40.000,00
Juros sobre Capital 15.000,00
DESPESAS OPERACIONAIS (110.000,00)
Despesas com vendas 60.000,00
Despesas administrativas 45.000,00
Despesas financeiras 5.000,00
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 260.000,00
Ganho de capital alienação imobilizado 260.000,00
RESULTADO ANTES DA PROVISÃO PARA IPRJ E CSLL 659.375,00

➢ Não houve nenhum ajuste de adição ou exclusão necessário, bem como a empresa não
apresenta prejuízo fiscal em período anterior.

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22
➢ Na ECF:

Cálculo com base o lucro real:

IRPJ
R$659.375,00 X 15% = 98.906,25
R$659.375,00 – 20.000 X 10% = 63.937,50 R$162.843,75
Retenção Fonte (aplicação + juros s/capital) (12.450,00)
CSLL
R$659.375,00 X 9% = 59.343,75 R$59.343,75

Cálculo com base na receita bruta e acréscimos

IRPJ CSLL
Descrição
Valor R$ % BC Valor R$ % BC
Venda Mercadorias 1.250.000,00 8% 100.000,00 1.250.000,00 12% 150.000,00
Prestação de Serviços 500.000,00 32% 160.000,00 500.000,00 32% 160.000,00
Rendimento Aplicação
Financeira 40.000,00 100% 40.000,00
Juros s/Capital 15.000,00 100% 15.000,00
Ganho de Capital 260.000,00100% 260.000,00 260.000,00 100% 260.000,00
BASE DE CÁLCULO IRPJ 520.000,00 CSLL 625.000,00
15% 78.000,00 9% 56.250,00
ADICIONAL 10% 50.000,00 -
TOTAL IRPJ 128.000,00 TOTAL CSLL 56.250,00

➢ Na ECF (neste caso a base de cálculo não considera o resultado contábil,


também não consideraria as adições e exclusões, bem como prejuízo fiscal ou
base negativa de CSLL caso houvesse)

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23
(...)

(...)

Quadro comparativo janeiro/2021

Tributo Balancete Retenção (*) Balancete Receita Bruta


IRPJ R$162.843,75 (R$12.450,00) R$150.393,75 R$128.000,00
CSLL R$59.343,75 0,00 R$59.343,75 R$56.250,00
Total R$222.187,50 R$209.737,50 R$184.250,00

(*) Não deduz a retenção do cálculo com base na receita bruta, pois a Receita
Financeira e os Juros S/Capital não são considerados na base de cálculo do IRPJ

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24
Mês Fevereiro 2021: Balanço de Redução

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ACUMULADO


Descrição Janeiro/2021 Fevereiro/2021
RECEITA BRUTA 1.800.000,00 2.400.000,00
Receita Venda de Mercadorias 1.300.000,00 1.500.000,00
Receita Venda de Prestação de Serviços 500.000,00 900.000,00
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (445.625,00) (548.125,00)
(-) PIS s/Receita Bruta 28.875,00 38.775,00
(-) COFINS s/Receita Bruta 133.000,00 178.600,00
(-) ISS 15.000,00 27.000,00
(-) ICMS 218.750,00 253.750,00
(-) Vendas Canceladas 50.000,00 50.000,00
CUSTO DOS BENS E SERVIÇOS (900.000,00) (1.292.300,00)
(-) Custo das Mercadorias Revendidas 700.000,00 932.300,00
(-) Custo dos Serviços Prestados 200.000,00 360.000,00
RECEITAS OPERACIONAIS 55.000,00 66.000,00
Rendimento Aplicação Financeira 40.000,00 46.000,00
Juros sobre Capital 15.000,00 20.000,00
DESPESAS OPERACIONAIS (110.000,00) (230.000,00)
Despesas com vendas 60.000,00 120.000,00
Despesas administrativas 45.000,00 90.000,00
Despesas financeiras 5.000,00 20.000,00
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 260.000,00 310.000,00
Ganho de capital alienação imobilizado 260.000,00 310.000,00
RESULTADO ANTES DA PROVISÃO PARA IPRJ E 659.375,00 705.575,00
CSLL

Cálculo com base o lucro real: (acumulado janeiro e fevereiro)

IRPJ
R$705.575,00 X 15% = 105.836,25
R$705.575,00 – 40.000 X 10% = 66.557,50 R$172.393,75
Retenção Fonte (aplicação + juros s/capital) (13.350,00)
CSLL
R$802.950,00 X 9% = 72.265,50 R$72.265,50

Cálculo com base na receita bruta e acréscimos: (considera apenas fevereiro)

IRPJ CSLL
Descrição
Valor R$ % BC Valor R$ % BC
Venda Mercadorias 200.000,00 8% 16.000,00 200.000,00 12% 24.000,00
Prestação de Serviços 400.000,00 32% 128.000,00 400.000,00 32% 128.000,00
Rendimento Aplicação
Financeira 6.000,00 100% 6.000,00
Juros s/Capital 5.000,00 100% 5.000,00
Ganho de Capital 50.000,00 100% 50.000,00 50.000,00 100% 50.000,00
BASE DE CÁLCULO 194.000,00 213.000,00
15% 29.100,00 9% 19.170,00
ADICIONAL 10% 17.400,00 -
TOTAL IRPJ 46.500,00 TOTAL CSLL 19.170,00

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25
Quadro Comparativo fevereiro 2021
Descrição Balanço Receita Bruta
IRPJ CSLL IRPJ CSLL
Valor apurado R$172.393,75 R$72.265,50 R$46.500,00 R$19.170,00
Pgto referente janeiro/2021 R$128.000,00 R$56.250,00 Não se aplica Não se aplica
Retenção na fonte R$13.350,00 0,00 Não se aplica -
Saldo a pagar R$31.043,75 R$16.015,50 R$46.500,00 R$19.170,00

Mês março de 2021: Balanço de Suspensão

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ACUMULADO


Descrição Janeiro/2021 Fevereiro/2021 Março/2021
RECEITA BRUTA 1.800.000,00 2.400.000,00 2.470.000,00
Receita Venda de Mercadorias 1.300.000,00 1.500.000,00 1.550.000,00
Receita Venda de Prestação de Serviços 500.000,00 900.000,00 920.000,00
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (445.625,00) (548.125,00) (563.950,00)
(-) PIS s/Receita Bruta 28.875,00 38.775,00 39.930,00
(-) COFINS s/Receita Bruta 133.000,00 178.600,00 183.920,00
(-) ISS 15.000,00 27.000,00 27.600,00
(-) ICMS 218.750,00 253.750,00 262.500,00
(-) Vendas Canceladas 50.000,00 50.000,00 50.000,00
CUSTO DOS BENS E SERVIÇOS (900.000,00) (1.292.300,00) (1.313.100,00)
(-) Custo das Mercadorias Revendidas 700.000,00 932.300,00 945.100,00
(-) Custo dos Serviços Prestados 200.000,00 360.000,00 368.000,00
RECEITAS OPERACIONAIS 55.000,00 66.000,00 66.000,00
Rendimento Aplicação Financeira 40.000,00 46.000,00 46.000,00
Juros sobre Capital 15.000,00 20.000,00 20.000,00
DESPESAS OPERACIONAIS (110.000,00) (230.000,00) (285.000,00)
Despesas com vendas 60.000,00 120.000,00 125.000,00
Despesas administrativas 45.000,00 90.000,00 135.000,00
Despesas financeiras 5.000,00 20.000,00 25.000,00
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 260.000,00 310.000,00 310.000,00
Ganho de capital alienação imobilizado 260.000,00 310.000,00 310.000,00
RESULTADO ANTES DA PROVISÃO 659.375,00 705.575,00 683.950,00
PARA IPRJ E CSLL

Cálculo com base o lucro real: (acumulado janeiro a março)

IRPJ
R$683.950,00 X 15% = 102.592,50
R$683.950,00 – 60.000 X 10% = 62.395,00 R$164.987,50
Retenção Fonte (aplicação + juros s/capital) 0,00
CSLL
R$683.950,00 X 9% = 61.555,50 R$61.555,50

Cálculo com base na receita bruta e acréscimos: (considera apenas março)

IRPJ CSLL
Descrição
Valor R$ % BC Valor R$ % BC
Venda Mercadorias 50.000,00 8% 4.000,00 50.000,00 12% 6.000,00
Prestação de Serviços 20.000,00 32% 6.400,00 20.000,00 32% 6.400,00
BASE DE CÁLCULO 10.400,00 12.400,00
15% 1.500,00 9% 1.116,00
ADICIONAL 10% 0,00 -
TOTAL IRPJ 1.500,00 CSLL 13.516,00

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26
Quadro Comparativo Março 2021

Descrição Balanço Suspensão Receita Bruta


IRPJ CSLL IRPJ CSLL
Valor apurado R$164.987,50 R$61.555,50 R$1.500,00 R$13.516,00

Pgto referente janeiro/2021 e R$172.393,75 R$72.265,50 Não se aplica Não se aplica


fevereiro/2021
Saldo a pagar/Suspensão (*) 0,00 0,00 R$1.500,00 R$13.516,00

(*) O valor pago referente às estimativas de janeiro e fevereiro é superior ao devido no período
acumulado em curso.

6.1.4 VEDAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DE DÉBITOS POR ESTIMATIVA

A partir do mês de Maio de 2018, a Estimativa Mensal, calculada com base na Receita
Bruta ou com base no Lucro Real Acumulado, não pode ser objeto de Compensação, e, assim,
deverá ser obrigatoriamente recolhida, mesmo que a empresa tenha Saldo Negativo a
compensar.
Portanto, em algumas situações, a mudança para a tributação com base no Lucro Real
Trimestral, será providencial, pois para essa forma não existe o impedimento de compensação
com o Saldo Negativo.

PARECER NORMATIVO COSIT/RFB 02, DE 03 DE DEZEMBRO DE 2018


NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO. EXTINÇÃO DE ESTIMATIVAS POR
COMPENSAÇÃO. ANTECIPAÇÃ[Link] JURÍDICO TRIBUTÁRIO.31 DE DEZEMBRO.
COBRANÇ[Link] DEVIDO.

Os valores apurados mensalmente por estimativa podiam ser quitados por Declaração de
compensação (Dcomp) até 31 de maio de 2018, data que entrou em vigor a Lei nº 13.670, de
2018, que passou a vedar a compensação de débitos tributários concernentes a estimativas.
Os valores apurados por estimativa constituem mera antecipação do IRPJ e da CSLL, cujos fatos
jurídicos tributários se efetivam em 31 de dezembro do respectivo ano-calendário.
Não é passível de cobrança a estimativa tampouco sua inscrição em Dívida Ativa da União
(DAU) antes desta data.
No caso de Dcomp não declarada, deve-se efetuar o lançamento da multa por estimativa não
paga.
Os valores dessas estimativas devem ser glosados.
Não há como cobrar o valor correspondente a essas estimativas e este tampouco pode compor
o saldo negativo de IRPJ ou a base de cálculo negativa da CSLL.
No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório que não homologou a
compensação for prolatado antes de 31 de dezembro, e não foi objeto de manifestação de
inconformidade, não há formação do crédito tributário nem a sua extinção; não há como cobrar
o valor não homologado na Dcomp, e este tampouco pode compor o saldo negativo de IRPJ ou
a base de cálculo negativa da CSLL.

No caso de Dcomp não homologada, se o despacho decisório for prolatado após 31 de


dezembro do ano-calendário, ou até esta data e for objeto de manifestação de inconformidade
pendente de julgamento, então o crédito tributário continua extinto e está com a exigibilidade
suspensa (§ 11 do art. 74 da Lei nº 9.430, de 1996), pois ocorrem três situações jurídicas
concomitantes quando da ocorrência do fato jurídico tributário:
(i) o valor confessado a título de estimativas deixa de ser mera antecipação e passa a ser
crédito tributário constituído pela apuração em 31/12;
(ii) a confissão em DCTF/Dcomp constitui o crédito tributário;
(iii) o crédito tributário está extinto via compensação.

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27
Não é necessário glosar o valor confessado, caso o tributo devido seja maior que os valores das
estimativas, devendo ser as então estimativas cobradas como tributo devido.

Se o valor objeto de Dcomp não homologada integrar saldo negativo de IRPJ ou a base negativa
da CSLL, o direito creditório destes decorrentes deve ser deferido, pois em 31 de dezembro o
débito tributário referente à estimativa restou constituído pela confissão e será objeto de
cobrança.

Dispositivos Legais: arts. 2º, 6º, 30, 44 e 74 da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996;
arts. 52 e 53 da IN RFB nº 1.700, de 14 de março de 2017; IN RFB nº 1.717, de 17 de julho de
2017.

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1717, DE 17 DE JULHO DE 2017


(...)
Art. 76. Além das hipóteses previstas nas leis específicas de cada tributo e no art. 75, a
compensação é vedada e será considerada não declarada quando tiver por objeto:
(...)
XVI - os débitos relativos ao recolhimento mensal por estimativa do IRPJ e da CSLL apurados na
forma do art. 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996;
(Incluído(a) pelo(a) Instrução Normativa RFB nº 1810, de 13 de junho de 2018)
(...)

6.1.5 CONTABILIZAÇÃO DAS ESTIMATIVAS E PROVISÕES PARA AO IRPJ E CSLL

Perguntas e Resposta Pessoa Jurídica 2020 RFB


025 Como deve ser feita a contabilização dos valores pagos com base na estimativa no
curso do ano-calendário?
Os valores recolhidos com base na estimativa (tanto o IR como a CSLL), que são compensados
com o imposto de renda apurado com base no lucro real em 31 de dezembro (e com a CSLL),
devem ser contabilizados, durante o curso do ano-calendário, em conta do ativo circulante
representativa do valor antecipado (por exemplo na subconta antecipações de imposto de
renda).

Manual de Contabilidade Societária FIPECAFI (ed.2010;5), pág. 332, item 18.2.2


Recolhimento por Estimativa
(...)
Os recolhimentos por estimativa devem reduzir o Imposto de Renda a Pagar do Passivo,
pois, não obstante o recolhimento ser por estimativa, a Entidade deve reconhecer o passivo
sobre o resultado do período. A opção de recolhimento por estimativa é fiscal e não altera o
conceito contábil.
Objetivando controle e visualização, podemos adotar uma conta redutora do Imposto de
Renda a Pagar e contabilizar os recolhimentos por estimativa. Ao final do exercício, quando
apurarmos o valor efetivo do Imposto de Renda, revertemos ou complementamos os registros
anteriores efetuados em Imposto de Renda a Pagar.

Os lançamentos contábeis para registro da despesa e seu recolhimento são os que


seguem:

Pelo recolhimento do valor estimado fiscalmente:

Débito: Imposto de Renda Recolhido (Passivo Circulante – Conta Redutora)


Crédito: Disponibilidade (Ativo Circulante)

Quando ocorrer a apuração mensal do imposto devido:

Débito: Despesa com Imposto de Renda (Resultado)


Crédito: Imposto de Renda a Pagar (Passivo Circulante)

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28
No ajuste anual:

Débito: Imposto de Renda a Pagar (Passivo Circulante)


Crédito: Imposto de Renda Recolhido (Passivo Circulante)

Caso o valor recolhido seja maior do que o imposto devido, o líquido deve ser classificado no
ativo circulante até a data de sua compensação com imposto devido.

Considerando o exemplo: Sugestão de lançamentos

Melhor opção em janeiro/2021 – estimativa com base na receita bruta e acréscimos

Quadro Comparativo janeiro 2021

Tributo Balancete Retenção (*) Balancete Receita Bruta


IRPJ R$162.843,75 (R$12.450,00) R$150.393,75 R$128.000,00
CSLL R$59.343,75 0,00 R$59.343,75 R$56.250,00
Total R$222.187,50 R$209.737,50 R$184.250,00

Valor apurado com base na receita bruta e acréscimos:

D=CSLL a compensar – Estimativa (AC)


C=CSLL a pagar – Estimativa (PC)..................................R$56.250,00

D=IRPJ a compensar – Estimativa (AC)


C=IPRJ a pagar – Estimativa (PC).................................R$128.000,00

➢ Os valores devem ser recolhidos até o último dia útil de fevereiro/2021

Valor apurado com base no balanço/balancete:

D=Despesa com CSLL (CR)


C=Provisão para CSLL (PC)...........................................R$59.343,75

D=Despesa com IRPJ (CR)


C=Provisão para IRPJ (PC)...........................................R$162.843,75

➢ Estes valores devem ser revertidos no mês de fevereiro/2021.

Melhor opção em fevereiro/2021 – balanço de redução

Quadro Comparativo fevereiro 2021

Descrição Balanço Receita Bruta


IRPJ CSLL IRPJ CSLL
Valor apurado R$172.393,75 R$72.265,50 R$46.500,00 R$19.170,00

Pgto referente janeiro/2021 R$128.000,00 R$56.250,00 Não se aplica Não se aplica

Retenção na fonte R$13.350,00 0,00 Não se aplica -

Saldo a pagar R$31.043,75 R$16.015,50 R$46.500,00 R$19.170,00

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29
Reversão do lançamento de janeiro/2021

D= Provisão para CSLL (PC)


C= Despesa com CSLL (CR)...........................................R$59.343,75

D=Provisão para IRPJ (PC)


C=Despesa com IRPJ (CR)...........................................R$162.843,75

Provisão fevereiro/2021 (apurado no balanço/balancete)

D=Despesa com CSLL (CR)


C=Provisão para CSLL (PC)...........................................R$72.265,50

D=Despesa com IRPJ (CR)


C=Provisão para IRPJ (PC)...........................................R$172.393,75

➢ Estes valores devem ser revertidos em março/2021.

Valor a pagar considerando o balanço de redução fevereiro/2021:

D=CSLL a compensar – Estimativa (AC)


C=CSLL a pagar – Estimativa (PC)..................................R$56.250,00

D=IRPJ a compensar – Estimativa (AC)


C=IPRJ a pagar – Estimativa (PC).................................R$31.043,75
C=IRRF a recuperar (AC).............................................R$13.350,00

➢ Os valores devem ser recolhidos até o último dia útil de março/2021. (a retenção utilizada
vai compor o valor da estimativa a compensar)

Melhor opção em março/2021 – balanço suspensão

Quadro Comparativo Março 2021

Descrição Balanço Suspensão (*) Receita Bruta


IRPJ CSLL IRPJ CSLL
Valor apurado R$164.987,50 R$61.555,50 R$1.500,00 R$13.516,00

Pgto referente janeiro/2021 e R$172.393,75 R$72.265,50 Não se aplica Não se aplica


fevereiro/2021
Saldo a pagar/Suspensão (*) 0,00 0,00 R$1.500,00 R$13.516,00

(*) O valor pago referente às estimativas de janeiro e fevereiro é superior ao devido no período
acumulado em curso.

Reversão do lançamento de fevereiro/2021

D=Provisão para CSLL (PC)


C=Despesa com CSLL(CR)...........................................R$72.265,50

D=Provisão para IRPJ (PC)


C=Despesa com IRPJ (CR)...........................................R$172.393,75

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30
Provisão em março/2021 (apurado no balanço/balancete)

D=Despesa com CSLL (CR)


C=Provisão para CSLL (PC)...........................................R$61.555,50

D=Despesa com IRPJ (CR)


C=Provisão para IRPJ (PC)...........................................R$164.987,50

➢ Os valores devem ser revertidos no mês de abril/2021;


➢ Neste mês não haverá recolhimento pois o valor pago até o mês de março (referente
apuração fevereiro/janeiro acumulado) supera o valor devido.
(...)
............................

No final do ano após o cálculo das 12 estimativas mensais (31 de Dezembro)


Pela Provisão efetiva
D = Despesa com IRPJ (CR)
C = Provisão p/ IRPJ (PC)

D=Despesa com CSLL (CR)


C=Provisão p/CSLL (PC)

Pela compensação das Estimativas mensais


D = Provisão p/ IRPJ (PC)
C = IRPJ a Compensar - Estimativa (AC)

D=Provisão p/CSLL (PC)


C=CSLL a Compensar – Estimativa (AC)

➢ Se o valor recolhido por estimativa nos 12 meses for menor ao apurado, deverá ser
recolhido até o final de março, como ajuste, atualizado com juros de 1% e Selic;

➢ Se o valor recolhido por estimativa nos 12 meses for maior que o valor apurado, será
transferido para Saldo Negativo e será objeto de restituição ou compensação, através de
PER/DCOMP, após a transmissão da ECF.

D=Saldo Negativo IRPJ (AC)


C=IRPJ a Compensar – Estimativa (AC).............(diferença recolhida a maior)

[Link] REAL TRIMESTRAL

Tratando-se do imposto com base no lucro real trimestral, ao final de cada exercício não
haverá imposto a recuperar, pois o valor apurado em cada trimestre é definitivo.

7.1 EXEMPLO DE CÁLCULO

Utilizando o mesmo exemplo:

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO TRIMESTRAL


Descrição 1º trimestere/2021
RECEITA BRUTA 2.470.000,00
Receita Venda de Mercadorias 1.550.000,00
Receita Venda de Prestação de Serviços 920.000,00
DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA (563.950,00)
(-) PIS s/Receita Bruta 39.930,00
(-) COFINS s/Receita Bruta 183.920,00

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(-) ISS 27.600,00
(-) ICMS 262.500,00
(-) Vendas Canceladas 50.000,00
CUSTO DOS BENS E SERVIÇOS (1.313.100,00)
(-) Custo das Mercadorias Revendidas 945.100,00
(-) Custo dos Serviços Prestados 368.000,00
RECEITAS OPERACIONAIS 66.000,00
Rendimento Aplicação Financeira 46.000,00
Juros sobre Capital 20.000,00
DESPESAS OPERACIONAIS (285.000,00)
Despesas com vendas 125.000,00
Despesas administrativas 135.000,00
Despesas financeiras 25.000,00
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 310.000,00
Ganho de capital alienação imobilizado 310.000,00
RESULTADO ANTES DA PROVISÃO PARA IPRJ E CSLL 683.950,00

IRPJ
R$683.950,00 X 15% = 102.592,50
R$683.950,00 – 60.000 X 10% = 62.395,00 R$164.987,50
Retenção Fonte (aplicação + juros s/capital) R$13.350,00
CSLL
R$683.950,00 X 9% = 61.555,50 R$61.555,50

7.2 CONTABILIZAÇÃO

a.1) Pela Provisão efetiva no final de cada Trimestre


D = Imposto de Renda Pessoa Jurídica (CR)
C = Provisão P/ Imposto de Renda Pessoa Jurídica (PC)...............R$164.987,50

a.2) Pelo Recolhimento da Provisão do Trimestre


D = Provisão P/ Imposto de Renda Pessoa Jurídica (PC)...............R$164.987,50
C = IRRF a recuperar (AC)........................................................R$ 13.350,00
C = Banco (AC).......................................................................R$151.637,50

b.1) Pela Provisão efetiva no final de cada Trimestre


D = CSLL (CR)
C = Provisão P/ CSLL (PC)........................................................R$61.555,50

b.2) Pelo Recolhimento da Provisão do Trimestre


D = Provisão P/ CSLL (PC)
C = Banco (AC)........................................................................R$61.555,50

7.3 LANÇAMENTOS NO LALUR: LUCRO REAL TRIMESTRAL X LUCRO REAL ANUAL

Os lançamentos no Lalur devem ser feitos segundo o regime de apuração adotado pelo
contribuinte, como a seguir:

a) Lucro Real Trimestral: na Parte A, os ajustes ao lucro líquido do período serão


feitos no curso do trimestre, ou na data de encerramento deste, no momento da
determinação do lucro real. Na Parte B, concomitantemente com os lançamentos de
ajustes efetuados na Parte A, ou ao final do período de apuração.

b) Lucro Real Anual: se forem levantados balanços ou balancetes para fins de


suspensão ou redução do imposto de renda, as adições, exclusões e compensações
computadas na apuração do lucro real deverão constar, discriminadamente, na Parte A,

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para elaboração da demonstração do lucro real do período em curso, não cabendo
nenhum registro na Parte B. Ao final do exercício, com o levantamento do Lucro Real
Anual, deverão ser efetuados todos os ajustes do lucro líquido do período na Parte A, e
os respectivos lançamentos na Parte B.

8. AJUSTES NECESSÁRIOS PARA A ECF (LALUR E LACS)

DESPESAS NECESSÁRIAS

Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018


Despesas necessárias
Art. 311. São operacionais as despesas não computadas nos custos, necessárias à
atividade da empresa e à manutenção da fonte produtora ( Lei nº 4.506, de 1964, art.
47, caput ).
§ 1º São necessárias as despesas pagas ou incorridas para a realização das transações ou
operações exigidas pela atividade da empresa ( Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 1º )
§ 2º As despesas operacionais admitidas são as usuais ou normais no tipo de transações,
operações ou atividades da empresa (Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, § 2º) .
§ 3º O disposto neste artigo aplica-se também às gratificações pagas aos empregados,
independentemente da designação que tiverem.
Art. 312. As disposições sobre dedutibilidade de rendimentos pagos a terceiros aplicam-se
aos custos e às despesas operacionais ( Lei nº 4.506, de 1964, art. 45, § 2º) .
(...)

Multas (RIR/2018, art.352)


Não são dedutíveis como custo ou despesas operacionais as multas por infrações fiscais, exceto
as de natureza compensatória e as impostas por infrações de que não resultem falta ou
insuficiência de pagamento de tributo (Lei nº 8.981, de 1995, art. 41, § 5º) .

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço(RIR/2018, art.353)


Os depósitos em conta vinculada efetuados nos termos estabelecidos na Lei nº 8.036, de
1990, serão considerados como despesa operacional. (Lei nº 8.036, de 1990, art. 29).
A dedutibilidade abrange os depósitos efetuados pela pessoa jurídica, para garantia do
tempo de serviço de seus diretores não empregados, na forma estabelecida na Lei nº 6.919, de
2 de junho de 1981.

Juros sobre o capital próprio (RIR/2018, art.355)


A pessoa jurídica poderá deduzir, para fins de apuração do lucro real, os juros pagos ou
creditados de forma individualizada a titular, sócios ou acionistas, a título de remuneração do
capital próprio, calculados sobre as contas do patrimônio líquido e limitados à variação, pro
rata die , da Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP ( Lei nº 9.249, de 1995, art. 9º, caput ).

Outros juros sobre capital(RIR/2018, art.357)


São dedutíveis os juros pagos pelas cooperativas a seus associados, de até doze por cento
ao ano sobre o capital integralizado ( Lei nº 4.506, de 1964, art. 49, parágrafo único ; e Lei nº
5.764, de 1971, art. 24, § 3º ).

Aluguéis (RIR/2018, art.361)


A dedução de despesas com aluguéis será admitida ( Lei nº 4.506, de 1964, art. 71,
caput ):

a) quando necessárias para que o contribuinte mantenha a posse, o uso ou a fruição do


bem ou do direito que produz o rendimento; e
b) se o aluguel não constituir aplicação de capital na aquisição do bem ou do direito, nem
distribuição disfarçada de lucros.
Não são dedutíveis ( Lei nº 4.506, de 1964, art. 71, parágrafo único ):

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a) os aluguéis pagos a sócios ou dirigentes de empresas, e a seus parentes ou
dependentes, em relação à parcela que exceder o preço ou o valor de mercado; e
b) as importâncias pagas a terceiros para adquirir os direitos de uso de bem ou direito e
os pagamentos para extensão ou modificação de contrato, que constituirão aplicação de capital
amortizável durante o prazo do contrato.
As despesas de aluguel de bens móveis ou imóveis somente serão dedutíveis
quando relacionados intrinsecamente com a produção ou com a comercialização dos
bens e dos serviços ( Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso II).

Royalties (RIR/2018, art. 362, art. 363, art. 365)


Para efeito de apuração do lucro real a dedução de despesas com royalties será admitida
quando necessárias para que o contribuinte mantenha a posse, o uso ou a fruição do bem ou
direito que produz o rendimento.
As somas das quantias devidas a título de royalties pela exploração de patentes de
invenção ou pelo uso de marcas de indústria ou de comércio, e por assistência técnica,
científica, administrativa ou semelhante, poderão ser deduzidas como despesas
operacionais até o limite máximo de cinco por cento da receita líquida (Lei
nº 3.470, de 1958, art. 74 ; Lei nº 4.131, de 1962, art. 12, caput ; e Decreto-Lei
nº 1.730, de 1979, art. 6º ).

Contraprestações de arrendamento mercantil (RIR/2018, art.366)


Poderão ser computadas para fins de determinação do lucro real da pessoa jurídica
arrendatária as contraprestações pagas ou creditadas por força de contrato de arrendamento
mercantil, referentes a bens móveis ou imóveis intrinsecamente relacionados com a produção
ou com a comercialização dos bens e dos serviços, inclusive as despesas financeiras nelas
consideradas (Lei nº 12.973, de 2014, art. 47) .

Remuneração dos sócios, dos diretores ou dos administradores e dos titulares de


empresas individuais e dos conselheiros fiscais e consultivos (RIR/2018, art.368)
Serão dedutíveis, para fins de determinação do lucro real, as remunerações de sócios,
diretores ou administradores, titulares de empresa individual e conselheiros fiscais e consultivos
( Lei nº 4.506, de 1964, art. 47, caput e § 5º).
Não serão dedutíveis, para fins de determinação do lucro real ( Decreto-Lei nº 5.844, de
1943, art. 43, § 1º, alíneas “b” e “d” ):
a) as retiradas não debitadas em custos ou despesas operacionais, ou contas subsidiárias,
e aquelas que, mesmo escrituradas nessas contas, não correspondam à remuneração mensal
fixa por prestação de serviços; e
b) as percentagens e os ordenados pagos a membros das diretorias das sociedades por
ações que não residam no País.

Pagamento baseado em ações (RIR/2018, art.370)


O valor da remuneração dos serviços prestados por empregados ou similares, efetuada por
meio de acordo com pagamento baseado em ações, deverá ser adicionado ao lucro líquido, para
fins de apuração do lucro real, no período de apuração em que o custo ou a despesa forem
apropriados (Lei nº 12.973, de 2014, art. 33, caput ) .
A remuneração será dedutível somente depois do pagamento, quando liquidados em caixa
ou em outro ativo, ou depois da transferência da propriedade definitiva das ações ou das
opções, quando liquidados com instrumentos patrimoniais (Lei nº 12.973, de 2014, art. 33, §
1º).
Neste caso, valor a ser excluído será (Lei nº 12.973, de 2014, art. 33, § 2º):
a) o efetivamente pago, quando a liquidação baseada em ação for efetuada em caixa ou
em outro ativo financeiro; ou
b) o reconhecido no patrimônio líquido nos termos da legislação comercial, quando a
liquidação for efetuada em instrumentos patrimoniais.

PLR (RIR/2018, art.371)


Para fins de apuração do lucro real, a pessoa jurídica poderá deduzir como despesa
operacional as participações atribuídas aos empregados nos lucros ou nos resultados, observado

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o disposto na Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000 , no próprio exercício de sua
constituição (Lei nº 10.101, de 2000, art. 3º, § 1º) .
É vedado o pagamento de qualquer antecipação ou distribuição de valores a título de
participação nos lucros ou nos resultados da empresa em mais de duas vezes no mesmo ano
civil e em periodicidade inferior a um trimestre civil (Lei nº 10.101, de 2000, art. 3º, § 2º)

Serviços assistenciais(RIR/2018, art.372)


Consideram-se despesas operacionais os gastos realizados pelas empresas com seguros e
planos de saúde, destinados indistintamente a todos os seus empregados e dirigentes ( Lei
nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso V ).
Se aplica aos serviços de assistência médica, odontológica, farmacêutica e social que
sejam prestados diretamente pela empresa, por entidades afiliadas para esse fim constituídas
com personalidade jurídica própria e sem fins lucrativos, ou, ainda, por terceiros especializados,
como na hipótese da assistência médico-hospitalar.
Os recursos despendidos pelas empresas na manutenção dos programas assistenciais
somente serão considerados como despesas operacionais quando devidamente comprovados,
por meio da manutenção de sistema de registros contábeis específicos capazes de demonstrar
os custos pertinentes a cada modalidade de assistência e quando as entidades prestadoras
também mantenham sistema contábil que especifique as parcelas de receita e de custos dos
serviços prestados.

Benefícios previdenciários(RIR/2018, art.373)


São dedutíveis as contribuições não compulsórias destinadas a custear planos de
benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos
empregados e dos dirigentes da pessoa jurídica (Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso
V ).
Para fins de determinação do lucro real, a dedução, somada ao FAPI, cujo ônus seja da
pessoa jurídica, não poderá exceder, em cada período de apuração, a vinte por cento do
total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa,
vinculados ao referido plano ( Lei nº 9.532, de 1997, art. 11, § 2º ).
O somatório das contribuições que exceder o valor deverá ser adicionado ao lucro líquido
para fins de determinação do lucro real ( Lei nº 9.532, de 1997, art. 11, § 3º ).
A dedução das contribuições da pessoa jurídica para os seguros de vida com cláusulas de
cobertura por sobrevivência fica condicionada, cumulativamente (Lei nº 11.053, de 2004, art.
4º) :
a) ao limite estabelecido (20%); e
b) a que o seguro seja oferecido indistintamente aos empregados e aos dirigentes.

Fundo de Aposentadoria Programada Individual (RIR/2018, art.375)


A pessoa jurídica poderá deduzir como despesa operacional o valor das quotas adquiridas,
em favor de seus empregados ou administradores, do FAPI, instituído pela Lei nº 9.477, de
1997 , desde que o plano atinja, no mínimo, cinquenta por cento dos seus empregados, o limite
acima ( Lei nº 9.477, de 1997, art. 7º ; e Lei nº 9.532, de 1997, art. 11, § 2º ao § 4º ).

Prejuízos por desfalque, apropriação indébita e furto (RIR/2018, art.376)


Somente serão dedutíveis como despesas os prejuízos por desfalque, apropriação indébita
e furto, por empregados ou terceiros, quando houver inquérito instaurado nos termos da
legislação trabalhista ou quando apresentada queixa perante a autoridade policial ( Lei
nº 4.506, de 1964, art. 47, § 3º ).

Contribuições e doações(RIR/2018, art.377 ao art. 379)


São vedadas as deduções decorrentes de doações e contribuições, exceto as relacionadas
a seguir ( Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso VI, e § 2º, incisos II e III ):
I - as efetuadas às instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por
lei federal e que preencham os requisitos a que se referem os incisos I e II do caput do art. 213
da Constituição , até o limite de um e meio por cento do lucro operacional, antes de computada
a sua dedução e a de que trata o inciso II; e
II - as doações, até o limite de dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica,
antes de computada a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no

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País, sem fins lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa
jurídica doadora e de seus dependentes, ou em benefício da comunidade onde atuem,
observadas as seguintes regras:
a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas por meio de crédito em conta corrente
bancária diretamente em nome da entidade beneficiária;
b) a pessoa jurídica doadora manterá em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração,
de acordo com modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da
Fazenda, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se comprometa a aplicar
integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com identificação
da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações ou
vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto; e
c) a entidade beneficiária deverá ser organização da sociedade civil, conforme disposto
na Lei nº 13.019, de 31 de julho de 2014 , desde que cumpridos os requisitos previstos nos art.
3º e art. 16 da Lei nº 9.790, de 1999 , independentemente de certificação ( Lei nº 9.249, de
1995, art. 13, § 2º, inciso III, alínea “c” ).

Despesas de propaganda (RIR/2018, art.380)


São admitidos como despesas de propaganda, desde que diretamente relacionados com a
atividade explorada pela empresa e respeitado o regime de competência ( Lei nº 4.506, de
1964, art. 54, caput ; e Lei nº 7.450, de 1985, art. 54 ):
I - os rendimentos específicos de trabalho assalariado, autônomo ou profissional, pagos ou
creditados a terceiros, e a aquisição de direitos autorais de obra artística;
II - as importâncias pagas ou creditadas a empresas jornalísticas, correspondentes a
anúncios ou publicações;
III - as importâncias pagas ou creditadas a empresas de radiodifusão ou televisão,
correspondentes a anúncios, horas locadas ou programas;
IV - as despesas pagas ou creditadas a quaisquer empresas, inclusive de propaganda; e
V - o valor das amostras, tributáveis ou não pelo IPI, distribuídas gratuitamente por
laboratórios químicos ou farmacêuticos e por outras empresas que utilizem esse sistema de
promoção de venda de seus produtos, sendo indispensável:
a) que a distribuição das amostras seja contabilizada nos livros de escrituração da
empresa pelo preço de custo real;
b) que a saída das amostras esteja documentada com a emissão das notas fiscais
correspondentes; e
c) que o valor das amostras distribuídas em cada ano-calendário não ultrapasse os limites
estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda, tendo em
vista a natureza do negócio, até o máximo de cinco por cento da receita obtida na venda dos
produtos.

Formação profissional (RIR/2018, art.382)


Poderão ser deduzidos como despesa operacional os gastos realizados com a formação
profissional de empregados.

Alimentação do trabalhador (RIR/2018, art.383)


Será admitida a dedução de despesa de alimentação fornecida pela pessoa jurídica,
indistintamente, a todos os seus empregados (exceto despesas com alimentação de sócios,
acionistas e administradores) ( Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, § 1º ).
Quando a pessoa jurídica tiver programa aprovado pelo Ministério do Trabalho (PAT), além
da dedução como despesa, fará também jus ao benefício fiscal.

Vale-transporte (RIR/2018, art.384)


Poderão ser deduzidos como despesa operacional os gastos comprovadamente realizados,
no período de apuração, na concessão do vale-transporte a que se refere a Lei nº 7.418, de 16
de dezembro de 1985 (Lei nº 7.418, de 1985, art. 4º ; e Medida Provisória nº 2.189-49, de
2001, art. 10, parágrafo único ).

Solução de Consulta nº 205 - Cosit Data 24 de junho de 2019


Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ DESPESAS OPERACIONAIS.
BONIFICAÇÕES COMERCIAIS CONCEDIDAS. DEDUTIBILIDADE. A concessão de

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bonificações em operações de natureza mercantil, com o fito de manter fidelidade comercial e
ampliar mercado, visando aumento de vendas e possivelmente do lucro, é considerada despesa
operacional dedutível, devendo, entretanto, as bonificações concedidas, guardarem estrita
consonância com as operações mercantis que lhes originaram. As despesas com bonificações
comerciais concedidas a clientes são dedutíveis no período em que incorridas, com observância
do regime de competência. SOLUÇÃO DE CONSULTA PARCIALMENTE VINCULADA À SOLUÇÃO
DE CONSULTA COSIT Nº 212 DE 05 DE AGOSTO DE 2015 Dispositivos Legais: Lei n° 4.506, de
30 de novembro de 1964, art. 47; Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018 (Regulamento
do Imposto de Renda - RIR/18) arts. 260, 311 e 380, inciso V; e Parecer Normativo CST n° 32,
de 17 de agosto de 1981.
Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL. DESPESAS OPERACIONAIS.
BONIFICAÇÕES COMERCIAIS CONCEDIDAS. DEDUTIBILIDADE. A concessão de
bonificações em operações de natureza mercantil, com o fito de manter fidelidade comercial e
ampliar mercado, visando aumento de vendas e possivelmente do lucro, é considerada despesa
operacional dedutível, devendo, entretanto, as bonificações concedidas, guardarem estrita
consonância com as operações mercantis que lhes originaram. As despesas com bonificações
comerciais concedidas a clientes são dedutíveis no período em que incorridas, com observância
do regime de competência. SOLUÇÃO DE CONSULTA PARCIALMENTE VINCULADA À SOLUÇÃO
DE CONSULTA COSIT Nº 212 DE 05 DE AGOSTO DE 2015 Dispositivos Legais: Lei nº 7.689, de
15 de dezembro de 1988, art. 2º; Lei n° 8.981, de 20 de janeiro de 1995, art. 57; Lei nº 9.249,
de 26 de dezembro de 1995, art. 13; Lei nº 9.430, de 1996, art 28; Instrução Normativa RFB nº
1.700, de 2017, arts. 60 e 61.

Solução de Consulta nº 281 - Cosit Data 27 de setembro de 2019


ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA - IRPJ AGENCIAMENTO DE
CARGA. MULTA POR ATRASO. DESPESA DEDUTÍVEL. Para fins de determinação do lucro
real, constitui despesa dedutível a multa, contratualmente prevista, pelo atraso na entrega de
carga, quando incorrida por pessoa jurídica, que explore atividade de agenciamento de cargas.
Tal despesa deve ser deduzida no mesmo período de apuração em que tenham sido registradas
as receitas pela prestação dos serviços a que essas multas se refiram. Dispositivos Legais: Lei
nº 4.506, de 1964, art. 47; Decreto nº 9.580, de 2018, art. 311; Parecer Normativo CST nº 32,
de 1981; Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 7º, caput.
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO - CSLL AGENCIAMENTO
DE CARGA. MULTA POR ATRASO. DESPESA DEDUTÍVEL. Para fins de determinação da base
de cálculo da CSLL, constitui despesa dedutível a multa, contratualmente prevista, pelo atraso
na entrega de carga, quando incorrida por pessoa jurídica, que explore atividade de
agenciamento de cargas. Tal despesa deve ser deduzida no mesmo período de apuração em que
tenham sido registradas as receitas pela prestação dos serviços a que essas multas se refiram.
Dispositivos Legais: Lei nº 4.506, de 1964, art. 47; Decreto nº 9.580, de 2018, art. 311;
Parecer Normativo CST nº 32, de 1981; Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 7º, caput; IN RFB
nº 1.700, arts. 61, § 2º, e 69.

ADIÇÕES E EXCLUSÕES

Como regra geral os custos e as despesas necessárias para a realização das atividades
da empresa, são despesas dedutíveis e não precisam ser adicionadas via e-lalur (ECF), para
apuração da base de cálculo do IRPJ e a CSLL.
Porém, há dispêndios realizados, que para o fisco não são considerados dedutíveis, e
precisam ser adicionados.
Também há operações que, por regra contábil são consideras como receitas, porém a
legislação do IR permite que a pessoa jurídica a exclua da sua base de cálculo.
Com o advento da Lei nº 12.973, de 2014, que trouxe entre outras coisas, a extinção do
RTT, fez com que um número grande de operações passasse a ser excluídas ou adicionadas
através do e-lalur, somando-se as que já estavam previstas no Regulamento do Imposto de
Renda.

LIVRO DE APURAÇÃO DO LUCRO REAL (LALUR)

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A pessoa jurídica tributada com base no lucro real deverá escriturar o Lalur, o qual
será entregue em meio digital, como parte integrante da ECF (Escrituração Contábil Fiscal).
No Lalur:
a) serão lançados os ajustes do lucro líquido do período de apuração;
b) será transcrita a demonstração do lucro real e a apuração do Imposto sobre a
Renda;
c) serão mantidos os registros de controle de prejuízos a compensar em períodos
subsequentes, de depreciação acelerada e de outros valores que devam influenciar a
determinação do lucro real de períodos futuros e não constem na escrituração comercial.
Completada a ocorrência de cada fato gerador do imposto, o contribuinte deverá
elaborar o Lalur, de forma integrada às escriturações comercial e fiscal, que discriminará:
a) o lucro líquido do período de apuração;
b) os registros de ajuste do lucro líquido, com identificação das contas analíticas do
plano de contas e indicação discriminada por lançamento correspondente na escrituração
comercial, quando presentes;
c) o lucro real;
d) a apuração do Imposto sobre a Renda devido, com a discriminação das deduções,
quando aplicáveis; e
e) as demais informações econômico-fiscais da pessoa jurídica.
Para fins de lançamento dos ajustes do lucro líquido do período de apuração, o Lalur
será dividido da seguinte forma:

PARTE A PARTE B
Destinada aos lançamentos das adições, Destinada exclusivamente ao controle dos
exclusões e compensações do período de valores que não constem na escrituração
apuração. comercial da pessoa jurídica, mas que devam
influenciar a determinação do lucro real de
períodos futuros
A escrituração da Parte A deverá obedecer a Os saldos que devam ser escriturados na Parte
ordem cronológica e os lançamentos de adição, B do Lalur da ECF, devem seguir as seguintes
exclusão ou compensação deverão ser efetuados orientações:
de forma clara e individualizada, com a indicação a)Créditos: Valores que constituirão adições
da conta ou subconta em que os valores tenham ao lucro líquido de exercícios futuros, para
sido registrados na escrituração comercial, determinação do lucro real respectivo e para
inclusive, se for o caso, com a referência do baixa dos saldos devedores;
saldo constante na Parte B. c)Débitos: Valores que constituirão exclusões
Tratando-se de ajuste que não tenha registro nos exercícios subsequentes e para baixa dos
correspondente na escrituração comercial, no saldos credores.
histórico do lançamento, além da natureza do
ajuste, serão indicados os valores sobre os quais
a adição ou exclusão foi calculada.
M300 M010 M410 M500

Aplicam-se as mesmas regras em relação à CSLL, devendo ser informado no e-lacs:

PARTE A PARTE B
a)os lançamentos de ajustes do lucro líquido do Os registros de controle de base de
período, relativos a adições, exclusões ou cálculo negativa da contribuição social
compensações prescritas ou autorizadas pela sobre o lucro líquido a compensar em
legislação tributária; períodos subsequentes, e demais valores

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38
b)a demonstração da base de cálculo e o valor que devam influenciar a determinação da
da contribuição social sobre o lucro líquido base de cálculo da contribuição social sobre o
devida com a discriminação das deduções, lucro líquido de períodos futuros e não
quando aplicáveis constem na escrituração comercial.
M350 M010 M410 M500

Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018


(...)
Dos ajustes do lucro líquido
Adições
Art. 260. Na determinação do lucro real, serão adicionados ao lucro líquido do período de
apuração ( Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 6º, § 2º ):
I - os custos, as despesas, os encargos, as perdas, as provisões, as participações e
quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que, de acordo com o disposto
neste Regulamento, não sejam dedutíveis na determinação do lucro real; e
II - os resultados, os rendimentos, as receitas e quaisquer outros valores não incluídos na
apuração do lucro líquido que, de acordo com o disposto neste Regulamento, devam ser
computados na determinação do lucro real.
Parágrafo único. Incluem-se nas adições de que trata este artigo:
I - ressalvadas as disposições especiais deste Regulamento, as quantias retiradas dos
lucros ou de fundos ainda não tributados para aumento do capital, para distribuição de
interesses ou destinadas a reservas, quaisquer que sejam as designações que tiverem, inclusive
lucros suspensos e lucros acumulados ( Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 43, § 1º, alíneas “f”,
“g” e “i” );
II - os pagamentos efetuados à sociedade simples quando esta for controlada, direta ou
indiretamente ( Decreto-Lei nº 2.397, de 21 de dezembro de 1987, art. 4º ):
a) por pessoas físicas que sejam diretores, gerentes, controladores da pessoa jurídica que
pagar ou creditar os rendimentos; e
b) por cônjuge ou parente de primeiro grau de diretores, gerentes, controladores da
pessoa jurídica que pagar ou creditar os rendimentos;
III - as perdas incorridas em operações iniciadas e encerradas no mesmo dia ( day-
trade ), realizadas em mercado de renda fixa ou variável (Lei nº 8.981, de 1995, art. 76, §
3º) ;
IV - as despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores, ressalvado o
disposto na alínea “a” do inciso II do caput do art. 679 ( Lei nº 9.249, de 1995, art.
13, caput, inciso IV );
V - as contribuições não compulsórias, exceto aquelas destinadas a custear seguros e
planos de saúde, e benefícios complementares assemelhados aos da previdência social,
instituídos em favor dos empregados e dos dirigentes da pessoa jurídica ( Lei nº 9.249, de
1995, art. 13, caput , inciso V );
VI - as doações, exceto aquelas a que se referem o art. 377 e o caput do art. 385 ( Lei nº
9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso VI );
VII - as despesas com brindes ( Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput , inciso VI I);
VIII - o valor da CSLL, registrado como custo ou despesa operacional ( Lei nº 9.316, de 22
de novembro de 1996, art. 1º, caput e parágrafo único) ;
IX - as perdas apuradas nas operações realizadas nos mercados de renda variável e
de swap que excederem os ganhos auferidos nas mesmas operações (Lei nº 8.981, de 1995,
art. 76, § 4º);
X - o valor correspondente ao reconhecimento da realização das receitas originárias de
planos de benefícios administrados por entidades fechadas de previdência complementar
(pessoa jurídica patrocinadora), que foram registradas contabilmente pelo regime de
competência, na forma estabelecida pela CVM ou por outro órgão regulador (Lei nº 11.948, de
16 de junho de 2009, art. 5º) ;
XI - os resultados negativos das operações realizadas com os seus associados, na hipótese
de sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica que não
tenham por objeto a compra e o fornecimento de bens aos consumidores (Lei nº 5.764, de
1971, art. 3º e art. 4º ; e Lei nº 9.532, de 1997, art. 69 );

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XII - o valor correspondente à depreciação ou à amortização constante da escrituração
comercial, a partir do período de apuração em que o total da depreciação ou da amortização
acumulada, incluídas a contábil e a acelerada incentivada, atingir o custo de aquisição do bem
( Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 6º, § 2º, alínea “a” ); e
XIII - o saldo da depreciação e da amortização acelerada incentivada existente na parte
“B” do Lalur, na hipótese de alienação ou de baixa a qualquer título do bem ( Decreto-Lei nº
1.598, de 1977, art. 6º, § 2º, alínea “a” ).

Exclusões e compensações
Art. 261. Na determinação do lucro real, poderão ser excluídos do lucro líquido do período
de apuração ( Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 6º, § 3º ):
I - os valores cuja dedução seja autorizada por este Regulamento e que não tenham sido
computados na apuração do lucro líquido do período de apuração;
II - os resultados, os rendimentos, as receitas e outros valores incluídos na apuração do
lucro líquido que, de acordo com o disposto neste Regulamento, não sejam computados no lucro
real; e
III - o prejuízo fiscal apurado em períodos de apuração anteriores, limitada a
compensação a trinta por cento do lucro líquido ajustado pelas adições e exclusões previstas
neste Regulamento, desde que a pessoa jurídica mantenha os livros e os documentos exigidos
pela legislação fiscal, comprobatórios do prejuízo fiscal utilizado para compensação, observado o
disposto no art. 514 ao art. 521 (Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, art. 15, caput e
parágrafo único) .
Parágrafo único. Também poderão ser excluídos:
I - os rendimentos e os ganhos de capital nas transferências de imóveis desapropriados
para fins de reforma agrária, quando auferidos pelo desapropriado ( Constituição, art. 184, §
5º );
II - os dividendos anuais mínimos distribuídos pelo FND ( Decreto-Lei nº 2.288, de 1986,
art. 5º );
III - os juros reais produzidos por Notas do Tesouro Nacional, emitidas para troca
compulsória no âmbito do PND, controlados na parte “B” do Lalur, os quais deverão ser
computados na determinação do lucro real no período do seu recebimento (Lei nº 8.981, de
1995, art. 100) ;
IV - a parcela das perdas adicionadas conforme o disposto no inciso IX do parágrafo único
do art. 260 , a qual poderá, nos períodos de apuração subsequentes, ser excluída do lucro real
até o limite correspondente à diferença positiva entre os ganhos e as perdas decorrentes das
operações realizadas nos mercados de renda variável e operações de swap (Lei nº 8.981, de
1995, art. 76, § 5º) ;
V - as reversões dos saldos das provisões não dedutíveis ( Decreto-Lei nº 1.598, de 1977,
art. 6º, § 3º, alínea “b” );
VI - o valor correspondente às receitas originárias de planos de benefícios administrados
por entidades fechadas de previdência complementar (pessoa jurídica patrocinadora),
registradas contabilmente pelo regime de competência, na forma estabelecida pela CVM ou por
outro órgão regulador, para reconhecimento na data de sua realização (Lei nº 11.948, de 2009,
art. 5º);
VII - a compensação fiscal efetuada pelas emissoras de rádio e televisão e pelas empresas
concessionárias de serviços públicos de telecomunicações obrigadas ao tráfego gratuito de sinais
de televisão e rádio, pela cedência do horário gratuito, na forma estabelecida na legislação
específica (Lei nº 9.096, de 19 de setembro de 1995, art. 52, parágrafo único ; Lei nº 9.504, de
30 de setembro de 1997, art. 99, caput e § 1º ; e Decreto nº 7.791, de 17 de agosto de
2012) ;
VIII - as receitas decorrentes de valores em espécie pagos ou creditados pelos Estados,
pelo Distrito Federal e pelos Municípios, relativos ao ICMS e ao ISS, no âmbito de programas de
concessão de crédito destinados ao estímulo à solicitação de documento fiscal na aquisição de
mercadorias e serviços (Lei nº 11.945, de 4 de junho de 2009, art. 4º) ;
IX - a parcela equivalente à redução do valor das multas, dos juros e do encargo legal em
decorrência do disposto nos art. 1º ao art. 3º da Lei nº 11.941, de 2009 (Lei nº 11.941, de
2009, art. 4º, parágrafo único) ;
X - o valor das quotas de fundo que tenha por único objetivo a cobertura suplementar dos
riscos do seguro rural nas modalidades agrícola, pecuária, agrícola e florestal, as quais sejam

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40
adquiridas por seguradoras, resseguradoras e empresas agroindustriais ( Lei Complementar nº
137, de 26 de agosto de 2010, art. 1º e art. 8º, caput, inciso I ); e
XI - o crédito presumido de IPI de que trata o Inovar-Auto (Lei nº 12.715, de 2012, art.
41, § 7º, inciso II) .
(...)

Instrução Normativa RFB nº 1.700, de 14 de março de 2017


(...)
CAPÍTULO III
DOS AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO
Seção I
Das Adições
Art. 62. Na determinação do lucro real e do resultado ajustado serão adicionados ao
lucro líquido do período de apuração:
I - os custos, as despesas, os encargos, as perdas, as provisões, as participações e
quaisquer outros valores deduzidos na apuração do lucro líquido que, de acordo com a
legislação do IRPJ ou da CSLL, não sejam dedutíveis na determinação do lucro real ou do
resultado ajustado; e
II - os resultados, os rendimentos, as receitas e quaisquer outros valores não incluídos
na apuração do lucro líquido que, de acordo com essa mesma legislação, devam ser computados
na determinação do lucro real ou do resultado ajustado.
Parágrafo único. O Anexo I apresenta uma lista não exaustiva das adições ao lucro
líquido do período de apuração, para fins de determinação do lucro real e do resultado ajustado.
Seção II
Das Exclusões
Art. 63. Na determinação do lucro real e do resultado ajustado poderão ser excluídos
do lucro líquido do período de apuração:
I - os valores cuja dedução seja autorizada pela legislação do IRPJ ou da CSLL e que
não tenham sido computados na apuração do lucro líquido do período de apuração; e
II - os resultados, os rendimentos, as receitas e quaisquer outros valores incluídos na
apuração do lucro líquido que, de acordo com essa mesma legislação, não sejam computados no
lucro real ou no resultado ajustado.
Parágrafo único. O Anexo II apresenta uma lista não exaustiva das exclusões do
lucro líquido do período de apuração, para fins de determinação do lucro real e do resultado
ajustado.
Seção III
Das Compensações
Art. 64. O lucro líquido, depois de ajustado pelas adições e exclusões prescritas ou
autorizadas pela legislação do IRPJ, poderá ser reduzido pela compensação de prejuízos fiscais
de períodos de apuração anteriores em até, no máximo, 30% (trinta por cento) do referido lucro
líquido ajustado, observado o disposto nos arts. 203 a 213.
Parágrafo único. O lucro líquido, depois de ajustado pelas adições e exclusões
prescritas ou autorizadas pela legislação da CSLL, poderá ser reduzido pela compensação de
bases de cálculo negativas da CSLL de períodos de apuração anteriores em até, no máximo,
30% (trinta por cento) do referido lucro líquido ajustado, observado o disposto nos arts. 203 a
213.

PROVISÕES PERMITIDAS PELA LEGISLAÇÃO

Na determinação do lucro real e do resultado ajustado somente serão dedutíveis as


provisões:
a) técnicas das companhias de seguro e de capitalização, das entidades de previdência
privada complementar e das operadoras de planos de assistência à saúde, quando constituídas
por exigência da legislação especial a elas aplicável;
b) para perdas de estoques de livros de que trata o art. 8º da Lei nº 10.753, de 30 de
outubro de 2003;
c) para o pagamento de férias de empregados; e
d) para o pagamento de décimo-terceiro salário de empregados.

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41
Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018
(...)

Dedutibilidade
Art. 339. Na determinação do lucro real, somente serão dedutíveis as provisões
expressamente autorizadas neste Regulamento ( Decreto-Lei nº 1.730, de 17 de dezembro de
1979, art. 3º ; e Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso I ).
Parágrafo único. Para fins do disposto neste Regulamento, as referências a provisões
alcançam as perdas estimadas no valor de ativos, inclusive aquelas decorrentes de redução ao
valor recuperável (Lei nº 12.973, de 2014, art. 59) .

Provisões técnicas compulsórias


Art. 340. São dedutíveis as provisões técnicas das companhias de seguro e de
capitalização, das entidades de previdência privada e das operadoras de planos de assistência à
saúde, cuja constituição é exigida pela legislação especial a elas aplicável ( Lei nº 9.249, de
1995, art. 13, caput, inciso I ; e Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001, art. 83 ).

Provisão para perda de estoques de livros


Art. 341. As pessoas jurídicas que exerçam as atividades de editor, distribuidor ou livreiro
poderão constituir provisão para perda de estoques, calculada no último dia de cada período de
apuração, correspondente a um terço do valor do estoque existente naquela data (Lei nº
10.753, de 30 de outubro de 2003, art. 8º) .
§ 1º Para fins do disposto neste artigo, considera-se:
I - editor - pessoa física ou jurídica que adquire o direito de reprodução de livros e lhes
confere tratamento adequado à leitura;
II - distribuidor -a pessoa jurídica que opera no ramo de compra e venda de livros por
atacado; e
III - livreiro - pessoa jurídica ou o representante comercial autônomo que se dedica à
venda de livros.
§ 2º A provisão a que se refere o caput será dedutível para fins de determinação do lucro
real (Lei nº 10.753, de 2003, art. 9º) .

Remuneração de férias
Art. 342. O contribuinte poderá deduzir como custo ou despesa operacional, em cada
período de apuração, importância destinada a constituir provisão para pagamento de
remuneração correspondente a férias de seus empregados ( Decreto-Lei nº 1.730, de 1979, art.
4º, caput ; e Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, caput, inciso I ).
§ 1º O limite do saldo da provisão será determinado com base na remuneração mensal do
empregado e no número de dias de férias a que já tiver direito na época do encerramento do
período de apuração ( Decreto-Lei nº 1.730, de 1979, art. 4º, § 1º ).
§ 2º As importâncias pagas serão debitadas à provisão até o limite do valor provisionado
( Decreto-Lei nº 1.730, de 1979, art. 4º, § 2º ).
§ 3º A provisão a que se refere este artigo contempla a inclusão dos gastos incorridos com
a remuneração de férias proporcionais e dos encargos sociais, cujo ônus cabe pessoa jurídica.

Décimo terceiro salário


Art. 343. O contribuinte poderá deduzir como custo ou despesa operacional, em cada
período de apuração, importância destinada a constituir provisão para pagamento de
remuneração correspondente ao décimo terceiro salário de seus empregados ( Lei nº 9.249, de
1995, art. 13, caput, inciso I ).
Parágrafo único. O valor provisionado corresponderá ao valor resultante da multiplicação
de um doze avos da remuneração, acrescido dos encargos sociais, cujo ônus cabe à pessoa
jurídica, pelo número de meses relativos ao período de apuração.

Provisão para imposto de renda


Art. 344. É obrigatória, em cada período de apuração, a constituição de provisão para
imposto sobre a renda, relativa ao imposto devido sobre o lucro real e sobre os lucros cuja

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42
tributação tenha sido diferida, referentes ao mesmo período de apuração (Lei nº 6.404, de
1976, art. 189) .
Parágrafo único. A provisão a que se refere este artigo não é dedutível para fins de
apuração do lucro real (Lei nº 8.981, de 1995, art. 41, § 2º) .
(...)

PERDA NO RECEBIMENTO DE CRÉDITOS

As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica


poderão ser deduzidas como despesas, para determinação do lucro real, desde que seguidas as
seguintes regras:
I - em relação aos quais tenha havido a declaração de insolvência do devedor, em
sentença emanada do Poder Judiciário;
Registro Contábil:
Débito: Perdas (CR)
Crédito: Conta Redutora de Clientes (AC ou ANC)
Obs.: “após 5 anos baixar definitivamente”
II - sem garantia, de valor:
a) até R$ 15.000,00 (quinze mil reais), por operação, vencidos há mais de 6 (seis)
meses, independentemente de iniciados os procedimentos judiciais para o seu recebimento;
b) acima de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) até R$ 100.000,00 (cem mil reais), por
operação, vencidos há mais de 1 (um) ano, independentemente de iniciados os procedimentos
judiciais para o seu recebimento, mantida a cobrança administrativa; e
c) superior a R$ 100.000,00 (cem mil reais), vencidos há mais de 1 (um) ano, desde
que iniciados e mantidos os procedimentos judiciais para o seu recebimento;
Registro Contábil
Débito: Perdas em operações de crédito (CR)
Crédito: Clientes (Ativo)
III - com garantia, vencidos há mais de 2 (dois) anos, de valor:
a) até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), independentemente de iniciados os
procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e
b) superior a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), desde que iniciados e mantidos os
procedimentos judiciais para o seu recebimento ou o arresto das garantias; e
Registro Contábil
Débito: Perdas em operações de crédito (CR)
Crédito: Conta Redutora de Clientes (AC)
Obs.: “após 5 anos baixar definitivamente”
IV - contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica em concordata ou
recuperação judicial, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se
comprometido a pagar, observado que no caso de crédito com empresa em processo falimentar,
em concordata ou em recuperação judicial, a dedução da perda será admitida a partir da data
da decretação da falência ou do deferimento do processamento da concordata ou recuperação
judicial, desde que a credora tenha adotado os procedimentos judiciais necessários para o
recebimento do crédito.
Registro Contábil
Débito: Perdas (CR)
Crédito: Conta Redutora de Clientes (AC)
Obs.: “após 5 anos baixar definitivamente”
✓ Considera-se crédito garantido o proveniente de vendas com reserva de domínio, de
alienação fiduciária em garantia ou de operações com outras garantias reais.

RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOS

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Deverá ser computado na determinação do lucro real o montante dos créditos deduzidos
que tenham sido recuperados, em qualquer época ou a qualquer título, inclusive nos casos de
novação da dívida ou do arresto dos bens recebidos em garantia real.
Os bens recebidos a título de quitação do débito serão escriturados pelo valor do crédito
ou avaliados pelo valor definido na decisão judicial que tenha determinado sua incorporação ao
patrimônio do credor.
Os juros vincendos poderão ser computados na determinação do lucro real à medida que
forem incorridos.

Decreto nº 9.580, de 2018, art. 347 ao art. 348; IN RFB nº 1.700, de 2017, art. 71 e art. 72

TRIBUTAÇÃO INCIDENTE SOBRE TRIBUTOS RECUPERADOS

TRIBUTAÇÃO

RESUMO
Descrição IPRJ CSLL PIS/COFINS

Lucro Real Valor Principal Se foi excluído como despesa Se foi excluído como despesa Não Tributa
deverá ser tributado será tributado

Lucro Real Juros Tributa Tributa Tributa (0,65%


e 4,00%)

Lucro Presumido Valor Principal Não Tributa Não Tributa Não Tributa

Lucro Presumido Juros Tributa Tributa Não Tributa

EMPRESAS QUE OPTAVAM PELO LUCRO REAL NA ÉPOCA DO PAGAMENTO INDEVIDO


Tributação do principal
Os valores restituídos a título de tributo pago indevidamente por meio de decisão judicial serão
tributados pelo Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido (CSLL). Só não serão tributados pelo IRPJ e CSLL se, em períodos
anteriores, não tiverem sido computados como despesas dedutíveis do lucro real e da base
de cálculo da CSLL.
Sobre o principal recuperado não há incidência não há incidência da Contribuição para
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep.

Tributação dos juros


Os juros (Selic nas ações federais) incidentes sobre o indébito tributário recuperado são
considerados receita nova e sobre eles incide o Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas
(IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para Financiamento
da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição para o PIS/Pasep. (0,65% e 4,00%)

EMPRESAS QUE OPTAVAM PELO LUCRO PRESUMIDO NA ÉPOCA DO PAGAMENTO


INDEVIDO
Tributação do principal
Conforme mencionado acima, os valores restituídos a título de tributo pago indevidamente por
meio de decisão judicial serão tributados pelo: Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas
(IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Só não serão tributados pelo IRPJ e
CSLL, se, em períodos anteriores, não tiverem sido computados como despesas dedutíveis
do lucro real e da base de cálculo da CSLL.

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Ocorre que no regime de apuração do lucro presumido a despesa com o pagamento de tributo
indevido não tem reflexo na base tributável. Por esse motivo o valor principal recuperado
não integra a base de cálculo do IRPJ e da CSLL.

Dessa forma, se no período que o tributo foi pago indevidamente o contribuinte tiver sido
tributado pelo lucro presumido o valor principal restituído não comporá a base tributável do IRPJ
de da CSLL, seja qual for a modalidade de tributação.
E isto porque, as empresas que optam pelo lucro presumido não deduzem para fins de IRPJ e
CSLL, os valores objeto de repetição de indébito tributário e, portanto, não se sujeitam a
tributar ditos valores recuperados pelo IRPJ e pela CSLL.
Por outro lado, sobre o principal recuperado não há incidência da Contribuição para
Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep.

Tributação dos juros


Os juros (Selic nas ações federais) incidentes sobre o indébito tributário recuperado das
empresas optantes do lucro presumido são considerados receita nova e, de acordo com o
fisco, sobre ela, incidem: Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ); Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido (CSLL),
Não há incidência de Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e
Contribuição para o PIS/Pasep.

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 651, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2017


(Publicado(a) no DOU de 02/01/2018, seção 1, página 42)
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: BASE DE CÁLCULO. RECUPERAÇÃO DE TRIBUTO PAGO INDEVIDAMENTE.
Os valores restituídos a título de tributo pago indevidamente somente serão
tributados pelo IRPJ se, em períodos anteriores, tiverem sido computados como
despesas dedutíveis do lucro real, seja qual for o fundamento para a repetição do
indébito.
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 9.430, de 1996, art.53; ADI SRF nº 25, de 2003.
ASSUNTO: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL
EMENTA: BASE DE CÁLCULO. RECUPERAÇÃO DE TRIBUTO PAGO INDEVIDAMENTE.
A recuperação de valores pagos indevidamente a título de tributo somente serão tributados pela
CSLL se anteriormente foram computados como despesas dedutíveis da base tributável da
CSLL, seja qual for o fundamento para a repetição do indébito.
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 9.430, de 1996, art.53; ADI SRF nº 25, de 2003.

ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO SRF Nº 25, DE 24 DE DEZEMBRO DE 2003


(Publicado(a) no DOU de 29/12/2003, seção , página 15)
Dispõe sobre a tributação de valores restituídos ao contribuinte pessoa jurídica, por força de
sentença judicial em ação de repetição de indébito.

Art. 1º Os valores restituídos a título de tributo pago indevidamente serão tributados


pelo Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e pela Contribuição Social sobre o
Lucro Líquido (CSLL), se, em períodos anteriores, tiverem sido computados como despesas
dedutíveis do lucro real e da base de cálculo da CSLL.
Art. 2º Não há incidência da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social
(Cofins) e da Contribuição para o PIS/Pasep sobre os valores recuperados a título de tributo
pago indevidamente.
Art. 3º Os juros incidentes sobre o indébito tributário recuperado é receita
nova e, sobre ela, incidem o IRPJ, a CSLL, a Cofins e a Contribuição para o PIS/Pasep.

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