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Cirurgias para Patela e Displasia Coxofemoral

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PROBLEMA 4 Conduta médica: anti-inflamatórios são indicados para aliviar a dor e tornar mais

tolerável a aplicação de fisioterapia


Fixação Dorsal da Patela
proprietários devem ser aconselhados a continuar o período de repouso,
 causa uma hiperextensão no membro pélvico, gerada por tecidos moles, mesmo que o paciente pareça ter retornado à função normal
impedindo que o animal desenvolva suas atividades diariamente
 animal sente um “travamento” na articulação do joelho, mantendo a articulação controle do peso é necessário devendo ser pesado semanalmente e sua
em extensão durante a posição ingestão calórica determinada (alimentação com dietas volumosas, com baixo teor de
gorduras e proteínas pode ser benéfica)
Técnicas cirúrgicas
se a dor associada à displasia coxofemoral impedir que o animal se
 Desmotomia Patelar Medial: identificação do ligamento patelar medial por exercite normalmente, os donos deverão reduzir a ingestão calórica do animal para evitar o
palpação  incisão cutânea de, aproximadamente, cinco centímetros  afasta-se ganho de peso
o tecido conectivo e realiza-se abertura das fáscias musculares até a completa
visualização do ligamento patelar medial  coloca-se uma pinça hemostática suplementação nutricional, incluindo ácidos graxos ômega-3 e
curva de Crile entre o ligamento e o tecido conectivo pericapsular para melhor glucosamina/condroitina
visualização do ligamento e para sua secção ser realizada corretamente  secção
total e em sentido transversal do ligamento patelar medial  realiza-se a flexão
brusca do membro acometido para certificar-se de que o problema fora Técnica cirúrgica
completamente solucionado  reconstituem-se as fáscias musculares com sutura
em X, utilizando-se fio absorvível, e finalmente, procede-se a dermorrafia, usando  Sinfisiodese Púbica Juvenil: paciente em decúbito dorsal  incisão cutânea
fio de algodão paralela ao pênis, estendendo-a do escroto até o púbis  incise a fáscia
procedimento cirúrgico é realizado com o subcutânea e ligue os ramos colaterais da artéria e veia pudendas  retraia o pênis
animal em estação. Dependendo do temperamento do animal, a tranquilização e exponha a sínfise púbica por meio da incisão da fáscia profunda  elevação
pode ser indicada; área central e medial dos ligamentos patelares é tricotomizada e subperiosteal dos músculos adutor e grácil. Introduza um afastador maleável de
preparada cirurgicamente; a cauda é enrolada para evitar contaminação do local banda fina ou o dedo no canal pélvico para proteger o reto e a uretra da lesão
cirúrgico térmica  utiliza um eletrodo de espátula (40 watts, realize a ablação,
posicionando o eletrodo contra a sínfise, por aproximadamente 10 segundos,
repetindo o procedimento a cada 2 a 3 mm ao longo da sínfise)  Realiza a
ablação
Coxofemoral Alternativamente, um eletrodo de agulha ou uma agulha
metálica podem ser inseridos na sínfise, a cada 2 a 3 mm, utilizando 40 watts por
Displasia Coxofemoral
até 30 segundos  fechamento rotineiro em camadas, começando com a
 é o desenvolvimento anormal da articulação do quadril caracterizado pela reaposição dos músculos adutor e grácil através da sínfise púbica
subluxação ou luxação completa da cabeça do fêmur nos pacientes jovens
 causas: hereditariedade, ganho de peso e o crescimento acelerados por uma  Osteotomia Pélvica: paciente em decúbito lateral  puxe o membro enquanto
ingestão nutricional excessiva, traumas leves e repetidos, sinovite,... mantém o fêmur perpendicular ao acetábulo  centralize uma incisão sobra a
 é dolorosa em cães jovens, pois o esgotamento da cartilagem articular expõe as origem do músculo pectíneo  incise o tecido subcutâneo  libere a origem do
fibras da dor do osso subcondral e a lassidão leva à distensão dos tecidos moles. músculo pectíneo para expor a borda cranial do púbis  músculo pectíneo pode
Nos cães idosos, a displasia coxofemoral elicia a dor por causa da osteoartrite] ser retraído ou ressecado  rebate o periósteo das superfícies púbicas cranial,
lateral e caudal  posicione afastadores de Hohmann curvos cranialmente ao
púbis e através do forame obturador para proteger os tecidos moles durante a
osteotomia  osteotomize uma porção do púbis adjacente à parede medial do  deslocamento traumático da cabeça do fêmur do acetábulo
acetábulo com um osteótomo ou saca-bocado suture o tecido mole e a pele  os animais apresentam histórico de traumas contínuos, como acidentes com
para uma osteotomia pélvica tripla, realize uma osteotomia veículos motorizados
do assoalho isquial próximo // para uma osteotomia pélvica dupla, realize uma  a cápsula articular fibrosa e o ligamento redondo da cabeça do fêmur sempre se
osteotomia ilíaca rompe completamente (pode ser uma ruptura intersticial ou uma avulsão do
ligamento da fóvea da cabeça do fêmur)
 Ostectomia da Cabeça e do Colo do Fêmur: fazer uma abordagem craniolateral
na articulação do quadril e luxe-o  faça uma incisão nele se o ligamento Conduta médica: pode ser tratada pela manipulação fechada para reposicionar a cabeça do
redondo estiver intacto  realize a ostectomia rotacionando o membro fêmur no acetábulo ou pela manipulação cirúrgica aberta
externamente  Identifique a linha de ostectomia e a junção do colo com a  Redução fechada de uma luxação craniodorsal: paciente em decúbito lateral,
metáfise do fêmur  cave uma série de três ou mais orifícios ao longo da linha de sob anestesia geral  posicione uma corda na virilha do membro afetado, sobre o
ostectomia  utilize um osteótomo e um martelo para concluir a incisão  dorso, e segure-a na mesa para oferecer resistência  segure o membro afetado
remoção da cabeça e o colo do fêmur  remova as bordas com uma pinça saca- com uma mão, próximo à articulação do tarso  posicione a outra mão no
bocado  suture a cápsula articular sobre o acetábulo  suture os músculos vasto trocanter maior para direcionar o fêmur proximal  rotacione o membro
lateral, glúteo profundo e tensor da fáscia lata, o tecido subcutâneo e a pele externamente e tracione-o distalmente, posicionando a cabeça do fêmur sobre o
acetábulo  rotacione o membro internamente para acomodá-la no acetábulo
quando a cabeça do fêmur estiver lateral ao acetábulo  aplique uma pressão
Avaliação e cuidados pós operatórios: após a sinfisiodese púbica, o filhote deve ser medial ao trocanter maior, enquanto flexiona e estende a articulação, para auxiliar
contido até a remoção das suturas de pele a expelir os debris do cálice acetabular  suporte o membro com uma tala de
Ehmer  limite o animal ao confinamento em gaiola e à atividade controlada em
após a osteotomia pélvica, os exercícios do paciente coleira, até que a bandagem seja removida, após sete a 10 dias  após a remoção
devem ser restritos à coleira, até que haja evidências radiográficas da cicatrização completa da bandagem, limite a atividade a caminhadas controladas pela coleira por mais
das osteotomias, geralmente após seis semanas. A duração dos exercícios (caminhadas na duas semanas
coleira) deve ser aumentada gradualmente, de acordo com a tolerância do paciente.

Complicações: luxação, infecção e lassidão asséptica  Redução Fechada de uma Luxação Caudoventral: animal em decúbito lateral
com o membro mantido perpendicular à espinha  segure o membro com uma
luxações podem ser causadas pela lassidão intrínseca do quadril, por uma mão, próximo à articulação do tarso, e posicione a outra mão de forma a
luxação preexistente, seleção ou posicionamento incorretos do implante ou trauma estabilizar o corpo  realize tração no membro e, ao mesmo tempo, abduza-o
para tracionar a cabeça do fêmur além da borda medial do acetábulo  quando a
uso do cimento parece ser mais facilmente colonizado por bactérias do que os
cabeça do fêmur tiver livrado a borda do acetábulo, exerça pressão lateral para
implantes metálicos
posicionar a cabeça do fêmur lateralmente ao acetábulo  empurre, permitindo
componentes do encaixe femoral por pressão podem rotacionar ou sedimentar, que a cabeça do fêmur encaixe no acetábulo  após a redução, imobilize o
podendo levar a fraturas graves da diáfise femoral paciente com uma bandagem para evitar a abdução do membro  limite a
atividade a caminhadas controladas em coleira até que a bandagem seja removida,
componentes da fixação femoral por parafusos podem ser avulsionados da após quatro a sete dias  limite a atividade a caminhadas na coleira por mais duas
parede medial, ou podem ocorrer fraturas através dos orifícios dos parafusos ou dos semanas após a remoção das bandagens
orifícios de acesso

Técnica Cirúrgica
Luxação Coxofemoral
 Exploração da Articulação do Quadril: Realize exposição craniolateral da posicione o membro em abdução  utilize um osteótomo e um martelo para criar
articulação do quadril  rebata o músculo glúteo profundo e visualize a cabeça uma nova superfície, caudal e distal ao ponto em que o trocanter maior se assenta
do fêmur  remova o restante do ligamento redondo e os debris da cabeça do normalmente  reposicione o trocanter maior em seu novo local de aderência e
fêmur e do acetábulo  assim que o quadril tiver sido reduzido, avalie sua fixe-o nessa posição, com uma técnica utilizando pino ou banda de tensão
estabilidade, verificando o revestimento acetabular da cabeça do fêmur e
submetendo a articulação do quadril a uma amplitude de movimentação completa
Avaliação e Cuidados Pós-Operatórios: pacientes podem ser enfaixados com uma
 Reconstrução Capsular: após o reposicionamento da cabeça do fêmur o bandagem de Ehmer para auxiliar na redução do quadril no período pós-operatório inicial
revestimento acetabular estiver adequado e a articulação estiver estável quando
submetida à amplitude de movimentação  suture a cápsula articular com bandagem é removida quatro a sete dias após a
material de monofilamento não absorvível, utilizando um padrão interrompido  redução
se a cápsula estiver rompida no local de inserção, cave pequenos orifícios no colo
confinamento em gaiola pode ser adequado aos
femoral para passagem da sutura ou reate a cápsula com âncoras de sutura
cães com articulações coxofemorais estáveis
 Reconstrução Articular: insira 2 parafusos com arruelas de metal liso ou âncoras assim que a bandagem de Ehmer for removida,
ósseas na margem dorsal do acetábulo  insira uma âncora a um ângulo de 300 exercícios estritamente controlados de reabilitação física devem ser iniciados
graus e outra a um ângulo de 30 graus (na articulação coxofemoral esquerda) 
Insira um terceiro parafuso com arruela ou uma âncora na fossa trocantérica
(alternativamente, cave um orifício através do colo femoral na fossa trocantérica
para receber a sutura)  passe uma sutura ortopédica ou sutura grossa não
Ruptura de Ligamento Cruzado Caudal
absorvível formando um “oito” entre as âncoras acetabulares e a fossa trocantérica  associado a acidentes com automóveis ou quedas sobre o membro durante a flexão
 fixe as suturas firmemente para manter a redução, mas não tão firme de forma da articulação do joelho
que possa romper com a locomoção normal
Tratamento Cirúrgico: são tratadas pela ressecção dos restos ligamentares e estabilizadas
iniciando próximo ao terceiro trocanter e centralizado por uma das diversas técnicas de reconstrução extracapsular
no colo femoral, utilize um guia em C para cavar um orifício de 2,5 mm na fosseta
Conduta Pré-operatória: Antibióticos perioperatórios e o tratamento preventivo da dor
do ligamento redondo  cave um orifício de 3,5 mm através do aspecto dorsal da
com AINEs, opioides ou analgesia epidural são indicados para cães submetidos às técnicas
fossa acetabular  prenda diversos fios de sutura não absorvível grossa a uma
de reconstrução do joelho
haste articulada comercial ou a um pino em cavilha, dobrando um fio de Kirschner
para formar um laço e duas asas  alternativamente, um sistema de tightrope
(Arthrex Vet Systems, Naples, Fla.) pode ser usado pois inclui o pino em cavilha,
sutura ortopédica e botão cirúrgico  passe a haste articulada através do orifício Técnica Cirúrgica
acetabular e girea, puxando a sutura até que o pino seja fixado contra a parede
 Artrotomia Exploratória: Realize a artroscopia ou faça uma abordagem
medial do acetábulo. Passe a sutura pelo túnel femoral, reduza o quadril e puxe as
craniolateral ou craniomedial-padrão da articulação do joelho (p. 1331) e explore
suturas firmemente  fixe a sutura passando um par de suturas através de um
as estruturas internas. Resseque os restos do ligamento cruzado caudal.
orifício criado no córtex lateral do fêmur, atando-as ao par de suturas opostas 
 Estabilização por sutura: faça um orifício na aresta caudomedial da epífise tibial
alternativamente, passe a sutura através de um botão cirúrgico e ate-a  fixe a
 sutura estabilizante a partir do tendão patelar proximal, através do orifício
sutura firme o suficiente para manter a redução do quadril, mas não tão apertada
cavado anteriormente  imbrique a cápsula articular caudal e insira uma sutura
de forma que se rompa com a locomoção normal
estabilizante a partir do tendão patelar proximal, através do orifício cavado
anteriormente na cabeça da fíbula
 Translocação do Trocater Maior: realize uma osteotomia trocantérica e rebata a
musculatura glútea  quando o quadril estiver livre de debris e reduzido,
alternativamente as âncoras ósseas podem ser colocadas no  Estabilização Retinacular Lateral: artroscopia ou uma artrotomia para
aspecto medial e lateral do fêmur e as suturas passadas das âncoras ósseas aos inspecionar o menisco  se o menisco estiver rompido, remova a porção
furos na epífise tibial e cabeça fibular danificada  se o menisco estiver intacto, realize uma liberação do menisco se
 Utilização de Tecido Autógeno: incise a inserção do músculo sartório caudal e a desejado  feche a artrotomia
fáscia medial ao longo da metáfise tibial  expor o ligamento colateral medial  rebata a pele lateralmente  incisão através do retináculo lateral
livrar uma porção do corpo ligamentar com um elevador de periósteo, e da fáscia lata distal  eleve o músculo bíceps femoral da superfície lateral da
direcionando o ligamento caudalmente  fixe o ligamento nesta posição com um cápsula articular para expor o músculo gastrocnêmio  passe suturas de
parafuso ósseo e arruela dentada monofilamento de náilon ou material condutor de monofilamento de náilon ao
 Fixação do Tendão Poplíteo: abordagem lateral da articulação do joelho e rebata redor da fabela
a fáscia lata para isolar o tendão poplíteo  fixe o tendão poplíteo com um alternativamente, use sutura ortopédica (Fio de fibras tamanho 2
parafuso e uma arruela de Teflon ® ou poliacetil, em sua passagem caudal e para cães até 10 kg; tamanho 5 para cães acima de 10 kg)  sutura ancorada na
proximal à cabeça da fíbula no polo distal da fabela lateral utilizando uma âncora de sutura no côndilo lateral
do fêmur  passe a sutura por trás do ligamento patelar, imediatamente proximal
Avaliação e Cuidados Pós-operatórios: atividades devem ser restritas aos à tuberosidade da tíbia  perfure um orifício de tamanho suficiente para passar a
exercícios de reabilitação específicos e a caminhadas na coleira por seis semanas agulha através da crista da tíbia, na orientação mediolateral  passe a sutura
animal deve retornar gradualmente à através do orifício, na mesma direção  corte a sutura para remover a agulha,
atividade sem supervisão, durante um período de seis semanas obtendo duas suturas para atar  flexione o joelho até o ângulo normal de estação
 segure a tíbia caudalmente e rotacionada externamente para eliminar o
movimento de gaveta e atar ou grampear as suturas (Fig. 34-118).
Ruptura de Ligamento Cruzado Cranial obs: sutura de monofilamento de náilon n 2 para cães de até 10 kg; material
condutor de náilon [teste de 27 kg] para cães de até 30 kg, e teste de 36 kg para
 são rupturas completas ou parciais do ligamento ou avulsões de sua origem ou cães de mais de 30 kg
inserção
 Estabilização por Tightrope: a artroscopia ou uma artrotomia e inspecione o
menisco quanto a rupturas ou lesões  remova o menisco danificado, se presente,
Técnicas Cirúrgicas ou realize uma liberação de menisco
exponha o aspecto lateral da articulação do joelho e
 Abordagem Lateral da Articulação do Joelho: incisão cutânea craniolateral, da faça uma incisão através do retináculo lateral e fáscia lata distal  palpe a junção
patela até a crista da tíbia  incise o tecido subcutâneo para visualizar o septo da fabela lateral com o aspecto caudal do côndilo femoral lateral  posicione um
entre a lâmina superficial da fáscia lata e o músculo bíceps femoral cabo guia LCC de tightrope para entrar no fêmur para a junção do côndilo fabela-
proximalmente e o retináculo lateral distalmente  incisão através da fáscia lata e femoral lateral e dentro da porção mais caudal do côndilo femoral lateral 
do retináculo lateral  incisão na cápsula articular e ao longo do tendão patelar e avance o cabo guia usando um orientador ou furadeira em um ângulo para que o
proximal à patela  incise ao longo da borda do músculo vasto lateral, em cabo atravesse o fêmur distal e saia pela diáfise distal do fêmur no lado medial
direção à fabela  desloque a patela para expor a superfície cranial da articulação imediatamente caudal ao músculo vasto medial  cabo deve sair no nível do polo
proximal da patela com o joelho a um ângulo de sustentação de peso  perfure
 Abordagem Medial da Articulação no Joelho: incisão craniomedial, sobre o cabo guia de lateral a medial usando uma broca canulada de LCC de
centralizada na região da patela  incise o tecido subcutâneo ao longo da mesma tightrope de 3,5 mm  remova a broca e o cabo guia após a broca sair pelo córtex
linha para expor o retináculo medial parapatelar  incisão através do retináculo femoral medial  coloque outro cabo ou pino no túnel femoral para marcar seu
medial e da cápsula articular, adjacente ao sulco medial do tendão patelar  local para colocação subsequente do implante de tightrope
continue a incisão proximalmente, até a cápsula articular suprapatelar, e
distalmente, até a tuberosidade da tíbia.  Osteotomia de Nivelamento do Platô Tibial: incisão cutânea centralizada no
nível da tíbia proximal  incise o tecido subcutâneo ao longo da mesma linha
com uma lâmina ou um eletrocautério, para visualizar a inserção da cabeça cranial e, então, os orifícios restantes  realizar uma osteotomia parcial transversal da
do sartório  incise a inserção do sartório e rebata o músculo caudalmente, para crista, mantendo o córtex lateral intacto  assentar a placa na crista da tíbia e,
visualizar o ligamento colateral medial e o aspecto caudal da tíbia proximal  então, concluir a osteotomia  abrir o espaço da osteotomia e inserir o suporte no
incise a origem do músculo poplíteo pontualmente, a partir do aspecto nível do aspecto proximal da osteotomia, fixando com um parafuso através da
caudomedial da tíbia  disseque a origem do músculo com um instrumento orelha caudal do suporte  inserir os parafusos na placa, começando pelo
rombo  quando elevado, posicione uma compressa umedecida entre o músculo e parafuso mais distal  inserir o parafuso da orelha cranial do suporte 
o osso, para proteger o músculo e a artéria e veia poplíteas durante a osteotomia preencher o espaço com enxerto ósseo  suture a fáscia profunda com fio
 insira um pino perpendicular ao plano sagital e paralelo ao transverso  absorvível em padrão contínuo  suture a fáscia superficial e o tecido subcutâneo
avance o pino até unir ambos os córtices da tíbia  instale o gabarito no pino com fio absorvível em padrão contínuo  suture a pele com fio não absorvível
proximal  faça uma incisão cutânea de 1 cm sobre o centro da diáfise da tíbia  pelo padrão simples interrompido ou utilize grampos cutâneos
direcione o pino distal através do gabarito e através do centro da tíbia, unindo as
diáfises, medial e lateral  corte o pino proximal, deixando-o curto, e o pino
distal, deixando-o longo Avaliação e Cuidados Pós-Operatórios: após os reparos intracapsulares ou
posicionar o gancho perpendicular ao eixo longo da tíbia  extracapsulares, uma bandagem maleável com tala lateral pode ser mantida por 24 a 48
realizar a osteotomia até um terço da profundidade do osso, mantendo a serra horas (o membro pode ser deixado sem bandagem e tratado com um sistema de compressas
paralela aos pinos  marcar o osso para a rotação  rotacionar o segmento frias ou terapia elétrica de microcorrente)
proximal para alinhar as marcas  fixar a osteotomia com uma placa óssea de
tamanho adequado uso imediato de um sistema de compressas
frias após a cirurgia pode diminuir dramaticamente o inchaço e dor
 Osteotomia de Cunha da Tíbia: incisão cutânea medial começando 5 cm
restrição total de exercícios é necessária até
proximal ao local da osteotomia, continuando-a distalmente, 5 cm abaixo do nível
que as radiografias demonstrem uma cicatrização adequada
da osteotomia  incise o tecido subcutâneo para expor a tíbia  faça uma
dissecação em círculo ao redor da tíbia  posicione afastadores de Hohmann para Complicações: infecção, ausência de estabilização, lesão dos meniscos, complicações do
proteger as estruturas laterais  marque ambas as linhas da osteotomia com uma implante e osteoartrite progressiva; TPLO (desmite do tendão patelar e fratura da crista
lâmina de serra reta  conclua a osteotomia e remova a cunha do osso  reduza tibial); TTA (fraturas da crista tibial e luxação patelar)
os segmentos ósseos e aplique uma placa óssea (em cães maiores, pode ser
necessário aplicar duas placas ósseas paralelas para se atingir uma estabilidade
adequada)  suture a fáscia profunda com fio absorvível em padrão contínuo 
Deformidades Flexurais em Equinos
suture a fáscia superficial e os tecidos subcutâneos com fio absorvível em padrão
contínuo  suture a pele com fio não absorvível pelo padrão simples  maior recorrência em potros
interrompido ou utilize grampos cutâneos  são caracterizadas por alterações osteomusculares e ligamentosas, como a flexão
contínua ou irredutível e a hiperextensão das articulações das partes médias e
 Avanço da Tuberosidade da Tíbia: realize a artroscopia ou uma artrotomia  distais principalmente dos membros anteriores do sistema locomotor
remova qualquer porção danificada do menisco e feche a artrotomia ou os portais  acometem principalmente as articulações metacarpofalângicas ou
da artroscopia  faça uma incisão cutânea centralizada no nível da tíbia proximal metatarsofalângicas, e o eixo distal dos membros torácicos
 exponha a crista tibial medial ao refletir a inserção da barriga caudal do  congênitas: aparecem desde o nascimento, como causa de mau posicionamento do
sartório e periósteo  eleve a inserção fascial do músculo sartório e a fáscia feto no útero, má nutrição da égua em seu período gestacional ou por fatores
relacionada, proximal ao nível da patela  separe o anexo fascial do músculo relacionados a hereditariedade genética
tibial cranial na região de sua fixação à tíbia cranial  insira uma compressa de  adquiridas: podem ocorrer desde os primeiros dias do potro até os dois anos de
gaze umedecida  coloque a placa de tamanho adequado sobre a crista tibial para idade, acometendo os dois membros anteriores do animal
avaliar sua localização adequada  posicionar o modelo do garfo sobre a crista e
cavar os orifícios, começando com o orifício piloto proximal, o orifício mais distal
 grau I: o animal tem um pequeno desvio cranial da articulação Semiologia do sistema locomotor
metacarpofalângica, aumentando o seu ângulo anterior; grau II: é o desvio que
ocorre verticalmente ao eixo do metacarpo; grau III: o desvio é mais evidenciado, Articulação Coxofemoral
pois existe uma projeção cranial maior, apresentando uma tensão maior do tendão  Teste de Hiperextensão para Avaliação do Comprometimento dos Membros:
extensor digital que fica proeminente ao eixo crânio lateral realizado quando o examinador fica atrás do animal, que está em estação,
Tratamento: uso de talas e gessos, casqueamento corretivo dos cascos, fisioterapia e aplicando os polegares em cada uma das tuberosidades isquiáticas e,
administração de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos a fim de simultaneamente, os quatro dedos restantes de cada mão sobre a face anterior do
ajudar na correção da deformidade e mobilidade do animal sem dor terço médio dos fêmures direito e esquerdo  o clínico eleva os membros
pélvicos em relação ao solo, deixando-os paralelos entre si, com o animal
oxitetraciclina (VI com diluição de única dose em solução fisiológica, SID) apoiando-se apenas com os membros torácicos em posição de aclive  compara-
tem ação em selar os íons de cálcio que estão livres e previne o estímulo do mesmo nas se a simetria dos membros, tomando-se como referência ou os calcâneos ou as
fibras musculares, diminuindo a contração e induzindo o relaxamento muscular extremidades distais das falanges
 Tenotomia: incisão de 3 cm pela face lateral do terço médio do metacarpo, entre
 Teste de Compressão Trocantérica: utilizado para avaliar se há instabilidade ar
os dois tendões flexores digitais  abertura da fáscia subcutânea, e ampliada com
ticular coxofemoral (subluxações e luxações), tanto de origem traumática quanto
auxílio de uma tesoura  isolamento do tendão flexor com uma pinça
nos casos graves de displasia
hemostática curva Kelly  secção transversal do tendão com auxílio do bisturi 
paciente é posicionado em decúbito lateral,
a sutura da fáscia em pontos X e a pele em pontos tipo Wolff
com o membro a ser examinado do lado oposto ao decúbito  o clínico estabiliza
 Desmotomia: faz-se o acesso pela face medial da porção distal do rádio 
a articulação femorotibial com uma das mãos e, com a outra mão espalmada,
realiza-se uma pequena incisão com bisturi de aproximadamente 10 cm,
aplica-a sobre o trocanter maior  com movimentos simultâneos, o examinador
cranealmente e paralela à veia cefálica  abertura da fáscia do músculo flexor
realiza força de pressão contra a cavidade acetabular, pelo trocanter maior, e
carpo radial  secção do ligamento com bisturi, e é completada com tesoura 
abduz a articulação em aproximadamente 45°, tracionando-se lateralmente o
sutura da fáscia em pontos do tipo simples contínua, e a pele com sutura tipo
joelho  quando há instabilidade, ouve-se e sente-se uma crepitação, momento
Wolff
em que ocorre, temporariamente, a redução da cabeça do fêmur na cavidade
acetabular

Claudicação
Articulação femorotibial

 Avaliação de instabilidade patelar: objetivo diagnosticar subluxações ou


luxações de patela
animal posicionado em decúbito lateral,
com o membro pélvico a ser examinado do lado oposto ao decúbito  o
examinador aplica uma das mãos sobre a face anterior da articulação femorotibial,
individualizando a patela entre o polegar e o indicador; a outra mão é posicionada
posteriormente à articulação tibiotarsal  são realizados movimentos de extensão
e flexão, partindo-se dos tarsos, simultaneamente à tentativa de movimentos
lateral e medial da patela, em relação à fossa troclear
a luxação ou subluxação patelar é mais
facilmente palpada quando a articulação está em extensão. Nesse momento, o
clínico aproveita o deslocamento patelar para palpar o sulco troclear e avaliar o
seu grau de arrasamento, grau de saliência dos côndilos e inserção medial da crista
tibial; todos fatores anatômicos que influenciam o desenvolvimento das luxações
congênitas de patela

 Teste de Gaveta: diagnosticar instabilidades (distensão ou ruptura) dos


ligamentos cruzados cranial e caudal
animal posicionado em decúbito lateral, com o membro pélvico
a ser examinado do lado oposto ao decúbito  a articulação em repouso
(semifletida), o examinador aplica uma das mãos lateralmente ao fêmur, na sua
porção intermediária  a outra mão é posicionada sobre a tíbia, aplicando-se o
polegar lateral e caudalmente à fíbula, no seu aspecto mais proximal, e os quatro
dedos restantes apoiados na face anterior do osso  são realizados movimentos
anteroposteriores da tíbia, em relação ao fêmur  se houver um deslocamento
cranial, eventualmente seguido de crepitação da tíbia, o teste é considerado
positivo e designa alterações no ligamento cruzado cranial  se o deslocamento
tibial ocorrer no sentido posterior, o teste também é considerado positivo e
indicativo de anormalidades no ligamento cruzado caudal.

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