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A Importância do Brincar na Educação Infantil

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A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Adriana Vargas da Conceição


RESUMO

O presente trabalho aborda a importância do brincar na educação infantil e o papel da


escola frente a valorização do [Link] o exposto, indaga-se: Será que o brincar é
entendido e valorizado, principalmente pelas pessoas que cuidam e educam as crianças?
Em que medida essas pessoas dão espaço, oferecendo tempo e oportunidades para o
brincar?Procurar entender estas questões, diante das novas perspectivas educacionais a
fim de compreender melhor as possíveis relações entre o brincar, o desenvolvimento e a
aprendizagem das crianças, pretende-se tecer uma discussão sobre as brincadeiras no
âmbito escolar, pois é através de brincadeiras que as crianças interagem com mais
intensidade no ambiente em que está inserida.

Palavras-chave: Brincar, Educação Infantil, Importância.

INTRODUÇÃO

O aluno quando chega à escola traz em sua bagagem muitos conhecimentos adquiridos no
cotidiano e que vem cheio de atividades lúdicas. Quando o educador faz uma atividade
lúdica não importa apenas a realização da atividade e sim o momento que o aluno vive, o
ato pedagógico a ação causada pela utilização do lúdico, em que é possível passar por
momentos de fantasias estando dentro da realidade, promovendo momentos satisfatórios,
conduzindo a educação, permitindo com que a criança tenha maior prazer em aprender.

Este trabalho, se faz com base na perspectiva de estabelecer subsídios que permitam
saber de que forma as brincadeiras realizadas na Educação infantil podem contribuir para
o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Assim, este projeto tem como enfoque situar o ato de brincar, tendo como fundamentação
que o brinquedo não pode ser visto como um protótipo e forma predominante da
atividade do dia-a-dia da criança.

O brincar é uma oportunidade para o desenvolvimento da criança, pois por meio das
brincadeiras elas aprendem e experimentam novos desafios, assim como ao professor
cabe à missão de instigar o conhecimento e a interação com as práticas pedagógicas, onde
todos brincam, gostam e compartilham e fazem parte do processo do ensino e
aprendizagem.
Segundo Brasil (2010, p. 27), “As práticas pedagógicas que compõem a proposta
curricular da Educação Infantil devem ter como eixos norteadores as interações e a
brincadeira”. É no brincar que a criança inicia a descoberta e ao mesmo tempo a
construção de conhecimentos sobre si e sobre o mundo em que vive.

Essas descobertas oportunizam com que a criança adquira inúmeras competências que
irão enriquecer no desenvolvimento e na interação social. A brincadeira também ajuda a
desenvolver o espírito de cooperação, liderança, competição e os limites.

É o momento para compreender o mundo a sua volta, através das regras, onde nem
sempre vence, são habilidades que irão fazer parte delas pelo resto de suas vidas. Como
são realizadas as brincadeiras na sala de aula? Como é vista pelo os educadores em
relação ao desenvolvimento da criança?

A brincadeira faz parte do processo de aprendizagem de toda criança, principalmente na


educação infantil. Entretanto, o espírito lúdico pode estar presente em todas as idades,
onde se denota que a brincadeira é um objeto de conhecimento sólido que possibilita
novas perspectivas às crianças e tudo isso é relevante para aquisição da aprendizagem.

O professor é o idealizador e o organizador de tarefas que são favoráveis às situações de


aprendizagem no cotidiano escolar. Sendo que é através da observação que o educador
consegue identificar o que, e como pode ser trabalhado. Cabe ao professor ir alternando a
atividade de acordo com eixo de trabalho.

Não podendo esquecer-se de proporcionar alegria, prazer e a solidariedade no ato do


brincar. Pois em consonância, o educador não ensina o aluno a brincar, mas sim, é um
processo que ocorre espontaneamente.

Ao trabalhar o brincar em sala de aula, o professor deve ter consciência para definir de
diferentes maneiras as atividades, analisando o grau de complexidade de

Os métodos utilizados para a realização da mesma serão leituras de alguns livros, artigos
de revistas, textos e sites disponíveis sobre a temática buscando assim identificar,
descrever e analisar a importância da utilização das brincadeiras no desenvolvimento das
crianças de zero a três anos, na Educação Infantil.

A fundamentação teórica será baseada em alguns teóricos tais como Maluf (2003),
Kishimoto (1999), Wajskop (1997) entre outros, além de pesquisas e estudos sobre
brincadeiras e brinquedos.

A formação do professor da educação infantil é de extrema importância para garantir a melhor


qualidade no ensino, pois é através do seu conhecimento que o educador vai elaborar as atividades
com criatividade para atender o objetivo que é o desenvolvimento integral da criança.
Atualmente, o profissional da educação infantil deve estar atento às mudanças e às tecnologias. Para
isso requer capacitação, muito conhecimento e uma grande habilidade nos procedimentos e
estratégias de ensino.

O professor necessita compreender a aprendizagem, e para tanto precisa estudar o processo de


evolução que criança passa durante o seu desenvolvimento, as etapas, e assim traçar as práticas
pedagógicas e as intervenções.

Todo esse processo educativo, quando bem executado, articulado pelo brincar, ganha um novo
significado à criança. E o uso de novas metodologias de ensino com o brincar, a aprendizagem é
garantida, onde não se pode ausentar a responsabilidade do docente quanto ao planejamento e
organização, sendo estas as prerrogativas do desenvolvimento intelectual da criança.

Dentro da sala de aula as brincadeiras e a ludicidade vêm para agregar conhecimento, momentos de
interação, trabalho em equipe, ou ainda sim, oportunidades para se integrar a disciplina, que tem
como objetivo enriquecer os conhecimentos.

Neste sentido, mostra-se a importância do professor ser e estar para exercer a sua função com maior
flexibilidade, pois na educação infantil o profissional exerce múltiplas funções e deve estar aberto
para interdisciplinaridade. Pois o educar, proporciona várias situações, desde os cuidados,
brincadeiras, lúdicos e aprendizagens orientadas. Desta forma, tudo isso contribui para o
desenvolvimento das capacidades da criança, e faz com que ela aprenda como lidar com as relações
sociais e culturais.

A afetividade deve estar presente na rotina do professor da educação infantil, para contribuir na
aprendizagem, sendo compreendida como instrumento essencial, que servirá para auxiliar nos
recursos que desenvolverá o aprimoramento intelectual, que é garantido por estes vínculos,
estabelecidos pela consciência afetiva,.
A escolha do referido tema, consiste em um aprofundamento teórico sobre a importância
do brincar na educação infantil a fim de perceber como o brincar; atividade esta
predominante da infância, interfere no desenvolvimento cognitivo e aprendizagem da
criança de zero á cinco anos de idade sob um olhar do psicopedagogo.

E de que maneira os educadores de escolas de educação infantil podem contribuir com a


cultura do brincar, considerando o mesmo como sendo essencial para um
desenvolvimento sadio e integral da criança.

O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (Brasil, 1998, p.13), especifica
os vários aspectos a serem contemplados, dentre eles o brincar. Temos várias razões para
brincar, pois sabemos que é extremamente importante para o desenvolvimento cognitivo,
motor, afetivo e social da criança.

DESENVOLVIMENTO

O presente artigo parte de uma pesquisa bibliográfica que abordou tópicos de relevâncias na
educação infantil e na sociedade. A importância do brincar na educação infantil é de grande
valia para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. A pesquisa teve intuito de buscar
conhecimentos de alguns autores, para aprofundar os saberes sobre a importância do brincar
dentro do ambiente escolar.
Segundo Rego, 1995, p.82. A brincadeira representa a possibilidade de solução do impasse
causado, de um lado, pela necessidade de ação da criança e, de outro, por sua
impossibilidade de executar as operações exigidas por essas ações.
As crianças aprendem que através do faz-de-conta, elas acabam realizando as ações que
gostariam de realizar de verdade, como por exemplo, dirigir um carro, como, ainda isso não
é possível, sair dirigindo de verdade, então ela realiza com o brincar, simulando esta ação.
Para Rego, 1995, p.82, “assim, através do brinquedo, a criança projeta-se nas atividades dos
adultos procurando ser coerente com os papéis assumidos”.
As brincadeiras são ferramentas potentes de simulação do mundo real, pois as situações vão
acontecendo de maneiras diferentes, conforme vão surgindo, as crianças vão assimilando e
construindo um novo significado para cada ato, e assim ampliando os seus conhecimentos e
a socialização, um com o outro, porém nesse contexto pode ocorrer alterações. Segundo
Vygotsky,1989, p.122,” {...} nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio
do desenvolvimento para o outro, porque todo avanço está conectado com uma mudança
acentuada nas motivações, tendências e incentivos”. Por isso, deve-se estimular sempre as
crianças para que este avanço nos estágios de desenvolvimento possa acontecer de maneira
mais equilibrada.
Segundo Vygotsky,1989, p. 122, “Aquilo que é de grande interesse para um bebê deixa de
interessar uma criança um pouco maior”. A maturação e o desenvolvimento das crianças
acontecem de maneiras diferentes e de acordo com as faixas etárias. Por isso, os professores
precisam respeitar as faixas etárias ao idealizar e planejar as suas atividades, que irão
compor a rotina da criança. Dessa maneira, ocorrerá um desenvolvimento saudável e
promissor, o incentivo é necessário, mas, deve-se respeitar as fases de desenvolvimento.
A partir deste contexto surge o interesse em compreender como as brincadeiras auxiliam
na aprendizagem e desenvolvimento cognitivo das crianças da Educação Infantil e o
papel da escola frente a esta realidade.
A infância é um período de aprendizagem necessário à idade adulta. É um laboratório de
aprendizagem, permitindo o aprender. De acordo com Chateau (1987, p.14): “É pelo
brinquedo que crescem a alma e a inteligência (...) uma criança que não sabe brincar,
uma miniatura de velho, será um adulto, que não sabe pensar”.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil(BRASIL,1998),
apontam-se metas para contribuir no desenvolvimento integral da criança e suas
identidades, oportunizando o crescimento como cidadãos cujos direitos da infância serão
reconhecidos.
As instituições possuem o objetivo de serem os “agentes socializadores” dessa etapa
educacional dos conhecimentos da realidade social e cultural. O professor exerce a
função de organizar como o trabalho deve respaldar-se com os eixos e ter consciência da
importância da prática pedagógica na educação infantil, como também contribuir
positivamente para futuro da cidadania.
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a educação infantil foi reconhecida
como direto de todas as crianças e dever do estado. Não se pode esquecer a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, onde a educação infantil é reconhecida como
etapa inicial da educação básica. É a partir desse momento, que a educação infantil passa
a ser vista com novo olhar, deixando de ser assistencialista e passa então a ter um caráter
de valorização à criança. Com essas mudanças o professor começa a exercer um novo
papel: o de mediador entre a criança e o mundo.
Tudo isso acaba refletindo na aprendizagem, pois todos os conteúdos são desenvolvidos
de maneira a valorizar o brincar, o lúdico, os jogos e consequentemente a criança irá
construir o seu conhecimento.
Segundo Maluf (2003, p.9), Brincar proporciona a aquisição de novos conhecimentos,
desenvolve habilidade de forma natural e agradável. Ele é uma das necessidades básicas
da criança, é essencial para um bom desenvolvimento motor, social, emocional e
cognitivo. Vemos que o brincar tem a função socializadora e integradora. A sociedade
moderna cada vez mais tem sofrido transformações em relação ao brincar e ao espaço
que se tem para brincar, os pais e os filhos têm pouco tempo para ficarem juntos e
brincar.
A escola acaba sendo a única fonte transmissora de cultura, onde ainda existem espaços
para as crianças brincarem, tendo os profissionais de educação a incumbência de ensinar
e resgatar as brincadeiras no cotidiano infantil.
Segundo Sarat (2009), ressalta-se a infância e educação do renascimento à modernidade,
de forma minuciosa, compreendendo a infância como um conceito construído
historicamente, onde ao longo dos anos foram surgindo transformações sociais, em
diversos períodos que fizeram com que as mudanças ocorressem de forma diferente
quanto às concepções, perspectivas e formas de tratar as crianças.
Ainda segundo Sarat; Gebara (2009), considera-se a educação nas obras de Roterdã e
Norbert Elias, em que eles também fazem um acompanhamento para analisar as
transformações e comportamentos sociais em decorrência da formação de um novo
homem, mais civilizado para uma sociedade que se organizava com outros moldes.
E a concepção de infância da educação que Erasmo defendia no Renascimento inspirou
Norbert Elias, o qual era um teórico contemporâneo, propondo uma teoria dos processos
civilizadores, os quais tentaram compreender a formação de novo homem e como este
tornou civilizado.

Segundo Herold (2009), aprofunda-se a investigação da infância e educação na obra de


Michel de Montaigne, sendo o mesmo teórico renascentista mais expressivo, em épocas
de mudanças em meio de incertezas, analisando as verdades teológicas daquele período,
assim como as formas como a educação estava organizada.
Montaigne defendeu o estudo sistemático das mais variadas ciências, e também que os
conhecimentos estudados deveriam ter valor prático, concreto e útil, possibilitando ao
aluno discutir seus ideais.
Oliveira (2009) descreve a infância e a educação na Reforma Protestante e as
contribuições de Martinho Lutero, num período de muitas transformações que chegaram
ao auge da reforma protestante, presenciando muitos movimentos religiosos e políticos.
Com isso houve vários tipos de mudanças econômicas, culturais, sociais e educacionais.
Onde era questionada por Lutero a educação católica e teológica, propondo mudanças
significativas, pois para ele, as escolas seriam para todas as pessoas, e que novas
oportunidades também deveriam ser ampliadas.
Rocha (2009) faz a reflexão sobre a infância e educação na obra de Joan Amós
Comenius, onde suas ideias surgem num período de grandes preocupações com a
educação e a infância, fundamentando a sua visão na reformulação integral da escola e de
seus métodos pedagógicos, tendo reconhecimento das concepções pregadas pela Reforma
Protestante.
Dessa forma, o mesmo propôs com a sua Didática Magna, a arte de ensinar tudo a todos,
o estudo que defendia o pensamento de que a educação deveria se estender a todas as
classes sociais, as concepções teriam que percorrer os caminhos a partir de métodos e
técnicas que valorizassem o educando e devendo ser um modelo educacional inovador
para aquele período.
Santos (2009) faz a descrição da infância na obra de Jean Jacques Rousseau, este foi
filósofo da natureza, da liberdade e igualdade, sendo que as obras ocasionavam as
pessoas daquele período, entre os seus pensamentos tinha- se o político, que apresentava
como base a bondade natural do homem, que é marcado por críticas a desnaturalização, a
injustiça e a opressão da sociedade de sua época.

As suas ideias sobre as questões pedagógicas, defende um sistema educativo, moral e


religioso controverso cuja reflexão é indispensável à formação do professor da
atualidade.

Segundo Guilhermeti (2009) a infância e a educação na pedagogia de Immanuel Kant, é


um período marcado pela afirmação do iluminismo, em que suas concepções eram
fundamentadas na crença de que “a condição humana só seria possível e melhor com o
conhecimento racional do mundo e do homem”. Entretanto, Kant, defendia a razão
iluminista de que a pedagogia deveria ser baseada na racionalidade, na fé e no progresso
da humanidade. Em consonância à ideia anterior, de que a educação deveria perpetuar
por várias gerações, com a finalidade de melhorar a natureza do homem através do
conhecimento e da racionalidade.

Lara (2009) em sua análise da infância e da educação na obra de Johann Heinrich


Pestalozzi, e as cartas sobre a educação infantil. Ressalta que a proposta pensada por
Pestalozzi, era dar ênfase a um alicerce para a educação das crianças e de todos. Sua
pedagogia foi a criadora da escola popular com espírito social. Elevou a importância da
família que possibilitaria a criação de instituições sociais das crianças a partir de suas
obras e ações.
Arce (2009) em contribuição à epistemologia cita a infância e a educação na obra de
Friedrich Froebel “a pedagogia dos jardins da infância”. Segundo o autor que vivenciou
um período de revoluções e guerras europeias, e por conta disso, não tinha uma
uniformidade nos avanços e nos retrocessos nos campos econômicos, políticos e
socioculturais. Como educador ele construiu os seus conhecimentos por meio da prática,
sendo um dos primeiros educadores a se preocupar com a educação infantil,foi o criador
do jardim de infância, cujas ideias e pensamentos marcaram por fazer educacional à
educação infantil.
Martins (2009), descreve as contribuições para infância e a educação nas obras de
Celestin Freinet, pedagogo e teórico, ressaltando a reflexão sobre o papel simples da
educação das crianças. Sendo assim, usa-se da pedagogia do bom senso, e com um olhar
para práticas cotidianas, onde o mesmo também reentrou nos fundamentos pedagógicos,
filosóficos, e os princípios da pedagogia popular, oportunizando uma nova forma a
prática escolar. Freinet tinha a ideia que a vida se prepara pela vida, e afirmava que as
crianças deveriam “caírem e aprender a se levantar, se sujar”, juntar-se com outras
crianças na busca de novas experiências e novas descobertas.
A grandiosidade do brincar na educação infantil se dá por meio da brincadeira, o lúdico
e os jogos, que possibilitam às crianças novas formas de contribuição para a
aprendizagem. Foi muita luta para conquistar um espaço de reconhecimento da
importância da educação infantil.
É interessante observar que para, Vygotsky, o ensino
sistemático não é o único fator responsável por alargar os
horizontes da zona de desenvolvimento proximal. Ele
considera o brinquedo uma importante fonte de promoção
de desenvolvimento. (REGO;1995, p.80)
O brinquedo já era visto por Vygotsky, como um meio de desenvolvimento da criança.
(REGO;1995, p.80), “O termo “brinquedo”, empregado por Vygotsky num sentido amplo,
se refere principalmente à atividade, ao ato de brincar.” O brincar é a oportunidade de
mesclar informações com os conteúdos pedagógicos. Dessa maneira, a criança amplia os
conhecimentos e suas habilidades motoras e cognitivas e até mesmo a linguísticas, sem
contar com o momento de interação social.
O brincar faz parte da vida da criança e torna-se indispensável à saúde física, emocional e
intelectual. As crianças quando brincam e estão bastante envolvidas parecem sair da
realidade e mergulhar no mundo da imaginação, onde tudo é possível. (REGO; 1995; p.
82), “A criança passa a criar uma situação ilusória e imaginária, como forma de satisfazer
seus desejos não realizáveis.” Neste sentido a brincadeira contribui para a criação e
relação com pensamentos e situações reais, podendo ser um processo individual ou
coletivo. Esse processo tem efeitos positivos
A prática da brincadeira na escola promove aspectos diversos na criança que serão de
suma importância para o seu desenvolvimento biopsicossocial, sendo imprescindível para
uma formação sólida e completa.

Podemos então perceber e justificar que pelo fato de que varias propostas e ações
existentes no âmbito da Educação, tais como: projetos educacionais, simpósios,
seminários, programas de governo, percebe-se que os resultados continuam
insatisfatórios, o que demonstra a necessidade de mudanças no contexto educacional,
sendo assim, o professor torna-se um dos principais, protagonistas dessa mudança.

Rego (2002, p. 80) coloca que se baseando na teoria Vigotskiana percebe-se a


importância da brincadeira como fonte de promoção do desenvolvimento infantil. A
autora ainda afirma que, apesar do brinquedo não ser o aspecto predominante da infância,
ele exerce uma enorme influência onde a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva
que depende de motivações internas.

Segundo Rego (2002, p. 62) Vygotsky valoriza o fator social, mostrando que no jogo de
papéis a criança cria uma situação imaginária, incorporando elementos do contexto
cultural adquirido por meio da interação e comunicação.

Segundo pesquisas realizadas por Wajskop (1997), a constatação da existência de


brincadeira na criança era interpretada a partir de uma visão de natureza infantil,
biologicamente determinada para a qual a mesma cumpre requisitos de desenvolvimento
básico e predeterminado. A autora afirma que a brincadeira encontra papel educativo
importante na escolaridade das crianças que vão se desenvolvendo e conhecendo o
mundo numa instituição que se constrói a partir exatamente dos intercâmbios sociais que
nela vão surgindo.
Ou seja, a partir das diferentes histórias de vida das crianças, dos pais e dos professores
que compõem o corpo de usuários da instituição e que nela interagem cotidianamente.

De acordo com Wajskop (1997, p.25), estudiosa das ideias de Vygotsky, A criança
desenvolve-se pela experiência social, nas interações que estabelece, desde cedo, com a
experiência sócia histórica dos adultos e do mundo por eles criado. Dessa forma, a
brincadeira é uma atividade humana na qual as crianças são introduzidas constituindo-se
em um modo de assimilar e recriar a experiência sociocultural dos adultos.
Concordo com Wajskop (1997, p.31) quando afirma que: “ a garantia do espaço do
brincar na pré-escola ou creches, é a garantia de uma possibilidade de educação da
criança numa perspectiva criadora, voluntária e consciente”.

Sendo assim, prova-se a relevância do tema como contribuição para os conhecimentos


que tenham com base a valorização e a importância do brincar para o desenvolvimento
infantil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho pretende por meio de uma abordagem qualitativa já que a mesma
permite uma maior liberdade teórica metodológica a fim de contemplar de forma
sucinta, o tema abordado, considerando que esta abordagem proporciona resultados
significativos na área educacional, no sentido de oportunizar ao pesquisador uma visão
mais ampla no cotidiano escolar, além de produzir conhecimentos e contribuir para a
transformação da realidade de cada estudante no processo educativo.
partir do estudo desenvolvido, constatou-se que o brincar: as brincadeiras, os jogos, a
ludicidade e a afetividade estão relacionadas à aprendizagem na educação infantil, pois
fazem parte da infância, envolvendo o cognitivo, o afetivo e o sociocultural. Foram
citados autores que defendem a importância e a contribuição do brincar no
desenvolvimento das crianças.
A brincadeira é utilizada no ambiente escolar da educação infantil de acordo com as
orientações das propostas curriculares e dos documentos oficias, as ações pedagógicas
devem levar em consideração a faixa etária, podendo assim ampliar as brincadeiras de
diferentes maneiras, respeitando sempre os interesses das crianças e em conformidade
com o desenvolvimento que elas apresentam no momento.
A criança é um sujeito social, que vive e se expressa de acordo com a sociedade na qual
está inserida. Muitos são os desafios, mas por meio do estudo desenvolvido, sobre o
brincar, será possível perceber durante as aulas o desenvolvimento cognitivo da criança
em todos os aspectos. Dessa maneira, a educação infantil tem grandes influências na
vida da criança, e é através das brincadeiras que ela exerce influência no ambiente
escolar.
É competência da educação infantil proporcionar às crianças um ambiente rico em
atividades e brincadeiras lúdicas, promovendo um desenvolvimento sadio. Ao brincar a
criança conquista sua independência, desenvolve habilidades motoras, exercita a
imaginação e a criatividade e estimula sua sensibilidade auditiva e visual.
Com este trabalho verificou-se que a educação infantil é a base da educação,
apresentando um lugar privilegiado para o desenvolvimento social, afetivo, e cognitivo
da criança. O professor é o responsável pela elaboração e monitoramento das atividades
e cabe a ele avaliar a evolução das crianças durante as atividades, para isso é necessário
que o professor esteja capacitado para que contribua no processo de ensino e
aprendizagem.
Sendo assim, pode-se afirmar e acentuar que o desenvolvimento intelectual e o
conhecimento de mundo são elementos importantes para educação das crianças, são
pontos fundamentais que ajudam a direcioná-las positivamente, para que então possam
transformar o meio em que vivem, dando um novo rumo à sociedade e um futuro
melhor ao nosso país

Segundo Gill (1999, p. p.65), A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de


material já elaborado, constituindo principalmente de livros e artigos científicos.
Embora e quase todos os estudos sejam exigidos algum tipo de trabalho, desta natureza,
há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.

O instrumento da pesquisa que foi utilizado trata-se de uma pesquisa bibliográfica


elaborada através de uma revisão de literatura a partir de material já publicado,
constituído principalmente de livros e artigos disponibilizados na Internet para
levantamento da situação, em questão, fundamentação teórica que justifique os limites e
contribuições da própria pesquisa. Utilizarei como base para a análise qualitativa
autores conceituados que possuem acervo bibliográfico sobre o tema em questão, dentre
eles alguns já citados anteriormente como: Vigotsky, Wajskop, Maluf, Rego entre
outros. As brincadeiras têm papel fundamental no processo de aprendizagem na
educação infantil. É por meio delas que a criança desenvolve sua criatividade,
autonomia e capacidade de reflexão. Elas contribuem para uma formação completa,
englobando os âmbitos sociais, afetivos, culturais, cognitivos, emocionais e físicos.

É fácil notar que brincar não significa apenas diversão, mesmo ela fazendo parte desse
processo. Além de se divertir, a criança desenvolve a memória, a concentração e alguns
traços de sua personalidade.
Por meio da brincadeira, a criança também exercita o seu relacionamento com os
colegas, desenvolvendo seus sentimentos e habilidades para lidar com situações
distintas. É um modo de se expressar de maneira natural, demonstrando as verdadeiras
emoções e sem a vergonha de ser julgado pelo professor.

A cooperação entre equipes, a vontade de ganhar ou o simples fato de fazer algo que
não será avaliado ajudam a tirar a pressão dos estudos e trazem satisfação na realização
das atividades. Portanto, é interessante oferecer tipos diferentes de interação, dando
espaço para o desenvolvimento de habilidades variadas.

Além disso, o estímulo motor propiciado pelo ato de brincar promove a melhora da
capacidade motora da criança. A consciência corporal também está diretamente ligada à
criação de mecanismos de autoproteção e autocuidado. Brincar é uma das atividades
preferidas de qualquer criança. Mas engana-se quem pensa que os jogos e as
brincadeiras devem fazer parte apenas dos momentos de lazer dos pequenos.

As atividades lúdicas possuem um papel fundamental no desenvolvimento das crianças.


E graças às pesquisas desenvolvidas por diversos estudiosos, os jogos e as brincadeiras
são cada vez mais presentes no currículo escolar de estudantes que estão na primeira
etapa da educação básica.
Sendo assim, o estudo bibliográfico subsidiara e favorecera todo o percurso da pesquisa.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHÂTEAU, Jean. O jogo e a criança. Jean Château; tradução Guido de Almeida. – São
Paulo: Summus, 1987. (Novas buscas em educação; v. 29).

GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. [Link]. São Paulo: Atlas, 1999.

MALUF, Ângela Cristina Munhoz. Brincar prazer e aprendizado. Rio de Janeiro:


Vozes, 4a ed., 2003. Disponível em
<
[Link]
Acessado em 19 set 2019.

OLIVEIRA, Martha Kohl de. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo


sócio-histórico. Martha kohl de Oliveira. São Paulo: The mudei meu númeropione,
1997.—(Pensamento e ação no magistério).

REGO, Teresa Cristina. Vygotsky: uma perspectiva histórico-político cultural da


educação. 13 Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. Disponível em <
[Link]
Acessado em 19 set 2019.

VIGOTSKY, Lev Semenovich, 1896-1934. A formação social da mente: o


desenvolvimento dos processos psicológicos superiores / L. S. Vygotsky; organizador
Michael Cole... [et al.]; tradução José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto,
Solange Castro Afeche. - 7a. Ed.- São Paulo: Martins Fontes, 2007. - (Psicologia e
pedagogia).

WAJSKOP, Gisela. Brincar na Pré-escola.2 ed. São Paulo: Cortez Editora,


[Link]ível em < [Link]
educacao-infantil/>. Acessado em 19 set 2019.

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