Índice
1 .INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................... 3
OBJETIVOS ............................................................................................................................................................................ 4
Capitulo III Estudo de caso ................................................................................................................................................... 7
3.1 Caracterização da zona .................................................................................................................................................. 7
3.1.2. Clima, Relevo e Solos ................................................................................................................................................. 8
[Link]-estruturas ........................................................................................................................................................... 9
3.1.4. Demografia ............................................................................................................................................................... 10
3.1.5 Estrutura etária e por sexo ........................................................................................................................................ 10
3.1.5 Habitação e Condições de Vida ................................................................................................................................. 10
3.2 Enunciado ..................................................................................................................................................................... 12
3.3 Pré-dimensionamento.................................................................................................................................................. 12
3.3.2 Cálculo de tempo médio ........................................................................................................................................... 13
3.3.4 Cálculo da população média ..................................................................................................................................... 13
3.3.5 Cálculo de coeficiente de determinação ................................................................................................................... 13
3.3.6 Cálculo da população da população futura............................................................................................................... 14
[Link] Previsão da população do horizonte do projecto, estimando de 10 em 10 anos. ................................................ 14
3.3.7 Calculo das capitações permanentes ........................................................................................................................ 15
3.3.8 População e captações .............................................................................................................................................. 15
3.3.9 Cálculo de caudais domésticos ................................................................................................................................. 15
[Link] Ano zero ................................................................................................................................................................. 16
[Link] Ano -20 ................................................................................................................................................................... 16
[Link] Ano -40 ................................................................................................................................................................... 17
[Link] Cálculo de caudais de fuga ..................................................................................................................................... 18
[Link] Cálculo de caudais totais ........................................................................................................................................ 18
3.3.10.Cálculo de caudal do hotel ...................................................................................................................................... 19
3.3.11.Cálculo de caudal de unidade sanitária .................................................................................................................. 20
3.3.12 Cálculo de caudal no mercado ................................................................................................................................ 21
3.3.13 Cálculo de caudal das escolas ................................................................................................................................. 24
3.3.15 Cálculo de caudal total para o dimensionamento .................................................................................................. 25
3.4 Adução.......................................................................................................................................................................... 26
3.4.1 Determinação da classe do tubo ............................................................................................................................... 28
3.4.4 Cálculo do caudal para diâmetro adoptado no troco AB .......................................................................................... 29
3.4.5 Cálculo de energia no ponto A .................................................................................................................................. 29
3.4.6 Cálculo da potência da bomba .................................................................................................................................. 29
3.5 Considerações finais ..................................................................................................................................................... 30
1 .INTRODUÇÃO
Os sistemas de abastecimento de água estão relacionados ao fornecimento de água em quantidade e qualidade
necessárias para o bem-estar da sociedade. Sem a distribuição adequada de água, as populações apresentariam
problemas de saúde e de ordem econômica (atração de indústrias), uma vez que a água é um bem natural,
indispensável a sobrevivência do homem e do meio ambiente.
Uma estrutura de provimento de água inadequado ou inexistente, causa grandes impactos na qualidade de vida
das pessoas. As doenças de veiculação hídricas se tornam mais presentes, e os vetores que transmitem certas
doenças, como a dengue, podem se desenvolver com maior facilidade.
O agrupamento de serviços voltados a distribuição adequada de água potável para uma região, com a finalidade
de consumo seja ele doméstico, público e industrial, é definido como um sistema de abastecimento de água (SAA).
Este agrupamento é composto de forma geral por captação, tratamento, estação elevatória, reservatórios e rede de
distribuição.
Segundo Silva (2008), a implantação do serviço de abastecimento de água em uma comunidade, qualquer que seja
sua localização, dimensão ou importância, requer a realização de estudos prévios e a elaboração de projetos com
o objetivo de atender as flexibilidades e permita o acompanhamento do crescimento populacional e a expansão
econômica e territorial da população.
Para o dimensionamento de cada componente de um conjunto de fornecimento de água, são considerados os
custos de investimento e de operação do sistema. Esses fatores tem um papel importante, principalmente nos
modelos onde a água é conduzida ao longo das tubulações, mais precisamente nas redes de distribuição
pressurizadas (GOMES, 2009).
Nas redes de abastecimento de água tratada, podemos destacar um subtipo de perda, classificado como física, que
refere-se a perdas de cargas excessivas, diâmetros de tubulações inadequados, vazamentos constantes,
desabastecimento de pontos da rede, esses caracterizam a parcela de água que não chega ao consumidor devido ao
mal funcionamento do sistema (EOS).
O presente estudo desenvolve um dimensionamento de abastecimento de água no distrito de N’gauma.
OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Propor uma a implantação de um sistema abastecimento de água no distrito de N’gauma.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Caracterizar a zona em estudo;
Fazer o estudo da evolução da população;
Identificar o rio de capacitação e infraestrutura existentes na região;
Dimensionar o caudal de projecto e a tubagem.
2.0 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 SISTEMAS DE ABASTECIMENTOS DE ÁGUA (SAA).
O Manual de Saneamento da Funasa (2015), define o Sistema de Abastecimento Público de Água como o conjunto
de obras, instalações e serviços, destinados a produzir e distribuir água a uma população, em quantidade e
qualidade compatíveis com suas necessidades.
Segundo TSUTIYA (2008), a concepção das estruturas de distribuição de água é variável, em função do porte da
cidade, topografia, sua posição em relação aos mananciais e etc.
Os sistemas convencionais de abastecimento de água são constituídos das seguintes partes:
Manancial;
Captação;
Adutora;
Estação de tratamento de água;
Estação elevatória;
Reservatório;
Rede de distribuição
Figura 1 - Sistema de abastecimento de água, FONTE: Tsutiya, 2006
2.2 Importância do Sistema de Abastecimento de Água
O sistema de abastecimento de água, é um dos pilares do saneamento básico, consiste na captação da água da
natureza, tratamento adequado, para garantia da sua qualidade e fornecimento em quantidade adequada às
necessidades da população (TSUTIYA, 2006). A água, quando bem tratada e distribuída, traz diversos benefícios
à saúde pública, uma vez que é indispensável no preparo de alimentos, na hidratação e possibilita a higienização
das pessoas e ambientes.
2.3 Normas Regulamentadoras
As principais normas da ABNT aplicáveis aos projetos de redes de abastecimento de água são:
NBR 12.211: Estudos de Concepção de Sistemas Públicos de Abastecimento de Água, publicada em 1992;
NBR 12.214: Projeto de Sistema de Bombeamento de Água para Abastecimento Público, publicada em 1992;
NBR 12.215 - 1: Projeto de Adutora de Água, publicada em 2017;
NBR 12.216: Projeto de Estação de Tratamento de Água para Abastecimento Público, publicada em 1992;
NBR 12.217: Projeto de Reservatório de Distribuição de Água para Abastecimento Público, publicada em 1994;
NBR 12.218: Projeto de Rede de Distribuição de Água para Abastecimento Público, publicada em 1994.
2.3 Estudo populacional
Para projetar um sistema de abastecimento de água é necessário o conhecimento da população que será abastecida
em um período de tempo futuro. A previsão da população futura é realizada através de métodos matemáticos que
simulam o crescimento da população para um período de tempo especificado. Segundo HELLER &PÁDUA
(2006), antes da realização do cálculo da população deve se estabelecer o período de projeto em que o sistema
funcionará com utilização plena de sua capacidade, sem deficiências ou sobrecarga na distribuição
comprometendo a qualidade e quantidade de sua distribuição.
Capitulo III Estudo de caso
3.1 Caracterização da zona
O distrito de N’gaúma está localizado no Centro Oeste da Província do Niassa, junto à República do Malawi, a
90Km da cidade de Lichinga, confinando a Norte com o Distrito de Lichinga, a Sul com o Distrito de Mandimba,
a Este com o Distrito de Majune e a Oeste com a República do Malawi.
Com uma superfície1 de 3.025 km2 e uma população recenseada em 1997 de 33.721 habitantes e estimada, à data
de 1/1/2005, em 46.427 habitantes, este distrito tem uma densidade populacional de 15.4 hab/km2.
A relação de dependência económica potencial é de aproximadamente 1:1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões
existem 10 pessoas em idade activa.
A população é jovem (47%, abaixo dos 15 anos de idade), maioritariamente feminina (taxa de masculinidade de
49%) e de matriz rural acentuada.
MAPA DA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO DISTRITO
3.1.2. Clima, Relevo e Solos
Climaticamente a região é dominada por climas do tipo semi-árido e sub-húmido seco. A precipitação média anual
varia de 800 a 1200 mm, enquanto a evapotranspiração potencial de referência (ETo) está entre os 1300 e 1500
mm.
Em termos da temperatura média durante o período de crescimento das culturas, há regiões cujas temperaturas
excedem os 25ºC, embora em geral a temperatura média anual varie entre os 20 e 25ºC.
A rede hidrográfica do Distrito está condicionada à estrutura geográfica da região. O distrito é atravessado pelos
seguintes rios: Luambala – Nasce no Malawi e vai desaguar no rio Lugenda; Luelele – Nasce no Malawi e desagua
no rio Luchimua; Luchimua – Nasce no Malawi e vai desaguar no rio Lugenda. Numerosas outras linhas de água
que atravessam o Distrito, geralmente sem água no período seco.
Corresponde ás terras de altitudes compreendidas entre os 200 e 500 metros, de relevo ondulado, interrompido de
quando em quando pelas formações rochosas dos “inselbergs”. Fisiograficamente a área é constituída por uma
zona planáltica baixa que, gradualmente passa para um relevo mais dissecado com encostas mais declivosas
intermédias, da zona subplanáltica de transição para a zona litoral.
Os dambos (ndabo nas línguas locais) são formas especiais dos vales, não sendo exclusivos de uma zona agro-
ecológica estão presentes de uma forma considerável na zona. São depressões hidromórficas suaves ou vales
extensos, não profundos, sem escoamento de água na forma de uma linha de drenagem ou mesmo leito de rio.
O escoamento superficial é lento e difuso para além de poder ainda beneficiar da contribuição do fluxo de água
subterrânea, principalmente nas zonas cujos depósitos apresentam texturas grosseira e arenosa. Estas unidades de
terreno são ainda características das áreas mais planas ao longo dos divisores de água dos rios.
A fisiografia é dominada pela alternância de interflúvios e os vales dos rios que, devido á sua largura, profundidade
e posição (em relação aos rios), poderão alternar com dambos. Os vales dos rios são dominados por solos
aluvionares (Fluvisols), escuros, profundos, de textura pesada a média, moderadamente a mal drenados, sujeitos a
inundação regular.
Nos dambos encontram-se solos hidromórficos de textura variada, desde arenosos de cores cinzentas, arenosos
sobre argila a solos argilosos estratificados, de côr escura (Mollic, Gleyic e Dystric Gleysols, e Haplic e Luvic
Phaeozems).
Os topos e encostas superiores dos interfluvios são dominados por complexos de solos vermelhos e alaranjados
(Rhodic Ferralsols, Chromic Luvisols), e amarelos (Haplic Lixisols e Haplic Ferralsols). A maioria dos solos
apresentam texturas média a pesada, sendo profundos, bem a moderadamente bem drenados.
Nas encostas intermédias dos interflúvios os solos variam de cor, desde solos com cores pardo-acastanhada a
castanho-amareladas, moderadamente bem drenados, com textura argilosa.
[Link]-estruturas
O Distrito é atravessado pela Estrada Nacional 249 Lichinga /Cuamba e pela linha férrea que liga, também, a
Capital Provincial do Niassa à Cidade de Cuamba.
O distrito de N'gauma beneficia de infra-estruturas de transportes rodoviários e ferroviários, estes últimos circulam
com muita dificuldade devido à degradação das travessas.
A reabilitação de estradas secundárias e terciárias tem tido um impacto importante no desenvolvimento do distrito,
permitindo o transporte da ajuda alimentar, o acesso a novas terras para agricultura e a participação comunitária
na reconstrução das infra-estruturas destruídas.
Existem 2 Aeródromos a necessitar de reabilitação e estradas terciárias que ligam a Sede Distrital às Localidades,
transitáveis durante todo o ano.
Os dois Postos Administrativos (Massangulo-Sede e Itepela), não dispõem de nenhum sistema de comunicações.
Apenas na Vila do Distrito existe uma cabina das Telecomunicações de Moçambique e Rádios de Comunicação
na Administração do Distrito, Comando da PRM e na Direcção da Agricultura e Desenvolvimento Rural.
O nível de cobertura da rede de abastecimento de água ao distrito continua baixo, existindo povoados que nem se
quer têm um poço com água potável, para além de não existirem no mercado local peças para reparação das bombas
avariadas.
Em todo Distrito, somente Itepela e Massangulo se beneficiavam de energia eléctrica, fornecida por um gerador a
diesel, e que apenas abrangia um pequeno número de pessoas.
Na Vila do Distrito, foram montados cabos eléctricos e colocados os respectivos candeeiros, e estão em curso os
trabalhos da construção de uma mini-central, para funcionamento do grupo gerador.
O distrito possui 37 escolas (das quais, 35 do ensino primário nível 1) e 13 centros de alfabetização, e está servido
por 6 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população aos serviços do Sistema Nacional
de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 9 mil pessoas;
Uma cama por 1.600 habitantes; e
Um profissional técnico para cada 2.900 residentes no distrito.
Apesar dos esforços realizados, importa reter que o estado geral de conservação e manutenção das infra-estruturas
não é suficiente, sendo de realçar a rede de bombas de água a necessitar de manutenção, bem como a rede de
estradas e pontes que, na época das chuvas, tem problemas de transitibilidade.
3.1.4. Demografia
O distrito tem uma superfície de 3.025 km2 e uma população, à data de 1/1/2005, de 46 mil habitantes. Com uma
densidade populacional de 15 hab/km2, estima-se que o distrito atinja, em 2010, os 54 mil habitantes.
3.1.5 Estrutura etária e por sexo
Com uma população jovem (47%, abaixo dos 15 anos) e um índice de masculinidade de 49%, este distrito tem
uma matriz rural acentuada. A estrutura etária da população do distrito reflecte uma relação de dependência
económica de 1:1, isto é, por cada 10 crianças ou anciões existem 10 pessoas em idade activa.
3.1.5 Habitação e Condições de Vida
O tipo de habitação modal do distrito é “a palhota, com pavimento
de terra batida, tecto de capim ou colmo e paredes de caniço ou
paus”.
Em relação a outras utilidades, o padrão dominante é o de famílias
“sem rádio e electricidade, dispondo de 6 bicicletas em cada dez
famílias, e vivendo em palhotas com latrina e água colhida
directamente em poços e furos ou
nos rios e lagos”.
70
% 19
1 0 %
% %
Com Água Canalizada Com retrete ou latrina Com Com
electricidade Radio
Figura .Famílias, por condições básicas de vida
TABELA 6: F a m í l i a s , tipo de casa e condições básicas de vida
TIPO DE HABITAÇÃO
CONDIÇÕES Moradia ou Casa de Palhota ou
BÁSICAS TOTAL Apartamento madeira e casa precária
EXISTENTE zinco
S Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas Casas Pessoas
Com Água Canalizada 1% 1% 7% 6% 14% 3% 1% 1%
Com retrete ou latrina 70% 72% 74% 82% 100% 94% 69% 72%
Com electricidade 0% 0% 1% 3% 14% 3% 0% 0%
Com Radio 19% 21% 39% 48% 57% 44% 19% 21%
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Dados do Censo de 1997.
Em particular, no que concerne às fontes de abastecimento de água, verifica-se que na sua
maioria a população do distrito é abastecida por poços e furos (80%) ou recorre
directamente aos rios ou lagos (10%).
79%
80
%
70
%
60
17%
20
%
3%
0% 1%
0
% Canalizada Canalizada, Fontanário Poço ou furo Rio ou
, dentro de fora de Lago
3.2 Enunciado
Pretende-se executar no ano 2022 o projecto de um sistema de abastecimento de água e
de drenagem de águas residuais para servir um aglomerado populacional. O sistema em
projecto prevê o abastecimento de água bem como a instituições públicas como: escolas,
faculdade, e infra-estruturas da saúde que fazem parte dorecinto municipal do distrito de
Nguma , um hotel e uma zona industrial, zona comercial, tal que pontos comerciais
existente nos local.
3.3 Pré-dimensionamento
No que respeita a população residente, a informação existente sobre a evolução
demográfica é a que se encontra publicada nos censos populacionais. (realizados pelo
instituto nacional de estatística). Ira se adoptar os seguintes dados:
O hotel se instalará no local em estudo, será uma unidade hoteleira de luxo com
capacidade de 130 hóspedes e também incluirá serviços de bares e restaurantes.
Finalmente a zona industrial tem consumo diário que se prevê manter-se fixos ao longo
de período de vida útil da obra em projecto, variando ao longo do dia.
Na estimativa do ano de entrada em serviço ano 0 optou-se por 2022 e quanto ao ano de
horizonte do projecto deve ser fixado considerando um período de vida útil de 20 anos
para o equipamento electromecânico (2042) e de 40 anos para as obras de construção civil
(2062).
3.3.1 Caudais Domésticos
Com base nos dados dos registos dos censos populacionais e aplicando método
matemático (método de crescimento geométrico). Tomando-se como referência o ano
2007, calcular-se-á a taxa de crescimento populacional do distrito em análise de modo a
adquirirmos a população do horizonte, isto é:
Ano População
2007 64049
2017 127940
3.3.2 Cálculo de tempo médio
∑𝑛𝑖=0 𝑡𝑖 2007 + 2017
𝑡𝑚𝑒𝑑 = = = 2012 𝑎𝑛𝑜𝑠
𝑛 2
3.3.4 Cálculo da população média
∑𝑛𝑖=0 𝑝𝑖 64049 + 127940
𝑡𝑚𝑒𝑑 = = = 95995 ℎ𝑎𝑏
𝑛 2
𝑝𝑓 − 𝑝𝑖 127940 − 64049
𝑇𝑎 = = = 6389,1
𝑡𝑓 − 𝑡0 2017 − 2007
3.3.5 Cálculo de coeficiente de determinação
2
∑𝑛𝑖=0(𝑡𝑖 − 𝑡𝑚)2
2
(2007 − 2012)2 + (2017 − 2012)2
𝑟 = 𝑇𝑎 ∗ 𝑛 =
∑𝑖=0(𝑝𝑖 − 𝑝𝑚)2 (64049 − 95995)2 + (127940 − 95995)2
𝑟 = 0.999
Nota: o valor de r corresponde a um ajuste perfeito, ou seja a satisfação em que a
lei de crescimento geométrico é integralmente representativa da resolução populacional
do aglomerado em estudo, indicando desta forma alta correlação. A estimativa da
população num qualquer ano futuro determinar-se-á pela expressão:
3.3.6 Cálculo da população da população futura
Considerando que a obra inicia 3 anos após o último censo (2020).
Assim: n=3
𝑃2017 + 3 = 𝑃2020
𝑃2020 = 𝑃207 + 𝑛 ∗ 𝑇𝑎
𝑃2020 = 127940 + 3 ∗ 6389,1 = 147108ℎ𝑎𝑏
[Link] Previsão da população do horizonte do projecto, estimando de 10 em
10 anos.
Assim: n=10
Ano 10
𝑷𝟐𝟎𝟐𝟎 + 𝟏𝟎 = 𝑷𝟐𝟎𝟑𝟎
𝑃2030 = 𝑃2020 + 𝑛 ∗ 𝑇𝑎
𝑃2030 = 147108 + 10 ∗ 6389,1 = 210999ℎ𝑎𝑏
Ano 20
𝑷𝟐𝟎𝟑𝟎 + 𝟏𝟎 = 𝑷𝟐𝟎𝟒𝟎
𝑃2040 = 𝑃2030 + 𝑛 ∗ 𝑇𝑎
𝑃2040 = 210999 + 10 ∗ 6389,1 = 85890ℎ𝑎𝑏
Ano 30
𝑷𝟐𝟎𝟒𝟎 + 𝟏𝟎 = 𝑷𝟐𝟎𝟓𝟎
𝑃2050 = 𝑃2040 + 𝑛 ∗ 𝑇𝑎
𝑃2050 = 85890 + 10 ∗ 6389,1 = 149781ℎ𝑎𝑏
Ano 40
𝑷𝟐𝟎𝟓𝟎 + 𝟏𝟎 = 𝑷𝟐𝟎𝟔𝟎
𝑃2060 = 𝑃2050 + 𝑛 ∗ 𝑇𝑎
𝑃2060 = 149781 + 10 ∗ 6389,1 = 213672ℎ𝑎𝑏
3.3.7 Calculo das capitações permanentes
Ano zero
𝐶𝑜 = 30 + 0,25 ∗ √𝑝 − 1000
𝐶𝑜 = 30 + 0,25 ∗ √147108 − 1000
𝐶𝑜 = 125,88𝑙/𝑑𝑖𝑎 ∗ ℎ𝑎𝑏
Ano 20
𝐶20 = 45 + 0,375 ∗ √𝑝 − 1000
𝐶20 = 45 + 0,375 ∗ √85890 − 1000
𝐶20 = 154,26𝑙/𝑑𝑖𝑎 ∗ ℎ𝑎𝑏
Ano 40
𝐶40 = 60 + 0,5 ∗ √𝑝 − 1000
𝐶20 = 60 + 0,5 ∗ √213672 − 1000
𝐶20 = 290,58𝑙/𝑑𝑖𝑎 ∗ ℎ𝑎𝑏
Nota: Nestes valores consideram-se incluídos consumos domésticos e públicos,
industriais e agrícolas pouco importantes e perdas.
3.3.8 População e captações
Ano População (hab) Capitação (l/dia*hab)
2020 147108 290,58
2040 85890 154,26
2060 213672 290,58𝑙
3.3.9 Cálculo de caudais domésticos
Com habitações existentes no distrito de N’gauma, sendo as que mais abundam as de
construções precária. Através da ferramenta do Google Earth foi possível a tirada de
uma, sendo assim, determinada a área da Vila que se pretende servir, e com o
conhecimento do número de habitantes para o ano presente e horizonte, foi determinada
a densidade populacional da Vila, de seguida determinou-se o número de habitantes de
que irão beneficiar dos tipos de ligação a partir do produto entre a densidade
populacional e as respectivas áreas.
[Link] Ano zero
Cálculo de caudal médio
𝐶 ∗ 𝑃 125,88 ∗ 147108 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 18517,96 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
Para caudais domésticos na ausência de dados suficientes para o cálculo de factor de ponta
adopta-se fpd=1,5
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 18517,96
3
𝑄𝑝𝑑 = 27776,93 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
𝟕𝟎 𝟕𝟎
𝒇𝒑𝒊 = 𝟐 + =𝟐+ = 𝟐, 𝟏𝟖
√𝑷𝒐 √𝟏𝟒𝟕𝟏𝟎𝟖
1000
𝑄𝑝𝑑 = 2,18 ∗ 18517,96 = 467,77𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
[Link] Ano -20
Cálculo de caudal médio
𝐶 ∗ 𝑃 154,26 ∗ 85890 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 13249,39 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 13249,39
3
𝑄𝑝𝑑 = 19874,09 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
𝟕𝟎 𝟕𝟎
𝒇𝒑𝒊 = 𝟐 + =𝟐+ = 𝟐, 𝟐𝟒
√𝑷𝒐 √𝟖𝟓𝟖𝟗𝟎
1000
𝑄𝑝𝑖 = 2,24 ∗ 13249,39 = 343,33𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
[Link] Ano -40
Cálculo de caudal médio
𝐶 ∗ 𝑃 213672 ∗ 290,5 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 62084,54 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 62084,54
3
𝑄𝑝𝑑 = 93126,80 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
𝟕𝟎 𝟕𝟎
𝒇𝒑𝒊 = 𝟐 + =𝟐+ = 𝟐, 𝟏𝟓
√𝑷𝒐 √𝟐𝟏𝟑𝟔𝟕𝟑
1000
𝑄𝑝𝑖 = 2,15 ∗ 62084,54 = 1545,96𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudais de fuga
Ano zero
3 3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 18517,96 = 1851,80 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎 = 0,02 𝑚 ⁄𝑠
[Link] Cálculo de caudais de fuga
Ano 20
3 3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 13249,39 = 1324,94 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎 = 0,015 𝑚 ⁄𝑠
Ano 40
3 3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 62084,54 = 62084,54 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎 = 0,07 𝑚 ⁄𝑠
[Link] Cálculo de caudais totais
Ano zero
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 18517.96 + 1851,80 = 20369,75 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 27776,93 + 1851,80 = 29628,72 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 467,77 + 0,02 = 467,79𝑙/𝑠
Ano 20
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 13249,39 + 1324,94 = 14574,33 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 27776,93 + 1851,80 = 29628,72 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 4 + 0,02 = 467,79𝑙/𝑠
Ano 40
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 62084,54 + 62084,54 = 68292,99 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 93126,8 + 62084,54 = 99335,25 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 1545,96 + 0,07 = 1546,03𝑙/𝑠
Caudal de ponta diário do ano 40 é o que corresponde ao caudal de
dimensionamento para caudais domésticos.
3
𝑄𝑝𝑑𝑇 = 99335,25 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 𝑚3
𝑄𝑝𝑑𝑇 = 99335,25𝑥 = 1,15
24𝑥3600 𝑠
3.3.10.Cálculo de caudal do hotel
Contando que o hotel terá uma capacidade para 130 hóspedes um valor arbitrado, não se
prevendo o aumento da população ao longo do tempo. Quanto ao consumo médio diário
de cada hóspede atendendo que o hotel em causa é de luxo e incluirá serviços de bar e
restaurante, considerar-se-á um consumo de 400 𝑙/hóspede.𝑑𝑖𝑎. No que respeita a
variações de consumo (diários e instantâneas), a falta de informação concreta, admite-se
que são semelhantes as da população do aglomerado. Assim sendo, vamos considerar
factores de ponta diária e instantâneo igual a 1,5 e 3, [Link] base nestes
dados já é possível o cálculo dos caudais:
População =130 hóspedes
Capitação=400litros/hóspede
𝐶 ∗ 𝑃 130 ∗ 400 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 52 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 52
3
𝑄𝑝𝑑 = 78 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑄𝑝𝑑 = 78 = 0,009 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
1000
𝑄𝑝𝑖 = 3 ∗ 52 = 1,81𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
3.3.11.Cálculo de caudal de unidade sanitária
No Distrito de N’gauma tem-se verificado um crescimento no sector da saúde, e está
servido por 14 unidades sanitárias, que possibilitam o acesso progressivo da população
aos serviços do Sistema Nacional de Saúde, apesar de a um nível bastante insuficiente
como se conclui dos seguintes índices de cobertura média:
Uma unidade sanitária por cada 21 mil pessoas;
Uma cama por 1.200 habitantes; e de pediatria, oftalmologia, radiografia, maternidade e
cirurgia) e tem a capacidade de 10 camas incluindo 20 agentes de limpeza:
Onde, 200 l/cama.
População =10 hóspedes e limpeza=20
Capitação=200litros/hóspede
𝐶 ∗ 𝑃 30 ∗ 200 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 6 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 6
3
𝑄𝑝𝑑 = 9 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑄𝑝𝑑 = 9 = 1,04 ∗ 10−4 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
1000
𝑄𝑝𝑖 = 3 ∗ 9 = 0,31𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudais de fuga
3 3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 6 = 0,6 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎 = 6,94 ∗ 10−3 𝑚 ⁄𝑠
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 9 + 0,6 = 9,6 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 9,6 = 1,11 ∗ 10−3 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
24 ∗ 3600
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 9 + 0,6 = 9,6 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 1,81 + 0,06 = 1,87𝑙/𝑠
3.3.12 Cálculo de caudal no mercado
Se considerarmos o mesmo princípio de que os consumos não vão sofrer variações diárias
(𝑓𝑝𝑑=1,0), Portanto, os caudais serão estimados de forma seguinte: Nota: considerando
o consumo por 20𝑚2 de 500𝑙 𝑚 *𝑑𝑖𝑎, para o tratamento de
População = limpeza=20𝑚2
Capitação=200litros/hóspede
𝐴 ∗ 𝐶 20 ∗ 500 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 10 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1 ∗ 10
3
𝑄𝑝𝑑 = 10 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3
𝑄𝑝𝑑 = 10
24 ∗ 3600
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
1000
𝑄𝑝𝑖 = 3 ∗ 10 ∗ = 0,35𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudais de fuga
3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 10 = 1 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 10 + 1 = 11 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 10 = 1,16 ∗ 10−4 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 10 + 1 = 11 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 0,35 + 0,06 = 0,417𝑙/𝑠
3.3.12 Cálculo de caudal de bomba de combustível
Nota: considerando o consumo por bomba ou garagem de 100𝑙 𝑚 * 𝑑𝑖𝑎:
População=5 bomba de combustível
Capacidade=100litros
𝑃 ∗ 𝐶 5 ∗ 100 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 0,5 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 0,5
3
𝑄𝑝𝑑 = 0.75 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
1000
𝑄𝑝𝑖 = 3 ∗ 0,75 ∗ = 0,02𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudais de fuga
3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 0,5 = 0,005 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal medio total
3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 0,5 + 0,005 = 0,505 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 0,756 ∗ = 1,16 ∗ 10−6 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑝𝑑 + 𝑄𝑓 = 0,75 + 0,005 = 0,755 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 0,005 + 0,006 = 0,0011𝑙/𝑠
3.3.13 Cálculo de caudal das escolas
Apesar do crescimento do sector da educação existe, ainda, um baixo grau de
escolarização que surge como consequência de uma rede escolar e n.º de docentes
insuficiente e com fraca qualificação pedagógica. Tais factos são agravados por factores
socioeconómicos, resultando em baixas taxas de aproveitamento e altas desistências, em
algumas localidades do Distrito. O distrito possui 92 escolas (das quais, 84 do ensino
primário). Em termos de população estudantil, os valores revelados pelo INE, para 2017,
apontavam para um universo de 31 502 estudantes no ensino primário (1º e 2º grau), e de
6 199 alunos no nível secundário (1º e 2º grau). Um total de 37701. Sendo que o distrito
regista uma taxa de crescimento populacional elevada, assumindo que as escolas
primárias e secundárias contam com capacidade de 3000 alunos, e quanto ao consumo
médio diário de cada aluno atendendo que as escolas secundárias tem alunos externos e
internos com uma capacidade de 350 alunos do internato, e cada aluno interno tem um
consumo de 200 𝑙/aluno.𝑑𝑖𝑎 e aluno externo 50 l/aluno. Dia. Contando que a escola é
uma instituição em que é necessário a execução de limpeza diária, portanto, 100 l/agente
de limpeza Dia.
População =350
Capitação=200litros/hóspede
𝐶 ∗ 𝑃 350 ∗ 200 3
𝑄𝑚𝑒𝑑 = = = 750 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
1000 1000
Cálculo de caudal de ponta diário
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑑 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
𝑄𝑝𝑑 = 1,5 ∗ 75
3
𝑄𝑝𝑑 = 112,55 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑄𝑝𝑑 = 90 = 1,04 ∗ 10−2 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudal de ponta instantânea
1000
𝑄𝑝𝑑 = 𝑓𝑝𝑖 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑
24 ∗ 3600
1000
𝑄𝑝𝑖 = 2 ∗ 75 = 1,73𝑙/𝑠
24 ∗ 3600
Cálculo de caudais de fuga
3
𝑄𝑓 = 0,1 ∗ 𝑄𝑚𝑒𝑑 = 0,1 ∗ 75 = 7,5 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
Caudal medio total
𝟑
𝑸𝒎𝒆𝒅𝑻 = 𝑸𝒎𝒆𝒅 + 𝑸𝒇 = 𝟕𝟓 + 𝟕, 𝟓 = 𝟖𝟐𝟓 𝒎 ⁄𝒅𝒊𝒂
Caudal de ponta diário
3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 𝑄𝑚𝑒𝑑 + 𝑄𝑓 = 112,5 + 7,5 = 120 𝑚 ⁄𝑑𝑖𝑎
𝑚3 3
𝑸𝒑𝒅𝑻 = 9,6 = 1,39 𝑚 ⁄𝑠
24 ∗ 3600
Caudal de ponta instantânea
𝑸𝒑𝒊𝑻 = 𝑄𝑝𝑖 + 𝑄𝑓𝑖 = 1,73 + 0,06 = 1,79𝑙/𝑠
3.3.15 Cálculo de caudal total para o dimensionamento
𝑸𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 = 𝑄𝑝𝑑𝑇𝑑𝑜𝑚𝑒𝑠𝑡 + 𝑄𝑝𝑑𝑇𝑢𝑛𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑠𝑎𝑛𝑖𝑡 + 𝑄𝑝𝑑𝑚𝑒𝑟𝑐𝑑 + 𝑄𝑝𝑑𝑇𝑏𝑜𝑚𝑏𝑎
+ 𝑄𝑑𝑇𝑒𝑠𝑐𝑜𝑙𝑎𝑠
𝑸𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 = 1,15 + 0,11 + 1,25 + 9,55 ∗ 10−6 + 1,39 ∗ 10−3
𝟑
𝑸𝑻𝒐𝒕𝒂𝒍 = 𝟐, 𝟓𝟏 𝒎 ⁄𝒔
Assim sendo: o caudal de dimensionamento é
𝟑
𝑸 = 𝟐, 𝟓𝟏 𝒎 ⁄𝒔
3.4 Adução
A água será capitada através de adução no rio Luambala através do Google mapa pode
se levantar as cotas da zona em que será implementado o projeto.
No local da adoção (rio luambala):
De modo a gerir os recursos hídricos existentes na região e aumentar o nível de água no
local de adução, viu se a necessidade de se implementar uma pequena represa visto que
com base na informação obtida na literatura, concluiu- se que no período de seca os rios
tem apresentado um nível muito baixo.
Sendo assim : Pelo conhecimento adquirido durante a pesquisa pode se dimensionar a
altura do nível da água na represa.
Valores arbitrados:
Para a obtenção da altura total da represa (cota da crista) serão consideradas, além da
altura do nível d´água (10 m), as alturas d´água no extravasor (1,5 m) e folga (1,5 m):
𝐻 10 + 1,5 + 1,5 13𝑚
A largura da crista será obtida pela equação:
𝐻 13
𝐶= + 3 Substituindo -se os valores, tem- se: 𝐶 = + 3 = 5,6 = 6𝑚
5 5
Considerando um solo argiloarenoso, serão adotados, para inclinação dos taludes, z = 3
para montante e z = 2,25 para jusante. A seção transversal da barragem terá, então, as
seguintes dimensões, na cota mais baixa (figura):
B = c + H(Z1 ∗ Z2) = 6 + 13(2,5 + 3) = 77,5m
Figura: Perfil transversal do maciço
Assim passamos a ter no local de toma da água 13m de altura. E como referido
anteriormente com ajuda do Google Mapa, verificou -se que a cota de monte cruz a conta
zero do nível do rio em 70m altitude e a distância é de 14 km e da vila de N’gauma ao
monte Cruz a distância é de 9km e cota da vila a cota zero do nível do rio é de 10m.
Com os dados a cima passamos a ter:
LAB=14km=14000m
LBC=9km=9000m
70m
A 13m B reservatório
10m
Bomba
C Vila
Com base nos dados fornecidos ou obtidos durante o desenvolvimento do trabalho, nesta
etapa determina se a classe da conduta e os diâmetros e traçado de linhas de energia
3.4.1 Determinação da classe do tubo
𝑚13⁄
Material – PVC -𝐾𝑠 = 110 𝑠
70m
∆𝐻 = 60𝑚
10m
𝑃𝑚𝑎𝑥 = 1,5 ∗ 60 = 90𝑚
𝑘𝑔⁄
𝑃𝑚𝑎𝑥 = 90𝑚. 𝑐. 𝑎 = 9,0 𝑐𝑚2
Com base nos cálculos da para ver que consoante o catálogo está classe de tubo não se
verifica, o que nos leva a adoptar a maior classe que é 6.
Cálculo do diâmetro de tudo AB
3
𝑄 = 2,51 𝑚 ⁄𝑠
𝑣𝑚𝑎𝑥 = 1,5 𝑚⁄𝑠
4𝑄 4 ∗ 2,51
𝐷=√ =√ = 1,46𝑚
3,14 ∗ 𝑣 3,14 ∗ 1,5
Pela ordem da grandeza do diâmetro do tubo posterior determinado, verificar -se que
não se encontra no catálogo este diâmetro, o que nos leva a adoptar o maior diâmetro da
classe 6.
Assim:
𝐷𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙 = 800𝑚𝑚 = 0,800𝑚
𝐷𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 753𝑚𝑚 = 0,753𝑚
3.4.4 Cálculo do caudal para diâmetro adoptado no troco AB
Dados
𝑚13⁄
Material – PVC -𝐾𝑠 = 110 𝑠
𝐷𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 753𝑚𝑚 = 0,753𝑚
𝑣𝑚𝑎𝑥 = 1,5 𝑚⁄𝑠
𝑄 =𝑣∗𝐴
1,5 ∗ 3,14 ∗ 𝐷2 1,5 ∗ 3,14 ∗ 0,7532
𝑄= = = 0,668 𝑚3 ⁄𝑠
4 4
3.4.5 Cálculo de energia no ponto A
𝐇𝐀 = 𝐇𝐁 + ∆𝐇𝐀𝐁
HA = 70 + j ∗ LAB
2
Q
HA = 70 + ( ) ∗ LAB
Ks ∗ A ∗ R23
HA = 70 + 24,15
HA = 94,15m
3.4.6 Cálculo da potência da bomba
𝛾 ∗ 𝐻𝑡 ∗ 𝑄 9,81 ∗ 94,5 ∗ 2,51
𝑃= = = 3 324,1185 𝑤𝑎𝑡𝑠 = 3,32412𝑘𝑤𝑎𝑡𝑠
𝑛 0,7
NB: A bomba ira funcionar do ponto A ate B.
3.5 Considerações finais
Durante o desenvolvimento do trabalho pode se adquirir conhecimento e
experiência a cerca de rede de distribuição de água.
No estudo de caso verifico se que :
3
Caudal do projeto: 𝑄𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = 2,51 𝑚 ⁄𝑠 o qual pela a sua grandeza apresentou uma
classe e uma secção se tubo fora do catologo de tubos de material PVC.o que fez com
que adoptássemos o maior diâmetro da classe 6 e com o diâmetro pode se achar o
caudal que passasse pela secção do diâmetro adoptada que foi de 0,668𝑚3 ⁄𝑠 e com a
operação matemática do quociente entre o caudal de projecto e o caudal da secção
adoptada pode se achar o número de tubos da secção adoptada que são necessários para
transportar o caudal do projecto , e com isso concluiu se que são 4 tubos necessário
3
para transportar 2,51 𝑚 ⁄𝑠 𝑑𝑒 𝑎𝑔𝑢𝑎
Secção das condutas:
𝐷𝑛𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙 = 800𝑚𝑚 = 0,800𝑚
𝐷𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 = 753𝑚𝑚 = 0,753𝑚
A potência da bomba ponto de captação (rio) ao reservatório é de 3,324 kw e do
reservatório (monte cruz) a condução da água será por gravidade com um Ht=60m
(energia).