Migração Sísmica 2D com Split-Step
Migração Sísmica 2D com Split-Step
ABSTRACT. Three 2D prestack depth migration techniques using split-step extrapolation operators were developed and tested on seismic data sorted into common
shot gathers. In the first method, which we name simultaneous split-step migration (SS-S), the migration procedure is carried out simultaneously for the sources and
receivers. The recorded receiver data are depropagated in depth and the source wavefield is downward propagated using the split-step operators for both. The final
depth section is achieved by summing all the frequencies of interest after the correlation of the propagated and depropagated wavefields, for each depth level and by the
sum of all migrated shot gathers. To decrease the computational time of the SS-S method, we can calculate the source wavefield’s through a finite difference solution
of the eikonal equation. This second method we call the hybrid split-step migration method (SS-H). In the third migration method, we combine the SS-S with the PSPI
method. In this case the wavefields are depropagated using split-step operators for different velocities and then interpolated as in the PSPI method. We called this
method PSPI-SS. The choice of the split-step operator for migration is mainly due to its easy implementation, high accuracy and robustness even in situations with very
strong lateral velocity variation. The results we present in this work were obtained using the Marmousi data and also the SEG-EAGE salt model, which present very high
geologic complexity. The results obtained with the three differentes methods were compared and all show satisfactory images.
RESUMO. Três métodos de migração 2-D pré-empilhamento em profundidade usando operadores de extrapolação “split-step” foram desenvolvidos e testados em
dados sı́smicos ordenados em famı́lias de tiro comum. No primeiro método, chamado de migração “split-step” simultâneo (SS-S), a migração é realizada simultanea-
mente para as fontes e receptores usando-se operadores de extrapolação do tipo “split-step”. Os dados registrados nos receptores são depropagados em profundidade
e a propagação da fonte é simulada utilizando-se operadores “split-step” em ambos os procedimentos. A imagem final, ou seção migrada em profundidade, é obtida
somando-se todas as freqüências de interesse durante o processo de correlação dos campos propagados e depropagados, para cada nı́vel de profundidade e somando-
se todos os tiros migrados. Visando diminuir o tempo computacional do método de migração SS-S, implementamos um segundo método, cujo cálculo dos tempos
da fonte é realizado através da solução por diferencias finitas da equação iconal. Este segundo método é referido como método hı́brido (SS-H). O terceiro método de
migração desenvolvido e implementado é o resultado da combinação dos métodos SS-S e “Phase-shift Plus Interpolation” (PSPI). Neste caso, os campos de ondas
são depropagados para diferentes velocidades e interpolados, como no método PSPI convencional. Ele é aqui denominado de método PSPI-SS. Quanto à escolha do
operador de extrapolação “split-step” se deve, principalmente, à sua facilidade de implementação computacional e por apresentar imagens migradas de boa precisão
e, também, pela sua robustez, mesmo em situações de forte contraste lateral de velocidade. Os resultados apresentados neste trabalho foram obtidos usando-se dados
sintéticos, gerados a partir dos modelos Marmousi e EAGE/SEG, modelos em profundidade que apresentam uma alta complexidade geol ógica. Os resultados foram
comparados entre si e os três métodos apresentaram imagens migradas bastante satisfatórias.
1 Centro de Pesquisa em Geofı́sica e Geologia (CPGG), Universidade Federal da Bahia, 123, Campus Universitário da Federação - CEP: 40170-290 – Salvador, Ba –
ram aplicados com sucesso em dados provenientes de meios com F(z 0 , z 0 ) = W (z 0 , z n )R(z n )W (z n , z 0 ) (3)
n=1
forte variação lateral de velocidade.
Na equação (2) tem-se o vetor tiro s j (z 0 ) e o vetor medido
MÉTODOS TIPO “SPLIT-STEP” g j (z 0 ) (dados registrados nos receptores), referindo-se a um ex-
A migração “split-step” (Stoffa et al., 1990) é baseada na te- perimento sı́smico na superfı́cie z = z 0 , com a fonte na posição
oria da perturbação, de acordo com a qual pode-se dividir o x = x j . A equação (3) mostra os operadores de propagação
campo de velocidade lateralmente variante num termo constante, W (z n , z 0 ) e W (z 0 , z n ), aqui do tipo “split-step”, que quan-
média da velocidade, mais um pequeno termo de perturbação: tificam todos os efeitos da propagação (descendente e ascen-
v(x, z) = v(z) + δv(x, z). O operador de extrapolação “split- dente, respectivamente) entre os nı́veis de profundidade z 0 e z n ,
step”, usado para a migração pré-empilhamento de famı́lias de e R(z n ) é a matriz refletividade para cada nı́vel de profundidade
tiro comum, pode ser expresso como (Aldunate, 2002; Ji, 1995): zn .
Na migração pré-empilhamento, a extrapolação dos campos
W = ei p1 z F −1 ei p2 z , (1) de ondas da fonte [s(z n )] e dos receptores [g(z n )] é recursiva
Figura 1 – Modelagem direta mostrando a aplicação dos operadores de extrapolação entre os nı́veis z 0 e z n .
Figure 1 – Forward modelling showing the application of the extrapolation operators between levels z 0 and z n .
para cada nı́vel de profundidade z n : onde representa um valor pequeno introduzido para estabilizar
a divisão. Pelo fato de estarmos usando na simulação do tiro uma
s(z n ) = W (z n , z m )s(z m ), (4) fonte tipo delta de Dirac, o denominador da equação (8) se reduz à
unidade e, assim, a refletividade é recuperada simplesmente pela
e
correlação dos campos, ou seja:
g(z n ) = W ∗ (z n , z m )s(z m ), (5)
onde ∗ denota o adjunto e implica que o campo de ondas ascen- r (x, z n ) = g(x, z n , ω)s (x, z n , ω), (9)
ω
dentes (registrado nos receptores) é extrapolado reversamente no
tempo (propagação reversa no tempo), e o campo de ondas des- e a imagem final migrada é obtida somando-se todas as
cendentes (gerado pela fonte) é extrapolado diretamente, ou seja, freqüências e assim obtém-se a função refletividade. O esquema
é feita a sua propagação para baixo a partir da fonte. mostrado na Figura 2, representa o processo de migração descrito
A partir da equação (2) e utilizando as equações (4) e (5), acima.
obtemos:
Método “Split-Step” Hı́brido (SS-H)
g(z n ) = W ∗ (z n , z 0 )W (z 0 , z n )R(z n )W (z n , z 0 )s(z 0 ), (6)
Já o método SS-H caracteriza-se por correlacionar dois cam-
e além disso, assumimos que o operador de extrapolação “split- pos de ondas, onde os tempos de cada campo são calculados
step” W é pseudo-unitário (Aldunate, 2002; Ji, 2001) então a de forma distinta e separadamente (Aldunate, 2002; Jiao, 2001).
equação (6) se reduz a Os tempos de percurso correspondentes ao campo de onda dos
receptores, Pr (x, z, ω), são computados de maneira implı́cita,
g(z n ) = R(z n )s(z n ). (7) usando-se o método “split-step”, enquanto os tempos de trânsito
ts (x, z), tempos desde a fonte a cada ponto (x, z) na malha,
Usando esta última relação (7), começamos o processo de
correspondentes ao campo de onda da fonte [eiωts (x,z) ], são cal-
migração para recuperar a matriz refletividade R(z n ) a partir de
culados a partir da equação iconal, tal como se faz na migração
g(z n ) e s(z n ) para cada nı́vel de profundidade z n .
Kirchhoff (Schneider, 1978; Akbar, Sen & Stoffa, 1996), que con-
A condição de imagem na migração pré-empilhamento, para
sidera os tempos das primeiras chegadas, por serem as mais sim-
seções de tiro comum, é obtida deconvolvendo-se o campo de
ples e mais rápidas e, portanto, assumindo que a primeira che-
onda descendente com o campo de onda ascendente no domı́nio
gada é o evento que contém a principal contribuição do campo
espaço-freqüência (x, ω) e assim temos:
incidente.
g(x, z n , ω)s (x, z n , ω) Usando o princı́pio de imagem da migração pré-
r (x, z n ) = , (8)
ω
s(x, z n , ω)s (x, z n , ω) + 2 empilhamento, correlacionamos ambos os campos (Figura 3):
Figura 2 – Esquema mostrando a extrapolação dos campos de ondas na migração de tiro comum. Em cada profundidade
e para cada freqüência os campos são correlacionados e onde eles são coincidentes uma imagem é formada.
Figure 2 – Scheme showing the wavefields extrapolation in the common shot migration method. At each depth and for each
frequency these two wavefields are cross-correlated and wherever the wave fields coincide an image is constructed.
Figura 3 – Extrapolação reversa do campo de onda dos receptores e os tempos de trânsito da fonte pré-computados para
cada ponto do modelo. Os tempos são usados pelo método SS-H na aplicação da condição de imagem.
Figure 3 – Reverse extrapolation of the receiver wavefield and source traveltime table precomputed for each depth point in
the model. The traveltimes are used by the SS-H method for the image condition application.
o campo de ondas da fonte (tempos de trânsito calculados com a Método “Phase Shift Plus Interpolation – Split-Step”
equação iconal) e o campo de ondas dos receptores, extrapolados (PSPI-SS)
com o operador “split-step”. Desta forma, a imagem é construı́da
através da correlação destes campos, Experimentamos também a combinação dos métodos SS-S
e PSPI (PSPI-SS), com a finalidade de melhorar mais a
I (x, z) = [eiωts (x,z) ] · Pr (x, z, ω), (10) reconstituição dos refletores em profundidade. Diferentemente
tir os ω do método SS-S, que usa apenas a velocidade média em cada
passo de profundidade, usamos várias velocidades de referência.
ou seja, somando-se sobre todos os tiros e todas as freqüências. E, como no método SS-S, aplicamos a correção “split-step” para
No processo de construção da imagem, as amplitudes dos traços cada velocidade selecionada. Assim, o campo de onda em cada
sı́smicos são distribuı́das a todos os pontos possı́veis da seção de profundidade foi obtido interpolando-se os campos de referência,
saı́da, em conformidade com os tempos de percurso fornecidos baseando-se na relação entre a velocidade verdadeira local e as
pelas tabelas de tempo e, assim, os refletores são reconstruı́dos velocidades de referência. O sucesso deste método depende di-
em profundidade, ou seja, nos pontos onde o tempo de chegada retamente do número de velocidades de referência e, portanto,
da onda direta for coincidente como o tempo da onda ascendente. resultará em um procedimento de extrapolação mais preciso,
porém, a um custo computacional bem maior dos que os métodos em Angola. O estilo estrutural é dominado por falhas de cres-
discutidos anteriomente. cimento, as quais se levantam desde um truncamento de sal até
Este método pode ser formulado da seguinte maneira: o chegar à complicada estrutura de velocidade na parte superior do
campo de onda em cada profundidade é copiado e extrapolado modelo, Figura 4. O modelo de pseudo-refletividade, que é calcu-
para as N velocidades de referência. Então, os N campos de lada derivando-se o campo de velocidades nas direções vertical e
ondas são extrapolados; primeiro, aplica-se o operador de des- horizontal (Han, 2000), é mostrado na Figura 5, onde os refletores
locamento de fase (ei p2 z ) usando-se as várias velocidades de fortes correspondem ao maior contraste de velocidade presente na
referência; segundo, logo após a transformada de Fourier espa- seção. O resultado da migração será comparado com esta seção
cial, efetua-se o segundo deslocamento de fase, que visa corrigir de pseudo-refletividade. Um total de 240 famı́lias de tiros foram
a variação lateral de velocidade, através do operador de desloca- geradas e a seção de afastamento mais próximo é mostrada na Fi-
mente de fase ei p1 z . Em seguida, o operador de interpolação gura 6, com um espaçamento entre tiros de 25 m. Os tiros foram
ζ combina os N campos resultantes de referência Prne f (x, z) dados a partir de 3 km indo até 8 km. Dentro de cada famı́lia de
através de uma soma ponderada no espaço, de acordo com a ve- tiro tem-se 96 traços com um intervalo de grupo de 25 m, o afas-
locidade verdadeira v. Assim, o campo de onda resultante é dado tamento mais próximo é de 200 m e o afastamento mais distante
por: de 2750 m. Cada traço com 750 amostras a 4 ms de intervalo, re-
N sultando em 3 s de registro. Os parâmetros usados na migração
P(x, z) = α n Prne f (x, z), (11) são apresentados na Tabela 1.
n=1
onde,
vrn+1
ef − v v − vrne f
αn = e α n+1 = , (12)
vrn+1
e f − vr e f
n vrn+1
e f − vr e f
n
para
vrne f ≤ v ≤ vrn+1
ef .
W pspi−ss = ζ N · ei p1 z · F −1 · ei p2 z · C N · F, (13)
n n
onde C N representa as n-cópias do campo de ondas, F e F −1 Figura 4 – Campo de velocidades do modelo Marmousi.
representam, respectivamente, as transformadas direta e inversa Figure 4 – Marmouse velocity model.
de Fourier e o sobrescrito n indica que a transformada de Fourier
e o operador “split-step” são aplicados N vezes. Os principais alvos da migração são as regiões indicadas com
Como na técnica SS-S (Figura 2), a imagem sı́smica é obtida as setas A, B, C e D na Figura 4, apontando reservatórios de hi-
correlacionando-se ambos os campos de ondas, equação (9), ex- drocarbonetos. Sob as falhas os campos de onda são distorci-
trapolados com o operador descrito pela equação (13). dos, criando efeitos complexos na sua propagação. Na parte cen-
tral do modelo, três falhas são indicadas com as setas F1, F2 e
F3 com ângulos de mergulho de 37, 50 e 70 graus, respectiva-
RESULTADOS NUMÉRICOS
mente. A Figura 7 é o resultado da migração SS-S, nela observa-
Aplicamos as três técnicas de migração descritas acima aos da- se uma boa continuidade lateral, coerência nos refletores e o alvo
dos sı́smicos pré-empilhados ordenados em famı́lias de ponto de A é facilmente identificável. As falha F1,F2 e F3 apresentam uma
tiro comum gerados a partir dos modelos Marmousi e domo de boa definição. A migração obtida com esse método apresenta
sal SEG-EAGE. uma imagem de alta qualidade, o que demonstra a eficiência do
O dado sintético Marmousi, que se converteu num teste bas- método SS-S, na presença da alta complexidade estrutural como
tante popular de algoritmos de migração, é um dado acústico 2D a do modelo Marmousi. Em uma máquina Pentium IV-800 Hz,
de estrutura complexa baseado na geologia da bacia de Cuanza 2 GB de memória, o tempo de execução neste modelo foi de apro-
CONCLUSÕES
Figura 13 – Resultado da migração com o método SS-S para os dados do Três métodos de migração sı́smica 2D pré-empilhamento em pro-
modelo SEG-EAGE.
fundidade usando operadores de extrapolação “split-step” foram
Figure 13 – Migration resultd for the SEG-EAGE dataset obtained with the SS-S
testados nos dados sintéticos Marmousi e SEG-EAGE, os quais
method.
representam situações realı́sticas de alta complexidade geológica.
Os resultados numéricos apresentados pelos métodos PSPI-SS e
SS-S forneceram imagens migradas de alta qualidade, atestando a
capacidade desses métodos baseados em extrapoladores do tipo
“split-step”, para o imageamento de estruturas complexas com
forte contraste lateral de velocidade associados a fortes mergu-
lhos.
O bom desempenho dos métodos de migração, quanto à qua-
lidade das seções migradas, deve-se ao fato de os métodos terem
sido implementados em seções de tiro comum e, por conseguinte,
da utilização de diferentes partes do campo de velocidades (região
compreendida pelo tiro e os receptores), durante o processo de
imageamento. Entre as grandes vantagens dos métodos SS-S
e PSPI-SS podemos destacar a implementação bastante simples
Figura 14 – Resultado da migração com o método SS-H obtido com os dados
do modelo SEG-EAGE. através de operadores de extrapolação “split-step”, teoricamente
Figure 14 – Migration result for the SEG-EAGE dataset obtained with the SS-H válidos até 5 graus em regiões de variação lateral de velocidade,
method. mas como verificamos, através dos exemplos numéricos apresen-
tados aqui, mesmo em modelos de forte variação lateral, apresen- and solutions, Geophysics, 66.
taram resultados satisfatórios.
HAN B. 2000. A Comparison of Four Closely Related Depth Migration
Quanto ao método SS-H, creditamos a baixa qualidade dos Methods, MasterÝs thesis geophysics, Center for Wave Phenomena of
resultados ao fato de utilizar no imageamento os tempos de per- Colorado School of Mines, Golden, Colorado.
curso apenas das primeiras chegadas. Por outro lado, os métodos
JI J. 1995. Sequencial seismic inversion using plane wave synthesis,
SS-S e PSPI-SS utilizam durante o processo de imageamento um
Ph.D thesis in geophysics, Seismic Exploration Project (SEP-90) – Stan-
campo de ondas com todas as possı́veis chegadas em cada ponto
ford University.
de imagem do modelo em profundidade. Assim, possibilitando
resultados de boa qualidade, porém, a um custo bastante alto, JI J. 2001. Angle-dependent reflectivity recovery by pla-
quando comparado com o tempo de processamento exigido pelo newave synthesis imaging, In: Stanford Exploration Project,
método SS-H. [Link]/docs/sep84, vol. Report 84.
FREIRE RML. 1988. Migração Por Mudança de Fase em Duas Etapas, STOFFA PL, FOKKEMA JT, FREIRE RML & KESSINGER WP. 1990. Split-
Tese de doutorado, PPPG/UFBA, Salvador, Bahia. Step Fourier migration, Geophysics, 55: 410–421.
GRAY SH, J. E. J. D. E WHITMORE D. 2001. Seismic migration problems YILMAZ O. 2000. Seismic Data Processing, SEG, Tulsa, Oklahoma.
Gary C. Aldunate é graduado em Fı́sica (UATF-BO/1997), Mestre em Geofı́sica de Exploração de Petróleo (UFBA/2002) e atualmente é aluno do curso de Doutorado
em Geofı́sica da Universidade Federal da Bahia. As suas principais áreas de interesse são modelagem e processamento de dados sı́smicos com ênfase em migração de
dados sı́smicos.
Reynam C. Pestana é graduado em Fı́sica (UFBA/1983) e Doutor em Geofı́sica pela UFBA, 1988. Pós-doutorado em Geofı́sica no Instituto de Geofı́sica da Univer-
sidade de karslruhe (Alemanha), 1989-1991, e de 1998-1999 no Instituto de Geofı́sica da Universidade do Texas em Austin. De 1988 até o presente é pesquisador do
CPGG/UFBA, atuando no Grupo de Geofı́sica de Exploração de Petróleo. Desde 1992 é Professor Adjunto do Departamento de Geofı́sica Nuclear do Instituto de Fı́sica
e da Pós-graduação em Geofı́sica da UFBA. Tem atuado no desenvolvimento de métodos e algoritmos de processamento e imageamento sı́smicos. Mais recentemente
suas pesquisas envolvem técnicas de migração de dados sı́smicos decompostos em ondas planas. É membro da SBGf e da SEG.
Paul L. Stoffa, graduado em fı́sica pelo Rensselaer Polytechnic Institute (1970) e Ph.D., pela Columbia University (1974). Diretor do Instituto em Geofı́sica da
Universidade do Texas em Austin (UTIG), desde 1994. Suas áreas de interesse são aquisição sı́smica multicanal, processamento de sinais, propagação de ondas
acústicas e elásticas, modelagem e inversão de dados geofı́sicos. Também se interessa em computação paralela para desenvolver novos métodos de aquisição e
processamento de dados sı́smicos, que possam ser usados em problemas presentes em áreas geologicamente complexas.