Mate

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julialelis3510

SUMÁRIO

Information

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27 - Final do primeiro livro

28 - livro 2

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Especial 01 Aoey

Especial 02

Especial 03

Especial 04
SINOPSE

Me chamo Genlong, uma mulher que nasceu com beleza, riqueza e


inteligência.
Tudo em mim tem que ser perfeito, especialmente minha ‹pessoa especial›.
Nada nunca me abalou, até conhecer minha amiga de infância, uma menina
inocente e infantil como Aoey, que me deu piolhos quando éramos jovens.

Por que me rendo a uma garota assim?

Talvez sejam aqueles olhos doces que me distraíram. Fiquei chateada por
me
sentir sensível com minha amiga próxima, e ela é uma garota!
MATE - Querida amiga
Capítulo 1 - 01

***AVISO***

HISTÓRIA COM CONTEÚDO SENSÍVEL

Sentei-me em um dos poucos carros esportivos luxuosos que existiam no


país. Mas em vez de me sentir bem, me senti incomodada com o dono que
agora se gabava de quão rico era e de quando começou a trabalhar. Se
pudesse, ele me mostraria sua caderneta bancária.

- Não, você é muito bom em ganhar dinheiro. Você ainda é jovem, mas tem
muito dinheiro.

Eu respondi sem demonstrar qualquer emoção, mesmo quando me senti tão


chateada. O que eu estava pensando? Eu deveria ter seguido meu instinto.
Eu deveria ter pensado melhor antes de dar uma chance aquele cara. Ele
não tinha nada além de seu carro luxuoso. Se eu tivesse que adivinhar, ele
devia ter um negócio duvidoso que lhe rendeu muito dinheiro, como
algumas celebridades fizeram ultimamente.
- Eu tenho o suficiente para você me dar uma chance, Genlong?

O motorista foi rápido. Eu apenas fingi admirá-lo e agora ele estava tocando
minha perna. Olhei para sua mão áspera com desgosto e a removi.

-Você é rápido.

-Estou perseguindo você há um tempo. Por que você não diz sim?

- Já se passaram duas semanas. Esta é a primeira vez que venho jantar. Isso
é muito tempo?

- Se você não gosta de mim, por que está entrando no meu carro?

Ele começou a ficar com raiva, mas eu estava calma. Sorri pelo canto da
boca sentindo pena dele.

-Eu queria saber o que aconteceria a seguir.

-Você sabe agora?

-Você não passou. Vamos para casa


Respondi friamente com uma atitude de indiferença. Parecia que eu havia
machucado seu ego. Ele provavelmente nunca tinha sido rejeitado assim
antes. Ele parecia chateado quando virou o volante para o lado da estrada.
Explodindo e acertando o volante com a mão.

- Eu não sou um brinquedo. Você está brincando comigo?

-Machucou?

Olhei para quem estava tentando ser tão dramático. O que você esperava de
mim? Você queria me ver chorar? Por que ele estava tão bravo? Eu não
entendia esse tipo de pessoa.

- Você brincou comigo! Claro que dói.

-Por que você foi tão estúpido? Perguntei sobre o volante, não sobre outras
coisas.

-...

-Quando eu brinquei com você? Alguma vez te dei falsas esperanças? Você
me convidou para jantar. Aqui estou. Agora estou lhe dizendo que não
funcionou. Isso é tudo.
-Ninguém nunca tinha feito isso comigo.

-Porque essas meninas podem ser compradas.

Eu sorri amargamente. Eu tinha descoberto por que ele estava olhando para
mim com raiva.

-Você não entrou no meu carro também porque eu tenho dinheiro?

- não - suspirei cansada. - Eu não poderia namorar um mendigo. Sim, você


tem dinheiro, mas no geral, não estou ao seu alcance.

-Sabe quem eu sou?!

De repente, o cara teve amnésia. Esses homens novos ricos que tinham
acabado de começar a ganhar dinheiro com seus negócios duvidosos por 3 a
5 anos, estavam sempre de mau humor. Eles nunca tiveram que esperar.
Quando estavam chateados, gostavam de se gabar de quem eram e de como
eram incriveis.

Mas não era o día de sorte dele, ele teria que lidar comigo naquele
momento.
-Sim, eu sabia que você tem ótimos contatos, mas quer saber...- Olhei para
o dono do carro e sorri.

-Você sabe quem é meu pai?

-...

-Se você não sabe, alguém vai aparecer na sua casa hoje. Assim você me
conhecerá melhor. Mesmo a filha de um ministro não poderia me
incomodar tanto.

Nós dois nos encaramos por um longo tempo, como se estivéssemos


brigando. Eu o peguei nervoso enquanto desviava os olhos. Ele não gostaria
de fazer isso.

-Desculpe

-Fique arrependido e me deixe em um shopping. E fique longe de mim de


agora em diante. Não vou deixar isso acontecer de novo.

Finalmente ele me deixou no shopping e foi embora. Ele nem sequer fez
contato visual. Perdi meu tempo com algo estúpido, mas pelo menos me
livrei de algo inútil na minha vida. Não foi totalmente uma perda de tempo.
Então ele não era o único para mim.

Decidi sair com Na porque queria experimentar algo que minha amiga
cartomante havia me contado.

Eu estava esperando há duas semanas e ontem à noite finalmente chegui a


minha hora. Minha amiga que era próxima, era gordinho e também uma
famosa vidente.

«Leitor Pan Fortune>>>

Liguei para minha amiga. Ela conseguia ler cartões ciganos, números de
telefone, matrículas de automóveis e matrículas de casas. Ela era boa em ler
horóscopos de outras pessoas, exceto o seu.

As meninas sempre a abandonavam.

Não, não vou falar da vida privada da minha amiga. Eu queria falar sobre
minha fortuna que ela leu. Perdi 500 baht nisso e a resposta foi....

(Você está prestes a conhecer sua alma gêmea. "Ela será uma menina".)
Reclamei muito com ela depois de ouvir isso. Eu não acreditei em nada do
que ela disse, mesmo sendo minha amiga.

Isso foi um absurdo.

Primeiro, eu, Genlong, nunca poderia namorar uma mulher. Que palpite
estúpido.

Eu nasci perfeita. Se eu morresse me desperdiçando com seios e não com


um pênis, como o submundo reagiria a isso! Deus não me cometeu esse
erro.

Eu não daria nenhuma crítica ou comentário. Ela deveria enganar


celebridades, ministros ou alguém que acreditasse nela. Eu tinha
desperdiçado meus 500 Bath e foi isso.

Tirei a ideia da cabeça. Eu tinha muitas coisas divertidas para fazer. Tive
um encontro com minha velha amiga do ensino fundamental. Uma que eu
não via há dez anos. Eu me surpreendi por estar animada com o encontro.

Sacrifiquei minha série coreana e saí para vê-la l.

Eu ainda podia me sentir culpada pela expressão em seus olhos naquele dia,
quando contei na cara dela.
"Me deixe em paz. "Você me deu piolhos."

Suas lágrimas e tristeza ainda estavam em minha mente. Foi uma coisa tão
pequena, mas me senti tão culpada. Eu não me sentia culpado agora, mas
nunca poderia esquecer tanto a ponto de me sentir compelida a conhecê-la.

Cheguei 2 horas antes do horário marcado. Entrei no shopping sem nada


para fazer. Mas estava tudo bem. Era melhor do que namorar um perdedor.

Passei o tempo comprando algumas roupas que não tinha certeza se usaria.

As pessoas estavam sempre olhando para mim e me fazendo sentir


desconfortável. Peguei alguns óculos de sol na minha bolsa e os coloquei
dentro do shopping. Eu odiava os olhares que as pessoas me davam. Mesmo
que fosse um olhar de admiração, ainda não gostei. Eu amava minha
privacidade. Eu não gostava que ninguém olhasse para mim ou estivesse
perto de mim.

Se eu adorasse ser o centro das atenções, já estaria no ramo do


entretenimento. Os óculos escuros me ajudaram a recuar um pouco, pelo
menos as pessoas não sabiam o que eu estava pensando.
Enquanto estava na escada rolante, encontrei um par de olhos me encarando
rudemente. Fiz uma pausa e fiz contato visual sob meus óculos escuros,
deixando-a saber que ela estava olhando para mim.

Estranho, ela não vacilou.

Devo briga com ela?

Uma garota de rosto meigo, óculos quadrados com rabo de cavalo e uma
camisa velha mas não suja, olhou para mim com curiosidade e me deixou
desconfortável.

-Esta tudo bem?

-Linda

Fiquei atordoada. Ela olhou para mim com admiração. Eu pretendia ser mau
com ela, mas agora me sentia tímida. Eu não poderia ser mau com as
pessoas que me admiravam.

- Obrigada - sorri e não reclamei. -Desculpa, então.

-Você está tão linda quanto antes.


-Huh?

Parei quando estava prestes a me virar e sair. A garota de rosto doce sorriu
para mim como se me conhecesse há muito tempo.

-Sou eu, Gen....Aeoy.

-...

-A amiga que cortou seu cabelo porque eu passei piolho.

Eu não sabia por que estava tão animada em ver minha velha amiga.
Ficamos quietas por tanto tempo que houve uma sensação desconfortável.
Mas se não estivéssemos próximos, não seria assim.

Fiquei feliz em vê-la.

- Aoey - Minha amiga do ensino fundamental que parecia igualmente fofa,


exceto pelos óculos e pelo cabelo que agora estava mais comprido.

A estrutura do seu rosto mudou porque ela era mais velha. Seu rosto,
olhos,nariz e boca pareciam melhores do que quando ela era jovem, mas
nada de proeminente nela. Por que foi assim? Havia algo que eu não
conseguia identificar.

-Não nos vemos há mais de dez anos. Achei que você não iria querer me
ver - disse Aoey enquanto nos sentávamos em uma pizzaria. Não sabíamos
para onde ir. A pizza parecia fácil.

-Sim, já faz um tempo. Como vai?

Percebi que ela parou um pouco, mas sorriu para mim mesmo assim. -
Estou bem. - Ela assentiu.

Olhei para a bolsa dela que parecia estar cheia de roupas.

-Você acabou de vir do Norte?

-Sim, planejei vir para Bangkok e ficar com um parente.

- Entendo. - Eu não sabia se deveria fazer mais perguntas a ela. Eu não era
boa em conversa fiada.

-Onde você estuda agora?


-Fiz um segundo vestibular, mas não consegui entrar em uma universidade
pública. Então agora vou estudar em uma universidade particular. Isso é
bom porque agora tenho mais tempo, trabalho, ganho um dinheirinho.

Eu me senti culpada quando ela disse que precisava trabalhar por dinheiro.
Nunca tive que fazer nada assim desde que nasci. Meus pais me deram todo
o dinheiro que eu precisava. Eu me senti mal por todos que tiveram que
trabalhar mais neste mundo.

-E você, Gen? Onde você estuda agora?

-Passei no exame, agora estou na universidade. Minha vida é bem normal

-Tem namorado?

-Não.

- Vamos - disse ela, incrédula. - Há alguma garota bonita que ainda está
solteira?

-EU! Não tenho namorado.

-Porque não?
-Nunca conheci ninguém que me entendesse. - Eu disse a ela francamente e
olhei nos olhos dela. Ela olhou para mim pensando. -Não sei como explicar.
Nunca conheci ninguém que me entendesse, que pudesse me fazer sentir
sensível.

-Nossa, você não se parece com alguém assim.

Sua risada doce sob aqueles óculos quadrados me fez rir também. Ela dava
toda a sua atenção a quem estava falando com ela. Ela poderia fazer outra
pessoa se sentir bem.

Enquanto conversávamos, Aoey tirou os óculos e enxugou o rosto com um


lenço de papel. Olhei para ela com admiração. Meu coração disparou
quando ela olhou para mim com seus olhos castanhos claros.

Meu coração estava batendo tão rápido.

Houve algo naquele segundo que me fez apertar o peito com força. Não era
dor, mas eu não sabia o que era. Os lindos olhos ficaram surpresos ao me
ver assim.

-Você está bem, Gene?


- Eu não sei - virei meu rosto para o outro lado. O que estava acontecendo
comigo! Foi louco! -Estou com uma dor no coração.

-Isso é perigoso. Eu li em algum lugar na Internet. Você deveria visitar um


médico.

-Aoey, coloque seus óculos.

-Que?

-Coloque-os

Aoey ficou intrigada antes de colocar os óculos novamente. Isso me fez


acalmar um pouco.

Nos encontramos como velhas amigas. Conversamos sobre nossas


lembranças divertidas e quando paramos de nos ver porque peguei piolhos.

Nós rimos juntas.

- Fiquei tão triste então. Eu chorei até adormecer porque você me odiava
-Sinto muito. Eu não era uma boa garota. Eu ainda me lembro disso.

-Eu te perdoei quando soube que nos veríamos hoje. Agora podemos voltar
à estrada.

-Sim.

Depois de um tempo chegou a hora de me despedir... Eu não tinha trazido


meu carro, então tive que chamar um táxi. Mas eu não queria me separar
dela, então a convidei para compartilhar isso. Ofereci-me para deixá-la na
casa de seus parentes.

Mas....

Eu vi alguma hesitação em seu olhar. Seu rosto estava cheio de


preocupação, embora fosse uma leve preocupação em seu rosto, eu ainda
conseguia perceber.

-Esta tudo bem?

-Sim. Está tudo bem. Vamos.


Eu sabia que algo estava errado, mas não queria colocar muita pressão
sobre ela. Quando perguntei o endereço, ela parecia muito confusa. Ela não
conseguiu explicar o endereço e finalmente disse.

-Soi Rangnam.

O táxi nos levou até lá, que não ficava muito longe do shopping em que
estávamos. Assim que chegamos, me ofereci para acompanhá-la até sua
casa, mas ela recusou imediatamente.

-Não está bem. Eu posso ir daqui. Por favor, vá. Você precisará encontrar
outro táxi se deixar este ir. Te ligo mais tarde.

-De acordo.

Eu respondi e deixei que ela fizesse o que quisesse. Não acreditei nela
porque era óbvio que ela estava escondendo algo de mim. Mas não era da
minha conta. Não, não era... da minha conta.

Talvez tenha sido minha culpa por ter sido travessa quando ela pegou os
piolhos que me fez pagar o táxi e sair andando de volta para onde eu a havia
deixado. Ela ainda estava lá no mesmo lugar, parecendo preocupada. Seus
lábios se fecharam com força. Ela ficou tensa com alguma coisa. Agora eu
sabia disso.
Eu era assistente social?

- Aoey - eu a chamei. Ela ficou com medo e se virou para olhar para mim.

-Não me sinto bem deixando você aqui sozinha. Você não tem para onde ir,
não é? - disse.

Eu percebi isso desde o momento em que entramos no carro, mas não me


importei até aquele momento.

-N... Não.

-Você ainda tem piolhos?

A garota com lindos olhos balançou a cabeça.

-Não

-Então, você passou

na minha avaliação. Você pode dormir na minha casa.


-Mas...

-Isso é tudo.

Interrompi a conversa e avancei, como se quisesse força-la a me seguir.

Maldita seja! Desde quando eu era uma pessoa tão boa.

Bem, foi a vingança dela por culpa-la por me dar piolhos.


MATE - Querida amiga
Capítulo 2 - 02

Nós duas chegamos ao meu estúdio. O ateliê que minha mãe comprou e me
deu. Eu vinha apenas ocasionalmente quando tinha aula matinal ou prova
matinal porque era perto da universidade. Aoey largou sua grande mochila e
olhou em volta com entusiasmo.

-Que quarto lindo

-Então você passa uma noite aqui.

A garota de olhos suaves olhou para mim surpresa.

-E você, Gen?

-Eu irei para casa.

- Não - Aoey balançou a cabeça. Ela realmente não queria isso e não sabia
por quê. Suspirei.
-Se você não quer dormir aqui, onde você vai dormir esta noite então? Você
me ligou porque queria minha ajuda desde o início, certo?

Eu disse isso abertamente e isso a deixou desconcertada. A vergonha em


seu rosto me fez sentir culpada. -Eu não procurei sua ajuda. Mas você é a
única amiga que tenho em Bangkok, então eu...

-Para isso servem os amigos. Não se preocupe com isso.

Não... não fui eu, O que eu acabara de dizer era uma citação que via
frequentemente no Twitter ou no Facebook. Eu nunca tinha gostado desse
tipo de postagem brega, muito menos de usá-la com essa garota de olhos
lindos. Por que eu fiz isso?...

- Eu não poderia ficar aqui de qualquer maneira. Pelo menos não de graça.

-Podemos conversar sobre isso então?

-Sim.

Fui até um pequeno sofá embutido perto da porta e cruzei as pernas. Olhei
para ela enquanto ela estava ali pensando no que dizer. Eu queria saber
sobre a história de Aoey. Por que ela foi para Bangkok sem um plano?
-Por que você está em Bangkok, Aoey?

-Estou aqui para estudar e conseguir um emprego.

Ela disse sem fazer contato visual. Era óbvio que esse não era o único
motivo. Tinha que haver algo mais.

-E seus pais?... Professora Salee, como deixaram você vir aquí?

-Sou uma menina crescida. Eu posso cuidar de mim mesma. - Ela discutiu
como uma criança. A professora Salee foi nossa professora no ensino
fundamental. Ela era uma professora muito rigorosa. Ela era filha de um
grande policial da região. Ela não se importava nem um pouco com isso, eu
me lembrava bem.

-Você está fugindo de casa?

-Não

A resposta rápida sem pensar também me fez entender o panorama geral. A


linda garota de olhos lindos parecia uma mulher adulta, mas respondeu à
pergunta como uma criança. Eu vi alguma resistência nela. Eu me perguntei
por que ela havia fugido.
-Bem, você não precisa me contar se não estiver pronta..

-Eu não procurei sua ajuda. Recebi seu número da Sim. Ela me disse que
conheceu você em Phuket e trocou o número dela com você. Eu pedi por
precaução, queria ver você. Eu não fiz isso pensando....

-Você não precisa explicar.

-Não quero que você me entenda mal - Não só gostei de uma garota como
também amei sua honra. Sorri um pouco e fingi que isso não era problema.

Realmente não foi um problema real. Eu só queria ajudá-la.

- Fique aqui esta noite então. E fique aqui até saber para onde ir..

- Eu não vou ficar - ela confirmou. - É muito confortável. Não gosto.

-??

Eu fiz uma careta quando ouvi seu motivo. - O que você quer dizer com
confortável demais?
-É bom demais. Você não me ve há dez anos e agora está me oferecendo
ajuda. Eu te dei piolho uma vez, lembra?

Por que ela era tão fofa? Finalmente, ri alto e implorei para que ela ficasse.

-Por favor, eu imploro que você fique. Fique aqui esta noite. Se você for
embora, acho que não conseguirei dormir esta noite.

-Você realmente se importa comigo?

A pergunta dela me fez pensar duas vezes sobre se eu realmente me


importava com ela. Uma amiga que eu não via há dez anos, eu realmente
me importava com ela?

- hummm.

A garota de olhos suaves parecia atordoada e desviou o olhar.

-Não sei por que, mas isso me dá pena.

- Não seja fofo. - Toquei seu cabelo suavemente em admiração. - Passe uma
noite aqui esta noite então.
A garota puxou suavemente minha camisa. Olhei para ela surpresa.

-Sim?

-Durma comigo esta noite.

-...

-Eu não tenho piolhos.

Comecei a rir de sua declaração engraçada.

-Tens medo de fantasmas? É por isso que você quer que eu durma aqui?

-Não tenho medo de fantasmas! -Ela me olhou com confirmação. Mesmo


quando olhei nos olhos dela através dos óculos, ainda me estremeci.

-OK eu acredito em ti. Eu vou dormir com você esta noite. Mas primeiro eu
tenho que ligar para casa

-Tudo bem, obrigada, Gen - a garota sorriu largamente para mim. Fiquei
com pena porque nunca tinha feito nada na vida para agradar ninguém e
fazê-lo feliz. Poderia ser o mesmo sentimento quando soltei um pássaro,
pesquei ou fiz méritos. Foi esse tipo de sentimento. Sorri para ela e saí para
ligar para minha mãe, disse a ela que ficaria no condomínio naquela noite.

[Você realmente vai ficar no condomínio? Espero que você não planeje
passar a noite na casa de algum cara)

A voz da minha mãe no telefone zombou de mim, fazendo-me revirar os


olhos quase para trás no cérebro.

-Não me incomode assim. O papai está aí? Ele vai mandar alguém para o
condomínio novamente.

[Não, ele não está aqui. Eu não poderia dizer isso se ele estivesse aqui]

-Onde está?

[Ele disse que tinha uma reunião de trabalho]

-Você acredita nele? Ele tem uma amante?

[Talvez]
-Por favor, ligue para ele

Conversei mais um pouco com ela e desliguei o telefone. Quando me virei,


Aoey não estava longe de mim.

-Oh! Aoey, eu já disse para minha mãe que vou dormir aqui.

-Você é muito próxima da sua mãe. Isso é bom.

-Sim, do meu pai também.

-Tens sorte.

Olhei para ela e notei a expressão triste em seu rosto. Pensei novamente na
professora Salee. Ela era muito rigorosa. Ela não era próxima da filha.
Devíamos mudar de assunto. Eu não era boa em confortar as pessoas,
especialmente com problemas familiares.

-Vamos tomar um banho e ir para a cama.

-Você dorme tão cedo.


-Não, costumo assistir algumas séries coreanas antes de dormir. E você? O
que você faz normalmente?

-Gosto de ouvir música, praticar minha música e escrever um romance.

-Você faz muitas coisas e sabe tocar música?

-Sim, posso brincar um pouco. Meu amigo mais velho da escola me ensinou
a toca isso e aquilo, mas não sou tão bom assim.

-Que tal um romance?

-Sim, sou escritora. Eu tenho alguns seguidores. - Ela também sorriu com
os olhos. Esse tipo de sorriso me fez sorrir também.

-Eu adoraria lê-lo de vez em quando.

Ela parecia uma garota tão feliz.

Me senti um pouco desconfortável quando ouvi o barulho do chuveiro.


Passei a maior parte do tempo sozinha. Agora tinha uma garota que ficou
aqui, mas não foi tão ruim assim.
Esperei ela terminar de tomar banho para poder entrar. A doce menina
tomou banho por cerca de 15 minutos. Ela saiu com uma camiseta velha e
larga e shorts.

Mas aquela camisa gasta não a tornava menos distinta. Pode ser a água
morna, o calor, o não uso de óculos, ou o cabelo comprido, ou qualquer
outra coisa. Eu poderia dizer que Aoey era uma garota muito bonita.

Sua boca, pescoço, sobrancelhas, queixo... todos os traços de seu rosto


combinavam com ela. Observei enquanto ela secava o cabelo e não percebi
que agora a estava examinando. Não parecia tão bom quando estávamos na
escola primária. Eu queria dizer a ela para parar de usar aqueles óculos
idiotas e de puxar o cabelo o tempo todo. Isso a fazia parecer tão simples.

-Você está olhando para mim? - Aoey disse e isso me fez pular como se
tivesse feito algo errado. Eu ri nervosamente enquanto fazia contato visual
com ela.

- Sinto muito. Estou surpresa que você tenha crescido tanto.

-Você também cresceu. Você parecia bem quando era jovem, mas agora
parece ainda mais perfeita.
Eu sorri e me senti um pouco tímida. Recebi esse tipo de comentário
durante toda a minha vida, mas não sabia por que fiquei envergonhada
quando ela disse isso.

-Tem namorado?

-Porque? Você está flertando?

-Não! -Respondi imediatamente. Aoey riu..

-Por que você fala tão sério ? Você nunca gostou de ninguém em sua vida?

-Hum, não, eu nunca gostei de ninguém.

-Que tipo de pessoa você gosta, estou curiosa?

-Eu também quero saber - nós duas nos olhamos em um momento de


tranquilidade. Foi uma conversa muito simples, mas eu não sabia por que
isso nos deixou nervosas. Aparentemente, notei o desconforto primeiro,
então levantei-me abruptamente.

-Vou tomar um banho e depois vamos dormir.


-OK.

Meu coração começou a bater novamente. Algo apertou o lado esquerdo do


meu peito, mas não doeu. Foi a segunda vez hoje. Eu poderia ficar doente.
Mamãe ficaria muito preocupada se eu contasse a ela. Eu deveria ir fazer
um exame em um hospital.

Balancei a cabeça tentando esquecer esse assunto e entrei no chuveiro.


Vinte minutos depois, saí depois de passar loção no rosto. Aoey estava
olhando para o computador que ela havia trazido com ela. Ela parecia estar
procurando algo na Internet.

-O que você está fazendo?

-Estou revisando os comentários em meu romance. Carreguei o final hoje e


recebi um bom feedback.

-Qual é a história? Eu quero ler.

-Não, isso me faria sentir vergonha.

-Que?!
- Você deveria esperar pela nova história. - Ela fechou o computador e
gentilmente o colocou sobre uma mesa como se não quisesse fazer bagunça.

-Vamos dormir

-De acordo

Fui até o interruptor, desliguei-o e voltei para minha cama king size. Eu
nunca havia compartilhado a cama com ninguém antes. Só quando era
jovem dividi o quarto com meu irmão, mas isso foi há muito tempo. Foi um
pouco estranho. Onde devo colocar minhas mãos? Eu precisava do meu
travesseiro lateral.

-Desculpe incomodar. Ficarei aqui apenas uma noite.

-Onde você vai depois desta noite?

-Há tantos lugares para dormir. Estarei bem. Tenho outros amigos em
Bangkok além de você.

Eu não disse mais nada. Se ela insistisse que estava bem, não era problema
meu. Eu apenas o reconheci e disse boa noite. Eu não conseguia ver mais
nada, nem mesmo minhas mãos porque era um quarto muito escuro.
Eu me sentia estranha por ter outra pessoa ao meu lado enquanto eu dormia.
Eu me revirei a noite toda porque estava preocupado, em segurá-la durante
a noite, pensando que ela era um travesseiro lateral. Eu não tinha certeza de
como ela pensaria se eu fizesse isso. Sempre fiquei nervosa em tocar outras
pessoas, mesmo que ela fosse uma mulher como eu.

O som do relógio na parede era tão frustrante. Eu não conseguia dormir por
causa disso. Agora a pessoa ao meu lado já estava roncando. Ela devia estar
exausta. Virei-me para o lado e me esforcei para olhar para ela. Meus olhos
já estavam acostumados com a escuridão da sala. Como ela podia dormir
tão bem enquanto eu estava bem acordada!

-¡Arg!

Aoey acordou assustada enquanto eu rapidamente me virava fingindo estar


dormindo. A garota sentou-se com a respiração pesada, como se estivesse
assustada com alguma coisa. Eu dei uma olhada nela. Eu vi Aoey apoiar o
rosto nas palmas das mãos como se estivesse chorando.

Ela estava chorando?

Foi como um grito de silêncio. Aoey deitou-se em silêncio e virou-se de


costas para mim. Eu não sabia o que aconteceu, mas meu coração sentiu
dor. Que era? Compaixão?
-Gen, você está dormindo?

Aoey me perguntou enquanto seu rosto ainda estava longe de mim. Eu não
sabia por que não respondi a isso, mas fingi dormir.

-Você dorme profundamente

Aoey falou sozinha. Eu, ainda fingindo dormir, me virei e coloquei meu
braço em sua cintura como se a estivesse abraçando. Ela ficou um pouco
assustada e lentamente tirou meu braço dela. Minha teimosia me fez fingir
que a abraçava ainda mais forte. Eu podia sentir sua sensação de tensão,
mas fingi estar dormindo profundamente.

-Hum...

A garota congelou e tentou puxar meu braço novamente. Mas eu a abracei


com mais força, então ela ficou ali sem se mexer.

Meu nariz estava na parte de trás de sua cabeça. Isso me fez sentir nervosa e
com calor. Eu fingi dormir assim por um tempo.

Eu não sabia quanto tempo se passou até que Aoey fechou os olhos e sua
respiração ficou lenta e constante. Percebi que ela finalmente voltou a
dormir.
Excelente! Agora eu consegui fazê-la dormir enquanto eu não conseguia
dormir.

Excelente!
MATE - Querida amiga
Capítulo 3 - 03

-Por que você parece tão cansada?

Minha mãe me perguntou quando me viu dormindo em um sofá grande no


meio da casa por volta de 13h. Voltei para casa para arrumar mais roupas
limpas e dormir novamente no condomínio. Meu cansaço deixou minha
mãe um pouco desconfiada.

-Você realmente dormiu no condomínio? Por que você parece tão cansada?
Você fez algo errado?

-Se não fosse o Leonardo Dicaprio eu nunca faria mal a nenhum homem -
Respondi para minha mãe que me acordou depois de eu tirar uma soneca de
10 minutos... - Obrigada mãe.

-Por que você parece tão cansada?

- Eu vi um fantasma ontem à noite. Não podia dormir.

-Nunca tivemos nenhum mérito depois que compramos aquele apartamento.


-Precisamos fazer isso quando compramos um apartamento? Mas não se
preocupe, o fantasma não pode me machucar. Vou arrumar algumas roupas.

-Oh? - Minha mãe me olhou interrogativamente. Eu tinha me preparado


para isso.

-Meu horário escolar está atrasado e tenho aula pela manhã. Não quero
viajar todos os dias. Estou voltando para casa para falar com você sobre
isso. A propósito, você viu o Somkit?

-Talvez ele esteja na frente do escritório do seu pai. Você já viu seu pai?

- Não, ainda não. Eu irei então.

Desde que aluguei meu apartamento, pensei muito na minha velha amiga da
escola. Havia curiosidade e preocupação misturadas. Era quase certo que
ela fugiu de casa. Mas por que ela foi embora? Com apenas 420 baht na
carteira, ela chegou a Bangkok, onde o custo de vida era tão alto que uma
meia custava mais de cem baht.

Antes de ir para o meu quarto, passei pelo escritório do meu pai. Não tive
tempo suficiente para conversar com meu pai, mas queria falar primeiro
com os assessores próximos a ele.
-Olá, tío Somkit.

-Olá, gen...

Tio Somkit era o assessor mais próximo de meu pai. Ele era um homem de
40 anos com muita experiência. Ele era um cara influente, especialmente
em uma área cinzenta. Eu não descreveria essa área porque meu pai nunca
quis que eu me envolvesse.

-Tenho que te pedir um favor, mas por favor não conte ao papai.

Quando eu disse isso, o homem de rosto severo pareceu preocupado.

- Não é nada grave. Eu só quero uma ajudinha. Eu queria que você soubesse
de uma coisa. - Não quero que ele saibam tudo.

-Do que se trata?

-Tenho uma amiga da escola primária. Eu queria saber algo sobre ela. Acho
que você pode me ajudar facilmente.
Isso não foi difícil para o tio Somkit. Fiz coisas muito mais difíceis e
desafiadoras do que isso. Se meu pai não o tivesse como assistente, ele não
estaria lá hoje.

-Você quer que eu procure informações sobre sua amiga?

-Sim.

- O que você quer saber?

- Qualquer coisa... qualquer coisa. É muito problemático para você?

-Diga-me o nome dela, o endereço dela. Vou te dar algo em uma semana.

- Obrigado

Isso foi uma marca na caixa de seleção. O próximo passo foi juntar todas as
roupas que não queria e levar para o meu condomínio. Vi que Aoey estava
usando roupas velhas e surradas e fiz uma anotação mental para dar a ela
algumas de minhas roupas. Você deveria se livrar dessas roupas velhas.
Comprei muitas roupas e muitas delas e só usei uma vez porque não queria
que as pessoas me vissem com a mesma roupa duas vezes. Eu poderia dar
isso a ela.
Eu me senti culpada ao vê-la vestindo aquela camisa surrada. Fiz as malas e
voltei para o meu apartamento, de onde havia saído bem cedo naquela
manhã. Quando cheguei, fiquei surpresa ao ver uma carta deixada em uma
mesinha de centro em frente ao sofá. A escrita bagunçada no papel me fez
apertar os olhos tentando ler...

"Obrigado por me deixar passar a noite. Entrarei em contato com você mais
tarde. Estou feliz em ver você"

Depois de ler aquela curta mensagem, me senti muito fraca e cansada.


Joguei no chão minha mala da Versace, onde guardava minhas roupas
velhas para ela. O que havia de errado com ela? Ela achava que poderia
aparecer quando quisesse e sair quando quisesse.

Ela não tinha muito dinheiro com ela para começar. Cancelei meu plano de
passar mais uma noite lá e deixei minha bagagem no condomínio. Deveria
ser bom que ela tivesse ido embora. Eu não precisava me preocupar ou
cuidar de outras pessoas. Mas eu não sabia por que me sentia um pouco
estranha, um pouco....

Preocupada.....

Olhei no espelho do carro me perguntando se estava realmente preocupada


com ela. Eu sabia que eu era uma pessoa egocêntrica. Nunca pensei nas
outras pessoas. Até minha mãe estava cansada de eu ser tão egocêntrica,
ignorando meu irmão e agora me preocupando com aqueles olhos suaves.

Não, não era eu. Eu deveria ser eu mesma. Meu antigo eu. Eu não me
importava com ela. Não era da minha conta.

Liguei o carro e saí. Ouvi música enquanto dirigia e também olhei em volta
na calçada até o carro parar em um semáforo. Olhei para a rua e vi um
cachorro. Seu corpo era magro como um esqueleto. Ele andava cansado e
caiu na beira da rua, ninguém se importava com ele.

Onde ela iria dormir naquela noite? Ela iria dormir como aquele cachorro
na rua? Meu estômago se apertou. Senti uma dor aguda no coração. Eu vi a
luz da rua e peguei meu telefone. Eu rapidamente pesquisei algo no Google

digitando...

- Onde posso dormir sem gastar dinheiro?

O Google poderia lhe dizer qualquer coisa. Me deparei com um site famoso
com a mesma pergunta que fiz. A resposta era certa.......

Templo.....
Fiquei com medo de pensar em dormir em um templo. Não, eu não tinha
medo de fantasmas. Era mais desconfortável ser uma garota dormindo em
um templo. Minha cabeça doía ao pensar nas notícias na TV sobre um
monge mau fazendo algo com uma garota. Eu era uma pessoa tão pecadora,
mas não pude evitar. Sua aparência não era normal.

Ela simplesmente não percebia o quão bonita ela era....

Templo... templo... Havia tantos templos em Bangkok. Deixe-me pensar se


fosse eu, para onde eu iria? Ela não tinha dinheiro suficiente para pegar um
táxi. Ela não conhecia a estrada o suficiente para pegar um ônibus. A única
coisa a fazer era caminhar.

Quando percebi que ela iria caminhar, voltei para meu condomínio. Eu me
perguntei em que direção ela caminharia. Eu, que nunca falei com o
segurança ou com a recepcionista, agora sorri amplamente e tentei fazer
uma pergunta. Parecia funcionar, as pessoas sempre respondiam muito bem.

-Onde fica o templo mais próximo por aqui?

-E....

Recebi a resposta e segui a direção. Nunca percebi que havia um templo ali.
Na verdade, nunca soube o nome da estrada. Minha mãe comprou aquele
apartamento porque alguém não conseguiu pagar a dívida. Então minha
mãe pegou o quarto e me deu. Raramente ia lá, mas agora pensei que
deveria ir com mais frequência.

Virei o carro na Soi 11, que ficava quatro quarteirões à frente. Cheguei a um
pequeno templo local. Eu não tinha certeza se poderia ter encontrado isso
no Google Maps. Eles não deveriam chamar isso de templo, Estava tão
quieto e deserto. Nem mesmo um fantasma viveria lá.

Estacionei o carro e saí, caminhando para procurá-la. Eu não tinha certeza


se encontraria o colírio lá, mas tive que tentar. Eu não conseguia pensar em
nenhum outro lugar para onde ela iria. Ou... ela dormiria na frente do
Seven- Eleven. Como eu poderia pensar na minha amiga dessa maneira?

Olhei ao redor do templo. As pessoas me olhavam com curiosidade. As


pessoas não sabiam o que eu estava pensando sob meus óculos escuros. Eu
não gostava quando as pessoas olhavam para mim. Poucas pessoas
gostavam de ser observadas.

Caminhei por 10 minutos e me senti muito decepcionada. Aoey não estar


aqui. Na maioria das vezes, eu estava certa sobre muitas coisas, inclusive
sobre os exames. Mas se ela não estivesse aqui, onde estaria?

-Gen.
Uma voz clara chamou meu nome enquanto eu caminhava desanimado.
Flutuei quando a vi tomando leite e comendo um pedaço de pão. Ela
parecia tão surpresa.

-Aoey.

-Por que você está aqui, Gen?

Eu era um gênio. Eu era inteligente, bonita e um gênio. Eu tinha que me


beijar quando chegou-se em casa.

-Aoey, por que você foi embora? -Falei friamente e tirei os óculos escuros.
Eu olhei para ela ferozmente. - Você está louca? Você acabou de deixar um
recado.

-Não, mas odeio dizer adeus.

-Você não odeia dormir em um templo?

-Quem te disse que vou dormir aqui?

-Não é assim?
-...

-Você não é inteligente, Aoey. Você não é inteligente e isso é muito chato.
Você poderia agir com orgulho, mas não deixe as outras pessoas
preocupadas. - Agarrei seu pulso e arrastei-a de volta para o carro. Mas ela
se defendeu.

-Não me toque!

Pisquei surpresa. Aoey pareceu tão surpresa quanto eu. Ela cruzou os
braços sobre o peito e virou de costas para mim. Ela olhou para os
salgadinhos e o leite no chão e mudou de assunto.

-Olhar! Está tudo no chão, minha primeira refeição do dia.

-Se você está com fome, tem que comer arroz, não fazer lanche.

Tentei não falar sobre como ela me rejeitou, mas concentrei-me em sua
primeira refeição.

- Isso enche meu estômago.

-..
-Ei! -Ela se assustou depois que gritei com ela. Então, senti pena de gritar
tão alto.

-Sinto muito por estar chateada. Aoey, estou tão preocupada com você.
Vamos para casa. Nunca vou deixar você dormir no templo e você não pode
dizer não - eu disse antes que ela pudesse dizer qualquer coisa. -Por favor
volte para mim.

-...

-Faça o que eu digo!

Aoey ficou atordoada e acenou com a cabeça quando fui dura com ela.

-De acordo.

Finalmente, ela me seguiu até o carro. Pegamos a bolsa dela e entramos no


carro. Ficamos em completo silêncio enquanto voltávamos para casa. Eu
sabia que era eu quem estava de mau humor.

-Como você sabia que eu estava no templo?


-Imaginei

-Você é boa. Existe algo que você não sabe?

Eu não me conhecia. Isso é o que eu não sabia. Por que tive que procurar
uma amiga há muito perdida da escola primária. Por que eu tive que
implorar para ela voltar para casa comigo? Eu não sabia e não entendi.

Oh! isso foi tão frustrante.

-Não sei por que você foge de casa

Silêncio... nada saiu dos olhos suaves. Havia algo que ela estava
escondendo e não me contava. Mas estava tudo bem, eu já tinha pedido ao
tio Somkit para descobrir. Eu saberia em breve.

-Mas está bem. Não é tão importante quanto onde você vai dormir esta
noite -suspirei - você vai dormir comigo de agora em diante.

-Que?

-Estou me mudando para o condomínio agora. Meu horário de aula mudou


para manhã. A casa da minha mãe fica um pouco longe da minha
universidade. Não gosto de dormir sozinha no condomínio.

-Tens medo de fantasmas?

-Sim

Este não fui eu. Eu não sabia por que tive que mentir...

-Como eu poderia ficar de graça?

-Eu nunca disse que você poderia ficar de graça. Achei que você iria
procurar um emprego.

-Sim, mas não será suficiente para pagar o aluguel, as contas de água e luz.

Agora eu estava brava com ela! -Mais do que dinheiro, você tem que
limpar, cuidar das minhas coisas e encontrar comida para mim... você sabe
cozinhar?

Os olhos suaves começaram a concordar. Seu coque de cima balançou


quando ela assentiu e isso me fez sorrir.
-Isso é bom. Se você for útil, isso não é um problema.

-Ficarei com você até conseguir alugar minha própria casa. Pagarei o
aluguel e serei útil.

-OK, é um acordo.

-Negócio!

Finalmente....
MATE - Querida amiga
Capítulo 4 - 04

Ultimamente eu estava confusa comigo mesma. Tive pena de outra pessoa e


implorei para que ela morasse comigo. Eu não entendi nada disso. Se eu
precisasse de uma empregada, poderia pedir a alguém da minha casa, mas
para isso pedi a Aoey que fosse morar comigo. Foi estúpido. Por que eu fiz
isso?

Já fazia uma semana que Aoey foi morar comigo. Também não fui para
casa durante todo esse período. Demorei um pouco para me adaptar, mas já
estava confortável com isso. Conversamos e nos consultamos, mesmo
quando às vezes eu não a entendia.

-Você sabia que pode misturar amaciante com água para limpar o chão? E o
chão estará livre de poeira

-A sério? Isso é assustador.

Eu agi surpresa. Eu não me importava com o que deixava meu chão livre de
poeira, eu teria gostado de pagar para que alguém fizesse isso por mim.
Mas... bem, ela iniciou uma conversa..
Os olhos suaves agora limpavam o chão com grande habilidade. Eu a
admirava por ser tão diligente e tentar ser útil o tempo todo. Ela conseguiu
um emprego em uma loja de conveniência. Depois disso, ela voltaria para
casa e limparia minha casa. Ela fazia tudo e nunca era preguiçosa.

-Você terá tempo de ir para a faculdade?

-Se eu estudar em uma universidade aberta, terei tempo.

- Por que você não tenta um vestibular em uma universidade pública?

-Eu não sou tão inteligente. Não acho que posso competir com outras
pessoas.. Posso estudar em qualquer lugar. Não importa.

-Temos uma ideia tão diferente. Minha familia me pressionou tanto quando
eu estava na escola que eu deveria ingressar em faculdades públicas. É o
primeiro passo da sua carreira. Meu pai até tentou me subornar com um
relógio Patek Phillip como recompensa se eu participasse.

-Esse é o nome de um mágico?

-Acabei de dizer que é um relógio. É uma marca de relógios.


O famoso relógio de luxo não pareceu influenciar algumas pessoas. Se
Patek Philip era um mágico, Lee Min Ho era um cantor de boyband. Ela ao
menos conhecia Lee Min Ho?

-Es inteligente. Você não precisa estudar muito. Na verdade, você não
precisa trabalhar e pode viver confortavelmente. Você é perfeita... linda,
rica e inteligente - Aoey disse e me olhou nos olhos como se quisesse que
eu soubesse o que ela estava falando sério. Mas toda vez que eu olhava nos
olhos dela, me sentia muito tímida. Eu tive que ir embora.

-Você não usa mais óculos.

-Estou limpando. Eu não preciso deles.

-Você usa quando está no trabalho?

-As vezes.

-Você tem que colocá-los.

-Porque?

-Não sei, mas você deveria colocá-los.


Olhei diretamente para ela, apesar de me sentir fraca. Eu precisava dizer a
ela para fazer o que eu pedi e ela acenou com a cabeça.

-Ok, vou colocá-los.

-Você deveria usar o cabelo e não usar maquiagem.

Aoey sorriu depois de eu ter feito tantos pedidos. Eu sabia que era pedir
muito. Eu não entendia por que a maquiagem dela me incomodava.

- Não, não vou.

-BOM.

Eu estava preocupada com ela... Ela era tão ingênua e linda. as pessoas
poderiam machucá-la.

-Acho que meu salário da loja de conveniência não é suficiente. Eu deveria


encontrar mais trabalho.

- Você não está trabalhando muito? Você é tão pequena.


-Haverá algo que eu possa fazer.

Depois que Aoey terminou a limpeza, sentamos uma ao lado da outrola e


assistimos TV juntas. Essa foi outra atividade com a qual me senti
confortável.

Falamos sobre atores e séries coreanas. Compartilhamos muitos interesses e


isso me fez perceber o significado da intimidade.

Houve uma batida na porta. Peguei um controle remoto e fiz uma pausa,
deixando o rosto do ator de boca aberta. Aoey se levantou e abriu a porta.
Eu vi Great, meu irmão, que agora estava com o uniforme escolar. Ele
pareceu surpreso ao ver uma estranha atender a porta.

-Este é o quarto número 1725? - Great deu alguns passos para trás para
verificar o número. Olhei para ele e chamei.

- Entre. Estou aqui. - Great colocou a cabeça para dentro e me viu. Ele
pareceu muito surpreso ao ver que tinha uma visita um amigo.

- Eu não sabia que você tinha amigas -Great apontou para Aoey com uma
expressão de surpresa no rosto.

-Meu nome é Aoey.


-...

Os olhos suaves que não usavam óculos sorriram para meu irmão. Isso o
deixou atordoada.

- Ótimo, você está sendo rude. Não olhe para ela - eu disse. Ele sorriu e
assentiu timidamente.

- Olá - disse Great.

-Vocês dois são parecidos, Great e Gen - Os olhos suaves olharam para meu
irmão por um tempo considerável. -Se você fosse homem, ficaria assim.

- Por que está aqui? -Interrompi a conversa deles, irritada com os dois.
Great estava carregando uma bolsa de estudante, sentou ao meu lado e fez
uma careta.

-Saudade de você.

-Vamos.
-Isso é certo. Mamãe disse que você não voltará para casa por uma semana.
Achei que você tinha namorado e que deveria estar aqui com ele. Eu queria
ver que tipo de homem pode conquistar seu coração. Acontece que era uma
mulher. Oh! Por que você me bateu?

Eu bati na cara dele por não me conhecer. Ele deveria me conhecer melhor
do que isso. Eu não era uma pessoa "fácil". Abri a porta para todos, mas
ninguém nunca me invadiu ainda.

-Foi isso que você pensou quando viu uma mulher?

-Ainda é estranho. Eu não sabia que você tinha amigas

-Porque não?

-Você não é uma boa amiga. Oh! Você me bateu de novo.

Eu bati na cabeça dele com tanta força que o som parecia de um tambor.

Aoey viu tudo e riu alto.

-Vocês dois são tão fofos - Aoey olhou para o relógio. Opa, preciso ir. Gen.
Já limpei tudo, pode bagunçar de novo. Vou limpá-lo novamente mais tarde.
Bye Bye!

-OK. -Respondi e olhei nos olhos suaves que ela estava deixando. - Não se
esqueça dos óculos! - Eu a lembrei.

Aoey voltou e sorriu para mim com todo o rosto.

-De acordo.

Assim que meu irmão viu que ela havia sumido, ele se levantou animado e
estava prestes a dizer algo quando Aoey entrou correndo. Ela entrou
desajeitadamente e capotou. Meu irmão foi rápido em apoiá-la, mas....

- Solte-me!

O grito e a força trouxeram silêncio à sala. Great ficou tão surpreso quanto
eu com o barulho alto e a rejeição feroz. Eu nunca vi isso.

-Desculpe, na pressa esqueci meu celular.

-Você deve se apressar.


Aoey pegou o telefone e olhou para mim antes de sair. Dei de ombros
dizendo-lhe para ir trabalhar. Assim que a porta foi completamente fechada,
quando Great e eu tivemos certeza de que ela não voltaria. Meu irmão
quebrou o silêncio.

-Sua amiga é estranha.

-Como?

-Ela parece meiga mas ao mesmo tempo esconde algo dentro de si - Great
colocou a mão no peito. -Fascinante Parecia que eu estava sonhando
acordado.

-Não seja tonto. Você sabe o que é fascinante?

-Claro que eu sei. Ela é como você. Todos os homens também ficam
fascinados por você. Eles querem saber o que você está pensando.

-Vamos! Garoto que sabe tudo. Você também está fascinado por mim?

-Não estou fascinado por você. Eu conheço você toda a minha vida. Mas
sua amiga Aoey...
-Você deveria ir para casa.

-Que?! Ainda não terminei de falar e você já mudou de tom. Estou aqui
porque sinto sua falta. Não te vejo há uma semana.

-Se você sente falta da uma mãe, vá para casa e veja a mamãe. Eu não!

-Você tem uma boca tão ruim. Aliás, você sabe se Aoey tem namorado?

- Va para casa!

-Que?! Eu sou seu irmão. Pare de me expulsar pela porta.

-Você é irritante. Va para casa! -Great estava confuso, mas levantou-se


lentamente e pegou sua mochila escolar.

- A propósito, não conte para a mamãe que estou com uma amiga - Avisei.

-Porque?

-Não estou pronta para explicar. Não quero explicar para mamãe e papai, da
mesma forma que tenho que explicar para vocês que tenho uma amiga.
-Por que você age como se estivesse morando com seu parceiro?

Ele começou a perceber que eu estava realmente chateada agora.

Finalmente ele foi embora. Quando fiquei sozinha, comecei a processar o


que acabara de acontecer.

Por que Aoey rejeitou a ajuda de Great? Ele apenas tentou ajudar.

Não parecia normal. Devo perguntar a ela?

Esperei até que Aoey chegasse em casa mais tarde. Uma vez em casa, ela
soltou o cabelo. Seu longo cabelo estava ondulado depois de ficar amarrado
o dia todo. Observei seu movimento silenciosamente enquanto caminhava
em sua direção. Inclinei-me perto de seu rosto.

- Aoey, - eu disse brincando.

Os olhos doces saltaram como se ela tivesse sido eletrocutada. Ela tentou
me bater, mas eu rapidamente bloqueei sua mão. Nós duas nos
entreolhamos. Eu queria saber como ela se sentia. Ela recuou quando
percebeu que era eu.
-Lamento.

-Está bem? Você não parece nada bem. - Eu me aproximei dela, mas ela
rapidamente se afastou.

-Sem problemas.

- Por que você tentou me bater?

-Eu só fiquei com medo.

- Isso foi um pouco exagerado. - Estendi meu braço em direção a ela e, por
baixo dos óculos quadrados, vi lindos olhos. - Deixe-me ver se você está
bem. - Fui até lá para tentar novamente.

Aoey recuou e cruzou os braços. Os olhos suaves olharam para longe na


outra direção.

-Você não quer que eu toque em você.

-N... Não... não é assim. - Ela parecia tão assustada e nervosa que senti pena
dela. Sua mão tremula se estendeu para me tocar. - Olha, estou tocando em
você.

Agarrei seu pulso e apertei com força. Os olhos suaves pareciam chocados e
assustados. Isso não era normal..

-Por que você tem tanto medo de ser tocada?

-...

-Você pode me contar, Aoey.

O rosto de Aoey parecia tão desconfortável. Agora eu estava muita curioso


sobre o que havia acontecido com ela. Ela olhou para o chão e respondeu
com uma voz sussurrante.

-Acho que outras pessoas estão sujas.

-Incluindo eu?

Soltei sua mão. Eu me senti mal, mas tentei ser compreensiva. As pessoas
eram diferentes. Eu odiava lagartixas. Ela pode estar bem com isso. Não foi
culpa dela.
-Você é diferente.

-Ah?

-Não sinto que você esteja suja.

- Por que você tem tanto medo de mim então?

Ela olhou para mim com seus doces olhos cheios de lágrimas. Naquele
olhar triste eu não tinha ideia do que isso significava.

-Eu me sinto mais suja que você e não quero que você se suje.

Que raio foi aquilo?

Esse foi o fim da nossa conversa. Nos revezamos no banho e depois fomos
para a cama. Nós duas não discutimos mais nada, mas não estávamos com
raiva, mas a atmosfera ainda estava pesada. Eu não sabia o que era isso.

Então, eu só queria fazer alguma coisa...

Eu não sabia por que...


Aproximei-me de Aoey, que estava de costas para mim. Coloquei meu
braço em sua cintura. Eu estava um pouco nervosa, sabia que ela não tinha
adormecido.

-Deixa eu te abraçar. Talvez você se sinta melhor - eu disse enquanto


continuava a fechar os olhos. Descansei meu rosto em sua nuca e puxei-a
com força, para que ela não se sentisse "suja".

-...

-Você não precisa se preocupar à noite se eu fingir que te abraço de novo.

-Você fingiu me abraçar?

-Sim.

-Porque?

- Se eu te abraçar, você dormirá melhor. - Eu disse a ela - Vou dormir agora.


Não vá embora se você se sentir desconfortável.

-Se eu me sentir desconfortável, você para de me abraçar?


-Não, vou continuar te abraçando. Quando você estiver nervosa, você
também pode me acordar. Então, se você dormir bem, eu dormirei bem
também.

-Você ainda é egocêntrica como quando éramos jovens.

Aoey acariciou minha mão suavemente como se estivesse me agradecendo.


Naquela noite dormimos profundamente, sem que Aoey acordasse
novamente.
MATE - Querida amiga
Capítulo 5 - 05

eu gostava de ganhar....

Aoey sempre ficava nervosa quando eu passava por ela ou quando a tocava,
Então tentei tocá-la com a maior frequência possível para quebrar o gelo e
criar novos hábitos. Parecia funcionar, ainda não cem por cento, mas muito
melhor do que antes. Aoey se acostumou comigo tocando nela. Isso me fez
sentir uma vencedora. Eu estava concorrenda ao prêmio de mudança de
comportamento.

Foi bom que ela me deixou tocá-la, além de ótimo. Eu tinha certeza de que
eu era seu amigo mais próximo neste mundo. Mas a declaração dela
naquele dia ainda estava na minha cabeça. Estava no fundo do meu cérebro.
Por que ela olhou para mim de maneira diferente do resto das pessoas?

O que ela fez para fazê-la pensar que eu era mais limpa do que outras
pessoas que ela não queria tocar?

Fiquei um pouco chateada quando ela disse que eu estava limpa e ela estava
suja quando estava comigo..
Eu não era um detergente.

Pensei em muitas coisas enquanto a observava trabalhar em silêncio


escrevendo algo em seu caderno. Ela me pegou olhando para ela e disse:

- Eu não posso trabalhar se você vai me olhar desse jeito - ela disse e olhou
para mim me fazendo sentir como se fosse derreter. - Você tem algo a dizer?

- Não - Eu me espreguicei e desviei o olhar nervosamente. - Eu penso em


quão sério você é quando trabalha.

-Estou escrevendo um romance. Vou postar hoje à noite... como vou


terminar isso se você está olhando para mim.

-Eu não sou barulhenta.

-Mas o jeito que você me olha é estranho.

-Ah?

-Sentir que você me tocou. -Meu rosto ficou surpreso quando ela disse. isso.
Aoey riu alto quando viu meu rosto. -Olha, é por isso que não consigo me
concentrar no trabalho. Olhar! Em vez de olhar para o meu computador,
agora estou olhando para você. Seus olhos são tão lindos, como posso
desviar o olhar disso?-A menina menor disse e apoiou o queixo na palma da
mão. - Não olhe para outras pessoas assim.

-Na maioria das vezes eu uso óculos escuros. Mas se você se sentir
desconfortável, eu os usarei.

-É o oposto de desconfortável. Eu disse que seus olhos são lindos. Se você


fosse um homem, eu seria tão sensível.

Meu coração batia tão alto quanto um tambor de guerra. Estava batendo tão
forte, como se eu tivesse feito um treino pesado, principalmente quando
olhei nos olhos dela e corei... Por que eu me senti assim?

-Aoey

-Sim?

-Por que você acha que estou limpa e você suja?-Finalmente perguntei- lhe
o que ela tinha em mente. Ela parecia nervosa quando eu disse isso. Eu não
tinha certeza se pedi algo muito sensível para ela.

-Eu disse isso? Não me lembro. Pode não significar nada.


-Por que sou mais limpa que as outras pessoas? Por que as outras pessoas
são tão sujas que você não quer que elas toquem em você?

Olhei diretamente para ela. Fiquei me perguntando por que estava tão
curiosa sobre ela. - Eu o guardei desde a noite anterior.

Quando ela percebeu que minha pergunta estava falando sério, ela desligou
o computador, tirou os óculos e me olhou nos olhos. - Você, Gen, está fora
do meu alcance.

-Oh? -Eu fiz uma careta. Comecei desafiando-a, mas agora eu estava
confusa.

-Que queres dizer?

-Sempre admirei você, Gen. Desde o ensino fundamental. Você é bonita,


orgulhosa, rica, com pais respeitáveis. - Os olhos suaves encolheram os
ombros. - Você era tão charmosa e controlada. Você poderia dizer as
pessoas o que fazer. Você parecia bem mesmo quando era egocêntrica. E
agora você é a mesma, linda, no controle, charmosa, mesmo quando fala, se
move ou olha.

-São apenas coisas físicas.


-Existem outros fatores também. Você é inteligente, tem boas notas, vem de
uma boa família. Você é perfeita. Perfeita demais para ser... um ser humano.

Que! O que eu era então?

-Comparada a mim, não tenho nada. Eu era do interior do país e cheguei na


cidade com apenas 500 baht em dinheiro. Somos tão diferentes. Fiquei
surpresa que você me deixou morar com você. Por que você nunca me
menosprezou ?

- Porque eu faria isso?

-Há tantas coisas que você não sabe sobre mim. Se você soubesse, poderia
pensar que eu era um lixo. - Havia tristeza em sua voz. Seus lindos olhos
estavam tristes e eu não aguentava isso.

- Você não está chateada comigo agora, está?

- Não, não foi uma sensação desagradável. Você é diferente das outras
pessoas.

- Então experimente.
-Ah?

Olhei para a garota menor e sorri. Fiz um gesto para que ela, que estava
sentada em frente ao computador, se aproximasse de mim, em vez de
caminhar em sua direção.

-Vem aqui. Deixe-me tocar em você.

Aoey olhou para mim perplexa. Ela se levantou sem jeito e caminhou em
minha direção, sentou-se ao meu lado e tocou meu braço suavemente, como
se quisesse provar que o que eu disse era verdade.

-Você vê? Não estou chateada com você. Eu simplesmente não sinto que
pertenço aqui.

Coloquei minhas duas mãos em volta do rosto dela e a forcei a olhar nos
meus olhos. Aoey ficou um pouco rígida quando a toquei intimamente
daquele jeito. Mas ela estava muito melhor do que antes.

-Não percebi quando tocou no braço. Você tem que fazer isso. - Eu não
apenas segurei seu rosto com minhas duas mãos. Esfreguei suavemente suas
bochechas macias. - Sua pele é tão macia. Que creme você usa?
-A mesma marca que você está usando.

-O mar?

-Não sei. Eu roubei de você. Eu queria ser tão bonita quanto você.

Nossa conversa foi tão trivial. Nós só queríamos conversar uma com a
outra.

- Você não tem mais medo de mim, não é? - Eu perguntei. Ela assentiu.

-Acho que me sinto bem quando você me toca. Isso é estranho. Eu nunca
senti antes.

Aoey estendeu a mão e tocou suavemente as costas da minha mão. Olhamos


nos olhos uma da outra. Nenhuma palavra saiu, apenas um longo contato
visual. Os lindos olhos castanhos claros olhavam para mim como se ela
estivesse em transe e eu também estivesse em transe. Eu não sabia o que me
fazia querer ficar mais perto dela, mais perto....

Avançar...

E mais...
Que estava fazendo?

- Eu não quero falar com você agora. Volte ao seu trabalho - levantei-me
para ir tomar banho e me livrei de todo aquele clima falando sobre outra
coisa.. - Você vai se inscrever em alguma faculdade?

-Não, eu queria economizar mais dinheiro.

-Quando você acha que pode fazer isso?

-Não sei.

-hum..

Deixei o assunto de lado e me levantei para tomar banho e me preparar para


a aula. Quando Aoey entrou no chuveiro, eu rapidamente abri seu caderno e
folheei seu romance. Qual foi a história, qual é o site, qual é o pseudônimo?

Eu me importava muito com outro ser humano? Não era eu. Eu me


preocupava com o futuro dela se ela não planejasse ir para a faculdade.
Devo fazer algo para ajudá-la?
Não era eu...

Sentei-me em uma sala de aula, fingindo ouvir o professor, mas, em vez


disso, estava lendo o romance de Aoey. Nunca me preocupei em ler outra
coisa senão ler para uma prova. Eu nem li Harry Porter. Eu simplesmente
não gostei. Eu preferia assistir a um filme ou ouvir música. Mas agora eu
estava lendo o livro de Aoey. Na verdade, não foi ruim.

Lembrei-me de uma entrevista na televisão com uma celebridade que


aconselhou que se quiser ler um romance com mais prazer, substitua o
nome das celebridades que você gosta pelo daqueles personagens. Usei essa
técnica no livro de Aoey. Na verdade, foi um bom romance.

Muita gente também leu....

Eu me perguntei o que ganha ao publicar este romance. Ela não conseguiu


nada. Foi uma perda de tempo.

- O que você está lendo, querida?

Ja-Aeh, minha colega colocou a cabeça para fora para ver a tela do meu
telefone. Ela ergueu uma sobrancelha e sorriu para mim quando olhei para
ela. Ela se recusou a perceber que estava chateada com o hábito intrometido
dela. Ela era uma boa amiga, mas eu não queria falar com ela.
Eu simplesmente não gostava de fazer amigos.

-Este é o site de Dekdee. Eu li lá também. O que você está lendo?

Ela não se importava por estar tão brava com ela agora. Porque agora eu
estava lendo a cena em que eles faziam travessuras debaixo de um cobertor.
-Oh! isso foi bom. Aoey é uma boa escritora.

Quando ouvi o nome de Aoey por Ja-Aeh, fiquei muito orgulhosa da minha
amiga. Ela era uma escritora famosa.

-Sim é boa.

-Precisa de uma boa reescrita. Poderia ser um livro autopublicado.

-O que é isso?

-É o livro que os escritores escrevem, publicam e vendem... Eles podem


ganhar muito dinheiro. Acho que os redatores de sites fazem isso.

-A sério? Dinheiro bom? Quanto é um bom dinheiro?


-Eu também não sei, mas acho que eles conseguem fazer 6 dígitos. Cada
livro custa muito e se tem muita gente eles pedem. Eles ganham muito
dinheiro.

- Obrigada minha boa amiga.

Sorri de volta para minha amiga pela primeira vez com meu coração 10
vezes maior. Ja-Aeh olhou para mim e ficou muito tímida porque eu a
peguei desprevenida.

-O que... o que eu fiz?

-Ajudou uma pessoa a pagar suas mensalidades.

Mas quando conversei com Aoey sobre a autopublicação do livro. Ela


balançou a cabeça em desacordo.

- Não, eu não tenho dinheiro.

Eu sabia qual era o seu problema. Dinheiro nunca foi um problema para
mim, mas quando eu estava prestes a dizer alguma coisa, ela imediatamente
me interrompeu.

-Eu não queria trabalhar com uma editora. Não preciso investir em nada. Se
meu trabalho for bom, alguém investirá nele. Acho que é arriscado publicar
meu próprio livro. O que acontece se ninguém pedir? Vou perder a
confiança em mim mesma. Acho que as pessoas gostam de ler de graça. É
disso que eles gostam.

Ela era tão problemática. Suspirei profundamente e passei os braços em


volta do peito, olhando para ela agitada. Eu não tinha ideia do quanto ela
estava chateada porque ela disse não para tudo.

-Você já os enviou para um editor?

-Sim, enviei alguns, mas nunca obtive resposta.

-O que acontece se eles nunca enviarem nenhuma resposta? Você publicará


um livro em sua próxima vida. - Meu tom foi duro porque não fiquei feliz
por ela ter se recusado a lutar contra sua fé. - Não te preocupes. Eu pagarei
pela sua publicação.

- Não. - Agora seu tom era mais áspero que o meu. Eu não sabia por que
tinha que rejeitar cada oferta que fazia como se fosse algo perigoso.
-Porque?

-Não é assunto seu. Este é o meu negócio.

Agora havia silêncio entre nós. Balancei a cabeça lentamente quando ouvi
isso, ela percebeu que não era a coisa certa a fazer quando evitei seu contato
visual. Aoey rapidamente descartou isso.

-Não foi isso que eu quis dizer.

-Esqueça.

-Não, não podemos simplesmente esquecer isso. Eu só... eu so... - a garota


mordeu o lábio. Tentei me afastar, mas parei depois que ela falou. -Não
quero que você sinta pena de mim.

-Oh? -Olhei para ela com curiosidade. Agora a água encheu aqueles lindos
olhos. - É generoso o suficiente da sua parte me deixar ficar aqui. Se você
me ajudar mais, como posso retribuir?

-Não estou fazendo isso por pena. Nunca pensei em algo assim.
-Eu queria ser sua amiga sem que você sentisse que estava me aproveitando
de você. Basta ser minha amiga. Pessoas como você não deveriam se
envolver com pessoas como eu.

- Pessoas como eu não são tão boas. - Eu fiquei chateada com a forma como
se rebaixou. -Nunca fiz nada para ser tão boa. Eu nunca ganhei dinheiro.
Nunca trabalhei em loja de conveniência, Tudo que fiz foi pedir dinheiro
aos meus pais.

- Na minha opinião, você... é a melhor. - Os lindos olhos me olhavam como


se estivessem tentando entrar em mim. - Eu quero subir até você. Eu quero
me adaptar a você. Isso é o que eu quero fazer.

-Entendo...

-Por favor, não me ajude. Eu mesmo cuidarei disso. Por favor.

Meu coração começou a bater rápido novamente.

Minha cabeça girou um pouco. Eu não tinha muitos amigos. Eu não sabia
que alguém precisava se esforçar tanto em um relacionamento. Alguém quis
subir ao meu nível e me olhou nos olhos. Isso me deixou tão fraca. Eu tive
que desviar o olhar.
-O que posso fazer se você disser isso? Obrigado pela sua compreensão. -
Aoey parecia um pouco desconfortável antes de deslizar para mim e me
abraçar. Ela ainda não gostava de ser tocada, mas me abraçou porque se
importava comigo.

-Não fique brava com o que eu disse sobre isso não ser da sua conta. Não
foi minha intenção...

-Agora eu entendo.

A garota ergueu os olhos do meu peito e pareceu surpresa.

-Seu coração bate tão rápido.

-Eu também acho. Eu queria visitar um médico. Acho que meu corpo não
está bem

-Você deveria consultar um médico. Se você morrer, ficarei muito triste.

Fechei os olhos e me afastei do rosto dela zombeteiramente, mas na verdade


eu estava com medo daqueles lindos olhos. Eu não queria chegar muito
perto.
-Sua boca doce. Você está preocupada em ficar sem teto se eu morrer?

-Estou preocupada em não ter ninguém para abraçar... Gen!

Sentei-me no chão, exausta. Meu coração estava batendo tão rápido e meu
corpo estava tão fraco quando ouvi isso. Eu precisava comer alguma coisa,
pensei, mas minhas pernas não deveriam estar tão fracas.

-O que aconteceu? Você desmaiou?

A amiguinha queria me pegar, mas eu a ignorei e pensei que estava


perdendo para alguma coisa. - Estou bem. Estou bem. Não chegue mais
perto - eu me abracei. Aoey fez uma pausa e inclinou a cabeça olhando

para mim como um gatinho curioso.

-O que aconteceu?

-Estou perdendo.....

-Huh?
Eu não respondi, mas fiquei ali sentada em silêncio. Aoey olhou para mim o
tempo todo e não sabia como responder a isso.

Eu estava perdendo para ela!


MATE - Querida amiga
Capítulo 6 - 06

-Quanto dinheiro você pode ganhar vendendo um romance?

Propus o projeto do romance de autopublicação à minha mãe, que era


investidora. Ela pareceu surpresa e riu. Eu sei, ela poderia facilmente me
dar dinheiro, mas ela tinha que fazer perguntas e tudo mais, para dificultar.

-Bastante. Você não tem poupança?

-Sim, mas não quero que minha amiga saiba que sou a investidora. O
dinheiro é sempre um assunto delicado. Certa vez, ela disse que não quer
perder uma amiga por causa de dinheiro.

- Não faça isso então se ela está tão preocupada com isso.

Achei que ela estava se fazendo de difícil. Eu sabia que não gostava de
implorar. Foi exaustivo.

-Se você ligar para sua amiga dona de uma editora e dar dinheiro a ela. Vou
me lembrar disso até o dia de minha morte.
Minha mãe olhou para mim com surpresa. Ela me deu um sorriso gentil.
Nunca pedi nada à minha mãe. Ela sabia que eu tinha um grande ego. Mas
se eu implorasse tanto, isso significava que seria um grande problema para
mim. Ela assentiu no final.

-Ok, você implorou por isso. Como você conheceu essa amiga? Não vejo
que você tenha muitos amigos. Eu a conheço?

- Minha amiga de infancia. Eu não acho que você consiga se lembrar disso.
Eu só queria ajudá-la e posso ver que ela ganhará dinheiro. Pode ser pouco
dinheiro para você, mas é muito para uma garota.

-Eu sei. Você é o papai perna longa de alguém?

-Isso é o que grandes pessoas fazem.

-Se minha amiga descobrir que estou por trás de seu sucesso, ela ficará
muito satisfeita e me apreciará. Se ela fosse homem, se ajoelharia na minha
frente, mas se fosse menina, se transformaria em homem e se dedicaria a
mim.

-Sua vida é complicada


Foi ainda pior do que um romance ruim. No final, fiz um acordo comercial
com minha mãe. Conversamos um pouco e tive que sair. Caminhei em
direção ao meu carro, mas Somkit correu atrás de mim e me deu um grande
sorriso.

-Gen.

-Sim?

-Tenho algo sobre a garota que você me perguntou.

-A garota sobre quem perguntei? -Olhei para ele esquecida disso, então
percebi do que ele estava falando. -Ah... Sim, qual é a atualização, por
favor?

Eu estava animada para descobrir mais sobre a garota com quem morava há
duas semanas, Embora conversássemos, dormíamos uma ao lado da outra,
eu quase não sabia nada sobre ela. Ela ainda não falava muito sobre si
mesma. Eu finalmente descobriria o que estava acontecendo com ela.

-Tem uma história difícil..


Eu estava observando minha amiga, que tentava esquentar algumas
almõndegas de porco e se gabava de como elas eram boas. Olhei para ela....
por muito, muito... muito tempo. Eu olhei para ela através de todo o seu
corpo.

"Sua amiga teve um problema sexual com o padrasto"

Essa foi a razão pela qual ela fugiu. Não ousei perguntar ou, se perguntasse,
não sabia se ela me contaria. Não estávamos tão próximas.

Chamei. Ela se virou e me deu um sorriso doce sob aqueles óculos que pedi
que ela usasse para esconder os olhos.

-Sim?

-Como está o professora Salee?

- Está tudo bem, como sempre. - Ela olhou para o micro-ondas, sem
demonstrar emoção. Achei estranho, então caminhei em sua direção e fiquei
ao lado dela. -Oh?

Ela se virou e olhou para mim enquanto eu estava atrás dela.


-Sou muito mais alta que você. Se eu te abraçar por trás, tenho que me
abaixar. - Abaixei-me e a abracei depois de dizer isso. Meus braços
envolveram seu corpo magro e minúsculo. Meu queixo pousou em seus
ombros. Senti o cheiro leve de xampu em seus longos cabelos. Eu me senti
tão bem que não queria deixá-la ir.

<Aoey era uma filha adotivo. Ela ficou chocada quando sua mãe adotiva a
expulsou de casa, acusando-a de flertar com o padrasto. "Essa é a razão pela
qual seu amigo teve que fugir de casa."

Meus olhos ficaram cheios de lágrimas quando ouvi isso. Eu não tinha
certeza de qual era esse sentimento. Poderia ser pena. Esta pequena mulher
foi expulsa de casa pela mulher que a criou. Ela não teve uma mãe antes.
Deve ter doído muito.

-Gen, você está bem?

-Você é muito mais baixa que eu. Posso dizer só de olhar.

Coloquei minha mão na cabeça dela. Não sei por que eu fiz isso. Ela ficou
surpresa com minha abordagem desajeitada. Olhamos uma para a outra e eu
finalmente disse o que sentia.

-Você me tem.
-...

- Eu só queria te contar isso.

Tentei me afastar depois de dizer isso. Mas não foi tão fácil. Aoey puxou
minha camisa para me impedir de ir embora. Ela olhou para mim com uma
cara séria.

-O que você sabe?

-Que?

-Você sabe alguma coisa sobre mim? - Os lindos olhos procuraram a


verdade em meus olhos. Agora ela estava nervosa e preocupada com sua
tensão.

-Preciso saber uma coisa?

-...

-...
-Você investigou alguma coisa sobre mim?

Nós duas ficamos sentadas em silêncio. Eu me senti mal e virei o rosto,


Mas não me senti culpada por procurar a verdade sobre quem era minha
colega de quarto. Que fez ela? Quem era ela? O que ela passou? Eu tinha o
direito de saber.

-Sim

-Porque?

-Eu queria saber por que você veio para Bangkok. Qual foi a sua história?

Seus doces olhos se arregalaram quando ela ouviu isso. Aoey deu um passo
para trás e se abraçou como se quisesse se proteger.

-Por que você precisa saber sobre mim?

-Porque não?

-Eu nunca interfiro em seus assuntos, nunca investiguei....


-Você conhecia minha história. Quem sou? De onde sou.

-E você não sabe quem eu sou e de onde venho?

-Não sei por que você fugiu de casa. Eu só estava preocupada.

- Não se preocupe comigo. Você é apenas intrometida. Se você quer saber


sobre mim, por que não me pergunta?

-Se eu te perguntasse, você teria me contado que fugiu de casa porque teve
alguma coisa com seu padrasto?

Por estar frustrada, ela me incentivou a usar meu tom sarcástico. Eu me


senti mal depois de dizer isso. Ela me olhou surpresa. Parecia que ela tinha
vergonha disso, e eu disse isso em voz alta para envergonhá-la ainda mais.

-E agora você sabe. Você está feliz agora? -Ela gritou comigo e saiu
correndo da sala. Fiquei ali em silêncio. Por que brigamos? Eu só queria
saber mais sobre ela. Por que foi tão importante?

Va se quiser! Ninguém nunca gritou comigo daquele jeito. Você achou que
eu desistiria de tudo só por aqueles lindos olhos? Até meu pai nunca gritou
comigo daquele jeito. Quem ela pensava que era?
Ela era apenas uma garota que tinha piolhos.

Olhei para a porta nervosamente esperando que ela voltasse, como deveria.
Mas 10 minutos se passaram, os olhos suaves não voltaram. Comecei a
ficar nervosa.

O relógio na parede dizia que já passava das 21h. Bangkok não era tão
segura. Era perigoso e ela simplesmente saiu como uma rainha do drama.
Ela esperava que eu corresse atrás dela?

De acordo! Eu gostaria. Peguei meu celular e algum dinheiro. Dei uma


volta e procurei por ela. Na verdade, nunca andei até lá. Foi apenas
conduzida.

- Olá, segurança. Você viu uma mulher pequena de óculos saindo daqui?

-Não, ninguém saiu daqui ainda.

- Ok - respondi e percebi que não tinha saído do prédio. Voltei para o


saguão e liguei para ela no meu telefone. Desta vez ela não era uma rainha
do drama. Ela atendeu o telefone e me disse onde estava.

-Estou bem atrás de você.


-Ah?

Eu me virei e a vi bem atrás de mim. Seu rosto ainda estava com raiva, Eu
vi suas lágrimas, o que me fez sentir culpada. Mas pareciam mais lágrimas
de raiva do que de tristeza.

- Você tem que se desculpar comigo agora. - disse Aoey e desligou o


telefone. As pessoas que passavam olhavam para nós, mas se afastavam
rapidamente. quando eu olhava para elas.

Minha primeira reação foi revidar quando ela me deu uma ordem como
essa. Embora eu soubesse que poderia estar errada.

-Porque?

-Está errada.

-Você não acha que tenho o direito de saber que a pessoa com quem moro
passou por alguma coisa? -Eu contei a ela o motivo, mas não foi só isso. Eu
não pensei que ela fosse uma ladra ou algo assim. Eu só precisava saber a
história toda.

-Se você quiser saber, pode me perguntar. Não bisbilhote pelas minhas
costas.
-Que tipo de segredo você tem? Você é traficante de drogas?

-Você vai se desculpar?

-...

-Ok, eu vou. Desta vez eu realmente irei.

Eu ainda não me importava com a ameaça. Aoey saiu do saguão e quase


passou pela mesa de segurança. Mordi meu lábio com força. Minha
consciência estava lutando dentro da minha cabeça. Uma voz disse para
deixá-la ir aonde ela quisesse. A outra voz me disse para detê-la antes que
ela fosse embora.

Ah, não! Eu estava lutando comigo mesma.

O argumento na minha cabeça venceu, corri em direção a ela. Ela estava


muito além da mesa de segurança. Tive que dar um passo maior para
acompanhá-la. Finalmente parei na frente dela e parei para respirar. O que
era tudo isso? Que tipo de drama foi esse onde eu estava correndo atrás de
alguém? Para quê?

-Onde você está indo?


-Isso é assunto meu.

Eu não poderia acreditar que tive um momento como aquele. Era isso que
as pessoas faziam quando brigava com um amigo?

-É tarde. Vamos voltar.

-Não.

-Não discuta comigo! - Eu gritei e olhei para ela quando ela se decidiu a
voltar. Ficamos olhando por um longo tempo até que Aoey olhou para
baixo.

-Você não pede desculpas e está errada!;- Seu tom parecia de choro. Isso me
fez parar de surpresa. -Somos amigas. Se você quisesse saber alguma coisa
sobre mim, deveria perguntar. Não bisbilhote. Todos nós temos um segredo
que não queremos que as pessoas saibam. Posso ter meu próprio segredo?
Posso ter meu próprio espaço?

Mordi meus laboratórios com força. Nunca precisei dizer algo assim em
minha vida. Oh maldita. Não chore na minha frente. Eu não aguentaria isso.

- Desculpa.
Eu finalmente disse isso. Nunca pensei que tivesse que dizer isso. Sempre
confiei no que fiz e nunca pensei que teria que me desculpar com alguém
como ela que não merecia isso. Eu me sinto tão fraca, por que isso
aconteceu? Aoey olhou para mim com seus doces olhos cheios de lágrimas.

-A sério? Você está realmente falando sério?

-Sim, eu não sabia que isso iria te incomodar tanto. Eu apenas me preocupo
com você e me pergunto o que posso fazer para ajudá-la.

A menina me deu um abraço muito forte. Seu rosto chorando estava agora
bem no meu pescoço. Eu me sinto sensível e muito desconfortável.

-Não voltarei a fazer. Vou perguntar se quiser saber alguma coisa e você
deve começar a falar comigo.

-Por favor, não faça isso de novo.

-Ok, eu estava errada.

-Eu também estava errada. Eu estava com muita raiva.


Ela me soltou e olhou para mim em um longo silêncio. Foi um momento
muito profundo que me fez sentir que no mundo inteiro éramos só nós.

A buzina do ônibus que passou nos acordou desde o momento em que nossa
bolha estourou. Nós nos soltamos enquanto eu me sentia confusa.

Então continuamos como se nada tivesse acontecido.

- Primeiro, vamos para casa. - convidei-a. Ela pediu para mim e agarrou
meu braço.

-Vamos para casa.

-De acordo.

"Casa parece aconchegante. Chamarei seu condomínio de minha casa por


enquanto." A palavra casa soava agradável e calorosa, mais do que
condomínio.

- É tão bom saber que existe alguém que me ama neste mundo - disse Aoey
enquanto voltávamos.

-Quem?
-Você, Gen

Eu sorri com a palavra 'amor'. Deu uma sensação estranha.

-...

- Eu também te amo, Gen, caso você não saiba.

Meu coração disparou quando ouvi isso. Percebi que isso não poderia ser
devido a nenhuma doença.
MATE - Querida amiga
Capítulo 7 - 07

Um papel de desenho em minha mão não era a imagem do projeto que a


professora me mandou fazer. Eram os lindos olhos que eu não conseguia
tirar da cabeça. Eu não sabia por que, mas me lembrei de todos os detalhes.

Meu coração tremeu até com meu próprio desenho.

«Eu também te amo, Gen, caso você não saiba.»

Depois daquela noite, essa frase ficou na minha cabeça. Agora me


questionei sobre o que fazia meu coração tremer. Eu estava com medo da
resposta que poderia obter, então tive que parar de pensar. Amigos diziam
esse tipo de coisa o tempo todo. Eu simplesmente não estava acostumada…

O telefone tocando me tirou da cabeça, de volta à realidade. Eu sabia que o


universo estava funcionando de uma maneira estranha quando vi o nome de
quem ligou. Tive que me acalmar antes de atender o telefone. Eu não queria
parecer muito animada.

-Olá Aoey
[Gen, eu não sabia a quem contar, mas pensei em você. Escuta isto]

-Sim, e aí?

(Meu romance será publicado. Um editor acabou de entrar em contato


comigo. Meu sonho se torna realidade agora]

Sua voz feliz me fez sorrir. Eu adoraria ver o rosto dela naquele momento.
Seu sorriso devia ser tão grande e seus olhos também deviam estar sorrindo.

-Estou feliz por você. Vamos celebrar.

[Eu vou cozinhar.]

-Não, não quero comer pãezinhos chineses.

[Sim, tanto faz.]

Quando desligamos, olhei longamente para meu telefone e sorri. Nunca


pensei que ficaria feliz por causa do sucesso de outra pessoa. Nunca fiquei
muito animada quando passei em um teste porque sabia que passaria de
qualquer maneira. Mas vê-la feliz me deixou feliz.
Foi uma coisa tão estranha para mim.

Fiz algumas pesquisas sobre onde deveríamos sair para comemorar. Se o


restaurante fosse muito chique, Aoey poderia não ficar feliz. Ela pensaria
que não merecia isso. Mas o restaurante normal pareceria muito comum.

Devo deixá-la escolher?

Voltei para casa feliz. Planejei me refrescar e poderiamos sair e comemorar.


Mas quando cheguei em casa, vi Great, meu irmão. Ele sentou-se com Aoey
e eles conversaram como se fossem tão próximos.

Ele foi lá sem me avisar.

-Olá irmã — Ele me deu um grande sorriso como se me amasse muito.

-...

-Por que você parece que vai vomitar?

-Por que está aqui? -Meu tom era frio quando os vi conversando com ela.
-Estou aqui para ver você. Mas tenho sorte de que Aoey esteja aqui, então
não preciso esperar sozinho. Ela me disse que agora é autora e que vocês
duas vão comemorar. Posso me unir?

Que…

-Porque?

-Comemorar.

-Você está próximo de nós?

-Sim, sou próximo de vocês duas. Eu só queria participar, porque vocês são
tão exigentes? Deixe me participar.

Eu estava prestes a discutir com ele, mas Aoey, que viu o quanto Great
quería ir, me interrompeu.

-Podemos levar Great conosco. Quanto mais melhor!

Eu dei a ela um olhar irritado, mas ela não pareceu notar isso.
Não, isso não foi divertido… Mas eu não queria que a atmosfera fosse
sombria, tive que deixar tudo acontecer, Isso me incomodou ainda mais.
Great e Aoey simplesmente não conseguia parar de falar. Não tive
oportunidade de falar.

Não me lembrava do assunto, mas de alguma forma Great me mencionou


na conversa.

-Não sei se pessoas como Gen terão amor verdadeiro nesta vida.

Olhei para ele de forma agitada e sarcástica.

-Que queres dizer?

-É o que eu quero dizer. Você despreza outras pessoas o tempo todo. Seu
futuro parceiro também precisa ser um bom seguidor porque gosta de ser
uma líder — Great disse a Aoey e parece que ela prestou muita atenção a
esse assunto.

-Sim, estou curioso para saber como seu namorado vai reagir. Homens
gostam de ser líderes, sabia?

-Posso ficar solteira se não encontrar alguém que seja mais inteligente e
melhor que eu. Ainda não encontrei ninguém assim.
-Mas é amor, você sabe. Você poderia se apaixonar por alguém que não tem
nada melhor do que você.

Geart disse com uma atitude de sabe-tudo.

-Eu nunca vou gostar de um perdedor assim. —Olhei para ele


sarcasticamente.

-Você poderia simplesmente ceder a ele. — Ele encolheu os ombros.

A palavra-ceder-me fez perceber uma coisa. Olhei para Aoey, mas ela ainda
não sabia de nada.

-Eu me pergunto a que tipo de pessoas você cederá.

-Ninguém — eu disse casualmente e tomei um gole de água. Aoey


continuou falando.

-Qual é o seu tipo de garoto?

Ela estava me forçando a falar sobre o tipo de pessoa que eu gosto? Eu


olhei para ela e ela sorriu.
-Nunca pensei que tivesse um antes.

-Isso significa que você tem um agora? Como? -Os olhos suaves me
olharam através dos óculos. Eu a olhei diretamente nos olhos.

-Pessoas como você com olhos lindos -Houve um silêncio entre nós. Aoey
parecia nervosa e rapidamente se virou, reorganizando os óculos que caíam
na ponta do nariz. Great não pareceu notar.

-Sim, também gosto de pessoas com olhos lindos. Como você, Aoey — ele
disse

Olhei para ele sarcasticamente quando ele apenas repetiu o que eu disse. Ele
não tinha cérebro. Por que ele acabou de dizer isso para Aoey? Desgraçado!

-Você também tem olhos lindos — ela respondeu e apoiou o queixo na


palma da mão. — Eu também gosto dos seus olhos, Gen. Se vou ficar com
alguém, ele tem que ter olhos lindos também.

Meu coração batia muito rápido e comecei a perceber o que estava fazendo
meu coração bater de maneira anormal. Agora eu sabia o que estava
acontecendo comigo.

Eu não apenas me rendi a ela, mas minha sensibilidade também estava ao


seu redor. Decidi que nunca cederia a ela.
Então olhei nos olhos dela novamente.

Eu não sabia o que ela estava pensando, mas havia uma pequena guerra
entre nós. Eu sabia que nunca desistiria, até meu coração disparou quando
olhei para aqueles olhos castanhos claros. Eu acreditava que meu olhar
poderia ser tão poderoso quanto o dela.

Eu não sabia quanto tempo se passou até que Great acenou com a mão na
nossa frente para chamar nossa atenção.

-O que vocês duas estão jogando? Olhando uma para a outra assim.

-Com licença, tenho que ir ao banheiro — disse Aoey e saiu rapidamente


sem olhar para mim novamente. Great olhou para a reação estranha dela e
ergueu as sobrancelhas.

-O que aconteceu com ela?

-Ela precisa fazer xixi.

-Por que fica vermelha então? E seu rosto também está vermelho. - Great
olhou para mim com curiosidade. Senti calor no rosto, mas fiquei chateada
com o comentário dele.
-Você tem muito tempo livre para se concentrar nas outras pessoas o tempo
todo? Você está prestando muita atenção à sua escola?

-Acabei de dizer que seu rosto está vermelho. Porque você está com raiva
de mim?

-Você está muito falante hoje.

Great moveu-se um pouco e olhou na direção em que Aoey acabara de se


afastar. Ele verificou se ela já havia retornado e rapidamente começou a
fofocar.

-Você a ajudou na publicação do livro dela? Mamãe disse que você está
fazendo o papel de pai.

-Cale-se — Apontei para o rosto dele e pedi para ele calar a boca. Eu estava
preocupada que ela pudesse ouvir isso. — Por que a mãe te contou?

-Mamãe me perguntou se eu conhecia sua amiga. Achei que deveria ser


Aoey porque ela é a única pessoa próxima de você. Você é ótima fazendo
algo assim.

-Nunca mais fale sobre isso. Aoey não pode saber disso.
-Porque?

-Pare de ser intrometido.

Se pessoas arrogantes como Aoey descobrissem que ela foi publicada


porque alguém a ajudou, ficaria triste e se sentiria inútil.

-Tudo bem, não vou falar… mas preciso de algo em troca.

-O que é?

-Você pode me ajudar com ela? -Great sorriu timidamente. Meu irmão
Casanova, de 18 anos, era um garoto bonito que agora tinha um rosto
sonhador. -Eu gosto dela.

-Mas ela é muito mais velha que você.

-Só dois anos. Tenho idade suficiente para ter um filho… ei! Por que você
está me batendo? — Eu bati com força na cabeça dele, que fez um barulho
tão alto. As pessoas no restaurante nos olharam com curiosidade.

-Que conversa suja é essa respeito


-Eu só queria te dizer que sou adulto. Você pode ser minha casamenteira.

-Não, não vou.

-Então direi a ela que você pediu à mamãe para publicar o livro dela, não
porque a editora goste do livro dela!

Olhamos nos olhos um do outro como se estivéssemos em guerra. A


teimosia de Great era muito típica dele. Ele conseguiria o que queria.
Suspirei e desisti.

-Você tem tantas garotas. Ela é minha amiga, você não consegue ficar sem
ela? Eu não quero machucá-la.

-Ninguém vai machucá-la. Prometo que cuidarei bem dela se estivermos


namorando.

-Porque ela?

-Ela é misteriosa — ele disse francamente. — Eu nunca conheci nenhuma


garota doce que também fosse muito tímida ao mesmo tempo.
Isso me lembrou da época em que Great tentou ajudar Aoey a não
desmoronar, mas foi rejeitado. Era a sensação de uma criança que sempre
conseguia o que queria, mas quando era difícil era mais divertido. Foi o
desafio que lhe pareceu divertido.

Ajudaria… Por que eu pensei que Aoey não aceitaria.

-Vou dizer a ela que você gosta dela, mas não vou ajudar. Você tem que
fazer o resto sozinho.

Ele me deu um grande sorriso.

-É suficiente. Se você disser alguma coisa, Aoey não vai me rejeitar


imediatamente.

Agora ela vem. Não esqueça o que você disse.

Todos nós nos sentamos e apreciamos a refeição sem falar sobre isso
novamente. Aoey estava de muito bom humor. Ela sorriu e cantarolou uma
música. Seria bom se ela estivesse tão feliz todos os dias.
Perguntei-lhe sobre meu irmão, embora eu não estivesse disposto a fazê-lo.

-Você não tem namorado, tem?

-Oh? -Aoey, que estava assistindo televisão, agora me olhou com


curiosidade. -Não.

-Você quer ter um?

-Não.

Sorri para mim mesma e fiquei satisfeita porque Great não conseguiu o que
esperava.

-Quero ficar com você, Gen.

Meu coração disparou quando ouvi isso. Mas tentei manter a calma e olhei
para ela.

-Você não quer um namorado, mas quer ficar comigo. O que você quer
dizer com isso?
-Não quero ficar com um namorado. Não gosto que ninguém me toque. Um
namorado vai me tocar, prefiro não fazer isso.

-Você tem tanto medo de ser tocada?

-Só não gosto disso — Os olhos suaves me olharam surpresos. -Por que
você pergunta?

-Acho que queria que você fosse minha namorada — eu disse brincando.
Ela abriu a boca surpresa. Estendi minha mão e fechei sua boca, rindo. -Eu
estou brincando. Geart queria que eu perguntasse a você.

-Você é uma casamenteira agora?

-Geart gosta de você. Ele me pediu para ajudá-lo.

Os olhos suaves olhavam para mim de forma diferente agora. Ela mudou de
um humor feliz para um humor confuso tão abruptamente. Eu não consegui
alcançá-la.

-E agora você está ajudando ele?

-O que há de errado nisso? Eu não deveria ajudar você?


-Não

-Porque não? — Olhei para ela sem expressão. Aoey se levantou para fazer
contato visual comigo.

-Neste mundo, qualquer um poderia ser meu casamenteiro, menos você —


disse ele friamente.

Ela foi imediatamente para o banheiro e passou muito tempo lá. Eu estava
confusa e não sabia o que tinha feito de errado.

Ajuda foi a ideia errada.


MATE - Querida amiga
Capítulo 8 - 08

Aoey e eu morávamos juntas há dois meses. O tempo voou rapidamente. O


calendário na parede me lembrou da hora, O livro de Aoey estava agora em
processo de reescritura e deveria estar na estante nos próximos dois meses.
Aoey me disse que ela receberia o pagamento 4 meses depois que o livro já
estivesse na loja. Mas eu não podia esperar tanto tempo. Pedi à minha mãe
que transferisse o dinheiro mais cedo porque queria que ela largasse o
emprego de meio período em uma loja de conveniência. Ela deveria estar na
escola naquele horário.

Naquele dia, foi o primeiro dia em sua vida a ter dinheiro de 6 dígitos em
sua conta bancária. Ela olhou para o telefone sem acreditar, como se
estivesse agora em um mundo surreal.

-Meu primeiro pagamento é de 6 dígitos, Gen.

-Estou feliz por você. Você mesma mereceu. - "Eu não conseguiria fazer
isso sozinha." Olhei para minha amiga que agora não conseguia parar de
sorrir. Então, eu contei a ela imediatamente..

-Você deveria se matricular na faculdade agora. Você não precisa mais


trabalhar.
-Como posso parar de trabalhar? Isso não significa que eu poderia ganhar
tanto novamente.

-Você pode escrever outra história.

-Pode não ser tão bom assim.

- Vou ler primeiro se você se importa tanto.

-Você também leu o romance?

-Sim, até li sua história publicada. Aquela sobre o herói ser um príncipe e
apaixonado pela heroína que nasceu filho de um ladrão.

Aoey me olhou surpresa e cobriu seu rosto agora rosado de timidez. -Você
realmente leu. Estou tão envergonhada.

-Porque?

-Houve uma cena de amor lá. Você pode pensar que tenho uma mente suja.
Eu sorri e olhei para ela com adoração. Foi muito engraçado porque ela
postou na internet para mil pessoas lerem, mas ficou sem graça quando eu
li.

Eu era apenas uma leitora da publicação.

-É uma cena linda. Eu me pergunto o que você estava pensando quando


escreveu isso..

Aoey cobriu o rosto e balançou a cabeça.

-Não tire sarro de mim.

-Estou lhe fazendo um elogio.

-Não sei por que quando é você me sinto desconfortável.

-Tudo bem, não vou mais incomodar você.

Nós duas olhamos nos olhos uma da outra em silêncio. Mas um som de
alerta vindo do telefone de Aoey quebrou o silêncio. Os olhos suaves
desviaram sua atenção para seu velho telefone de merda. Ela franziu a testa
quando leu.
-Esta tudo bem? -perguntei curiosa.

-Sim - Aoey virou o telefone para baixo. - Eu só preciso levar mais a sério a
ideia de largar meu emprego de meio período. O que devo fazer quando
parar?

-Escrever um romance?

-Vou pensar.

Aoey não concordou com minha proposta. Ela deixou o telefone no mesmo
lugar quando entrou no banheiro. Curiosa, peguei seu telefone para ver do
que se tratava. Mas o telefone dela era tão antigo que merecia estar num
museu.

Tinha que ser um telefone grátis... Minha curiosidade levou a melhor sobre
o telefone antigo. Consegui fazê-lo funcionar. A última mensagem que
estava na tela não estava aberta.

SKYFALL: Estou com saudades de você. Por favor, venha trabalhar. Estou
te esperando.
Ler isso me incomodou, mas percebi que a mensagem não a deixou feliz.
Ela queria largar o emprego.

Foi seu colega. Mas por que eu me preocupei? Desde que vi a mensagem,
não voltei a falar com Aoey. Olhei para ela vestida com o uniforme com
raiva.

-Você vai largar hoje? - Percebi que meu tom era muito sarcástico.

Ela me olhou confusa e me perguntou o que havia de errado.

-Não estou segura

-Renuncie hoje.

-Porque?

- Porque eu disse. - Olhei profundamente nos olhos dela.

-Por que tenho que seguir sua ordem?

-Faça o que eu te disse.


-Você está sendo irracional. Eu não quero ouvir isso. Eu tomarei minhas
próprias decisões.

Aoey arrumou suas coisas e saiu da sala. Fiquei sozinha e chateada.


Ninguém nunca me incomodou assim antes. Mas ela não se importou. Eu a
deixei ficar lá e publiquei seu livro. Pedir que ela largasse o emprego não
era pedir muito.

Caminhei ansiosamente. Decidi finalmente segui-la. Eu precisava saber em


qual filial da loja de conveniência ela trabalhava. Fiquei surpresa ao
descobrir que o local onde ela trabalhava no turno era tão próximo do
condomínio. Não entrei na loja porque minha família cuidou de tudo. Eles
compraram todas as coisas que eu precisava e as enviaram.

Eu a observei trabalhando dentro da loja. Fiquei chateada quando percebi


que muitos dos clientes estavam olhando para ela quando saíram,
principalmente os homens. Ela era mais bonita do que quando éramos
jovens....

Ela teve piolhos enquanto crescia. Seu rosto era de pele lisa, mas brilhante.

Ela não usava maquiagem, como ela estava tão bem? Ser bonita pode ser
perigoso. Eu deveria fazer algo para deixá-la mais feia. Talvez quando ela
adormecer, eu devesse desenhar no rosto dela.
Poderia ser lavado de qualquer maneira.

Imaginei tantas coisas enquanto olhava dentro da loja. Eu podia vê-la perto
do balcão quando as pessoas entravam e saíam.

Logo depois, vi um homem com cabelos tingidos de loiro. Parecia feio em


vez de bonito. Ele deu a ela um grande sorriso com dentes tortos, Ele
obviamente flertou com ela. Eu queria jogar meu sapato de fora. Mas só
pude observar de longe. No entanto, Aoey parecia desconfortável.

Esse era ele, SKYFALL... o garoto do bate-papo.

Ela tinha que tomar alguma atitude, para que esse cara a deixasse em paz.

Eu me surpreendi sabendo que estava perdendo meu tempo na loja de


conveniência onde Aoey trabalhava. E eu tive que esconder isso dela
também. Porém, eu tinha outra coisa para fazer... eu estava lá para...

Espere...

Quase duas horas depois, quando o menino SKYFALL saiu para fumar um
cigarro. Respirei fundo e me recompus antes de entrar com um grande
sorriso para ele.
-Desculpe.

O homem que agora segurava um cigarro olhou para mim surpreso. Dei-lhe
um sorriso sedutor que o fez engasgar com o cigarro.

-Sim?

-Eu queria te perguntar uma coisa.

-Sim?-Deixou cair o cigarro no chão e pisou nele para apagar o fogo. Ele
limpou a mão na camisa repetidamente, como se estivesse muito suja.

-Tens namorada?

Minha pergunta direta o deixou super desconfortável. Eu flertei com ele


como uma profissional.

-N... Não

-Você tem alguém em mente?


Seus olhos esbugalhados olharam para a loja e balançaram a cabeça como
um mentiroso.

-Não.

-Que bom -Levantei-me e olhei para o garoto que era mais baixo que eu,
uns 3 centímetros. - Se eu soubesse que você estava tentando com Aoey, eu
te machucaria.

Eu tinha a capacidade de ameaçar as pessoas. Minha voz e meus olhos frios


amaldiçoavam as pessoas e as congelavam se eu estivesse com raiva. O
homem na minha frente mudou de surpresa para não dar a mínima quando
percebeu que eu o estava ameaçando.

-O que você acha que pode fazer comigo se eu for atrás do Aoey?

Ele passou de nervoso a me desafiar abertamente. Cumprimentei o filho do


amigo do meu pai, a quem liguei mais cedo para esperar. Um cara grande
apareceu ao lado do garoto loiro enquanto eu estava do outro lado.

-Eu acho que eu posso. Você tem a opção de sair ou não trabalhar ou
estudar por dois meses.

Esse foi o fim. SKYFALL prometeu que deixaria Aoey.


Agora que estava entediada de esperar por Aoey, voltei para meu
apartamento e tirei uma soneca. Acordei com uma surpresa ao ver os olhos
suaves sentados ao meu lado na cama, olhando para mim.

Assustaste-me. - Que horas você voltou?

Aoey apertou meu peito e me disse para continuar cochilando.

-Há um tempo atrás eu observei você enquanto você dormia.

-Ah?

-Não me sinto bem brigando com você. Sinto muito. - Ela disse com uma
expressão triste. Eu tinha esquecido disso porque prestei mais atenção no
garoto loiro. Eu balancei a cabeça concordando.

-Você não precisa se desculpar. Eu estava sendo egoísta. Eu também estava


errada. Não se preocupe com isso.

-Eu desisti.
-Oh, bem. Agora você tem tempo para estudar ou escrever um romance. O
que quer que você queira fazer, eu apoio você. - Sorri para ela e toquei
suavemente sua bochecha com as costas da minha mão. Os olhos suaves
pegaram minha mão e olharam nos meus olhos.

-Vou passar meu tempo escrevendo um romance. Agora tenho uma ideia
para um novo enredo.

-Qual é?

- Vou deixar você ler. Vou escrever só para você.

-Ok, fiquei ansiosa.

-Espere até eu ter coragem, vou deixar você ler. Eu prometo.

Que tipo de romance precisava de coragem? Mas de qualquer forma, vou


esperar.

-Ah... Gen

-Sim?
Aoey agora se levantou e me mostrou as costas quando ela disse isso.

- Da próxima vez que você me visitar, por favor entre. Está muito quente lá
fora.

Eu pulei quando ouvi isso. Ela se virou e me deu um sorriso. Meu rosto
ficou vermelho porque fui pega em flagrante.

-Me viu?

-Sim.

-Por que você não disse nada?

Os olhos suaves olharam para mim e sorriram lindamente. - Eu queria saber


como você planejava se reconciliar comigo.

-Não, eu não estava lá para fazer as pazes com você.

Eu estava lá para ver o cara que tentou dar em cima dela e nunca fiz nada de
errado. Nunca tive que me reconciliar com ninguém.
- O que você fez me deixou tão animada. - Ela se virou e me deu um lindo
sorriso sob aqueles óculos grossos. - Eu te amo, Gen. - Ela disse isso tão
casualmente como se fosse uma declaração normal.

Congelei com essa afirmação e respondi com uma voz controlada e casual.

-Sim, porque sou uma pessoa adorável. É difícil resistir.

-O que resta de mim? Eu sou adorável para você?

Eu balancei a cabeça.

-Sim você é..

- Você me ama então?

-Estou comprovado. Eu preciso dormir. - Desabei na cama e me virei de


costas para ela. Meu coração batia tão rápido e senti a pressão de suas
palavras. Eu tinha acabado de parar em frente a uma loja de conveniência,
por que ela me perguntou se eu a amava? Ela queria que eu confessasse
meu amor? Isso era uma loucura!
MATE - Querida amiga
Capítulo 9 - 09

Eu tinha muito mais coisas para fazer desde que moramos juntas. Fui sua
consultora financeira e educacional. Ela conseguiu algum dinheiro e
procurava uma universidade aberta para estudar.

-Aqui está uma boa. Fica perto do nosso condomínio.

-O custo da mensalidade é muito alto. Queria estudar onde é mais barato.

-Isso é caro, mas você não precisa pagar a viagem, não precisa acordar
cedo. Podem ser as mesmas despesas no final - sugeri, mas ela ainda estava
estressada com isso.

-As mensalidades de 4 anos não são baratas

-Você pode continuar escrevendo seu romance. Eles pagaram a você


100.000 baht. Você terá cerca de 400.000 por 4 livros.

-Publicar não significa que todos os livros darão dinheiro.


-Você pode publicá-lo sozinha. Agora você tem algum dinheiro.

Os olhos gentis pareceram iluminar-se. Ela sorriu brilhantemente para mim.

-Isso é certo. Esqueci que tenho algum dinheiro agora. Farei o próximo tão
bom que os leitores irão pré-encomendá-lo. Não preciso mais do editor -
olhei para os lindos olhos que sorriram e que iluminaram o mundo inteiro
de esperança. Foi a primeira vez que me senti feliz com alguém. Nunca
senti empatia por outras pessoas.

Olhei para o relógio e percebi que era hora de ir. Eu tinha um encontro com
minha mãe. Ela queria falar comigo sobre algo. Deixei Aoey para fazer
pesquisas escolares em casa.

Sai de casa apenas para encontrar uma surpresa que não esperava.

Minha mãe me marcou um encontro às cegas....

-O nome dele é Tod. Ele é filho do meu amigo. Ele é estudante de medicina
- depois que minha mãe fez a apresentação, o homem olhou para mim com
olhos sonhadores.

-Sim.
-Por que você não se apresenta?

- Acho que você já fez isso por mim. Olá Tod, meu nome é Genlong. Tenho
20 anos. Meu pai é um homem e minha mãe é uma mulher. - Passei os
braços em volta do peito e recostei-me, entediada. Meu gesto deu dor de
cabeça à minha mãe.

-Cuidado com seus modos, Gen!

- Está tudo bem - disse Tod em voz baixa e olhou para mim com adoração.
Ele olhou para mim como se eu fosse uma criança e eu odiava isso. - Está
tudo bem, eu sei que você não teve tempo de ensiná-la.

Fiquei imediatamente chateada quando ouvi esse comentário. Ele deu a


entender que minha mãe não me criou direito.

- Grande sarcasmo - Eu sorri e ele também..

-Tenho que acompanhar pessoas inteligentes.

Estranhamente, eu me sentir bem com ele quando ele não era chato. Isso me
deixou mais interessada nele.
A refeição transcorreu tranquila, até me senti um pouco mal quando ele
falou assim na frente da minha mãe. Após a refeição, ele me acompanhou
até o carro e pediu desculpas.

-Sinto muito por fazer esse comentário, eu sou só humano

-Isso foi difícil pela primeira vez.

-Você é um problema - O lindo futuro médico já havia me dado o apelido


como se fossemos melhores amigos e sorriu para mim zombeteiramente.
Era estranho que eu não o odiasse como costumo fazer com os homens.

-Vou embora

-Vou te ver de novo? - Ele ergueu as sobrancelhas para mim. Dei de


ombros.

-Até o vento.

Isso foi tudo que eu disse. Não gostava de dar falsas esperanças ou mal-
entendidos. Então entrei no carro e fui embora.
Minha mãe, que agora estava sentada ao meu lado, sorriu para mim. Ela
queria feedback sobre o futuro médico. Fiquei agitada por ela.

- Mãe, só tenho 20 anos e ainda estou estudando. Como você pôde me


apresentar a um garoto? Papai sabe alguma coisa sobre isso?

-Não importa. Estou apenas apresentando você a um bom menino. Eu não


disse para você se casar amanhã ou depois de amanhã. Eu avaliei esse
garoto; Ele é bonito, rico, bem educado, vem de uma boa família. É
perfeito. Você não poderia encontrar um cara assim de novo!

-Ele é perfeito demais. Eu queria ser a pessoa perfeita no relacionamento.

-Então você pode se casar.

-Foi o que pensei.

-Bem, tentem sair juntos. Você não está perdendo nada. Você está muito
obcecada consigo mesma. Você se acha a melhor do mundo. Abra sua
mente. Eu não gosto do seu jeito de pensar

-Estou vivendo minha vida.


-Estou preocupada contigo. Você está obcecada consigo mesma - disse ela
com um tom muito preocupado. Ela parecia estar muito preocupada porque
eu não tinha amigos. Ela estava preocupada que eu me transformasse em
uma vadia sem coração.

- Não sou tão ruim assim. Eu amo cães e gatos. Eu amo você e meu pai. Eu
sei amar.

-E os homens?

-Eu não tenho um agora

-Alguma coisa pode acontecer com você.

-O que é isso?

-Outra garota linda como você teria um namorado novo todos os dias. Mas
você não gosta de ninguém. Muitos homens tentaram te pegar, mas você
não gosta de nenhum deles. Seja honesta, você gosta de garotas?

Sua pergunta me deixou rígida. Desviei o olhar tentando evitar seu contato
visual.
-Que queres dizer? Ainda não gosto de ninguém, mas isso não significa que
gosto de garotas.

-Bem, eu só estava perguntando. Por que você tem que ficar chateada?

-Não estou chateada, mãe.

-Bem, você está obviamente chateada. Seu humor está mudando. Você está
menstruada?

-Não quero mais falar com você.

Depois do jantar, peguei meu carro para casa e voltei para meu
apartamento.

Muitas pessoas me incomodaram em um único dia. Minha mãe me


apresentou a um homem. Meu irmão passou sem avisar.

Great me acolheu quando me viu entrar.

- Como foi seu encontro às cegas com o cara que conquistou a mãe? - Olhei
rapidamente para Aoey depois dessa pergunta. Os olhos suaves não fizeram
nenhum contato visual desde que entrei.
-Você sabe tudo, né? Afinal, por que você está aqui?

-Estou aqui para te ver

-Você sabia que eu estava com a mãe. Por que diabos você está aqui?

Ele sabia que eu sabia por que ele estava aqui. Great revirou os olhos e
tentou inventar algumas desculpas. Irmão bobo. Ele era tão chato.

-Queria te ver. Eu sabia que você voltaria aqui. Eu também ajudei Aoey a
procurar uma faculdade.

-Há quanto tempo você é especialista neste assunto? Vá para casa. Só há


meninas nesta sala. Um menino na sala dificulta ainda mais minha rotina.

-Faça o que você quiser.

-Vou ficar pelada! -Olhei ferozmente para meu irmão. - Vá para casa.

-Por que você está me expulsando? Eu queria estar com você.


-Não, eu quero ficar sozinha.

-Não está sozinha. Aoey também está aqui

-Eu queria ficar sozinha com Aoey. Apenas nós duas. Vamos!

Meu tom hostil assustou Great um pouco. Ele saiu com relutância. Eu me
virei para olhar em seus olhos suaves. Agora ela estava surpresa com o que
eu acabara de dizer.

Ai meu rosto ficou vermelho...

- Eu só queria que ele saísse daqui.

-Ok - Aoey assentiu e ainda não olhou para mim. Ela não falou muito.
Achei estranho porque ela estava muito falante naquela manhã.

-Você está bem, Aoey?

-Estou bem.
Agarrei seu braço, mas ela me soltou. Eu me senti rejeitada. Meu ego estava
machucado. Ela sabia quantas pessoas queriam que eu as tocasse? Mas ela
me rejeitou.

-O que aconteceu? Você fica mal-humorada comigo o tempo todo -


perguntei francamente. Ela fez uma pausa com essa pergunta, mas ainda me
deu as costas.

-Eu nunca sou mal-humorada com você.

-Você está agora. Você está brava comigo por alguma coisa e eu quero saber
por quê. - Meu tom agora era firme, mas ela ainda rejeitou.

-Não estou de mau humor.

-Se você me contar por quê... - Me aproximei dela e fiz alguma coisa.
Nunca pensei que conseguiria fazer isso. Passei meus braços ao redor de
seu corpo. Descansei meu rosto em sua nuca. Senti um cheiro agradável. -
Eu vou te recompensar. Eu não quero brigar com você.

Espere... o que eu estava fazendo?

Minhas pernas caminharam em direção a ela e meus braços a envolveram.


Eu me surpreendi e percebi o que tinha acabado de fazer 2 segundos depois.
Mas se eu a soltasse e fosse embora agora, seria ainda mais estranho..

Aoey também ficou surpresa. Eu podia sentir a tensão em seu corpo, mas
depois de um tempo ela relaxou e tocou suavemente meus braços.

-Não estou brava com você, sério. Mas não sei como explicar.

- Conti-me. Estou escutando.

Ela não me rejeitou, então fiquei onde estava. Descansei meu queixo em
seus ombros. O cheiro da fragrância de seu cabelo me fez relaxar e eu não
queria me mexer. Eu estava tentando ser doce?

-Ah?

-Não me sinto bem sabendo que você saiu com um garoto.

Ela fez uma pausa enquanto tentava explicar.

-Como posso explicar isso? Estou preocupada contigo. Não quero que você
conheça o cara errado.
-Não se preocupe comigo. Minha mãe já avaliou. Ele é perfeito, bonito,
bem educado e vem de uma boa família.

-Então você gosta agora? - Aoey balançou meus braços e deu um passo à
frente. Ela tentou escapar do meu abraço. - Se ele é tão bom, você deveria
sair com ele.

-Eu não disse que gosto.

-Ele é muito perfeito

Seu tom áspero me confundiu. Eu estava de bom humor e agora não estou.

-Ele é bom, mas isso não significa que eu goste dele. Se eu gostasse de
alguém, é só uma questão de gostar ou não. Isso é tudo. - Eu passei meus
braços em volta de mim e me senti chateada. - Se você fosse homem, eu
pensaria que você estava com ciúmes de mim.

-Louca!

-Sim, estou louca porque você não é homem, por isso estou confusa - Isso
também a deixou desconfortável.
-Só estou preocupada com você. Estou preocupada que, se você tiver
namorado, possa se distrair com os estudos.

-É isso que te preocupa?

Sorri, agora me sentindo desafiada e feliz. Eu a achei fofa por estar tão
confusa. -Talvez eu tenha me preocupado demais. Sinto muito.

-Você não precisa pedir desculpas. Somos amigas íntimas. É normal você se
preocupar comigo.

-Tudo bem - Aoey olhou para mim -É normal ficar preocupada com amigas
próximas.

-Sim

- Geart me beijou na bochecha hoje - disse ela.

Abri a boca surpresa. Eu senti como se tivesse levado algo duro no


estômago.

Olhei para Aoey como se estivesse com muita raiva.


-E você deixou ele fazer isso com você? -gritei com ela incontrolavelmente.

-Sim, eu só queria saber se você concordaria com isso.

Cerrei o punho e olhei ferozmente em seus olhos. Agora comecei a perder o


controle de mim mesma.

-Você estava bem com isso?

-sim

Um sorriso apareceu em seu rosto. Seus olhos brilhantes me deixaram


sensível. Eu me senti como se fosse uma criança que foi pega fazendo algo
errado, mas nem sabia o que fiz de errado.

-Você sentiu alguma coisa? - Aoey caminhou em minha direção e tirou os


óculos. Ela era mais baixa que eu e olhou para mim mostrando seus lindos
olhos. - Você se sente preocupada comigo?

- sim

-...
-Foi assim que me senti quando soube que você teve um encontro às cegas
com um homem.

Seu doce sorriso fez meu coração bater mais rápido. Sua voz doce me
hipnotizou e ela fez questão de que eu seguisse cada palavra que ela dizia.

-Você quer dizer que Great não beijou você?

-Você sabe que não gosto que ninguém me toque. Sinto que todos estão
sujos, exceto você, Gen.

Maldita seja! Eu esqueci disso. Fiquei tão chateada pensando em outro cara
beijando ela e esqueci da possibilidade..

Ela segurou meu rosto com as duas mãos depois de me ver atordoada.

-O que você faria se Great realmente me beijasse?

-...

-Você não gosta, certo?


- Não, não gosto.

- Isso é estranho. Nós duas nos sentimos assim.

-Sim.

-Se fossemos homens, ficaríamos com ciúmes, mas somos apenas amigas
íntimas.

Desviei meus olhos para o chão. Pedi-lhe que usasse óculos porque não
suportava aqueles olhos.

-Sim isso é verdade. - Eu admiti isso

- Então, não me sinto tão bem hoje porque estava com ciúmes de você. - Ela
parecia estar falando sozinha e me abraçou pela frente. Agora ela gostava
de ser tocada por mim. Ela era muito diferente de como era no começo.
Acho que estávamos mais próximas do que antes.

Passei meus braços em volta dela e abracei aquele pequeno corpo com
força. Eu mal toquei em alguém assim. Foi estranho que ela a tenha deixado
fazer isso.
Ela foi minha primeira amiga.

Meu primeiro abraço.

Meu primeiro ciúme

-Sim, eu também estava com ciúmes.

Eu sabia que isso não era normal.

Eu fui uma garota inteligente durante toda a minha vida. Então, eu seria
inteligente sobre isso também.

Agora as luzes estavam apagadas e nós duas fomos para a cama. Foram
mais de 30 minutos em que ficamos em silêncio. Fingi estar dormindo, mas
minha cabeça estava cheia do que havia acontecido. Minha cabeça parecia
um Vídeo repetindo a cena daquele dia e voltando. Aoey girou de um lado
para o outro. Finalmente ela estendeu a mão para meu braço, envolveu-o
cuidadosamente e se aproximou de mim. Eu podia sentir o cheiro do
sabonete dela.

Ela ficou mais calma quando eu a abracei. Isso acontece bastante. Ela se
sente mais calma quando eu a abraço, Ela se sentiu segura e dormiu a noite
toda. Mas agora eu não consegui dormir porque meu coração batia muito
rápido. Percebi que meu coração batia muito rápido, deu um pulo naqueles
olhos doces. Agora eu não gostei de mim

>Diga-me, você gosta de garotas?»

A pergunta da minha mãe agora ecoava na minha cabeça. Muitos


sentimentos passaram por mim. Eu nem sabia o que era. Não me senti mal,
mas ao mesmo tempo também não me senti bem.

Enquanto eu lutava comigo mesma mentalmente, Aoey se aproximou de


mim e virou o rosto na minha direção. Nossos rostos estavam tão próximos
um do outro, mas eu fingi estar dormindo. Ficamos em silêncio por muito,
muito tempo. Achei que ela devia estar dormindo.

Mas eu senti que ainda estava se movendo. O leve cheiro de sabonete


estava mais perto e senti um leve toque....

Em meus lábios

Seus lábios estavam pressionados contra os meus suavemente. Não


consegui abrir os olhos porque deveria estar dormindo. Ela roubou um beijo
meu. O ladrão virou-se para o outro lado e respirou calmamente.

Um beijo.
Naquele momento, abri os olhos em estado de choque na escuridão. Tive
dificuldade em respirar porque foi inesperado.

Não, não era isso que amigas faziam..

Não parecia que éramos amigas.


MATE - Querida amiga
Capítulo 10 - 10

- Onde você vai, Gen?

Sentei em frente ao espelho, me maquiei, olhei para ela no espelho e


respondi: - Tenho encontro com o Tod.

Ela se lembrou do nome do cara com quem minha mãe marcou um encontro
para mim.

-Vocês dois são próximos. Isso é um pouco rápido.

-Não é tão difícil porque temos o produto químico certo. Assim como você
e eu, não nos víamos há muito tempo, mas também nos aproximamos
rapidamente. - Sorri e escovei minha bochecha para um toque final. Agora
eu estava pronto para ir.

- Você vai se atrasar esta noite? Te espero para jantar.

-Pode ser tarde. Posso me atrasar .Não espere.


-Por que você vai se atrasar?

-Vou a um encontro.

Eu sorri e fui embora. Aoey vestiu minha camisa e ia dizer alguma coisa,
mas eu a interrompi.

-Tenho pressa. Conversamos mais tarde - deixei ela sozinha no quarto e saí
carregando um sentimento de culpa. Eu tinha que me livrar desse
sentimento de merda o mais rápido que pudesse!

Não me sentia bem sendo sensível a minha amiga próxima. Desde o beijo,
planejei manter distância adequada. Nasci menina e não seria bom se
acabasse tendo namorada. Achei que esse sentimento entre nós poderia vir
da intimidade que tínhamos. Estávamos muito perto e foi muito estranho
contar a ela.

«Aoey, não deveríamos nos beijar. "Eu gosto de pênis que você não tem."

Eu não poderia dizer algo assim, não, nunca.

Eu tive um encontro com Tod. O menino que minha mãe me apresentou.


Iniciei um bate-papo em um aplicativo de bate-papo. Eu flertei com ele e o
convidei para sair. Naquele momento estávamos sentados um de frente para
o outro e eu não tinha ideia do que conversar.

Eu não era boa em namorar.

Normalmente os homens fariam um esforço, mas desta vez fui eu quem o


iniciou. Eu tive que tentar entretê-lo.

-Vou te convidar desta vez. Peça o que quiser comer - Tod sorriu olhando
para mim e ergueu as sobrancelhas. Ele não era como os outros homens que
olhavam para mim como um cachorro olha para um avião no céu.

-Isso não seria bom. Eu sou um homem. Não posso deixar você pagar. Se
sua mãe descobrir mais tarde, terei problemas.

-Se a mamãe soubesse que eu te convidei para sair, ela ficaria feliz. Por
favor peça. Eu sou rica..

- Você é tão esnobe.

Olhei para ele com raiva. Ele sorriu se desculpando - E você fica com raiva
facilmente. Acho que ninguém nunca te contou isso.
- Por que você está sendo desagradável comigo? Não estou aqui para
começar uma briga.

-O que você disse quase podería causar uma briga. Você provavelmente foi
mimada pelos homens. Você tem amigos?

- Sim

Eu respondi me sentindo chateada. Ele achava que por ser quem deu o
primeiro passo conquistou o direito de falar assim comigo.

-Como eles podem ser seus amigos?

- Não precisamos comer se você disser algo assim. - Empurrei aqueles


cardápios pesados para o chão. Tod recostou-se, abraçou-se e balançou a
cabeça.

-Tudo que você tem é um visual lindo

Cerrei os dentes com força pensando em pegar um copo enorme que estava
no meio da mesa e acertar bem na cabeça daquele futuro médico.

-Sejamos honestos. Não gosto de ti.


-Eu também não gosto de você. Você é uma boca grande. - Eu não pude
evitar. O futuro médico riu e tomou um gole d'água na minha frente. -Quer
dizer... eu não posso sair com você, Isso é o que eu queria dizer hoje.

Olhei para ele, com mais raiva do que antes. Na minha vida, rejeitei pessoas
e nunca fui rejeitada antes. Mas agora este médico disse que não me queria
na vida dele.

-Eu também não gosto de você.

- Então por que você me convidou?

-Eu só queria te conhecer mais. Talvez eu pudesse gostar de você, mas já


percebi que não há nada que eu goste em você.

-Isso é porque eu te rejeitei?

- Você não merece olhar para mim. - Agora eu estava tão chateada que senti
vergonha. Se eu tivesse uma arma, atiraria nele.

-Como seus pais criaram você? Você nunca conheceu decepção antes. É
bom e ruim.
- Agora você está criticando meus pais. - Levantei-me frustrada. - Você é o
maior idiota que já conheci na minha vida.

-Antes de ficar com raiva, você pode primeiro ouvir por que eu te rejeito?

-Não.

-Estou namorando alguém e é um menino...

-Eu disse n......o que... - Sentei-me imediatamente surpresa. Tod tomou um


gole d'água e colocou as mãos sobre a mesa conversando novamente.

-Você ouviu bem. Eu te rejeito porque tenho namorado. Não quero que você
sinta nada por mim.

-Eu não tenho nenhum sentimento por você.

-Eu sabia que você não sente nada desde que nos conhecemos no primeiro
dia. Estou surpreso que você tenha me convidado para sair hoje.

- Você poderia ter dito não - suspirei e me senti mais leve. Agora ela estava
com vergonha de ter flertado tanto com ele no chat. O rosto bonito juntou as
palmas das mãos e colocou-o sobre a mesa.

-Estou aqui para te pedir ajuda.

-Que ajuda você gostaria de pedir a uma garota que acabou de criticar?

-Bem, você não está bem treinada...

Olhei para ele, porque ele ficava me criticando, mas eu não o odiava. Talvez
o que ele disse fosse verdade ou ele tivesse o que era preciso para dizê-lo.

-Você quer minha ajuda, mas continua me criticando. Devo ajudá-lo?

-Você é uma garota mimada, mas criticar a si mesma fez você ver a verdade
e me ouvir mais.

Revirei os olhos e olhei pela janela. Mas eu vi alguém parado ali olhando
para dentro. Tive que fingir que não a vi e desviei o olhar.

Claro que eu vi. Ela ficou lá. Meu coração tremeu. Por que ela estava aqui?
Me seguiu?
Meu coração apertou desconfortavelmente com aqueles olhos. Eu não
conseguia respirar. Eu tive que olhar para Tod agora e implorar por ajuda
por causa da expressão em meus olhos.

-Está bem? Tu não pareces bem.

-Não tenho me sentido bem ultimamente. Como posso te ajudar? - Eu


queria sair do restaurante mesmo tendo acabado de chegar e não ter pedido
nada. O futuro médico ergueu as sobrancelhas surpreso.

-Pode ser um pedido estranho.

-Diga-me, eu te ajudo se puder.

-Eu quero que você finja ser minha namorada.

-Ah?

-Quero enganar minha familia. Estou entediado com os encontros às cegas


que eles organizam. Você não está saindo com ninguém agora, está? -Ele
procurou confirmação. Olhei pela janela com o canto do olho e balancei a
cabeça.
-Não, não estou.

-Então você pode fingir ser minha namorada. Se você conhece alguém,
então podemos nos separar. - Fiz uma pausa e processei mentalmente... O
que eu estava ganhando com essa situação? Meu coração disparou quando a
vi com o canto do olho.

-Eu tenho uma condição - olhei para ele com firmeza.

- Diga-me

-Você vai fingir ser meu namorado na frente de alguém também.

Ele riu se divertido.

- Negócio fechado.

-Negócio fechado.
Eu não sabia como fui parar lá. O homem com quem eu queria namorar
para me livrar daquele sentimento estranho com uma mulher acabou se
revelando gay. Ele também me pediu para fingir ser sua namorada. Eu
queria saber se não havia ninguém neste mundo normal. Conheci um garoto
perfeito e ele gostava de garotos. Sou uma mulher perfeita e gostei de
mulher também.

Ela era minha única e próxima amiga!

Depois de um tempo, tentei olhar pela janela. Eu não a vi parada no mesmo


lugar. Pensei em deixá-la ir, mas meu coração estava tremendo agora. -
Você é simplesmente linda, mas tem um caráter tão ruim. Não mexa as
pernas assim. - Tod sorriu e olhou para mim. Sua grande boca sarcástica
não parava de se mover. Tive vontade de cutucar o olho dele com um garfo
na mão, ele parecia mais calmo quando falava aquelas coisas. O lindo
garoto me perguntou francamente.

-Que tem em mente?

-Nada, tenho que ir ao banheiro. Volto em um momento..

Finalmente me levantei e procurei Aoey imediatamente. Eu a ignorei


quando a vi parada ali, mas agora que ela se foi, eu estava procurando por
ela.
Segurei o telefone na minha mão com força. Devo ligar para ela? Estaria
tudo bem se ela percebesse que eu a vi lá? Minha cabeça estava girando
enquanto meu dedo discou o número dela. Eu estava confusa. Então eu vi
Aoey de camiseta, jeans e seus velhos sapatos de lona em um pequeno beco
ao lado do restaurante em direção ao banheiro.

Ela pegou o telefone com a voz trêmula. Eu me escondi para ver como ela
reagiria quando falasse comigo.

(Olá Gen)

-Onde você está, Aoey?

(Estou em casa.)

Ela estava se referindo ao nosso condomínio. Suspirei quando ela mentiu.

Por que ela fez aquilo? Ela não deveria ter demonstrado o que sentia por
mim.

Éramos apenas amigas!

-Estou em um shopping agora. Quer algo de comer?


(Não, não se preocupe. Eu mesmo vou pegar algo.)

Os olhos suaves ficaram em silêncio e então perguntaram. (Como você está,


Gen? Como está seu encontro?)

-Está bem. Ele é um cara legal, diferente de qualquer outro cara.

Ele tinha uma boca grande e gostava de homens. Eu não menti para ela. Ele
realmente era diferente dos outros meninos.

Agora houve uma longa pausa entre nós. Senti dor no coração por dizer
algo assim, mas queria interromper tudo o que havia de errado entre nós.
Seria melhor no longo prazo. Eu não queria que nosso relacionamento fosse
pior.

-Aoey, agora eu tenho namorado. Quero que você o conheça porque somos
amigas íntimas.

Apertei o telefone na minha mão com tanta força que estremeci. O outro
lado da linha estava tão quieto até que ela finalmente disse alguma coisa.

(Isso foi rápido)


Ela respondeu com uma voz calma e controlada.

-Mesmo que eu tenha namorado agora. Você ainda é minha melhor amiga.

-...

-Se você se sentir sozinha, pode sair com alguém. Posso apresentar-te a um
bom rapaz.

(Tenho que ir.)

Ela desligou o telefone imediatamente, como se já bastasse. Deixei cair os


dois braços como se não tivesse forças. Mas eu disse a mim mesma que isso
poderia ser bom.

Nós duas éramos mulheres. Não deveríamos gostar uma da outra,


principalmente porque ela é minha melhor amiga.
Não era natural!
MATE - Querida amiga
Capítulo 11 - 11

Como ela achava que eu tinha namorado, Aoey ficou longe de mim.
Embora estivéssemos na mesma sala, não nos tocávamos e não
conversávamos sobre assuntos pessoais. O colírio para os olhos pode estar
ocupada com seu novo romance e sua matrícula na escola. Ela não tinha
muito tempo para mim. Eu também estava estudando muito, tinha tantos
projetos dos meus professores. Então, não tínhamos tempo uma para a
outra.

O tempo voou tão rápido. Aoey finalmente entrou na faculdade que queria,
mas o que a frustrou foi meu irmão, que também entrou na mesma
faculdade que ela na mesma turma.

-Posso estudar o que quiser. Mamãe e papai não me pressionam. Eu queria


estudar onde Aoey estuda.

Naquela época ele falava dela como se ela fosse uma amiga intima, Os
olhos doces não pareciam se importar e agora estavam mais próximos um
do outro do que de mim.

Como é que havia um muro entre nós?


-Haverá trotes na universidade por 3 noites -Great me contou o que
aconteceria antes de começarem a escola. Eu balancei a cabeça e olhei paral
Aoey.

-Você está bem em passar algumas noites em outro lugar?

- Por que isso não estaria bem?

Aoey e eu fizemos um breve contato visual. Os olhos gentis rapidamente


desviaram o olhar. Eu estava com raiva. Claro, ela não ficaria bem. Ela não
gostava que ninguém a tocasse. Haveria muito contato físico na atividade
de trote.

-Isso é bom se você estiver bem.

Desde então, Aoey e eu nunca mais nos tocamos. Mesmo quando ela
acordou de um pesadelo à noite, eu não cheguei perto dela. Eu não daria
esperança a ela ou a mim mesma. Tentei não ficar muito emocionada. Mas
eu ainda estava preocupada com a possibilidade de ela ir para a atividade de
trote. Eu precisava fazer algo para ajudá-la.

O dia em que tive que ir para a universidade finalmente chegou. Levei


Great e Aoey para a faculdade. Os olhos doces rapidamente se despediram e
entraram com meu irmão mais novo. Ambos pareciam próximos um do
outro.

Fiquei chateada ao ver isso e rapidamente liguei para alguém para consertar.
Não muito tempo depois, a pessoa correu até mim no portão da
universidade e sorriu amplamente.

-É mesmo você, Bela! Isto é um sonho.

-Você não está sonhando. Sou eu aqui

-Ainda parece um sonho.

-Nut - Um homem que uma vez ameaçou cortar o pulso para chamar minha
atenção. Ele ainda olhava para mim como um perdedor que nunca poderia
chegar até mim. O cara alto olhou para mim com admiração. Eu devolvi
isso com um belo sorriso. Eu nunca teria pensado que teria que vê-lo
novamente. Felizmente ele estuda lá e estava em uma reunião para
atividades estudantis.

-Você pode me ajudar com o que eu te pedi?

- Aqui está. - Ele me entregou um grande cartão rosa pegajoso.


-Basta pendurar isso no pescoço. Você será um dos membros de um comitê
do conselho aqui. Mas não deixe ninguém te pegar.

-Obrigado. Vou levá-lo para jantar.

-Você realmente vai me convidar para jantar?

-E um filme.

Acho que valeu a pena a troca, embora tenha me sentido um pouco enojada
com isso. Eu queria ver com meus próprios olhos para ter certeza de que
Aoey realmente conseguiria superar esse período, apesar do muro entre nós.

Por que eu era tão legal?

Nut tornou tudo mais fácil para mim. Ele me enviou uma folha de
atividades. Muitas pessoas que não me reconheceram me olharam de forma
estranha.

Nut me apresentou como sua namorada. As reações do povo foram


inestimáveis.
Até eu fiquei surpresa, mas tudo bem, desde que eu pudesse evitar todas as
perguntas intrometidas.

As atividades de boas-vindas à faculdade foram cantar a música da


faculdade, escrever seu sonho, blá, blá, blá. Eu secretamente olhei para
Aoey e ela parecia bem com eles. As vezes ela simplesmente ficava parada
com os braços em volta dela porque tinha medo de ser tocada.

O que causou isso? Ela parecia em pânico ou com medo de ser tocada
demais e isso me preocupou.

Então, finalmente, a atividade quebra-gelo que os veteranos forçaram os


calouros a jogarem juntos..

Tocar...

Depois de todos os amigos se reunirem em um círculo de mãos dadas para


cantar uma música, mas não era um círculo completo quando uma pessoa se
recusava a dar as mãos, essa pessoa era Aoey. Ela se abraçou com força
enquanto todos os seus amigos olhavam para ela com grande julgamento.
Um doce veterano aproximou-se dos olhos doces para perguntar se ela
estava bem. Fiquei ali, observei tudo o que aconteceu, mas não sabia o que
eles estavam dizendo. Mas tudo parecia tenso. De repente, o homem mais
velho estendeu a mão e tocou-a, mas ela o empurrou com força.
-Não me toque!

Isso era o que eu esperava.

-Eu não fiz nada com você. Por que isso é tão importante?

- Eu disse para você não me tocar - Aoey ergueu as sobrancelhas e olhou


para o menino que agora parecia zangado. -Sujo.

-Ei, isso é demais. Tomei um banho. Eu não estou sujo...

Outra garota mais velha interrompeu imediatamente. Ela tentou parar tudo,
mas assim que tocou Aoey, aconteceu de novo.

-Não me toque. Suja.

Foi um desastre quando Aoey se tornou uma aberração na frente dos mais
velhos e de todos os seus amigos. Eu senti pena dela. Eu estava prestes a se
adiantar para ajudar, mas de repente um cara alto interveio e ficou entre os
mais velhos e Aoey.

- Está bem. Se você não gosta, não a toque. Não vale a pena.
A voz baixa e profunda disse alto e claro antes de se virar para Aoey e
dizer: - Você pode descansar comigo aqui.

Aoey olhou para ele e acenou com a cabeça. Ela seguiu o cara alto enquanto
eu observava de longe. Tentei procurar aqueles dois onde eles estavam.
Encontrei-os sentados dentro de um estádio.

Eu não sabia do que eles estavam falando, mas a situação parecia muito
tensa. Aquele lindo garoto passou os braços em volta dele, olhou para Aoey
e saiu. Aoey ficou sozinha lá por muito tempo. Depois de um tempo, ela
abraçou os joelhos e começou a tremer e a chorar.

Dor...

Senti uma sensação forte no peito que me deu vontade de gritar. Quase
enlouqueci ao vê-la chorar. Porque ela choro? Eu me preocupei com ela.
Quem a confortaria?

Quando minha paciência chegou ao limite e eu estava prestes a entrar,


aquele belo homem mais velho voltou e entregou-lhe uma garrafa de água
fria. Os olhos gentis enxugaram timidamente as lágrimas e ergueram os
olhos. O menino conversou com ela por um tempo antes de se sentar ao
lado dela a uma certa distância.
Agora ela tinha um amigo.

Desgraçado.

- Gen- A voz me incomodou.

Nut saiu para me procurar. Ele me deu um grande sorriso depois que
finalmente me encontrou e me mostrou seus 32 dentes. Ele parecia o
Godzilla com todos aqueles dentes.

-Nut

-Procurei você em todos os lugares -Nut seguiu meu olhar e pareceu


surpreso

-Essa é uma garota problemática

-Sim, esse é minha amiga.

-Você pediu para entrar porque está preocupada com essa garota?

- Sim - eu balancei a cabeça.


-...

-Ela é um pouco estranha, por isso me preocupo com ela. Eu sabia que tudo
terminaria assim - olhei para Nut e dei a ele o sorriso mais lindo que pude e
gentilmente toquei seus braços de forma sedutora. -Nut, posso pedir sua
ajuda para cuidar dela?

Ele olhou para mim obsessivamente quando ouviu isso. Ele parecia estar
quase chorando quando flertei com ele. -Sim, claro, vou cuidar bem dela.

-Diga aos seus amigos que ela tem alguns problemas. Ela não gosta de ser
tocada ou ela...- Fiz uma pausa e inventei uma história - ela vai
enlouquecer.

-Ficar louca?

-Sim, mas ela tem que ficar aqui por 3 dias. Ela não pode passar 3 dias
assim. Por favor, ajude-a, - sorri para ele novamente. - Vou reservar dois
ingressos para um filme, ok?

-Claro, sem problemas. Ninguém vai tocar nela nestes 3 dias. Todos vão
tratá-la bem. Eu prometo.
- Obrigado, Nut e não deixe ela saber que eu pedi tudo isso.

-Porque?

-Ela não quer que ninguém saiba que ela tem uma doença mental e só eu
sei. Se você não consegue guardar esse segredo... é uma pena. - Nut
rapidamente quis me agradar como se fosse meu herói.

-Eu prometo. Confie em mim

-Obrigado

Depois de pedir a Nut para me ajudar com Aoey, fiquei para observá-la um
pouco mais antes de ir para casa. Durante os três dias inteiros fiquei tão
preocupada com o colírio para os olhos. Liguei para Nut com frequência,
como se ele fosse realmente meu namorado. Nut felizmente me atualizou
sobre Aoey, que conseguiu se adaptar. Ela tinha mais amigos e ninguém
tocava nela porque sabiam do problema. Isso me ajudou muito a me
acalmar.

Mas eu ainda estava chateada com alguma coisa.

-Jade está ajudando Aoey de perto. Agora eles são como amigos íntimos -
Nut se referiu àquele homem mais velho e bonito que resgatou Aoey como
um herói em um cavalo branco. - Aoey é uma aluna do primeiro ano muito
popular. Todo mundo pensa que ela é tão misteriosa. Quando ela tira os
óculos, as pessoas dizem que ela é tão linda. Mas essas pessoas nunca te
conheceram, por isso acham ela linda.

-Tirar os óculos? -Eu cerrei os dentes e fiquei tão chateada que Aoey não
fez o que eu pedi. Aqueles olhos convidavam problemas.

- No começo ela parecia uma pessoa problemática, mas agora todo mundo
gosta dela. Ela é fofa e calma, mas não toque nela.

- Já é o suficiente. Eu não quero mais ouvir isso.

Terminei de ouvir e desliguei imediatamente. Agora ela era popular. Que


diabos foi isso?

Já se passaram 3 dias, então fui buscá-la na universidade. Sentei-me no


carro e observei-a de longe. Eu queria ver o quão feliz ela ficava quando
não estava comigo. Um grande grupo de amigos a seguiu e conversou com
ela. Eles riram e conversaram como se tivessem se divertido muito. Aoey
ficou no meio do círculo como se fosse uma estrela cercada por pessoas.
Uma das pessoas era Jade, aquele lindo veterano. Eu queria saber se ele
ficaria feliz quando me visse. Saí do carro e acenei para ela, pedindo
atenção. Todos olharam para mim em estado de choque, mas eu não me
importei. Eu só me importava com uma pessoa.

De repente, quando ele me viu, seu sorriso desapareceu de seu rosto.

Maldito seja. Isso foi frustrante.

Great que também estava atrás, correu em minha direção quando me viu.
Ele parecia tão chateado quanto eu. Quando ele me alcançou, começou a
me contar coisas que já sabia como uma criança fofoqueira.

-Agora ela é uma estrela. Ela também pode ganhar o voto popular. Olha
aqui, todos a cercaram como uma estrela.

-Não seja um perdedor.

-Não vou me render. Estou apenas chateado.

Não respondi nada porque Aoey se aproximou e me cumprimentou.

-Olá Gen, como você está?


- Como você está?... - Sério? Era uma pergunta tão distante. Faz apenas 3
dias que não nos víamos, por que ela fez uma pergunta estúpida?

-Estou bem como sempre. Deveríamos voltar?

-De acordo.

Sua alegria de estar com os amigos agora desapareceu no ar, como se


tivesse sido engolida por um buraco negro. Deixei Great na casa da minha
mãe e voltamos para casa. Houve um silêncio constrangedor durante todo o
caminho. Em outro momento ela teria me atualizado sobre o que havia
acontecido nos últimos 3 dias. Não é isso que as amigas fazem?

-Faz 3 dias que não estou aqui....- Os olhos suaves disseram -Você não quer
saber como tem sido meus dias?

- Como vai? Você parece bem, no entanto. Você parecia feliz. Eu vi você
sorrindo de longe.

- Você não sabe como me sinto, mas... esqueça. Eu não sou tão importante.

Sarcasmo
-Como vai?

-Nada para atualizar.

- Por que você quer que eu pergunte então?

Não prestei muita atenção na maneira como fiz a pergunta porque não sabia
realmente o que perguntar. Porque eu sabia tudo. Eu sabia como era o dia
dela. Eu sabia sobre ela mais do que qualquer outra coisa.

Os olhos suaves olharam para mim como se ela estivesse desapontada e


triste. Fiquei surpresa ao ver lágrimas em seus olhos.

Eu perdi diante das lágrimas dela...

-Desde que você tem namorado. Você não se importa mais comigo

-O que você disse? Claro, eu me preocupo com você.

- Assim como você está agora. Não tenho nada importante para você. Você
nem me perguntou como eu estava nos últimos 3 dias. Quando eu não disse
nada, você não se importa em perguntar mais nada. Eu sabia que se você
tivesse namorado eu perderia meu lugar
- Você? Estou tão confusa. Como você perdeu seu lugar?

-Agora. Você não se importa mais comigo. Não só agora, quando


dormimos, você nunca mais me abraçou. Você nunca mais chegou perto de
mim. Você me trata como se eu fosse algum tipo de germe.

-Aoey, nunca pensei isso. É só que... eu realmente não sabia o que dizer a
você. - Como eu poderia dizer a ela que não a abracei porque não consegui
ir mais fundo?

-Eu durmo muito profundamente, então não te abracei.

-Não, porque você tem namorado, então você se distancia de mim. É tão
bom ter um namorado - disse o olhar meigo com um tom sarcástico. -Talvez
eu mesma precise ter um.

Mordi meu lábio com força quando ouvi isso. Ela queria ter um namorado.

Senti muita dor no peito. Mas o que eu tinha agora era tão antinatural, então
tentei negar o máximo que pude.

-Na verdade, é uma boa ideia. Talvez ele possa te acalmar


-...

-Então você pode parar de querer atenção.

Aoey olhou para mim com descrença e raiva ao mesmo tempo. Ela não
gritou, mas sua voz mostrou claramente que estávamos em guerra.

-Bom.

Vou arrumar um namorado.

-Não se esqueça de apresentá-lo.

Essa foi a última frase que dissemos antes de tudo silenciar. Ela estava tão
feliz com outras pessoas, mas jogou alguma merda em mim quando me viu.

Quão legal foi isso?


MATE - Querida amiga - 12
Capítulo 12 - 12

Eu não sabía por que, mas Aoey e eu estávamos tão distantes. Dormiamos
no mesmo quarto, mas não sentiamos que estávamos juntas. Mas acho que
parte disso foi por causa da faculdade. Tanto Aoey quanto eu nos
concentramos nos estudos e em nossa nova vida social.

Uma nova vida social....

Isso me incomodou um pouco quando pensei no que conversei com Great


ao meio-dia. Meu irmão me contou sobre Aoey. Ele fofocava como se fosse
uma criança cujos brinquedos foram roubados por outras pessoas. Agora ela
estava cercada por amigos da sua idade e alguns mais velhos, como insetos
voando ao redor de uma linda flor. Ela também tinha muitos amigos. Agora
eu também estava com um pouco de ciúme dela. Pensei que se não tivesse
ajudado com o romance publicado, ela não teria dinheiro suficiente para
estudar.

Eu não gostei de ter esse pensamento.

Agora eu estava livre de tarefas ou projetos atribuídos, então passava meu


tempo livre desenhando em meu cademo de desenho. Fiquei frustrada
porque muitos dos desenhos do meu livro eram seus lindos olhos. Eu queria
falar com ela, mas estava orgulhosa demais para começar primeiro. Eu era
Genlong. Nunca cedi por ninguém, especialmente por uma garota que me
deu piolhos.

-Você tem muito o que estudar?

Eu me odiei por iniciar a conversa. Ela me fez ir contra todas as minhas


regras da vida, droga.

-Sim

Sua breve resposta me incomodou um pouco. Cerrei os dentes em resposta,


mas Aoey não percebeu isso. Ela não falava muito, então eu tive que
continuar falando com ela. Enfiei a cabeça em seu caderno e tentei lê-lo.

-Por que você escreve as mesmas coisas repetidamente em cada livro?

Quando Aoey viu que eu li isso, ela tirou o livro das minhas mãos. Não foi
uma ação muito hostil, mas ela levantou a voz. - voltar.
-...

-Então posso me lembrar se os repeti.

Não....

Essa nota era para outras pessoas. Suspirei e olhei para ela.

-Você está fazendo anotações para outras pessoas?

Ela me olhou irritada porque eu ficava remexendo nas coisas dela.

-Meu amigo não veio hoje. Deixo uma anotação para ele.

- Ele está pagando sua mensalidade?

-Só estou ajudando ele.

-É bom ajudar outras pessoas, mas não seja estúpida.

-Eu não sou estúpida!


-Bem, eu não gosto de pessoas estúpidas.

Foi assim que ela se tornou amiga, sendo usada como empregada. Fiquei
curiosa para saber como seria a vida dela na faculdade, com que tipo de
amigos ela andava.

Sai com Todd naquele dia. Ele também levou o namorado conosco. Eu não
sabia como reagir quando meu namorado me apresentou ao outro
namorado.

-Este é meu namorado. Singha.

Um garoto alto, bonito e de pele escura que você nunca diria que gosta de
homens. Ele reconheceu minha existência balançando a cabeça. Eu gostava
de julgar as pessoas quando as via. Percebi que esse cara era... o melhor.

Ahhh, meu Tod era o botton!

Talvez eu tivesse que ler o romance Boy Love na Internet para ver como
eles faziam isso.

-Tenho que te agradecer.


-Deve ser conveniente para você sair já que você me tem como disfarce

Tod e eu estávamos mais próximos agora, pois conversamos abertamente


sobre sua preferência sexual. Sua familia era muito rígida. Ele disse que seu
pai contratou alguém para segui-lo e ver aonde ele ia. Foi difícil para ela ver
o namorado.

O pai dele era mais rígido que o meu, que tinha uma filha linda.

-Tenho uma pergunta que queria fazer há muito tempo. Posso te perguntar
uma coisa?

Olhei para os dois homens à minha frente.

-O que é isso?

-Se Tod é estudante de medicina, Singha deve ser engenheiro.

Eu lancei uma pergunta e uma resposta ao mesmo tempo. O menino bonito


balançou a cabeça.

-Não, eu estudo administração.


-Então não é necessário que um médico namore um engenheiro.

-Por que engenheiro? - Tod riu ao me ver e pareceu confuso.

-Não sei. Eu vi isso em livros e na Internet. O romance BL é sempre uma


história entre um médico e um engenheiro. Nunca vi ninguém trabalhar
como professor, médico, agricultor, pescador ou pedreiro.

Seria divertido imaginar um cara grande e musculoso coberto de suor em


um canteiro de obras, flertando com uma mulher dizendo: "Eu queria foder
você com esse músculo grande e tenso".

Oh....

Quem leria isso...

-Porque engenheiro parece ótimo.

-E o médico tem que ser passivo? Por que muitos médicos são gays, Tod?

-Não sou gay. Eu só tenho namorado.


Isso foi tão absurdo. Nós três jantamos juntos e conversamos abertamente.
Singha pareceu gostar. Ele conversou muito comigo. Se ele não estivesse
com Tod, eu teria pensado que ele estava flertando comigo.

Depois de um tempo, meu telefone tocou. Foi para o meu encontro com
Nut, o veterano de Aoey na universidade, que me ajudou da última vez.
Despedi-me dos dois homens e sai para ver Nut, onde ele disse que estava
esperando. O cara alto estava esperando e parecia nervoso. Eu não gostava
desse tipo de pessoa. Eu não sabia como pessoas sem confiança poderiam
continuar com suas vidas.

Entediado...

-Nut.

Ele se virou rapidamente quando chamei ele. Eu estava usando o uniforme


da universidade porque tinha aula naquela manhã. Nut também estava de
uniforme.

- Você está aqui, gen.

-Bem, temos um compromisso, eu tinha que vir....

-Achei que você poderia cancelar.


-Não, não farei isso. Eu disse que vou pagar pela sua ajuda....

-Que ajuda?

Disse uma voz doce atrás de mim. Fechei os olhos quando percebi quem era
aquela voz. Eu odiava surpresa, mas tive que agir realmente surpresa.

- Ah, o que você está fazendo aqui? - Aoey também estava com uniforme
universitário. Ela veio com aquele homem mais velho e bonito que a
ajudou.

E ela não usava óculos.....

- Eu estava nervoso, então pedi a Jade para vir comigo.

- E Aoey está aqui com Jade - respondi. Agora eles estavam tão próximos
pra ir a algum lugar juntos..

- Então essa é a Gen, tão linda quanto você disse. - Jade sorriu para mim.
Sorri de volta e tentei o meu melhor para ser legal com ele, mesmo estando
muito chateada.
- Prazer em conhecê-lo, Jade. - Flertei com ele com os olhos para testar,
mas parecia que uma brisa passou por ele.

Ele se concentrou apenas nela... não foi ruim.

Todos nós caminhamos juntos com Jade e Aoey andando na frente. Andei
com os braços em volta do peito e sussurrei para Nut sobre o assunto que
discutimos anteriormente.

-Aoey não sabe que eu estava por trás do trote, certo? Você contou a alguém
sobre isso?

- Não, eu não contei para ninguém.

-Que bom... esses dois são bem próximos, né? - Eu fiz uma pergunta
capciosa. Nut ficou entretido o suficiente para não perceber o que estava
errado. Ele continuou me contando a história.

-Jade foi quem ajudou Aoey então. Ele era um herói aos olhos deles. Aoey
é uma garota doce. Jade gosta de garotas doces.

-De verdade...? - eu disse lenta e tristemente. -E Aoey? Ela gosta dele?


-Não sei. Hoje é o primeiro encontro para nós dois. Se ela não gostasse, ela
não estaria aqui.

Eu vi Aoey nos dar uma olhada. Olhei diretamente para ela para que ela
soubesse que eu sabia que ela estava observando. Ela se virou para Jade e
falou com ele com muita alegria. Ela queria que eu visse isso.

Ela achou que eu me importaria?

Arrrgg!

Eu estava com raiva, mas ninguém sabia.

Nut e Jade queriam convidar as meninas. Na verdade, eu disse ao Nut que


queria pagar, mas que os caras tinham que ser legais na frente das garotas.

O filme para o qual compramos ingressos foi um filme de terror, escolhido


por Aoey.

Eu não sabia o que o colírio estava pensando, mas todos concordaram. De


qualquer forma, não havia mais nada para ver. Eram 4 lugares seguidos. Os
meninos deixaram as meninas sentarem uma ao lado da outra no meio e eles
sentaram nas pontas dos dois lados então quando estávamos lado a lado eu
sussurrei:
-Como está o seu encontro?

-É bom.

-Você escolheu um filme de terror porque queria se assustar e abraçar seu


par, certo?

Aoey olhou para mim e disse: -Que inteligente.

Essa resposta curta me incomodou. Agora ela sabia como usar um tom
sarcástico comigo. Mas dei de ombros e não demonstrei emoção.

-Todo mundo sabe disso..

Ela não era a única que sabia falar sarcasticamente...

Parei de prestar atenção em Aoey e olhei diretamente para a tela. Eu tinha


que dizer que não era fã de filmes assim. Mesmo quão bem feita a
maquiagem, na minha cabeça eu sabia que eles estavam apenas atuando. Eu
só podia imaginar que as pessoas agiam como o diretor mandava. Cada ator
foi para casa e viveu sua vida fora do filme. Todos eles tiveram uma vida
como a nossa. Não havia nada a temer como no filme. Pagar dinheiro para
ver algo assim foi tão inútil para mim. Assistir a um filme às vezes era
apenas uma forma de se matar.

Mas de qualquer forma, esse filme foi muito bom. O som, a cena
assustadora, o homem pendurado no teto. Muitas pessoas gritaram no
cinema, mas eu assisti sem nenhuma emoção. Pelo canto do olho, vi Aoey
fechar os olhos com medo. Quando a cena estava prestes a atingir o clímax,
os olhos suaves procuravam alguém em quem se agarrar.

Ela não podia recorrer a mim porque precisava agir com frieza, mas
também não podia recorrer a Jade porque não queria ser tocada.

Agarrei suas mãos, entrelacei nossos dedos e apertei-os com força. Aoey
ficou surpresa e olhou para mim com dois olhos grandes. Não senti nada
com o filme, mas fingi sentir antes dela.

-Ah, estou com tanto medo.

Merda... quando isso iria acabar?

Quando Aoey viu que eu demonstrei minha fraqueza, ela foi gentil. Quando
veio a próxima cena de fantasma, ela aproximou o rosto de mim e cobriu os
olhos. Eu tive que fingir que estava com medo também só para confortá-la.
Este não era eu.
-Aqui estão eles de novo... nãooooo.

Finalmente o filme acabou...

Aoey e eu saímos do cinema de mãos dadas. Nós duas nos esquecemos dos
garotos com quem tínhamos ido. Jade e Nut olharam para nós e sorriram
como se estivessem vendo algo tão lindo.

-Duas lindas garotas de mãos dadas. É uma coisa tão fofa de se ver - disse
Nut e isso fez Aoey perceber o que estávamos fazendo. Ela soltou sua mão
e eu passei meus braços em volta do meu peito.

- Vocês duas devem estar com tanto medo, mas por que escolheram um
filme de terror? - Jade provocou Aoey, que encolheu os ombros em
resposta.

-Um terror deveria ser assustador. Parece que alguém está mais assustado
do que eu.

Ela falou sobre mim. Empurrei meu cabelo para trás e suspirei.
-Bem, era um filme de fantasmas, olhei um relógio no meu pulso. Agora é
tarde. Eu tenho que ir para casa.

-De verdade? -Nut parecia tão desapontado. -Vamos sair juntos de novo?

-Se eu não estiver morta, é possível que nos encontremos novamente. Tenho
que ir agora - eu disse e olhei para Aoey, que ficou imóvel, Percebi que
estava em um protesto. Ela não voltaría para mim.

-Vamos para casa.

-Eu não vou.

Olhei diretamente nos olhos dela, que agora me encaravam desafiadora


mente.

-Faça o que eu te disse.

-Não

-Não seja teimosa.


- Não farei.

Silêncio...

Agora todos estavam olhando para nós. Aoey fechou os lábios com força.

-Eu não vou te amar se você for teimosa.

Eu passei meus braços em volta de mim e saí furiosa, esperando que os


olhos suaves me seguissem e ela o fez. Ela me seguiu silenciosamente até o
carro. Mesmo quando ela me ouviu, ela ainda era teimosa.

- Por que você me intimidou? - Os olhos suaves olharam para mim com
tristeza. Eu franzi meu lábio. Ela estava procurando por uma briga
novamente?

- Eu não tentei intimidar você, mas simplesmente não gosto quando você é
teimosa.

- Você não vai me deixar fazer nada sozinha? Quando não faço o que você
diz, você sempre diz que sou teimosa.

- Por que você fez o que eu disse então?


-Não sei - Aoey me olhou desafiadoramente. - Eu não farei o que você diz
de novo.

- Eu não vou te amar então.

-Alguém mais vai me amar.

- Aquele cara, Jade? - Eu sorri. - Ele só parece bonito, mas nada


interessante. Afinal, por que você está com pressa de ter um namorado?

-Você me disse para arrumar um namorado! Assim não terei que chamar sua
atenção. - ela fez uma pausa e percebi que disse isso. Então fui eu quem a
empurrou para fazer isso.

-Como você vai namorar alguém? Eles nem podem tocar em você! E...
outra coisa, esse mundo é tão cruel, Você não precisa ter pressa para ter um
namorado.

- Você tem namorado. Você teve um encontro com Tod pela manhã e um
filme à noite com meu superior. Que vadia!

-O que você acabou de dizer?- Fiquei surpresa com o que ela disse.
-Zorra, vagabunda

- Você está me insultando?!

-Melhor que ninguém

Os olhos suaves abriu a porta do carro entrou em silêncio. Ela não disse
mais nada. Entrei no carro e continuei brigando.

-Por que você me insultou?

-...

-Porque você fez isso?

-Só não entendo você tem namorado mas você saiu com Nut.

-Posso sair com quem eu quiser. Posso ter mais alguns homens se quiser. É
problema meu, não seu

-Eu também farei isso.


-Não

-Porque não?

-Estou com ciúmes!

A atmosfera no carro estava agora em silêncio absoluto. Fiquei surpresa


com o que acabou de sair da minha boca. Aoey ficou igualmente surpresa e
não teve certeza se ouviu corretamente.

-O que você acabou de dizer?

- Eu disse que estava preocupada.

-Não, você disse que estava com ciúmes.

-Não, não fui isso.

-Sou míope, não surda

-Eu me sinto tonta


Desabei contra a janela e fingi desmaiar. Aoey balançou meu corpo sem
acreditar, mas fechei os olhos com força. Eu não sabia como sair daquela
situação. Ela ainda insistiu mesmo quando eu desmaiei.

Loucura... Isso foi loucura.


MATE - Querida amiga - 13
Capítulo 13 - 13

Desde que eu disse essa palavra, Aoey parecia estar de bom humor. Ela
olhava para mim o tempo todo tentando encontrar algo ali. Percebi que
estava fazendo muitas coisas suspeitas e precisava fazer alguma coisa.

-Tod virá hoje.

Os olhos suaves que estavam felizes, agora não pareciam mais muito
felizes. Fingi não vê-la.

-Por que ele virá aqui?

-Eu só queria que ele me visitasse. Eu queria te mostrar meu mundo. Queria
apresentar minha amiga mais importante ao garoto que é importante para
mim porque ambos são importantes.

Eu ganho...

Deixei-a sem palavras e ela não tinha um sorriso que me fizesse sentir
fraca. Ela não estava muito feliz, mas não demonstrou muito.
Tod chegou ao condomínio pouco depois disso. O lindo rapaz teve a
gentileza de trazer alguns lanches e apresentá-los um ao outro.

-Aqui está Aoey. Ela é minha melhor amiga. Este é Tod, meu namorado - o
menino bonito me olhou surpreso. Ele não esperava esse tipo de
apresentação. Aoey disse olá e tentou sorrir o máximo que pôde.

-Eu deveria sair ? Agora que seu namorado está aqui.

-Não, por que ir? Duas pessoas importantes na minha vida deveriam se
conhecer.

Este era um pequeno estúdio com espaço limitado. Nós três sentamos no
canto da sala enquanto Aoey preparava lanches em um prato.

- Algo está errado - Tod me disse calmamente.

-O que você está dizendo?

- Você. Algo está errado com você -Ele sorriu para mim enquanto olhava
para Aoey - Sua melhor amiga também é estranha.
-O que é estranho?

-Seus olhos.

Eu me senti analisada, então mudei minha posição sentada


desconfortavelmente. Tod gostava de analisar as pessoas e não conseguia
esconder isso. Quando nos vimos no primeiro dia, ele olhou através de mim
também, lembra? Pensei se deveria continuar encobrindo a verdade ou
contar a ele. Mas este não era o momento certo para dizer nada. Eu só
poderia pedir ajuda.

-De agora em diante você deve seguir meu exemplo, minha conversa,
mesmo quando discordar. Por favor, tenha em mente que é um ator.

-Algo errado?

-Por favor

- Bem, acho que tenho que ajudar.

- Aqui está - Aoey anunciou com lanches e bebidas. Ela se sentou e sorriu
feliz, mas sem jeito. Por que ela teve que deixar isso tão óbvio? Ela não
poderia suprimir seus próprios sentimentos?
-Você ainda tem gays te seguindo? -

O homem bonito que tomou um gole olhou para mim divertido. Mas ele
tinha que seguir qualquer que fosse o meu exemplo.

-Sim as vezes.

-Como você lidou com eles?

- O que posso fazer?

-Se eu fosse você, eu os assustaria. Foi difícil nascer como ser humano.
Eles não deveriam ser gays. Você sabia que nos tempos antigos eles seriam
punidos? Não gosto

Tentei ser desagradável, mas não concordei com o que acabara de dizer.
Aoey ficou sentada em silêncio enquanto Tod se envolvia mais.

-Eles não fizeram nada conosco. Gays não são pessoas más.

Esse cara precisa levar um soco na cara. Ele não seguiu meu exemplo.
-Eles não são ruins, mas não são pessoas normais. Se você nasceu homem,
vá em frente e seja homem. Assim como as mulheres, elas deveriam gostar
de homens, não de meninas. É tão antinatural que não gosto. - Tomei um
gole de água e pensei em outra coisa para dizer. - Uma vez uma mulher
flertou comigo, eu a afasto assim que posso.

- O que você disse para ela?

- Doente - eu disse enquanto olhava para Aoey, que evitou meu contato
visual, então enfatizei um pouco mais: - Você também, Aoey. Se uma
mulher flerta com você, você tem que rejeitá-la, as pessoas podem pensar
que você também está doente. Você deve ficar longe se estiver namorando
esse tipo de pessoa.

-...

-Se você for torta, eu também vou te odiar.

Houve um silêncio mortal entre todos nós. Eu ouvi claramente uma mosca
voando em volta de uma lata de lixo. Aoey sorriu sem jeito para nós.

-Eu nunca namorei uma mulher

-Bom.
-Vou até a loja de conveniência lá embaixo. Você quer algo ?

Olhei em seus olhos suaves e balancei a cabeça, Presumi que ela queria
fugir silenciosamente para algum lugar para processar o que acabara de
dizer. Ouvi o som de um elevador e tive certeza de que ela tinha acabado de
sair. Tod começou a discutir comigo abertamente.

-O que foi tudo isso? Quando você teve algo contra o terceiro gênero? Você
falou merda, se alguém ouvisse isso, iria querer te chutar na cara.

Olhei para Tod e recostei-me no sofá, exausta. Esfreguei todo o rosto com
as duas mãos, cansada.

- Eu estava realmente sendo desagradável?

-Você quer mandar uma mensagem para ela? -O homem bonito era
inteligente. Ele entendeu que havia algo nas entrelinhas. Eu balancei a
cabeça em resposta.

-Sim

-Vocês duas se gostam.


-Não! - Eu rapidamente rejeitei essa afirmação. -Ela gosta de mim.

-Ela sabe que você sabia disso?

-Não. Acho que nunca mostrei a ela que sei

Eu passei meus braços em volta de mim como um escudo. A reação de


Aoey ao que eu disse me fez sentir uma dor no lado esquerdo do peito. Eu
senti como se alguém estivesse me batendo uma e outra vez.

- Você deveria contar a ela francamente, em vez de fazer isso.

-Isso poderia acabar com a nossa amizade. Somos amigas e não devemos
nos envolver nesse tipo de relacionamento.

-Você acha que sua amizade ainda existirá quando você fizer isso? Parar de
vê-la pode ser melhor para vocês duas.

-Não quero parar de vê-la. Eu quero está com ela - respondi normalmente,
mas o menino bonito conseguia me ler. Houve uma longa pausa de Tod que
me fez pensar no que ele estava pensando.
-Que?

-Você sente o mesmo que ela.

- Não -gritei nervosamente e isso piorou ainda mais a situação.

-Muita emoção.

-Realmente não

-Quando tem alguém te perseguindo e você queria dizer não, como você
fazia isso?

- Eu só dizia não a eles. Isso é tudo.

- Por que você não pode fazer isso com ela?

-Ela é minha amiga íntima. - Mordi meu lábio. -Minha primeira amiga
próxima.

-Você não é boa em mentir.


-Que queres que eu faça? O que queres de mim?

Comecei a ficar com raiva dele e tentei assumir o controle da situação


ficando com raiva. Mas dessa forma só poderia funcionar com alguém que
se apaixonasse por mim, não por Tod.

O lindo garoto segurou meu rosto com as duas mãos e me forçou a olhar em
seus olhos. Seus olhos escuros olharam nos meus e agora me fizeram liberar
minha raiva.

-Você pode me contar tudo como quando eu te disse que gosto de meninos.

- Eu...

-Diga-me a verdade.

Quão perto estávamos? Havia uma voz na minha cabeça que gritava, não
admita, não conte. Por outro lado, senti que Tod era meu irmão e queria
contar a alguém sobre isso.

Se eu dissesse isso, isso se tornaria realidade?...O fato de eu não ser normal.

-Não sei - desviei os olhos - sempre me sinto fraca perto dela.


-..

-Isso significa que não sou normal? Estou com ciúmes dela. Isso deveria
acontecer?

-Ser gay ou lésbica não é um erro, Gen.

Virei as costas para ele.

-Como não é um erro? Olhe para mim! - apontei para mim mesma. -Eu
nasci com tudo. Você não vê o quão perfeita eu sou. Nasci linda, rica, bem
educada. Você sabia que falo 3 idiomas, chinês, tailandês e inglês?

-Então?

-Como alguém tão perfeita pode ter aquela mancha negra na vida?

-Por que o amor entre duas garotas é uma mancha negra na vida?

-A sociedade não é tão aberta nem eu me abro para isso.


Eu disse com a voz trêmula, se era tristeza ou raiva, eu não sabia, mas não
conseguia me aceitar por isso.

Não!

-Se você quer ser tão perfeita, namore um homem e tenha a vida mais
miserável. Se eu fosse você, gostaria de ser feliz. A perfeição não lhe dá
uma vida boa.

-Você pode concordar com a imperfeição na vida, mas eu não. Não


Genlong. Se você acha que não há problema em ser gay, por que está
mentindo para sua familia?

No início era só uma discussão, mas agora virou uma discussão sobre
LGBT.

Nunca os odiei, mas também não estava pronta para viver no mundo deles.

O que meus pais pensariam de mim? O que as pessoas ao meu redor


pensariam de mim?

- Eu não vou discutir com você agora. - Podemos conversar mais tarde
quando você estiver mais calma para conversar.
O lindo menino levantou-se e caminhou em direção à porta. Eu me senti
desconfortável por deixá-lo com raiva. Não fazia parte do problema.

Ele então de repente se virou para me confortar.

-Seja você mesma, Gen. Apenas seja feliz com quem você é.

"....."

-Seja corajosa com quem você ama, mesmo quando tiver que sair da sua
zona de conforto

Tod saiu enquanto eu ainda estava confusa e com uma forte emoção. Não
concordei com o que ele acabara de dizer. Ele era um deles. Eu poderia
dizer o que quisesse. Os humanos eram animais sociais. Se você não se
importasse com o que as outras pessoas pensavam, você teria que viver na
selva.

Eu fazia parte dessa sociedade. Eu não quebraria nenhuma regra. Eu era


uma pessoa normal, eu era uma mulher

Eu tinha que parar com esse absurdo o mais rápido que pude!
Depois de dizer isso a mim mesma, sentei-me em um sofá abraçando os
joelhos e esperei que Aoey voltasse. Mas por muito tempo os olhos doces
não apareceram. A loja de conveniência ficava bem perto do condomínio.

Levantei-me e decidi ir procurá-la. Ela ainda estava frustrada com a


conversa. Eu poderia simplesmente ligar para ela, mas queria falar com ela
cara a cara. Mas enquanto esperava o elevador ouvi um grito não muito
longe. Droga... eu sabia que aquela era a voz dela..

Segui a voz e a encontrei escondida na escada de incêndio. A menina de


olhos meigos se abraçou, chorando silenciosamente e cobriu a boca com as
mãos, tentando chorar o mais baixinho possível. O que vi me fez sentir um
peso no peito. Eu estava com raiva de mim mesma por sentir tanto por ela.

Eu era uma mulher. Não deveria sentir nada por essa mulher. Não foi bom!

- Tudo bem

Ela pulou quando ouviu minha voz. Os olhos suaves ergueram-se e


enxugaram as lágrimas imediatamente, mas já era um pouco tarde.

-G..Gen, o que você está fazendo aqui?


-Tenho que te perguntar, o que você está fazendo aqui? -Eu me abracei
tentando me animar como quando tentei intimidar outras pessoas. -Basta,
pare de ser assim.

-Como?

-O que você está fazendo agora - eu tive que ser clara com ela porque era
necessário. - Você deixa isso muito óbvio.

-Que queres dizer? -Ela parecia tão surpresa, então eu disse isso
francamente, sem hesitação. -Você gosta de mim.

Houve um silêncio entre nós. Aoey agora estava congelada em estado de


choque.

-Não sei por que você sente algo para mim, Aoey. Nós duas somos
mulheres. Mais importante que isso, somos amigas. - Mordi o lábio de dor,
mas achei que era hora de lidar com isso. - Não quero perder uma amiga
como você. Eu nunca tive uma amiga próxima antes e você é a primeira.

-...

-Você é minha primeira em muitos tópicos. Você é minha primeira amiga na


escola primária. Você foi a primeira que me deu piolhos. Você é a primeira
pessoa com quem eu queria estar. Mas se você sente algo por mim, acho
que isso tem que acabar.

As lágrimas de Aoey escorreram por seu rosto. Os olhos suaves olharam


para o chão, sem palavras, sem resposta dela. Eu queria morder a língua e
caí morta agora.

Mas eu me amava e não conseguia me ver me tornando esquisita.

- Eu posso te odiar se você fizer isso.

Aoey olhou para mim em estado de choque. Fiquei com tanta pena dela que
agora ela estava olhando para mim com lágrimas no rosto. O que eu estava
fazendo agora? Por que eu a machuco tanto? Eu poderia fingir que isso
nunca aconteceu.

-Lamento.

-Ok, tudo bem. Já deixamos isso claro. Vamos voltar

Caminhei na frente dela, mas não ouvi nenhum passo me seguindo. Aoey
estava no mesmo lugar me olhando sério.
-De agora em diante, vou deixar isso.

-...

-Você é apenas minha melhor amiga.

Suas palavras me machucaram tão profundamente que eu preferiria morrer.


Mas tudo que fiz foi acenar com a cabeça e voltar sem demonstrar qualquer
emoção. Assim que me virei, agarrei meu coração.

Era a coisa certa a fazer?

Eu fiz a coisa certa, certo? As mulheres são para os homens.

Eu fiz a coisa certa…


MATE - Querida amiga - 14
Capítulo 14 - 14

Daquele dia em diante, Aoey e eu ficamos muito distantes, Comecei a


dormir em casa em vez de no condomínio. Eu me senti egoista por fugir
enquanto Aoey não tinha para onde ir. Eu desapareci daquele lugar mesmo
sendo a dona. Eu não sabia como Aoey estava agora..

Eu me importava com ela, mas não conseguia demonstrar.

Quando voltei para passar um tempo no condomínio, havia um grande muro


ao redor de cada uma de nós. Estávamos distantes, sem nos tocarmos e
muito menos nos falarmos. Eu estava lá por obrigação, e só.

Eu me sentia tão magra agora. Não comia muito e dormia menos. Eu usava
óculos escuros porque meus olhos tinham olheiras ao redor deles. Não
percebi que algo estava errado comigo até que minha mãe zombou de mim.

-Seu coração está partido?

Sua declaração me fez congelar. Crescendo por 20 anos em minha vida,


nunca havia experimentado um coração partido antes. Eu também não
queria admitir que fosse.
Sem sentido. Fui eu quem a rejeitou, mas por que me senti tão mal?

-Gen -Revirei os olhos quando ouvi Great gritar meu nome.

-Que?

-Você tem que me ajudar - meu irmãozinho agora estava ajoelhado ao lado
da minha cadeira onde eu comia com minha mãe. Olhei para o irmão
egocêntrico e lentamente tirei suas mãos de mim.

-Você é tão chato. Para que serve tudo isso?

-Estou perdendo.

-Perder o quê?

-Estou perdendo para Jade, meu superior, e outros homens que estão
perseguindo Aoey. Agora é muito popular. Ela é a estrela do corpo docente.
- Meu irmão agora estava choramingando como uma criança. Fingi não
prestar atenção, mas na verdade fui toda ouvidos.
A estrela do seu corpo docente... não me surpreendeu. A primeira vez que a
vi percebi o quão bonito ela era.

-Que queres que eu faça?

-Você tem que dizer a ela para parar de ser tão paqueradora.

- Paqueradora? Aoey?-perguntei incrédula.- Great insistiu, balançando a


cabeça.

-Sim, não sei onde ela aprendeu a fazer isso, flertar com os olhos. Foi você?

- Não, por que eu ensinaria isso a ela? Quase não conversamos ultimamente

- Vocês duas estão brigadas?

-Não, na verdade não. Não dei uma resposta clara porque não sabia se nossa
última conversa considerava briga ou não.

-Se você não estiver brigada. Você tem que fazer alguma coisa. Eu gosto
muito de Aoey.
-Você tem perseguido tantas garotas em sua vida. Você realmente não
precisa da minha ajuda.

-Mas essa é Aoey. A misteriosa Aoey de quem nunca chego perto.

-Isso significa que outras pessoas também não podem.

-Sim, mas seria melhor se ela parasse de flertar. É tão torturante. Por favor
me ajude - Great balançou meus braços parecendo que queria chorar - Ou
você flerta com aqueles homens que tentaram chegar até Aoey. Quando eles
virem você, seria fácil mudar o alvo.

-Você está lendo muitos romances ruins? Essa estratégia não funcionará na
vida real. E se houver uma top model flertando com você, você ainda se
concentraria em Aoey?

-Claro que não.

Ele era uma pessoa tão sincera...

Não respondi mais nada. Eu deixei que ele lidasse com isso e fingi que não
me importava, mas considerei o que fazer.
Não seria tanto um flerte. Eu queria saber se aqueles homens eram
realmente bons o suficiente para Aoey. Bem, eu era sua boa amiga, afinal.

Decidi voltar para meu apartamento naquela noite, depois que Great me
contou sobre aqueles homens, embora eu fingisse não me importar. Mas
acabei frustrada quando descobri que ela chegou tarde em casa. Já eram 9
da noite, mas ela não estava em casa.

Fiquei sentada no saguão do condomínio esperando por ela, seja por


preocupação ou por ciúme que eu não sabia. Meus olhos procuraram por ela
e esperaram para ver quando ela entraria. Finalmente vi um pequeno sedan
chegar e Aoey saiu do carro.

Ele tinha cabelo curto... eu não sabia se era menino ou menina.

Eu me escondi com medo de que ela me visse. Assim que ela passou pelo
meu esconderijo, eu a segui fingindo que tinha acabado de voltar de uma
loja de conveniência para comprar uma garrafa de água, embora nossa
geladeira estivesse cheia de água.

- Ei - chamei ela, que foi até a geladeira pegar água fria. Os olhos suaves
nem olharam para mim. Havia uma sensação gelada fora dela. -Ei

-...
-Por que você chegou em casa tão tarde?

-Sou adulta. Eu tinha coisas para fazer - Aoey se virou para olhar para mim.
Ela não estava de óculos como eu pedi. Eu podia ver claramente as
mudanças nela.

Mais bonita....

Ela estava maquiada.

-O que você estava fazendo tão tarde?

-Você nunca mais passou um tempo aqui e eu nunca te perguntei.

Essa foi a sua maneira de dizer-me deixe-me em paz. Isso realmente me


incomodou e eu queria sacudi-la e gritar para ela parar de ser tão chata. Mas
só consegui cruzar os braços, erguer o queixo e olhar para ela.

-De quem era aquele carro?

-Você viu aquilo?


-Sim

-Como você pôde ver isso? Você estava na loja? Desde quando você
compra coisas daqui?

-Como minha amiga próxima trabalhou lá e se aposentou, às vezes eu


apenas uso o serviço deles.

Aoey encolheu os ombros como se não se importasse com o quanto eu


prestava atenção nela. Ela voltou para o sofá casualmente.

-Meu amigo.

-homem ou mulher?

-Porque quer saber? É importante para você?

-Você mudou.

-A vida tem que seguir em frente... quanto tempo você vai ficar aí parada.
Sentar-se. Queria te perguntar uma coisa porque você é minha amiga
íntima.
Sentei-me em um espaço ao lado dela no sofá. Olhei em seus olhos doces
com surpresa e sentei ao lado dela. Eu queria saber aonde isso nos levaria.

Ela estava mais firme e não tímida como antes. Ela mudou muito.

-O que está acontecendo?-Disse

-Eu queria te perguntar sobre minha vida amorosa,

Ela estava brincando comigo...

Agi surpresa para fazê-la sentir que eu estava prestando atenção. Ela queria
saber se eu fico feliz ao ouvir a história de amor dela, como deveria reagir a
isso.

-Ouvi do Great que você é muito popular. Muitos homens perseguem você

-Eu não uso mais meus óculos.

-Você pode estudar sem eles?


-Eu uso minhas lentes de contato. Agradeço aos meus novos amigos que me
ensinaram a me maquiar e usar lentes de contato. Eu nunca pude perceber
que tinha muitos homens que me amavam

-...

-Menos que você.

- O que você realmente quer me perguntar? -Eu respondi,.Aoey encolheu as


ombros.

-Vida amorosa.

- O que acontece com isso?

-Tenho 4 homens me perseguindo agora. Quem devo escolher?

Olhei-a nos olhos em busca de qualquer bobagem, quer ela tivesse


inventado esses números para uma reação dramática ou não. Mas Aoey não
era mentirosa e eu era boa o suficiente para saber quando ela estava
mentindo.
-Você tem que escolher o melhor que você gosta. Tem alguém que você
goste mais?

Qual garoto você gostou mais do que de mim? Esta era a verdadeira
questão.

-Todo mundo é bom, inclusive Great. Todo mundo tem sua força. Tem um
que é sempre bom comigo desde o primeiro dia que nos conhecemos, esse é
o Jade.

-...

-Phong, que me deixou hoje. Ele é meu colega de turma. Ele é um cara rico
e me tratou como uma princesa.

-...

-O outro chamado Mint.

O nome me pegou de surpresa. Definitivamente não era um nome de


menino.

-Como?
Percebi seu sorriso no canto da boca, mas ele desapareceu rapidamente
enquanto ela continuava sua história.

-Sim, Mint. Ela é uma mulher.

Eu não sabia por que me sentia tensa. Os olhos suaves na minha frente
tentavam me testar com alguma coisa.

Uma vez eu disse que não gostava de mulheres que agiam como homens.
Ela tentou me deixar com raiva.

-...

-Ela é legal e doce. Ela tem dedos lindos.

A última frase me fez morder o lábio pacientemente. Tentei ficar parada


para controlar a raiva dentro de mim. Tive que fingir que respondia ao seu
enigma amoroso. Pelo contrário; Eu queria beliscar sua bochecha.

Por que os dedos? Havia tantas coisas para olhar em vez disso.
Por que eu me importaria com os dedos, afinal? Ela não foi nada rude, mas
por que eu estava tão chateada?

-Você é tão estranha. Você olha para os dedos das pessoas.

- Great é o último. Ele é perfeito e tem olhos lindos. - Aoey olhou para mim
como se estivesse tentando me hipnotizar -.....como você.

Ela flertou comigo... tentou me hipnotizar como fazia com outros caras. Eu
conhecia bem esse truque porque também o usava quando queria flertar
com alguém. Eu ri e desviei o olhar.

-Muitos escolhidos podem confundir você. Todos são bons. Eu era igual a
você. Eu estava tão confusa sobre quem era o melhor, com quem eu deveria
namorar. Acabei não vendo ninguém.

-Você tem muitos homens te perseguindo?

-Máximo de 13 homens ao mesmo tempo.

Eu me gabei. Ela parou por um momento e assentiu.

-Você é linda. Isso não é uma surpresa.


-Se você me perguntar, sugiro que reserve algum tempo para tomar uma
decisão. Se você não gosta de ninguém em particular, todos podem ser seus
amigos. Se no final você não escolher, vocês podem ser amigos

-Quem é o melhor dos 4? - Aoey perguntou.

Ela não entendeu o que eu tentei dizer a ela. Ela não precisava escolher
agora. - Bem, Great é......

-Porque ele é seu irmão?

-Ele tem olhos lindos como os meus. Você pode gostar deles. - Olhei
diretamente para ela e agora ela se virou. Eu sorri com a minha vitória. -Vou
para a cama agora. Me avise quando você puder escolher. Estou feliz por
poder ajudá-la esta noite.

Eu tinha uma boca tão grande, embora agora tivesse uma emoção instável.
Ela tinha 4 homens perseguindo-a mesmo quando ela mal usava
maquiagem. O que aconteceria quando aprendesse a se maquiar
perfeitamente?
Fiquei muito obcecada com a história dela... demais para não me conhecer.

A história dos homens que a perseguiam me incomodou muito. Eu queria


conversar mais com ela sobre isso, mas não queria ser óbvia. Sugeri que ela
procurasse um namorado. Por que eu deveria ficar chateada então?

Aoey me ligou quando tentei me acalmar fazendo manicure.

-Olá Aoey - O ruim é que fiquei feliz quando a vi ligando como se fosse a
primeira vez que ela ligou. Eu precisava me acalmar. Eu tinha acabado de
passar por uma montanha-russa de emoções.

[A coisa é...]

Houve alguma hesitação em sua voz. Eu me ajustei, esticando as costas


para tentar ouvi-la.

-O que aconteceu?

[Eu tenho que te pedir um favor. Está tudo bem se você não puder me
ajudar.]
-Você precisa de dinheiro?

[Eu nunca pediria isso. A questão é que meus amigos e eu tínhamos uma
tarefa a fazer juntos, mas não temos para onde ir. Posso levá-los para o seu
condomínio?]

-Claro, pensei que fosse algo sério.

[Sinto muito. Porém, não sei quando terminaremos. Eu não quero que você
se sinta desconfortável]

- Posso voltar para casa se for melhor para você.

[Mas este é o seu condomínio. Eu não posso te expulsar do seu


condomínio]

-Não se preocupe com isso. Esta é uma tarefa de grupo, certo?

[ Muito obrigadola, Gen. Espere um segundo... a dona do quarto disse que


estava tudo bem. Mint, você deve entregar sua carteira de identidade
quando chegar. Você pode estacionar na vaga do Gen. Existem 2 vagas de
estacionamento que podemos usar.]
-Quantos amigos você está convidado?

[Cerca de 5.]

-Aquela é Mint... seu amiga?

Houve silêncio do outro lado. Eu não tinha ideia do que aquele silêncio
significava. Ela pode estar pensando em algumas desculpas... por que ela
estava quieta? Dê-me uma resposta direta se não houver nada com que se
preocupar.

[Sim, somos um grupo de 5. Mint também irá.]

Ela trouxe aquela garota para o nosso espaço. Quase falei o que pensava,
mas tive que me conter. Eu respondi gentilmente.

-Bem, você tem que fazer sua lição de casa.

Desliguei o telefone e afastei a mão de uma mulher que estava pintando


minhas unhas. Agora nas costas da minha mão eu tinha um esmalte. As
pessoas dentro do salão de beleza me olharam nervosamente. Maldita seja!
Sua pequena canalha!
MATE - Querida amiga - 15
Capítulo 15 - 15

-Faça o que você precisa.

Essa foi minha última frase. Mas então, o que eu estava fazendo agora
dentro do meu condomínio onde as amigas de Aoey estavam por toda
parte?

Na verdade, eu tinha planos de jantar com meu pai e assistir a um drama de


TV com minha mãe. Mas mudei imediatamente de ideia quando ouvi o
nome -Mint-, Girei as rodas 180 graus para trás apenas para ficar invisível
em meu próprio condomínio. Eu não tinha certeza por que estava aqui.
Todo o trabalho parecia inútil porque só havia uma pessoa que realmente
fazia o trabalho.

Claro, foi Aoey,

A menina de óculos abria de 4 a 5 livros ao seu redor e escrevia o relatório


em seu caderno enquanto suas amigas conversavam e comiam frutas e
comidas a mesa enquanto algumas bebiam cervejas compradas do lado de
fora. Elas trataram este lugar como um bar. Elas pareciam prontas para
dançar depois de terminarem o relatório. Como ela poderia ter amigas
assim?
- Todo mundo parece trabalhar muito nos deveres de casa. - Olhei em volta
e disse isso em voz alta, mas não mencionei isso a ninguém em particular.
Mas essas pessoas pareciam ter pouca responsabilidade. Ninguém parecia
se importar e elas responderam

- Já fizemos muito. Aoey só precisa terminar um pouco, certo, Aoey?

Aoey se virou para suas amigas e assentiu. Ela não prestou muita atenção à
conversa e voltou ao trabalho. Ela parecia uma garota boba que estava
sendo usada. Não aguentei o que vi, então sai da cama, estava assistindo TV
e desliguei a tela do computador de Aoey. A menina de olhos doces me
olhou surpresa e também irritada porque interrompi seu trabalho. Mas eu
não me importei nem um pouco..

-É só um pouco de trabalho. Não perca seu tempo

- Não é só um pouco de trabalho. Há muito.

-Achei que elas tivessem acabado de fazer um resumo

-Eu não gosto de pessoas estúpidas


-...

-Especialmente aquelas que se deixam usar. Se você trabalhar duro para que
outras pessoas obtenham a mesma nota que você, você pode muito bem ser
reprovada para todo o grupo... Ficarei muito chateada se você não fizer isso.

Eu só falei baixinho com ela. Mas meu tom era afiado e forte o suficiente
para ela seguir. Ela parecia concordar comigo, mas se recusou a criticar o
problema.

-Eu disse que dava um pouco de trabalho. Aoey feche seu laptop agora. - A
garota gorda de óculos disse como se apoiasse o que ela disse antes. -
Vamos! vamos celebrar. Estamos todas aprovadas. Vamos relaxar.

O que diabos você fez além de comer, fofocar e ser gorda? Ela até tentou
me incluir em seu negócio de vendas diretas. Mas eu a interrompi
imediatamente quando lhe contei que minha mãe era dona de uma empresa.

Minha mãe era inteligente. Ela recebeu dinheiro de pessoas estúpidas que
enganaram pessoas estúpidas. Isso foi... vendas diretas.

-Agora terminamos... - Aoey me olhou timidamente. Eu queria saber como


ela lidaria com suas amigas. Mas ela parecia mais fraca do que eu pensava.
Por que ela tinha que agradá-las tanto?

Mas elas não entendiam. Foi uma perda de tempo conversar com pessoas
assim. Não houve sinal de nenhuma delas de que entendessem o que Aoey
tentou dizer indiretamente. Elas ainda chamaram Aoey e eu para a festa
noturna.

-Vamos! Vamos celebrar. Com certeza tiraremos nota A. Que jogo devemos
jogar? O jogo do rei? -Olhei para outra garota fofa, mas quieta, que ficou
sentada em silêncio desde o início. Um sorriso apareceu em seu rosto
depois que suas amigas sugeriram o jogo. Claro, eu conhecia esse jogo.

O jogo onde tinham que se tocar.

Era um jogo mental desafiador. Era um jogo para jogar com os amigos e
usado para quebrar o gelo entre as pessoas. Tudo começa com pedra, papel
e tesoura. Algumas danças e depois piora a partir daí.

Tire a meia, tire a roupa, abraços, beijos. Se você não queria perder, você
tinha que perder. As pessoas que começaram a jogar não queriam perder.

Isso foi bem planejado, mas no lugar errado porque eu também estava aqui
para jogar.
-Como você joga isso?

Olhei para Aoey, que era tão dolorosamente inocente. Ela era tão estúpida,
ah! Como ela poderia não conhecer esse tipo de jogo enquanto era tão
rápida?

-Faremos um sorteio. Quem tiver o papel que diz "rei" dará ordem ao povo.
O rei atribuirá a você dois números, por exemplo, o número 2 e o número 5
são beijos nas bochechas. Quem conseguiu esses números tem que seguir as
regras - Aoey pareceu chocada porque percebeu que esse jogo teria algum
contato.

-O que acontece se eu não quiser fazer isso?

-Então você bebe. A regra atual é tirar a roupa, mas estamos com uniforme
da faculdade. São apenas 2 peças de camisa e saia. Ficaremos nuas muito
rápido.

- Você vai jogar, Gen?

Uma das amigas de Aoey me chamou. Eu não gostei, mas o que eu poderia
fazer? Esses eram suas amigas. Se eu deixasse muito óbvio que não gostei
disso, também seria difícil para os olhos doces. Ela já estava tão indefesa.
- Vou apenas assistir. Eu não posso beber. - Recusei o convite, mas vi pelo
canto do olho que uma delas ergueu as sobrancelhas em dúvida.

Mas eu realmente não me importei.

Sentei-me do lado de fora do círculo e assisti ao jogo. Todas jogaram bem.


A ordem foi divertida. Alguns recitavam um poema, olhando-se nos olhos.
Os pedidos eram em sua maioria doces. Alguns contavam a história do
primeiro beijo, contando a história de si mesma, da família, algo que
ninguém conhecia antes.

-A ordem nº 3 do rei para falar sobre seu primeiro amor

Todos procuraram o número 3. Aoey finalmente levantou a mão.

- Conte-me quando você teve seu primeiro amor.

Mint, uma garotinha de aparência doce que ficou sentada em silêncio por
um longo tempo, perguntou a Aoey. Este jogo foi criado para ajudá-la. Ok,
vou prestar mais atenção ao jogo agora.

-Não sei... Eu não sabia que era amor até então.


- Você não sabia disso, o que significa que você sabe agora?- A amiga
gorda pegou o copo de uisque e bebeu. Essa foi a taça para o perdedor do
jogo.

-Acho que sabia.

-Quem era?

-Eu não vou dizer. - Aoey respondeu brevemente. - Mas vou contar a
história. - Os olhos suaves não se viraram para olhar para mim. Peguei
meus fones de ouvido e coloquei-os, mas não liguei a música porque ainda
queria saber quem foi seu primeiro amor.

Nunca perguntei isso a ela e agora fiquei curiosa. Todo mundo teve seu
primeiro amor. Eu também tive um. Eu secretamente amei minha professora
de artes quando estava na 3ª série porque ela parecia uma pug, o cachorro
que eu gostava, mas minha mãe não me deixou ficar com ele porque ele não
parecia bem. O motivo da minha mãe foi porque o cachorro não a inspirou.
Seu nariz era muito achatado.

Isso se chama amor?... Acho que sim. Porque eu sempre a quis, porque
queria um pug.
Mas espere, não, eu não entrei no jogo. Eu não tive que contar a história.

-Alguém que eu não consegui alcançar. Eu não conseguia nem imaginar


sair. Eu só pude assistir de longe

Os olhos suaves disseram lentamente e isso abalou meu coração. Por que eu
senti que ela se referia a mim. Porque Aoey uma vez disse que queria subir
até mim.

Espere, eu tive que ouvir.

-Era uma relação muito delicada. Quase perdi um amigo...

Isso era absolutamente eu.....

Eu fingi desviar o olhar. Senti meu rosto quente de timidez. Era eu. Eu senti
como se ela estivesse dizendo eu te amo em público. Maldita seja! É por
isso que tive que usar meus fones de ouvido e fingir que não ouvi nada..

-Teu amigo? Quem estava tão chapado? Príncipe William?

-Isso é tudo.
-Que?! Isso não é suficiente. - continuou Mint. Os olhos suaves cederam,
bebendo todo o uisque do copo e encolhendo os ombros.

- Prossiga

Depois de uma hora, o jogo continuou. Como previ, algumas roupas e


acessórios como relógios, anéis, colares, meias foram retirados. Agora
havia uma parte comovente.

-No.5 pega a mão do No.2

Aoey e outra amiga de óculos levantaram as mãos. Eu pude ver


imediatamente seu rosto desconfortável.

-Não posso fazer isso. Me rendo.

Ela bebeu um copo...

No final, a maior parte da bebida foi para Aoey. A pele de olhos doces
agora ficou vermelha. Seus olhos estavam vermelhos e ela não conseguia se
controlar, mas ainda assim não deixava ninguém tocá-la. Comecei a me
preocupar com ela. Ela recebeu ordens de tocar suavemente a bochecha de
uma amiga três vezes. Eu não aguentei vê-la tomar outro gole, então
interferi.
-Eu vou jogar para ela

Afastei a mão de Aoey que agora pegava outro copo. Aproximei-me da


garota gorda e toquei sua bochecha 3 vezes. Todas se entreolharam e
reclamaram.

-Isso é batota

-Esta é a minha casa. Eu tenho o privilégio. Eu jogarei para Aoe e jogarei


para você.

Aoey não conseguia sentar-se direito agora. Encostei-a na cama e me


coloquei em seu lugar. Eu odiava perder e não ia perder. Eu também nunca
beberia.

Eu não podia beber de qualquer maneira, então tive que vencer. Era a única
opção.

-No.2 recita a tabuada de trás para frente, de 12 a 9.

Sorri e fiz o que ela mandou, o que pegou todos de surpresa. Eles também
mandaram recitar a língua chinesa ou eu fiz algo desafiador que eles nunca
pensaram que eu poderia fazer. Agora eles gostaram mais de me desafiar.
Aqui estavam os pedidos mais desafiadores.

-N°2 abre o sutia do Nº7 com uma mão.

Perfeito, consegui o número 2, comecei a procurar o número 7, que era eu.


Este jogo foi definitivamente planejado. Mas eu seguiria em frente.

Meu sutiã estava desabotoado, dentro de mim eu estava tão vazia. De


qualquer forma, elas não poderiam tirar meus peitos.

-Alimentação do lanche No.1 ao No3. por via oral Mint e eu novamente....

-N° 2 olhe nos olhos do nº 1 por 1 minuto, quem perder deve beber.

Eu tive que dizer quem é contra quem de novo?

Ganhei o jogo de encarar. Meus olhos eram as armas mais perigosas de


todas. Se alguém olhasse para mim, ele perderia como se estivesse
amaldiçoado ou acabaria obcecado por mim.

Certa vez, olhei nos olhos de um homem muito rico em 3 minutos e


consegui encomendar um perfume Hermes. Foi ótimo ou o quê?
Mint perdeu e agora seu rosto ficou vermelho depois de tomar um gole. Eu
passei meus braços em volta de mim como orgulho. Como eu disse, eu
nunca perderia.

De maneira nenhuma!

-No.3 e No.1 têm que se beijar por 1 minuto.

Esse era definitivamente o seu plano. Elas devem ter planejado usar isso em
Aoey, mas agora ela já havia adormecido.

Mint olhou para mim com entusiasmo. Isso me deixou tão chateada. Este
deve ser o seu plano para pegar Aoey. Mas agora não correu tão bem como
o planeado. Ela me pegaria em vez disso.

Se perdesse, teria que beber, mas não conseguia.

Eu também não suportaria perder.

Mas beijar essa baixinha!


Eu não conseguia respirar bem e não sabia o que fazer. Mas agora eu fazia
parte do jogo. Mint se arrastou para mais perto de mim como um tigre se
aproximando lentamente de sua vítima. Olhei para ela com raiva e isso a fez
parar.

-Isso é um jogo. Se você não me beijar, você vai perder e tomar um drink.

-Eu não vou perder.

Mint sorriu e se aproximou enquanto eu mordia o lábio pacientemente


porque não havia nada que eu pudesse fazer.

De repente...

Uma carteira grande e pesada bateu com força no rosto de Mint. Todos se
viraram na direção de onde veio a carteira. Foi Aoey quem olhou para ela
com raiva.

-Esse é a mimha Gen

-...

-Deixe Gen em paz


A garota bêbada estava muito zangada. Eu nunca vi Aoey nesta versão
antes. Ela estava chateada, irritada e feroz. Ela tinha uma aparência de
rainha.

Suas amigas tentaram tirar Mint de perto de mim porque estavam


preocupadas que algo pudesse acontecer. Mint parecia muito chateada por
ter recebido um forte golpe no rosto.

-Ela está muito bêbada, esqueça. Vamos terminar a noite aqui - eu disse
abruptamente. Foi uma boa noticia porque se eu beijasse essa garota, teria
que limpar a boca e um dentista não teria trabalho a fazer.

- Isso é um jogo e ainda não acabou.

-Você realmente quer me beijar, né?

- N...Não, não - ela rapidamente mudou sua resposta.

-Se perder, tem que beber - Aoey pegou a garrafa que agora estava meio
vazia e bebeu como se fosse água. Todos ficaram surpresos ao ver isso.

-Você está feliz agora? O jogo acabou. Fora daqui


Todos olharam surpresos para Aoey. Aproximei-me de Aoey e a abracei
para acalmá-la.

-Por favor, vá para casa.

-Então você pode tocar em Aoey agora?

Mint olhou para mim e para Aoey com desconfiança. Essa garota devia
saber que olhos doces não gostava de ser tocada. Aquele jogo tinha que ser
uma forma de ela demonstrar isso, por curiosidade.

-Sim, posso tocá-la, mas não outras pessoas.

Eu disse bruscamente e olhei para Mint. Enviei uma energia feroz que a fez
se afastar.

-Vocês duas são estranhas.

Agora éramos só nós depois que todas foram embora. Aoey ficou parada no
mesmo lugar porque estava muito bêbada. Suspirei depois de vê-la tão
bêbada e ajudei-a a se levantar.
-Levantar, vou te levar para a cama

-Você realmente ia beijar Mint? - Aoey perguntou com uma voz bêbada. Me
fez rir.

-Se eu tiver que fazer isso, eu farei. Não queria perder.

- Eu te ajudei

-Sim, isso foi uma coisa boa.

- Não, eu te ajudei porque não quero que você beije ninguém. - Os olhos
doces e cheios de emoção olharam diretamente para mim. - Se você vai
beijar alguém, deveria ser eu...

-Ah?

Fui puxada com força pelo pescoço em direção a ela antes que ela
pressionasse seus lábios contra os meus. Eu podia sentir o cheiro de álcool
em sua boca. O cheiro me deixou tonta. Eu a empurrei.

-O que você está fazendo?


-Te beijando

-Você está tão bêbada.

-Bêbada é bom, então tenho coragem de fazer algo tão maluco.

Depois de terminar a frase, ela me empurrou e pressionou seus lábios


molhados nos meus de forma agressiva. Parecia que ela não sabia como
fazer, mas fez o melhor que pôde. Fiquei surpresa, mas lentamente segui o
exemplo com curiosidade.

Eu a beijei de volta...

Deslizei minha língua em sua boca enquanto usava meus dois braços em
volta de seu pescoço. Eu estava em uma posição de rendição. A garotinha
soltou um gemido baixo da garganta. Eu estava tão tonta, mas finalmente
virei aquele corpinho para que ela ficasse deitada no chão e eu ficar por
cima.

-Meu Gen

Aoey lentamente abriu os olhos para olhar para mim. Seus olhos castanhos
claros ansiavam por mim. Não pude resistir a isso, por isso inclinei-me para
beijá-la novamente e comecei a fazer o que queria. Meu instinto que havia
sido reprimido agora emergiu e eu o descarreguei no pequeno corpo. Ela
colocou os braços em volta do meu pescoço.

- Gen... Gen...

Seu gemido baixo me levou ainda mais fundo. Salpiquei beijos por todo seu
rosto enquanto usava minhas mãos para desabotoar sua camisa de
estudante, uma por uma. Mesmo tendo tudo o que ela tinha, fiquei tão
fascinada em senti-la.

O cheiro agradável... Sua pele macia...

Seu gemido...

Seus lábios....e a troca de umidade entre nossas línguas...

O que eu poderia fazer com esse pequeno corpo?

-Minha Gen

-Minha Aoey
Nós duas nos olhamos por um longo momento. Aqueles olhos castanhos
claros me hipnotizaram até quase parar de respirar. Esqueci quem eu era e o
que estava fazendo. Eu me inclino em direção ao pequeno corpo novamente

E...

-Eu vou desmaiar.

Oh?

- Aoey

- Zzzzz

Dormindo?

Fiquei atordoada e agarrei seu rosto com as duas mãos. Ela adormeceu
apesar de ter chamado meu nome alguns minutos antes. Sua respiração
agora estava estável e seu lindo rosto parecia que ela havia desmaiado.
Fiquei atordoada.

O que foi ainda mais chocante foi... o que diabos eu estava fazendo?
Olhei em volta e percebi que minhas mãos estavam em seus seios
brilhantes. Sua camisa foi desabotoada por mim. Sentei-me em cima dela e
minha respiração agora estava curta e rápida.

Meu sentimento explodiu e não tive alívio.

Eu não estava bêbada, nem um pouco. Mas agora eu estava nesta posição
em cima dela.

Isso me trouxe de volta em grande estilo!


MATE - Querida amiga - 16
Capítulo 16 - 16

Não pude dormir...

Eu me senti tão confusa.

Perdi meu primeiro beijo. Bom, eu não contei quando ela me roubou um
beijo enquanto eu dormia e eu fingi que não sabia. Foi apenas um toque nos
lábios. Mas agora foi um beijo longo e intenso, muito mais que um simples
toque. A noite toda senti a adrenalina percorrendo meu corpo. Fiquei
acordada a noite toda, então sentei e terminei o relatório de Aoey. Achei
que faria melhor que ela.

Eu deixaria passar desta vez.

Admiti que não estava pensando. Simplesmente segui meu próprio desejo e
abandonei minhas próprias razões. Amigas não faziam isso uma com a
outra. Eu não sabia por que Aoey fez isso. Pode ser um ato devido ao álcool
ou intencional. Mas o que me assustou foi a minha consciência.

Minha vida... eu não poderia ter essa área escura. Eu era uma mulher e
deveria estar com um homem. Você não deveria beijar uma mulher. Mas eu
ainda podia sentir sua suavidade e maciez em minhas mãos. Olhei para
minhas mãos e olhei para seu corpo adormecido na cama. Eu me senti tão
nervosa. Isso foi apenas usando minhas mãos. O que aconteceria se eu
fizesse mais do que isso?

E se eu mudasse das minhas mãos para a minha boca?

Oh! Não! Eu não conseguia parar de pensar!!

Finalmente, quando o sol nasceu, Aoey acordou com uma forte ressaca por
volta das 11h. Olhei para ela com compreensão, Preparei para ela uma
bebida suplementar para ajudá-la a se sentir melhor. A linda garota olhou
para mim surpresa. - Quando eu adormeci? Eu senti como se tivesse
desmaiado.

- Isso você lembra?

-Nada..

Isso tinha que ser um truque.

Ela estava tentando se vingar de mim quando fingi desmaiar no carro. Aoey
era vingativa, mas pelo menos fingiu esquecer isso. Isso salvou minha cara.
- Eu estava tão bêbada ontem à noite. Bebi demais. Você fez algo estranho
ontem à noite? -Eu queria testar a menininha malandra..... Mas
independentemente de ela se lembrar ou não, decidi que teria de falar sobre
o que aconteceu porque tinha de apagar aquele incêndio florestal uma
segunda vez antes que houvesse um terceiro. Eu era Genlong. Eu tinha
minhas próprias regras e não teria nenhum ponto obscuro em minha vida.

Bêbada estava bêbada. Esse beijo não contou. Eu ainda dei meu primeiro
beijo. - Você me beijou ontem à noite - eu disse normalmente. Ela pareceu
surpresa, mas mais surpresa do que envergonhada - Você não se lembra de
nada?

-Eu desmaiei. Por favor, não se ofenda.

-Eu poderia estar mentindo se dissesse que não fiquei ofendida. Você me
beijou quando havia tantas pessoas. Eu não conseguia explicar o que
aconteceu pra outras pessoas

Levantei-me, passei os braços em volta de mim e olhei para ela


exigentemente. Eu queria ver a reação dela. Mas Aoey sempre foi Aoey, tão
inocente. Ela acreditava em todas as mentiras.

-Eu te beijei quando não havia ninguém aqui.

- Eu pensei que você disse que não conseguia se lembrar.


-...

-Mas parece que se você se lembra...

Ela não tinha resposta para isso. Ela deve ter se sentido envergonhada. Eu
também me senti mal por encurralá-la daquele jeito. Mas se eu não fosse
firme quanto a isso, mais dores de cabeça poderiam surgir. Ser mau com ela
era a única maneira de impedi-la. Eu não queria me sentir como uma
formiga e queria encontrar mel o tempo todo.

Era tão perigoso para mim, então eu tinha que ser mau.

- Você estava bêbada, eu queria te dizer que seu subconsciente era muito
assustador. Somos amigas. Nenhuma amiga beija amigas assim. Se esse
fosse o seu plano...

-Você explica como se fosse uma coisa tão ruim. Mas você me beijou de
volta e me pressionou contra a cama. Esse também era o seu subconsciente
e você nem estava bêbada.

Fiquei sem palavras. Ambos os meus braços caíram ao meu lado. Belisquei-
me profundamente com as unhas. Eu estava sob pressão. O que eu fiz na
noite anterior foi perigoso. Que diabos! Eu nunca admitiria que senti...
Sensível também.

Eu não poderia dizer isso. Eu não poderia deixar isso acontecer.

-Emoção do momento..

-...

-Estava simplesmente respondendo à sua emoção. É a natureza humana. Eu


segui tudo o que me estimulou. Se outra pessoa gosta de um homem, um
segurança ou um motorista de táxi, ela retribuiria o beijo se estivesse com
tesão, Isso é normal

- Eu te excito?

Eu não sabia como responder a essa pergunta. Parei por um longo tempo
antes de encontrar alguns motivos para apoiar minha explicação.

-Acabei de refletir sobre o que você fez.

-Eu estava bêbada ontem à noite


- Você nunca deveria beber novamente.

-Mas você não fez isso. Como é que você responde com tanta emoção se
não sente nada por mim... então por que ficou comigo?

Ela me encurralou novamente. Ela queria que eu confessasse que a amava,


mas nem eu queria ouvir isso.

-Admito que senti algo ontem à noite, mas não era amor que eu procurava.

-É tão difícil admitir que você gosta de mim?

-Sim

-...

-Nós duas somos meninas e eu, Genlong, só namorarei homem...

Eu vi a dor em seus olhos. Eu tive que virar para o outro lado. Meu coração
também estava doendo. As palavras duras que saíram da minha boca me
fizeram sentir muito mal. Eu também não entendia por que ela tinha que me
torturar. Devo deixar meus sentimentos fluir naturalmente? Mas ele também
não se sentia bem.
Duas mulheres apaixonadas.

Duas mulheres se beijando.

Duas mulheres saindo.

Duas mulheres fazendo sexo.

- Se eu não tivesse desmaiado ontem à noite, até onde teríamos chegado? - a


menor garota quebrou o silêncio.

- Por que você fingiu estar dormindo então? - Olhei nos olhos dela para
mostrar que conhecia seu plano. Os olhos doces olharam para mim com
surpresa.

-Eu estava preocupada que se dormíssemos juntas na manhã seguinte


pudesse não ser tão boa quanto pensávamos porque você é assim.

-...

-Você não pode aceitar seus verdadeiros sentimentos.


-Foi bom eu ter colocado você para dormir.

-Você não admite o que sente e pode ficar enojada depois.

Eu não entendia esse tipo de gente. Sempre me perguntei como essas


pessoas conseguiam lidar com o julgamento dos outros. Eu não os odiava,
mas disse a mim mesma que nunca seria assim.

Eu estava envergonhada! Eu não aguentaria isso.

Eu estava sensível agora porque estávamos muito próximas. A única


maneira de me fazer parar com esse sentimento era Aoey ter um namorado
ou....

Deixe-o sair da minha vida.

- Não vou falar sobre isso de novo. Você tem que superar isso o mais rápido
possível.

- É tão fácil assim? - Aoey disse com raiva. - É tão fácil assim esquecer
alguém?

-Se não estivermos no meio ambiente, podemos fazê-lo.


- Oque tenho que fazer?

-Se você não tem namorado,.... - Prendi a respiração e disse a próxima frase
como uma vadia má - Você tem que sair daqui, da minha vida.

- Por que você é tão má, Gen? - O rosto de Aoey agora estava cheio de
lágrimas. Isso me deixou muito triste. Também não foi fácil para mim fazer
algo assim.

-Não me faça te odiar, por favor.

- Estamos juntos - meu querido irmão me disse alegremente. Isso foi dois
dias depois que Aoey e eu tivemos aquela conversa.

Para ser sincera, fiquei muito chateada. Eu era a única pessoa no mundo que
sabia como me sentia, mas não conseguia expressar nada. Eu a empurrei e
agora ela encontrou a saída.

Sair com meu irmão mais novo... Great.

Ela escolheu ter um namorado, em vez de sair da minha vida.

Eu me senti magoada. Eu a empurrei o mais forte que pude enquanto ela


ainda tentava se aproximar. Pobre garota.

-O que há de errado, Gene? Porque você está tão quieta? Você parece um
cachorrinho triste.

Olhei para meu irmão com raiva. Acabei de ouvir a má notícia de que eles
estavam namorando e agora ele estava me chamando de cachorrinho. Eu
queria arrancar sua cabeça com uma mordida.

- Bem, cuide bem dela, mas tente não tocá-la. - Pelo menos eu poderia dar
alguns conselhos. Great também entendeu que Aoey tinha esse status de
intocável. Se fosse outra pessoa, eles poderiam não entender.

Mas como meu irmão mais novo poderia lidar com isso? Deve ser difícil
para ele.
Conversei com Aoey como se nada tivesse acontecido. Estávamos próximas
como sempre. Tentei esquecer todos os dramas que aconteceram entre nós.

Aoey agora ela estava me contando sobre Great. Achei que ela queria que
eu soubesse todos os detalhes. Mas pelo menos eles não poderiam se tocar
de qualquer maneira.

- Nut, meu superior mais velho, me perguntou sobre você outro dia. - Great
sorriu e olhou para mim.

-Como vocês se conheceram?

Puxei meu cabelo para trás como se estivesse em um anúncio.

-Sou bonita. Ele me perseguiu. Porque?

-Ele disse que queria sair para ver um filme novamente. Por que você
namorou um cara assim?

-Eu dou uma chance a todos.

-Não foi porque você estava no Comité Estudantil? -Olhei para ele com
desconfiança. Agora eu estava me sentindo um pouco tensa.
-O que você sabe?

-Eu soube por Nut que você observava Aoey de longe. Você é tão legal -
Great bateu meu ombro no dele, como se estivesse orgulhoso de mim. -E
você disse para Nut cuidar bem de Aoey. Eu me perguntei por que todos os
mais velhos eram tão gentis com ela. Você estava lá atrás.

- Não deixe Aoey descobrir.

-Pare de tentar ser legal. Não seria um problema se ela soubesse. Ela vai te
agradecer

-Ela não precisa saber.

Quanto mais ele soubesse, mais fundo ele iria. Achei melhor manter alguma
distância no relacionamento. Seria bom para mim também.

-Eu quero beijar Aoey

Meu irmão disse isso em voz alta e não houve conexão na conversa
anterior. Olhei para ele e sorri.
- Vocês acabaram de começar a namorar. Quanto tempo isso vai durar?

-Quero terminar dentro dela. Eu quero fazer sexo com ela.

Eu engasguei com a água do nariz e da boca. Tossi muito, muito mesmo.


Great olhou para mim e encolheu os ombros. Ele entendeu por que eu
estava tão surpresa.

-S... Você. O que diabos acontece com você? Ela é minha amiga.

- Isso é normal, Eu sou um homem. Você é minha irmã. Posso falar com
você sobre isso.

-Mas eu sou mulher e você está falando da minha amiga íntima.

-Devo levá-la ao médico para tratar esse hábito estranho que ela tem? Por
que não posso tocá-la? Parece que ela odiava todo mundo. É igual a você?

Fiz uma pausa e considerei o que deveria dizer.

-Bem, eu também não posso tocá-la.


-Realmente não é normal se você também não pode tocá-la...

-Talvez você não seja a pessoa que ela realmente ama.

- Por que ela está namorando comigo então?

Por minha causa... não fiquei feliz porque não queria admitir a
anormalidade que havia em mim.

Depois de fazer as malas e me despedir dos meus pais, fui até um shopping
center. Eu tinha um encontro com Tod e esperava que ele também trouxesse
o namorado dele, Singha. Eu estava lá apenas para ser sua desculpa.
Maldita seja! Por que aceitei isso? Foi como uma perda de tempo.

-Vocês dois realmente não precisam de mim aqui. Ninguém saberá que
vocês dois estão namorando. Eu me sinto como uma terceira roda aqui.

Eu era uma terceira roda onde quer que fosse, tanto Aoey quanto Tod.
Como ser solteiro era tão deprimente?
-Eu não pedi para você vir hoje por desculpa nem nada. Singha e eu só
queríamos ver você. - O lindo garoto se virou para o namorado e gesticulou
pedindo confirmação.

-Você está tão apaixonado por mim?

- Acho que você pode se sentir sozinha.

-Porque?

- Aoey tem namorado agora. Você deve se sentir mal.

Revirei os olhos. Deixei escapar algumas palavras que Aoey estava


namorando. Eles pareciam me culpar.

Eu vi uma livraria enquanto caminhávamos. Pedi licença para entrar lá. O


livro de Aoey já foi publicado. Eu não sabia onde estava o mais vendido,
mas poderia ajudar a impulsionar a venda comprando todos eles..

Acabei de gastar meu dinheiro em mais de 10 livros iguais. Tod me olhou


surpreso quando viu o que eu fiz
-São para presente?

-Sim, vou dar para alguém, mas ainda não sei quem, vou comprá-los
primeiro

-De que trata o livro? - lindo rapaz pegou um dos livros e leu.

-Um romance de amor?

-Sim.

-Quem escreveu isso? Por que você tem que comprar tantos?

-...

-Aoey?

Eu mal disse uma palavra, mas ele já sabia a resposta. Bem, ele sempre foi
inteligente. Eu nunca consegui esconder nada dele.

- Você pode colocar isso no meu carro, Singha? - Fiz um pedido que
também parecia uma ordem. Tod olhou para mim e balançou a cabeça. Ele
se virou para o namorado e perguntou gentilmente.

-Você poderia ajudá-la, por favor?

Nenhum protesto de Singha. Ele carregou todos os livros que comprei e


voltou para o carro no estacionamento, deixando-me sozinha com Tod. Tod
parecia um pouco chateado por eu ter dado uma ordem ao namorado dele.
Mas eu não me importei. Os homens deveriam ajudar as mulheres de
qualquer maneira..

-Por que me olhas assim? Eu não aguento sozinha. Eu sou uma


[Link].

-Se você quiser pedir ajuda a alguém, peça com educação.

-Gen.

A voz alegre de Aoey me deixou nervosa. Tive medo que ela me pegasse
comprando todos os seus livros. Virei-me lentamente e tentei parecer o mais
normal possível.

-Olá, Aoey. O que faz aqui?


Assim que me virei, vi que ela vinha com um grupo de amigos da
faculdade, incluindo Jade, um estudante do último ano que estava
competindo com Great. Aquela mulher baixa não estava aqui. Ela estava
namorando outro cara? Eu não sabia que ela era capaz de fazer isso.

- Vou ver meu livro que está à venda hoje... Olá, Tod - ela cumprimentou.

- Olá.

- Você está aqui com tantas pessoas. - Olhei em volta e era o mesmo grupo
de amigos que tinha ido ao condomínio. Pensei que ela ia parar de ver
aqueles amigos ruins. Eles se aproveitaram dela, sem qualquer respeito. Ela
só deve vê-los para tarefas, mas não para estar por perto.

Eu tinha que conversar com ela sobre isso.

-Sou uma boa pessoa. Tenho muitos amigos.

Isso soou estranhamente sarcástico. Isso significava que eu não era legal e
por isso não tinha muitos amigos. Ela era uma encrenqueira.

-O que você fará depois disso?


- Iremos jantar como bons amigos.

Ah... lá vamos nós de novo.

-Ela vai convidar

A amiga gorda de Aoey que conheci, mas nunca lembro do nome dela,
disse. Olhei para Aoey e fiquei chateada. - Você é tão rica. Você convida
todos.

-Quero me desculpar pelo meu mau comportamento no outro dia.

Olhei para as amigas dela e me perguntei se elas tinham alguma ideia do


quanto Aoey trabalhava duro para ganhar dinheiro. Agora ela tinha que
gastar pelo menos mil baht com essas amigas inúteis.

-Isso é genial. Estou com fome agora também. Sorri inocentemente para
Aoey. -Eu também sou sua amiga. Deixe-me ir com você. Tod convidará
todos.

Tod olhou para mim e sorriu.


Eu disse sem perguntar, mas sabia que aquela quantia de dinheiro era muito
pequena para ele.

Se ele não fosse rico, minha mãe não o teria apresentado para mim.

- Você está bem com isso? - Aoey perguntou e olhou para Tod. O lindo
garoto parecia estar pensando e encolheu os ombros.

-Quanto mais melhor.

O acordo entre Tod e eu era que estávamos namorando por causa da


situação real dele em casa. Ele tinha que ser meu namorado na frente de
Aoey. Seu namorado, Singha, foi convidado a voltar para casa primeiro.
Pelo contrário; Seria muito suspeito. Comemos em uma churrascaria no
shopping. Todos no grupo usavam uniformes de estudante, enquanto Tod e
eu estávamos vestidos casualmente. Todos os olhos estavam em mim
porque estavam curiosos sobre mim. Eles pareciam impressionados com
minha beleza e curiosos para saber que tipo de relógio eu usava.

- Pateck Philip.

Eu disse isso quando a amiga gorda de Aoey (ainda não conseguia lembrar
o nome dela) colocou a cabeça para fora para olhar com curiosidade. Ela
perguntou através de seu ato intrometido.
-Foi um presente do meu pai quando passei no vestibular para a Faculdade
de Arquitetura da Universidade Chulalongkorn. Custou cerca de 2 milhões
de baht

Todos na mesa ficaram em silêncio, Tod olhou para mim e balançou a


cabeça, mas não me importei. Bem, eu nasci rica. Isso não foi minha culpa..

-Sua amiga é tão rica, Aoey- Um dos amigos chamado-Jao- (não sei por que
conseguia lembrar o nome dele) disse casualmente, mas reconheci o tom
sarcástico. Ainda me lembrava de quando jogamos naquela noite no meu
condomínio, mas hoje eu estava sendo hostil.

Mas eu gostava quando as pessoas não gostavam. Eu me diverti


intimidando os outros.

-Eu não sou apenas rica. Eu sou muito rica. - Eu disse com segurança e
coloquei um pedaço de carne de porco na grelha. - E eu também sou linda.

-Posso dizer o quão rica você é pelo seu condomínio. O condomínio fica
bem no centro e com decoração elegante. Deve ser mais de 5 milhões.

-São 7 milhões. - Eu continuei. -A taxa comum é de 30.000 baht por ano e


há também uma academia e uma piscina de água salgada.
Aoey olhou para suas amigas com uma expressão de desculpas. Ela sentiu
pena deles. Eu não via por que ela tinha que fazer isso por eles. Julgavam as
pessoas pelos acessórios e mexiam no meu relógio.

Isso não foi minha culpa.

-Ah, meu novo iPhone Jade Black 128 Gigabite está tocando e vibrando -
Vi o nome de quem ligou e rapidamente peguei o telefone e saí - Com
licença, tenho que atender

Eu rapidamente me levantei da cadeira porque não conseguia suportar a


expressão em seus olhos. Eu me senti tão desconfortável, embora tenha sido
eu quem tentou intimidá-los. Eu não conseguia entender como Aoey se
tornou sua amiga.

O maior problema foi aquele que me ligou agora, Great. Se ele soubesse
que Aoey estava aqui com outro cara, ele poderia enlouquecer. Fiquei
surpreso que fosse o namorado dela, mas ele não estava lá. Como eu
poderia deixá-la vir com outra pessoa?!

-Que foi Great?


(Como é que você está bem no meio do grupo de amigos de Aoey?) Eu
rapidamente procurei por ele. Ele tinha que estar perto de algum lugar, não
me sentia bem com isso....

-Onde você está?

(Você sabe alguma coisa sobre Aoey ter visto outro homem?)

-Eu disse onde você está?

(Estou no restaurante... você!)

Os gritos do telefone me fizeram voltar correndo imediatamente. Agora ele


estava rolando no chão lutando com Jade. Quando ele entro? Acabo de sair.

Tod, o único homem ali, se colocou entre dois caras. No meio do fogo
cruzado.

Great agora estava bêbado de raiva. Não escutava nada. Ele estava tão
bravo.

- Great. Já chega !
Gritei com ele, mas ele não pareceu ouvir nada. Foi um caos na loja. Outros
clientes se levantaram e saíram correndo do restaurante. Aoey, que queria
que tudo parasse, correu para detê-los, mas Great a empurrou com força até
que ela bateu em uma grelha quente cheia de sopa quente. Seu braço foi
escaldado pela sopa quente.

- Aoey

Gritei e corri, mas ela afastou minha mão com ódio. Aoey olhou para mim
com desprezo, como se fosse tudo culpa minha..

- O quê? - perguntei em estado de choque.

-Isso é o que você queria, certo?

-Que queres dizer?

-Você destruiu todos ao meu redor. Você chamou Great aqui para me
humilhar. Você venceu, agora todo mundo me odeia. Ninguém quer ser meu
amigo e agora só porque estou apaixonada por você, você me odeia por
isso.

-...
-Se você me odeia e me afasta com tanta força, estarei fora da sua vida,
Gen.

-...

-Eu também vou te odiar, Gen!


MATE - Querida amiga - 17
Capítulo 17 - 17

Foi um desastre. Grandes coisas destruídas no restaurante e acabamos em


uma delegacia. Tio Somkit estava lá para ajudar a resolver o problema.

Tio Somkit voltou para casa no mesmo carro que nós. Ele rapidamente
olhou para Aoey e percebeu que essa era a garota que eu pedi para ele
investigar. Mas ele não disse nada.

Ficamos sentados em silêncio durante todo o caminho até que levei o tio
Somkit para casa e depois saí com Aoey de volta para o condomínio.

Percebi que logo haveria uma tempestade. Aoey parecia estar fervendo de
raiva de mim e eu estava preparada para o que estava por vir.

Eu estava determinada a responder.

De repente, quando estávamos em casa.

-Eu vou me mudar.


Meu coração caiu até os tornozelos. Preparei-me para uma grande briga,
mas não para ouvir que ela queria se mudar.

- Pra onde vai?

-Haverá algum lugar onde eu possa ir.

- Você está tentando se vingar de mim?

-Não, mas duas pessoas que se odeiam não podem viver juntas.

Finalmente, ela foi direto ao ponto. Fiquei com os braços em volta de mim
e olhei nos olhos gentis que agora pareciam tão zangados. Eu queria ver até
onde ela iria.

-Quando eu te odiei?

- Você não percebeu que me odeia? -Sua respiração era curta e rápida. Ela
cerrou o punho com força. - Você destruiu meu relacionamento com todos
os meus amigos. Você se vangloriou do seu dinheiro e menosprezou meus
amigos. Você os tratou como merda! Porque você fez isso?!

-Bem, eles realmente são um pedaço de merda.


Eles não mereciam ser seus amigos. Eles se aproveitaram disso e julgaram
as pessoas de fora. Eu poderia dizer pela maneira como eles olharam para
mim.

-Mas eles são meus amigos.

-Eu também sou sua amiga.

-Amigos não deveriam fazer o que você fez. Você ligou para Great no
restaurante para piorar as coisas. Você disse ao Great que tinha um encontro
com Jade.

- Então você estava em um encontro com Jade? - Eu estava interessada


nesse assunto. O ciúme dentro de mim estava fervendo e agora eu queria
lutar. -Você é uma puta

- É problema meu. Posso ver quem eu quiser. Eu posso fazer o que você faz
também.

- Não estou surpresa... - Olhei para ela e pensei na palavra mais dolorosa
que me ocorreu. Decidi jogar uma granada de mão diretamente em seu
rosto. - Não me surpreende que sua mãe tenha pensado que você estava
flertando com seu padrasto.
A mão de Aoey bateu bem no meu rosto. Foi forte o suficiente para me
fazer perder o equilíbrio. Fiquei atordoada com uma dor na bochecha. Os
olhos suaves cerraram o punho com tanta força. Fiquei cheia de raiva agora
que [Link] culpada por dizer isso.

-Cadela. Como você pôde dizer isso? Você não sabe nada.

- O que devo saber então? Diga-me.

-Uma coisa que você deve saber é que você é a pior amiga que já tive
[Link]. Espero que você seja feliz sozinha e morra sozinha.

A garota escolheu o pior insulto que poderia imaginar. Fiquei dominada por
sentimentos e culpa. Ela sabia que não deveria dizer isso, mas agora estava
chocada com o que ela acabara de dizer.

-Ok, agora eu sei

-Saber que? -Ela continuou e empurrou meu peito. Ela queria uma briga.

-Agora eu sei que sou uma péssima amiga.


-Este é o momento em que você deveria negar. Se você diz que é uma má
amiga, significa que é verdade. Me odeia.

-O que você quisesse dizer.

Eu estava tão fraca agora. Meu cérebro estava entorpecido e eu estava


confusa e queria ir embora. Virei-me para sair da sala.

-Por que você me odeia tanto? É porque eu te amo?

Cerrei o punho e não disse nada. O choro por trás me abalou.

-É tão ruim que eu te ame? Isso é tão ruim?

-Não te odeio. Na verdade é o oposto, um total oposto. - Virei-me para olhar


em seus olhos suaves. Eu me odeio por isso. Por favor entenda!

-...

-Não te odeio. Eu me odeio por ser assim


Nós duas olhamos nos olhos uma da outra. Minhas lágrimas rolaram pelo
meu rosto, mas eu as enxuguei com as costas da minha mão. Eu não queria
que ninguém visse minha fraqueza.

-Eu me odeio por estar tão confusa. Odeio sentir uma dor imensa, mas ainda
não consigo me aceitar. Tenho inveja de você porque você consegue
expressar o que sente. Mas eu não posso....

- Você tem vergonha de admitir isso. Como você vai expressar isso? - Os
olhos suaves agarraram meu pulso quando me virei prestes a sair.

-...

- O que você quer dizer com não me odeia? Isso significa que você está...

-Não diga isso Aoey! Não diga isso.

-O que aconteceu com o seu rosto? Você brigou com ela?


-Ela pensou que eu liguei para você para vê-la com outro homem. Queria te
contar que Jade não é namorado dela. São amigos.

Mesmo tendo brigado com ela, tentei encobri-la e consertar sua situação.

Maldita seja. Eu era Genlong. Eu deveria ser uma garota má, não uma santa
como esta.

Great me abraçou tão apertado quanto uma piton. Tentei afastá-lo de mim.

-Solte. O que você está fazendo?

-Sinto muito. Não quero que você se machuque assim. Vou explicar para
Aoey.

-Apenas explique seu problema.

Voltei para o meu quarto e fechei a porta. Eu não queria ninguém no meu
espaço. Ninguém conseguia me ver fraca, principalmente quando eu estava
triste. As lágrimas eram um sinal de fraqueza. Eu havia determinado que
ninguém jamais veria minhas lágrimas, exceto eu mesma.
Mas Aoey fez isso naquele dia. Isso me fez sentir culpada por dizer isso. Eu
me senti mal porque ela pensou que eu a odiava e queria destruí-la. O pior
foi que eu disse o que sentia.

Isso estava errado?

Foi pecaminoso?

Quando estava tensa, gostava de relaxar mergulhando em uma banheira


quente. Achei que a tensão sairia dos meus poros e iria pelo ralo. Mas a
tensão continuou a ferver em meu coração. Foi tristeza, mas não
aborrecimento.

Foi assim que a tristeza se sentiu....

Senti muita dor quando a pessoa que amo olhou para mim com nojo. O pior
do pior é que ela era minha melhor amiga e eu me apaixonei por ela.

Será que eu poderia me apaixonar pela minha melhor amiga?

Meu telefone tocou enquanto meus pensamentos vagavam. Vi o nome de


quem ligou e atendi o telefone ligando o alto-falante. Eu ainda estava na
banheira.
- Oque Quer? Estou na banheira.

(Você deve estar estressada para entrar na banheira]

Ninguém realmente sabia que era assim que eu liberava meu estresse.
Somente pessoas da família sabiam.

[Aoey está aqui para ver você. Ela não pode entrar. Abra a porta]

Sentei-me imediatamente. Meu coração estava batendo rápido.

-Que? Onde? Aqui em casa? Como ela pode saber onde fica minha casa?

[Eu a trouxe aqui. Agora está na frente da sala]

Hesitei antes de responder.

-Não, quero ficar sozinha hoje. Diga a ele para ir embora. Por favor, leve-a
de volta para o condomínio e não toque nela

Não tentei jogar duro para conseguir nem nada, mas meus olhos ficaram
muito inchados. Eu não queria que ninguém me visse quando eu estivesse
fraca. Depois de um banho quente por uma hora, me senti mais leve e um
pouco tonta.

- Gen.... Gen

Franzi a testa quando ouvi um grito em algum lugar. Eu vi Aoey parada do


lado de fora olhando para mim.

Eu pensei que ela tinha ido embora

Não abri a janela nem percebi que ela estava lá. Fechei a cortina para
mandá-la embora. Mas ela ainda estava ali perto da janela, ela ficou onde
estava.

Por que ela estava me pressionando? Eu não estava pronta para conversar.

- Great!

Bati na porta de Great. Ele sorriu porque sabia por que eu estava ali.

-Por que você não levou sua namorada para casa? Eu disse que não quero
vê-la
-Ela é tão teimosa. Ela insistiu em falar com você hoje. Ela escolheu esperar
lá.

-Ela quer me pressionar.

-Você deveria falar com ela.

- Não estou pronta para conversar.

-Bem, ela vai ficar lá a noite toda. Você sabe quantas pessoas morrem de
dengue?

Rosnei para ele e passei meus braços em volta do peito. Eu não era fácil.

Se fosse fácil, eu já teria muitos maridos. Muitos homens me pressionaram


de muitas maneiras diferentes. Mas ninguém havia conseguido isso até
então.

Eu não poderia deixar uma garota ter sucesso hoje.

- Dê a ela um spray repelente de mosquitos! -Eu me virei para voltar, mas


Great agarrou meu braço e me olhou como um cachorrinho.
-Por favor, irmã. Não quero que ela fique doente.

-Não!

Mas na realidade......

Desci para vê-la em silêncio. Fiquei ali em silêncio observando-a enquanto


ela tentava se livrar dos mosquitos. Olhei para ela com uma mistura de
sentimentos de adoração e frustração antes de tossir levemente só para
chamar sua atenção.

-Por que você está organizando uma festa para mosquitos?

A garota se virou e pulou imediatamente. Quando ela pulou da cadeira,


nossos rostos estavam muito próximos. Seu rosto quase colidiu com o meu.
Dei um passo para trás e falei com ela com os braços cruzados sobre o
peito.

-Ah, que bom que você finalmente está aqui para falar comigo.

-Seu tom é totalmente diferente do de ontem à noite. Você não me odeia


mais? - Eu disse sarcasticamente, mas também esperava que ela
respondesse, mas ela não disse nada em troca. Aoey ficou lá com uma cara
triste. Eu não tinha certeza do que Great lhe disse, mas mudou
completamente.

-Foi uma loucura.

-Você sabe quando as pessoas são mais sinceras? -cruzei os braços e olhei-
a diretamente nos olhos. -Quando estão bêbadas e com raiva.

-Lamento.

Ela desistiu tão rapidamente. O que eu deveria fazer agora? Ela tinha
terminado de me responder? Tive que parar com aqueles olhos de
cachorrinho. Maldita seja!

-Você não fez nada de errado hoje. Foi eu. Eu desprezei seus amigos e
chamei Great para brigar com você. Oh! Sou uma péssima amiga e morrerei
sozinha como você disse.

Enfatizei o que ela disse. Eu não pude evitar. Aoey parecia um cachorrinho
triste agora com lágrimas nos olhos.

- Bata em mim - disse ela com tristeza. Isso me fez sentir tão fraca.
-Que?

-Eu sei que o que eu disse deixou você muito triste, Por favor, me responda.
- Ela colocou seu rosto mais perto do meu. Parecia que ela estava preparada
para um beijo em vez de um golpe. Dei um passo para trás.

Ela estava flertando... de novo.

Virei meu rosto nervosamente. Ela parecia saber que eu estava nervosa.

- Nós duas somos meio culpadas. Eu te entendi mal e fiquei chateada com
você. E você também disse algo desagradável para mim. Acho que estamos
empatadas. Então, vamos superar isso.

Percebi o que falei a ela sobre seu padrasto. Isso me fez sentir culpada.

Nunca me senti culpada em minha vida antes. Mesmo quando matei uma
lagartixa ao fechar a porta, culpei a mesma lagartixa por estar ali e manchar
minha linda porta. Eu meio que deixei tudo passar porque me senti muito
culpada por ela. O que estava errado comigo?

-O que Great te contou? Por que você mudou completamente?


-Eu sei o quanto você é boa para mim.

-Ah?

-Você pediu para sua mãe publicar meu livro, certo? -Seu malandro!
Finalmente ele contou a ela. Mordi meu lábio com força de raiva. Eu tinha
que colocá-lo em seu lugar hoje. Desgraçado!

-Eu li e acho que é bom. Acho que ela vai ganhar dinheiro, então publicou.
Se não fosse bom, a editora não o faria. É ruim para eles também, você
sabe. - Eu olhei nos olhos dela e cruzei os braços.

-...

- Vá em frente e fique brava comigo. Você pode me odiar mais do que já o


faz. Eu fiz algo que você não gostou.

-Não estou com raiva e não te odeio.

-Porque?

-O amor me cega e me faz perdoar.


Fiz uma pausa e fingi que não a tinha ouvido. Eu quase desmaiei. Ela
esperou por esse momento, não foi?

-Digamos apenas que não sou uma boa pessoa. Eu sou uma má amiga como
você disse

-Que tipo de má amiga faria de tudo para me ajudar? Você também


comprou todos os meus livros.

-Quando eu fiz isso? -Fiquei surpresa porque tinha certeza que ela não viu
isso e Singha os colocou no carro

- Great, me mostrou seu baú. Ele disse que você comprou todos e guardou
em casa. Você fez isso para me ajudar, certo?

-Quem seria tão louco? Comprei-os para meus amigos.

- Eu não sabia que você tinha tantos amigos.

Agora eu estava nervosa. Os olhos doces me encurralaram. Eu não tinha


como escapar. Oque era isso? Ela era uma pessoa tão diferente daquela que
me bateu. E aqueles olhos....
-Você ajudou com meu dever de casa, tirei A no meu relatório.

-A sério? Um A? -Disse surpresa, mas depois percebi que era para eu estar
com raiva. -Tive algum tempo livre.

-Você saiu com Nut porque pediu a Nut para me observar durante a
orientação.

Ela olhou para mim com seus olhos sedutores. Presumi que foi isso que
Great disse também.

-Liguei para Nut e conversei com ele. Ele me contou tudo o que você fez
naquele dia - O que mais ela sabia? Será que ela sabia que eu estava
imaginando ver Justin Bieber nu nadando comigo em um encontro? Mudei
de posição nervosamente quando vi seu olhar sedutor. Não me senti
confortável com esse sentimento.

Me senti tímida.....

- Somos amigas. Eu estava preocupada com você como amiga.

-Você é minha amiga íntima. Eu deveria te conhecer melhor... mas não


conheci. Eu disse algo estúpido e isso feriu seus sentimentos. Por favor, me
desculpe.
Me desculpa? Seus olhos e seu tom... onde ela aprendeu a fazer isso? E
aquela conversa fofa? Como se ela soubesse que eu iria derreter ao ouvir
isso.

Funcionou muito bem. Mudei meu olhar nervosamente, mas parecia que
seus olhos eram um forte íma que me atraiu. Eu não conseguia me
concentrar em nada além dela.

Eu estava suando... quente.

-Você disse que deveria me conhecer melhor? O que você sabe sobre mim?

-Você está se enganando por não sentir nada. Mas você os sente... tanto.

A garota menor deu um passo à frente. Minhas pernas ficaram tão fracas
quando ela se aproximou. Parei quando não consegui mais recuar, minhas
costas ficaram presas em um tronco de árvore. Ela olhou para mim e sorriu
triunfante por ter me encurralado.

-Você gosta de ter o controle. Você é uma perfeccionista que se preocupa


muito com o que os outros pensam de você. Mas no fundo vejo que você é
muito bonita.
Não me pareceu legal. Ouvi e pensei que essas não eram boas
características para uma boa amiga. Mas me senti muito tímido por causa da
maneira como ele olhou para mim.

-Não parece legal.

-Você é linda aos meus olhos.

-Ei -Eu chamei ela para parar. Ela expressou muito de seus sentimentos. -
Eu já te disse antes para não aparecer...

-Eu te amo, Gene.

-Eu sei. Você diz isso muitas vezes

-Eu te amo e quero você... - Os olhos suaves me olharam. Ela me


hipnotizou... e agarrou minha mão e pressionou em seu seio esquerdo. Eu
senti seu batimento cardíaco.

-Eu quero engolir você inteira. Se eu puder... - Minha garganta ficou seca de
surpresa. Eu poderia cair no chão. Ela jogou um jogo ofensivo desta vez.
Fui perseguida apenas por meninos, mas nunca por uma menina.
-Não entendo.

-Não é muito difícil de entender. Ou devo beijar você? Oh? -A menina


menor disse brincando e ficou na ponta dos pés, então seus lábios ficaram
bem nos meus -Você tem que entender que sou louca por você.

-Você sabe o que está dizendo? Eu já te disse antes que não sou lésbica.

- Vamos ver até onde você consegue ir. - Ela sorriu zombeteiramente. -
Quando você estiver pronta, estarei aqui.

A garota puxou meu pescoço com as duas mãos e colocou os lábios perto
da minha orelha.

-...

-Veja até onde você pode ir. Eu vou fazer você admitir o quanto você me
ama
MATE - Querida amiga - 18
Capítulo 18 - 18

Ela me conhecia........

Apesar da minha relutância e rejeição, minhas ações foram opostas ao que


eu disse. Os olhos suaves avançaram agressivamente.

Ela estava esperando por esse momento há tanto tempo. Nosso


relacionamento pareceu melhorar repentinamente depois de arrastarmos os
pés por meses. Os olhos suaves pararam de esconder seus sentimentos e
demonstraram isso obviamente. Ela fez tudo parecer tão normal.

Relacionamento de amizade próxima.

Garota versos, garota.

Naquele dia, antes de dormir, Aoey pegou meu braço e envolveu-a como
fizemos antes. Resisti no início, mas depois pensei que o cheiro leve e doce
do sabonete dela me atraiu. Eu apenas segui o fluxo.

Achei que era o sabonete que me atraiu nela.


Ela estava mais agressiva do que era. Quando pensei que já estava
dormindo, ela se virou e me beijou na boca, me chamando intencionalmente
para ter certeza de que eu sabia que ela havia me beijado.

-Gen, você está dormindo?

-..

-Eu queria jogar o jogo King's Order novamente.

Maldita seja. Imagine quanto autocontrole foi necessário para evitar sentir
parte de seu corpo. Esse cheiro, essa voz e aqueles lábios doces perto de
mim.

-Oh! Me dói o braço.

Acordei porque lembrei que ela tinha queimado com a frigideira. Abri os
olhos e a vi olhando diretamente para mim e sorriu maliciosamente.

-Ainda acordada.
Rapidamente empurrei a cabeça dela em direção ao meu peito para evitar
aqueles olhos complacentes. Dormimos assim a noite toda enquanto eu
tentava como uma louca me acalmar. Lutei muito para fazer minha oração
para me distrair.

Este era eu, Genlong...que nunca perdeu

Esta foi a primeira vez que Aoey passou uma noite comigo na casa da
minha mãe. Os olhos doces pareciam um pouco tímidos na frente da minha
mãe e do meu pai. Eu me senti um pouco estranha ao apresentar minha
amiga à minha familia, embora Great devesse fazer esse trabalho.

-Você tem uma amiga para fazer uma festa do pijama.

Minha mãe disse enquanto olhava para Aoey. Parecia que ela a reconheceu
de algum lugar.

-Ela me deu piolho, lembra?

-Professora Slim, certo?

-Não, professora Salee.


-Sim, isso mesmo -Ela reconheceu Aoey e olhou para ela com admiração. -
Você é muito mais bonita adulta. Onde você fez cirurgia plástica? Eu quero
fazer isso também.

-Ela não tem operações, mãe.

-Você é tão bonita. De onde você pegou isso? Da sua mãe ou do seu pai? -
Minha mãe continuou sua conversa, mas Aoey de repente ficou tensa
quando questionada sobre sua família.

- Você não deveria ir ao seu clube de pôquer? -Eu rapidamente mudei de


assunto.

-Como você sabe? -Ela perguntou surpresa enquanto colocava a bolsa sob a
axila.

-Eu nunca vi você ir a outro lugar que não fosse um clube de pôquer. Vá por
favor. Aqui só há lugar para a conversa dos jovens - disse eu com
franqueza.

Ela reclamou gentilmente, mas ainda assim se afastou quando percebeu que
era apenas Aoey, Great, e eu e nós caminhamos em direção à sala de jantar.
Foi preparado um café da manhã americano com presunto e salsichas.
Geart, que tentou sentar ao lado do Aoey, foi atingido por mim. Ele
resmungou e atravessou a mesa para se sentar à nossa frente. Todos nós nos
sentamos e estávamos prestes a começar a comer nossa comida.

- Vamos trocar - Aoey me disse. Fiquei me perguntando por que tivemos


que trocar os pratos, mas então olhei para o prato que ela colocou na minha
frente. Eu vi um molho de tomate em forma de coração.

Ela estava flertando tão cedo pela manhã.

Olhei para ela novamente, mas não disse nada. Foi um flerte tão fofo que
fez meu coração bater mais rápido. Mas eu não pude mostrar nada,
principalmente quando o namorado dela estava sentado bem na nossa
frente. Ela não poderia deixar isso mais óbvio.

- Simples assim, né? -sussurrei de volta.

Aoey encolheu os ombros. -Ahha

-Esta é você de verdade? - sussurrei para ela sem olhar para ela. - Nunca te
conheci nesta versão. Eu pensei que você era muito tímida.

Ela sorriu maliciosamente. - Eu sou assim só com você. Não adianta ser
tímida se o relacionamento não está avançando. Eu poderia muito bem dar
tudo de mim. Na minha vida, nunca flertei com alguém assim.
-Isso não é flerte. Isso é ser uma prostituta.

Bati só para chamar a atenção de Great, que agora estava tomando café da
manhã. Sorri e deslizei o prato em sua direção quando ele olhou para cima.

-Aoey desenhou um coração para você, mas ela é muito tímida para dar a
você

Great pareceu muito surpreso e se virou para olhar nos olhos doces com
admiração.

-Você não precisa ser tímida. Ficarei mais feliz se vier de você - Olhei para
Aoey como uma vencedora, mas parecia que ela não se importava. Ela
pegou uma garrafa de ketchup e tirou outro prato.

-Tenho muito amor por você. Posso dar tudo o que tenho.

Os olhinhos me entregaram outro prato com um coração. Ela apoiou o


queixo na palma da mão e sorriu docemente. - Vamos ver quanto tempo
você consegue durar - ela sussurrou. Ardilosa...

- Então você não está mais brava com Great depois que ele causou todos
aqueles problemas ontem? - Great, que estava admirando um coração no
prato, ergueu os olhos e rosnou para mim.

-Por que você menciona isso?

-Tenho curiosidade. Como é que ela ficou mais brava comigo do que com
você que causou tantos problemas ontem?

-Eu pedi desculpas e Aoey não guarda rancor. Ela não consegue ficar com
raiva por muito tempo. Que Linda.

Great admirava abertamente Aoey. Os olhos suaves sorriram de volta, mas


disseram nada. Aoey não guardava rancor, né? Se ele visse o que aconteceu
no dia anterior, não diria isso.

- Você não está brava com Great, mas explodiu comigo. - Eu olhei para ela
astutamente, Aoey se inclinou perto do meu ouvido. Ela tentou abertamente
me seduzir porque éramos ambas meninas. Não parecia óbvio. Seus lábios
tocaram minha orelha suavemente.

-Estou cheia de desejo apenas por alguém por quem estou apaixonada.

Eu congelei porque não sabia como responder a isso. Eu me senti tão


quente e com o coração trêmulo quando ela sussurrou em meus ouvidos.
Aoey sentou-se normalmente e tomou um gole de sua bebida. Ainda estava
gelada.

-O que te aconteceu? seu rosto está vermelho

Great perguntou enquanto eu ainda estava chocada e respondi sem pensar.

-Eu sou gata.

-Que!

-Faz calor. A salsicha... Está quente. Agora estou cheio. - Levantei-me para
sair. -Vou tomar banho

-Vou contigo.

Aoey continuou flertando sem muita suspeita. Os olhos suaves agora


olhavam para mim de forma sedutora. Ela estava tentando me vencer. Olhei
para trás e acenei para ela com o dedo.

- Siga-me se estiver dentro - Eu não queria perder. Ela ficou chocada com
minha resposta. Nossos rostos agora ficaram vermelhos. Nossa imaginação
voava tão longe, quando nossa realidade mal era visível para nós. Acha que
você fose a única que sabia seduzir?

-Mostre o caminho, eu te seguirei

Aoey ainda me respondeu. Eu me virei com olhos suaves me seguindo.


Meu coração batendo forte. Eu não sabia o que fazer a seguir. Eu apenas a
seduzi sem nenhuma expectativa porque queria vencer.

Quando finalmente chegamos ao meu quarto, só nós duas podíamos


conversar abertamente uma com a outra.

- Achei que você tinha dito que ia tomar banho. Aqui estou - Os olhos
doces zombaram de mim.

- Você está tão insistente hoje. - Cruzei os braços e olhei para ela.

-Eu disse que gosto de você.

-Mas...

-Não estou pedindo sua permissão. Eu intencionalmente seduzi você para


admitir que também gosta de mim.
-Não gosto de você.

-De verdade?- Seu tom era mais sarcástico do que convincente. Fiquei
chateada com o tom dela. -OK eu acredito em você.

-Você tem que acreditar em mim. Não se esqueça que nós duas temos
namorados - lembrei que nenhuma de nós era solteira. O que estávamos
fazendo agora estava errado.

-Posso terminar com Great se você quiser.

- Por que você saiu com ele então?

-Você me disse que ele é o melhor, lembra?

-Por que você acreditou em mim?

-Eu te amo. O que quer que você diga, eu acredito em você

- Aoey...
-Você me ama, Gen? -Os olhos suaves perguntaram zombeteiros. Ela não
parecia estar esperando uma resposta. - Se você me ama, tem que acreditar
que eu te amo. Como eu acredito no que você disse.

Olhei para ela e suspirei. Ela não era assim quando nos conhecemos. Ela era
quieta e tímida. Onde ela conseguiu todas essas técnicas de flerte? Foi um
romance online?

-Eu tomarei um banho. Oh! Vou tomar banho sozinha...

-Ah, vamos, que covarde! Você não disse isso antes. - O desafio verbal me
incomodou. Mas pensei que os olhos suaves sabiam o que dizer para me
irritar. Tentei ignorar essas provocações verbais.

-Trabalhe mais.

-Que?

-Talvez eu deixe você tomar banho comigo um dia. Vou deixar você
esfregar cada centímetro de mim.

-Talvez algum dia.


Entrei no banheiro enquanto ela estava com o rosto vermelho. Ela não
percebeu que eu nunca havia flertado assim antes.

Maldita seja. Flertei com tantos caras e não senti nada, mas senti algo com
essa garota.

Aoey e eu estávamos no mesmo condomínio novamente. Parecia um casal


que brigou e depois voltou a ficar junto. Quando chegamos em casa, não
pude deixar de ser sarcástica com ela.

-Você não está mais se mudando?

Os olhos suaves agora olhavam para mim com raiva.

-Isso é para mim?

- Bem, eu só estava perguntando - dei de ombros. -Eu me pergunto se você


realmente se mudar, onde você vai estar? Você vai ficar com seus amigos da
faculdade?
Quando fiz a pergunta, ela se aproximou de mim e fez uma cara fofa de
culpa.

-Você deveria esquecer muitas coisas que eu disse. Sou estúpida o suficiente
para não ver através de todos esses amigos.

Ela descobriu por Great que um amigo daquele grupo lhe disse que ela
estava com Jade. Ela se sentiu culpada por me culpar por causar todos os
problemas.

-Que bom que você percebeu o quão estúpida você é. Não gosto de pessoas
estúpidas que se acham inteligentes.

-Por que você tem que ser tão má? Eu sei que você não é uma pessoa má,
mas as coisas que você diz podem realmente machucar as pessoas. Você
deveria ter mais cuidado com isso.

Eu olhei para ela e contemplei. Foi minha imaginação pensar que ela estava
mais aberta a me contar coisas do que antes?

Brigar nos fez sentir mais próximas uma da outra...


-Você vai ver os mesmos amigos de novo?

-De qualquer maneira, tenho que encontrá-los na universidade. Não posso


virar as costas para eles. Ainda temos que fazer algumas tarefas juntos.

-Estou prestes a lhe dizer para não queimar a ponte.

-Posso ter menos amigos agora.

-Eu sou tua amiga?

-Eu não quero ser sua amiga.

Os olhos suaves flertaram novamente. Meu coração estava batendo rápido.

Tive que fingir que não ouvi isso.

- Vou falar com você com mais frequência, então.


Ela me deu um sorriso doce. Por que ela estava tão bonita? Ou talvez ela
sempre tenha sido assim, mas eu fingi não vê-la. Oh! Eu estava perdendo
para ela.

Usei minha mão para afastar seu rosto do meu caminho. Eu não queria mais
conversar. Depois de um tempo, seu telefone tocou.

Pude notar imediatamente que seu humor mudou. Ela estava feliz, mas
agora estava carrancuda. Me virei para ver com quem ela estava falando.

-Não me ligue de novo!

Ela jogou o telefone no chão e pisou nele. Ela parecia tão assustada que tive
que correr e dar-lhe um abraço.

-O que aconteceu Aoey! Está bem? -Eu balancei aquela que agora estava
imóvel com lágrimas nos olhos. Ela olhou para mim e me soltou.

-Não me toque. Estou suja. - Ela cruzou os braços sobre o peito.

- Aoey.
-Vou tomar banho

Ela rapidamente se virou e foi para o banheiro sem toalha. Fiquei ali e olhei
para o telefone quebrado no chão. Eu não me importava se o telefone estava
quebrado, mas me importava com quem havia ligado para ela.

Quem?
MATE - Querida amiga - 19
Capítulo 19 - 19

Depois da noite passada, Aoey estava alegre e agiu como se nada tivesse
acontecido. Presumi que ela não queria que eu perguntasse sobre o que
aconteceu. Percebi que havia um problema, até outras pessoas viam aquele
rosto cheio de sorrisos. Não achei que fosse um sorriso de verdade. Mas....
tive que fingir que nada estava acontecendo.

-Seu telefone está quebrado agora. Como posso entrar em contato com
você?

- Contato telepático - Os olhos suaves sorriram zombeteiramente. Ela


parecia muito confortável quando eu não protestei contra seu flerte.

Eu tambem gostei.

- Compre um novo

- Não, não tenho ninguém para contatar.

-A mim.
- Vejo você em casa de qualquer maneira.

-Você não quer me ligar e dizer que me ama pelo telefone? - brinquei. Os
olhos suaves sorriram e encolheram os ombros.

- Quero mostrar isso de outras maneiras. - O significado vago deu origem a


tantas interpretações, então simplesmente ignorei. Peguei a chave do carro e
estava prestes a sair. Ela olhou para mim, que não usava uniforme de
estudante.

-Onde você vai hoje?

- Visitar um amigo..

Não expliquei mais nada e ela não pediu mais detalhes. Ela pode ter
pensado que era um amigo com quem estava trabalhando em uma tarefa. Eu
também não queria responder mais perguntas.

Dirigi até parar em um salão de beleza para fazer as unhas primeiro. Eu vi


algumas cores lindas ontem à noite, então eu queria pintar minhas unhas.
antes de fazer qualquer coisa importante... Que era...

Compra um pássaro...
Pesquisei que pássaro poderia ser amigo e morar em condomínio.

Aoey gostava de dizer que não tinha amigos. Tive a ideia de dar um
bichinho para ela, um bichinho falante, um passarinho, Tive que escolher
entre um papagaio e uma myna. Muitas pessoas tinham papagaios de
estimação e eu queria ser única, então escolhi um Myna, Pedi ao tio Somkid
(ele sempre era minha escolha para me ajudar) que encontrasse aquele
pássaro porque eu não tinha ideia sobre pássaros. O homem mais velho
marcou um encontro comigo para entregar uma gaiola.

-Aqui está. Uma myna.

- Ele fala?

-Se você treiná-lo, ele certamente falará. O que aconteceu, por que você
quer um pássaro agora?

-Quero falar com alguém

-Pobre.

Olhei para ele e percebi que na verdade era minha culpa ele ter dito que eu
precisava de um amigo....
-Obrigado pela ajuda.

-Eu também queria te perguntar se você viu minhas algemas..

- Algemas? - eu disse com surpresa. -Como posso saber disso?

-Não sei se os deixei acidentalmente no seu carro quando te levei à


delegacia outro dia. Eu não seionde foram para.

- Vou revista o carro, Avisarei se os encontrar. - Sorri para ele e pensei em


outra coisa. Bem, ele era o único a quem eu poderia pedir ajuda. - Eu queria
mais ajuda sua.

-Sim?

- Entreguei o celular quebrado de Aoey.

-Você pode levar isso para consertar, por favor?

-Neste estado? Por que você não compra um novo?


Na verdade, comprei um telefone novo e barato para colocar o antigo cartão
SIM de Aoey. Eu queria dar a ela, mas depois mudei de ideia.

Queria saber quem foi a última ligação. Eu queria falar com aquela pessoa,
então optei por não lhe dar o novo telefone.

- Há algo importante aqui - menti. Na verdade, eu queria ver o que havia


neste telefone. - Você pode consertar isso para mim, por favor?

-Não há problema. Você retirou o cartão SIM?

-Sim, está feito. Por favor, corrija isso.

- De acordo.

-Obrigado.

Agradeci e levei o passarinho, nosso novo integrante para casa com minhas
unhas coloridas e brilhantes. Mas assim que abri a porta, parei quando vi
Great sentado ali.

Desconfortável... - Você está aqui de novo.


-Que? Que tipo de saudação é essa? Uau, o que é isso - O Great intrometido
entrou e tirou a gaiola da minha mão. - Que tipo de pássaro é este?

- myna

-Você tem um pássaro? Desde quando você quer um animal de estimação?


Você até mata formigas toda vez que as vê.

-Não sou tão ruim assim. O pássaro é para Aoey, então ela não ficará
sozinha - Aoey olhou para mim surpresa. -Você disse que não tem muitos
amigos com quem conversar. Eu comprei uma myna para você. Ele pode
falar.

-Linda.

Aoey me deu um grande sorriso. Eu não sabia o que ela queria dizer: que eu
era bonita ou que o pássaro era. Mas isso me fez sentir tão tímida que
desviei o olhar.

-Como faço para ensiná-lo?

- Não sei - respondi. - Talvez você precise conversar com ele todos os dias.
É todo seu. Você pode ensiná-lo o que quiser que ele diga.
Os olhos suaves caminharam ao meu lado e sussurraram para mim.

-Vou ensiná-lo a dizer. Aoey ama a Gen.

Meu coração bateu forte quando ouvi isso. Minha paciência estava
desmoronando. Os olhos suaves olharam para mim como se me
hipnotizassem. Achei que já estava caindo.

- Por que vocês duas estão sempre em seu próprio mundo? - disse Great..

Eu imediatamente saí do momento hipnotizado e olhei para ele.

- O que está acontecendo?

-Nada. Estou com ciúmes. Eu também queria olhar nos olhos dela - disse
Great a Aoey. Eu apenas dei de ombros e fui embora.

-Você pode dar uma olhada agora. Vou assistir TV.

Aoey lavou a louça e fez o dever de casa como sempre. Great agora estava
sentado comigo.
-Por que não posso tocá-la? Eu sou o namorado dela. - Ele ficou chateado.

-Ela não gosta disso. Por que você tocaria de qualquer maneira? -Eu disse
com certa agitação.

-Mas eu sou o namorado dela. Se eu não posso tocá-la, qual é o sentido


então?

-Termine com ela se você não aguentar isso.

- Gen, estou falando sério. Você pode me dar conselhos melhores? Podemos
levá-la ao médico?

-Que tipo de médico pode curar isso?

-Um psiquiatra! Deve haver algo causando esse problema. Nem você pode
tocá-la, certo?

Não, eu posso tocá-la e era a única que poderia tocá-la. Mas eu não contei
isso a ele. Eu não via sentido em contar a ele.

- Como você vai explicar para ela sobre levá-la ao médico? "Porque eu
quero dormir com você, então vou te levar ao médico?"
-Que desculpa ruim

-Não é verdade?

-Sim, é verdade.

Eu bati na cabeça dele com uma sensação de nojo. Essa foi a única coisa em
que ele pensou?

-Ela é minha amiga. Seja legal com ela. Você pode fazer sexo com outras
garotas, mas não com Aoey. - Eu disse com um tom muito sério. Ele olhou
para mim sentindo-se culpado. Agora ele me tratava como sua irmā mais
velha.

-Eu realmente gosto dela.

-Se você realmente gostar, vai esperar o tempo que for preciso. Caso
contrário, você pode terminar com ela e namorar outras pessoas

Agora ele estava chateado comigo porque eu dizia para ele terminar com
ela o tempo todo. Meu irmão se levantou e jogou um travesseiro no sofá.
- Não vou falar com você agora. Eu estou indo para casa. Aoey, estou indo
para casa agora.

Aoey se virou, mas não disse nada a ele. Percebi que ela não era afetuosa
com ele. Estava um pouco frio. Não fiquei surpresa que Great não sentisse
que as coisas estavam avançando. Ele não conseguia nem tocá-la, muito
menos fazer sexo com ela.

-Aoey.

-Sim?

Fui até ela, que estava lavando pratos em uma pequena pia da cozinha.

-Você já quis consultar um psiquiatra? -Eu expressei minha preocupação.

Aoey olhou para mim surpresa.

-Por que eu precisaría de um?

-Bem, você não deixa ninguém tocar em você. Deve ser algo que um
médico poderia...
Não terminei minha frase. Os olhos suaves se aproximaram de mim e me
abraçaram com o rosto no meu pescoço quente. Era como um gato tentando
encontrar um lugar quente. Eu estava rígida porque ela me pegou
desprevenida.

-Aqui posso tocar em você.

-E as outras pessoas?

- Eu não vou tocar em ninguém, exceto em você. - A garota menor olhou


para mim e parecia que estava tentando me beijar. Virei o rosto e recuei
com cuidado.

-Sem problema.

-Estou bem. Não se preocupe comigo. Se eu posso tocar em você, ainda


estou bem. - Ela sorriu para mim. - Eu só quero tocar a pessoa que escolhi
tocar. Estou bem.

-Pobre, Great. Meu irmão está muito chateado porque não pode estar perto
de você. Estou preocupada que vocês dois se separem por causa do assunto.

-Isso é o que eu quero.


-...

-Eu não quero o Great, eu queria você, Gen.

Os olhos suaves falavam sério. Eu me senti culpada por forçar Aoey a


escolher.

-Você deveria terminar com ele logo porque ele está muito animado.

- Farei isso imediatamente quando puder - disse ela, provocante. - Mas você
terá que substituí-lo, Gen."

- Você é muito bom em flertar agora.

-Não, tenho que me esforçar mais com pessoas como você. Pessoas que não
aceitam a verdade -Ela sorriu e parou porque se lembrou de algo.

-Falando em médicos, preciso ir ver um.

-O que aconteceu?
-Há algo estranho aqui. Encontrei aqui. - Ela ergueu o braço esquerdo e
tocou a lateral do seio. Olhei para ela e me preocupei com a doença que
muitas mulheres tinham.

-Você tem uma bola?

-Poderia ser, mas não tenho certeza. Sinta isto, Não tenho certeza se sou
muito paranóica - Estendi a mão e senti a lateral do peito dela sem pensar
não achei nada estranho......

-Nada aqui..

- Será.

Espere

Eu senti como se ela estivesse me traindo. Aoey sorriu maliciosamente e


olhou para mim como um gato que acabou de pegar um rato.

-Aqui... está meu coração. Por favor, pegue.

Eu estava perdendo novamente.


Por fim, a myna era um dos membros da casa. Eu tentei muito fazer com
que ele falasse alguma coisa. Achei que poderia ser um pássaro mudo e não
consegui aprender a falar.

-Tio Somkit, você me deu um passarinho doente? O pássaro não fez


nenhum som. Nem tenho certeza se ele ainda está respirando ou não. O
pássaro inspira e expira pelo nariz?

Falei com o tio Somkit ao telefone e ao mesmo tempo procurei as algemas


que ele disse que poderiam estar desaparecidas no carro.

(Você tem que se esforçar. Ouvi dizer que alguns pássaros conseguem falar)

-É tão difícil fazê-lo dizer uma palavra. Você esqueceu de colocar as pilhas?
-Olhei ao redor do meu carro e suspirei. Porém, não vejo suas algemas.

- Não está no meu carro.

(Ok, ok. Vou comprar novos. É uma pena. Eles eram novos... aliás, seu
telefone está consertado.)
-O que acontece com todas as informações? Está aí?

Houve silêncio do outro lado da linha. Tive que repetir minha pergunta.

- Você está bem, tio Somkit?

(Este é realmente o seu telefone?)

Esse tom sério me assustou imediatamente. Eu podia sentir que havia algo
mais do que isso. Mas eu insisti que o telefone era meu.

-Sim

(Nada. Venha pegar seu telefone.)

-Alguma coisa deve estar errada. Caso contrário, você não estaria falando
tão sério - eu o enganei. Fiquei tão desconfortável que isso me abalou. -O
que você viu no meu celular?

(Se for o seu telefone, o que posso dizer então?... Devolvo para você no seu
condomínio).
- Você não está me ligando por causa das algemas, está?

Não houve resposta do outro lado. Foi a primeira vez que ele desligou na
minha cara sem se despedir. 30 minutos depois, ele chegou ao meu
apartamento em uma van e me devolveu o telefone de Aoey.

-Aqui está.

-Por que me olhas assim?

- Achei que você tivesse algo para me contar.

Nós nos olhamos por um longo tempo. Finalmente ele jogou os dois braços
para o alto como se tivesse desistido.

-Ok, vou dizer.

-Sim

-É você nas fotos?

Fotos.
Eu não disse nada porque ainda não tinha certeza do que ele estava falando.
Liguei o telefone e procurei em arquivos de fotos que nunca tinha visto
antes. No começo eram fotos normais, mas no final ficaram fotos que não
deveriam estar ali.

Fotos nuas.

Engoli um grande nó na garganta. Podem ser imagens da Internet. Mas meu


coração tremia de medo de que isso fosse algo real e não o que eu pensava.

Fotos de Aoey...

Aoey videos....

-Não quero dizer nada agora. alguém mais viu isso?

-O cara que consertou e eu.

-Por favor, não conte ao papai.

-Você não me disse se é você ou não. Mas acho que parece com você, mas
não é você.
A garota não parecia nada feliz. Mordi o lábio com força, mas não disse
nada.

- Eu falo com você mais tarde. - Afastei-me dele e folheei aquelas fotos.
Cada imagem foi tirada em um lugar diferente, em momentos diferentes,
mas era a mesma garota. Alguns vídeo vieram com som e tive que silenciá-
los.

Não consegui ver o rosto com clareza, mas era a mesma pessoa, nas fotos e
nos vídeos. O que eu tinha certeza era daquela marca em seu ombro. Queria
confirmar se era ela. Eu precisava tentar algo.

- Aoey.

-Sim - Os olhos suaves que escreviam um romance em seu caderno olharam


para mim...

-Você já recebeu uma injeção no ombro quando era jovem?

-Talvez.

-Você tem uma cicatriz grande ai?


-Não sei.

-Posso vê-lo?

Ela ficou surpresa, mas pronta para me mostrar seu ombro liso e brilhante.

Suspirei quando não vi nada ali.

Ugh... não era ela.

-Não me deram injeção aqui. Era o outro lado. - Ele arregaçou a manga do
outro lado para procurar uma cicatriz. Lá estava ele em seu ombro. Fiquei
atordoada.

-Gen, você está bem?

Eu não sabia o que aconteceu comigo. Poderia ser decepção ou algo assim,
mas eu não conseguia falar. Entrei no banheiro e me tranquei lá por horas.

Por que ela tirou aquelas fotos?!


Por que você gravou esses vídeos?!
MATE - Querida amiga - 20
Capítulo 20 - 20

Não consegui dormir... e não consegui olhar para ela por 3 dias inteiros...

Os olhos suaves tentaram falar comigo como sempre. Embora eu tentasse


agir da forma mais normal possível, ainda tentei evitá-la. Fiquei tão confusa
e obcecada por aqueles vídeos e fotos. Eu tinha perguntas na minha cabeça
POR QUE ela tirou aquelas fotos?

Ela estava no seu direito de fazer isso?... Esse era o seu telefone.. Ela pegou
e guardou. Fui eu quem invadiu sua privacidade.

-Você está bem, Gene? Você está com uma aparência estranha há alguns
dias.

-Oh? Estou bem.

Até eu sabia que não era normal. Eu não conseguia olhar para ela como
antes me senti decepcionada...

-Eu fiz algo que te incomodou?


-Nada.

-Eu te amo, Gen.

Olhei para a pessoa à minha frente que acabara de me dizer que me amava,
mas não sabia o que fazer. Eu só pude ir embora. Peguei minha bolsa e
decidi sair, mas não tinha ideia de para onde ir. Mas eu não poderia estar no
quarto com ela. Eu não consegui lidar com isso. Eu não sabia se algum dia
conseguiria lidar com isso.

Seria melhor se eu fosse para casa dormir....

-Vou embora.

Antes de sair do condomínio, uma pequena mão puxou minha camisa. Eu


não conseguia olhar para ela novamente. Tirei sua mão de mim e fui
embora como uma cadela sem coração.

As pessoas hoje em dia faziam sexo quando saíam, era normal, eu acho.

Nunca percebi que ela tinha namorado. Isso enojava qualquer um que
tocasse nela. Meu coração tremia como se eu tivesse consumido muita
cafeína. Eu tive que encontrar outra coisa para fazer para ocupar minha
cabeça. Concentrei minha tensão em meu estudo, Terminei as tarefas como
se isso fosse me ajudar a me formar.

Arrrgggg!! Eu não conseguia nem dirigir conscientemente. Como eu


poderia terminar minha lição de casa?

Foda-se

Mas quando me sentei, meu telefone tocou com um tom que era
completamente desconhecido para mim. Mas esse não era o meu telefone.

Era o telefone de Aoey...

Coloquei o cartão SIM dela no meu novo telefone..

Olhei para o número chamado. Nenhum nome foi mostrado. Ela nunca
salvou o número. Parei por cerca de 10 segundos para reconsiderar se
deveria atender ou não. Minha curiosidade superou tudo. Cliquei em
atender e comecei a falar.

- Olá.

(Liguei para você e você não atende nem me liga de volta)


Eu fiz uma careta ao ouvir a voz de um homem mais velho. A maneira
como ele falou foi autoritária.

-Quem é ?

(Você não é Aoey.)

Pensei um pouco antes de responder.

-Aoey está no banho. Eu sou sua amiga. Quem devo dizer a ela que ligou
para ela?)

(Uma amiga? Ótimo. Quero te perguntar uma coisa. Sou o padrasto dela.)

Ele se apresentou e isso me deixou um pouco nervosa. Pensei no que tio


Somkit me contou sobre o padrasto.

-Sim?

(Aoey saiu de casa há muitos meses. Ela nunca mais ligou e eu queria saber
onde ela está agora.)
-Ela está comigo. Eu sou a Gen.

(Gen?)

-Eu sou a Gen

(Como você conhece ela?)

-Sou amiga dela desde o ensino fundamental.

Eu queria saber onde Aoey está agora. Se eu lhe contasse que era uma
amiga em Bangkok, ele saberia que ela estava lá agora.

Uma coisa que ele não percebeu foi que agora estava falando comigo,
Genlong. Eu era muito inteligente para ele.

(Onde está agora?)

-Estou em casa.

(E)
-O que é isso?

Ele ficou chateado porque eu não lhe contei minha localização. Finalmente,
meu dia chato teve algo divertido para fazer.

(Quero dizer, em que província você está agora).

-Aoey não te contou onde fica?

(Eu não perguntaria se ela tivesse me contado)

- Por que você não pergunta a ela então?

(Ei, você...)

Ele parecia estar farto de mim. Mas finalmente contei a ele onde estava
porque queria saber mais sobre ele.

-Estou em Bangkok

(Ok, é isso. Diga ao Aoey para me ligar o mais rápido possível.)


- Sim - respondi friamente, sem um adeus adequado.

Olhei para o telefone por um tempo depois de desligar. Algo não parecia
certo. Por que um padrasto ligaria para sua filha? Até a mãe dela nunca
ligou para ela. Ele era apenas um padrasto.

Queria saber. Eu faria o meu melhor para descobrir!

A verdadeira Aoey não poderia ligar de volta para ele. Eu escolhi enviar
uma mensagem para ele. Pela última reação de Aoey quando ela atendeu o
telefone, os dois não se davam bem.

Ele seria capaz de ler. Ele não podia ser tão estúpido, mas ficava com raiva
facilmente. Ele não poderia ser tão inteligente.

Aoey: O que você quer?

Isso foi tudo que enviei e esperei. Não houve saudação nem palavras rudes.

Foi apenas uma frase simples. Não muito tempo depois, o padrasto ligou
novamente, mas me recusei a atender. Ele deveria saber que ela não queria
falar com ele. O telefone ficou em silêncio por cerca de 10 minutos. Ele
finalmente enviou uma mensagem depois que ninguém respondeu. Ele
escrevia mal e usava palavras estranhas. Ele não era bem educado e tentou
brigar comigo, uma estudante universitária muito mais inteligente.

Padrasto: Te vejo em Bkk.

Por que um padrasto iría querer vê-la? O relacionamento deles não era bom
para começar.

Aoey: Para quê?

Mais 5 minutos se passaram.

Padrasto: Então você pode fazer o seu trabalho. Faz muito tempo.

Não me sentia bem. De que tipo de trabalho ele estava falando? Eu estava
tremendo, embora não houvesse nada naquela frase. Devo continuar?

Sim...

Não...
Aoey: Que trabalho?

A última frase causou arrepios na minha espinha.

Padrasto: Trabalho de esposa.

Guardei essa história para mim por muito tempo. Esperei que o padrasto
contatasse Aoey novamente. Depois de 1 semana, o relacionamento entre
Aoey e eu ficou estranho. Os olhos suaves tentaram tanto se aproximar de
mim, mas eu me esforcei ainda mais para evitá-la,

-Gene -. Aoey finalmente me parou ficando na minha frente. -Por que você
me evita?

Esposa...

A palavra daquele padrasto ficou na minha cabeça o tempo todo. Eu não


conseguia me livrar disso. Eu queria perguntar-lhe a verdade, mas não
consegui.

Ela estava realmente tendo um caso com o padrasto?

Ele traiu sua mãe...

Você o seduziu?

Ela não parecia estar se defendendo nos vídeos. Havia algo mais nisso? Era
muito sério perguntar a ela. Eu escolhi ficar em silêncio.

-Não, eu não evitei você.

-Você não dorme aqui e não fala comigo quando dorme. Eu fiz algo que
você não gostou? - A menina menor apertou meu braço. - Eu zombei muito
de você? Você se sentiu desconfortável?

-Tenho tantas tarefas. Um dia não tive tempo de tomar banho.

-De verdade?
Nós duas permanecemos em silêncio. Quando eu estava prestes a dizer
algo, meu novo telefone tocou com o número dele.

O toque que tocou neste momento me deixou entorpecida. Não consegui


atender o telefone. Eu não conseguia me mover. Aoey olhou surpresa para
meu novo telefone.

-Quando você comprou um telefone novo? Onde está seu telefone antigo?

-Tenho dois telefones... tenho que ir para a universidade. Deve ser meu
amigo ligando. Tenho que ir agora.

Tirei sua mão de mim e fui até minha bolsa. Peguei meus dois telefones; o
novo e o velho na bolsa. Eu a ignorei e agi casualmente. Depois que
terminamos, olhei para o telefone imediatamente e claro.

Foi o padrasto.

Chegou uma mensagem do mesmo número. Ele parecia chateado por ter
que enviar mensagens de texto em vez de falar.

- Não se atreva a me evitar. Atenda o telefone - O telefone tocou


novamente.
Desliguei o telefone para mostrar que não atenderia e para deixá-lo irritado.

Funcionou. A próxima mensagem chegou.

-Estou em Bangkok agora. Encontre-me no 99 Peep-In Hotel. Se você ainda


me ignora, vou mostrar seus vídeos para o mundo!

Ele explodiu e deixou escapar a palavra-código. Ele era uma pessoa


estúpida e mal-humorada que acabara de ameaçar Aoey por algo que ela
não estava disposta a fazer.

Chantagem...

No início, eu não tinha certeza se Aoey havia consentido com esse


relacionamento ou não. Ela não se defendeu nos vídeos, mas nas
mensagens, não foi o caso.

Ela não revidou, mas isso não significava que estivesse disposta a fazê-lo.
Segurei o telefone com força em minhas mãos. Era hora de encontrar a
resposta por mim mesma. Eu queria conhecê-lo, ele teria que me ver.

Eu tinha que descobrir a verdade hoje.


-Sim.

Eu não sabia onde ficava aquele maldito hotel. Felizmente, você pode
encontrar qualquer coisa com esta tecnologia de mapas do Google. Tive a
sensação de que não seria muito seguro se eu fosse lá sozinha. Pedi ajuda ao
tio Somkit para enviar alguém comigo, apenas como reforço. Cheguei em
um motel barato e de baixa qualidade que nunca sonhei em entrar na minha
vida.

Aqui....

O padrasto de Aoey me enviou o número do quarto dele. Bati na porta


quando cheguei ao quarto. Senti dor no peito. Que tipo de lugar era aquele?
Eu tive que vir aqui para conhecer esse tipo de pessoa, sério?

Após a batida, a porta se abriu. Um homem baixo e de cabeça branca olhou


para mim surpreso.

-Quem é?

-Sou amiga da Aoey,

Houve surpresa em seu rosto antes de se recuperar. - Quem é Aoey? Não te


conheço.
-Você é a homem do vídeo? -Mostrei o celular do Aoey e mostrei o vídeo
para o careca. Ele ficou surpreso antes de começar a falar novamente sem
qualquer sinal de culpa.

-Talvez sim, talvez não. Você não pode ver o rosto de qualquer maneira.

-Só essa afirmação me fez perceber que era você. Há quanto tempo você
usa isso para chantageá-la?

- Não é da sua conta... Agarreo...

A mão grande e grossa do tio Somkit agarrou o pescoço do velho e


empurrou-o para dentro do quarto. O outro homem que trabalhava para o tio
Somkit me convidou para entrar na sala antes de fechar a porta atrás dele.

Ele tentou manter todos os ruídos dentro.

Havia apenas uma cama no meio do quarto e um grande espelho no teto.

Era para refletir quando alguém fazia sexo ali. Fiquei com os braços
cruzados sobre o peito e olhei em volta. Meu coração sentiu muita dor. Foi
isso que minha melhor amiga teve que passar?
Por quanto tempo ele a torturou?

-Quem diabos é você?

-Há quanto tempo você faz isso?

-Não é assunto teu.

Um clique foi ouvido

O som era do tio Somkit, que puxou o gatilho e enfiou a outra ponta no olho
do velho. Ele parecia pálido agora. Ainda cruzei os braços e senti uma dor
aguda no peito.

-Ela não estava disposta a fazer isso, estava?

-Vá perguntar à sua amiga se ela consentiu ou não.

-Você a chantageia! -Peguei a arma da mão do tio Somkit com raiva e enfiei
em sua boca fedorenta. -Como você pôde fazer isso com uma garota que
tinha uma vida pela frente?-
Lágrimas rolaram pelo meu rosto de dor. Meu rosto deve ter parecido que
eu estava tão louca. O padrasto careca agora começou a conversar melhor
comigo.

-Por favor não me mate.

-Você tem mais fotos e vídeos? - Tio Somkit perguntou com sua voz calma
e fria.

Tio Somkit me abraçou e lentamente tirou a arma da minha mão. Ele me


colocou de costas.

-Não.

- Mentiroso - eu disse com a mão cerrada com força. -Eu vou matar você!

-Se você me matar... - O padrasto de Aoey tentou se levantar e discutiu


comigo. Ele parecia um cachorro de rua encurralado e querendo se levantar
para a última briga, mas tio Somkit pressionou a cabeça dele com a ponta
da arma. -Vou divulgar essas fotos.

- Então você tem mais... vou encontrar todos eles. - Tentei controlar minha
emoção e minha voz. Mesmo que eu tivesse que procurar em todo o mundo.
-Você realmente não percebeu a sua situação aqui, né? -Tio Somkit explicou
com um pouco de raiva. Mas o padrasto era um cão perdido e perdido. Ele
lutaria por sua vida.

-Vá em frente, me mate. Eu não vou morrer sozinho

-Todos morremos sozinhos. Vamos ver se você realmente quer morrer como
disse.

Eu disse com raiva e olhei profundamente em sua alma sombria através de


seus olhos. Ninguém ganha se eu olhar para eles, especialmente com minha
raiva.

-Por favor, não me machuque.

-Aoey alguma vez te contou isso?

-..

-Como você ousa dizer isso depois da merda que fez? -Eu sai quando disse
isso. Eu não aguentaria mais um minuto naquela sala. Foi tão nojento que
me deu vontade de vomitar.
Tio Somkit tirou o telefone da mão do velho por questões de segurança e
me seguiu.

-O que você quer que eu faça com isso?

-Eu quero que ele va embora... que saia deste mundo.

-Mas não era você nas fotos e vídeos. Acho que acabamos de deixá-lo...

Olhei para ele com raiva e isso o silenciou imediatamente.

- Eu cuidarei dele..Matar alguém é um grande negócio. Vou lhe ensinar uma


lição. Ele não ousaria fazer isso de novo.

-Se sua própria filha fosse estuprada e chantageada daquele jeito, o que
você faria?

-...

Tio Somkit não respondeu. Eu sabia sua resposta muito bem. Ele nunca
simplesmente - daria uma lição a alguém se fosse sua filha. Sorri
sarcasticamente para ele.
- Sim, foi o que pensei. - Pressionei meu lábio com força e cerrei meu
punho. -Você pode fingir que nada aconteceu hoje?

-Porque?

-Alguém poderia fazer isso facilmente se fosse eu no vídeo.

Ele olhou para mim e suspirou. Perguntei ao tio Somkit para ainda saber
quem estava nos vídeos e estava prestes a mentir....

-Você sabe que seu pai não gosta de mentiroso.

- Sou uma exceção para meu pai. - Olhei para ele com um sorriso.

-Por favor, ignore o que aconteceu hoje.

Foi um dia muito pesado para mim. A manicure pela manhã também não
ajudaria. Enquanto eu estava presa no carro no sinal vermelho, minha
cabeça se encheu com a história de Aoey. Eu queria me distrair, então
peguei meu telefone, mas acidentalmente o deixei cair no chão do banco do
passageiro, ao lado do banco do motorista. Abaixei-me sob o assento, mas
senti algo duro e frio. Eu não tinha certeza do que era aquilo, então peguei e
fiquei surpreso ao ver.

Algemas

Eles ficaram embaixo do assento o tempo todo. O semáforo ficou verde,


então não tive tempo de pegar o telefone do chão. Voltei para o condomínio
e coloquei as algemas na bolsa. Eu ainda não consegui tirar da cabeça a
história do que havia acontecido. Não seria fácil esquecê-lo.

Voltei para o condomínio quase às 21h porque conversei muito com meu
pai. Aoey caminhou diretamente em minha direção quando me viu entrar.
Ela parecia nervosa por causa da minha reação fria nos últimos 3 dias.

-Já jantou, Gen? deixe-me cozinhar algo para você

Olhei nos olhos suaves que tentavam compensar qualquer erro. O erro que
ela não cometeu. Eu senti pena dela. Meus olhos estavam cheios de
lágrimas e me senti muito culpada por pensar mal dela. Por que me senti
desapontada? Eu não deveria me sentir decepcionada por alguém que
passou pelo inferno.
-Você está chorando, Gen?

-N... Não - tentei me cobrir e encolhi os ombros. -Sou alérgica a alguma


coisa. Vou tomar um banho.

Deixei minha bolsa na mesa em frente ao sofá e fui para o banheiro. Esta
foi a primeira vez na minha vida que me senti tão sombria. Meu coração
estava cheio de ódio.

Eu pedi... para se livrar de alguém.

Depois de aprender a história de Aoey e tentar ligar os pontos sozinha, fui


ver meu pai. Eu estava perto o suficiente dele, mas nunca soube o que ele
estava fazendo no fundo. Eu sabia que ele era um alto funcionário do
governo, poderoso. Eu não sabia o que teve que fazer no passado, para ter
tudo como hoje.

Ele fez de tudo para que eu tivesse o que tenho hoje.

-Minha princesa, por que você está chorando?

Meu pai ficou surpreso quando viu meus olhos inchados. Ele sabia que eu
não chorava facilmente. Se eu chorei, deve ter sido um grande problema. Eu
era sua filha favorita. Ele estava tão orgulhoso de mim. Quando ele disse
meu nome, vi amor e adoração em seus olhos.

Minha princesa... esse era meu nome e só ele poderia me chamar assim.

-Eu queria te pedir um favor.

- Oque seria?

Contei a ele a história de Aoey, mas fingi que era minha. Entreguei a ele o
telefone com as fotos de Aoey sem rosto.

- Estão me chantageando.

Ele chorou e mordeu o lábio com força. Percebi que não deixaria isso
acontecer facilmente. Ele não perguntou mais nada. Ele estava pronto para
lidar com o problema para mim.

-Eu cuidarei disso. Ele não será mais seu problema.

Deveria ser algo que me fizesse sentir bem. Mas eu me senti tão deprimida.
Eu não estava feliz. Fiquei com medo e me senti imoral. Minha cabeça e
meu coração estavam em conflito.
Alguém estava prestes a morrer... morrer por causa da minha mentira.

Passei cerca de 1 hora tomando banho. Eu tinha muitas coisas em mente.


Quando estava estressada, sempre passava horas no chuveiro. Achei que a
água iria tirar as coisas ruins de mim. Quando me senti um pouco melhor,
fui dormir.

Mas...

-Gen.

Eu vi Aoey segurando o telefone com força. Seu rosto estava cheio de


lágrimas e vergonha. Eu soube imediatamente que os olhos doces agora
sabiam que eu conhecia a história.

- Aoey

-Por que você está com meu telefone?

-Você estava verificando minha bolsa?

-Isso não é importante. Eu pergunto por que você está com meu telefone.
Sua voz trêmula me abalou. Eu queria dar-lhe algumas desculpas, mas isso
só poderia piorar as coisas. Decidi não dizer nada, mas caminhei em sua
direção para confortá-la.

-Não me toque. Fique longe.

Quando entrei, ela se afastou rapidamente. Seu rosto agora parecia ter visto
um fantasma ou algo horrível em vida. A menina menor puxou o próprio
cabelo e balançou a cabeça.

-Qualquer pessoa neste mundo pode ver isso, mas você não! Você não!

- Aoey.

-Se você me odeia, como posso continuar vivendo? Fique longe.


MATE - Querida amiga - 21
Capítulo 21 - 21

Seus olhos estavam cheios de medo e desgosto. Olhei nos olhos doces com
muita tristeza. Eu queria consolá-la, mas ela recusou e se afastou de mim.

Ela não estava chateada comigo, mas estava muito chateada consigo mesma
para ficar perto de mim.

-Eu não me importo com isso, Aoey.

-Por que você fez isso? Eu lhe disse para não interferir em meus assuntos.
Eu não quero que você saiba do meu problema sujo

Sujo... Fiquei ainda mais brava comigo mesma porque a entendi mal nos
últimos 3 dias. Doeu-me não poder fazer nada para curá-la.

-Sei tudo.

-Não
Ela puxou o próprio cabelo em desespero. Eu não sabia o que fazer. Corri
para abraçá-la, mas fui empurrada para trás com muita força pela raiva.

-Eu disse para você não me tocar. Não me toque, eu estou suja

- Não, você não está suja. Para mim, você é uma garota ingênua. Você é
como uma garota. Vem a mim. Não và embora - Eu disse a ela e abri os dois
braços para abraçá-la, queria que ela entrasse. Mas ela balançou a cabeça.
Seu rosto e olhos estavam tão confusos. Ela parecia um pequeno pássaro
abalado pelo medo e pelo perigo.

-. Por que você mente pra mim? Você viu esses vídeos

Os olhos suaves agarraram seu próprio coração de dor. Seu rosto estava
cheio de dor. Eu senti a dor tanto quanto ela.

Por que senti tanta dor? Por que eu me importava tanto com ela?

- Eu não posso estar aqui.

Ela olhou para a esquerda e para a direita procurando nervosamente por


algo. Ela correu até o armário e começou a tirar suas roupas. Eu vi seu
nervosismo e sabia que tinha que fazer alguma coisa. Dei uma olhada em
alguns brilhos na minha bolsa. Eram as algemas do tio Somkit.
Eu precisava acalmá-la...

Enquanto Aoey tirava as roupas do armário, andei atrás dela, toquei seus
ombros e a forcei a se virar. Ela estava prestes a me sacudir quando
rapidamente coloquei as algemas nela.

Eles clicaram.

- O que é isso?-Aoey olhou para a mão dela confusa. Eu rapidamente


bloqueei seu outro pulso. Ela agora estava trancada com algemas.

-Vou mantê-la aqui.

Ela tentou tirá-los. Olhei para ela e suspirei. - Você deveria saber melhor
que as algemas não sairão facilmente. - Mesmo um valentão não conseguia
escapar disso, como ela poderia planejar sair disso?

- Você pode se acalmar primeiro?

-Eu vou sair daqui

- Você não está calma o suficiente


-Deixe me ir

Empurrei os olhos doces para o outro lado da porta do armário e bloqueei-


os com o braço. Eu estava tão cansada e agora tinha que lidar com isso. Eu
entendi por que ela estava agindo assim. Mas eu queria que ela se
acalmasse e resolveremos o problema juntas.

-Onde você está indo? Não há nenhum lugar para onde você possa ir. Eu
não vou deixar você ir de qualquer maneira. Você tem que estar aqui
comigo.

- Não chegue perto de mim. Eu estou suja.

Ela tentou fugir de mim, embora não houvesse espaço para ela sair. Eu odiei
a palavra 'suja' que ela usou. Achei que iria odiar isso tanto quanto a palavra
'estúpida'

-Nunca pensei que você estivesse suja. -Aproximei-me dela e senti o cheiro
do sabonete em seu corpo. -Cheira bem.

-Você sabe o que eu quis dizer, Gen.


- O que devo fazer para provar que não acho que você estava suja? Nunca
pensei que você fosse nojenta por causa de sua experiência ruim.

-Você não percebeu o jeito que me olhou nos últimos dias.

Os olhos suaves olharam nos meus olhos. Seus olhos agora estavam cheios
de lágrimas. Mordi o lábio e fiquei com raiva de mim mesma por olhar para
ela daquele jeito.

- Eu estava chateada comigo.

-...

- Sinto muito por fazer isso. Mas agora eu entendo tudo. Não senti nojo de
você.

Aproximei meu rosto do dela. Agora eu não conseguia mais reprimir meu
instinto sexual. Lambi as lágrimas de seu rosto com minha língua.

- Eu não senti nojo de você. - A menina menor resistiu. Mas seu nervosismo
me fez sentir poderosa. Agora eu entendi os homens que abusavam das
mulheres. Eu não a trataria assim, mas me senti bem e eu era muito melhor
do que aquele velho bastardo.
-O que você está fazendo, Gen?

- Mostrar que não desgosto de você.

Toquei suavemente meu lábio em sua bochecha macia e desci até seu
pescoço nu. Ela tentou resistir, mas usei minha mão para prendê-la contra a
porta do armário. Sua resistência agora parecia mais fraca. Os olhos suaves
ainda não sabiam como reagir. Agora me senti safada e coloquei minha mão
em sua camisa e explorei seu peito com meus lábios molhados.

-Gen...

-Onde você se sente suja?

-...

-Vou limpar tudo.

Olhei nos olhos dela. Aoey pareceu surpresa e chocada ao mesmo tempo.
Sorri para ela e usei meu dedo para tocar suavemente seu doce lábio.

-Isso está aqui?


-Ge... humm

Eu a beijei. Esta foi a segunda vez que a beijei. A primeira vez foi quando
ela bebeu e pulou em mim. Eu estava na defensiva naquela época, mas
agora estava na ofensiva. Fingi que sabia fazer isso só para acalma-la.

Então parecia que eu sabia o que estava fazendo...

Aoey também não parecia ser uma profissional nisso. Ela seguiu meu
exemplo. Ela era um pouco tímida, mas isso era fofo. Agora era natural
acompanhar como nos sentíamos. Eu também não sabia o que fazer, mas
fluiu naturalmente.

Nós duas rosnamos em nossas gargantas. Nós duas estávamos respirando


com dificuldade. Fiz uma pausa e descansei meu rosto em seu ombro como
se precisasse de uma pausa, Aoey não disse nada. Ela apenas olhou para
mim o tempo todo.

- Se sente melhor?-Perguntei um pouco tímida.

-Sim -Ela assentiu.

- Eu vou fazer você se sentir ainda melhor. - Olhei para seus pulsos que
estavam travados. -Não posso chegar perto de você porque suas mãos estão
atrapalhando.

-Então... -ela ergueu os braços bem alto e os colocou acima da minha


cabeça e me puxou em sua direção. - Está bem?

Eu sorri. Os olhos suaves pareciam esquecer o que aconteceu antes.

-O que vai fazer?

-Fazer você se sentir melhor.

Fingi ter muita experiência nisso, embora nunca tivesse feito nada parecido
antes. Mas eu tinha que limpar as feridas do coração dela ou pelo menos
fazê-la esquecer a dor por um curto período de tempo. Toquei minhas mãos
suavemente em todas as partes do seu corpo. Meus lábios molhados
tocaram suavemente cada vez mais seu rosto.

-Que tal aqui? - Eu perguntei.

-Isso também

-Onde mais você se sente suja?


Ajoelhei-me diante dela. O rosto de olhos suaves agora estava vermelho.
Ela mordeu o lábio e pensou. Ela então agarrou meu cabelo com as duas
mãos e disse nervosa.

-Aqui

-...

-Eu me sinto mal aqui.

Desabotoei seu short com as mãos. Eu me senti desconfortável, mas no bom


sentido. Não tinha como voltar atrás a partir daí. Se eu pudesse escolher,
faria isso de novo e de novo.

Olhei nos olhos dela novamente. Olhei para ela obsessivamente. Eu nunca
fiz isso antes. Eu sabia que ela também podia sentir isso.

-De agora em diante, não se sinta mal de novo.

-Ger.

-Não fuja de mim novamente. Caso contrário, ficarei com raiva de você
-O que eu sou para você então?

-O que seja. - Eu sorri maliciosamente. - Tudo o que me faz feliz.

Toquei sua parte mais sensível. Ela estava rígida e instável, mas se preparou
para ficar de pé.

-Você é minha, Aoey.

-Ahhhh

Seu pequeno corpo estremeceu. Seu corpo estava tão quente naquele
momento. Seu gemido estava baixo em sua garganta. Suas mãos que
agarraram meu cabelo apertaram ainda mais. Isso me acordou para ir mais
fundo. - Gen... é... - Aoey engasgou e estremeceu. Pressionei meu rosto
contra sua barriga e acelerei cada vez mais rápido. -Não aguento mais.

Parei e olhei nos olhos dela.

-Você quer que eu pare?

Seu rosto parecia que ela queria chorar quando eu parei a brincadeira. A
menina menor agora franziu os lábios e empurrou meu rosto para trás,
mesmo sendo tão tímida.

-Não tire sarro de mim.

Sorri e continuei com o que estava fazendo antes. Seu gemido começou a
me abalar. Eu também não me senti eu mesma quando a ouvi gemer.

Eu queria mais... o que mais eu poderia fazer?

-Gen... sinto que estou prestes a explodir.

Deixa para lá...

Eu não disse isso porque não conseguia parar de fazer o que estava fazendo.

Finalmente, a primeira explosão a atingiu.

-AAAAANNNN

A menina menor gritou e sentou-se fracamente. Aoey sentou na minha


frente e apoiou a cabeça no meu ombro, ofegante. Eu embalei seu rostinho e
olhei em seus olhos castanhos claros e sorri para ela.
-Você se sente melhor agora?

-Estou surpresa.... - Os olhos suaves usaram os pulsos entrelaçados no meu


ombro. -Eu não sabia que poderia sentir isso mesmo se tivesse feito sexo
antes.

-Esqueça. Só esqueça-o

Dei-lhe o melhor beijo que poderia ter dado. Ela me beijou de volta
apaixonadamente. Ela colocou os braços sobre minha cabeça novamente e
colocou os lábios em meus ouvidos e sussurrou para mim.

-Tudo bem se eu... quiser de novo?

Ela era tão tímida, embora já tenha tentado me seduzir antes. Eu sorri e
balancei a cabeça.

-Eu também quero fazer mais.

Cheirei seu pescoço nu e o mordi suavemente de forma sedutora. O cheiro


agradável de sabonete pelo qual nunca pensei que ficaria obcecada agora
estava me excitando muito.
Ela ainda estava com sede, então desabotoei seu pijama branco de mangas
compridas. Sua pele macia aparecia porque ela não usava sutiã quando
estava pronta para dormir. Mas seus braços ainda estavam algemados e ela
não conseguia tirar a camisa. Agora ela mostrava apenas partes do corpo.

Eu queria explorar essas partes cobertas. Eu ficaria mais satisfeita por ela
estivesse totalmente nua.

O que mais eu poderia fazer? Eu a queria tanto. Eu queria fazer mais.

A menina menor agora estava tímida porque eu a olhava obsessivamente.


Ea cobriu o rosto com as mãos.

-Não me olhe assim

-É tarde demais para ser tímida. Eu já fiz tantas coisas com você - tirei as
mãos dela do rosto. -Agora vou fazer passo a passo. Deixe-me provar você.

Eu olhei para isso como um prato delicioso. Empurrei para que se deitasse
no chão, levantei as mãos algemadas acima da cabeça e abri a camisa ao
meio. Sua pele brilhante e macia na minha frente me convidou a

experimentar. O leve cheiro doce me agradou ainda mais.


Devo mordê-la?

Eu queria destruí-la.

-Gen....

Deixei um gemido baixo sair da minha garganta. Eu não conseguia me


controlar. Eu me senti como um animal faminto que não deixaria ninguém
tocar na sua comida. Aoey ficou surpresa com isso. Eu tive que admitir que
estava perdida naquele sentimento lascivo. Não havia mais a esnobe
Genlong.

Eu não sabia mais quem eu era... eu poderia ser pior que o padrasto de
Aoey no que diz respeito ao meu instinto sexual.

-Não fique zangada comigo. Se eu fizesse algo muito duro.... - Não


consegui me conter e mordi seu mamilo. - Não sei... ahhh, mas não
consegui me conter.

Meu coração estava batendo mais rápido. Eu senti como se estivesse prestes
a me afogar com minha respiração curta. Eu liberei tanto calor do meu
corpo contra o dela. Ela não respondeu, mas sua mão agarrou meu cabelo
com mais força. Talvez ela estivesse tentando não abalar minha confiança.
-Está bem. Você pode fazer o que quiser comigo. Só você - Ela empurrou
minha cabeça para a mesma posição inferior.

-Coma-me... Coma-me o quanto quiser - Não que eu precisasse de


aprovação, mas assim que ela deu sinal verde, levantei os dois joelhos para
passar.

- Vou entrar.

Tudo o que fiz, fiz até o fim. Eu nunca deixei nada pela metade.

Lembrei-me de quando era jovem, que me recusava a fazer algo se não


fosse boa nisso. Quando eu era jovem, minha mãe me deixou escolher entre
aprender violão ou piano. Escolhi o piano porque era mais luxuoso e não
era muito duro para os dedos. Eu era tão boa que ganhei tantas competições.

Sempre quis estar por dentro de tudo. Aprendi a falar mais de 2 idiomas
porque falar apenas tailandês e inglês era muito comum. Pedi ao meu pai
que me mandasse para a China. Voltei fluentemente.
Escolhi a melhor universidade do país. Preparei e li livros 3 anos antes do
exame propriamente dito. Eu queria entrar na faculdade de projeto
arquitetônico. Aprendi e pratiquei muito desenho até entrar. Meu pai
comemorou meu sucesso com um relógio de 2 milhões de baht,
provavelmente o relógio mais caro que um estudante poderia usar, só
porque eu pedi.

Eu entrei em tudo. Sempre fiz o melhor que pude. Nunca fiz nada pela
metade até agora...

Fiquei chocada com o que aconteceu naquela noite. Agora ela estava
dormindo na cama com as mãos ainda algemadas. Mas eu estava inquieta
com a missão pela metade. Entrei no banheiro e assisti pornografia lésbica
na Internet. O site era muito inseguro com vírus e malware, mas eu o vi
mesmo assim e percebi que cometi muitos erros.

Maldita seja! Quem imaginaria que eu faria sexo com uma mulher? Meu
Deus....

Fiz tudo com meu instinto. Nossa excitação fluiu, mas minhas unhas de
arco-íris recém-pintadas os impediram.

Eu realmente tive que explicar o que aconteceu?


Havia muitas outras maneiras de nos levar ao outro extremo do arco-íris,
mas, na minha opinião, a missão não estava completa. E agora olhei para
minhas unhas estúpidas com hesitação.

Se eu cortasse as unhas, Aoey ficaria feliz.

Se eu mantivesse minhas unhas, ficaria feliz.

Qual felicidade era mais importante entre Aoey e a minha? Eu era a garota
legal com uma linda manicure.

Por que me importei com a felicidade dos outros? Eu merecia ser feliz, mas
por que precisava me preocupar com o que as outras pessoas sentiam? Foi
minha felicidade

Eu manteria minha linda manicure!

-Ger.

A voz de Aoey me trouxe de volta. Os olhos suaves acordaram e


caminharam em minha direção. Ela ficou surpresa ao me ver descansando
no banheiro às 3 da manhã.
-Sim?

-O que você está fazendo?

-Não podia dormir.

Aoey olhou para todas as ferramentas ao meu redor e ficou ainda mais
confusa. Eu tinha um laptop no colo, removedor de esmalte na pia e um
cortador de unhas na mão que ainda não tinha usado.

-Você deveria voltar para a cama.

-Eu quero que você durma ao meu lado.

Sua doce voz me derreteu. Olhamos nos olhos uma da outra e nos
afastamos.

Acabamos de fazer algo juntos

-Vou seguir logo atrás de você, deixe-me verificar uma coisa

- O que você está vendo?


-Nada

Aoey olhou para a tela e seu rosto imediatamente ficou vermelho. Ela
entendeu imediatamente.

-Por que você tem que olhar para isso?

- Estou... aprendendo alguma coisa. Não completei a missão. Agora eu sei o


que é.

-O que é?

-Eu realmente preciso te contar? É um pouco estranho dizer - olhei para o


removedor de unhas e o cortador de unhas na pia. -Tenho que cortar as
unhas.

Eu imediatamente mudei de ideia quando ela parou bem na minha frente.

Esse era o Genlong legal? Eu valorizava mais a felicidade das outras


pessoas do que a minha. Que ideia maluca!

Eu poderia escrever um romance.


A garota que perdeu a manicure.

Eu venceria o famoso Harry Porter. Ela me deu um sorriso tão doce. Os


olhos suaves riram e assentiram.

-Ok, eu entendo.

-Volte para a cama. Seguirei você em um minuto.

-Deixa eu te ajudar a cortar as unhas - A garotinha pegou o removedor de


esmalte da pia e molhou-o em uma bola de algodão. - É mais rápido se eu
ajudar.

Todas as minhas dúvidas sobre minha manicure desapareceram. Observei


enquanto os olhos suaves cuidavam de minhas unhas com adoração. Olhei
para ela e me perguntei por que tudo aconteceu pela primeira vez com ela,
meu primeiro amigo.

Meus primeiros piolhos...

Minha primeira preocupação...


Minha primeira vez fazendo sexo...com mulher pela primeira vez.

- Não tem medo de mim?

Eu perguntei, mas não olhei nos olhos dela. Quando me lembrei do que
acabara de acontecer, até eu tive medo de mim mesma. Eu nunca teria
pensado que tinha aquele instinto animal.

-Eu parecia estar com medo?

-Não sei, Talvez você não queira falar sobre isso. Eu não quero que você se
sinta estranha com isso - eu disse envergonhada. -Se você se sentir bem
com isso, será bom a longo prazo.

-A longo prazo? Isso significa que isso continuará?

Ela não parecia assustada como eu achava que ela estava. Fiquei mais
relaxada sabendo disso.

Pelo menos eu a fiz feliz... eu acho.

- Você ficou feliz, Aoey? - perguntei e imediatamente fiquei tímida com a


minha pergunta.
Aoey fez uma pausa, depois assentiu e sorriu.

-Se sou feliz. Você é minha máq

uina feliz -Ela disse e me deu um sorriso doce. Meu coração acelerou e eu
estava apaixonada.

Eu nunca admitiria isso, mas aconteceu.

- Aoey

-Sim?- Finalmente disse algo depois de um longo silêncio.

-Você é meu primeiro amor, Aoey -Eu disse isso enquanto fazíamos a
manicure às 3 da manhã.

Foi a primeira vez que eu disse a ela que a amava.


MATE - Querida amiga - 22
Capítulo 22 - 22

Aoey me olhou surpresa com minha confissão. Ela ergueu os olhos das
minhas mãos para os meus olhos, como se estivesse tentando me hipnotizar.
Quase parei de respirar. Seus lindos olhos estavam cheios de lágrimas.
Estendi a mão para enxugá-los, surpresa.

-O que aconteceu, Aoey?

-De verdade?

-Eu pareço uma mentirosa?-Me incomodou um pouco que ela não


acreditasse em mim.

-Não, assim não. Eu nunca esperei que você dissesse isso... primeiro amor?
E agora?

Aoey parecia tão confusa. Suspirei com um sorriso e balancei a cabeça.

-Claro, você ainda é meu primeiro amor. Se não contar minha professora de
artes que parecia um pug. Mas agora sei que não foi amor. Eu simplesmente
amei o cachorro, mas minha mãe não me deixou ficar com ele. -Pensei
nisso com decepção, Minha mãe era tão ruim.

-Meu coração está prestes a explodir.

Aoey não ouviu quando reclamei do cachorro. Ela tocou seu próprio peito
na área do coração. Ela parecia ter tido um ataque cardíaco. - Isso é
loucura? - Eu ri e tirei o laptop da perna, sentada no chão com Aoey. - Eu
pensei que você soubesse como eu me sentia por um tempo. - Por que você
ainda está animada com isso? Esta exagerando?

-Você não é o tipo de pessoa que diria algo assim. Me emociona. Achei que
você fosse tão cega.

Sim, eu fui.

Estendi a mão e gentilmente acariciei suas costas. Eu ri da reação dela. Ela.


deve ter ficado realmente surpresa.

- Acho que não preciso limpar minhas unhas hoje. Estarei ocupada dizendo
para você parar de chorar.

-Você não precisa limpá-los.


-De acordo.

Encolhi os ombros, mas pensei que Aoey tinha ideias diferentes sobre isso.
Os olhos suaves agora me empurraram para o chão do banheiro e me
beijaram agressivamente. Levantei uma sobrancelha em surpresa, mas
deixei que ela fizesse o que quisesse.

Depois de me beijar, ela desceu até meu pescoço. Ambas as mãos tentaram
entrar na minha camisa. Agarrei suas mãos de surpresa para impedi-la. -O
que você está fazendo?

-Eu queria fazer. Eu não tenho unhas.

-Que

-Quero fazer.

Sentei-me surpresa. Aoey se levantou confusa, Ela não entendeu o que


aconteceu.

- Você vai fazer isso comigo também?

-Sim
-Você vai fazer isso comigo.

Minha declaração direta tornou tudo estranho entre nós. Tínhamos feito
algo antes, mas ainda era muito novo dizer isso em voz alta.

-Nós nos revezamos fazendo isso.

- Acho que não. - Eu estava tão nervosa com a ideia, Aoey ficou tensa
imediatamente.

-Você se importa se eu fizer isso com você?

-Não, não sei, mas....

Engoli um nó na garganta. Eu não sabia o que dizer, mas não achava que
estávamos tão perto ainda.

-Por que você não me deixa fazer isso?

-Eu quero fazer isso com você.


-Eu também quero fazer isso.

Olhamos nos olhos uma da outra sem querer recuar. Eu estava tão confusa.
Outras pessoas estavam brigando por algo assim?

-O que acontece se eu não deixar.

- Não aceito não como resposta.

Por que foi uma briga séria agora? Aoey, que geralmente fazia o que eu
dizia, permaneceu firme em sua resposta. Para mim, fazer isso com ela foi
mais um bônus. Eu era quem estava no controle, não uma seguidora.

Eu nunca deixaria ninguém me controlar, especialmente nesse assunto.

- É uma pena porque não vou deixar você fazer isso - eu disse com firmeza.
Eu não conseguia acreditar que estava cheia de determinação. - Se você me
ama, fará o que eu lhe disse.

-Mas você acabou de dizer que me ama, então por que não faz o que eu
mandei? - Fechei os olhos pacientemente e acenei com as mãos para rejeitar
sua reação.
- Terminamos a conversa hoje porque não conseguimos encontrar uma
solução

Levantei-me e caminhei em direção à cama. Deitei de costas e virei de


costas para ela. Aoey se levantou e fez o mesmo.

Outros casais discutiam assim também?

O clima ficou muito tenso a noite toda. Eu não conseguia dormir e não tinha
ideia se Aoey estava dormindo ou não. Nós duas acordamos as 6 horas
quando o alarme tocou. Tomamos banho, nos vestimos e saímos para a
faculdade.

Na verdade, eu tinha aula à tarde, mas só precisava sair de casa porque não
tinha ideia de como lidar com aquela situação, a situação de dar ou receber.
Eu não tinha amigos com quem conversar sobre isso. Eu só poderia
perguntar a uma pessoa.

Por que tinha que ser esse cara?

-Que surpresa! Você está aqui na minha faculdade.

Tod, que estava na mesma universidade que eu, sentou-se para conversar
comigo. Ele já percebeu que eu estava com uma vibração ruim.
- O que deixou você tão irritada ? - Eu não disse. Eu mudei nervosamente.
Não sabia como começar o tópico. Comecei a conversar sobre isso e aquilo.

-Há algum homem de verdade nesta faculdade?

A pergunta que me deixou nervosa fez Tod olhar para mim e balançar a
cabeça, entediado.

-Nem todos os médicos são homossexuais.

-Bem, muitos romances bissexuais são assim. Até você é gay - olhei para
ele e tentei passar ao assunto. - Você é um receptor ou um doador?

-Não! Não estamos falando sobre isso

-Sim estamos! - reclamei em voz alta. Na verdade, eu tinha ido lá para falar
sobre esse assunto, mas não pude perguntar diretamente a ele. O homem
bonito olhou para mim e ficou confuso. Ele tentou entender o que ela estava
pensando.

-O que há de errado com você, diabinha? Você está aqui para me perguntar
se sou um doador ou um recebedor?
-Queria saber. Eu não preciso saber sobre você. Eu só queria saber sobre
isso... pessoas bissexuais como você - eu disse sem jeito e percebi que meu
rosto estava vermelho. - Você pode ser um receptor se for um doador?

Tod olhou para mim com ceticismo. Achei ter visto um pequeno sorriso no
canto da boca dele, então não quis olhar para ele.

-Até onde eu sei, as pessoas são diferentes. Alguns nascem doadores.


Alguns nascem como destinatários. Alguns podem mudar.

-Por que é tão confuso?

-É uma coisa individual.

-Eu queria saber... se você está recebendo... estou curiosa...-virei o assunto


nervosamente. Fiquei tão nervosa e prestes a desmaiar quando tive que
dizer algo assim. - Isso significa que o doador tem poder sobre você?

-Ninguém pensa em coisas assim. E você?

-Bem...
-Porque? Você gosta de mulheres?

Parecia que ele me nocauteou com um taco de beisebol com essa pergunta.
O menino bonito olhou para mim sorrindo. Eu sempre soube o que ele
estava pensando.

-É Aoey?

- Tod... Por favor, finja que não sabe... finja que acabamos de conversar
sobre esse assunto. - Esfreguei o rosto com as duas mãos. Meu rosto estava
queimando. O futuro médico na minha frente riu muito feliz ao me ver sem
palavras.

-Você tem que deixar isso acontecer naturalmente. Você não é


heterossexual. Ummm... eu também não sei muito sobre isso. Mas acho que
você e Aoey....

-...

-Vocês duas deveriam se revezar.

-Bye Bye!
Afastei-me rapidamente porque não aguentava mais falar com ele. Foi uma
decisão errada perguntar aquele futuro médico. Eu só contei a ele minhal
história particular para que ele risse de mim.

Meu Deus! Como acabei tão tensa com esse assunto? Foi estúpido.

Eu tinha acabado de ter uma confissão de amor e uma experiência sexual,


mas de alguma forma não queria ver aqueles olhos doces. Para o problema
que não foi resolvido.

Não foi uma briga...

Mas não terminamos pacificamente.

Mas eu não poderia escapar para sempre. Tive que voltar para o
condomínio para encarar a verdade. Aoey olhou para mim quando cheguei
em casa. Abri as algemas pela manhã. Ainda não conversamos sobre ontem
à noite. Havia algo pairando no ar entre nós. Algo desconfortável.

-Você está em casa.

-Sim
Essa não era uma pergunta normal. Ela nunca me recebeu com essa reação.

Eu estava em casa, obviamente. Algo estava tão desconfortável.

-Vou tomar banho. Estou tão suja.

Eu me senti perdida e precisava de uma fuga. Passei uns bons 30 minutos


tomando banho e saí de camiseta e shorts. Aoey agora estava assistindo TV
enquanto tomava um gole de refrigerante. Ela deu toda a sua atenção à
televisão. Isso foi bom. Eu não precisava evitá-la muito.

-Você não quer que eu faça isso com você porque não quer sentir que está
perdendo seu poder, certo?

Essa pergunta direta foi tão inesperada. A garota menor perguntou com
seriedade na voz. Que diabos foi isso? Por que ela foi tão corajosa em falar
sobre isso mais do que eu? - mmmm... sim, eu quero estar no controle - Eu

disse e olhei nos olhos dela. - Gosto de estar no controle. Essa sou eu.

-Mesmo nisso?

-Gosto de ouvir você gemer - agora nós duas ficamos vermelhas falando
sobre isso. Vamos fazer isso se ela quiser falar abertamente. - Isso me excita
ainda mais

Os olhos suaves me olharam surpresa. Um copo d'água em sua mão caiu no


chão. Eu tive que gritar com ela.

-A água, Aoey! A água!

-ahhh... ok... Você pode secar com uma toalha, por favor?

- De acordo.

Aoey sentou na cama enquanto eu peguei um pedaço de toalha da cozinha,


sentei no chão e sequei. Normalmente eu não fazia isso, mas agora era tão
desconfortável que preferia me manter ocupada com alguma coisa.

Mas....

O inesperado aconteceu quando os olhos suaves levantaram uma das pernas


dela e a colocaram no meu ombro. Ela envolveu as pernas em volta do meu
pescoço e me prendeu lá. Eu olhei para ela com confusão. Olhos suaves
olharam para mim e ela se levantou com um cotovelo na cama, recostando-
se sedutoramente.
-Ok, vou deixar.

-...

-Se você gosta tanto de estar no controle, eu deixo.

Foi realmente inesperado. Nunca pensei que veria colírio para os olhos
fazer algo assim. Meu coração batia mais rápido e agora eu estava distraída.
Parei de secar o chão e me aproximei dela. Rastejei sobre seu corpo e sentei
em cima dela.

-Onde você aprendeu a fazer esse movimento sedutor? Afinal, o que fez
você desistir?

-Porque eu te amo. Achei que você ficaria mais feliz se eu fizesse o que
você me disse. - Olhos suaves agarraram meu pescoço e me puxaram para
ela. Aqueles olhos sedutores me levaram a um desejo profundo. -Vamos ver
até onde você consegue me controlar.

- Nada que eu não possa fazer, incluindo isso.

- Isso é bom... - Aoey disse com um tom brincalhão. - Coma-me então


Inclinei-me para ela e sorri.

- Não me implore para parar então.

Eu não sabia quanto tempo dormi, mas sabia que não era de manhã porque
o céu lá fora estava escuro como breu e eu ainda me sentia tonta. Mas o que
me surpreendeu foi que alguém estava de pé e me olhava com adoração.

Embora tenhamos dormido no escuro, eu ainda sentia e via aqueles olhos


com bastante clareza. Meus olhos já estavam ajustados na escuridão. Eu
podia ver seus olhos claramente.

-Está acordada.

-Não posso dormir

-Porque?

-Senti que meu coração ia explodir.


Tentei me forçar a sentar, mas olhos gentis me empurraram para baixo,
gesticulando gentilmente para que eu continuasse dormindo.

-Volte para a cama. Eu só queria ver você enquanto você dorme. É tarde
demais. - Rolei para o lado para olhar o relógio na parede.-Você tem aula
amanhã?

-Sim, mas eu não conseguiria fechar os olhos mesmo que quisesse.

Sentei-me apesar de seu protesto. O cobertor que antes a cobria agora caiu,
mostrando seu peito nu. Eu ainda podia vê-los claramente, embora
estivéssemos no escuro. Foi um pouco estranho, mas tive que agir com
calma.

Acabamos de terminar nossa missão... pode ser normal que ela ainda esteja
alerta e cheia de adrenalina. Mas por que eu estava tão cansada? Fui só eu
quem foi julgada? Ou eu estava velha demais?

Mas tínhamos a mesma idade.

- Vou ficar acordada com você então.

-Você se preocupa muito comigo. É porque você é minha dona agora?


Fiquei surpresa com aquela pergunta estranha. Aoey era uma pessoa muito
simples. Já que ela tentou me seduzir... e agora conseguiu.

- Vamos ver até onde você pode durar.

Ainda me lembro do que ela disse antes.

-Estou preocupada que você não consiga dormir. Talvez você não tenha se
cansado o suficiente.

-Ah?

- Vou ajudá-la a dormir melhor. - Inclinei-me e beijei seu ombro nu. Aoey
ergueu uma sobrancelha e sorriu.

-Estou curiosa para saber como você vai fazer isso?

-Eu farei o mesmo. Mas se você ainda não consegue dormir, continuarei
fazendo isso.

Pareceu funcionar. Aoey dormiu até de manhã depois que eu a relaxei um


pouco mais... sendo travessa com ela.
Fiquei orgulhosa de ter feito tudo tão perfeitamente. Eu não aguentava fazer
as coisas pela metade. Tinha que ser o melhor. O que quer que eu fizesse, eu
tinha que ser a melhor. Pelo contrário; eu nem precisaria começar...

Isso também....

Estudei, ou diria que estudei obsessivamente, como dar e como receber.

Assisti pornografia lésbica, li um romance bissexual e pesquisei muito e


valeu a pena. Eu fiz isso bem. Acordei naquela manhã feliz e fiz minhas
rotinas. Até fiz um café a Aoey. Nunca fiz isso por ninguém.

Aoey acordou depois que peguei uma camiseta grande e vesti. Essa era a
única coisa que eu estava vestindo. Nós duas nos olhamos e sorrimos.

Deveríamos ser mais tímidas?

-Você acorda tão cedo, Gen.

-Sim, eu também estava me perguntando isso.


-Você está de bom humor?

-Sim...- Dei de ombros. -Eu acho.

-Por que você está de bom humor?

- Pode ser para lhe proporcionar uma boa noite de sono, eu acho, - eu disse
com orgulho e coloquei comida em um prato e entreguei para Aoey. - Aqui
está o seu café da manhã. Isso é tudo que posso fazer.

-Você me comeu e agora também está demonstrando responsabilidade. Eu


deveria flertar com você primeiro. Eu não deveria ter esperado tanto.

Os olhos suaves morderam a comida e sorriram docemente para mim. Meu


coração batia forte como um tambor. Nunca me senti assim por ninguém
antes... nunca.

Aquela garota foi a primeira que teve tanto efeito em mim.

-Gatinha.

-Ah?
Chamei para Aoey e sorri. Uma palavra que poderia descrever o que eu
sentia por ela era. era tão adorável, misteriosa, sedutora e teimosa.

Não sei. Eu acho que é meio fofo.

-Macaco - Aoey me chamou novamente.

Fiquei surpresa com ela me chamando assim. Eu dei a ela um nome tão
fofo, mas o meu era macaco, sério?

-Como é que sou um macaco?

-Eu gosto de um macaco com bochechas vermelhas. Eu queria te chamar de


mestre e você foi tão travessa ontem à noite quanto um macaco.

-Isso não parece nada bom.

- Pequeno macaco.

Os olhos suaves se divertiram me chamando por esse nome, apesar do meu


protesto.
-Esta chateada comigo?

-Essa coisa não vai me deixar com raiva.

-Você realmente mudou. Antes você não toleraria essa palavra... é tão legal.
Você é minha Gen. Meu macaquinho.

Naquela manhã, o mundo estava tão rosado aos meus olhos. Olhei para ela,
que agora mastigava uma torrada com profundo sentimento. Mordi meu
lábio tentando me impedir de abraçá-la.

Eu estava tão loucamente apaixonada. É melhor eu olhar para o outro lado.


-Como foi ontem à noite?

-Que queres dizer?

-Quanta pontuação eu conseguiria?

Sorri no canto com orgulho. Eu fiz o melhor que pode em tudo, inclusive
sexo. Eu estava orgulhosa e pronta para tirar notas completas, como o
vestibular que fiz ou uma competição de piano em vários ambientes.

-6.
-Que!

Olhei para ela surpresa e pisquei incrédulo.

-Qual é a pontuação total? 6?

-10 claro

-Por que so tirei 6?

Eu olhei para ela sem acreditar. Eu realmente pensei que tinha feito um
trabalho muito bom. Ela olhou para mim inocentemente e mordeu o resto da
torrada, sacudindo algumas migalhas de pão das mãos.

-Acabei de te dar uma pontuação conforme você pediu.

- Eu deveria obter uma pontuação completa. Fiz algo mal? Você chegou lá?

Eu senti como se tivesse levado uma pancada na cabeça com um porrete.

Minha confiança se foi. Fiz tudo certo... cortei as unhas.


- Claro que cheguei. - A garotinha foi até a geladeira e serviu-se
casualmente de um copo de água. Isso me incomodou ainda mais.

-Se você terminou, por que tirei 6?

-Meu instinto me diz que você tem 6 anos.

-Onde estão os outros 4?

-Não importa.

-Claro que sim.

Eu era um perfeccionista. Ela deveria ter seu melhor sexo porque eu dei a
ela. Por que só consegui 6?! Ou ela apenas disse que veio e não veio?

-Você está bem, Gene? -Os olhos suaves caminharam em minha direção e
me olharam com doçura. - Se você quiser, eu te dou nota 10.

Desviei o olhar. Minha confiança foi abalada. Ela deve estar muito
decepcionada comigo. Ela
deveria esperar mais de mim.

- Não tente ser legal agora.

-Você fez o seu melhor?

Os olhos suaves olharam para mim gentilmente tentando me confortar.


Sentei-me direito e fingi que não tinha tentado o meu melhor.

-Você pode tentar novamente.

Peguei sua camisa e tirei-a de sua cabeça. Ela me olhou surpresa, mas não
protestou.

-Vamos ver se consigo fazer melhor.


MATE - Querida amiga - 23
Capítulo 23 - 23

7 de 10...

Fiquei um pouco fora de si o dia todo. Aoey e eu fomos as compras. Os


olhos suaves pegaram isso e aquilo na cesta e se viraram para mim para
fazer um comentário.

-Você gosta dessa marca?

- Tanto faz

Meu cérebro não estava aqui. Só pensei no placar, quase enlouqueci. Mal
fiz contato visual com Aoey. Eu não me senti a melhor. Minha confiança
não era tão alta quanto antes, apenas por causa de um problema.

- Por que você está tão quieta hoje? - Os olhos suaves se juntaram a mim e
sorriram. -Você está pensando no placar?
Dei um passo para trás com falta de confiança, mas ela agarrou meu braço
com força e não me soltou.

-Você nem olha para mim.

-Eu não te fiz feliz

-Quando eu disse que não estava feliz?

- Acertei 7 em 10 - eu disse com pouca confiança. Aoey sorriu docemente.

-Você tem que aprender a aceitar a verdade. Você apenas tem que continuar
praticando. Não há corredor que consiga vencer uma maratona sem praticar.

-Não estamos correndo uma maratona. Estamos falando de... - Fiz uma
pausa e percebi que estávamos no supermercado. Não era o lugar certo para
este tópico. -Eu estudei para isso. Eu não preciso praticar. Mas ainda tirel
um 7.

- A pontuação é tão importante para você?

- É importante para você. É a sua felicidade. - Mordi o lábio e suspirei. Isso


me fez perceber agora que não sou a melhor em tudo, Isso me fez perceber
que não sou boa nisso.

-Você pode me compensar com outra coisa então.

-Isso pode ser compensado? -Eu disse com baixa autoestima. -Como posso
fazer isso?

-Não sei. Que tal você me dar um sorriso agora?

- Mas...

-Você é felicidade. Se você está feliz, eu estou feliz. - Olhei para ela
impressionada. Eu sabia que ela se importava comigo, mas não sabia que
ela se importava tanto comigo, Olhei nos olhos dela e sorri sem jeito.

- O que você quiser que eu faça, é só me dizer.

Os olhos suaves me olharam com astúcia e foram na ponta dos pés até
minha orelha, onde ela sabia que era minha parte mais sensível.

- Hoje à noite... tenho uma sobremesa para lhe servir, direto na sua boca.
Apertei os olhos pensando no que ela queria dizer.

-Ok, vamos ver como isso é gostoso?

-Você é capaz de acabar comigo? Estou muito gostosa.

Eu a desafiei com meus olhos. Não pude resistir à sedução, inclinei-me em


direção a ela até que nossos lábios se tocaram, mesmo estando no meio de
um supermercado. -Eu vou te mastigar... não vai sobrar nada na minha
boca. - Aoey sorriu com o canto da boca. Seus olhos castanhos claros
olharam diretamente para mim e disseram zombeteiramente.

-Vamos ver quanta pontuação você consegue fazer esta noite.

Tão embaraçoso... tirei 7 de 10... de novo.

Agora eu estava obcecada por isso. Eu não conseguia falar com ninguém.
além de Aney. Tive que falar com a pessoa que me deu a nota. Não foi
estranho? Os olhos doces me apoiaram muito. Mas agora perdi minha
confiança. Aoey teve que tomar todas as decisões sobre tudo. Agora eu
parecia uma perdedora.

Great nos visitou naquele dia. Meu irmão sempre chegava com um sorriso.
Percebi a reação desconfortável de Aoey, mas ela tentou esconder o
máximo que pôde.

-Seu pássaro pode dizer alguma coisa agora? Você ensinou alguma coisa a
ele?

-Não, não tenho tempo.

-Por que você está tão ocupada?

Olhei rapidamente para Aoey, que agora estava servindo água em um copo
para o visitante. Eu vi um sorriso no canto de sua boca.

-Estou trabalhando no meu exame

Eu verificava minha pontuação todas as noites. Nunca tirei nada acima de 7.


Isso foi uma loucura!!!

-Qual é o seu exame?


-O exame depois da aula. Você nunca precisa fazer um teste? Chega de
perguntas. Afinal, por que você está aqui?

-Estou com saudades de Aoey e de você. Porque? Não tenho permissão para
estar aqui?-Great virou-se para Aoey e sorriu. -Você sente minha falta,
Aoey?

- Hum - a resposta curta deixou espaço para interpretação. Eu me senti mal


pelo meu irmão. Ele ligava para Aoey muitas noites para conversar, mas
Aoey sempre encerrava a conversa em 2 minutos e desligava. Por que eles
estavam saindo de qualquer maneira?

Aoey não passava tempo conversando com Great quando ele estava lá. Em
vez disso, ela fazia a lição de casa o tempo todo. Ela sempre fazia isso
quando ele a visitava. Fiquei triste pelo meu irmão. Quando Aoey entrou na
cozinha, rapidamente fiz uma pergunta.

- Você está parecendo um aluno da segunda série? Não vai a lugar nenhum.
Você parecia tão rígido quando falou com ela. Este não é você de jeito
nenhum.

-E você acha que me sinto bem com isso? Aoey nunca me deu uma chance.
Não sei porque. Só almoçamos juntos na universidade. Nunca saímos para
namorar, assistimos filmes, ouvimos música, nunca nada.
-Acho que você deveria se separar dela.

Eu disse francamente, mas não por mim mesma. Era para que ele
entendesse.

-Eu não amo ela. Ela me escolheu. Ela deve sentir algo por mim. Eu tenho
de fazer alguma coisa.

- Oque ?

-Quero levá-la para a praia.

Eu entendi imediatamente. Olhei para ele como se meus olhos fossem facas
que poderiam cortá-lo em pedaços.

-Você sabe que ela não vai deixar você tocá-la.

-Deve haver alguma maneira que funcione. E quanto ao álcool? Quando


uma mulher bebe, fica mais fácil.

Desgraçado.
Aoey, que tinha acabado de sair da cozinha, viu meu rosto e se perguntou o
que estava acontecendo.

-O que aconteceu? Do que vocês dois estão conversando? Vocês parecem


tão serios

-Eu disse que quero te levar para a praia.

Great disse imediatamente enquanto pensava em uma maneira de impedir o


plano. Eu não poderia deixar meu irmão fazer algo tão horrível. Não faça
nada tão horrível com Aoey.

-A sério? Seria tão romântico ir com o Gen.

Os olhos suaves esqueceram completamente que Great estava sentado ali.


Quando ela mencionou "romântico" ela realmente não incluiu meu irmão.

-Você quer ir, Aoey? Minha família tem uma casa na praia.

Great continuou enquanto Aoey olhava para mim e sorria sedutoramente.


Aoey esqueceu de cobrir aqueles olhos sedutores de Great.

-Se a Gen for, eu também vou.


-Não sei. Deixe-me pensar sobre isso. - Eu interrompi a conversa. Great,
não parecia muito feliz. Ele também poderia estar chateado com Aoey
porque ela queria me levar para todos os lugares. Depois que todos ficamos
em silêncio por um momento, Aoey mudou de assunto e me pediu ajuda.

-Vou aspirar. Você pode encher as garrafas com água, por favor?

-De acordo.

-Isso é doce.

Aoey continuou com as coisas enquanto eu caminhava até a geladeira e


fazia o trabalho que ela me pediu sem reclamar. Great troca de olhares entre
Aoey e eu. Ele rapidamente se levantou e me seguiu como um patinho. - O
que te aconteceu? Você faz serviço de casa agora?

-Nós nos ajudamos. Porque?

-Você não é uma boa pessoa. Você é uma ditadora que diz as pessoas o que
fazer. O que fez você fazer o que Aoey pediu para você fazer? Isto é genial.

-Ah?
Nunca percebi que investi muito em colírios para os olhos. Se Great não
tivesse mencionado isso, eu não teria me lembrado do meu passado. O que
me fez levantar e encher as garrafas de água?...

-Isso é certo. Desde quando me tornei uma boa pessoa?

Assim que percebi o que aconteceu, larguei todas as garrafas e voltei a


assistir TV. Aoey, que agora estava passando aspirador, olhou para mim e
perguntou surpresa.

-Isso foi rápido.

- Não acho que seja meu trabalho. Por que fazer isso?

-Porque eu peço.

-Por que eu faria o que você me pede?

- Porque você disse que faria tudo o que eu pedisse porque você não tem
um bom desempenho. - Levantei-me imediatamente e fui até a geladeira,
encher as garrafas.
Great, você viu o que aconteceu mas não entendeu nada? Meu irmão
caminhou em direção a Aoey e perguntou confuso.

-O que ela fez que não foi tão bom?

- Pontuação ruim - Disse os olhos doces sem explicação, o que fez Great se
sentir ainda mais confuso.

-Qual pontuação?

-Um exame

-Sua pontuação caiu? Você?

Great olhou para mim sem acreditar. Todas as conversas me fizeram corar.
Maldita seja. Não conseguia parar de perguntar? Foi meu buraco negro na
vida.

-Todos nós temos altos e baixos. Você pode parar de perguntar?

-Você nunca erra sobre nada, exceto quando está bêbada e beija outras
pessoas.
Aoey desligou o aspirador imediatamente e prestou atenção na história. Eu
olhei para Great com ódio. Por que diabos ele desenterrou essa merda?

- Beijar outras pessoas?

-Sim, essa senhorita é perfeita e exceto quando estava bêbada, ela era uma
garota maluca. Ela não era ela mesma. Mamãe adora provocá-la. Ela tentou
enganar Gen para que ela beba assim, ela visse algo engraçado.

-Esse deve ser o motivo pelo qual você não beber.

Foi estranho ouvir Aoey falar sobre isso. Ela continuou a pressionar Great
para obter mais informações.

-Por que ela bebeu então, se sabia que não conseguia controlar?

-Ela é tão fraca quando se trata de beber. Todos nós da família sabíamos
disso. O álcool nem sempre tem cor âmbar. As vezes não tem cor. Mamãe
trocou o copo de vodka uma vez. Ela estava tão bêbado então.

-Fique quieto! Você não tem mais nada para conversar?


Enchi as garrafas com água e me virei apenas para ver Aoey sorrir pelo
canto da boca. Ela pareceu gostar de descobrir meu outro erro.

-Eu adoraria ver.

-Não cometerei esse erro novamente. Você não verá isso.

Percebi que os olhos doces estavam agora tão curiosos em me ver bêbada.

Mas eu era inteligente demais para ser idiota novamente. Fui enganada pela
minha mãe uma vez, não seria enganada por esta ervilha-de-cheiro
sorrateira novamente.

-E a praia? - Great continuou a mesma conversa. Dei de ombros e mudei de


assunto.

-Não sei. Deixe-me pensar. Eu preciso de um banheiro - Levantei-me


rapidamente e fui até o banheiro para evitar responder à pergunta. Eu só
queria ficar sozinha porque estava chateada com Great, que obviamente
mostrou que realmente queria tocar em Aoey. Eu, que era irmã dele e
amante secreta de Aoey, não conseguia tomar nenhuma decisão.

Ele parecia uma pessoa má...


Se eu dissesse sim para ir à praia, Aoey estaria em risco com meu irmão. Se
eu dissesse não à praia, lamentaria muito.

- Eu disse para não me tocar!

Um grito veio de fora. Tive que me levantar do banheiro e sair correndo. Eu


vi Great parado atordoado com uma mão vermelha marcada na lateral do
rosto. Os olhos suaves ficaram ali tremendo.

-O que aconteceu?

-Por que não posso tocar em você? Porque?! - Great explodiu . - Então, por
que estamos namorando, afinal?

- Então deixe, deixe agora - Aoey gritou de volta.

Great, que geralmente era brincalhão e alegre, estava cheio de dor.

-Maldita seja.

Great chutou com força minha mesa de centro e saiu do condomínio sem
falar comigo. Aoey ficou ali tremendo. Mas quando caminhei em sua
direção, ela correu para o banheiro e rapidamente se enxaguou onde Great a
tocou.

-O que você está fazendo, Aoey?

-Não me sinto bem.

Então ela pegou uma barra de sabonete e esfregou na pele uma e outra vez.
Eu tive que impedi-la, agarrando suas mãos para fazê-la parar e abraçá-la.

Ela tinha algumas cicatrizes muito ruins.

-Você está limpa. Confie em mim, Aoey.

-Quero limpá-lo mais uma vez.

Ela ainda se sentia suja. Tive que confirmar que ela estava limpa levantando
seu braço limpo e macio até meu rosto e beijando-o. Esfreguei meu rosto
em seu braço.

-Está limpa agora. Confie em mim se você me ama. - Ela pareceu mais
calma depois que fiz isso. Os olhos suaves olharam para mim com lágrimas
nos olhos. Ela me abraçou e me mostrou abertamente sua fraqueza.
-Eu te amo. Minha Gen.

-Você tem que consultar um psicólogo.

-Não estou louca. Estou bem. - Ela recusou imediatamente.

-Consultar um psicólogo não significa que você está louca.

-Você pode me curar, Gen. Não preciso de psiquiatra. Você me abraçou e


me tocou. - Ela pegou minha mão e colocou em seu rosto. Ela agarrou
minha outra mão e enfiou-a em sua camisa.

-Mas Aoey...

-Ajuda-me por favor.

Suspirei profundamente e consolei os olhos gentis.....


Eu precisava levá-la a um psiquiatra. Ela precisava de tratamento. Aoey
agora estava dormindo na cama enquanto eu pesquisava o tratamento. Tod
me ligou enquanto eu estava na investigação. Ele era um médico com quem
me senti confiante e segura.

- Como você está, Tod? - Eu disse com minha voz normal, mas não houve
resposta do outro lado da linha. Parei de trabalhar e prestei mais atenção na
conversa. - Você pode me ouvir, Tod?

-Gen... eu quero morrer.

-Que ? Isso é uma piada?

Eu ri, mas não houve comentários do meu namorado falso.

-Sing me abandonou. Ele está saindo com o outro cara agora.

-Ah, Todd

-Não sei o que fazer. Não posso falar com ninguém além de você. Eu quero
morrer.

-Onde você está? Eu irei ver você.


-Estou no meu condomínio.

-Envie-me sua localização. Vou ver você agora mesmo.

Larguei tudo e saí da cama. Sua voz era tão ruim. Mas Aoey, que pensei que
estava dormindo, agarrou meu braço e apertou.

-Não te deixarei ir.

-Está acordada? Deixe-me ir primeiro. Tenho que ir. Tod precisa de mim
agora.

-São 23h agora. Não vá agora.

-E que? São apenas 11 da noite.

-Esta não é hora de encontrar um cara no condomínio dele. Não te deixarei


ir

-Isso é importante. Ele realmente precisa de mim agora.


Mas minha explicação deixou os olhos gentis ainda mais firmes. Ela me
seduziu imediatamente.

- Eu preciso de você agora, Gen. - Os olhos suaves me olharam com


profunda determinação. -Eu não sou importante para você?

Não tive tempo de explicar. Levantei-me e me vesti. Embora eu não


soubesse por onde começar. Como eu poderia explicar a história do meu
falso namorado que foi abandonado pelo outro cara e agora queria se
suicidar, em pouco tempo? Este mundo estava tão cheio de merda.

-Gen.

-Sim?

Ela rapidamente colocou as algemas em um dos meus pulsos... - clique.

-O que você está fazendo?

-Você é minha.

-Aoey, não é hora. Não faça isso agora - eu disse com minha voz forte que
normalmente funcionava com ela.
-Faça o que eu digo.

Os olhos suaves rapidamente colocaram o outro lado das algemas no meu


outro pulso. Agora eu parecia uma prisioneira.

-Aoey, me deixe ir agora. Este é um assunto sério.

Ela ergueu minha mão algemada acima de sua cabeça. Agora parecia que
abracei o pequeno corpo com força com os braços amarrados. Era uma
posição tão estranha e sexy ao mesmo tempo. A menina menor agora
envolveu ambas as pernas em volta da minha cintura, tornando mais difícil
para mim andar.

-Não vás.

-Estou com raiva agora, Aoey.

Olhos suaves beijaram todo o meu rosto e se moveram suavemente em


direção às minhas orelhas. Ela sabia onde estava minha fraqueza.

-Você não pode ficar brava comigo por muito tempo, eu sei.
-...

-Coma-me agora

-Aoey, não é a hora -Fiquei hipnotizada pelos doces olhos castanhos.

-Por favor... coma-me.

Tentei ser forte enquanto a garotinha passava os dedinhos das minhas


orelhas até meu pescoço, de brincadeira. Ela me provocou com seus lábios
macios ao redor do meu queixo até meu pescoço novamente.

Ok... agora eu estava tremendo.

-Por que você está fazendo isso comigo, Aoey?

-Na cama ou na porta?

Finalmente eu a beijei de volta. Ambas as minhas pernas voltaram para a


cama.

Eu estava preocupada com os dois lados... aqui ou ali.


Eu precisava resolver esse problema primeiro. Os problemas de Tod
pareciam diminuir agora que meus instintos sexuais levaram a melhor sobre
mim. Espere um pouco... Tod. Aoey parecia ter mais problemas do que
você.

Eu estava preocupada com Tod, mas não sabia o que fazer com a situação
atual. Isso não demoraria muito. O menino bonito poderia esperar.

Perdi para ela de novo…


MATE - Querida amiga - 24
Capítulo 24 - 24

Eu não podia sair do meu apartamento, então pedi para o Tod ir até lá. Aoey
ficou ainda mais brava, Ultimamente, percebi que era muito mimada. Agora
ela sabia que poderia fazer exigências porque era amada. Suspirei quando
percebi que ela não tentaria entender.

-Por que você pede para ele estar no nosso espaço?

Olhei ao redor do meu estúdio e me senti um pouco estranha. Agora, este


era o nosso espaço.

Parecia aconchegante..

-É só a visita de um amigo.

-Esse é o seu namorado.

- Great também esteve aqui. Eu não tenho nenhum problema com isso
-Great é seu irmão.

-Mas ele é seu namorado.

-Por que você está discutindo comigo? Você não pode simplesmente me
deixar ganhar algum dia?

Ela levantou a voz para mim, algo que ela nunca tinha feito antes. Olhei nos
olhos gentis que agora estavam perdidos. Ela fez beicinho e não se
desculpou, mas foi para a cama e me deixou sozinha, confusa.

É melhor eu mudar de assunto.

-Tire as algemas. Não saberei como explicar isso ao Tod.

-Não o deixe entrar se não quiser responder nenhuma pergunta. Como ele
pode visitar uma garota à 1 da manhã? Que tipo de homem é esse?

-Se você tivesse me deixado sair mais cedo, eram apenas 11 da noite.

- Por que você não foi embora então?


-Quem me seduziu?

-Você podería dizer não.

-Fui algemada, fui assediada. Quem poderia dizer não a isso? -Agitei meus
pulsos algemados na frente do rosto dela enquanto ela se sentava na cama. -
Por favor, desbloqueie isso.

-Não

Meu convidado havia chegado. Ele bateu duas vezes até que eu fui até a
porta. Tive que esconder meus pulsos cobrindo-os. - Sinto muito por ter
pedido que você viesse aqui - eu disse com culpa no rosto.

O garoto bonito parecia horrível agora, mas ainda assim me deu um sorriso
fraco. Eu o convidei para entrar. Tod fez uma pausa e sentiu um cheiro de
algo no ar. - O quê? - perguntei. Tod olhou para mim e respondeu
casualmente.

- Você cheira a sexo

-Você está louco. Não há cheiro de sexo.


-Sim... sinto cheiro de sexo fresco. É hormônio... é....

-Você está aqui por bobagem?

Fingi agir normalmente, embora estivesse tão envergonhada, Como o


médico poderia saber tanto?

-Posso estar confuso. Meu nariz é engraçado.

Tod olhou para Aoey, que estava sentada na cama. Os olhos doces agiam
como uma criança. Tive que fazer algum barulho para lembrá-la de ser legal
com ele.

- Aoey

Ela se virou para olhar com um rosto inexpressivo e disse olá para Tod
friamente.

- Olá, sinta-se em casa. - Então ela foi para a cozinha para evitá-lo. Tod, que
viu o que aconteceu, soube imediatamente que algo estava errado com
Aoey.

- Sinto muito. Eu fiz vocês brigarem?


- Não se preocupe com isso. Ela está um pouco fria.

-Eu realmente não sei com quem falar. Você é a única que conhece minha
história.

Estendi minha mão e toquei suavemente seu braço. Nunca consolei


ninguém em minha vida, exceto Aoey. Minha vida era tão estranha agora.
De repente, eu tinha um amigo próximo, um irmão, tinha um
companheiro...um homem e uma mulher.

O lindo garoto olhou surpreso para minhas mãos algemadas.

-Por que você está algemada?

-Ummm...estávamos brincando. Esqueça. - Mudei rapidamente de assunto


porque não queria explicar o que aconteceu. -O que aconteceu com você?

-Vocês duas estavam brincando à 1 da manhã?

-Eu disse para esquecer. O que aconteceu?

-Sing me disse que gosta de mulheres. Ele queria terminar comigo.


-Oh? -Fiquei surpresa e confusa tanto quanto ele. Poderia um homem que
estava namorando outro homem mudar de ideia sobre outra mulher? - Ele
estava mentindo para aquela mulher? Não será uma desculpa para ele gostar
de outro garoto?

-Não, ele gosta mesmo daquela mulher.

-Mas ele é gay.

-Ele não é gay. Ele simplesmente gostou de mim

-Isso é possível? Se um homem gosta de outro homem, então ele é gay.

-Quando você gosta de Aoey, você é gay?

-N...não. Eu nunca disse que gosto da Aoey

Nunca contei a ninguém sobre esse relacionamento. Eu não sabia como


reagir. Apenas Aoey e eu sabíamos. Tive que agir como se nada tivesse
acontecido.

Se ninguém soubesse o que aconteceu entre nós, não havia nada entre nós.
-Você parece desconfortável. Você geralmente é muito confiante e nunca
gagueja. Tenho certeza de que cheirava bem. Senti um cheiro de amor em
todos os lugares deste lugar.

Meu rosto estava tão quente naquele momento. Eu poderia passar meu
uniforme na minha cara agora.

-Então você é lésbica?

- Não, não sou lésbica.

- Você vê. Você só gosta de quem você gosta. Acontece que era Aoey, que
por acaso era uma mulher.

-Eu nunca tinha ouvido falar dessa definição antes. Eu pensei que se você é
homem e namora um homem, então você é gay. Se você é mulher e namora
outra mulher, então você é lésbica.

-Isso é tão estreito de se olhar. Podemos amar quem amamos neste mundo.

-Posso amar o marido da minha mãe? Ou então o marido da minha avó?


-Você sabe que tem que ser moralmente aceitável. Não pergunte algo que
você já sabe.

Tod caminhou até o pássaro na gaiola e olhou para ele por um longo tempo.

Hoje o bonitão só queria ter um amigo. Ele só queria falar com alguém. As
vezes as pessoas só queriam que alguém ouvisse seus problemas.

-Isso significa que vocês dois não são homossexuais, mas acontece que são
homens que se amam. Esta certo?

-Eu poderia dizer assim.

-Posso fazer mais uma pergunta?

-Sim?

Foi tão bom ter alguém como ele que abriu minha visão de mundo. Eu
poderia perguntar e aprender muito com ele.

-Eles se insultaram como os homens fazem em um romance bissexual?


-Às vezes, mas não com muita frequência, porque se for demais, viramos
apenas amigos, Porque?

-Eu li alguns romances bissexuais. Foi assim que eles conversaram. Só


estou me perguntando se eles fazem isso na vida real. Os romances muitas
vezes afirmam ser baseados na vida real.

-Parece que você gosta de romances bissexuais.

Eu estava curiosa para saber mais sobre a vida dele e queria conversar um
pouco com ele.

-Eu amo história. Posso tentar algo com você?

-Tentar o que?

-Eu queria te chamar de filho da puta. Você merecia estar ferrado e ele te
abandonou. Quem diabos gostaria de estar com você! -Eu disse isso com
um tom zombeteiro, mas misturado com um tom astuto.

-Gen.
- Ele quebrou seu maldito coração? Ha ha. Você mereceu isso. Eu realmente
não fiquei surpresa por ele ter te deixado.

-...

-Eu estou brincando. Eu só queria conversar como crianças. Eu nunca


xinguei, mas queria tentar com você

Dei a ele meu sorriso mais fofo, para que ele pudesse me perdoar. Eu
finalmente me vinguei dele por falar mal de mim.

Maldito Todd.

Você mereceu isso.

Eu estava feliz agora.

Eu deveria mudar de assunto agora. A zombaria estava feita.

-Onde estávamos? Você não gosta de homens, mas gosta de Sing - eu sabia
que ele estava um pouco chateado, mas agi de forma tão inocente.. Voltei ao
seu assunto sério, para que ele pudesse esquecer o que acabei de fazer.
-Eu gosto de Sing porque ele é Sing. Nunca gostei de outro garoto..

-Você fala como se pudesse gostar de garotas.

-Eu namorei mulheres antes.

Fui eu quem ficou surpresa agora. Eu precisava ler mais sobre esse tipo de
romance bissexual no site. Eu precisava atualizar minha visão do mundo.

Eles podiam gostar de homens, mas não eram homossexuais.

Maldito Todd.

Pedaço de merda.

Fiquei tão feliz com o mundo bissexual.

-Você já dormiu com uma mulher?

Depois de ouvir a pergunta, ele se virou para mim e sorriu com o canto da
boca.
-Adivinhar.

Olhei para ele sem acreditar. Senti o suor escorrer pelas minhas costas. O
lindo garoto viu minha reação e riu. Ele se virou para o pássaro novamente.

-Esta é uma Myna? Pode falar?

Bom. Vamos mudar de assunto. Eu não estava pronta para descobrir que
Tod, que tinha namorado, poderia namorar uma mulher e fazer sexo com
ela.

- Quero treiná-lo, mas ele não fala. Deve ser um pássaro idiota.

-O que você quer que ele diga?

-Bem....

Eu não tinha terminado minha frase. Aoey saiu da cozinha e olhou para nós
dois que estávamos conversando. Na cabeça dela, pode parecer que
estávamos flertando.

-Gen, estou com muito sono. É tarde demais. - Os olhos suaves olharam
criticamente para Tod. - Tudo bem se eu pedir para você voltar para casa?
Eu não conseguia dormir com mais ninguém na casa.

O homem bonito olhou para mim e sorriu.

- Cheguei há pouco tempo. Mas se você realmente precisa dormir...

-...

-Por que você não vai dar um passeio? Eu queria ficar sozinha com Gen.

Esse era o Tod, que sempre me deixou nervosa desde o primeiro dia que nos
conhecemos. Toquei minha testa sentindo um pouco de dor de cabeça. Eu
senti como se estivesse em uma guerra silenciosa entre um homem bonito e
inteligente e uma garota burra e ciumenta.

- Gen... - Aoey chamou com uma voz séria. - Você realmente quer que eu
vá embora?

-Tod... por favor.

Eu queria gritar bem alto porque estava no meio da guerra. O homem


bonito respondeu com uma risada.
-Eu estou brincando. Eu irei embora em breve.

-Você pode ir agora.

- Você está com muito ciúme. - O homem bonito pegou Aoey desprevenida.
- Eu gosto de homens. Não se preocupe comigo.

-Ah?

-É igual você e o Gen. Vocês gostam do mesmo sexo. Eu também gosto do


mesmo sexo.

Sua revelação deixou Aoey muito surpresa, mas neguei porque não estava
pronta para admitir que gosto do mesmo sexo.

- Pare de mal-entendidos, Tod. Aoey e eu não somos amantes...

Aoey olhou para mim com seus olhos tristes de cachorrinho. Isso me fez
sentir tão culpada. Mas o que devo dizer?

Tod ainda era meu namorado. Aoey ainda tinha o Great como namorado.
- Certo.

-Coma-me

Uma voz estridente veio de uma jaula no canto da sala, nós três
congelamos. O passarinho pulou na gaiola e mostrou sua nova habilidade.

- Minha Gen... Coma-me agora...

Corri imediatamente para a gaiola e abracei-a com força, como se quisesse


silenciar o pássaro desagradável. Mas quanto mais eu o abraçava, mais o
pássaro grunhia, ofegava e gemia.

-Coma-me aqui... Bom... Ah, Gen, boa menina.

-Minha Aoey. Você é deliciosa. Você é deliciosa.

Desta vez foi Aoey quem correu e abraçou a gaiola porque também não
sabia o que fazer. Nossos rostos ficaram vermelhos como tomates. Maldita
seja!

Foram tantas coisas que ensinei ele a falar, mas ele optou por repetir essas
palavras. Tod olhou para nós duas e cobriu a boca com a mão, surpreso. Ele
sorriu antes de cair na gargalhada.

-Vocês duas fizeram um ótimo show na frente do pássaro, né? - Ele riu com
satisfação.

Sua risada me deixou com muita raiva. Mordi meu lábio com força. Prometi
a mim mesma que o pássaro estaria na frigideira amanhã. Eu comeria o
maldito pássaro!

-Tod, por favor, finja que não ouviu isso.

Implorei e quase chorei. O homem bonito para parar de brincar e parar de


rir. Ele entendeu como eu era.

-Obrigado por me fazer rir tanto depois de um dia tão ruim -Ele colocou
cada uma das mãos em nossas cabeças. - Ambas são fofos. Até o pássaro
pode dizer o quanto vocês se divertiram juntas.

-Oh não! Eu disse pare. -Eu queria chorar.

-Ok, vou parar. Eu irei agora. E você, Aoey, não me odeie. Gen e eu somos
um casal falso. Saí com ela para enganar minha família.
Na verdade, poderíamos sentar e conversar sobre isso por um longo tempo,
mas já eram 2 da manhã. Não seria um bom momento para uma longa
história. Eu contaria a ela no dia seguinte.

Aoey ficou atordoada e depois envergonhada pelo que fez. Ela foi rude com
ele no início.

-De acordo

-Vou embora. Posso passar por aqui às vezes. Eu não sou eu mesmo agora.
Espero que não se importe

-Não.

Os olhos gentis eram muito agradáveis agora. Despedi-me dele e esperei


que ele saísse pela porta. Eu me senti mal e tive pena dele, mas não havia
nada que eu pudesse fazer. Antes de sair, ele olhou para nós duas e nos fez a
última pergunta.

-Antes de eu ir...

-Sim?
-Se você não vai sair...

- O que vocês dois são?

Achei que ele queria me provocar por fazer essa pergunta na frente de
Aoey.

Como se ele quisesse ver minha reação quando perguntasse isso na frente
de Aoey.

Eu dei a ele um olhar irritado. Eu atiraria nele se eu tivesse uma arma.

- Melhores amigas.

Aoey respondeu em tom neutro, mas havia alguma implicação de tristeza


nisso.

- Melhores amigas que se amam - eu disse.

-...
-Nós duas estamos apaixonadas. Esse é o nosso relacionamento.
MATE - Querida amiga - 25
Capítulo 25 - 25

Tod olhou novamente para o pássaro por um momento, pensando no que


fazer com ele. Ele estava livre das algemas agora. Foram tantas palavras!
Ensinei-lhe palavras, mas ele preferiu gemer e gritar na frente do menino
bonito que gostava de fazer comentários sarcásticos. Isso foi tão
embaraçoso.

Você sabia que imagem e ego eram as coisas mais importantes para
Genlong?!

-Coma-me.

- Você vai comer!

Eu balancei a gaiola como uma louca. O ser vivo voou em pânico. Aoey
pegou a gaiola e a afastou de mim como se quisesse escondê-la, como se
estivesse tentando esconder um remédio de uma garotinha.

-Não seja violenta.


-Você não ouviu o que ele disse na frente do Tod. Como foi bom, Tod. E se
fosse minha mãe ou Great? Oh! Não consigo imaginar. - Agarrei meu
próprio cabelo com raiva. - Devemos deixá-lo ir? Ou interrogá-lo?

-Apenas ensine-lhe outra coisa. Não é sua culpa. Não o ensinamos com
seriedade suficiente. Nós apenas nos concentramos em outra coisa. - Os
olhos suaves me lembraram da realidade. -Fizemos isso na frente dele como
se o estivéssemos ensinando a falar. Se você queria culpar alguém, talvez
tenha sido eu quem fez isso... muito alto.

Por que a conversa me fez corar? Tossi e dei de ombros.

-Darei ao pássaro o benefício da dúvida.

-Da próxima vez ficarei em silêncio.

-Não, isso não é bom.

-Porque?

-Eu gosto de escutar a sua voz


Ficamos em silêncio novamente. Achei que nossa conversa novamente foi
longe demais. Mas eu gostei. Foi desconfortável, mas gostei. Foi como um
beijo verbal.

Os olhos suaves olharam para mim sedutoramente.

-Só a minha voz que você gosta?

- Você está flertando de novo?

-Não fiz nada. Só perguntando - Aoey veio atrás de mim e envolveu minha
cintura por trás. Ela colocou o rosto no meu pescoço com paixão. Tive
tantas emoções hoje. À noite, ela era brincalhona e sedutora. À meia-noite,
ficou com ciúmes. E agora ela era muito submissa a mim.

-Eu queria ficar brava com você, mas agora estou tão cansada.

- Por que você está com raiva de mim de novo? - Eu ri e olhei para ela de
brincadeira. -Você tem estado brava comigo muitas vezes ultimamente.

-Se você tivesse me contado sobre o Tod, eu não teria sido tão idiota... e não
teria que te seduzir.
- Então agora você está dizendo que foi minha culpa você ter me seduzido e
me algemado?

Olhei para ela e agora ela tentava esconder o rosto no meu pescoço. Ela não
gostaria de fazer contato visual comigo. Eu pensei que ela era muito fofa. -
Quantas vezes você me comeu hoje? Se lembra?

-Não sei, mas o pássaro lembrou claramente da sua voz. - Toquei minha
testa pensando. - Se o pássaro tivesse falado assim quando Great esteve
aqui, estaríamos em apuros.

-Por que ele estaria aqui? Eu já terminei com ele.

Isso me lembrou que Aoey brigou com Great hoje ao meio-dia.

-É só uma briga. Você ainda não terminou com ele.

-Então eu vou dizer para ele terminar comigo. Então é bom para nós duas.
Não precisamos nos preocupar quando o pássaro falar novamente.

-O pássaro falante é um problema -Eu ri e suspirei. - Vamos para a cama.

-Você não quer me comer mais uma vez?


-Achei que você estava com sono

-Te amo muito.

Meu coração batia rápido toda vez que ouvia isso. Eu não sabia se isso
poderia ser normal quando ouvi isso.

-Hum.

- Foi bom ouvir você dizer ao Tod que nos amamos. - A menina menor
falou enquanto colocava o rosto no meu pescoço. Sua voz era anasalada e
ela começou a tremer. Percebi que estava chorando.

-O que está acontecendo? Porque você está chorando? Estávamos apenas


conversando.- Sentei-me direito enquanto a segurava na minha frente. Aoey
agora estava ajoelhada no chão olhando para mim. Seus olhos estavam
cheios de lágrimas, mas não havia sentimento de tristeza.

Limpei as lágrimas do rosto dela com o dedo. Olhei para ela com adoração
e surpresa.

-Por que você está chorando, amor?


-É como um sonho. Se apaixonou por mim. Parece impossível.

-Por que é impossível? Acho que disse que te amo desde a primeira vez que
dormimos. -Ela chorou então e agora estava chorando de novo....

- Você está fora do meu alcance. É impossível para mim te pegar

-Que bem me faz ser tão elogiada? O que eu tenho que me torna tão
diferente de você? Por que você acha que não me merece?

-Para mim... você é como uma princesa. É bom o suficiente ser sua amiga. -
Ela continuou falando. - Você é sempre excelente. Todos os professores te
amavam. Você é inteligente e rica. Você tem algo que brilha.

-Isso parece mais uma árvore de Natal do que uma pessoa - eu ri, o que a
fez rir também..

-Acho que você também percebeu que é melhor que as outras pessoas. Você
já imaginou estar com alguém como eu?

Eu não disse nada porque era exatamente isso que ela acabara de dizer.
Nunca tive a ideia de me interessar por uma amiga de infância que me deu
piolhos quando éramos pequenos.
Sem mencionar que ela era uma mulher.

-É como se Great tivesse te contado que eu perdi você... Eu não senti nada
quando éramos jovens. Depois de olhar nos seus olhos quando nos
encontramos novamente, isso sempre me faz estremecer.

-Desde o primeiro dia em que nos conhecemos? Acho que você sempre
disse que tinha nojo de gente que gosta do mesmo sexo....

-Eu só queria te afastar...- Admiti a verdade com vergonha. - Eu não estava


bem por me sentir sensível por você. Eu sabia o que você sentia por mim
naquele momento. Eu fui muito cruel com você naquela época.

-Então você tem que me compensar por me deixar triste.

-Como?

Inclinei-me para beijá-la, mas Aoey me empurrou.

-Não quis dizer isso.


-Que - Fiquei surpresa, mas ainda assim agi muito bem. - Como eu
compensaria você então?

-Vamos ter um encontro.

-Ah?

-Vamos ir a um encontro. Como outros casais, vamos dar as mãos, beijar e


terminem na cama. Isso é o que eu quero. Você pode fazer isso para mim?

Eu concordei com surpresa. Foi uma troca tão fácil. Achei que seria um
pouco mais difícil. A menina mais nova me deu um sorriso doce e me
acompanhou até a cama.

-Isso é muito simpático. Vamos ter um encontro amanhã, Yey!

-Você está tão feliz. Onde você quer ir?

-Deixa eu pensar. Mas qualquer lugar é bom se eu for com você

Agarrei seu rosto com as duas mãos e puxei-a para um beijo e olhei em seus
olhos.
-Sim, isso é verdade. Qualquer lugar é bom para você - pensei que seria
fácil... mas não havia nada fácil neste mundo.

Nosso plano de namoro foi prejudicado quando Great apareceu bem na


frente da sala. Ele chorou e implorou a Aoey que voltasse para ele. Quatro
de nós sentamos e conversamos na mesma sala.

Tod também estava aqui. É por isso que éramos quatro. E por razões de
segurança, a gaiola estava pendurada na varanda. Se tivesse sorte, o vento
poderia derrubar a gaiola até o térreo.

Ele teve sorte de eu não o fritar!

Quando Tod estava sozinho em casa, ele ficava muito deprimido. Aoey e eu
éramos as únicas pessoas felizes olhando para as outras duas pessoas
infelizes. O que devemos fazer agora...

-Vou terminar com Great hoje.

Meu gatinho fofo ficou bravo porque Great interferiu no dia feliz que
havíamos planejado desde a noite anterior. Fiquei tão chateada e não
consegui continuar. Fiquei chateada com ele antes mesmo de ele aparecer
para estragar nosso encontro. Não faça isso agora. Você está com raiva e
Great ficou tão triste. Tenho pena dele.

-E você não sente pena de mim?

- Por que você saiu com ele então?

-Eu fiz isso por você

- Do que vocês duas estão reclamando?

Tod olhou para nós duas como um aviso. Ele parecia saber qual era a
história aqui e queria que Aoey diminuísse o tom.

-Eu quero falar com você, Great

Aoey se levantou para conversar com Great lá fora. Mas meu irmão parecia
saber o que estava por vir. Ele ainda estava sentado no mesmo lugar..

- Não, eu quero sentar aqui. - Ela tirou a bebida da bolsa e colocou-a sobre
a mesa. - Quero estar de bom humor hoje.
Olhei para uma garrafa de Vodka em cima da mesa e suspirei. Deve ser a
coleção de bebidas alcoólicas do meu pai. Agora que?! Ele vai ser um rei do
drama?

-É muito cedo para beber, Great

-Vou beber agora. Me faz feliz.

Aoey olhou para meu irmão irritada. O colírio para os olhos geralmente era
calma, mas agora ela estava fervendo de raiva.

-Se você quiser ser feliz, vá para casa e beba. Por que está aqui?

- Ei - eu disse em meu tom normal, mas lancei-lhe um olhar de advertência.


Depois que ela percebeu que eu estava falando sério, ela desapareceu na
cozinha. - Volto em seguida.

Levantei-me e segui-a até a cozinha. Os olhos suaves permaneceram ali,


taciturnos. Agarrei suas bochechas para acalmá-la.

-Oh! Isso dói.


-Por que você tem que ficar com tanta raiva? Great está aqui para conversar.
Ele não pedir que você se case com ele.

-Estou chateada. Por que isso tem que ser chato? Minha maneira de agir é
tão óbvia. Ele deveria entender que eu não gosto dele e que deveria ir
embora.

Quanto mais eu a conhecia, mais percebia que ela era teimosa. Sorri e
percebi o quão teimosa ela era, mas ela era tão adorável.

-Você tem que consertar isso sozinha. Não seja exigente. Podemos ter um
encontro amanhã.

-Podemos mesmo fazer isso amanhã?

- Podemos ir à noite. Vou te levar a um restaurante bacana, vamos assistir


um filme, eu volto e podemos fazer amor, ok?

Os olhos suaves olharam para mim com olhos brilhantes. Na verdade, tive
aula no dia seguinte. Eu tinha muitas tarefas para fazer. Eu terminaria meu
dever de casa naquela noite, terminaria algum trabalho com meus amigos
pela manhã e iria buscá-la à noite. Isso deveria estar bem.

Uma vida tão ocupada.


-Agora você está sorrindo. Sorria para Great quando sair. Faça isso por
mim, por favor.

-De acordo.

Os olhos gentis ergueram-se com resistência, mas ainda assim não foram.

-Mais alguma coisa?

-Posso te beijar agora?

-Tem gente lá fora.

-É emocionante, Vamos ver se eles nos pegam.

-Você é tão safada?

Rapidamente me inclinei sobre a porta para olhar para fora. Eu não sabia
que ela era esse tipo de pessoa. Ela gostou da excitação, do masoquismo
moderado. Embora fosse um pouco sexy.......
-Rápido -Ela se apressou.

Inclinei-me para ela. Olhos suaves envolveram seus braços em volta do


meu pescoço. Nos beijamos apaixonadamente por um longo tempo, como
se não fôssemos parar até que alguém nos visse. Suas mãos travessas se
moveram sob minha camisa e me seduziram a mergulhar mais fundo nela.
Eu empurrei porque estava preocupada que demoraria muito. Eu suspirei.

-Você é tão travessa.

-Eu quero tirar sua roupa

Quando saímos, Great e Tod olharam para nós, mas não disseram nada. Eu
estava paranóica pensando que eles saberiam o que Aoey e eu estávamos
fazendo. Os olhos suaves ficaram com um humor melhor. Ela sorriu para
Great quando pedi para ela fazer isso. Agora ela parecia uma menininha que
acabara de receber seus doces. Rapariga atrevida....

-Beba um pouco de água aqui, para não ficar muito cansada.

O homem bonito olhou para mim com um sorriso como se soubesse de


alguma coisa. Olhei para ele surpreso, até Aoey ficou surpresa.

-Por que eu deveria estar?


- Não sei. Você parecia feliz.

Tomei um copo d'água do Tod, que sempre foi um sabe-tudo. Bebi o copo
inteiro de uma só vez, só para cobrir, mas... o sabor da água estava um
pouco diferente. Me assustei.

- Terminou

Great olhou para mim feliz. A vodca que meu irmão trouxe para lá estava
agora em meu corpo. Eu soube imediatamente que nada seria normal
novamente. Aoey olhou para todos confusa.

- O que aconteceu?

Great quem tentou falar com Aoey agora explicou tudo para ela porque
queria ver seu sorriso doce.

-Vou te mostrar como era Genlong em outra versão

-Maldita seja!
Foi só um copo de vodka. Estava bem! Tentei estabilizar minha situação.
Olhei para todos sentados ao meu redor. Contanto que eu pudesse olhá-los
nos olhos, eu estava bem.

Foi apenas um copo de álcool no meu corpo. Um pouco mais tarde, sairia
como suor ou urina, Quem ficaria bêbada tão rapidamente? Quando minha
mãe me enganou para beber naquela época, foi muito, muito mais do que
isso. Isso não foi nada.

Sou invencível!

Tudo estava normal. Todos nós conversamos casualmente. O céu estava


claro lá fora. Meu pássaro myna estava mudo como sempre. Agora tudo
estava sob controle.

Eu ouvi o rosnado de um tigre vindo de uma caverna escura com um


eremita saindo com um cajado na mão, ele atravessou a água e me disse....

Deusa.

Espere, como é que eu estava em uma caverna com um eremita agora? Ela
agora estava usando um vestido verde tradicional tailandês. Havia uma
banda de música tradicional tailandesa em um penhasco ali.
Merda de fantasia real. Eu não me sentia normal agora. Onde estava? Em
que ano foi isso? Eu não me sentia eu mesma agora.

-Gen.

Uma voz me chamou da minha imaginação. Abri os olhos e vi Aoey


enxugando meu rosto com uma toalha molhada.

-Aoey... O que aconteceu? Como acabei aqui? -Tentei me sentar, mas não
consegui. Minhas duas mãos estavam cruzadas acima da minha cabeça com
um fio de uma lâmpada na cabeceira da cama. -O que é isso?

-Você é tão teimosa. Eu tive que fazer isso.

-Me trancar como uma prisioneira?

- Você estava tão bêbada - Aoey fez uma pausa e jogou a toalha molhada no
balde d'água com raiva. -Beijou todo mundo. Como você fez isso?!

Olhei para ela sem entender. Eu não conseguia me lembrar de nada. Tudo o
que eu conseguia lembrar era uma caverna, um eremita e um pouco de
água... ah, e um tigre. Ela pode realmente gostar da história.
Que história.

-Eu não consigo lembrar de nada.

-Eu sei, Você sabe como eu me sinto?

- Eu realmente não me lembro. - Mordi o lábio com culpa. Achei que


poderia aguentar. Isso foi por causa de Great, um bastardo. Ele me usou
para entreter Aoey, só para chegar até ela.

Eu me senti mal ao ver seu rosto mal-humorado, então bati nela de


brincadeira com meu joelho.

-Não fique com raiva. Não posso compensar você agora. Estou amarrada.
Você pode me libertar, por favor?

-Não.

- Meus braços estão doloridos - eu disse com raiva. Eu poderia quebrar o


cabo com o qual me amaram, mas teria que explicar isso para mamãe e isso
soaria estranho.
Como eu estava algemada com o fio de uma lâmpada, tirei-a
imediatamente. O que mais ela poderia pensar quando dissesse que estava
algemada com o fio de uma lâmpada?

-Eu quero punir você.

-Eu não sabia o que estava fazendo... Beijei o Tod e o Great, e você? Eu te
beijei também?

Os olhos suaves fizeram uma careta e depois ficaram vermelhos. Então,


percebi que deveria ter feito algo com ela também. Espere... Eu fiz isso na
frente do Great e do Tod?

Espere, espere, espere.....

-Você acha?

-O que eu fiz?

Aoey esfregou o pescoço e mostrou várias marcas no pescoço nu. Ela tem
tantas marcas de beijo no pescoço. Fiquei surpresa e senti um calor
percorrer meu rosto, agora por todo o corpo.
-Eu fiz isso na frente de outras pessoas?

-Sim, mas corri para me esconder no banheiro bem na hora.

- Isso é um alívio - eu suspirei. - Pelo menos você conseguiu escapar.

- Não, você foi ao banheiro e nós nos abraçamos. - A doce menina se


desabotoou, revelando dentes e marcas de beijo por todo o corpo. Eu quase
desmaiei. Maldita seja. Isso estava no meu subconsciente?

-Eu fiz outra coisa?

-Bem...

- Diga? Oh, por favor!

-Tod e Great correram para me ajudar. Eles te arrastaram para fora do


banheiro e te trancaram aqui

- Great, bastardo!
Fiquei com raiva quando percebi que toda a minha boa imagem havia
desaparecido na frente de Aoey e Tod. Agora eu não tinha nada para
defender.

Maldita seja! Filho da puta. Eu vou matá-lo!

-Sinto muito. Eu te magoei. Eu vou compensar você - eu disse me


desculpando. Os olhos suaves olharam para mim e sorriram.

-Como você irá fazer isso?

Eu vi aquele sorriso malicioso e percebi que ela estava planejando algo.

Aoey, que agora estava seminua, porque me mostrou todas as marcas em


seu corpo. Ela rastejou em minha direção lentamente como um tigre
faminto caminhando em direção à sua presa.

-Estou te perguntando. Como você vai me compensar?

-Um encontro

-Já concordamos com isso. Isso não conta


-Podemos marcar outro encontro então.

-Não, isso é chato. Um encontro após outro encontro.

Sua pequena mão deslizou por baixo da minha camisa enquanto eu não
conseguia me proteger. Olhei para ela com um olhar de advertência
enquanto eu tentava impedir seu astuto plano maligno.

-Não.

-O que vai fazer agora?

-Eu tenho pernas.

-Você vai me chutar? -Ela sentou em cima de mim e cruzou os braços. -Ok,
me chute agora

-Vamos Aoey. Deixa de jogar. Desamarre-me agora - eu disse casualmente,


mas na verdade estava preocupada que ela pudesse fazer alguma coisa.
Aoey se abaixou e apoiou-se nos dois braços, olhando para mim com seus
olhos sedutores.

-Não.
-Se você for malcriada, não vou sair com você.

-Você não vai ficar brava comigo por muito tempo. Você vai me levar, eu
sei. - Olhos doces colocaram as mãos dentro da minha camisa e desceram
para tocar a parte mais sensível que ela já havia tocado antes. Ela o tocou de
brincadeira. Mordi o lábio, irritada e sensível, mas ainda assim não desisti.

- Eu vou ficar tão brava com você.

-Deve ser tão constrangedor não ter controle.

- Ei - gritei já que a mão dela agora era mais invasiva. Eu pulei. -Estou com
raiva agora e não vou te perdoar.

-Você ainda tem o controle.

- Ummm... - Tentei ficar quieta, mas parecia que tinha perdido para ela. Ela
empurrou com mais força, tirando minhas calças pelos meus pés. -Não...

- Diga-me... diga-me o que fazer.


Aoey agora não era a mesma garota que conheci quando éramos jovens. Ela
estava totalmente diferente de quando nos encontramos novamente
recentemente. Ela agora era mandona e exigente, passando de uma gatinha
a uma gata selvagem. Eu estava confusa, não tinha certeza se gostava dela
ou não gostava dela agora.

Ela beijou minha barriga de brincadeira e desceu. Sua mão brincou com
meus mamilos. Eu estava quieta. Tentei não expressar nada, mas meu corpo
dizia o contrário.

- Espere até eu sair disso.

-Eu vou te libertar quando eu quiser...

Ela finalmente fez algo que ninguém neste mundo jamais faria comigo. Ela
desceu e tocou minha parte mais sensível com seus lábios macios...

Isso foi um jogo de poder. Tocar a parte mais sensível para mim foi como
mostrar controle. E por isso que eu não podia sair com qualquer um. Eu não
queria que ninguém tivesse controle sobre meu corpo.

Principalmente essa parte....

-ummmmm.....
Eu não pude deixar de gemer incontrolavelmente. Minha voz deu-lhe
alguma emoção. Seus olhos castanhos olharam para mim com fome e
sussurraram.

- Diga-me... diga-me o que você quer que eu faça. Você tem o controle.

Respirei fundo, levantei a cabeça e olhei nos olhos dela. Eu olhei para ela
com luxúria.

-Vou te dizer.

Ela parecia feliz, sedutora, divertida e obcecada mais do que antes.

- Coma-me - dei uma ordem. Eu me sentia como um chefe agora. -Você tem
que continuar comendo até eu mandar você parar.

-Vou mastigar você aos poucos.

Aoey lambeu os lábios antes de mergulhar... - Não diga isso. Faça isso até
eu me encolher, senão será você!

Eu me esforcei quando ela mostrou que poderia fazer isso. -Ah ahhh
- Eu vou te mostrar que posso fazer isso.

A nova sensação que eu nunca havia sentido antes veio do seu toque suave.
No começo, tentei não fazer barulho, mas agora não consegui mais segurar.
Deixei um gemido escapar da minha garganta quando seus lábios tocaram
minha parte mais sensível.

Eu não conseguia parar.

Eu queria gritar, mas meu corpo e cérebro ainda estavam perdidos.

Minha temperatura estava subindo. O calor do meu corpo foi enviado para
todos os lugares. Quanto mais eu gemia, mais Aoey gostava. Sua mãozinha
tocava de brincadeira em todos os lugares. Suas mãos foram para onde
queriam ir.

-Não venha ainda... não.

A menina implorou enquanto puxava a camisa pela cabeça e se inclinava


em minha direção. -Quero te estudar. Agora eu sei por que você gosta de
me ouvir.
- Aoey... por favor - quase chorei quando meu corpo estava no auge. Eu tive
que implorar a ela. - Por favor, termine comigo. Não me torture.

-Deixe-me curtir seu corpo -A menininha sussurrou em meu ouvido e o


mordeu. -Eu amo cada parte de você.

- Eu também te amo, Aoey. - Eu disse como uma bêbada. Meu cérebro


estava em todo lugar. - Eu te amo tanto que poderia morrer.

-Bem... estou feliz que você me ame tanto.

Fiz contato visual longo e profundo com aqueles olhos castanhos.

- Gen, você deveria saber que neste mundo não há ninguém que eu amaria
mais do que você. - Ele enfiou a mão em uma gaveta ao lado da cama e
tirou a chave. - Depois que terminar, é seu trabalho me dizer o quanto você
me ama.

-OK. Acabe comigo então.

-...
-Vou deixar você me dizer o quanto você me ama a noite toda.
MATE - Querida amiga - 26
Capítulo 26 - 26

Vodka, Myna e algemas......

3 coisas que tentarei evitar nesta vida e na próxima! Acordei quase de


madrugada. O céu ainda estava escuro, esperando o sol brilhar. Olhei para a
pessoa deitada ao meu lado. Ela estava exausta como eu. Como Aoey e eu
pudemos acabar ali?

Não só eu que já estava acordada, Aoey, que me abraçou a noite toda, agora
se mexeu e sorriu para mim. Seus olhos estavam brilhantes e cheios de
amor.

-Como você acorda tão cedo? Por que você me olhou assim? Você está
brava comigo pelo que aconteceu?

Olhei para ela com raiva. Ela não me deixaria livre se eu não fizesse o que
ela queria.

-Sabia bem?
- Eu não conseguia o suficiente de você.

Eu vi sua alegria. Esse não era a mesma Aoey. Ela era totalmente outra
mulher, outra versão que ninguém verá, exceto eu. Quão bom foi isso?
Parecia que havia também outra versão de mim mesma que eu nunca
conheci. E apenas Aoey poderia ver isso.

Foi esse amor... nos tornamos alguém que nunca conhecemos só por causa
dessa pessoa, dessa pessoa...

-Por que você me ama, Aoey?

Eu queria saber por que nunca perguntei por que ela me amava e era
obcecada por mim. Os outros homens que me perseguiram foram por causa
da minha aparência e da minha riqueza, mas esses eram fatores externos.

Ummm... todos nós somos julgados por fora. Achei que Aoey também
assistiria de fora primeiro.

- Não sei. Eu nunca tive um motivo. Eu sabia que quando olhava para você,
estar com você me fazia feliz. Você sabe por que você me ama?

Fiz uma pausa quando pensei sobre isso. Não sei por que a amo. Éramos
amigas quando éramos jovens, mas quando nos encontramos novamente,
meu coração ficou muito instável.

O contato visual, estar com ela, me deixou feliz.

Eu me senti da mesma forma...

-umm... agora eu entendo.

-Você entende o quê?

-Que nos amamos.

Isso foi amor. Eu só senti amor. Eu não precisava procurar um motivo.


Havia tantos homens bonitos me perseguindo, mas isso não me fazia sentir
o mesmo. Com ela eu me senti satisfeita. Eu me senti sensível. Tudo estava
bem.

-Se eu fosse homem, você me amaria do mesmo jeito, Gen?

- Eu não sei. - Esfreguei seu braço macio suavemente e desci em direção à


sua cintura curva como um explorador. - Gosto que você seja uma
garotinha, com olhos lindos. Você tem algo que esses homens não têm. Mas
nunca olhei para outras mulheres porque nenhuma delas parecia tão bonita
quanto eu.

-Eu não sou tão bonita quanto você.

-Então não tenho motivos para te amar. Só te amo.

- Então temos o mesmo motivo. - A garota menor me virou para o outro


lado e ficou em cima de mim. Ela se inclinou e me beijou no queixo. - Eu
simplesmente amo você.

Nós simplesmente nos amamos.

Só isso.

-Como você está Todd? Você se sente melhor agora? - Saí para ver Tod em
sua universidade. Eu estava de muito bom humor por causa do que
aconteceu. Eu estava apaixonada e o mais importante....

9 de 10.
Aoey me contou minha pontuação pela manhã, o que me surpreendeu. Isso
me fez pensar o que fez minha pontuação subir tanto.

«Porque não foi você quem fez isso. Eu também estava fazendo isso. "Na
verdade foi 10, mas eu não queria que você ficasse tão orgulhosa."

Que garota inteligente e sem vergonha... Mas consegui uma pontuação


quase completa.

Quando entrei na faculdade dele com o rapaz lindo, todos os olhares


estavam voltados para nós, mas eu estava acostumada.

eu era linda...

-É bom que eu estude bastante. Isso me mantém ocupado, então não tenho
tempo para pensar nisso. Mas não posso esquecer... vi Sing e a novata indo
juntos para a praia.

-Como você viu isso? Você era um marisco lá? -perguntei-lhe


sarcasticamente.

O homem bonito riu e balançou a cabeça ao ouvir meu comentário


sarcástico.
-Sua beleza desaparece quando você fez esse tipo de piada.

Às vezes eu queria matar esse cara. Eu estava aqui para verificar você!

-Eu vi no seu Facebook. Eles pareciam apaixonados... Parecia que eles


estavam juntos há muito tempo, apesar de termos acabado de terminar.

-Ele te enganou?

-Não sei.

-Como vocês se conheceram?

- Eu pratico esportes....

A história curta é que Sing se juntou ao jogo de basquete de Tod. Ambos


tinham a química certa do jogo, do futebol, e então o relacionamento se
desenvolveu. Ambos conheciam suas histórias. Sing contou a Tod sobre sua
família e como eles eram durões. Ele não tinha dinheiro para estudar. Seus
pais se separaram enquanto Sing morava com sua avó.

Tod sentiu pena dele, então emprestou-lhe algum dinheiro.....


Espere!

-Havia algum dinheiro envolvido? Você não acha que ele era um golpista?

O homem bonito rejeitou imediatamente a ideia quando ouviu falar dela


pela primeira vez. Ele disse com raiva e rejeitou ser enganado.

-Eu não sou idiota.

-O amor nos cega.

-E você acha que o motivo de Aoey estar com você é porque você a
beneficia ou algo assim?

Agora fui eu quem rejeitou veementemente. Aoey nunca faria isso. Era
seguro.

-Não compare Aoey com um cafetão como Sing. Aoey nunca me pediu
nada.

-Mas você a está apoiando financeiramente. Se você não fosse rica, você
acha que Aoey estaria com você?
-Tod!

-É a mesma coisa.

- Não, não é - respondi. Eu realmente fiquei com raiva. Foi uma perda de
tempo estar lá.

-Não compare o seu amor barato com o meu amor. Não sou idiota.

-Vou ver o quão inteligente uma pessoa como você será. Se você descobrir
que as pessoas que você ama de todo o coração estão com você apenas pelo
seu dinheiro...

Olhei para o homem com raiva. Eu sabia que estava tão sensível agora, mas
era demais. Ele nunca cruzou a linha e atacou meu amor.

-Então fique com você mesmo. Se eu sou estúpida, pelo menos ela ainda
está comigo. Ao contrário de você... quanto você pagou? Ele ainda te
deixou!
Voltei para meu condomínio de mau humor mas... o amor me deixou mais
feliz. Eu vi os olhos doces trabalhando seriamente em seu computador. Ela
poderia ser uma gata selvagem e sexy ou também uma pessoa séria.

Quando eu estava chateada, geralmente relaxava tomando banho, mas para


minha surpresa, bastava olhar para Aoey trabalhando e meu mau humor
simplesmente desapareceu.

Linda...

-O que você está fazendo? Você parece tão séria - Aoey ergueu os olhos do
computador, fez contato visual comigo e me enviou um sorriso doce.

-Estou escrevendo um novo romance.

-Do que se trata?

-O nosso amor.

-Huh?
-Estou contando a história do nosso amor, mas acrescentei um pouco da
minha imaginação. É bom.

A garota menor sorriu amplamente. Eu podia sentir felicidade nela.


Aproximei-me e sentei-me atrás dela. Dei-lhe um abraço por trás e senti o
cheiro do sabonete limpo nela.

-Você está contando minha história?

-Sim

-Sou homem ou mulher?

-Você é um homem, claro... Você é meu amor. Minha Gen. Meu plano
original era escrevê-la só para você como uma carta de amor, mas agora já
estamos apaixonadas, então estou escrevendo para outras pessoas lerem
agora. Os olhos suaves me beijaram na bochecha antes de retornar [Link]
tela. Deixe-me terminar isso. Eu preciso me concentrar.

-Você está me chutando.

-Fico tímida quando alguém está lendo meu trabalho.


A doce menina agora estava escrevendo aqui e ali. Caminhei em direção à
geladeira. Embora eu tenha dito a Tod que tinha certeza sobre Aoey, para
ser sincera, fiquei chocada com o que Tod disse.

Se eu não fosse bonita.

Se eu não tivesse dinheiro... ela estaria interessada em mim?

-Gen.

-Ah?

Peguei um copo d'água e bebi enquanto pensava em tantas coisas na minha


cabeça, Aoey, que agora estava digitando em seu computador, disse
casualmente.

-Eu já terminei com o Great.

- Que!? - Água espirrou da minha boca. Você quase poderia ver um arco-íris
se houvesse luz solar. Aoey olhou para mim e riu ao ver meu rosto
molhado.

-O que aconteceu? Por que você tem que estar tão surpresa?
-Você terminou com Great? Como está meu irmão agora?

-Ele não ouviu. Eu disse que queria terminar com ele. Ele desligou
imediatamente. Acho que ele também não queria ouvir. Ele pode não estar
muito interessado em mim de qualquer maneira. Nunca demos as mãos,
nunca nos beijamos. Era como o amor das crianças do jardim de infância.

Eu ouvi sua voz fria me contando a história confusa. Os olhos doces tinham
tantos ángulos, alguns eram tão fofos e doces, e alguns eram tão frios.

Ela era encantadora e assustadora ao mesmo tempo.

-Você contou a ele o motivo?

-Sim.

-Qual?

-Eu tenho outra pessoa.

Meu irmão pode enlouquecer agora. Ele era o mais novo de nós e nunca se
decepcionou com nada. Deve ter ficado maluco em casa e conversando com
minha mãe. Agora comecei a me preocupar com ele. Eu deveria ir para casa
e ver como ele está.

-Ele perguntou quem ele é?

-Sim

-O que você disse?

Os olhos suaves olharam para mim sedutoramente. Dois olhos castanhos


olharam para mim de brincadeira.

-Adivinhar.

Eu estava preocupada com Great e também queria saber o que ele sabia.
Voltei para casa e vi minha mãe andando em círculos, parecendo muito
preocupada. Achei que devia ser um grande problema.

-Onde está a Great mamãe?


-Ele enlouqueceu lá em cima. Tocando bateria bem alto. - Papai não está em
casa. Great era o filho mais amado da minha mãe. Eu era a filha mais
amada do meu pai. Quando Great fazia algo errado, papai o punia com
regras e punições. Ele tinha medo do meu pai, mas a mãe dela o mimava.

Subi as escadas e estremeci ao som da bateria. Quando a porta se abriu,


Great parou um pouco antes de continuar.

-Isso é muito forte.

-Aoey terminou comigo!

Fechei os olhos e ouvi-o como uma criança chorando. Durante toda a sua
vida ele deixou outras garotas porque era bonito, rico e tinha carro. Agora,
ele foi deixado por alguém que não se importava com isso. Ele ficou louco.

O que eu poderia dizer... A outra opção de Aoey era melhor. Ela era linda,
rica e inteligente.

Mas eu não deveria estar orgulhosa nesta situação.

-Seu relacionamento não estava progredindo. Romper pode ser uma boa
opção. É bom para você também.
-Mas eu gosto. Ela é aquela que nem eu poderia tocar. Eu só queria estar
com ela. Pelo menos ser namorado dela era como se estivéssemos ligados
por um fio invisível.

O que foi esse absurdo...?

-Agora ela cortou o fio invisível. Siga em frente e arrume uma nova
namorada. Isso é tudo. Quem você quiser é só gastar seu dinheiro. Nós
temos muito.

-Você pode parar de falar como se fosse fácil? Se você gosta de alguém o
suficiente, você não vai dizer coisas assim - Great disse - Mas você não
sabe, você só pode amar a si mesma.

-Não me despreze. Você não sabe tudo sobre mim. Se me deixarem, não
serei louco como você. Se a garota descobrir que você está se comportando
mal, ela apenas confirmará sua decisão. Posso te dizer isso porque deixei
muitos caras antes.

Meu irmãozinho largou as baquetas e caminhou em minha direção


implorando.

-Você está perto de Aoey. Você pode falar com ela, por favor? Eu estive
pensando sobre o que aconteceu. Na realidade, nada aconteceu. Só tentei
tocá-la uma vez. Isso não foi grande coisa, não foi grande o suficiente para
me separar.

-Deixa eu te perguntar uma coisa mesmo... você realmente acha que se dá


bem com ela? Ou você está apenas empurrando?

Ele estava relutante em responder isso. Eu me senti culpada por tentar


conversar com meu irmão sobre terminar com a mulher que amo.

Isso foi confuso?

-Não me importa. Eu gosto. A amo. Eu realmente quero saber quem ela é, ir


a um encontro

-Ela não te contou?

Me senti aliviada. Eu sabia que se ela realmente contasse a ele, ele reagiria
de maneira diferente comigo. Porque eu era seu grande espinho.

-Sim, ela fez, mas eu não acredito nela.

-O que ela disse?


-Ela está namorando uma mulher.

Agora meu coração caiu até o tornozelo. Eu queria parecer normal, mas
sabia que não era normal.

-O que você acha?

Eu mal fiz contato visual com ele. Great não percebeu nada e balançou a
cabeça.

-Não acredito. É uma desculpa que não consegui entender. Ela pode
namorar qualquer pessoa, exceto uma mulher. É apenas um insulto. Se eu
soubesse quem era, eu a espancaria.

- Não, você não vai. - Eu olhei para ele com desprezo. Tio Somkit,
assistente do meu pai, nunca me bateria. Mas o que eu disse o deixou ainda
mais irritado.

-Porque não! Eu não me importo se ela é uma mulher. Quem roubar quem
eu amo, vou bater em todo mundo, homem ou mulher. Não me importa.

Meu irmão mais novo foi até as baquetas e as pegou do chão. Ele voltou a
bateria e começou a bater neles loucamente novamente. Olhei para ele e
suspirei de preocupação.
Que dor de cabeça.

Voltei para o meu condomínio. Que dor de cabeça. Eu dirigi por aí me


preocupando com algo estúpido. Mal tive tempo de estudar. Enquanto
esperava pelo elevador, braços longos me envolveram por trás. Quase gritei.

- Se assustou

-Aoey... é assustador -Esfreguei o rosto nervosamente. Os olhos suaves


sorriram para mim. Nas mãos, ela carregava muitas sacolas de compras. -
Você está aqui para a compra?

-Sim, eu vi você aqui, então me aproximei atrás de você. Quando você está
com medo, você fica tão fofo. - Era tão diferente do modo de trabalho sério
dela esta manhã, de quando ela estava muito fria falando sobre Great.
Agora ela parecia uma gatinha brincando comigo, querendo que eu a
acolhesse.

-Não me olhe com esse olhar doce.


-Você não me ama?

-O que deveria dizer? - Eu ri e balancei a cabeça com o rosto vermelho. -Eu


te amo como louca.

-Meu coração bateu tão rápido ao ouvir você dizer [Link] sou gata - Os
olhos suaves eram felizes e brincalhões. Ela foi tão direta e aberta sobre
isso. Às vezes eu sentia que ela era um homem que falava sobre sexo tão
abertamente.

-Não seja muito lasciva.

-Eu só sou assim com você. Quero fazer isso em outro lugar que não seja o
condomínio. Devemos ir para o estacionamento?

Eu queria desmaiar ao ouvir seu plano. Achei que ela estava brincando, mas
ela mudou a direção do elevador para o estacionamento. Eu estava tão
confusa, mas ainda a segui facilmente....

-Ei, eu acho...

-Vamos! Vamos fazê-lo. Estamos aqui. Onde está seu carro?


-Fala sério? Eu pensei que você estava brincando

- Por que você está me seguindo então?

-O que acontece se alguém nos ver? - Eu sorri para ela, mas ela respondeu
pulando alegremente e respondeu casualmente.

-Ai paramos, e continuamos quando eles vão embora - ela era tão fofa....

Eu estava tão apaixonada por ela. Não importa o que ela fez, eu me
apaixonei perdidamente por ela. Tentei me conter para não fazer tudo. Mas
parecia que minha cabeça e meu coração não estavam cooperando.

-Você parece tão feliz, Aoey.

-Sim, faz muito tempo que não me sinto feliz assim. Não me lembro da
última vez que me senti feliz. Pode ser quando você chegou ao jardim de
infância. Você tirou minha felicidade desde então

- Então você estava obcecada por mim?

-Eu te admirei quando você ficou com tanta raiva que eu te dei piolhos e
corri até uma barbearia e pedi para rasparem minha cabeça, mas minha mãe
não deixou - Eu ri e lembrei da história. Ela parecia estar obcecada por mim
há muito tempo. Foi estranho que, quando nos encontramos novamente, eu
também estivesse obcecada por ela. Como isso aconteceu?

Ela se virou para olhar para mim quando fiquei em silêncio. Fizemos
contato visual antes que ela sorrisse para mim e acenasse com a mão.

-Por que me olhas assim? Sou tímida.

- Você me faz feliz. Você é como minha vitamina feliz.

-Não posso esperar. Deixe-me abraçar você.

Puxei a mão dela e empurrei-a para trás de um pilar, para se esconder das
pessoas. Procurei câmeras em volta para ter certeza de que ninguém poderia
nos ver. Eu a beijei apaixonadamente.

Eu a beijei com paixão suficiente para começar. Eu a empurrei quando


pensei que era o suficiente apenas para me divertir.

- Eu acho....- eu disse relutantemente: - Acho que estou perdida por você. O


que me fez?
-Tão bom. Não tenho nada em que seja boa. Eu sou boa nisso, talvez isso
nos ajude a nos aproximar...

-Boba! Eu não gosto de você para sexo

- Então por que você a ama?

A voz baixa que nos interrompeu me assustou. Era a voz de um homem.


Um homem que eu conhecia muito bem.

Eu lentamente me virei para ver Great parado ali com o punho cerrado de
dor. Aoey e eu não estávamos preparadas para isso. Agora não havia
escapatória.

- Vocês estão apaixonadas porque ambas têm seios? Vocês estão doentes!
MATE - Querida amiga
Capítulo 27 - 27 - Final do primeiro livro

Nós três estávamos em uma situação muito desconfortável. Great olhou


para nós com nojo. O pior de tudo foi o olhar desapontado que ele me
enviou. Isso me cortou de dor. Eu não poderia fugir disso. A verdade era a
verdade...

Fiquei na frente dele e suspirei.

-Estamos simplesmente apaixonadas. Não estamos doentes.

-Cadela -Great gritou tão alto quanto um maníaco. - Vocês duas são
mulheres, que parte não está doente? Os homens deveriam estar com as
mulheres. O que vocês veem quando estão nuas?

-Para Great, por favor. Você perdeu.

-Como posso perder se você não respeita a regra? Você me apunhala pelas
costas.
Olhei para ele com raiva. Maldita seja! Meu irmão disse que eu trapaceei.
Sempre ganhei, mas ouvir que trapaceei foi demais.

- Great... Por favor, esta é a verdade - disse Aoey friamente. Seu tom era tão
distante, tão diferente de quando ela fala comigo. Os olhos suaves.
cruzaram os braços e olharam para ele com uma sensação de vazio, sem
expressão, nada ali.

-Você quer que eu aceite que você está apaixonada pela minha irmā? Você é
quem concordou em ficar comigo. Por que você fez isso?

-Você não pode deixar de amar. Você não pode nem terminar comigo. Como
você pode esperar que eu deixe de amar Gen e passe a amar você?

-Por que você saiu comigo no começo?

- Só para me vingar do Gen - disse Aoey sem expressão. Os olhos de Great


estavam cheios de raiva. -Gen disse que se saísse com alguém, deveria ser
você. Então eu escolhi você. Isso é tudo.

-Por favor, pare, Aoey.

Eu disse o Aoey para parar de falar. Quanto mais ela falava, pior ficava a
situação.
- Tá bom

Aoey parou de falar quando falei a ela. Isso incomodou Great ainda mais
quando ele percebeu que eu era quem estava no controle e também
percebeu que era apenas um peão no jogo.

-Aoey.... como você pode fazer isso comigo? Você me trata como um
cachorro, embora eu te ame mais do que tudo.

-O que eu fiz para merecer o seu amor? Nunca damos as mãos. Nós apenas
conversamos. Por que você sente tanto por mim?

- Eu sou igual a você. Por que preciso de mais motivos?

-Sim, Gen não precisa fazer nada. Eu apenas olho para ela e fico louca.

-Por favor pare. Por que você continua me machucando?

Great gritou tão alto no estacionamento. Eu não gostava de ser o centro das
atenções, especialmente algo assim. Foi constrangedor.

-Por favor, vá para casa, Great. Vamos conversar em casa


- Eu não vou a lugar nenhum. - Great virou-se para Aoey e olhou para ela. -
Eu te respeitei o tempo todo, nunca fiz nada com você mas hoje não, não
mais.

Meu irmão deu um grande passo em direção a Aoey lentamente. Olhei para
ele e fiz uma avaliação de como deveria lidar com isso.

- Great... Volte

-Mesmo que você não goste que outras pessoas toquem em você. Hoje farei
o que quiser. Acho que você pode tocar na Gen. Farei o mesmo para que
você possa se acostumar comigo também. - Great atacou Aoey como
esperado. Assim que meu irmão a tocou. Aoey gritou tão alto como se
tivesse sido atingida por um ferro quente e imediatamente a soltou e deu um
passo para trás. Ele deve ter ficado surpreso com o grito dela.

-Aoey.... Aoey, você está bem?

- Great você é como meu pai. Você age como meu pai.

Meu irmão mais novo começou a ficar nervoso. Eu rapidamente corri e a


abracei. Aoey me empurrou com força e gritou como uma louca.
O que estava acontecendo com ela? O que eu tive que fazer?

-Gen, eu não fiz nada.

- Va para casa.

-Gen...

-Eu disse para você ir para casa.

Ele se afastou nervoso quando lhe disse para ir para casa. Puxei-a para perto
de mim e deixei-a gritar em meu ombro, pelo menos para acalmar o choro.
Eu a abracei um pouco para acalmá-la.

-Eu sou Gen, Aoey.

-Sujo....

Agora as pessoas começaram a se reunir ao nosso redor. Olhei para todos


fugirem.

- Afastar.
Funcionou. Todos caminharam para trás, mas ainda se viraram para ver de
longe.

Aoey chorou por mais de 10 minutos. Seu rosto estava cheio de lágrimas.
Achei que ela poderia estar desidratada por causa disso. Assim que ela
começou a se acalmar, falei com ela calmamente.

-Está tudo bem Aoey. Estou aqui. Vamos para casa.

- Eu quero tomar banho - Aoey começou a ser ela mesma novamente depois
de um tempo sem dizer nada. -Você pode me levar para cima?

-Você pode andar? Você quer que eu te leve?

-Pode?

-Eu assisti uma série coreana. Você é pequena. Eu deveria ser capaz de
fazer isso, você quer tentar?

Os olhos suaves assentiram e se sentiram um pouco melhor. Carreguei-a nas


costas e caminhei em direção ao elevador. Eu não sabia como ela se sentia
naquele momento, mas ela parecia gostar de me montar como um cavalo.
- Você está tão legal agora, Gen.

-Carregar você nas minhas costas? Você viu como as pessoas olham para
nós? Alguns estão rindo.

-Você se preocupa mais com outras pessoas do que comigo?

-Se fosse isso, não carregaria você. Nunca fiz isso com ninguém nem deixei
ninguém fazer isso comigo. Você é a primeira...

-Parece que sou a primeira em tudo.

Era verdade que ela foi minha primeira em tudo. Eu a estraguei? Mas foi
bom carregá-la assim.

Eu senti como se ela estivessem me abraçando.

me senti amada....

- Você deveria estar orgulhosa que ninguém neste mundo possa fazer isso
comigo. - Fiz uma pausa antes de perguntar: - Não foi um acidente que
Great estava lá, foi?
-...

Ela não disse nada, mas essa foi a resposta mais clara que poderia dar. Aoey
planejou que Great estivesse lá. Caso contrário, ela não me pediria para
fazer sexo no estacionamento. Achei que ela queria que Great soubesse,
para não termos que explicar. Ela poderia ser louca às vezes.

-Você está com raiva de mim? Bata-me se quiser.

-O amor me faz ficar cega e te perdoar.

-Você é uma imitadora. Essa é a minha fala.

A menina menor se envolveu em mim com muita força. Parecia fazê-la se


sentir melhor agora.

-Gen, case comigo.

-Que?! -Eu ri e virei meu rosto em direção ao dela que agora estava apoiado
em meu ombro. -de verdade?

-Como posso viver sem você?


-Como você vivia então?

-Para mim... você é meu oxigênio, minha vitamina da felicidade, meu tudo.
Se eu não tiver você, eu morrerei

-Você fala muito bem.

Foi tão bom que quase explodi. Nos últimos anos, procurei o amor como
outras pessoas, mas sempre estava vazia. Nenhum homem jamais me
preencheu. Mas o mais chocante foi que uma mulher, que eu carregava nas
costas, me obedeceu. E ela ficou obcecada por mim tanto quanto eu fiquei
obcecada por ela. - Vamos esperar até nós duas nos formarmos e se ainda
estivermos juntas, vamos nos casar.

-De verdade?

Sua voz alegre me surpreendeu. Agora estávamos em frente ao condomínio.


Comecei a ficar cansada mesmo ela sendo uma garotinha.

-Sim, agora saia. Estamos aqui.

-Está em casa. É a nossa casa. - Os olhos suaves envolveram as duas pernas


em volta da minha cintura como um macaco que se recusava a descer. -
Vamos nos casar e viver só nós duas.

-Muito bem, você decide.

Eu só disse sim porque sabia que não poderíamos nos casar. Só poderíamos
estar juntas e viver juntas...

Eu não sabia como minha família reagiria. E Great.

Ele ficou chocado com o que aconteceu. Eu queria saber até onde ele iria
com isso. Minha mãe poderia saber tudo agora.

-Porque você está tão quieta?

-Oh nada. Você pode sair agora? Você começou a ficar pesada.

- Vou sair, mas com uma condição - os olhos suaves me disseram


docemente. -Dê-me um banho.

-Ah?
-Esta será mais uma primeira história sua. Me de um banho, por favor, por
favor.

Ela era tão doce. Eu sorri e suspirei.

-Só um banho então, não mais que isso.

Assim que eu disse isso, os olhos doces sussurraram em meus ouvidos com
sua voz sexy.

-Vamos ver se você consegue aguentar.

Essa linha de novo.....

Investiguei seriamente sua doença depois do que aconteceu. Eu nunca tinha


feito nada parecido. Geralmente pedia a alguém para fazer isso por mim.
Mas levei esse assunto a sério, entrei em contato com as pessoas, fiz minhas
pesquisas e liguei para o médico para marcar consulta.

Além disso, eu também tinha mais um compromisso...

Cruzei os braços, cruzei as pernas e olhei para a pessoa que estava na minha
frente, Tod, que desapareceu de mim por 3 dias. E agora ele estava de volta
e agindo como se nada tivesse acontecido.

Como ele pode fazer isso? Você achou que eu deixaria isso passar?

-Lamento

Ah... eu não esperava.

-O que é isso? Tão inesperado - tentei agir, ele disse, embora eu já o tivesse
perdoado

-Eu estava tão instável naquele momento. Reagi com muita força quando
você disse algo delicado. Só não quero admitir que fui traído. Foi multo
constrangedor perceber que fui traído. Sou uma pessoa inteligente que foi
enganada.

Olhei para ele com compreensão. Ele nunca perdeu para ninguém. Era
inaceitável ser chamada de estúpida. Foi doloroso. Mas ele desistiu muito
rapidamente.

-Eu sei. Te entendo. Eu estaria mentindo se dissesse que não estou com
raiva. Mas eu entendi como você se sente, vou te perdoar.
-Obrigado.

- É só sobre isso que você quer falar?

-Quero me desculpar desde o primeiro dia mas não queria ligar para você.
Mas agora há algo. Necessito falar contigo.

-O que é? -Tomei um gole de água.

-Sua mãe ligou para perguntar se você e eu estamos realmente namorando.

-Ah?

Quase engasguei com a água. Eu queria agir normalmente, mas fiquei


surpresa.

Espere, preciso me acalmar.

-Quando ela te ligou?

-Esta manhã.
Minha mãe parecia saber sobre mim. Eu não tinha dúvidas de quem lhe
contou sobre isso. Great sempre foi uma criança mimada. Eu sabia que algo
iria acontecer, mas muitos dias se passaram e as coisas pareciam calmas.

Achei que Great superaria isso e não tornaria isso um grande problema.

Ele ainda era uma criança de qualquer maneira. Maldita seja!

Então mensagens chegaram ao meu telefone.

Aoey: Gen... sua mãe está aqui no condomínio.

Aoey: Não sei o que fazer.

Aoey: Ela está brincando com o pássaro agora.

Eu pulei imediatamente. Tod seg

uiu logo atrás de mim, embora não soubesse o que era.

- O que aconteceu?
-Minha mãe está no meu condomínio - entrei em pânico. -Ela está
brincando com meu pássaro falante.

-Maldita seja!

>>>>>> Fim do primeiro livro<<<<<<


MATE - Querida amiga
Capítulo 28 - 28 - livro 2

Tod e eu estávamos agora na frente do meu quarto. Essa foi a primeira vez
que senti que era muito assustador dentro da sala. O que aconteceria se
minha mãe me batesse quando eu chegasse porque descobriu que eu estava
namorando uma mulher e encobri um homem?

Um homem que também estava namorando outro homem...

Mas a mãe não sabia nada sobre isso. Eu não tinha ideia do quanto minha
mãe sabia sobre mim. Mas se ela já estava lá, isso significava que sabia o
suficiente. Agora mamãe saberia que Aoey morava lá comigo.

Aquele maldito pássaro!

-Você acha que aquele maldito pássaro já contou para minha mãe sobre
mim e Aoey?-falei nervosamente. O lindo garoto olhou para mim e também
sorriu nervoso.

-Você já ensinou alguma palavra nova ao pássaro desde então?


-Tenho tantas coisas para fazer na vida. Como eu teria tempo para ensinar o
pássaro?

- Bem, e quando você faz sexo então? O pássaro pode até gemer como
você.

-Tod!

Eu queria desmaiar. Eu nunca conseguiria vencer uma discussão com


aquela boca ruim. Mas agora não era o momento para isso. Primeiro eu
precisava ver minha mãe naquele quarto. Olhei para ele e suspirei.

-Por que me olhas assim?

-Você pode beijar uma garota?

-Ah?

-Este é um bom momento para me compensar depois que você me deixou


com raiva.

Depois de falar sobre o plano, abri a porta e beijei Tod. Beijar um garoto era
muito diferente de beljar uma garotinha como Aoey. Tive que ficar na ponta
dos pés e puxei seu pescoço em minha direção. Seu bigode curto em volta
dos lábios me fez cócegas e pude sentir o leve perfume cítrico dele. Ao
contrário de Aoey, que cheirava principalmente a sabonete limpo.

Nossos beijos foram como os de um jovem casal gostoso que simplesmente


concordou em levar o relacionamento para o próximo nível.

- Oh... você também está aqui. - Mesmo sabendo que ela estava lá, tivemos
que fingir que não sabíamos. Agi surpresa e tentei arrumar minha camisa,
que acabara de desabotoar, e meu cabelo, que apenas balancei para ficar
sexy, para ficar apropriado novamente. Ela olhou para nós dois e ergueu
uma sobrancelha.

-Sim, estou aqui e Aoey também.

Minha mãe gesticulou para Aoey, que agora estava olhando para mim com
um olhar penetrante e feroz. Seus olhos eram muito mais assustadores que
os da minha mãe. Mas o que eu poderia fazer agora. Primeiro tive que
enganar minha mãe.

Então eu faria as pazes com ela...

- Por que você não me liga antes de aparecer aqui?


- Se eu ligasse primeiro, não vería algo assim. - Ela encolheu os ombros
como se isso não fosse grande coisa. - Beijar é divertido.

-Mãe!! -chamei em estado de choque. Eu queria que ela visse isso


intencionalmente, mas não precisava mencionar isso dessa maneira. -Por
que está aquí?

-Quero visitar o condomínio que comprei. Não posso estar aqui?

Pela expressão em seus olhos, percebi que ela estava me testando e queria
ver até onde poderia ir. Fiz um grande show de beijos só para ela..

Eu tive que dar o meu melhor. Comecei a mentira e pude ir até o fim! -Sim,
você pode, mas você deveria pelo menos me contar.

- Você traz Tod aqui com frequência?

Ela mudou de assunto imediatamente. Ela tentou relacionar isso com sua
pergunta. Poderia ser dificil porque trazer um homem para minha casa não
era minha culpa. Mas eu comecei a mentira!

- De vez em quando.
- Assim como hoje - mamãe sorriu e olhou para Aoey. - Foi Aoey quem
visitou você em casa da última vez?

- Claro. Você se lembra dela, certo? Você quer perguntar onde ela fez a
cirurgia plástica, você também quer fazer. - Caminhei em direção a Aoey,
abracei seu braço e descansei minha cabeça em seu ombro como uma amiga
próxima.

-Você ainda está aqui. Achei que você estava indo para casa. Entrei e a vi
trabalhando sozinha em seu computador.

-Ela voltou para cá. Agora você pode ir.

-De verdade?

Mamãe e eu ficamos em silêncio. Aoey não me olhou nos olhos. Parecia


que eu estava no canto e a mãe era a vencedora.

Eu odiava perder, mesmo contra minha mãe. Mas eu não sabia o quanto ela
sabia.

-Você também tem um pássaro?


Ela mudou de assunto novamente e se virou para a myna que agora estava
em uma pequena jaula. Ela lançou-lhe um olhar de pena.

- Era do tio Somkit.

-É um pássaro grande numa gaiola muito pequena. Coitado dele. Você sabia
que esse tipo de ave precisa de uma gaiola maior, para poder crescer e botar
ovos ou construir uma casa para ela..

-Você é uma sabe-tudo. - Eu disse brincando. Minha mãe cruzou os braços


sobre o peito e ergueu as sobrancelhas.

-Eu tive um uma vez e ele sabia falar.

-Eu não sabia que você tinha um pássaro assim.

-Você nunca perguntou -Minha mãe brincalhona ainda falava da myna.

- Você sabe o que eu ensinei a ele?

Eu queria que minha mãe esquecesse Aoey, então continuei conversando


com ela sobre tudo o que ela queria falar, economia mundial, Barak Obama,
Prayuth Chan-ocha, preço do ouro, preço da gasolina. O que seja!!
- O que foi isso?

Ela sorriu e me contou.

-Comer a Aoey.

-...

-Minha Aoey. Deliciosa... ah, isso é bom

Quase desmaiei, mas felizmente Tod estava ao meu lado. Ele me pegou a
tempo, senão eu bateria com a cabeça no chão. Minha mãe ficou lá tentando
não rir. Ela ficou feliz em me ver enlouquecer. Ela gostou de me provocar e
ficou parada fazendo o som do pássaro..

-O que aconteceu? Você desmaiou? Tão sensível. Por que você não ficou
tão assustada quando ensinou o pássaro a falar?

-Sinto muito. Eu não consegui parar o pássaro, ele é tão falador

-Não desmaie. Sente-se e converse comigo - minha mãe olhou para Tod e
Aoey. - Vocês dois esperem lá fora, quero falar a sós com Gen - disse ela
casualmente a Tod e Aoey.

Aoey e Tod saíram da sala. Só minha mãe e eu ficamos. Na minha vida


nunca perdi nada, mas houve algo na vida que tive que ceder.

1. Olhos de Aoey

2. minha mãe

Minha mãe era brincalhona. Ela se divertia tirando sarro de mim,


especialmente quando eu estava em situações como essa.

-Como está, meu amor? Você estava realmente prestes a desmaiar?

- Por que você não me disse que sabia de tudo?

-Eu queria ver até onde você poderia ir. Você também mentiu para seu
irmão. Como é que você acabou assim?

Sua voz não estava com raiva, mas ainda era brincalhona. Ela queria brincar
para ver minha reação mais do que qualquer coisa. Ok, vá em frente, mãe. -
Como está Great?
-Devastado, Coisas de adolescente.

- Você não está aqui para me dar um sermão?- Eu disse e olhei para o chão.
- Isso me dói, Great, seu querido filho.

-Você também é minha filha. Não diga isso. Eu o estraguei porque ele é o
menor. Mas eu ainda te amo.

-...

-Eu quero saber tudo. Eu não vou julgar. Eu quero saber isso de você.

-O que ele disse?

-Que você roubou a namorada dele.

Abaixei meus ombros. A culpa foi realmente minha. Parecia estranho que
uma irmã roubasse a namorada de um irmão. E agora eu estava contando a
história para minha mãe.

-A culpa é minha. Eu realmente roubei a namorada dele.


Minha mãe se recostou no sofá e olhou para mim. Eu não sabia por onde
começar a história, então ela me ajudou.

- Quando vocês duas se gostaram?

Sentei-me e respondi calmamente.

-Eu não entendi

- Deixe-me reformular isso novamente então. Quando você começou a


gostar do Aoey?

Olhei para ela envergonhada. Maldita seja

Eu realmente precisava contar para minha mãe sobre minha história de


amor?

-Desde a primeira vez que nos conhecemos, me apaixonei por ela.

Esse foi o início da minha história. Depois disso, a história saiu voando de
mim, como eu me sentia, a linha do tempo. Eu disse a ela o que sentia por
Aoey. Ela acenou com a cabeça, mas não transmitiu nenhum julgamento,
apenas ouviu até o fim....
-Porque você ficou calada, você e seu irmão acabaram brigando agora. Se
você tivesse contado ao seu irmão como se sentia, Aoey não teria namorado
Great e Great não seria como é agora.

Eu me senti culpada quando ela disse isso. Ela estava certo sobre tudo.

-Sim.

-Ah... Minha Gen, que sempre vence. Você parece tão triste. Você se sente
culpada?

O que ela disse sugeria que eu estava perdendo. Eu não deixaria isso
acontecer.

-Não estou perdendo. Eu não me sinto culpada. Ela é minha - eu disse com
firmeza. -Ela é minha.

-Deliciosa.

-Mãe!

Minha mãe cobriu a boca e riu como se gostasse de repetir o maldito


pássaro.
-Pelo menos você aprendeu a amar alguém. Você também tem sentimentos.
Pelo menos posso me orgulhar de ter criado um ser humano, não um pedaço
de rocha. Quanto a ele, também precisa aprender a perder. Ele não pode
ganhar tudo.

-Ele está gravemente ferido?

-Sinto muito por ele.

Ela costumava mimar o filho mais novo, mas hoje não.

-Ele costuma trocar de namorada com a mesma frequência com que troca
de roupa. Ele dormiu com elas e depois as deixou. Muitas famílias me
procuraram pedindo indenização. Paguei muito por isso. Isso lhe ensinará
uma lição.

-Umm -Fiquei surpresa que minha mãe não deu muita importância ao fato
de eu estar sofrendo.

-Uma coisa com a qual não preciso me preocupar é que Great saiba usar
camisinha, então não preciso me preocupar com a possibilidade de ele
engravidar alguém. Ele está aproveitando sua vida adolescente ao extremo.
Nunca pensei que seria sua irmã quem lhe ensinaria uma lição, Parecia que
ela realmente quis dizer isso quando disse isso. Eu vi como ela era legal e
me perguntei como mamãe o mimava. Mas descobriu-se que ele também foi
julgado por ela.

-Mas este é o seu primeiro coração partido. Estará bem?

-Quando ele estava no ensino médio, ele também brigava com os amigos
por causa de mulheres. Mas ele venceu porque seu pai o apoiou. Ele enviou
alguém para vencê-los. Mas agora é você, ele te ama demais para fazer algo
assim. Acho que é uma boa lição para ele. Isso fará com que cresça. A
adversária é melhor que ele em todos os aspectos e é mulher também.

-Vou falar com Great e explicar que Aoey e eu estamos apaixonadas há


algum tempo. Mas vou esperar ele se acalmar um pouco. Tudo bem se eu
pedir desculpas. - Mamãe me olhou surpresa, ela estava confusa. -Que?

-Você vai pedir desculpas? Você sabe como fazer isso?

-O que você pensa que eu sou? Se eu estou errada, peço desculpas. - Não
entendi por que ela ficou tão surpresa por fazer algo tão normal que outras
pessoas fazem.
-Aoey é boa. Ela mudou você para melhor. Você nunca desiste de ninguém
e nunca pede desculpas a ninguém. Não é tão ruim namorar uma mulher.
Agora comecei a gostar.

-Por que você está tão legal hoje? -Olhei para ela surpresa. Ela não apenas
concordou com o que aconteceu, mas também me entendeu. - Como você
lida com isso tão casualmente? Estou namorando uma mulher.

-Desde que seja amor, estou bem com isso. Mas apenas seja atenciosa.
Estou aberta a qualquer coisa. Você pode conversar comigo sobre tudo.
Ah... estou com tanta sede.

Ela olhou para mim quando me levantei e lhe servi um copo de água. Ela
estava tentando me controlar? Ela gostava de me dar ordens. Como quando
a Aeoy me disse que eu tirei 6 de 10.

- Você é mais gentil agora.

- Isso não é uma coisa boa?

-Mais suave também.

- Já é o suficiente Mãe.
-Você está namorando Aoey agora, mas e o Tod? Você está namorando duas
pessoas ao mesmo tempo? Eles dois também concordam com isso? Uau!
Minha filha pode controlar as pessoas.

Acenei com a mão para parar sua imaginação antes de confessar.

-Isso foi um espetáculo. Saí com Tod para te enganar. Tod também queria
que eu o escondesse de sua família. Nós dois queríamos fugir da nossa
família.

Ela não parecia se importar.

-Você e Aoey já transaram, certo?

- Mãe

Eu senti como se todo o sangue do meu corpo estivesse correndo para o


meu rosto.

-Você faz isso ou ela faz isso com você?

-Mãe!!! -gritei e ela riu alto.


-Por que você está fazendo tanto barulho? É natural. Acho que pelo que o
pássaro me contou, a resposta é sim.

-Eu quero desmaiar.

Eu estava prestes a desmaiar, mas minha mãe me agarrou pelo braço.

-Você não pode escapar de todos os seus problemas desmaiando,


principalmente comigo. Só estou perguntando. Eu disse que queria
conversar com você sobre tudo.

Ela não poderia ser intrometida sobre isso!!! Toquei minhas próprias
bochechas e respirei pesadamente. Minha mãe colocou a mão na minha
cabeça e riu.

- Você é linda.

- Você nunca tinha dito isso. Você só diz essas coisas para Great

-Ele é o mais novo e a irmã é tão perfeita que não consegue competir. Eu
não quero que ele seja uma criança problemática e seu pai te ama mais do
que tudo. - Mamãe suspirou e cobriu a boca para sussurrar. - Para ser
sincera, acho que te amo mais, mas tenho que mostrar ao Great que o amo
mais. É um espetáculo.
Eu olhei para ela e ri. Achei ela fofa dizendo isso. Ela nos amava da mesma
forma, mas era uma mãe divertida. Ela disse que me amava quando estava
comigo. Quando ela estava com Great, ela disse a ele que também o amava
mais. Ela queria ser nossa heroína e meu pai era um vilão.

Mas ela era a verdadeira vilã....

-Eu tenho que ir agora. Eu tenho que jogar cartas. Meus amigos estão
esperando por mim..

Ela se levantou para sair. Ela era tão legal. Ela não reclamou de nada e
também me entendeu. Isto foi inesperado. Levantei-me e comecei a
reclamar com ela.

-Você não pode ser muito compreensível. Você deveria me dizer que não
concorda comigo namorando uma mulher e que eu também menti para você
sobre Tod você deveria me expulsar para encontrar minha mãe biológica -
reclamei como um drama de TV.

-Eu sou sua mãe biológica. O dinheiro é do seu pai. Eu só sei gastar.

-Mãe, me sinto mal pelo Great. Pelo menos você tem que ficar com raiva e
jogar coisas em mim. Você tem que estar com raiva porque sua filha e seu
filho estão brigando - imaginei as cenas na minha cabeça. - Você tem que
planejar para me manter longe de Aoey. Sequestrar Aoey em um armazém e
forçá-la a dizer em um vídeo gravado que me deixará em paz. Force-me a
fugir para o exterior. Ria da nossa catástrofe e diga o que eu quiser, eu
conseguirei.

-Você não parece uma amante de novelas.

-Great poderia cometer suicídio

-Se for esse o caso, deixe estar.

-Mãe, como você pode ficar bem com isso? Não consegui nem me sentir
bem comigo mesma quando percebi que gosto de mulheres.

Eu disse a ela o que pensava porque era muito fácil. Eu não tinha certeza de
como lidar com isso.

Foi muito fácil. Minha vida não deveria ser tão fácil. Rejeitei Aoey o tempo
todo porque estava preocupada com minha família. Eu não teria feito isso se
soubesse que minha mãe seria tão fácil. - Não posso ficar bem com isso?
Você está apaixonada. - Ela encolheu os ombros. - As duas ainda são
jovens. Quando encontrarem o cara certo, vocês se separarão. Eu sei disso
porque eu também era assim quando era jovem.
-Que?!

-Quando conheci seu pai, voltei a ser uma mulher normal. Vocês não
planejam ficar juntas até ficarem velhos, não é?

Fiz uma pausa porque não conseguia responder a essa pergunta. Seria
estranho para nós, mulheres, ficarmos juntas até envelhecermos. Todos
seriam iguais novamente. Seria pouco tempo.

Uma experiência de vida....

-Sim, não tenho planos para tanto tempo.

-Então estou bem. Você vai se casar e ter filhos um dia. Agora você apenas
aprende a amar. O amor entre mulheres não é para sempre

-...

-Porque está triste? É normal. No final, você ou Aoey vão querer ter sua
própria família. É muito normal.

-Mas alguns ficam juntos até se casarem.


-Você já ouviu falar de alguém que fica junto até morrer?

-Pode haver alguns, mas nunca ouvimos falar deles.

-Acho que no fundo você também sabe que o amor eterno não existe.

Como ela me convenceu? Agora pensei que entre Aoey e eu a relação era
superficial. Se eu conhecesse o cara certo, poderia ficar longe dela. E se
Aoey encontrasse a pessoa certa, ela também poderia estar pronta para ser
tocada.

Algum dia... Aoey sairia da minha vida e viveria uma vida normal.
Provavelmente não ficariamos juntas para sempre.

Essa era a vida.

Depois que minha mãe voltou, Tod foi embora. Agora Aoey e eu finalmente
estamos sozinhas. Os olhos suaves me olharam um pouco irritados. Presumi
que foi por causa do beijo apaixonado entre Tod e eu. Eu tive que agir
inocentemente e deixá-la falar primeiro.

-Você parece tão mal-humorada.


-Como é beijar um homem?

Lá estava ela. Os olhos doces que sempre foram suaves e gentis como os de
um gatinho, mas agora rosnavam para mim. Este gatinho estava pronto para
coçar meu rosto com a pata quando se tratava de ciúme.

-É estranho, mas até legal. Era áspero no queixo por causa do bigode. Tod é
mais alto, então tive que olhar para cima e puxei o pescoço dele em minha
direção...

-Cale-se.

-Que?

- Eu falei cala a boca.

Os olhos suaves me puxaram para um beijo e morderam meu lábio uma vez
e me empurraram para fora. A sensação temperamental contrastava muito
com seu rosto bonito. Me fez rir.

-Você é um cachorro? Você mordeu meu lábio.


-Gen.

Aoey bateu forte no meio das minhas costas. Comecei a ficar com raiva e
lancei-lhe um olhar feroz de advertência.

-Isso dói

- Estou com ciúmes. - Sua confissão direta fez minha raiva desaparecer
imediatamente. Eu estava me sentindo apaixonada agora, então puxei-a para
mim, apesar de sua resistência.

-Eu queria enganar minha mãe.

-Você não precisava fazer tanta coisa... Beijos franceses e tudo mais. E se
eu fizer isso também? Você acha que está tudo bem? -Os olhos suaves
descreveram a cena como quando ela escreveu seu livro.

-Levo um menino para o quarto. O homem me empurra para a cama.

-...

-Ele desabotoou minha calça. Ele tocou meu corpo inteiro com os lábios e
deslizou o dedo...
- Para....

Cobri sua boca imediatamente. Ok, eu entendi como ela se sente agora. Foi
uma cena e tanto. Gatinho desagradável!

-Eu apenas descrevo a cena e você sente. E se você visse? Fiquei com raiva,
mas não pude dizer nada porque sua mãe estava aqui. Eu queria te morder,
puxar seu cabelo, te morder de novo e de novo e de novo.......arrrgg..

Corri em sua direção e mordi seu ombro. Ela estava com muita raiva, mas
gritou e desistiu.

- Você está trapaceando. Eu tenho que te morder, e não o contrário

-Você pararia de ficar com raiva se me mordesse?

- Sim

Eu a deixei. Desta vez ela mordeu meu ombro, mas eu não gritei porque
não queria demonstrar fraqueza. Os olhos suaves ficaram mais fortes
quando ela viu que eu não ia reagir a isso. Não demonstrei nenhuma dor e
encolhi os ombros.
-Você está feliz agora?

-Não

-O que você quer agora?

-Me beija.

-...

- Vou limpar sua boca.

Sempre perdia para ela... tive que compensar ela. Ela se divertiu me
tocando aqui e ali, apesar de exigir apenas um beijo. Finalmente, eu a
empurrei.

Eu não queria fazer outro show para o pássaro. Eu pode repetir isso em
outro lugar. Eu tive que mudar de assunto.

-Minha mãe foi legal com você hoje?


-Sim, ela foi muito gentil. Ela até sorriu ao ouvir o pássaro dizer isso - Aoey
sempre ficava envergonhada quando conversávamos sobre isso. Eu entendi
isso.

Aquele maldito pássaro! Ele aperfeiçoou isso. Até eu estava convencida de


que parecia Aoey.

-Sim, minha mãe é mais aberta do que eu pensava. Mesmo que você tenha
partido o coração do filho mais querido dela, ela não fez nada de errado.

-Foi o que pensei também. Sua mãe é gentil, generosa, aberta e muito
madura. Ela é tão diferente de você

Os olhos suaves fizeram um comentário casual que me incomodou. Eu dei a


ela um olhar irritado por me criticar. Ela sorriu docemente para mim.

-Sinto muito.

Por que eu fui tão ruim aos olhos de todos?... -Minha mãe não é uma pessoa
séria. Fiquei surpresa também. Eu nunca pensei que ela seria aberta sobre
isso também

Acima de tudo, fiquei muito surpresa ao saber que minha mãe namorou
uma mulher antes de meu pai. Ela pode estar preocupada comigo por um
tempo, pensando que eu posso ser uma vadia sem coração.

Uma vadia egoísta e sem coração...

Foi assim que minha mãe olhou para mim? E Aoey também?

-Isso significa que podemos ficar juntas agora, certo? Para que possamos
nos casar no futuro.

Aoey parecia estar sonhando. Olhei para o sorriso dela e me senti tão
amada.

Mas no fundo eu me sentia culpada porque não conseguia me imaginar


casando com outra mulher. Minha mãe voltou a uma vida heterossexual
normal depois de conhecer meu pai. Isso me confirmou que todos nós
teríamos que voltar às nossas vidas reais em algum momento.

Eu teria filhos um dia, com meu marido. Aoey também faria isso... Mas eu
não destruiría seu sonho agora. O futuro não estava aqui.

- Você ainda vai querer se casar comigo então? - As coisas mudam.

- Confie em mim. Eu te amo Gen, só você.


A menor menina me abraçou apaixonadamente. Eu a abracei de volta e
balancei para frente e para trás. Eu estava tão feliz....

Tão feliz que eu fiquei com medo disso.

-Como é o seu romance? Você disse que eu sou o personagem masculino


principal. Eu sou elegante?

Mudei de assunto porque o romance era o que a deixava feliz. Ela


realmente amava esse hobby.

-Bonita como você.

-Oh? Porque bonita?

-Estou escrevendo um romance bissexual.

-Cara, certo?

-Mulheres. É a primeira vez que mudo meu estilo. Estou animada com isso.
Você é a personagem principal. Eu descrevi você tão lindamente. - O colírio
para os olhos descansou o queixo na palma da mão. - Uma linda mulher de
longos cabelos negros, rosto lindo, rica, inteligente, autoritária, ditadora,
boca má...

- É isso que você chamou de uma boa descrição? - Aoey riu.

-Sim, vou te contar como são bons os comentários. O romance ainda não
está no topo, mas todo mundo adora seu personagem. Eles acham que você
é um marido perfeito.

-O que é um marido?

-Marido de todas as mulheres

Eu não sabia o que pensar quando ouvi isso. Como é que minha beleza se
tornou marido de outra pessoa? Aoey mostrou em sua tela que agora teve
quase 3.000 visualizações, embora tenha sido postado há apenas 3 dias. Ela
leu os comentários de admiração dos fãs sobre mim.

Mas houve um comentário diferente. Eu vi o comentário mais recente no


quadro. Não tinha relação com o romance, mas lembrava o autor.

-Não consigo entrar em contato com você, Aoey. Você não atende meu
telefone. Liga-me por favor.
- Aoey.

-Sim? -Ela ainda não viu o comentário. Eu apontei para ele. Seu rosto
mudou de feliz para estressado imediatamente.

-Acho que esta é sua mãe. Você quer entrar em contato com ela?

-Não

Os olhos suaves disseram isso com raiva. Vi lágrimas em seus olhos, mas
ela as enxugou. Ela ergueu o queixo tentando ser forte.

-Sua mãe pode querer conversar com você sobre algo.

-Não sou sua filha desde que saí daquela casa. Agora você é minha pessoa
mais importante. - Ela me abraçou com força como se estivesse procurando
um lugar seguro. - Você é o meu tudo.

Eu a abracei de volta e fiz o meu melhor para confortá-la. Meu instinto me


disse que algo aconteceria em breve. Não me senti bem ao ver o comentário
da professora Salee no quadro da web.
Meu sexto sentido disse que algo ruim estava por vir!!
MATE - Querida amiga
Capítulo 29 - 29

Eu era uma intrometida....

Sentei-me em frente à professora Salee, mãe de Aoey, que deixou uma


mensagem no painel do romance. Ela era a mesma professora rigorosa que
eu conheci, mas muito mais velha e com rugas no rosto. Prometi não me
deixar ser vista como a velha eu, então...

-Agora você é uma linda mulher adulta, Genlong.

-Obrigado.

Eu estava acostumada a elogios como esse. Sentei-me direito e tentei ser


elegante conversando com minha professora do ensino fundamental.

Como vai?

Você ainda está ensinando?


Eles moram na mesma casa?

Eu realmente não me importei muito com isso. Onde ela morava eu não me
importava nem um pouco, fosse numa caverna ou num lago. Os humanos
são animais sociais, tive que apresentar uma introdução adequada. Então,
fui direto ao ponto.

-Eu vi sua mensagem no quadro do escritor, então entrei em contato com


você. Acho que você pode sentir falta de Aoey - eu disse e tomei um gole
de água. - Vim me encontrar com você hoje para dizer que Aoey está bem.

-Fico feliz em saber que ela está bem, e um alívio saber que você está com
ela.

A preocupação estava estampada em seu rosto e também o fato de ela estar


com medo.

Minha curiosidade estava no auge.

- Está bem? Você parecia tão preocupada.

- Estou preocupada. Mas depois de saber que ela está com você, me sinto
melhor agora. Seu pai ainda é policial?
-Sim, ele vai se aposentar em 3 anos.

- Isso é bom... é possível... -Professora Salee pareceu preocupada e


dispensou -Esqueça.

- Por que você não me conta o que aconteceu?

Eu vi alguma hesitação em seus olhos, mas eu finalmente conseguiu


entender tudo. O que aprendi a seguir me esmagou muito. Eu preferiria não
saber nada sobre isso.

-Meu marido desapareceu.

Fiquei surpresa quando pensei no padrasto de Aoey. Senti arrepios na


espinha. Eu não conseguia respirar e senti como se estivesse prestes a
desmaiar. Tomei um gole de água e me controlei para não me abalar.

-De verdade?

- Quero a ajuda do seu pai. Você deve ter muitos contatos, Talvez possa
ajudar. Denunciei o desaparecimento de uma pessoa à policia, mas não deu
em nada. Ninguém me ajuda em nada.
-Há quanto tempo ele está desaparecido?

- Muitos meses. Não consegui contatá-lo. Acho que ele deve estar
envolvido com alguma mafia.

Meu coração estava batendo tão forte. Eu estava preocupada que ela
pudesse ver algo errado em mim. Mas vamos lá, era quase impossível que
isso voltasse para mim.

- Por que você acha que há máfia envolvida? O que aconteceu?

-Há vários dias, um grupo de homens invadiu minha casa em busca de algo.
Eles tiraram a CPU do meu computador, bem na minha frente. Não recebi
nenhuma explicação.

-..

- Seu marido pede isso disse-lhe um dos homens.

A professora Salee pareceu chocada. Acho que foram as pessoas do meu pai
que tentaram procurar provas, já que ele acreditava que a garota naquelas
fotos era eu.
Meu pai entrou em ação. O padrasto de Aoey desapareceu como um
arquivo naquele computador.

-Não sei o que aconteceu -A professora Salee enterrou o rosto nas duas
mãos e chorou. -Meu marido poderia ter visitado Aoey-Ela disse

-Por que seu marido visitaria Aoey? -Cruzei os braços e recostei-me. Olhei
a mulher diretamente nos olhos.

Ela fez uma pausa e desviou o olhar de mim.

-Eles são pai e filha.

-Ele não é padrasto?

-Aoey te contou isso? -Professora Salee me perguntou curiosa. Ela tentou


testar meu conhecimento.

-Sim, Aoey disse que ele é o padrasto dela. Ele é a razão pela qual ela foi
embora.

-Quanto ela te contou? -Eu sorri. Eu sabia que ela era minha professora,
mas perdi um pouco do respeito por ela desde que percebi o quanto ela era
obcecada pelo marido.

-Ela disse que você o ama mais do que ela.

-Não diga isso, Gen.

Fiquei com raiva porque ela me deu ordens. Procurei me controlar e ter
consciência de que ela era minha professora e uma mãe de quem eu amava.
Eu disse a ela que sinto muito.

-Me desculpe, eu não fui legal. Só não entendo por que você se preocupa
mais com as outras pessoas do que com sua filha. Oh sinto muito. Ela é
adotada. Não é tão importante quanto alguém com quem você dormiu.

-Este é um segundo aviso para você. Não diga isso.

Fiquei chateada porque teria que ser educado com ela.

-Professora, Aoey foi maltratada. Você realmente acha que ela flertou com
ele? Por que você não fica do lado dela?

-Este é o nosso assunto de família


-Isso é abuso infantil. Não é apenas um assunto de família. Se eu
denunciasse à polícia, todos saberiam o quanto você ama seu marido, mas
não sua filha.

A professora Salee levantou-se com raiva. Ela não me suportava mais.


Levantei-me e cruzei os braços também. Por que eu respeitaria um adulto
que não merecia isso?

-Desculpa, então. Esqueça o que eu te perguntei. Eu mesmo cuidarei disso.

-Sim

A mulher estava prestes a sair quando chamei para ela.

- Mestre - eu disse com minha voz fria e controlada.

-Sim?

-Passamos quase uma hora conversando, mas você só falou sobre Aoey por
dois minutos. Você ama sua filha?

Não recebi nenhuma resposta da professora Salee. Ela ouviu minha


pergunta e foi embora, me deixando chateada.
Ela se agarrou ao cara porque nunca teve um marido antes... Não contei a
ninguém que fui ver a professora Salee. Eu me senti mal pelo
desaparecimento do padrasto de Aoey e por meu pai ter mandado alguém
pegar o computador da casa dela. Se eu contasse a alguém, isso só traría
perigo para mim. Eu também não achava que Aoey deveria saber disso.

Os olhos doces ficaram felizes com os comentários sobre seu romance e seu
trabalho enquanto eu trabalhava na tarefa do meu professor. Aoey sonhou
que este romance contaria ao mundo sobre sua vida amorosa. Ela esperava
ganhar muito dinheiro com isso.

-Se eu conseguir ganhar um milhão, compro uma casa -Aoey me olhou


brevemente enquanto trabalhava em seu computador. - Você pode ser meu
designer de interiores.

-Você vai me deixar aqui sozinha? -Eu ri, mas ela sorriu largamente para
mim.

-Não, você vai projetar a casa onde vamos morar juntas. Espero que não
cobre muito porque a casa é nossa.

Olhei para ela com adoração e balancei a cabeça.


-Se realmente morarmos juntas, não vou cobrar um centavo. Você não
precisa economizar dinheiro. Só posso pedir o dinheiro à minha mãe.

-Não, tem que ser algo para o qual eu trabalho. Esse é o valor. Você
projetará a casa porque é isso que você faz. Nossa casa vai ficar muito
bonita. Eu pagarei e você trabalhará nela. Isso é grandioso. Você achou que
um milhão de baht era suficiente?

-Um milhão não será suficiente - eu disse -Terrenos em Bangkok são caros.

-Que tal uma casa no interior do país? Em algum lugar remoto, longe das
pessoas. Não muito caro. Só nós no sertão, administrando uma fazenda.

Eu realmente não poderia imaginar administrar uma fazenda.....

-Você pode realmente morar com sua mãe, Professora Salee -Vi
imediatamente um sinal de resistência. Eu queria me dar um tapa por isso.

-Não queres estar comigo? Por que você quer que eu fique com a mãe?

-Só estou fazendo uma sugestão. Não seja tão séria


-Não quero ouvir você falar da minha mãe de novo. Eu te disse que só
tenho você na minha vida. Só você

-Vamos falar sério Aoey... -Minha voz estava séria. Pensei no que minha
mãe disse antes. - Quantas mulheres idosas você viu morando juntas?

- Oque tem isso?

-Algum dia você poderá encontrar o homem certo e se casar com ele. Você
pode não me amar como ama hoje. Isso poderia acontecer comigo também.

-...

- Eu te disse que nunca gostei de garotas. Se não fosse você eu não faria
isso...

Os olhos suaves saltaram para mim e me abraçaram. Ela parecia tão


assustada com o que eu estava dizendo. Ela sabia o que eu estava tentando
dizer.

-Nunca me senti assim com ninguém. Achei que você também sentia o
mesmo.
-Sim eu sinto

-Nos amamos. Isso é tudo que importa -Aoey começou a me abraçar e me


empurrou para o chão. -Você acha que haverá um homem que pode fazer
você se sentir como eu?

-Aoey, estamos conversando... - Agora fui atacada pelos beijos dela por
todo o meu rosto. Ela mordeu minha orelha de brincadeira.

-Como acabamos aqui?

-Quero que saiba que só pode fazer isso comigo.

-....

-Eu te amo e deixo você controlar tudo. Quem deixaria você fazer isso, se
não fosse eu.

-...

- Você precisa de alguém como eu. Alguém que te segue, mas também te
empurra ao mesmo tempo.
Fechei os olhos e deixei-a brincar com meu corpo. Eu flutuei com sua
sedução. Eu realmente gostei dela agindo assim e adorei controlar, mas
também adorei que ela assumiu o controle em algum momento.

Hum.... mas perdi esse tempo.

Felicidade... hoje estava com você, no dia seguinte ela iria embora.

Essa era a verdade da vida. A felicidade e a infelicidade vêm e vão o tempo


todo.

É assim que o mundo funciona. Se você está muito feliz, a infelicidade


também quer te visitar.

Naquele momento... eu era a mulher mais feliz do mundo. Eu era linda, tão
gostosa que dava para ficar com ciúmes, eu era rica, inteligente e
apaixonada.

Fui feliz como nunca antes.

Então esqueci tudo neste mundo. Tive Aoey todos os dias da minha vida.
As vezes brigávamos por algo tão trivial, mas consertávamos e sempre
acabava no sofá, na cama ou às vezes na cozinha....
Vou pular os detalhes.

Sempre sonhei com a felicidade que as pessoas tinham em um drama


televisivo. A alegria da vida. Agora eu tinha, mesmo que fosse com uma
mulher.

Eu queria saber se eu era lésbica. Mas eu me vestia como mulher e nunca


admirei o corpo de outra mulher. Nunca pensei que outras mulheres fossem
bonitas.

Mas também nunca pensei que outros homens fossem bonitos. Isso foi
estranho...

Nunca tive fome de amor, mas me senti vazia. Alguns dizem que
precisavam de amor porque lhes faltou amor na infância. Alguns homens
alegaram que tiveram muitas esposas porque não tiveram mãe enquanto
cresciam. Tive uma infância ótima, mas me senti vazia até a chegada de
Aoey..... Uma mulher pequena que me olhava com obsessão. Eu amei sua
cabeça acima dos calcanhares.

-O quarto está tão silencioso. Você pode ligar a TV, Gen?

Aoey perguntou com sua doce voz de gatinha enquanto se vestia para a
faculdade. Peguei um controle e liguei, procurando algo divertido. Mas era
muito cedo e só havia notícias e programas infantis na televisão.

Escolhi o mesmo canal de notícias. Os apresentadores da TV conversavam


dentro de casa, criticando as notícias e os noticiários. Um apresentador
mudou o assunto da economia para uma notícia interessante.

Uma professora entrou com um pedido de investigação sobre o


desaparecimento de seu marido ha várias semanas. Ele foi encontrado
morto dentro de um grande tanque de cimento.

Fiquei surpresa ao ver o rosto da professora Salee na TV.

-O que aconteceu Gen?

Cai no chão quando vi a mulher no noticiário. A professora Salee estava


chorando na frente da mídia. A televisão descreveu sua história. Aoey me
ajudou a levantar do chão, mas imediatamente se virou para a TV quando
ouviu o nome da mãe. - Essa é a mãe. Por que está aí?

-Alguém está morto.

Eu disse com uma voz tremula.


-Que?

-Seu pai...pai.

Seus olhos ficaram ferozes quando ela ouviu isso. Notei o choque em seus
olhos, mas misturado com profunda satisfação. Os olhos suaves me
perguntaram com sua voz fria, mas calma.

-Como?

Foi isso que me abalou. Senti uma mão fria apertar meu coração e parar
todo o sangue que fluía por ele. Eu estava com medo e me sentia culpada ao
mesmo tempo.

-Morto em um tanque de cimento.

A luz se apagou imediatamente quando terminei aquela frase, como se


alguém tivesse desligado o interruptor. Eles simplesmente sugaram a alma
da minha vida.
-Gen!
MATE - Querida amiga
Capítulo 30 - 30

Fiquei na cama por 3 dias seguidos. Não consegui me concentrar depois de


ouvir as notícias na TV. Eu não conseguia comer. Vomitei de estresse. Eu
não conseguia dormir à noite. Tinha que ser por causa da culpa. Comecei a
entender como era o medo.

Não era medo de fantasmas. Era algo que eu não conseguia explicar.

-Gen... você está muita magra agora. Você ganhou peso recentemente? -
Aoey, que ajudou a cuidar de mim, expressou preocupação. Durante todo
esse tempo, os olhos gentis cuidaram de mim, me deram comida e bebida,
me limparam. Eu não tinha poder para fazer nada. Eu me senti culpada.

Me senti enfeitiçada...

Mas Aoey não pareceu reagir a essa notícia. Ela viveu sua vida
normalmente. Ela viu sua mãe naquela notícia, mas nunca mencionou nada
sobre isso.

-Aoey, você contatou sua mãe?


Ela fez uma breve pausa enquanto me enxugava com uma toalha molhada.

- Não - ela respondeu e tentou não demonstrar qualquer emoção.

-Por que você não entra em contato com ela? Verifique se está tudo bem.

- Não sei por que deveria fazer isso.

-Ela estava no noticiário. Eu vi a professora Salee chorar. Você não sente


absolutamente nada?

-Não sinto nada.

Ela se levantou como se fosse encerrar a conversa, mas puxei sua mão.
Senti frio saindo dela.

-Não consigo sentir nada por ela porque ela também não sentiu nada por
mim.

Eu sabia... o que ela tinha passado. Mas eu nunca soube o quão ruim era o
relacionamento entre Aoey e sua mãe. Eu não sabia que havia algo entre
elas que a fazia se distanciar tanto. A professora Salee também não parecia
preocupada com Aoey quando percebeu que estava segura comigo.
O que realmente aconteceu?

Depois de uma ótima soneca, meu telefone tocou. Fiquei surpresa ao vê a


ligação do tío Somkit. Quando peguei o telefone, sua voz não estava muito
boa..

-Olá tio Somkit.

(Gen, seu pai quer ver você).

Fiquei sentada, apavorada. Tinha que estar relacionado com as notícias da


professora Salee. Não era normal meu pai querer me ver.

-Ok, vou para casa.

Levantei-me e vesti-me fracamente. Lutei para voltar para casa, para a


grande mansão onde meus pais moravam. Eu fui lá com um sentimento
pesado no coração...

Fui direto ver meu pai quando cheguei. Seu escritório sempre cheirava a
cigarro. Ele estava conversando com seus subordinados antes de pedir a
todos que saíssem, inclusive o tio Samkit. Seu rosto parecia estressado, mas
assim que viu meu corpo fraco, ele imediatamente se tornou meu doce pai.
-Por que você está tão magra?

- Eu vi a notícia. - Cruzei os braços sobre o peito com medo. Eu tinha muito


mais medo da imagem de um cadáver em um tanque de cimento do que da
repreensão do meu pai. -Você fez isso? - Ele foi silenciado quando viu
minha reação. Ele se levantou da mesa e me abraçou. Eu não esperava isso.
Achei que ele tinha me ligado para me repreender por causa do vídeo.
Aquele onde eu fingi ser eu.

Eu menti para ele sobre isso.

-Você não precisa saber disso.

-Claro, eu sei disso. Eu pedi para você fazer isso. - Eu tremi profundamente.
Admiti que era pura raiva. Mas depois que a raiva passou, eu tive que lidar
com as consequências que estavam me deixando louca. -Pai.... saiu no
noticiário. É verdade?

-Deixe-me me preocupar com isso. Mas por que você mentiu que era você
no vídeo? Por que você me disse que foi chantageada?

Fiquei muito triste e evitei seu contato visual. Eu não poderia dizer a ele
que era vingança por outra pessoa.
Só por causa da minha raiva.

- Eu sabia que você consertaria tudo para mim, se fosse eu. - Puxei sua
camisa como uma criança. - Seremos presos? Eu te coloquei em apuros?

-Alguns pequenos problemas, mas não se preocupe com isso.

-Lamento.

Chorei e o abracei com medo. Eu sempre o adorei. Achei que ele era um
homem poderoso que poderia me ajudar a resolver um problema, por mais
sério que fosse.

Meu pai era malvado. Eu ficaria bem contanto que tivesse meu pai.

-Não chores. Você é forte, minha princesa. Continue com sua vida o mais
normal possível. Eu cuidarei de tudo.

Ele me abraçou como um pai caloroso, mas na verdade não me ajudou.....

Encontrei tio Somkit na porta da frente antes de sair. O velho olhou para
mim com pena. Seu rosto estava cheio de preocupação. Não pude deixar de
perguntar a ele o que meu pai estava enfrentando. Eu sabia que devia haver
muitos problemas, mas papai nunca me contaria nada. Tio Somkit poderia
me contar,

-Você pode me dizer qual é a situação agora? O pai pode realmente lidar
com isso?

-Não posso falar muito, Gen. Tudo vai ficar bem.

-Eu não me sinto assim de jeito nenhum. Eu senti que algo grande estava
por vir. Por favor, me conte o que aconteceu, para que eu possa lidar melhor
com isso.

Tio Somkit olhou para mim e assentiu.

-OK. Havia um vídeo meu dentro do CCTV do hotel. A placa do carro


estava no nome da minha mãe. Agora a polícia está em processo de
investigação. Eles podem me ligar em breve. Seu pai estava fazendo tudo
que podia para me proteger.

Tio Somkit disse que papai agora está tentando destruir as evidências
relacionadas a mim. Não havia nada com que se preocupar. Todo mundo era
profissional.
Não gostei dessa palavra... profissional.

A situação atual não era tão ruim, mas afetou um pouco meu pai. A
professora Salee enviou um pedido a um Centro de Resgate para ajudar a
investigar a morte de seu marido. A equipe de investigação investigou
profundamente para encontrar informações relacionadas ao meu pai.

Meu pai estava por trás de tudo...

A polícia não apenas investigou o caso de assassinato, mas também


descobriu todas as coisas que papai fez. Eles podem encontrar algumas
pequenas coisas que o pai fez.

Lavagem de dinheiro...

Todas as empresas cinzentas.

Tudo por causa do problema do Aoey, eu tornei isso tão grande. Tudo isso
foi um efeito borboleta. Eu só queria punir um bandido, mas agora refletiu
no meu pai.

-Como nossa família terminará?


-Agora estamos apenas num período de investigação. Eles não encontrarão
nada

-Ele realmente fez isso?

Tio Somkit me olhou nos olhos, mas não respondeu, absolutamente nada.
Mas isso poderia ser considerado uma resposta em si.

-Agora temos um plano e você deve estar preparada seja lá o que for.

-Como posso me preparar?

-Eu te conto mais tarde.

Eu estava prestes a sair quando Great me viu e gritou comigo do segundo


andar e me disse para parar. Meu irmão me olhou incrédulo quando me viu.
Deve ter parecido uma merda que até mesmo Great, que ainda estava com
raiva de mim, foi gentil comigo.

-Você está possuída? Por que você está assim?

-Oque Quer? Você está bem comigo agora?


-Não, estou bravo com você, mas não sei com quem falar, exceto você.

-O que aconteceu?

Ele olhou para a esquerda e para a direita e gesticulou para que eu entrasse
no carro.

-Vamos conversar no carro. Estou paranóico que alguém possa nos ouvir.

Todo mundo estava agindo de forma estranha hoje, eu, papai, tio Somkit e
agora até Great, que estava bravo comigo, mas agora queria falar comigo.
Assim que entramos no carro, Great me olhou preocupado.

-Você está aqui para o Escritório de Combate à Lavagem de Dinheiro?

-Como você soube disso?

-Eu ouvi mamãe e papai conversando sobre lavagem de dinheiro. Eu não


entendi do que se tratava, mas não me sinto bem com isso.

-Sobre o que mais você quer conversar?


- Não estou me sentindo bem, general. Ouvi dizer que eles estão tentando
transferir ativos ou algo assim. Parecia grande. Agora a mãe disse que tenho
que ir para Macau em breve.

Isso era grande... muito grande. Eu não conseguia acreditar que o que pedi
ao meu pai teve tanto impacto sobre nós.

-Ir estudar lá faz bem. Você pode ser mais inteligente.

- Vamos, fale sério. Senti que algo por aqui mudou muito. Também ouvi
dizer que era Aoey.

-O que você ouviu?

Parecia tão estranho dizer isso. Meu irmão mais novo mordeu o lábio e
praguejou.

-Merda. Ok, vou dizer. Ouvi dizer que papai pediu ao pessoal dele para
matar alguém... que você disse que abusou de você, mas na verdade foi
Aoey. E verdade?

- Isso é tudo que você quer dizer? Agora saia do carro. Vou embora.
Ordenei que ele saísse do carro, mas ele foi muito teimoso e tentou me
pressionar para obter uma resposta.

-Diga-me. O problema é tão grande agora. Aoey não deixa ninguém tocar
nela porque ela foi abusada, certo?

Foi tão estranho dizer. -Cala a boca!.

-Gen, nossa família está prestes a desmoronar porque você ajudou. Você
sabia que nossa poderosa família está prestes a acabar porque você mentiu
para o pai para ajudar sua amiga de infância?

-E que? Por que você não me culpa, não a Aoey? Ela não fez nada de errado
- eu disse com raiva. Senti uma dor no peito porque fui eu quem começou
tudo isso. - Seu padrasto era um bastardo. A prisão não lhe faria nenhum
bem. Ele faria isso de novo quando estivesse fora. Foi melhor que ele
morresse.

-Tudo bem se ele tivesse morrido, mas agora ele está arrastando todos nós
para o inferno com ele. Por que você se importa tanto se uma garota é
estuprada? Aoey não foi a único que foi estuprada. Você acha que pode
ajudar todos eles?

-Ela é quem eu amo.


-Se você ama mulheres, encontre outra pessoa, Você pode encontrar quem
quiser. Temos dinheiro, por que isso? Ela estava com defeito, você
deveria...

Dei um tapa forte em meu irmão egoísta. Great tocou sua bochecha e me
olhou confuso. Eu nunca fiz nada parecido antes. Ele era o mais novo da
família que foi mimado durante toda a vida e agora não suportava que sua
irmã o punisse.

-Você me bateu por causa daquela mulher? Por que você me machuca o
tempo todo? Ela me enganou para um relacionamento como um idiota e
agora nos fez brigar.

- Estou brigando com você por causa do seu pensamento estúpido. - Mordi
o lábio de raiva. Eu não conseguia acreditar que meu irmão teria um
pensamento tão egoísta. - Como você pode culpá-la? Se você realmente
ama alguém, não importa o que aconteça, você deve ser capaz de amá-la,
não importa o que aconteça. Isso não foi culpa dela.

-...

- Por que você não acha que foi culpa do bastardo? Como você pode culpar
a vítima? Você nasceu em uma família boa e bem-educada, mas tem uma
mente estreita. Você julga a vítima de estupro. Você diz que ela está com
defeito. Você deveria se olhar no espelho novamente.

-Gen...

Foi a pior brigar de nossas vidas. Meu irmão estremeceu e saiu do carro.
Ele chorou como um bebê porque nunca havíamos brigado tanto. Também
tremi de culpa pelo que estava fazendo minha família passar. Tive medo de
não podermos mais ficar lá.

Se eu não estivesse aqui, como ela poderia viver...

Aoey foi para a faculdade naquele dia. Fiquei sentada em silêncio sozinha
na sala. Ouvi a chave às 4 horas. Levantei-me rapidamente depois de
esperar o dia todo.

Os olhos suaves sorriram como sempre quando me viram esperando. Eu a


abracei forte como se ela pudesse desaparecer de mim.

-O que houve, Gen?


-Saudade de você. Quero te abraçar.

Aoey riu e me abraçou de volta. Nós duas enterramos nossos rostos no


pescoço uma da outro e nos cheiramos como um presente precioso que
amávamos.

-Você está estranha hoje

-Te amo, Aoey.

-Algo se passou?

A menina menor me soltou e me olhou com curiosidade. Eu a beijei


apaixonadamente primeiro e a levei para a cama. Eu raramente a beijava
primeiro.

-Gen... fale comigo.

- Mime-me hoje.

-Não, estou surpresa e desconfiada. Algo aconteceu -. Aoey empurrou meu


peito. -Diga-me.
Como eu poderia dizer a ela que talvez não estivesse mais com ela? A quem
mais neste mundo ela poderia recorrer? Ela tinha um parente ou algum
membro da família a quem pudesse recorrer?

O que eu tive que fazer? Eu senti muita pena dela.

- Nada. - Inclinei-me para beijar a garota abaixo de mim. Tirei a blusa da


saia e coloquei minha mão nela. - Eu só queria ajudar você a desabotoar sua
camisa.

Ela não comprou porque eu nunca gos

tei disso antes. Mas ela passou os dois braços em volta do meu pescoço.

-Quem poderia dizer não a isso?

Eu tinha que fazer alguma coisa. Eu tinha que ter certeza de que ela ficaria
bem quando eu não estivesse por perto.
MATE - Querida amiga
Capítulo 31 - 31

Isso foi a coisa certa?...

-Estou tão emocionada. Esta é a primeira vez que saímos para um lugar
romântico como em um filme.

Aoey estava tão feliz. Ela sorriu tanto que vi seus lindos dentes. Eu poderia
dizer pelos seus olhos que ela estava muito feliz.

- Que encontro?

- Isso não é um encontro?

-Haverá mais uma pessoa aqui conosco hoje.

Os olhos suaves esvaziaram como um balão que acabei de estourar.

- Achei que você fosse me levar para um encontro e terminaríamos a noite


na cama. - Ela fez uma cara doce e fofa para mim. - Mas esta bem. Estou
feliz que você esteja aqui. Iremos para casa juntas, só nós duas, de qualquer
maneira. É como um encontro para mim.

-O que você faria se eu não estivesse com você.

- Eu não poderia continuar vivendo - ela respondeu imediatamente. Eu


sentir uma dor aguda no coração. Os olhos suaves me olharam preocupados.
-Porque você disse isso? Não me sinto bem.

-Você estava bem antes..

-Você me trouxe aqui para terminar comigo?

Aoey parecia tão preocupada que tive que rir. Ela era tão adorável e fofa.

Esse dia chegaria. O dia em que não poderia estar ao seu lado. E parecia
que chegaria em breve.

-Posso acabar com você em casa. Eu não deveria te levar para um lugar
legal.

- Não sei. Você está agindo de forma estranha ultimamente. Você tem algo
em mente, mas não me conta.
-Você deve estar preocupada comigo.

-Eu quero tirar sua dor. Posso cuidar de tudo sozinh, se isso te ajudar.

Eu queria chorar ao ouvir isso. Maldita seja, Como eu poderia deixá-la?

Apesar de ter sido um período curto, fiquei muito feliz. Ela foi minha
primeira. tudo...

Ela foi meu primeiro amor.

Não havia realmente mais nada que el pudesse fazer? Por que aconteceu
assim?

Meu telefone tocou e tive que desviar o olhar de Aoey para meu telefone.

Levantel-me para atender a ligação.

-Por favor, espere aqui. Vou falar com meu amigo.

-Quem é esse?
Eu não disse nada, mas me afastei para levar aquela amiga para a mesa.. Ela
se virou quando chamei, quando a amiga estava aqui. Os olhos gentis
pareceram sombrios imediatamente..

-Mãe

A professora Salee olhou para a filha, mas ela não expressou nenhum amor.
Ela apenas ficou lá e olhou para Aoey. Não ajudou em nada a atmosfera. Eu
tinha que dizer alguma coisa.

- Por favor, sente-se. - Assim que a mulher se sentou, Aoey levantou-se


rapidamente. Ela se recusou a estar na mesma mesa que ela.

- O que é isso? Por que você a trouxe aqui?

-Vamos conversar Aoey

-Não!

Ela foi tão inflexivel sobre isso. Outras pessoas no restaurante começaram a
nos encarar.
-Por favor, sente-se. Vamos conversar.

-Sentar-se

- Não, eu não quero conversar

Os olhos suaves olharam para mim nada felizes, mas ficaram em silêncio
enquanto eu ordenava. Eu estava orgulhosa de mim mesma porque às vezes
conseguia controlá-la com palavras.

-Faça o que eu te disse.

Eu apenas disse isso e ela sempre fez o que eu pedi. Agora Aoey sentou-se,
mas a atmosfera ainda estava sombria. Eu queria que sua mãe estivesse lá
para esclarecer as coisas. Eu precisava ajudar a reparar esse
relacionamento... Essa não era minha área de jeito nenhum....

-Aoey... por favor fale com sua mãe. A professora Salee sente sua falta -
comecei, mas Aoey me lançou um olhar feroz e sorriu.

-Você acha que ela sente minha falta? Você está em Bangkok porque
procurava seu marido assassinado, certo?
A professora Salee, que ouviu a declaração sarcástica, tentou se conter.

-Pare de dizer isso, Aoey.

-Não é verdade? E seu nome é mãe... você não se sente desconfortável? Eu


te chamo de mãe porque não sei como te chamar. Mestre Salee, esta
mulher.... ou tia?

Aoey era tão má de um jeito que eu nunca a tinha visto antes.

-Seja legal com sua mãe, Aoey

-Se você fosse eu, você também não seria legal! -Finalmente ela se levantou
e explodiu. -Uma mãe que esqueceu um bebê que criou quando um novo
homem chegou. Você nunca se importou com o que aconteceu. Você me
julgou mesmo eu sendo a vitima!

-Eu vi que você estava flertando... você tirou a roupa uma por uma.
Ninguém te forçou a fazer nada.

O que ela disse me chocou ainda mais. Esse era o outro lado da história que
eu odiava ouvir. Mas eu tive que ouvi-las.
-Você sabe por que eu tive que fazer isso? Você nunca ouviu o que eu disse.
Você me insultou. Você acha que eu o seduzi. Eu não era a bastarda aqui.
Foi você.

- Aoey!

A professora Salee bateu com a mesa. Agora outras mesas ouviram toda a
nossa conversa. Todos prestaram atenção em nós, mas as duas não ligaram
mais.

-Por que eu tirei a roupa? Porque ele disse que se não fizesse iria postar o
vídeo que gravou na internet! -Aoey disse e agarrou seu coração. - Em que
você acha que eu caí agindo como uma estrela pornô toda vez que tive que
ceder? Você sabe como foi doloroso atuar como estrela pornô em um filme
que eu não queria fazer?

- Aoey... - Professor Salee ficou surpresa. Parecia que ninguém tinha ouvido
falar disso. Eu queria chorar quando ouvi. Meu coração estava tão dolorido,
mas eu tinha que ouvi-la.

-Você sabe quantos anos eu tinha quando ele fez isso comigo? Tive que
tomar anticoncepcional e tomei a pílula do dia seguinte por causa dele! -
Aoey se abraçou e chorou como uma louca - Eu me odiava todos os dias.
Eu não podia deixar ninguém me tocar. Eles eram todos nojentos. Mas você
nunca percebeu isso. Você se importava mais com seu homem do que
comigo. Você é uma professora. Você ensinou milhares de crianças, mas por
que não conseguia ver o que estava acontecendo comigo? Porque?

-...

-Ele me mandou os vídeos para me lembrar que foi gravado. Eu nunca os


apaguei. Eu os guardei para me lembrar do que havia passado. Aínda bem
que ele está morto... caso contrário, seria eu quem o mataria.

-Eu nunca soube disso. Você nunca me contou.

A professora Salee tremeu. Ela caminhou em direção a Aoey mas Aoey se


afastou dela. Não havia respeito nos olhos de Aoey.

A professora Salee era uma pessoa diferente...

A ignorância era uma assassina. A professora Salee era uma delas.

-Você nunca me ouviu. Você me chamou de vadia e me expulsou de casa.


Você jogou uma nota de 500 baht na minha cara, lembra? -Aoey bateu no
peito dela. -Você gritou comigo e me disse que eu era adotada. Eu não tinha
mais ninguém neste mundo, mas você me expulsou. Se eu não tivesse Gen,
como isso teria terminado? Você tem alguma ideia?
Deixei uma nota de mil baht em cima da mesa e caminhei em sua direção.

-Vamos a casa Aoey.

Eu estava errada.....

Convidei a mãe dela para consertar o relacionamento, mas foi impossível.


Apenas enfatizou a dor. Eu sabia que tinha passado por uma experiência
ruim, mas nunca soube o quão ruim foi. Minha culpa por pedir a meu pai
que agisse diminuiu quando ouvi todos os detalhes brutais.

Acho que... foi por isso que ela pareceu feliz quando viu a notícia.

Algumas pessoas podem pensar que este assunto deveria ser deixado para a
lei. Mas para uma vítima como ela, um vigia era a coisa mais linda para ela.
Foi rápido, sem nenhum processo. Foi um inferno entregue a quem o
merecia depois de ela mesma ter passado pelo inferno. As pessoas que
julgam aqueles que se vingaram são as pessoas que nunca encontraram
isso...

Agora que estávamos no estacionamento, Aoey me empurrou e começou a


me bater com o punho com raiva.
-Por que você ligou para ela aqui? Por que você fez isso? -Ela bateu e
agarrou meu braço. Ela não conseguia se controlar. Eu não estava brava
com ela, mas tentei acalmá-la abraçando-a. Não foi nada fácil.

-Está tudo bem, Aoey.

-Não está bem. Porque você fez isso? Eu já te disse que queria vê-la? Por
que você está se intrometendo em meus assuntos!

Abracei Aoey que agora estava chorando como um louca. Eu não senti
raiva nenhuma. Tentei abraçá-la, mas ela tentou se afastar. Quando eu a
peguei, ela chorou mais.

Eu chorei também... fiquei cheia de pena. Agora eu entendi quando ela


disse que suportaria a dor sozinha para me ajudar.

-Sinto muito. Eu não sabia que isso iria te machucar tanto.

-Porque você fez? -Ele se acalmou um pouco, mas ainda chorava. Eu dei
um tapinha nela e balancei-a para acalmá-la. Tentei torná-la mais estável.

-Não quero que você pense que está sozinha no mundo.


- Eu tenho você

-Se um dia eu não estiver aqui, você terá sua mãe... - Eu não tinha
terminado a frase, ela me empurrou.

-Por que você continua dizendo isso? Onde você está indo? -Seu tom
irritado me silenciou e isso fez com que seus olhos suaves me olhassem
incrédulos mesmo ela ainda tendo lágrimas no rosto. - Me diga, onde você
vai, Gen?

-Minha família está com um problema... Posso não estar mais aqui com
você.

- Não... - Aoey agarrou meus braços com força como se fosse desaparecer
naquele momento. - Não posso viver sem você. Você não pode me deixar.

Seu humor mudou repentinamente de raiva para medo. Ela estava com tanto
medo que me abraçou e enterrou o rosto no meu peito enquanto balançava a
cabeça, incrédula. Eu acariciei suas costas para acalmá-la.

-Não vou embora agora.

-Não vou deixar você ir em nenhum momento. Não me deixe. Eu não posso
viver sem você. - Ela olhou para mim. -Neste mundo, eu só tenho você.
Como posso continuar vivendo sem você?

-Maldita seja!

Eu senti como se meu coração estivesse prestes a se partir em pedaços. Eu a


amava e me importava com ela também. Agora percebi o quão ruim era o
relacionamento entre ela e sua mãe. Deixá-la parecia ser a pior coisa para
ela.

-Prometa que não ira a lugar nenhum. Você não vai me deixar.

-Eh

- Diga que você promete

Eu olhei nos olhos dela e balancei a cabeça.

-Eu prometo.

-Isso é bom... muito bom.


Aoey colocou os dois braços em volta do meu pescoço e me puxou para um
abraço. Ficamos assim por um tempo e voltamos para o condomínio. A
menina mais nova agora me seguia por toda parte, como se tivesse medo de
que eu desaparecesse a qualquer momento. A professora Salee ainda me
contatou pelo telefone depois daquele dia. A velha parecia tão triste. Ela
parecia estar segurando as lágrimas o tempo todo enquanto falava comigo.
Ela deve ter se sentido culpada e chocada por Aoey.

-Gen... por favor, cuide bem dela. Ela deve estar com raiva de mim. Não
acho que ela me ouvirá, mesmo que eu a visite. Agora ele só tem você. Por
favor, cuide bem dela.

Isso enfatizou o fato de que eu não poderia deixá-la. Ela não tinha ninguém
além de mim.

Depois da conversa com o Tio Somkit naquele dia, não houve muita
atualização. Tudo ainda estava sob investigação, tanto o homicídio quanto a
lavagem de dinheiro. Papai passou esse tempo revendendo alguns de seus
bens e guardando dinheiro em algum banco no exterior. Minha mãe
continuou me atualizando sobre isso. Ela apenas me avisou para estar
preparada.

Aoey estava tão apegada a mim ultimamente. Um dia, ela até faltou à
faculdade. só para ficar comigo. Se ela estivesse na escola, ela me ligava de
hora em hora para saber onde eu estava, o que estava fazendo. Se fossem
outras pessoas, eu ficaria muito chateada, mas entendi como era a sensação
de colírio para os olhos. E porque eu a amava.

Eu amava Aoey... Era amor.

-Por que você tem que ir com seu pai? Você não fez nada de errado?

Aoey perguntou um dia depois de terminarmos de assistir uma série de TV


coreana.

-Não fiz nada de errado, mas não teremos dinheiro se ficarmos aqui. Minha
família já transferiu todo o nosso dinheiro para fora do país.

- Você está indo por dinheiro?

-Os velhos inimigos do meu pai também estarão esperando quando ele cair.
Eles se vingarão imediatamente quando souberem. A melhor vingança será
machucar a filha e o filho, sabe?

Perguntei ao tio Somkit por que eu também tive que fugir. Ele me deu esse
motivo. Mas o principal motivo foi o dinheiro. Todas as propriedades e
dinheiro seriam confiscados se ele fosse considerado culpado. Nesse caso,
estaríamos falidos.
-Mas por que você vai embora? Você tem medo de não ter dinheiro ou por
causa dos inimigos do seu pai?

-Talvez os dois motivos. Só preciso estar preparada - respondi, mas seu


humor mudou imediatamente.

-Você prometeu que não iria embora.

-Eu prometi que não iria embora.

-De verdade? -Aoey imediatamente pareceu mais feliz. Estendi a mão para
beliscar sua bochecha.

- Mas não podemos morar juntas aqui, certo?

-Sim, haverá muitas despesas. Temos que nos mudar primeiro para algum
lugar, mas ainda não sabemos para onde ir. Se esse dia realmente chegar,
será o dia em que não terei dinheiro. Serei a pobre Genlong que nem sabe
ganhar dinheiro.

-Não tenha medo. Eu vou te apoiar

-A sério?
-Sim, claro. Se você estiver só comigo, posso fazer tudo... falando nisso...
tenho que ir.

De repente, Aoey pulou para seu laptop em cima da mesa. Ela procurou por
algo. A luz do seu laptop brilhou em seu rosto. Olhei para ela com
admiração.

-Você está escrevendo um romance?

-Não, estou procurando um novo endereço para nós duas -Os olhos suaves
me olharam e sorriram. -Eu gosto dessa sensação. Estamos fugindo.

- Então não vamos nos casar?

-Não precisamos nos casar. Fico feliz quando você está comigo. Você é
minha vitamina.

Eu a amava... a garota de óculos sentada ali.

Nós duas éramos obcecadas uma pela outra. Cada vez que pensava em
deixá-la, isso me causava muita dor. Decidi que, se esse dia chegasse, não
fugiria com minha família. Eu ficaria com Aoey.
Eu queria tentar isso.

Saí da cama e sentei ao lado de Aoey que estava procurando nosso novo
lugar. Havia um lugar em uma pequena cidade na Tailândia, não havia
muita gente. Ambas concordamos que, se estivéssemos que fugir,
escolheríamos estar lá.

Em algum lugar que só nós sabíamos...

-Então concordamos.

Ela sorriu amplamente para mim. Balancei a cabeça, mas não levei a sério.

Mas pensei que poderia ser possível. Era barato e tranquilo.

-Sim. Aqui.

- Se vamos nos esconder, iremos para lá. - Aoey me abraçou feliz. -Aqui
está nossa nova casa.
-Sim, nossa nova casa.
MATE - Querida amiga
Capítulo 32 - 32

Finalmente... Tio Somkit me ligou uma manhã. Sua voz estava tão tensa
que me acordou imediatamente.

-Gen, é hora de ir. Vou mandar alguém buscá-la para levá-la ao aeroporto.

-Não posso levar Aoey comigo?

-Estamos fugindo, general. Como sua familia se sentirá se você levar Aoey
com você? Ela foi a razão pela qual sua família está com esse problema.

Aoey, que estava deitada ao meu lado, percebeu que eu estava tensa. Ela
percebeu que havia chegado a hora. Ela podia ler meu silêncio.

-Gen.

Os olhos suaves agarraram meu braço com força. Ela parecia que estava
prestes a chorar. Olhei para ela e tentei lhe dar um sorriso para animá-la. -
Não faça essa cara.
- Você não vai me deixar, vai?

Fiquei quieta e ela conseguiu ler novamente. Foi um dilema. Minha família
já havia feito as malas e estava pronta para deixar o país. Tive que escolher
entre minha família e Aoey. Foi um ponto de viragem. Parei no cruzamento
onde tive que tomar uma decisão.

- Vamos fugir. - Peguei a mão de Aoey e olhei para ela. - Se vamos fugir,
temos que sair agora. O pessoal do meu pai está vindo me procurar. Nós
temos de ir agora.

Aoey olhou para mim e sorriu. Seu rosto estava cheio de lágrimas.

Finalmente tomei a decisão de seguir nosso plano, de fugirmos juntas. Eu


não tinha certeza se era a decisão certa, mas faria de qualquer maneira..
Meu pai deveria ser quem deveria fugir, não eu. Mas recentemente recebi a
confirmação do verdadeiro motivo pelo qual tive que fugir também....
Apareci no CCTV do hotel.

Eu nunca contaria à Aoey que estava envolvida no desaparecimento do


padrasto dela. Eu não via sentido em contar a ela. Eu não queria incomodá-
la com esse detalhe. Eu só queria que ela estivesse ao meu lado e esqueci
daquele bastardo.
O bastardo se foi agora e eu fui um dos fatores para isso acontecer. A
polícia estava agora procurando a mulher no CCTV... Tive sorte porque a
qualidade do vídeo era baixa. Não ficou claro quem era. Mas a maior parte
do problema era que a denúncia sempre vinha de pessoas que eles
conheciam. Embora meu pai já tivesse se livrado de todas as evidências,
não era inteligente correr riscos. Fugir foi a melhor opção para mim. Meu
pai não se importa nem um pouco com ele mesmo. Ele só se preocupa com
a minha segurança.

Eu tive que ir...

Mas e Aoey, eu nunca poderia deixá-la. Ela era minha namoradinha fofa
que não tinha outro lugar para ir. Então eu tive que ficar e correr esse risco.
Eu tive que deixar minha familia.

Nós duas nos vestimos em 5 minutos ou menos. Aoey não esqueceu o


pássaro. Ela não queria que ele morresse sozinho. Olhei ao redor do meu
apartamento cheio de boas lembranças; o canto onde Aoey escreveu seu
romance, a cama onde dormimos juntas e meu dever de casa da faculdade.

Minha vida estava prestes a mudar...

Nós duas saimos do condomínio o mais rápido possível. Pegamos um táxi


para ir até uma rodoviária. Planejamos pegar um ônibus até nosso destino.
Mas o primeiro passo já tinha sido difícil para mim.
Sentei-me em um ônibus por 9 horas seguidas pela primeira vez.

Vomitei na primeira vez. Maldita seja!

-Se eu soubesse que demoraria 9 horas para chegar, teria me oposto a esta
província desde o início. Deveríamos ter escolhido um lugar um pouco mais
perto de Bangkok

Limpei meu rosto depois de vomitar quando desci do ônibus. Ela esfregou
minhas costas suavemente e riu.

-Se ficarmos perto de Bangkok, será muito fácil para as pessoas pegarem
você. Esta província está longe o suficiente. É bom que nos refugia-se aqui.

-Refugiar-se?

Eu parecia um prisioneiro... mas sim, eu estava perto disso.

- E agora que? Foi tão repentino. Não temos onde ficar esta noite.

Eu olhei para o meu relógio. Marcava 10 da noite. - Esta província é muito


tranquila. Tem certeza de que ainda estamos na Tailândia?
-Há um pequeno hotel. Hotel 2 estrelas por apenas 300 baht.

-Existe um quarto a esse preço?

- Aqui é barato. Já entrei em contato com eles antes, mas não sabia a data.
O proprietário deveria nos deixar ficar

-Você já planejou tudo isso?

-Hum... estou bem preparada. Paguei o aluguel por 2 meses. Finalmente


estamos aqui. Agora nosso pássaro pode ficar do lado de fora. Você não
precisa mais ficar dentro de casa o tempo todo.

-Por que ficamos no hotel barato então? Devíamos estar na casa alugada.

-É tarde. O dono da casa deve estar dormindo. Vamos fazer isso amanhã -
Aoey abraçou meu braço. - Não se apresse. O mais importante é que
estamos aqui juntas.

Olhei para ela e sorri. Ela parecia tão feliz que me fez esquecer por que
acabamos ali. A situação era ruim, mas eu não me sentia tão mal. Foi
porque ela estava comigo.
-OK vamos fazê-lo. Este é o meu primeiro hotel 2 estrelas.

-A primeira vez de novo, né? -Ela disse com um tom zombeteiro.

-Sim, é - sorri.

-Você quer se sujar comigo pela primeira vez em um hotel 2 estrelas? - Os


olhos suaves caminharam com os dedos em meu braço e sorriram. -Vamos
ter uma experiência nova aqui.

-Se não se importa, todo o cheiro de vômito na minha boca. Farei qualquer
coisa aventureira com você.

- Parece que há tantas atividades que podemos fazer juntas. Sim, sim,
vamos lá.

Eu escapei para aquele lugar para atividades de aventura? Houve o sério


começo de uma nova vida.....

Olhei para a casa que ela havia alugado com espanto. Uma casa térrea de
madeira sem pintura. O chão era de madeira que rangia quando
caminhávamos. Parecia uma casa mal-assombrada (mas não tive medo).
Não havia purificador de ar, nem ar condicionado. Havia uma velha cama
rústica. Olhei para a condição e me perguntei como fui parar ali.

Minha vida mudou tão abruptamente...na noite anterior eu estava dormindo


no meu colchão caro em casa.

Mas Aoey estava deitada ao meu lado com seu grande sorriso na cama
rústica, olhando para mim feliz.

-Custa apenas 3.000 baht por mês e temos todos os móveis que precisamos.
Este é o único lugar onde podemos conseguir esse bom negócio.

-Temos mesmo tudo? -Minha declaração soou como uma reclamação. Aoey
olhou para mim, então sorri para ela. - É genial. Você foi boa em encontrar
o lugar

-Em Bangkok, não conseguimos encontrar uma casa como esta por esse
preço. Podemos ficar aqui por um tempo. Eu gosto da cama - Aoey rastejou
na cama e apontou para a cabeceira da cama. -Gosto disso.

Foi tão bom? Aquela cabeceira enferrujada...

-É tão clássico.
-Não quis dizer isso.

-Que queres dizer?

A garota pulou no chão e caminhou em direção à sua bagagem procurando


algo dentro. Ela tirou as algemas alegremente.

-Aqui está o nosso brinquedo. Posso acorrentar-me à cabeceira da cama,


Será divertido

- Você é tão safada - Eu ri.

-O problema dessa cama é que ela faz um barulho estridente quando


fazemos alguma coisa. Ficarei ainda mais excitada quando o dirigir.

MEU DEUS...

Mas quando vi que Aoey estava feliz, fiquei feliz também. Embora minha
vida não tenha sido tão fácil como antes. Se outras pessoas pudessem viver
assim, eu também viveria. Eu ainda tinha dinheiro na poupança, só podia
pegar esse dinheiro para comprar o que precisava.

Compre um ar condicionado....
Compre uma televisão...

O dinheiro pode comprar tudo.

Percebi que Aoey estava mais feliz do que em Bangkok. Mas eu tinha que
ter em mente que estava fugindo.

Eu escapei de uma investigação policial.

Fugi do meu pai que queria que eu saísse do país.

Era uma cidade tranquila. As notícias do meu pai foram ótimas, mas não o
suficiente para substituir o drama televisivo daquela noite. As pessoas ainda
não sabiam quem eu era. Eu ainda poderia andar pela rua. Aoey e eu demos
as mãos e andamos como se estivéssemos de férias. O sol estava se pondo,
o céu ficou azul escuro. Senti um cheiro forte, senti o cheiro no ar.

-É o cheiro da árvore de ardósia.

-É forte.
-Algumas pessoas gostam do cheiro. Eu gosto. Sinto-me próximo da
natureza. Nunca senti o cheiro deles quando morávamos no condomínio.

-Eh - eu não falei nada porque achei que o cheiro não era agradável. Aoey
ficou em silêncio novamente. Eu me virei para olhar para ela. Ela
[Link].

-Esta tudo bem? - Eu perguntei.

-Então...

-...

-Posso te perguntar uma coisa? Eu nunca te perguntei isso antes.

-O que é ?

-O que realmente aconteceu com sua família?...se você realmente não quer
me contar, tudo bem também.

Ela estava tão nervosa para perguntar sobre isso. Estendi a mão para pegar a
mão dela e entrelacei nossos dedos. Balancei nossas mãos para cima e para
baixo enquanto caminhava. Havia algo que eu não poderia dizer e algo que
não poderia dizer. Optei por pular o caso de assassinato e falei sobre os
problemas do meu pai.

-Meu pai está em apuros por causa da lavagem de dinheiro e de alguns


negócios cinzentos - eu disse abertamente porque muito em breve tudo
estaria nos noticiários. - Seus inimigos estão atacando ele, incluindo eu e
Great. Great deixou o país. Só eu fiquei aqui.

-...

-Como você se sente sabendo que meu pai tem negócios sujos

-Tenho que sentir alguma coisa?

-Bom, se ele estiver na política, as pessoas vão dizer que ele traiu o seu
país. Agora se sabe que meu pai é um cara mau.

Até eu era uma pessoa má. Pedi ao meu pai para fazer algo ruim. Apesar
disso, a vítima era um bastardo. Eu não tinha lugar para transmitir meu
julgamento a ninguém. O que é semeado é colhido. Eu era de família rica,
agora que morava no campo, senti o cheiro dessa árvore desagradável.

- Eu te amo pelo que você é. Não tem nada a ver com sua família. Porque
você também me ama como eu sou, até você é perfeccionista e eu sou
suja...

-Você não está suja. Nunca diga isso de novo - eu disse com uma voz forte.
Ela agora estava em silêncio.

-Eu só queria te dizer que nos amamos. Qualquer outra coisa é irrelevante.

-E se eu for pobre, você ainda me ama?

-Se você é pobre, você me tem. Vou mantê-la. Posso trabalhar.


Encontraremos algo. Você pode ficar em casa e me dar ordens como
sempre.

-Você está louca? Não suporto que você tenha que me apoiar. Mas não se
preocupe. Eu sou rica. Eu cuidarei de você.

Caminhamos e tentamos esquecer qualquer que fosse o nosso problema.


Não tínhamos medo de nada... Ninguém nos conhecia. Este era o nosso
novo mundo.

Eu estava feliz com ela, nada mais importava......

Ou talvez se...
Eu sabia que esta era a província. Mas não havia realmente lojas de
departamentos?

Eu adoraria ir a um salão de cabeleireiro. Mas assim que vi uma tia dona da


loja cujo cabelo parecia um ninho de pássaro, tive que pensar novamente.
Se ela não conseguisse cuidar da própria cabeça, eu não a deixaria tocar no
meu cabelo. E foi tão difícil encontrar um caixa eletrónico. Mas este era um
mercado, deveria haver um caixa eletrônico em algum lugar.

Eu senti como se tivesse pegado uma máquina do tempo, voltei para um


mercado antigo. Havia lojas que vendiam alimentos e bens de primeira
necessidade, como carne de porco, cogumelos, pato e frango, mas nenhum
outro item de luxo.

Maldita sejal

Eu estava prestes a gritar, mas primeiro precisava me acalmar e encontrar


um caixa eletrônico. Onde diabos eu estava?

-Oi linda
Virei-me para a fonte da voz e vi um menino de 7 a 8 anos olhando para
mim com admiração. Eu sabia que ele gostava de mim porque eu era linda.

Empurrei meu cabelo para trás de brincadeira.

-Olá garoto

-Eu nunca vi você aqui. Você é nova aqui?

Este lugar era realmente aquele que falaria com um estranho. Não deveria
haver crimes graves aqui ou as pessoas seriam apenas boas pessoas.

-Sim, mudei para cá há uma semana. Estou procurando um caixa eletrônico.


Onde posso encontrá-lo?

-11/07 ali. Uma pequena caminhada. Deixe-me caminhar com você, mas
você tem que sair para tomar um café comigo

Um garoto do interior agia como um mulherengo americano. Dei de ombros


e caminhei junto com o garoto que se apresentou como-Nueng-. Seu caráter
mulherengo transparecia em seus olhos. Ele cresceria com muitas esposas e
poderia engravidar algumas.
-Qual o seu nome?

-Eu sou Gen

-Gen, você é muito linda como uma garota da capa da Wolk.

-O que é Wolk?

-A revista de moda. Minha irmã disse que posso parabenizar uma garota
dizendo que ela era uma garota da capa do Wolk

-Você quer dizer Vogue?

-É Vogue? É um nome tão estranho pensei que Wolk fosse ainda mais
estranho. Mas isso não importava. - Um garoto tão jovem não saberia nada
sobre revistas de moda estrangeiras. Na verdade, foi bom o suficiente
mencionar.

-Eu achava que só a dentista Pam era linda. Mas agora você também está
aqui. Esta é uma cidade tão legal.

-Dentista Pam? Qual Pam?


-Uma dentista chamada Pam. Esta ali. Ela é uma dentista muito bonita.

-Comparada comigo?

-Vocês duas são diferentes. A dentista Pam é calorosa e linda. Mas você é
muito linda.

- Quão linda?

-Você é tão linda que os mortos gostariam de renascer para estar perto de
você.

Foi uma cantada tão estranha, mas eu também me lembraria do truque para
usar em Aoey. Meu amor ficaria surpresa ao ouvir isso.

-Você provavelmente estava flertando com Pam antes de mim, certo?

-Sim, mas acho ela um pouco estranha..

O menino e eu caminhamos até chegarmos ao 11/07. Ainda estamos


discutindo sobre a dentista cujo nome realmente me chamou a atenção. Ela
devia ser muito linda, então eu não conseguia parar de falar sobre ela. Eu
queria estar em um concurso de beleza com ela.
-Por que estranha?

-Ela beijou uma irmã que é dona de uma cafeteria.

Fiz uma pausa enquanto estendia a mão para o caixa eletrônico. Espere,
essa dentista Pam tinha que ser mulher porque ela era linda. A irmã, que é
dona de uma cafeteria também era obviamente uma mulher. Isso chamou
minha atenção imediatamente.

-As duas são meninas?

-Sim, eu vi elas se beijando na cafeteria. As mulheres se beijam? Estou tão


confuso.

-Você não precisa saber tudo. Você poderia crescer e ficar com um cara.

Eu ri e parei de prestar atenção no menino. Passei meu cartão e tentei


conseguir algum dinheiro. 5.000 baht deveriam ser suficientes por um
tempo, porque de qualquer maneira não havia lugar para gastar dinheiro
nesta cidade.

Mas....
Eu não consegui o dinheiro.

O que isso significa?

-O que aconteceu? Parece que você viu um fantasma.

Pensei no que minha mãe disse antes. Ela me pediu para sacar todo o meu
dinheiro para evitar que fosse confiscado. Mas parecia que meu dinheiro já
havia sido confiscado. Achei que viveria uma vida fácil aqui.

Eu não tinha mais nada no meu banco.

Eu não tinha dinheiro!


MATE - Querida amiga
Capítulo 33 - 33

-Está tudo bem, Gen. Podemos viver sem dinheiro.

Fui abraçada por Aoey, que ficou surpresa com o fato de eu não ter
dinheiro. Ela tentou me acalmar, acariciou minhas costas. Suspirei de novo
e de novo. Eu não conseguia acreditar que não tinha sacado o dinheiro
como minha mãe sugeriu.

-Mesmo morando no campo, ainda precisamos de algum dinheiro, Aoey.


Temos que pagar aluguel, contas de água e luz, e assim por diante.

-Ainda tenho algum dinheiro do meu livro. Também vou conseguir mais
empregos.

-Eu também vou procurar trabalho.

- Não, eu não vou deixar.

Os olhos suaves disseram com um tom agudo.


-Porque?

- Eu te disse. Você não precisa trabalhar. Vou mantê-la

- Você está louca? - eu ri dela. - Você me mima demais. Está bem. Deve
haver algo que eu possa fazer.

-Eu disse que você não precisa fazer nada. Apenas fique em casa. Quero
que você viva confortavelmente comigo.

Mas...

-Não, não trabalhe.

Aoey disse bruscamente e isso encerrou nossa conversa. Felizmente, o


custo de vida lá era baixo. Os olhos doces ainda tinham algum dinheiro para
pagar o aluguel.

Mas o pior veio depois...

-Aqui está sua tarefa. 200 baht por dia. Isso é suficiente?
Olhei para o dinheiro em suas mãos me sentindo muito desconfortável. Eu
me senti muito desconfortável porque queria pegar aquele dinheiro para
salvar o pouco ego que me restava. Mas percebi que Aoey não pensava
assim. Eu só conseguia acenar com as mãos.

-Não, por favor, guarde isso para você.

Nunca pensei que teria um dia como este, Um dia em que eu tive que
receber uma pequena quantia em dinheiro de pessoa como ela. Eu
costumava gastar 5.000 baht por dia com facilidade, mas agora tive que
pedir algum dinheiro à minha namorada.

Eu... não aguentei.

-Não pense muito, Gen

-Não, não poderia. Eu não vou aceitar isso

Dei-lhe um olhar penetrante para insistir que não aceitaría nenhum de seu
dinheiro. Quando a garota percebeu que eu estava falando sério, ela recuou.

-Baixe seu ego, Gen. Aqui é necessário. Como você vai viver sem esse
dinheiro?
-Posso viver sem dinheiro.

-Você ainda precisa de dinheiro no interior do país.

- Vou procurar um emprego - insisti novamente. - Deve haver algo que eu


possa fazer aqui.

Mas não havia nada. Nenhum trabalho que me convém.

Aoey poderia fazer qualquer coisa. Ela fez tudo parecer tão fácil. Mas por
que foi tão difícil para mim procurar emprego? Não pude trabalhar em
posto de gasolina por causa do cheiro de gasolina. Não pude trabalhar em
uma loja de conveniência porque briguei com um gerente que lambeu o
lábio enquanto me olhava como se quisesse me comer. Fiquei do lado de
fora de uma loja de tecidos, mas não aguentei a estampa no tecido. Nenhum
trabalho me convinha.

Voltei para casa tristemente e encontrei Aoey parada na porta da frente


esperando por mim. Ela parecia tão preocupada e correu em minha direção
imediatamente assim que me viu. Isso me atingiu bem no peito.

-Onde estava?
-Eu estava procurando emprego - não conseguia olhar nos olhos dela. Eu
me senti uma perdedora. - Não me bata de novo. Já me sinto mal o
suficiente. Não há trabalho que eu possa fazer.

-Eu disse para você não trabalhar. Apenas fique em casa.

- Como eu poderia tirar vantagem de você desse jeito? Eu sou Genlong, que
sou boa em tudo - disse com baixa autoestima. - Sempre achei que eu era
legal e inteligente. Falo 3 idiomas, sou excelente no piano, mas não consigo
fazer nada aqui, nem num posto de gasolina....

Engoli um grande nó na garganta e cobri o rosto. Aoey me abraçou para me


confortar.

-Esses empregos não são feitos para você. Eu disse que vou te apoiar. Olha,
estou trabalhando no projeto do meu novo livro. Assim que eu tiver o
dinheiro, ficaremos bem. - Aoey sorriu para mim e usou as duas mãos no
meu rosto, me forçando a olhar para ela. - Se você quiser ser útil, pode me
ajudar a conversar com meus clientes, me ajudar a fazer as malas, me ajudar
na entrega.

-Mas você não está publicando nada agora? Você terminou de escrever?

-Sim quase.
-Precisamos de dinheiro até lá de qualquer maneira

-Eu também trabalhei hoje. Eu ganho 400 baht por dia. Nós ficaremos bem.
Confie em mim.

-Mas...

-Fique em casa e cuide da nossa casa, minha linda. Estou cansada e preciso
de uma massagem... - A garotinha sorriu maliciosamente. -De-me uma
massagem sexy.

- Isso é tudo que posso fazer?

-Eu era assim antes também. Isso é tudo que posso fazer, mas te faço feliz.

-...

-Você é uma vitamina para o meu coração.

A garotinha pegou minha mão e me levou de volta para dentro de casa. Eu


me senti um pouco melhor quando ouvi isso. Ela sabia que eu era inútil,
mas pelo menos eu a fazia feliz.
Ao menos...

Mas eu me sentia inútil de qualquer maneira....

Aoey cuidou de todas as despesas domésticas. Ela não estava apenas


escrevendo um romance, mas também trabalhava durante o dia.

Colhemos folhas e vegetais à beira da estrada para economizar dinheiro.

-Não precisamos comprar. Alguns vendedores coletavam vegetais como


este para vender também - disseram os olhos doces enquanto cozinhavam.

Olhei para o vegetal em um prato. Não parecia tão bom.

-Podemos realmente comê-los? Eles não passam em nenhum teste de


controle de qualidade na loja eu escolhia os vegetais no meu prato. - Eu não
tinha certeza se deveria entrar no meu corpo. Aoey, que fazia tudo, desde
preparar a comida, cozinhar o arroz, ir até a mesa e provar na minha frente.

-Pegar. Tem um gosto tão bom - Os olhos doces colocaram a campanula


frita em sua boca e mastigaram.
-É limpo e tem um gosto tão bom. Confie em mim. Teste-o.

-...

-Me ama? Se você me ama, você tem que confiar em mim.

Eu tentei enquanto ela me encorajava. Sabia bem. Ela se sentou em uma


cadeira ao meu lado depois de ver que meu rosto melhorou depois que
tentei. Ela olhou para mim comendo e sorriu.

-Te amo muito.

-Oh?-Fiz uma pausa enquanto colocava comida na boca. Olhei para ela
surpresa porque ela acabou de me dizer que me amava de uma forma
surpreendente. - Por que você está me contando agora? Qual é a ocasião?

-Estou tão preocupada que você não possa viver assim. Isso não é nada
parecido com sua vida anterior e você poderia me deixar.

-Porque pensas isso?

-Não posso fazer nada. Minha vida é tão inútil.


Agora percebi que sem meus pais eu era apenas uma criaturinha bonita e
viva que não valia nada. Se eu fosse estúpida o suficiente, me venderia para
viver.

Mas eu queria saber quanto eu ganharia? Agora fiquei curiosa sobre mim
mesma....

Aoey estendeu a mão para tocar meu braço. Ela sorriu para me dar algum
encorajamento. - Não pense que você não vale nada. Você me deixa triste.
Você é tudo para mim.

Eu podia sentir algo em sua mão. Foi uma mão pesada. Ela não era a
mesma. Fiquei curiosa, então peguei a mão dela e dei uma olhada.

Sua palma estava cheia de cicatrizes e arranhões. Ela tentou puxá-la de


volta, mas eu o segurei com força.

-Por que você está com a mão assim?

-Sou alérgica a detergente.

-A sério? O detergente pode realmente machucar você?


Aoey afastou a mão e sorriu docemente para mim.

-Fico feliz que você esteja preocupada comigo.

Mas eu não sorri com ela. Eu sabia que ela estava escondendo alguma
coisa. Isso tinha que ter algo a ver com seu trabalho de meio período. No
entanto, nunca perguntei a ela o que ela fazia.

-Você nunca me disse que tipo de trabalho de meio período você está
fazendo?

-Venda as coisas normalmente

-Uma loja de conveniências? Fui lá muitas vezes, mas nunca te vi lá.

-Eu ajudo a vender coisas no mercado.

-Eles te dão 400 baht por dia?

-Eu faço muitas coisas. Não se preocupe, Gen. Estou bem. Minha mão era
macia antes porque eu vivia confortavelmente com você. Mas minhas mãos
eram assim quando eu trabalhava muito quando morava com minha mãe
também. Estarei bem.
Eu olhei para ela e ela para mim. Suspirei e disse a mim mesma que não
estava escondendo nada suspeito.

-Se o trabalho for muito difícil para você, por favor, não o faça.

-Não teremos dinheiro.

Por que o dinheiro era um bem tão difícil para mim agora. Eu não podia
argumentar contra isso, então fiquei quieta. Processei na minha cabeça o
que deveria fazer.

Tinha que haver algo que eu pudesse fazer.

Dr. Morte.

Este nome apareceu de repente na minha cabeça. Eu me senti melhor


quando pensei em meu amigo de quem eu era próxima, Até nos beijamos
para fingir na frente da minha mãe. Eu não tinha contatado ele desde que
fugi. Estaria tudo bem se eu pedisse ajuda?

-O que você está pensando?


Aoey perguntou quando fiquei em silêncio. Pensei em contar a ela, mas
então... eu sabia que ela se oporia à ideia de deixar outra pessoa entrar no
nosso novo mundo que acabamos de criar.

-Eu estava sonhando acordada, nada mais.

-Você está escondendo algo de mim?

Balancei a cabeça até meu rabo de cavalo tremer também. Aoey sorriu para
mim e colocou comida no meu prato como uma namorada amorosa.

-Vamos comer antes que esfrie.

Eu me senti culpada por fazer algo pelas costas de Aoey. Esse foi o
primeiro dia em que liguei meu telefone desde que fugi. Eu estava
paranóica com a ideia de que a polícia, a CIA, o DES ou quem quer que
fosse me encontrasse. Mas ainda não achei que a polícia tailandesa fosse tão
eficiente. E eu estava com problemas, precisava ligá-lo novamente. A
polícia queria meu pai de qualquer maneira.

Não planejei fazer uma ligação daquele telefone. Eu só queria o número do


Tod e desliguei novamente. Fiz o que planejei e agora tive que enterrar o
telefone de outra pessoa,
Sentei em uma cafeteria que era quase legal, mas estudei design de
interiores, percebi que a dona faz isso sozinha. Alguns dos móveis não
cabiam bem na loja. Alguns eram inúteis, mas que diabos, eu estava em
uma província, não em um café chique em Bangkok.

- Desculpe. Posso pegar seu telefone emprestado por um momento?

Não apenas desprezei seu design de interiores, mas também pedi seu
telefone. Ela era a garotinha fofa de quem o garoto disse que beijou a
dentista estava falando.

Ela era bonita, mas eu queria ver mais a dentista.

-Sim, claro.

A linda irmã me entregou seu telefone com facilidade. Sorri sedutoramente


e disquei o número de Tod. Meu coração estava batendo tão rápido. A voz
do outro lado parecia surpresa com o número diferente.

-Tod. Sou eu, Gen.

(Garota safada. Onde você está?)


Foi bom saber que ele estava animado para falar comigo. Eu estava
paranóica pensando que ele não iria querer mais falar comigo porque eu não
era ninguém agora.

-Obrigado por atender o telefone.

(Por que?)

-Porque agora não tenho dinheiro.

(Que bobagem! Não sou seu amigo porque você é rica ou pobre. Onde você
está agora? Você sabia que sua mãe está tão preocupada com você? Ela fica
me perguntando onde você está e não consegue entrar em contato com
você.)

-Como estão todos agora? Bem, não me diga. Na verdade, não tenho tempo
para falar com você. Peguei emprestado o telefone de outra pessoa. Pode
me fazer um favor?

(O que é?)

Eu me senti tão envergonhada. Essa foi a primeira vez na minha vida que
tive que pedir o dinheiro de outra pessoa.
-Tudo bem se eu pegar seu dinheiro emprestado? Estou com algum tipo de
problema.

Houve silêncio no fim da linha. Tive que chamar ele para ter certeza.

-Porque você está quieto? Você não quer me dar seu dinheiro ou está
preocupado que eu não consiga pagá-lo.

(Não, não é assim. Me sinto mal por você.)

Senti um grande nó na garganta. Não foi só ele que se sentiu mal. Eu


também senti pena.

(Por que você não foi com sua família? Pelo menos você teria algum
dinheiro. Você não estaria em apuros como este.)

-Eu teria dinheiro, mas Aoey não

Houve um grande suspiro do outro lado. Tod encerrou a conversa porque


não queria que eu me sentisse mal.

(Quanto você quer? Diga-me o número da sua conta bancária.)


-Não consigo usar minha conta. Foi confiscado.

(Como vou transferir o dinheiro para você?... Ok, me diga onde você está?
Vou até lá para entregá-lo.)

- Eu não posso te contar. Esqueça. É muito problemático. Obrigado por


falar comigo.

Desliguei o telefone rapidamente. Não queria desperdiçar o dinheiro de


outras pessoas e devolvi o telefone a proprietária.

Sentei-me e fiz alguns desenhos num pedaço de papel para matar o tempo.
Esqueci que não posso usar minha conta. Eu não me sentiria confortável se
Tod me visitasse. Era muito perigoso deixar muitas pessoas saberem onde
eu estava. Minha vida estava tão fodida naquela época. Enquanto eu
desenhava, a proprietária chamada Love olhou para o meu papel.

-Você sabe desenhar muito bem. Isso é tão lindo

Sentei-me com orgulho e não hesitei em me gabar.

-Eu estudei design de interiores. Eu tenho alguns desenhos básicos.


-Você consegue pintar uma parede?

-Ah?

-Estou procurando alguém para pintar a parede da minha cafeteria. Eu


queria uma imagem bonita, mas não havia ninguém bom o suficiente.
Pode...

-Eu sou Genlong - me apresentei e olhei para a dona da cabeça aos pés.

-Eu sou Love.

Ela não era originalmente de lá. Ela devia ser de Bangkok. Pelo menos era
o que dizia o relógio em seu pulso. Era o Panerai Luminor 241 com reserva
de marcha de 40 mm. Percebi que era autêntico. Por que uma pessoa rica
como ela decidiu morar aqui e vender café por 25 baht a xícara? Valeu a
pena?

-Eu ouvi falar de você por Nueng.

-O que ele disse?

- Ele disse que viu você e a dentista Pam se beijando na loja.


Parecia que ela tinha visto um fantasma quando terminei minha frase. Eu ri
e me diverti fazendo a dona da loja se sentir desconfortável. Era nisso que
eu era boa. Assustar outras pessoas.

-Não se preocupe. Você está namorando uma mulher. É normal. Estou


namorando outra mulher...

Eu disse a ela abertamente como se ela fosse minha amiga íntima. Ela ficou
surpresa por eu ser tão aberta.

-Você acabou de se mudar para cá?

-Sim, eu não conhecia esse lugar e não sei se conhecerei. Como você faz?

-Estou feliz só por estar em paz com alguém que amo.

-Dentista Pam? Ouvi dizer que está muito quente.

Eu estava com um clima competitivo. Queria ver quem seria mais bonita,
Genlong ou Pam. A garotinha não respondeu. Ela apenas sorriu
timidamente. Ela não se sentia tão confortável falando sobre si mesma. Eu
só queria falar com alguém. Ela não conseguiu me ouvir?
- Eu fugi com minha namorada - balancei o gelo na minha xícara de café. -
É possível viver com uma mulher até a velhice.

- Não deveria ser impossível. - Agora ela começou a ser mais aberta
comigo. - Alguém que amamos nem sempre é do sexo oposto.

-Mas você não pode ter filhos.

-Não importa. Você pode fazer muitas coisas para ter um filho. Eu fugi para
cá para criar meu próprio mundo com minha amada também. Estou feliz
aqui.

-Mas não há nada nesta cidade

-Você é de Bangkok. Você não está familiarizado com este ambiente.

-Não sei de nada e me sinto inútil. Estou prestes a levantar minha bandeira
branca. - Dei de ombros. - Às vezes sinto que não deveria estar aqui. Faço
minha namorada trabalhar mais do que deveria.

-Como?
- Eu não tenho emprego - eu disse com uma nuvem escura pairando sobre
minha cabeça. -Eu não posso trabalhar. Eu não sei fazer um trabalho. É meu
ego, minha personalidade ou algo assim. Não tenho trabalho. Agora sinto
que estou me aproveitando de Aoey. Ela é a minha namorada. Não suporto
ser seu fardo. Eu queria ir embora.

-Não pense por ela. Minha namorada pensou que ela cometeu muitos erros.
A felicidade dela é estar com você. Eu sei.

-Você pode dizer isso porque tem uma cafeteria. Você tem dinheiro
suficiente para comprar um relógio caro, mas eu não tenho nada.

- Mas também vejo que você tem Patek Phillipe.

Ela sabia muito. Olhei para o meu relógio e sorri. Alguém finalmente sabia
o que eu estava usando.

-Isso é tudo que tenho. É apenas um acessório.

-Você desenha muito bem. Estou pedindo para você desenhar para mim
agora. Seria bom se....

Não tínhamos conversado sobre trabalho quando a campainha tocou.


Alguém acabou de passar pela porta. A dona da loja parecia nervosa e
levantou-se abruptamente. Segui seu olhar e vi uma mulher super linda e
com um olhar meigo. Ela tinha exatamente os mesmos olhos e sobrancelhas
claras de Aoey. Ela continuou olhando para frente e para trás entre mim e
Love.

-Pam

- Love

O tom não era muito doce, mas me deixou animada. Lá estava a dentista
Pam. Ela era realmente linda como o menino disse. Sua boca, pescoço,
sobrancelhas, queixo, pele, tudo nela era tão perfeito. Mas não gostei do
leve cheiro de baunilha que veio junto. Eu preferia o cheiro de frutas
cítricas. Mas baunilha combinava bem com ela..

Aposto que ela era mais deliciosa, ela era doce, eu era um limão amargo.

-Este é Genlong

Consegui ler Pam. Ela não era apenas linda, mas também super ciumenta.

Havia alguma pressão em torno dela que quase me fez rir. Eu era Genlong.
Se você me empurrasse, eu te empurraria de volta...
- Conversamos mais tarde, Love. Prazer em conhecê-la.

Pisquei sedutoramente para a dona da loja e sorri para a dentista antes de


sair.

Eu tinha o hábito de zombar de uma pessoa bonita. Eu senti como se fosse


uma competição de beleza, eu tive que vencer.

Eu me sentia tão tensa perto dela. É melhor eu ir. Olhei para o relógio e
ainda não era hora de ir para casa. Eu andei no esqui e lá primeiro. Eu só
tinha 40 bhats na minha bolsa. Eu só conseguia andar, andar e andar. Parei
em um canteiro de obras onde um hotel boutique estava sendo construído.
Eu poderia projetar seu hotel, mas ainda não tinha me formado.

Olhei em volta e parei diante de alguém que parecia muito familiar. Ela
usava uma camisa grande e um chapéu grande, mas eu sabia quem ela era.
Meu coração apertou com força. Eu rapidamente me escondi porque queria
observá-la. Ela estava misturando cimento em um grande balde e
enxugando o suor. Eu estava com muita raiva e queria correr para perguntar
por que ela tinha que mentir para mim. Ela me disse que vendia coisas no
mercado.

Mas minha raiva desapareceu quando pensei nos arranhões e cicatrizes em


suas mãozinhas. Ela estava tentando me apoiar. Eu me senti tão inútil que
não pude ajudá-la. Meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Ah, minha Aoey.

Corri de volta para casa, que não ficava longe do mercado. Corri até sua
gaveta onde ela guardava todos os seus documentos importantes. Peguei seu
único caderno. Havia apenas 15.000 baht no banco. Ela não podia publicar
seu próprio livro, pagar a conta de água e luz e o aluguel.

Não.... eu não poderia viver assim!

Corri de volta para a cafeteira. A dona da loja não pa

receu muito feliz quando me viu porque criei alguns problemas antes de
sair. Mas ela mudou imediatamente quando viu que eu estava chorando.

-Posso pegar seu telefone emprestado mais uma vez, por favor?

-C...claro.

Disquei o número de Tod novamente. Sua voz estava feliz em me ouvir


novamente.

-Tod... vou te contar onde estou. Por favor, venha me ver!


MATE - Querida amiga
Capítulo 34 - 34

Durante a noite, Tod viajou até mim de avião e depois de carro até a cidade.
Fiquei surpresa ao vê-lo na manhã seguinte, depois de ligar para ele à noite.

Liguei meu telefone, mas silenciei a chamada, para que ele pudesse entrar
em contato comigo.

Nosso local de encontro foi a cafeteria Love's com 2 cachorros com um


nome estranho; Sorapong e Tanatsee. Eu queria brincar com eles, mas tinha
algo mais importante para fazer....

-Tenho 100.000 baht para você.

Meu coração disparou quando vi pilhas de dinheiro que Tod carregava


consigo. Não era muito dinheiro na minha vida anterior, mas agora 2.000.
baht eram muito valiosos. Nunca pensei que isso me daria tanto.

-Eu sei que você é rico, mas nunca pensei que seria tão generoso comigo.
Você sabe que estou falida, certo?
-Este não é meu dinheiro. Este é o da sua mãe.

-Que?!

-Conversei com sua mãe depois de falar com você. Ela me deu esse
dinheiro.

- Você não tem apenas uma boca ruim. - eu disse. Fiquei com raiva de mim
mesma por ter contado a ele onde estava, O menino bonito olhou para mim
balançando a cabeça.

-Sua mãe está tão preocupada com você.

-Você não deveria ter contado para minha mãe. Eu não quero que isso seja
um grande problema

-Fugir já é grande o suficiente. Sua mãe está tão preocupada com você. Ela
estava preocupada que o inimigo do seu pai pudesse machucar você. Eu
acreditei que alguém poderia fazer algo com você

-Ninguém irá. Esta cidade é tão remota. Não há sequer um fantasma nesta
cidade.
- Pare de ser tão estúpida. Estou falando sério... você não pode morar aqui.
Agora você percebeu que o mundo exterior é duro. Não importa o quão
durão você seja, você estava sob a proteção de seu pai, mas agora é apenas
um idiota sem ele.

Maldita seja! Eu poderia dar um tapa nele com um sapato? Eu sabia que ele
era tão direto, mas ele poderia ser mais gentil comigo. Eu já estava triste o
suficiente sem suas críticas.

- Pare de me convencer. Eu não estou indo a lugar nenhum. Estarei aqui


com Aoey.

-Você é muito ingênua? Você realmente acha que as duas ficarão juntas até
que a morte as separe?

-Aham!.

Podemos estar falando muito alto. Love, ela nos avisou, tossindo. Foi o
assunto sobre o qual falamos antes. Ela acreditava que se elas se amassem,
então deveríamos ficar juntas. Talvez ela não tenha gostado do que Tod
disse.

-Sim, posso morar aqui. Agora eu tenho dinheiro


-O que você fará quando ficasse sem dinheiro? Você vai continuar me
ligando pedindo dinheiro? - O belo homem declarou o fato. - E o seu futuro.
também? Você vai parar de estudar? Desista da sua viagem ao exterior,
chega de compras, filmes....

-Eu posso fazer tudo isso com o Aoey aqui.

-Ela vai parar de ir à escola também?

Fiz uma pausa... e olhei para quem conhecia meu ponto fraco. Nós... temos
que estudar?

-Você também se pergunta isso. Ela não pode ir à escola porque tem que
ficar com você. O que ela fez para merecer isso?

-...

-Aoey precisa de amigos. Ela precisa de uma vida social, de se candidatar a


empregos e tudo mais. Por que ela merece viver assim? Diga-me, como
você vive agora? Não tens dinheiro. Deixe-me adivinhar... Aoey está
apoiando você.

Comecei a sentir vergonha. Eu não aguentava ouvir tudo isso de outras


pessoas. Eu me senti mal mesmo sem críticas dele.
-Por favor pare. Se você quiser me criticar assim. Tenho que ir

-Sua mãe vai mandar alguém buscar você.

Fiquei surpresa ao ouvir isso. Eu me senti mal por ter que lidar com isso.
Ele estava tentando me forçar a correr novamente?

-Por que você fez isso? Você me encontrou e quer me forçar a fugir de
novo?

- Estou tentando racionalizar com você. Sua mãe quer que vocês vão para
Macau juntos. Pelo menos vá para a escola lá e espere até a situação
melhorar. Eles podem retornar a qualquer momento.

-Eu não vou.

-Você vai viver assim? Pense nisso. Se você está aqui, Aoey não pode ir à
escola. Ela tem que trabalhar duro, sem futuro. E você ficará aqui até os 80
anos e me ligará quando ficar sem dinheiro.

-O dinheiro não enche o estômago.


- O amor também precisa de dinheiro. Pelo menos você tem que saber como
ganhar dinheiro.

Eu tremi. Me senti horrível por concordar com tudo o que ele disse. Mas eu
não queria ceder. Saí da loja e levei o dinheiro comigo.

Eu poderia morar lá. Eu tinha dinheiro agora. Eu usaria esse dinheiro para
publicar o livro de Aoey. Teríamos mais dinheiro para viver.

Sim, eu poderia fazer isso. O amor não precisa de tanto dinheiro.

Aoey chegou em casa completamente exausta, mas ainda assim foi para a
cozinha cozinhar para mim. Aproximei-me dela e puxei seu braço. Apontei
para a mesa onde a tampa da comida estava sobre a mesa.

-Você não precisa cozinhar hoje. Hoje tenho comida para você.

-Oh? -Aoey pareceu surpresa. Levei-a para a mesa onde havia 3 ou 4 pratos
de comida.

-Comprei muita comida para você hoje..

- Tanta comida. De onde veio o dinheiro?


Fiz uma pausa porque esqueci de pensar nessa desculpa. Mas como ela era
inteligente e bonita, pensei em algo.

-Eu economizei 40 baht todos os dias do que você me deu durante duas
semanas. Percebi como sou bom em economizar.

-Você é muito legal - Aoey me abraçou. Mas você não precisa guardar. Você
pode gastar o dinheiro. O dinheiro que eu te dou é para você gastar, não
para economizar.

Ela disse isso sem pensar em si mesma. Me senti chocada e culpada ao


mesmo tempo. As lágrimas queriam sair, mas tive que me conter e sorri. -
Vou usar isso em você.

Eu a sentei para comer. Percebi o quão fraca ela estava. Ela era tão magra,
suas mãos ásperas. Ela nunca demonstrou o quanto estava cansada quando
estava em casa. E ela ainda não me disse que tipo de trabalho fazia.

-Você não está pensando em estudar?

Os olhos suaves pararam e olharam para mim, enquanto eu fingia comer e


conversar casualmente.
-Não precisamos de nenhum certificado para morar aqui.

-Mas é melhor ter um certificado. Você não planeja vender coisas no


mercado e ganhar 400 baht todos os dias, certo?

-Venderei meu livro.

-Você só tem 15,000 baht restantes.

Aoey largou os utensílios e olhou para mim. Ela estava pronta e perguntou
com raiva.

-Você checou minhas coisas?

-Sim, queria saber quanto dinheiro você tem. Você não tem dinheiro -
suspirei. Vou tentar ligar para Tod e pedir dinheiro - menti.

-Não

Seu tom áspero transformou nossa conversa em um assunto sério. Porém,


me preparei para estar neste modo.
- Estou pensando que estou puxando você para baixo agora - eu disse
dolorosamente. - Eu não deveria ter trazido você aqui. Você entrou na
faculdade, uma boa. Mas agora você trabalha duro para pagar o aluguel, as
contas de água e luz. Você não tem futuro aqui

-Eu te disse que estou feliz assim. Eu queria estar com você.

-O que acontece se um dia não nos amarmos?

-Nunca deixarei de te amar.

-O amor eterno realmente existe? -Mordi o lábio por causa da dor. - Porque
você não podia tocar em ninguém. Você pensou que era amor quando você
pode me tocar. - Aoey bateu com força na mesa. Sua raiva me fez reavaliar
como eu lidaria com isso.

-Sempre te amei. Estou apaixonada por você antes mesmo de nos


conhecermos pela segunda vez. Sendo tocada ou não, não importava. Eu te
amo, Gen e só você! -A garota de olhos doces colocou os braços sobre a
mesa. - Por que estamos brigando? Trabalhei muito para voltar a isso. Você
nem me abraça, você me apoia. Porque não...?

Levantei-me e caminhei em direção a ela. Eu a abracei por trás. Ela resistiu,


mas cedeu quando beijei sua cabeça. Ela se virou e me abraçou, enterrando
o rosto no meu peito.

- Não aja como se você não estivesse feliz comigo. Não suporto. Prefiro não
ter educação do que viver sem você.

-Ah, Aoey.

-Tenho medo. Eu te amo tanto, Gen - Eu a amava tanto que não poderia
tirar o futuro dela. Embora o que a Love me disse ecoasse na minha cabeça
o tempo todo. "Não pense por ela." Mas vendo suas mãos, suas cicatrizes,
seu corpo magro, sua vida sem futuro... agora percebi muitas coisas.

Três dias depois liguei para Tod para lhe dar minha resposta.

-Eu vou embora. Por favor, conte para minha mãe.

Encontrei Tod novamente na cafeteria. Ele ainda estava na cidade porque


sabia que voltaria a contatá-lo. O homem bonito assentiu e suspirou.

-Eu sei que você está tomando uma boa decisão. Deve ser difícil. Mas eu
sei que você estava fazendo isso por Aeoy, certo?

Tentei conter minhas lágrimas.


-Tod... se eu tiver que ir. Você pode cuidar dela? Apenas me atualize como
está. Ela ficará com o coração partido se eu não estiver com ela. Estou
preocupada com ela. - Minha voz tremeu mesmo quando tentei falar. - Ela
não tinha ninguém além de mim. Mas mesmo assim decidi ir embora.

Deveria ser melhor se eu não estivesse lá.

-Sim, vou ficar de olho nela, eu vou apoia-la

-Uma coisa você precisa saber... ela está doente. Quero que um médico a
examine. Eu te conto tudo mais tarde.

-Sim, farei isso.

-O dinheiro, os 100.000 baht que pedi emprestado.

-São 99.500 baht agora porque ontem você gastou 500 baht em comida. No
entanto, esse dinheiro é da sua mãe, não meu.

-Mas vou deixar com você... Eu queria ficar com esse dinheiro para o livro
do Aoey. Por favor, ajude-a.
-hum

- Se eu não estiver aqui... não fale mal de mim..- Eu gritei bem alto. -Se ela
me ama, ficará com o coração partido sem mim.

Eu chorei na cafeteria. Todos me

olharam surpresos. Tod não disse nada porque nada ajudaria agora.

-Farei tudo o que você me pedir, mas só uma coisa...

-...

-Você tem que deixá-la para o seu próprio bem.


MATE - Querida amiga
Capítulo 35 - 35

Tudo estava pronto. A única coisa que tive que fazer foi me despedir de
Aoey. Eu mal tinha coisas para arrumar. Era só eu e as roupas que eu estava
vestindo. Tod disse que a minha mãe tinha alguém à minha espera na
fronteira e que ela me guiaria através da fronteira até ao país vizinho, e que
de lá poderiam facilmente levar-me para Macau. Eu só tinha que sair daqui.
Planejamos sair à 1h. Eu não sabia quanto tempo precisava para me
despedir. Gostaria de aproveitar ao máximo o pouco tempo que tivemos.
Foi tão ruim deixá-la assim...

-Aoey

Visitei Aoey no canteiro de obras. Ela pareceu surpresa ao me ver ali. Eu


apenas sorri e chamei ela.

-Vamos para casa.

-Mas ainda estou trabalhando.

-Pular o trabalho. Você não precisa fazer isso.


-Mas eu já trabalho meio dia, é possível que não me demitam se eu parar
agora. O empreiteiro vai me repreender.

-Não ele não vai. Eu já falei com ele.

O empreiteiro ficou confuso, mas recebeu 1.000 baht de mim. Ele deixou
Aoey sair facilmente sem perguntar nada. Ele recebeu mais dinheiro do que
tinha para pagar ao trabalhador. A garota de olhos doces estava muito
confusa por ela poder sair mais cedo. Ela saiu sem jeito.

-Como você sabe que trabalho aqui?

-Eu já sei disso há algum tempo. Eu vi você trabalhar aqui. Eu estava


esperando você me contar. - lancei-lhe um olhar de reclamação. - Você
mentiu para mim sobre vender coisas no mercado..

-Me desculpe... eu não poderia te contar que trabalhei aqui. Não quero que
você se preocupe porque me incomodaria se você trabalhasse - disse ela,
culpada, e abraçou meu braço. - Esta chatiada comigo?

-Sim, eu estava, mas não estou mais. Não quero perder tempo ficando com
raiva.
- Por que você está tão legal hoje? Por que você está me pegando? Esta tudo
bem?

-Saudade de você. Desde que moramos aqui, nunca saímos juntas. Vamos
fazer isso hoje. Estou tão aborrecida. Eu poderia fugir se estivesse tão
entediada.

-Não diga isso... de novo.

-Vamos a um encontro então

-De acordo.

Passamos o dia inteiro explorando o mercado. Não era uma área grande,
mas andar por aí fazia muito calor e não havia nada para comprar.
Principalmente comprávamos comida e apreciávamos a vegetação das
árvores. Esta cidade era adequada para caminhadas ou ciclismo. Havia
algumas motocicletas, mas achei que eram um pouco barulhentas.

Eu não queria levar Aoey para a cafeteria de Love porque não tinha certeza
se Tod conseguiria ficar lá. Mas não precisávamos ir até lá. Nós apenas
caminhamos e a próxima coisa que percebemos eram 6 horas.

O tempo passa tão rápido...


-Eu sempre quis sair com você quando estávamos em Bangkok. Finalmente
conseguimos hoje. Estou tão feliz.

A menina mais nova caminhou alegremente até parar em frente à cerca de


madeira de nossa casa.

-O que acontece depois de um encontro.

-Terminamos na cama.

Aoey me deu um grande sorriso. Eu ri e coloquei minha mão em volta do


ombro dela e a levei para dentro de casa.

-Por que perder tempo? Vamos brincar na nossa cama enferrujada que vai
fazer um som estridente, do jeito que você gosta.

-Arrg! Você está travessa hoje. Posso gemer alto hoje?

-O que você quiser, mas não faça o pássaro nos ouvir. Ele é um passarinho
desagradável.

-Vamos falar alto. As duas.


-Danadinha.

Nós duas entramos e nos limpamos. Na verdade, acabamos na cama como


havíamos planejado. Eu comecei e ela não protestou. Hoje ele parecia muito
feliz. Não importa o que eu fizesse, ela parecia continuar bem.

-Você está tão linda hoje.

-Sim, sou bonita.

-Eu te amo todos os dias. Eu te amo mais do que qualquer pessoa no mundo
- Nós duas nos aconchegamos na cama com uma variedade de ritmos. As
vezes éramos legais. Às vezes éramos ferozes. Começamos às 20h e
continuamos por 3 horas. Não deixei Aoey descansar.

Eu tive que aproveitar o momento. Não sobrou tempo...

O rangido rítmico da cama acompanhou nosso movimento. Nós nos


revezamos fazendo sons alegres, como se fossemos apenas nós duas no
mundo. Os olhos suaves sob meu corpo olharam obsessivamente como
quando nos conhecemos na escola primária e no primeiro dia em que nos
encontramos pela segunda vez. Seus dois braços envolveram meu pescoço e
nós duas sussurramos palavras de maldade um no ouvido do outro. Eu
estava quase a ponto de chorar.

-Eu te amo, Gen.

-Eu também te amo Aoey

-Minha Gen

-Minha Aoey

Durante todo o tempo que passamos juntas, eu poderia ter parecido feliz,
mas a garota debaixo do meu corpo não tinha ideia de que eu tinha um
enorme nó na garganta. A despedida parecia tão assustadora. Eu não
poderia imaginar dizer adeus a ela. Eu seria capaz de sair? Fiquei me
perguntando...

-De novo.

Eu implorei. Aoey, que estava encharcada de suor, olhou para mim e riu.

-O que aconteceu com você hoje?


-Posso pegar de novo?

-Acho que você comeu algo especial hoje. Me conte o que você comeu
hoje. Vou prepará-lo para você todos os dias.

Continuamos fazendo amor indefinidamente como nunca antes e eu me


senti tão satisfeita.

-De novo.

-De novo.

-Eu quero de novo.

Nosso último tempo terminou porque Aoey estava cansada demais para
continuar. Ela ergueu o braço como se estivesse se rendendo como nunca
antes.

-Não posso, Gen. Estou tão cansada.

-Você desiste tão facilmente.


-Você está tão bem hoje. Meu amor, você acertou 10 em 10.

Mas eu não conseguia parar e continuei beijando-a o tempo todo. Queria


preservar cada momento, cada cheiro, cada sentimento porque não poderia
tê-los novamente.

-Tudo bem, não farei isso de novo, mas você tem que me beijar.

Eu estava pronta para chorar....

Felizmente todas as luzes estavam apagadas agora. O quarto estava escuro.


Havia algumas luzes brilhando no céu, mas ainda estava escuro demais para
ver que eu estava chorando. Aoey me beijou facilmente. Eu queria pedir de
novo, mas pensei que Aoey estava prestes a dormir.

-Você dormirá agora?

-ummm...

Parecia que ela havia desmaiado. Olhei para a garota abaixo de mim e
deixei as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Peguei o pijama de Aoey que
agora estava espalhado pelo chão e coloquei-o de volta nela. Eu não queria
que a professora Salee visse a filha em uma situação embaraçosa.
Sim... liguei para a professora Salee para ir até lá. Então ela poderia estar
com Aoey quando eu fosse embora. Fiz um esforço para finalmente vestir
suas roupas. Peguei as algemas que ela trouxe de Bangkok e prendi seu
pulso na cama enferrujada. Então me vesti e deixei minha carta em um
travesseiro ao lado dela. Ela poderia ler quando acordasse.

A carta... foi a coisa mais difícil que já fiz.

Aoey...

Se você ler esta carta, entenderá por que tenho que ir e deixá-la para trás.
Achei que só o Amor nos guiaria em todas as dificuldades, mas não foi
nada disso. Eu odeio ser pobre.

Desde que nasci, nunca vivi mal. Quando minha família estava em Korat,
pelo menos minha casa era feita de cimento e tinha muitas instalações. Mas
morar aqui com você não é a mesma coisa. Não é confortável. Não gosto
da casa de madeira que faz barulho quando ando. Sinto calor durante o
dia.... Não há nada de bom nisso.

Não posso suportá-lo......

Essas dificuldades me fizeram perceber que me amo mais. Viver uma vida
pobre me faz odiar tudo aqui. Odeio os sorrisos estúpidos das pessoas
provincianas. Eu odeio o cheiro da árvore. Odeio o mercado que não
consegue me fornecer as coisas que gosto. Mas acima de tudo, odeio o fato
de não ter dinheiro.

Embora você tenha dito que poderia me apoiar, pessoas como eu não
podem viver no interior com apenas 200 baht por dia. Não posso conviver
com o meio ambiente porque nunca serei feliz com ele.

Sem ar condicionado.

Sem TV inteligente..

Sem esquentador.

Até a cama está enferrujada.

Eu te amo, Aoey, mas agora percebi que ser pobre estava me comendo viva.
Eu me senti vazia por dentro e reconsiderei porque não fugi com minha
família.

A resposta é você...
Eu tenho que viver assim por sua causa. Serei melhor e mais feliz sem você.
Eu tenho que deixar você para trás. Por favor, me entenda... Queria que
você entendesse que é natural que homens e mulheres estejam juntos. É
impossível que duas mulheres fiquem juntas até o fim. Um dia você
conhecerá um homem que quer se casar com você e ter filhos com você. Eu,
Gen, terei que encontrar um marido tão rico e inteligente quanto eu. Acho
que não posso mais lutar contra a natureza.

Somente nos romances uma mulher ama uma mulher e um homem pode
estar com outro homem sem ser julgado pela sociedade. Se existir em
algum lugar, nunca pensei que os veria.

Não quero provar que nosso relacionamento durará para sempre. Eu não
sou uma cobaia, Se isso ajudar a tornar sua vida mais fácil, você pode me
odiar.

Porque parece que comecei a odiar você também. Porque você me faz estar
nesta situação.

Eu deixo.

Espero nunca mais ver você.

Genlong
Quando ela terminasse de ler isso, ela me odiaria. Ela nunca me perdoaria.
Ela esqueceria que um dia me amou. Olhei para a menina dormindo na
cama e saí do quarto na ponta dos pés para descer as escadas. A professora
Salee estava esperando e sorriu para mim.

-Como é ela?

- Ela está dormindo agora..- Eu não poderia dizer a ela por que ela dormia
tão facilmente. - Professora, por favor, cuide bem dela. Ela ficará triste
quando acordar. Talvez ela não consiga lidar com isso....

-Sim posso. Ela é minha filha.

Senti pena da professora Salee agora. Ela teria que lidar com o coração
partido da filha depois de saber da minha partida. Aoey também a odiava. O
que vai, volta. Isso é o que a professora Salee teve que retribuir a Aoey,
embora ela não quisesse dizer isso.

Karma... todo mundo tem que pagar seu próprio karma, até eu.

Tirei o marido dela. Era hora de meu ente querido ser tirado de mim
também. Foi justo, mas Aoey não fez nada de errado aqui. Por que ela teve
que passar por isso?
Ela sempre foi uma vítima.

-Antes de ir, vou deixar isso para você. Você vai precisar disso - entreguei a
ela uma chave para as algemas. A professora Salee parecia confusa.

-Para que serve esta chave?

-Você saberá quando se levantar. Você vai precisar disso. E aqui está para
Aoey. Ela vai precisar disso. Quero que ela volte para a escola. - Peguei
meu relógio, presente que meu pai ganhou quando passei no vestibular, e
entreguei para a velha que estava na minha frente. - Não sei se este relógio
pode gerar algum lucro, mas é um relógio caro. Deve ser suficiente para sua
mensalidade.

-Não faça isso, Gen. Eu posso cuidar dela.

-Por favor, pegue isso. Pense nisso como um presente que compensa Aoey
por trazê-la aqui. Ela deveria estar na escola... ou pelo menos mantido para
tratamento. Ela precisa de um psicólogo.

Expliquei a professora Salee anteriormente sobre a doença de Aoey. Ela


estendeu a mão para pegar o relógio.
-Você é tão boa com Aoey - A professora Salee não sabia do nosso
relacionamento. Ela olhou para mim com gratidão e assentiu. - Por que
você tem que ir? Era o seu pai quem fazia o negócio da lavagem de
dinheiro. Não deveria ter nada a ver com você - Isso era outra coisa que ela
não sabia....

- Mestre, tenho uma coisa para lhe contar e cabe a você me perdoar ou não.

-O que é ?

-Fui eu quem pediu ao meu pai para matar o seu marido.

A professora Salee pareceu surpresa quando fiz minha confissão. Ela fez
uma pausa antes de levantar a mão e me dar um tapa forte no rosto. Perdi o
equilíbrio. Eu estava entorpecida e com dor, mas isso não se comparava ao
que ela teve que passar.

Depois de me dar um tapa, ela cerrou o punho com força. Lágrimas rolaram
pelo seu rosto e me atingiram novamente. Ela correu para me abraçar logo
depois disso.

-Obrigado, Gen... Obrigado por matar aquele monstro por mim.


Esse foi o sentimento da confissão. Quando recebi o perdão, me senti leve.
Sorri para ela e chorei com ela.

-Por favor, não conte isso ao Aoey. Quero que ela esqueça aquele homem,
como se isso nunca tivesse acontecido.

-Vou esquecê-lo também.

A professora Salee e eu nos entre olhamos em silêncio. Nós nos


entendemos. Se estivéssemos numa situação normal, este seria um
momento de luta entre nós. Mas agora estávamos na despedida. Não
tivemos tempo. Lembraremos apenas do que é bom.

-Por favor, cuide bem de Aoey.

-Gen!

Nossa conversa foi interrompida quando a voz de Aoey chamou meu nome
lá de cima. A menina acordou e não me viu deitada ao lado dela. Ela deve
ter ficado surpresa por estar algemada na cama. Eu tinha que sair de lá
agora.

-Tenho que ir agora. Tenho medo de que, se a vir, não poderei sair.
-Boa sorte, Gen.

Saí de casa, mas Aoey ainda gritava meu nome. Sua voz me assombrou.
Mal conseguia levantar a perna para sair de casa. Tod, que esperou um
pouco na frente da casa, acenou com a cabeça em minha direção. Ele me
disse que estava tudo pronto e que estávamos prontos para partir.

-Vamos.

-Como eu disse antes. Se eu pedir para você parar o carro, não faça isso...
não importa o que eu diga, não pare o carro.

-De acordo.

-Gen!

Aoey gritou de dentro de casa e agora descia as escadas com o pulso


sangrando. Olhei para seu pulso ensanguentado com surpresa. Eu queria
correr em direção a ela. O homem bonito me agarrou e me jogou dentro do
carro antes de correr para o banco do motorista.

- Não vá, Gen


A menina menor correu atrás do carro que estava partindo. Aoey correu até
a janela e bateu como uma louca e chorou.

-Gen, saia do carro. Onde você está indo? Você disse que não me deixaria.

Tapei os ouvidos com as mãos. Eu não queria ouvir isso. Olhei para o chão,
então não precisei olhar para ela. Olhos suaves batiam na janela com as
algemas amarradas em seu pulso. O sangue estava por toda parte.

-Saia do carro, Gen. Não me abandone. Não vivo sem você, Gen!!

Tod acelerou até que ela não conseguiu alcançá-lo. Olhei para cima e olhei
no espelho lateral para ver que a menina havia caído no chão, mas ainda
chorava, gritando pelo meu nome. Mais uma vez, ela se levantou e correu
atrás do carro.

-Eu te amo, Gen. Não me deixe. Por favor

Isso foi tudo. Eu não aguentava isso. Eu não queria mais ir embora.

- Para o carro... Tod, para o carro agora.


Tentei abrir a porta, mas o motorista estava determinado a me tirar de lá.
Ele continuou a se afastar a toda velocidade. Aoey começou a desaparecer
do espelho.

- Eu disse para parar o carro. - Tentei agarrar o volante, mas Tod me


empurrou. - Pare o carro. Por favor... Tudo... por favor.

Eu bati nele, eu o insultei. Esqueci completamente o quão bem fui criada.


Fui rude, sexista. Fiz tudo o que pude para fazê-lo parar o carro.

-Eu disse para você parar o carro. Bicha. Pare o maldito carro! Pedaço de
merda - eu bati nele o mais forte que pude. -Por favor, deixe-me ir vê-la.

Ele não ia deixar isso acontecer. Olhei para a mancha de sangue na janela
com dor. Eu só pude bater na porta.

- Não, se você sair do carro agora. Você perderá a chance de sair do país. Eu
faço isso para você

-Mas Aoey caiu no chão. Você não viu isso? - lamentei. - Ela não pode
viver assim. Por favor, me ajude. Estou prestes a morrer. Por favor, me
ajude.

-Vocês duas vão superar isso.


-Como posso viver?... como posso viver assim? -Toquei meu coração que
parecia estar em pedaços. - Se isso me machuca tanto, quanto vai doer a
Aoey. Todd, por favor me ajude.

Vi que seus olhos também estavam cheios de lág

rimas. Ele sentiu pena de mim, mas tinha que fazer isso. Essa foi a melhor
solução para todos nós. Ele estava fazendo o trabalho dele, me levou até a
fronteira onde minha mãe tinha tudo arrumado.

Essa foi a última vez que vi Aoey antes de deixar o país conforme
planejado.
MATE - Querida amiga
Capítulo 36 - 36

3 anos se passaram

1 ano tem 365 dias. 3 anos são mais de 1000 dias que estive fora da
Tailândia. O mundo continuou girando. As pessoas viveram suas vidas.
Foram trabalhar, ouviram as notícias na TV, novo Facebook, telefone caro
como oura.

Hoje eu estava rica como sempre e agora sabia ganhar dinheiro sozinha....

Eu era cartunista e não fiz mestrado. Essa foi a mudança da minha vida.
Genlong, que teve uma vida perfeita. Eu era a melhor em moda, look,
penteado, estudo. Toda a minha vida eu fui perfeita. Mas... isso fui eu no
passado. Eu não era mais a mesma Genlong.

Meu novo nome em inglês era Kate Wang. As pessoas de lá tinham um


nome em inglês e me chamavam de Kate. Era um nome fácil.

Minha vida mudou muito em relação ao que havia acontecido 3 anos antes.
Depois de deixar Aoey, morei em Macau. Meu pai era rico como sempre.
Simplesmente não podíamos voltar para a Tailândia. Acabei descobrindo
que o meu pai era sócio de um casino em Macau. Ele não era o proprietário,
mas um grande acionista. Era uma garantia de que eu não morreria de fome.

Às vezes o amor precisava de dinheiro. Mas o Dinheiro... nunca precisou do


Amor. Meu pai sempre disse que se você soubesse ganhar dinheiro, o amor
iria te encontrar.

Mesmo que meu bolso fosse tão cheio, eu ainda não queria gastar dinheiro.
Percebi que um dia não teria meu pai. Eu poderia ser aquela pobre Genlong
novamente.

Agora eu era uma cartunista da Internet. Eu ganhava a vida desenhando


capas de romances. O dinheiro não era muito, mas pelo menos eu sabia
como ganhar dinheiro, Lembrei-me da primeira vez que recebi o primeiro
pagamento pelo trabalho que fiz na internet, chorei e mostrei com orgulho
para minha mãe. Minha mãe sorriu e olhou para mim com orgulho, não para
o dinheiro.

-Minha filha já cresceu.

Foi o que minha mãe disse e me fez perceber que eu cresci. Usei meu nome
tailandés no desenho animado em que trabalhei online, mas usei meu nome
em inglês na capa do romance que desenhei.
Por que eu faria isso?... só para poder desenhar uma capa para alguém sem
que eles soubessem que era eu. Esse era meu pseudónimo no desenho da
capa do romance. Você poderia pedir mais dinheiro usando esse truque.
Mas meu trabalho principal, desenhar caricaturas, naquela época era tão
ocupada que me impedia de fazer qualquer outra coisa.

-Gen!

A voz de Tod me chamou enquanto eu lia um folheto de turismo ao chegar


ao aeroporto.

-Tod!-gritei de excitação.

- Vá com calma!

Corri para abraçar o lindo menino com entusiasmo. Eu tinha sentido muita
falta dele. Ele era tão bonito quanto era há 3 anos. Mas agora ele usava
óculos que o faziam parecer mais maduro.

-Você tem medo que as pessoas não saibam que você é médico? Por que
você tem que usar óculos?
- Igual a você. Você tem medo de que as pessoas não saibam que você é
uma artista? Por que você tem que usar jeans rasgados? Você não é a
mesma Genlong perfeita que conheci anos atrás. - Tod me examinou de
cima a baixo, da cabeça aos pés. Ultimamente percebi que usar uma roupa
artística ajudava na minha personalidade. Eu não precisava de roupas caras,
apenas sapatos casuais poderiam me deixar bem.

Eu usava sapatos muito caros naquela época.

-Vamos conversar mais tarde. Tenho que fazer o check-in no hotel primeiro.

-Uma boa mulher não convidaria um homem para irem juntos a um hotel
quando se vêem.

-Se você não fosse gay, eu perguntaria se você queria ter um filho comigo -
Nossa relação era muito próxima, como a de irmãos. Nos últimos 3 anos,
mantivemos contato todos os dias. Não importa o quão ocupados
estivéssemos, conversávamos.

Ele me disse que estava viajando para Hong Kong, então tive que liberar
urgentemente minha agenda para ele. Eu voei de Macau para encontrá-lo
em Hong Kong, para que pudéssemos sair juntos porque eu sentia muita
falta dele.
Ele era meu segundo melhor amigo, depois de Aoey....

O homem bonito fez uma pequena pausa quando viu meu motorista
Jonathan ou John. Eles sorriram e se cumprimentaram em inglês.

-Vou te levar ao hotel.

-Obrigado.

John se ofereceu para dirigir para mim, mas isso não era normal porque ele
geralmente tinha um emprego de alto nível com meu pai. Ele se ofereceu
com entusiasmo para fazer isso quando soube que um amigo da Tailândia
estava me visitando. Ele queria me levar, embora eu lhe dissesse que era um
assunto pessoal meu. Ele se ofereceu para fazer isso de graça.

Eu estava tão ansiosa......

-Temos que falar inglês quando falamos? É considerado rude falar


tailandês? Tod perguntou do banco de trás.

-Você sabe falar tailandês. John não é intrometido. Ele sabe que somos
tailandeses. Se você quiser falar com ele, você pode mudar para o inglês
Eu secretamente olhei para Tod pelo espelho e sorri. Me senti muito mais
feliz porque finalmente estava com alguém do mesmo país, além da minha
família. Ter um amigo era tão bom.

-Ele é o teu namorado?

- Você está indo direto ao ponto. Eu ri e olhei secretamente para John. - Não
tenho certeza sobre o relacionamento. Ele continua me pedindo em
casamento.

-Ele é bonito. Você deveria se casar com ele. É a hora certa agora. Posso
sentir sua riqueza daqui. Ele é nosso motorista hoje, mas posso sentir que
ele tem uma aura de homem rico.

-Ele é um dos sócios do meu pai no cassino.

-Ele é rico pra caralho! Mas não parece nada chinês.

-É uma mistura entre chineses e britânico.

-O que está esperando? Basta abrir as pernas. Ele é bonito e rico. Ele
acabou de sair de um romance.
John era um homem de poder e riqueza. Nos conhecemos quando me mudei
para lá. Eu estava uma bagunça naquela época porque estava muito triste.

Tive que visitar um psiquiatra. Eu estava deprimida. Mesmo sendo um


homem ocupado, ele ainda reservava um tempo para me visitar e sair
comigo.

Quando ele descobriu que eu adorava desenhar, ele me ajudou a me orientar


no desenho. Foi ele quem me disse que eu poderia ganhar a vida como
cartunista da Internet. Sua gentileza me fez abrir um pouco. No entanto, não
havíamos concordado que estávamos namorando.

John era como um colete salva-vidas jogado no oceano quando eu estava


prestes a me afogar.

-Abri as pernas uma vez.

-Que

-Eu era muito sensível naquela época, então segui o fluxo.

Contei a Tod o que aconteceu. Naquela época eu estava tão deprimida e


triste que tive vontade de cometer suicídio. Mas John foi alguém que esteve
ao meu lado e me ajudou até eu melhorar... e agora... John e eu estávamos
em um relacionamento ambiguo. Ele se ofereceu para cuidar de mim, tudo
que ele pediu foi uma chance.

Eu estava me sentindo sozinha e esperava que alguém novo pudesse me


ajudar a sair da situação de depressão, então fiz sexo com ele uma vez. Foi
assim que acabamos em uma situação pouco clara. Não é um namorado,
mas também não é apenas um amigo.

Ele estava pronto para ser mais que meu amigo, mas era eu quem não
estava pronta.

Foi a primeira e única vez que eu fiz isso. Não outra vez.....

Finalmente, John parou em frente ao hotel de sua propriedade. Tod


explorou o vestiário onde acabou de se registrar gratuitamente. Ele ficou
impressionado com o proprietário antes de expressar sua gratidão.

-Obrigado, mas não precisa ser uma suíte.

- Apenas pegue isso. É rico. Isso não é nada para ele. - Eu ri e enviei um
sorriso para John como agradecimento.

-Fique à vontade. Kate, se precisar de alguma coisa, me avise.


-De acordo.

Ele foi embora e agora éramos só eu e o cara bonito. Tod foi até o sofá e
sentou-se confortavelmente. Ele olhou para mim, que ainda estava de pé.

-Por que ele deixou você sozinha comigo no quarto? Ele não está
preocupado que eu possa agarrar você?

-Eu disse a ele que você gosta de homens.

-Ei, não conte para outras pessoas.

-Bem, ajuda o fato de ele não estar com ciúmes.

- Ele não está com ciúmes, mas foi ele mesmo que dirigiu até o aeroporto.
Aposto que ele queria me conhecer primeiro.

-Mesmo que ele esteja com ciúmes, ele não pode fazer nada. Tudo depende
de mim. - Fui até o sofá, sentei perto dele e comecei a conversar.

-Esta tudo bem?


-Você está perguntando sobre mim ou Aoey?

Eu me endireitei, percebendo que ele havia me encurralado. Durante todo o


caminho desde o aeroporto, eu queria perguntar sobre isso, mas não queria
parecer tão desesperada, então tive que falar sobre outra coisa.

-Quem seja.

-Estou bem

-Por que você está quieta? Você não está curiosa sobre mim. - Ele continuou
zombando de mim. Comecei a me sentir agitada.

-Apenas me diga. Como está Aoey?

Ele riu quando viu que eu estava chateada. Tod assentiu e suspirou.

-Ela está bem e agora é famosa, menos que JK Rowling, mas é muito
conhecida. Alguma empresa comprou os direitos autorais de um drama de
televisão. Sua vida está boa agora.

-É bom escutar isso.


-Como já falei no chat, a fama dela também me tornou uma espécie de
celebridade. Eu era dono de uma editora que ganhava muito dinheiro. Oh!
Você também tem algo!

Tod me entregou um cheque. -Aqui é para a maior acionista.

Fiquei surpresa e olhei para o cheque que ele me entregou..

-Quando me tornei sua parceira?

-Quando você deu ao Aoey seus 100.000 baht pelo livro.

-Mas eu dei esse dinheiro a ela para fazer o livro.

-Ela recusou quando eu dei o dinheiro a ela, então tive que bolar um plano..
Fingi ser editor e me ofereci para imprimir seu romance. No entanto, foi
bom porque obtive alguns benefícios. Mas não posso tirar vantagem do seu
dinheiro. Devemos compartilhá-lo. Pegue.

-Você nunca me contou nada e agora me diz que sou dona de uma editora.
Você não é apenas intrometido, mas também guarda segredos.

-O segredo me deixa mais misterioso.


Olhei o cheque e não senti nada. Maldita seja! Aoey deveria ser mais rica.
Ela não deveria ter que compartilhar dinheiro com outras pessoas. Isso foi
irritante. - Guarde isso para Aoey.

-Se nós dois dividirmos o dinheiro, e ainda tivermos muito. Você não acha
que ela é mais rica? Eu lhe disse que ela é muito famosa e muito rica agora.
Sua vida está em ascensão.

Certa vez ouvi que ela conseguia sorrir. Fiquei orgulhosa da minha
amiguinha que agora fez sucesso depois de ter passado por muita coisa na
vida.

-Obrigado por cumprir sua promessa de que cuidaria bem dela. Aoey
cresceu com sucesso hoje e você faz parte disso.

-Não é para você.

Nós dois permanecemos em silêncio porque estávamos em nossos próprios


pensamentos. Tod suspirou antes de mudar de assunto.

-Vim para Hong Kong desta vez não só para viajar, mas também para
conversar com você sobre algo.
-O que é?

-Sua caricatura, MATE

Fiquei surpresa quando ele falou sobre meu projeto de desenho animado
que terminei há duas semanas. Foi o cartoon que desenhei e postei em um
site. Recebi comentários muito bons que me colocaram entre os 5
primeiros.

Nunca pensei que minha história seria um sucesso.

A história de Aoey e eu.

-O que acontece com isso?

-Algum leitor enviou um e-mail para Aoey sobre sua história na Internet
que era muito semelhante à história dela no site Dekdee. Aoey me enviou
aqui para lidar com a violação de direitos autorais... Ela pensou que o artista
da história copiou seu trabalho.

-...
Recostei-me confortavelmente na cadeira. No começo, pensei que ela
poderia saber que eu era o artista.

-O que é que você quer fazer?

-Se ela não estiver satisfeita com isso, pedirei ao meu site para removê-lo...
Eu pagarei a multa, ou algo assim

-Mas você não copiou. Por que você o removeria?

-O que quer que a faça se sentir melhor.

- Você tenta agradá-la demais. -Tod apoiou o queixo na palma da mão e me


olhou com um olhar amoroso. -Genlong, que nunca desistiu, mas agora
você apagará sua caricatura facilmente mesmo não tendo cometido nenhum
roubo.

-Se parece igual, não adianta ser teimosa. Aoey pediu para você falar com a
artista desta forma, o que significa que ela está pronta para iniciar um
processo legal. Vou desistir para terminar.

-Acho que você deveria falar com Aoey. Era semelhante, mas não é a
mesma coisa. Gen você fez desenhos que contam a sua história do seu
ponto de vista. Aoey escreveu uma história do ponto de vista dela. Era a
mesma história de duas mulheres que se olham e se apaixonam. Tem um
pássaro... ah! E o mais importante... algumas algemas.

Senti como se alguém estivesse apertando meu coração até eu ficar sem
fôlego. Tentei esquecer, mas o homem bonito apenas mexeu com a memória
novamente.

-Então você está aqui para viajar ou para me pedir para deletar meu
cartoon... ou o quê?

-Eu voei até aqui para pedir que voltassem juntos para Bangkok usando
viagens e direitos autorais como desculpas.

-Por que eu voltaria? - homem bonito olhou para mim e ficou muito tempo
sem dizer nada. Não gostei daquele silêncio, mas esperei pelo próximo
comentário de Tod.

-Participar do casamento de Aoey novamente.

Eu me senti entorpecida como se alguém tivesse me batido na cabeça com


um porrete. Eu poderia desmaiar naquele momento. A princípio pensei que
ele estava brincando, mas pensando bem, percebi que era verdade.

-Ela faz...?
-Sim.

-Por que ela está com pressa? Sua doença está melhor? perguntou a ela
sobre seu problema físico de que ninguém pode tocá-la.

Todd assentiu.

-Melhor.... Já te contei no chat.

-Você não mencionou nenhum detalhe.

-Ela está muito melhor agora. Ela estava quase curada. Por que você não
parece feliz por ela? Você não quer que ela se case?

Tentei sorrir, mas não tinha certeza de como me sentia. Já se passaram três
anos, mas eu ainda sentia algo.

Possessividade.....

Mas que direito eu tinha? Fui eu quem a deixou. Tod olhou para mim e me
entregou um convite de casamento que acabara de tirar da bolsa. Eu senti
como se um pedaço de papel no envelope fosse algo quente. Eu poderia
queimar minha mão se tocasse nela. Mas eu tinha que ser forte e tirei isso
dele. O cartão azul impresso com caracteres dourados parecia muito
luxuoso. Eu podia sentir que tinha uma vida boa. O caro convite de
casamento pode dizer muito sobre uma bela vida de casado.

O noivo pode ser rico...

-Quem é o noivo?

-Um irmão do psicólogo de Aoey

- Tudo bem. - Olhei para o cartão em minha mão e o coloquei de lado. -Vou
colocar um dinheiro para um presente em um envelope e pedir que você
entregue a ela.

-Você não quer ir junto?

-...

-Você não quer ver com seus próprios olhos que ela está feliz? -Ele estava
me testando? Ele queria saber se eu ainda sentia algo por ela. Ultimamente
eu tinha dito a ele que poderia superar isso e que poderia viver minha vida
normalmente. Talvez eu estivesse tentando enganar outras pessoas.
E a mim também.....

O cartão de convite de casamento na minha frente pareceu me abalar


bastante da cabeça aos pés. Eu mal conseguia sorrir. Achei que não poderia
ir ao casamento...

-Acho que não devo ir. Ela pode não ficar feliz em me ver. Eu a machuquei
bastante.

-Mas do meu ponto de vista você é uma parte muito importante que a ajuda
agora. Se não fosse você, ela não teria sido curada. Se não fosse você, Aoey
não teria dinheiro para a escola. Se não fosse por você, ela não conseguiria
publicar seu livro. Ela não teria sucesso hoje.

-..

-Você tem que ir, Gen.

Recostei-me no sofá e olhei irritada para o garoto mandão na minha frente.

-Você gosta de fazer um pedido. Há três anos, você me visitou e me disse


para deixar Aoey. Hoje você me manda ir ao seu casamento. Você tem boas
intenções ou está fazendo isso por diversão?
- Sim, eu tenho certeza se tenho boas intenções ou se fiz isso por diversão. -
Tod também se recostou e olhou para mim casualmente. -Eu só quero que
você faça parte deste casamento. Você desempenha um papel importante na
vida de Aoey, você até desenhou a capa de seu famoso romance.

-Eu também violei seus direitos autorais.

-Você tem tudo a ver com a vida do Aoey. Você não deveria perder o
casamento dela.

Isso era verdade. Desempenhei um papel importante na vida de Aoey, mas


ir ao casamento dela...

-Ele vai se casar porque não tem mais ninguém. Você não quer comparecer
ao dia importante da sua vida?

- O que você quer dizer com não sobrou ninguém? -Olhei para o lindo rapaz
com surpresa. Eu não gostei do tom disso. -Onde está a professora Salee?

-A mãe de Aoey se casou com outro cara novo e se mudou para outro país.
Ela tem que se casar. - Todd encolheu os ombros. - Ela está farta de uma
vida com padrasto. Ela não quer morar com sua mãe. Ela está preocupada
em não ter ninguém, então decidiu se casar.
- Ela vai se casar porque precisa de alguém em quem depender? - Comecei
a ficar nervosa depois de ouvir o motivo estúpido. O que há de errado? - Ele
a ama?

-Eu acho. Ele cuida bem dela, mas parece que Aoey não o ama de volta.

Nós dois permanecemos em silêncio. Estávamos ambos em nossos próprios


pensamentos. O lindo garoto olhou para mim e ergueu as sobrancelhas
zombando de mim.

-Você quer ir agora?

-Não, não tenho um bom motivo para ir.

-A violação de direitos autorais é um bom motivo. Encontrei o melhor


motivo para você voltar à Tailândia para esclarecer as coisas com a dona do
romance

-Podemos nos comunicar por e-mail ou simplesmente

retirar o cartoon, Agora é tão fácil.

-Você decide. Estou aqui apenas para lhe dar a notícia.


-Não vou.

-De acordo.

-Pare de me olhar assim.

-...

-Não, eu, ah! Eu te disse que não vou

-Eu não disse nada.

-Eu não vou!

"Bem-vindo à Tailândia"

Por que acabei no aeroporto de Suvarnnabhumi...?


MATE - Querida amiga
Capítulo 37 - 37

Eu disse ao Tod que ficaria em um hotel no centro da cidade. O lindo garoto


correu em minha direção com uma cara feliz. Na última vez que nos
encontramos, insisti em não voltar para Bangkok. 5 dias depois disso,
reservei uma passagem de avião como uma perdedora.

-Você não aguenta isso... A Genlong perfeita

-Você pode parar de me olhar assim? Você não acha que estou
envergonhada o suficiente?

Cruzei os braços e desviei o olhar. Eu não queria olhá-lo nos olhos, O belo
rapaz que agora tomava um gole de café acenou com as mãos num gesto de
desculpas.

-Sinto muito. Não pude evitar quando vi você perder. Quanto tempo você
vai ficar aqui?

- Bem... - Fiz uma pausa com vergonha. -Até ela se casar.


-Você realmente está aqui para o casamento.

O casamento deles estava marcado para o dia 15 do próximo mês. Eu tinha


cerca de um mês para estar na Tailandia. Pode ser porque eu queria ficar na
Tailândia. Eu queria ver como ela estava.

-Eu quero ver. Quero saber como ela está. Mas não tenho certeza se ela
ficará bem em me ver. Pensando bem, não posso ser tão importante para ela
agora. Ela está prestes a se casar. Então... eu vim aqui. Pelo menos para
parabenizá-la. Se vim com a intenção de parabenizá-la, ela não pode ficar
chateada com isso.

Falei em círculos mais comigo mesma do que com Tod. Parecia uma
desculpa, eu acho. Tod assentiu, compreensivelmente.

-Aoey ficará surpresa ao saber que você está aqui para o casamento dela.

-Aqui está minha desculpa, a questão da violação de seus direitos autorais.


Algo para conversar com ela - me mexi desconfortavelmente. - Você pode
me ajudar a marcar uma reunião com ela...?

-Sim
Ele concordou antes mesmo de eu terminar minha frase. -Aoey terá um
fanmeeting em uma livraria na Siam Square. Vou marcar uma reunião para
você naquele dia.

-Você vai contar a ela que fui eu?

- Não.

-Eu também acho que é o melhor - sorri nervosamente. Ela poderia não
querer me ver se soubesse que sou eu.

-Prepare-se para isso então.

Além de ser uma experiência ruim que me assustou, Aoey foi outro motivo
que poderia me assustar. No periodo de 3 dias antes do encontro com Aoey,
eu não estava bem. Houve alguma hesitação sobre se deveria encontrar o
colirio para os olhos ou se deveria apenas reservar uma passagem de volta
para Macau.

Mas eu queria muito ver...

Queria saber como ela esteve nos últimos 3 anos. Eu poderia adivinhar que
o colírio para os olhos não conversaria comigo como uma amiga perdida há
muito tempo. Eu estava curiosa sobre o quão linda ela estava agora. Nós
duas éramos mais velhas. Fiquei me perguntando como seria agora.

Até eu era diferente...

Eu era Miss Perfeita, tudo tinha que ser de marca, coisas caras, mas agora
mudei para algo acessível para minha renda. Eu costumava usar roupas
caras, podiam custar até 2.000 dólares. Agora eu estava vestindo apenas
uma camiseta de US$ 10. O máximo que gastei ultimamente foi $ 25, se
realmente valeu a pena. Minha experiência passada me ensinou que, por
mais caras que fossem suas roupas, elas não indicavam o seu valor. O valor
estava em você.

Que vida profundamente significativa...

Depois de três dias, chegou o dia em que Aoey encontrará seus fãs em uma
livraria no centro da cidade. Tod teve que me buscar porque eu não
conhecia mais o endereço depois de 3 anos longe da Tailândia.

-Aqui os táxis são iguais. Eles inventam desculpas para não te levar. Eu
pego você.

Essa foi a explicação dele para me levar até lá. Ele faltou emprego e estudos
por causa disso. Mas acho que pensei que o cara fofo queria ver qual seria a
nossa reação depois de muito tempo sem nos vermos.

-O que você espera ver entre Aoey e eu?

-Quero ver as gatas brigarem.

Esse foi o típico garoto desbocado com quem lidei por muito tempo.

- Eu tenho que estar lá de qualquer maneira. Sou dono da editora onde ela
está. Estou aqui para representar Aoey em relação à violação de seus
direitos autorais

-Que ótima desculpa. Achei que precisava falar com os advogados.

-Para ser sincero, não tenho ideia de quem vai vencer entre você e Aoey se
vocês realmente tiverem que lutar. Ninguém copiou nada. É a mesma
história de um ponto de vista diferente.

-Eu disse que vou remover isso.

- Você está perdendo então.


Eu odiava a palavra perder. Tod sabia muito bem que odiava essa palavra.
Ele tentou me empurrar para lutar.

-Foda-se!

-De vez em quando você vai ser rude, mas é legal e eu gosto disso.

Nós dois conversamos até chegarmos ao evento. Ela não era uma
celebridade, mas ter seus leitores fazendo fila para você era incrível. Aoey
não estava aqui. Tod disse que estava procurando um lugar para estacionar.

- Ela está dirigindo agora? -Eu estava preocupada pensando em como


poderia chegar ao acelerador. -Ela tem carteira de motorista?

-Por que você precisaria de um se tivesse motorista?

Olhei para Tod com perplexidade, mas permaneci em silêncio esperando


uma resposta.

-Seu namorado?

- Sim, você verá hoje - disse ele sem olhar para mim. Ele parecia se divertir
com a situação. - Quero ver as reações dos dois quando se encontrarem.
-Você realmente se diverte.

-Eu não poderia perder isso.

-Aoey está vindo. Eu deveria me afastar. Posso encontrá-la quando falarmos


sobre direitos autorais.

-Tem medo?

Fiz uma pausa e me virei para olhar para ele. Ouvir isso me incomodou,
mas não pude negar que estava muito nervosa em vê-la novamente, embora
conhecesse todos os movimentos dela de Tod nos últimos anos. Eu não
tinha ideia de como ela reagiria se me visse.

-Vou embora.

Eu perdi... não pude estar lá porque estava com muito medo.

Ela era uma garotinha que realmente não podia me causar nenhum dano
físico. O melhor que ela pôde fazer foi me repreender e me bater. Mas eu
estava com muito medo. Eu sentia que não poderia pagar as dívidas que
peguei emprestadas dela e não conseguia olhá-la nos olhos.
Oh! Que impacto ela teve em mim!

Afastei-me, mas ainda tentei vislumbrar sua chegada. Dez minutos depois, a
pequena mulher que nunca esqueci apareceu entre seus fās. Ela concedeu
entrevista em um pequeno palco preparado para o evento. Seu rosto doce
em uma longa camisa branca de gola alta e cabelos longos a fazia parecer
elegante.

Ela parecia surpreendentemente madura. Sua pele brilhante e lábios


vermelhos me lembraram do passado quando ela me abraçou e me chamou

<<Minha Gen>>>

Meu coração batia tão rápido que fiquei com medo de que ele pudesse
explodir no meu peito. Minhas lágrimas brotaram dos meus olhos, eu estava
cheia de amor e saudade. Eu anseio por ela. 3 anos se passaram. Queria
correr para abraçar e dizer olá, mas não consegui.

-Isso não parece estar escondida.

Sua voz me assombrou em todos os momentos e em todos os lugares e me


fez enxugar rapidamente as lágrimas. Eu me escondi em um canto onde
ninguém podia me ver, menos esse cara.
-Estou com medo.

-Você está escondida aqui porque não quer que ela te veja. Mas
eventualmente vocês duas se encontrarão hoje.

-Vou deixá-la trabalhar em paz. Ela pode ficar chateada mais tarde, quando
me ver.

-Você sempre se preocupa com ela.

-Isso é o que grandes pessoas fazem. A que horas ela terminará aqui? Vou
dar um passeio agora.

-Pode demorar uma hora ou um pouco mais que isso. Ela tem que dar sua
assinatura. Já falei para Ten me encontrar em um restaurante underground.

-Ten?

-Seu namorado.

Não sei por que, mas quando ouvi isso, senti uma dor no peito como uma
faca afiada que perfurou meu coração, embora eles estivessem prestes a se
casar-contei a ele francamente como me sentia.

-Você ainda sente algo por ela.

-Não, não.

-Seu rosto não combina com a mentira que você acabou de contar.

-Como você pode acusar uma garota de mentir? -Saí daquela área porque
tinha terminado de falar com ele. - Vamos sair daqui. Eu não quero que ela
me veja. Eu preciso estar preparada.

Eu não conseguia aceitar isso... mas parecia que ainda tinha sentimentos por
ela que estavam prestes a explodir. Eu precisava realmente entender que
agora pertencia a outra pessoa.

Eu não tinha o direito!

Por fim, não consegui mais correr, naquele momento, estava parada na
frente de um restaurante onde o Tod marcou um encontro com o Aoey. Para
ser honesta, os direitos autorais não eram uma questão importante. Eu só
queria ver, mas...

-Diga a ela que vou baixar o romance. Vou embora.

Eu me virei, mas o garoto bonito usou o braço para bloquear meu braço por
trás. Ele riu quando viu minha reação.

-Tarde demais agora. Você não pode fugir assim. Genlong não é uma pessoa
que foge.

-Meu nome é Kate, moro em Macau. Bye Bye!

-Você entrará comigo.

-Tod!

Ele me empurrou para dentro da loja. Eu não conseguia mais correr. Fiz
uma pausa, endireitei as costas, fixei minha postura e entrei no restaurante.
Cheguei à mesa onde Aoey estava sentada brincando com seu telefone. Ela
ainda não tinha me visto. Um homem sentado ao lado dela se levantou para
nos cumprimentar primeiro.
- Olá, Todd. Ela deve ser...

Houve uma pausa dele, que me cumprimentou e me olhou nos olhos. Não
fiquei surpresa porque foi uma reação comum de mais de 90% dos homens
que me viram pela primeira vez.

-Eu sou Genlong. A artista que discutirá direitos autorais.

Assim que me apresentei, Aoey imediatamente olhou para cima com total
surpresa no rosto. Seus suaves e velhos olhos castanhos claros parecíam
surpresos. Ela deixou cair o telefone sobre a mesa.

-Olá Aoey -Tive que usar toda a coragem que tive para cumprimentá-la e
tentei cobrir todas as histórias que tínhamos. - Gen. Você pode lembrar?

Houve um silêncio entre todos nós como se o tempo tivesse parado naquele
momento. Nós duas nos olhamos nos olhos por um longo tempo até que
Aoey finalmente fez algo que ninguém esperava antes. Ela pegou um copo
d'água e jogou na minha cara como se tivesse me dado um tapa.

A água fria atingiu meu rosto e partes da minha roupa. Agora éramos o
centro das atenções na loja. Tod me agarrou para me esconder atrás dele e
repreendeu a garota.
-Porque você fez isso?

-Você disse que essa é a pessoa que copiou meu romance, certo? -Ela
perguntou mas não obteve resposta de Tod. -É apropriado que a escritora
fique zangada com o imitador.

-Mas, isto é muito. É Genlong. É Genlong!

Tod parecia estar mais irritado do que eu. Tirei a camisa do Tod e agora
fiquei entre Aoey e eu. Eu sorri compreensivelmente para ele.

-Está tudo bem, Tod. Ela tem o direito de ficar com raiva. Me enganei.

- Se você fez! - Aoey disse com um tom irritado. - Só joguei água, mas
comparado ao que você fez não é nada. Experimente tirar as algemas do
pulso e correr atrás do carro como um cachorro perseguindo seu dono. Você
aprenderá que a dor não tem comparação.

Não era sobre direitos autorais que estávamos brigando. Era sobre o
passado que só nós duas nos conhecemos.

A menina menor pegou sua bolsa e estava prestes a sair do restaurante. Mas
ela se virou e falou com Tod com raiva. -Sobre meus direitos autorais, vou
processá-la até a morte. Você não terá mais nada. Lembre-se da minha
palavra!

Ela saiu da loja, me deixou e Tod ficou ali confuso. Eu estava preparada
para que esse encontro não terminasse bem, mas não esperava o respingo de
água...

-Parece que forcei demais por diversão.

-Me enganei.

- Sobre vir aqui? - o lindo rapaz disse e parecia tão preocupado comigo.
Balancei a cabeça e tentei me secar com um lenço de papel.

-Sobre não usar capa de chuva. Eu faria o mesmo que ela. - Uma pequena
vingança e saí do restaurante porque queria evitar ser o centro das atenções.
Tod seguiu logo atrás de mim. Ele estava preocupado comigo.

-Se você está com raiva, deixe sair. Não tente sorrir. Eu me sinto
desconfortável.

-Eu não estou com raiva.


-Porque não? Qualquer um ficaria com raiva.

Fiz uma pausa e olhei para Tod. Repeti a mesma frase que Aoey disse. - Se
eu tiver que comparar entre o respingo de água e ser algemada e correr atrás
de um carro como um cachorro perseguindo seu dono... Não, não estou com
raiva. Eu realmente a machuquei muito. Ela tem o direito de ficar com
raiva. Eu também estaria se fosse eu.

-Eu sabia que Genlong não era uma pessoa fraca e misericordiosa.

-Mas eu a perdoo.

-...

-Ela é meu primeiro amor

Finalmente, o lindo rapaz sentiu pena de mim e me abraçou com força. Tod
estava lá naquele dia e me ajudou a ficar no carro.

-Agora você está triste.

-Eu posso ficar triste. Ela está triste há muito tempo.


Eu sabia que aquele dia não seria fácil. Eu tive que aprender minha lição
depois de machucá-la repetidas vezes. Assim que voltei para o hotel, tomei
um longo banho para me acalmar. Um banho ajudou a melhorar meu humor
depois de ter que lidar com tantas coisas ruins. A água vai lavar minha
tristeza.

Enquanto eu estava na banheira, o telefone do hotel tocou. Eu procurei


quando não tinha muita energia sobrando. A voz no final era da
recepcionista que me disse que tinha uma visita.

-O nome dela é Aoey. Quer vê-la?

Pulei da banheira com entusiasmo antes de concordar em deixá-la lá.

-Si, claro. Deixa subir..

-Enviaremos para o seu quarto.

Por que ela estava aqui? Eu rapidamente me vesti antes que ela chegasse ao
meu quarto. Minha campainha tocou menos de 5 minutos depois. Eu, que
esperava vê-la, abri a porta para cumprimentá-la.

-Olá, Aoey. Por que está aqui?


-Posso entrar?

Seu tom áspero me surpreendeu. Eu senti como se ela tivesse chegado lá


com um tornado que estava prestes a explodir a qualquer momento.

- O que está acontecendo? -falei sem jeito. Aoey rapidamente se virou para
olhar para mim como se fosse uma pergunta estúpida. Ou pensei que
qualquer coisa que eu dissesse agora a deixaria com raiva de qualquer
maneira.

- Não posso ficar aqui mesmo que nada aconteça? Você violou meus
direitos autorais.

-Só pergunto. Você pode vir a qualquer hora.

-Por que está aqui?

Era uma pergunta simples, mas para mim tinha muitas camadas de
complexidade.

Por que você está de volta aqui?

O que você quer?


Qual é teu plano?

-Estou aqui para discutir direitos autorais. Você pensou que eu copiei você e
queria falar com o artista. Por isso estou aqui.

De qualquer forma, não fui direta ao ponto. Aoey foi até a cama e sentou-se
com raiva.

-Se você sabe que cometeu um erro, facilmente encerraria a disputa


removendo o cartoon. Isso é o que você faria. Eu sei. -Os olhos suaves
olharam para mim como se exigissem uma resposta. - Você tem outro
motivo. Por que está aqui?

-Que tipo de resposta você espera ouvir?

-A verdade.

-Saudade de você.

Nós duas permanecemos em silêncio. Houve surpresa naqueles lindos


olhos. Sorri com o canto da boca, mas rapidamente escondi. Eu disse a mim
mesma que não deveria fazer isso.
Ela estava prestes a se casar. Isso não deveria fazê-la adivinhar seu
casamento. Nem um pouco.

- É isso que você quer ouvir de mim?

Aoey franziu a testa com a minha pergunta. -Sentes saudade de mim?

- Não - dei de ombros. - Eu penso em você, mas não sinto sua falta. Foi à
muito tempo.

Pareceu reabrir a ferida. Aoey se levantou com raiva como fez no


restaurante.

-Então você está aqui apenas pelos direitos autorais. Se isso não tivesse
acontecido, você nunca mais iria querer me ver... certo? A carta que você
me deixou era verdadeira. Você me odiou por essa fase da sua vida

-Houve tantos motivos pelos quais não pude voltar para a Tailândia. Mas
agora está tudo bem. Tenho um novo passaporte com um novo nome. Eu
tenho uma nova identidade. Agora posso entrar e sair do país facilmente.

Mas há algo mais importante que os direitos autorais.


- O que é ?

-Vai se casar.

Os olhos doces olharam para mim com espanto. Achei que ela não estava
muito feliz por eu saber disso.

-Como sabes?

- Tod me contou - eu disse e pensei em seu noivo. - Seu namorado é fofo.


Parecia higiênico. Parecia certo para você. Você terá uma vida de casada
feliz.

-Eu pressionei sobre direitos autorais, mas não sobre isso.

Ela disse como se estivesse reclamando consigo mesma. Eu olhei para ela
com uma grande pergunta.

-Que queres dizer?

A menina menor se afastou nervosamente quando olhei para ela.


-Nada.

-Isso significa que você sabia desde o início que eu desenhei aquele
desenho? -Eu caminhei em direção a ela. Agora ela estava encurralada. A
menina recuou até bater com as costas na cama e sentar-se nela. Ela ficou
sem desculpas. - Você pediu a Tod para falar comigo sobre direitos autorais,
só para poder me ver?

-Sim.

Fechei os olhos. Eu perdi para essa garota novamente. Nos últimos 3 anos,
tentei deixá-la ir, não entrando em contato com ela. Mas agora fui enganada
nisso.

- Então você agiu como se estivesse surpresa ao me ver no restaurante."


Isso foi uma atuação?

-Eu sabia que você poderia ser a artista. E realmente aconteceu que era
você...

- Por que você quer que eu volte aqui se isso te deixa com tanta raiva?

- Quero que você veja que agora tenho dinheiro. - Os olhos doces me
olharam agressivamente. - Na carta você me disse que não poderia morar
comigo porque não tenho dinheiro. Mas eu já tenho.

Agora eu estava um passo atrás. Ela citou a carta muito ruim que escrevi e
mal se lembrava dos detalhes.

-Eu não tinha nada, então você não poderia morar comigo. Hoje tenho tudo,
fama, dinheiro, mas quem está ao meu lado não é você - menina sorriu. - O
bom de ser pobre é que você pode filtrar as pessoas que ficam na minha
vida. Queria que você visse que conheci uma pessoa melhor e posso fazer
isso.

Deve ter sido tão doloroso que a levou à opção da vingança. Olhei para
Aoey com pena. Eu queria dar um abraço nela. Meus olhos devem ter
revelado tanta coisa que isso a incomodou.

-Por que você está me olhando assim, ah!?

- Estou orgulhosa de você. - Estendi a mão para tocar sua bochecha


suavemente em admiração, mas ela ignorou.

-Não preciso do seu apoio.

-Tenho orgulho de você ter se tornado uma pessoa inteligente, bem-


sucedida e famosa.
-Não me olhe com pena como se estivéssemos em relações amigáveis. Eu
não

preciso do seu apoio nem nada. - Os olhos doces caminharam em direção à


porta e se viraram com raiva - Eu odeio você, Gen. Tenha isso em mente.

-Sim, eu sei.

A porta fecha de repente. Fiquei no quarto cheio de tristeza.

Veja... foi a decisão certa sair da vida dela então. Quando saí, ela teve uma
vida melhor.

Eu tomei a decisão certa.


MATE - Querida amiga
Capítulo 38 - 38

Naquele dia, me tornei uma pessoa muito procurada..

A recepção do hotel me ligou e disse que outro visitante tinha vindo me ver.
Fiquei surpresa ao descobrir que era Ten, o namorado de Aoey. Nunca
tínhamos nos conhecido antes, apenas no restaurante anterior. Ele me
visitou no hotel, mas não apareceu. Desci para vê-lo no saguão do hotel.

- Olá

-Eu sou o namorado do Aoey.

-Eu sei

Nós dois permanecemos em silêncio. Olhei para o garoto na minha frente


me perguntando o que ele queria. Percebi que ele era educado, da minha
idade e higiênico. Ele não era um cara top model, mas era um homem
bonito. Aoey tinha bom gosto.

-Por que você está me visitando?


Perguntei primeiro, senão ficaríamos lá o dia todo. Naquela hora eram 11 da
manhã.

-A mãe da Aoey me disse para entrar em contato com você.

- Mestre Salee? - Sentei-me direito. -Achei que ela estava no exterior.

-Sim, ela está no exterior. Eu... posso falar com você abertamente? -Houve
uma tentativa de ser amigável da parte dele. Eu balancei a cabeça
concordando. Eu não queria que ele se sentisse muito desconfortável.

-Sim, claro.

-Conversei com a mãe de Aoey e disse a ela que Aoey está doente. Ela se
recusou a comer, a viajar. Eu disse à professora Salee que ela viu você
recentemente.

-Ela está doente? - Expressei minha preocupação imediatamente. -Ela esta


bem?

-Ela parecia bem, mas se recusava a falar com qualquer pessoa, não come,
não toma remédio, Ela só dorme o dia todo... Estou preocupada com ela. A
mãe dela me disse para falar com você. Você pode ajudar.
-Eu não sou médica.

-Eu não entendo, então estou entrando em contato com você. Também
descobri pela mãe dela que você e ela eram muito próximas. Eu vi você
discutindo sobre direitos autorais. - Sim, ele estava lá naquele dia também.
Eu não sabia como explicar isso para ele. Eu apenas fiquei em silêncio. Na
minha cabeça, pensei apenas na menina doente. O que havia de errado com
ela? Ela estava bem outro dia.

-Onde está Aoey agora?

-No condomínio. Eu te levo lá.

Muita coisa aconteceu em 3 anos. Aoey, uma mulher pequena, viajou para
Bangkok com menos de 500 baht em dinheiro. Agora ela morava em um
apartamento caro no centro da cidade. Não era tão grande quanto o meu,
mas foi bom para Aoey. Fiquei orgulhosa de você, minha Aeoy.....

-Você está morando com ela?

-Não, mas passo muito tempo aqui. Eu não quero deixá-la sozinha.
Fiquei aliviada ao saber disso, eles não moravam juntos... Por que me senti
aliviada? Eles estavam prestes a se casar.

-Ten, podemos entrar?

-Eu tenho cartão de acesso. Você não precisa ser muito educada comigo. Eu
quero ser seu amigo.

Ele realmente tentou ser meu amigo... Eu sorri e não disse nada. Eu era
introvertida. Tentei construir uma bolha ao meu redor, para que ninguém
pudesse chegar muito perto. Havia apenas dois amigos neste mundo que
estouraram as bolhas e entraram, Aoey e Tod. Seria estranho se Ten
conseguisse estourar a bolha também.

Ele era o futuro namorado da minha ex-namorada. Foi muito estranho. O


quarto dela ficava no 22º andar. Chegamos na frente da sala e nos entre
olhamos. Assentimos antes que ele batesse o cartão na porta e a abrisse. A
porta estava aberta.

-Devemos tocar primeiro caso ela esteja nua?

Olhei para meu novo amigo sem me impressionar com seus modos, mas ele
sorriu.
-Está tudo bem se ela estiver nua. De qualquer forma, vamos nos casar em
breve.

Isso me incomoda....

Porém; Ten esperavam na frente da sala. Eu me virei para olhar surpresa


para o cara mais alto.

-Por favor entre. Estarei aqui para te levar de volta. Quando você terminar,
estarei esperando para levá-la ao hotel. - Ten me deixou com uma pequena
bomba dentro do quarto. Maldita seja. Ele deveria pelo menos contar ao
Aoey como fui parar lá. Ele simplesmente me deixou entrar e eu enfrentei
aquele monstrinho sozinho.

Entrei na sala....

Estúdio com área total de 42 metros quadrados. Dava espaço suficiente para
colocar um pequeno sofá e uma cama queen size no meio do quarto.

Eu podia ver o corpo de Aoey agora dormindo de lado, de costas para mim.
Ela não percebeu que era eu entrando na sala. Ela deve ter pensado que era
Ten quem tinha o cartão-chave.

-Eu não estou com fome. Por favor, vá, Ten.


Eu não disse nada, mas sentei ao lado dela na cama. Toquei seu pescoço
para sentir sua temperatura.

não tive febre...

Mas Aoey imediatamente descartou. Ela ainda não gostava de ser tocada,
como antes.

-Não me toque. Eu não gosto de ser tocada.

-Achei que você estivesse se curado. Você ainda não gosta de ser tocada -
Aoey sentou-se imediatamente assim que ouviu minha voz. Os olhos doces
olharam para mim com surpresa. Olhamos nos olhos uma da outra por
muitos minutos em silêncio. Parecia ser uma batalha eterna.

Ela finalmente quebrou o silêncio.

-Como você chegou aqui?

- Ten me trouxe - eu disse com uma zombaria. - Me ver lhe causou tantos
problemas? Você se recusa a comer.
- Não seja intrometida - Aoey disse com raiva. Ela me olhou nos olhos e
perguntou francamente. -Por que está aqui? Só porque Ten pediu?

-Ten me contou que você está deprimida desde que me viu. Ele pensou que
eu poderia ser o motivo... por quê? Foi tão ruim me ver?

Eu zombei dela e pareceu funcionar. Aoey mordeu o lábio lutando contra si


mesma.

-Quem disse isso? Por que eu ficaria deprimida depois de ver você?

-Não sei. Você ainda me ama, eu acho?

Eu zombei dela porque queria que ela risse. Mas isso a deixou ainda mais
irritada, ela pegou o celular e jogou na minha cabeça com raiva.

-Oh!

Não foi forte o suficiente para me fazer sangrar, mas doeu o suficiente para
me deixar com raiva. Agarrei seu pulso e olhei para ela.

-Isso é demais, Aoey


- Não, não é. Como você ousa dizer aquilo? Eu não te amo mais porque
você é uma puta que me deixou porque eu não tinha dinheiro - disse ela e
ainda me bateu no ombro. - Eu posso fazer mais do que isso. Se eu tiver
apenas um martelo, quebrarei sua cabeça. Se eu tiver uma faca, vou
esfaquear você. Farei tudo o que lhe causar dor.

-Estou com dor agora.

-Isso não é suficiente. Eu queria te machucar mais.

-Você não come, não dorme, isso chega me machucar. Você não precisa
fazer nada, agora tenho meu castigo! -Agarrei o braço dela que ainda
tentava me bater. Usei outra mão para empurrar seu peito, forçando-a a ficar
deitada na cama. - O que você quiser fazer comigo, apenas faça. Você quer
me repreender, me insultar, falar merda sobre mim, mas comer sua comida.
Não se preocupe com outras pessoas.

-Quem? Ninguém neste mundo se importa comigo.

- Eu!

De repente, foi como se alguém tivesse apertado o botão mudo da TV. Eu


estava em cima dela e olhei em seus olhos tentando hipnotizá-la para que
ficasse imóvel. Eu a forcei a ficar parada, sem se mover. Isso era o que eu
queria. Ela tirou os braços do meu alcance e puxou meu pescoço para baixo.

-Você está preocupada comigo? Por que você está preocupada comigo?

-Amigas... porque somos amigas

-Só isso?

-O que mais?

Nossos rostos e lábios se aproximaram como um îmā. Um alerta tocou no


telefone de Aoey, como se fosse um sino, foi ele que nos salvou. O que foi
isso? Por que acabamos aqui?

Nós duas olhamos nos olhos uma da outra enquanto ela ainda estava
debaixo de mim. Primeiro me afastei e fingi que nada estava acontecendo. -
Tenho que ir. Aoey, você tem que comer. Você não quer ser uma noiva
muito magra.

-Gen.
Eu queria encerrar a conversa. Meu dever estava cumprido agora. O que
acabara de acontecer foi um erro que poderia ter tido algum efeito negativo.

Tive que fingir que nada aconteceu.

- Coma um pouco, ok?

- Você se sente sensível a meu respeito, não é?

Ela era a mesma garota simples. Ela disse o que pensava. Hoje, ela ainda
falava francamente como se não fosse se casar num futuro próximo.

- Foi a atmosfera - eu disse com um tom sério. - Estou solteira e sozinha.


Qualquer um pode me fazer sentir sensível

- Você não tem ninguém agora, não é?

Eu estava saindo, mas me virei quando ouvi isso. Aoey tirou a camisa e
mostrou abertamente o sutiã de renda branca.

-Você pode ser sensível. Está bem comigo.


-Por que você está fazendo isso?

-Quero saber se você realmente não sente nada por mim.

- Não, não sinto nada

Os olhos suaves caminharam até mim e desabotoaram seu sutiã na minha


frente. Sua pele macia que eu não admirava há 3 anos agora me desafiava a
tocá-la. Virei meu rosto para o outro lado.

-Bom. Não me faça perceber que você sente alguma coisa. - Os olhos gentis
se inclinaram e sussurraram em meus ouvidos. -Vou brincar com seus
sentimentos até você não aguentar.

Nossos rostos quase se tocaram. Isso era típico do flerte de Aoey, mas era
diferente.

Antes ela estava flertando com o amor.

Mas isso foi vingança.

O que ela esperava? O que ela queria?


-Tenho que ir. Não se esqueça de comer sua comida.

-Como posso me libertar desse sentimento de que você não está cooperando
comigo? -Ela disse com um sorriso. -Eu deveria ligar para Ten para me
ajudar a me aliviar - virei para olhar para ela com raiva. Um sorriso
apareceu em seu rosto como uma vencedora. Isso me fez perceber que e

stava perdendo para ela novamente.

-Sim, você tem sentimentos por mim. - Aoey disse com um brilho nos
olhos.

-...

-Agora é a minha vez de lhe causar uma dor insuportável!


MATE - Querida amiga
Capítulo 39 - 39

Como Aoey disse que não estava aliviada e que ainda a amava, isso me
deixou tão nervosa que tive que arrastar o futuro namorado dela para me
levar ao hotel o mais rápido possível. Seu sentimento de vingança foi tão
destrutivo. Eu nunca soube o que ela faria.

Durante todo o caminho de volta, Ten tentou ser legal comigo. Notei algum
flerte por baixo disso. Acontece que já lidei com um cara assim antes, então
descobri.

-Vamos almoçar de vez em quando. Eu queria ser seu amigo.

-Sim, claro. Traga Aoey com você. Acho que ela deveria melhorar depois
de conversarmos. Você terá uma namorada saudável em breve.

-Estou preocupado com ela. Ela não fala muito quando está comigo. Parece
que ela tem tantas coisas dentro dela que tenta esconder. Está perto de você.
Eu quero saber sobre ela através de você.
Sorri e percebi o quão astuto esse cara era, só que eu, e não uma jovem
inocente, não seria sua vitima. Como ela poderia escolher esse garoto? Eu
poderia imaginar que ela seria uma mãe criando o filho sozinha enquanto
esse cara estava caçando uma garota de 53 anos. - Por que você vai se casar
com ela se não a conhece tão bem?

-Eu gosto. Eu queria me casar com ela.

Suspirei. Não entendi sua lógica. Como você pôde se casar com uma garota
so porque gostava dela? Eu podia sentir que seu sentimento estava seco,
Como alguém que estava prestes a se casar poderia emitir uma vibração tão
chata?

-Minha mãe e a mãe de Aoey são amigas. Naquela época, a Aoey precisava
de um psicólogo, então meu irmão, que é psicólogo, colocou ela em
tratamento. Minha mãe e minha família a amam. Minha família quer cuidar
dela. Nós queremos fazer isso. Não quero que ela pense que está sozinha no
mundo.

- Então você vai se casar com ela?

-Eu não me importo com isso. Ela é linda e eu gosto dela. - O motorista se
virou para mim com um sorriso sedutor. - Mas parece que agora gosto de
outra pessoa.
-Você vai se casar com minha melhor amiga, e agora está flertando comigo.
- Afirmei o fato francamente. O cara era abertamente um mulherengo, mas
não era o típico mulherengo barato. Ele era um mulherengo único.

-Eu queria ser feliz. Nunca gostei de ninguém. Queria me apaixonar - olhei
para ele, mas comecei a entender. Uma vez me senti assim. Isso me deixou
mais aberta a ele porque me vi nele. Era eu antes de ver Aoey.

-É por isso que você está entediado. Te entendo.

-Você era assim?

-Sim, procurei alguém que me encorajasse. Mas eu não estava tentando me


casar por esse motivo. Se você não a ama, casar com ela não ajudará.

-Acontece agora? Você está sentindo isso agora?

Eu não respondi a essa pergunta. Eu apenas sorri para ele e olhei pela
janela. Quando chegar a hora, o amor eventualmente chegará. E pode vir no
sentido errado, como amar alguém que você não deveria amar. Eu odiava
esse tipo de amor distorcido.

Assim que cheguei ao hotel, tudo que fiz foi deitar na cama, assim como
Aoey fez. Desde o nosso encontro, eu tinha certeza de que ainda estava
apaixonada por ela. Fui torturada pelo tempo que contava até o dia do
casamento.

Aoey estava prestes a se casar com um garoto solitário que ainda procurava
por amor. Ele era igual a mim no passado......

Sentei-me e pensei em um plano. Aoey não deveria se casar com ele, mas
que motivo ela deveria dar a ele? A data do casamento estava se
aproximando e era eu quem tinha que ir para o mais longe possível; Caso
contrário, eu ficaria mal.

pensei em alguém.......

-Você quer que eu diga a Aoey para não se casar? Por que você não me
pede em casamento? -Ele riu com um tom sarcástico. - Eu dei dinheiro a
ela. Eu cuido dela. Eu levei você para a fronteira. Agora você quer que eu
estrague o casamento deles.

-Porque você é a pessoa mais confiável.

Visitei Tod no hospital onde ele era interno. Ele parecia bem e maduro em
seu uniforme branco.

Ele era um médico desbocado que parecia ótimo.


-Eu não posso deixar ela se casar com ele, não com o garoto que acabou de
flertar comigo.

-Foi isso que ela escolheu. O que podemos fazer? Por que você não termina
o casamento sozinha?

-O que as pessoas vão pensar de mim?

- Você está pensando sobre isso e me pedindo para fazer isso por você? Oh!
Querida... que puta.

Ele ainda era o mesmo homem desbocado. Maldita seja, ninguém poderia
realmente me ajudar.

-Gen....não se preocupe muito com Aoey. Ela fez o melhor que pôde.

- Você não quer que eu me preocupe com ela. Por que você está me pedindo
para ir ao casamento, afinal? Você quer que eu veja se ela está feliz. Agora
vi que ela não ficará feliz.

-Eu disse para você ver, não fazer nada. Seu trabalho é estar presente, juntar
dinheiro para a bênção, fazer com que eles se casem e pronto.
-Eu não posso fazer.

-Você mesmo se casa com ela. Essa é a solução,

Falando em casamento, tive um flashback de carregar Aoey e ela sussurrou


em meu ouvido: "Vamos nos casar". Eu sorri com a minha memória. Tod
chutou minha canela e me acordou.

- Por que diabos você está sorrindo?

- Por nada - eu suspirei. -Vou fazer uma guerra com ela por causa do
casamento, mas se não der certo você terá que interferir. Eu não suportaria
vê-la fracassar no casamento.

-Quero ver você cuidar do assunto.

Tod parecia estar gostando disso.

- Você está pensando que estou tentando recuperá-la?

-Não é assim?
-Eu não poderia fazer isso. Primeiro, ela já me odeia - pensei na carta ruim
que deixei para ela. - Segundo, não posso pedir para ela ficar com alguém
como eu.

-Ela pode não concordar com isso. Ela pode estar esperando que você faça
algo para voltarem a ficar juntas.

-Você está conduzindo um processo legal relacionado a direitos autorais.


Ela definitivamente não quer voltar a ficar juntas.

Eu ri da nossa fé distorcida. Fui eu quem desejou o melhor para ela, mas


tive que desempenhar o pior papel na vida dela.

Mas pode ser melhor do que não fazer nada. Eu tive que avisá-la sobre isso!

Eu não conseguia acreditar que em um dia já havia marcado um jantar com


Aoey.

O colírio para os olhos não atendeu minhas ligações pelo menos nas três
primeiras vezes. Quando desisti e parei de ligar, ela ligou novamente e
concordou em se encontrar quando eu disse que precisava falar com ela. Ela
apareceu 2 horas depois. Eu só conseguia me lembrar que a machuquei
ainda mais.
Apenas deixe ir.......

Mas isso foi demais. Eu odiava quando as pessoas não respeitavam o tempo
dos outros!

-Sinto muito. Acordei há uma hora. Trabalhei em um romance ontem à


noite.

Olhei para o relógio e tentei sorrir. Se não fosse ela, eu não estaria sorrindo.

-Está bem. Estou feliz que você esteja aqui.

-Você não usa mais seu relógio Patek Philip.

Aoey olhou para o meu relógio com curiosidade. Eu rapidamente abaixei


minha mão. Não, na verdade não. Realmente não combina com minhas
roupas. Eu mudei meu estilo.

-Você estava tão orgulhosa do seu relógio. Seu pai está bem se você não
usar?

-Você se lembra de tantos detalhes sobre mim


Sorri e fiquei impressionada por ela nunca ter se esquecido de mim. Os
olhos doces olharam para mim e sorriram, Senti um toque suave em minhas
pernas.

Seus pés descalços me tocaram sedutoramente. Esta gatinha sexy estava


tentando testar minha paciência.

-Lembro muito de você... de cada canto....

- Vamos conversar sobre outra coisa. - Eu educadamente removi a perna e


fui direto ao assunto. -Quero falar sobre o seu casamento.

-O que acontece com isso?

Eu ainda podia sentir sua perna esfregando suavemente minha perna, de


brincadeira. Mordi meu lábio e deixei passar

-Não acho que Ten seja o cara certo para você. Não se case com ele

-Você me surpreende. Você não suporta que alguém me toque, me coma


como você fez.
-Concentre-se no que eu disse - Fechei os olhos e tentei ser paciente. O que
ela estava tentando fazer era realmente me trabalhar, eu estava tão sensível
agora.

-Ten vai tirar minha roupa uma por uma e me beijar toda... você acha que
ele é tão bom quanto você? -Aoey apoiou o queixo na mão e olhou para
mim. - Ainda me lembro do último dia antes de você partir. Você fez isso
muito bem. Eu te dei 10 de 10.

-Aoey...

-Eu sempre pensei que os homens são assustadores depois da minha


experiência ruim. Mas quando eu tive você, você foi a melhor coisa da
minha vida porque me fez muito feliz. Agora me pergunto se seria a mesma
coisa dormir com homens além do meu padrasto

Meu coração batia mais rápido por causa da dor. Aoey era tão boa em me
causar dor. Essa deve ser sua habilidade de escrever. Ela era tão boa nisso.

-Os homens também têm dedos e línguas. Eles podem me dar prazer. Eles
também têm aquela coisa que naturalmente dá prazer às mulheres. Preciso
ser mais aberta sobre isso.

-Por favor pare....


Quase agarrei meu coração porque ele poderia se despedaçar. Tive que
mudar de assunto naquele momento.

-Por favor, não se case. Faça-o por mim. Ten não é o cara para você. Você
ainda tem mais tempo para procurar alguém que realmente combine com
você.

-Posso me casar com Ten, ou com qualquer garoto. Não importa - Aoey
encolheu os ombros. Ela não parecia se importar nem um pouco.

-Que significa isso?

-Eu quis dizer o que acabei de dizer. Posso me casar com qualquer um,
qualquer um menos com você!

-Por que você fez isso para se vingar de sua própria vida? Casar não é
pouca coisa - suspirei fracamente. - Agora você é famosa. Você tem uma
vida boa. Você deveria se casar com um homem bom que combina com
você.

-Tenho sorte de ter Ten depois que o ex-marido da minha mãe me fodeu.
-Ei - Eu balancei a perna e gritei com raiva. Os olhos suaves pareciam
animados ao ver minha reação. -Pare de fazer isso consigo mesma.

-Que?! Estou falando sério.

- Então por que você vai se casar? Você está tentando se vingar de mim?

-Funciona? Eu te deixo com raiva?

-Não, nem um pouco - isso foi uma grande mentira. Eu não sabia se ela
sabia, mas fiz o possível para esconder meus sentimentos. -Nosso
relacionamento terminou há muito tempo. Eu só desejo o melhor para você.
Acabei de lhe dizer francamente o que penso. Estou lhe contando isso
porque eu era sua amiga íntima.

Ela apenas sorriu de volta para mim e pareceu menosprezar minha amizade.

-Amiga próxima... Apreciei essa palavra há muito tempo.

-Mas você não acredita em nada do que eu disse agora.

Cerrei o punho com força e fiquei triste por tê-la visto naquele momento.
Eu sabia que era a única pessoa no mundo que ela nunca ouviria. Eu não
deveria fazer isso. Ela recostou-se na cadeira e sorriu como uma vencedora.

Eu não poderia discutir com ela.

-Sim, eu não acreditaria em nada do que você diz. Mesmo que o inferno
estivesse na minha frente e você me dissesse para não entrar. Eu faria.

-...

-Você está preocupada comigo? Se preocupa comigo? Você está preocupada


que eu possa estar com dor - disse ela com um tom vingativo e olhou para
mim como uma vencedora. - Se você está preocupada comigo, continuarei
fazendo isso. Vou fazer você sentir a dor que eu senti.

-Aoey.

-Não é assunto teu. Casarei com quem eu quiser.

-...
- Eu vou fazer você se preocupar até a morte. Va para o inferno!
MATE - Querida amiga
Capítulo 40 - 40

Eu estava na Tailândia há quase uma semana. Eu estava cheia de emoções.


Fiquei feliz em ver minha ex-namorada que eu não via há muito tempo.
Doeu-me saber que ela me odiava tanto. Mas me senti mais feliz do que
triste, apesar do ódio dela. Fiquei feliz em vê-la crescer e se tornar uma
adulta de sucesso.

Agora que eu vi que ela estava feliz, eh deveria voltar... certo?

Esta manhã, a minha mãe telefonou-me de Macau. Presumi que minha mãe
soubesse onde Tod estava. As reclamações da minha mãe deixaram meus.
ouvidos dormentes. -A Tailândia não é segura para você. Mesmo que você
tenha mudado seu nome e sobrenome. Ainda não é seguro para você. Volte
agora!

Olhei para o passaporte em minha mão e ri. Naquela época, deixei a


Tailândia secretamente. E eu precisava de um novo nome para voltar. Eu
não sabia como meu pai fez isso, mas consegui uma nova identidade, um
novo nome, um novo passaporte...

Mas eu era a velha vadia má da Aoey...


Tod me visitou naquele día no hotel. Ele subiu para o meu quarto e deitou-
se preguiçosamente na minha cama. Ele era uma pessoa muito ocupada,
mas sempre tinha tempo para mim. - Não quero que você se sinta sozinha.
Você não tem amigos aqui. -Tod se apoiou no cotovelo e olhou para mim. -
Como é possível que você não tenha amigos? Você deve ser tão ruim que
ninguém iria querer ver você. Mas uma vez que você teve uma amiga, você
fez dela sua namorada.

-Bobo - cruzei os braços sobre o peito. - Estou pensando em voltar para


Macau.

-Você não vai esperar o casamento?... Você não suportaria ver Aoey
anunciar no palco que iria se casar com aquele homem. Você não quer saber
sobre a história de amor deles.

Eu não disse nada. Presumi que era assim que me sentia. Mas mais uma
coisa foi que pensei que também lhe causava dor. Toda vez que ela olhava
para mim! Eu podía ver a dor em seus olhos.

-Discutivelmente. Acho que deveria ir. Pelo menos agora eu sei o quão bem
ela está.

-Que! Você acabou de chegar. Não fomos a lugar nenhum juntos. Temos
que ir a algum lugar primeiro.
-Como você irá fazer isso? Mal te vi desde que cheguei aqui... a não ser
quando você quis assistir meu drama.

O lindo garoto riu e acenou. - Ok, a culpa é minha... sobre a nossa


empresa... - Ele revirou os olhos antes de continuar. -Nossa companhia....

- Eu nunca vou me acostumar com isso.

Tod falou sobre uma editora que ele criou para publicar o livro de Aoey,
Estava indo muito bem, embora a mídia tradicional estivesse morrendo,
mas as pessoas recorreram à Internet para ler de graça.

-Nossa empresa fará uma excursão para escritores.

- Mas só existe uma escritora, Aoey.

-Boba, temos mais de 10 redatores na empresa. Queria agradecer a você por


nos ajudar em nosso sucesso. Você deveria participar também porque
primeiro eu queria sair com você. Em segundo lugar, você é a proprietária
da empresa.

Que dor de cabeça. Não sei nada sobre esta empresa.


-Esses 100.000 baht. Vamos! Vamos embora... você deveria conhecer a
Tailândia antes de ir.

- Entediante

-Pense nisso como um encontro com Aoey. Você já a levou em uma


viagem, exceto quando fugiu? - Que persuasão Suspirei e concordei em ir
porque queria ir com Aoey... Uma última vez.

Bem...umas férias antes de sair da Tailândia.

Quanto lucro a empresa obteve? Eu poderia levar mais de dez escritores


para um hotel de luxo como aquele... Escondi-me atrás de uma coluna num
canto do hotel. Tod cruzou os braços sobre o peito e balançou a cabeça para
mim.

-Você parece gostar de se esconder em um canto ultimamente. Onde está


minha confidente Genlong?

Revirei os olhos quando ouvi isso. Agora me senti mal porque decidi ir para
lá.
- Ela vai me chamar de intrometida de novo. Não tenho nada a ver com esse
passeio, mas aqui estou.

-Mas a empresa é sua.

-Ela não sabe disso.

-Hoje ela saberá.

-Que?! -Olhei para ele animado. - Não foi isso que combinamos. Não vim
aqui contar para todo mundo que sou sócia da editora.

-Você não vai dizer isso, mas eu direi.

- Não

-Você pode me impedir?

Tod me arrastou para sentar em uma mesa onde os escritores estavam


sentados. Aoey sentou-se ao lado de Ten e olhou para mim surpresa. Cada
vez que nossos olhos se encontravam, eu via tristeza, depressão e um
sentimento de vingança ali. O olhar dela me deu vontade de voltar para
Macau.
- Por que ela está aqui, Tod?

Aoey não aguentou, então perguntou a Tod em tom irritado.

- Achei que você ficaria feliz em vê-la aqui. Você estava ansiosa para um
encontro com ela no passado.

- Encontro?

Ted ouviu a palavra e se virou surpreso. Não era um vocabulário que você
usava com amigos. Rapidamente tentei ser brincalhão com as palavras.

-Chamamos isso de encontro quando saimos. Você se veste para ficar


bonita.

-Ela é nossa grande parceira na empresa

Ela enrijeceu quando ouviu isso. Os olhos suaves olharam para Tod como
se ela tivesse sido traída durante toda a vida.

-Tenho que sair da empresa então, porque não poderia trabalhar assim.
Ela se levantou com raiva. Todos os escritores que conversavam estavam
agora em silêncio. Agora a atmosfera do passeio mudou completamente. Eu
me senti tão mal por estar lá..

-Você não precisa ir. Eu vou. Apenas coma sua comida.

-Não.

- Aoey

-Eu disse que não posso trabalhar com ela.

-Sentar-se

-Não, por que eu iria ouvir você?

-Faça o que eu te disse

Meu tom forte fez Aoey parar e ficar tensa como se estivesse amaldiçoada.
A garota menor olhou para mim. Nós duas nos olhamos nos olhos até que
ela finalmente se sentou. Todos os olhares estavam voltados para mim
porque estavam surpresos por eu ter acabado de aparecer e já ser muito
autoritária.
Ten sorriu como se estivesse impressionado por poder dizer a Aoey o que
fazer. Tod olhou para mim e fez um gesto de aplausos e disse a todos para
continuarem comendo.

-Não te preocupes. São amigas. Vamos continuar comendo.

-Quero dar um passeio. Com licença.

Pedi desculpas e saí da mesa porque não queria ser o centro das atenções.
Eu tinha certeza de que me tornaria assunto de fofoca mais tarde naquela
noite. Eu deveria ter acreditado no meu instinto. Não devia ter ido lá e
voltado para Macau. Eu tinha acabado de intimidar Aoey na frente de tantas
pessoas. Os olhos doces devem ter me odiado ainda mais.

Estava muito quente, mas a brisa do mar aliviava de alguma forma o calor.
Enquanto estava sozinha pensando, ouvi uma voz baixa e familiar atrás de
mim.

-Ei, Posso falar com você?

Eu não gostei que Ten me seguisse até lá. Ele não deveria deixar muito
óbvio que estava interessado em mim. Eu não queria que Aoey visse isso,
droga!
-Por que está aqui? Você deveria estar com Aoey

-Aoey não quer falar com ninguém. Eu queria falar com você.

-Por favor, não flerte comigo. Não estou interesada. Sinto muito - eu o
rejeitei completamente. Meus olhos e meu gesto foram mostrados de forma
muito óbvia, ten riu.

-Uma mulher assim é super forte. Você deve rejeitar centenas de homens.
Você faz isso com tanta força e naturalidade

-Especialmente se você for o marido da minha amiga no futuro. Eu


realmente não quero me envolver.

-Você disse ao Aoey que eu gosto de você?

Sua pergunta direta me fez pensar. Ele deveria estar me perguntando isso?
Mas que diabos... eu não queria ser amiga dele de qualquer maneira.

-Sim, ela te contou?


-Realmente não. Eu entendi que você avisou sua amiga sobre mim. Você
está tentando arruinar meu casamento?

-Sim, não acho que você seja adequado para marido. Desculpe, tenho que
ser direta.

-Para ser sincero, me sinto bem por você estar tentando impedir o
casamento. Porque também não tenho certeza se quero me casar. Não me
importo de casar com ela, muito menos de fazer sexo com ela, mas não
estou totalmente convencido. Tenho certeza que você me entende

-Se sim, por que você ainda quer se casar com ela? Você acha que é uma
piada?

-Tenho pena dela. Pelo menos se não posso ser um bom marido, posso ser
seu amigo.

Eu entendi sua lógica, mas não pude aceitar isso de qualquer maneira. Esse
casamento era para Aoey ter uma família porque ela não tinha mais
ninguém no país. O casamento era uma forma de encontrar um parceiro
para toda a vida, mas não deveria ser sem amor...

- Vocês podem ser amigos sem se casar


- Por que você não fica com ela então? Se você realmente não quer que ela
se case.

Fiquei atordoada.....

Era uma pergunta direta e simples que eu não sabia responder. Embora
fosse verdade, por que não fiquei com ela se queria que ela tivesse amigos?

-Eu não posso ficar.

- Então não me pare. Deixe-me casar com ela e ser seu amigo.

- Não durma com ela então.

-De jeito nenhum, sou um ser humano. Ela é bonita. Se estamos na cama
juntos, como posso impedir isso?

Ten e eu nos entre olhamos. Na verdade, ele era um cara simples, um cara
legal. Meu único problema era que ele era o futuro marido de Aoey e eu era
sua ex-namorada anônima.

Que relacionamento complexo.


- Do que vocês dois estão conversando? -Aoey disse de longe enquanto Ten
e eu nos olhávamos nos olhos. Havia uma leve raiva em seu tom. Ela olhou
para nós dois com desconfiança.

-Nada, eu a vi sozinha, então só estou lhe fazendo companhia.

- Você não deveria fazer isso. - Aoey caminhou em nossa direção e agarrou
o braço de Ten. -O que os outros pensariam sobre isso?

-Está com ciúme?

Ten riu e seguiu Aoey de volta. Ele se virou e disse adeus. Coloquei as
mãos nos bolsos. Meus olhos seguiram Aoey. Ela percebeu que o namorado
dela estava flertando comigo.

Não poderia ser um casal. De repente me senti insegura. Aoey não parecia
muito estável. Achei que eles poderiam brigar depois que ela nos viu
conversando. Eu não gostava de Ten, mas não queria ser a razão pela qual
eles brigaram. Deve ajudar a limpar o ar.

Corri atrás deles como uma boa amiga, mas minhas pernas congelaram
quando vi a cena inesperada.
Os braços de Aoey estavam em volta do pescoço de Ten. Ela puxou seu
rosto para baixo para um beijo apaixonado. Congelei e senti uma dor aguda
e profunda no coração. Agarrei meu peito como se realmente tivesse sido
cortado.

Dor... tanta dor.

Naquela fração de segundo, enquanto eu estava ali, meus olhos se encheram


de lágrimas, vi os olhos dela olhando para mim.

Ela me viu.

Foi isso que ela quis dizer quando disse que queria me torturar e ela o fez.

Eu só tinha duas opções naquele momento, eu poderia ficar ali olhando para
eles e fingir que não sentia nada ou poderia simplesmente ir embora. Sua
missão era infligir-me o máximo de dor que pudesse. Poderia ficar fora de
controle. Finalmente, decidi ficar ali e observá-los, fingindo que não me
importava.

Vá em frente e faça o que você quer fazer. Eu lamberia minha ferida


sozinho em silêncio.

Aoey... você nunca me veria fraca. Você deveria me conhecer melhor.


- Que legal! - Tod interrompeu.

O casal que se beijava parou. O lindo garoto olhou para nós três.

-O clima de praia aqui é muito agradável. Os casais adoram aqui

Ten e Aoey deram as mãos e caminharam em direção a ele. Eles pareciam


um pouco envergonhados.

Mas fingi que não sentia nada.

-Não tenho ninguém. Pobre de mim.

-Você é a mais sortuda - Todos parecemos perplexos com a declaração dele,


especialmente eu.

- Ali -John apareceu de um canto com um grande buque de flores brancas.


Ele acenou para mim enquanto eu ficava surpresa ao vê-lo. Seu olhar
encantador fazia com que a beleza do mar parecesse desaparecer.

-Olá Kate. Surpresa!


-Joh

n!

Tod olhou para Aoey e falou alto para que todos pudessem ouvir: - Qual é a
sua surpresa? Liguei para um cara para quem você abre as pernas. Que
atmosfera doce! Casais por toda parte.

Maldita seja! Que incômodo!


MATE - Querida amiga -
Capítulo 41 - 41

Agora estávamos de volta à sala de jantar. Mas todos estavam lá fora


fazendo suas próprias coisas, como tirar fotos, caminhar e conversar. John e
eu não tínhamos comido nada, então concordamos em fazer isso, Aoey e
Ten também estavam lá, embora eu não soubesse por quê.

Esse era o plano de Tod. Ele planejou nos reunir todos naquela atmosfera
tensa.

- Então você tem namorado - Ten disse casualmente. - Na verdade, pensei


que você pudesse ter conseguido, mas você agiu como se fosse solteira.

Sorri, mas não admiti, rejeitei ou disse nada que os fizesse entender a nossa
relação. Aoey agora olhava para John o tempo todo.

-O que você acha, Aoey? O namorado da Gen é gostoso? - Seus olhos


castanhos claros se voltaram para Tod e olharam para ele, mas ela
rapidamente os enterrou.
-Se dão bem. Sempre tive curiosidade de saber como seria o namorado dela.
Eu simplesmente sabia que ela gosta de olhos bonitos.

Uma memória passou pela minha cabeça. Ela realmente nunca esqueceu
nada. Quanto mais ela lembrava, mais vingativa ela se sentia....

-Sim, isso mesmo - Acompanhei o comentário e tentei me gabar um pouco


do John, embora na verdade não sentisse nada. Ele é bonito, tem boa
liderança, é inteligente, tem apenas 30 anos, mas tem dez milhões na conta
bancária. Ele tem um negócio com mais de 100 trabalhadores.

-Mas você prefere seguidores... em tudo.

Aoey e eu nos olhamos nos olhos e eu balancei a cabeça.

-Ele também é um bom seguidor. Ele sempre me mima, qualquer coisa que
eu peça a ele está bom.

-Então você abriu as pernas para ele.

Sua declaração sarcástica deixou todos nervosos. Só que John ainda não
entendia a lingua e eu estava grata por isso.
-Sim, é bom dormir com um homem que só me deixa fazer o que quero -
Silêncio....

Todos estavam cientes da tensão entre Aoey e eu. Até que os olhos gentis se
desviaram do rosto dela. Por que eu fiz isso? Por diversão? A dor viria em
seguida. Não achei que valesse a pena.

-Do que você esta falando?

John me perguntou em inglês. Não queria que ninguém nos entendesse,


então mudei para o chinês, no qual também era bom.

-De você. Eu contei a eles sobre seu trabalho. Estou me gabando de você.

-Não conte nada muito assustador a eles. Não quero ser mal interpretado. A
Tailândia ainda não está aberta à ideia de um Casino. Eles podem não
gostar.

-Você não tem nada a temer. Eu só vejo a parte bonita de você.

- Por que você não se casa comigo então? Eu te perguntei tantas vezes.
Eu sorri de volta sedutoramente. Ele não sabia por que eu estava flertando
com ele. Pode ser a dor que senti por Aoey.

-Tenta de novo. Eu posso concordar desta vez. Estou cansada de ser


solteira. - Olhei para Aoey. -Minha amiga também vai se casar. Estou com
ciúmes.

-Por que não fazemos isso agora?

Nossa conversa entre risadas que ninguém entendia parecia uma cena de
amor de filme estrangeiro. Porém...alguém me surpreendeu com um
comentário.

-Você está prestes a aceitar a proposta de casamento dele? - Tem disse.

Eu rapidamente me virei para a pessoa. Eu falei chinês. Como ele poderia


entender isso?

-Você entendeu?

-Estudado. Não sou muito bom nisso, mas entendo do assunto. Eu entendi
corretamente?
Aoey se levantou rapidamente. Ela não conseguia mais manter boas
maneiras. Os olhos gentis pareciam muito chateados. Elela se levantou e
simplesmente saiu da mesa.

-Ela está bem?

John perguntou quando viu Ten seguir Aoey. Tod olhou para toda a situação
e sorriu. Ele parecia satisfeito.

-Isso foi legal e você também é boa -Tod ergueu um copo de água como se
quisesse encorajar sarcasmo retornou com sarcasmo.

-Tolo -Então foi o fim da conversa.

Agora John estava deitado na minha cama relaxando. Olhei para o menino
bonito e sorri. Fiquei surpresa como ele conseguiu encontrar tempo para
voar até aqui para mim.

-Por que eu teria um negócio se não posso pedir ao meu pessoal que
trabalhe para mim? Eu também preciso de um tempo para mim. Você é a
minha felicidade.

Ele sempre foi um falador doce. Mas ele sempre foi cortés, mesmo sendo
autoritário com seus trabalhadores. Meu pai também era sócio do cassino,
então estávamos no mesmo nível.

BOM.....

- Você realmente quis dizer isso sobre se casar comigo?

O lindo menino saiu da cama e se aproximou de mim por trás. Fiquei perto
da janela e apreciei a vista. Fiquei assustada quando ele se aproximou
silenciosamente.

-Estou tomando minha decisão.

-Isso não é legal. Você me deu esperança e agora diz que está pensando: - O
cara maior me abraçou por trás e beijou minha cabeça com carinho. -Estou
loucamente apaixonado por você.

- Oque eu tenho? Você tem tantas mulheres se aproximando de você.

-Essas mulheres querem algo de mim e você não.

-Eu tenho o que você tem. Não sei por que precisaria de mais.
-No entanto, você nunca usou o dinheiro do seu pai. Você ganha seu
dinheiro, isso me impressionou... me fez apaixonar.

Eu me virei e olhei para o garoto fofo. Eu fiz sexo com ele uma vez e não
achei que iria funcionar. Eu sentiria o mesmo novamente desta vez?

Eu deveria tentar novamente......

Quando nossos lábios estavam prestes a se tocar, a campainha da porta da


frente tocou. Afastei-me de onde John estava e não tinha certeza de como
me sentia. Foi um alívio estarmos em um hiato, mas uma pena que eu não
tinha descoberto como me sentia a respeito.

Mas o que me surpreendeu ainda mais foi alguém batendo na porta.

-Oi, o que você está fazendo?

Tod e Aoey estavam lá e tentaram olhar para dentro da sala. John os


cumprimentou, embora devesse estar chateado.

Droga... isso foi por pouco.

-Estavam conversando. O que está acontecendo?


-Eu queria dormir aqui e o John dorme no meu quarto.

-Ah?

Olhei para Aoey, que agora estava se escondendo atrás de Tod como uma
criança que acabou de fazer algo ruim. Ela evitou meus olhos, sem falar.

-Você é tailandesa. Você não deveria dormir com um homem no mesmo


quarto.

-Você também está preocupado com algo assim? - Sorri. Claro, o cara
balançou a cabeça.

-Não eu não. Aoey sim.

Olhei nos olhos doces e sorri, mas ainda tentei manter toda a excitação.

-Não, John pode dormir aqui.

Aoey imediatamente olhou para mim sem acreditar. Ela parecia irritada e
desapontada ao mesmo tempo, então rapidamente inventei uma desculpa.
-Vou dormir no quarto da Aoey, então você não precisa mexer nas suas
coisas

Por que eu precisaria de uma desculpa?

Ela pareceu aliviada, então fui até John e expliquei tudo. Ele fez beicinho,
mas pareceu entender. Ele queria continuar nosso episódio, mas como eu
disse, ele era um bom seguidor sempre que eu pedia.

-Ok, posso te dar um beijo de boa noite?

O garoto encantador se inclinou para me beijar na boca. Era normal para a


cultura ocidental. Claro, Tod e Aoey viram isso. Dei boa noite para John e
segui Aoey até o quarto dela sem dizer nada.

Uma atmosfera tensa nos cercou depois que Tod saiu. Nós duas ficamos
quietas, mas Aoey finalmente quebrou o silêncio.

-Vocês dois parecem estar apaixonados.

-Somos muito óbvios? -Respondi casualmente porque sabia que era um


comentário sarcástico. - Tenho que lhe dizer para ser menos óbvio.
-Há quanto tempo você namora com ele?

Agora ela abandonou todo o sarcasmo e curiosamente me perguntou sobre


os detalhes, como uma amiga perdida há muito tempo tentando se atualizar.

-Somos amigos desde que me mudei para Macau, há quase 3 anos,

-Foi no mesmo período em que nos separamos. Quão bom é ser Genlong?
Você imediatamente teve uma recuperação quando nos separamos.

-Vou tomar banho.

Encerrei a conversa abruptamente. Eu não queria entrar em detalhes.


Porque então eu teria que contar a ela que conheci John porque tive
depressão depois que terminei com ela. Eu precisava de alguém para
substituí-la, mas no fundo sabia que ninguém poderia substituí-la.
Ninguém.....

Depois que terminei de tomar banho, ela entrou no banheiro. Me vesti e me


preparei para dormir. Fui dormir imediatamente. Não sabia o que fazer.
Essa foi a primeira noite em que dormimos juntas na mesma cama
novamente. Eu não poderia estar muito perto dela, mas também não poderia
estar com muito frio, então decidi dormir.
Assim que saiu do banheiro e se arrumou, apagou a luz. Disse a mim
mesma para fechar os olhos, mas meu cérebro não me seguiu.

Eu estava tão animada... como no primeiro dia, dividimos a cama.

- Você está dormindo agora?

Disse sua voz doce atrás de mim. Não respondi porque não sabia o que
dizer.

Tive que processar cada frase que disse a ela porque se eu perdesse alguma
coisa, poderíamos acabar brigando.

-Diga-me

Maldita seja...

-Não.

- Eu sabia que você ainda estava acordada. Esta é a primeira noite que
dividimos a cama em três anos.
Tivemos a mesma ideia.

-Não está com sono?

-você?

-Sim

-Como você consegue fechar os olhos todas as noites? -A menina estava


deitada de lado ao meu lado, de costas para mim. Ela disse isso enquanto
reclamava para si mesma. - Nos últimos 3 anos, você sentiu minha falta?
Saudades de dormir ao meu lado?

-O que você quer que eu te diga, Aoey?

-A verdade.

-Pensei em você, mas não senti sua falta

Eu menti... Não houve uma noite em que eu não sentisse falta dela. Quando
dormia de lado, sempre imaginava que ela estava deitada ao meu lado.
Algumas noites chorei e outras beijei os travesseiros e disse boa noite. Eu
queria que ela soubesse... mas não podia dizer agora. Qual era o sentido
agora, ela estava prestes a se casar em alguns dias.

-Mas eu sinto sua falta.

Mordi meu lábio pacientemente. Ela foi tão direta enquanto eu a


machucava, dizendo que não sentia falta dela. Ela confessou que sentiu
minha falta. Ou ela queria que eu me sentisse culpada?

-Vamos dormir.

-De acordo.

Aoey respondeu virando-se e abraçando minha cintura. Sua pequena mão


estava na minha camisa. Agora ela estava testando o quão paciente eu era.
Maldita seja. Eu disse tentando dormir, não ficar animada.

-Você realmente consegue me ver me casando?

-Eu já falei para você não fazer isso, mas você não escuta. O que eu posso
fazer agora?

-Mas eu queria machucar você.


-Você vê que me machucou? Não, não estou. Por que você faz isso então?

-Eu sei que você está com dor, mas ainda preciso te testar... você está de
calcinha?

Sua mãozinha subia cada vez mais. Ela me tocou onde quis, mas respirei
fundo e tentei tirar sua mão.

-Vamos dormir.

- Eu não suporto saber que você fez sexo com aquele homem. - Sua mão
agora se moveu para minha cintura e beliscou minha pele com raiva. Doeu-
me, mas não chorei. -Como você fez isso? Você não pensou em mim
quando dormiu com ele?

-Vamos dormir.

- Ajude-me a dormir... você consegue. - Ela aproximou o rosto dos meus


ouvidos e mordeu-o suavemente. -Coma-me.

Sentei-me para parar tudo e saí da cama. Peguei meu roupão e tentei sair
pela porta.
Onde você está indo?

-Vou passear.

- Você não quer ficar sozinha comigo. - Os olhos doces sorriram


desafiadoramente. -Você está perdendo para mim agora -Perder sempre foi
meu ponto fraco. Olhei para ela e suspirei.

-Ok, estou perdendo.

Terminei a frase e saí, ignorando-a. Eu precisava acalmar esse desejo


sexual. Maldita seja! Ela era tão boa nisso. Ela só queria girar minha cabeça
e se casar. Desde quando ela era tão desafiadora?

-Eu também vou.

Sua voz chamou por trás, dei um passo maior para fugir. Ela deslizou pela
porta do elevador e ficou ao meu lado..

-Não me siga. Quero ficar sozinha agora.

-Não, você está com calor agora. Você poderia fazer algo estúpido.
A porta do elevador se abriu. Eu dei passos ainda maiores tentando fugir

- Não, não vou.

-Não confio em você. Se você abriu as pernas para John uma vez, com
certeza poderá fazer isso de novo.

-O que você está fazendo? - Eu disse a ela com raiva. Ela correu ao meu
lado porque tentou acompanhar.

-Eu não quero que você vá até John.

-Eu não farei isso.

-Não acredito em você.

-Se eu fizer isso, qual é o seu problema? Ele é meu namorado de qualquer
maneira.

-Mas esse impulso é para mim. Se você quiser aliviá-lo, terá que usá-lo em
mim.
Foi louco. Que tipo de conversa foi essa? Eu sabia que ela era uma
escritora, mas o que ela disse foi muito apaixonado. Cobri meus ouvidos e
me afastei em direção à frente. A garotinha correu e cortou na minha frente.
Agora ela me impediu de seguir em frente.

- Pare de andar. Eu te seguirei onde quer que você vá.

-Porque você me segue? Porque você fez isso? Você não se lembra que
você me odeia tanto! -Eu gritei. Ela tentou me seduzir!

-Saudade de você

-...

-E o sentimento é tão forte.

Seu tom mudou imediatamente. De um gato feroz a um gatinho que abracei


anos atrás. Eu podia sentir sua tristeza e solidão em cada palavra que ela
dizia. Quase perdi para ela.

Não... eu teve que lutar contra o desejo. Ela estava prestes a se casar e meu
namorado estava dentro do quarto esperando que eu fosse sua noiva.
-Aoey... você está prestes a se casar.

- Eu não quero mais. - A garotinha agarrou minha camisa como uma


criança chamando atenção. - Assim que te vi de novo, soube que não queria
me casar.

-...

-Quero estar com você, Gen. Você é minha vitamina para a felicidade.

- Aoey

Eu não aguentava mais.

-Eu nunca me esqueci de nós. Quando estávamos juntas, quando cortei suas
unhas no banheiro, quando brigamos com o passarinho, quando você se
embebedou de vodca, suas lembranças estão por toda parte.

-..

-Eu só tenho você o tempo todo. Minha emoção, meus impulsos estão de
volta para você. Você não sente o mesmo?
Sua voz doce e terna fez meu coração bater mais rápido. Finalmente, ela
disse a palavra-chave: eu estava pronta para desistir de tudo.

-Minha Gen.

Foda-se!

- Minha Aoey.

Puxei seu corpo para mais perto do meu e pressionei meus lábios contra os
dela. Aoey

ficou surpresa, mas depois passou os dois braços em volta do meu pescoço.
Nós nos beijamos por muito tempo.

O movimento das nossas línguas, a nossa respiração mais profunda e rápida


e as nossas mãos movendo-se para todos os lugares que eu queria explorar.
Eu queria devorá-la.

Eu não aguentava mais!


MATE - Querida amiga
Capítulo 42 - 42

Aoey e eu éramos agora como duas viajantes que já viajavam há muito


tempo. Nós duas éramos nossa fonte de água. Quanto mais sede ela estava,
mais ela queria engolir. Esquecemos que estávamos em uma passarela em
frente ao hotel. Ouvi passos se aproximando e foi então que paramos. Um
funcionário do hotel passou e fingimos que não havia nada de errado,
embora nosso cabelo e rosto dissessem o contrário.

Depois que o estranho passou, nos entreolhamos e decidimos se deveríamos


continuar. Finalmente, Aoey fez um gesto para que voltássemos ao hotel.

-Devíamos voltar.

-OK.

-Vamos.

-Saia do caminho.
A menina menor deu um passo na minha frente, mas continuou a olhar para
trás de forma sedutora. Meu coração batia mais rápido enquanto eu tentava
acompanhar. Estávamos tão entusiasmadas que corremos apressadamente
para chegar ao quarto o mais rápido que pudemos. Se pudéssemos… ir para
o quarto. Por que precisávamos de um elevador?

Por que ficamos no oitavo andar? Por que eu cai no começo?

-Podemos fazer isso em um elevador? — Aoey perguntou. Olhei em volta e


vi o CCTV. Eu balancei minha cabeça..

-Não, há uma câmera.

-Por que me sinto tão animada? Você sente o mesmo?

-Sim.

-Por que você não está falando?

Olhei nos olhos doces e disse com franqueza como nunca antes.

-Eu estou tão quente


O elevador nos disse que estávamos no oitavo andar. Aoey saiu do elevador
e correu em direção à sala, mas ela ainda puxou minhas mãos para segui-la.
Paramos na frente do nosso quarto, mas Aoey não conseguiu encontrar seu
cartão-chave. Ela nervosamente procurou em sua bolsa, mas ainda não
conseguiu encontrá-la. Tive que ajudá-la a procurar em toda a bolsa e nos
bolsos. Finalmente o encontramos e colocamos o cartão dentro dele com as
mãos trêmulas. Parecíamos duas viciadas em drogas.

Ele clicou.

Assim que a porta se abriu, as luzes da sala se acenderam. Nos


entreolhamos por 3 segundos, Aoey e eu pulamos uma na outra e nos
beijamos apaixonadamente. A garotinha preocupada que eu pudesse
desaparecer, envolveu-me com as duas pernas com força. Seus lábios me
beijaram suavemente e ela sussurrou em meus ouvidos o tempo todo.
«Minha Gene»

Ainda não conseguíamos ir para a cama. Empurrei seu corpo contra a porta
e mordi seu pescoço e ombros macios. Rasguei sua camiseta apertada.
Estávamos no baile que nos levou ao impulso da natureza quando a
campainha tocou. Aoey beliscou meu braço..

-Não abra.

-De acordo.
Nós duas continuamos nos abraçando e nos beijando, mas a campainha
continuou tocando. — Devíamos verificar quem é.

-Não, não posso esperar mais, Gen. Agora não é hora - Agora eu queria
saber quem estaria na porta. Pode haver uma emergência. Finalmente parei
e arrumei minha camisa e meu cabelo. A menina não conseguiu conter a
agitação quando abri a porta.

-Tod.

-O que você está fazendo? — o menino bonito apareceu às 23h. Ele olhou
para nós e cheirou.

-Tem um cheiro…

-Que cheiro… — respondi com relutância. Eu gostaria que isso fosse


embora agora.

-O cheiro do amor, mas como é possível se vocês duas se odeiam.

-Agora estamos com sono. Pode ir? -Aoey disse tentando expulsá-lo. Tod
ficou surpreso e olhou para mim com curiosidade enquanto eu apoiava seu
comentário.
-Vamos dormir agora… com muito sono.

-A sério?! Pensei que poderíamos conversar. Estou indo embora então.

-вом.

Eu o forcei a sair do quarto e bati a porta na cara dele, Claro, nós duas
rapidamente pulamos uma na outra. Mas…

Ding Dong!

A campainha continuou a tocar. Aoey e eu fechamos os olhos com raiva.


Finalmente abri a porta e encontrei Tod novamente. Desta vez, Aoey e eu
dissemos ao mesmo tempo com uma voz irritada.

-Que diabos…

-Nossa, vocês duas devem estar bravas — Tod começou a se sentir culpado
porque nenhuma de nós sorriu. — Só vou te dizer que tenho que ir
primeiro. Há uma emergência no hospital. Se eu não te ver amanhã…
Fechei a porta na cara dele. Aoey tirou a roupa mostrando a pele nua. Ela
me mostrou um sorriso sedutor. Nós duas trocamos palavras que usávamos
para excitar uma a outra.

-Coma-me. Coma-me agora.

Tirei minha camisa e pressionei seu peito para baixo e disse em um tom
baixo e sexy.

-Por onde devo começar?

-Minha melhor parte.

Mordi seu peito e respirei fundo para absorver seu cheiro doce. Ela sempre
cheirava tão bem. Seu corpo e a minha temperatura corporal estavam agora
elevados.

-Esta não é a melhor parte… não — disse Aoey com dificuldade para
respirar. — Vamos! me dê isto. Baixo! Baixo

A garotinha agarrou meu cabelo e empurrou minha cabeça para baixo. Eu a


segui naturalmente, sabia que não poderia esperar mais.
-Ahhhhhhh…

-Minha Aoey

No momento em que terminei a frase. Todo o corpo de Aoey ficou tenso.


Ela levantou a cabeça para olhar para mim e engasgou. Olhei para a garota
com desconfiança e lambi meu próprio dedo e enfiei-o…

-Não, ainda não terminei.

-Oh…

-Aqui estou

O corpo de Aoey ficou tenso mais uma vez quando eu invadi ela, meu lugar
familiar. A menina mordeu o lábio e gemeu na garganta. Ela agarrou meu
cabelo com força.

-É você mesmo… Gen

Eu senti o mesmo que ela. Aproximei-me dela e beijei seu queixo enquanto
minha mão ainda estava no mesmo lugar.
-É você…

3 anos se passaram. Senti falta daqueles momentos… o momento em que


sussurrávamos amor nos ouvidos uma da outra e nos cobrimos com nosso
próprio suor. Depois conversamos sobre o que era bom e o que não era.
Como gostamos e como preferimos. Éramos amantes e amigas que
podíamos conversar sobre qualquer coisa.

Achei que nunca mais teria isso… nossos velhos tempos estavam de volta.

-Você está com saudades de mim?-Ela disse com dificuldade para respirar e
passou os braços em volta do meu pescoço. — Sentiu minha falta, Gen? -
Ela disse enquanto sua mão se movia para baixo.

-Deixe meu corpo te dizer isso — Movi meu dedo para cima em um
determinado ângulo que eu sabia que era o ponto fraco dela e sempre
funcionou.

-Você nunca esqueceu o que me faz feliz — Aoey me puxou e me abraçou


forte. Lembrei-me do ritmo, do movimento e de como ela gostava. Eu
poderia dizer onde ela estava agora. Eu tinha certeza de que ela estava
prestes a gozar, então parei.

-Não tire sarro de mim.


-Não quero que esta noite acabe tão rápido.

-Não se preocupe. — A garotinha levantou a cabeça e mordeu meu lábio


inferior. Este gatinho sabia bem o que funcionava para mim. — Não vou
deixar esta noite terminar tão cedo.

Eu me perdi no desejo.

Depois de passar pelo turbilhão, minha emoção foi liberada. Eu sentei lá e


me senti culpada por não ter parado e aqui estávamos nós até este ponto.
Não estávamos bêbadas nem nada. Foi pura solidão e desejo que nos trouxe
até aquele momento.

Tudo começou às 11 da noite e continuou até as 8 da manhã. Parávamos


para descansar de vez em quando, mas quando nos olhávamos, tudo
recomeçava. Agora estávamos ambas exaustos. Olhei para Aoey, que agora
estava dormindo. Eu não deveria ter deixado isso acontecer. Tentei muito,
mas uma vez ouvi a palavra mágica -Mimha Gen-. Eu imediatamente me
perdi na luxúria. E agora era hora de pagar.

Levantei para tomar banho. A pessoa ao meu lado, que eu pensei que estava
dormindo, puxou meus braços. [Link] abrir os olhos e me chamou pelo
meu nome.
-Minha Gen. De novo…

-Sim?

-Onde você está indo?

-banho

-São apenas 8 horas. Por que você está com tanta pressa? -Os olhos doces
me atraíram e rolaram sobre mim.

-Continuo com fome.

-Você não está cansada? -Olhei para ela com surpresa. Eu vi um sorriso no
canto de sua boca. Ela mordiscou meu pescoço.

-Já descansei mas não sou eu quem trabalha, é você.

-Você não acha que estou cansada também?

-Você não quer ouvir meu gemido? É o seu barulho favorito — Os olhos
doces me seduziram novamente e sempre funcionou — Coma-me — Eu
nunca conseguia sair da cama…

Eu perdi de novo 11 horas

Era hora de levantar, Aoey parecia estar farta naquele momento. Observei
enquanto ela se levantava e caminhava até o chuveiro com uma toalha
enrolada em volta dela. Eu estava exausta e poderia ter adormecido em pé
naquele momento. Provavelmente usei muita energia. Enquanto cochilava,
ouvi um barulho próximo ao meu ouvido, seguido por uma mordida
divertida.

-Acordar!

-Oh! -pisquei e olhei para Aoey com uma camisa de mangas compridas.
Parecia fresco, embora tenhamos feito isso a noite toda.

-Você terminou de tomar banho?

-Sim, é sua vez de tomar banho. Isso vai te acordar. — Fui até o chuveiro
como ela disse e me olhei no espelho. Fiquei chocada ao ver que meu
pescoço estava cheio de marcas de mordidas. Ela foi muito dura comigo
ontem à noite.
Eu não tinha entrado no chuveiro quando Aoey abriu a porta do banheiro e
entrou. Ela olhou para mim com um sorriso.

-Esse foi o meu trabalho no seu corpo — Os olhos doces me abraçaram por
trás e fizeram contato visual no espelho. Se você planeja dormir com outra
pessoa depois disso, ele verá isso..

-Você planejou isso?

-Não, na verdade não, mas agora me sinto bem por ter feito isso — disse
Aoey enquanto tocava suavemente meu ombro com os lábios. - É como
quando uma criança não quer dividir o sorvete, então ela lambe o sorvete.

-..

-Eu te lambi ontem à noite, você é minha agora, Gen?

-Você quer me possuir? Qual é o sentido de me possuir?

-Não vou deixar você ficar com ninguém. Você é só minha.

-Você também é minha então? -Eu perguntei a ela. -Eu lambi você também.
-Você quer ser minha dona? -Os olhinhos perguntaram e me olharam com
curiosidade. — O que você quer fazer quando me possuir?

-Se você é minha. Vou pedir que você não se case. Você faria isso?

Os olhos doces ergueram as sobrancelhas e riram. O gatinho havia sumido.

Agora ela era uma gata feroz novamente.

-Não leve muito a sério o que eu disse. Foi só uma piada

— Aoey se afastou de mim e caminhou em direção à porta do banheiro. Ela


se encostou na porta e riu. — Você não pode estar falando muito sério sobre
a noite passada, pode? Foi por luxúria que nos aliviamos uma à outra. Você
entende o que eu quero dizer?

Engoli um nó na garganta quando ouvi isso. Eu sabia que o que fizemos


ontem à noite não estava certo, mas agora ela fazia parecer que não era
nada.

Ontem à noite pulamos uma na outra, nos beijamos e sussurramos amor,


mas nada era sério. Foi só eu que levei isso a sério?
Isso fez minha cabeça girar como disse que aconteceria.

Ela queria me machucar até os ossos.

-Eu entendo. — Eu olhei diretamente para ela agora. — Não vou levar isso
muito a sério. Foi apenas um alívio físico. Nós duas estávamos
familiarizadas uma com a outra. É apenas essa familiaridade que nos
desencadeou. Te entendo.

-Isso é fácil. Eu gosto. Mais uma coisa, eu não poderia fazer o que você
pediu de qualquer maneira. Estou prestes a me casar. Se você está falando
sério, você será minha amante. Você consegue lidar com isso?

-...

-Eu sei que Genlong não será a história de amor de ninguém. Você não quer
perder para ninguém. Então vamos manter as coisas simples. Só dormimos
juntas. Eu te dei 10 de 10 como da última vez que você me algemou.

Então ela estava dizendo que não era nada e ela estava feliz por ela não
estar falando sério. Eu não queria perder, então balancei a cabeça como se
quisesse mostrar a ela que entendia.
-Fico feliz em saber que você ainda é boa nisso, mesmo não fazendo isso
com mulheres há muito tempo. Agradeço ao John por ensiná-la tão bem.

Não, ela estava calma. Eu não sabia o que ela estava pensando, então disse
algo em troca. -As crianças lambem o sorvete porque não querem
compartilhá-lo com os amigos, mas John é diferente. Mesmo que você ou
qualquer homem me lambesse por todo o corpo, John não se importaria.

-..

-Essa é a vantagem de ser Genlong. As pessoas me amam. Embora John


soubesse que eu dormia com uma garota, ele não se importava. Ainda é
melhor do que dormir com outro homem.

Aoey se endireitou. Seu rosto mudou de feliz pela vitória para taciturno
quando ouviu isso.

- Você é tão confiante.

-Como você ontem à noite. Você me queria tanto. Mesmo sendo mulher,
pense como homem, como John. Como eu poderia resistir a você?

-...
-Quero testar se isso é verdade. Vamos ver se ele ainda me ama quando vir
todas essas marcas.

Eu sorri arrogantemente. Ela olhou para mim com raiva. Eu disse a ela para
sair da sala e tratei-a como se não fosse nada importante.

-Fora daqui. Vou tomar um banho.

Os olhos suaves saíram da sala mas não se esqueceram de bater na porta.

Não perdi para ela, mas meu coração doeu. Levei quase uma hora para
tomar banho. Quando eu estava triste, o banho era o que mais me ajudava.
Quando saí, ela havia sumido. Ela deve ter ficado com raiva ou tentando
fazer com que eu me sentisse tão inútil quanto um lenço de papel usado que
é jogado fora quando usado.

Saí da sala me sentindo tão inútil quanto ela queria que eu me sentisse.
Voltei para ver John, esperando que ele pudesse me abraçar e me fazer
sentir melhor, mas em vez disso encontrei Tod.

Isso foi bom… melhor que John.


-Ei, Por que você está assim?

-Achei que você tivesse dito que voltaria desde ontem à noite.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas. Eu não aguentava mais. Primeiro


ele sorriu ao me ver, depois viu minhas lágrimas e suspirou.

-O que aconteceu desta vez?

-Por que você está… aqui… não em Bangkok?… -Eu solucei e o abracei
como se ele fosse meu irmão mais velho.

- Você está aqui como se soubesse que preciso de você aqui.

-Gen… O que aconteceu?

-É tão doloroso, Tod. Muita dor.

Ela teve sucesso em se vingar. Ela pisou no meu coração. Nosso sexo na
noite passada maximizou ainda mais a dor depois de anos pensando que não
haveria problema em lidar com isso. Eu queria tê-la novamente e a queria
de volta. Fiquei com pena de mim mesma depois que ela me tratou como
um lenço inútil.
O que aconteceu ontem à noite não foi real… sério?…

Ela me disse que me amava… isso não significava nada… sério?

-O que vai, volta. Isto é o que tenho que pagar. Acho que não consigo lidar
com isso… estou prestes a morrer.

-..

-Estou prestes a morrer… por favor… me ajude…


MATE - Querida amiga
Capítulo 43 - 43

Chorei apenas por um curto período de tempo porque não via sentido em
pensar nisso. Eu apenas liberei minha emoção e foi isso. Não segurei isso
por muito tempo. E eu me odiava quando tinha dois olhos inchados.

Parecia feio, não é? Eu não choraria de novo...

Tod ouviu minha história. Ele apenas suspirou e esfregou minhas costas. Eu
também não sabia o que fazer para me sentir melhor. Tínhamos uma longa
história e decidi sair do relacionamento. Hoje ela se vingou de mim. Foi
razoável.

Eu só tive que suportar o resultado da minha ação... isso foi tudo.....

Eu entendi toda a dor que ela passou. Deixei ela para morar com uma mãe,
que ela acreditava não a amava, foi como se eu a tivesse deixado com um
estranho. Quando voltei, ela queria vingança e me fez sentir dor. Ela se saiu
muito bem. Ela me tratou como um pedaço de merda.

-Acho que deveria voltar para Macau com o John


John, Tod e eu estávamos comendo no saguão do hotel. Eu não tinha
comido nada desde manhã porque passei a manhã inteira com Aoey. Usei
toda a minha energia até meu corpo ficar muito fraco. John olhou para mim
e devorou a comida rapidamente. Ele deu um tapinha nas minhas costas
com adoração.

-Quando John vai embora?

-Ele disse em mais 3 dias.

-Então você não vai ficar para um casamento. Será daqui a alguns dias.

Dei a Tod um sorriso sarcástico.

-Você não deveria perguntar.

Durante todo o tempo que comemos, John gentilmente tocou e torceu meu
cabelo de forma obsessiva. Tod viu tudo isso e não pôde deixar de fazer um
comentário em tailandês.

-Ele te ama tanto. Você deveria se casar com ele, para poder esquecer a
outra pessoa.
-Você acha que casar com ele vai me ajudar a esquecê-la?- perguntei-lhe
curioso.

- Não, acho que não - disse Tod e balançou a cabeça.

-Por isso pergunto.

-Outras pessoas fariam isso para escapar dessa dor.

-Eu queria viver minha vida de forma mais inteligente. Eu fiz tantas coisas
erradas. Mas não vou perder isso. Não quero machucar uma terceira pessoa.

-Você poderia simplesmente abrir as pernas.

-Posso fazer muito mais que isso, mas não, obrigado.

Conversamos e rimos de brincadeira. John olhou para frente e para trás com
curiosidade. Eu não tinha explicado nada para ele. Aoey e Ten entraram e
pararam na nossa mesa.

-Podemos sentar com você?


Normalmente, Aoey não era alguém que queria sair com muita gente. Ela
provavelmente me viu e quis me causar mais dor, então se convidou para
sentar na mesa.

- Claro

Tod casualmente a convidou para se sentar e pediu um cardápio ao garçom.

Os olhos suaves não prestaram atenção ao cardápio que lhe foi entregue.
Ela apenas olhou para John e para mim em um tom hostil.

-Ela não gosta de mim.

John disse enquanto brincava com meu cabelo sem olhar para Aoey. O
estrangeiro pareceu perceber isso desde ontem, mas não quis dizer nada.

- O que te faz pensar isso?

-O jeito que ela olha para mim. Ela não gosta que eu fique muito perto de
você. Ela é possessiva com você.

-Falar inglês é rude. Falar outra língua que as pessoas não entendem.
Aoey disse e olhou para mim. A maneira como ela se expressou agora era
óbvia demais. Ela não conseguia se controlar.

- John disse que você deve estar com ciúmes. Você não parece gostar do
John.

Tod traduziu para mim, o que deixou Aoey e eu desconfortáveis. Ten olhou
para Aoey e para mim com curiosidade. A garotinha rapidamente limpou a
garganta.

-Ciúmes? Eu apenas olhei para ele. Eles parecem se amar.

-Eu estou brincando, John está conversando com Gen sobre o casamento.

Tod mentiu e piorou tudo. Lentamente, estendi minha mão em direção à


dele debaixo da mesa e a belisquei. Ele parecia gostar desse drama. -
Vamos, Todd.

-Achei que você queria saber. Acabei de traduzir para você. Gen regressará
a Macau nos próximos 3 dias.

Aoey pareceu surpresa ao ouvir isso. Ela olhou para mim com tristeza, mas
eu me virei para desviar o olhar. Fiquei tão confusa com a reação dela.
Ela me odiava, mas por que ela parecia triste?

-Por que você vai embora tão cedo? Você não vai ficar para o casamento?

-Você não é a única que vai se casar. Ela também vai se casar em breve. Ela
também precisa se preparar.

- Não é muito cedo? Eu pensei que tinha acabado de propor a você. Você já
respondeu? -Aoey estava curiosa.

Eu não queria falar sobre isso, então mudei rapidamente de assunto.

-Me desculpe, não posso ficar até o seu casamento. Mas vou te passar o
envelope do dinheiro.

Aoey se levantou rapidamente. Ela já havia esquecido a comida. Ela olhou


para mim e me respondeu. -Você decide. Não importa se você participa ou
não. Não vai ajudar no meu casamento.

Olhei para ela enquanto ela se afastava. Suspirei e me senti muito triste. Eu
senti como se ela me tratasse como um pedaço de lixo.
A viagem para a praia acabou. Voltei para Bangkok e agora era hora de
voltar.

John e eu marcamos um encontro no aeroporto de Suvarnnabhumi 1 hora


antes do horário de partida. Ficamos em um hotel diferente, então não
saímos juntos. Se ficássemos muito próximos, eu não tinha certeza se
conseguiria mantê-lo longe de mim ou não.

Esse foi o meu momento sensível, parecia que me abri facilmente para
qualquer pessoa.

Terminei de fazer as malas e estava pronta para sair. O telefone do meu


quarto de hotel tocou. Foi um chamado de fora. Quando peguei o telefone,
ouvi a voz de Aoey do outro lado da linha e não parecia nada boa.

(Você sai hoje?)

Não fizemos nenhum contato nos últimos 3 dias. Aoey optou por me ligar 1
hora antes da minha saída do hotel. Vamos ver o que ela faria desta vez.

-Sim, vou embora hoje ao meio-dia.

(Eu estou doente)


Eu não disse nada. Nós duas estávamos quietas. Para ser sincera, não
acreditei na história dela, mas ainda estava curiosa para saber o que havia
acontecido com ela.

-Você tomou o remédio?

(Não, eu não gosto de remédios)

-Você não vai melhorar se não tomar. Tome um remédio e descanse um


pouco. Tenho que ir.

(Você pode vir me ver?)

Seu tom exigente colocou um sorriso no meu rosto. Me incomodaria se


fosse outra pessoa. Mas Aoey era meu gatinho que sempre foi imprevisível.
Ela parecia adorável. Mesmo que ela me tratasse como um pedaço de lixo.

-Como eu posso ir? Tenho que estar na porta pelo menos 1 hora antes.

(Vou esperar por você. Você tem que vir)

Ela desligou o telefone e deixou toda a pressão sobre mim. Ela conhecia
meu ponto fraco. Ela não era tão inteligente, mas depois de 3 anos, ela era a
mentora.

Olhei para um relógio no meu pulso. Embora eu não tenha comprado, fiquei
preocupada que ela estivesse doente....

E no final... perdi para ela.

Em vez de ir para o aeroporto, disse ao meu táxi para dirigir na direção


oposta para ver Aoey. Ela desceu porque eu era uma estranha, não podia
subir no condomínio dela. Aoey vestiu camiseta e shorts. Sua pele brilhante
e aquela roupa me deixaram um pouco hesitante.

Ela era fofa, droga. Ela sempre se vestia assim antes, eu não era tão
obcecada.

-O que te aconteceu?

Depois que entramos no quarto dela, a menina se virou e olhou para mim.

-Estou com saudades, Gen - Suspirei porque estava cansada do flerte dela.
Ela era mais adorável quando tentava flertar alguns anos atrás. Mas depois
de 3 anos, sua inocência desapareceu.
-Estou aqui para verificar se você está bem. Parece que você está. Estou
saindo. - Olhei para o meu relógio. -John está me esperando agora.

A garotinha agarrou meu pulso com força. Seus olhos suaves pareciam
zangados quando falei sobre John.

-Espere.

-Aoey, você é uma pessoa madura. Se você estiver bem, eu...

A garotinha puxou meu pescoço para baixo para um beijo nos lábios. Eu
estava mais ou menos preparada para isso, então a afastei.

-Você está me rejeitando?

-Não vai funcionar desta vez. Não vou cair no mesmo truque novamente.
Tenho que ir.

-Minha Gen

-Sinto muito, Aoey. Tenho que ir.


Eu rapidamente me virei para sair da sala. Tentei ser forte, mas por dentro
estava muito fraca. Os olhos suaves me abraçaram por trás e enterraram o
rosto nas minhas costas.

-Não vás. Quero você aqui comigo.

- Estou aqui, mas tenho que ir agora.

-O que eu faço para você ficar?

-Nada porque tenho que ir.

-Você quer me comer?

-Não.

Olhamos uma para a outra por um longo tempo que pareceu uma
eternidade. Aoey olhou para o chão. Eu me senti culpada, mas não sabia por
quê.

-Se eu realmente não consigo fazer você continuar com o sexo, isso
significa que realmente não tenho valor para você.
-Porque disse isso? Você não é apenas alguém que tem valor apenas por
causa do sexo.

-Nunca tive nada, nem dinheiro, nem beleza. A única coisa que fez você se
interessar por mim foi sexo. Mas hoje você me rejeita.

- Por favor, pare de girar minha cabeça - eu disse e suspirei. - Você


realmente me machuca. Se você quer confirmação, nosso sexo na praia me
machucou muito. Você ganhou

Os olhos suaves olharam para mim com surpresa quando eu admiti isso.

- Você parecia bem quando estava na praia.

- Se eu não sentisse nada não sairia da Tailândia... Dói. Você me machucou


com sucesso. - Eu gentilmente toquei suas bochechas com amor de novo e
de novo. - Eu quero curar minha ferida. Por favor, deixe-me ir

-Essa é a sua desculpa, certo? -Aoey ainda não acreditou em mim. -Você só
queria ir ver John, então desistiu facilmente. Você ama John, então você
dormiu com John.

-Então eu também te amo porque dormi com você também.


-...

- Já chega. Você me machucou. Estou indo embora..- Peguei um envelope


cheio de dinheiro e entreguei a ela. -Isto é para o seu casamento, Guarde
isso para o seu futuro.

-...

-Eu te desejo felicidade.

Abri a porta para sair, mas fiquei surpresa ao ver a professora Salee na porta
da frente, tentando abri-la. A velha me olhou surpresa, mas feliz em me ver.

-Gen.

-Maestra Salee.

-Onde você está indo? Fique e converse comigo.

Sorri sem jeito e olhei para o relógio em meu pulso.


-Eu realmente preciso pegar um vôo. Estou feliz em ver você de novo. - Me
virei para olhar para Aoey. -Ela está doente. Que bom que você está aqui.
Por favor, cuide dela.

Finalmente sai e não olhei para ela novamente porque nunca mais
conseguiria sair se visse seus olhos novamente. Seu olhar me convidou a
cair em uma armadilha que ela armou para mim. A armadilha tinha
espinhos dentro que me perfurariam como um animal ferido.

Foi estranho que eu me sentisse bem com a armadilha. Mas ela irá se casar
em alguns dias. Quando desci para o lobby, pedi minha bagagem na
recepção. Enquanto eu esperava, a professora Salee me chamou por trás.

-Gen, não vá ainda. Eu tenho algo para devolver para você.

A professora Salee me deu meu relógio Patek Philip, aquele que meu pai
comprou para mim. Olhei para ele com surpresa porque pensei que tinha
sido vendido por dinheiro.

-Você não vendeu.

-Levei para a loja de penhores, mas paguei para recuperá-lo quando tive
dinheiro suficiente. Felizmente eu o tenho comigo. Eu gostaria de devolvê-
lo para você.
Peguei meu amado relógio com a mão trêmula. Eu senti como se tivesse
recuperado um amigo perdido há muito tempo. Reconheci meu orgulhoso
amigo do passado. Foi o símbolo do meu esforço e dedicação na leitura e na
aprovação no exame de ingresso na universidade.

E foi o símbolo do sucesso de Aoey hoje....

É bom te ver de novo.

-Obrigado por tudo. Se eu não tivesse tido sua ajuda...

-Que queres dizer?-A voz de Aoey apareceu por trás. Ela ouviu a conversa
entre a professora Salee e eu. Ela não entendeu todos os detalhes, mas
entendeu o que aconteceu.

- Aoey - a professora Salee chamou o nome da filha. Aoey olhou


ferozmente para sua mãe.

-Como você conseguiu o relógio do Gen?

-Aoey, não seja barulhenta. Eu pedi para ela pegar


De repente, ao terminar a frase, todo o dinheiro do envelope foi jogado na
minha cara. O dinheiro voou para todos os lados. Aoey me bateu como uma
louca.

-O que aconteceu? -Eu usei meus braços para bloquea-la. A menina


continuou chorando e me batendo.

-Você não pode fazer isso comigo. Você vai embora e me deixará com todos
esses sentimentos de culpa. Você me deixou sozinha por tanto tempo e
agora me diz que me ajudou secretamente o tempo todo para me fazer sentir
culpada, certo? É você? Por que você tem que ser tão vadia?!

Ela continuou me batendo. Ela parecia obviamente confusa e triste. Eu


apenas me defendi, mas não revidei. -Lamento.

- Você não pode fingir ser uma vadia e depois ser legal comigo. Você me
fez sentir confusa. Você não pode fazer isso comigo. Quem interpreta quem
agora?

Aoey me abraçou com força e chorou alto.

-O que devo sentir agora? Você quer que eu te odeie ou te ame? Escolhe
um! Escolhe um!
Fiquei surpresa e tentei manter a calma. O tempo estava se esgotando.

Acariciei as costas dela para confortá-la, que agora me abraçava com tanta
força como se tivesse medo que eu desaparecesse... O que devo fazer? Devo
contar tudo a ela?

-O que você acha?

-Não importa o que eu penso, mas quero saber o que diabos está
acontecendo. Você me deixou porque eu não tinha dinheiro suficiente. Mas
você deu seu relógio caro para minha mãe vender e gastou comigo. O que
você queria? Você quer que eu me sinta culpada até morrer?

Tentei pensar em uma desculpa, mas não saiu nada.

-...

-Você acha que isso vai ajudar a aliviar a dor do que você fez? Você acha
que vou te perdoar depois que você me deu apenas um relógio? Você tem
que ser punida muito mais do que isso. Você não pode voltar para Macau.
Não te dei

xarei. Não o farei


-Que queres que eu faça? -Eu finalmente disse isso. Não havia nada que eu
pudesse fazer para substituir o que fiz há 3 anos - Eu farei o que você quer
que eu faça.

-Venha ao meu casamento.

-...

- Dê-me no meu casamento. Então estaremos empatadas.


MATE - Querida amiga
Capítulo 44 - 44

Perdi para ela mais uma vez. Eu disse a John para voltar primeiro. Eu sabia
que ir ao casamento seria a coisa mais dolorosa que eu teria que fazer. Mas
eu faria isso se ela quisesse.

Se eu pudesse realmente ajudar...

Quase não nos falamos desde aquele dia. Foi impossível contatá-la porque
ela não tinha celular. Ouvi dizer que os noivos foram para ensaio, prova e
outras coisas de preparação. Eu queria saber se Aoey tinha damas de honra
como as outras pessoas. Eu sabia que estava realmente sozinha em Bangkok
ou talvez pudesse ligar para as amigas do interior para o casamento.

Hoje eu estava livre, então fui ao shopping comprar uma roupa para usar no
casamento. Fui às lojas da marca comprar um vestido bastante bonito. Já
fazia muito tempo que eu não comprava um vestido caro. Me senti um
pouco culpada por gastar tanto dinheiro em um vestido. Agora percebi
como era difícil ganhar dinheiro, então não quería desperdiçá-lo.

Enquanto fazia compras no shopping, vi alguém familiar pelo canto do


olho...
- Cherry

Uma garotinha mista tailandesa-britânica estava escolhendo uma pulseira.


Ela olhou para cima, eu chamei ela e ela imediatamente ficou nervosa
quando me viu.

-Se você está aqui, significa que Great também está aqui na Tailândia....
onde ele está? - Se a namorada do meu irmão estava lá, meu irmão tinha
que estar por perto....

-Oh!

Eu ouvi o som de alguém atrás de mim. Eu rapidamente me virei e


encontrei Great olhando para mim como se tivesse visto um fantasma. Ele
tentou sair correndo da loja, mas rapidamente agarrel suas orelhas.

-Oh! Gen. Isso doi

-Por que você está aqui e não em Macau?

-Você também está aqui, por que eu não posso estar aquí? Não sou eu que
tenho um mandado ou apareço no vídeo CCTV... Ah, isso dói! Deixe me ir!
- Meu irmão mais novo tirou lentamente minha mão de suas orelhas. -Eu
sou um cara grande agora. Tenha um pouco de respeito.

- Como é que você está aquí? Por que você tem que agir tão secretamente?

-Porque você reage assim.

-O que você está fazendo aqui na Tailândia?

-Porque? Não posso ter algo com que lidar?-Ele baixou o ombro. -Estou
aqui para o casamento de um amigo.

-Um casamento? -Olhei para Great como se quisesse brigar com ele, mas
ele não parecia ter medo de mim. - É tão importante para você ter que voar
até aqui sem avisar a mamãe e o papai?

-Todos nós temos outros entes queridos. E você? O que você está fazendo
na Tailândia?

-Casamento de um amigo.

-É tão importante para você ter que voar até aqui?


- Você está zombando de mim?

-Sim, é assim que você é. Outras pessoas não podem fazer isso, mas você
pode.

-Casamento de quem?

-Um amigo.

-Que amigo?

-Koh.

-O que Koh?

- Você vê. Você não o conhece. Por que você está sendo tão intrometida? Eu
nem perguntei para qual casamento você está aqui.

Eu sorri e o ignorei. Ele me deu um sorriso.

-O que você está fazendo no shopping?


-Compra um vestido novo.

-Você está comprando roupas caras? Não é bom ser a mesma Genlong de
sempre?

-Fique quieto. Onde você está ficando?

-Na casa do meu amigo.

-Quando voltara?

-Ao mesmo tempo que você - Meu irmão ergueu a sobrancelha zombando
de mim. Suspirei e balancei a cabeça.

-Mamãe vai ficar muito brava com nos dois. Quanto mais ela não quer que
nós não vimos, mais fazemos isso.

-Estou com saudades de você, Gen. Faz muito tempo que não te vejo -Meu
irmão, que tinha os mesmos olhos que eu, me abraçou com carinho. - Eu te
amo, Gen.

-O que aconteceu?
-Quem te machucou, eu farei com que pague - Meu irmão mais novo saiu
de cima de mim e ergueu as sobrancelhas. - Eu sou legal ou o quê?

-Estou velha ou você está confuso, não tenho certeza, mas vamos comprar
comida.

-OK vamos.

Finalmente consegui um vestido de dama de honra por um preço caro, Foi


um desperdício de dinheiro, mas tentei respeitar a pessoa que amava
comprando o melhor vestido que pude pagar.

Mas os noivos ficarão mais felizes se eu colocar essa quantia em um


envelope para eles.

Great e eu marcamos um encontro para voltarmos juntos a Macau depois do


casamento. Foi muito fácil reservar e pagar as passagens de avião. Acabei
de marcar uma solicitação e paguei com cartão de crédito. Mas por que ele
estava com tanta pressa para conseguir a passagem?

Fugir o mais rápido que pudesse... Tudo aconteceria rapidamente.


Justamente quando ela se casar, isso significava que nosso relacionamento
terminaria. Tudo desapareceria.
O telefone do hotel tocou enquanto eu estava no quarto sentindo uma certa
tristeza dentro de mim. Fiquei grata pela ligação porque ela me distraiu de
meus pensamentos tristes.

-Sim?

(Alguém está aqui para ver você. O nome dela é Aoey.)

Agarrei o telefone e hesitei sobre o que deveria fazer. Eu a deixei subir de


qualquer maneira. Ela veio ao meu hotel. Eu me perguntei o que era aquilo.
Por que uma mulher como Genlong teve que lidar com algo assim? Nunca
me senti tão pesada em minha vida.

Finalmente abri a porta e encontrei Aoey parada na porta da frente com os


olhos fixos no chão. Ela olhou para mim com tristeza cobrindo todo o seu
rosto. Este não era o rosto feliz de uma noiva. Onde estava o sorriso e o
sinal de felicidade?

-Ei, você está bem?

- Gen - ela disse meu nome com uma voz trêmula, eu me senti tão mal por
ela. - O que você está fazendo?
-Acabei de comprar um vestido novo. Estou prestes a experimenta-lo no seu
casamento.

Aoey olhou para dentro da sala e caminhou direto em direção ao vestido.

-Eu não quero isso.

-O que você quer?

Os olhos suaves olharam nos meus olhos e me empurraram para o meio da


cama. Desabei na cama confusa. Os olhos suaves pousaram em cima de
mim e ela tirou a camisa.

-Estou com calor e amo você... me foda.

O que ela disse foi direto e tentou fazer o sexo parecer algo baixo e sujo.
Fechei os olhos pacientemente. Ela se inclinou para me beijar e tentou tirar
minha camisa, mas eu tirei suas mãos.

-Não.

-Eu me caso amanhã. Hoje é a única chance de fazer isso


-Então não faça isso se não tiver oportunidade. Mesmo se eu tiver a chance,
não farei isso. - Empurrei Aoey para o lado e me levantei. -Por que você
está fazendo isso? Você não parou de pisar em mim?

-Você não sente nada. Você até comprou um vestido para ir ao meu
casamento. Apenas faça. Nós duas podemos nos sentir aliviadas. Eu só
quero foder.

-Eu estraguei você por muito tempo. Eu preciso estabelecer alguns limites. -
Mordi meu lábio com força. - Não teste meu limite.

-Qual é o seu limite? O que você tem que suportar? Você parece bem. Eu
disse para você vir ao casamento e você também está bem. Você não sentiu
nada. Nada -A menininha começou a gritar cada vez mais alto. -Você disse
que está com dor. Você disse que eu te machuquei com sucesso desde que
dormimos juntas na praia. Mas não posso dizer que você está com dor
agora. Você está até preparada para ir ao meu casamento.

-O que queres de mim?

-Quero saber se você já me amou. Você fez isso? Você não se importa se eu
me casar? Como você pode ficar bem com isso? -Os olhos doces choraram.
- Eu não quero que você me trate assim. Quero que você fique triste porque
estou prestes a me casar.
- Porque eu faria isso?

-Pelo menos me mostre que você me ama. Diga-me que você não suporta
me ver casar com outras pessoas! -Ela tirou meu vestido da bolsa e jogou
fora. - Quero ver você chorar e gritar e me implorar para não me casar. Faça
algo!

-Eu já te pedi isso.

-Você me disse que não queria que eu me casasse porque não me via feliz
no relacionamento. Eu não quero isso - disseram os olhos doces em meio às
lágrimas. - Por que você não sente nada porque vou me casar?

Apertei minha mão com força. Ela não me conhecia? Fui eu que senti mais
dor quando vi que ela estava prestes a se casar. Eu não aguentava ver o
grande casamento dela, mas estava lá porque ela me pediu. Ela queria me
machucar e eu estava machucada.

Mas não havia nada que eu pudesse ajudar ou fazer para mudar o que
sentia. Eu simplesmente iria em frente e acabaria com esse drama....

Percebi que ela tinha alguns sentimentos por mim. Como ela poderia ser
feliz se se casasse com alguém enquanto ainda sentia algo por outra pessoa?
A única coisa que o fez desistir foi me odiar. Depois que ela viveu 3 anos
com aquele sentimento ruim, eu a deixei.

-Não quero fazer nada inútil. Não vejo sentido em ficar triste se você
decidiu se casar apesar do aviso que eu lhe dei. - Olhei para ela e tentei
manter minha voz o mais calma possível. - Não espere que eu fique triste

-Você deu seu relógio para minha mãe para ganhar dinheiro. Nós dormimos
juntas. O que significa tudo isso?

-Eu coloquei você em uma situação ruim. Eu deveria te pagar alguma coisa.
- Suspirei e fingi que tudo era inútil. -Eu senti algo, para ser sincera. Eu não
sou uma vadia fria. Dormimos juntas, claro que existe um vínculo.

-...

-Mas é só isso. Não sinto nada além disso. Se você quer que eu sussurre
amor e estrague seu casamento, acho que não posso fazer isso. Aqui é
Genlong, vamos!

Eu sorri e apontei para mim mesma com arrogância.

-Eu nunca serei amante de outra pessoa. Eu sou Gentong.


-Você disse que estava com dores e que queria voltar para Macau.

- tínhamos acabamos de ir para a cama. Posso estar me sentindo possessiva


com você. Mas agora estou bem. Também podem ser hormônios. Bem... foi
muito divertido fazer sexo com você. Não estou com tanto frio a ponto de
não sentir nada. Você me deu 10 de 10. - Dei de ombros e perguntei de
volta. -Quando fizemos sexo, não é que estávamos apaixonados. Você não
pode separar o amor da luxúria?

-Você está mentindo?

Ela olhou para mim sem acreditar. A garota má agora estava me perdendo
quando eu respondi a ela

-Felicidades.

-...

-Eu gostaria que você tivesse tantos filhos. Quando pensar em você,
pensarei em nossos momentos divertidos, quando fizemos sexo e fomos
algemadas. Isso foi divertido.

Os olhos gentis estavam cheios de lágrimas. Ela jogou minhas coisas para
todos os lados e saiu do quarto. Olhei para seu pequeno corpo saindo com
tristeza em meu coração.

-Eu irei ao seu casamento. Exatamente o que você pediu - Eu gritei. A porta
fecha de repente. O silêncio agora me cercava. Foi assustador. Agarrei meu
coração com a mão e cai no chão chorando de dor.

Essa era a hora de ficar triste. Eu poderia chorar agora.

Seria inútil... dizer-lhe que eu a amava apenas um dia antes de ela se casar
com outro homem. Foi bom que ela me odiasse.

Foi um bom passeio.

Nos últimos 3 anos, deixei-a com tanto ódio. Ela deveria se casar e me
odiar.

Nós terminamos.
MATE - Querida amiga
Capítulo 45 - 45

O dia do casamento finalmente chegou... Era o dia em que ela pertenceria a


outra pessoa.

Parecia um grande casamento. Não foi um casamento de celebridades, mas


parecia luxuoso e muito bonito para pessoas normais.

Eu estava curiosa sobre os convidados do casamento, especialmente o lado


de Aoey. Ela foi adotada pela professora Salee. Ela não tinha parentes ou
familiares, então quem eram os convidados?

Havia uma mesa para amigos do ensino fundamental.

Uma mesa para amigos do ensino médio.

Uma mesa para os amigos da Mestre Salee.

Bem... pelo menos ela tinha alguns amigos. Foi bom ver que ela tinha
amigos, então ela não se sentiria tão sozinha. Mas onde devo sentar?
-Você é Genlong?... Ah! Você é realmente Genlong. Você está incrível
como sempre. Meu nome é Si, nos conhecemos uma vez em Phuket-Si -
minha amiga da escola primária. Foi ela quem levou Aoey e eu para nos
vermos novamente. Olhei para o homem que parecia mais velho que a
professor Salee. Talvez ele nunca tenha colocado protetor solar no rosto.

-Olá, sim, você parece bem.

-Esta é a sua saudação? Você está dizendo que estou bem agora, certo?

Talvez eu não tenha dormido o suficiente. Minha saudação soou tão hostil..
Agora eu sabia onde sentar quando vi Si.

A maioria dos amigos que vieram do interior já eram casados. Alguns até
tiveram filhos. Todos me olharam com admiração.

-Você está tão linda como sempre foi quando éramos jovens. Você estava
tão impressionante - disse um dos amigos cujo nome eu não conseguia
lembrar. Eu sorri com orgulho.

-Obrigado.

-Lembro que quando você se mudou, Aoey estava doente. Ela era tão
apegada a você -Meus amigos de infância conversaram sobre nossas
lembranças do passado e a lembrança de quando saí da cidade. - Ela roubou
minha tesoura para cortar o cabelo. Felizmente, um dos professores a viu e
a deteve a tempo, antes que ela ficasse careca. Ela chorou e se culpou por
ter piolhos porque pensou que foi por isso que ela assustou você. Aquilo foi
legal.

Foi um assunto divertido para outras pessoas pensarem, mas para mim foi
muito triste ouvir isso. Pode ser verdade, como ela disse, ela se apaixonou
por mim primeiro.

Tanto amor dela que agora doeu de novo. Na mesa, apenas água e
refrigerantes estavam disponíveis. Algumas outras mesas tinham um pouco
de álcool. Eu senti que o tempo andou muito devagar hoje. Os noivos
deveriam estar caminhando em direção ao palco, mas nada aconteceu ainda.
Os convidados pareciam estar com fome agora, mas a comida não sairia até
que o casal estivesse lá. Estávamos esperando.

Esperamos e esperamos.

Algo estava acontecendo?

Um dos amigos saiu correndo para olhar lá fora e voltou com algumas
novidades. Ela parecia animada.
-Alguém está aqui para estragar o casamento. Os noivos escaparam. Eles
estão conversando agora. Que espetáculo -Sai rapidamente e, como disse
meu amigo, os noivos não estavam mais lá. Tod, que acabou de entrar,
acenou para mim.

-Olá, Gen. Quando você chegou aqui?

- Você não parece surpreso em me ver aqui.

-Ah?

Eu disse a Tod que voltaria para John e nunca o informei que havia mudado
de ideia e cancelado a viagem de volta. O belo rapaz não ficou surpreso ao
me ver. Em vez disso, ele me cumprimentou como se esperasse me ver.

-Você sabia que não voltei para Macau?

-Sim, eu sei.

-Como?

-Conversei com John no Facebook. Ele me disse que você viria ao


casamento antes de voltar.
-Você nunca falou comigo.

-Estava ocupado. Há tantos dramas em que preciso entrar.

Enquanto conversava com Tod, vi alguém conhecido passar pelo canto do


olho. De repente, corri atrás dele e agarrei seu cabelo antes que ele descesse
as escadas.

-Por que está aqui?

Great olhou para mim surpreso e mudou para um sorriso.

-Oh! Que surpresa.

-Não foi por acaso que seu amigo se casou aqui, certo?

-Sim, é uma coincidência.

-Há apenas um casamento aqui esta noite. Achei que o nome do seu amigo
fosse Koh.
- Foda-se o nome - Great deu de ombros. - Para mim, Aoey é sempre
estúpida.

-Por que você veio ao casamento dela?

-Você também está aqui. Por que não posso estar aqui?

-Por que você não entrou então? De onde você vem e para onde vai? -Eu
não estava me sentindo bem naquele momento. As palavras de Great
ecoaram na minha cabeça quando nos conhecemos no shopping. E agora
meu amigo me contou sobre alguém que arruinou o casamento...

-Foi você, Great!

-Quem te machucou, eu darei o troco..

- Por que você está aqui, Great? Você é a razão pela qual os noivos não
estão no casamento?

- Eu não fiz isso - ele disse com um sorriso e tentou bloquear minhas mãos
que queriam bater nele. - Não, não tem nada a ver comigo. É sobre você!

-Que?!
-Eu arruinei o casamento. Oh, Eu me sinto muito bem!

Puxei sua orelha e o arrastei escada abaixo rapidamente. Tod correu atrás de
nós quando viu que eu estava prestes a matar meu irmão.

-Calma, Gen. A orelha dele pode cair.

-Isso doeu muito. Acabei de furar as orelhas.

Meu irmão disse com lágrimas nos olhos, cheio de dor. Torci ainda mais a
orelha dele e bati no meio das costas dele.

-O que diabos você fez? Você estragou o casamento?!

- Não foi tão ruim. - Ele esfregou a orelha suavemente. - Acabei de dizer
que eles vão se casar felizes enquanto minha irmã tem que olhar com
tristeza para o casamento da amante.

- Que diabos você está falando? Quando você me viu triste?

-Vamos! Pare de se enganar. Você ficou deprimida e foi ao médico durante


anos. Quanta dor você pode sentir por estar aqui no casamento deles? Achei
que você estava planejando voltar para Macau, aposto que ela pediu para
você ficar, certo?

- Você não é tão inteligente. Você geralmente é muito burro. - Virei-me para
Tod, que desviou o olhar. - Foi você, não foi?

-Eu não fiz nada.

-Você é quem está por trás de tudo. Vamos, Todd! Por que você tornou isso
mais difícil? Vou voltar esta noite - Suspirei e cocei a cabeça. -Voltarei e me
casarei com John como você me disse.

-Você vai se casar com John? Isso é ótimo - Great me deu um tapinha no
ombro e concordou com a ideia. -Johnathan é o melhor para você. Ele é
bonito, rico e inteligente. Pessoas como você, Genlong merece um homem
como John, não uma garota como Aoey. Ela não tem nada. Ele só tem boa
aparência, olhos lindos e tudo mais. Só é bom para sexo.

-Tudo o que você disse é ao contrário.

-A desvantagem dela é que ela machucou você. Ela não merecia você de
jeito nenhum - ele achava que eu era a melhor, embora Aoey o machucasse
também. - Aquela vadia causou problemas para sua família e tivemos que
nos mudar para Macau e ela nunca percebeu o que fez.
- Não diga isso muito alto!

-Se as pessoas ouvirem, o que?

-Você quer que outras pessoas saibam que nossa família mandou matar
alguém? -Eu disse com dor. -O que estamos lidando agora é com o karma.
Você não deveria incomodar ninguém.

-Se Aoey não existisse, então não haveria karma. Você ainda a ama, é por
isso que tem pena dela. Matar o padrasto colocou nosso pai em apuros.
Teve até um vídeo e por isso você teve que se esconder. Não são todos
problemas derivados dela?

-Acho que você enlouqueceu. Vamos voltar. Vamos para o aeroporto -


empurrei-o até a saída do hotel.

-Não quero ir embora agora. Preciso saber se o casamento será cancelado.


Eu disse ao namorado que você e ela estavam namorando e que ainda
estavam apaixonadas. Acho que ele vai se casar só para se vingar de você.
Hahaha Eu sou legal ou o quê?

-Excelente! - Eu levantei minha mão preparada para bater nele mas ele não
tentou se esconder, em vez disso, ele me mostrou seu rosto.
- Por que você está tão preocupada com isso? O namorado deveria saber a
verdade. Você a ama e fez tantas coisas por ela. Aoey e o namorado
deveriam saber.

-Por que você está falando sobre isso?

-Quando as pessoas vão se casar, deveriam saber tudo. Aoey pediu para
você estar aqui. Ela ainda sente algo por você. Talvez este seja o plano dela
de usar o namorado para se vingar de você. Eu sou o verdadeiro herói,
contando a verdade para o namorado.

- Great!

-Ela tem que parar de pensar que você é uma pessoa má. Genlong, que vivia
uma vida luxuosa, teve que morar no campo, você não tinha dinheiro, teve
que pedir dinheiro emprestado e finalmente deu dinheiro a Tod para
publicar o livro de Aoey. Sobre o relógio e o problema com o padrasto que
você pediu ao pai para resolver. A nossa família tem tantos problemas que
teve que fugir para Macau só porque você a ama. O que você ganha com
tudo isso? Você nem tem namorada, além disso ela te machucou muito.

-Para
- Não, não vou. Não a suporto. Como ela ousa se casar e deixar você sofrer?
Você é quem está triste aqui.

-É verdade, Gen?

A doce voz de alguém familiar veio de trás. Não precisei me virar para
saber de quem era. Eu lentamente me virei para ver Aoey em um vestido de
noiva branco. Seu rosto estava cheio de lágrimas.

- Aoey....

-Eu nunca soube o que você fez antes. Só soube que sua família foi
investigada por lavagem de dinheiro. Eu só sabia o que você me disse.
Nunca soube do meu padrasto. Eu nunca soube que você tinha que passar
por tudo isso por minha causa. - Os olhos suaves caminharam em minha
direção e me sacudiram. - É verdade sobre meu padrasto? Você realmente
pediu ao seu pai para fazer isso?

Eu congelei e não sabia como explicar. Fiquei em silêncio.

-Sim, é verdade -. Great respondeu e empurrou Aoey para longe de mim. -


Não chegue perto dela. Você não merece.

-Chega, Great! Se você não quer que eu fale com você, então não diga nada.
-Eu não quero que ela seja feliz. Sua felicidade é criada em nossa miséria.
Você percebe como é difícil não podermos morar na Tailândia? Não
podemos ter Som Tam e Tom Yam Kung?

Essa foi a nossa miséria? Olhei para ele e balancei a cabeça. Ele não deveria
mencionar isso. Great continuou a assediar Aoey apontando o dedo para
testa dela.

- Genlong perdeu quase 10 quilos em poucos meses e quase cometeu


suicídio porque se sentiu culpada por deixá-la sozinha na Tailândia. Foi
tudo culpa sua.

- Great, já chega!

- Nosltimos 3 anos, ela se recuperou desenhando caricaturas na internet


para ganhar a vida, mesmo nossa família sendo muito rica. Ela apenas disse
que o amor precisava de dinheiro e esperava estar com você um dia. E
agora ela tem que vir ao seu casamento. Ela não merece isso. Cadela!

Great empurrou Aoey para o chão. Aoey agora estava chorando. Eu queria
ajudá-la, mas o namorado entrou correndo.
-Ten... por favor, leve ela para dentro. O meu irmão e eu regressaremos a
Macau em breve. Sinto muito pelo caos em seu casamento.

Quando Aoey ouviu isso, ela correu para me abraçar porque não queria que
eu fosse embora.

-Não, não vou deixar você ir... não vou deixar você ir.

-Não de ouvidos a Great, Aoey. Está mentindo. Ele faz isso apenas por
diversão. Esta é a vida real, não um romance. Quem faria algo assim por
outras pessoas?

-Você! Você fez isso. Pare de negar -Great continuou e ao mesmo tempo
tentou tirar a mão de Aoey de mim. Mas ela se agarrou a mim como se
pudesse desaparecer a qualquer momento. Solte minha irmã.

-Por favor, pare. Great.

-O que aconteceu? Tod me contou tudo sobre como ela tratou você. Maldita
seja! -Great gritou. - Estou realmente perguntando a você. Você é a melhor
amiga dela, a namorada dela. Como você pode não saber como ela é?

-...
-Quando você chegou em Bangkok, ela o acolheu, embora vocês duas
estivessem separadas há mais de 10 anos. Ela pediu secretamente à mamãe
que publicasse seu romance porque não queria arruinar sua confiança, para
que você tivesse dinheiro para estudar. Ela realmente não precisava fazer
isso.

-...

-Ela foi ao seu primeiro dia de orientação na faculdade. Ela saiu com um
cara só para pedir que ele cuidasse de você. Ela secretamente comprou
todos os seus livros para ajudá-la. Ela comprou um pássaro para você
porque você disse que estava sozinha. Você acha que pessoas assim se
afastariam facilmente de você? Você nunca pensou nela, né?

-Suficiente. Eu estava errada... eu estava errada.

Aoey chorou como uma garotinha e colocou o rosto no meu peito. Eu


chorei vendo ela chorar daquele jeito.

- Great, eu disse que já chega. Isso não ajuda. Aqui... por favor, leve sua
namorada. Nós vamos voltar.

-Não vou mais me casar! -Ela me abraçou forte e balançou a cabeça...- Não
vou me casar. Eu não posso amar mais ninguém. Por favor, não me deixe.
- Aoey...

-Me desculpe, nunca soube de nada sobre isso. Eu só culpei você porque
você me machucou... por favor, me perdoe e não me deixe.

-Aoey, seu namorado está esperando por você. Você vai se atrasar... você
tem que ir.

Tentei tirar suas mãos de mim, mas ela decidiu aguentar. Great viu que eu
não podia me deixar perder e queria me ajudar, então jogou Aoey para
longe de mim.

- Aoey!

A menina estava agora no chão. Agora todos os convidados se reuniram


para ver o que estava acontecendo porque os noivos não estavam no
casamento. A professora Salee correu para ajudar a filha e olhou para todos
nós. Ela parecia muito confusa.

-O que aconteceu?

-Gen... você me ama, certo? -Aoey chorou


-...

-Se você me ama tanto. Porque me deixa? Você está com raiva pelo que eu
fiz?

-Não, não estou com raiva.

- Por que você continua me rejeitando então? Estou prestes a me casar. Pelo
menos me diga pelo menos uma vez como você realmente se sente. Por que
sempre tenho que ser a primeira a dizer isso? Por que você não me conta a
verdade que eu deveria saber?

-...

-Se você não contar, eu nunca saberei de nada, por favor... me conte de uma
vez por todas. Pode ser a última chance Ela chorou.

Estremeci quando ouvi isso. Eu nunca demonstrei nenhuma emoção a ela e


sempre deixei que ela viesse até mim primeiro. A menininha sempre foi
quem começou tudo. Embora estivesse com raiva, ainda queria expressar
meus sentimentos.

Se eu pudesse ter dito isso, talve


z não estivéssemos lá hoje....

Finalmente fui até ela, que agora estava sentada com a professora Salee.

Ajoelhei-me, olhei para ela e contei-lhe o mais sinceramente possível.

-Te amo, Aoey.

-...

- Não há um dia em que eu não te ame.


MATE - Querida amiga
Capítulo 46 - 46

Todos nos cercaram agora em silêncio e olharam para Aoey e para mim
com curiosidade. Nunca expressei nada para ela. Posso ter dito a ela que a
amava uma ou duas vezes, mas nunca expliquei realmente como me sentia.

Sempre foi Aoey quem expressou seus sentimentos. Se não fosse pela
persistência dela, eu ainda estaria rejeitando o fato de poder gostar de
garotas. Não, eu não gostava de garotas. Eu gosto de Aoey, e apenas de
Aoey.

Não havia ninguém neste mundo que pudesse me realizar. Eu procurei por
isso o tempo todo. Mas no primeiro dia em que a conheci e olhei em seus
olhos, eu sabia que seria ela quem entraria e agitaria meu mundo para
sempre.

- Eu sempre procurei por aquele e esse é você, Aoey. - Peguei a mão dela e
toquei suavemente suas costas. - No início, não consegui aceitar o fato de
sentir isso por você. Como poderia? Você é uma mulher e eu sou uma
mulher. A natureza criou homens e mulheres para ficarem juntos. Eu não
poderia pensar de outra maneira.

-Gen....
-Não consegui me enganar por muito tempo. No final, perdi contra você. Eu
te amo desde a primeira vez que nos vimos até hoje... não há um dia que eu
não te ame - A menininha deu um pulo e me abraçou. Nós duas balançamos
enquanto nos abraçávamos. Era a nossa expressão quando faziamos as
pazes depois de uma briga, quando morávamos juntas como colegas de
quarto.

-Eu nunca quis te deixar, mas não aguentava ver você trabalhar tanto... você
é uma garotinha. Você não poderia trabalhar em uma construção para me
sustentar e desistir dos estudos. Como eu poderia viver com isso?

-Eu posso viver com isso. Você não deveria decidir por mim

-E se fosse eu quem estivesse trabalhando na obra e você estivesse em casa?


você poderia viver com isso? -Eu a soltei e enxuguei suas lágrimas com o
polegar. -Dói pensar nisso, não é? Isso foi o que eu pensei

-...

-Você pode pensar que estou fria porque nunca expressei nada. Mas eu
realmente te amo. A cada minuto de cada dia, penso em você e no que você
estará fazendo. Quando penso em você, isso me machuca.
Eu agarrei meu peito. Minha voz tremeu como se eu tivesse perdido o
controle.

-Eu sempre me preocupei em como você iria viver sem mim, você estaria
chorando? Você me odiaria?... Se você me odiasse, seria mais fácil para
você viver

-...

-Você não precisa sentir saudades de mim se me odeia. Você pode seguir em
frente com o ódio. E cresça com graça. Agora você é famosa e pode morar
com outras pessoas. Você está prestes a ter uma familia.

- Gen... - Aoey gritou. Seu rosto estava cheio de lágrimas. Não pude deixar
de chorar com ela.

-Minha mãe disse que não existe amor eterno. No final, todos retornarão ao
seu gênero original. É uma maldição amar alguém do mesmo sexo que
você. Se você conhecer alguém legal, ficarei feliz por você.

-Gen, diga a verdade. Não minta... você não está feliz. Diga-me que não. -
A garotinha segurou meu rosto com as duas mãos e me forçou a olhar em
seus olhos. -Seja honesta comigo. Apenas me diga como você se sente
sobre isso. Diga-me.
-...

-Não pense por mim. Não faça nada que você acha que é bom para mim. Eu
quero a verdade sobre como você se sente. Isso é o que eu queria saber.

Pensei em um ditado de uma mulher, a dona da cafeteria, Love. O que ela


disse ficou na minha cabeça o tempo todo.

"Não pense por ela."

Era seu trabalho pensar sobre como ela se sentia. Eu não ficaria feliz se
meus pais me dissessem que eu seria mais feliz casada com um homem que
fosse mais rico e melhor do que o homem que eu amava.

Mas isso era amor... você escolheu para si mesmo. Você não ficará feliz se
outra pessoa escolher por você.

Foi a mesma coisa aqui quando pensei que Aoey ficaria melhor sem mim.
Ela teria um futuro melhor, embora tivesse um bom futuro agora. Mas e se
não correr como esperado? Eu poderia me culpar por deixá-la sozinha para
lidar com todo o problema.
Ok... eu seria honesta pela primeira vez. Não importava o que acontecesse.
Eu mantive meus sentimentos por muito tempo.

-Eu não quero ver você se casar.

Finalmente disse o que pensei. Foi a coisa mais honesta que eu já disse. Eu
senti alívio. Outras pessoas podem pensar que eu sou uma vadia, mas
danem-se... eu faria isso por mim mesma. -Eu não quero ver você se casar.
Quero você só para mim -Aoey sorriu para mim. Seus olhos estavam cheios
de lágrimas. Seu rosto parecia mais feliz do que quando ela tirava fotos em
seu vestido de noiva com os convidados do casamento.

-Eu sempre quis ver você nos últimos 3 anos. Mas tive medo de que você
me odiasse se me visse.

-...

-Mas voltei e descobri que você me odiava e jogou água na minha cara.

- Oh, Gen. Não fale sobre isso. - Aoey riu quando pensou sobre isso. -
Agora me sinto culpada.

- Não tenho certeza se é tarde demais, mas você pode ficar comigo? O amor
precisa de dinheiro. Eu não sabia como ganhar dinheiro, mas agora sei
como ganhar dinheiro. Ganhei muito dinheiro desenhando desenhos
animados. Todo mês ganho muito dinheiro e também desenho capas de
livros.

- Você é muito inteligente.

-O importante é que desenhei a capa do seu romance. Mas eu não disse isso.
Se você descobrisse, enlouqueceria e sairia da editora.

Ela pareceu tão surpresa ao ouvir isso. Ela chorou ainda mais agora.

-Você está por trás de todo o meu sucesso.

-Eu sei como ganhar dinheiro agora. Tenho minha própria editora. Agora
sou proprietária de uma empresa, por isso, embora não tenha meus pais,
posso apoiá-la agora.

Nós duas ficamos em silêncio por um tempo. Por fim, resolvi contar a ela
algo que sempre quis dizer e que a deixou feliz.

-Não se case. Fuja comigo. Se arrecadarmos dinheiro suficiente, eu lhe


darei um casamento, como você quiser.
Ela não perdeu tempo, mas assentiu rapidamente. Ela chorou e riu ao
mesmo tempo.

-Eu vou. Eu irei aonde você me levar.

-Levante-se se quiser ir - Tod, que ficou em silêncio por um longo tempo,


ajudou Aoey e eu a levantar. -Eu preparei um carro para você.

-Que?!

Tod olhou para mim e encolheu os ombros. Parecia que ele se divertiu com
todos os dramas.

- Eu sou cuidadoso.

-Você planejou tudo isso?

-Eu vou devolver para você. Vamos.

Tod pegou minha mão e a de Aoey de cada lado e nos expulsou do hotel.
Aoey correu com dificuldade em seu vestido de noiva. Mas esquecemos
que havia um noivo naquele evento. Ele correu e bloqueou todos nós na
frente.
-Você vai aceitar assim mesmo? Ela é a minha namorada.

Ten olhou para Aoey com raiva. Aoey parecia não se importar mais com
ele. Ela se escondeu atrás de mim e gritou com ele.

- Deixe-me ir, ten. Não gostamos muito um do outro. Não vamos conseguir
de qualquer maneira... Eu gosto de mulheres. Por favor entenda.

- Não quero.

Ten olhou para mim interrogativamente. Nós dois nos encaramos por cerca
de um minuto inteiro. O noivo finalmente suspirou.

- Acho que não há como impedir você.

-Você não pode, por favor, nos deixar ir... você deve me entender.
Estávamos ambos à procura de alguém que nos satisfizesse. Eu encontrei
alguém e um dia você também encontrará. Se você encontrar o caminho
certo quando já for casado, será tarde demais.

-Aoey pode ser a pessoa certa para mim. Quem sabe. Nós nos amaremos.
quando estivermos juntos.
-...

- Estou brincando - Ten não parecia se importar neste momento. O


casamento foi na verdade para a família. -Tenho inveja por ter encontrado a
pessoa certa para você. Deve ser ótimo.

-Algum dia você saberá

O noivo caminhou em direção a Aoey e colocou a mão na cabeça dela.

-Agora percebo por que você me beijou naquele dia. Você queria que Gen
visse isso. Você nunca me deixou tocar em você desde o primeiro dia.

Aoey parecia não querer ficar perto de Ten. El ainda tinha aquela sensação
doentia de estar perto de outras pessoas. Não foi tão ruim quanto há 3 anos.
A garotinha deixou Tod segurar sua mão, apesar da expressão estranha em
seu rosto.

-Sinto muito, Ten. Não te mereço.

-Se você for com ela, você vai ficar feliz, certo?
-Serei feliz todos os dias se estiver com ela.

- Não há nenhuma boa razão para eu impedi-la então. O casamento é para


que eu possa estar com você, para que você não se sinta sozinha -Ten olhou
para mim e suspirou. -Por que duas lindas mulheres acabaram juntas? O que
um homem como eu fará?

- Arranje outro homem - brincou Tod. Ten riu quando ouviu isso.

-Procuro amor, mas não com outro homem. Este não é um romance lésbico.

-Este é um mundo lésbico.

- Vá. Não vou impedi-la - Ten se afastou e me chamou - Gen.

-Ah?

-Mantenha-se em contato. Deixe-me saber como vai a vida.

Sorri para o namorado simpático, generoso, mas solitário.

-Le nosso desenho animado. Essa é a história de Aoey e eu. - eu ri


-Sempre em modo de vendas.

Finalmente saímos do hotel. Tod correu para procurar o carro enquanto


Aoey e eu o seguramos com força, como se uma de nós fosse desaparecer.
Parecia haver inúmeros problemas com os quais tínhamos que lidar. Meu
irmão correu em nossa direção e nos bloqueou na frente.

- Onde você está indo? Não te deixarei ir.

-Desgraçado. Você arruinou o casamento deles e agora está aqui.

-Vim aqui para impedir o casamento, mas não para dar a você e a Aoey uma
chance de ficarem juntas.

Meu irmão ficou chateado porque o resultado não foi o que ele queria. Por
que ele era tão teimoso?

-Tod usou você.

-Que queres dizer?

-Tod te contou tudo entre Aoey e eu, certo?


-Sim.

-Tod pediu para você estragar o casamento, para contar tudo a Aoey, certo?

-Sim.

-Este é o resultado que Tod queria. Agora que você entendeu, vá.

-Não entendo. Por que Todd faria isso? Tod me contou tudo sobre o quanto
eles te machucaram e agora você diz que ainda a ama e quer fugir com ela.
Como você é estúpida em desistir de John, o dono do cassino, para ficar
com essa garotinha.

-A baixinha de quem você está falando é sua ex-namorada.

-Você roubou de mim. Estúpida!

- Você está me chamando de estúpida?" -Corri para bater na cabeça dele,


mas Aoey interferiu. Ela se colocou entre os dois.

- Great... Me desculpe por te tratar mal no passado. E estou grata por você
ter arruinado meu casamento hoje. Você me contou a verdade sobre o que
Gen fez por mim. Você é a pessoa mais sincera que já conheci. Você disse o
que pensava. Você disse que quando amava, você também disse quando
odiava

-Sim, e eu te odeio. Você é o... opa!

Aoey foi na ponta dos pés até Great para beijá-lo na bochecha e se afastou
rapidamente porque odiava ter contato com homens. Ele ficou atordoado.

-Não sei o que fazer para te pagar. Quando estávamos namorando, acho que
era isso que você queria que eu fizesse. Isso é tudo que posso te dar....

-...

- obrigado por tudo.

Olhei para ele e tive vontade de chutá-lo no meio da rua e olhei para Aoey,
que acabou de flertar bem na minha frente, Great ainda tocou a bochecha
que Aoey acabara de beijar, mas agora olhou para ela com mais ternura.

-Você... você.

-Você ainda me odeia?


Aeoy, que estava atrás de mim, perguntou timidamente. Great ainda estava
chateado, mas mais calmo.

-Eu te odeio menos agora.

-Você é muito sincero.

A garotinha riu. Great ficou ali sem saber o que fazer enquanto Tod parava
o carro.

- Sobe. Eu vou levá-las...

-Para onde?

-Você decide. Onde você quer ir?

Aoey e eu não tínhamos nenhum plano. Sabíamos que tínhamos que sair do
casamento. Finalmente entramos no carro e Great também quis participar.

-Onde você está indo? -Tod gritou ao ver Great tentando entrar.
-Eu irei com elas.

-Elas estão fugindo juntas. Não é assunto teu.

-Fugir? Para onde? Voltar a ficar juntas foi uma surpresa, mas para onde
você vai? Você vai voltar para Macau? E o Johnathan?

-Acho que não voltarei a Macau.

-Onde você está indo?

-Para algum lugar onde nunca seremos encontradas

Great ficou chocado e segurou o carro. Agora Great parecia muito


preocupado com a possibilidade de nunca mais me ver.

-Você está brincando? O que acontece com sua família, comigo? Você vai
me deixar também?

-Estarei em contacto.
-De verdade? Você não terá dinheiro se fugir. Você terá que ser agricultora e
acabará mendigando.

-Bobagem! Eu sei como ganhar dinheiro agora

-Não quero que você vá.

Meu irmão olhou para mim como se estivesse prestes a chorar. Fiquei triste
ao vê-lo se sentir mal.

-Não faça essa cara. Eu não vou morrer. - Eu ri e bati na cabeça dele.

-Se não fosse você eu não teria esse momento. Obrigado.

-Eu te amo, Gene,

-Eu também te amo

- Vamos - disse Tod e dirigiu lentamente o carro. Olhei para Great até que
seu corpo alto não fosse mais visto. Aoey me abraçou com força e eu a
abracei de volta.
-Isto é real? Agora você está de volta comigo, Gen.

-Sim, parece um sonho.

Olhamos uma para a outra e aproximamos nossos rostos. Esquecemos


completamente que Tod estava dirigindo. Ele tossiu para nos avisar que
ainda estava lá. Felizmente ainda não tínhamos feito nada.

-Você planejou esse resultado?

- Não - Tod respondeu e suspirou. -Eu só queria que você e Aoey


conversassem sobre isso antes de se casarem. Acho que você não ficou
feliz, Gen, e não é justo que Aoey não soubesse disso. Se Aoey descobrisse
a verdade depois de se casar, ela poderia se divorciar de Ten e ficar viúva.

O homem bonito disse e encolheu os ombros.

-Se Aoey descobrisse tudo e decidisse continuar com o casamento, seria


justo. Pelo menos ela escolheu isso. Eu estava me intrometendo, mas queria
que tudo fosse claro e justo.

-E agora estamos fugindo juntas.


O homem bonito olhou para nós pelo espelho e sorriu.

-É uma boa história. Nada é melhor do que duas amantes terminando juntas.
Também me senti culpado há 3 anos por separá-las. Hoje as juntes para
começar de novo.

-...

-Uma melhorou de sintomas estranhos. Outra agora sabe como ganhar


dinheiro. Agora vocês duas podem viver suas vidas sem problemas.

-..

-Eu queria que vocês duas provassem que duas garotas podem ficar juntas
para sempre.

Abracei Tod no banco de trás e beijei-o na bochecha. Eu me senti grata por


ele. Eu não conseguia acreditar que tinha um amigo tão bom. Agradeci à
minha mãe por me apresentar a esse homem desbocado no início. Ele era
como meu irmão mais velho, que desempenhou um papel importante na
minha vida.

Isso me deu outra chance de consertar meu amor... o amor que estava quase
acabando...
Tod acendeu a luz e parou no acostamento. Olhei para ele com confusão.

-O que você está fazendo?

-Você dirige, Gen. Vou chamar um táxi para me levar para casa.

-Por que você não vai conosco?

-Você está fugindo. Eu tenho que sair.

- Ainda não sei para onde estamos indo.

-Bem, pense nisso quando estiver dirigindo. Pense em onde vocês podem
morar juntas e não me conte porque posso contar para sua mãe novamente.

Tod saiu do carro e chamou um táxi. Saí do carro e olhei para o lindo
menino com lágrimas. Eu não tinha ideia de quando nos encontraríamos
novamente. Aoey saiu do carro e vestiu minha camisa. Os olhos suaves me
chamaram de volta ao carro com um sorriso.

-Vamos..
-Aonde vamos?

-Tenho um lugar para nós. Vamos começar por aí

-Ah?- Olhei para aqueles olhos doces e questionadores mas... tomei uma
decisão. -Bem, se está tudo bem para você, está tudo bem para mim.

-Agora estamos realmente juntas, como antigamente. Minha Gen. - Eu sorri


para ela.

-Sim, como antigamente. Minha Aoey.


MATE - Querida amiga
Capítulo 47 - 47

O lugar mais perigoso era o lugar mais seguro...

Aoey optou por voltar para o mesmo lugar. A mesma casa que alugamos há
3 anos. Poderia ser uma coincidência ou a casa deveria estar disponível no
dia em que nos mudamos. Um inquilino mudou-se há alguns dias.

Estacionei o carro do Tod em uma rodoviária. Depois de parar no


condomínio de Aoey para pegar seu importante documento, pegamos um
ônibus e chegamos a esta província. Tudo parecia igual. Vomitei por causa
do ônibus. O motorista era sempre o mesmo motorista ruim.

Estivemos lá duas semanas. Dissemos a professora Salee e ao Tod que


estávamos bem, então eles não precisavam se preocupar conosco. Mas
guardamos os detalhes para nós mesmas. A professora Salee sabia que
Aoey estava comigo e voltou para morar com seu marido estrangeiro em
seu país.

Pedi ao Great que contasse aos meus pais o que tinha acontecido e que não
voltaria a Macau. Eu não quería saber como eles reagiram porque sabia que
não concordariam. Eles não se oporiam ao relacionamento, mas deviam
estar preocupados com minha segurança. Mas... estávamos numa cidade
muito remota. Não havia lugar mais pacífico do que este.

Ah... Outra pessoa que não consegui esquecer foi Johnathan. Ouvi do Tod
que ele estava muito triste, mas respeitou minha decisão. John não era uma
pessoa fraca. Ele poderia lidar com a verdade de que amava uma mulher,
não um homem. Eu tive que seguir em frente. Eu me senti culpada, mas
tudo que pude fazer foi pedir a Tod e Great para conversarem com ele.

Isso foi tudo que pude fazer.

Tudo estava resolvido agora. Foi diferente da primeira vez que estivemos
lá. Quase não podíamos fazer nada. Agora nós duas sabíamos o que
queríamos e o que não queríamos.

Eu tinha dinheiro suficiente. Comprei um ar condicionado para casa, uma


televisão nova, um computador novo e uma cama nova.

Uma empresa com aço.....

Aoey parecia obcecada pela nova cama de aço. Quando compramos, ela
subiu na cama, tentou dormir nela e até tentou subir para ouvir o som.
Ela era tão sexy, mas assustadora ao mesmo tempo. Fiquei maravilhada por
ter uma amante tão safada na cama. Cinquenta Tons de Aoey...

Fui fazer compras. Mas Aoey fez algo ainda mais louco do que isso. Ela
pediu ao proprietário que lhe vendesse a casa independentemente do preço.
Fiquei surpresa ao descobrir que Aoey tinha tanto dinheiro. Ela também
queria comprar um carro novo.

-Então você terá um carro para me levar.

-Você é mais rica que eu -Perdi um pouco a confiança quando descobri que
ela era tão rica.

-Ganhei dinheiro, mas nunca usei. Eu já te disse que compraria uma casa
com você. Você não lembra? Eu posso fazer isso hoje

-O que eu tenho que fazer agora que você comprou a casa?

-Agora você está ganhando dinheiro. Seja meu marido.

Era uma sensação estranha ser chamada de marido, de mulher bonita. Todos
me chamavam de princesa quando eu era jovem. Mais tarde eu era uma
garota popular que todo homem queria. Agora eu era seu marido. Deus
choraria porque desperdicei minha beleza com uma garota.
Agora tínhamos um carro novo, uma casa nova, mas tinhamos mais uma
coisa velha conosco.

-O pássaro ainda está vivo? - Aoey tirou a gaiola de algum lugar e me


contou toda a história.

-Sim, deixei o pássaro com o dono. Eu disse a ele que um dia voltaria. Eu
não tinha certeza se ele ainda estava vivo... O dono cuidou bem dele. Agora
ele pode até orar.

Ele era tão religioso que agora o pássaro podía orar. Mas quando ele estava
conosco... ele gemia.

-Se você ainda quer que o pássaro reze, mantenha-o do lado de fora, não
dentro do quarto.

Os olhos suaves pareciam tímidos quando ela percebeu o que eu queria


dizer.

-Eu sei.

Comecei a desenhar uma nova temporada do desenho animado. Tive que


trabalhar até tarde todas as noites para cumprir o prazo. Eu era uma pessoa
pontual, não podia perder o prazo.

Trabalhar assim me levou todo o tempo da minha vida. Eu dormia apenas 4


horas por dia. Um dia esqueci de comer. Eu estava sempre na frente do meu
computador. Se alguém me escrevesse no Facebook às 2 da manhã, eu
estava lá. Às 6h, ainda estava lá. Novamente às 14h, também pude
responder.

Se alguém estivesse me procurando. Estaria sempre lá... online. Pobre de


mim, não tive tempo de dormir. Trabalhei como funcionária de escritório
regular. Meu pai e minha mãe chorariam vendo meu trabalho duro assim.

-Gen... não aguento mais.

A garotinha disse enquanto coloria meu trabalho no computador. Me virei e


vi Aoey vestida uma camisa de pijama branca com shorts. Ela cruzou os
braços e me olhou nada feliz.

-Porque?

-Voce nao tem tempo para mim. Fugimos para morar juntas, não para
trabalhar com você.

-Tenho que ganhar dinheiro.


-Você já tem demais. Você não tem tempo para dormir e não tem tempo
para mim

A garota foi até meu computador e tentou fechá-lo, mas eu sabia que ela
havia se movido, então segurei-a.

-Não faça isso, senão não vou conseguir dormir.

-Pare de desenhar caricaturas. Você não precisa ganhar dinheiro. Posso


vender um livro e podemos viver 10 anos.

-Não presuma. Eu me recuso a agarrar você financeiramente.

-Você não precisa se agarrar a mim, mas às vezes você tem que me comer.
Não fique na frente do seu computador. Sou sua esposa!

-Sempre pensei que seria esposa.

-Bem, podemos nos revezar como esposas. Mas não importa quem é a
esposa se você não prestar atenção em mim. Saia do seu computador agora.
A menina tentou me controlar. Aoey, aquela que estava quieta como um
gatinho, se foi. Agora ela era uma gata tentando controlar o leão. Ela
pensou que poderia fazer isso. Eu era Genlong que nunca dá........

-Vou fazer uma pausa. Você parece tão mal-humorada.

Tinha mudado muito!

-Você não foi feita para o trabalho duro. Minha Gen não deveria estar
trabalhando. Minha Gen não deveria saber trabalhar.

Que.....

-E você quer que eu fuja para Macau e deixe o tempo passar por mais 3,5
ou 10 anos?

-Não, pare de trabalhar agora. Seu trabalho ocupa seu tempo. - A garota
caminhou em minha direção e sentou no meu colo fazendo beicinho. Ela
chutou teimosamente como uma criança. - Você não pode simplesmente
ficar em casa? Quero te ver. Abraçar-te. Entrar e escrever um romance mais
tarde.

-Ah... que egocentrismo -eu ri. - Bem, você pode me dizer quando quiser se
aconchegar. Vou deixar tudo e te abraçar
-De verdade?

-Sim, mas tenho que trabalhar. Tenho que enviar em 2 dias. Se eu não fizer
isso agora...

- Agora. - Os olhos suaves agarraram meu pescoço e olharam nos meus


olhos como se estivessem me forçando. - Eu queria te abraçar agora

Agora ela assumiu o controle total de mim. Eu era Genlong que controlava
tudo no mundo. Eu queria algumas algemas para prender a menina na cama,
para que eu pudesse voltar ao trabalho.

-Ok, tenho tempo para você 15...

Aoey tirou a camisa imediatamente e mostrou sua pele lisa e brilhante. Eu


me inclinei de brincadeira até seu pescoço e o lambi. Suas mãos brincaram
na minha camisa e percorreram meu corpo e desabotoaram meu sutiã. Meu
corpo seguiu naturalmente.

-Não marque hora para mim. Eu sou a exceção.

-E...
- Ok, vou deixar você trabalhar.

Os olhos suaves pararam tudo enquanto ela estava de bom humor. Fiquei
confusa com ela. Ela provocou, manipulou e agora foi embora como se
estivesse planejando se vingar depois que eu a deixei sozinha por um
tempo.

-Você está me deixando com tesão e depois vai embora?

- é? - Aoey sorriu ao ver que eu estava sem fôlego. - Eu estava muito


envolvida e agora parei. O que devo fazer agora?

Decidi que não perderia para ela. Suspirei e peguei uma caneta para
continuar desenhando.

-Está bem. Vou continuar trabalhando - Agora estávamos as duas chateadas,


em vez de fazer sexo quente acabamos brigando. Virei-me para ir trabalhar
e ignorei Aoey. Meu desejo sexual foi acalmado por isso.

Até que....

Algo me interrompeu debaixo da mesa, Olhei para baixo e vi Aoey lá, Ela
tentou fazer algo com o short que usava.
-O que você está fazendo?

-Eu ajudo você enquanto você trabalha..

-Que?!

-Segue trabalhando. Achei que você estava muito ocupada.

-Como eu poderia trabalhar se você....ummmmm...mmmm

Ela não se importou com o quanto eu resisti. Mas, para ser sincera, eu não
estava resistindo. Eu estava pronta desde a primeira vez que ela se
aproximou. Ultimamente, a menina era muito boa em me provocar e
seduzir.

Ela conhecia todas as minhas fraquezas, mas fazer isso era demais. Era.....

-Aoey... Aoey...

Quando ela viu que ela estava tão animada, ela parou. Ela me deixou lá,
quase gritei quando ela saiu.
-Porque você fez isso? Eu não sou...

- Termina aqui... - A garotinha saiu de debaixo da mesa e tirou toda a roupa.


Ela caminhou em direção à cama. - Se você quiser acabar com isso, siga-
me.

Droga... pensei que não poderia perder dessa vez!

Bati com a caneta do mouse na mesa e segui os olhos doces. Peguei todas
as roupas que estava vestindo e desabei.

- Você está morta esta noite.

Isso foi amor... amor apaixonado, doce amor. Tivemos tantas emoções
diferentes. Não trabalhei na noite anterior porque a segurei a noite toda e
agora eu estava sofrendo com o trabalho inacabado.

Foda-se. Se não foi feito. Não foi feito! Hoje tive um encontro com Love, a
dona da cafeteria. Desde que me mudei para cá, era o lugar habitual onde eu
ia passear, brincar com os cachorros. Há 3 anos, Love ainda não encontrava
ninguém para pintar sua parede. Como eu estava lá, pedi o emprego. O que
havia de errado em ganhar algum dinheiro?

Eu era mesquinha.
-Deixe-me terminar meu desenho este mês e pintarei para você.

-Você também desenha cartoons? Onde está? Está publicado?

-Está na Internet. Você pode ler gratuitamente. Agora está no topo das
vendas.

Eu me vangloriei com orgulho. As pessoas se interessaram pelo nosso


relacionamento, apesar de ser entre duas mulheres. Eu não disse na internet
que era baseado em uma história verdadeira, mas as pessoas pareceram
gostar.

-Como se chama? Vou olhar

-0 nome.....

A campainha tocou quando eu estava prestes a dizer a ela o nome do meu


desenho animado. Aoey, que acabara de entrar na loja, olhou para mim. Seu
rosto não tinha cor. Corri em direção a ela rapidamente.

-O que aconteceu, você está bem?


Aoey correu para a loja de pijama. Ela não tinha lavado o rosto. Eu estava
preocupada em vê-la nervosa daquele jeito.

- Está tudo bem, você ainda está aqui.

-Ah?

- Eu pensei... você... você fugiu.

-Por que eu fugiria?

-Não sei. Estou tão paranóica - a menina tocou o peito e agora percebeu o
quão cansada estava. - Você acertou 10 em 10 ontem à noite. Achei que
você poderia fugir novamente para Macau, India, Camboja ou qualquer
outro lugar.

Ela deve ter corrido à minha procura e percebido que aquele era meu lugar
habitual.

-O que você fez tão bem?

Love perguntou curiosamente. Minhas orelhas ficaram vermelhas como se


eu tivesse congelado..
-Eu me caracterizo.

-Isso é lindo. Você dá uma pontuação.

-O que você está fazendo aqui tão cedo? -Aoey perguntou e olhou para
Love com curiosidade.

Apontei para a parede para explicar.

-Conversamos sobre pintar a parede dela há 3 anos. A parede ainda está


vazia agora. Aceito o trabalho, mas ainda não conversamos sobre os
detalhes. Eu contei a ela sobre meu desenho animado agora. Ela quer ler.

-Do que se trata? - A dona da loja se interessou pela minha caricatura. Eu


era tímida, mas contei a ela francamente.

-É sobre o nosso amor. Fiz desenhos sobre nosso relacionamento. Mas eu


desenhei do meu ponto de vista. Aoey contou a história do ponto de vista
dela.

A love riu. -Vou ler os dois. Onde posso encontrá-lo? Como se chama?
-Minha história se chama MATE.

Eu respondi primeiro. Love virou-se para Aoey e perguntou sobre sua


história, mas Aoey parecia muito tímida. Ela, ou a maioria dos escritores,
não gostava de falar sobre o que escreviam porque não queria que as
pessoas soubessem o quanto ela era sonhadora e imaginativa.

-Minha história chamada Melhores Amigas.

-É a mesma história de um ângulo diferente? -Love concluiu e sorriu para


nós. - Vou ler esta noite.

Ficamos mais um pouco lá e conversamos sobre trabalho. Quando


estávamos prestes a sair, Love gritou para confirmar comigo no

vamente.

-Gen.

-Sim?

-Seu romance se chama MATE melhores amigas correto?


Aoey e eu demos as mãos e assistimos.

-Sim, chama-se...

-...

-MATE Melhores amigas

Era sobre duas melhores amigas que se apaixonaram.

Fim.
MATE - Querida amiga
Capítulo 48 - Especial 01

Aoey

Foi mais um dia que Genlong ainda estava aqui.....

Eu ficava tão paranóica o tempo todo que, sempre que acordava, talvez não
voltasse a ver minha melhor amiga. Ela era meu tudo. Todas as manhãs,
quando acordei, verifiquei rapidamente o espaço ao meu lado na cama. Se
ela não estivesse lá, eu rapidamente olhava através de uma mesa onde seu
computador estava instalado. Era o lugar dela. Encontrei a linda garota lá,
então suspirei de alívio por Genlong estar aqui.

Não fuja de mim novamente.....

Fiquei chateada por não nos abraçarmos na cama. Ultimamente ela prestava
mais atenção ao computador e ao mouse-caneta do que a mim. Tive que me
esforçar para seduzi-la e me dar atenção. Por que ela estava tão preocupada
em ganhar dinheiro? Eu disse a ela que não era tão necessário.
" O amor precisa de dinheiro. Estou preocupada por não poder cuidar de
você".

Cada vez que discutíamos, eu desistia sempre que ouvia esse motivo. Ela
me tinha como principal motivo de tudo que fazia mas não gostava de
explicar.

Ela não se vangloriava porque gostava de ser descolada.....

- Você acordou um pouco? - Perguntei enquanto estava deitada de bruços na


cama e olhando para Genlong, que desenhava desenhos na frente de seu
computador.

- Desde as 4 da manhã - Ela respondeu e nem olhou para mim.

Olhei para o relógio agora e fiquei chateada... eram 10 horas da manhã. Ela
acordou há 6 horas e ficou sentada aqui o tempo todo.

Isso era uma loucura. Ela trabalha muito. Não gostei do Genlong nesta
versão!

- Ger
- Ah?

- Qual você ama mais, o computador ou eu?

O lindo rosto finalmente se virou para fazer contato visual. Ela sorriu para
mim. Seus olhos mostraram que ela não dormiu o suficiente. Planejei
reclamar, mas acabei me sentindo mal por ela. Ela sussurrou.

- Claro, eu te amo mais.

- Eu te amo, mas você precisa descansar.

- Quando eu terminar esse episódio, vou dormir um pouco... Ah, isso é


legal.

Levantei-me da cama e fiz uma massagem na minha adorável princesa.


Genlong fechou os olhos e relaxou. Eu queria que ela dormisse para poder
descansar.

Ela era uma verdadeira princesa, uma rainha B, agora trabalhava tanto por
dinheiro. mesmo que eu tenha dito a ela para não trabalhar....
Minha renda com o livro era suficiente para cuidar de nós duas durante o
resto de nossas vidas. Mas Genlong tinha medo de ser pobre. Ela estava
com medo que podemos acabar como antes. Ela trabalhou tanto que eu não
aguentei que eu era a razão para isso.

Esse deve ser o sentimento dela... quando descobriu que eu trabalhava na


construção. Ela não podia me ver assim, então decidiu me deixar e me
ajudou de longe.

- Por que você parau? - Genlong abriu os olhos. Seus olhos, tão escuros
quanto o céu noturno, olharam para mim com surpresa. Eu sorri para ela.

- Minha mente vagou.

- O que você está pensando?

- Estou pensando no nosso relacionamento desde o início.

- Desde que você estava em Bangkok?

- Estou pensando na escola primária quando secretamente te admirei


Agora Genlong prestou mais atenção em mim. Ela parou de olhar para o
computador e agora olhou para mim.

- Me conta. Queria saber quando você começou a gostar de mim e como


acabou comigo.

Olhei para minha princesa e sorri.

- O que eu ganho se te contar?

- Por que eu tenho que te dar alguma coisa? - Ela perguntou, mas entendeu
quando viu meu sorriso sedutor.

- Sim... se você me contar uma boa história, você me terá.

- Ok, vou te contar. Venha aqui. Deite no meu colo e descanse.

Gelong olhou para o computador. Ela estava relutante em deixar o trabalho.


mas finalmente caminhou até a cama e colocou a cabeça no meu colo.
Toquei suavemente seu rosto me sentindo mal por seu lindo rosto ter um
círculo escuro ao redor dos olhos como um panda.
- Ainda me lembro do primeiro dia em que nos conhecemos... você entrou
na sala e sentou ao meu lado. Você me chamou de Olive.

-...

- Você disse que eu era magra como Olive. Você disse que eu era filha de
um mendigo porque era pobre.

Foi tão estranho deixar outra garota me tratar daquele jeito e me chamar de
filha de mendiga. Eu não senti que ela me desprezasse então. Posso estar
magra e suja. Eu não gostava de comer, então era pequenininha. O lindo
rosto era de uma garota má, mas eu a entendia, então não a odiava.

Genlong era tão mandona desde jovem. Ela era uma criança bonita,
diferente das crianças do interior. Ela tinha pele brilhante e longos cabelos
pretos, lábios vermelhos e olhos lindos. Havia tantas crianças, meninos e
meninas que queriam ser seus amigos. Mas eles duraram apenas um pouco
porque Genlong era mimada e difícil. Todos os meus amigos não
conseguiram aguentar. Só eu que fiquei presa com ela.

Por que isso aconteceu? Eu pensei que ela era legal. Ela gostou de
compartilhar comigo alguns lanches caros.

Só por esse motivo.......


- Você é filha de professora. Por que não pode fazer isso? Estúpida.

Genlong era uma garota inteligente. Ela era boa em tudo, eu senti que ela
veio para a escola só para pegar o certificado, mas ela sabia todo o
conhecimento do começo. Apesar de estar sofrendo bullying, me senti bem
por estar com ela. Eu tinha orgulho de ter uma amiga tão linda quanto ela.
Como quando você se divertiu procurando pais.

Ela era boa em tudo, mas... ela não tinha amigos.

Ninguém nunca quis fazer uma tarefa com ela. Ela era mandona e nunca
fazia nada que pediam. Ela era boa em tudo, mas não em termos de
relacionamentos. Eu era filha da professora, então tive que me juntar a ela
para uma tarefa. Eu não poderia escapar disso.

- Você faz o trabalho. Se você se sair bem, compro uma caixa de lápis nova
para você.

- Não, é um projeto em grupo. Nós duas temos que fazer isso. - Eu disse,
mas Genlong me olhou infeliz.

- Vou te dar meu apontador elétrico dourado. Faça isso. Não gosto de
trabalhos em grupo. É muito fácil, só para gente estúpida.
Ela era uma verdadeira vadia....

Pensei em quando meus amigos da universidade veio trabalhar juntos em


uma tarefa. A princesa ficou chateada porque meus amigos se aproveitaram
de mim. Ela se contradisse totalmente. Ela também não cumpriu sua tarefa.

Estivemos próximas por cerca de 2 anos no ensino fundamental. O pai dela


mudou-se para Bangkok no 3º ano.

A princesa também se mudou com o pai. Fiquei tão triste por ela ter ido
embora, mas não tão triste como quando soube que lhe dei piolhos.

A atrevida princesa teve que cortar o cabelo curto por causa dos piolhos que
eu dei a ela. Ela fez questão de se vingar de mim na frente de toda a turma.

- Não somos mais amigas. Não gosto mais de você. Senhorita Piolho.

Eu me lembrava tão bem de como me sentia por não ter amigos daquele
jeito. Meus olhos estavam cheios de lágrimas enquanto eu dizia a Genlong
de cabelo curto que sentia muito.

- Sinto muito, Genlong"


Quando me aproximei dela, ela se afastou com raiva e nojo. A senhorita
perfeita que nunca fez nada de errado na vida, exceto aqueles piolhos na
cabeça.

- Deixe-me em paz. Você me deu piolhos.

Esse foi o último dia que a vi na escola. Depois disso, continuei vivendo
minha vida como uma criança normal.

- Sua cara de choro está sempre em minha mente. Nunca apaguei isso. - A
atrevida princesa que estava deitada no meu colo agora disse. Eu ri quando
percebi que ela se sentia culpada ao lembrar daqueles tempos.

- Sim, você era uma criança tão má, mas por causa disso nunca me esqueço
de você. Esqueci a maioria dos meus amigos de infância, mas não de você.
Lembrei-me melhor dos meus amigos do ensino médio do que dos amigos
do ensino fundamental.

- Não tenho amigos no ensino médio. - Gen disse.

- Sério? Você não tinha amigos no ensino médio também. Por que você foi
tão má?
A princesa fez uma careta quando ouviu meu comentário. Eu ri e beijei sua
testa com amor.

- Posso ser sua amiga. Sou um garoto legal.

- Não se preocupe. Posso ser o que você quiser que eu seja.

- Você está flertando de novo. - A princesa parecia tímida enquanto estendia


a mão para tocar minha bochecha. - Ainda não consigo dizer por que você
gosta de mim. Por que você me procurou quando veio para Bangkok.
Perdemos contato por muito tempo.

- Eu conheci Si. Ele disse que conheceu você em Phuket e me deu seu
número. Guardei seu número e pensei em entrar em contato com você
quando estava em um ônibus de turismo indo para Bangkok. - Eu disse. -
Eu não tinha outro amigo, então tentei ligar para você, mas não planejei
pedir ajuda. Só pensei que conversar com alguém que eu conhecia em
Bangkok seria bom.

Genlong olhou para mim com adoração e tocou minhas bochechas de


brincadeira.

- Tanta sorte que você conheceu Si e ele lhe deu o número. Caso contrário,
você não terá meu número e nunca ligaria. Não estaríamos juntas assim...
Mas quando você gostou de mim? Por que você gosta de mim? Ou
começou na escola primária?

- Você está louca?

- Foi o que pensei. Você gostava de alguém antes de me conhecer? Lembrei


que você mencionou uma vez que eu fui seu primeiro amor.

Olhei para a garota abaixo de mim. Lembrei-me da atrevida princesa


usando fones de ouvido, fingindo ouvir música. Como ela ouviu isso?

- Eu pensei que você estava ouvindo música naquela época?

- Ah, não... você me pegou! - Genlong cutucou as próprias bochechas de


forma embaraçosa. - Eu era intrometida.

Eu ri por causa do constrangimento dela, ainda lembrei de como me sentia

- Nunca gostei de ninguém... não sei por quê. Talvez porque tenha passado
por alguma experiência ruim.

- Não fale sobre isso.


- Mesmo não tendo essa experiência, acho que nunca gostei de qualquer
um, meninos ou meninas. Ninguém nunca me impressionou tanto quanto
você quando comemos pizza juntas pela primeira vez.

- Imitadora. - Genlong sorriu

- Quando você começa a gostar de mim?

- Nosso primeiro contato visual

- Ah?

Conheci Genlong em um shopping onde marcamos encontros quando


cheguei em Bangkok. Lembrei-me de que olhei para uma mulher que
passou por mim com total interesse. Ela usava óculos escuros, mas parecia
tão familiar. O que me deixou ainda mais animada foi quando ela tirou os
óculos e comemos pizza juntas.

Trump Trump...

Trump Trump...
Nós duas nos entreolhamos. Tirei meus óculos para limpar, estava tudo
embaçado mas uma coisa que me lembrava bem eram os olhos dela que
olhavam para mim.

Seus olhos escuros pareciam estrelas brilhantes no céu noturno....

Os olhos que poderiam me engolir inteira.

- Aoey, coloque seus óculos.

- Ah?

- Coloque seus óculos.

Ela não tinha ideia de como eu estava animado para colocar os óculos de
volta e vê-la com mais clareza. Meu coração tremeu de excitação quando
fizemos contato visual

Eu ainda me pergunto até hoje. Como se apaixonou primeiro?

Eu nunca demonstrei nenhum sentimento naquela época. Nunca conheci


ninguém que me fizesse sentir assim. Achei que estava animada ao ver uma
velha amiga tão bonita quanto uma celebridade na TV. Achei que estava
impressionada com sua beleza até passarmos mais tempo juntas. Dormimos
na mesma cama. Nós nos abraçamos. Eu sabia que não eram apenas amigas.

Eu soube primeiro.......

Eu me expressei primeiro e sabia que no fundo ela tinha alguns sentimentos


por mim.....

Ela mostrou de muitas maneiras que sentia algo por mim. Houve muitas
vezes que eu a provei, mas ela temia, então ela fugiu do sentimento e isso
foi ferido.

"Pare de chamar minha atenção".

"Se você gosta de mulheres, eu também te odeio",

"Se você não namora ninguém, tem que sair da minha vida".

Lembrei-me de tudo isso... outras pessoas poderiam esfaqueá-la com uma


faca, mas fui muito paciente. Eu queria estar perto dela, estar com ela. Eu
não a queria fora da minha vida como antes. Genlong era a garota mais
ilusória e calada que já conheci. Ela nunca expressou nada.
Quase não conseguimos ficar juntas por causa do lábio apertado dela......

- Você gostou de mim na primeira vez que fizemos contato visual. Que
garota fácil!

Genlong olhou para mim e sorriu com timidez. Ela gostava de ouvir nossa
história. Bem, todos nós temos vergonha de ouvir nossas próprias histórias.

- Gen, você também se apaixonou por mim na primeira vez que fizemos
contato visual. O amor, à primeira vista, é real...

- E se eu fosse um homem, você me amaria?

- Eu não te amei por causa da sua aparência. Eu te amo porque você é você,
Gen. - Eu disse.

Genlong olhou para mim com desconfiança.

- Você é tão linda. Sua beleza realmente me impactou.

- E você também, Aoey.


Fizemos contato visual e me inclinei para beijá-la. Antes de passarmos para
a próxima etapa, paramos porque a campainha tocou na porta da frente,
Genlong sentou-se imediatamente.

- Pode ser meu post. Encomendei uma coisa pela internet. Vou buscar

Oh, querida... quase consegui.

Olhei para o corpo esguio e fui embora. Eu ri ao ver seus passos instáveis.
Ela ainda precisava de mais descanso. Sempre olhei para ela com obsessão
desde o ensino fundamental, universidade, ou quando nos reencontramos.....

Eu a amava e a odiava ao mesmo tempo.

Eu não poderia dizer que a odiava, mas era um sentimento misto de amor,
ódio, vingança. Nunca entendi por que ela me deixou, embora tenhamos
prometido que ficaríamos juntas, não importa o que acontecesse. E isso
significa carta.....

Aoey...

Se você ler esta carta, entenderá por que tenho que ir e deixá-la para trás.
Achei que só o Amor nos guiaria em todas as dificuldades, mas não foi
nada disso. Eu odeio ser pobre.
Desde que nasci, nunca vivi mal. Quando minha família estava em Korat,
pelo menos minha casa era feita de cimento e tinha muitas instalações. Mas
morar aqui com você não é a mesma coisa. Não é confortável. Não gosto
da casa de madeira que faz barulho quando ando. Sinto calor durante o
dia.... Não há nada de bom nisso.

Não posso suportá-lo......

Essas dificuldades me fizeram perceber que me amo mais. Viver uma vida
pobre me faz odiar tudo aqui. Odeio os sorrisos estúpidos das pessoas
provincianas. Eu odeio o cheiro da árvore. Odeio o mercado que não
consegue me fornecer as coisas que gosto. Mas acima de tudo, odeio o fato
de não ter dinheiro.

Embora você tenha dito que poderia me apoiar, pessoas como eu não
podem viver no interior com apenas 200 baht por dia. Não posso conviver
com o meio ambiente porque nunca serei feliz com ele.

Sem ar condicionado.

Sem TV inteligente..

Sem esquentador.
Até a cama está enferrujada.

Eu te amo, Aoey, mas agora percebi que ser pobre estava me comendo viva.
Eu me senti vazia por dentro e reconsiderei porque não fugi com minha
família.

A resposta é você...

Eu tenho que viver assim por sua causa. Serei melhor e mais feliz sem você.
Eu tenho que deixar você para trás. Por favor, me entenda... Queria que
você entendesse que é natural que homens e mulheres estejam juntos. É
impossível que duas mulheres fiquem juntas até o fim. Um dia você
conhecerá um homem que quer se casar com você e ter filhos com você. Eu,
Gen, terei que encontrar um marido tão rico e inteligente quanto eu. Acho
que não posso mais lutar contra a natureza.

Somente nos romances uma mulher ama uma mulher e um homem pode
estar com outro homem sem ser julgado pela sociedade. Se existir em
algum lugar, nunca pensei que os veria.

Não quero provar que nosso relacionamento durará para sempre. Eu não
sou uma cobaia, Se isso ajudar a tornar sua vida mais fácil, você pode me
odiar.
Porque parece que comecei a odiar você também. Porque você me faz estar
nesta situação.

Eu deixo.

Espero nunca mais ver você.

Genlong

Essa carta me deixou louca. Não consegui comer nem dormir durante esse
período. A carta tocava na minha cabeça o tempo todo na voz dela, como se
alguém a tivesse gravado. Lembrei-me de cada letra, de cada linha. Vivi
com raiva por 3 anos.

Genlong conseguiu. Eu a odiava de todo o coração e disse a mim mesma


que precisava ter sucesso para poder provar a ela que poderia ter sucesso.

Mesmo que eu a odiasse... eu ainda queria vê-la. Eu queria saber como


vivia a atrevida princesa. Ela estava realmente feliz quando viveu sem
mim? Reescrevi o romance sobre a nossa história e postei novamente na
internet. Eu o chamei de "Melhor Amiga". Recebi o melhor feedback que
qualquer escritor poderia receber, até que meu fã me enviou um e-mail
contando sobre um desenho animado na internet chamado MATE, com o
mesmo enredo.

Quando li o desenho, meu coração bateu muito rápido. Muitas coisas me


disseram que o artista era Genlong. Eu sabia que ela desenhava muito bem,
então tinha 90% de certeza de que era ela. Se eu decidisse denunciar à
polícia ou apresentar queixa, o cartoon seria apenas removido. Mas eu não
queria isso.

Eu queria ver a artista... Tod poderia cuidar disso.

Eu não estava errada. Tod realmente poderia fazer isso. O cara bonito era o
dono da empresa, meu gerente, meu patrão, irmão. Ele poderia levar
Genlong até mim. Vê-la novamente me fez perceber que......

Eu ainda a amava.

Eu não poderia negar isso.

Ódio e amor estavam interligados. Eu queria matá-la, mas também queria


abraçá-la. Eu queria perguntar se ela sentia minha falta. Mais tarde descobri
que Genlong era quem estava por trás de todo o meu sucesso e a verdadeira
razão pela qual ela teve que sair....
E o fato de ela me amar tanto

Que sorte que pedi a Tod para trazê-la de volta, apesar do ódio da carta.

Eu odiei aquela carta.

- O que aconteceu? Você parece estressada.

A atrevida princesa que voltou depois de pegar o pacote olhou para mim
confusa. Ela se perguntou o que ela fez de errado. Ela não era tão autoritária
como era antes, desde que percebeu o quão errada ela me fez.

- Odeio você.

- O que eu fiz?

- Estou pensando na carta que você me deixou há 3 anos.

Ela ficou chocada ao ouvir isso. Eu ri ao ver a reação dela.

- Eu tive que escrever isso - Minha amada correu para sentar ao meu lado e
explícito nervosamente. - Pense nisso, se eu escrevesse uma carta dizendo
que precisava ir embora porque não queria ver você trabalhar duro para
mim. Eu te amo muito e eu te dou esperança de esperar por mim. Eu tive
que ser má, para que você pudesse seguir em frente.

- Pare com essa desculpa. - Eu ainda comecei uma briga por diversão,
embora eu a entendesse agora. Fiquei me perguntando o que passou pela
cabeça dela quando escreveu a carta. - Deve haver alguma verdade nisso,
ou você não poderia escrever uma carta com esse significado.

- Eu... eu... - A linda garota na minha frente parecia confusa e finalmente


escapou com seu truque. - Eu vou desmaiar.

Eu sabia que ela se movia muito bem, então agarrei sua gola. Ela não
conseguiu cair na cama. Eu ri e puxei-a para mim para um abraço.

- Estou brincando. Agora você está desmaiando quando não consegue


explicar. Por que você é tão fofa?

- O que você está fazendo?

- Fiquei chateada pensando nisso. Da próxima vez, diga-me francamente.


Nunca mais desapareça. Não será legal como da primeira vez. Vou ficar
muito brava.
Genlong me abraçou de volta e riu.

- Ok, direi diretamente da próxima vez.

- A propósito, o que você comprou? Desde quando você faz compras


online?

- Não, esta é a minha primeira vez. Queria saber se isso vai acontecer.

Agora prestamos atenção no pacote que estava no colo da minha princesa.


Eu rapidamente peguei a caixa para mim.

- Eu vou abrir para você.

- Ei, intrometida!

- Não posso abrir?

- Ok, ok. Você pode abri-lo. - Ela não queria discutir comigo. - Bom, abra
para mim. Vou trabalhar mais um pouco.
Genlong foi até o computador em cima da mesa. Ela pegou um mouse-
caneta e começou a desenhar. Encontrei um cortador e abri a caixa. Fiquei
curiosa para saber o que havia dentro da caixa. Encontrei outra pequena
caixa embrulhada em jornais.

- O que você comprou?

- Você está abrindo agora. Não pergunte, apenas abra.

Tirei a camada dos jornais para ver o interior. Uma pequena caixa de joias
azul escura dentro me deixou animada. Eu posso estar certa.

Abri a caixa e vi dois anéis de pedras preciosas com as letras A e G em cada


anel. Eu olhei para ela com surpresa.

- Você pediu anéis.

- É da Swarovski, os anéis de diamante não chegarão em casa se eu os


encomendar online. - A artista ainda desenhava na frente do computador.
Ela disse sem fazer nenhum contato visual. Coloquei o anel no dedo e
descobri o anel era maior que meu dedo.

- Eu não posso usar o anel A.


- A é meu. Você tem que usar G. Por que você usaria um anel no seu nome?

- Você é tão atenciosa. Por que você comprou? - Coloquei o anel e admirei.
- Deve ser legal na internet por isso você comprou.

- Era um anel de pré-encomenda.

- De bom gosto.

- Claro, sou Genlong.

- Qual é a ocasião? Ou você só queria comprar?

Admirei o anel e achei que ficou bem em mim. Eu deveria usá-lo para
sempre. O nome Genlong estava no meu dedo.

Ainda não obtive resposta dela, mas Genlong ficou quieta por um longo
tempo. Tive que tirar os olhos do anel e olhei para ela que agora estava
sentada em frente ao computador.

- Porque você está quieta?


- Estou animada

- Por que você está animada?

- Case comigo?

O silêncio caiu entre nós. Genlong não estava olhando para mim, mas não
desenhou mais nada no computador. Ela estava sentada imóvel. Eu estava
congelanda como se estivesse paralisada da cabeça aos pés.

- Por que você está quieta? Achei que você queria se casar.

Pegar!

A próxima coisa que percebi foi que a abracei por trás e fiquei
impressionada. Minha sensibilidade foi pra o telhado. Eu chorei e tremi.

- O que aconteceu? Você me assustou.

- Como você pôde fazer isso? Isso é inesperado.


Eu chorei e bati em seu ombro suavemente. Genlong se virou e girou a
cadeira para me encarar. Ela me puxou para sentar em seu colo. A reação da
minha atrevida princesa foi mais nervosa que a minha. Eu chorei muito.

- Achei que um pedido de casamento deveria ser inesperado. Fiquei com


tanto medo que você chorasse tanto. - Genlong agarrou seu peito onde
estava seu coração. - Então esse é o sentimento de uma proposta. Nunca
pensei que pudesse fazer isso. Sempre imaginei um homem se ajoelhando
me pedindo em casamento, como a vida é engraçada.

Agora eu a abracei e chorei como um bebê em seu colo. Eu a abracei como


se não pudesse acreditar e isso poderia ser um sonho bom.

- Eu não posso acreditar. Você me pediu em casamento.

- Eu já disse a você que quando eu tivesse dinheiro suficiente, iria propor a


você. Tenho algum agora. Mas, por favor, não quero um grande casamento.
Não quero ser notícia. Uma mulher se casou com uma mulher, ou casais
gays se casaram. Não quero aparecer em uma seção de notícias estranhas.

- Depende de você. O que você quiser.

- Se estivermos no noticiário, meus pais vão descobrir e me arrastar de


volta. Vamos fazer isso... vamos nos casar de maneira simples e agradável.
eu queria um pequeno casamento de baixo orçamento como Rain e Kim Tae
Hee, uma celebridade coreana. Pudermos convidar apenas alguns amigos
próximos.

Nunca me importei com como seria meu casamento. O mais importante é


que Genlong queria se estabelecer comigo. Não pude falar muito porque
chorava o tempo todo. Genlong tentou conversar e me acalmar.

- Que tipo de vestido vamos usar no nosso casamento? Vamos ambas usar
um vestido de noiva branco? Podemos acabar num concurso de beleza.

- Não importa.

- Como assim. Temos que pensar no que vamos vestir.

- Eu realmente não me importo com o que vou vestir. - Beijei-a suavemente


no pescoço e ainda disse - Não importa.

- O que você está fazendo?

Genlong percebeu agora que comecei a ficar travessa. Não apenas meu
lábio a beijou suavemente, mas minhas mãos também a tocaram de
brincadeira por baixo da camisa.
- Estou mais interessada depois do casamento.

- Você está travessa de novo.

- Você sempre me deixa com tesão, mesmo quando fala do vestido de noiva.
- Eu gentilmente mordi sua orelha. Eu sabia que esse era o seu ponto fraco.
Sua respiração curta era um sinal de que ela estava convencida. - O vestido
não é tão importante para mim. Tenho mais interesse na hora de tirá-lo.

- Você está flertando comigo de novo.

- Funciona?

- Não sei.

Genlong me empurrou para fora e tirou minha camiseta da minha cabeça.


Ela beliscou seus seios, seu lugar favorito.

- Acho que está funcionando.

Eu sorri como uma vencedora. Finalmente, Genlong me carregou até a


cama. Ela perdeu para mim como sempre
- Você sempre me faz esquecer o quão estressante eu estava com o trabalho.
Esse é um bom recreio.

Minha atrevida princesa tirou toda a roupa antes de se deitar em cima de


mim. Deixei ela liderar do jeito que ela gostava, dos beijos, dos toques.
Suas mãos macias exploraram suaveme

nte meu corpo.

Ver! O vestido de noiva não era tão importante, tirando isso da conta.
MATE - Querida amiga
Capítulo 49 - Especial 02

Um alerta do meu telefone me informou que uma mensagem chegou


enquanto eu comia um sanduíche fora do hospital. Peguei meu telefone para
verificar a mensagem e não fiquei surpreso ao ver quem era.

Kate: Tod, vou me casar.

Kate: Enviando fotos

Vi a mensagem na minha notificação na tela e fiz uma pausa. Eu tinha


tantos sentimentos misturados..

Relutei em abrir meu telefone e ler a mensagem inteira. Isso mostraria a ela
que eu 'li' a mensagem.

Meu relacionamento com Genlong sempre foi como um irmão e uma irmã.
Pelo menos foi assim que mostrei. O que eu poderia fazer? Ela tinha
alguém que ela amava e sempre amou, e essa pessoa era Aoey. Não havia
espaço para mim. Quando consegui lidar com a decepção de nunca
conseguir vencer nesta situação, meu único papel era ser como um irmão
mais velho para ela... até agora.
Já se passaram 4 anos.......

Eu queria parabenizá-la, mas me senti horrível.

Sim... eu tinha um sentimento por Genlong. O amor pode acontecer com


qualquer um independentemente do seu sexo. Acima de tudo, eu também
gostava de mulheres.

De volta a quando conheci Genlong.....

Nasci em uma família rica. Meu pai era dono de um hospital particular e
minha mãe era diretora de uma famosa escola estadual. Meus pais tinham
bons perfis e eu era filho único deles. Todas as expectativas recaíram sobre
mim. Eu tinha que ter sucesso.

Eu tive que tirar A ao longo de todos os anos.

Eu tive que entrar na melhor universidade.

Isso incluía a expectativa de ter uma boa esposa...


Minha mãe....escolheu a filha da amiga a quem ela garantiu que ela era
perfeita, linda, inteligente e o mais importante ela era rica.

- Olá Tod, meu nome é Genlong. Tenho 20 anos. Meu pai é homem. Minha
mãe é mulher.

Genlong, a mulher que minha mãe me apresentou. Ela era perfeita, mas
uma coisa que lhe faltava eram boas maneiras. Outra coisa que ela tinha
demais era sua arrogância. Tive que admitir que na primeira vez que nos
conhecemos ela não me impressionou em nada, exceto pela sua aparência.
Ela era egocêntrica, mimada e rude. Se seus pais não fossem ricos, ela não
tinha mais nada. Prometi a mim mesmo na primeira vez que nos
encontramos que seria a última. Mas é engraçado... a garota atrevida e
egocêntrica entrou em contato comigo e parecia que estava interessada em
seremos amigos.

Mesmo com sua atitude hostil.

Mais tarde descobri que a verdadeira intenção dela querer ser amiga era
fugir de alguém. Aceitei isso porque vi que tínhamos benefícios comuns
porque eu também tinha um segredo que não queria que minha família
soubesse e também poderia usar algum encobrimento.

Eu namorei um homem.
Se alguém da minha família descobrisse, não terminaria bem. Filho único, a
única expectativa da família namorar outro homem seria um desastre. A
história de capa entre Genlong e eu ocorreu a partir disso. Então me enrolei
com alguém que não deveria ser amigo desde o começo.

Eu namorava um homem.

Genlong namorava uma mulher.

Nós dois escondemos o relacionamento tabu de nossas famílias. Foi uma


conspiração entre nós. Tínhamos o mesmo caminho e foi assim que nos
aproximamos.

Eventos.

Estávamos tão próximos que ambos testemunhamos a vida um do outro

Eu terminei com Sigha.

Percebi então que quase não tinha amigos. Eu não tinha ninguém para ligar,
para conversar.
Foi estranho eu ter pensado naquela garota atrevida. Liguei para Genlong e
fiquei surpreso ao saber que ela estava mais preocupada comigo do que eu
pensava, apesar de termos acabado de nos conhecer. Além disso, Genlong
não era o tipo de pessoa que se importaria com outras pessoas.

Mas ela se importava comigo.....

Heartbroken foi tão torturante. Eu namorei muitas pessoas antes, mas na


maioria das vezes fui eu quem terminou com elas... aquelas garotas. Mas
fiquei arrasado quando fui abandonado por um homem.

Acho que eu era gay......

Genlong me fez sorrir mesmo tendo brigado com Aoey na época. O pássaro
que papagueava o som deles fazendo sexo era tão hilário. Eu ri muito e a
reação de Aoey foi impagável. Ela me apoiou em meu momento sombrio...
à sua maneira.

Foi quando ela se tornou como uma irmã para mim.

Mas apenas um curto período. Quando Genlong estava bêbada com Vodka e
ela me beijou apaixonadamente, foi quando senti que algo estava errado

Meu coração tremeu.....


Eu estava animado......

Senti falta daquele lábio.

Eu era bom em não demonstrar emoção. Ninguém sabia como eu me sentia.


Eu conheci o amor antes. Percebi quando ela me beijou que talvez eu não
fosse cem por cento gay.

Eu também gostava de mulheres... mas por que Genlong?

A vida era tão confusa. Chorei muito quando soube que Singha namorou
uma mulher. Mais tarde, alguns dias, fiquei sensível porque minha atrevida
amiga me beijou. Isso pode acontecer porque eu estava instável por causa
do coração partido. Deixei esse sentimento passar.

Fiquei muito magoado ao ver Singha postar uma foto dele e de sua
namorada no Facebook. Achei que tinha passado por isso, mas senti dor ao
ver isso. Eu odiava todos no mundo, incluindo Genlong, que me visitou
com sua felicidade. Ela estava em sua bolha de amor com Aoey.

- Eu queria ver o que pessoas inteligentes como você fariam se soubessem


que pessoas que você ama de todo o coração só queriam estar com você por
causa do seu dinheiro.
Minha declaração refletiu como eu me sentia. Genlong e eu nascemos ricos
e era isso que as pessoas queriam de nós. Presumi que Aoey não a amava da
mesma forma que fui enganado por Singha.

Eu fui estúpido.....

Genlong estava chateada comigo. Ela desapareceu por um tempo. Eu a


enxotei, minha única amiga íntima. Acabei me arrependendo do que havia
dito.

Eu pedi desculpas a Genlong.

A garota atrevida tinha uma boca ruim. Ela sarcasticamente aceitou minhas
desculpas de qualquer maneira. Achei que conhecia Genlong bem o
suficiente. Ela tinha uma boca ruim, mas tinha um bom coração. Ela
gostava de agir com calma, mas não percebia que às vezes isso era ridículo.

Ridículo de um jeito fofo...

Eu lhe contaria como meu sentimento em relação a Genlong começou a


mudar.

O beijo então não foi claro....


Ficou mais claro quando demos o segundo beijo para encobrir que Aoey
morava com ela no condomínio. Percebi então que havia me apaixonado
por ela.

Seu lábio molhado e nossas línguas úmidas se tocaram, e mesmo sendo um


beijo falso, mas fez meu coração tremer. Eu poderia estar fraco por causa do
coração partido, Genlong era como um oásis no deserto. Meu coração
estava maior de alegria. Foi amor sem expectativas. Fiquei feliz só de vê-la
crescer.

Sim, esse amor existiu. Amor sem posse.

Nunca pensei em lutar por ela.

Eu apenas apoiei e fiquei do lado dela.

Mesmo seu pior dia foi quando ela se envolveu em um caso de assassinato e
em um caso anti-lavagem de dinheiro.

Fiquei tão preocupado com ela quando não consegui alcançá-la. A família
dela estava no noticiário da TV o tempo todo. Eu não tinha ideia de onde
ela estava ou como ela estava. Ouvi dizer que toda a família dela saiu do
país e a aceitou. A mãe dela tentou manter contato comigo, a única pessoa
que poderia contatar a filha. Ela pediu minha ajuda para encontrá-la por
medo da polícia e dos inimigos do seu pai. Ela estava preocupada com a
segurança da filha.

O que mais me preocupava era... ela não poderia viver sem dinheiro.

Ela nasceu em uma família rica e perfeita. Ela deve estar em grande
dificuldade em fugir. Eu vi uma luz no túnel quando Genlong finalmente
entrou em contato comigo.

Eu tive que dissuadi-la.

Foi a melhor coisa que pude fazer. Vê-la novamente me deixou muito triste.
A Genlong perfeita agora estava tão magra. Ela não parecia muito feliz,
mas ainda assim falou positivamente sobre Aoey e que ela era sua
felicidade. Eu não aguentaria isso.

Eu não suportava ver que Genlong estava errada sobre “Amor”.

“O amor precisava de dinheiro ou pelo menos é preciso saber ganhar


dinheiro”.

Tentei dissuadi-la usando Aoey. A garota atrevida tentou ignorar o que eu


disse, mas pude perceber pelos olhos dela que ela concordava comigo. E
sim, ela entraria em contato comigo.

Apenas 3 dias depo

is, Genlong me ligou de volta e concordou em fugir....

Sim, eu fiz. Mas o que se seguiu foi o quanto me senti culpado por Aoey…
MATE - Querida amiga
Capítulo 50 - Especial 03

Fiquei chocado ao saber dos estranhos sintomas que Aoey tinha. Ela não
suportaria se alguém a tocasse, até mesmo sua mãe. Sempre que alguém
chegava perto demais, ela gritava. Todos nós tivemos que amarrá-la e
mandá-la ao psiquiatra. Nunca pensei que fosse tão grave.

Mas depois que ela esteve com o médico, tudo ficou mais fácil.

Eu não sabia o motivo que causou isso a Aoey. Mas a mãe dela, ou a
professora Salee, para quem Genlong ligou, parecia saber. A velha apenas
chorou baixinho. Ela pareceu aceitar o que aconteceu. E tive que cumprir a
promessa que fiz a Genlong de que cuidaria bem de Aoey.

O médico que cuidou de Aoey era um velho amigo da professora Salee,


então Aoey iniciou o tratamento imediatamente. Parecia ser positivo aos
poucos. Ela não estava totalmente presente e gritava de vez em quando, não
por causa dos sintomas, mas porque Genlong a abandonou. Essa foi a maior
preocupação.

Ela ficou assim por 6 meses. Não seria bom continuar assim. Ela não ia à
escola e não conseguia socializar. O tratamento não foi barato. Eu tive que
fazer algo para colocá-la de pé

- Aoey.

Eu a visitei em casa. Ela não foi hospitalizada, mas ainda conseguia morar
em casa. Ninguém podia tocá-la, então, assim que ela me viu visitando, ela
imediatamente me lançou um olhar de ódio. Fui eu quem tirou Genlong
dela

- O que é?

Sua voz fria e hostil me fez suspirar. Bem, eu também ficaria bravo se fosse
eu.

- Eu queria falar com você sobre Genlong e você.

- E quanto a isso? O que você tem a dizer?

- Não tenho desculpas. Só queria que você pensasse na verdade. - Sentei-me


com as duas mãos unidas no colo enquanto Aoey se levantava com os
braços cruzados sobre o peito. Ela parecia tão feroz como se pudesse me
matar se tivesse uma arma - Este é o mundo real.
- Sim, este é o mundo real, não um sonho. Eu nunca vou te perdoar porque
se eu fizer isso, seria apenas um sonho. Um sonho que você tirou Gen de
mim. Nunca me esqueço disso.

- Sim, tirei o Gen porque o Gen não poderia viver assim.

- Por que você está pensando por nós duas? Estávamos felizes!

Aoey gritou e olhou para mim com ódio. - Você quebrou tudo. Se você não
existe, isso não vai acontecer.

- Você realmente acha isso? Você acha que sem mim ela não ia deixar você?
- Eu tive que desenterrar alguma verdade nojenta que Gen me pediu para
dizer.

De outra forma; ela não conseguia seguir em frente. - Genlong nasceu em


berço de ouro. Pense nisso, você começou com amor. Tudo parecia tão
perfeito. Mas por quanto tempo vocês duas não conseguiram comer nada? 5
a 10 anos?

-...

- A beleza do amor começou a desaparecer. O custo de vida está


aumentando. A dificuldade cercou vocês duas.. Você é apenas uma
garotinha, quem é você vai apoiar Genlong?

- Eu posso fazer isso!

- Trabalhando em uma construção? Olhe no espelho e me diga...... - Pensei


em algumas coisas horríveis para dizer - Você não tem nada comparado ao
Gen. - Eu me odiei e me regozijei por ter dito isso.

Eu vi que ela ficou atordoada e congelou com o que eu disse, mas não... não
vou parar só com isso.

- Genlong era linda da cabeça aos pés. Ela usa coisas caras e você é uma
garota do interior, que veio para Bangkok. Você não consegue nem se
socializar como as pessoas normais. Você é um mendigo que se apaixonou
por uma princesa. Genlong pode estar apaixonada por você hoje, mas
quando tudo isso desaparecer e ela ver as coisas com mais clareza.

-...

- Você me derrubou. Como ousa me puxar para o seu nível. Me torna um


mendigo como você. Aoey... você realmente consegue suportar aquele olhar
nos olhos de Genlong assim?

- Isso não é Genlong.


- Mas ela deixou você! - Fiquei com muita vergonha de dizer algo assim
para a garota mais pobre daqui. - Ouvi dizer que ela deixou uma carta para
você. A carta não revelou algo sobre ela?!

Talvez eu acertei o lugar certo. Lágrimas rolaram por seu rosto. Eu não
sabia o que a carta dizia, mas acho que Gen deixou algumas mensagens
maldosas para ela. Tentei enfatizar o que Genlong lhe dissera.

- Genlong, seguiu em frente. Como você não pôde?

- Não me engane. Não vai funcionar, principalmente se vier de pessoas


como você.

- Não espero que você me escute. Eu só queria que você se amasse. As


pessoas ao seu redor ficam magoadas ao ver você assim, principalmente sua
mãe

- Especialmente minha mãe... - Aoey riu em sua garganta. - Se eu fosse


assim e isso deixasse minha mãe maluca, eu faria isso.

- Pelo menos melhore para se vingar.

Isso pareceu funcionar. Pareceu acertar no local.


- O que posso fazer com ela?

- Ela pode já ter um marido. Ouvi dizer que ela se mudou para Macau. O
pai dela tem um cassino. Ela pode acabar com outra pessoa rica - Inventei
uma história. Eu sabia que Genlong também estava lidando com a
depressão. Mas o que mais eu poderia fazer..... ,- Se um dia ela voltasse e te
visse assim. Ela não se arrependeria de ter deixado você então.

- Você sabe onde ela está agora?

- Claro que eu sei. Mantemos contato.

- Como ela está?... - Ela perguntou apesar de estar tão chateada com ela.
Mas eu tinha que ser mau, disse a mim mesmo.

- Ela está bem. Ela é rica, feliz e vive sua vida confortavelmente. O tempo
lá é muito melhor do que aqui e.....

- É o bastante. - A garotinha se beliscou. - Tod, você realmente acha que se


eu pudesse seguir em frente, ela ficaria triste por ter me deixado?

- Não sei. - Eu sorri. Pelo menos pareceu funcionar. - Se eu fosse você,


viveria minha vida ao máximo para fazer com que a pessoa que me
machucou se arrependesse de ter me deixado. Você está escrevendo um
romance agora, certo?

- Sim.

- Escreva seu livro e publique-o. Faça um bom marketing, tenha sucesso


nisso. Quando você for famosa, faça o que fizer, Genlong saberá disso. ...
Você pode dormir com todos os homens do mundo, até então, Genlong não
possa mais te machucar.

-...

- Isso é tão quente.

O remédio amargo era o melhor remédio... Desde aquele dia, Aoey era uma
pessoa diferente. Ela concordou com o tratamento e começou a escrever um
romance. Propus publicar o romance dela, mas ela rejeitou. Finalmente
fingi ser um editor e entrei em contato com ela. Caramba! Estudar uma
faculdade de medicina já foi bastante difícil... mas seus livros realmente
podem vender...

Seus livros eram tão famosos que eu poderia abandonar a faculdade de


medicina. Tinha dinheiro suficiente para construir uma casa, comprar e um
carro caro. Aoey ganhou muito dinheiro. Seu trabalho se expandiu para um
filme e um drama de TV.

Os olhos doces começaram a florescer. Desde pequena, agora ela era uma
rainha no ramo de livros. Mas a fama veio com o egocentrismo. Eu entendi
de onde veio. Ela teve sucesso tão rápido. Ela nunca soube que eu estava
por trás de todo o seu sucesso até que seu terceiro livro foi publicado.
Decidi contar a verdade a ela. Ela ficou chateada no começo, mas depois ela
concordou.

- Isso foi bom. Com ou sem você, tudo dá dinheiro.

Sua arrogância me preocupou. Mas que diabos... os olhos doces começaram


a se socializar. Seu relacionamento com a mãe foi melhor aos poucos.
Acima de tudo, ela tinha um namorado.

Achei que Ten gostava de Aoey por causa de sua aparência. Ten era como
um homem normal e bonito. Aoey concordou em sair com ele, mas seus
olhos nunca revelaram nenhum amor. Ela ignorava o relacionamento.
Mas ela concordou em se casar.......

Foi quando pensei que estava fora de controle. A professora Salee conheceu
seu novo marido e logo se mudaria para outro país. Aoey rejeitou
totalmente a ideia de se mudar com ela. A professora Salee não vai me dizer
por quê, então não tentei perguntar novamente. Soube mais tarde que Aoey
planejava se casar com Ten, um irmão do seu psiquiatra.

Como eu pude deixar isso acontecer......

A imagem de Aoey correndo atrás do carro enquanto batia na janela com as


mãos ensanguentadas ainda estava clara em minha mente. Fui eu quem
separou as duas pombinhas. Eu tinha que fazer alguma coisa, apesar de
sentir algo por Genlong.

Levei Genlong de volta para Bangkok.

Fui eu quem planejou que as duas se encontrassem novamente. Eu também


planejei destruir o casamento de Aoey....hahahaha

Destruí o casamento só para saber sobre outro casamento planejado de


Genlong.
Abri a mensagem para que ela soubesse que a li. Genlong enviou uma foto
dela e Aoey se abraçando exibindo seu anel. Eles pareciam tão felizes e eu
gostava de ver minha garota atrevida sorrir.

Tod: Onde é seu casamento? Eu irei.

Genlong: Em Bangkok, então será conveniente para você. Não será grande,
apenas uma pequena reunião. Convidarei apenas familiares e amigos
próximos.

Genlong: Você tem que vir, Tod. Você é meu amigo importante.

Li a mensagem e senti lágrimas nos olhos, mas também sorri para ela.

Tod: Claro. Eu não vou faltar.


MATE - Querida amiga
Capítulo 51 - Especial 04

Duas semanas depois disso, o casamento de Aoey e Genlong foi realizado.


Eram duas mulheres modernas. Elas não precisavam de nenhum momento
auspicioso. Elas só precisavam de lindos vestidos de noiva, reservaram um
hotel e estavam prontas para a recepção. O casamento foi realizado em um
pequeno salão de baile de um hotel com uma grande mesa no meio. Parecia
uma sala de reuniões, mais que um casamento. As duas noivas usaram
vestidos brancos modernos e elegantes.

Genlong sempre estava linda. Todos os olhos estavam voltados para ela
quando ela entrou na sala. Seu cabelo preto emoldurava perfeitamente seu
rosto lindo e brilhante, e seus olhos brilhando hipnotizavam a todos. O
outro vestido de noiva era doce e simples. Aoey estava com um vestido
branco tradicional tailandês, decorado com fios dourados na borda. Ela era
incrivelmente linda.

As duas noivas se vestiam de maneira diferente mas ficavam lindas juntas,


eram dois estilos diferentes que harmonizavam um com o outro, achei que
saiu por design. Eles não queriam duas noivas numa competição.

- Uau, você é linda pra caralho. Ai! Por que você bateu na minha cabeça?

- Não seja rude no dia do meu casamento.

Great voou de Macau para assistir ao casamento. Ele olhou para sua irmã
com admiração. Ele olhou para Aoey e a admirou abertamente também.
- Por que duas lindas mulheres acabam juntas?

- Cale-se.

- Por quê? Uma é minha querida irmã. A outra é minha ex-namorada. Aí,
eles acabaram juntas. - Great fez beicinho e entregou algo na mão de
Genlong.

- Aqui está o presente da mamãe para vocês, algum dinheiro para vocês
duas se acalmarem.

Fiquei não muito longe deles, curiosamente enfiando a cabeça para olhar a
mão de Genlong. Ela abriu um cheque dobrado e viu dez milhões de baht
escritos nele. Uau Dez milhões. Aoey quase desmaiou por causa daqueles
'O' no cheque.

- Como é que ela me deu tanto? Ela sabe que eu me casei com uma mulher?

- Sim, ela disse que não vai durar. - Great disse sarcasticamente. - Mamãe
ainda acredita que o relacionamento de uma mulher não dura para sempre.

- Eu vou provar isso para a mãe.

- Você é ingrata.

- O que?

Great era um menino tão mal falado que só observava a conversa do irmão
em silêncio.

- Você deixou seus pais que te amam tanto e se mudou para Tailândia para
morar com uma mulher que você conheceu recentemente. Se isso não for
ingrato, eu não sei o que é.
Aoey, que estava ao lado deles, parecia culpada. Mas eu não poderia dizer
qualquer coisa porque não era meu lugar.

- Sim, você me fez sentir culpada... o que devo fazer então? Levá-la para
Macau?

-Por que não?

- Nosso pai não é um pai normal. Ele vai culpar Aoey pelos nossos
problemas familiares.

- Ela realmente fez isso.

Genlong levantou a mão para acertar Great no alto, enquanto Great


desafiadoramente moveu o rosto para mais perto dela.

- Bata em mim. Isso não vai te ajudar a escapar do fato de que você deixou
nossa família. Você é a esperança da mamãe e do papai. Você é o coração
do papai. Agora tenho que continuar com todas as expectativas.

- Sim, isso mesmo. Você é filho único. Cresça.

- Você sabe que não sou tão inteligente.

- Mas você está agora.

- Como?

- Pelo menos você sabe que não é inteligente.

Ambos os irmãos estavam quietos, mas seus olhos mantinham


comunicações mais profundas.
- Você já cresceu, Great. Prometo que voltarei quando eles precisarem de
mim. Diga a eles que os amo sempre.

- Você é a favorita deles. Mamãe sabia que você se casou com uma mulher.
Ela ainda lhe deu dezenas de milhões. Ela não reclamou de nada. Ela
apenas disse...

- O que ela disse?

- Melhor que a outra alternativa, se você fica com depressão e quer se matar
de novo - Great puxou Gen para um abraço. - Não importa o que esteja
acontecendo na sua vida, você tem que prometer que voltará para nós, para
ver sua família. Não tente se mata de novo. Não suportamos ver você assim
de novo.

Aoey ouviu tudo isso. Lágrimas cobriram seus olhos. Isso era algo que
Aoey nunca soube antes. A outra noiva que acabou de ouvir tudo isso
adoraria Genlong ainda mais.

- Não farei isso de novo. - Genlong acomodou-se suavemente nas costas de


Great. - Eu tenho Aoey agora.

- Ok, vou dizer à mamãe que uma coisa boa sobre Aoey é que ela te faz
feliz.

Genlong olhou divertida para o cheque em sua mão. O número no cheque


era tão alto que ela teve que ter certeza de que não era um sonho

- Dez milhões.

- Ela está preocupada que você possa acabar como uma mendiga. Ela não
concorda com o seu casamento, mas não pode vir aqui. Ela tem que deixar
isso para lá.
- Ela pode pedir ao pessoal dela que me leve para casa.

- Você vai fugir de novo. Acho que ela vai apenas esperar você voltar para
casa correndo como da última vez. - Great comentou, embora Aoey
estivesse ao lado deles. - Aoey, parabéns. Você está muito linda hoje em
trajes tradicionais tailandeses. Você deveria arranjar um marido, Ai!

Genlong bateu na cabeça de Great novamente para parar sua boca ruim.
Hoje os convidados do casamento eram apenas amigos íntimos; eu, a
professora Salee, Great e Cherry (sua namorada), Si (uma amiga com quem
Aoey manteve contato) e Ten. Este casamento foi para informar às pessoas
que as duas decidiram ficar juntas. Elas não queriam nada sofisticado. Eu
pensei que isso era bom..

Nenhuma banda de música, nenhuma festa dançante. Nós apenas jantamos


e bebemos vinho e conversamos sobre antigas memórias preciosas.

Quando todos estavam se divertindo, saí para ir ao banheiro. Em meio à


atmosfera de celebração, algo pesou em meu peito quando vi Genlong
deslizando para dentro da sala. Eu quase chorei. Eu não tinha certeza se
eram lágrimas de felicidade por vê-la tão feliz, ou se era o sentimento
doloroso que eu tinha por ela.

—Tod, o que você está fazendo aqui?

Fiquei ali sozinho pensando em tantas coisas, sem saber que Genlong me
seguiu para fora da sala. Eu me virei em direção a ela e rapidamente
enxuguei minhas lágrimas, mas nunca consegui esconder isso de Genlong.

- Por que você está chorando, Tod? - Genlong sempre saba.


- Me sinto sensível. Fico feliz em ver que você está feliz. - Eu provoquei.
Genlong sorriu e entrou para me dar um abraço.

- Qual é, Tod. Eu não sabia que você me amava tanto. Só os pais choram no
casamento.

- Porque eu te amo.

- Oh, meu Deus! Você me deu arrepios dizendo isso. Olhe meus braços
aqui!

Genlong me mostrou seus braços e todo o cabelo dela estava realmente


arrepiado. Eu só conseguia olhar para a linda garota com tristeza. O amor
realmente não tinha gênero. Já namorei mulher antes, depois homem, e hoje
me apaixonei por uma mulher que estava prestes a casar com outra mulher.

- Por que você está me olhando desse jeito? Você está bem, Tod?

- Quantas vezes já nos beijamos? - Eu perguntei e fingi contar. - Duas


vezes. Primeiro quando você estava bêbada com Vodka, Outra vez quando
enganamos sua mãe.

- Por que você menciona isso agora?

Olhei para Genlong e quis tentar novamente uma última vez. Eu não saberia
como seria. Beijo...que eu merecia mesmo que ela merecesse me odiar.

- Me beijar

- O que?!

- Eu te amo, Genlong.

-...
-Estou apaixonado por você. Você sabe que não sou mentiroso.

O silêncio entre nós dois. O ar foi sugado ao nosso redor, como se alguém
tivesse desligado o controle. Genlong não demonstrou nenhum sentimento,
mas tentei suprimir meu medo de sua rejeição cruel.

- Sei que não é um bom momento para falar sobre isso. Mas acho que deixo
isso por muito tempo. Preciso falar uma coisa”l.

- Sei que às vezes é melhor não falar. Eu também era assim. Mas aprendi
que não falar nada pode piorar.

- Você está com raiva de mim?

Eu perguntei francamente. Genlong que cresceu muito mais do que no


primeiro dia em que nos conhecemos, olhou para mim e sorriu.

- Alguém que me ama é melhor do que me odiar. Principalmente veio de


você, eu nunca poderei te odiar. Você merece algo em troca. A linda noiva
apertou os lábios pensando. - Eu farei o que você pedir.

Genlong correu até mim e colocou os dois braços em volta do meu pescoço.
Ela puxou meu pescoço em sua direção. Ela me beijou profundamente com
sua língua apaixonadamente. Foi um beijo de verdade.

Beijo de língua....

Com ritmo..

Mas durou menos de 30 segundos. Genlong escovou e respirou fundo.

- Nós nos beijamos 3 vezes. É estranho beijar alguém com quem você não
tem um relacionamento.
- Sim, é estranho.

- Eu te retribuí agora, então agora você voltou a ser meu irmão mais velho. -
Genlong sorriu para mim e colocou os braços em volta de mim. - Este é o
nosso segredo. Não deixe ninguém saber que nos beijamos.

Descansei minha cabeça em seu ombro e ri.

- Sim, é o nosso segredo.

-...

- Não conte a ninguém.

Minha querida irmã... você cresceu tanto....

> Fim do livro

SUMÁRIO
Information
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27 - Final do primeiro livro
28 - livro 2
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
Especial 01 Aoey
Especial 02
Especial 03
Especial 04
SINOPSE
Me chamo Genlong, uma mulher que nasceu com beleza, riqueza e
inteligência. 
Tudo em mim tem que ser perf
MATE - Querida amiga
Capítulo 1 - 01
***AVISO***
HISTÓRIA COM CONTEÚDO SENSÍVEL
 
 
 
Sentei-me em um dos poucos carros espor
- Eu tenho o suficiente para você me dar uma chance, Genlong?
 
O motorista foi rápido. Eu apenas fingi admirá-lo e agora ele
Respondi friamente com uma atitude de indiferença. Parecia que eu havia
machucado seu ego. Ele provavelmente nunca tinha si
-Ninguém nunca tinha feito isso comigo.
 
-Porque essas meninas podem ser compradas.
 
Eu sorri amargamente. Eu tinha desco
-Sim, eu sabia que você tem ótimos contatos, mas quer saber...- Olhei para
o dono do carro e sorri.
 
-Você sabe quem é meu

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