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Comparativo de Redes Industriais para Automação

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Kelvin Minhos
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Área de Inovação e Tecnologia – Pesquisa

Redes Industriais para Automação


Kelvin Muller Minhos

Prof. Agostini
10 de Outubro de 2021
1. Objetivo
- Realizar um comparativo entre redes industriais existentes, utilizando tabelas, textos e
gráficos.
- Organizar as informações de forma sucinta e objetiva, para uma rápida compreensão das
diferenças existentes.

2. Introdução Teórica
O ciclo cada vez maior nas solicitações dos mercados ao incorporar novas tecnologias que
permitem processos mais personalizáveis, conectados, autônomos, e economicamente mais viáveis,
somado com a agressividade da competitividade global, originou o sistema em redes industriais.
As principais tecnologias empregadas são internet das coisas industrial, IIoT (Industrial
Internet of Things), Computação em Nuvem, CC (cloud computing), e banco de dados. Dessa
forma, atendendo altos níveis de parâmetros de robustez, confiabilidade e segurança em qualquer
contexto, permitindo o avanço nos custos, procedimentos e informações de controle que os
envolve.[1]
Umas das principais características observadas é a capacidade de promover a criação de um
ambiente interoperável oriundos de protocolos independentes que garantem o fluxo de informação
contínuo entre os dispositivos de diversos fornecedores, através da utilização de arquiteturas de
sistemas abertos.
É importante destacar que outra vantagem das redes abertas é a de possuir organizações de
usuários. Com essa sistematização de todos os dados, as informações e trocas de experiências a
respeito de problemas apresentados nessa rede, são fornecidas para os usuários de maneira integra e
simplória. [2]
3. Redes Industriais
3.1 Sensorbus
Responsável por conectar sensores e diferentes aparelhos de medição com algum
computador local que fará a interpretação dos dados. Conta com informações menos complexas e
distâncias mais curtas, exigindo menor nível de processamento e transmissão de dados. É necessário
que os equipamentos estejam bem calibrados para que a fidelidade dos dados apresentados seja
compatível com o desejado.[10]

3.1.1 Rede ASI


O AS-Interface é uma das mais inovadoras soluções de rede ao nível de sensores/atuadores.
Desenvolvida como uma alternativa de baixo custo de estrutura de cablagem sendo utilizado em
diversos sectores industriais. O objetivo é ligar entre si, sensores e atuadores de diversos
fabricantes, utilizando um cabo único, capaz de transmitir dados e alimentação simultaneamente. A
figura um ilustra o sistema com um todo.
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Figura 1 – Rede ASI

3.1.2 HART/4-20Ma
Permite o uso de mestres: um console de engenharia na sala de controle e um segundo
mestre no campo, por exemplo um laptop ou um programador de mão. Sua performance é
comprovada na prática com projetos simples(figura 2), de fácil operação e manutenção. Vale
destacar que sua linguagem é compatível com a instrumentação analógica e digital.
Existe a opção de comunicação ponto-a-ponto ou multidrop, com flexibilidade ao acesso de
dados usando-se até dois mestres, suportando, assim equipamentos multivariáveis com tempo de
resposta 500ms. Sua gama de fornecedores é enorme, onde as especificações continuamente são
atualizadas de tal forma a atender todas as aplicações.[11]

Figura 2 – Rede HART

3.2 Devicebus
Esse tipo de protocolo que conecta as informações dos sensores e transmite para o Fieldbus,
onde essa informação poderá ser processada e interpretada. Sua singularidade se dá por conta dessa
interligação de dispositivos mais complexos, com mensagens já orientadas a byte, definidos de
forma genérica de Devicebus.
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É importante frisar que podem cobrir distâncias de até 500 m, possuindo os mesmos
requisitos temporais das redes Sensorbus, porém podem manipular mais equipamentos e dados,
onde nos equipamentos predominam de variáveis discretas. Nesta categoria se enquadram as redes
ControlNet e DeviceNet.[8]
3.2.1 Devicenet
É um dos principais protocolos de redes mais utilizados no mundo. Sua preocupação com as
velocidades de transmissão de dados desta rede é um dos seus pontos de atenção. Outro ponto
importante é o baixo custo, permitindo uma aceitação no mercado mais rapidamente, somado com a
confiabilidade, uso eficiente da rede e energia elétrica, fez com ela se torna-se a mais consumida.
Destaca-se por sua intercambialidade e interoperabilidade, além praticidade na manutenção
da rede. Além disso, por ser baseada na rede CAN, carrega características desta rede, como seu
protocolo aberto e capacidade de operar com diversos dispositivos, inclusive analógicos com
comunicação 4 a 20mA.

3.3 Fieldbus
É um sistema de rede de comunicação industrial para controle em tempo real. Usada na
indústria para substituir o sinal analógico, eliminam a necessidade de se utilizar várias interfaces
ponto-a-ponto, visando a interligação de instrumentos e equipamentos, possibilitando o controle e
monitoração dos processos.
A Profibus é um exemplo desse formato de rede. Vale destacar que a Fieldbus é dividido em
dois níveis principais: Nível Físico (interligação entre os instrumentos e equipamentos) e Nível de
Software (tratam das formas de comunicação entre os equipamentos).
Dentre as vantagens desse tipo de sistema pondera-se as principais:
• Redução da cablagem, número de interfaces e canais de comunicação entre os processos;
• Facilidade de instalação e de manutenção;
• Baixo custo;
• Menor complexidade no projeto da rede;
• Maior modularidade da rede, facilitando sua expansão;
• Maior compatibilidade devido ao uso de padrões.[6]
3.3.1 Rede Profibus
Otimizado especialmente para comunicações entre os sistemas de automação e
equipamentos descentralizados, voltado para sistemas de controle, onde a interface entre eles
permite uma ampla aplicação em processos, visualizado pelo acesso aos dispositivos de I/O
distribuídos(figura 5).
É uma solução de alta velocidade de conexão (high-speed) e baixo custo, com uma limitação
em relação aos dispositivos analógicos, pois, esta rede é baseada na ideia de mestre e escravo com
tempo de ciclo de informações fixa, onde o mestre lê as informações de entrada dos escravos e
envia o comando aos mesmos, sendo que o tempo de um clico varia de 2 a 6ms dependendo da taxa
de transmissão desejada. Outro fator limitante é que o tempo do ciclo da rede deve ser menor que
o ciclo do CLP.[5]

Figura 5 - Rede Profibus. [3


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Para as mais variedades de topologias existentes devem-se levar em consideração as


características físicas do local de instalação, somado as peculiaridades de desempenho exigidas pelo
projeto, conforme as figuras seis, sete e oito.

Figura 6 – Topologia Estrela. [5].

Figura 7 – Topologia em Barramento. [5].

Figura 8 – Topologia ponto a ponto. [5].


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3.4 Redes com Tecnologia Ethernet


Esta tecnologia é formada basicamente por um meio físico, por regras de controle de acesso
ao meio e pelo quadro Ethernet. Definido com um padrão de camada física e de camada de enlace e
opera à 10 Mbps, com quadros que possuem tamanho entre 64 e 1518 bytes, através de uma
numeração denominada como endereço MAC (Media Access Control).
Pode apresentar três modos de transmissão:
•Simplex: a transmissão é feita unilateralmente, ou seja, durante todo o tempo, apenas uma estação
transmite;
•Half-Duplex: cada estação transmite ou recebe informações, ou seja, não acontece transmissão
simultânea;
•Full-Duplex: cada estação transmite e/ou recebe, podendo ocorrer transimissões simultâneas.[2]
É a melhor opção em sistemas onde a transmissão de dados exige rápidez e consistência, por
conta da sua velocidade, confiabilidade e segurança. Além disso, possui alta compatibilidade,
funcionando como Control Network entre diferentes fabricantes de hardware, viabilizado por cabos,
placas ou adaptadora Ethernet, e hubs e roteadores.

3.5 Rede Modelo OSI


Modelo OSI (Open Systems Interconnection) está dividido em sete camadas que definem o
processo necessário para o envio das mensagens entre redes de comunicação (figura 3), oriundo da
necessidade de existir um modelo “standard” no desenvolvimento de redes de comunicações
industriais.[3]

Figura 3 - Modelo OSI [3].


A sétima camada define o software e as camadas inferiores. A sexta camada trata da
descodificação de dados. A quinta camada estabelece, mantém e coordena o intercâmbio de dados.
Já a quarta camada controla o fluxo de informação recebida e transmitida. A terceira camada diz
respeito à ligação dos caminhos da rede ou interligação da rede. Enquanto que a segunda controla o
acesso e a transmissão aos meios físicos e a recepção de dados, e a primeira camada define as
características do meio físico da rede, conectores, interface, codificação ou modelação de sinais [4].
Permite a construção de um protocolo de uma rede industrial, com facilidade de
implementação num meio de comunicação já existente, tornando-se um modelo para o mercado por
conta à sua facilidade de adaptação às necessidades da indústria, com os chamados protocolos
abertos, como por exemplo Profibus, DeviceNet, Modbus, entre outros.[3].
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3.6 Rede Mechatrolink II


Mechatrolink é um sistema de rede de comunicação industrial para controlo de movimento
que foi desenvolvido pela Yaskawa Electric Corporation. A velocidade inicial de transmissão era de
4 Mbps (Mega bits por segundo), chamando-se por Mechatrolink-I. Com os pedidos do mercado e a
necessidade do aumento da competitividade foi criada a Mechatrolink-II, com velocidade de
transmissão de 10 Mbps e com mais comandos de movimento [3].
Esta rede será utilizada para o controle de servomotores, sendo o controlo desta
comunicação feita no primeiro autómato referido na figura 4, utilizando o módulo CJ1M-MCH72
que vai comunicar como servomotor.[3]

Figura 4- Rede Mechatrolink. [3].

4. Conclusão
A finalidade da pesquisa foi destacar algumas redes relevantes na indústria atualmente. É
importante ressaltar que esse sistema integrado fora criado com objetivo primordial de criar
protocolos de comunicação padronizado, viabilizando a supervisão e gerenciamento de processos
com uma linguagem clara e objetiva.
Todo o procedimento ocorre de forma rápida e automática, apesar de que os processos se
tornam mais complexos e variáveis, exigindo um elevado grau de controle e regulação. Apesar
disso o fator padronização exige dos fornecedores uma singularidade nas linguagens, permitindo
um crescimento competitivo no mercado, favorecendo o cliente,
Já a escolha do tipo de rede que precisasse ser utilizada em um determinado ambiente deve
ser feita com cautela e com auxílio de um profissional capacitado informado do mercado. Vale
destacar que algumas ponderações devem ser levadas em conta na hora da escolha como:
velocidade, confiabilidade, segurança e custo.
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5. Anexos

6. Referências Bibliográficas

[Link], Alexandre, B. e Max Mauro Dias Santos. REDES INDUSTRIAIS PARA AUTOMAÇÃO
INDUSTRIAL - AS-I, PROFIBUS E PROFINET. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd
edição). Editora Saraiva, 2019.
[Link]://[Link]/~affonso/FTP/DCA447/trabalho2/trabalho2_9.pdf.
[Link]://[Link]/gdmi/galeria/temas/pdf/[Link]
[Link] Cesar Ulbrich, Universidade Hacker, 2005 Digerati Books.
[Link]://[Link]/bitstream/35400000/2412/1/MONOGRAFIA_EstudoPrincipaisProtoc
[Link]
[Link]://[Link]/salavirtual/documentos/[Link]
[Link]://[Link]/professores/tergolina/Redes_e_Protocolos_Industriais/APRESE
NTACAO_-_Aula_08_Sensor_Bus.pdf
[Link]://[Link]/43839581/Redes_Industriais_e_Automacao-with-cover-
page-
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[Link]://[Link]/~affonso/DCA0447/aulas/rai_cap3_part1.pdf
[Link]://[Link]/o-protocolo-devicebus-pode-auxiliar-nas-suas- vendas-de-cabos/
[Link]://[Link]/wp-content/uploads/2018/03/REDES-IND%C3%9ASTRIAIS-
[Link]
[Link]://[Link]/protocolo-de-rede-devicenet/

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