Prof. Dr.
Alvaro Boson de Castro Faria
Chave para a Análise de Áreas de Preservação Permanente:
Como citar esta chave: Castro-Faria (2022).
CASTRO FARIA, A. B. Ensaios para uma Ética Florestal. 1. ed. Curitiba: Appris, 2022. 233p.
1. O imóvel rural possui até 10 Módulos Fiscais (MF) e com o desenvolvimento de
atividades agrossilvopastoris nas áreas consolidadas em Áreas de Preservação Permanente?
a. Se NÃO: 2.
b. Se SIM: 14.
2. (Art. 4º). A APP trata de:
a. Faixa marginal de curso d´água? 3.
b. Entorno de lagos e lagoas naturais? 4.
c. Entorno de reservatórios d´água artificiais 5.
d. Entorno de nascentes e de olhos d´água perenes 6.
e. Encostas com declividade > 45º 7.
f. Restingas 8.
g. Manguezais 9.
h. Bordas de chapadas 10.
i. Topos de morros 11.
j. Área em altitude > 1.800 metros 12.
k. Veredas 13.
3. (Faixa marginal de curso d´água) Esta APP está em AREA CONSOLIDADA?
a. Se NÃO: 3_01
b. Se SIM: 3_02
3_02. A faixa de APP deverá ser implantada a partir da borda da calha do leito regular. Quanto
a estrutura fundiária do Imóvel, verifique:
A. (Art. 61-A; §1º) Possui área de até 1 MF APP = 5m
B. (Art. 61-A; §2º) Possui área superior a 1 e de até 2 MF APP = 8m
C. (Art. 61-A; §3º) Possui área superior a 2 e de até 4 MF APP = 15m
D. (Art. 61-A; §4º; inc. II) Possui área superior a 4 MF APP será implantada
conforme a determinação do PRA, observado o mínimo de 20 m e o máximo de 100 m
3_01. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, §5º) Observa-se que a prática de aquicultura poderá
ser implementada, se a propriedade tiver até 15 MF; (art. 4º, Inc. I). Para a definição da APP
requerida, responda: desde a borda da calha do leito regular, a largura do curso d´água é de:
a. Menos de 10 metros APP = 30m
b. Entre 10 a 50 metros APP = 50m
c. Entre 50 a 200 metros APP = 100m
d. Entre 200 a 600 metros APP = 200m
e. Superior a 600 metros APP = 500m
4. (Entorno de lagos e lagoas naturais) Esta APP está em AREA CONSOLIDADA?
a. Se NÃO: 4_01
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b. Se SIM: 4_02
4_02. Observa-se que será admitida a manutenção de atividades agrossilvopastoris, de
ecoturismo ou de turismo rural, sendo obrigatória a recomposição de faixa marginal com largura
mínima definida quanto a estrutura fundiária do Imóvel. Verifique a seguir:
A. (Art. 61-A; §6º; inc. I) Possui área de até 1 MF APP = 5m
B. (Art. 61-A; §6º; inc. II) Possui área superior a 1 e de até 2 MF APP = 8m
C. (Art. 61-A; §6º; inc. III) Possui área superior a 2 e de até 4 MF APP = 15m
D. (Art. 61-A; §6º; inc. IV) Possui área superior a 4 MF APP = 30m
4_01. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, §4º) Se trata de corpo d´água com superfície inferior
a 1 (um) hectare?
a. Se NÃO: 4-A
b. Se SIM: Não precisa de APP.
4-A. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. II) se trata de zona rural ou urbana?
a. Se for zona RURAL 4-B
b. Se for zona URBANA 4-C
4-B. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, §5º) Observa-se que a prática de aquicultura poderá ser
implementada, se a propriedade tiver até 15 MF; (art. 4º, Inc. II; item a.) Para a definição da APP
requerida, responda: se trata de corpo d´água com até 20 hectares de superfície?
a. Se NÃO: APP = 100m
b. Se SIM: APP = 50m
4-C. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. II; item b.) A APP será equivalente a:
APP = 30m
5. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, §4º) Se trata de corpo d´água com superfície inferior a 1
(um) hectare?
a. Se NÃO: 5-A
b. Se SIM: Não precisa de APP.
5-A. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. III) O reservatório de que se trata, decorre de
barramento ou represamento de curso d´águas naturais?
a. Se SIM: APP será a faixa definida na licença ambiental do empreendimento. É
obrigatória a aquisição, desapropriação ou instituição de servidão administrativa pelo
empreendedor, das Áreas de Preservação Permanente criadas em seu entorno. Responda: a
localização está em zona rural ou urbana?
a.1. (art. 5º) Se estiver em zona RURAL: APP deve apresentar entre 30 a 100 metros.
a.2. (art. 5º) Se estiver em zona URBANA: APP deve apresentar entre 15 a 30 metros.
b. Se NÃO: (art. 4º, §1º) Não é necessária a faixa de APP.
6. (Entorno de nascentes e de olhos d´água perenes) Esta APP está em AREA CONSOLIDADA?
a. Se NÃO: 6_01
b. Se SIM: 6_02
6_02. (Art. 61-A; §3º) Observa-se que será admitida a manutenção de atividades
agrossilvopastoris, de ecoturismo ou de turismo rural; APP = mínimo de 15 m
6_01. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. IV) APP será deverá apresentar o raio mínimo de
50 m.
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7. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. V) APP será toda a extensão desta área.
8. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. VI) APP será toda a extensão desta área.
9. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. VII) APP será toda a extensão desta área.
10. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. VIII) APP será toda a área até a linha de ruptura do
relevo, e, nunca inferior a 100 metros em projeção horizontal.
11. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. IX) APP no topo de morros, montes, montanhas e
serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25º, serão as áreas
delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da
elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por
planície ou espelho d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais
próximo da elevação.
12. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. X) APP será toda a extensão desta área.
13. (Veredas) Esta APP está em AREA CONSOLIDADA?
a. Se NÃO: 13_01
b. Se SIM: 13_02
13_02. Em áreas consolidadas em veredas, será obrigatória a recomposição das faixas marginais,
em projeção horizontal, delimitadas a partir do espaço brejoso e encharcado. Verifique a largura
mínima:
A. (Art. 61-A; §7º; inc. I) Imóvel rural até 4 MF APP = 30m
B. (Art. 61-A; §7º; inc. II) Imóvel rural com mais que 4 MF APP = 50m
13_01. AREA NÃO CONSOLIDADA: (art. 4º, Inc. XI) APP será a faixa marginal, em projeção
horizontal, com largura mínima de 50 metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e
encharcado.
14. A análise requer a informação do número de Módulos Fiscais do imóvel. Responda: se trata
de pequena propriedade rural (imóvel que apresente entre 1 a 4 MFs)?
a. Se NÃO: 14_01
b. Se SIM: 14_02
14_02. (Art. 61-B) É garantido que a exigência de recomposição de APP deste imóvel, nos termos
desta Lei, somadas todas as áreas, não ultrapassará: I - 10% (dez por cento) da área total do
imóvel, para imóveis rurais com área de até 2 (dois) módulos fiscais; II - 20% (vinte por cento)
da área total do imóvel, para imóveis rurais com área superior a 2 (dois) e de até 4 (quatro)
módulos fiscais; (Art. 4º; § 5º) Observa-se, subsidiariamente, que é admitido, para a pequena
propriedade ou posse rural familiar, o plantio de culturas temporárias e sazonais de vazante de
ciclo curto na faixa de terra que fica exposta no período de vazante dos rios ou lagos, desde que
não implique supressão de novas áreas de vegetação nativa, seja conservada a qualidade da
água e do solo e seja protegida a fauna silvestre.
a. Calcule a APP total máxima requerida para o imóvel em apreço, e continue nesta
Chave, retornando ao item ´2`, e assim, seguindo as análises subsequentes para cada tipo de
APP, na avaliação da composição total destas áreas; utilize o “Quadro de Resumo da APP do
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imóvel rural” disponibilizado ao final desta chave, que poderá ser empregado para facilitar este
cálculo.
14_01. Para imóveis com áreas até 10 MF = VETADO; isto é, entre se o imóvel apresentar entre
4 a 10 MF, ou mais MF, não haverá limite de cálculo da APP total.
a. Retorne ao item ´2`, e assim, seguindo as análises subsequentes para cada tipo de
APP, na avaliação da composição total destas áreas; utilize o “Quadro de Resumo da APP do
imóvel rural” disponibilizado ao final desta chave, que poderá ser empregado para facilitar este
cálculo.
***
Quadro de Resumo da APP do imóvel rural:
Área total do Imóvel (há):_____________________
Área Máxima de APP (há): ____________________
Tipologia de APP Area analisada (hectares) Observação
a. Faixa marginal de curso
d´água
b. Entorno de lagos e lagoas
naturais
c. Entorno de reservatórios
d´água artificiais
d. Entorno de nascentes e de
olhos d´água perenes
e. Encostas com declividade >
45º
f. Restingas
g. Manguezais
h. Bordas de chapadas
i. Topos de morros
j. Área em altitude > 1.800
metros
k. Veredas
TOTAL
***
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Chave para a Análise de Reserva Legal:
Como citar esta chave: Castro-Faria (2022).
CASTRO FARIA, A. B. Ensaios para uma Ética Florestal. 1. ed. Curitiba: Appris, 2022. 233p.
Para a área de estudo, os percentuais mínimos de cobertura florestal, a título de Reserva Legal,
serão:
1_01. Se trata de imóvel: i) (Art.12; § 6º) com empreendimentos de abastecimento público de
água e tratamento de esgoto; ou, ii) (Art.12; § 7º) em áreas adquiridas ou desapropriadas por
detentor de concessão, permissão ou autorização para exploração de potencial de energia
hidráulica, nas quais funcionem empreendimentos de geração de energia elétrica, subestações
ou sejam instaladas linhas de transmissão e de distribuição de energia elétrica?
Se SIM: Neste caso, não é exigido Reserva Legal para a área de estudo.
Se NÃO: 1_02
1_02. (art. 67) O imóvel em análise, possui área equivalente à no máximo 4 (quatro) Módulos
Fiscais até a data de em 22 de julho de 2008?
Se SIM: Neste caso, a Reserva Legal será constituída com a área ocupada com a
vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008, vedadas novas conversões para uso
alternativo do solo; (art. 68; §2º) § Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais, que
possuam índice de Reserva Legal maior que 50% (cinquenta por cento) de cobertura florestal,
poderão utilizar a área excedente de Reserva Legal também para fins de constituição de servidão
ambiental, Cota de Reserva Ambiental - CRA.
Se NÃO: 1_03
1_03. O imóvel está localizado na região da Amazônia Legal?
Se SIM: 2.
Se NÃO: 3.
2. (Art.12; § 2º) Observe o percentual a seguir de cada fitofisionomia presente no imóvel em
questão. Responda: Qual o tipo de formação florestal presente no imóvel?
a. (Art. 12; Inc. I; alínea a) Floresta Amazônica 2-A
b. (Art. 12; Inc. I; alínea b) Cerrado RL = 35% da área do imóvel
c. (Art. 12; Inc. I; alínea c) Campos gerais RL = 20% da área do imóvel
2-A. (Art.12; § 4º) Responda: a municipalidade detém mais de 50% (cinquenta por cento) da área
ocupada por unidades de conservação da natureza de domínio público, e, por terras indígenas
homologadas?
Se SIM: 2-B
Se NÃO: 2-E
2-B. Responda: o Estado onde este imóvel se encontra, apresenta Zoneamento Ecológico-
Econômico aprovado, e, mais de 65% (sessenta e cinco por cento) do seu território ocupado por
unidades de conservação da natureza de domínio público, devidamente regularizadas, e, por
terras indígenas homologadas?
Se SIM: 2-C
Se NÃO: 2.D
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2.C. (Art.12; § 5º) Neste caso, a RL será de 50% a 80 % da área total do imóvel, a depender do
poder público estadual, ouvido o Conselho Estadual de Meio Ambiente. Observe o artigo 13º,
incisos I e II, para uma verificação adicional relacionada ao Zoneamento Ecológico - Econômico
estadual.
2.D. (Art.12; § 4º) Neste caso, a RL será de 50% a 80 % da área total do imóvel, a depender da
regulamentação a nível estadual ou municipal.
2.E. (Art.13; §1º) O imóvel rural mantém área de Reserva Legal superior a 80% da área total?
Se SIM (Art.13; § 1º): RL = no mínimo 80% da área do
imóvel, sendo que, para a área que apresente vegetação excedente a 80% da fração total do
imóvel, poderá ser instituído Servidão Ambiental e Cota de Reserva Ambiental.
Se NÃO (Art. 12; Inc. I; alínea a): RL = 80% da área do imóvel.
3. (Art. 12; Inc. II) Demais regiões que não estejam na Amazônia Legal: RL = 20% da área do
imóvel.
***
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Para saber mais
Esta obra distingue o tema de “Ética Florestal”, estando organizada em dez capítulos, os quais
configuram a proposta trazida pelo professor Álvaro Boson de Castro Faria, que buscou
entendimentos sobre o que seria a “sustentação dos recursos florestais” aplicada à sociedade
brasileira. A narrativa começa com o relato da sua experiência de formação continuada na
Suécia pela Swedish University of Agricultural Sciences. Esse evento permitiu-lhe parcerias
internacionais junto à Society of American Foresters (SAF), organização que, historicamente,
fundamentou a Ética Florestal americana, e que lhe consentiu a tradução do Código de Ética
SAF, a ser verificada aqui, em um dos anexos. Após tecer comentários a respeito dos autores em
Ética Florestal e Ambiental, é apresentada uma opinião acerca da criação das escolas florestais
no país. Os capítulos abordam narrativas que envolvem temas comuns aos engenheiros
florestais, como a questão das terminologias conservacionistas, das mudanças climáticas, dos
incêndios florestais e das perícias judiciais, mas que podem ser avaliados pelo entendimento do
público em geral. Dois dos capítulos aqui presentes foram traduções autorizadas pelo Dr. Lloyd
C. Irland, da Universidade de Maine, com suas resenhas mais recentes. Todo esse arcabouço
culmina com os pressupostos que deveriam ser considerados no que ficou denominado como a
Ética Florestal Cidadã.
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Leia também
Sinopse: O ano era 1933. Discussões sobre alternativas ao liberalismo econômico promoviam
revoluções ao redor do mundo. Os efeitos da Grande Depressão de 1929 ainda causavam
angústias na sociedade americana e mundo afora. Nesse cenário, preocupações acerca de
uma crise ambiental gerada pelo capitalismo “selvagem” já chamavam a atenção, e ainda não
tinham sido apropriadas indebitamente. Atuando pelo curso de Engenharia Florestal da
Universidade de Wisconsin, o professor Aldo Leopold apresentava suas preocupações acerca
do que seria necessário para a criação de uma consciência ambiental. Seu trabalho intitulado
“The Conservation Ethic” ficou mundialmente conhecido, sendo a base moral de um conceito
que ainda atualmente, gera bastante controvérsia nos meios sociais e políticos. Para Aldo
Leopold, a Ética da Terra deve integrar o ser humano – consciente de sua responsabilidade
em manejar os recursos naturais e por sua livre iniciativa – no centro da episteme ambiental,
sendo, assim, um agente propulsor de ações que devem ser promovidas com alterações
positivas sobre o meio em que está inserido. Nesse paradigma, é preciso, portanto, acreditar
na espécie humana. Trata-se de um desafio para a sociedade brasileira, dividida em
descrenças quanto à viabilidade do sistema político e às desigualdades sociais. Reviver a
doutrina do engenheiro florestal e naturalista Aldo Leopold no Brasil do século XXI leva-nos à
compreensão do sentido estrito do termo “amar a terra”, não somente pela necessidade de
conscientizar as pessoas a respeito de certos excessos que causam prejuízos à coletividade,
mas, também, pela livre abnegação de certos hábitos e costumes na implementação de
iniciativas saudáveis e eficientes de administração. Tem-se, assim, a visão integradora entre
o conservacionismo ambiental e o conservadorismo cultural.