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Análise do Neo-Realismo e Hegemonia EUA

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Igor Abreu
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1.

Tendo em vista que as teorias científicas buscam explicar fenômenos empíricos, apresenta uma
explicação sistêmica (neo-realismo waltz) para o fenômeno relatado no artigo de opinião acima,
qual seja: a decisão da administração Biden de retirar as tropas estadunidenses do
Afeganistão. Pondere, ainda, como essa explicação se diferenciaria de uma explicação realista
neoclássica.
Em sua análise, mobilize os seguintes conceitos: equilíbrio de poder, polaridade, balanceamento
e percepção.
Pressupostos teóricos. Definir sistema para Waltz.
A decisão de Biden foi em função a equilíbrio de poder, pois não há polo de poder no oriente
médio. Polos de poder na europa e china. O balanceamento será realizado através do
balanceamento interno e externo.
Diferença entre explicação neo-realista e realismo neoclássico. Percepção

2. A partir da teoria da estabilidade hegemônica, das discussões sobre unipolaridade e do realismo


ofensivo, avalie a seguinte afirmação: “Os EUA estão perdendo sua posição hegemônica, tendo
em vista que a administração de Joe Biden se negou a oferecer bens públicos internacionais tais
como a resolução da crise humanitária no Afeganistão”.

3. Um estudioso formado pelo Institucionalismo Neo-Liberal afirmaria que, na presença de


determinadas condições, cooperar para a solução dos problemas comuns é o caminho mais
lucrativo para os Estados. Diante disso, elabora uma explicação racionalista para a persistência
da OTAN após o fim da Guerra Fria. Atenção: em sua resposta, pondere a necessidade da
presença de um ator hegemônico na criação e manutenção das instituições, o problema dos
ganhos relativos e desenho institucional.
[Link] Waltz, o Sistema Internacional é composto pela estrutura e pelas unidades em interação
(Estados). A estrutura se refere a como as unidades interagem entre si, permite olhar o sistema e
entende-lo e se abstrai das características individuais das unidades, duram mais que as unidades e
estabelecendo tendências ao longo do tempo. De acordo com o autor, como características da
estrutura há a não ordenação nas relações internacionais, as unidades são pouco especializadas pois
são Estados que possuem forças armadas, e por final há a distribuição de capacidades materiais de
poder que não é um traço das unidades. Desta forma, conclui-se que a estrutura do Sistema
Internacional é guiada pela a) anarquia, que é a ordem pela força, e pelo b) princípio de ordenação,
padrão de comportamento das unidades ditado pela estrutura.
Sendo o Estado racional e em busca da sua sobrevivência no SI, uma explicação sistêmica para o
fenômeno relatado no artigo de opinião se fundamenta nos conceitos de equilíbrio de poder,
polaridade e balanceamento. Para o Estado norte-americano, não é fundamental para sua
sobrevivência permanecer no Afeganistão, pois este Estado não se apresenta como um possível polo
de poder que ameaça a existência dos EUA, portanto deve-se buscar acomodação via equilíbrio de
poder em relação a Europa e Ásia Pacífico onde há possíveis polos, por meio do balanceamento
interno, aumentando seu próprio poder por meio de militarização ou expansão econômica, e
balanceamento externo, ao formar alianças com outros para contrabalançar uma ameaça externa,
ambos os balanceamentos implicam o uso da força.
Em contraponto em certa medida em relação à explicação sistêmica de Waltz, uma explicação
realista neoclássica levaria em consideração a variável interveniente (subjetiva), que é a percepção.
Portanto, ao analisar o comportamento do Estado norte-americano, é possível afirmar que houve um
choque de percepções dentro do Estado no que diz respeito à permanência dos EUA no Afeganistão.
2.A obra de Gilpin tem como objetivo entender como os equilíbrios de poder se formam. Através do
método indutivo ao observar a história e formular sua teoria, o autor observa que as mudanças
internacionais são provocadas pelas guerras, pois inauguram novas configurações sistêmicas. E a
teoria da estabilidade hegemônica explica que os sistemas hegemônicos (unipolares) são os mais
estáveis, pois há uma potência mais forte e é ela que estabelece as regras internacionais para os
relacionamentos com os demais Estados.
Mearsheimer apresenta uma versão mais agressiva e expansionista do realismo em comparação com
o realismo defensivo de Kenneth Waltz, o qual sustenta que os Estados buscam a segurança acima
de tudo e são, por isso, mais motivados a manter seu status quo no sistema internacional. Há dois
conceitos de sua obra que são importantes para avaliar a afirmação citada, hegemonia regional e o
cálculo da agressão. Um Estado é uma hegemonia regional quando é consideravelmente mais rico
que seus rivais e tem o exército mais poderoso da região, os hegêmonas regionais procuram evitar o
surgimento de outros hegêmonas regionais. O cálculo de agressão diz respeito aos hegêmonas nem
sempre poderem agir de forma agressiva para alcançar seu objetivo de manter a balança de poder
favorável para si.
Desta forma levando em consideração a teoria da estabilidade hegemônica e as discussões sobre
unipolaridade, os EUA não estão perdendo sua posição hegemônica, pois o fator que provoca
mudança internacional é a guerra e ela não está ocorrendo, sendo assim os EUA se mantém como
ator hegemônico num sistema unipolar com características de multipolaridade. Levando em
consideração o realismo ofensivo, os EUA também não estão perdendo sua posição hegemônica,
apesar de avaliar os custos e benefícios de oferecer uma resolução da crise humanitária no
Afeganistão e não o fazer, na região não nenhum ator candidato a hegêmona regional.
3.O Institucionalismo Neo-Liberal busca uma explicação racionalista e funcionalista para a
cooperação, pois entende que cooperar é benéfico e a criação de um regime (conjunto de práticas,
regras e normas, que em algum nível tem ação independente) antecipa funções, pois os Estados
visam o que as instituições farão por eles. Importante salientar que apenas na presença de um ator
hegemônico que há a criação de um regime internacional, pois ele atua como governo por conta de
seu poder militar. As instituições mostram que cooperar é um interesse comum aos Estados, pois
eles ganham mais ao fazê-lo. É importante também a preocupação com ganhos relativos, sendo
condicional, só importando quando os ganhos relativos podem ser usados para fins de investimento
militar, e a posição dos Estados também importa na hora de levar em consideração os ganhos
relativos, vale ressaltar que a intenção dos Estados também é importante. O desenho institucional,
ou seja, conjunto de regras eu vão dizer como será o dia-a-dia do regime, será criado de acordo com
a natureza da questão que a instituição deseja solucionar, desta forma o desenho institucional para
tratar da questão de proliferação nuclear e coordenação de linhas aéreas são distintos.
Portanto, uma explicação formada pelo Institucionalismo Neo-Liberal para a persistência da OTAN
após a Guerra-Fria consiste na vontade dos países presentes na organização em cooperar no âmbito
política e militar, relacionada mais especificamente em segurança coletiva. É fundamental destacar
o papel dos Estados Unidos, ator hegemônico tanto para a criação como para manutenção desta
instituição. Os desafios da Guerra-Fria tiveram fim, no entanto é entendido pela teoria que é mais
fácil manter a OTAN mesmo no pós-guerra para encarar novos desafios. Outro fator importante
para a explicação seria o desenho institucional, o principal objetivo da OTAN é garantir a segurança
dos seus membros através do princípio da defesa coletiva, isso significa que um ataque a um
membro é considerado um ataque a todos, ou seja, esta característica do desenho institucional
implica que qualquer país que ataque qualquer membro da OTAN também pode se considerar
atacando os Estados Unidos.

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