PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita
Metodologia e critérios utilizados
ROTEIRO 3
na Codificação Espírita
Objetivos ■ Justificar a importância da aplicação do método experimen-
específicos tal para a elaboração da Doutrina Espírita.
■ Explicar por que a generalidade e a concordância se consti-
tuem na garantia dos ensinos dos Espíritos.
Conteúdo ■ O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciên-
básico cia, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar
certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Ciência, faltariam apoio e comprovação. Allan Kardec: A gêne-
se. Cap. 1, item 16.
■ Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da
mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método ex-
perimental. [...] Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida;
assim, não apresentou como hipóteses a existência e a interven-
ção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem
qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos
Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observa-
ção dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros
princípios. [...] As ciências só fizeram progressos importantes de-
pois que seus estudos se basearam sobre o método experimental;
até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável
à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas. Allan
Kardec: A gênese. Cap. 1, item 14.
■ Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a con-
cordância que haja entre as revelações que eles façam esponta-
neamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos
uns aos outros e em vários lugares. Allan Kardec: O Evangelho
segundo o espiritismo. Introdução. Item 2.
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Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
■ Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos, passada
ao demais pelo critério da lógica, é que constitui a força da Dou-
trina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela mu-
dasse, fora mister que a universalidade dos Espíritos mudasse de
opinião e viesse um dia dizer o contrário do que o dissera. Allan
Kardec: A gênese. Introdução.
Sugestões Introdução
didáticas ■ Iniciar a aula escrevendo no quadro-de-giz / quadro branco a
seguinte pergunta: Pelo fato de ter a Doutrina Espírita aspecto
científico, pode-se deduzir que Allan Kardec seja um cientista?
■ Propor aos alunos – utilizando a técnica explosão de idéias –
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
que respondam à questão, justificando a resposta. Destinar
cinco minutos para essa atividade.
■ Esgotado o tempo, expor o conteúdo do primeiro parágrafo
dos subsídios, ressaltando as condições indispensáveis ao es-
pírito científico, atribuídas a Kardec.
Desenvolvimento
■ A seguir, pedir à turma que leia silenciosa e atentamente os
subsídios do roteiro (10 minutos).
■ Finda a leitura, afixar em lugar visível a todos um cartaz con-
tendo a síntese do conteúdo do item 1 dos subsídios (Ver ane-
xo 2). Dar tempo necessário para que os alunos leiam a sínte-
se. Em seqüência, expor o assunto correspondente,
esclarecendo possíveis dúvidas. Dar continuidade à aula, agin-
do como no passo anterior, conforme orientação a seguir: afi-
xar, ao lado do primeiro cartaz, um segundo, contendo a sín-
tese do conteúdo do item 2; dar tempo para a leitura; expor o
assunto correspondente e esclarecer possíveis dúvidas. Agir
de igual modo quanto aos terceiro e quarto cartazes, de forma
que todos os itens sejam explanados.
■ Em seqüência, dividir a turma em quatro grupos para a reali-
68 zação das tarefas que seguem:
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
Grupo I Explicar as palavras de Kardec, com respeito ao mé-
todo experimental por ele utilizado: Não foram os fa-
tos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria
é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fa-
tos. (Veja item 2 dos subsídios)
Grupo II Responder à pergunta: Por que foi importante, para
a elaboração da Doutrina Espírita, a aplicação do mé-
todo experimental?
Grupo III Explicar por que a generalidade e a concordância se
constituem na garantia dos ensinos dos Espíritos.
■ Proceder à apresentação dos resultados do estudo em grupo,
prestando esclarecimentos cabíveis.
■ Fazer a integração do assunto, com base nos cartazes que es-
tão afixados, dispostos em ordem, formando um mural.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Conclusão
■ Encerrar a aula enfatizando a importância da aplicação do mé-
todo experimental, na investigação e comprovação do fato
mediúnico, e da adoção dos critérios de generalidade e concor-
dância dos ensinos dos Espíritos na elaboração da Doutrina
Espírita.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem,
de forma correta, o trabalho em grupo.
Técnica(s): explosão de idéias; exposição; leitura silenciosa; tra-
balho em grupo.
Recurso(s): subsídios do Roteiro; orientação para o trabalho em
grupo; quadro-de-giz / quadro branco; cartazes; mural; lápis /
caneta; papel.
69
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
Subsídios Allan Kardec, como se sabe, não era um cientista no sen-
tido profissional, de especialista neste ou naquele ramo da Ci-
ência, mas tinha cultura científica, espírito científico. A pro-
pósito deste assunto, o escritor e jornalista espírita Deolindo
Amorim, num de seus artigos dedicados ao Codificador, assim
se expressa: Allan Kardec revela-se, em tudo e por tudo, um ho-
mem de espírito científico pela sua própria natureza... Todas as
condições indispensáveis ao espírito científico nele estão, sem tirar
nem pôr, como diz o jargão habitual: em primeiro lugar, a sere-
nidade com que encarou os fatos mediúnicos, com equilíbrio
imperturbável, sem negar nem afirmar aprioristicamente; em se-
gundo lugar, o domínio próprio, a fim de não se entusiasmar com
os primeiros resultados; em terceiro lugar, o cuidado na seleção
das comunicações; em quarto lugar, a prudência nas declarações,
sempre com a preocupação de evitar divulgação precipitada de
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
fatos ainda não de todo examinados e comprovados; em quinto
lugar, finalmente, a humildade, que é também uma condição do
espírito científico, interessado na procura da verdade, antes e acima
de tudo 11. E foi esse espírito científico que o secundou, todo o
tempo, no cumprimento da sua missão de Codificador da
Doutrina Espírita.
1. O Espiritismo e a Ciência
1.1 Espiritismo e Ciência se completam
Espírito e matéria, de acordo com a Doutrina Espírita, são
duas constantes da realidade universal. Assim, Espiritismo e Ci-
ência não são forças antagônicas, mas, ao contrário, completam-
se reciprocamente, segundo o pensamento de Kardec, expresso
em A Gênese: Assim como a Ciência propriamente dita tem por
objeto o estudo das leis do princípio material, o objeto especial do
Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual. Ora,
como este último princípio é uma das forças da Natureza, a reagir
incessantemente sobre o princípio material e reciprocamente, se-
gue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o
conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ciência se completam
reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossi-
70
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
bilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a
Ciência, faltariam apoio e comprovação. O estudo das leis da matéria tinha que
preceder o da espiritualidade, porque a matéria é que primeiro fere os sentidos. Se o
Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria abortado, como tudo
quanto surge antes do tempo 8.
1.2 O Espiritismo não é da alçada da Ciência
O fato de a Ciência oferecer ao Espiritismo apoio e confirmação não ga-
rante, no entanto, àquela a competência para se pronunciar em questão de Dou-
trina Espírita. Eis os argumentos apresentados pelo Codificador, com respeito a
este assunto.
As ciências ordinárias assentam nas propriedades da matéria, que se pode
experimentar e manipular livremente; os fenômenos espíritas repousam na ação de
inteligências dotadas de vontade própria e que nos provam a cada instante não se
Acharem subordinadas aos nossos caprichos. As observações não podem, portanto,
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
ser feitas da mesma forma; requerem condições especiais e outro ponto de partida.
Querer submetê-las aos processos comuns de investigação é estabelecer analogias
que não existem. A Ciência, propriamente dita, é, pois, como ciência, incompetente
para se pronunciar na questão do Espiritismo: não tem que se ocupar com isso e
qualquer que seja o seu julgamento, favorável ou não, nenhum peso poderá ter 9.
É importante considerar-se que, ao referir-se às ciências ordinárias, Kardec
fazia alusão às ciências positivas, classificadas por Augusto Comte em: Matemá-
tica, Astronomia, Física, Química, Biologia e Sociologia.
2. O método de investigação científica dos fenômenos espíritas
O método adotado por Allan Kardec na investigação e comprovação do fato
mediúnico — instrumento comprobatório da existência e comunicabilidade do
Espírito — é o experimental, aplicado às ciências positivas, fundamentado na ob-
servação, comparação, análise sistemática e conclusão. São suas palavras: Como
meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciênci-
as positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não
podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remon-
tando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências
e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não
apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito,
nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existên-
71
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
cia dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos,
procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que
vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar
e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciên-
cia de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos
importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até
então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que
o é também às coisas metafísicas 7. Apliquei a essa nova ciência, como o fizera até
então, o método experimental; nunca elaborei teorias preconcebidas; observava cui-
dadosamente, comparava, deduzia conseqüências; dos efeitos procurava remontar às
causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por válida
uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão 10.
3. O Espiritismo e a lógica indutiva
Na indução científica(*), chega-se à generalização pela análise das partes.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Esse tipo de lógica exige observações repetidas de uma experiência ou de um aconte-
cimento. Da observação de muitos exemplos diferentes [partes] os cientistas podem
tirar uma conclusão geral 12. Foi assim que procedeu Kardec em relação à Doutri-
na Espírita, colocando-a confortavelmente entre as demais ciências.
A respeito do caminho das induções – percorrido pela Doutrina Espírita –,
Herculano Pires, em seu livro O Espírito e o Tempo, infere que é a partir da ob-
servação dos fatos positivos que o Espiritismo chega às realidades extrafísicas 14.
Em A Gênese, diz-nos o Codificador: Não foram os fatos que vieram a posteriori
confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fa-
tos 7. Fica, assim, a estrutura lógica do Espiritismo caracterizada como de nature-
za indutiva 13.
No entanto, o processo dedutivo(**) está igualmente consagrado na Dou-
trina Espírita 13, já que o método científico exige que se combinem indução e
dedução. São palavras de Kardec: Nunca elaborei teorias preconcebidas; observava
cuidadosamente, comparava, deduzia conseqüências; dos efeitos, procurava remon-
tar às causas, por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por
válida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da questão 10. As
idéias do homem estão na razão do que ele sabe; como todas as descobertas impor-
(*) Veja método indutivo, anexo.
72 (**) Veja método dedutivo, anexo.
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
tantes, a da constituição dos mundos [por exemplo] deveria imprimir-lhes outro
curso; sob a influência desses conhecimentos novos, as crenças se modificaram; o Céu
foi deslocado e a região estelar, sendo ilimitada, não mais lhe pode servir. Onde está
ele, pois? E ante esta questão emudecem todas as religiões. O Espiritismo vem resolvê-
la demonstrando o verdadeiro destino do homem. Tomando-se por base a natureza
deste último e os atributos divinos, chega-se a uma conclusão; isto quer dizer que,
partindo do conhecido, atinge-se o desconhecido por uma dedução lógica, sem falar
das observações diretas que o Espiritismo faculta 1.
4. O controle universal dos ensinos dos Espíritos
Dois importantes critérios, igualmente tomados à metodologia científica,
foram adotados por Kardec na difícil tarefa de reunir informações para a elabo-
ração da Doutrina Espírita: a generalidade (ou universalidade) e a concordância
dos ensinos dos Espíritos. Esses critérios, com o suporte do uso da razão, do bom
senso e da lógica rigorosa emprestam à Doutrina Espírita força e autoridade,
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
como podemos constatar na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo:
Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e
mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifes-
tando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a pala-
vra. Um homem pode ser ludibriado, pode enganar-se a si mesmo; já não será assim,
quando milhões de criaturas vêem e ouvem a mesma coisa. Constitui isso uma ga-
rantia para cada um e para todos. Ao demais, pode fazer-se que desapareça um
homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-
se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os
livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão
mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos
dessedentar-se nela 2. Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros,
mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem, como não será – qualquer
outro, que fundará a ortodoxia espírita; tampouco será um Espírito que se venha
impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam
em toda a Terra, por ordem de Deus. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita;
essa a sua força, a sua autoridade. Quis Deus que a sua lei assentasse em base
inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só 5. O
primeiro exame comprobativo [das mensagens dos Espíritos] é, pois, sem contra-
dita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos
Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica
rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitá- 73
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
vel que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exa-
me em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de
não poucas a tomar as próprias opiniões, como juízes únicos da verdade. Assim
sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mes-
mos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é
que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos
fornecer os meios de consegui-lo 3. Uma só garantia séria existe para o ensino dos
Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontanea-
mente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em
vários lugares 3.
Essa [concordância] a base em que nos apoiamos, quando formulamos um
princípio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o
temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da
verdade e a ninguém dizemos: «Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo
dizemos.» A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível
do que qualquer outro. Também não é porque um princípio nos foi ensinado que,
para nós, ele exprime a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância.
Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de mil
centros espíritas sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-
nos em condições de observar sobre que princípio se estabelece a concordância. Essa
observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que
o Espiritismo terá de explorar. Porque, estudando atentamente as comunicações vin-
das tanto da França como do estrangeiro, reconhecemos, pela natureza toda especial
das revelações, que ele tende a entrar por um novo caminho e que lhe chegou o
momento de dar um passo para diante. Essas revelações, feitas muitas vezes com
palavras veladas, hão freqüentemente passado despercebidas a muitos dos que as
obtiveram. Outros julgaram-se os únicos a possuí-las. Tomadas insuladamente, elas,
para nós, nenhum valor teriam; somente a coincidência lhes imprime gravidade.
Depois, chegado o momento de serem entregues à publicidade, cada um se lembrará
de haver obtido instruções no mesmo sentido. Esse movimento geral, que observa-
mos e estudamos, com a assistência dos nossos guias espirituais, é que nos auxilia a
julgar da oportunidade de fazermos ou não alguma coisa. Essa verificação universal
constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as
teorias contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade. O que
74 deu lugar ao êxito da doutrina exposta em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
Médiuns foi que em toda a parte todos receberam diretamente dos Espíritos a con-
firmação do que esses livros contêm 4.
Retomando, em A Gênese, esse assunto, Kardec assim se expressa: Gene-
ralidade e concordância no ensino, esse o caráter essencial da doutrina, a condição
mesma da sua existência, donde resulta que todo princípio que ainda não haja
recebido a consagração do controle da generalidade não pode ser considerado parte
integrante dessa mesma doutrina. Será uma simples opinião isolada, da qual não
pode o Espiritismo assumir a responsabilidade. Essa coletividade concordante da
opinião dos Espíritos, passada, ao demais, pelo critério da lógica, é que constitui a
força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela mudasse,
fora mister que a universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia
dizer o contrário do que dissera. Pois que ela tem sua fonte de origem no ensino dos
Espíritos, para que sucumbisse, seria necessário que os Espíritos deixassem de existir.
É também o que fará que prevaleça sobre todos os sistemas pessoais, cujas raízes não
se encontram por toda parte, como com ela se dá 6.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
75
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
Referências
1 . KARDEC, Allan. O céu e o inferno. Tradução de Manuel
Justiniano Quintão. 58. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 1ª
parte. Cap. 3, item 4, p. 29.
2. ______. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon
Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p.
29.
3. ______. p. 31.
4. ______. p. 32-33.
5. ______. p. 36.
6. ______. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 48. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p. 11.
7. ______. Cap. 1, item 14, p. 20.
8. ______. Item 16, p. 21.
9. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p. 28-29.
10. ______. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38. ed.
Rio de Janeiro:
FEB, 2005. Segunda parte. (A minha primeira iniciação no Espiri-
tismo), p. 268.
12. AMORIM, Deolindo. Análises espíritas. Compilação de Celso
Martins. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. (Allan Kardec e o
espírito científico), p. 133-134.
13. ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Rio de Janeiro: Delta
S.A., 1980, vol. 4, p. 2043.
13. PIRES, J. Herculano. O espírito e o tempo. 7. ed. Sobradinho:
Edicel, 1995. 3ª parte. Cap. 1 (O triângulo de Emmanuel),
p. 136.
14. ______. Cap. 2 (A Ciência admirável), p. 139.
76
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
Anexo 1 «A Experimentação Científica (*) é um método empregado para
testar idéias e descobrir os fatos sobre qualquer coisa que um
cientista possa controlar e observar. Os cientistas utilizam-no
para estudar os seres vivos ou brutos, em vários campos das ci-
ências físicas e da vida. [...] Qualquer experimento científico vá-
lido deve ser capaz de ser repetido, não só pelo pesquisador ori-
ginal, mas por outros cientistas. Se eles concordam com as
conclusões, atribui-se ao pesquisador original o crédito de ter
feito uma importante descoberta.»
■ Método dedutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual
tiramos conclusões por inferência lógica de premissas dadas.
Se começamos aceitando as proposições ‘Todos os gregos têm
barba’ e ‘Zenão é grego’, podemos concluir validamente que
«Zenão tem barba». Referimo-nos às conclusões do raciocí-
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
nio dedutivo como válidas, ao invés de verdadeiras, porque
precisamos distinguir claramente entre aquilo que se depreende
logicamente de outras afirmações e aquilo que efetivamente é.
As premissas iniciais podem ser artigos de fé ou suposições.
Antes de podermos considerar as conclusões tiradas dessas
premissas como válidas, precisamos demonstrar que elas são
coerentes entre si e com a premissa original. A matemática e a
lógica são exemplos de disciplinas que utilizam muito o mé-
todo dedutivo. O método científico exige uma combinação
de dedução e indução.»
■ Método indutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual de
uma experiência particular se passa a generalizações. Pode-se
começar com ‘Todas as maçãs que comi são doces’. A partir
dessa constatação, conclui-se que ‘As maçãs são doces’. Mas a
maçã seguinte pode não ser doce. O método indutivo leva a
probabilidades, não a certezas. É a base do senso comum, se-
(*) Enciclopédia Delta Universal, v. 6, p. 3154.
(**) ______. v. 10, p. 5257.
77
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3
gundo o qual uma pessoa age. É também empregado na descoberta científica.
Os cientistas utilizam a indução e a dedução. Na dedução, o cientista começa
com generalizações. Ele deduz afirmativas particulares a partir delas. Pode
testar suas suposições pela experimentação, confirmá-las, revisá-las ou rejei-
tar suas generalizações originais. Usando apenas a dedução, o homem ignora
a experiência. Empregando apenas a indução, ignora as relações entre os fa-
tos. Pela combinação destes métodos, a ciência estabelece uma união entre a
teoria e a prática.»
Sugestões de sínteses para os cartazes
Espírito e matéria, segundo o Espiritismo, são duas
1
constantes da realidade universal. Assim, Espiritismo
e Ciência se completam reciprocamente. A Ciência,
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
no entanto, é «incompetente para se pronunciar na
questão do Espiritismo.»
O método adotado por Kardec na investigação e com-
2 provação do fato mediúnico é o experimental, aplica-
do às ciências positivas, fundamentado na observa-
ção, comparação, análise sistemática e conclusão.
A estrutura lógica do Espiritismo é de natureza
3
indutiva, pois é a partir das observações dos fatos po-
sitivos que ele chega à realidade extrafísica. No entan-
to, o processo dedutivo está também consagrado na
Doutrina Espírita.
Dois importantes critérios científicos foram adotados
78
4 por Kardec, na tarefa de reunir informações para a ela-
boração da Doutrina Espírita: a generalidade (univer-
salidade) e a concordância dos ensinos dos Espíritos.
PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita
ROTEIRO 4 Obras básicas
Objetivos ■ Elaborar o resumo de cada obra básica, a partir dos conteú-
específicos dos apresentados nos subsídios.
■ Correlacionar cada parte de O Livro dos Espíritos com a cor-
respondente obra da Codificação.
■ Reconhecer a importância das obras básicas do Espiritismo
na formação moral-intelectual do ser humano.
Conteúdo A Codificação Espírita compreende as seguintes obras, obe-
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
■
básico decendo à ordem de publicação: O Livro dos Espíritos (18 de
abril de 1857); O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861); O Evan-
gelho Segundo o Espiritismo (abril de 1864); O Céu e o Inferno
(agosto de 1865); A Gênese (janeiro de 1868).
■ O Livro dos Espíritos trata dos princípios da Doutrina Espírita
sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas rela-
ções com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e
o porvir da Humanidade – Folha de rosto. O livro dos espíritos.
■ O Livro dos Médiuns contém o ensino especial dos Espíritos
sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de
comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da
mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem en-
contrar na prática do Espiritismo – Folha de rosto. O livro dos
médiuns .
■ O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a explicação das má-
ximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e
suas aplicações às diversas circunstâncias da vida – Folha de rosto.
O Evangelho segundo o espiritismo.
■ O Céu e o Inferno apresenta um [...] exame comparado das dou-
trinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre
79
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios,
sobre as penas, etc., e exemplos sobre as diferentes situações nos
Espíritos desencarnados – Folha de rosto. O céu e o inferno.
■ Em A Gênese consta que a Doutrina Espírita há resultado do
ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada
a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza – Folha
de rosto. A gênese.
Sugestões Introdução
didáticas ■ Apresentar à turma as obras da Codificação, na ordem em
que foram publicadas. Para isso, pedir auxílio a cinco partici-
pantes, que, de pé e diante dos colegas, as exibirão. Informar à
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
classe que esses cinco livros – o pentateuco espírita – são as
obras básicas do Espiritismo.
■ Realizar, a seguir, uma enquete relâmpago, para verificar, en-
tre os alunos, o grau de conhecimento das obras básicas. Per-
guntar-lhes, então: Quem já leu O Livro dos Espíritos, ou parte
dele? Fazer a mesma pergunta em relação às demais obras da
Codificação. Registrar cada manifestação no quadro/flip-chart.
■ Terminada essa etapa, fazer a contagem dos pontos referentes
a cada livro e apresentar o resultado da enquete.
Desenvolvimento
■ Em seqüência, dividir a turma em cinco grupos para leitura
dos subsídios correspondente a cada uma das obras básicas.
Por exemplo, o grupo número um ler o item 2.1 dos subsídios,
referente a O Livro dos Espíritos. E assim, sucessivamente, com
os demais subitens. Oferecer aos participantes folhas de pa-
pel-pardo, canetas hidrográficas e o roteiro do trabalho em
grupo, para a elaboração das seguintes tarefas:
1. fazer a leitura silenciosa do subitem dos subsídios, indicado
para cada grupo;
80
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
2. elaborar o resumo do conteúdo desse subitem;
3. transcrever esse resumo para a folha de papel pardo;
4. afixá-lo, em seguida, em local visível a todos.
■ Em prosseguimento, examinar, juntamente com os alunos,
os resumos por eles elaborados, completando informações,
suprindo detalhes, verificando, enfim, se as idéias mais im-
portantes foram consideradas.
■ Dar continuidade à aula, expondo o conteúdo do item 3 dos
subsídios, apoiando-se no esquema inserido no anexo.
Conclusão
■ Encerrar a aula enfatizando a importância das obras básicas
para o progresso intelecto-moral da Humanidade. Pedir a um
aluno que leia, em voz alta e de forma expressiva, o texto de
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Emmanuel, colocado ao final dos subsídios.
Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem,
de forma correta, o estudo em grupo e participarem com inte-
resse da exposição que trata da conexão entre O Livro dos Espí-
ritos e as demais obras da Codificação.
Técnica(s): enquete relâmpago; trabalho em pequenos grupos;
exposição.
Recurso(s): os livros da Codificação; subsídios do Roteiro; orien-
tação para o trabalho em grupo; quadro-de-giz/flip-chart; folhas
de papel pardo; canetas hidrográficas; papel; lápis / caneta.
81
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
Subsídios 1. A Codificação Espírita
Verdadeira enciclopédia de ensinamentos transcendentais, a
Codificação [...] foi o fruto, sazonado e bendito, de um plano ar-
quitetado na Espiritualidade, havendo um de seus elaboradores con-
cretizado a parte que lhe cabia desempenhar, já encarnado na Ter-
ra: Allan Kardec 31.
A Codificação Espírita compreende as seguintes obras,
obedecendo à ordem de publicação: O Livro dos Espíritos (18
de abril de 1857); O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861); O
Evangelho segundo o Espiritismo (abril de 1864); O Céu e o In-
ferno (agosto de 1865); A Gênese (janeiro de 1868). Cada obra
contém a matéria exatamente necessária ao seu entendimento à
época, mas, como a Doutrina é progressiva, embora os ensina-
mentos básicos perdurem, estes são complementados por estudos
posteriores, sem que nada se modifique nos alicerces doutrinários
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
expostos pelos Espíritos e por Kardec 32.
2. As Obras Básicas
2.1 – O Livro dos Espíritos
O Livro dos Espíritos, a primeira obra da Codificação, en-
cerra as bases fundamentais do Espiritismo. De acordo com a
folha de rosto, aí estão exarados os princípios da Doutrina Espí-
rita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas
relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futu-
ra e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por Espí-
ritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e
coordenados por Allan Kardec 11. A 1ª edição, com 501 questões,
contém o ensino dado pelos Espíritos, liderados pelo Espírito de
Verdade. Receberam as mensagens as jovens médiuns Caroline
e Julie Baudin , assim como a senhorita Japhet e outros médiuns.
Na segunda edição, que Kardec considerava definitiva, outros
médiuns são utilizados. A obra, bem mais desenvolvida, se com-
põe, nesta edição, de 1018 questões, notas aditivas e comentá-
rios 26. Este livro, em sua estrutura geral, apresenta:
■ Introdução, composta de 17 itens, contém uma síntese da
Doutrina Espírita. É aí que aparecem os termos espírita,
82 espiritista e Espiritismo, criados por Kardec para indicar a
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
crença na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo
corporal 13.
■ Prolegômenos (*), que, encimados pela cepa(**) desenhada pelos próprios
Espíritos, dão a conhecer a maneira como foi revelada a Doutrina; a autoria e
finalidade do livro; os Espíritos que concorreram para a execução da obra, e
trechos das mensagens transmitidas a Kardec sobre a sua missão de escrever O
Livro dos Espíritos 14.
■ Corpo da obra, dividido em quatro partes, de acordo com a tábua das maté-
rias a saber:
Parte primeira — Causas primárias: Deus. Elementos gerais do Universo.
Criação. Princípio Vital.
Parte segunda — Mundo espírita ou mundo dos Espíritos: Os Espíritos. A
encarnação dos Espíritos. A volta do Espírito, extinta a
vida corpórea, à vida espiritual. A pluralidade das exis-
tências. A vida espírita. A volta do Espírito à vida corpo-
ral. A emancipação da alma. A intervenção dos Espíritos
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
no mundo corporal. As ocupações e missões dos Espíri-
tos. Os três reinos.
Parte terceira — Leis Morais: Lei divina ou natural. Leis de adoração; tra-
balho; reprodução; conservação; destruição; sociedade;
progresso; igualdade; liberdade; justiça, amor e caridade.
A perfeição moral.
Parte quarta — Esperanças e consolações: Penas e gozos terrenos. Penas e
gozos futuros 12.
Conforme se pode observar, a divisão das matérias não foi feita de modo
arbitrário, mas, ao contrário, denota correspondência lógica, seqüência de pen-
samento. As matérias aí contidas, distribuídas em ordem metodológica, partem
das questões mais gerais para as especiais e, de igual modo, começam por espe-
culações na ordem transcendental, indo até aos problemas práticos, próprios da
natureza humana 23.
■ Conclusão, composta de nove itens, na qual o Codificador mostra as conse-
qüências futuras dos atos da nossa vida presente e, retomando os conceitos
básicos da Doutrina Espírita, dá harmonioso arremate à obra 16.
(*) Prolegômenos: Introdução geral de uma obra. Prefácio.
(**) Cepa – Tronco de videira. Parte da planta a que se cortou o caule e que permanece viva no
solo. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. 83
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
Quanto à autoria de O Livro dos Espíritos, Kardec a atribui aos Espíritos.
Eis o que nos afirma nos Prolegômenos: Este livro é o repositório de seus ensinos.
Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os
fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de siste-
ma. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha
sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim
como as notas e a forma de algumas partes da redação, constituem obra daquele que
recebeu a missão de os publicar 15. Por outro lado, afirma Hermínio Miranda, não
é intenção dos mensageiros espirituais – ao que parece – ditar um trabalho pronto e
acabado, como um «flash» divino, de cima para baixo. Deixam a Kardec [natural-
mente inspirado por eles] a iniciativa de elaborar as perguntas e conceber não a
essência do trabalho, mas o plano geral da sua apresentação aos homens. A obra [...]
é um diálogo no qual o homem encarnado busca aprender com irmãos mais experi-
mentados novas dimensões da verdade. É preciso, pois, que as questões e as dúvidas
sejam levantadas do ponto de vista humano, para que o mundo espiritual as esclare-
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
ça na linguagem simples da palestra [...] 34.
Em suma, O Livro dos Espíritos é um repositório de princípios fundamentais
de onde emergem inúmeras «tomadas» para outras tantas especulações, conquistas
e realizações. Nele estão os germes de todas as grandes idéias que a humanidade
sonhou pelos tempos afora, mas os Espíritos não realizam por nós o nosso trabalho.
Em nenhum outro cometimento humano vê-se tão claramente os sinais de uma
inteligente, consciente e preestabelecida coordenação de esforços entre as duas faces
da vida – a encarnada e a desencarnada 33.
2.2 – O Livro dos Médiuns
Segunda obra da Codificação, O Livro dos Médiuns, ou Guia dos médiuns e
dos evocadores, veio a lume – em janeiro de 1861 – para [...] fazer seqüência a O
Livro dos Espíritos 36. Tendo englobado a Instrução Prática sobre as Manifestações
Espíritas (*), obra publicada em 1858, 28 O Livro dos Médiuns, muito mais com-
pleto, contém, de acordo com a sua folha de rosto, o ensino [...] especial dos
(*) Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas – com a exposição completa das condições
necessárias para se comunicar com os Espíritos, e os meios de desenvolver a faculdade mediado-
ra com os médiuns. Zêus Wantuil e Francisco Thiesen: Allan Kardec. Cap. I (A Doutrina Espírita
ou Espiritismo...), v. III, p. 15.
84
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunica-
ção com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os
tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo 17. As matérias aí estão
organizadas em duas partes, constituindo-se a primeira das noções preliminares,
em quatro capítulos, enquanto que a segunda enfeixa, em trinta e dois capítulos,
as manifestações espíritas.
Terminado o trabalho de construção da coluna central da Codificação Es-
pírita – O Livro dos Espíritos –, era chegado o momento de estudar e expor aos
homens os aspectos experimentais implícitos na Doutrina dos Espíritos [...]35, so-
bretudo no que diz respeito à prática da mediunidade, o mais importante desses
aspectos, por ser o instrumento de comunicação entre os dois mundos 35. A pro-
pósito de que nos diz Pedro Barbosa: A mediunidade [...] é a fonte primordial dos
ensinamentos da Doutrina, e suas tarefas constituem, hoje, sem dúvida, importante
contribuição dos espíritas, que a elas se dedicam, à consolidação da fé raciocinada e
ao retorno, à normalidade, das condições psíquicas alteradas daqueles que, enleados
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
nas tramas da obsessão disfarçada e tenaz, procuram, agoniados, os centros espíri-
tas, ou são a eles encaminhados. A comunicação entre os dois mundos, o corporal,
material ou visível e o incorpóreo, imaterial ou invisível, é uma premissa básica do
Espiritismo, que seria apenas um espiritualismo irreal e duvidoso, se a negasse ou a
repudiasse. Essa comunicação, disciplinada e orientada para suas verdadeiras fina-
lidades, pode ser conseguida e mantida, desde que apliquemos à técnica de sua rea-
lização os ensinamentos de Allan Kardec contidos em O Livro dos Médiuns 29.
Esses ensinamentos de Kardec são verdadeiramente preciosos, porque vão
muito além do ensino da técnica de comunicação com os Espíritos. É que, ao
tratar o assunto «prática mediúnica», ele chama a atenção dos que com esta se
ocupam, mostrando-lhes que: Todos os dias a experiência nos traz a confirmação
de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do Espi-
ritismo, se originam da ignorância dos princípios desta ciência e feliz nos sentimos
de haver podido comprovar que o nosso trabalho, feito com o objetivo de precaver os
adeptos contra os escolhos de um noviciado, produziu frutos e que à leitura desta
obra devem muitos o terem logrado evitá-los. Natural é, entre os que se ocupam com
o Espiritismo, o desejo de poderem pôr-se em comunicação com os Espíritos. Esta
obra se destina a lhes achanar o caminho, levando-os a tirar proveito dos nossos
longos e laboriosos estudos, porquanto muito falsa idéia formaria aquele que pen-
sasse bastar, para se considerar perito nesta matéria, saber colocar os dedos sobre
uma mesa, a fim de fazê-la mover-se, ou segurar um lápis, a fim de escrever. Enga-
nar-se-ia igualmente quem supusesse encontrar nesta obra uma receita universal e 85
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
infalível para formar médiuns. Se bem cada um traga em si o gérmen das qualida-
des necessárias para se tornar médium, tais qualidades existem em graus muito
diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ninguém é dado conse-
guir se verifiquem à vontade 18.
Muitos estudiosos do Espiritismo – encarnados ou desencarnados – têm-
se manifestado quanto à importância e atualidade desta obra. Eis as impressões
de um deles: Mais de cem anos depois de publicado, O Livro dos Médiuns é ainda o
roteiro seguro para médiuns e dirigentes de sessões práticas, e os doutrinadores en-
contram em suas páginas abundantes ensinamentos, preciosos e seguros, que a todos
habilitam à nobre tarefa de comunicação com os Espíritos, sem os perigos da impro-
visação, das crendices e do empirismo rotineiro, fruto do comodismo e da fuga ao
estudo 29.
2.3 – O Evangelho segundo o Espiritismo
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Este livro – com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância
com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida 2 – foi publi-
cado em abril de 1864, com o título Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo.
A partir da 2ª edição, em 1865, surge com o novo nome – O Evangelho segundo o
Espiritismo 30. Contém ele um índice de referências bíblicas; o prefácio, que se cons-
titui de uma mensagem assinada pelo Espírito da Verdade e que, de acordo com
a nota de rodapé colocada pela editora (FEB), resume a um tempo o caráter do
Espiritismo e a finalidade desta obra [...] 3. A introdução contém quatro itens, e o
corpo da obra vinte e oito capítulos.
Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos
comuns da vida do Cristo; os milagres; as predições; as palavras que foram tomadas
pela Igreja para fundamento de seus dogmas; e o ensino moral. As quatro primeiras
têm sido objeto de controvérsias; a última, porém, conservou-se constantemente
inatacável. Diante desse Código Divino, a própria incredulidade se curva. É terreno
onde todos os cultos podem reunir-se, estandarte sob o qual podem todos colocar-se,
quaisquer que sejam suas crenças, porquanto jamais ele constituiu matéria das dispu-
tas religiosas, que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas.
[...] Para os homens, em particular, constitui aquele Código uma regra de proceder
que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública, o princípio
básico de todas as relacões sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. É, final-
mente e acima de tudo, o roteiro infalível para a felicidade vindoura [...] 5. Assim
86 argumentando, o Codificador justifica a escolha do ensino moral do Cristo para
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
a elaboração do livro, constituindo-se, então, os princípios da moral evangélica
em objeto exclusivo desta obra 6.
Em continuidade à tarefa, as máximas são grupadas e classificadas meto-
dicamente, de acordo com a sua natureza – e não mais em ordem cronológica –,
de modo que decorram umas das outras 7. Com esse material didaticamente
organizado, e utilizando-se da chave que o Espiritismo lhe oferece – a realidade
do mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal –, Kardec parte para
a explicação das passagens obscuras e o desdobramento de todas as conseqüên-
cias, tendo em vista a aplicação dos ensinos a todas as condições de vida.
E essa chave, facultando compreensão do verdadeiro sentido dos pontos
ininteligíveis dos Evangelhos, da Bíblia e dos autores sacros, permite se rasguem
horizontes novos para o futuro, ao mesmo tempo que faculta a projeção de luz não
menos viva sobre os mistérios do passado 8.
2.4 – O Céu e o Inferno
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Pode-se ler na folha de rosto desse livro o seguinte: Exame comparado das
doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades
e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de
numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte 1.
Foi publicado em 1º agosto de 1865, com o título O Céu e o Inferno, ou a Justiça
Divina segundo o Espiritismo. É constituído de duas partes, tendo a primeira –
intitulada Doutrina – onze capítulos e a segunda – denominada Exemplos – oito
capítulos.
Em artigo publicado na Revista Espírita de setembro de 1865, Kardec, ao
fazer a apresentação de O Céu e o Inferno, informa, principalmente, o objetivo
do livro, as matérias e a forma como aí foram organizadas. São suas palavras: O
título desta obra indica claramente o seu objetivo. Aí reunimos todos os elementos
próprios para esclarecer o homem sobre o seu destino 21.
A primeira parte desta obra, intitulada Doutrina, contém o exame compa-
rado das diversas crenças sobre o céu e o inferno, os anjos e os demônios, as
penas e as recompensas futuras; o dogma das penas eternas aí é encarado de
maneira especial e refutado por argumentos tirados das próprias leis da Nature-
za, e que demonstram não só o seu lado ilógico, já assinalado centenas de vezes,
mas a sua impossibilidade material. Com as penas eternas caem, naturalmente,
as conseqüências que se acreditava delas poder tirar. 87
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
A segunda parte encerra numerosos exemplos em apoio da teoria, ou, melhor,
que serviram para estabelecer a teoria. Colhem sua teoria na diversidade dos tempos
e lugares onde foram obtidas, porquanto, se emanassem de uma única fonte, pode-
riam ser consideradas como produto de uma mesma influência. Além disso, colhem-
na na sua concordância com o que diariamente se obtém em toda parte onde se
ocupam das manifestações espíritas de um ponto de vista sério e filosófico. Esses
exemplos poderiam ter sido multiplicados ao infinito, pois não há centro espírita
que não os possa fornecer em notável contingente. Para evitar repetições fastidiosas,
tivemos de fazer uma escolha entre os mais instrutivos. Cada um desses exemplos é
um estudo em que todas as palavras têm o seu alcance para quem quer que as medite
com atenção, porque de cada lado jorra uma luz sobre a situação da alma depois da
morte, e a passagem, até então tão obscura e tão temida, da vida corporal à vida
espiritual. É o guia do viajor, antes de entrar num país novo. A vida de além-túmulo
aí se desdobra sob todos os seus aspectos, como um vasto panorama; cada um aí
colherá novos motivos de esperança e de consolação, e novos suportes para firmar a
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
fé no futuro e na justiça de Deus 22.
2.5 – A Gênese
Publicado em janeiro de 1868, com o nome de A Gênese – os Milagres e as
Predições segundo o Espiritismo, este livro fecha o ciclo das obras da Codificação
Espírita. Em sua folha de rosto está escrito: A Doutrina Espírita há resultado do
ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gê-
nese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela
imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o
futuro são o presente 9. O objeto desta obra é, conforme o título indica, o estudo
de três pontos, a saber: a gênese, propriamente dita, do I ao XII capítulo; os mila-
gres, do XIII ao XV capítulo, e as predições, do XVI ao XVIII capítulo 10.
Em mensagem datada de dezembro de 1867, o Espírito São Luís, referin-
do-se ao livro que estava prestes a surgir, assim se expressa: Esta obra vem a
propósito, no sentido de que a Doutrina está hoje bem firmada do ponto de vista
moral e religioso. Seja qual for a direção que tome doravante, tem raízes muito
profundas no coração dos adeptos, para que ninguém possa temer se desvie ela de
sua rota. O Espiritismo atualmente entra numa nova fase. Ao atributo de consolador
alia o de instrutor e diretor do espírito, em ciência e em filosofia, como em moralidade.
A caridade, sua base inabalável, dele fez o laço das almas eternas; a ciência, a solida-
88 riedade, a progressão, o espírito liberal dele farão o traço de união das almas fortes.
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
[...] A questão de origem que se liga à Gênese é para todos apaixonante. Um livro
escrito sobre esta matéria deve, em conseqüência, interessar a todos os espíritos sé-
rios. Por esse livro, como vos disse, o Espiritismo entra numa nova fase e esta prepa-
rará as vias da fase que se abrirá mais tarde [...] 37. É que, com [...] o seu livro A
Gênese, o Codificador abria uma brecha seriíssima em vastos domínios da Ciência,
sem deixar, por isso, de penetrar em ínvios terrenos antes reservados à Teologia ou à
Filosofia [...] 38.
No que se refere à importância e oportunidade da obra, duas mensagens –
endereçadas a Kardec pelos Espíritos que o secundaram na sua elaboração –
merecem destaque. A primeira, datada de setembro de 1867, diz o seguinte: Pes-
soalmente, estou satisfeito com o trabalho [de elaboração de A Gênese], mas a
minha opinião pouco vale, a par da satisfação daqueles a quem ela transformará. O
que, sobretudo, me alegra são as conseqüências que produzirá sobre as massas, tanto
no espaço, quanto na Terra 19. A segunda, com data de julho de 1868, afirma: Está
apenas em começo a impulsão que A Gênese produziu e muitos elementos, abalados
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
por ela, se colocarão, dentro em pouco, sob a tua bandeira. Outras obras sérias tam-
bém aparecerão, para acabar de esclarecer o juízo humano sobre a nova doutrina 20.
Conforme foi previsto nessas mensagens, muitos ficaram realmente aba-
lados pelos novos estudos e, como conseqüência, surgiram importantes pesqui-
sas, livros, tratados, marcas da fase nova na qual entrara o Espiritismo, de acor-
do com a afirmativa do Espírito São Luís: [...] o Espiritismo entra numa nova fase
e esta preparará as vias da fase que se abrirá mais tarde [...] cada coisa deve vir a seu
tempo 38.
3. Concordância de princípios nas Obras da Codificação – unidade
doutrinária
Existe uma concordância de princípios nas obras da Codificação Espírita,
de forma que, em O Livro dos Espíritos – a primeira obra básica publicada – há
um núcleo central e conceitos espíritas que compreende as partes primeira e
segunda (até o capítulo VI), e que tratam, respectivamente, «Das causas primá-
rias» e do «mundo espírita». A parte segunda, do capítulo VI ao XI, constitui a
fonte de O Livro dos Médiuns. A parte terceira («Das leis Morais»), origina o
Evangelho segundo o Espiritismo. A parte quarta («Das esperanças e consolações»)
fornece subsídios para o livro O Céu e o Inferno. A Gênese, por sua vez, tem
como fonte as partes primeira (capítulos II, III e IV), segunda (capítulos IX, X e
XI) e terceira (capítulos IV e V). A Introdução e os Prolegômenos de O Livro dos 89
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
Espíritos originou a obra O que é o Espiritismo. Esta obra, na verdade, não faz parte
do chamado pentateuco kardequiano. Foi citada para indicar a sua origem 27.
Veja esquema em anexo.
Essa concordância revela a unidade doutrinária do Espiritismo, conforme
registra Deolindo Amorim, em seus Cadernos Doutrinários. Diz este eminente
pensador espírita que O Livro dos Espíritos é a coluna central do Espiritismo, não
só porque foi a primeira obra a ser publicada, mas porque nele estão inseridos os
ensinos básicos da Doutrina. Todos os demais livros da Codificação contêm o
desdobramento desses ensinos, constituindo com O Livro dos Espíritos um corpo
de doutrina, em que todas as partes se ajustam de forma harmônica e
interdependente. Assinala ainda o mencionado autor que, possuindo a Doutri-
na Espírita três aspectos fundamentais – científico, filosófico e religioso –, não
poderiam esses ser estudados ou desenvolvidos de modo unilateral, sob pena de
se quebrar a referida unidade doutrinária. Do mesmo modo, seria inconvenien-
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
te fazer um estudo exclusivo de O Livro dos Espíritos, ou de O Evangelho segundo
o Espiritismo, e assim por diante, porque, estando todas as obras da Codificação
interligadas, perder-se- ia a visão de conjunto, indispensável à sua compreen-
são. Ressalta, por fim, que a força da Doutrina Espírita está, justamente, na segu-
rança de sua unidade 25.
Concluindo com Emmanuel, pode-se dizer que [...] os princípios codifica-
dos por Allan Kardec abrem uma nova era para o Espírito humano, compelindo-o à
auscultação de si mesmo, no reajuste dos caminhos traçados por Jesus ao verdadeiro
progresso da alma, e explicam que o Espiritismo, por isso mesmo, é o disciplinador
de nossa liberdade, não apenas para que tenhamos na Terra uma vida social
dignificante, mas também para que tenhamos, no campo do espírito, uma vida in-
dividual harmoniosa, devidamente ajustada aos impositivos da Vida Universal Per-
feita, consoante as normas de Eterna Justiça, elaboradas pelo supremo equilíbrio das
Leis de Deus 39.
90
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
Referências 1. KARDEC, Allan. O céu e o inferno. Tradução de Manuel
Justiniano Quintão. 58. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Folha
de rosto.
2. ______. O evangelho Segundo o espiritismo. Tradução de Guillon
Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Folha de rosto.
3. ______. Prefácio, p. 23.
4. ______. Introdução, p. 25.
5. ______. p. 25-26.
6. ______. p. 26.
7. ______. p. 26-27.
8. ______. p.27.
9. ______. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 48. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 2005. Folha de rosto.
10. ______. Introdução, p. 9.
11. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86.
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Folha de rosto.
12. ______. Tábua das matérias, p. 7-12.
13. ______. Introdução, p. 13.
14. ______. Prolegômenos, p. 48-50.
15. ______. p. 49.
16. ______. p. 477-494.
17. ______. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. 76.
ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Folha de rosto.
18. ______. Introdução, p. 13-14.
19. ______. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38. ed.
Rio de Janeiro: FEB, 2005. Segunda parte. (Minha nova obra
sobre a gênese), p. 332.
20. ______. (Meus trabalhos pessoais. Conselhos diversos), p. 335.
21. ______. Revista espírita. Jornal de estudos psicológicos. Ano 1865.
Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Poesias traduzidas por
Inaldo Lacerda Lima. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Ano 8, se-
tembro de 1865. Nº 9, p. 377.
22. ______. p. 380-381.
23. AMORIM, Deolindo. Cadernos doutrinários. 1. ed. Salvador:
Circulus, 2000. Caderno nº 5. (Origem, plano e conteúdo
geral de O livro dos espíritos), p. 109-120.
91
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
24. ______. p. 112.
25. ______. (Unidade da doutrina), p. 142-144.
26. BARBOSA, Pedro. O espiritismo básico. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Segunda
parte (Análise sintética das obras...). Cap. 1, p. 114-115.
27. ______. p. 115-116.
28. ______. Cap. 2, p. 117.
29. ______. p. 118.
30. ______. p. 119.
31. ______. Cap. 6 (Conclusões), p. 126.
32. ______. p. 127.
33. MIRANDA, Hermínio C. A obra de Kardec e Kardec diante da obra. Reformador, Rio
de Janeiro: FEB, ano 90, nº 3, março, 1972, p. 7.
34. ______. p. 8.
35. ______. p. 10.
36. WANTUIL, Zêus & THIESEN, Francisco. Allan Kardec. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB,
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
1998, vol. 3, cap. I (As obras espíritas de Allan Kardec), p. 15.
37. ______. p. 286-289.
38. ______. p. 290.
39. XAVIER, Francisco Cândido. Ação e reação. Pelo Espírito André Luiz. 27. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 2006. Ante o centenário (introdução de Emmanuel), p. 8.
92
Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4
O Livro dos Espíritos
Núcleo Central: Parte Primeira – Causas primárias – capítulos 1 ao 4. Parte
Segunda – Mundo espírita ou mundo dos Espíritos – capítulos 1 ao 6.
Parte Segunda Parte Quarta
(Mundo (Esperanças Introdução e
espírita), e consolações), Prolegômenos
capítulos 6 ao 11. capítulos 1 e 2.
Parte Primeira
(Causas primárias),
Parte Terceira capítulos 2, 3 e 4. Parte
(Leis Morais),
Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
Segunda (Mundo espírita),
capítulos 1 ao 12. capítulos 9, 10 e 11. Parte
Terceira (Leis Morais),
capítulos 4 e 5.
BASE PARA A BASE PARA A BASE PARA A
CONSTRUÇÃO DE CONSTRUÇÃO DE O CONSTRUÇÃO DE
O LIVRO DOS CÉU E O INFERNO. O QUE É O
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