0% acharam este documento útil (0 voto)
353 visualizações14 páginas

Cultura do Tabaco: Guia Completo

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
353 visualizações14 páginas

Cultura do Tabaco: Guia Completo

Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

[Produção vegetal] [2014]

I. Introdução
No corrente trabalho importa-nos falar da cultura de tabaco onde irremos estender desde a sua origem,
botánica, morfologia da planta, factores ecológicos, preparação do terreno, cuidados cultarais, sanidade
vegetal e a sua própria colheita.

Cultura de tabaco Página 1


[Produção vegetal] [2014]

Objectivos

Objectivo geral

Conhecer a cultura de tabaco na sua genaralidade

Objectivos espeíficos

 Conhecer e compreender a sua origem;

 Conhecer a sua morfologia;

 Conhecer as suas exigências;

 Conhecer as pragas e doenças que atacam a cultura;

 Identificar o factor limitante da produção desta cultura.

Cultura de tabaco Página 2


[Produção vegetal] [2014]

Cultura de tabaco

2. Origem/ História
O tabaco é originario da América tropical e central.

Os colonos levaram a cultura da America para Europa. O homem que trabalhou em Portugal
levou as sementes de tabaco para a França, onde a planta recebeu o nome de Nicotiana, especie
de uma planta chamada de Jean nicot.

No início, o tabaco foi utilizado como uma planta farmancéutica, até no seculo xvii. Utilizou–se
no cachimbo, rape e a semente.

2.1. Maiores produtores do tabaco no mundo


E.U.A, China, Brasil, Índia, Rússia, entre outros como e o caso de Japão e Indonésia.

2.2. Maiores produtores do tabaco em África


Zimbabué, Malawi, Egipto, África do sul, be como Moçambique e Argéria.

2.3. Importância económica e sua distribuíção em Moçambique


O tabaco e importante no nosso país, pois é uma cultura de exploração.

A cultura encontra–se distribuída nas províncias de:

 Nampula;
 Zambézia; e
 Manica (onde se cultiva o tabaco do tipo claro) que se produz anualmente;
 Maputo e Gaza (onde se cultiva o tabaco do tipo escuro).

Cultura de tabaco Página 3


[Produção vegetal] [2014]

Classificação botânica

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Solanales

Família: Solanaceae

Genero: Nicotiana

Espécie:

3. Morfologia da planta
É uma dicotiledónea anual, que apresenta folhas largas e crescimento lento.

3.1. Raíz
Tem uma raíz aprumada no início, após a planta começar o seu desenvolvimento formam–se
raízes fasciculadas. Estas podem atingir uma profundidade de 5m aproximadamente, o que leva a
planta a resistir na época seca durante 3 – 4 semanas. Embora a seca influencie na qualidade das
folhas.

3.2. Caule

Cultura de tabaco Página 4


[Produção vegetal] [2014]

É cilindríco e erecto, sendo ramificado em alguns casos, de acordo com a variedade. A altura das
plantas de tabaco em Moçambique varia entre 0,8 – 1,5m, dependendo também de: clima, solo,
variação da humidade e adubação.

3.3. Folhas
Geralmente as folhas crescem alternadas, simples, ovais, agulhadas com pêlos curtos e
superficiais. Crescem com um pequeno pedúnculo ou directamente.

Tem um cumprimento de 30 - 50cm, e uma largura de 10 – 15cm.

3.4. Flor
As flores são panículas que apresentam 5 estames, 1 ovário com duas camaras recheadas de
sementes, a côr distribuí–se de cima para baixo, isto é: rosa, rosa–vermelha, amarela e verde.

A nicotna tabacum te uma auto–fecundação facultativa, isto é, geralmente realiza a auto-


fecundação, não obstante, tem a possibilidade de uma feucundação estranha.

3.5. Semente
Numa cápsula cabem 20 – 150 sementes, de côr castanha a castanho–vermelho. O peso de 1000
sementes oscila entre 0,006 – 0,008g.

O poder germinativo da semente pode durar 3 – 6 anos, de acordo com as condições de


rmazenamento.

4. Factores ecológicos

4.1. Clima
O tabaco é cultivado em zonas tropicais e sub tropicais , com temperaturas nos paralelos que
vão de 400 N e S e 90% da produção é de 400 N numa latitude de 210 270. Quando as
temperaturas atingem 150C as plantas não crescem.

Precipitação e humidade relactiva

As precipitações optimas vão de 500 – 1000mm de chuvas, e a distribuição exerce uma grande
influência uma vez que a maturação não deve conscidir com a época das chuvas.

O tabaco para charuto prefere uma humidade do solo superior a 85%, e, os restantes tipos
preferem uma humidade relactiva entre 70% a 90%.

Cultura de tabaco Página 5


[Produção vegetal] [2014]

4.2. Vento
O vento exerce uma influência negativa, uma vez que as falhas grandes são sensiveis ao efeito
deste (provoca lesões) para além de que favorece a evapotranspiração nos solos.

4.2. Luz
A cultura de tabaco precisa de luz durante o seu desenvolvimento.

4.3. Solo
Duma maneira geral o tabaco prefere solos profundos, bem dreinados e bem nivelados.

A cultura de tabaco não deve ser praticada em solos arrenosos sem particulas de limo, pois são
pobres em nutrients. Em solos pesados o tabaco tem falhas fortes que não dão para o charuto.

Não se aconselha o seu cultivo em solos salgados, pois, afecta a qualidade do tabaco.

4.4. Exigências hídricas


Após a sementeira e necassária uma rega diaria para evitar uma camada dura, facilitar a
germinação das sementes. Após a germinação, durante a permanência das plantas no viveiro,
deve se conservar a humidade no solo para garantir um crescimento óptimo das plantas dotadas
de resistência a várias doenças.

Não inundar os viveiros, por isso aconselha–se uma rega de 2,5mm por dia de àgua.

Durante o aranque/transplante deve se parar de regar (no viveiro) para facilitar a fixação das
plantas no solo. A transplantação deve conscidir com o tempo seco.

5. Preparação do terreno
Na preparação do terreno para a sementeira podemos distinguir dois tipos de solos:

 Solos virgens; e
 Solos em rotação.

Solos virgensom uma lavoura profunda


Um ano antes da plantação inicia–se a preparação do solo, com uma lavoura profundade
de 20 -30cm, de acordo com as condiçães do solo, faz-se uma subsolagem.

Cultura de tabaco Página 6


[Produção vegetal] [2014]

Após a primeira lavoura faz-se:

 O nivelamento em terreno declivoso;


 Constroi-se terraças e faz-se defesa, em seguida realiza-se a primeira gradagem, que de
preferência deve ser feita na altura de eliminação de ervas daninhas para evitar a sua
propagação.
 Faz-se a arumação do terreno em camaleões.

Solos em rotação

Dependendo da cultura anterior deve se comecar com uma lavoura pouco profunda de 15 –
20cm.

1 mês após a primeira lavoura faz-se a primeira gradagem até que primeiro mês antes da
plantação se faça a segunda lavoura,seguida duma gradagem e arumação do terreno em
camalhões.

5.1. Adubaçõo dos viveiros


Para adubação dos viveiros normalmente usam-se compostos e principalmente composto 6-18-6,
contendo 0,041.B

A fertilização é feita 3-4 dias antes da sementeira á profundidade de 2-3cm e com dosagem de
100g/m2 de composto. Caso as folhas apresentem coloração amarelada deve se adubar em
cobertura com azoto usando o nitrato.

Os adubos azotados também podem ser aplicados com regador. Após a aplicação rega-se
abundantemente, para evitar queimaduras das plantas .

Essas adubações podem se fazer 2-3 vezes dependendo do crescimento das plantas, de 3 em 3
semanas.

5.2. Sementeira
A cultura de tabaco sepre começa no viveiro, embora em alguns países se utilize a sementeira
directa, nas zonas tropicais o método directo é o mais usado por questões económicas bem como
doenças.

Cultura de tabaco Página 7


[Produção vegetal] [2014]

Antes de realizar a sementeira, as sementes devem ser limpas com poder germinativo acima de
90%.

As quantidades variam de 1/3 – 2g/ 120m2, usa-se principalmente dois metodos:

 Distribuição de sermentes por regadores;


 Distribuição manual;

As épocas de sementeira variam de região para região.

5.3. Plantação
A transplantação começa 6 -10 semanas após a sementeira. Antes dessa fase é necessario
habituar as plantas a certas condições, melhor resistência no campo difinitivo. Apartir da 4
semana começa a diminuir as regas.

É indispensavel planificar uma corecta plantação de 60m2 de viveiro, o que corresponde a 1ha.

No campo difinitivo, para as plantas com sintomas de doencas, existem sertas máquinas que
fazem um trabalho contínuo, abrindo os sulcos, criando condições de adubação, plantação e
cobertura.

A época de plantação é de Novembro a Dezembro. Outras variedades podem ir ate meados de


Fevereiro.

5.4. Compasso
Em Moçambique usa-se a plantação manual,com um compasso de 100cm x 50cm.

Em algumas zonas da Europa utiliza-se um compasso de 50 x50cm ou 40 x 70cm.

O tabaco que se produz nas regiões secas, usa-se o compasso de 30 x 20cm. A aprofundidade dos
covachos deve ser de 15 – 20cm.

Outros compassos

1. Tabaco de tipo claro ( Virginia ) seca em estufas 50 x 50cm.


2. Tabaco de tipo escuro ( bukrly ) 10 x45cm a 105 x 40cm.

6. Cuidados culturais

Cultura de tabaco Página 8


[Produção vegetal] [2014]

6.1. Adubação

É difícil determinar a quantidade de adubo a aplicar, uma vez que existem muitos factores que
intervem na qualidade do tabaco. É necessaria a analise qualitativa do solo para determiner a
quantidade de adubo nacessario.

Pode-se aplicar certos compostos tais como:

Azoto ( N )

Nas zonas tropicais a quantidade varia de 30 – 80kg/ha. De acordo com a análise do solo, nas
zonas temperadas a quantidade mínima de azoto é de 20kg/ha.

Potàssio ( K )

Deve se aplicar sulfato de potassio numa quantidade de 180 – 300kg de K2SO4/ha.

Magnésio ( Mg )

Nos solos leves e ácidos a carêcia de magnésio provoca a claresa das folhas, pelo que
recomenda-se adubar com adubos que tenham magnésio.

6.2. Sacha

Em média são nacessárias 2 -4 sachas, devendo:

A 1a efectuar-se logo que as as plantas se apresentarem afectadas;

A 2a faz-se 1 mês após a plantação. Também para o controlo das ervas daninhas pode se usar
métodos químicos, embora os produtos utilizados no cultivo sejam raros.

6.3. Amontoa

Faz-se quando a planta tiver mais ou menos 25 – 30cm. Esta operação é feita de modo a
favorecer a emissão de reízes adventícias.

Cultura de tabaco Página 9


[Produção vegetal] [2014]

6.4. Desponta

Esta operação, na cultura de tabaco consiste na diminuição das inflorescências. Tem como
objectivos:

1. Aumentar o desenvolvimento das folhas para alcançar maior produçao;


2. Ajudar a uniformização da maturação. Esta operação deve se fazer o mais cedo possível,
num total de 10% das plantas a florir.

6.5. Desladroamento
Depois da desponta aparecem aparecem muintos rebentos que se criam nas axilas das folhas
tornando-se necessàrio a sua eliminação. Esta operação pode ser manual ou quimicamente.

6.6. Rega
Na cultura de tabaco utiliza-se a rega por asperção. O tabaco no campo definitivo precisa de
muita àgua durante a fase inicial e um pouco depois da floração.

7. Pragas e doenças

7.1. Pragas
As pragas na cultura de tabaco causam 10% de perdas no mundo.

1. Afideos ;
2. Mosca branca (folhas);
3. Lagarta Americana (parte apical);
4. Trips de tabaco;
5. Pulgões de tabaco.

Estes insectos combatem-se com insecticidas sistémicos ( novacron, diazinão, bazudine,


malatião, thiodam).

[Link]ças
As doenças são principais responsáveis pela baixa produção de tabaco. Estas provocam perdas na
ordem de 13% no mundo.

1. Antracnose (celletrichum sp)

Cultura de tabaco Página 10


[Produção vegetal] [2014]

O seu ataque manifesta-se pelas manchas castanhas pálidas por vezes com uma mancha castanha
escura ao longo da folha e suas nervuras. É difícil referenciar esta doença com a doença
designada por olho de rã. No estado mais avança atinge o caule. Para se evitar deve se tratar com
poliram combi - 250g/100l de àgua. Desta solução aplica-se 15l/m2.

2. Mancha bacteriana

Nas folhas novas aparecem manchas circulars e nas folhas mais velhas aparecem manchas de
centro castanho–claro, bordes escuros, desenvolvendo–se e ou ocupando grande parte da folha.
Ataca também os frutos.

3. Murcha parcial

As folhas dum lado da planta amarelecem e murcham lentamente acabando por secar. Rectirando
a casca ou fazendo o corte longitudinal no caule nota-se que o lenho fica castanho-escuro no lado
atacado da planta.

Esta doença é mais frequente nas plantas atacadas por nemátodos.

Combate

1. Mudar o lugar dos viveiros;

2. Rotação de culturas;

3. Uso de variedades resistentes;

4. Eliminar plantas atacadas no campo.

8. Colheita
No caso do tabaco,a maturaçao tecnica é diferente porque depende da utilizaçao deste. O tabaco
pra cigaro colhe-se quando as fpolhas tem uma cor verde–amarelado, quando a assimilação é

Cultura de tabaco Página 11


[Produção vegetal] [2014]

reduzida. A colheita não é uniforme dependendo do clima, adubação e tipo de solo. A colheita
compreende 3 -6 etapas e colhem-se 2-3 folhas por planta.

Pora o tabaco escuro, a maturação técnica é mais cedo quando a capacidade de assimilação é
ainda maior com o objectivo de reduzir o teór de açucar.

A colheita começa mis ou menos 50 -60 dias após a plantação. O processo de colheita
compreende 3 (três) métodos:

1. Colheita parcial

Colhe-se as folhas que estão maduras. Aqui se pode fazer 2 – 3 colheitas. As folhas colhidas são
amaradas e postas nos atrelados.

2. Coloheita combinada

Consiste na colheita de folha a folha. Esta técnica de colheita faz-se sobre tudo no tabaco do tipo
Burly e tabaco para charuto.

3. Colheita total

Consiste no corte da planta colhendo todas as folhas. Esta técnica usa-se no tabaco oriente (para
charuto). A sua cura é natural ao ar livre e é muito moroso.

A colheita do tabaco é feita manualmente. O rendimento/hectare das folhas verdes para o tabaco
Virginia e burly é de 1,2 – 1,8 ton/ha.

Em alguns países o rendimento chega ate 3ton/ha. O tabaco oriente atinge um rendimento de 0,5
– 0,8 ton/ha.

A quantidade de semente que se pode obter é de 0,4 ton/ha, e possui um contúdo de 30 -40%,
que pode ser utilizado alimentaçao.

Cultura de tabaco Página 12


[Produção vegetal] [2014]

9. Conclusão
Feita a nossa revisão do trabalho concluimos que a cultura de tabaco sendo ela originária da América
tropical e central a sua sementéira sempre começa no viveiro, embora em alguns países se utilize a
sementeira directa, nas zonas tropicais o método directo é o mais usado por questões aconómicas
bem como doenças.

Embora com algumas dificuldades que acabamos tendo durante a realizeção do trabalho foi
muito importante estudar esta cultura porque através dela tivemos um aumento fatal de
conhecimento científico.

Cultura de tabaco Página 13


[Produção vegetal] [2014]

Bibliografia

Cultura de tabaco Página 14

Você também pode gostar