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Gonorreia: Sintomas, Tratamento e Prevenção

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Escola de Educação Básica Prof.

Honório Miranda

Data: 26/11/24

Serie: 2°2

Aluna: Lídia Schneider

Trabalho de Pesquisa sobre a DST: Gonorreia

A gonorreia é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada


pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Ela pode afetar tanto homens
quanto mulheres, podendo causar sérios problemas de saúde se não
tratada corretamente. A seguir, abordo informações detalhadas sobre a
gonorreia, como ela se transmite, os sintomas, sequelas, tratamento e
prevenção.

 Como se infecta?

A gonorreia é transmitida principalmente por meio de relações sexuais


desprotegidas (vaginais, anais ou orais) com uma pessoa infectada. A
bactéria infecta as mucosas dos órgãos genitais, do reto e da garganta.
A transmissão também pode ocorrer de mãe para filho durante o parto,
o que pode resultar em gonorreia neonatal, afetando os olhos do recém-
nascido.

 Sintomas

Os sintomas da gonorreia podem variar entre homens e mulheres, e


muitas vezes as pessoas infectadas podem não apresentar sintomas, o
que torna a doença mais difícil de detectar.

Nos homens:

Secreção purulenta (esverdeada ou amarelada) da uretra.

Ardor ou dor ao urinar.

Dor ou inchaço nos testículos (em alguns casos).

Nas mulheres:

Secreção vaginal anormal, que pode ser amarelada ou sanguinolenta.


Dor ou ardor ao urinar.

Dor abdominal ou pélvica.

Sangramentos entre os períodos menstruais.

Em casos mais graves, a gonorreia pode infectar outras partes do corpo,


como garganta (gonorreia orofaríngea) e reto (gonorreia retal), causando
dor, secreção e inflamação nessas áreas.

 Sequelas

Se não tratada, a gonorreia pode levar a complicações graves,


principalmente em mulheres, mas também pode afetar homens:

Em mulheres:

Doença inflamatória pélvica (DIP): A infecção pode se espalhar para o


útero, trompas de falópio e ovários, podendo resultar em infertilidade.

Gravidez ectópica: A infecção pode causar obstrução das trompas de


falópio, aumentando o risco de gravidez ectópica (fora do útero).

Infecção nos olhos do recém-nascido (gonococcia neonatal): Se a mãe


estiver infectada, o bebê pode desenvolver conjuntivite severa ao
nascer.

Em homens:

Epididimite: Infecção dos epidídimos, órgãos responsáveis pelo


armazenamento de esperma, que pode causar dor e infertilidade.

Uretrite: Infecção da uretra, podendo causar dificuldades para urinar e


dor.

Além disso, a gonorreia pode aumentar o risco de transmissão do HIV.

 Tratamento

A gonorreia pode ser tratada com antibióticos, mas devido à resistência


crescente das bactérias a certos antibióticos, o tratamento pode
envolver uma combinação de medicamentos. O tratamento padrão
atualmente é uma dose única de ceftriaxona (antibiótico injetável) em
combinação com azitromicina (antibiótico oral), para garantir a
erradicação da infecção.
É fundamental que o tratamento seja seguido corretamente e que o
parceiro sexual também seja tratado simultaneamente para evitar a
reinfecção

 Prevenção

A prevenção da gonorreia envolve algumas medidas simples e eficazes:

Uso de preservativos: O uso correto e constante de preservativos


durante as relações sexuais (vaginais, anais e orais) é uma das formas
mais eficazes de prevenir a gonorreia e outras DSTs.

Testes regulares: A realização de exames de rotina pode ajudar na


detecção precoce, especialmente em pessoas sexualmente ativas e com
múltiplos parceiros.

Comunicação com os parceiros sexuais: É importante conversar


abertamente sobre a saúde sexual e os testes realizados para garantir
que ambas as partes estejam protegidas.

Evitar múltiplos parceiros sexuais: Reduzir o número de parceiros


sexuais e manter relações monogâmicas com um parceiro que também
esteja saudável pode diminuir o risco de infecção.

Em resumo, a gonorreia é uma DST comum que pode ser tratada com
antibióticos, mas é essencial realizar a prevenção por meio do uso de
preservativos e da realização de exames regulares para evitar
complicações e a transmissão da infecção.

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