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Eficácia de Óleos Naturais na Proteção da Madeira

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Introdução

A incorporação de produtos químicos é essencial para proteger a madeira com baixa


durabilidade natural, para evitar danos e acidentes (BRODA, 2020). Esses produtos prolongam
a vida útil das estruturas de madeira e contribuem para a conservação dos recursos florestais.
No entanto, as restrições ambientais e de saúde levaram ao uso limitado para proteção da
madeira, tornando essencial a pesquisa e o desenvolvimento de produtos contendo
ingredientes naturais, não tóxicos e ecologicamente sustentáveis (BROCCO et al., 2020; BESSIKE
et al., 2023).

Alguns estudos mostraram a eficácia dos óleos naturais e extrativos na proteção da madeira.
Como o óleo de candeia e seus subprodutos (TEIXEIRA et al.,2015), óleo de neem e óleo de
rícino (FATIMA; AHMED; HASSAN, 2021), extratos da madeira de teca (BROCCO et al., 2020),
óleos essenciais de plantas Cerrado (MEDEIROS et al., 2016) e extratos de resíduos de serraria
de espécies florestais amazônicas (ALMEIDA, 2023). O uso de produtos naturais garante
sustentabilidade ambiental, segurança da saúde humana e reduz dependência de produtos
tradicionais contendo compostos tóxicos em suas formulações (TEIXEIRA et al.,
2015;MEDEIROS et al., 2016; ALMEIDA, 2023).

Os óleos de Andiroba, copaíba e jatropha são usados como inseticidas, fungicidas e


moluscocidas e são uma alternativa aos produtos convencionais (OLIVEIRA;
SANTANA; ANTIGO., 2013). Estudos envolvendo vegetais Óleos na proteção da madeira
mostraram resultados promissores, especialmente aqueles que contêm iodo em sua
composição (SOUSA et al., 2020). O iodo oxida e polimeriza rapidamente, criando um filme
elástico quando exposto ao ar. Essa característica contribui para a durabilidade e estabilidade
da madeira impregnada, reduzindo os efeitos causados pela exposição ao sol, chuva, umidade
e variações de temperatura. Além disso, o filme fornece uma barreira contra a deterioração de
organismos, como fungos e insetos, preservando a integridade da madeira (TOMAK et al.,
2011, SOUSA et al., 2020).
Para estudar o potencial de substâncias naturais com perspectivas promissoras de melhorar a
durabilidade da madeira, o objetivo era avaliar a eficiência dos óleos andiroba, copaiba e
jatropha na resistência biológica da madeira Pinus elliottii aos cupins arbóreos (Nasutitermes
corniger).

Material e métodos

MATERIAIS E MÉTODOS

 Obtendo óleos vegetais


O óleo andiroba (Carapa guianenses) e copaíba (Copaifera spp.) veio de comunidades no
município de Santarém - Pará, Brasil (latitude 2 24'52" S e longitude 54 42'36" W), uma região
com uma precipitação média anual de 1.920 mm, com um clima predominantemente quente e
úmido, característico das florestas tropicais.

O óleo Jatropha (Jatropha curcas) foi fornecido pela Fazenda Tamandu, localizada em Santa
Terezinha - Paraíba, Brasil (latitude 7 5'19" S e longitude 37 27'23" W), onde prevalece o clima
semiárido, com precipitação média anual de 800 mm.

 Obtendo madeira e preparando amostras


A madeira Pinus elliottii foi obtida na forma de vigas de 10 × 10 × 300 cm (largura x espessura x
comprimento), de plantações de 21 anos, localizada em Pindobas Complexo Agroindustrial,
município de Venda Nova do Imigrante, Espirito Santo, Brasil (latitude 20°20'04" S e longitude
41°08"05" W). As vigas foram desdobradas para coletar amostras da madeira adulta nas
dimensões apropriadas para o teste biológico, medindo 2,54 × 2,54 × 0,64 cm (longitudinal x
radial x tangencial).

As amostras obtidas foram selecionadas descartando aquelas com defeitos (nós, bolsas de
resina e rachaduras). Eles foram lixados para obter uma superfície uniforme e identificados de
acordo com o tratamento a ser usado no teste biológico.

Antes de impregnar a madeira, as amostras foram secas em um forno a 103 +_ 2 °C até


atingirem uma massa constante. Este procedimento foi adotado para obter as massas, volumes
(Deslocamento em mercúrio) e determinar a densidade anidra das amostras, conforme citado
por Sousa et al. (2020).

 Preparação e impregnação de óleos em madeira

O método de imersão a frio foi usado para impregnar a madeira, no qual as amostras foram
imersas em óleos puros enriquecidos com iodo em concentrações de 1%, 3% e 5%, até
atingirem uma retenção de 50 - 70 kg m. Essas retenções foram estipuladas com base em Paes
et al. (2010; 2011). Para este fim, as massas das amostras, após a impregnação, foram obtidas
para determinar a retenção (kg m) dos óleos na madeira. Depois de serem impregnados, eles
foram submetidos a três situações (1 - lixiviado, 2 - volatilizado e 3 - normal).

O teste de volatilização usou a metodologia da American Wood Protection Association - AWPA


E 10-22 (2022a), na qual as amostras foram imersas em água destilada por duas horas,
seguidas de exposição em um forno de circulação forçada a 48,9 1,1°C por 334 horas.

Para o teste de lixiviação, foi utilizada a metodologia descrita por Freitas (1970), que consiste
em submeter as amostras por 150 horas em um recipiente no qual a água circula para dentro e
para fora, definido em 400 mL min', que é medido três vezes ao dia com um cilindro de
medição. Após este procedimento, as amostras foram condicionadas por 15 dias (temperatura
25 ÷ 2 °C e 65 5% de umidade relativa - RH). Depois de ser impregnado e submetido a
volatilização ou lixiviação, o teste biológico foi realizado em cupins de árvores e solo
(Nasuitermes corniger Motsch.). Para a situação normal, as amostras impregnadas tiveram
suas superfícies limpas com papel absorvente e configuradas para o teste. Os tratamentos
utilizados estão listados na Tabela 1.

Teste de alimentação sem escolha para cupins do solo

As amostras submetidas às situações mencionadas acima (lixiviadas, volatilizadas e normais)


foram colocadas no teste de alimentação sem escolha com o cupim (Nasutitermes corniger), de
acordo com a AWPA E1-22 (2022b). Para este fim, uma colônia de cupins foi coletada perto do
município de Jerônimo Monteiro, Espírito Santo, Brasil (latitude 20° 47' 22" S e longitude 41°
23' 42" W). Para capturar os cupins, a colônia foi colocada em uma caixa de cimento de
amianto de 250 L, com uma camada de areia úmida de aproximadamente 10 cm, contendo três
camadas de papelão ondulado umedecido, conforme descrito por Brocco e outros. (2020),
Figura 1A.

O experimento foi montado usando frascos de vidro transparente de 600 mL preenchidos com
200 g de areia esterilizada em um forno a 103 ‡ 2°C, cuja umidade foi corrigida de acordo com
sua capacidade de retenção de água, e 36 mL de água destilada foram adicionados. Uma
amostra foi adicionada a cada frasco, medindo 2,54 x 2,54 × 0,64 cm (longitudinal x radial x
tangencial), e 1 +_ 0,05 g de cupim, que correspondia a = 400 indivíduos, em
A proporção de 80% de trabalhadores e 20% de soldados, a proporção existente na colônia
(Figura 1B). Os frascos foram ligeiramente fechados para permitir a aeração (Figura IC). Cinco
réplicas foram usadas para cada tratamento e situação.

O teste foi mantido em uma sala com ar condicionado (27 ÷ 2 °C e 65 $ 5% RH) por 28 dias,
após o que a eficiência dos óleos foi avaliada de acordo com o dano (Pontuação) das amostras,
mortalidade por cupins (%) (AWPA El-22, 2022b), Tabela 2 e perda de massa (%), corrigida para
perda operacional (BROCCO et al., 2020).

O ensaio usou um desenho completamente aleatório com um arranjo fatorial (13 x 3),
avaliando os efeitos dos tratamentos (13 níveis) e da situação (três níveis), para um total de 39
tratamentos. Cada um com cinco repetições. Antes de realizar a análise de variância, a
normalidade dos dados (teste Lilliefors) e a homogeneidade das variâncias (teste Cochran)
foram verificadas.

Os valores de perda de massa (%) foram transformados em


A perda de massa
E aqueles de danos (pontuação) em Pontuação+0,5.
Essas transformações, sugeridas por Steel, Torrie e Dickey (1996), foram necessários para
garantir a homogeneidade da variância.
O teste Scott-Knott (p < 0,05) foi usado para analisar e avaliar os testes para os fatores e
interações considerados significativos pelo teste F (p < 0,05).

 Analise estatística
O ensaio usou um desenho completamente aleatório com um arranjo fatorial (13 x 3),
avaliando os efeitos dos tratamentos (13 níveis) e da situação (três níveis), para um total de 39
tratamentos. Cada um com cinco repetições. Antes de realizar a análise de variância, a
normalidade dos dados (teste Lilliefors) e a homogeneidade das variâncias (teste Cochran)
foram verificadas.

Os valores de perda de massa (%) foram transformados em


A perda de massa
E aqueles de danos (pontuação) em Pontuação+0,5.

Essas transformações, sugeridas por Steel, Torrie e Dickey


(1996), foram necessários para garantir a homogeneidade da variância.
O teste Scott-Knott (p < 0,05) foi usado para analisar e avaliar os testes para os fatores e
interações considerados significativos pelo teste F (p < 0,05).

Resultados e discussões

 Densidade e retenção de óleos na madeira Pinus elliottii

Descobriu-se que a madeira Pinus elliottil usada no O experimento tem uma densidade de
0,552 g cm'

, Desvio padrão

De 0,09 g cm 3

, Que o classifica como densidade média


De acordo com a Comissão Panamericana de Normas Técnicas - COPANT (1974).

Como a densidade é uma propriedade resultante da interação entre a composição química e


anatômica da madeira, presume-se que as diferenças nas dimensões celulares e na quantidade
de componentes químicos causam variações nessa característica.

A densidade tende a aumentar com a idade, explicada por um aumento na espessura da


parede celular e uma diminuição na largura da célula. Isso pode influenciar positivamente a
retenção de líquidos na madeira, bem como o consumo por cupins e outros insetos. Melo et al.
(2013) encontrou uma média de 0,332 a 0,364 g cm para a densidade de Pinus elliottii para
árvores de 9 e 14 anos, respectivamente. Este valor foi 36% menor do que o obtido neste
estudo para a madeira Pinus elliotti com aproximadamente 21 anos de idade. Fatores
edafoclimáticos (tipo de solo, relevo, nutrição, tratamentos culturais, temperatura e
precipitação) também influenciam a densidade da madeira (JATI; BARBOSA; FEARNSIDE, 2019).

As médias dos óleos retidos na madeira, os desvios padrão e os valores máximo e mínimo são
mostrados na Figura 2. A retenção média alcançada foi de 61,69 kg m-3
De acordo com o estipulado
(50 - 70 kg m*), com uma diferença máxima entre eles de 10,43 kg m*3.

A madeira absorveu rapidamente os óleos (androba, copaíba e jatropha), e as amostras


permaneceram em contato com as soluções por 5-15 segundos de imersão. Observou-se que
algumas amostras exigiam mais tempo do que outras para absorver a quantidade estabelecida
de produto. Isso é explicado pelas diferenças anatômicas no material, pela densidade das
amostras e pela permeabilidade da madeira (já que é um material heterogêneo). No teste, foi
possível ver que a menor retenção média foi encontrada no tratamento 7 (situação normal) e a
mais alta nos tratamentos 3 e 8 (situação normal), Figura 2.

A estrutura anatômica da madeira conífera é relativamente simples quando comparada às


madeiras de lei. Eles são basicamente compostos de 5 a 10% de células de raios e 90 a 95% de
traqueias axiais (GONZAGA, 2006). Essa constituição anatômica facilita a penetração e retenção
do produto na madeira. Assim, a constituição anatômica tem um efeito direto na quantidade
de produto que a madeira absorve. A anatomia da madeira é de fundamental importância para
uma melhor compreensão da tratabilidade, contribuindo para a indicação de um tratamento
conservador apropriado (LOPES et al, 2017).

Para a impregnação da madeira, a permeabilidade também deve ser levada em consideração,


já que a menor penetração provavelmente está relacionada a uma maior densidade, o que
dificulta o fluxo de fluidos na madeira (LOPES et al., 2017), devido à menor abertura das
pontuações, que exigirá um esforço maior para superar a tensão superficial do fluido e facilitar
a difusibilidade na madeira. Assim, maior densidade também resulta em maior dificuldade de
secagem e impregnação com soluções conservantes, o que é explicado pelo menor volume de
espaços vazios (AUGUSTINA et al., 2023).

Existem madeiras com densidades semelhantes, mas com diferentes graus de impregnação, o
que é explicado pelas diferenças na anatomia entre as espécies e também pelos bloqueios à
passagem de fluidos entre traqueides (pontos aspirados - coníferas) ou pela formação de
tiloses nos vasos (madeiras).

 Teste de alimentação sem escolha de cupins do solo


A análise da variância dos dados de perda de massa mostrou resultados significativos pelo
teste F, apenas para os tratamentos; e para danos, para tratamentos e situações. A mortalidade
por cupins foi de 100% para todos os casos. É pode ser visto que a perda de massa do controle
(9,48% foi diferente da dos tratamentos 6; 7; 8; 9 e 10, e foi semelhante à dos tratamentos com
óleo de andiroba

(2; 3; 4 e 5) e também tratamentos 11; 12 e 13 (óleo de jatrofa enriquecido com 1; 3 e 5%),


respectivamente (Tabela 3).

Embora o tratamento 9 tenha o menor valor absoluto de perda de massa, ele não diferiu dos
tratamentos 6; 7; 8; e 10 (óleos de copaíba puros ou enriquecidos com 1 e 3% I2) e óleo de
jatrofa puro, respectivamente.

Em relação aos danos, observou-se geralmente que a madeira de Pinus elliottii era apenas
ligeiramente atacada por cupins, com cicatrizes superficiais visíveis. As pontuações médias
dadas à madeira impregnada foram próximas às do controle Amostra (não impregnada), Tabela
3. Isso pode ter sido causado pela subjetividade das avaliações e da classificação de pontuação
visual, conforme classificado na AWPA E1-22 (2022b).
Em relação às situações, observa-se que a situação lixivada foi a mais desgastada.

Entre a madeira impregnada com óleo de jatropha (Tratamentos 10, 11, 12 e 13), as perdas de
massa foram menores do que o controle (Tabela 3), apenas para o óleo puro (Tratamento 10),
Que foi o mais eficiente. Concentrações mais altas de iodo afetaram a eficiência do óleo e
podem ter interagido negativamente com seus componentes.

O ataque de cupins em todas as situações foi classificado como saudável (Tabela 2), com
apenas cicatrizes superficiais e pontuações acima de 9,0 em todos os casos. O óleo de Copaíba
é composto de diterpenóides, metabólitos secundários comumente encontrados em algumas
plantas, que promovem a defesa contra pragas e doenças (URASAKI et al., 2020, NINKUU et al.,
2021). Lepage, Salis e Guedes (2017) afirmam que os cupins do gênero Nasutitermes
consomem menos madeira que contém uma certa quantidade de terpenos e terpenóides.

Descobriu-se que o óleo de Copaíba tinha potencial contra os cupins testados, com as menores
perdas de massa média sendo observadas nas amostras tratadas com este óleo. É, portanto,
eficiente e tem a capacidade de repelir esses insetos que borrem a madeira.
Uma pontuação média de 9,23 foi observada para o tratamento 1 (madeira não impregnada -
controle), mas esse valor não diferia da madeira tratada com óleo de andiroba (tratamentos 2;
3; 4 e 5), e não foi diferente daquele obtido pelos tratamentos 10 e 11, que correspondem a
impregnações com óleo de jatrofa puro e 1% enriquecido.

Danos mais baixos foram observados para tratamentos 6; 7; 8; 9, amostras impregnadas com
óleo de copaíba (puro, 1; 3 e 5% I2).

Deve-se notar que as menores perdas de massa também foram encontradas para esses
tratamentos. Esses resultados não diferiram dos tratamentos 12 e 13. As amostras submetidas
ao teste de lixiviado foram as mais consumidas pelos cupins.

Observações foram feitas diariamente nos frascos com os cupins e, em alguns tratamentos,
nenhum ataque à madeira tratada foi observado. Descobriu-se que os cupins estavam longe
das amostras. Isso pode ser devido às substâncias voláteis que exalam, como terpenos e
terpenóides, que repelem esses insetos (ALMEIDA, 2023). Kang et al. (2005) explicaram que as
perdas de massa também podem ser devidas à volatilização e lixiviação de frações mais leves
das soluções. Isso pode ter ocorrido principalmente devido à lixiviação de alguns compostos
(terpenos e terpenóides), que se difundem na areia úmida nos frascos.
Ao testar a eficiência do óleo de candeia na melhoria da resistência da madeira de kapok ao
cupim Nasutitermes corniger, Paes et al. (2010) descobriram que as retenções de 10,61 kg m
(teste de alimentação sem escolha) e 38,35 kg m* (escolha

Teste de alimentação) inibiu o ataque de cupins Nasutitermes corniger, e as retenções de 16,73


kg m* (teste de alimentação sem escolha) e 58,22 kg m (teste de alimentação de escolha)
impediram o ataque à madeira tratada. O efeito protetor do óleo de candeia, na taxa de
retenção utilizada, foi semelhante ao obtido por Paes et al. (2010) para o teste de alimentação
sem escolha.

Para a eficiência do neem e do óleo de rícino na melhoria da resistência da madeira de kapok


ao corniger de Nasutitermes, em um teste de alimentação de escolha, Paes et al. (2011)
descobriram que o óleo de neem, como o do andiroba, não era eficiente na proteção da
madeira, e a madeira volatilizada era aquela com a menor perda de massa, em relação à
madeira normal e lixiviada. Óleos e soluções de nim e rícino puros preparados com esses
ingredientes mostraram algum efeito repelente de cupins, embora não tenha sido duradouro.
Em termos de mortalidade, observou-se que nenhum dos tratamentos tinha cupins vivos no
final do ensaio (28 dias), com 100% de mortalidade. No vigésimo dia de testes, todos os cupins
estavam mortos. Vale a pena mencionar que em alguns frascos os cupins fizeram túneis na
areia, o que mostra o vigor Dos insetos usados no teste.

A eficácia dos óleos de andiroba e copaíba na proteção da madeira contra cupins não foi
mencionada na literatura, e esta pesquisa é pioneira. Alguns óleos vegetais já foram usados
para essa finalidade, como; jatropha, castor, neem e candeia e seus subprodutos (PAES et
al.,2010; TEIXEIRA et al., 2015; BESSIKE et al., 2023). Como a madeira de Pinus elliottii
(controle) mostrou alguma resistência (9,48% de perda de massa, em relação ao copaíba com
5% 12, 6,14%) ao Nasutitermes corniger, pois possui compostos como terpenos e terpenóides
(componentes de resina), Lepage, Salis e Guedes (2017). É aconselhável usar madeira dura,
como kapok, para detectar melhor a eficácia do óleo de copaíba contra cupins desse gênero.
Por ser um recurso natural renovável, a madeira se estabeleceu como um material comum para
vários setores da sociedade. No entanto, certas características químicas particulares da
madeira a tornam vulnerável a danos e deterioração causados por vários organismos.
Restrições ambientais e de saúde limitaram o uso de vários produtos usados para proteger a
madeira, tornando essenciais alternativas contendo ingredientes naturais, menos tóxicos e
ecologicamente sustentáveis. Uma abordagem que está sendo cada vez mais explorada para
esse fim é o uso de óleos naturais e extratos como alternativas para a proteção da madeira,
como destacado por Brocco et al. (2020) e Sousa et al. (2020).
Assim, o uso de óleos naturais como agentes de proteção contra cupins na indústria de
tratamento de madeira desempenha um papel crucial na pesquisa e desenvolvimento de novos
produtos que são importantes para o setor de madeira. No entanto, os benefícios de alguns
produtos não são totalmente realizados, como foi observado na prática. Descobriu-se que os
óleos de copaíba e jatropha têm características distintas e podem ser usados para impregnar
madeira para ser usada em contato direto com humanos, fornecendo proteção eficaz com
baixa toxicidade, o que é um fator positivo para a indústria de móveis.
Portanto, alguns óleos e extratos vegetais podem exigir a adição de produtos químicos que não
sejam prejudiciais à saúde humana ou ao meio ambiente, a fim de melhorar sua eficácia. A
lodine é uma boa opção neste caso, pois tem ação bactericida, fungicida e inseticida (COSTA;
GONÇALEZ; VALE, 2003), e baixa toxicidade para humanos e o meio ambiente (SOME et al.,
2016), associada à baixa solubilidade na água (SONG et al., 2013). Isso é muito interessante
para a indústria, pois o ingrediente ativo permanecerá quando exposto à ação ambiental.
Assim, os óleos que resistem aos efeitos da lixiviação e da volatilização podem ser adequados
para impregnar madeira que será exposta a condições ambientais mais drásticas, enquanto
aqueles que persistem menos em ng

A madeira pode ser adequada para uso em ambientes protegidos, como móveis, pisos e
divisórias.

Conclusão

As menores perdas e danos em massa foram para madeira tratada com óleo de copaíba, puro e
enriquecido com iodo.

As amostras submetidas à lixiviação mostraram o maior dano. A mortalidade por cupins foi de
100% no final do ensaio, incluindo o controle.

A pesquisa indicou que os óleos vegetais, como os derivados de andiroba, copaíba e jatropha,
têm propriedades biocidas contra cupins arbóreos ou do solo (Nasutitermes corniger), além de
ser usado em várias aplicações industriais.

Impregnar a madeira com óleo de copaíba, puro ou enriquecido com iodo, pode ser uma
alternativa viável e ecologicamente correta para proteger a madeira usada em contato direto
com humanos. No entanto, o uso de óleo de copaíba para proteger a madeira que será exposta
a ambientes externos não é recomendado devido à lixiviação de seus componentes e à perda
de eficácia.

Embora o teste de laboratório tenha mostrado a eficácia do óleo de copaíba, testes de campo
ou de serviço são necessários para tirar melhores conclusões sobre sua eficácia, o que requer
mais tempo e custos mais altos.

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