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Recursos Didáticos e Multimédia na Formação

Plano de aula m6 curso plano de sessão

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Karina Azevedo
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M6

_
Módulo 6
Formação Pedagógica Inicial de Formadores

M6

RECURSOS
DIDÁTICOS E
MULTIMÉDIA

formaçãode
formadores
COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR
COMPETÊNCIAS
Pretende-se que no final do módulo, os formandos/as
sejam capazes de:

• Selecionar, conceber e adequar os meios


pedagógico-didáticos, em suporte multimédia, em
função da estratégia pedagógica adotada;

• Conceber, adequar e utilizar apresentações


multimédia;

• Compreender a dinâmica e importância do


PowerPoint como modelo de apresentação;

• Criar apresentações em PowerPoint tendo em conta


as respetivas regras de elaboração.
ÍNDICE

1. Introdução................................................................................................................................ 4
2. Sub-Módulo Exploração de recursos didáticos.......................................................................... 6
RECURSOS DIDÁTICOS.......................................................................................................................................... 7
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS ....................................................................................................8
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS...................................................................................... 22
3. Sub-Módulo construção de apresentações multimédia........................................................... 24
PRINCIPAIS SOFTWARES DE APRESENTAÇÃO MULTIMÉDIA...........................................................................25
CRIAR APRESENTAÇÕES EM POWER POINT TENDO EM CONTA AS RESPETIVAS REGRAS DE
ELABORAÇÃO.......................................................................................................................................................26
4. Conclusão.............................................................................................................................. 37
5. Bibliografia............................................................................................................................. 39
1
1. INTRODUÇÃO
5

INTRODUÇÃO

Neste módulo são apresentados os recursos mais


comuns, bem como as principais regras de utilização
e exploração pedagógicas a eles associadas. Embora
alguns dos recursos apresentados se encontrem em
desuso, não podemos esquecer que em contexto
formativo nem sempre dispomos da última tecnologia,
daí que tenhamos que nos adaptar aos recursos
existentes e utilizá-los da melhor forma possível.

Indicam-se ainda alguns procedimentos para criar


diapositivos em PowerPoint. Contudo, este não é um
curso de informática, por isso a abordagem que se faz
do PowerPoint é sucinta e requer conhecimentos gerais
de informática.

Por fim, identificam-se outros recursos que podem ser


utilizados no contexto formativo, bem como diferentes
formas de disposição e cenários que pode atribuir à sala
de formação.

As dicas que apresentamos são apenas alguns


conselhos, para uma correta utilização dos recursos
didáticos em formação. Contudo, há exceções à regra,
que dependem muitas das vezes do próprio espaço
de que se dispõe para dar formação e dos recursos
existentes. Nessas situações, cabe-lhe a si, enquanto
formador/a, adotar as estratégias que lhe parecem
mais adequadas para a utilização dos recursos sem
comprometer a aprendizagem dos/as formandos/as.

1. Introdução M6- Recursos Didáticos e Multimédia


2. SUB-MÓDULO
EXPLORAÇÃO
DE RECURSOS
DIDÁTICOS



Recursos didáticos

2
Classificação dos recursos didáticos
Critérios de seleção dos recursos didáticos
7

RECURSOS DIDÁTICOS

Numa sociedade dominada pela imagem e pelo som, o processo pedagógico que recorre às técnicas de simulação,
encontrou nos meios audiovisuais e novas tecnologias um auxiliar precioso. Na verdade o/a formador/a, numa ação
de formação, se se quiser fazer compreender, tem de ter sempre em conta o impacto da imagem, do som e do
movimento sobre a população destinatária. No entanto este impacto é fruto de algo que é externo à formação,
advêm da capacidade que as imagens têm de falar por si, e muitas das vezes serem mais facilmente apreendidas do
que um condimentado discurso.

MAS AFINAL QUAL É A UTILIDADE DOS RECURSOS DIDÁTICOS?


Um recurso didático é todo o material utilizado no processo pedagógico que auxilia e facilita o processo de
aprendizagem, através da estimulação dos sentidos e da realização de atividades formativas mais motivadoras e
eficazes. Hoje é impensável imaginar o processo ensino/aprendizagem sem estes meios.

A absorção do conhecimento é dada por vários níveis de comunicação verbal e não verbal, sendo que quanto maior
a quantidade de canais utilizados para absorver a informação, maior será a retenção.

RECORDAMOS / RETEMOS
Do que dizemos em execução / trabalho
90%
80% Do que dizemos
50% Do que vemos e ouvimos (simultâneo)
30% Do que vemos
20% Do que ouvimos
10%

Como se vê, a retenção do conhecimento torna-se mais eficiente quando existe uma participação ativa do indivíduo,
ao executar/falar sobre um determinado assunto, por oposição a uma atitude estática de, simplesmente, ver e ouvir.
O resultado final da elaboração de uma aula/sessão depende de múltiplos fatores, incluindo aspetos culturais, tempo
de atuação, caráter pessoal do/a apresentador/a formador/a assunto a ser abordado e recursos utilizados.
Os recursos didáticos têm a grande virtude de apelarem aos vários sentidos. Este facto rentabiliza a capacidade
dos/as formandos/as e facilita a sua aprendizagem.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


8

FUNÇÕES/OBJETIVOS DOS RECURSOS DIDÁTICOS:

O recurso aos meios pedagógicos visa a transmissão eficaz da informação, facilitando a sua rápida assimilação. Os
recursos didáticos têm a função de mediar o processo ensino aprendizagem e quando usamos de maneira adequada,
colaboram para:

1. Despertar e prender a atenção;


2. Melhorar a retenção da imagem visual e da formação;
3. Favorecer a observação e a experimentação;
4. Facilitar a apreensão intuitiva e sugestiva de um tema;
5. Ajudar a formar imagens corretas;
6. Ajudar a melhorar e a compreender as relações das partes com o todo;
7. Auxiliar a formar conceitos exatos (temas de difícil observação);
8. Melhorar a fixação e integração da aprendizagem;
9. Tornar o ensino mais objetivo e concreto, próximo da realidade;
10. Dar oportunidade de melhor análise e interpretação;
11. Facilitar a troca de ideias, uma vez que a informação é a mesma para todos/as os/as formandos/as os assistentes;
12. Fortalecer o espírito crítico.

A CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS É A SEGUINTE:

1. RECURSOS VISUAIS
1.1.Não Projetáveis (Quadros; Modelos e Maquetas; Documentos Gráficos;
Recursos do Meio Ambiente)
1.2. Projetáveis (Projetor de slides, Retroprojetor, Episcópio e Videoprojetor)

2. RECURSOS AUDITIVOS
- Leitor de Cd
- MP3
- Gravador
- Rádio

3. RECURSOS AUDIOVISUAIS
- TV, Vídeo e Leitor de DVD
- Câmara de Vídeo

4. SISTEMAS MULTIMÉDIA
- Computador;
-smartphone;
- Tablet;
- Quadro interativo;

Veremos de seguida cada um destes recursos de forma mais detalhada.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


9

RECURSOS VISUAIS

Os recursos visuais dividem-se em não projetáveis (de observação direta, sem recurso a aparelhos óticos ou
eletrónicos) e projetáveis (projeção da imagem num ecrã).

RECURSOS VISUAIS NÃO PROJETÁVEIS


Esta categoria engloba um extenso conjunto de meios e de recursos, sendo os mais importantes:

1. QUADROS
Constituem-se como um dos auxiliares mais usados pelo/a formador/a.

Existem diferentes tipos de quadros:


• Quadro preto (ardósia), em desuso;
• Quadro verde (sintético);
• Quadro branco ou cerâmico;
• Quadro de papel, quadro de conferência ou flipchart;
• Quadro magnético;
• Quadro de afixação (cortiça).

Os mais utilizados são o quadro branco/magnético e o quadro de papel, também designado por flipchart. No quadro
branco normalmente regista-se a informação geral e no quadro de papel a informação síntese. Apesar da sua extrema
simplicidade, existe um conjunto de regras de utilização do quadro que, a não serem seguidas pelo/a formador/a,
podem pôr em risco a própria eficácia da formação.

Aspetos a considerar na utilização do quadro:

• O tipo de mensagem a inscrever: desenhos, gráficos, frases;


• A durabilidade da mensagem;
• A utilização durante toda a sessão, ou apenas numa parte;
• A quantidade de participação dos/as Formandos/as (aspeto que condiciona o espaço de ocupação do
quadro e que é difícil de prever).

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


10

1.1. O QUADRO BRANCO

O quadro branco serve essencialmente para registar


informações importantes que vão sendo abordadas ao
longo das sessões.

Para além do quadro fixo, pode ainda ser utilizado o


quadro giratório que reúne outras vantagens, tais como:
possuir dois espaços para escrever, conter um ângulo de
rotação de 360º que permite fixá-lo na posição desejada,
e poder ser deslocado de um espaço para outro.

No quadro branco deve escrever-se com marcadores não permanentes. Se por lapso se utilizarem marcadores
permanentes (para quadro de papel) deve-se utilizar um pano branco limpo ou um algodão embebido em álcool e
limpar em movimentos não circulares. Nunca embeber o apagador em álcool pois o efeito é ainda pior.

Para além da escrita direta o quadro branco tem ainda como funções:
• Servir de quadro magnético;
• Servir de ecrã de projeção, tendo cuidado com o eixo de projeção (encadeamento);
• Permitir o preenchimento de grelhas, legendas ou esquemas projetados.

Ao escrever no quadro, o/a Formador/a deve ter em atenção que existem alguns fatores que influenciam a atenção
e o nível de aprendizagem dos formandos. São eles:

• o tamanho da letra, deve ser de forma a que seja legível pelo/a participante mais distante;
• o estilo e o tipo de letra, deve ser simples, sem grandes “floreados”;
• a espessura, deve ser proporcional à altura dos caracteres;
• A disposição da informação em linhas horizontais e regulares;
• o espaçamento, entre letras e palavras;
• a repetição oral do que se escreve, de modo a tornar mais fácil a compreensão e fixação dos conceitos,
por parte dos/as formandos/as;
• A utilização de diferentes cores, como fator facilitador da atenção e aprendizagem. A utilização de
diferentes cores permite ao formador dar uma maior ênfase a determinados temas, criar relações entre ideias,
enfim, tornar mais rica e agradável a sua apresentação;
• Não estar de costas para o grupo, mas ligeiramente de lado, para que o contacto visual com os/as
formandos/as se possa manter e para que seja mais fácil a projeção da sua voz; dar tempo aos/às formandos
as para copiar a informação;
• Não “escrevinhar”, ao redor do quadro, frases ou palavras que pela sua importância não devem ficar
“escondidas” entre outras mensagens; escrever de cima para baixo e da direita para a esquerda para facilitar
a apreensão da informação;
• Apagar o quadro, a menos que se necessite de voltar a abordar o assunto.
Como é evidente, esta última situação não se aplica ao quadro de papel. No entanto, e com as devidas
adaptações, diremos que é aconselhável mudar de folha, sempre que o tema ou o assunto a abordar seja
diferente do anterior.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


11

Desvantagens:
Vantagens: - Posição tendencial do/a utilizador/a (de costas);
- Baixo custo de aquisição; - Legibilidade limitada com traço fino; limitado espaço
- Facilidade de utilização; de registo;
- Utilização de cores; - Canetas específicas;
- Elevada durabilidade; - Informação não reutilizável (apagando a informação,
- Polivalência: escrita, ecrã, quadro magnético; esta desaparece). Contudo, através de um processo
- Versatilidade. eletrónico podem reproduzir-se cópias em papel da
informação.

1.2. FLIPCHART

O flipchart é montado num cavalete que pode ser regulado em altura e inclinação
e a parte superior do quadro tem uma barra de suporte e fixação do conjunto
de folhas.

A principal função é o registo da informação síntese, para que a qualquer


momento se possam relembrar as ideias-chave.

Pode ter ainda como funções:


• Servir de ecrã de projeção;
• Substituir o quadro magnético, recorrendo a fita-cola.

Vantagens:
- Fácil utilização; Desvantagens:
- Baixo custo de aquisição; - Área de escrita muito limitada; não permite
- Preparação prévia (a informação pode já estar cópias para os/as formandos/as (só
pronta ou com um rascunho a lápis); fotografando);
- Conservação e utilização posterior; - Carácter permanente da informação (o
- Utilização de cores; que implica que qualquer emenda provoque
- Diversos materiais de escrita (lápis de cera, rasuras); preparação morosa; apenas para
lápis de cor, carvão); pequenas audiências...
- Posição do/a utilizador/a (caso não tenha
de escrever porque a informação foi colocada
previamente)

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


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2. MODELOS E MAQUETAS

A execução de modelos e maquetas serve para melhor


elucidar e transmitir uma imagem o mais próxima possível
da realidade. Em formação a melhor situação é mostrar o
objeto real, mas sempre que o tamanho é muito grande (ex:
avião) ou muito pequeno (ex: célula), ou o objeto é muito
complexo (ex: motor de explosão) ou perigoso (ex: armas), as
maquetas e os modelos (com indicação da escala para não
induzir em erro) são o recurso ideal.

Naturalmente este conceito será menos abrangente, tendo


em conta que nem todas as áreas científicas necessitam de
recorrer a modelos de aprendizagem.

Vantagens: Desvantagens:
- É possível ter uma imagem visual mais - Dimensões limitadas;
aproximada da realidade; - Pode ser de difícil transporte e acomodação;
- É transportável; - A sua elaboração é complexa e requer
- É atrativo; conhecimentos técnicos específicos;
- Permite a utilização de diversos materiais; - Algumas maquetes, pela sua especificidade,
- Permite a demonstração prática de não são reutilizáveis;
conhecimentos; - Poderá ser dispendioso mediante o material a
- Permite reutilizar o modelo e/ou maquete ser utilizado.
posteriormente (pode ser utilizado/a em várias
sessões).

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


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3. DOCUMENTOS GRÁFICOS

Como organogramas, diagramas, esquemas, gráficos, fotografias, desenhos, cartazes, livros, manuais, fotocópias,
etc. Estes completam de forma simples e prática a informação apresentada e apelam a técnicas variadas como:
letragem, a utilização da cor, o desenho, o recorte, a colagem e a fotografia. São os meios tradicionais por excelência.
Servem para complementar o processo de aprendizagem efetuado oralmente ou através de outro meio audiovisual.

Vantagens: Desvantagens:
- Pode facilmente desatualizar-se;
- É de fácil deslocação; - A sua preparação tem de ser feita à priori e
- É de fácil utilização; pode ser demorada;
- Caso já tenha a informação previamente tratada - É estático, ou seja, não é interativo;
é de fácil (re)utilização; - O/a formador/a tem pouco controlo sobre o
- Para muitas das matérias a oferta de ritmo de aquisição de informação por parte
informação existente é grande; dos/as formandos/as;
- Alguma desta documentação é de baixo custo - É igual para todos/as os/as formandos/as, não
(por exemplo: fotocópias); permitindo personalização.
- Permite que cada formando/a tenha o seu ritmo
de leitura promovendo uma apreensão do fluxo
de informação adaptada a cada pessoa;
- É fácil reler passagens, sendo essa repetição,
no caso da leitura individual, adequada às
necessidades de cada formando/a;
- Facilita a possibilidade de redação de notas.

3.1. MANUAIS IMPRESSOS

É muito importante que os/as formandos/as disponham de


documentação em suporte papel que lhes possa servir de
referência para estudo e para futuras consultas. Os manuais
impressos cumprem exatamente essa função.

Um manual formativo, para ser útil e eficaz, deve preencher os seguintes requisitos:

- Estar identificado através de um título;


- Apresentar, de forma mais ou menos sintética, informação atualizada sobre os conteúdos da formação;
- Estar organizado de forma acessível e inteligível para o público-alvo;
- Salientar a informação mais relevante;
- Evitar informação desnecessária;

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


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- Não conter erros ortográficos ou informações incorretas;


- Ser escrito num estilo essencialmente informativo, procurando a clareza e a objetividade;
- Conter referências que permitam aos/às formandos/as fazer pesquisas adicionais;
- Conter não só informação textual como também imagens, gráficos e/ou tabelas que ajudem a ilustrar os
conteúdos e a reduzir possíveis ambiguidades do texto;
- Incluir um glossário de termos referentes ao tema da formação.

Os manuais impressos podem também ser colocados online em páginas Web de acesso livre, em plataformas
de e-Learning onde o acesso seja restrito ou ser enviado por email. Os documentos escritos disponibilizados em
formato digital podem ser protegidos contra alterações ao seu conteúdo. Basta para isso que sejam convertidos, por
exemplo, para o formato PDF.

4. RECURSOS DO MEIO AMBIENTE

Os recursos ambientais são os museus, as bibliotecas, os auditórios, os teatros, os cinemas, as empresas, as


fábricas, as feiras, as exposições, os parques zoológicos, os parques botânicos e todos os locais que possam servir
de espaço formativo, que permitam ligar as aprendizagens às realidades concretas.

Apesar de serem pouco utilizados, os recursos ambientais podem tornar-se experiências inesquecíveis para
os /as formandos/as. Por serem pontuais e especificamente selecionados são recursos que atuam sobre os vários
sentidos e por este motivo têm um incontestável valor pedagógico.
As visitas podem ser a locais variados, dependendo do objeto da formação e do objetivo a atingir com a sessão.

RECURSOS VISUAIS PROJETÁVEIS

Os meios pedagógicos que se englobam dentro dos recursos didáticos projetáveis, tal como o nome indica, recorrem
à imagem projetada num ecrã.
De uma forma geral, para além do próprio meio em si, a utilização destes recursos requer também a utilização de
uma tela de projeção ou ecrã, ou seja uma superfície plana com caraterísticas adequadas para receber a imagem
projetada. A tela ou ecrã poderão ser fixos ou móveis.

Os recursos visuais projetáveis necessitam de telas, que permitem que a imagem projetada do aparelho seja refletida
na sua superfície. Relativamente à posição da tela na sala de formação deve ter presente as seguintes regras:

• O ângulo entre o eixo de projeção e a tela deverá ser de, aproximadamente, 90º para evitar distorções
geométricas na imagem;
• O eixo de projeção da imagem deve coincidir com o centro da tela;
• A tela não constituiu a “peça” mais importante da sala de formação, devendo por isso ocupar um lugar

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


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discreto na sala, de modo a permitir uma fácil movimentação quer do/a formador/a quer do grupo;
• Igualmente, aquando da sua instalação na sala, deverá assegurar-se de que todos os elementos do grupo
ficarão em posição de observar a imagem na tela, sem obstáculos e sem esforços;
• A superfície da tela deve estar sempre bem esticada;
• No fim da projeção deve enrolar-se a tela de forma a proteger a superfície de potenciais danos e sujidade.

Quanto à distância, o/a formador/a deverá ter presente o seguinte princípio:


Quanto maior for a distância entre o aparelho e a tela, maior a imagem projetada. Adquire-se assim maior visibilidade
embora se possa perder a nitidez da imagem. Se for o caso – a perda de nitidez – poder-se-á sempre proceder à
focagem das imagens através do manípulo localizado no braço do aparelho.
1. PROJETOR DE SLIDES

É um equipamento de projeção fixa, que permite a transmissão de uma


imagem (slide) ampliada para um ecrã, permitindo também a sua focagem.

O slide é uma imagem transparente em filme, normalmente colorida, montada


num caixilho de plástico para facilitar a projeção. Está sujeito a numerosos
danos de utilização, os mais comuns são as impressões digitais, os riscos, a
degradação progressiva da imagem resultante do calor da projeção e o efeito
das poeiras.

O incorreto posicionamento dos slides pode provocar situações embaraçosas para o/a formador/a, o que pode ser
evitado se os caixilhos forem marcados (numerados) com canetas de feltro de tipo permanente.
Os slides são construídos, normalmente, em estúdios fotográficos e podem ser sincronizados com som (diaporamas).

Contudo, a utilização deste recurso tornou-se obsoleta e serão poucos os casos em que terão que recorrer a este
equipamento.

2. RETROPROJETOR

É um aparelho que permite a projeção a curta distância de documentos


transparentes, produzindo uma boa imagem.

O seu uso em ações de formação tornou- se bastante popular, sendo,


até há pouco tempo, um dos equipamentos base presente numa sala de
formação. Atualmente, devido à preferência por meios audiovisuais, este
equipamento já não é tão utilizado.

São extremamente dispendiosos do ponto de vista energético, barulhentos


e obrigam à pré-preparação de acetatos.
Os suportes de informação destinados à retroprojeção são conhecidos, na
linguagem corrente, como acetatos ou transparências.

Embora quase em desuso, este suporte é muitas vezes utilizado como um


recurso de emergência, ou um recurso alternativo.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


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A construção de um acetato pode seguir 3 vias:


• Produção Direta - elaborado manualmente pelo/a formador/a, com canetas apropriadas ou outros materiais;
• Produção Indireta - obtém-se através da fotocopiadora ou da impressora a partir do computador;
• Produção Mista - envolve ambas as produções anteriores.

Vantagens: Desvantagens:
Baixo custo; - Ruído durante o funcionamento;
- Utilização de cores; - Exige preparação prévia.
- Economia de tempo (escrita prévia à sessão);
- Durabilidade do documento;
- Reutilização dos documentos;
- Escrita direta;
- Revelação progressiva da informação;
- Utilização combinada com outros meios, ex.
quadro branco;

3. EPISCÓPIO

Destina-se à projeção de documentos opacos, tais como:


fotografias, páginas de livros, revistas ou jornais, desenhos e até
pequenos objetos.

O documento a projetar é colocado no porta-documentos sendo


comprimido contra uma placa de vidro e iluminado por uma lâmpada
que o projeta para um ecrã. A imagem é reproduzida nas suas cores
originais.

Este tipo de material entrou em desuso, quer pela sua dimensão e


peso, quer pela fraca qualidade da imagem projetada.

4. VIDEOPROJETOR (OU PROJETOR MULTIMÉDIA)

Permite a projeção direta dos conteúdos audiovisuais do


computador e do vídeo gravador/leitor de DVD para uma
tela de projeção, sem necessitar do retroprojetor.

Permite igualmente a projecção direta de outros suportes


como fotografia de máquinas fotográficas digitais, filmes
de câmaras de filmar digitais ou qualquer conteúdo a partir
de um suporte amovível.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


17

É o equipamento ideal para a projeção de apresentações eletrónicas.

Para a sua correta utilização será necessário:


• Fazer as ligações necessárias entre o projetor de vídeo e o suporte utilizado (computador, vídeo gravador,
câmara de filmar, outro);
• Controlar o botão de standby (consumo mínimo) e de permuta da ligação com o suporte utilizado;
• Posicionar o projetor de vídeo de forma central; colocando lateralmente o recurso/suporte utilizado de
forma a assegurar um acesso fácil;
• Colocar-se junto do suporte para efetuar a “leitura” da informação, sempre que possível, mas sem perder
ou diminuir muito o contacto visual com os/as formandos/as;
• Usá-lo por períodos de tempo não muito longos, pois apesar de ser um recurso muito apelativo pode
conduzir a uma excessiva passividade dos/as formandos/as.

Como ligar o projetor multimédia ao computador:

1. Ligar os cabos de alimentação das máquinas;


2. Ligar o cabo de transmissão de dados no projetor na entrada ”Computer IN”. Verifique corretamente o
encaixe do plug na entrada VGA. Um encaixe inadequado pode ocasionar a quebra de um dos pinos
do conector e assim comprometer o funcionamento do equipamento.
3. Pressionar o botão ON/STANDBY para ligar;
4. Esperar para o projetor ligar por completo;
5. Ligar o cabo de transmissão de dados ao computador;
6. Ligar o computador;
7. Retirar a proteção da lente e ajustar a altura do projetor em relação ao ecrã (90º);
8. Ajustar a focagem e o zoom da projeção, se necessário.

Desligar:

1. Pressionar o botão ON/STANDBY para Desligar


2. Aparecerá no tela a seguinte mensagem projetada: Prima Novamente o botão [ON/STANDBY] para desligar
3. Antes de desligar da corrente elétrica esperar que a ventoinha do projetor pare de funcionar completamente;

Para evitar eventuais problemas, ligue/desligue o projetor pela ordem correta:

• Ligue o projetor antes de ligar o computador.


• Desligue o projetor depois de desligar o computador.

RECURSOS AUDITIVOS

Como é simples aferir pela sua terminologia, os recursos auditivos são os meios que utilizam, como veículo de
transmissão de conhecimentos de forma exclusiva, o som.

São vários os recursos audio que podem tornar-se pertinentes num ambiente de formação, nomeadamente, música,
entrevistas, discursos, e até gravações feitas em sala (role play).

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Na formação de âmbito linguístico, por exemplo, estes meios tornam-se particularmente pertinentes, no sentido em
que permitem a ambientação a mecanismos fonéticos muito particulares das diferentes línguas.

Os recursos auditivos mais comuns são:


• Rádio
• Gravador
• MP3
• Leitor de cds / discos
• Leitor áudio digital

Dissecar a utilização destes equipamentos tornar-se ia redundante, dado que os mesmos estão emaranhados na
utilização diária de um/a cidadão/ã comum.

RECURSOS AUDIOVISUAIS

Os meios audiovisuais são recursos que permitem apresentar em simultâneo documentos sonoros e visuais, ou
seja, associam imagem (animada ou não) a som. O/a espectador/a poderá ter um papel ativo ou passivo.

Os meios audiovisuais são fundamentais no processo de aprendizagem pois potencializam a retenção de


informação. Paralelamente são também meios que fazem aumentar o interesse e atenção dos/as formandos/
as promovendo a troca de ideias e comunicação e por serem recursos facilitadores da comunicação permitem a
rentabilização do tempo de formação.

1. A TELEVISÃO, O VÍDEO E O LEITOR DE DVD

A utilização da televisão e do vídeo em ações de formação é bastante


frequente, seja através da apresentação de filmes pedagógicos, seja
através do visionamento de situações de aprendizagem como, por
exemplo, autoscopias, estudos de caso e role-play.

Na verdade, estes recursos audiovisuais permitem não só uma exploração


pedagógica dos conteúdos dos filmes, como também a reprodução
instantânea do trabalho previamente realizado (por exemplo, em situações
de filmagens).

Os filmes em VHS, apesar de estarem a ser absorvidos pelos DVD, ainda


apresentam alguma representatividade, em virtude de muitos dos suportes formativos de referência se encontrarem
ainda neste formato. A tendência presente e futura já não comporta a produção e comercialização de filmes em
formato analógico, devido às mais valias introduzidas pelos DVD. Por isso, enquanto não for realizada na íntegra
a conversão das obras de referência produzidas no passado, de VHS para DVD, o vídeo continuará a ter alguma
utilização na formação, embora sem predominância a médio/longo prazo.

Quanto ao leitor de DVD, e tendo em conta a transição inexorável que


se está a verificar do formato VHS para o formato digital, apresenta-se
como o grande herdeiro do vídeo. Em qualquer dos casos, a utilização
deste tipo de equipamentos requer alguns conhecimentos técnicos por
parte do/a formador/a.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


19

Ao nível dos cuidados técnicos a ter antes do início de cada sessão, destaca-se:

• Verificação do funcionamento do equipamento;


• Sintonização da televisão no canal adequado (vídeo ou leitor de DVD);
• Controlo da distância entre a televisão e os/as formandos/as;
• Controlo do volume de som;
• O cuidado para não haver reflexos de luz ou outras interferências no ecrã do aparelho.

2. A CÂMARA DE VÍDEO

A utilização da câmara de vídeo em sessões de formação surge,


nomeadamente, associada à filmagem de situações de role-play,
simulações e/ou autoscopias.

Durante a filmagem deve:


- Procurar fixar as expressões e gestos dos/as formandos/as que, pela sua
correção ou incorreção, possam ser aproveitados pedagogicamente, na
altura do seu visionamento;
- Evitar qualquer fonte de encandeamento (nunca se deve posicionar em
frente a uma fonte de luz, mas procurar um ângulo de 30 a 45 graus);
- Colocar-se num espaço que tenha boa visibilidade e que ao mesmo tempo não interfira na visibilidade do grupo de
formandos/as;
- Recorrer sempre que possível a um tripé, para fixar a câmara (melhora a qualidade das filmagens e alivia o esforço
do/a formador/a);
- Manter uma presença discreta para que a utilização deste equipamento não seja alvo de atenção/preocupação
excessiva.

As vantagens deste recurso audiovisual são já reconhecidas a nível global, sobretudo ao nível de ações
de formação na área comportamental, nomeadamente:
- Autoscopias;
- Técnicas de vendas;
- Atendimento ao público;
- Técnicas de negociação e de liderança;

SISTEMAS MULTIMÉDIA

Os recursos multimédia, hoje em dia, são indispensáveis para um trabalho rápido, atual e de qualidade.
Apresentam vantagens para a formação como, por exemplo, a motivação que geram, a flexibilidade e o respeito pelo
ritmo individual de aprendizagem. São ao mesmo tempo fonte e meio para uma ampla criatividade e inovação.

O desenvolvimento tecnológico atual é rápido, implicando mudanças e adaptações permanentes a novas oportunidades
na área de Multimédia, oferecendo muitas possibilidades em termos de quantidade de recursos a utilizar, bem como
no modo de exposição dos conteúdos. A evolução e depreciação destes equipamentos é extremamente célere, o
que implica ao formador uma necessidade constante de atenção face à forma como estes sistemas podem ser
adaptados e excluidos das atividades formativas.

2. Sub-módulo - Exploração de Recursos Didáticos M6- Recursos Didáticos e Multimédia


20

1. COMPUTADOR

Constitui uma poderosa tecnologia que permite fazer visuais a cores com
grande facilidade, através da utilização de diversos programas. Com este
equipamento poderá produzir um recurso de grande qualidade profissional,
criar e manipular imagens no ecrã, e construir suportes formativos à sua
medida: panfletos, fotografias, apresentações, diapositivos, animações
ou reprodução e/ou edição de música e filmes.

Na utilização do computador em formação deve:


• Planear a sua planificação em conformidade com os objetivos da sessão;
• Familiarizar-se com o equipamento (senão for o seu) antes da apresentação em sala;
• Assegurar-se da compatibilidade dos vários equipamentos (computador, impressora, etc);
• Manter um design simples e elegante;
• Simular no local antes da chegada dos/as formandos/as;
• Ter sempre um plano B para o caso de avarias ou vírus: fazer cópias de segurança dos trabalhos e levar
outro suporte com a mesma informação.
• Colocar o equipamento de forma a não criar barreiras aos participantes e garantir a visão em toda a sala
de formação;

A utilização do computador na formação não se resume à navegação na Web. São inúmeras as vantagens
que lhe são apontadas, em especial porque este instrumento tecnológico possibilita a aplicação de novas
metodologias formativas:
• facilidade no envolvimento do/a formando/a no processo de aprendizagem;
• possibilidade de ser o/a formando/a a definir o seu ritmo de trabalho, ao possibilitar o acesso à informação
de uma forma fragmentada;
• interatividade do/a formando/a com a máquina, em especial com o recurso às ferramentas de hipertexto e
hipermédia;
• flexibilidade. O computador permite a navegação na Web, efetuar processamento de texto, realizar folhas
de cálculo, bases de dados, apresentações eletrónicas, etc….
• motivação, provocada especialmente pela curiosidade e pelo aspeto lúdico proporcionado pelo computador.

O computador possibilita ainda:


• a melhoria da qualidade dos trabalhos escritos;
• o armazenamento dos trabalhos efetuados, com alguma facilidade;
• o acesso fácil à informação armazenada;
• a possibilidade de efetuar apresentações eletrónicas;
• a possibilidade de introduzir gráficos, cores e som à instrução.

As principais dificuldades na utilização do computador advêm certamente da possível falta de conhecimentos da


parte dos/as utilizadores/as (sejam eles/as formandos/as ou formadores/as), o que os impossibilita de rentabilizarem
devidamente o uso deste poderosíssimo recurso.

Para o sistema operativo do equipamento multimédia, o projetor é apenas mais um ecrã. Os computadores
.

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21

Para reproduzir conteúdos no projetor pode fazê-lo das seguintes formas:


• Clicar em + p para escolher as opções de visualização;
• Apresentar apenas num dos ecrãs (PC ou projetor);
• Duplicar ecrã (apresentar a mesma coisa em ambos);
• Expandir o ecrã (o projetor passa a ser uma extensão á direita do ecrã do PC);

Só Computador Duplicar Expandir Só projetor

2. TABLET

Conceito mais recente, mas igualmente versátil, principalmente ao nível da mobilidade. As suas
funcionalidades são equiparáveis às de um computador, embora padeça ainda de hardware com
capacidades inferiores. No entanto será uma questão de tempo até que estes equipamentos estejam
ao nível de um computador comum.

3. SMARTPHONE

O verdadeiro “tudo-em-um” da mobilidade. Nele conseguimos reproduzir qualquer ficheiro e, como


tal, disponibilizar informação em ambiente formativo, para além da sua grande autonomia permitir a
despreocupação com o fator energético. Porém, as suas dimensões não são recomendadas para o
desenvolvimento de conteúdos, estando sempre dependentes de equipamentos mais ergonómicos
para o efeito. Devem ser encarados, portanto, como terminais de informação.

4. QUADRO INTERATIVO
É outro recurso que pode utilizar em contexto formativo.

Este quadro funciona como um ecrã de projeção, que permite uma interação
direta entre os conteúdos projetados e os/as participantes.

Tudo isto resulta da conjugação de 3 componentes:


1- Computador
2- Projetor multimédia convencional
3- Software que controla todo o sistema

Estes componentes são totalmente interativos. É disponibilizada uma caneta específica que permite escrever, fazer
esquemas e gráficos, ou destacar informações/conceitos importantes sobre a aplicação que esteja a ser projetada.
Este recurso é de fácil utilização, uma vez que é compatível com os sistemas operativos mais utilizados. Por outro
lado, tem a vantagem da informação poder ser reutilizada, visto poder ser guardada e editada a qualquer momento.
Disponibiliza ainda tecnologia wireless e sistema videoconferência, sendo a transferência da informação realizada em
tempo real. Semelhante a outros recursos, este equipamento possui ainda a vantagem de poder ser movível, podendo
ser deslocado para diferentes espaços, ou simplesmente ser fixado na parede.

Como requisitos obrigatórios são necessários:


• Computador com ligação USB ou com cabo série;
• Um projetor de dados e um cabo RGB.

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22

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS RECURSOS


DIDÁTICOS
Como selecionar os recursos para a formação? Porque é que um recurso pode ser mais adequado do que outro?
Qual o resultado que se obtém com este ou aquele recurso?

Estas são algumas das questões que os/as formadores/as colocam a si mesmos/as em sede de planificação da sua
formação. A resposta claramente não é linear. Não se pode dizer que exista uma fórmula uniformizada para a seleção
deste ou daquele recurso pedagógico, ou para a combinação ideal entre eles. Terá que ser o/a formador/a, depois
de fazer uma análise cuidada ao grupo e aos objetivos traçados, a definir qual a melhor estratégia a aplicar. Neste
processo seletivo, devemos ter em conta que, por mais sofisticados que sejam os recursos, estes seguramente não
irão servir para todo o tipo de sessão.

Cada situação de aprendizagem é singular, por isso a seleção do(s) recurso(s) deve ser original e circunscrever-se a
uma situação formativa em particular. A variedade de recursos e métodos a utilizar dependerá da variedade que a
situação de aprendizagem propiciar.

O OBJETIVO
Se o objetivo for demonstrar a funcionalidade do quadro branco, certamente iremos fazê-lo melhor na presença
deste recurso do que através de um filme. Os recursos selecionados terão de estar sempre em consonância com a
concretização dos objetivos. O/a formador/a deve saber claramente o que devem aprender os/as formandos/as e, a
partir daí, traçar os caminhos que melhor desenvolvam as suas competências e habilidades.

OS DESTINATÁRIOS
Os recursos selecionados devem adequar-se às características psicológicas dos/as participantes. Esta tarefa
obriga a que tenhamos que determinar quais as características diretamente relacionadas com a aprendizagem:
conhecimentos prévios, ritmos de aprendizagem, capacidade de expressão, inteligência…. Há grupos de formandos/
as que necessitam de ser mais estimulados que outros. Há que aferir qual o recurso que melhor o estimulará. É
indispensável que se faça uma análise criteriosa às características do público-alvo e que daí resultem experiências
suficientes para fazer assimilar determinados conceitos.

O CONTEÚDO DA MENSAGEM
Se a mensagem se destinar a uma reflexão individual, o melhor recurso será com certeza o texto impresso. Permite
uma concentração individual maior e a anotação de algumas reflexões, por parte do/a formando/a. Se a mensagem
se destinar a uma análise de grupo, o recurso a um equipamento projetável, será o aconselhável.

OS CONDICIONALISMOS MATERIAIS
Quando planificamos uma sessão, temos que nos assegurar que os equipamentos necessários à nossa estratégia
irão estar disponíveis e em condições de funcionamento. Se o recurso selecionado não estiver disponível, deve-se
optar por outro alternativo que garanta uma taxa de sucesso próxima daquela a que nos propusemos inicialmente.

O TEMPO DISPONÍVEL
Se a nossa sessão estiver planificada para 60m não podemos, certamente, fazer uso de um filme de duração
superior a 30m, sob pena de não termos tempo para aprofundar a discussão e avaliarmos as conclusões.

FORMA DE ORGANIZAÇÃO DA FORMAÇÃO (PRESENCIAL /A DISTÂNCIA)


Ao selecionarmos os recursos didáticos temos de ter em conta a forma como a formação se encontra organizada,
se ela é presencial ou a distância. Não faz sentido utilizar um videoprojector para uma formação em formato
e-learning.

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23

CUSTOS DOS RECURSOS


Ainda que pareça que o argumento económico não devesse interferir, sabemos que não é assim. Há que avaliar se
os custos associados ao recurso irão compensar em função dos benefícios previstos da aprendizagem. Se não
há que pensar em alternativas. Torna-se também necessário adequarmos a nossa planificação aos recursos em
consonância com a capacidade económica da Entidade responsável pela formação.

CONDICIONALISMOS FÍSICOS
A falta de espaço para a realização de uma atividade, a distância dos/as formandos/as ao televisor, a dificuldade em
obscurecer a sala, etc. são também fatores a considerar.

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3. SUB-MÓDULO
CONSTRUÇÃO DE
APRESENTAÇÕES
MULTIMÉDIA


3
Principais softwares de apresentação multimédia
Compreender a dinâmica e importância do powerpoint como
modelo de apresentação
Criar apresentações em powerpoint tendo em conta as
respetivas regras de elaboração
25

PRINCIPAIS SOFTWARES DE APRESENTAÇÃO


MULTIMÉDIA

- Microsoft PowerPoint;
- KeyNote;
- Prezi;
- Canva;

APRESENTAÇÕES ELETRÓNICAS

A apresentação eletrónica é o recurso digital fundamental para aglomerar de forma simples e eficaz toda a informação
que o/a formador/a pretende passar.
O objetivo das apresentações deve ser promover a informação e não promover o/a formador/a, pelo que deve ter
muito cuidado com a manutenção da sobriedade e do equilíbrio dos conteúdos.
As apresentações eletrónicas exploram a utilização de slides digitais, cuja flexibilidade permite aglomerar recursos
multimédia (imagens, áudio, vídeo) para promover a ação de formação. A apresentação deve evitar ser um
aglomerado de informação de redação linguística, em detrimento de ideias chave.

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COMPREENDER A DINÂMICA E IMPORTÂNCIA DO


POWERPOINT COMO MODELO DE APRESENTAÇÃO

O PowerPoint da Microsoft é uma poderosa ferramenta que permite apresentar


profissionalmente uma determinada ideia ou transmitir informação, recorrendo a
funcionalidades multimédia. Texto, imagens, gráficos, sons e vídeos poderão ser assim
combinados de acordo com as necessidades do/a utilizador/a, tendo este ao seu dispor
um vasto conjunto de modelos, esquemas e sugestões de conteúdo previamente definidos
na própria aplicação. Conciliando uma sequência de diapositivos com recurso a áudio,
imagem e animação e por ser um programa graficamente agradável e que possibilita
criar rapidamente apresentações de qualidade o Microsoft PowerPoint é considerado um meio de comunicação
multimédia eficaz e extremamente proveitoso para o/a utilizador/a.

CRIAR APRESENTAÇÕES EM POWERPOINT


TENDO EM CONTA AS RESPETIVAS REGRAS DE
ELABORAÇÃO

GENERICAMENTE UMA APRESENTAÇÃO ELETRÓNICA DEVE:

Ser legível: numa apresentação a informação deverá ter uma disposição clara e organizada de modo a tornar-se
acessível para o maior número de pessoas. O/a formador/a deverá ter em consideração as dimensões físicas do
espaço onde a informação vai ser exposta e efetuar vários testes de legibilidade, de acordo com diversas distâncias
e ângulos de visão e diferentes condições de luminosidade.

Esteticamente deve ter algum cuidado com os tamanhos e fontes (tipos de letra) utilizadas:
• Os tamanhos das letras devem ser:
- Título: tamanho 44 (variável);
- Conteúdo: tamanho 24 (variável).
• As fontes de letra podem ser classificadas em famílias, como, por exemplo:
- Serifadas – Times New Roman - Não Serifadas – Arial
- Monospace - Courier New

Para textos breves (títulos, frases simples) utilize Letras Serifadas. Para grandes blocos de texto utilize
Letras Não Serifadas.

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27

Clareza: a informação não só tem de estar legível como deverá ser fácil compreender a estrutura organizativa da
mesma. A arquitetura da informação deverá ser estruturada de modo a não confundir o/a formando/a e a localizá-
lo/a rapidamente na sequência de aprendizagem. No diapositivo deverá indicar o tema da apresentação, o título do
capítulo ou outro conteúdo textual que indique o assunto que está a explorar.
A clareza do seu tema exige que não sobrecarregue muita informação em toda a sua apresentação. Siga a regra 6 a
7 linhas por diapositivo, bem como, 6 a 7 palavras por linha.

Simplicidade: Numa apresentação prefira sempre a simplicidade à preponderância de elementos decorativos pois
estes distraem e dificultam a apreensão do conteúdo. Utilize imagens referentes ao tema, seguindo a política, uma
imagem vale mais que mil palavras. Contudo, não sobreponha imagens, nem ultrapasse as quatro imagens por
diapositivo, o que era para ser percetível ficará confuso.

Cor: A cor fala. A presença das cores é determinante para a estrutura gráfica de uma mensagem, uma vez que as
reações físicas e psicológicas que elas provocam no ser humano dão origem à sua função comunicacional. Devem
ser utilizadas cores que funcionem enquanto grupo, ou seja: as cores devem comunicar não devendo ultrapassar as
4 cores por diapositivo.

Assim sendo deve ter-se em conta:


• Contrastes (cor de fundo vs cor de fonte)
• Uniformização (títulos com a mesma cor, conteúdos com a mesma cor, etc.)
• Temas – os softwares de apresentações eletrónicas, normalmente, apresentam associações de
cores bem conjugadas.
• Funcionamento em projeção – um jogo de cores funcional num ecrã, pode não o ser quando
projetado.

Relação Imagem/fundo: O fundo é o que podemos chamar de campo visual. Numa apresentação deverá ter em
consideração o fundo pois deverá ajudar a destacar a informação, geralmente por contraste. Porém, evite colocar
como fundo dos diapositivos imagens ou efeitos cromáticos muito intensos porque só irão prejudicar a leitura da
informação.

De forma a reter melhor a informação, sintetizemos:

UTILIZE EVITE

6 a 7 linhas por slide Mais de 4 cores por slide

6 a 7 palavras por linha Mais de 4 tipos de letra

Letra legível (tamanho e fonte de letra) Imagens como fundo de dispositivo

Imagens alusivas ao tema Mais de 4 animações por diapositivo

Cores legíveis Erros ortográfico

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CONSTRUIR A APRESENTAÇÃO

O PowerPoint disponibiliza um conjunto de funções previamente estruturadas que permitem ao/à utilizador/a
construir rapidamente uma apresentação. Conhecer e saber potencializar todas as essas funções e ferramentas de
modo a inserir diferentes formatos de informação num diapositivo e formatá-los de acordo com as necessidades é o
objetivo desta secção.

FUNDO DE APRESENTAÇÃO

O/a utilizador/a poderá formatar e alterar a cor do Fundo da apresentação. No separador Estrutura, selecione Estilos
de Fundo. Aparece a Caixa de Diálogo onde poderá escolher outra(s) cor(es) ou efeitos de preenchimento. Após a
escolha da(s) cor(es) ou efeito de preenchimento o/a utilizador/a pode optar por aplicar a todos os diapositivos ou
apenas a um.

TEMA

A utilização de temas permite simplificar o processo de criação de apresentações. Um tema é um conjunto de


elementos de design unificados constituído por cores, tipos de letra, efeitos e elementos gráficos. Para aplicar um
tema aceda ao separador Estrutura e selecione um dos temas predefinidos.

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ESQUEMA DE CORES

O/a utilizador/a poderá querer alterar o esquema de cores da apresentação. Para tal, no separador Esquema selecione
Cores. Aqui são exibidos os esquemas de cores que podem ser aplicados à sua apresentação. Posicione o ponteiro
sobre um esquema de cores e clique nesse esquema para o aplicar em todos os diapositivos ou apenas aos que estão
selecionados.

ESQUEMA DE DIAPOSITIVOS

Numa apresentação pode aplicar aos seus diapositivos um Esquema de Diapositivo já existente para cada diapositivo.
Um Esquema de Diapositivo contém marcadores de posição, que são áreas limitadas onde se inserem objetos, tais
como caixas de texto, gráficos, tabelas, imagens, sons e vídeos.

Clique no separador Base e opte por Esquema de Diapositivos.


Dê um duplo clique no esquema que deseja aplicar automaticamente ou clique na seta do lado direito do Esquema de
Diapositivo e opte por aplicar ao diapositivo selecionado ou inserir um novo diapositivo.
Os Esquemas de Diapositivo possuem uma enorme variedade de configurações.

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MODELO GLOBAL DE DIAPOSITIVOS

O Modelo Global é a estrutura principal na qual se baseiam os outros diapositivos. Esta estrutura contém a definição
do Fundo, as Fontes, as Cores e a posição dos marcadores que aparecem nos diapositivos.
As alterações que fizer no Modelo Global permitem modificar simultaneamente todos os diapositivos em vez de
alterar cada diapositivo individualmente. Efetue as alterações que quiser e o PowerPoint automaticamente atualiza o
resto dos diapositivos e qualquer diapositivo que for acrescentado. Para aceder a esta opção, clique no separador Ver
e em Modelo Global de Diapositivos.

GESTÃO DE DIAPOSITIVOS

Para inserir um diapositivo recorra ao separador Base e escolha Novo Diapositivo.


Para eliminar um diapositivo selecione o diapositivo miniatura em questão e pressione a tecla DELETE.
Para duplicar um diapositivo selecione o diapositivo em questão e pressione as teclas CTRL+D.

CABEÇA E RODAPÉ

 
Esta funcionalidade permite inserir algum texto na parte superior do diapositivo (Cabeçalho) assim como na parte
inferior do diapositivo (Rodapé).
No separador Inserir selecione Cabeçalho e Rodapé.

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Poderá também formatar o Cabeçalho e Rodapé das Páginas de Notas e Folhetos clicando para tal no separador
Notas e Folhetos da caixa de diálogo.

MULTIMÉDIA

Cada um dos elementos que pode inserir num diapositivo (texto, imagens, objetos de desenho, gráficos, diagramas
e organogramas, filmes ou som) têm propriedades e atributos próprios e para os trabalhar da melhor forma cabe ao
utilizador/a saber como formatar cada um deles.

Dispor esses elementos de modo ordenado e organizado, legível e agradável fará da apresentação um excelente
meio de comunicação.

IMAGEM

No PowerPoint poderá incluir nas suas apresentações Imagens que tenha gravadas no seu computador ou então
recorrer ao ClipArt. As Imagens do ClipArt estão organizadas por categorias, de acordo com o tema ou assunto com
que estão relacionadas.
Para inserir uma Imagem numa apresentação deverá posicionar-se no diapositivo que pretende. No separador Inserir
opte por Imagem.
Se pretender inserir uma imagem de ClipArt opte pela opção ClipArt e procure de acordo com uma determinada
temática.

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SOM

Uma apresentação com som, efeitos multimédia e com animação é mais apelativa para o/a espectador/a que a
visualiza.
Para inserir um som posicione-se no diapositivo que pretende e no separador Inserir opte por Áudio e de seguida
escolha um Áudio de Ficheiro ou um Áudio de ClipArt.

VÍDEO

Para inserir um Vídeo numa apresentação o processo é bastante semelhante à inserção de áudio. No separador
Inserir clique em Vídeo e poderá então escolher se pretende inserir um Vídeo de Ficheiro ou um Vídeo de ClipArt. Para
editar o filme clique no separador Reproduzir com o objeto selecionado e em Opções de Vídeo definir como pretende
reproduzir o filme.

DIAGRAMAS

 
O PowerPoint poderá também inserir e formatar Diagramas e Organogramas. No separador Inserir, em SmartArt
escolha entre os diferentes tipos de diagramas existentes: lista, processo, circular, hierarquia, relação, matriz e
pirâmide.

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GRÁFICOS

Quando a apresentação é baseada em dados numéricos, os gráficos são ferramentas de grande utilidade pois
permitem rapidamente fazer uma leitura e análise da informação.
Para inserir um gráfico num diapositivo selecione o diapositivo pretendido e no separador Inserir clique em Gráfico.

De seguida, surge no diapositivo a imagem de um gráfico predefinido associado à Folha de Cálculo que contém os
dados representados no gráfico. Active a folha de cálculo clicando em qualquer ponto da mesma e introduza os
dados, clicando sobre cada uma das células e digitando os novos dados.

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HIPERLIGAÇÕES

 
Um grande atrativo do PowerPoint é a possibilidade de apresentar documentos com o conceito de hipertexto: um
diapositivo poderá estar ligado a outros, a uma página Web, ficheiros de Imagem, documentos de texto, etc.
Durante a apresentação, quando aproxima o ponteiro do rato de uma hiperligação, o ponteiro muda automaticamente
para o símbolo de uma mão, indicando que ali se encontra um botão. O texto quando está hiperligado é exibido
sublinhado. Selecione o diapositivo onde pretende inserir a hiperligação. Escolha o texto, objeto ou imagem que irá
funcionar como botão, selecionando-o. No separador Inserir, opte por Hiperligação.

ANIMAÇÃO
Um dos motivos que faz com que o Microsoft Powerpoint seja uma das aplicações mais utilizadas no processo
formativo é o facto de esta permitir a inserção de elementos gráficos animados.

EFEITOS DE ANIMAÇÃO

 
No PowerPoint poderá aplicar efeitos de animação a cada um dos elementos presentes nos diapositivos Para tal,
poderá utilizar efeitos predefinidos ou efeitos personalizados.
Para aplicar um efeito de animação personalizada, selecione primeiro o objeto e de seguida no separador Animações
opte por selecionar a animação pretendida.
Para personalizar a animação deverá fazer clique em Opcões de Efeito.
Poderá ainda configurar o tempo de duração do efeito, o seu início e o atraso.

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TRANSIÇÃO ENTRE DIAPOSITIVOS

O PowerPoint possui um conjunto vasto de combinações de animação predefinidas. O/a utilizador/a poderá aplicar
efeitos de animação na passagem de um diapositivo para o outro.
No separador Transições selecione a transição que pretende aplicar à passagem de um diapositivo para outro.
Poderá também configurar a velocidade a que essa transição se efetuará, definir se pretende um som e qual e escolher
o modo de avanço - automaticamente após alguns segundos ou com o clique do rato.
Por fim, poderá decidir se pretende aplicar o efeito aos diapositivos selecionados ou a todos.

EXECUTAR A APRESENTAÇÃO

Uma apresentação feita em PowerPoint poderá ser exposta de diferentes modos, dependendo fundamentalmente da
audiência a quem é dirigida. Por exemplo, poderá ser exposta por um/a orador/a, em que cada diapositivo é mostrado
de acordo com o ritmo do/a orador/a (ele/a controla a apresentação), ou poderá estar disponível para consulta e
neste caso a apresentação é executada de forma automática.
O/a utilizador/a deverá conhecer quais as possibilidades de que dispõe para mostrar uma apresentação elaborada
em PowerPoint de modo a escolher aquela que melhor se adequa às suas necessidades.

CONFIGURAR

 
No separador Apresentação de Diapositivos opte por Configurar Apresentação de Diapositivos.

TIPO DE APRESENTAÇÃO
A ocupar o ecrã inteiro ou a janela.

OPÇÕES DE APRESENTAÇÃO
Define se quer que a apresentação se repita continuamente, se quer a apresentação sem Narração ou sem Animação.

DESEMPENHO
Ao ativar a opção Utilizar Aceleração de Gráficos por Hardware aumenta o desempenho da apresentação.

MOSTRAR DIAPOSITIVOS
Quais os diapositivos que pretende mostrar na apresentação.

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36

AVANÇAR DIAPOSITIVOS
Manualmente ou de acordo com a temporização…

VISUALIZAR
Para visualizar a apresentação aceda ao separador Apresentação de Diapositivos e
selecione a opção A Partir do Início ou A Partir do Diapositivo Atual.
Pressione a barra de espaços ou a tecla ENTER para exibir o próximo diapositivo.
Poderá usar o ponteiro do rato ou pressionar as teclas Page Up e Page Down para avançar nos diapositivos e as teclas
de direção.
Para sair da apresentação deverá pressionar a tecla ESC..

FERRAMENTAS DE ANOTAÇÃO

 
O PowerPoint tem disponível um conjunto de ferramentas de anotação, tais como caneta e marcador, que poderá
utilizar para fazer anotações no decorrer da Apresentação. Para tal, na vista de Apresentação de Diapositivos clique
no canto inferir esquerdo da apresentação.
Para apagar as anotações realizadas utilize as opções da Borracha ou Apagar Tinta do Diapositivo.
Poderá manter as anotações realizadas numa apresentação. Quando terminar a apresentação surgirá uma caixa de
diálogo a perguntar se pretende manter as anotações para serem consultadas ou editadas.

IMPRESSÃO

A impressão de uma apresentação depende das necessidades do/a utilizador/a. O PowerPoint permite imprimir a
apresentação em diferentes suportes e formatos, tais como Diapositivos, Folhetos (diversos diapositivos por página),
Páginas de Notas e Vistas de Destaques.
No separador Ficheiro opte por Imprimir.

3. Sub-módulo - Construção de Apresentações Multimédia M6- Recursos Didáticos e Multimédia


4
4. CONCLUSÃO
38

CONCLUSÃO

O valor motivacional dos recursos didáticos pode advir


do seu carácter mais ou menos lúdico mas resulta
sobretudo do facto destes permitirem introduzir
variedade no processo formativo. Se estes recursos
assumirem um carácter repetitivo e monótono perde-
se praticamente todo o seu valor motivacional e
potenciador de aprendizagem.

Do ponto de vista comunicacional os recursos


didáticos permitem aumentar a redundância e, desta
forma, diminuir a ambiguidade, aumentando a eficácia
da comunicação. Uma mensagem verbal acompanhada
de uma imagem, de uma animação ou de um filme
pode ser melhor compreendida porque a mensagem
transmitida por um meio fornece contexto para a
mensagem transmitida por outro meio e torna-se menos
ambígua. Assim, se as mensagens forem coerentes, é
mais fácil evitar quaisquer mal entendidos e erros de
interpretação.

4. Conclusão M6- Recursos Didáticos e Multimédia


5
5. BIBLIOGRAFIA
40

BIBLIOGRAFIA
1. • NUNES, Maria Clara Ramos - “Os Media na Formação”, colecção FORMAR PEDAGOGICAMENTE (nº 4),

Lisboa, edição IEFP, 1992

2. • CORREIA, Carlos - “Formação Profissional em Disco Interactivo”, colecção FORMAR PEDAGOGICAMENTE (nº

18), Lisboa, edição IEFP, 1991

3. • PEREIRA, Arménio José - “O Retroprojector e a Produção de Transparências colecção FORMAR

PEDAGOGICAMENTE (nº 19), Lisboa, edição IEFP, 1992

4. • NUNES, Maria Clara Ramos - “ O Multimedia e o Formador”, colecção FORMAR PEDAGOGICAMENTE (nº 19),

Lisboa, edição IEFP, 1992

5. • RIBEIRO, Carlos Portugal; DIAS, José A. Pires; RELVAS, Luis - “Os Meios Audiovisuais na Formação”, Colecção

APRENDER (nº 11), Lisboa, edição IEFP, 1992

6. • LENCASTRE, José Garcez de - “Concepção de Cursos de Ensino Assistido e Multimedia”, Colecção APRENDER

(nº 13), Lisboa, edição IEFP, 1992

7. • NUNES, Maria C. Ramos; SERRADAS, José Manuel - “Formação Multimédia”, Colecção APRENDER (nº 19),

Lisboa, edição IEFP, 1993

8. • LAGARTO, Formação Profissional - “ Formação Profissional à Distância”, Colecção TEMAS EDUCACIONAIS,

Lisboa, edição IEFP, 1994

9. • ORVALHO, Luisa - “Formadores e formação multimédia”, in Revista FORMAR (nº 2), Lisboa, edição IEFP, Janeiro

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10. • LENCASTRE, José Garcez de - “Ensino Assistido: a estratégia e a prática”, in Revista FORMAR (nº 6), Lisboa,

edição IEFP, Julho de 1992, p. 6-10

11. • SARMENTO, Anabela Mesquita - “Os 10 mandamentos para a utilização do computador no processo de

ensinoaprendizagem”, in Revista FORMAR (nº 17), Lisboa, edição IEFP, Janeiro de 1996, p. 28-32

12. • FERREIRA, Manuel - “Formação aberta/formação a distância”, in Revista FORMAR (nº 16), Lisboa, edição IEFP,

Outubro de 1995, p. 48-53

13. • DANCHIN, Antoine - “Escolher e utilizar os suportes visuais e audiovisuais”, Coimbra, colecção

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14. • BLANDIN, Bernard - “Formateurs et formation multimedia: les métiers, les fonctions, l´ingénierie”, Paris, edição

Les Editions ´Organisation, 1990

15. • FAUQUET, M.; STRASFOGEL - “L´audi-visuel au service de la formation des enseignement”, Paris, edição

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16. • FERREIRA, Paulo Trindade - “Diaporama, desafio à criatividade”, Lisboa, edição Plátano Editora, 1979

5. Bibliografia M6- Recursos Didáticos e Multimédia


41

17. • RAULY, Thierry Dumas - “Choisir et utiliser les supports visuels et audiovisuels”, Paris, edição Les Éditions

d´Organisation, 1987

18. • MODERNO, António - “A comunicação audiovisual no processo didáctico”, Aveiro, edição Departamento de

Didáctica e Tecnologia Educativa da Universidade de Aveiro, 1992

19. • CARDOSO, Maria Guilhermina - “Manual de Apoio à Formação de Formadores de Formadores”, Turim, edição

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[Link]

reflexao/83729/#ixzz26NAh7ZwR

5. Bibliografia M6- Recursos Didáticos e Multimédia


LISBOA • PORTO • COIMBRA

t 93 420 1869
e info@[Link]
[Link]

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