Recursos Didáticos e Multimédia na Formação
Recursos Didáticos e Multimédia na Formação
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Módulo 6
Formação Pedagógica Inicial de Formadores
M6
RECURSOS
DIDÁTICOS E
MULTIMÉDIA
formaçãode
formadores
COMPETÊNCIAS A ADQUIRIR
COMPETÊNCIAS
Pretende-se que no final do módulo, os formandos/as
sejam capazes de:
1. Introdução................................................................................................................................ 4
2. Sub-Módulo Exploração de recursos didáticos.......................................................................... 6
RECURSOS DIDÁTICOS.......................................................................................................................................... 7
CLASSIFICAÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS ....................................................................................................8
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO DOS RECURSOS DIDÁTICOS...................................................................................... 22
3. Sub-Módulo construção de apresentações multimédia........................................................... 24
PRINCIPAIS SOFTWARES DE APRESENTAÇÃO MULTIMÉDIA...........................................................................25
CRIAR APRESENTAÇÕES EM POWER POINT TENDO EM CONTA AS RESPETIVAS REGRAS DE
ELABORAÇÃO.......................................................................................................................................................26
4. Conclusão.............................................................................................................................. 37
5. Bibliografia............................................................................................................................. 39
1
1. INTRODUÇÃO
5
INTRODUÇÃO
2
Classificação dos recursos didáticos
Critérios de seleção dos recursos didáticos
7
RECURSOS DIDÁTICOS
Numa sociedade dominada pela imagem e pelo som, o processo pedagógico que recorre às técnicas de simulação,
encontrou nos meios audiovisuais e novas tecnologias um auxiliar precioso. Na verdade o/a formador/a, numa ação
de formação, se se quiser fazer compreender, tem de ter sempre em conta o impacto da imagem, do som e do
movimento sobre a população destinatária. No entanto este impacto é fruto de algo que é externo à formação,
advêm da capacidade que as imagens têm de falar por si, e muitas das vezes serem mais facilmente apreendidas do
que um condimentado discurso.
A absorção do conhecimento é dada por vários níveis de comunicação verbal e não verbal, sendo que quanto maior
a quantidade de canais utilizados para absorver a informação, maior será a retenção.
RECORDAMOS / RETEMOS
Do que dizemos em execução / trabalho
90%
80% Do que dizemos
50% Do que vemos e ouvimos (simultâneo)
30% Do que vemos
20% Do que ouvimos
10%
Como se vê, a retenção do conhecimento torna-se mais eficiente quando existe uma participação ativa do indivíduo,
ao executar/falar sobre um determinado assunto, por oposição a uma atitude estática de, simplesmente, ver e ouvir.
O resultado final da elaboração de uma aula/sessão depende de múltiplos fatores, incluindo aspetos culturais, tempo
de atuação, caráter pessoal do/a apresentador/a formador/a assunto a ser abordado e recursos utilizados.
Os recursos didáticos têm a grande virtude de apelarem aos vários sentidos. Este facto rentabiliza a capacidade
dos/as formandos/as e facilita a sua aprendizagem.
O recurso aos meios pedagógicos visa a transmissão eficaz da informação, facilitando a sua rápida assimilação. Os
recursos didáticos têm a função de mediar o processo ensino aprendizagem e quando usamos de maneira adequada,
colaboram para:
1. RECURSOS VISUAIS
1.1.Não Projetáveis (Quadros; Modelos e Maquetas; Documentos Gráficos;
Recursos do Meio Ambiente)
1.2. Projetáveis (Projetor de slides, Retroprojetor, Episcópio e Videoprojetor)
2. RECURSOS AUDITIVOS
- Leitor de Cd
- MP3
- Gravador
- Rádio
3. RECURSOS AUDIOVISUAIS
- TV, Vídeo e Leitor de DVD
- Câmara de Vídeo
4. SISTEMAS MULTIMÉDIA
- Computador;
-smartphone;
- Tablet;
- Quadro interativo;
RECURSOS VISUAIS
Os recursos visuais dividem-se em não projetáveis (de observação direta, sem recurso a aparelhos óticos ou
eletrónicos) e projetáveis (projeção da imagem num ecrã).
1. QUADROS
Constituem-se como um dos auxiliares mais usados pelo/a formador/a.
Os mais utilizados são o quadro branco/magnético e o quadro de papel, também designado por flipchart. No quadro
branco normalmente regista-se a informação geral e no quadro de papel a informação síntese. Apesar da sua extrema
simplicidade, existe um conjunto de regras de utilização do quadro que, a não serem seguidas pelo/a formador/a,
podem pôr em risco a própria eficácia da formação.
No quadro branco deve escrever-se com marcadores não permanentes. Se por lapso se utilizarem marcadores
permanentes (para quadro de papel) deve-se utilizar um pano branco limpo ou um algodão embebido em álcool e
limpar em movimentos não circulares. Nunca embeber o apagador em álcool pois o efeito é ainda pior.
Para além da escrita direta o quadro branco tem ainda como funções:
• Servir de quadro magnético;
• Servir de ecrã de projeção, tendo cuidado com o eixo de projeção (encadeamento);
• Permitir o preenchimento de grelhas, legendas ou esquemas projetados.
Ao escrever no quadro, o/a Formador/a deve ter em atenção que existem alguns fatores que influenciam a atenção
e o nível de aprendizagem dos formandos. São eles:
• o tamanho da letra, deve ser de forma a que seja legível pelo/a participante mais distante;
• o estilo e o tipo de letra, deve ser simples, sem grandes “floreados”;
• a espessura, deve ser proporcional à altura dos caracteres;
• A disposição da informação em linhas horizontais e regulares;
• o espaçamento, entre letras e palavras;
• a repetição oral do que se escreve, de modo a tornar mais fácil a compreensão e fixação dos conceitos,
por parte dos/as formandos/as;
• A utilização de diferentes cores, como fator facilitador da atenção e aprendizagem. A utilização de
diferentes cores permite ao formador dar uma maior ênfase a determinados temas, criar relações entre ideias,
enfim, tornar mais rica e agradável a sua apresentação;
• Não estar de costas para o grupo, mas ligeiramente de lado, para que o contacto visual com os/as
formandos/as se possa manter e para que seja mais fácil a projeção da sua voz; dar tempo aos/às formandos
as para copiar a informação;
• Não “escrevinhar”, ao redor do quadro, frases ou palavras que pela sua importância não devem ficar
“escondidas” entre outras mensagens; escrever de cima para baixo e da direita para a esquerda para facilitar
a apreensão da informação;
• Apagar o quadro, a menos que se necessite de voltar a abordar o assunto.
Como é evidente, esta última situação não se aplica ao quadro de papel. No entanto, e com as devidas
adaptações, diremos que é aconselhável mudar de folha, sempre que o tema ou o assunto a abordar seja
diferente do anterior.
Desvantagens:
Vantagens: - Posição tendencial do/a utilizador/a (de costas);
- Baixo custo de aquisição; - Legibilidade limitada com traço fino; limitado espaço
- Facilidade de utilização; de registo;
- Utilização de cores; - Canetas específicas;
- Elevada durabilidade; - Informação não reutilizável (apagando a informação,
- Polivalência: escrita, ecrã, quadro magnético; esta desaparece). Contudo, através de um processo
- Versatilidade. eletrónico podem reproduzir-se cópias em papel da
informação.
1.2. FLIPCHART
O flipchart é montado num cavalete que pode ser regulado em altura e inclinação
e a parte superior do quadro tem uma barra de suporte e fixação do conjunto
de folhas.
Vantagens:
- Fácil utilização; Desvantagens:
- Baixo custo de aquisição; - Área de escrita muito limitada; não permite
- Preparação prévia (a informação pode já estar cópias para os/as formandos/as (só
pronta ou com um rascunho a lápis); fotografando);
- Conservação e utilização posterior; - Carácter permanente da informação (o
- Utilização de cores; que implica que qualquer emenda provoque
- Diversos materiais de escrita (lápis de cera, rasuras); preparação morosa; apenas para
lápis de cor, carvão); pequenas audiências...
- Posição do/a utilizador/a (caso não tenha
de escrever porque a informação foi colocada
previamente)
2. MODELOS E MAQUETAS
Vantagens: Desvantagens:
- É possível ter uma imagem visual mais - Dimensões limitadas;
aproximada da realidade; - Pode ser de difícil transporte e acomodação;
- É transportável; - A sua elaboração é complexa e requer
- É atrativo; conhecimentos técnicos específicos;
- Permite a utilização de diversos materiais; - Algumas maquetes, pela sua especificidade,
- Permite a demonstração prática de não são reutilizáveis;
conhecimentos; - Poderá ser dispendioso mediante o material a
- Permite reutilizar o modelo e/ou maquete ser utilizado.
posteriormente (pode ser utilizado/a em várias
sessões).
3. DOCUMENTOS GRÁFICOS
Como organogramas, diagramas, esquemas, gráficos, fotografias, desenhos, cartazes, livros, manuais, fotocópias,
etc. Estes completam de forma simples e prática a informação apresentada e apelam a técnicas variadas como:
letragem, a utilização da cor, o desenho, o recorte, a colagem e a fotografia. São os meios tradicionais por excelência.
Servem para complementar o processo de aprendizagem efetuado oralmente ou através de outro meio audiovisual.
Vantagens: Desvantagens:
- Pode facilmente desatualizar-se;
- É de fácil deslocação; - A sua preparação tem de ser feita à priori e
- É de fácil utilização; pode ser demorada;
- Caso já tenha a informação previamente tratada - É estático, ou seja, não é interativo;
é de fácil (re)utilização; - O/a formador/a tem pouco controlo sobre o
- Para muitas das matérias a oferta de ritmo de aquisição de informação por parte
informação existente é grande; dos/as formandos/as;
- Alguma desta documentação é de baixo custo - É igual para todos/as os/as formandos/as, não
(por exemplo: fotocópias); permitindo personalização.
- Permite que cada formando/a tenha o seu ritmo
de leitura promovendo uma apreensão do fluxo
de informação adaptada a cada pessoa;
- É fácil reler passagens, sendo essa repetição,
no caso da leitura individual, adequada às
necessidades de cada formando/a;
- Facilita a possibilidade de redação de notas.
Um manual formativo, para ser útil e eficaz, deve preencher os seguintes requisitos:
Os manuais impressos podem também ser colocados online em páginas Web de acesso livre, em plataformas
de e-Learning onde o acesso seja restrito ou ser enviado por email. Os documentos escritos disponibilizados em
formato digital podem ser protegidos contra alterações ao seu conteúdo. Basta para isso que sejam convertidos, por
exemplo, para o formato PDF.
Apesar de serem pouco utilizados, os recursos ambientais podem tornar-se experiências inesquecíveis para
os /as formandos/as. Por serem pontuais e especificamente selecionados são recursos que atuam sobre os vários
sentidos e por este motivo têm um incontestável valor pedagógico.
As visitas podem ser a locais variados, dependendo do objeto da formação e do objetivo a atingir com a sessão.
Os meios pedagógicos que se englobam dentro dos recursos didáticos projetáveis, tal como o nome indica, recorrem
à imagem projetada num ecrã.
De uma forma geral, para além do próprio meio em si, a utilização destes recursos requer também a utilização de
uma tela de projeção ou ecrã, ou seja uma superfície plana com caraterísticas adequadas para receber a imagem
projetada. A tela ou ecrã poderão ser fixos ou móveis.
Os recursos visuais projetáveis necessitam de telas, que permitem que a imagem projetada do aparelho seja refletida
na sua superfície. Relativamente à posição da tela na sala de formação deve ter presente as seguintes regras:
• O ângulo entre o eixo de projeção e a tela deverá ser de, aproximadamente, 90º para evitar distorções
geométricas na imagem;
• O eixo de projeção da imagem deve coincidir com o centro da tela;
• A tela não constituiu a “peça” mais importante da sala de formação, devendo por isso ocupar um lugar
discreto na sala, de modo a permitir uma fácil movimentação quer do/a formador/a quer do grupo;
• Igualmente, aquando da sua instalação na sala, deverá assegurar-se de que todos os elementos do grupo
ficarão em posição de observar a imagem na tela, sem obstáculos e sem esforços;
• A superfície da tela deve estar sempre bem esticada;
• No fim da projeção deve enrolar-se a tela de forma a proteger a superfície de potenciais danos e sujidade.
O incorreto posicionamento dos slides pode provocar situações embaraçosas para o/a formador/a, o que pode ser
evitado se os caixilhos forem marcados (numerados) com canetas de feltro de tipo permanente.
Os slides são construídos, normalmente, em estúdios fotográficos e podem ser sincronizados com som (diaporamas).
Contudo, a utilização deste recurso tornou-se obsoleta e serão poucos os casos em que terão que recorrer a este
equipamento.
2. RETROPROJETOR
Vantagens: Desvantagens:
Baixo custo; - Ruído durante o funcionamento;
- Utilização de cores; - Exige preparação prévia.
- Economia de tempo (escrita prévia à sessão);
- Durabilidade do documento;
- Reutilização dos documentos;
- Escrita direta;
- Revelação progressiva da informação;
- Utilização combinada com outros meios, ex.
quadro branco;
3. EPISCÓPIO
Desligar:
RECURSOS AUDITIVOS
Como é simples aferir pela sua terminologia, os recursos auditivos são os meios que utilizam, como veículo de
transmissão de conhecimentos de forma exclusiva, o som.
São vários os recursos audio que podem tornar-se pertinentes num ambiente de formação, nomeadamente, música,
entrevistas, discursos, e até gravações feitas em sala (role play).
Na formação de âmbito linguístico, por exemplo, estes meios tornam-se particularmente pertinentes, no sentido em
que permitem a ambientação a mecanismos fonéticos muito particulares das diferentes línguas.
Dissecar a utilização destes equipamentos tornar-se ia redundante, dado que os mesmos estão emaranhados na
utilização diária de um/a cidadão/ã comum.
RECURSOS AUDIOVISUAIS
Os meios audiovisuais são recursos que permitem apresentar em simultâneo documentos sonoros e visuais, ou
seja, associam imagem (animada ou não) a som. O/a espectador/a poderá ter um papel ativo ou passivo.
Ao nível dos cuidados técnicos a ter antes do início de cada sessão, destaca-se:
2. A CÂMARA DE VÍDEO
As vantagens deste recurso audiovisual são já reconhecidas a nível global, sobretudo ao nível de ações
de formação na área comportamental, nomeadamente:
- Autoscopias;
- Técnicas de vendas;
- Atendimento ao público;
- Técnicas de negociação e de liderança;
SISTEMAS MULTIMÉDIA
Os recursos multimédia, hoje em dia, são indispensáveis para um trabalho rápido, atual e de qualidade.
Apresentam vantagens para a formação como, por exemplo, a motivação que geram, a flexibilidade e o respeito pelo
ritmo individual de aprendizagem. São ao mesmo tempo fonte e meio para uma ampla criatividade e inovação.
O desenvolvimento tecnológico atual é rápido, implicando mudanças e adaptações permanentes a novas oportunidades
na área de Multimédia, oferecendo muitas possibilidades em termos de quantidade de recursos a utilizar, bem como
no modo de exposição dos conteúdos. A evolução e depreciação destes equipamentos é extremamente célere, o
que implica ao formador uma necessidade constante de atenção face à forma como estes sistemas podem ser
adaptados e excluidos das atividades formativas.
1. COMPUTADOR
Constitui uma poderosa tecnologia que permite fazer visuais a cores com
grande facilidade, através da utilização de diversos programas. Com este
equipamento poderá produzir um recurso de grande qualidade profissional,
criar e manipular imagens no ecrã, e construir suportes formativos à sua
medida: panfletos, fotografias, apresentações, diapositivos, animações
ou reprodução e/ou edição de música e filmes.
A utilização do computador na formação não se resume à navegação na Web. São inúmeras as vantagens
que lhe são apontadas, em especial porque este instrumento tecnológico possibilita a aplicação de novas
metodologias formativas:
• facilidade no envolvimento do/a formando/a no processo de aprendizagem;
• possibilidade de ser o/a formando/a a definir o seu ritmo de trabalho, ao possibilitar o acesso à informação
de uma forma fragmentada;
• interatividade do/a formando/a com a máquina, em especial com o recurso às ferramentas de hipertexto e
hipermédia;
• flexibilidade. O computador permite a navegação na Web, efetuar processamento de texto, realizar folhas
de cálculo, bases de dados, apresentações eletrónicas, etc….
• motivação, provocada especialmente pela curiosidade e pelo aspeto lúdico proporcionado pelo computador.
Para o sistema operativo do equipamento multimédia, o projetor é apenas mais um ecrã. Os computadores
.
2. TABLET
Conceito mais recente, mas igualmente versátil, principalmente ao nível da mobilidade. As suas
funcionalidades são equiparáveis às de um computador, embora padeça ainda de hardware com
capacidades inferiores. No entanto será uma questão de tempo até que estes equipamentos estejam
ao nível de um computador comum.
3. SMARTPHONE
4. QUADRO INTERATIVO
É outro recurso que pode utilizar em contexto formativo.
Este quadro funciona como um ecrã de projeção, que permite uma interação
direta entre os conteúdos projetados e os/as participantes.
Estes componentes são totalmente interativos. É disponibilizada uma caneta específica que permite escrever, fazer
esquemas e gráficos, ou destacar informações/conceitos importantes sobre a aplicação que esteja a ser projetada.
Este recurso é de fácil utilização, uma vez que é compatível com os sistemas operativos mais utilizados. Por outro
lado, tem a vantagem da informação poder ser reutilizada, visto poder ser guardada e editada a qualquer momento.
Disponibiliza ainda tecnologia wireless e sistema videoconferência, sendo a transferência da informação realizada em
tempo real. Semelhante a outros recursos, este equipamento possui ainda a vantagem de poder ser movível, podendo
ser deslocado para diferentes espaços, ou simplesmente ser fixado na parede.
Estas são algumas das questões que os/as formadores/as colocam a si mesmos/as em sede de planificação da sua
formação. A resposta claramente não é linear. Não se pode dizer que exista uma fórmula uniformizada para a seleção
deste ou daquele recurso pedagógico, ou para a combinação ideal entre eles. Terá que ser o/a formador/a, depois
de fazer uma análise cuidada ao grupo e aos objetivos traçados, a definir qual a melhor estratégia a aplicar. Neste
processo seletivo, devemos ter em conta que, por mais sofisticados que sejam os recursos, estes seguramente não
irão servir para todo o tipo de sessão.
Cada situação de aprendizagem é singular, por isso a seleção do(s) recurso(s) deve ser original e circunscrever-se a
uma situação formativa em particular. A variedade de recursos e métodos a utilizar dependerá da variedade que a
situação de aprendizagem propiciar.
O OBJETIVO
Se o objetivo for demonstrar a funcionalidade do quadro branco, certamente iremos fazê-lo melhor na presença
deste recurso do que através de um filme. Os recursos selecionados terão de estar sempre em consonância com a
concretização dos objetivos. O/a formador/a deve saber claramente o que devem aprender os/as formandos/as e, a
partir daí, traçar os caminhos que melhor desenvolvam as suas competências e habilidades.
OS DESTINATÁRIOS
Os recursos selecionados devem adequar-se às características psicológicas dos/as participantes. Esta tarefa
obriga a que tenhamos que determinar quais as características diretamente relacionadas com a aprendizagem:
conhecimentos prévios, ritmos de aprendizagem, capacidade de expressão, inteligência…. Há grupos de formandos/
as que necessitam de ser mais estimulados que outros. Há que aferir qual o recurso que melhor o estimulará. É
indispensável que se faça uma análise criteriosa às características do público-alvo e que daí resultem experiências
suficientes para fazer assimilar determinados conceitos.
O CONTEÚDO DA MENSAGEM
Se a mensagem se destinar a uma reflexão individual, o melhor recurso será com certeza o texto impresso. Permite
uma concentração individual maior e a anotação de algumas reflexões, por parte do/a formando/a. Se a mensagem
se destinar a uma análise de grupo, o recurso a um equipamento projetável, será o aconselhável.
OS CONDICIONALISMOS MATERIAIS
Quando planificamos uma sessão, temos que nos assegurar que os equipamentos necessários à nossa estratégia
irão estar disponíveis e em condições de funcionamento. Se o recurso selecionado não estiver disponível, deve-se
optar por outro alternativo que garanta uma taxa de sucesso próxima daquela a que nos propusemos inicialmente.
O TEMPO DISPONÍVEL
Se a nossa sessão estiver planificada para 60m não podemos, certamente, fazer uso de um filme de duração
superior a 30m, sob pena de não termos tempo para aprofundar a discussão e avaliarmos as conclusões.
CONDICIONALISMOS FÍSICOS
A falta de espaço para a realização de uma atividade, a distância dos/as formandos/as ao televisor, a dificuldade em
obscurecer a sala, etc. são também fatores a considerar.
•
3
Principais softwares de apresentação multimédia
Compreender a dinâmica e importância do powerpoint como
modelo de apresentação
Criar apresentações em powerpoint tendo em conta as
respetivas regras de elaboração
25
- Microsoft PowerPoint;
- KeyNote;
- Prezi;
- Canva;
APRESENTAÇÕES ELETRÓNICAS
A apresentação eletrónica é o recurso digital fundamental para aglomerar de forma simples e eficaz toda a informação
que o/a formador/a pretende passar.
O objetivo das apresentações deve ser promover a informação e não promover o/a formador/a, pelo que deve ter
muito cuidado com a manutenção da sobriedade e do equilíbrio dos conteúdos.
As apresentações eletrónicas exploram a utilização de slides digitais, cuja flexibilidade permite aglomerar recursos
multimédia (imagens, áudio, vídeo) para promover a ação de formação. A apresentação deve evitar ser um
aglomerado de informação de redação linguística, em detrimento de ideias chave.
Ser legível: numa apresentação a informação deverá ter uma disposição clara e organizada de modo a tornar-se
acessível para o maior número de pessoas. O/a formador/a deverá ter em consideração as dimensões físicas do
espaço onde a informação vai ser exposta e efetuar vários testes de legibilidade, de acordo com diversas distâncias
e ângulos de visão e diferentes condições de luminosidade.
Esteticamente deve ter algum cuidado com os tamanhos e fontes (tipos de letra) utilizadas:
• Os tamanhos das letras devem ser:
- Título: tamanho 44 (variável);
- Conteúdo: tamanho 24 (variável).
• As fontes de letra podem ser classificadas em famílias, como, por exemplo:
- Serifadas – Times New Roman - Não Serifadas – Arial
- Monospace - Courier New
Para textos breves (títulos, frases simples) utilize Letras Serifadas. Para grandes blocos de texto utilize
Letras Não Serifadas.
Clareza: a informação não só tem de estar legível como deverá ser fácil compreender a estrutura organizativa da
mesma. A arquitetura da informação deverá ser estruturada de modo a não confundir o/a formando/a e a localizá-
lo/a rapidamente na sequência de aprendizagem. No diapositivo deverá indicar o tema da apresentação, o título do
capítulo ou outro conteúdo textual que indique o assunto que está a explorar.
A clareza do seu tema exige que não sobrecarregue muita informação em toda a sua apresentação. Siga a regra 6 a
7 linhas por diapositivo, bem como, 6 a 7 palavras por linha.
Simplicidade: Numa apresentação prefira sempre a simplicidade à preponderância de elementos decorativos pois
estes distraem e dificultam a apreensão do conteúdo. Utilize imagens referentes ao tema, seguindo a política, uma
imagem vale mais que mil palavras. Contudo, não sobreponha imagens, nem ultrapasse as quatro imagens por
diapositivo, o que era para ser percetível ficará confuso.
Cor: A cor fala. A presença das cores é determinante para a estrutura gráfica de uma mensagem, uma vez que as
reações físicas e psicológicas que elas provocam no ser humano dão origem à sua função comunicacional. Devem
ser utilizadas cores que funcionem enquanto grupo, ou seja: as cores devem comunicar não devendo ultrapassar as
4 cores por diapositivo.
Relação Imagem/fundo: O fundo é o que podemos chamar de campo visual. Numa apresentação deverá ter em
consideração o fundo pois deverá ajudar a destacar a informação, geralmente por contraste. Porém, evite colocar
como fundo dos diapositivos imagens ou efeitos cromáticos muito intensos porque só irão prejudicar a leitura da
informação.
UTILIZE EVITE
CONSTRUIR A APRESENTAÇÃO
O PowerPoint disponibiliza um conjunto de funções previamente estruturadas que permitem ao/à utilizador/a
construir rapidamente uma apresentação. Conhecer e saber potencializar todas as essas funções e ferramentas de
modo a inserir diferentes formatos de informação num diapositivo e formatá-los de acordo com as necessidades é o
objetivo desta secção.
FUNDO DE APRESENTAÇÃO
O/a utilizador/a poderá formatar e alterar a cor do Fundo da apresentação. No separador Estrutura, selecione Estilos
de Fundo. Aparece a Caixa de Diálogo onde poderá escolher outra(s) cor(es) ou efeitos de preenchimento. Após a
escolha da(s) cor(es) ou efeito de preenchimento o/a utilizador/a pode optar por aplicar a todos os diapositivos ou
apenas a um.
TEMA
ESQUEMA DE CORES
O/a utilizador/a poderá querer alterar o esquema de cores da apresentação. Para tal, no separador Esquema selecione
Cores. Aqui são exibidos os esquemas de cores que podem ser aplicados à sua apresentação. Posicione o ponteiro
sobre um esquema de cores e clique nesse esquema para o aplicar em todos os diapositivos ou apenas aos que estão
selecionados.
ESQUEMA DE DIAPOSITIVOS
Numa apresentação pode aplicar aos seus diapositivos um Esquema de Diapositivo já existente para cada diapositivo.
Um Esquema de Diapositivo contém marcadores de posição, que são áreas limitadas onde se inserem objetos, tais
como caixas de texto, gráficos, tabelas, imagens, sons e vídeos.
O Modelo Global é a estrutura principal na qual se baseiam os outros diapositivos. Esta estrutura contém a definição
do Fundo, as Fontes, as Cores e a posição dos marcadores que aparecem nos diapositivos.
As alterações que fizer no Modelo Global permitem modificar simultaneamente todos os diapositivos em vez de
alterar cada diapositivo individualmente. Efetue as alterações que quiser e o PowerPoint automaticamente atualiza o
resto dos diapositivos e qualquer diapositivo que for acrescentado. Para aceder a esta opção, clique no separador Ver
e em Modelo Global de Diapositivos.
GESTÃO DE DIAPOSITIVOS
CABEÇA E RODAPÉ
Esta funcionalidade permite inserir algum texto na parte superior do diapositivo (Cabeçalho) assim como na parte
inferior do diapositivo (Rodapé).
No separador Inserir selecione Cabeçalho e Rodapé.
Poderá também formatar o Cabeçalho e Rodapé das Páginas de Notas e Folhetos clicando para tal no separador
Notas e Folhetos da caixa de diálogo.
MULTIMÉDIA
Cada um dos elementos que pode inserir num diapositivo (texto, imagens, objetos de desenho, gráficos, diagramas
e organogramas, filmes ou som) têm propriedades e atributos próprios e para os trabalhar da melhor forma cabe ao
utilizador/a saber como formatar cada um deles.
Dispor esses elementos de modo ordenado e organizado, legível e agradável fará da apresentação um excelente
meio de comunicação.
IMAGEM
No PowerPoint poderá incluir nas suas apresentações Imagens que tenha gravadas no seu computador ou então
recorrer ao ClipArt. As Imagens do ClipArt estão organizadas por categorias, de acordo com o tema ou assunto com
que estão relacionadas.
Para inserir uma Imagem numa apresentação deverá posicionar-se no diapositivo que pretende. No separador Inserir
opte por Imagem.
Se pretender inserir uma imagem de ClipArt opte pela opção ClipArt e procure de acordo com uma determinada
temática.
SOM
Uma apresentação com som, efeitos multimédia e com animação é mais apelativa para o/a espectador/a que a
visualiza.
Para inserir um som posicione-se no diapositivo que pretende e no separador Inserir opte por Áudio e de seguida
escolha um Áudio de Ficheiro ou um Áudio de ClipArt.
VÍDEO
Para inserir um Vídeo numa apresentação o processo é bastante semelhante à inserção de áudio. No separador
Inserir clique em Vídeo e poderá então escolher se pretende inserir um Vídeo de Ficheiro ou um Vídeo de ClipArt. Para
editar o filme clique no separador Reproduzir com o objeto selecionado e em Opções de Vídeo definir como pretende
reproduzir o filme.
DIAGRAMAS
O PowerPoint poderá também inserir e formatar Diagramas e Organogramas. No separador Inserir, em SmartArt
escolha entre os diferentes tipos de diagramas existentes: lista, processo, circular, hierarquia, relação, matriz e
pirâmide.
GRÁFICOS
Quando a apresentação é baseada em dados numéricos, os gráficos são ferramentas de grande utilidade pois
permitem rapidamente fazer uma leitura e análise da informação.
Para inserir um gráfico num diapositivo selecione o diapositivo pretendido e no separador Inserir clique em Gráfico.
De seguida, surge no diapositivo a imagem de um gráfico predefinido associado à Folha de Cálculo que contém os
dados representados no gráfico. Active a folha de cálculo clicando em qualquer ponto da mesma e introduza os
dados, clicando sobre cada uma das células e digitando os novos dados.
HIPERLIGAÇÕES
Um grande atrativo do PowerPoint é a possibilidade de apresentar documentos com o conceito de hipertexto: um
diapositivo poderá estar ligado a outros, a uma página Web, ficheiros de Imagem, documentos de texto, etc.
Durante a apresentação, quando aproxima o ponteiro do rato de uma hiperligação, o ponteiro muda automaticamente
para o símbolo de uma mão, indicando que ali se encontra um botão. O texto quando está hiperligado é exibido
sublinhado. Selecione o diapositivo onde pretende inserir a hiperligação. Escolha o texto, objeto ou imagem que irá
funcionar como botão, selecionando-o. No separador Inserir, opte por Hiperligação.
ANIMAÇÃO
Um dos motivos que faz com que o Microsoft Powerpoint seja uma das aplicações mais utilizadas no processo
formativo é o facto de esta permitir a inserção de elementos gráficos animados.
EFEITOS DE ANIMAÇÃO
No PowerPoint poderá aplicar efeitos de animação a cada um dos elementos presentes nos diapositivos Para tal,
poderá utilizar efeitos predefinidos ou efeitos personalizados.
Para aplicar um efeito de animação personalizada, selecione primeiro o objeto e de seguida no separador Animações
opte por selecionar a animação pretendida.
Para personalizar a animação deverá fazer clique em Opcões de Efeito.
Poderá ainda configurar o tempo de duração do efeito, o seu início e o atraso.
O PowerPoint possui um conjunto vasto de combinações de animação predefinidas. O/a utilizador/a poderá aplicar
efeitos de animação na passagem de um diapositivo para o outro.
No separador Transições selecione a transição que pretende aplicar à passagem de um diapositivo para outro.
Poderá também configurar a velocidade a que essa transição se efetuará, definir se pretende um som e qual e escolher
o modo de avanço - automaticamente após alguns segundos ou com o clique do rato.
Por fim, poderá decidir se pretende aplicar o efeito aos diapositivos selecionados ou a todos.
EXECUTAR A APRESENTAÇÃO
Uma apresentação feita em PowerPoint poderá ser exposta de diferentes modos, dependendo fundamentalmente da
audiência a quem é dirigida. Por exemplo, poderá ser exposta por um/a orador/a, em que cada diapositivo é mostrado
de acordo com o ritmo do/a orador/a (ele/a controla a apresentação), ou poderá estar disponível para consulta e
neste caso a apresentação é executada de forma automática.
O/a utilizador/a deverá conhecer quais as possibilidades de que dispõe para mostrar uma apresentação elaborada
em PowerPoint de modo a escolher aquela que melhor se adequa às suas necessidades.
CONFIGURAR
No separador Apresentação de Diapositivos opte por Configurar Apresentação de Diapositivos.
TIPO DE APRESENTAÇÃO
A ocupar o ecrã inteiro ou a janela.
OPÇÕES DE APRESENTAÇÃO
Define se quer que a apresentação se repita continuamente, se quer a apresentação sem Narração ou sem Animação.
DESEMPENHO
Ao ativar a opção Utilizar Aceleração de Gráficos por Hardware aumenta o desempenho da apresentação.
MOSTRAR DIAPOSITIVOS
Quais os diapositivos que pretende mostrar na apresentação.
AVANÇAR DIAPOSITIVOS
Manualmente ou de acordo com a temporização…
VISUALIZAR
Para visualizar a apresentação aceda ao separador Apresentação de Diapositivos e
selecione a opção A Partir do Início ou A Partir do Diapositivo Atual.
Pressione a barra de espaços ou a tecla ENTER para exibir o próximo diapositivo.
Poderá usar o ponteiro do rato ou pressionar as teclas Page Up e Page Down para avançar nos diapositivos e as teclas
de direção.
Para sair da apresentação deverá pressionar a tecla ESC..
FERRAMENTAS DE ANOTAÇÃO
O PowerPoint tem disponível um conjunto de ferramentas de anotação, tais como caneta e marcador, que poderá
utilizar para fazer anotações no decorrer da Apresentação. Para tal, na vista de Apresentação de Diapositivos clique
no canto inferir esquerdo da apresentação.
Para apagar as anotações realizadas utilize as opções da Borracha ou Apagar Tinta do Diapositivo.
Poderá manter as anotações realizadas numa apresentação. Quando terminar a apresentação surgirá uma caixa de
diálogo a perguntar se pretende manter as anotações para serem consultadas ou editadas.
IMPRESSÃO
A impressão de uma apresentação depende das necessidades do/a utilizador/a. O PowerPoint permite imprimir a
apresentação em diferentes suportes e formatos, tais como Diapositivos, Folhetos (diversos diapositivos por página),
Páginas de Notas e Vistas de Destaques.
No separador Ficheiro opte por Imprimir.
CONCLUSÃO
BIBLIOGRAFIA
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15. • FAUQUET, M.; STRASFOGEL - “L´audi-visuel au service de la formation des enseignement”, Paris, edição
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[Link]
reflexao/83729/#ixzz26NAh7ZwR
t 93 420 1869
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