Em resumo, os fatores de risco para as DCNT são múltiplos e interagem de maneira complexa
com fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A adoção de hábitos saudáveis, como a prática
regular de atividade física, alimentação adequada e abandono do tabagismo e consumo excessivo de
álcool, é fundamental para prevenir e controlar as DCNT. Por isso, é importante estudar o papel da
atividade física na prevenção e controle das DCNT, como o objetivo da presente pesquisa.
2.2 ATIVIDADE FÍSICA E SUA RELAÇÃO COM A SAÚDE
A atividade física é, de acordo com Carvalho e Nogueira (2016), um dos principais fatores
determinantes da saúde humana. Ela pode ser definida como qualquer movimento corporal produzido
pelos músculos esqueléticos, resultando em um gasto energético acima dos níveis de repouso. A prática
regular de atividade física traz uma série de benefícios para a saúde, tais como melhora da função
cardiorrespiratória, da composição corporal, da saúde óssea e do bem-estar psicológico.
A prática regular de atividade física está associada a uma redução do risco de doenças crônicas
não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, osteoporose e certos tipos de
câncer. Além disso, a atividade física tem um papel importante na promoção da saúde mental,
contribuindo para a prevenção e o tratamento de condições como a depressão e a ansiedade
(CARVALHO; NOGUEIRA, 2016).
Segundo Ide, Martins e Segri (2020), a prática de atividade física pode ser dividida em três
tipos principais: atividade física ocupacional, atividade física de lazer e atividade física de
deslocamento. A atividade física ocupacional refere-se àquelas atividades realizadas durante o
trabalho, como levantamento de peso e caminhadas. A atividade física de lazer inclui atividades como
esportes, dança e caminhadas recreativas. Já a atividade física de deslocamento é aquela realizada no
deslocamento diário, como caminhar ou andar de bicicleta para o trabalho ou a escola.
Na perspectiva de Rodrigues et al. (2017), o impacto da atividade física na saúde é explicado
por uma série de mecanismos fisiológicos. A atividade física promove uma melhora no fluxo
sanguíneo, aumentando a oxigenação dos tecidos e a eliminação de produtos metabólicos. Outrossim,
a atividade física promove a liberação de hormônios e neurotransmissores que têm efeito positivo na
saúde, como a endorfina, que está associada ao bem-estar psicológico.
A quantidade e o tipo de atividade física recomendados para a promoção da saúde variam de
acordo com a idade, o sexo, o nível de aptidão física e as condições de saúde de cada indivíduo. De
forma geral, as diretrizes recomendam pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75
minutos de atividade física intensa por semana, além de atividades que visem à melhora da força
muscular e da flexibilidade (RODRIGUES et al., 2017).
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A importância da atividade física para a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)
2.3 INTERVENÇÕES BASEADAS EM ATIVIDADE FÍSICA PARA PREVENÇÃO E CONTROLE
DE DCNT
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um importante problema de saúde pública,
responsáveis por um grande número de mortes em todo o mundo. Nesse cenário, a atividade física
configura-se como uma das principais formas de intervenções para prevenção e controle dessas
doenças (MALTA, 2016).
Para Almeida e Ramos (2021), as intervenções baseadas em atividade física podem reduzir
significativamente o risco de desenvolvimento de doenças crônicas, tais como doenças
cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e obesidade. Essas intervenções também são
eficazes para o tratamento e controle dessas doenças em indivíduos que já apresentam algum
diagnóstico.
Ainda de acordo com os autores, uma das principais estratégias para aumentar a atividade física
é a promoção de programas de exercícios físicos regulares. Esses programas devem ser adaptados às
necessidades individuais de cada paciente, considerando idade, sexo, condições clínicas, capacidade
funcional, nível de atividade física atual e preferências pessoais. As atividades recomendadas incluem
exercícios aeróbicos, treinamento de força e flexibilidade, sendo que esses programas devem ser
cuidadosamente planejados e adaptados às necessidades individuais de cada paciente.
Os exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, natação, ciclismo e dança, são
recomendados para melhorar a saúde cardiovascular e respiratória, além de ajudar a controlar o peso
corporal. O treinamento de força, como levantamento de peso e uso de equipamentos de resistência, é
importante para aumentar a força muscular e melhorar a densidade óssea. Já o treinamento de
flexibilidade, como alongamento, yoga e pilates, é essencial para manter a flexibilidade muscular e
articular, prevenir lesões e melhorar a postura (MATSUDO; LILLO, 2019).
Ao promover programas de exercícios físicos regulares, é importante garantir a segurança do
paciente, especialmente aqueles com condições clínicas pré-existentes, como doenças cardíacas,
pulmonares ou articulares. Por isso, é necessário uma avaliação médica prévia e um acompanhamento
regular de um profissional qualificado, como um fisioterapeuta ou personal trainer (MATSUDO;
LILLO, 2018).
Além disso, os programas de exercícios físicos devem, segundo Rodrigues et al. (2017), ser
gradualmente intensificados e individualizados para evitar lesões e garantir a adesão do paciente a
longo prazo. É importante incentivar a prática regular de atividade física, com metas realistas e
mensuráveis, e oferecer suporte emocional e motivacional para ajudar o paciente a superar barreiras e
alcançar seus objetivos de saúde e bem-estar.
Outras intervenções incluem a criação de ambientes propícios para a atividade física, como a
construção de ciclovias, parques e áreas verdes. Essas estratégias incentivam a realização de atividades
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A importância da atividade física para a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)
físicas de lazer e de deslocamento, tornando a prática de exercícios parte integrante do cotidiano da
população. Para tanto, deve-se considerar a implementação de programas de educação em saúde e
promoção de estilo de vida saudável (CARVALHO; NOGUEIRA, 2016).
A implementação de programas de educação em saúde e promoção de estilo de vida saudável
podem incluir informações sobre alimentação saudável, redução do consumo de álcool e tabaco,
controle de estresse e sono adequado. Essas informações são fundamentais para que a atividade física
seja aliada a uma vida saudável e equilibrada. As intervenções baseadas em atividade física também
são eficazes na promoção da saúde mental. Estudos têm demonstrado que a atividade física regular
pode reduzir a incidência de depressão e ansiedade e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos que
sofrem dessas condições (IDE; MARTINS; SEGRI, 2020).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Considerando a importância das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como um desafio
global para a saúde pública, este trabalho teve como objetivo discutir a relação entre atividade física e
DCNT, apresentando evidências científicas que sustentem a importância da prática regular de
exercícios para a prevenção e controle dessas doenças.
A partir da revisão bibliográfica realizada, pode-se concluir que a prática regular de atividade
física tem uma série de benefícios para a saúde, incluindo a redução do risco de obesidade, hipertensão
arterial, dislipidemia e resistência à insulina, com impacto positivo na saúde cardiovascular, saúde
óssea e muscular e na saúde mental.
Nesse cenário, compreender a relação entre atividade física e DCNT é essencial para subsidiar
a elaboração de políticas públicas e programas de intervenção mais eficazes, capazes de desenvolver
estratégias de promoção da saúde direcionadas e efetivas, levando em conta as particularidades de cada
população e contexto.
Desta forma, é possível contribuir para a disseminação de informações sobre a importância da
atividade física para a saúde e incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, avançando o
conhecimento científico na área da educação física e saúde.
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A importância da atividade física para a prevenção de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT)