UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP
CURSO EM FARMÁCIA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM ANÁLISES FARMACÊUTICAS BÁSICAS – MAPA
DE RISCO.
ROBENILDA DE SOUSA COUTINHO- UP23202492
SANTARÉM-PA
2024.2
ROBENILDA DE SOUSA COUTINHO- UP23202492
Relatório apresentado a Universidade Paulista – UNIP Como
requisito parcial para a obtenção de conceito na Disciplina
De estágio Análises farmacêuticas básicas, ministrada pela
professora Maria Aldilene Arruda Sampaio.
SANTARÉM-PA
2024.2
INTRODUÇÃO
Em 1944, foi criada a primeira legislação estabelecendo a obrigatoriedade de
formação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs. A partir de
1970, o avanço da industrialização resultou no aumento do número de acidentes,
que já era alto. Criou-se uma série de normas para enfrentar essa situação, entre
elas a obrigatoriedade das empresas maiores terem profissionais especializados
(engenheiros, médicos e técnicos) na área de segurança e saúde no trabalho. Mas a
quantidade de acidentes continuou a crescer, mesmo quando o ritmo da atividade
econômica se reduziu. De 1975 a 1976, o Brasil chegou a ter 10% dos seus
trabalhadores acidentados.
Problemas crônicos exigem soluções inovadoras. É nessa situação de
persistência de elevados índices de acidentes de trabalho, com grandes perdas
humanas e econômicas, que surge o Mapa de Riscos. Esse instrumento representa
uma tentativa de comprometer e envolver os trabalhadores e também os
empresários com a solução de um problema que interessa a todos superar.
Implantado pela Portaria nº 5/92 do Ministério do Trabalho e da Administração,
alterada pela Portaria 25 de 29/12/94, ele é obrigatório nas empresas com grau de
risco e número de empregados que exijam a constituição de uma Comissão Interna
de Prevenção de Acidentes.
O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos
diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil
visualização e afixada em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para
informação e orientação de todos que ali atuam e de outros que eventualmente
transitem pelo local, quanto às principais áreas de risco. No mapa de riscos, círculos
de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e os fatores que podem gerar
situações de perigo pela presença de agentes físicos, químicos, biológicos,
ergonômicos e mecânicos. O mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa
por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e graficamente
sinalizados. Desse modo, contribui para a eliminação ou controle dos riscos
detectados.
PROCEDIMENTOS
A elaboração do Mapa de Riscos começa com o planejamento, que envolve a
formação de uma equipe responsável pela criação do mapa, a definição das áreas a
serem analisadas e a coleta de informações sobre os processos de trabalho. Em
seguida, é feita a identificação dos riscos, incluindo fatores físicos, químicos,
biológicos, ergonômicos e mecânicos, por meio de observações diretas e entrevistas
com os trabalhadores. Após identificar os riscos, é realizada uma análise e
avaliação, classificando-os de acordo com a gravidade e a probabilidade de
ocorrência, priorizando as áreas de maior risco.
Com base nessas informações, é criado o Mapa de Riscos, que inclui um
layout da empresa com símbolos e cores para indicar os diferentes tipos de risco. O
mapa é então afixado em locais visíveis para garantir que todos os trabalhadores
possam acessá-lo facilmente. Treinamentos são realizados para garantir que os
funcionários saibam interpretar e agir de acordo com o mapa. A implementação de
medidas preventivas e corretivas é feita para minimizar ou eliminar os riscos, e o
mapa deve ser monitorado e atualizado regularmente, com o acompanhamento do
feedback dos trabalhadores. Por fim, é importante manter registros de todas as
ações tomadas, como inspeções e treinamentos, para garantir o cumprimento das
normas e facilitar futuras auditorias.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
O Mapa de Riscos permite a identificação clara de áreas e processos com
maior potencial de risco, facilitando a visualização dos problemas antes que se
tornem críticos. Muitas vezes, o mapeamento revela riscos ocultos ou não
percebidos pelas equipes de trabalho, como falhas em equipamentos, presença de
substâncias tóxicas ou condições inadequadas de ergonomia.
Ao tornar visíveis os riscos, o Mapa de Riscos tem um impacto positivo na
conscientização dos trabalhadores. A presença dos símbolos e cores indicativas de
risco no ambiente de trabalho serve como lembrete constante de precauções
necessárias, o que pode levar a um comportamento mais cauteloso e a adesão a
normas de segurança.
Uma das principais consequências da implementação do Mapa de Riscos é a
redução de acidentes de trabalho, uma vez que o mapeamento facilita a
implementação de medidas corretivas e preventivas. As ações tomadas após a
visualização dos riscos ajudam a minimizar situações perigosas, contribuindo para a
segurança dos colaboradores.
Com a avaliação dos riscos, as empresas podem melhorar as condições
gerais de trabalho, como a instalação de EPIs, adequação de equipamentos e a
mudança de processos para minimizar o contato com substâncias perigosas. Isso
contribui não só para a redução de acidentes, mas também para a melhora do bem-
estar dos trabalhadores.
Embora o Mapa de Riscos seja uma ferramenta eficaz na identificação e
visualização dos riscos, sua efetividade depende da correta implementação e da
adesão dos trabalhadores e gestores. Não basta apenas afixar o mapa, é necessário
um comprometimento contínuo com a atualização e com a implementação de
medidas corretivas. Caso contrário, os riscos podem persistir e até aumentar.
A efetividade do Mapa de Riscos depende também do envolvimento
constante de todos os colaboradores, desde os operacionais até os gestores.
Quando o Mapa é utilizado apenas como uma ferramenta de conformidade e não
como parte de uma cultura de segurança, os resultados podem ser limitados. O
treinamento contínuo, o feedback dos trabalhadores e a revisão regular do Mapa são
fundamentais para garantir a sua eficácia.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Mapa de Riscos é uma ferramenta essencial para promover a segurança no
ambiente de trabalho, ajudando na identificação e controle de riscos que podem
causar acidentes e doenças ocupacionais. Sua implementação contribui para a
conscientização dos trabalhadores e a criação de ambientes mais seguros. No
entanto, para ser eficaz, é crucial que todos os envolvidos se engajem no processo,
realizando atualizações contínuas, treinamentos e ações corretivas. Embora o Mapa
de Riscos seja importante, ele deve ser parte de uma estratégia mais ampla de
segurança no trabalho, com a colaboração de todos para garantir a redução de
acidentes e a melhoria das condições laborais.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT. NBR 14280:2011. Segurança no trabalho – Sistema de Gestão de Segurança
e Saúde no Trabalho. Rio de Janeiro, 2011.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 25, de 29 de dezembro de
1994. Altera a Portaria nº 5, de 29 de abril de 1992, que aprova o regulamento sobre
o Mapa de Riscos. Brasília, 1994.
BRASIL. Norma Regulamentadora NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA). Ministério do Trabalho e Emprego. Brasília, 2002.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria nº 5, de 29 de abril de 1992.
Aprova o regulamento que trata da elaboração e utilização do Mapa de Riscos.
Brasília, 1992.
ANEXOS