Serviço de Formação de Santarém - IEFP
0576 – Imposto sobre o Rendimento
1
IRC 0576
Índice
Características do IRC........................................................................1
Sobre o rendimento..................................................................1
Direto........................................................................................1
Periódico...................................................................................1
Estadual....................................................................................2
Proporcional..............................................................................2
Global........................................................................................2
Principal....................................................................................2
Incidência do IRC...............................................................................2
Base do Imposto...................................................................................4
Isenções do IRC.................................................................................4
Isenções reais...........................................................................4
Isenções pessoais.....................................................................4
Isenções automáticas...............................................................5
Isenções a requerimentos dos interessados (art.º 10º CIRC)....5
Estimativa de IRC.................................................................................5
Cálculo do Resultado antes dos impostos (RAI).................................5
Resultado antes dos impostos (RAI) – Rendimentos – Gastos...........6
Rendimentos da empresa – Classe 7..............................................6
Gastos da empresa.........................................................................6
Derrama...............................................................................................6
Derrama Municipal – sempre associado ao município onde a
empresa tem a sua sede...................................................................6
Derrama Estadual..............................................................................7
Tributações Autónomas........................................................................7
Despesas não documentadas – 50%.................................................7
Despesas de representação – 10%....................................................7
Despesas de deslocação – 100%.......................................................8
Despesas com ajudas de custo e compensação pelas deslocações
em viatura própria do trabalhador – 5%............................................8
Exemplo..........................................................................................9
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IRC 0576
Indemnizações por cessação de funções de gestor, administrador
ou gerente – 35%............................................................................9
Gastos por encargos relativos a bónus e outras remunerações
variáveis pagos a gestores, administrativos ou gerentes – 35%....9
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros e viaturas ligeiras de
mercadorias, motos e motociclos......................................................9
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros híbridas Plug-in......10
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL (Gás
liquefeito de petróleo) ou GNV (Gás natural veicular).....................10
Pagamento por conta (PPC)................................................................10
Pagamento especial por conta PEC....................................................11
PEC em 2018................................................................................11
PEC em 2019................................................................................12
NOTA: Isenção de PEC em 2019......................................................12
Pagamento adicional por conta.......................................................13
Retenção na fonte..............................................................................14
Taxa do imposto.................................................................................14
Resolução do Exercício.................................................................16
Movimentação de contas.................................................................17
Pagamento por conta de IRC ao Estado (1)..................................17
Retenção na fonte efetuada por 3ºs.............................................17
Lançamentos de Estimativa de IRC a pagar (3) = Imposto
Estimado.......................................................................................17
Apuramento do IRC............................................................................18
Exercício NC100..............................................................................18
IRC a pagar...................................................................................18
Demonstração de resultados........................................................18
Depreciações e Amortizações............................................................19
Vida útil...........................................................................................20
Método de cálculo:........................................................................20
Depreciações e amortizações por duodécimos:..............................21
Depreciações de imóveis.................................................................21
Elementos de reduzido valor...........................................................21
Exercício..........................................................................................23
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IRC 0576
Artigo 34º - Depreciações e amortizações não dedutíveis para
efeitos fiscais...................................................................................24
Não são aceites como gastos:......................................................24
Limites para cálculo de viaturas ligeiras de passageiros ou mistos
(art.º 34º nº1 do CIRC)....................................................................25
Viaturas antes de 2015 são outros valores. Mas já está
amortizado....................................................................................25
Quadro 7 do Modelo 22................................................................25
Art.º 23º A – Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais..............25
Quadro 07 – Exercícios. Diga todos os campos que vão ser
preenchidos no IRC por esta situação.............................................26
a) Na contabilidade está registado um gasto com serviços de
desinfestação no valor de 2.500€, sem documento de suporte.. .26
b) Indemnização de 4.000€ paga a um cliente por este ter
sofrido uma queda no interior da loja da empresa.......................26
c) Foram pagos de multas 600€ e 400€ de juros de mora por
infrações.......................................................................................26
d) Das situações seguintes quais afetam o Quadro 7. A
empresa pagou por compensação pela deslocação em viatura
própria dos trabalhadores as seguintes quantias:........................27
e) A empresa adquiriu um edifício industrial por 100.000€. Este
tem uma vida útil de 20 anos. A empresa praticou uma taxa de
5% e amortizou o valor de 5.000€................................................27
f) Quadro 7. Foram contabilizadas as amortizações das viaturas:
27
4
O rendimento IRC engloba não só o resultado da atividade normal,
como também a variação do seu património
Características do IRC
Antes da reforma Fiscal de 1989 a tributação do rendimento das
sociedades estava dispersa pelos diversos impostos parcelares
convertendo-se após essa data numa tributação unitária.
Em consequência foram abolidos, a partir de Janeiro de 1989, a
contribuição Industrial.
A principal inovação trazida por esta reforma fiscal, consiste na
adoção do sistema de tributação global, caraterizado pela sujeição da
totalidade dos rendimentos a um único imposto.
Na presente reforma, o conceito de rendimento assenta na teoria de
rendimento ou incremento patrimonial que se traduz na diferença
entre o valor do património no início e no fim do período de
tributação, incluindo as mais-valias e outros ganhos fortuitos.
Assim, o rendimento em IRC engloba não só o resultado da atividade
normal, como também a variação do seu património.
Se atendermos às caraterísticas específicas deste imposto, podemos
afirmar que se trata de um imposto:
Sobre o rendimento - por contrapartida aos impostos existentes
sobre a despesa (ex. IVA) e sobre o património (ex. IMI);
Direto – se atendermos ao critério económico poderemos dizer
que o IRC é um imposto direto, na medida que incide sobre a
manifestação direta ou imediata da capacidade contributiva –
onde ganhamos riqueza, e incide sobre rendimentos e
património,
o Já o indireto incide sobre o consumo, ou seja, onde se
gasta a riqueza.
o Real – porque visa a tributação dos rendimentos das
pessoas coletivas sem atender á sua situação pessoal;
E não pessoal
Periódico – porque se renova nos sucessivos períodos de
tributação que normalmente são anuais, dando origem,
consequentemente, a sucessivas obrigações tributárias anuais
independente uma das outras;
o O período mais habitual é de 01 de Janeiro a 31 de
Dezembro.
Estadual – porque é o Estado o sujeito ativo da relação jurídico-
tributárias; relações tributárias concretas;
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IRC 0576
Proporcional – já que a taxa se mantém constante,
independentemente da matéria coletável apurada pelo
contribuinte;
Global – porque incide sobre um conjunto de rendimentos
provenientes de diversas fontes;
Principal - porque goza de autonomia quer ao nível normativo
quer ao nível das relações tributárias concretas.
Incidência do IRC
CIRC Incidência
Artigo1.º
Pressuposto do imposto
O imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas (IRC) incide
sobre os rendimentos obtidos, mesmo quando provenientes de atos
ilícitos, no período de tributação, pelos respetivos sujeitos passivos,
nos termos deste Código.
Ativo – Recebe o imposto
Passivo – Paga o imposto
A incidência em termos fiscais corresponde á fixação dos
pressupostos, que dão origem à obrigação jurídico-fiscal. Em termos
simples corresponde à identificação do “Quê” e de “Quem” fica
sujeito ao imposto.
Com vista á determinação do lucro tributável, o CIRC faz uma
primeira segmentação dos sujeitos passivos, em função da residência
– sede da empresa.
Quanto aos residentes subdivide-os em função do objeto
social, isto é, saber se exercem ou não uma atividade
comercial, industrial ou agrícola a título principal:
Quanto aos não residentes subdivide-os em função de saber
se têm ou não estabelecimento estável (sede da empresa fora
de Portugal).
As entidades residentes que exercem a título principal, uma atividade
de natureza comercial, industrial ou agrícola, como é o caso, por
exemplo das sociedades comerciais, a base do imposto é o lucro.
O IRC incide sobre a globalidade dos rendimentos, os obtidos em
território nacional, e os obtidos em território estrangeiro.
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IRC 0576
Aplica-se também, às entidades com ou sem personalidade jurídica,
que embora não tendo sede ou direção efetiva em território
português, nele obtenham rendimentos, não sujeitos a IRS.
Quanto aos sujeitos passivos não residentes há que considerar duas
hipóteses:
1) Ou possuem estabelecimento estável em território português e,
nesse caso, o IRC incide sobre o lucro imputável a esse
estabelecimento estável;
2) Ou, não possuem estabelecimentos estável em território
português ou, possuindo, os rendimentos não lhe sejam
imputáveis, caso em que o IRC incidirá sobre o rendimento das
diversas categorias consideradas para efeitos de IRS e, os
incrementos patrimoniais obtidos a título gratuito.
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IRC 0576
Base do Imposto
Isenções do IRC
Isenções reais visam criar um benefício a certas atividades, e
não às pessoas coletivas em si mesmo. Foi criado um regime de
exceção, para as atividades desportistas, culturais e
recreativas.
Nessa conformidade o artigo 11º do CIRC explicita dois aspetos
fundamentais:
o Os rendimentos de tais atividades ficam isentos, desde
que, não haja distribuição de resultados.
o Tipifica um conjunto de rendimentos, que embora
conexos com tais atividades, não os considera
rendimentos de atividade desportiva enquanto tal, e por
isso os exclui do campo da isenção.
o É o caso, por exemplo, da publicidade, patrocínios, bares,
diretos respeitantes a qualquer forma de transmissão de
bens, bens imóveis, aplicações financeiras e jogo de
bingo, etc.
Isenções pessoais, tal como o próprio nome indica são de
natureza essencialmente pessoal ou subjetiva, e atendem
apenas à qualidade do sujeito passivo.
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IRC 0576
As isenções são comtempladas nos art.º 9º e 10º do CIRC (e no
estatuto dos Benefícios Fiscais) e podem ser automáticas ou
requeridas pelos interessados.
Isenções automáticas (art.º 9º do CIRC)
O Estado, as Regiões Autónomas, as autarquias locais,
estabelecimentos e organismos incluindo os institutos públicos, as
associações e federações de municípios.
As instituições de Segurança Social e as instituições de previdência
Isenções a requerimentos dos interessados (art.º 10º CIRC)
As pessoas coletivas de utilidade pública administrativa, bem como as
de mera utilidade pública que prossigam fins científicos ou culturais,
de caridade, assistência, beneficência ou solidariedade social, defesa
do meio ambiente.
As instituições particulares de solidariedade social.
24 Agosto de 2019
Estimativa de IRC
Cálculo do Resultado antes dos impostos (RAI)
+/- Variações Patrimoniais
+/- Correções Fiscais
o Contabilisticamente o fisco aceita tudo, mas fiscalmente
não – por isso tens que fazer uma correção; Ex: uma
despesa sem fatura.
= Lucro Tributável (ou prejuízo fiscal se negativo)
- Prejuízos fiscais reportáveis (até cinco anos atrás)
= Matéria Coletável
*Taxa de IRC
=IRC
+ Derrama
o Estadual
o Municipal – município onde a empresa tem a sua sede.
Santarém tem os valores máximos, mas existem
municípios que usam valores mais baixos para ter mais
empresas lá.
Tributações autónomas
o Mesmo que não tenhas lucro
= Imposto Estimado
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IRC 0576
- Retenções
- Pagamentos por conta
Resultado antes dos impostos (RAI) – Rendimentos – Gastos
Rendimentos da empresa – Classe 7
Constituem da empresa – Constituem rendimentos da empresa, os
valores obtidos em resultado de operações de qualquer natureza,
resultantes da sua atividade, designadamente provenientes de:
Vendas ou prestações de serviços – crédito.
Descontos, bónus e abatimentos, comissões e corretagens –
débito.
Rendimentos financeiras como juros, dividendos, descontos,
diferenças cambiais (moeda 10 mil dólares com câmbio para
euros), prémios de emissão (obrigações da empresa –
empréstimo, aumentos de capital), entre outros.
Royalties e outros rendimentos da propriedade industrial.
o Aluguer de uma marca pré-estabelecida, ex: Manz
o Franchising – o franchisado paga à marca.
o Eu entro no negócio e dou x euros, mas recebo y por cada
unidade vendida.
Prestações de serviços de carater científico ou técnico.
Mais-valias realizadas.
Indemnizações recebidas por qualquer motivo.
Subsídios ou subvenções de exploração
Rendimentos de imóveis.
Gastos da empresa
Constituem Gastos da empresa, os valores despendidos por forma
a desenvolver a sua atividade, como são exemplo:
Compras de mercadorias e matérias-primas
Aquisição de serviços a terceiros.
Remunerações e encargos com o pessoal.
Amortizações e depreciações dos ativos fixos.
Juros de financiamento.
Impostos.
Menos-valias.
Coimas e multas.
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IRC 0576
Derrama
Derrama Municipal – sempre associado ao município onde a
empresa tem a sua sede.
Ao IRC devido pode acrescer a Derrama, a qual é receita municipal. A
taxa geral de Derrama, lançada pelos diferentes municípios, pode
ascender até 1,5% (alguns até isentam as empresas para terem lá
mais) do lucro tributável.
Derrama Estadual (regional, no caso das Regiões Autónomas) é
devida pelas entidades residentes que exerçam, a título principal,
atividades de natureza comercial, industrial ou agrícola e pelas
entidades não residentes com estabelecimento estável em Portugal.
As taxas aplicáveis são as seguintes:
Lucro Tributável (€) Continent Madeir Açore
e a s
De mais de 1.500.000 3% 2,5% 2,4%
até 7.500.000
De mais de 7.500.000 5% 4,5% 4%
até 35.000.000
Superior a 35.500.000 9% 8,5% 7,2%
Tributações Autónomas
Consiste numa tributação adicional a determinados gastos das
empresas que não são diretamente relacionados com a produção da
empresa.
Estas despesas são taxadas independentemente de haver lucro ou
prejuízo e visam combater a fraude e evasão fiscal.
Despesas não documentadas – 50%
Despesas não documentadas (antigas despesas confidenciais),
No banco temos uma despesa, mas não tenho
fatura: contabilisticamente tudo bem, mas
fiscalmente tem correções e …
o São aquelas que não apresentam ou têm por base
qualquer documento de suporte que as justifique. Muitas
vezes são designadas por “despesas confidenciais”;
o As despesas não documentadas são tributadas
autonomamente à taxa de 50%.
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IRC 0576
27 Agosto de 2019
Despesas de representação – 10%
São tributados autonomamente, à taxa de 10%, os encargos relativos
a despesas de representação, considerando-se como tal as despesas
suportadas com:
Receções,
Refeições
Viagens
Passeios e espetáculos
Oferecidos no país ou no estrangeiro a clientes ou fornecedores ou
ainda quaisquer outras pessoas ou entidades.
Despesas de deslocação – 100%
É necessário distinguir as despesas de representação das despesas
de deslocação, pois nestas últimas só se devem incluir as despesas
de:
Transportes, refeições e alojamento suportado com o pessoal
ao serviço da empresa.
O gasto das despesas de deslocação é aceite fiscalmente na
totalidade
Despesas com ajudas de custo e compensação pelas
deslocações em viatura própria do trabalhador – 5%.
São tributados autonomamente, à taxa de 5%, os encargos relativos a
despesas com ajudas de custo e com compensação pela deslocação
em viatura própria do trabalhador, ao serviço da entidade patronal,
não faturadas a clientes, escriturados a qualquer título, exceto na
parte em que haja lugar a tributação em sede de IRS na esfera do
respetivo beneficiário.
É imprescindível que a sociedade possa comprovar os encargos
efetivamente suportados, respeitantes a ajudas de custo através do
mapa itinerário (cada um dos funcionários), sendo necessário dar a
conhecer:
O nome do beneficiário
O local e a data da deslocação
Tempo e objetivo da permanência,
Bem como o montante diário que lhe foi atribuído, de modo a
aferir se o mesmo excede os limites legais de sujeição a IRS,
bem como o valor faturado.
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IRC 0576
A comparação dos encargos efetivamente suportados com a
compensação por uso de viatura própria (até 0,36€/quilómetro é
isento de IRS e Seg Social.) é feita através do mapa itinerário, sendo
necessário dar a conhecer:
O nome do beneficiário
O local onde se deslocou
a data da deslocação
Tempo e objetivo da permanência,
Matrícula da viatura
Montante pago, de modo a aferir se o mesmo excede os limites
legais de sujeição a IRS.
Exemplo
Uma dada empresa registou no período de tributação de 2018,
gastos com ajudas de custo, devidamente documentadas, no valor
global de 10.000€. Parte das ajudas de custo, no valor de 3.000€
foram debitadas a clientes. A empresa despendeu 4.000€ em
receções a clientes. Foram também considerados gastos não
documentados no valor de 2.000€.
A empresa declarou de lucro Tributável no período. Qual a Tributação
Autónoma incidente sobre estes factos em 2018?
Descrição Contas Valor
Não 4.000€*50% 1.000
documentadas €
Receções 4.000*10% 400€
Ajudas de custo (10.000- 350€
3.000)*5%
Total 1.750
€
Indemnizações por cessação de funções de gestor, administrador ou
gerente – 35%
São tributadas autonomamente, à taxa de 35%, os gastos relativos a
indemnização ou quaisquer compensações devidas não relacionadas
com a concretização de objetivos de produtividade previamente
definidos na relação contratual, quando se verifique a cessação de
funções de gestor, administrador ou gerente.
Gastos por encargos relativos a bónus e outras remunerações
variáveis pagos a gestores, administrativos ou gerentes – 35%
São tributáveis autonomamente, à taxa de 35%, os gastos ou encaros
relativos a bónus e outras remunerações variáveis pagas a gestores,
administradores ou gerentes quando estas representam uma parcela
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IRC 0576
superior a 25% da remuneração anual e possuam valor superior a
27.500€.
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros e viaturas ligeiras
de mercadorias, motos e motociclos
Custo aquisição Taxa
<25.000€ 10%
25.000€>= e =<35.000€ 27,5%
>=35.000€ 35%
Consideram-se encargos relacionados com viaturas ligeiras de
passageiros, motos e motociclos, nomeadamente, depreciações,
rendas ou alugueres (renting e leasing incluídos), seguros,
manutenção e conservação, combustíveis e impostos incidentes
sobre a sua posse ou utilização.
Exemplo:
o Comprei a viatura a 40.000€
o Amortizações 10.000€
o Seguros: 1.000€
o Oficina: 1.000€
o IUC:250€
o Combustíveis: 3.750€
o Gastos de 16.000€ * 35%=5600€ de tributação autónoma
A nível de IRC poupei 21%, mas paguei 35% de tributação autónoma.
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros híbridas Plug-in.
Custo Aquisição Taxa
<25.000€ 5%
25.000€>= e =<
10%
35.000€
17,5
>=35.000€
%
Encargos com viaturas ligeiras de passageiros movidas a GPL
(Gás liquefeito de petróleo) ou GNV (Gás natural veicular)
Custo aquisição Taxa
<25.000€ 7,5%
25.000€>= e =< 35.000€ 15%
>=35.000€ 27,5%
Estas despesas são taxadas independentemente de haver lucro ou
prejuízo.
10
IRC 0576
De facto, há mesmo um aumento de 10% nas taxas no caso de ser
apresentado prejuízo fiscal no mesmo período de tributação a que
respeitam os factos tributários.
Existem muitas empresas que não pagam IRC – porque não têm lucro,
mas ainda pagam Tributações Autónomas, mas ainda existem mais
empresas que nem pagam IRC nem TA, e não dinheiro ao fisco!
Pagamento por conta (PPC)
Os pagamentos por conta são calculados com base no imposto
liquidado relativamente ao período de tributação imediatamente
anterior àquele em que se devam efetuar esses pagamentos, líquido
de retenções na fonte.
Relativamente ao período que teve início em 01 de janeiro de 2019, o
montante dos pagamentos por conta deverá ser calculado da
seguinte forma:
Volume de Taxa (%)
negócios
<= 500.000€ (coleta de IRC 2018 – retenções na fonte)
*80%
> 500.000€ (coleta de IRC 2018 – retenções na fonte)
*95%
As entidades devem efetuar três pagamentos por conta, no próprio
período de tributação a que respeita o lucro tributável, com
vencimentos em:
Julho
Setembro e
15 De Dezembro
Se o sujeito passivo verificar que o montante que já pagou é igual ou
superior ao IRC que será devido com base na matéria coletável do
período de tributação em causa, pode limitar ou deixar de efetuar o
terceiro pagamento por conta.
Exemplo de cálculo do PPC:
o Volume de negócios: 350.000€
o Coleta de IRC: 12.000€
o Retenções na fonte: 2.000€
o Qual o valor de PPC?
o (12.000-2.000)€*80%=8.000€, em três prestações de
2.666,67€.
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IRC 0576
Pagamento especial por conta PEC
As entidades que exerçam, a título principal, atividade de natureza
comercial, industrial ou agrícola, e as entidades não residentes com
estabelecimento estável em território português, poderão estar
sujeitas ao regime dos pagamentos especiais por conta.
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
PEC em 2018
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1) -100€
- pagamentos por conta do período de tributação anterior) * 87,5%
PEC em 2019
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
O pagamento Especial por conta (PEC) é liquidado em março de cada
ano (ou em duas prestações em março e outubro)
O PEC não é aplicável no período de início de atividade e no seguinte.
NOTA: Isenção de PEC em 2019
O pagamento do PEC deixa de ser obrigatório desde que os
contribuintes não efetuem o respetivo pagamento, considerando que
cumprem os requisitos exigidos para tal.
Como requisito obrigatório, têm de ter cumprido as suas obrigações
fiscais declarativas nos dois períodos de tributação imediatamente
anteriores.
Exemplo de cálculo de PEC 2019:
Valor de vendas e serviços prestados: 80.000€
Pagamentos por conta efetuados: 500€
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
PEC= 1%*80.000 – 500= 800-500=300€
Como o valor mínimo é de 850€, paga 850€.
1
Limites:
Mínimo de 850€
Máximo: 850€ + 20% do excedente, com o limite de 70.000€
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IRC 0576
1% Volume de negócios período de tributação
anterior=80.000*1%=800€ <850€ = valor mínimo, considerando-se
assim, esse limite 850€
Ao valor apurado retira-se os pagamentos por conta já efetuados:
850€-500€=350€
Outro Exemplo de cálculo de PEC 2019:
Valor de vendas e serviços prestados: 100.000€
Pagamentos por conta efetuados: 500€
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
1%*100.000=1.000€ (limite mínimo =850) => (1 000-850)*20%=
150*20%=30€
PEC= (850+30) -500=380€
Máximo: 850€ + 20% do excedente, com o limite de 70.000€
Mais um Exemplo de cálculo de PEC 2019:
Valor de vendas e serviços prestados: 250.000€
Pagamentos por conta efetuados: 1.600€
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
1%*250.000=2.500€ (limite mínimo =850) => (2500-850)*20%=
1650*20%=330€
PEC= (850+330) -1600=1180-1600=-420€
Máximo: 850€ + 20% do excedente, com o limite de 70.000€
Os pagamentos por conta que fiz o ano passado foram superiores ao que teria que
pagar.
Ainda mais um Exemplo de cálculo de PEC 2019:
Valor de vendas e serviços prestados: 50.000.000€
Pagamentos por conta efetuados: 9.900€
PEC= (1% volume de negócios período de tributação anterior (1)
-
pagamentos por conta do período de tributação anterior)
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IRC 0576
1%*50.000.000=500.000€ (limite mínimo =850) => (500.000-
850)*20%= 499.150*20%=99.830€
PEC= (850+99.830) -9.900=100.680€ - superior a 70.000€
Valor PEC=70.000-9.900=66.100€
28 de Agosto de 2019
Pagamento adicional por conta
Devido pelas entidades obrigadas a efetuar PPC e PEC que tenham
apurado, no período de tributação anterior, um lucro tributável
superior a 1.500.00€.
Lucro tributável (período tributação Taxa
anterior) %
De mais de 1.500.000€ até 7.500.000€ 2,5%
De mais de 7.500.000€ até 35.000.000€ 4,5%
Superior a 35.000.000€ 8,5%
O pagamento adicional por conta é efetuado em três prestações, nos
meses de julho, setembro e até dia 15 de dezembro.
Retenção na fonte
O IRC é objeto de retenção na fonte relativamente a alguns
rendimentos, como são exemplo:
a) Rendimentos provenientes da propriedade intelectual ou
industrial;
a. Manz – ginásios que utilizam as aulas de bodycombat,
bodypump, entre outros.
b) Rendimentos derivados do uso ou da concessão do uso de
equipamentos agrícolas, industrial, comercial ou científico;
c) Rendimentos de aplicação de capitais não abrangidos nas
alíneas anteriores e rendimentos prediais;
Taxa do imposto
A taxa do IRC é de 21%.
No caso de sujeitos passivos que exerçam, diretamente e a
título principal, uma atividade económica de natureza agrícola,
comercial ou industrial, que sejam qualificados como PME, a
taxa de IRC aplicável aos primeiros 15.000€ de matéria
coletável é de 17%.
Exemplo:
Matéria Coletável: 25.000€
14
IRC 0576
Primeiros 15.000€*17%=2.550€ (25.000-15.000)*21%=2.100€
15
IRC 0576
Exercício
16
IRC 0576
A empresa “NL 37, Lda.” cuja atividade principal é o comércio de
guloseimas, apresentava no final do ano o Balancete do Razão Geral:
Movimentos Saldos
COD Contas Débito Crédito Devedor Credor
11 Caixa 2.154,00 1824,00 330,00
55.870,0 35.480,0 20390,0
12 Depósitos à Ordem
0 0 0
31.450,0 23.750,0
21 Clientes 7.700,00
0 0
25.790,0 46.770,0 19980,0
22 Fornecedores
0 0 0
Estado e Outros Entes 11.250,0
24 9.460,00 1790,00
Públicos 0
25
NOTAS:
Derrama: 1%;
Durante o exercício N, foram efetuados três pagamentos por conta no
valor de 1.020€ cada um;
O montante das retenções de IRC efetuadas por terceiros
evidenciadas na contabilidade em 31 de Dezembro de N foi de
1980,00 €;
Da análise efetuada às contas verificou-se a existência de 2.69000 €
de gastos contabilísticos n50 aceites como custos para efeitos fiscais.
Pretende-se: 1.0 Apuramento dos Resultados e do IRC da empresa
”NL 37, Lda.”
2. A elaboração do Balanço e da Demonstração dos Resultados por
Naturezas em 31/12/N. '
Resolução do Exercício
RAI = ?
Conta 7 = (71: 225.000€ + 78: 1.640€ + 79: 3.400€) = 230.040€
Conta 6 = (61: 115.200€ + 62: 14.760€ + 63: 23.480€ + 64: 3.450€
+ 68: 9.800€ + 69: 12.835€) = 179.525€
RAI=230.040 – 179.525=50.515€
+/- Correções Fiscais
Fiscalmente não foram aceites 2.690€ nos gastos, por isso vamos
somar este valor da RAI:
RAI + correções fiscal = 50.150 + 2.690=53.205€
17
IRC 0576
Lucro Tributável=53.205 – prejuízos (não tem nenhuma referência)
Matéria coletável=53.205€
15% * 15.000€ = 2.550€
21%*(53.205-15.000)= 21%*38.205=8.023,05€
IRC (Imposto) = 8.023,05€ + 2.550€ = 10.573,05€
+ Derrama: 1%*Lucro Tributável = 1%*53.205€ = 532,05€
Imposto Estimado = 10.573,05€ + 532,05€ = 11.105,10€ => valor
que temos que entregar ao fisco, mas já entregámos algum, por isso
vamos deduzir os PPC, PEC e as retenções na Fonte para termos o
valor do IRC a pagar.
PPC = 3*1020 = 3060€
PEC = 0€
Retenções na Fonte: 1.980€
IRC a pagar = 11.105,10€ - 3060 – 0 – 1.980 = 6.065,10€
Movimentação de contas
24 – Estado e outros Entes Públicos (Balanço)
Pagamento por conta de IRC ao Lançamentos de Estimativa de IRC a
Estado (1) pagar (3)
Retenção na fonte efetuada por
3ºs
Pagamento por conta de IRC ao Estado (1)
11 Caixa
XXXXX
2411 IRC – Pagamento por conta
XXXXX
2412 IRC – Retenção na Fonte
11 Caixa Retenção na Fonte 7x Proveitos
20
Recebimento Líquido Rendimento Bruto
80 100
2413 IRC – Imposto Estimado 8121 Imposto sobre o
XX Rendimento
XX
2415 IRC – Apuramento
2411
2413 IRC – Pagamento por conta
Imposto Estimado Saldo inicial
Si – Saldada pela Creditada
conta 2415 pela
Si XX
Si – Saldo inicial da 2411
2415
2412 IRC – Retenção na Fonte Saldo inicial
Si
2417 Saldar
IRC –Aa conta na 2415
Recuperar da 2412
18
Deved
2416 IRC – A pagar Si – Saldo inicial 2413
or Credor Até pagarmos – saldo
devedor
Saldo
Credor
IRC 0576
No final do ano saldamos todas as restantes contas e apenas ficamos
com as contas 2417 ou 2416, que no final dizem se vamos pagar ou
receber.
Exercício NC100
61 (CMVMC) = Ei+C-Ef 61=50.472+972.656-70.572=952.556€
RAI=53.512€ = Lucro Tributável
IRC = (17%*15.000)+(21%*38512)
=2.550+8.087,52=10.637,52€
Derrama (1,5%)=802,68€
Imposto Estimado = 10.637,52€+802,68€=11.440,2€
Retenções=1.240€
Pagamentos por conta=3*1.800=5.400€
IRC a pagar = 4.800,2€
Demonstração de resultados
Resultado antes do Imposto= 53.512,00 €
Imposto sobre rendimentos= 11.440,2€
Resultado líquido= 42.071,80 €
Ativo Corrente
1 Caixa 399,00
1 €
1 Depósitos à Ordem 2 993,00
2 €
2 Clientes 145 649,00
1 €
2 Outras Contas a Receber e a 1 097,00
7 Pagar €
3 70.572€
2
Ativo não corrente
4 8497
19
IRC 0576
3
4 2790
4
232.177
CP+Passivo=232.177€
CP
51
55
56
81 42.071,8
108.508,80
Passivo não
corrente
25
22
24 13.934,2
123.668,2
Depreciações e Amortizações
Não nos deixam colocar o valor total do equipamento no ano em que
se compra – existe um DR que determina o valor a ‘gastar’ em cada
ano. Os equipamentos não duram a vida toda.
Base: Decreto Regulamentar 25/2009
Condições de aceitação:
Ativos Fixos Tangíveis
o Equipamento básico, de carga e transporte,
computadores.
Ativos Intangíveis
o O que não é palpável como o software do computador,
licença de …
Propriedades de investimento
o Compro para colocar a render através de aluguer ou de
rendas como edifícios, maquinaria que aluga, desde que
não tenha a ver com atividade em si.
Critérios de valorimetria:
Os elementos do ativo devem ser valorizados ao Custo de aquisição
ou ao Custo de Produção.
20
IRC 0576
O Custo de aquisição de um elemento do ativo é o respetivo
preço de compra, acrescido dos gastos acessórios suportados
até à sua entrada em funcionamento ou utilização.
o Seguro transporte até ao local, alteração da infraestrutura
da empresa para o equipamento poder estar em
funcionamento.
O Custo de Produção de um elemento do ativo obtém-se
adicionando ao custo de aquisição das matérias-primas e de
consumo e da mão-de-obra direta, os outros custos diretamente
imputáveis ao produto considerado.
11 Setembro 2019
Depreciações e amortizações (Cont.)
Vida útil
Período de vida útil mínimo: Aplicar as taxas constantes das tabelas
Período de vida útil máxima: Aplicar 50% do valor anterior
Ex: 4 anos – 25% = taxa, mas posso aumentar para oito anos: 8 anos a
12,5% - não se mudam todos os anos.
Nota: Pode ser considerado um valor residual.
No caso de utilizar o valor residual não se inclui esse valor na amortização,
Ex: carro de 20.000€, com valor residual de 2.000€, apenas amortiza os
18.000€ ao fim dos quatro anos.
O valor residual é bom par a manter o valor do equipamento, mesmo depois
da amortização completa.
Método de cálculo:
Método das quotas constantes (linha reta)
A quota anual de depreciação ou amortização que pode ser aceite
como gasto do período de tributação determina-se aplicando as taxas
de depreciação ou amortização definidas no decreto regulamentar.
Método das quotas decrescentes
As taxas devem ser corrigidas pela aplicação dos seguintes
coeficientes máximos:
- Só começa no segundo ano: multiplica-se o valor tabelado pelo
coeficiente seguinte:
a) 1,5 Se o período de vida útil é inferior a cinco anos;
b) 2 Se o período de vida útil é de cinco ou seis anos;
21
IRC 0576
c) 2,5 Se o período de vida útil é superior a seis anos.
Nota: O método das quotas decrescentes não se aplica aos seguintes
ativos:
Edifícios;
Viaturas ligeiras de passageiros;
Mobiliário e equipamentos sociais;
Depreciações e amortizações por duodécimos:
Ex: o equipamento entra em laboração em julho. Podemos amortizar o ano
inteiro ou os sete meses respetivos.
São aceites depreciações ou amortizações correspondentes ao número de
meses decorridos:
No ano de entrada em funcionamento do ativo – mês em que
começou a ser utilizado, pode ser comprado e estar meses até
laborar.
No término da vida útil;
No ano de transmissão ou inutilização do bem.
o Pode ser necessário ir lá alguém das finanças. Tem que provar.
o Às vezes o equipamento morreu, mas continua lá no papel.
Depreciações de imóveis
Nos imóveis, no valor a considerar para efeitos de amortização deve
ser excluído o valor do terreno.
Caso o valor seja desconhecido devem ser considerados 25% do total.
Elementos de reduzido valor
Nos casos em que o custo unitário de aquisição ou produção de
elementos do ativo sujeitos a deperecimento não ultrapasse (euro)
1.000, é aceite a sua dedução integral no período de tributação em
que seja reconhecido, exceto quando tais elementos façam parte
integrante de um conjunto que deva ser depreciado ou amortizado
como um todo.
Ex: mobiliário de uma sala de formação, as cadeiras são de 20€, mas
no conjunto perfaz 1500€, que já dá para amortizar. Mas pode dar
jeito amortizar tudo na hora, aí basta fazer duas faturas e já pode
amortizar tudo no ano.
22
IRC 0576
Exemplos:
1- A empresa Marmeladas S.A. adquiriu em 01/01/2019,
equipamento básico. Custo: 6.000€. Valor Residual estimado:
0,00€. Vida útil estimada: 5 anos.
a) Utilize os métodos de linha reta (quotas constantes) e saldo
decrescente (quotas decrescentes)
b) Qual será o valor da depreciação acumulada em 12/2019?
(considerando os dois métodos)
Taxa = 20%
Custo = 6.000€ Ano Quotas constantes Quotas decrescentes
Valor residual = 201 20%=>6.000*0,2=120 20%=>6.000*0,2=1.20
0€ 9 0€ 0€
Vida útil=5 anos 202 20%=>6.000*0,2=120 20%*2= 40%=>
0 0€ 2.400€
202 20%=>6.000*0,2=120 20%*2= 40%=>2.400€
1 0€
202 20%=>6.000*0,2=120 20%*2= 40%=> 0€
2 0€
202 20%=>6.000*0,2=120 20%*2= 40%=> 0€
3 0€
An Ano Quotas constantes Amortização Valor
o acumulada
1º 201 20%=>6.000*0,2=120 1.200€ 4.800
9 0€ €
2º 202 20%=>6.000*0,2=120 2.400€ 3.600
0 0€ €
3º 202 20%=>6.000*0,2=120 3.600€ 4.800
1 0€ €
4º 202 20%=>6.000*0,2=120 4.800€ 1.200
2 0€ €
5º 202 20%=>6.000*0,2=120 6.000€ 0,00€
3 0€
Mais usual.
Ano An Quotas decrescentes Amortização Valor
o acumulada
201 1º 20%=>6.000*0,2=1.200€ 1.200€ 4.800€
9
202 2º 20%*2= 20%*4.800*2=> 1.920€ 3.120€ 2.880€
0
202 3º 20%*2=> 4.272 1.728€
1 20%*2.880*2=576*2=1152€
202 4º 20%*2=> 20%*1.728*2= 345,6*2 4.963,2€ 1.036,8
2 =691,2€ €
202 5º 20%*2= 20%*1.036,8*2=414,72€ 1.036,8€ Termina a 0,00€
3 vida útil
c) 1200€ Nos dois casos porque o ano é completo, e a depreciação
é igual nos dois métodos.
23
IRC 0576
24
IRC 0576
2. A empresa Xiça, Lda. Tem o seguinte Investimento em 31 de
Dezembro de N:
Bens Ativos Ano Depreciaçã
Valor Vida Depreciações Acum. até
fixos aquisiçã o do
aquisição útil N-1
tangíveis o período
Viatura 20%=>
N-1 25.000€ 5 5.000€
pesada 25.000*0,2=5.000€
10%=>
Mobiliário
N-4 34.000€ 10 3.400+3.400+3.400+3.40 3.400€
Escritório
0 =13.600
5% => Terreno não
Terreno N-4 18.000€ 20 0€
deprecia
Computador N-3 6.000€ 3 33%=3*2000=6000€ 0€
20%=250€< a 1000€ Não
Impressora N-2 250€ 5 amortiza – gasto no 0€
primeiro ano
Total 83.250€ 24.600€ 8.400€
Calcule as depreciações acumuladas até 31/12/N-1, bem como os
gastos de depreciação do período de N, sabendo que a empresa
adota o Método da linha Reta (quotas constantes).
N-4=> ao final do ano de N-1 já tinha amortizado 4 anos.
16 de Setembro de 2019
Designação Ano Taxa Valor Valor
aquisição amortização Residual
Trespasse 2012 20% 10.000 2.000€
€
Bem de reduzido 2014 100% 40€ 0€
valor
Máquina de uso 2012 12,5% 10.000 1.000€
específico €
Grande recuperação 2014 33,33% 3.000€ 0€
Viatura ligeira 2013 25% 6.000€ 1.500€
passageiros
Exercício
Calcule as amortizações para o ano de 2014 da empresa Costa e
prima, Lda.
Trespasse: 10.000 – 2.000 (amortização) V.R. = 8.000 =>
8.000*20%=1.600€
Bem R.V. : 0€
Designação Ano Taxa Valor Valor
aquisição amortização Residual
Máquina de uso 2012 12,5% 10.000 1.000€
25
IRC 0576
específico €
10.000-1.000=9.000*12,5%=1.125€
Designação Ano Taxa Valor Valor
aquisição amortização Residual
Grande 2014 33,33% 3.000 0€
recuperação €
3.000*33,33%=999,99€
Ano Taxa Valor
Designação Valor
aquisição amortização Residual
Viatura ligeiros 6.000
2013 25% 1.500€
passageiros €
6.000-1500=4.500*25%=1.125€
Conta 64 (Demonstração de Resultados) – Amortização => Modelo
32.1, a 31 de Dezembro (normal) ou duodécimos.
Conta 43 (Balanço).8 Amortizações acumuladas
62 – Utensílios /Gasto rápido
Artigo 34º - Depreciações e amortizações não dedutíveis para
efeitos fiscais
Não são aceites como gastos:
a) Depreciações e amortizações de elementos de ativo não
sujeitos a deperecimentos (exemplo: Matérias-primas, etc.);
b) As depreciações de imóveis na parte correspondente ao valor
dos terrenos ou não sujeitam a deperecimentos;
c) As que excedem os limites estabelecidos nos artigos anteriores;
d) As praticadas para além do período máximo de vida útil;
e) As depreciações das viaturas ligeiras de passageiros ou mistas,
incluindo veículos elétricos, na parte correspondente ao custo
de aquisição ou ao valor revalorizado excedente ao montante a
definir por portaria.
26
IRC 0576
Limites para cálculo de viaturas ligeiras de passageiros ou
mistos (art.º 34º nº1 do CIRC)
Viaturas antes de 2015 são outros valores. Mas já está amortizado.
Tipo de viatura
Viaturas Ligeiras de
Movidos a
passageiras ou mistas Movidos
gases de
adquiridas no período de exclusiva
Híbridos petróleo ou Restantes
tributação que se iniciem mente a
Plug-in liquefeito ou viaturas
em 01Jan2015 ou após energia
gás natural
essa data elétrica
veicular
Limite fiscal 62.500€ 50.000€ 37.500€ 25.000€
Pesados e ligeiras de mercadorias não têm limite fiscal.
Exemplo: Carro de 40.000€ *25%=10.000€, mas o limite é:
25.000*25%=6.250€ - Aceite fiscalmente o resto é apenas para a
contabilidade.
10.000-6.250=3.750 => Correção: Junta ao RAI no Modelo 22.
Quadro 7 do Modelo 22
É o mais complexo onde faço correções.
Art.º 23º A – Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais
a) Não são dedutíveis para efeitos da determinação do lucro
tributável os seguintes encargos, mesmo quando contabilizados
como gastos do período de tributação:
a. O IRC, incluindo as tributações autónomas, e quaisquer
outros impostos que direta ou indiretamente incidam
sobre os lucros;
b. As despesas não documentadas;
c. Documentos emitidos para sujeitos passivos com número
de Identificação Fiscal inexistente ou inválido ou por
sujeitos passivos cuja cessação de atividade tenha sido
declarada;
d. Despesas ilícitas, designadamente as que decorram de
comportamentos que fundadamente indiciem a violação
da legislação penal portuguesa;
e. As multas, coimas e demais encargos, incluindo os juros
compensatórios e moratórios, pela prática de infrações de
qualquer natureza que não tenham origem contratual;
f. Os impostos, taxas e outros tributos que incidam sobre
terceiros, e que o sujeito passivo não esteja legalmente
obrigado a suportar.
27
IRC 0576
g. As indemnizações pela verificação de eventos cujo risco
seja segurável;
h. Se não faturei ao cliente, e não tenho o mapa com
todos os dados (Km’s, matrícula se a viatura for própria,
motivo da deslocação, etc.) não é aceite.
i. Ajudas de custo e encargos de deslocação
i. Os encargos com aluguer sem condutor de viaturas
ligeiras de passageiros ou mistas, na parte
correspondente ao valor das depreciações dessas
viaturas, que nos termos do art. 34º, não sejam aceites
como gastos.
j. Os encargos com combustíveis na parte em que o sujeito
passivo não faça prova de que os mesmos respeitam a
bens pertencentes ao seu ativo ou por de utilizados em
regime de locação e de que não são ultrapassados
consumos normais….
k. Encargos com barcos de recreio e aeronaves de
passageiros que não sejam afetos à exploração do serviço
público de transportes nem sejam da atividade normal.
18 de Setembro de 2019
Quadro 07 – Exercícios. Diga todos os campos que vão ser
preenchidos no IRC por esta situação
a) Na contabilidade está registado um gasto com serviços de
desinfestação no valor de 2.500€, sem documento de suporte.
716 – Despesas não documentadas artigo 23º-A, nº1 b) = 2500€
7(rendimentos) = 10.000 – 6 (gastos)=2.500 => RAI = 7500€
+ Quadro 7 =2.500 => voltas ao 10.000
365 – Tributações autónomas – 2.500*50%=1.250 Acresce de 50%
=>
No quadro 13 volta-se a colocar o valor que não foi aceite fiscalmente – 438.
b) Indemnização de 4.000€ paga a um cliente por este ter sofrido
uma queda no interior da loja da empresa.
729 – 4.000
c) Foram pagos de multas 600€ e 400€ de juros de mora por
infrações
728 – 600+400€ de multas e encargos = 1.000€
28
IRC 0576
23 de Setembro de 2019
d) Das situações seguintes quais afetam o Quadro 7. A empresa
pagou por compensação pela deslocação em viatura própria
dos trabalhadores as seguintes quantias:
2.000€ Que faturou a clientes (sem mapa de controlo de
deslocações)
o Já foi faturado aos clientes por isso não afeta o Quadro 7.
500€ Por visitas a clientes (com mapa de controlo de
deslocações);
o Fica na tributação autónoma, mas a nível de Quadro 7
não afeta nada.
1.000€ Por visitas a clientes (sem mapa de controlo de
deslocações);
o Este vai ser corrigido no Quadro 7, porque não foi
faturado a clientes, nem tem mapa.
o Campo 730
1.500€ de gasóleo para deslocações de promoção da empresa
(com mapa de controlo de deslocações);
o Pago em km’s
o e não em gasóleo, por isso é que não é aceite.
o Campo 730
e) A empresa adquiriu um edifício industrial por 100.000€. Este
tem uma vida útil de 20 anos. A empresa praticou uma taxa de
5% e amortizou o valor de 5.000€.
Então o terreno? Que não tem amortização.
Quando não temos o valor do terreno, assume-se 25% do valor do
edifício. 100.000€*25%=25.000*5%=1.250€ Que foi amortizado e
não devia.
Vida útil = 20 anos => 5%
Valor do edifício que se pode amortizar?
100.000-25.000=75.000€ * 25%= 3.750€/ano:
Como amortizou 5.000€, amortizaram 1.250€ a mais. A colocar no
ponto 719, do quadro 7.
f) Quadro 7. Foram contabilizadas as amortizações das viaturas:
Viatura Valor Percentagem Valor a amortizar
compra amortização
Ligeira de 45.000€ 25% 11.250€
passageiros
Ligeira de 30.000 25% 7.500€
29
IRC 0576
mercadorias
Pesado de 80.000€ 20% 16.000€
Mercadorias
Os pesados têm vida útil de oito anos, por isso a percentagem de
amortização é de 12,5%.
Não tem valor limite para os pesados – por isso este valor tudo bem.
Ligeiro de mercadorias aceita-se a amortização toda
O ligeiro de mercadorias – se for uma viatura de turismo, de
passageiros até 9 lugares. Neste caso apenas conta até 25.000€ o
que perfaz de 6.250€ de amortização/ano. Tudo o resto não amortiza
fiscalmente.
11.250-6.250=5.000€. Tem que repor 5.000€ no ponto 719, do quadro
7.
Viaturas Ligeiras de Tipo de viatura
passageiras ou mistas Movidos Movidos a gases
adquiridas no período de exclusivam de petróleo ou
Híbridos Restantes
tributação que se iniciem ente a liquefeito ou
Plug-in viaturas
em 01Jan2015 ou após essa energia gás natural
data elétrica veicular
Limite fiscal 62.500€ 50.000€ 37.500€ 25.000€
Modelo 22
Quadro 3 nº3 opção 1 – Exemplos:
Sociedades anónimas
Sociedades por quotas e unipessoais por quotas
Cooperativas
Fundos de investimento
Empresas públicas
Quadro 3 nº3 opção 2 – Exemplos
Fundações
IPSS
Instituições de utilidade Pública
Associações Empresas públicas
Quadro 3 nº3-A
Categoria Efetivos Volume de Ou Balanço Total
de negócios
empresa
Micro <10 ≤2 Milhões de euros ≤2 Milhões de euros
Pequena <50 ≤10 Milhões de ≤10 Milhões de
30
IRC 0576
euros euros
Média <250 ≤50 Milhões de ≤50 Milhões de
euros euros
Não PME >250
25 de Setembro de 2019
Quadro 4 - Regra geral, sempre que o sujeito passivo apresente um
período de tributação diferente do ano civil, deve preencher algum
campo deste Quadro.
Se a empresa fechar tem que ser especial.
Quadro sete - apuramento do lucro ou do prejuízo tributável.
Quadro 9 – o valor sobre o qual incide o imposto – IRC.
7 Perguntas no teste.
No apuramento do resultado contabilístico e fiscal há que atender às
diferenças entre os normativos contabilísticos (Sistema de
Normalização Contabilística versus Normas Contabilísticas -Micro
Empresas).
As demonstrações financeiras das microentidades são mais
simplificadas, destacando-se o facto de estas não estarem
obrigadas a elaborar o Anexo, a partir de 2016:
Não é permitido o uso do justo valor;
Não é permitida a revalorização de ativos fixos tangíveis
ou ativos intangíveis;
Não é permitida a capitalização de encargos com
financiamentos;
Os ativos biológicos consumíveis – galinha para assar - e
os produtos agrícolas são reconhecidos como inventários;
Os ativos biológicos de produção são tratados como
ativos fixos tangíveis;
Não é permitido o reconhecimento de impostos diferidos;
Não é permitida a aplicação do método de equivalência
patrimonial nas participações;
Eu tenho uma empresa e entro no capital social de
outra. Eu empresa LLEP, sou sócia de outra
empresa. O lucro dessa empresa tem que ser
repartida comigo, mas como micro entidade não
posso usar este método.
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IRC 0576
Não permite o reconhecimento de propriedade de
investimento, pelo que os investimentos em imóveis são
tratados como ativos fixos tangíveis.
Comprei um edifício/máquinas para render (vender
ou alugar), mas não conta como edifício.
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