Análise do Preâmbulo da Constituição Brasileira
Análise do Preâmbulo da Constituição Brasileira
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IV - PROMOVER o bem de todos, sem preconceitos de origem, afirmam que os direitos fundamentais
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discrimi- não podem ser universais, porque
nação. devem ser reconhecidos na medida da
cultura de cada sociedade.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações
internacionais pelos seguintes princípios: Não se pode retroceder nos avanços
I - independência nacional; históricos conquistados.
II - prevalência dos direitos humanos; Proibição de Segundo Canotilho, o núcleo essencial
III - autodeterminação dos povos; retrocesso dos direitos sociais já realizado e
IV - não-intervenção; efetivado através de medidas
V - igualdade entre os Estados; legislativas deve considerar-se
VI - defesa da paz; constitucionalmente garantido, sendo
VII - solução pacífica dos conflitos; inconstitucionais quaisquer medidas que,
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; sem a criação de outros esquemas
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humani- alternativos e compensatórios, se
dade; traduzam na prática numa “anulação”,
X - concessão de asilo político. “revogação” pura e simples.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a inte- A locução direitos fundamentais é
gração econômica, política, social e cultural dos povos da reservada aos direitos consagrados em
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- diplomas normativos de cada Estado,
americana de nações. Constitucionalização enquanto a expressão direitos humanos
é empregada para designar pretensões
TÍTULO II de respeito à pessoa humana, inseridas
Dos Direitos e Garantias Fundamentais em documentos de direito
CARACTERÍSTICAS DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS internacional.
São sempre exigíveis, não é porque não Status O indivíduo goza de um espaço de liberdade
Imprescritibilidade foram exercidos que deixam de pertencer negativo (ou diante das ingerências do Estado. Não pode
ao indivíduo. status haver influência estatal na liberdade do
libertatis) indivíduo.
Estão localizados principalmente no art. 5º da
O indivíduo pode não exercer os seus
Constituição.
Irrenunciabilidade direitos, mas não pode renunciar a eles.
Também deve ser relativizada pela vida Status positivo O indivíduo tem o direito de exigir do Estado
moderna. (ou status determinadas prestações materiais ou
civitatis) jurídicas.
Não são direitos absolutos. Se houver
Relatividade um choque entre os direitos
fundamentais, serão resolvidos por um Status ativo O indivíduo possui competências para
juízo de ponderação ou pela aplicação (ou status da influenciar a formação da vontade estatal.
do princípio da proporcionalidade. cidadania Status em que o indivíduo tem de participar,
ativa) influenciar nas escolhas políticas do Estado
Personalidade Os direitos fundamentais não se
incluindo, sobretudo, os direitos políticos.
transmitem.
Concorrência e Os direitos fundamentais são direitos que
DIMENSÕES (OU GERAÇÕES) DE DIREITOS FUNDAMENTAIS
cumulatividade podem ser exercidos ao mesmo
tempo. 1a Têm como titular o indivíduo e são oponíveis, sobretudo,
ao Estado, impondo-lhe diretamente um dever de
Os direitos fundamentais são universais,
abstenção (caráter negativo).
independentemente, de as nações terem
Ligados ao valor liberdade.
assinado a declaração, devem ser
Direitos civis e políticos.
reconhecidos em todo o planeta,
Universalidade independentemente, da cultura, política e 2a Ligados à igualdade material.
sociedade. Direitos sociais, econômicos e culturais.
OBS: os RELATIVISTAS CULTURAIS
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3a Ligados à fraternidade (ou solidariedade). I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos
Direitos relacionados ao desenvolvimento (ou progresso), termos desta Constituição;
ao meio ambiente, à autodeterminação dos povos, bem II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma
como o direito de propriedade sobre o patrimônio coisa senão em virtude de lei;
comum da humanidade e o direito de comunicação. III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento de-
Os direitos de terceira dimensão são direitos sumano ou degradante;
transindividuais destinados à proteção do gênero IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo VEDADO O
humano. ANONIMATO;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo,
4a Direitos à democracia, informação e pluralismo - DIP além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
Paulo Bonavides observa que esses direitos compendiam VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo as-
o futuro da cidadania e correspondem à derradeira fase segurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na
da institucionalização do Estado social, sendo forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
imprescindíveis para a realização e legitimidade da VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência
globalização política. religiosa nas entidades civis e militares de internação coleti-
5a Paulo Bonavides: direito à paz, enquanto axioma da va;
democracia participativa e supremo direito da VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença reli-
humanidade, como um direito fundamental de quinta giosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar
dimensão. para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-
se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica
DIMENSÃO OBJETIVA DIMENSÃO SUBJETIVA
e de comunicação, INDEPENDENTEMENTE DE CENSURA OU LI-
Direito fundamental como nor- Direito fundamental dentro de CENÇA;
ma cogente e irradiante, uma relação jurídica, conside- X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a
como norte e limite conside- rando-se um titular e um imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo
rando-se o direito de forma destinatário, de forma con- dano material ou moral decorrente de sua violação;
abstrata. creta. XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo
penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de fla-
Reflexos importantes: grante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, duran-
- Eficácia irradiante da CF. te o dia, por determinação judicial;
- Imposição ao Estado do de- XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações
ver de proteção dos direitos telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no
fundamentais último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a
- Definição de limites de inter- lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução
pretação e de aplicação de processual penal;
normas, com procedimentos
formais que respeitem os direi- SIGILO BANCÁRIO
tos materiais. Os órgãos poderão requerer informações bancárias
diretamente das instituições financeiras? (Dizerodireito)
Eficácia Vertical Eficácia Horizontal Eficácia Diagonal POLÍCIA NÃO. É necessária autorização judicial.
Refere-se à aplica- Refere-se à aplica- Refere-se à aplica- NÃO. É necessária autorização judicial (STJ HC
ção dos direitos ção dos direitos ção dos direitos 160.646/SP, Dje 19/09/2011).
fundamentais na re- fundamentais na re- fundamentais na re- Exceção: É lícita a requisição pelo Ministério
lação entre o Esta- lação entre os par- lação entre os par- Público de informações bancárias de contas
do e os particula- ticulares. ticulares, sendo MP de titularidade de órgãos e entidades
res. que, tais particulares públicas, com o fim de proteger o
estão em nível de patrimônio público, não se podendo falar em
desigualdade, ha- quebra ilegal de sigilo bancário (STJ. 5ª Turma.
vendo uma parte HC 308.493-CE, j. em 20/10/2015).
mais vulnerável. NÃO. É necessária autorização judicial (STF MS
22934/DF, DJe de 9/5/2012).
Estado Particular Particular
Exceção: O envio de informações ao TCU
x x x
TCU relativas a operações de crédito originárias
Particular Particular Particular Vulnerável
de recursos públicos não é coberto pelo
sigilo bancário (STF. MS 33340/DF, j. em
CAPÍTULO I 26/5/2015).
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
SIM, com base no art. 6º da LC 105/2001. O
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
Receita repasse das informações dos bancos para o
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros resi-
Federal Fisco não pode ser definido como sendo
dentes no País (STF: abrange não residentes e apátridas) a in-
"quebra de sigilo bancário".
violabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segu-
rança e à propriedade, nos termos seguintes: Fisco estadual, SIM, desde que regulamentem, no âmbito de
distrital, suas esferas de competência, o art. 6º da LC
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XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, pu- XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena
blicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros sem prévia cominação legal;
pelo tempo que a lei fixar; XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à liberdades fundamentais;
reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e impres-
desportivas; critível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de
obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos in- graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entor-
térpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; pecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como cri-
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilé- mes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os execu-
gio temporário para sua utilização, bem como proteção às cria- tores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
ções industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empre- XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de
sas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constituci-
e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; onal e o Estado Democrático;
XXX - é garantido o direito de herança;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País Racismo
será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos CRIMES
filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei Ação de grupos armados, civis ou militares,
IMPRESCRITÍVEIS
pessoal do "de cujus"; contra a ordem constitucional e o Estado
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consu- Democrático
midor (direito do consumidor é princípio da ordem econômi-
ca); XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, poden-
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos infor- do a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento
mações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra
geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsa- eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferi-
bilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à do;
segurança da sociedade e do Estado; XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre
XXXIV - são a todos assegurados, INDEPENDENTEMENTE DO outras, as seguintes:
PAGAMENTO DE TAXAS: a) privação ou restrição da liberdade;
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direi- b) perda de bens;
tos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; c) multa;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa d) prestação social alternativa;
de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; e) suspensão ou interdição de direitos;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão XLVII - não haverá penas:
ou ameaça a direito (princípio inafastabilidade de jurisdição) a) de morte, salvo em caso de guerra declarada (modalidade fu-
zilamento), nos termos do art. 84, XIX;
Ações relativas à disciplina e b) de caráter perpétuo;
competições esportivas c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
Ato administrativo que contrarie e) cruéis;
Súmula Vinculante (art. 7°, §1°, Lei XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de
11417) acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO
INAFASTABILIDADE DE Indeferimento da informação de XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e
JURISDIÇÃO dados pessoais ou omissão em moral;
atender este pedido para que L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam
nasça o interesse de agir no HD permanecer com seus filhos durante o período de amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado,
Indeferimento de pedido perante em caso de crime comum, praticado antes da naturalização,
o INSS ou omissão em atender o ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entor-
pedido administrativo para pecentes e drogas afins, na forma da lei;
obtenção de benefício
previdenciário
Nato: nunca
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LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela auto- b) organização sindical, entidade de classe ou associação le-
ridade competente; galmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano,
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o em defesa dos interesses de seus membros ou associados;
devido processo legal; LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla de- direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes
fesa, com os meios e recursos a ela inerentes; à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por mei- LXXII - conceder-se-á HABEAS DATA:
os ilícitos; a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pes-
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em jul- soa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados
gado de sentença penal condenatória; de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por
CADH: Art. 8, 2: Toda pessoa acusada de delito tem direito a que processo sigiloso, judicial ou administrativo;
se presuma sua inocência enquanto não se comprove legal-
mente sua culpa. HD MS
Conhecimento de informações Conhecimento de informações
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identifica- relativas à pessoa do impetran- relativas a terceiros
ção criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; te
LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se
esta não for intentada no prazo legal (ação penal privada subsi-
LXXIII - qualquer CIDADÃO (capacidade eleitoral ativa) é parte
diária da pública);
legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise a anular ato lesi-
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais
vo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado partici-
quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;
pe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimô-
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por or-
nio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé,
dem escrita e fundamentada de autoridade judiciária compe-
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
tente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propri-
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratui-
amente militar, definidos em lei;
ta aos que comprovarem insuficiência de recursos (modelo
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre se-
público de assistência jurídica);
rão comunicados imediatamente ao juiz competente e à famí-
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, as-
lia do preso ou à pessoa por ele indicada;
sim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença;
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na for-
de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da fa-
ma da lei:
mília e de advogado;
a) o registro civil de nascimento;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por
b) a certidão de óbito;
sua prisão ou por seu interrogatório policial;
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data,
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autorida-
e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidada-
de judiciária;
nia.
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a
lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança; Previsão constitucional de isenção de custas
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável • Habeas Corpus
pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação • Habeas Data
alimentícia e a do depositário infiel; • Ação Popular (salvo se comprovada má-fé do autor)
• Exercício da cidadania
• Direito de petição
SV25: É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que
• Obtenção de certidões
seja a modalidade de depósito.
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegu-
STF: o art. 7º, item 7, da CADH teria ingressado no sistema ju- rados a razoável duração do processo e os meios que garantam
rídico nacional com status supralegal, inferior à CF/1988, mas a celeridade de sua tramitação.
superior à legislação interna, a qual não mais produziria qual- § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias funda-
quer efeito naquilo que conflitasse com a sua disposição de ve- mentais têm APLICAÇÃO IMEDIATA.
dar a prisão civil do depositário infiel. EFICÁCIA PARALISANTE
*Tabelas feitas com base nas aulas do Marcello Novelino
LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém so- § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não ex-
frer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua cluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela ado-
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; tados, ou dos tratados internacionais em que a República Federa-
LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para prote- tiva do Brasil seja parte.
ger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos
habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso
de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica Nacional, em 2 turnos, por 3/5 dos votos dos respectivos mem-
no exercício de atribuições do Poder Público; bros, serão equivalentes às emendas constitucionais – 2C, 2T,
LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO pode ser impe- 3/5
trado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
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com a MISSÃO tamente necessário, de modo que sua inter- AGENTE reito penal do fato: fixação da pena, regime
FUNDAMENTAL venção fica condicionada ao fracasso das de- de cumprimento da pena e espécies de san-
DO DIREITO mais esferas de controle (caráter subsidiário), ção.
PENAL observando somente os casos de relevante
Princípio da LEGALIDADE
lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tu-
Art. 5º , II, C.F. – “ninguém será obrigado a fa-
telado (caráter fragmentário).
zer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
a) Princípio da fragmentariedade (ou cará-
virtude de lei;”
ter fragmentário do Direito Penal): estabe-
Art. 5º, XXXIX, C.F. – “não há crime sem lei an-
lece que nem todos os ilícitos configuram in-
terior que o defina, nem pena sem prévia co-
frações penais, mas apenas os que atentam
minação legal;”
contra valores fundamentais para a manu-
Art. 1º, C.P. - “Não há crime sem lei anterior
tenção e o progresso do ser humano e da
que o defina. Não há pena sem prévia comi-
sociedade. Em razão de seu caráter fragmen-
nação legal.”
tário, o Direito Penal é a última etapa de pro-
DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO DA LE-
teção do bem jurídico.
GALIDADE:
Deve ser utilizado no plano abstrato, para o
a) não há crime ou pena sem lei (MP não
fim de permitir a criação de tipos penais so-
pode criar crime, nem cominar pena)
mente quando os demais ramos do Direito ti-
b) não há crime ou pena sem lei anterior
verem falhado na tarefa de proteção de um
(princípio da anterioridade)
bem jurídico. Refere-se, assim, à atividade le-
c) não há crime ou pena sem lei escrita
gislativa.
(proíbe costume incriminador)
#O que é FRAGMENTARIEDADE ÀS AVES-
d) não há crime ou pena sem lei estrita
SAS? Situações em que um comportamento
(proíbe-se a utilização da analogia para criar
inicialmente típico deixa de interessar ao Di-
tipo incriminador - analogia in malam par-
reito Penal, sem prejuízo da sua tutela pelos
tem).
demais ramos do Direito.
e) não há crime ou pena sem lei certa (Prin-
IMPORTANTE! O princípio da insignificân-
cípio da Taxatividade ou da determinação;
cia é desdobramento lógico da fragmentari-
Proibição de criação de tipos penais vagos e
edade.
indeterminados)
b) Princípio da subsidiariedade: a atuação
f) não há crime ou pena sem lei necessária
do Direito Penal é cabível unicamente quando
(desdobramento lógico do princípio da inter-
os outros ramos do Direito e os demais meios
venção mínima)
estatais de controle social tiverem se revelado
impotentes para o controle da ordem pública. Princípio da OFENSIVIDADE/LESIVIDADE:
Assim, o Direito Penal funciona como um exe- Exige que do fato praticado ocorra lesão ou
cutor de reserva (ultima ratio), entrando em perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.
cena somente quando outros meios estatais Somente condutas que causem lesão (efetiva/
de proteção mais brandos, e, portanto, menos potencial) a bem jurídico, relevante e de ter-
invasivos da liberdade individual não forem ceiro, podem estar sujeitas ao Direito Penal.
suficientes para a proteção do bem jurídico -CRIME DE DANO: ocorre efetiva lesão ao
tutelado. bem jurídico. Ex: homicídio.
Projeta-se no plano concreto, isto é, em sua -CRIME DE PERIGO: basta risco de lesão ao
atuação prática o Direito Penal somente se le- bem jurídico. Ex.: embriaguez ao volante; por-
gitima quando os demais meios disponíveis já te de arma.
tiverem sido empregados, sem sucesso, para a) Perigo abstrato: o risco de lesão é absolu-
proteção do bem jurídico. Guarda relação, tamente presumido por lei.
portanto, com a tarefa de aplicação da lei pe- b) Perigo concreto:
nal. De vítima determinada: o risco deve
ser demonstrado indicando pessoa
Princípio da EXTERIORIZAÇÃO ou MATERI-
certa em perigo.
ALIZAÇÃO DO FATO: O Estado só pode incri-
De vítima difusa: o risco deve ser de-
minar condutas humanas voluntárias, isto é,
monstrado dispensando vítima deter-
fatos.
minada.
ATENÇÃO! Veda-se o Direito Penal do au-
tor: consistente na punição do indivíduo ba- Princípio da RESPONSABILIDADE PESSOAL:
seada em seus pensamentos, desejos e estilo Proíbe-se o castigo pelo fato de outrem. Está
de vida. vedada a responsabilidade penal coletiva.
Conclusão: O Direito Penal Brasileiro segue DESDOBRAMENTOS:
Direito Penal do Fato. a) Obrigatoriedade da individualização da
Resquícios de direito penal do autor no di- acusação (é proibida a denúncia genérica,
reito brasileiro: Até 2009, mendicância era vaga ou evasiva). O Promotor de Justiça deve
Princípios crime. Vadiagem é contravenção penal. individualizar os comportamentos. OBS: Nos
relacionados ATENÇÃO: Identifica-se a aplicação do di- crimes societários, os Tribunais Superiores fle-
com o FATO DO reito penal do autor em detrimento ao di- xibilizam essa obrigatoriedade.
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Fato típico Supressão de figura cri- Retroatividade TEORIA DA TEORIA DO TEORIA MISTA /
minosa ATIVIDADE RESULTADO UBIQUIDADE
Fato típico Diminuição de pena, Retroatividade O crime considera- O crime considera- o crime considera-
[Link]. se praticado no lu- se praticado no lu- se praticado no lu-
gar da conduta. gar do resultado. gar da conduta ou
Fato típico Migra o conteúdo crimi- Princípio da conti-
do resultado.
noso para outro tipo nuidade normativo-
Adotada
penal típica
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PONTE DE DIAMANTE Institutos penais que, depois da I - doloso, quando o agente quis o resultado (TEORIA DA
OU PONTE DE PRATA consumação do crime, podem che- VONTADE) ou assumiu o risco de produzi-lo (TEORIA DO CON-
QUALIFICADA gar até a eliminar a responsabilida- SENTIMENTO);
de penal do agente. Colaboração Crime culposo
Premiada. II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por
imprudência, negligência ou imperícia.
Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei (crime
Crime impossível
culposo só se previsto em lei), ninguém pode ser punido por
Art. 17 - Não se pune a tentativa quando, por ineficácia ab-
fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.
soluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, é
impossível consumar-se o crime.
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Teoria Neokantista Desenvolvida nas primeiras décadas do CRIME: fato típico (conduta), ilícito e
(causal-valorativa/ século XX. REPROVÁVEL (imputabilidade, poten-
Neoclássica/ Tem base causalista Funcionalismo cial consciência da ilicitude, exigibili-
Normativista) Fundamenta-se em uma visão neoclássi- Teleológico/ dade de conduta diversa e necessidade
ca, marcada pela superação do positi- Dualista/ da pena).
vismo, introduzindo a racionalização do Moderado/ OBS: Roxin busca a reconstrução do Di-
método Da Política Criminal/ reito Penal com base em critérios po-
Valoração Valorativo lítico-criminais.
Conduta: Comportamento humano vo- Missão do Direito Penal: proteção de
luntário causador de um resultado. bens jurídicos. Proteger os valores es-
senciais à convivência social harmônica.
Criada por Hans Welzel.
Conduta: Comportamento humano vo-
Meados do século XX (1930 – 1960).
luntário causador de relevante e intolerá-
Percebe que o dolo e a culpa estavam in-
vel lesão ou perigo de lesão ao bem ju-
seridos no substrato errado (não devem
rídico tutelado.
integrar a culpabilidade).
Teoria Finalista Conduta: Comportamento humano vo- JAKOBS (ESCOLA DE BONN)
(Ôntico-Fenomeno- luntário psiquicamente dirigido a um fim CRIME: fato típico (conduta), ilícito e
lógica) (toda conduta é orientada por um que- culpável (imputabilidade, potencial
rer). consciência da ilicitude e exigibilidade
OBS: Para Welzel, toda consciência é in- de conduta diversa).
tencional. OBS: Para Jakobs, o Direito Penal deve vi-
OBS: Retira do dolo seu elemento nor- sar primordialmente à reafirmação da
mativo (consciência da ilicitude). Funcionalismo norma violada e ao fortalecimento das
OBS: Culpabilidade formada apenas Sistêmico/ expectativas de seus destinatários.
por elementos normativos (potencial Monista/ Missão do Direito Penal: Assegurar a
consciência da ilicitude, exigibilidade Radical vigência do sistema. Está relativamente
de conduta diversa, imputabilidade). vinculada à noção de sistemas sociais
OBS: Dolo normativo (consciência da ili- (Niklas Luhmann).
citude) passa a ser dolo natural/valorati- Conduta: Comportamento humano vo-
vamente neutro (dolo sem consciência luntário causador de um resultado vio-
da ilicitude). lador do sistema, frustrando as expecta-
Dica: supera-se a cegueira do causalismo tivas normativas.
com um finalismo vidente. OBS: Ação é produção de resultado evi-
tável pelo indivíduo (teoria da evitabili-
Desenvolvida por Wessels, tendo como
dade individual).
principal adepto Jescheck.
OBS: O agente é punido porque violou a
A pretensão desta teoria não é substituir
norma e a pena visa reafirmar a norma
as teorias clássica e finalista, mas acres-
violada.
centar-lhes uma nova dimensão, qual
Teoria Social da seja, a relevância social do comporta-
Ação mento. CÓDIGO PROCESSO PENAL
Conduta: Comportamento humano vo-
luntário psiquicamente dirigido a um fim, LIVRO I
socialmente reprovável. DO PROCESSO EM GERAL
OBS: para esta teoria, o dolo e a culpa TÍTULO I
integram o fato típico (finalismo), mas DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
são novamente analisados no juízo da Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território bra-
culpabilidade (causalismo). sileiro (PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE OU LEX FORI), por
Ganham força e espaço na década de este Código, ressalvados:
1970, discutidas com ênfase na Alema- I - os tratados, as convenções e regras de direito interna-
nha. cional;
Funcionalismo Buscam adequar a dogmática penal II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da Re-
(Teorias aos fins do Direito Penal. pública, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do
Funcionalistas) Percebem que o Direito Penal tem neces- Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal
sariamente uma missão e que seus insti- Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86,
tutos devem ser compreendidos de acor- 89, § 2o, e 100);
do com essa missão – (edificam o Direito III - os processos da competência da Justiça Militar;
Penal a partir da função que lhe é confe- IV - os processos da competência do tribunal especial
rida). V - os processos por crimes de imprensa (STF não recepcio-
Conclusão: a conduta deve ser com- nou a Lei de Imprensa).
preendida de acordo com a missão con- Parágrafo único. Aplicar-se-á, entretanto, este Código aos
ferida ao direito penal. processos referidos nos nos. IV e V, quando as leis especiais que
os regulam não dispuserem de modo diverso.
ROXIN (ESCOLA DE MUNIQUE)
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Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem § 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da
prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei existência de infração penal em que caiba ação pública poderá,
anterior - “TEMPUS REGIT ACTUM” OU PRINCÍPIO DA IMEDI- verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial,
ATIDADE. e esta, verificada a procedência das informações, mandará instau-
rar inquérito.
Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação exten- § 4o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depen-
siva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos prin- der de representação, não poderá sem ela ser iniciado.
cípios gerais de direito. § 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial so-
mente poderá proceder a inquérito a requerimento de quem
Não há separação das funções de acusar, tenha qualidade para intentá-la.
defender e julgar, que estão concentradas
SISTEMA em uma única pessoa. NOTITIA CRIMINIS
INQUISITORIAL Juiz inquisidor, com ampla iniciativa acusa- (conhecimento do crime pela polícia)
tória e probatória.
ESPONTÂNEA Mediante atividade rotineira da polícia
Princípio da verdade real.
PROVOCADA Quando, por exemplo, o ofendido noticia à
SISTEMA Há separação das funções de acusar, de-
polícia o cometimento do crime
ACUSATÓRIO fender e julgar.
Princípio da busca da verdade. DE COGNIÇÃO Com a prisão em flagrante
ADOTADO NO A gestão da prova recai sobre as partes. COERCITIVA
BRASIL O juiz, durante a instrução processual, tem
INQUALIFICADA Denúncia anônima
certa iniciativa probatória (subsidiariamente)
SISTEMA Há uma fase inquisitorial e uma fase acu- Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infra-
MISTO/ satória. ção penal, a autoridade policial deverá:
FRANCÊS I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alte-
rem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos pe-
TÍTULO II ritos criminais;
DO INQUÉRITO POLICIAL II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato,
Art. 4º A polícia judiciária será exercida pelas autoridades após liberados pelos peritos criminais;
policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por III - colher todas as provas que servirem para o esclareci-
fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. mento do fato e suas circunstâncias;
Parágrafo único. A competência definida neste artigo não IV - ouvir o ofendido;
excluirá a de autoridades administrativas, a quem por lei seja co- V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável,
metida a mesma função. do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o
respectivo termo ser assinado por 2 testemunhas que lhe te-
SIGILOSO nham ouvido a leitura;
DISPENSÁVEL VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a
ESCRITO acareações;
CARACTERÍSTICAS INQUISITORIAL (como regra, não há con- VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de
DO IP traditório ou ampla defesa) corpo de delito e a quaisquer outras perícias;
OFICIAL VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo da-
OFICIOSO tiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de ante-
INDISPONÍVEL (o Delegado não poderá cedentes;
arquivá-lo) Promotores e juízes não podem ser identificados criminalmente,
porque não podem ser indiciados LOMP (art. 41, III) e LOMAN
Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial (art. 33).
será iniciado: IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto
I - de ofício; de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele,
Ministério Público, ou a requerimento do ofendido ou de e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação
quem tiver qualidade para representá-lo (parte da doutrina sus- do seu temperamento e caráter.
tenta a não recepção do inciso, pois violaria o sistema acusatório X - colher informações sobre a existência de filhos, res-
e a garantia da imparcialidade) pectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o
§ 1o O requerimento a que se refere o n o II conterá sempre contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indica-
que possível: do pela pessoa presa.
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias;
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característi- Art. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infração
cos e as razões de convicção ou de presunção de ser ele o autor sido praticada de determinado modo, a autoridade policial po-
da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer; derá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua pro- não contrarie a moralidade ou a ordem pública.
fissão e residência.
§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertu- Art. 8o Havendo prisão em flagrante, será observado o dis-
ra de inquérito caberá recurso para o chefe de Polícia. posto no Capítulo II do Título IX deste Livro.
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PRISÃO TEMPORÁRIA 30+30 NÃO SE Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indicia-
EM CRIMES HEDIONDOS APLICA do poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou
JUSTIÇA MILITAR 20 40+20 não, a juízo da autoridade.
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, É POSSÍVEL
MOTIVO DO ARQUIVAMENTO
no § 3º do art. 158 e no art. 159 do Código Penal, e no art. 239 do DESARQUIVAR?
ECA, o membro do Ministério Público ou o delegado de polícia 1) Insuficiência de provas SIM
poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de (Súmula 524-STF)
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ARQUIVAMENTO dos acusados, deixando de oferecer, sem § 1o A representação feita oralmente ou por escrito, sem as-
IMPLÍCITO OU motivo justificado, pelos outros. sinatura devidamente autenticada do ofendido, de seu represen-
TÁCITO STF: O sistema processual penal brasileiro tante legal ou procurador, será reduzida a termo, perante o juiz
não prevê a figura do arquivamento ou autoridade policial, presente o órgão do Ministério Público,
implícito de inquérito policial. quando a este houver sido dirigida.
§ 2o A representação conterá todas as informações que pos-
sam servir à apuração do fato e da autoria.
Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pú-
§ 3o Oferecida ou reduzida a termo a representação, a auto-
blica, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Mi-
ridade policial procederá a inquérito, ou, não sendo competente,
nistério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denún-
remetê-lo-á à autoridade que o for.
cia substitutiva, intervir em todos os termos do processo, for-
§ 4o A representação, quando feita ao juiz ou perante este
necer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo,
reduzida a termo, será remetida à autoridade policial para que
no caso de negligência do querelante, retomar a ação como
esta proceda a inquérito.
parte principal.
§ 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito,
se com a representação forem oferecidos elementos que o habili-
Art. 30. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para repre-
tem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia
sentá-lo caberá intentar a ação privada.
no prazo de 15 dias.
Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declara-
Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os
do ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou
juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação públi-
prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente, descenden-
ca, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos
te ou irmão. (CADI)
necessários ao oferecimento da denúncia.
Art. 32. Nos crimes de ação privada, o juiz, a requerimento
Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a EXPOSIÇÃO DO
da parte que comprovar a sua pobreza, nomeará advogado para
FATO criminoso, com todas as suas circunstâncias, a QUALIFICA-
promover a ação penal.
ÇÃO DO ACUSADO ou esclarecimentos pelos quais se possa
§ 1o Considerar-se-á pobre a pessoa que não puder prover
identificá-lo, a CLASSIFICAÇÃO do CRIME e, quando necessá-
às despesas do processo, sem privar-se dos recursos indispensá-
rio, o ROL DAS TESTEMUNHAS.
veis ao próprio sustento ou da família.
§ 2o Será prova suficiente de pobreza o atestado da autori-
Art. 42. O Ministério Público NÃO PODERÁ DESISTIR da
dade policial em cuja circunscrição residir o ofendido.
ação penal.
Art. 33. Se o ofendido for menor de 18 anos, ou mental-
Art. 44. A queixa poderá ser dada por procurador com po-
mente enfermo, ou retardado mental, e não tiver representante
deres especiais, devendo constar do instrumento do mandato o
legal, ou colidirem os interesses deste com os daquele, o direito
nome do querelante e a menção do fato criminoso, salvo quando
de queixa poderá ser exercido por curador especial, nomeado,
tais esclarecimentos dependerem de diligências que devem ser
de ofício ou a requerimento do Ministério Público, pelo juiz
previamente requeridas no juízo criminal.
competente para o processo penal.
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Art. 49. A RENÚNCIA ao exercício do direito de queixa, em Art. 62. No caso de morte do acusado, o juiz somente à
relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá. vista da certidão de óbito, e depois de ouvido o Ministério Pú-
blico, declarará extinta a punibilidade.
Art. 50. A renúncia expressa constará de declaração assinada
pelo ofendido, por seu representante legal ou procurador com AÇÃO DE Aplica medida de segurança
poderes especiais. PREVENÇÃO PENAL
Parágrafo único. A renúncia do representante legal do
menor que houver completado 18 anos não privará este do AÇÃO PENAL Processo judicial judicialiforme e
direito de queixa, nem a renúncia do último excluirá o direito EX OFFICIO HC de Ofício
do primeiro. AÇÃO PENAL PÚBLICA Havendo inércia do MP, outro ór-
SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA gão oficial poderia promover a
Art. 51. O PERDÃO concedido a um dos querelados apro- ação penal. Ex; no DL 201, se o
veitará a todos, sem que produza, todavia, efeito em relação MPE for inerte, o MPF pode iniciar
ao que o recusar. a persecução penal.
Art. 53. Se o querelado for mentalmente enfermo ou retar- AÇÃO PENAL INDIRETA MP assume a ação penal privada
dado mental e não tiver representante legal, ou colidirem os inte- subsidiária.
resses deste com os do querelado, a aceitação do perdão caberá Primariamente o crime é processa-
ao curador que o juiz lhe nomear. AÇÃO PENAL do mediante ação privada e, secun-
SECUNDÁRIA dariamente, por ação penal públi-
Art. 55. O perdão poderá ser aceito por procurador com ca. Ex: S714/STF (crimes contra a
poderes especiais. honra de funcionário público)
Art. 56. Aplicar-se-á ao perdão extraprocessual expresso o -MP propõe ação privada, quando
disposto no art. 50. AÇÃO PENAL ADESIVA vislumbrar interesse público
-Conexão entre delitos de ação pe-
Art. 57. A renúncia tácita e o perdão tácito admitirão to- nal pública e ação privada.
dos os meios de prova. AÇÃO PENAL POPULAR HC e crimes de responsabilidade.
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The Brazilian penal system adapts its legal processes through distinct steps: initiation by public or private action depending on crime nature, provision for legal representation in cases of poverty, prohibition of implicit archives in public suits, and allowance for private action if public action isn't timely. The system ensures due process while adapting legal proceedings to specific offenses and scenarios .
In Brazil, penalty individualization occurs in three stages: legislative, judicial, and execution phases. Legislatively, crimes and penalties are defined abstractly by lawmakers. Judicially, judges tailor penalties concretely during sentencing. Finally, the execution phase guarantees individualization by adjusting the implementation of the sentence to the offender's circumstances, maintaining the outlined sentence within legal boundaries .
The principle of proportionality functions dualistically in the Brazilian penal system. It serves as a safeguard against excessive punishment (negative guarantee) ensuring the individual is protected from State overreach. Simultaneously, it prevents inadequate State intervention (positive guarantee) by ensuring that the State efficiently protects legal goods against harm, maintaining a balance between punitive measures and civil rights .
The Brazilian legal framework, by emphasizing the Penal Law of Fact, prohibits incrimination solely based on personal characteristics such as thoughts, desires, or lifestyle. This system was reaffirmed by the abolition of laws against vagrancy and begging, which previously criminalized people based on their condition rather than specific unlawful acts .
The Brazilian penal system adheres to the principle of personal nature of punishment by ensuring that penalties do not extend beyond the convicted individual. This includes prohibition against collective penalties and ensures that sanctions like property confiscation are only applied to the convicted individual, even if certain obligations might transfer to successors within the limits of transferred assets .
The Brazilian Penal Code application is governed by the principle of legality, which mandates that no one can be compelled to do or refrain from doing something except by law. The code ensures there is no crime or punishment without previous statutory foundation. Several derivatives include the nonexistence of crime or punishment without prior written law, the prohibition of incriminating customs, prohibition against using analogy to create incriminating types (analogy in malam partem), and that laws must be necessary, precise, and not vague .
In the Brazilian penal system, crimes of damage require actual harm to a legal good, such as in homicide. In contrast, crimes of danger involve a risk of harm to a legal good without actual damage. These can be further classified into abstract danger where risk is presumed (e.g., drunk driving), and concrete danger where the risk must be demonstrated for a specific individual (or indeterminate in diffuse danger).
The Brazilian legal system prevents double jeopardy through the prohibition of 'bis in idem', which stops individuals from being punished twice for the same act. A notable exception exists where a penalty served abroad may be considered in Brazil either to mitigate or account for the sentence if the charges are identical .
The Brazilian legal system upholds the presumption of innocence until a criminal conviction is definitively confirmed (transitado em julgado). However, it acknowledges that imprisonment may occur after conviction at the second judicial instance, not violating the principle that maintains innocence until then .
The principle of subjectivity in responsibility asserts that penal liability requires voluntary conduct, meaning the agent's responsibility is contingent on having intent or negligence. It forbids objective liability, which doesn't consider the actor's mental state (intent or negligence). Some exceptions like voluntary intoxication exist, but they are criticized for potentially permitting penal liability without clear intent or negligence .