Alunas: Caroline Nascimento Caroli Loureiro
1- Como funciona este método contraceptivo (DIU)?
O DIU pode ser caracterizado como sendo uma pequena estrutura,
sendo colocada no interior da cavidade uterina, por meio de um
procedimento simples. A sua eficácia gira em torno de 99%m sendo
possível permanecer no útero entre 5 a 10 anos. Os tipos de DIU
existentes são o DIU de cobre e o DIU hormonal. Há diferença entre
eles em suas composições e funcionamento (PEREIRA; CARDOSO,
2021).
O DIU de cobre é formado por uma haste revestida com o metal, que
durante a sua ação libera pequenas quantidades de cobre no útero,
causando alterações no endométrio, no muco e na mobilidade das
trompas. Quando esse processo é feito, ocorre uma reação
inflamatória que não afeta o organismo negativamente, mas que
torna a região hostil ao espermatozóide evitando que ocorra a
fecundação. O seu uso é altamente eficaz. Suas chances de gravidez
variam de 0,6% a 0,8%. Seu efeito colateral mais frequente é o
aumento no fluxo menstrual, além de poder permanecer no corpo da
mulher por pelo menos 10 ano (PEREIRA; CARDOSO, 2021).
O DIU de Mirena, também pode ser chamado de SIU ou DIU hormonal.
Ele produz reações inflamáveis no útero e sua estrutura é feita com
hormônio progesterona. As mulheres que utilizam desse dispositivo
têm sua menstruação bloqueada, considerando um efeito colateral
positivo. Por outro lado, com o DIU de Mirena as chances de
engravidar diminuem para 0,2%. É indicado paratratamentos como:
mioma uterino, endometriose e adenomiose. O DIU de Mirena pode
permanece no corpo da mulher por até 5 anos. A diferença entre
esses dois tipos de DIU está ligada a tempo de validade, vantagens,
indicações, riscos de engravidar, efeitos hormonais e carga hormonal
(TEEIXEIRA et. al., 2022).
2- Quais os pacientes que possuem riscos ou contra-
indicações a este método contraceptivo?
O DIU não pode ser colocado em mulheres que apresentem:
(PEREIRA; CARDOSO, 2021).
➢ Anormalidades anatômicas do útero;
➢ Infecção ginecológica ativa;
➢ Gravidez presente ou suspeita (mulheres grávidas não podem usar
DIU, pois há elevado risco de aborto);
➢ Câncer uterino (mulheres com câncer do endométrio ou câncer do
colo do útero não devem utilizar o DIU);
➢ Sangramento ginecológico de origem não esclarecida (antes da
implantação do DIU, qualquer sangramento anormal deve ser
investigado);
➢ O DIU de cobre, especificamente, também é contraindicado a
mulheres com alergia à cobre.
Já o DIU de Mirena não deve ser utilizado por mulheres que tiveram
câncer de mama nos últimos 5 anos ou doenças hepáticas, devido
aos hormônios.
Referências
TEIXEIRA et. al. Aspectos atuais da avaliação do dispositivo
intrauterino (DIU) pelos métodos de imagem e suas principais
intercorrências.
Brazilian Journal of Health Review, v.5, n. 1, p. 1536- 1552, 2022.
PEREIRA, F. A. C.; CARDOSO, T. P. A importância do dispositivo intra-
uterino (DIU), 2021