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Fisioterapia e Distúrbios de Ombros no Trabalho

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A Fisioterapia nas Doenças Osteomusculares Associadas ao Trabalho:

Distúrbios de Ombros

Izabelly Amancio da Silva1


Patricia Henrique2

RESUMO

Este artigo aborda o papel da fisioterapia no tratamento e prevenção dos distúrbios


osteomusculares relacionados ao trabalho (DORTs), com foco nos distúrbios de
ombros. Essas doenças, causadas por movimentos repetitivos, posturas inadequadas
e sobrecarga física, afetam significativamente a saúde dos trabalhadores, resultando
em dor crônica, perda de mobilidade e afastamentos laborais. O objetivo geral do
estudo foi compreender a contribuição da fisioterapia na recuperação funcional e na
prevenção das DORTs em trabalhadores com distúrbios de ombros. A metodologia
utilizada foi uma revisão bibliográfica de artigos científicos e estudos clínicos
publicados nos últimos dez anos, com o objetivo de identificar as principais estratégias
fisioterapêuticas empregadas no tratamento dessas lesões. A pesquisa explorou
técnicas como cinesioterapia, fortalecimento muscular, terapias manuais e
intervenções ergonômicas, além de programas de prevenção. Os resultados mostram
que a fisioterapia exerce um papel fundamental na reabilitação dos trabalhadores,
promovendo o alívio dos sintomas, a melhora funcional e a prevenção de novas
lesões. A combinação de abordagens terapêuticas e medidas preventivas, como a
ergonomia, pode reduzir a incidência de DORTs e melhorar a qualidade de vida dos
profissionais, além de diminuir os custos relacionados aos afastamentos por motivos
de saúde.

Palavras-chave: DORT. Ombro. Reabilitação. Prevenção.

1 INTRODUÇÃO

A incidência de doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORTs)


tem crescido significativamente, tornando-se uma das principais causas de
afastamentos no ambiente laboral. Entre os diversos problemas de saúde que
acometem os trabalhadores, os distúrbios nos ombros figuram entre os mais comuns,
especialmente em atividades que envolvem movimentos repetitivos, levantamento de
peso e posturas inadequadas (Juel; Natvig, 2014).
Dentre os distúrbios osteomusculares, segundo Debastiani et al. (2019), os que
acometem o ombro, como a síndrome do impacto, as tendinopatias e as lesões do
manguito rotador, destacam-se pela alta prevalência e pelo impacto debilitante. Esses

1
Acadêmica do curso de Fisioterapia da Uniderp.
2
Orientadora Docente do curso de Fisioterapia da Uniderp.
problemas podem causar dor crônica, perda de mobilidade e, em casos mais graves,
incapacidade para realizar tarefas diárias.
Nesse contexto, a fisioterapia tem se mostrado uma ferramenta crucial, tanto
para a reabilitação dos pacientes quanto para a promoção de melhores condições de
trabalho e prevenção de novas lesões. Além disso, a compreensão dos mecanismos
de lesão e das melhores práticas de prevenção é fundamental para promover
ambientes de trabalho mais saudáveis.
A partir dessa perspectiva, a pergunta-problema que norteia o estudo foi: Qual
é o impacto da fisioterapia nas doenças osteomusculares associadas ao trabalho nos
distúrbios de ombros? O estudo buscou responder a essa questão, analisando as
evidências disponíveis e propondo abordagens que possam melhorar a saúde dos
trabalhadores e a eficácia do tratamento fisioterapêutico.
O objetivo geral deste estudo foi compreender o papel da fisioterapia nas
doenças osteomusculares associadas ao trabalho, com foco nos distúrbios de
ombros. Os objetivos específicos incluem: conhecer as características das DORTs,
descrever os principais distúrbios de ombros tratados nos casos de DORTs e discutir
estratégias de fisioterapia para a melhoria dos resultados de saúde dos trabalhadores
e a prevenção das doenças.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Metodologia

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, feita a partir da revisão bibliográfica.


Foram buscados artigos publicados nos últimos 10 anos, em base de dados, como
Scielo, Google Acadêmico, livros, monografias e dissertações na área. As buscas
foram feitas a partir dos seguintes descritores: fisioterapia, trabalho, DORT, ombros e
ergonomia.
Foram incluídos materiais publicados nos últimos 10 anos, que tragam, de fato,
temas voltados à fisioterapia nas doenças osteomusculares associadas ao trabalho e
distúrbios de ombros. Foram excluídos artigo de revisão, primeiras impressões, de
mostras e resumos.

2.2 Resultados e Discussão


2.2.1 DORTs

As Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e os Distúrbios Osteomusculares


Relacionados ao Trabalho (DORT) são termos frequentemente utilizados de forma
intercambiável para descrever uma variedade de condições dolorosas que afetam
músculos, tendões, ligamentos, articulações e nervos, resultantes de atividades
repetitivas, posturas inadequadas e esforços físicos intensos no ambiente de trabalho.
Essas condições representam uma significativa carga para os sistemas de saúde em
todo o mundo, com uma prevalência crescente em diversos setores profissionais
(Guimarães et al., 2022).
Uma série de fatores contribuem para o desenvolvimento das LER/DORT,
incluindo aspectos biomecânicos, psicossociais e organizacionais do trabalho. Entre
os fatores biomecânicos, estão a repetição excessiva de movimentos, posturas
estáticas por longos períodos, forças excessivas e vibração. Já os fatores
psicossociais incluem alta demanda no trabalho, baixo controle sobre as tarefas, falta
de apoio social e conflitos interpessoais. Além disso, a falta de adequação ergonômica
dos postos de trabalho e a ausência de pausas adequadas também contribuem para
o surgimento dessas condições (Viegas; Almeida, 2016).
As LER/DORT, segundo Viegas e Almeida (2016), podem se manifestar de
diversas formas, incluindo dor, fadiga muscular, formigamento, dormência, perda de
força, restrição de movimento e alterações na sensibilidade. Esses sintomas podem
variar em intensidade e duração, e muitas vezes pioram durante a execução das
atividades laborais responsáveis pela lesão.
O diagnóstico das LER/DORT é predominantemente clínico, baseado na
história ocupacional do paciente, sintomas relatados e exame físico. No entanto,
exames complementares como radiografias, ressonância magnética e eletromiografia
podem ser necessários para confirmar o diagnóstico e excluir outras condições.
Quanto à classificação, segundo Viegas e Almeida (2016), as LER/DORT podem ser
agrupadas de acordo com a região anatômica afetada (por exemplo, ombros, punhos,
coluna) ou o mecanismo de lesão predominante (por exemplo, lesões por movimentos
repetitivos, lesões por esforços estáticos).
Além do sofrimento individual, as LER/DORT têm um impacto significativo na
qualidade de vida dos trabalhadores, levando a restrições nas atividades diárias,
absenteísmo no trabalho e incapacidade funcional. Isso resulta em custos econômicos
substanciais para os sistemas de saúde, perda de produtividade para as empresas e
impacto negativo na economia como um todo (Rosa; Quirino, 2017).
A prevenção das LER/DORT é multifacetada e envolve a implementação de
medidas ergonômicas, treinamento dos trabalhadores em técnicas de trabalho
seguras, organização do trabalho adequada, promoção de pausas ativas durante a
jornada laboral e intervenções psicossociais para reduzir o estresse no ambiente de
trabalho (Diniz, 2017).
Com relação a prevalência de sintomas pelos segmentos do corpo, segundo
Debastiani et al. (2019), a coluna vertebral em todos os trabalhos teve maior
incidência, seguida pelos membros superiores, no qual o ombro foi citado com maior
frequência.

2.2.2 Distúrbios nos Ombros

O ombro é uma das articulações mais móveis do corpo humano, composta pela
articulação glenoumeral, articulação acromioclavicular e articulação esternoclavicular,
além de uma série de músculos, ligamentos e tendões que proporcionam estabilidade
e mobilidade. A estabilidade do ombro é mantida por um delicado equilíbrio entre
estruturas ósseas e tecidos moles, como os músculos do manguito rotador, que
desempenham um papel crucial na estabilização e movimentação do ombro
(Debastiani et al., 2019).
De acordo com estudos de Juel e Natvig (2014), os distúrbios osteomusculares
nos ombros representam uma das principais causas de incapacidade no ambiente de
trabalho. O ombro, por sua complexa estrutura anatômica e mobilidade, é uma
articulação vulnerável a uma série de distúrbios, como lesões do manguito rotador,
bursite, tendinite e capsulite adesiva. O aumento da incidência desses distúrbios tem
sido associado a fatores ergonômicos inadequados e sobrecarga mecânica,
especialmente em ocupações que exigem movimentos repetitivos ou posturas
prolongadas.
Conforme explica Struyf et al. (2016), a relação entre trabalho e distúrbios no
ombro está intimamente ligada a movimentos repetitivos, posturas estáticas
prolongadas e o uso de força excessiva. Setores como a construção civil, indústrias
de manufatura e profissões que envolvem atividades acima da cabeça apresentam
maior risco de desenvolvimento de doenças osteomusculares nos ombros. Além
disso, o estudo de Pereira et al. (2020) destaca que fatores psicossociais, como
estresse no ambiente de trabalho e baixa autonomia, também contribuem para o
desenvolvimento e a cronicidade desses distúrbios.
Os distúrbios nos ombros abrangem uma ampla gama de condições, incluindo
lesões do manguito rotador, tendinite do bíceps, síndrome do impacto, instabilidade
glenoumeral, capsulite adesiva (ombro congelado) e osteoartrite. Essas condições
podem ser causadas por trauma agudo, uso excessivo, posturas inadequadas,
alterações biomecânicas, degeneração relacionada à idade ou fatores genéticos
(Nascimento; Mesquita; Almeida, 2018).
De acordo com Vieira et al. (2015), as lesões do manguito rotador são uma das
causas mais comuns de dor e disfunção no ombro, e estão frequentemente
associadas a atividades repetitivas e sobrecarga ocupacional. O manguito rotador é
composto por quatro músculos que estabilizam a articulação do ombro e facilitam o
movimento.
Lesões nesta estrutura podem variar desde inflamações leves até rupturas
completas, dependendo da intensidade e da duração da carga aplicada sobre o
ombro. A degeneração relacionada à idade também é um fator importante que pode
agravar esses distúrbios (Vieira et al., 2015).
A Síndrome do Impacto Subacromial é um distúrbio prevalente entre
trabalhadores que realizam movimentos repetitivos e acima do nível da cabeça, sendo
uma condição descrita por Rocha (2022). Essa síndrome ocorre quando o tendão do
manguito rotador e a bursa subacromial são comprimidos contra o arco
coracoacromial durante o movimento do braço. Essa compressão crônica pode
resultar em inflamação e, eventualmente, em rupturas tendíneas, levando a dor
crônica e perda funcional significativa.
A capsulite adesiva, popularmente conhecida como "ombro congelado", é outro
distúrbio osteomuscular relevante abordado por Fernandes (2014). Caracterizada por
dor intensa e restrição severa da mobilidade, essa condição é mais comum em
pessoas com idades entre 40 e 60 anos, mas pode ser exacerbada por fatores
ocupacionais que limitam o uso do ombro de maneira adequada.
Os sintomas dos distúrbios nos ombros variam dependendo da condição
específica, mas geralmente incluem dor localizada no ombro, limitação de movimento,
fraqueza muscular, crepitação articular e sensibilidade à palpação. A dor, segundo
Dias e Gonçalves (2015), pode piorar com determinados movimentos ou atividades,
como levantar objetos, estender o braço ou dormir do lado afetado, e pode interferir
nas atividades cotidianas e no trabalho.
O diagnóstico dos distúrbios nos ombros, segundo Dias e Gonçalves (2015),
envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico e exames de
imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética. A avaliação funcional é
essencial para identificar as limitações específicas que afetam a qualidade de vida e
o desempenho ocupacional do paciente. Estudos sugerem que uma abordagem
multidimensional, que inclua análise da postura, mobilidade e força muscular, é
fundamental para desenvolver um plano de tratamento eficaz.

2.2.3 Tratamento e Fisioterapia

O tratamento dos distúrbios nos ombros é individualizado e pode incluir uma


combinação de modalidades conservadoras e intervencionistas. As opções de
tratamento conservador geralmente incluem repouso relativo, fisioterapia para
fortalecimento muscular e melhora da mobilidade, medicamentos para controle da dor
e inflamação, uso de órteses ou imobilizações temporárias e modificação das
atividades (Nascimento; Mesquita; Almeida, 2018).
Em casos mais graves ou refratários ao tratamento conservador, de acordo
com Nascimento, Mesquita, Almeida (2018), podem ser consideradas intervenções
cirúrgicas, como reparo do manguito rotador, descompressão subacromial ou
reconstrução ligamentar. A reabilitação pós-operatória é essencial para restaurar a
função e prevenir recorrências.
A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento de distúrbios
osteomusculares no ombro, com evidências crescentes apoiando sua eficácia na
recuperação funcional e alívio da dor. Segundo Cools et al. (2014), o foco principal da
fisioterapia é restaurar o equilíbrio muscular e a mecânica escapular adequada, o que
ajuda a prevenir a recidiva das lesões e melhora a função global do ombro.
Entre as intervenções mais comumente usadas estão os exercícios de
fortalecimento do manguito rotador e dos músculos estabilizadores da escápula. Um
estudo realizado por Hanratty et al. (2012) demonstrou que a reabilitação que inclui
fortalecimento específico para esses grupos musculares pode melhorar
significativamente a funcionalidade e reduzir os níveis de dor em pacientes com
síndrome do impacto. A restauração da mecânica escapular é crucial, uma vez que a
disfunção escapular pode contribuir para a compressão dos tecidos subacromiais,
exacerbando a dor e a inflamação.
Além dos exercícios de fortalecimento, técnicas de mobilização articular
também são frequentemente utilizadas na fisioterapia para distúrbios de ombros.
Segundo Dias (2020), a mobilização passiva e ativa do ombro pode melhorar a
amplitude de movimento e reduzir a rigidez em condições como a capsulite adesiva.
A fisioterapia manual, combinada com técnicas de alongamento, ajuda a reduzir
a restrição articular, proporcionando alívio sintomático e melhora funcional em médio
prazo. Essa combinação de técnicas tem mostrado ser eficaz, particularmente em
pacientes que apresentam limitações severas de movimento (Dias, 2020).
Outro aspecto da fisioterapia para distúrbios no ombro é a abordagem
multimodal, que combina diferentes técnicas para otimizar os resultados. Segundo
Littlewood et al. (2013), um plano de tratamento que inclui uma combinação de
exercícios de fortalecimento, mobilização articular e terapia manual tem maior
probabilidade de produzir resultados positivos do que a aplicação isolada de qualquer
uma dessas modalidades.
Estudos recentes também têm explorado o uso da terapia por ondas de choque
e eletroterapia no manejo dos distúrbios do ombro. A pesquisa de Kvalvaag et al.
(2017) indica que a terapia por ondas de choque pode ser eficaz em casos de
tendinopatia crônica do manguito rotador, particularmente quando o tratamento
conservador tradicional não atinge os resultados esperados. As ondas de choque
promovem a regeneração tecidual e melhoram a vascularização local, o que contribui
para a cicatrização de tecidos lesados e a redução da dor.
A educação do paciente é um componente fundamental no tratamento
fisioterapêutico. De acordo com Diniz (2017), a instrução sobre ergonomia e a
importância da adaptação de atividades diárias são elementos essenciais para
prevenir a recidiva dos distúrbios no ombro. Os pacientes devem ser orientados a
modificar suas atividades para evitar movimentos repetitivos ou posturas inadequadas
que possam exacerbar a lesão. Isso se aplica tanto ao ambiente de trabalho quanto
às atividades recreativas, especialmente em populações que realizam trabalhos
manuais ou atividades físicas intensas.
Outro ponto importante é o uso da terapia ativa como parte do processo de
reabilitação. Lourenço e Oliveira (2022) tratam que a ativação gradual do ombro, por
meio de exercícios progressivos de resistência, é fundamental para evitar a atrofia
muscular e promover a recuperação funcional completa. A abordagem ativa permite
que o paciente recupere a força e a mobilidade de forma controlada, prevenindo o
retorno dos sintomas e garantindo que a articulação do ombro retorne à sua plena
funcionalidade.

2.2.4 Prevenção e Ergonomia no Ambiente de Trabalho

A prevenção dos distúrbios osteomusculares nos ombros é fundamental,


especialmente em populações que realizam atividades repetitivas ou que envolvem
posturas inadequadas. Segundo Hoe et al. (2018), a ergonomia é uma ferramenta
crucial para a redução desses distúrbios.
Ajustes ergonômicos no ambiente de trabalho, como a adaptação da altura das
mesas, o uso de apoios de braço e a distribuição adequada das tarefas, podem
minimizar a sobrecarga sobre os músculos e articulações do ombro. Além disso,
pausas frequentes para descanso e alongamentos regulares são recomendados para
evitar o acúmulo de estresse nos tecidos moles.
O fortalecimento muscular e a correção postural também desempenham um
papel importante na prevenção. De acordo com Cools et al. (2014), programas de
exercícios que visam o fortalecimento do manguito rotador e dos estabilizadores
escapulares são eficazes na prevenção de lesões no ombro, especialmente entre
trabalhadores e atletas. A manutenção de uma postura adequada, tanto durante as
atividades cotidianas quanto no ambiente de trabalho, ajuda a reduzir a tensão
muscular e a prevenir desequilíbrios que podem levar a disfunções no ombro.
Outro ponto relevante é a conscientização sobre os riscos e a educação dos
trabalhadores. Hanchard et al. (2020) afirmam que a implementação de programas
educativos sobre ergonomia e cuidados com o corpo pode reduzir significativamente
a incidência de distúrbios no ombro.
A orientação sobre técnicas corretas de movimentação, o uso adequado de
ferramentas e a importância de evitar sobrecarga repetitiva são elementos-chave na
prevenção a longo prazo. A prevenção ativa, portanto, envolve tanto a modificação do
ambiente quanto o comportamento individual, contribuindo para a saúde
osteomuscular.
3. CONCLUSÃO

A fisioterapia desempenha um papel essencial tanto no tratamento quanto na


prevenção dessas condições. As DORTs, ao impactarem negativamente a qualidade
de vida dos trabalhadores e a produtividade no ambiente laboral, demandam
intervenções que sejam efetivas na redução da dor, na recuperação funcional e na
prevenção de novas lesões. Nesse sentido, a fisioterapia se destaca como uma
abordagem multidisciplinar, focada não apenas na reabilitação, mas também na
promoção de saúde e qualidade de vida.
O tratamento fisioterapêutico voltado para distúrbios de ombros, conforme
pesquisado neste trabalho, é capaz de promover alívio dos sintomas e melhora da
função através de técnicas como cinesioterapia, terapias manuais, exercícios de
fortalecimento e alongamento, bem como a aplicação de recursos eletroterapêuticos.
Além disso, a reeducação postural e a correção de hábitos ergonômicos são aspectos
fundamentais no processo de recuperação e prevenção, o que mostra a importância
de um acompanhamento contínuo e individualizado para cada trabalhador acometido.
Outro ponto é o papel preventivo da fisioterapia, que, em conjunto com a
ergonomia, pode reduzir significativamente a incidência de DORTs. Ações
preventivas, como a adoção de pausas programadas, ajustes ergonômicos no
ambiente de trabalho e programas de fortalecimento muscular, são estratégias que
visam não apenas minimizar o surgimento das lesões, mas também promover a saúde
de forma integral, garantindo uma melhor qualidade de vida para o trabalhador a longo
prazo.
Dessa forma, conclui-se que a fisioterapia, quando aplicada de maneira
precoce e adequada, pode gerar um impacto positivo tanto na recuperação funcional
quanto na prevenção de distúrbios de ombros relacionados ao trabalho. O
investimento em medidas preventivas, aliadas a um tratamento fisioterapêutico
personalizado, pode não apenas reduzir os afastamentos por questões de saúde, mas
também proporcionar ambientes de trabalho mais saudáveis e [Link]

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