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Avaliação da Arborização em João Pessoa

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Avaliação da arborização viária da cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil

Urban forest evaluation of João Pessoa city, Paraíba, Brazil

Yuri Rommel Vieira Araújo1, Zayne Christina Gonçalves Moreira1,


Luís Antônio Coimbra Borges2, Álvaro Nogueira de Souza3 e
Luiz Moreira Coelho Junior1

Resumo
Este estudo avaliou a arborização viária da cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Realizou-se um inventário
arbóreo distribuindo os bairros em 4 setores do perímetro urbano. Foram utilizadas as ruas e avenidas para
quantificação e classificação dos indivíduos, excluindo praças e bosques. Para o levantamento piloto, por
meio de amostragem sistemática, teve uma suficiência amostral de 241 unidades amostrais (3,86% do total).
Para efeito de sistematização e avaliação arbórea foram consideradas as 30 espécies mais abundantes.
Em cada setor avaliado, identificaram-se os problemas relacionados às questões fitossanitárias e conflitos
com equipamentos urbanos. Os resultados mostraram que a espécie mais abundante foi Ficus benjamina
L. (37,42%). No inventário arbóreo, 15,23% dos indivíduos apresentaram problemas com insetos, 19,88%
tiveram danos provocados por microrganismo, 42,49% têm conflitos com equipamentos públicos aéreos,
37,10 % equipamentos terrestres e 28,65% com danos físicos. Conclui-se que a arborização urbana de
João Pessoa necessita de um plano de manejo para criar um programa sistemático de cadastramento,
monitoramento e ações de intervenção.
Palavras-chaves: Inventario arbóreo; plano de manejo; silvicultura urbana

ABSTRACT
This study evaluated the urban afforestation of the city of João Pessoa, Paraíba, Brazil. A tree inventory
was carried out distributing the neighborhoods in 4 sectors of the urban perimeter. Streets and avenues
were used to quantify and classify individuals, excluding squares and forests. For the pilot survey, through
systematic sampling, a sampling adequacy of 241 sample units was identified (3.86% of the total). For the
purpose of systematization and tree evaluation, the 30 most abundant species were considered. In each
evaluated sector, problems related to phytosanitary issues and conflicts with urban equipment were identified.
Results showed that the most abundant species was Ficus benjamina L. (37.42%). In the tree inventory,
15.23% of the individuals had problems with insects, 19.88% presented damage caused by microorganism,
42.49% have conflicts with public air equipment, 37.10% with terrestrial equipment and 28.65% with physical
damages. It is concluded that the urban afforestation of João Pessoa needs a management plan through a
program of systematic registration and tree monitoring of the city, with a set of proposed actions.
Keywords: Tree inventory, management plan, urban forestry.

INTRODUÇÃO

Os centros urbanos são locais de convívio de grande parte da população. Estes constantemente são
modernizados e, ou, alterados, resultando em um desequilíbrio entre o homem e a vegetação (DE
ANGELIS et al., 2007). Uma das ferramentas para manter o contato com a natureza é a arborização
de ruas e avenidas, que no Brasil pode ser considerada como atividade recente, quando comparada
aos países europeus (DANTAS; SOUZA, 2004).
Arborização urbana nos remete a um padrão de distribuição de árvores em um território urbano,
em vias públicas e demais áreas livres de edificação. O sucesso da arborização depende de um
correto e criterioso planejamento, devendo levar em consideração os fatores que influem na seleção
de espécies, na produção de mudas e na implantação da mesma (BOBROWSKI; BIONDI, 2012).

1. Centro de Energias Alternativas e Renováveis, Universidade Federal da Paraíba – UFPB. João Pessoa / PB, Brasil.
2. Setor de Conservação da Natureza, Universidade Federal de Lavras. Lavras / MG, Brasil.
3. Departamento de Engenharia Florestal, Universidade de Brasília – Unb. Brasília / DF, Brasil.

Sci. For., Piracicaba, v. 47, n. 121, p. 71-82, mar. 2019


DOI: [Link]/10.18671/scifor.v47n121.07 71
Araújo et al. – Avaliação da arborização viária da cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil

O mau planejamento da arborização durante a fase de implantação de um projeto pode resultar


em impactos significativos na estrutura urbana. Por exemplo, o rompimento de cabos condutores
da rede elétrica consistindo em interrupções no fornecimento de energia elétrica, entupimentos de
rede de esgoto e calhas, rachaduras em calçadas, entre outras (NUNES et al., 2013).
Para corrigir uma arborização desestruturada e desordenada é necessária a realização de poda ou
a remoção (ou substituição) de árvores (BARROS, 2013). A poda é a eliminação de ramos, galhos,
inflorescência ou folhagens com vista à compatibilização com o espaço físico existente ou para
promover o desenvolvimento adequado da planta, podendo ser de condução, limpeza, correção,
adequação, levantamento e emergência (RECIFE, 2013; SÃO PAULO, 2015).
No município de Irati (PR), 32,36% das árvores foram identificadas para realização de tratos
culturais devido a conflitos urbanos (SCHALLENBERGER et al., 2010). Na cidade de Quirinópolis
(GO), 56,60% da arborização do Bairro Promissão e 50% do Bairro Pedro Cardoso precisava de
poda leve ou pesada (BATISTEL et al., 2009). No município de João Pessoa/PB, em 2012, a prefeitura
realizou 9,2 mil podas de árvores e a substituição de 400 indivíduos, mediante a implantação do
programa Poda Programada (JOÃO PESSOA, 2012).
O desenvolvimento de programas de monitoramento e de poda é importante para o planejamento
da arborização urbana. Silva Filho et al. (2002) mostraram que na cidade de Jaboticabal (SP) é
viável a criação de banco de dados para cadastro, avaliação e manejo de árvores para auxiliar nas
ações corretivas e de condução da arborização. Outra forma é por meio do sistema de informações
geográficas, indicando a localização, histórico de poda, conflitos com equipamentos públicos, rede
elétrica e de água, esgoto, entre outros (OLIVEIRA FILHO; SILVA, 2010).
Um plano de manejo arbóreo começa por um inventário arbóreo do quantitativo de indivíduos e
espécies existentes. O inventário e o diagnóstico da situação da arborização formam um conjunto de
informações que orientam ações estratégias tais como, pontos para o plantio, identificação de locais
para manutenção, reparos ou remoção de indivíduos, entre outras (BENATTI et al., 2012; CEMIG,
2011). O inventário pode ser realizado mediante três metodologias: inventário parcial (praça, bairro);
inventário completo (censo arbóreo de parques, ruas ou de áreas verdes); e inventário amostral
(representando de 5 a 10% da população arbórea do objeto de estudo) (BOBROWSKI, 2010).
O inventário amostral pode seguir a amostragem aleatória simples ou casual, sistemática e
proporcional estratificada (CRESPO, 2002). Dentre os métodos amostrais, a amostragem aleatória
se faz por sorteio de unidades amostrais (parcelas retangulares ou quadrangulares, quadra, bloco ou
ruas) aleatoriamente ou intervalos definidos. Este modelo permite obter o valor médio das variáveis
considerado e estimar a precisão destas médias (ROSSETTI et al., 2010). Sendo este método de
amostragem um meio relativamente fácil para se conhecer a estrutura de florestas urbanas e para
estimar os valores dos serviços ambientais, onde a precisão e o custo da estimativa dependem do
tamanho da população e das unidades amostrais (NOWAK et al., 2008).
Periotto et al. (2016) inventariaram a arborização urbana da cidade Medianeira/PR por meio da
amostragem aleatória a fim de selecionar as unidades amostrais do objeto de estudo. Na cidade de
Huambo/Angola, a amostragem ocorreu nas principais ruas da cidade e determinou a suficiência
amostral pela curva de riqueza de espécies (QUISSINDO et al., 2016). Na cidade de Boa Vista-RR,
a análise da arborização urbana foi mediante a realização censitária das ruas do município (LIMA
NETO et al. 2016). Para o inventário no bairro Vila Yolanda, município de Foz de Iguaçu/PR, foi
de maneira aleatória, oito ruas do bairro para coletar os dados de todas as árvores existentes na via
(TOSCAN et al., 2010).
A manutenção da arborização viária de João Pessoa é sob demanda, necessitando de um diagnóstico
para melhoria no processo de gestão e planejamento. Logo, este estudo avaliou a arborização de
ruas na cidade.

MATERIAL E MÉTODOS

Caracterização da área objeto de estudo


O estudo foi realizado no município de João Pessoa, capital do Estado da Paraíba, localizado na
Zona da Mata Paraibana. O município apresentou população, em 2016, de 801.718 habitantes e uma
área de 211,475 km2, resultando em uma densidade demográfica de 3.421,28 hab/km2 (IBGE, 2016).
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De acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger, o município encontra-se inserido no
clima 3dth, correspondente ao regime mediterrâneo ou nordestino subseco, na faixa climática do
tipo AS’, clima quente e úmido (Tropical chuvoso - classe A). Nos meses de maio e julho ocorrem as
precipitações máximas, com média de 1.896 mm/ano. As temperaturas diárias máximas e mínimas
variam de 30 a 21 ºC, e a umidade relativa varia entre 73% e 82% (SOUZA et al., 2016).
A cidade apresenta o relevo com baixas altitudes em relação ao nível do mar e com resquícios de
remanescentes de Mata Atlântica, formando fragmentos pela cidade, pincipalmente nos vales dos
rios (SANTOS; SANTOS, 2013).

Levantamento arbóreo e análise dos dados


A Figura 1 mostra a distribuição dos 4 setores do perímetro urbano de João Pessoa/PB para
realização do Inventario arbóreo. Para cada setor foram identificados os bairros, quantitativo de ruas,
nomenclatura e extensão linear de cada rua, com o auxílio da ficha cadastral da Prefeitura de João
Pessoa (JOÃO PESSOA, 2015). Neste estudo não foram consideradas áreas verdes, praças, parques e
jardins particulares. O levantamento de campo foi realizado no período de julho a novembro de 2015.

Figura 1: Localização geográfica e delimitação da área de estudo na Cidade de João Pessoa/PB.


Figure 1: Geographical location and delimitation of the study area in João Pessoa city/PB.

Os setores contem os seguintes bairros: SETOR A: Aeroclube, Altiplano Cabo Branco, Bairro dos
Estados, Bairros dos Ipês, Bancários, Bessa, Brisamar, Cabo Branco, Castelo Branco, Jardim Oceania,
João Agripino, Manaíra, Miramar, Pedro Gondim, Ponta do Sol, São José, Tambaú, Tambauzinho
e Torre; SETOR B: Água Fria, Anatólia, Barra de Gramame, Cidade dos Colibris, Costa do Sol, Cuiá,
Jardim Cidade Universitária, Jardim São Paulo, José Américo, Mangabeira, Muçumagro, Paratibe,
Penha, Planalto da Boa Esperança e Valentiva; SETOR C: bairros das Indústrias, Costa e Silva, Distrito
Industrial, Ernani Sátiro, Ernesto Geisel, Funcionários, Gramame, Grotão, Jardim Veneza, Mumbaba
e Mussuré; SETOR D: Alto do Céu, Alto do Mateus, Centro, Cristo Redentor, Cruz das Armas, Ilha
do Bispo, Jaguaribe, Mandacarú, Oitizeiro, Padre Zé, Rogér, Tambiá, Treze de Maio, Trincheiras,
Varadouro e Varjão.
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O levantamento foi realizado por meio da amostragem sistemática das ruas e avenidas, pavimentadas
ou não, como unidade amostral. Para cada setor, as ruas foram organizadas em ordem alfabética e
numeradas. Realizou um sorteio aleatório entre as 10 primeiras, depois de encontrado a primeira
rua foram identificadas as ruas de 10 em 10 de forma sistemática. A suficiência amostral se obteve
por um inventário arbóreo piloto em 20 ruas. Posteriormente, foi determinado o número mínimo
de amostra, de acordo com Biondi (1985). Utilizou a suficiência amostral de 95% de probabilidade
e com erro máximo de 10%, obtendo um número mínimo de 252 amostras (4,03%).
Nas unidades amostrais sorteadas foi realizado o censo arbóreo nas calçadas e canteiros centrais,
excluindo praças, parques e áreas verdes. Os indivíduos arbóreos foram os que apresentaram
circunferência a altura do peito (CAP) ≥ 15 cm. A altura total do indivíduo (HT) foi estimada da
base do tronco ao ápice da copa, utilizando como referência uma régua graduada retrátil de 2 m.
Em campo coletou-se o nome comum das plantas e, a posteriori, foram identificadas pelo nome
científico. A identificação botânica das espécies deu-se mediante as características vegetativas e
reprodutivas (ritidoma, folhas, flores e/ou frutos).
Para os indivíduos arbóreos não identificados in loco, foram coletadas amostras de estrutura férteis,
quando possível, para ser identificado por um especialista ou para identificação por comparação de
amostras já identificadas, depositadas no Herbário Lauro Pires Xavier, da Universidade Federal da
Paraíba. Para a classificação das famílias botânicas seguiu-se o Angiosperm Phylogeny Group – APG
IV (APG, 2016). Os nomes científicos das espécies e família foram conferidos na Lista das Espécies
da Flora do Brasil (IBRJ, 2017) e na base de dados de plantas tropicais do Missouri Botanical Garden
(TROPICOS, 2016).
A classificação dos aspectos fitossanitários seguiu uma adaptação de Biondi (1985). Foram
classificadas quanto à presença ou ausência de danos que apresentam perigo ao desenvolvimento da
planta, em alguma estrutura, provocada por insetos (cupins, formigas cortadeiras, lagartas, besouros,
percevejos, pulgão, ácaros, entre outros) e patógenos provocados por microrganismo. Danos físicos no
tronco (defeitos e danos físicos, descascamento e anelamento, objeto do tronco e cortes em troncos
e galhos que não sejam de poda), e conflitos com equipamentos públicos aéreos (rede elétrica e
telefônica, placas de sinalização e semáforos) e terrestres (tubulação de esgoto, abastecimento de
água e levantamento ou quebra de calçadas e linha d’água).
Os dados foram tabulados com o auxilio de planilhas e o uso de tabelas dinâmicas do Excel®.
Com o resultado do inventário, foram analisadas as 30 espécies mais significativas em número de
indivíduos. Foi analisada a adaptabilidade e a resistência a patógenos, considerando as necessidades
de ações e potenciais riscos no meio urbano. Elaborou-se um programa de ações preventivas e
corretivas da manutenção da arborização viária.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

As 252 unidades amostrais inventariadas contabilizaram 3.074 indivíduos, pertencentes a 32 famílias,


distribuídas em 101 espécies, destas 8 espécies foram identificadas apenas a nível de gênero. Do total
encontrado, 195 são palmeiras (6,34%) e 2.879 com porte arbóreo (93,66%). De acordo com o
levantamento, as 30 espécies mais significativas correspondem a 57,35% da população inventariada
(Tabela 1).
Ficus benjamina foi a espécie que apresentou a maior abundância, com 37,42% da arborização da
cidade, e a única espécie fora das recomendações técnicas descritas por Biondi e Althaus (2005) e Grey
e Deneke (1978). Estes autores aconselharam que uma espécie não ultrapassasse a faixa entre 10%
a 15% dos indivíduos da população. Esta espécie, também encontrada com abundância no bairro
de Santiago (Ji-Paraná/RO) e nos municípios de Altamira/PA e Araçoiaba da Serra/SP (PARRY et al.,
2012; SANTOS JUNIOR; COSTA, 2014; SILVA; LEITA; TONELLO, 2014).
Outras espécies que se destacam pela abundância foram: Senna siamea, Terminalia catappa, Azadirachta
indica e Handroanthus sp., correspondendo a 9,98%, 6,03%, 5,04% e 4,26% da população. As espécies
de menor abundância foram: Prosopis juliflora (0,60%), Anadenanthera colubrina (0,64%), Tilipariti
titiliaceum (0,67%) e Licania tomentosa (0,71%).
Das espécies mais representativas, 15,23% (429 indivíduos) apresentaram problemas fitossanitários
provocados por insetos com danos na estrutura foliar, provocando redução da densidade da copa
e desfolhação. Na avaliação por espécies, constatou-se que 50,59% dos indivíduos de T. pentaphylla
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Tabela 1: Levantamento botânico das 30 espécies mais representativas do inventário urbano de João Pessoa.
Table 1: Botanical survey of the 30 most representative species of the urban inventory of João Pessoa.
Família/Nome científico Nome comum Nº Nº% FI FI% FP FP% CA CA% CT CT% DF DF%
ANACARDIACEAE
Anacardium occidentale L. cajueiro 20 0,71 2 10,00 4 20,00 6 30,00 7 35,00 8 40,00
Mangifera indica L. mangueira 75 2,66 13 17,33 15 20,00 44 58,67 24 32,00 22 29,33
Schinus terebinthifolia Raddi cajazeira 79 2,80 18 22,78 8 10,13 22 27,85 19 24,05 18 22,78
ARECACEAE
Acrocomia intumescens Drude palm. Macaíba 46 1,63 4 8,70 38 82,61 11 23,91 0 0,00 29 63,04
Cocos nucifera L. coqueiro 42 1,49 2 4,76 3 7,14 23 54,76 0 0,00 3 7,14
Dypsis decaryi (Jum.) Beentje & J. palm. triangular 32 1,14 0 0,00 0 0,00 9 28,13 0 0,00 0 0,00
Dransf.
Veitchia merrillii (Becc) H. E. Moore. palm. mexicana 36 1,28 1 2,78 5 13,89 8 22,22 0 0,00 1 2,78
BIGNONIACEAE
Handroanthus sp. ipê 120 4,26 25 20,83 53 44,17 41 34,17 36 30,00 50 41,67
Tabebuia aurea (Silva Manso) Benth. craibeira 107 3,80 5 4,67 37 34,58 8 7,48 7 6,54 60 56,07
& Hook.f. ex S. Moore
Tabebuia pentaphylla (L.) Hemsl. ipê-de-El-Salvador 85 3,02 43 50,59 37 43,53 29 34,12 25 29,41 48 56,47
Handroanthus chysotrichus (Mart. Ex ipê-amarelo 21 0,75 4 19,05 2 9,52 9 42,86 8 38,10 2 9,52
DC.) Mattos
CASUARINACEAE
Casuarina sp. casuarina 28 0,99 1 3,57 4 14,29 13 46,43 6 21,43 8 28,57
CHRYSOBALANACEAE
Licania tomentosa (Benth.) Fritsch oitizeiro 20 0,71 3 15,00 1 5,00 11 55,00 8 40,00 13 65,00
COMBRETACEAE
Terminalia catappa L. castanhola 170 6,03 27 15,88 30 17,65 85 50,00 43 25,29 61 35,88
FABACEAE
Adenanthera pavonina L. olho-de-pombo 40 1,42 7 17,50 12 30,00 23 57,50 19 47,50 18 45,00
Anadenanthera colubrina (Vell.) angico 18 0,64 3 16,67 10 55,56 5 27,78 4 22,22 13 72,22
Brenan
Paubrasilia echinata (Lam.) E. pau-brasil 43 1,53 1 2,33 3 6,98 11 25,58 8 18,60 6 13,95
Gagnon, H. C. Lima & [Link]
Cassia fistula L. cassia-chuva-de-ouro 20 0,71 4 20,00 3 15,00 7 35,00 5 25,00 2 10,00
Clitoria fairchildiana R.A. Howard sombreiro 20 0,71 5 25,00 5 25,00 9 45,00 8 40,00 12 60,00
Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf. flamboyant 22 0,78 5 22,73 6 27,27 12 54,55 10 45,45 15 68,18
Erythrina indica Lam. Var. picta Hort. brasileirinho 25 0,89 7 28,00 6 24,00 13 52,00 7 28,00 6 24,00

DOI: [Link]/10.18671/scifor.v47n121.07
Sci. For., Piracicaba, v. 47, n. 121, p. 71-82, mar. 2019
Prosopis juliflora (Sw.) DC. algaroba 17 0,60 8 47,06 4 23,53 6 35,29 6 35,29 5 29,41
OBS. Classificado por família botânica, espécie, nome comum, número total de indivíduos (Nº) e relativos (Nº%), indivíduos com problemas fitossanitários provocados por insetos (FI) e relativos (FI%) e provocado por
microrganismo (FP) e relativos (FP%), indivíduos em conflitos com equipamentos aéreos (CA) e relativos (CA%) e terrestres (CT) e relativos (CA%), e indivíduos com danos físicos (DF) e Relativos (DF%).

75
76
Tabela 1: Continuação...
Table 1: Continued...
Família/Nome científico Nome comum Nº Nº% FI FI% FP FP% CA CA% CT CT% DF DF%
Senna siamea (Lam.) H.S. Irwin & cassia-ferruginha 281 9,98 44 15,66 48 17,08 164 58,36 68 24,20 73 25,98
R.C. Barneby
MALVACEAE
Talipariti pernambucense(Arruda) algodão-da-praia 46 1,63 5 10,87 3 6,52 14 30,43 11 23,91 13 28,26
Bovini
Talipariti tiliaceum (L.) Fryxell algidão-da-praia 19 0,67 3 15,79 4 21,05 7 36,84 7 36,84 2 10,53
Pachira aquatica Aubl. castanheira-do- 27 0,96 2 7,41 10 37,04 7 25,93 5 18,52 7 25,93
maranhão
MELIACEAE
Azadirachta indica A. Juss nim 142 5,04 12 8,45 18 12,68 64 45,07 48 33,80 31 21,83
MYRTACEAE
Syzygium malaccense (L.) Merr. & jambeiro 61 2,17 16 26,23 11 18,03 26 42,62 19 31,15 24 39,34
L.M. Perry
Syzygium cumini (L) Skeels oliveira 29 1,03 4 13,79 5 17,24 7 24,14 4 13,79 2 6,90
MORACEAE
F. benjamina L. ficus 1054 37,42 144 13,66 165 15,65 475 45,07 609 57,78 244 23,15

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SAPINDACEAE
Filicium decipiens (Wt. & Arn.) Thw felícia 72 2,56 11 15,28 10 13,89 28 38,89 24 33,33 11 15,28
Total 2.817 100,00 429 15,23 560 19,88 1197 42,49 1.045 37,10 807 28,65

Sci. For., Piracicaba, v. 47, n. 121, p. 71-82, mar. 2019


OBS. Classificado por família botânica, espécie, nome comum, número total de indivíduos (Nº) e relativos (Nº%), indivíduos com problemas fitossanitários provocados por insetos (FI) e relativos (FI%) e provocado por
microrganismo (FP) e relativos (FP%), indivíduos em conflitos com equipamentos aéreos (CA) e relativos (CA%) e terrestres (CT) e relativos (CA%), e indivíduos com danos físicos (DF) e Relativos (DF%).
Araújo et al. – Avaliação da arborização viária da cidade de João Pessoa, Paraíba, Brasil
apresentaram problemas por inseto. Outras espécies que se destacam com danos provocados por
insetos foram: P. juliflora (47,06%), Erythrina indica (28%), Syzygium malaccense (26,23%) e Clitoria
fairchildiana (25%). As espécies Dypsis decaryi, Paubrasilia echinata, Veitchia merrillii e Casuarina sp.
apresentaram as menores taxa de degradação provocada por insetos, correspondendo a 0,00%, 2,33%,
2,78% e 3,57% dos indivíduos, respectivamente.
Na média geral, 19,88% (560 indivíduos) da amostra apresentaram problemas fitossanitários
provocado por microorganismo, tendo como principal sintoma visual a formação de estrutura
fungica nas folhas, no fuste, colo do tronco e as margens das feridas. Resultado em queda das folhas
e apodrecimento de tecidos. Acrocomia intumescens apresentou a maior taxa de indivíduos com
infestação provocada por microorganismo, com 82,61% de exemplares desta espécie com problema.
Também, se destacam: A. colubrina (55,56%), Handroanthus sp. (44,17%), T. pentaphylla (43,53%)
e Pachira aquatica (37,04%). As espécies que apresentaram os menores percentuais de indivíduos
com danos provocados por microorganismo foram: D. decaryi (0,0%), L. tomentosa (5,0%), Tilipariti
pernambucense (6,52%), P. echinata (6,98%) e Cocos nucifera (7,14%).
Estes resultados indicam espécies suscetíveis a sofrerem danos em alguma estrutura, provocado
por insetos e microrganismos, assim como as espécies mais adequadas para o município, no caso
das que apresentaram as menores taxas de danos. É necessário o acompanhamento por um período
no mínimo anual, para confirmar se, de fato, há uma resistência ou vulnerabilidade aos vetores.
Neste monitoramento, será possível observar o efeito sazonal interagido com as características
geoambientais e a resposta da espécie após o dano. Vale ressaltar que alguns indivíduos apresentaram
danos provocados por ambos os vetores, insetos e microrganismos.
Para efeito comparativo, na área central da cidade de São Joaquim/SC, 78% dos indivíduos observados
apresentaram algum tipo de ataque de praga e doenças (SOUZA et al., 2014). Na arborização viária no
município de Parauapebas/PA, 4,19% da população vegetal foi classificada em estado fitossanitário
grave e 4,75% regular (FERRO, 2015). Na cidade de Aracajú/SE, 50,4% das árvores apresentaram
lesões e danos físicos provocados por insetos, 7,9% por microrganismo e 1% por ervas daninhas
(SANTOS et al., 2015). Em João Pessoa, o índice de ataque provocado por inseto 15,53%, menor que
o encontrado em Aracajú-SE e São Joaquim-SC, no entanto, o índice provocado por microrganismos
foi maior que o de Aracajú-SE.
Os resultados indicaram que 42,49% (1.197 exemplares) dos indivíduos da amostra apresentaram
algum conflito com equipamento público aéreo, sendo os mais comuns o contato com a rede elétrica
e telefonia. 58,67% dos indivíduos Mangifera indica apresentaram conflitos com equipamentos
urbanos, sendo a espécie que apresentou o maior percentual de exemplares em conflito. S. siamea,
Adenanthera pavonina, L. tomentosa e C. nucifera apresentaram um percentual elevado de indivíduos
em conflito com equipamentos públicos, 58,36%, 57,50%, 55,00% e 54,50%, respectivamente.
Com relação às espécies que apresentaram as menores quantidades relativas de indivíduos em
conflito com equipamentos públicos aéreos, a T. aurea (7,48%), V. merrillii (22,22%), A. intumescense
(23,91%), S. malaccense (24,14%) e P. echinata (25,58%).
Periotto et al. (2016) afirmam que os conflitos entre árvores e redes elétricas são comuns, nos
quais, a arborização e os demais componentes urbanos disputam espaço físico e recursos para a
manutenção, sendo esta a grande dificuldade de implantar a arborização urbana.
Os conflitos com equipamentos urbanos terrestres são menores, em comparação com conflitos
aéreos, apenas 37,10% (1.045 indivíduos) da amostra apresentaram danos nas calçadas, linha d’água
ou rede de coleta subterrânea. O F. benjamina apresentou o maior valor relativo de indivíduos em
conflito (57,78%) causando danos à estrutura urbana. A. pavonina (47,50%), Delonix regia (45,45%),
Clitoria fairchildiana (40,00%) e L. tomentosa (40,00%) se destacam por apresentarem os maiores
valores relativos de indivíduos em conflito com a estrutura terrestre, após o F. benjamina. A. intumescens,
C. nucifera, V. merrillii e D. decaryi não apresentaram indivíduos em conflito com equipamentos
terrestres e T. aurea, Syzygium cumini e P. aquatica apresentaram os menores números de indivíduos
com conflito, correspondendo a 6,54%, 13,79% e 18,52% dos exemplares, respectivamente.
A falta de planejamento da arborização acarreta diversos problemas e conflitos, exigindo, a
posteriori, gastos financeiros de manutenção e propicio ao maior número de acidentes aos transeuntes.
A maneira mais eficaz de evitar danos por raiz na pavimentação é a adequação de um espaço para o
desenvolvimento, de forma a evitar que as redes de abastecimento de água, drenagem pluvial, calçadas
ou cisternas. Quando ocorre o plantio de árvore em solo compactado, em sua grande maioria, ocorre
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a acomodação superficial das raízes e, sendo este tipo de solo comumente encontrado nas cidades
(CADORIN; MELLO; MONTEMEZZO, 2013; PERIOTTO et al., 2016).
As espécies que apresentaram maiores conflitos com equipamentos públicos (aéreos e terrestres)
foram: L. tomentosa; A. pavonina; M. indica; S. siamea; C. nucifera; F. bejamina; D. regia, e; C. fairchildiana.
As espécies que presentaram os menores índices de indivíduos em conflito com equipamentos públicos
(aéreos e terrestres) foram: T. aurea; V. merrillii; A. intumescense; S. malaccense; P. echinata C. nucifera;
D. decaryi, e; S. cumini. As espécies T aurea, V. merrillii, A. intumescense e P. echinata se destacam por
apresentarem os menos índices de conflito com equipamentos aéreos e terrestres.
No bairro Santiago, município de Ji-Paraná/RO, 30% da população apresentavam conflitos com
cabos aéreos de telecomunicações e de energia elétrica (SANTOS JUNIOR; COSTA, 2014). Na cidade
de Medianeira, PR, 49% da arborização apresentavam interferência na fiação elétrica e 14,1% com
potencial de causar conflito com a rede elétrica (PERIOTTO et al., 2016). Os resultados encontrados
em João Pessoa foram maiores que do município de Ji-Paraná e menores que achados em Medianeira.
Com relação a conflitos com equipamentos terrestres, no município de Medianeira/PR, Periotto et al.
(2016) encontraram 18,52% das árvores com afloramento de raízes, consequentemente, no erguimento
da calçada, valor menor que o encontrado em João Pessoa.
Os dados indicaram que 28,65% (807) dos indivíduos apresentaram danos físicos, sendo os mais
comuns à quebra de galhos, pancada com retirada da primeira camada de tecido e objetos presos
ou fincados. As espécies que se destacam pelo maior índice de exemplares que sofreram este tipo
de agressão foram: A. colubrina (72,22%), D. regia (68,18%), L. tomentosa (65%), A. intumescens
(63,04%) e T. pentaphylla (56,07%). Dos indivíduos identificados, as espécies que tiveram menores
taxas de danos físicos foram: D. decaryi (0%), V. merrillii (2,78%), S. cumini (6,90%), C. nucifera
(7,14%) e H. chysotrichus (9,52%).
Na área central do município de São Joaquim/SC, 41% dos exemplares que compõem a
arborização de ruas apresentaram algum tipo de injúria provocada por vandalismo (SOUZA et al.,
2014). Nascimento et al. (2014) constataram que no Bairro Central da cidade de Resende/RJ, 55%
das árvores apresentavam sinais de injúrias ou agressões mecânicas. Os resultados encontrados nos
municípios citados foram menores que o indicado por este estudo.
As espécies listadas indicam as estruturas de copa adequada ou não a dinâmica da cidade.
Este fato causa pouca interferência na rotina da população, informando os locais onde não houve
um planejamento da arborização urbana. Das cinco espécies que menos sofreram danos físicos, três
são da família Arecaceae.
Os resultados por setor (Tabela 2) demonstram características e indicam os problemas existentes
na vegetação de cada região. Com relação aos aspectos fitossanitários, o setor D apresentou a maior
densidade relativa de indivíduos com problemas provocados por insetos, e o setor C, a menor
densidade relativa. O setor A apresentou o maior índice de indivíduos sobre o ataque aparente de
microorganismos, e o setor D, o menor índice.
Os setores A e D apresentam os maiores valores relativos de indivíduos em conflitos com
equipamentos urbanos aéreos e terrestres, e o setor B, o menor índice (Tabela 2). O setor A apresentou
a maior taxa de indivíduos com danos físicos, e o setor D, apresentou o menor índice. Os indivíduos
de F. benjamina, S. siamea, T. pentaphylla, Handroanthu sp. e T. catappa, merecem atenção especial por

Tabela 2: Quantidade de indivíduos identificados com problemas e na arborização da cidade de João Pessoa/PB nos
setores.
Table 2: Number of individuals identified with problems and in the afforestation of the city of João Pessoa / PB in
the sectors.
Setores NI NI% NP NP% NCA NCA% NCT NCT% ND ND%
A 145 13,01 306 26,14 635 78,86 578 63,51 386 34,08
B 103 15,23 133 19,22 167 29,99 127 23,05 174 24,94
C 65 12,19 83 14,35 128 32,24 96 27,41 132 23,12
D 116 23,08 38 7,09 267 76,57 244 68,55 115 21,86
Total 429 15,45 560 19,88 1.197 42,49 1.045 37,1 807 28,65
Onde: Número absoluto de indivíduos com insetos (NI) e relativo (NI%); Número absoluto de indivíduos com patógenos (NP) e relativos
(NP%); Número absoluto de indivíduos em conflitos com equipamentos urbanos aéreos (NCA) e relativos (NCA%); Número absoluto de
indivíduos em conflitos com equipamentos urbanos terrestres (NCT) e relativos (NCT%), e; Número absoluto de indivíduos com danos físicos
(ND) e relativos (ND%).
Fonte: IBGE (2017).

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ter apresentado as maiores densidade absoluta, indivíduos com problemas fitopatológicos, conflitos
com equipamentos urbanos e danos físicos. Estas espécies necessitarão de ações periódicas de podas
e substituição em todo município.
No município de Goiânia/GO, o Plano Diretor da Arborização Urbana, recomenda a remoção
imediata de indivíduos F. benjamina e T. catappa, por terem sido implantados em solos compactados,
com entulhos e restos de construção, geração de grande quantidade de podas, entre outros (GOIÂNIA,
2008).
Com base nas constatações do estudo, recomenda as seguintes ações para o plano de manejo:
a) Ação emergencial para a realização de podas preventivas e corretivas nos indivíduos das espécies
F. benjamina, S. siamea, T. pentaphylla, Handroanthus sp., e T. catappa;
b) A realização de um programa de substituição gradual dos indivíduos F. benjamina com a
substituição por espécies mais adaptadas e menos impactantes às estruturas urbanas;
c) Desenvolvimento de um programa de monitoramento da arborização, com foco nos indivíduos
com problemas fitossanitários, danos físicos e em conflitos com equipamentos urbanos,
mediante cadastramento da arborização;
d) Desenvolvimento de um programa de conscientização ambiental da arborização urbana, com
a indicação das espécies adaptadas para área urbana;
e) Programa de qualificação e capacitação de mão-de-obra para serviços de poda;
f) Parceria entre setor público-privado para a implantação e manutenção;
g) Desenvolvimento de uma cooperativa para o aproveitamento do material lenhoso, e;
h) Elaboração do Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) do município de João Pessoa.

CONCLUSÃO

A partir das análises realizadas, concluiu-se que:


Das 30 espécies mais abundantes que compõem a arborização urbana do município, F. bejamina,
S. siamea, T. catappa, A. indica e Handroanthus sp. se destacam por apresentarem o maior número de
indivíduos.
Os resultados indicaram que 15,23% apresentaram problemas fitossanitários provocados por
insetos, e 19,88% provocado por microorganismo. Com relação aos conflitos com equipamentos
públicos urbanos, 42,49% apresentaram problemas com equipamentos aéreos, rede elétrica e
telefônica, e 37,10% conflitos com equipamentos terrestres como linhas d’água, levantamento de
calçadas ou rede de esgoto. 28,65% da amostra apresentaram danos físicos, sendo os mais comuns
à quebra de galhos, pancada com retirada de tecido vegetal e objeto preso do tronco;
As espécies que apresentaram os maiores índices com problemas fitossanitários (insetos ou
microrganismos) foram: A. colubrina, A. intumescens, C. fairchildiana, D. regia, E. indica, Handroanthus
sp., P. aquatica, P. juliflora,, S. malaccense e T. pentaphylla. E as que apresentaram os menores índices
foram: A. indica, Casuarina sp., C. nucifera, D. decaryi, H. chysotrichus, L. tomentosa, P. echinata, Schinus
terebinthifolia, V. merrillii e T. pernambucense;.
As espécies que apresentaram os maiores índices de conflitos com equipamentos públicos
(aéreos ou terrestres), devendo ser evitadas, foram: A. pavonina, C. fairchildiana, C. nucifera, D. regia,
F. bejamina, H. chysotrichus, L. tomentosa, M. indica, S. siamea e T. tiliaceum. As espécies que se destacaram
por apresentarem os menores índices de indivíduos em conflito com equipamentos públicos,
recomendáveis para novos plantios no município, foram: A. intumescense, A. colubrina, C. nucifera,
D. decary, P. echinata, P. aquatica, S. malaccense, S. cumini, T. aurea e V. merrillii.

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Recebido em: 08/11/2017


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