Índice
1. Introdução.................................................................................................................................2
1.2. Objectivos.............................................................................................................................3
1.2.1. Objectivo Geral.............................................................................................................3
1.2.2. Objectivos Específicos..................................................................................................3
1.3. Metodologia..........................................................................................................................3
2. Fundamentação Teórica...........................................................................................................4
2.2. Tipos e formato de Dados em Cartografia............................................................................4
2.3. Dados....................................................................................................................................4
2.3.1. Dados Espaciais................................................................................................................4
[Link]. Formato Vectorial......................................................................................................5
[Link]. Estrutura Topológica.......................................................................................................6
[Link]. Estrutura Spaghetti......................................................................................................7
[Link]. Formato Matricial (Raster)........................................................................................7
Comparação entre os dois formatos.............................................................................................9
2.3.2. Vantagens e desvantagens de dados matriciais e dados vetoriais.................................9
Formato vetorial – Vantagens..................................................................................................9
Formato vetorial – Desvantagens...........................................................................................10
Formato Matricial – Vantagens..............................................................................................10
Formato Matricial - Desvantagens.........................................................................................11
2.4. Dados Temáticos.............................................................................................................11
2.5. Dados Cadastrais.............................................................................................................12
2.6. Redes...............................................................................................................................12
2.7. Modelos Numéricos de Terreno (MNT).........................................................................13
2.8. Imagens...........................................................................................................................13
3. Dados não espaciais................................................................................................................14
3.2. Atributos dos dados espaciais.........................................................................................14
3.3. Atributos georreferenciados............................................................................................14
4. Conclusão...............................................................................................................................15
5. Referências Bibliográficas.....................................................................................................16
1. Introdução
Até o advento da informática, a manipulação de dados geográficos era feita através de mapas e
outros documentos impressos ou desenhados em uma base. Esta característica impunha algumas
limitações, como na análise combinada de mapas oriundos de diversas fontes, temas e escalas e
na actualização dos dados, neste caso era necessária a reimpressão/redesenho em outra base. A
partir da metade do século XX, os dados geográficos passam a serem tratados por um conjunto
de técnicas matemáticas e computacionais, denominadas de Geoprocessamento.
Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) correspondem às ferramentas computacionais de
Geoprocessamento, que permitem a realização de “análises complexas, ao integrar dados de
diversas fontes e ao criar bancos de dados georeferenciados” (CÂMARA et al.,2005).
Para o presente trabalho o grupo ira abordar os tipos e formato de Dados, na qual pressupõe – se
o manuseio de dois tipos de representação básica de dados, os de natureza gráfica (espacial) e os
de natureza numérica ou alfanumérica (não espacial), também conhecidos como atributos, dados
tabulares ou descritivos. Assim sendo, o trabalho tem como objectivo conhecer e descrever os
tipos e formatos de dados.
Os dados de natureza gráfica ou espacial, descrevem a localização registrada em coordenadas
geográficas, coordenadas de projeção ou coordenadas retangulares com uma origem local, já os
de natureza não gráfica ou não espacial ou alfanumérica descrevem os atributos temáticos e
temporais, representados em forma de tabela estruturada ou de um banco de dados convencional.
BURROUGH (1986) considera que estes sistemas não apresentam apenas a função de
manipulação de dados geográficos, mas, dentro de um SIG, os dados estruturados representam
um modelo do mundo real.
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1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo Geral
Descrever os tipos e formatos de Dados.
1.2.2. Objectivos Específicos
Conceitualizar os dados espácias e não espácias;
Mencionar os Tipos e Formatos de Dados;
Descrever os Tipos e Formatos de Dados;
1.3. Metodologia
Para GIL (1999), o método científico é um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos
utilizados para atingir o conhecimento. Para que seja considerado conhecimento científico, é
necessária a identificação dos passos para a sua verificação, ou seja, determinar o método que
possibilitou chegar ao conhecimento.
Para atingir os objectivos preconizados para esta pesquisa, utilizou – se o método bibliográfico
na qual foi através deste método que se colocou em contacto sobre os diferentes elementos que
corporizam este trabalho, foi através da mesma que pesquisou – se os tipos e formatos de dados
que se desenvolvem ao longo do trabalho.
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2. Fundamentação Teórica
2.2. Tipos e formato de Dados em Cartografia
2.3. Dados
Dados: são símbolos qualitativos e quantitativos que possam ser utilizados para o processo de
uma informação.
São valores atribuídos a algo. Estes valores não precisam ser necessariamente numerosos.
Numa forma genérica admite-se que o trabalho com a tecnologia SIG pressupõe o manuseio de
dois tipos de representação básica de dados, os de natureza gráfica (espacial) e os de natureza
numérica ou alfanumérica (não espacial), também conhecidos como atributos, dados tabulares ou
descritivos.
2.3.1. Dados Espaciais
Dado espacial é qualquer tipo de dado que descreve fenômenos aos quais esteja associada
alguma dimensão espacial.
De acordo com CAMARA E MEDEIROS (1998) existem basicamente duas formas distintas de
representar dados espaciais em um Sistema de Informação Geográfica (SIG):
Vetorial (Vector); e
Matricial (Raster).
Tanto para estruturas Vectorias como para estruturas matriciais existem três tipos primitivos de
entidades geométricos, as quais segundo CHRISMAN (1975) apud ESTES (1990), são definidos
por pontos, linhas e polígonos ou áreas. Tal entidade tem por objectivo representar os objectos
existentes no mundo real.
Pontos em um mapa podem representar a escolas, igrejas, pontos cotados, etc. já linhas podem
representar rodovias, ferrovias, rios, entre outros, sendo que o último tipo de entidade, os
polígonos corresponderiam a lagoas, reservas florestais, manchas urbanas, etc.
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[Link]. Formato Vectorial
As estruturas vectorias são aquelas em que os elementos gráficos são representados por meio de
coordenadas, sendo possível aumentar ou diminuir a escala da figura. Corresponde a estrutura de
mais fácil manipulação e é a mais utilizada nos sistemas de informação geográfica, permitindo
em geral, analises rápidas para tomada de decisão.
Segundo DAVIS (1997/1998), no modelo vectorial, a localização gráfica de cada objecto é
representada por um ou mais pares de coordenadas, e suas características são descritas também
por meio de atributos não espaciais.
DAVIS (1997/1998), destaca a importância das definições das entidades básicas (ponto, linha,
polígonos), restringindo-se, no entanto, a duas dimensões, devido ao facto da maioria dos SIGs
comerciais trabalharem basicamente dessa maneira. Nesse esquema, os elementos geométricos
básicos de representação são:
Ponto: Um ponto é um par ordenado (x, y) de coordenadas espaciais. Além das
coordenadas, outros dados não-espaciais (atributos) podem ser arquivados para indicar de
que tipo de ponto se está tratando, são representados por um vértice, ou seja, por apenas
um par de coordenadas, definindo a localização de objetos que não apresentam área nem
comprimento. Exemplos: hospital representado em uma escala intermediária ou cidade
em uma escala pequena, epicentro de um terremoto.
Linhas: As linhas poligonais, arcos, ou elementos lineares são um conjunto de pontos
conectados. Além das coordenadas dos pontos que compõem a linha, deve-se armazenar
informação que indique de que tipo de linha se está tratando, ou seja, a que atributo ela
está associada, que expressam elementos que possuem comprimento ou extensão linear.
Exemplos: estradas, rios.
Polígonos: Representados por no mínimo, três vértices conectados, sendo que o primeiro
vértice possui coordenadas idênticas ao do último, gerando, assim, polígonos fechados
que definem elementos geográficos com área e perímetro. Exemplos: limites político-
administrativos (municípios, estados), classes de mapas temáticos (uso e cobertura do
solo, pedologia).
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Os elementos geográficos em uma camada podem ser compostos por um ou mais elementos
gráficos. Os rios de uma bacia hidrográfica, por exemplo, formados por um conjunto de linhas
poligonais, podem estar agrupados e armazenados como um único elemento. Em uma camada de
municípios, aqueles compostos por parte insular e continental são representados por um conjunto
de polígonos agrupados formando um único elemento. Há casos em que o elemento é
representado por um polígono e outros contidos dentro deste, delimitando “buracos”, como, por
exemplo, um corpo de água no interior de uma mancha de urbana.
As feições geométricas (ponto, linha e polígono) utilizadas para representação dos elementos,
bem como a sua estrutura de armazenamento, estabelecem as relações espaciais entre os
elementos geográficos, ou seja, relações existentes entre si e entre os outros elementos,
denominadas de topológicas (BURROUGH,1998).
Segundo RIPSA (2000) A estrutura de armazenamento dos dados vetoriais pode ser topológica
ou do tipo spaghetti.
[Link]. Estrutura Topológica
Na estrutura topológica, os relacionamentos espaciais entre os elementos geográficos,
representados por nós, arcos e polígonos, estão armazenados em tabelas. Os nós são uma
entidade unidimensional que representam os vértices inicial e final dos arcos, além das feições
pontuais. Os arcos correspondem a entidades unidimensionais, iniciando e finalizando por um
nó, podendo representar o limite de um polígono ou uma feição linear. Os polígonos, que
representam feições de área, são definidos por arcos que compõem o seu perímetro. A topologia
permite estabelecer as seguintes relações entre os elementos:
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Pertinência – os arcos definem os limites dos polígonos fechados definindo uma área;
Conectividade – os arcos são conectados com outros a partir de nós, permitindo a identificação
de rotas e de redes, como rios e estradas;
Contigüidade – os arcos comuns definem a adjacência entre polígonos.
[Link]. Estrutura Spaghetti
Na estrutura spaghetti, as coordenadas das feições são armazenadas linha a linha, resultando em
arquivos contendo uma lista de coordenadas. A simplicidade desta estrutura limita a sua
utilização em análises espaciais, já que pode gerar incongruências.
Estrutura topológica Estrutura Spaghetti
[Link]. Formato Matricial (Raster)
A estrutura de dados matricial ou raster representa o espaço geográfico de forma discreta
(segmentada) utilizando uma malha (chamada gride), geralmente regular, onde o encontro de
linhas e colunas definem uma unidade de informação (quadrícula), também denominada de pixel
ou célula. A dimensão dessa quadrícula define a resolução espacial da malha, ou seja, a área do
terreno representada pela quadrícula. A relação espacial entre as quadrículas é implícita devido a
forma de organização regular da malha e a sua orientação em linhas e colunas, algumas variações
com estruturas triangulares ou hexagonais também ocorrem.
Neste formato, tem-se uma matriz de células, as quais estão associados valores, que permitem
reconhecer os objectos sob a forma de imagem digital. Cada uma das células, denominadas pixel,
endereçável por meio de suas coordenadas (linha, coluna). E possível associar o par de
coordenadas da matriz (coluna, linha) a um par de coordenadas espaciais (x,y) ou (longitude,
latitude).
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Cada uns dos pixels estão associados valores. Estes valores serão sempre números inteiros e
limitados, geralmente entre 0 e 255. Os valores são utilizados para definir uma cor para
apresentação na tela ou para impressão. Os valores dos pixels representam uma medição de
alguma grandeza física, correspondente a um fragmento do mundo geral. Por exemplo, em uma
imagem obtida por satélite, cada um dos sensores é capaz de captar a intensidade da reflexão de
radiação electromagnética sob a superfície da terra em uma específica faixa de frequências.
Quanto mais alta a reflectância, no caso, mais alto será o valor de pixel.
Neste tipo de representação, a superfície é concebida como contínua, onde cada pixel representa
uma área no terreno, definindo a resolução espacial. Em dois documentos visualizados na mesma
escala, o de maior resolução espacial apresentará pixels de menor tamanho, já que discrimina
objetos de menor tamanho. Por exemplo, um arquivo com a resolução espacial de 1m possui
maior resolução do que um de 20m, pois o primeiro discrimina objetos com tamanho de até 1m,
enquanto o segundo de até 20m. As medidas de área e distância serão mais exatas nos
documentos de maior resolução, mas, por sua vez, eles demandam mais espaço para o seu
armazenamento.
Modelo Matricial
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Comparação entre os dois formatos
Função Representação Vectorial Representação Matricial
Relações espaciais Relacionamentos topológicos Relacionamentos espaciais devem
entre objetos entre objetos disponíveis ser inferidos
Ligação com banco de Facilita associar atributos a Associa atributos apenas a classes
dados elementos gráficos do mapa
Representação indireta de Representa melhor fenômenos com
Análise, Simulação e fenômenos contínuos variação contínua no espaço;
Modelagem Simulação e modelagem mais
Álgebra de mapas é limitada fáceis
Algoritmos Problemas com erros Processamento mais rápido e
geométricos eficiente.
Fonte: Adaptado CÂMARA et al.(2005).
O modelo vetorial permite que os relacionamentos topológicos estejam disponíveis junto com os
objetos, já no modelo matricial eles devem ser inferidos no banco de dados. Esta propriedade
possibilita que os arquivos vetoriais sejam mais adequados para execução de consultas espaciais.
2.3.2. Vantagens e desvantagens de dados matriciais e dados vetoriais
Formato vetorial – Vantagens
De um modo geral os dados vetoriais são mais parecidos com mapas do que os dados no
formato matricial. Os dados geográficos são mais acurados e mais confiáveis do que os
dados em formato matricial;
Os dados vetoriais têm alta resolução. A realização de ampliação não produz danos à
qualidade de apresentação;
A alta resolução suporta a alta acurácia. Pelo fato dos sistemas vetoriais utilizarem-se e
dados estruturados em coordenadas e de cadeias, a apresentação pode ser ampliada aos
limites dos padrões de colecta de dados original. Se a colecta de dados em campo ocorreu
a mais ou menos 10m de acurácia posicional, a apresentação da tela pode ser ampliada
até que este limite seja alcançado. Os limites ou contornos das feições não se tornarão
mais espessos ou perderão sua acurácia posicional;
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O dado em formato vetorial tem vantagens em termos de armazenamento. Os formatos de
dados vetoriais demandam por menos armazenamento e normalmente oferecem maiores
potencialidades do que os administradores de formatos matriciais. Isso ocorre porque as
feições são definidas e armazenadas apenas como nós e vértices, enquanto que para os
conjuntos de dados matriciais cada célula é codificada. Isso significa que arquivos de
dados vetoriais podem ser menores e mais rápidos do que arquivos de formato matricial.
Para dados vetoriais, apenas os elementos de dados essenciais são armazenados;
As apresentações vetoriais podem ser mais aceitáveis do que apresentações generalizadas
de dados matriciais para um não especialista. As estruturas de dados vetoriais perecem
ser o sistema preferido por muitos usuários de SIG, especialmente para o caso dos
projetos em que se queira controle sobre a acurácia dos dados e sobre a apresentação de
dados;
Formato vetorial – Desvantagens
Os formatos de dados vetoriais podem ser mais difíceis de manipular do que os dados
matriciais. Os dados vetoriais normalmente são armazenados como longas listas de
coordenadas de nós e de vértices – de fácil representação computacional, mas de difícil
edição por parte do usuário. Conhecer o modo de ler e de operar um arquivo de dados
pode demandar tempo;
Aprender os aspectos técnicos dos sistemas com dados vetoriais é mais difícil do que
entender a simplicidade da estrutura matricial, especialmente ao se considerar a
topologia. Isso torna o ensino mais difícil, especialmente para estudantes do ensino
secundário ou do início da universidade;
Ao contrário dos requisitos para a operação com dados matriciais, para eficiente
manipulação de dados vetoriais há demanda por computadores mais robustos;
Formato Matricial – Vantagens
A estrutura d dados matricial é relativamente simples: uma grade com um único código
em cada célula. É uma estrutura fácil de entender e usar, mesmo por iniciantes;
As imagens de sensoriamento remoto (obtidas a partir de aeronaves ou de satélites) são
naturalmente matriciais. Isso permite integração e comparação entre imagens e dados
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SIG. A imagem é facilmente integrada a um SIG de formato dados matriciais, pela
igualdade dos formatos de dados;
A modelagem, neste contexto, consiste num conjunto de arquivos de dados gerais ou um
conjunto de procedimentos universais voltados à realização de certas tarefas em SIG. Se,
a erosão de solo predita em uma região está expressa como uma fórmula (um modelo de
erosão) que se utiliza a declividade e valores de solos, os números em um sistema de
grade são mais fáceis de analisar do que o formato vetorial;
Pelo fato das estruturas matriciais serem relativamente simples, a plataforma
computacional pode ser “low-tech” (não deve necessariamente ser sofisticada. Máquinas
mais velhas, mais lentas e limitadas podem facilmente administrar dados matriciais, e o
nível de tecnologia e custo pode ser baixo;
Formato Matricial - Desvantagens
A falta de acurácia é comum em dados matriciais;
Pelo facto de que, em cada célula há uma representação generalizada da paisagem, os
resultados de sua aplicação podem ser de baixa qualidade se comparados aos dados
vetoriais;
Pelo facto de haver generalização em cada célula, pode-se não saber ao certo o que ocorre
num dado loca;
Para cada célula deve haver um código, mesmo que não haja nada em seu interior. Toda
célula é codificada, o que faz com que seja necessário armazenar grandes quantidades de
dados, especialmente para altas resoluções. Por isso, os sistemas matriciais podem conter
conjuntos de dados muito grandes, mesmo que eventualmente, estes sejam de pouca
utilidade;
Ainda segundo CAMARA (1996) os dados ainda podem ser distintos em:
2.4. Dados Temáticos
Dados temáticos descrevem a distribuição espacial de uma grandeza geográfica, expressa de
forma qualitativa, como os mapas de pedologia e a aptidão agrícola de uma região. Estes dados,
obtidos a partir de levantamento de campo, são inseridos no sistema por digitalização ou, de
forma mais automatizada, a partir de classificação de imagens.
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2.5. Dados Cadastrais
Um dado cadastral distingue-se de um temático, pois cada um de seus elementos é um objecto
geográfico, que possui atributos e pode estar associado a várias representações gráficas. Por
exemplo, os lotes de uma cidade são elementos do espaço geográfico que possuem atributos
(dono, localização, valor venal, IPTU devido, etc.) e que podem ter representações gráficas
diferentes em mapas de escalas distintas. Os atributos estão armazenados num sistema
gerenciador de banco de dados.
2.6. Redes
Em Geoprocessamento, o conceito de "rede" denota as informações associadas:
Serviços de utilidade pública, como água, luz e telefone;
Redes de drenagem (bacias hidrográficas);
Rodovias;
No caso de redes, cada objeto geográfico (exemplo cabo telefónico, transformador de rede
elétrica, cano de água) possui uma localização geográfica exata e está sempre associado a
atributos descritivos presentes no banco de dados. As informações gráficas de redes são
armazenadas em coordenadas vectoriais, com topologia arco-nó: os atributos de arcos incluem o
sentido de fluxo e os atributos dos nós sua impedância (custo de percurso). A topologia de redes
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constitui um grafo, que armazena informações sobre recursos que fluem entre localizações
geográficas distintas.
2.7. Modelos Numéricos de Terreno (MNT)
O termo modelo numérico de terreno (ou MNT) é utilizado para denotar a representação
quantitativa de uma grandeza que varia continuamente no espaço. Comumente associados à
altimetria, também podem ser utilizados para modelar unidades geológicas, como teor de
minerais, ou propriedades do solo ou subsolo, como aeromagnetismo.
Entre os usos de modelos numéricos de terreno, pode-se citar (BURROUGH, 1986):
Armazenamento de dados de altimetria para gerar mapas topográficos;
Análises de corte-aterro para projeto de estradas e barragens;
Cômputo de mapas de declividade e exposição para apoio a análises de geomorfologia e
erodibilidade;
Análise de variáveis geofísicas e geoquímicas;
Apresentação tridimensional (em combinação com outras variáveis). Um MNT pode ser definido
como um modelo matemático que reproduz uma superfície real a partir de algoritmos e de um
conjunto de pontos (x, y), em um referencial qualquer, com atributos denotados de z, que
descrevem a variação contínua da superfície.
2.8. Imagens
Obtidas por satélites, fotografias aéreas ou "scanners" aerotransportados, as imagens representam
formas de captura indireta de informação espacial. Armazenadas como matrizes, cada elemento
de imagem (denominado "pixel") tem um valor proporcional à energia eletromagnética refletida
ou emitida pela área da superfície terrestre correspondente. Pela natureza do processo de
aquisição de imagens, os objectos geográficos estão contidos na imagem, sendo necessário
recorrer a técnicas de fotointerpretação e de classificação para individualizá-los.
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As características mais importantes de imagens de satélite são: o número e a largura de bandas
do espectro eletromagnético imageadas (resolução espectral), a menor área da superfície terrestre
observada instantaneamente por cada sensor (resolução espacial), o nível de quantização
registrado pelo sistema sensor (resolução radiométrica) e o intervalo entre duas passagens do
satélite pelo mesmo ponto (resolução temporal).
3. Dados não espaciais
Os dados numérico ou alfanumérico (não espacial), também conhecidos como atributos, dados
tabulares ou descritivos, descrevem os atributos temáticos e temporais, representados em forma
de tabela estruturada ou de um banco de dados convencional.
A componente alfanumérica se relaciona com a componente gráfica através de identificadores
comuns, denominados de geocódigos. A organização dos atributos é feita de acordo com técnicas
convencionais de banco de dados. A maioria dos SIG utiliza o modelo relacional, baseado na
estruturação dos dados em tabelas, onde cada linha ou registro corresponde a um elemento
geográfico representado graficamente na camada. As colunas ou campos correspondem aos
atributos dos elementos.
Dados alfanuméricos, conhecidos como dados não gráficos ou descritivos, armazenam valores
alfabéticos, numéricos, sinais, etc. São divididos em dois tipos:
Os atributos dos dados espaciais; e
Os atributos georreferenciados;
3.2. Atributos dos dados espaciais
São os atributos que fornecem informações descritivas acerca de características de algum dado
espacial. Estão ligados aos elementos espaciais através de identificadores comuns, normalmente
chamados de geocódigos, que estão armazenados tanto nos registros alfanuméricos como nos
espaciais. Podem fornecer informações qualitativas ou quantitativas associadas às feições
espaciais ponto, linhas ou polígonos representados na base de dados.
3.3. Atributos georreferenciados
Como o próprio nome diz, são dados onde a preocupação é apenas georreferenciar alguma
característica especifica, sem descrever as suas feições espaciais.
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4. Conclusão
Segundo ARO 89, a obtenção de dados em aplicação de geoprocessamento é um complexo mais
complexo quando comparado com a maioria das aplicações convencionais.
Existem vários tipos de gráficos desenvolvidos em função do objectivo que se quer alcançar.
Com os avanços de tecnologias de informação, tiveram necessidade de amplas distribuições de
informações cartográficas digitais, ainda que pela simples captura pela Scanner ou devidamente
conformadas como camada de informação em formato matricial ou vectorial.
Alguns autores defendem que a multiplicidade de aplicativos de geoprocessamento disponível no
mercado coloca para os usuários o desafio de gerenciar ferramentas em diferentes sistemas.
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5. Referências Bibliográficas
1. BURROUGH, P.A.; MCDONNELL, R.A. Principles of Geographical Information
Systems. Oxford University Press. 1998
2. CÂMARA, G.; CASANOVA, M.A.; HEMERLY, A.; MEDEIROS, C.M.B.;
MAGALHÃES, G. Anatomia de Sistemas de Informação Geográfica. SBC, X Escola de
Computação, Campinas, 1998.
3. CÂMARA, G.; DAVIS, C.; MONTEIRO, A. M.V. Introdução à Ciência da
Geoinformação. Disponível em: [Link] Acesso em: março
de 2005.
4. CHRISMAN, N.R. Designer of Geographic Information Systems based on social and
cultural goals. Photogrammetric Engineering and Remote Sensing.
5. DAVIS, J. C; Display and analysis of spatial data. London, (1998).
6. GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. [Link]. São Paulo: Atlas, 1999.
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