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Diagnóstico de Patologias em Construções

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Natan Martins
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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WBA0325_v1.

Técnicas de diagnóstico de
manifestações patológicas
Técnicas de diagnóstico de
infiltrações e fundações
Bloco 1
Diego Antônio Custódio
Manifestações patológicas da construção

O diagnóstico deve abordar


(a) Os sintomas ou as lesões.
(b) Os mecanismos.
(c) Suas origens (qual fase do processo construtivo).
(d) As causas (agente causador, como cargas, umidade etc.).
(e) As principais consequências.
Manifestações patológicas da construção
Figura 1 – Etapas na solução de um processo patológico

Fonte: adaptada de Paula e Silva e Jonov (2019, p. 77).


Manifestações patológicas – Infiltração

As infiltrações podem ocorrer devido a causas diversas:


• Fachadas e coberturas que não receberam impermeabilização.
• Vapores de água, como os produzidos durante o banho.
• Umidade do solo, que é absorvida pela edificação.
• Vazamentos nas instalações hidrossanitárias.
• Problemas de impermeabilização em áreas molhadas.
• Outros fatores, como idade da construção, clima, materiais, práticas construtivas
e nível de controle da qualidade durante a execução.
Manifestações patológicas – Infiltração

Lersch (2003) classifica os tipos de umidade para fins de diagnóstico como:


• Umidade de infiltração: quando passa da parte externa para a interna.

• Umidade ascensional: a umidade presente no solo é absorvida.

• Umidade por condensação: quando o ar com alta taxa de umidade encontra uma
superfície com temperatura baixa.

• Umidade de obra: umidade já existente durante a execução da construção.

• Umidade acidental: manifestação gerada por falhas nos sistemas


hidrossanitários.
Manifestações patológicas – Infiltração

Figura 2 – Patologias devido a diferentes tipos de umidade

Umidade ascendente Umidade por Umidade por


infiltração condensação

Fonte: adaptada de Oliveira (2013, p. 7).


Manifestações patológicas – Infiltração

Inspeção Visual

Ensaios in loco Ensaios em


laboratório

Não destrutivos
e
destrutivos
Manifestações patológicas – Infiltração

Inspeção visual
• Análise prévia.
• Depende da experiência do investigador.
• Muitas vezes é suficiente para diagnosticar a manifestação patológica da
estrutura.
• Pode ser feita a olho nu ou com o auxílio de instrumentos ópticos.
• Deve incluir registro fotográfico amplo.
Manifestações patológicas – Infiltração

Técnicas não destrutivas


• Termógrafos.
• Humidimetros.
• Psicrômetros.
• Câmeras de inspeção.
Manifestações patológicas – Infiltração
Prevenção e/ou recuperação
• Patologia que tende a apresentar reincidências, devido a falhas sistemáticas.
• Leva em conta a diversidade e a disponibilidade de produtos no mercado, os
custos, o desempenho e a mão de obra especializada.
• Controle da execução da impermeabilização.
• O conhecimento da natureza das patologias e as inconformidades mais
encontradas nas construções contribuem para uma ação preventiva já na etapa de
projeto, reduzindo, portanto, a incidência de tais patologias.
Técnicas de diagnóstico de
infiltrações e fundações
Bloco 2
Diego Antônio Custódio
Manifestações patológicas – Fundações
Recalques
Figura 3 – Patologias devido a recalques

Torre de Pisa Santos


Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 16).
Manifestações patológicas – Fundações

Trincas e fissuras
Figura 4 – Fissuras devido a recalques

Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 32).


Manifestações patológicas – Fundações
Figura 5 – Problema de ausência de
Origem: fase construtiva junta de dilatação e sobreposição de
esforços no solo
• Escavação da obra abaixo das fundações
vizinhas.
• Desconfinamento das fundações e
colapso parcial ou total da estrutura.
• Ruptura de tubulações de drenagem e
esgoto.
• Envio de efluentes ao solo.
• Faixas de erosão no terreno. Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 37).

• Recalques ou colapso da construção.


Manifestações patológicas – Fundações
Origem: fase uso Figura 6 – Recalques devido a um
uso diferente do projetado
• Alteração no uso das
edificações.
• Ampliações não previstas no
projeto original.
• Alteração no uso de terrenos
vizinhos.
• Execução de grandes
escavações próximas à
construção. Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 44).
Técnicas de diagnóstico de
infiltrações e fundações
Bloco 3
Diego Antônio Custódio
Manifestações patológicas – Fundações

Ensaios laboratoriais

DESTRUTIVOS NÃO DESTRUTIVOS

• Resistência à compressão axial. • Esclerometria.


• Resistência à tração. • Carbonatação.
• Módulo de deformação. • Controle de fissuras com selos de
• Outros. gesso ou vidros.
• Ultrassonografia.
• Medições de deformações e
recalques.
• Outros.
Manifestações patológicas – Fundações

Métodos de reparo
• Reforço com estacas de reação.
• Reforço por estaca raiz.
• Reforço por meio da injeção de calda de cimento no solo.
• Reforço com brocas.
• Reforço com sapatas.
• Jet Grouting (mais utilizado).
Manifestações patológicas – Fundações

Métodos de reparo

Figura 7 – Reforços com estacas

Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 76).


Manifestações patológicas – Fundações

Métodos de reparo
Figura 8 – Reforços em fundações

Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 58).


Manifestações patológicas – Fundações

Métodos de reparo
Figura 9 – Reforço com Jet Grouting

Fonte: adaptada de Milititsky, Consoli e Schnaid (2015, p. 89).


Teoria em Prática
Bloco 4
Diego Antônio Custódio
Reflita sobre a seguinte situação

Após a execução da estrutura de um prédio residencial, foram observadas algumas


fissuras e trincas. Você foi contratado para investigar as causas dessas manifestações.
Inicialmente, você realizou uma inspeção visual e observou as manifestações
patológicas, mostradas a seguir. O prédio possui 18 pavimentos e 2 subsolos, e a
estrutura é de concreto armado convencional.
Reflita sobre a seguinte situação
Figura 12 – Fissuras no
encunhamento

Figura 11 – Fissuras na
alvenaria do subsolo após
Figura 10 – Trincas na alvenaria calafetação com produto
do subsolo elastomérico
Fonte: adaptada de Moreira (2018, p. 32).

Fonte: adaptada de Fonte: adaptada de


Moreira (2018, p. 31). Moreira (2018, p. 34).
Reflita sobre a seguinte situação
Além da identificação de trincas e fissuras, você monitorou o recalque dos
pilares com o uso de níveis ópticos. Um exemplo de monitoramento é
mostrado na Figura 13 a seguir, no pilar P37.

Durante quatro semanas de monitoramento, você percebeu que os pilares


apresentavam recalques da ordem de 2mm na primeira semana, 3mm na
segunda semana, 5mm na terceira semana e até 6mm na quarta semana.

Com isso, você solicitou que fossem realizadas sondagens SPT próximo aos
pilares com maiores recalques.
Reflita sobre a seguinte situação

Figura 13 – Monitoramento de recalque no


Pilar P37

Fonte: adaptada de Moreira (2018, p. 41).


Reflita sobre a seguinte situação

Você consultou o projeto de fundações e verificou que o NSPT utilizado pelo


projetista era de 45.

Você solicitou também que fossem realizadas sondagens SPT próximo aos pilares
com maiores recalques. Foram realizados, então, três furos de sondagem, como
mostrado a seguir.
Reflita sobre a seguinte situação
Tabela 1 – Resultados SPT

Fonte: adaptada de Moreira (2018, p. 39).

Com base em todo esse histórico, o que se pode afirmar sobre


as fissuras e as trincas mostradas nas fotos? Quais são as
prováveis causas dos recalques? O que você sugeriria como
terapia para a correção dos problemas?
Norte para a resolução...
• Inicialmente, é possível imaginar fissuras originadas por carregamentos excessivos ou por conta
de revestimento fraco.

• As fissuras que aparecem mesmo após o uso de produto elastomérico indicam que são ativas.

• A velocidade de recalque em quatro semanas é alta e pode indicar baixa resistência do solo.

• O uso do NSPT de 45 e os NSPTs medidos de 22 a 29 indicam que o projetista pode ter


superestimado a resistência do solo.

• Na descrição do plano de ação, será necessário identificar os pilares com maiores recalques e
prever soluções de reforço da fundação com inclusão de novas estacas, por exemplo.
Dica do Professor
Bloco 5
Diego Antônio Custódio
Figura 15 – Equipamento para
Dica do Professor detectar infiltrações

Detecção de infiltrações
• Termografia infravermelha.
• Técnica não destrutiva.
• Resultados em tempo real.
Fonte: adaptada de Rocha et al.
(2018, p. 333).
Figura 14 – Imagem termográfica

Fonte: adaptada de Rocha et al. (2018, p. 334).


Referências
DO CARMO, P. O. Patologia das construções. Santa Maria: CREA, 2003.
JONOV, C. M. P.; NASCIMENTO, N. O.; PAULA E SILVA, A. Avaliação de Danos às Edificações Causados
Por Inundações e Obtenção dos Custos de Recuperação. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 13,
n. 3, p. 75-94, jul./set. 2013.
LERSCH, I. M. Contribuição para a identificação dos principais fatores de degradação em
edificações do patrimônio cultural de Porto Alegre. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) –
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.
MARCELLI, M. Sinistros na construção civil: causas e soluções para danos e prejuízos em obras. São
Paulo: Pini, 2007.
MILITITSKY, J.; CONSOLI, N. C.; SCHNAID, F. Patologia das Fundações. 2. ed. São Paulo: Oficina de
Textos, 2015.
MOREIRA, C. M. Análise e proposta de reforço de fundação devido às patologias apresentadas em
um edi�cio residencial. Monografia (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade Federal
Uberlândia, Uberlândia, 2018.
Referências
MUNDO ESTRANHO. Por que a Torre de Pisa é inclinada? 2018. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30
out. 2020.
OLIVEIRA, G. F. P. Potencialidades da termografia para o diagnóstico de patologias associadas à
humidade. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade do Porto, Porto, 2013.
PAULA E SILVA; A., JONOV, C. M. P. Patologia das Construções. 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30 out. 2020.
ROCHA, J. H. A. et al. Detecção de infiltração em áreas internas de edificações com termografia
infravermelha: estudo de caso. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 18, n. 4, p. 329-340, 2018.
ZUCHETTI, P. A. B. Patologias da Construção Civil: Investigação Patológica em Edifício Corporativo de
Administração Pública no Vale do Taquari/RS. Monografia (Graduação em Engenharia Civil) – Centro
Universitário Univates, Lageado, 2015.
Bons estudos!

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