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Diagnóstico de Patologias em Concreto

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Natan Martins
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WBA0325_v1.

Técnicas de diagnóstico de
manifestações patológicas
Técnicas de diagnóstico para
peças de concreto armado
Bloco 1
Diego Antônio Custódio
Diagnóstico de manifestações patológicas

• O concreto é um dos materiais mais utilizados na construção civil.


• O mau uso desse material, a mão de obra sem qualificação e a ausência de
manutenções preventivas e de controle resultam em inúmeras
manifestações patológicas.
• Como toda estrutura, os materiais que compõem o concreto sofrem
processos de deterioração, o que ocasiona alterações em suas
propriedades e no seu comportamento.
Diagnóstico de manifestações patológicas

• Para que seja possível realizar um diagnóstico adequado das manifestações


patológicas que as estruturas de concreto podem apresentar, é necessário
conhecer as técnicas que podem ser usadas.

• Por meio das técnicas adequadas, é possível estudar as origens e os


mecanismos das manifestações patológicas presentes nas estruturas de
concreto, sendo possível mitigar os problemas decorrentes dessas
anomalias.
Técnicas usadas para identificar manifestações patológicas

Inspeção Visual

Ensaios in loco Ensaios em


laboratório

Não destrutivos
e
destrutivos
Inspeção visual

• Análise prévia.
• Depende da experiência do investigador.
• Muitas vezes é suficiente para diagnosticar a manifestação patológica da
estrutura.
• Pode ser feita a olho nu ou com o auxílio de instrumentos ópticos.
• Deve incluir registro fotográfico amplo.
Inspeção visual
• Algumas anomalias encontradas podem ser associadas à origem dos
problemas.
Quadro 1 – Origem dos problemas patológicos referentes às estruturas de concreto e os
problemas associados

Origem dos problemas Problemas associados

• Causa frequente de deterioração


Falta de recobrimento das armaduras
precoce da estrutura.

Má compactação do concreto • Concreto poroso, pouco durável.

Má qualidade das formas • Formação de ninhos.

Cura deficiente • Fissuras superficiais.

Fonte: adaptado de Coiás (2006).


Técnicas de diagnóstico para
peças de concreto armado
Bloco 2
Diego Antônio Custódio
Ensaio de Pull off

• Ensaio de arrancamento, desenvolvido Força de tração de arrancamento


na Inglaterra nos anos 1970. de um disco
• Avalia a resistência do concreto.
• No Brasil, não é normatizado.
• Simples de ser executado, mostra-se
adequado para elementos estruturais
de pequena seção.
Resistência à compressão do
concreto
Ensaio de Pull off
Figura 1 – Ensaio de pull off

Fonte: adaptada de Pereira e Medeiros (2012, p. 772).


Ensaio de esclerometria

• Medição da dureza superficial do concreto.

• Índice de reflexão Resistência à compressão

Curvas de correlação
Esclerômetro

Figura 2 – Mecanismo de funcionamento do esclerômetro

Fonte: adaptada de Pereira e Medeiros (2012, p. 770).


Ensaio de ultrassom

Velocidade de propagação da onda

Figura 3 – Ensaio de ultrassom


Módulo de
Elasticidade

Coeficiente de
Poisson

Densidade

Fonte: adaptada de Chies (2014, p. 63).


Técnicas de diagnóstico para
peças de concreto armado
Bloco 3
Diego Antônio Custódio
Extração de testemunhos

• Processo de extração de testemunhos no Brasil – NBR 7680-1 (ABNT, 2015).

Figura 4 – Extração de testemunho com sonda rotativa

Fonte: adaptada de Vieira Filho (2007, p. 114).


Ensaio de resistência à compressão

• Fundamental para identificar problemas estruturais decorrentes de uma


resistência característica inferior.
• Projetos não disponíveis.
• Indicação do processo de reabilitação mais adequado.
• Resistências inferiores às de corpo de prova moldadas em laboratório.
Ensaio de profundidade de carbonatação

Furo na estrutura

Fenolftaleína

Incolor Vermelho-carmim
Estrutura carbonatada Estrutura não carbonatada
Ensaio de profundidade de carbonatação
Figura 5 – Etapas da realização do ensaio de profundidade de carbonatação

Fonte: adaptada de Farias e Silva (2019, p. 5-6).


Teoria em Prática
Bloco 4
Diego Antônio Custódio
Reflita sobre a seguinte situação
Em 2012, em um edifício residencial de 18 pavimentos localizado na cidade de
Joinville/SC, apareceram fissuras excessivas no sétimo pavimento, o que
começou a preocupar os moradores. Foram então extraídos alguns corpos de
prova da estrutura para ensaiá-los à compressão em laboratório.

Nessa situação, cinco empresas foram envolvidas: os responsáveis pelo


dimensionamento da estrutura; a construtora; a empresa que forneceu o
concreto; a universidade que fez os ensaios de laboratório; e a empresa que
fez a proposta de reforço após os resultados. Isso é para você ter uma ideia da
quantidade de pessoas envolvidas nesse tipo de problema.
Reflita sobre a seguinte situação
Quadro 2 – Resultados dos ensaios de esclerometria

Fonte: elaborado pelo autor.


Reflita sobre a seguinte situação

• Por meio de quais manifestações você acha que as peças de concreto


das edificações podem indicar falhas estruturais graves?

• Após verificadas as manifestações patológicas, como proceder para


fazer o reconhecimento do real problema?
Norte para a resolução...
Figura 6 – Tratamento realizado em um dos pilares

Fonte: acervo do autor.


Norte para a resolução...

• Pilares que apresentavam baixa resistência à compressão.


• Reforço estrutural com aumento da seção transversal e inclusão de mais
armaduras.
• Uso de concreto de alta resistência inicial.
Dica do Professor
Bloco 5
Diego Antônio Custódio
Dica do Professor
Ensaio de potencial de corrosão
• Ensaio qualitativo.
• Potencial de corrosão das armaduras por meio de um campo elétrico induzido.

Figura 7 – Equipamento para avaliar o


potencial de corrosão
Quadro 3 – Valores de potencial de corrosão
Probabilidade de ocorrer corrosão
Tipo de
Eletrodo
<10% 10% a 90% >90%

ENH >0,118V 0,118V a -0,032V <-0,032V

Cu/CuSO4 , Cu2+ -0,200V a -0,350V <-0,350V


>-0,200V
(ASTM C876)
Hg , Hg2Cl2/KCL -0,124V a -0,274V <-0,274V
>-0,124V
(Saturada)
Ag, AgCl/KCL -0,104V a -0,254V <-0,254V
>-0,104V
(1M)

Fonte: adaptada de Medeiros et al. (2017, p. 876). Fonte: adaptado de Ribeiro et al. (2014).
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7680: extração, preparo, ensaio e análise de
testemunhos de estruturas de concreto – Procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.

CAPRARO, A. P. B. et al. Ensaios básicos para inspeções rotineiras em pontes de concreto. ENCONTRO
NACIONAL DE CONSERVAÇÃO RODOVIÁRIA, 18., 2015, Foz do Iguaçu. Anais (...). Foz do Iguaçu: ENACOR,
2015.

CHIES, J. A. Ensaios não destrutivos em concreto: detecção de falhas no interior de estruturas de concreto
com o uso de ultrassom. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Universidade Federal do Rio Grande
do Sul, Porto Alegre, 2014.

COIÁS, V. Inspeções e Ensaios na Reabilitação de Edifícios. Lisboa: IST Press, 2006.

FARIAS, G. C.; SILVA, D. S. Análise da evolução da profundidade de carbonatação em estruturas de


concreto ao longo do tempo. Monografia (Graduação em Engenharia Civil) – Universidade do Extremo Sul
Catarinense, Criciúma, 2019.
Referências
MEDEIROS, M. H. F. et al. Potencial de corrosão: influência da umidade, relação água/cimento, teor de
cloretos e cobrimento. Revista Ibracon de Estruturas e Materiais, [s.l.], v. 10, p. 864-885, 2017.

PEREIRA, E.; MEDEIROS, M. H. F. de. Ensaio de “Pull Off” para avaliar a resistência à compressão do
concreto: uma alternativa aos ensaio normalizados no Brasil. Revista Ibracon de Estruturas e Materiais,
[s.l.], v. 5, p. 757-780, 2012.

RIBEIRO, D. V. et al. Corrosão em Estruturas de Concreto: Teoria, Controle e Métodos de Análise. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2014.

VIEIRA FILHO, J. O. Avaliação da resistência à compressão do concreto através de testemunhos


extraídos: contribuição à estimativa do coeficiente de correção devido aos efeitos do bronqueamento.
Tese (Doutorado em Engenharia Civil) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
Bons estudos!

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