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Religiões Afro-Brasileiras em São Paulo

Artigo científico sobre as religiões de matriz afro em São Paulo

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FACULDADE PAULUS DE TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO – FAPCOM

Daniel dos Santos Bonilho Passiani;


Lucas Mendes Ferreira;
Taina Melo de Jesus Caetano;
Vitória Correa.

RELIGIÕES DE MATRIZ AFRO-BRASILEIRAS EM SÃO PAULO

Trabalho apresentado à disciplina


Metodologia e Redação Científica, sob
orientação do Prof. Dr. Tiago Casado, como
requisito parcial para obtenção de conceito
bimestral.

São Paulo
2024
RESUMO

O presente trabalho apresenta uma revisão bibliográfica acerca das religiões de matriz
afro–brasileiras (Candomblé e Umbanda), suas características, histórico e particularidades em
São Paulo. Desde sua origem, as perseguições dessas crenças se deram de maneira intensa -
justificadas principalmente pelo racismo e intolerância religiosa - em um país de maioria
católica onde os negros foram marginalizados, o apagamento dos seus costumes foi presente
durante toda construção do Brasil. Na última década, as discussões sobre essas e outras
problemáticas se intensificaram, surge daí, a importância em se discutir a religiosidade
brasileira considerando sua origem colonizada, o processo longo e violento de escravidão
contra negros e indígenas, que gera ainda hoje, a destruição de suas práticas sagradas.

Palavras chaves: Umbanda; Candomblé; Religiões Afro-Brasileiras

ABSTRACT

The present academic work is a bibliographical review of Afro-Brazilian religions


(Candomblé and Umbanda), their characteristics, history and specificities in São Paulo. Since
their origins, these faiths have been intensely persecuted, mainly on the grounds of racism and
religious intolerance, in a Catholic-majority country where blacks were marginalized, the
erasure of their customs was present throughout the construction of Brazil. In the last decade,
discussions about these and other issues have intensified, making it important to discuss
Brazilian religiosity in light of its colonized origins, the long and violent process of slavery
against blacks and indigenous peoples, which still leads to the destruction of their sacred
practices.

Keywords: Umbanda; Candomblé; Afro-Brazilian Religions.


INTRODUÇÃO
O Candomblé e a Umbanda são considerados religiões “vivas”, estão sempre
em transformação, aderindo novos elementos da cultura africana. Essas crenças que
vieram ao Brasil durante a colonização, hoje, são importante elemento para entender a
cultura e identidade das pessoas negras no país; a organização dos terreiros enfatiza a
reinvenção da África no Brasil.
Em São Paulo, essas religiões também estiveram presentes desde sua formação,
estima-se ao menos 1500 terreiros na cidade. O presente trabalho tem como objetivo
abordar brevemente a formação dessas religiões no Brasil, sua importância histórica e
elementos sobre elas.

1. HISTÓRICO DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS

O Brasil é um país majoritariamente católico, segundo os dados do IBGE do


ano 2000, 73,7% da população se declarava católica, já as religiões afro-brasileiras
estavam em declínio, onde 0,6% da população se declarava seguidora em 1980; 0,4%
em 1991 e por fim 0,3% nos anos 2000, o catolicismo pode estar pesando
desfavoravelmente para os afro-brasileiros.

Em suma, religiões de matrizes africanas sofrem perseguição no país desde


suas primeiras expressões, além de agressões por parte dos seguidores do cristianismo.
Segundo Prandi (1998), o preconceito torna comum que os seguidores dessas religiões
se declarem católicos, ademais, desde o seu início, as religiões afro-brasileiras
formaram-se em sincronia com o catolicismo:

Desde sua formação em solo brasileiro, as religiões de origem negra têm sido
tributárias do catolicismo. Embora o negro, escravo ou liberto, tenha sido capaz de
manter no Brasil dos séculos XVIII e XIX, e até hoje, muito de suas tradições
religiosas, é fato que sua religião enfrentou-se desde logo com uma séria
contradição: na origem, as religiões dos bantos, iorubás e fons são religiões de culto
aos ancestrais, que se fundam nas famílias e suas linhagens, mas as estruturas sociais
e familiares às quais a religião dava sentido aqui nunca se reproduziram. (Prandi,
1988, p.153)

Durante o processo de reprodução dessas religiões fora de suas origens, muito


do que se tratava sobre a vida cotidiana e a família se perdeu, resultado de um
processo de escravidão onde as ligações de tribo foram desfeitas. A partir disso, as
divindades ligadas a natureza e cultos genéricos vieram, de acordo com Prandi (1998),
a ocupar o centro da nova religião negra em território brasileiro. Sua reconstrução
deixa importantes elementos da identidade negra para trás, foi por meio do catolicismo
que essas religiões poderiam se expressar no cotidiano, em uma sociedade onde eram
dominados e tinham suas vidas controladas a partir do mundo criado pelo homem
branco. “Qualquer tentativa de superação da condição escrava, como realidade ou
como herança histórica, implicava primeiro a necessária inclusão no mundo branco”
(Prandi, 1998, p. 4).

Nessa visão, as pessoas pretas não poderiam ser brasileiras sem antes serem
católicas, e para preservarem suas crenças, tinham que se restringir a sociedade a qual
estavam inseridos.

1.1 A perseguição institucionalizada das religiões de matriz africanas

A independência do Brasil em 1822 significou um avanço no âmbito da


liberdade, ainda assim, apenas em 1888 a abolição da escravatura foi promulgada no
país. Durante esse período, a população negra foi vítima de inúmeros papéis e
estereótipos, o pensamento escravocrata se fazia presente na sociedade e nos costumes
brasileiros, onde as tradições africanas eram vistas como inferiores àquelas que
vinham dos colonizadores.

A constituição de 1823 estabelecia no país que a liberdade religiosa


compreendia apenas o cristianismo, as demais formas de religiosidade seriam apenas
toleradas, assim, para Ferreira Dias (2019), o cenário de inferioridade étnica, cultural e
religiosa das populações negras, emoldurava um cenário de proibição e intensa
perseguição religiosa; “foi preciso, então, encontrar outros elementos de
descriminação entre cultos religiosos legítimos e ilegítimos: o exercício de medicina e
a prática de feitiçaria passaram a ser pretextos para a repressão aos cultos afro-
brasileiros” (Capone, 2004, p.224), as práticas e cultos dessas religiões eram
condenadas pelo Código Penal de 1890.

De acordo com Ferreira Dias (2019), desde a escravidão, existiu um intenso


processo de exclusão social que visava apagar as raízes africanas do país, o autor
pontua que “os terreiros passaram por um clima de instabilidade e insegurança,
vítimas do preconceito, racismo e intolerância religiosa, justificados pela necessidade
de ordem pública.” O fato da Umbanda e o Candomblé trazerem elementos da cultura
africana, faz com que os preconceitos se propaguem de forma irreversível, pois é
nítido que a intolerância religiosa anda lado a lado com o racismo, conforme Silva &
Soares (2015). Nesse sentido, o preconceito se configura como uma opinião
desfavorável, que não é fundamentada em dados objetivos, tendo base unicamente em
um sentimento hostil, Rouanet (2003) afirma que, “a intolerância religiosa soma-se à
intolerância política, cultural, ética e sexual, observando que a inquisição está presente
no cotidiano dos indivíduos, em âmbitos e espaços diferentes, e nos espaços públicos e
privados também.

Do ponto de vista de Silva e Soares (2015), foi nesse contexto hostil que a
população negra sobreviveu e praticou sua fé, sua crença. As autoras salientam que o
fato de as religiões afro-brasileiras e africanas promoverem seus cultos com música,
danças e seus mistérios, gerava repulsa, medo e indignação nos outros segmentos
religiosos, derivados de religiões “oficiais” e socialmente aceitas, cuja origem é branca
e burguesa.

Amaral Sales (2017), em trabalho intitulado “Umbanda: preconceito e


similaridades”, aponta que a intolerância religiosa ganhou visibilidade na mídia
contemporânea, após repercussão de ataques aos praticantes de diferentes religiões ao
redor do mundo. Os praticantes da Umbanda e do Candomblé são sujeitos que lidam
tanto com os adeptos da sua crença, quanto com os demais grupos religiosos, e, ao
praticarem sua religiosidade de culto, encontram nos terreiros um lugar de reza, de fé,
de confraternização, de matrimônio, de família, de comida farta, de choro, de música,
de dor e de cura. É nos terreiros, as chamadas casas de orações, o local onde são
quebradas algumas das barreiras e impedimentos das castas sociais, em que
frequentemente pode-se encontrar até mesmo importantes autoridades e pessoas de
outros credos, que quando precisam, ajoelham-se diante de uma mãe de santo velha e
negra para pedir orientações e bênçãos (Lopes, 2011, p.15-17).

1.2 Agressões e ataques ainda presentes

É comum ouvir adeptos de outros credos referirem-se, pejorativamente, aos


praticantes da Umbanda e do Candomblé como “macumbeiros” ou “fazedores de
macumba”. A definição da palavra “macumba” possui significados diversos, dentre
eles, a associação com um instrumento de percussão, de origem africana, com o
mesmo nome, utilizado em terreiros de cultos afro-brasileiros. Silva (2018) fala da
vasta história da intolerância, e destaca que a cegueira que acomete os indiferentes e
intolerantes, impossibilita a percepção. Por conseguinte, entende-se que a amplitude
do termo “discriminação” representa a necessária faculdade de distinguir ou discernir
aspectos que a intolerância religiosa traz à discussão, acredita-se que essa intolerância
seja fruto do preconceito por conta da religião e manifesta-se por meio da profanação,
agressão e discriminação.

É importante mencionar que a luta pela liberdade de culto, em especial das


religiões afro-brasileiras, existe desde a chegada dos negros em nosso país, e, mesmo
com a explícita liberdade religiosa declarada em nossa Carta Magna, ainda existem
perseguições com os praticantes e adeptos das religiões que diferem da que foi
imposta no princípio a este país (SILVA; CARDOSO; SALES, 2017).

No primeiro trimestre de 2023, a polícia civil de São Paulo registrou 181 casos
de intolerância religiosa em todo o estado, o que pode passar longe da quantidade real,
já que muitas vítimas preferem não recorrer às autoridades para prestar queixa. O total
representa 87,4% das ocorrências reportadas entre janeiro de 2019 e março de 2023,
demonstrando que houve uma alta significativa ao longo dos anos, e sinalizando que
as pessoas podem estar tendo mais estímulo para comunicar violências.

No relatório com os números, obtidos pela Agência Brasil pela Lei de Acesso à
Informação (LAI), é possível identificar que os casos de intolerância religiosa vêm em
contextos de confronto físico, tipificados como “vias de fato”, ameaças, injúria,
difamação, lesão corporal, dano, ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a
ele relativo, praticar a discriminação e até mesmo violência doméstica. Por vezes, há
mais de um desses crimes indicados no boletim de ocorrência, e a reportagem optou
por contabilizar como um mesmo caso. Em duas ocorrências, as vítimas que deram
parte na polícia eram adolescentes, ambos foram ameaçados. Há ainda um caso
relacionado a uma tentativa de suicídio motivada por intolerância religiosa, em Campo
Belo, o que evidencia o peso que as tentativas de se doutrinar e converter alguém
podem ter, várias ocorrências aconteceram no meio da rua.

Um dos locais que sofreram ataque, em março deste ano, foi o terreiro de
Candomblé Egbé Odé Àkuerãn, que completou 12 anos de existência e fica no bairro
Jardim São José, em Cajati, município de 28 mil habitantes, a cerca de 230
quilômetros da capital paulista. No boletim de ocorrência, o que ficou documentado,
com citação do artigo 163 do Código Penal, foi o dano que o agressor, um vizinho do
terreiro, causou à estrutura física, ao jogar um tijolo sobre o telhado local.

2. RELIGIÕES AFRO- BRASILEIRAS: CANDOMBLÉ E UMBANDA


O fim da escravidão no Brasil traz o contato as diversas religiões africanas, que
misturam entre si as semelhanças de culturas, fundindo os rituais mesmo que sejam de
origem diferentes se conectam de alguma forma. Se adaptando a cada parte do país e
assim, em cada lugar recebendo um nome devido a variação dos seus ritos e modelos
(MUSEU AFRO, 2007).
Em São Paulo, por exemplo, o Candomblé e a Umbanda são as religiões de
origens africanas mais presentes no estado, estima-se que houve um crescimento de
43,8% de adeptos. Sendo que 50.794 pessoas se declaram praticantes de Umbanda,
18.058 praticantes de Candomblé e 854 outras pessoas se declaram praticantes se
outras religiões de matrizes africanas (EXAME, 2016). A representatividade das
religiões de matrizes africanas em São Paulo é importante, pois afasta o misticismo
das pessoas, que associam as crenças e rituais a magia negra ou outros estereótipos.
Uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial,
mostra que 60,6% dos praticantes são pessoas brancas e pessoas pretas representam
apenas 13,1%, esse mesmo estudo indica que a maior parte é formada por mulheres
que ainda não possuem ensino médio completo (EXAME, 2016).

2.1 A Umbanda em São Paulo

A Umbanda é recente, sua institucionalização e padronização dos seus ritos


datam da década de 20, porém, já havia atividades religiosas semelhantes anteriores a
esse período, que de maneira convencional chamava-se de “macumba”. Segundo a
pesquisadora Nogueira (1994), a religião passou a ser moldada a partir da doutrina
adventista, de maneira branca, cristã e ocidental.

A Umbanda é constituída com fundamentos, hierarquia, sacerdotes e


sacramentos, nela, vale-se o uso dos quatro elementos básicos: fogo, água terra e ar.
No começo os rituais eram simples, cânticos baixos e harmoniosos, roupas
inteiramente brancas excluindo adereços e sem sacrifícios animais. Com o tempo,
outros elementos foram integrados, principalmente sobre o canto e às vestimentas
(JÚNIOR, 2014, p.8-15). Na Umbanda, os terreiros são instâncias criativas de culto,
onde o ritual é construído no cotidiano, envolto de crenças e práticas mágicas, tendo
como base as crenças em guias espirituais muito ligados a energias e a natureza.

De acordo com Júnior (2014), apesar de popularmente ser conhecida como


religião de matriz africana, a umbanda é formada por elementos religiosos diversos. O
culto aos orixás foi herança dos escravos vindos da África, já o uso de imagens,
orações e símbolos católicos é uma integração do cristianismo, existem também
aspectos culturais e medicinais da sabedoria indígena.

Desde suas primeiras manifestações, a umbanda apresenta características muito


inclusivas, tanto sobre seus frequentadores quanto de flexibilidade doutrinária, assim,
diferentes terreiros e regiões podem apresentar práticas diferentes de cerimônias.

Em São Paulo, a expressão da Umbanda se dá de maneira expressiva, conforme


Santos (2012), as religiões afro-brasileiras foram estabelecidas em São Paulo a partir
de 1950, isso graças a organização das federações de culto, os laços entre as
federações de diferentes regiões do país permitiram o fortalecimento da tradição e a
ampliação dos terreiros. Porém, a cada novo ambiente que ocupava, surgia a
necessidade de adequação, em São Paulo, as relações de conflito se deram no
ambiente social, político e religioso, principalmente pelo cristianismo (SANTOS,
2014, p.147).

Nota-se um grande avanço em relação a percepção pública com os seguidores desta e


outras religiões, entretanto, “a desconstrução dessa visão negativa foi sempre
dificultada pelas campanhas midiáticas e das religiões cristãs, com maior poder de
alcance na exposição de ideias, como também pelo racismo presente na sociedade
brasileira” (SANTOS, 2014, p. 157).

2.2 O Candomblé em São Paulo


O Candomblé é uma das religiões de origem africana mais presente no estado
de São Paulo, sua crença se baseia na idolatria dos orixás. O seu nome vem de uma
junção de palavras, (dança e atabaques), e iorubá ipê (casa), dando o significado de
“casa de dança com atabaques”. O Candomblé Nagô e o Candomblé Angola, são
religiões que acreditam na existência da alma e na vida após a morte, uma hierarquia
que deve ser respeitada, sacrifícios com animais em determinadas situações,
incorporações de entidades na qual o orixá apenas dá a bênção (Bezerra). O pai ou
mãe de Santo é equivalente ao sacerdote católico, que leva sua vida com algumas
restrições, conselhos e etc. As casas de Candomblé são mantidas através do valor dos
trabalhos realizados (MUSEU AFRO, s.d).
Ao contrário do que se percebe na umbanda, o candomblé não possui costume
de dividir seus rituais com outros povos, sendo mais restritivo com novos iniciados.
Nele, prevalece o respeito com os mais velhos e o processo de transmissão de
conhecimento se dá pela oralidade.
Vagner Silva divide o candomblé em São Paulo em 4 fases, onde diferentes
candomblecistas têm influência na formação da religião na cidade. Em destaque,
muitos pais e mães de santo no período de formação do candomblé em São Paulo
transitaram de uma religião à outra.

3. TERREIROS EM SÃO PAULO, SUAS CONTRIBUIÇÕES E IMPORTÂNCIAS


HISTÓRICAS
Os primeiros terreiros de Candomblé e Umbanda se estabeleceram e
espalharam-se por todo país, a prática dessas crenças no início do século XlX foi
marcada pela luta e resistência de povos escravizados que não renunciaram aos seus
hábitos culturais e a fé. Os lugares de culto, regras, valores e doutrinas, são estudados
pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tem por
objetivo a preservação da cultura e dos terreiros (Iphan, 2015).

Em São Paulo, o primeiro terreiro a ser tombado foi o Axé Ilê já em 1950, para
transmitir os ensinamentos e doutrinas seguindo a tradição, preservando as raízes
africanas. O tombamento de terreiros ajuda a promover a resistência e a existência dos
terreiros ao longo dos anos, mantendo as tradições vivas para as próximas gerações e
dando continuidade às tradições ancestrais (LEWER; MACEDO). A manutenção e
proteção dos terreiros não está associada apenas a prática religiosa, mas também a
proteção de uma comunidade a qual cultua a orixalidade, união e ajuda ao próximo.
Segundo Gomes (2020):

Os terreiros, ao longo da história brasileira, foram se configurando como um espaço


de proteção da identidade negra, de fortalecimento da cosmovisão das religiões de
matriz africana e de conexão afetiva entre sujeitos que vivenciavam- e vivenciam-
inúmeras formas de segregação material e simbólica no cotidiano das cidades e do
campo.

CONCLUSÃO
O objetivo desse trabalho foi reunir conhecimento sobre as duas principais
religiões de matriz afro-brasileiras em São Paulo, o Candomblé e a Umbanda, nesse
sentido, foram realizados uma revisão bibliográfica a partir de artigos, livros e revistas
digitais.
Observamos a pluralidade de material sobre o assunto e a importância deste
para preservar essas práticas religiosas, assim como atuar como ferramenta para
desmistificar preconceitos arraigados em nossa sociedade, que têm origem no nosso
passado escravocrata, branco e cristão.
Consideramos que estudos acadêmicos sobre o assunto são essenciais porque muito
dos ritos e ensinamentos dessas religiões se dão de forma oral e podem ser esquecidos
com o tempo.
Por fim, entendemos que tanto a Umbanda quanto o Candomblé possuem
características únicas, que variam de acordo com o lugar e época que estão sendo
praticados, assim, vale-se a importância da pesquisa.
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