CLUBE DAS PALAVRAS 5
TESTE DE AVALIAÇÃO – SUBUNIDADE 2.1. – (VERSÃO A)
TESTE DE AVALIAÇÃO 2 SUBUNIDADE 2.1. VERSÃO A
Avaliação %
Escola: __________________________________________________ Data: ____/____/____ Muito Bom
Bom
Nome _______________________________________________ N.º: ______ Turma: ______ Suficiente
Insuficiente
Encarregado/a de educação __________________________________ Data: ____/____/____ Muito Insuficiente
GRUPO I – Compreensão Oral
Para responderes aos itens deste grupo, segue com atenção as instruções seguintes:
• Lê os itens abaixo.
• Ouve a gravação áudio de um texto.
• Responde aos itens.
• Ouve o texto pela segunda vez, para verificares as tuas respostas.
1. Para os itens 1.1. e 1.2., seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido do texto.
1.1. A cidade a que se refere o texto
(A) lembra anualmente e de forma exclusiva as bodas de Dom Dinis.
(B) apesar de ser relativamente recente, serve de palco a recriações medievais.
(C) é o local onde todos os anos se celebra o casamento do rei Dom Dinis.
1.2. A “Festa da História” é um acontecimento
(A) que decorre pela primeira vez em Trancoso.
(B) que atrai visitantes.
(C) que se dirige apenas aos habitantes de Trancoso.
2. Considerando a informação textual, indica o número da coluna B que corresponde a cada letra da coluna A.
Coluna A Coluna B
(A) Início do evento. 1. Figurantes.
(B) Período em que decorre o 2. Cortejo pelas ruas e para a recriação das bodas
evento. reais de Dom Dinis e de Isabel de Aragão.
(C) Alunos da Escola Profissional. 3. Último fim de semana do mês de junho.
(D) Momento mais importante do 4. Abertura do mercado.
evento.
A. ______ B. ______ C. ______ D. ______
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3. Completa a grelha com informação adequada.
(A) Entidade promotora do evento cultural referido.
(B) Nome do evento.
(C) Ano do casamento de Dom Dinis com Dona Isabel.
GRUPO II – Leitura
Texto A
Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.
A história e, sobretudo, a cultura popular atribuem a Dom Dinis
e Santa Isabel a criação e o desenvolvimento do Pinhal do Rei. As
lendas, os factos e as meias-verdades estão de tal forma insti-
tuídos na tradição que se torna difícil distinguir a realidade da
5 fantasia. Uma coisa, porém, parece certa: não tivesse Dom
Dinis deixado obra feita na região de Leiria e não seria
recordado hoje, 700 anos volvidos1, com o carinho e admiração
que lhe são dedicados. Da mesma forma, a devoção à Rainha
Santa Isabel não teria nascido se a sua personalidade não
10 tivesse marcado a geração daqueles que com ela conviveram.
A plantação do Pinhal
Regressando do Golfo da Gasconha2, um grupo de marinheiros
portugueses trouxe consigo lenha e pinhas daquela região. Chegando
a Portugal, e intrigados com os pinhões minúsculos que as ditas pinhas
15 apresentavam, mostraram-nas à rainha. Santa Isabel, transportando o penisco3
no seu regaço4, foi até uma clareira junto a São Pedro de Moel e ali lançou as
pequenas sementes à areia. Passados meses, as pequenas árvores começa-
ram a brotar. Entusiasmada com o resultado, Isabel mostrou ao rei o resul-
tado do seu trabalho. Dom Dinis, compreendendo o potencial daquelas árvo-
20 res que cresciam nas dunas, mandou aos marinheiros que trouxessem mais
daquelas sementes nas próximas viagens. E, assim, estava dado o primeiro
passo para a plantação do Pinhal do Rei.
A Dom Dinis devemos aquela que será, provavelmente, a mais antiga
referência literária ao Pinhal do Rei. Talvez seja exagerado, da nossa parte,
25 considerar que as flores do verde pinho de que fala a cantiga se refiram ao nosso
Pinhal, mas, afinal de contas, se este era o seu Pinhal, porque não cantá-lo?
«– Ai flores, ai flores do verde pino, / se sabedes novas do meu amigo? / Ai Deus, e u é?»
A cantiga, num galaico-português medieval5, pode não ser inteiramente
compreensível numa primeira leitura. Por exemplo, o primeiro conjunto de
30 estrofes revela uma donzela sozinha no Pinhal. Aguarda pela chegada de
alguém e, impaciente, pergunta às flores dos pinheiros pelo seu amigo.
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Esta poesia medieval, que poderia ser posta de lado como mera curiosi-
dade, revela algo muito interessante. Desde o século XIII, há 700 anos, por-
tanto, que o Pinhal serve de inspiração a poetas e de refúgio a quem se ama.
(Texto adaptado e com supressões)[Link]
(Consultado em 5/09/2023)
Notas:
1volvidos – passados.
2Golfo da Gasconha – chamado também de baía da Biscaia é uma zona do oceano Atlântico situada entre a costa norte da
Espanha e a costa sudoeste da França.
3penisco – semente do pinheiro, conjunto de pinhões.
4regaço – parte do corpo entre a cintura e os joelhos de pessoa sentada, colo.
5galaico-português medieval – língua antiga que deu origem a duas línguas distintas, o Galego e o Português.
1. Para os itens 1.1. a 1.3., seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido do texto.
1.1. No texto, o tema principal é
(A) o reinado de D. Dinis.
(B) a importância da cultura popular.
(C) o reconhecimento da importância dos feitos de D. Dinis.
(D) a origem do Pinhal do Rei, na região de Leiria.
1.2. Sobre o surgimento do Pinhal do Rei,
(A) sabe-se que Dom Dinis trouxe sementes do norte de África.
(B) considera-se que Dona Isabel não teve qualquer intervenção.
(C) a verdade e a ficção misturam-se.
(D) D. Dinis já conhecia a existência dos pinheiros noutras regiões.
1.3. Segundo a informação textual, D. Dinis
(A) é relembrado sobretudo pelo papel que desempenhou na literatura.
(B) escreveu pelo menos uma cantiga sobre o Pinhal do Rei.
(C) mandou plantar o Pinhal por exigência da rainha.
(D) viveu há menos de meio século.
2. Depois de ler o texto, um aluno fez a seguinte afirmação:
“O Pinhal aparece associado ao amor.”
Concordas com a afirmação feita pelo aluno? Justifica a tua resposta.
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GRUPO III – Educação Literária
Texto B
Lê o texto. Se necessário, consulta as notas.
Chegara o mês de janeiro. Em Coimbra, as casas
das monjas de Santa Clara, quase destruídas pelas
cheias do Mondego, reconstruíram-se rapida-
mente. Isso fora possível porque a rainha Dona Isabel
5 velava1 por elas.
Quando algum desgraçado se via sem pão den-
tro dum lar minado pela doença, logo procurava a sua
rainha. […]
Porém, como acontece neste mundo, a rainha
10 não tinha somente amigos. E certa vez um despei-
tado2 da corte procurou azedar o ânimo de el-rei
D. Dinis. Aproveitando um dos momentos em que
estava a sós com o rei, encetou3 o diálogo que há
muito andava bailando no seu cérebro:
15 – Meu Senhor, acreditai no que vos digo… A
Rainha gasta de mais… Santa Isabel de Portugal.
– Mas como sabeis isso? Pintura de Francisco de
– Oh! É fácil de saber, meu Senhor… […] O Zurbarán, c. 1635.
dinheiro desaparece, esgota-se, some-se… São as
20 esmolas, as obras das igrejas, os empréstimos, as dádivas, as doações a con-
ventos… enfim… uma loucura, Senhor! É necessária a vossa intervenção… […]
D. Dinis levantou-se, fazendo recuar o fidalgo. […] Olhou fixamente o
fidalgo, que baixou os olhos, e ordenou:
– Deixai-me só! […]
25 Dias depois, quando Dona Isabel saía dos paços de Coimbra acompanhada
pelas damas e pelos cavaleiros do seu séquito para se dirigir às obras de
Santa Clara e espalhar as suas esmolas, surgiu-lhe de súbito, pela frente, a
figura desempenada4 do rei. Ele cumprimentou-a, cortesmente:
– Bom dia, Senhora! Ia partir para uma caçada, mas lembrei-me de vos sau-
30 dar.
– Agradeço-vos a boa ideia, Senhor.
A rainha disse estas palavras sorrindo, mas instintivamente recuou um
pouco, como a disfarçar o que levava no regaço. Porém, esse gesto embora
mal esboçado não escapou à perspicácia de D. Dinis. Tentando esconder a
35 suspeita que o assaltara, ele perguntou de novo, com a cortesia própria dum
rei:
– Podeis dizer-me, Senhora, onde ides tão cedo?
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Dona Isabel empalideceu. O coração bateu-lhe mais apressado e, após
certa hesitação, respondeu com voz branda:
40 – Vou… armar5 os altares do mosteiro de Santa Clara. […]
O sorriso cortês desapareceu-lhe dos lábios, enquanto perguntava:
– E que levais no vosso regaço, Senhora? À-la-fé6 que pareceis receosa.
Nem quero acreditar que pretendeis ir distribuir novas esmolas pelos vossos
protegidos… […]
45 A rainha tornou-se ainda mais pálida e por momentos permaneceu
silenciosa. […]
– Então, Senhora, terei de dar ouvidos aos rumores que circulam à minha
volta? Sempre é verdade que levais no vosso regaço dinheiro para oferecer
aos maltrapilhos que protegeis? […]
50 – Enganai-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço… são rosas para
enfeitar os altares do mosteiro!
D. Dinis sorriu com ironia.
– Rosas? Como vos atreveis a mentir, Senhora? Rosas em janeiro? […] O
rosto da rainha não se contraiu sequer, humildemente. E, ante o pasmo e a
55 aflição de quantos a rodeavam, insistiu com firmeza:
– Enganais-vos, Senhor! E enganou-se também quem vos informou. São
rosas o que levo no regaço! […]
Serenamente, ante o olhar atónito7 do rei e de todos os que ali se encontra-
vam, a rainha Dona Isabel abriu o regaço e deixou ver um ramo de rosas
60 maravilhosas, enquanto murmurava:
– Vede, Senhor… Vede com os vossos olhos! […]
– Perdoai-me, Senhora, se vos ofendi… Mas nunca pensei ver rosas tão lin-
das neste tempo! […]
Assim, saltitando de boca em boca, o milagre das rosas chegou até nós e
65 continuará para além dos séculos.
Gentil Marques, Lendas de Portugal. Lisboa, Círculo de Leitores, 1997 [1962] Volume IV, pp. 291-294
(Texto com supressões).
Notas:
1velava – cuidava.
2 despeitado – ressentido, zangado.
3 encetou – iniciou, começou.
4 desempenada – endireitada, rígida.
5 armar – enfeitar, decorar.
6 À-la-fé – expressão que significa “Na verdade”.
7 atónito – espantado, sem reação.
1. Transcreve uma frase do texto que comprove a localização da ação:
1.1. no espaço;
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1.2. no tempo.
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2. O comportamento da rainha D. Isabel revela a sua grande generosidade.
Explicita, por palavra tuas, duas ações da personagem que comprovem essa característica
psicológica.
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3. Atenta na seguinte passagem do texto:
– Rosas? Como vos atreveis a mentir, Senhora? Rosas em janeiro? (l. 53 )
Seleciona os sentimentos experimentados pelo rei nesta passagem do texto.
(A) Medo
(B) Desconfiança
(C) Alegria
(D) Fúria
4. Relê o excerto das linhas 62 e 63:
– Perdoai-me, Senhora, se vos ofendi… Mas nunca pensei ver rosas tão lindas neste tempo!
Justifica a atitude do rei nesta passagem textual, considerando os acontecimentos que a
antecedem.
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5. Para os itens 5.1. e 5.2., seleciona a opção que completa a frase, de acordo com o sentido do texto.
5.1. As sensações presentes no excerto das linhas 59 e 60, «Dona Isabel abriu o regaço e deixou
ver um ramo de rosas maravilhosas, enquanto murmurava:», são
(A) a visão e a audição.
(B) o tato e a audição.
(C) o olfato e a visão.
5.2. O último parágrafo do texto comprova
(A) a referência frequente a flores nos textos tradicionais.
(B) a importância da generosidade ao longo dos séculos.
(C) a tradição oral da ação narrada.
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GRUPO IV – Gramática
1. Atenta no excerto seguinte.
[…] Dona Isabel saía dos paços de Coimbra acompanhada pelas damas e pelos cavaleiros do
seu séquito para se dirigir às obras de Santa Clara […].
1.1. Escreve os nomes destacados no local correto da grelha, de acordo com a sua subclasse.
Nome próprio Nome comum Nome comum coletivo
2. Reescreve a frase, utilizando a forma feminina dos nomes destacados. Faz as alterações
necessárias.
O aldeão mostrou a aldeia ao rei.
_______________________________________________________________________________
3. Reescreve a frase, colocando as palavras destacadas no plural. Faz as alterações necessárias.
A rainha distribuiu o pão ao camponês.
_______________________________________________________________________________
4. Atenta na frase:
Estas rosas do teu jardim são mais perfumadas do que as minhas.
Transcreve da frase:
4.1. um pronome possessivo ______________________________
4.2. um determinante possessivo ______________________________
4.3. um determinante demonstrativo ______________________________
5. Identifica a subclasse a que pertence o advérbio presente em cada excerto do texto B.
Subclasse
(A) Dias depois, ➝
(B) gesto […] mal esboçado ➝
(C) O rosto […] não se contraiu ➝
(D) que ali se encontravam ➝
(E) rosas tão lindas ➝
(F) onde ides […] ? ➝
6. Reescreve a frase “D. Dinis sorriu com ironia”, substituindo a expressão destacada pelo advérbio
de modo correspondente.
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GRUPO V – Escrita
A lenda que leste sobre a Rainha Dona Isabel lembra os seus atos de bondade e generosidade.
Escreve um texto narrativo, com um mínimo de 140 e um máximo de 200 palavras, no qual narres
uma lenda que tenhas lido ou ouvido contar.
O teu texto deve incluir:
• uma situação inicial, o seu desenvolvimento e uma conclusão;
• um momento de diálogo;
• um título adequado.
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Item Cotação (em pontos) Total Parcial
1.1. 1.2. 2. 3.
Grupo I 13
3 3 4 3
Grupo II 1.1. 1.2. 1.3. 2.
12
Texto A 2 2 2 6
Grupo III 1.1. 1.2. 2. 3. 4. 5.1. 5.2.
30
Texto B 4 4 7 4 7 2 2
1.1. 2. 3. 4.1. 4.2. 4.3. 5. 6.
Grupo IV 20
6 2 3 1 1 1 3 3
Grupo V 25 25
TOTAL 100
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