CARDIO – AULA 1
O sistema cardiovascular é um circuito fechado e guarda relação com o sistema
respiratório
Fluxo unidirecional/ bombas
Interdependência entre coração e pulmão
A BOMBA CARDIACA
Divisão mecânica= duas bombas distintas: AD + VD; AE + VE
Divisão elétrica= átrios e ventrículos
Tipos de fibras= atriais; ventriculares; excitação e condução
Camadas de tecido do coração: endocárdio. Miocárdio, pericárdio
Organização básica das células musculares cardíacas:
Musculo estriado cardíaco actina e miosina
Troponina / tropomiosina (PROTEÍNAS REGULADORAS)
Ca+ vindo LEC
Túbulos T/ mucopolissacarídeos
Mitocôndrias
A disposição das células do músculo cardíaco-sincícios:
Sincício: massa multinucleada formada pela fusão de células originalmente
separadas
Sincício atrial e ventricular / tecido fibroso / sinapses elétricas (mais rápidas e
sincronicidade)
Discos intercalares (local onde as células se “conectam”) – junções gap / junções
comunicantes
Desmossomas e junções aderentes (especialização de membrana; fazem uma
conecção mecânica entre as células) para não separação nas contrações
CONTROLE DA ATIVIDADE DO MÚSCULO CARDIACO
Nó sinoatrial dispara sinal se propaga pelo sincício atrial sincício
ventricular
O acoplamento excitação/contração no músculo cardíaco é eletroquímico
Liberação de Ca++ induzida pelo Ca++
Potencial de ação; Ca++ vindo do LEC; entrando pelos receptores de DHPR;
liberando Ca++ do Rs
Aumento de Ca++ aumento da contração
Depois parte do cálcio é bombeado de volta para o RS; de volta para o LEC; ou
é trocado pelo Na++ por transporte ativo secundário relaxamento
Ca+ se liga a troponina, deixa o sítio aberto
FOCO CLÍNICO: troponina: marcador bioquímico IAM (marcador de índice de
infarto agudo)
Relaxamento do músculo cardíaco:
PROPRIEDADES ELÉTRICAS DO CORAÇÃO
As membranas das diferentes células do coração apresentam permeabilidade
diferente dos íons
O coração é dotado de células excitáveis
ECG registro da atividade elétrica das células
A atividade elétrica precede a atividade mecânica
O POTENCIAL DE AÇÃO CARDÍACO
Resposta rápida ocorre nos miócitos atriais e ventriculares; potencial de
repouso: -80mV
FASES: 0 influxo de sódio despolarização fechamento dos canais de
sódio 1 abertura dos canais de potássio (-) repolarização (inicial) 2
aberturas de canais de cálcio (+) PLATÔ (manutenção da despolarização) 3
repolarização pelos canais de potássio (-) bomba de Na++ Ca++ 4 repouso
A despolarização é rápida, por isso o nome.
As células com potencial de resposta rápida precisam ser estimuladas para
gerarem PA
Resposta lenta ocorrem nas células marca passo (nodo sinusal; nodo
atrioventricular)
FASES: 4 potencial marca-passo (despolarização diastólica lenta)
voltagem de repouso: -60mV abertura dos canais de Na+ funny abertura
de canis de Ca++ e canais vazantes para o sódio 0 despolarização: influxo de
Ca++ efluxo de K+ 3 repolarização
Não precisam ser estimuladas pois sua ação é cíclica (automatismo) (sua
despolarização é automática)
Período refratário do potencial de ação cardíaco: período durante e após um
potencial de ação, quando uma membrana excitável não pode ser reexcitada
Período refratário absoluto: dura quase tanto quanto a contração e assim não
ocorre somação / importância
NAV possui PR mais longo
SISTEMA ELETROGÊNICO DO CORAÇÃO
Propriedades: Excitabilidade
automatismo / ritmicidade / cronotropismo (células marca-passo)
condutividade / dromotropismo (capacidade de conduzir os sinais elétricos)
Composição do sistema eletrogênico:
Nó sinoatrial: 1° na hierarquia
Localização: parede póstero lateral AD
Células P (pacemaker); c transicionais; c musculares
Conexão com células atriais
Autoritmicidade
Vias intermodais: fibras de condução rápida; junções gap (levam o sinal do
marca-passo para o segundo)
Via interatrial:
2°: Nó atrioventricular
Localização: parede posterior AD
Fibras menores; poucas junções gap; retardo na condução do impulso,
importância
Período refratário relativo maior/ importância tempo dos ventrículos
encherem de sangue
3° sistema ventricular de Purkinje
Marca passo ectópico
Alta velocidade de condução; fibras maiores; junções gap
Poucas miofibrilas; feixe atrioventricular
His ramos se dividem fibras de purkinje
Função: conduzir rapidamente o sinal elétrico
SEQUÊNCIA DE ATIVAÇÃO DO CORAÇÃO
1° NSA 2° NAV FIBRAS
INERVAÇÃO DO CORAÇÃO PELO SNA
Simpático: aumenta a frequência e força de ejeção ativa receptores B1
adrenérgicos aumenta a corrente funny aumenta o influxo de Ca++
aumento do cronotropismo (frequência cardíaca) aumento do dromotropismo
Parassimpático: não tem influência na contratilidade: ativação dos receptores
muscarínicos M2 (abrem canais K+ regulados por ACh; diminui a frequência
dos potenciais de ação diminui a frequência cardíaca
Hiperpolariza o potencial de membrana e retarda a despolarização
QUAL A FREQUENCIA CARDÍACA INTRINSECA DO CORAÇÃO?
FC repouso: 60 a 100bpm; sono: 50 a 60bpm; excitação: até acima de
100bpm
INVESTIGAÇÃO: bloqueio por atropina: FC subia
Bloqueio por propranolol: FC diminuía
Bloqueio autonômico completo: FC 100bpm
AS BASES DO ECG
Registro de atividade elétrica do coração
informações obtidas: orientação anatômica do coração; dimensões relativas
das câmaras cardíacas; distúrbios do ritmo e da condução elétrica detecção de
lesões isquêmicas no miocárdio
OS COMPONENTES DO ECG NORMAL
Onda P átrios despolarizando
Complexo QRS despolarização dos ventrículos
Onda T repolarização ventricular
Onda U repolarização tardia das fibras de punkinjie
Segmento PR (PQ) impulso passando pelo NAV ( as células tem poucas
junções comunicantes e pequena quantidade de células, como também lento )
Segmento ST tem que estar no nível da linha de base ( tempo entre a
despolarização e polarização)
Intervalo PR denota o tempo que o sinal sai do NSA até chegar nos
ventrículos
Intervalo QRS tempo do impulso percorrer os dois ventrículos
Intervalo QT tempo total de ativação dos ventrículos (despolarização e
repolarização)
Ponto J término do complexo QRS
A atividade elétrica precede a atividade mecânica
Onda P contração dos átrios; QRS contração dos ventrículos; Onda T
relaxamento dos ventrículos
As calibrações do ECG horizontal: FC; duração dos eventos elétricos;
vertical: voltagem
Registrando os fenômenos elétricos do coração eletrodos captam as cargas de
fora da fibra
Fibras cardíacas são estimuladas, ondas de despolarização e repolariação
caminham pelas fibras e câmaras
Eletrodos podem ser colocados em diferentes partes do corpo
Forma como eletrodos veem essas ondas define o tipo de deflexão ou registro
Linha isoelétrica acima (+) abaixo (-)
Se a onda de despolarização se mover em direção ao eletrodo positivo o
registro vai ser acima da linha de base
Eletrodo positivo le cargas positivas e o eletrodo negativo le cargas negativas
leitura positiva
Vetor para representar a onde de despolarização; ponta da seta para as cargas
positivas
Se a célula não está sendo estimulada não há registro, fica na linha de base
As derivações eletrocardiográficas
Derivações bipolares periféricas padrão: D1, D2, D3
Derivações unipolares periféricas aumentadas (aVr, aVL, aVF)
D1: ELETRODO + NO BE, ELETRODO – NO BD
D2: ELETRODO +: PE, ELETRODO + NO BD
D3: ELETRODO + PE, ELETRODO – BE
DERIVAÇÕES UNIPOLARES AUMENTADAS:
AVR: BD (+); BE e PE conectados ao eletrodo –
AVL: BE (+): PE e BD conectados ao eletrodo –
AVF: PE (+): BD e BE conectados ao eletrodo –
ANÁLISE VETORIAL DO ECG NORMAL
Dipolos e vetores cardíacos grandeza: amplitude de cargas
Direção eixo que une os dois polos
Sentido para onde aponta a seta
VETORES DA DESPOLARIZAÇÃO DOS ÁTRIOS
NSA --- NAV
Primeiro ponto a se despolarizar é o primeiro a repolarizar (direção AD AE)
Vetor da despolarização em sentido oposto ao da repolarização
Onda Ta de sentido oposto á onda P atrial
VETORES VENTRICULARES
Pequeno vetor apontando para o átrio direito
Onda Q leitura diferente dos eletrodos; fibras de purkinjie Onda R:
despolarização do ápice dos ventrículos; onda S despolarização da base dos
ventrículos
O vetor da despolarização tem o mesmo sentido da repolarização
Indício de hipoperfusão coronariana onda T invertida resultante de isquemia
EIXO ELÉTRICO MÉDIO VENTRICULAR OU VETOR QRS MÉDIO
Direção preponderante do potencial durante a despolarização
Porque utilizar o sistema hexaxial?
O ECG capta a tiviadde elétrica do coração
A atividade eletrica gera dipolos
Os vetores projetam sombras nos eixos das derivações
A interpretação dessas sombras auxilia interpretação dos eventos elétricos do
coração
DETERMINAÇÃO DO EIXO ELÉTRICO
Passo 1 determinação do quadrante / QRS na derivação D1 e AVF (se
positivo ou negativo)
Passo 2 análise do QRS nas 6 derivações do plano frontal (inclusive D1 e
AVF)
-QRS mais isoelétrico ou isodifásico
-eixo a 90° dessa derivação
Passo 3 Rotação do QRS
0 - -90° desvio para esquerda
90° - 180° desvio para direita
-180 - -90° desvio extremo para direita