Inadmissibilidade de Recurso Especial
Inadmissibilidade de Recurso Especial
Este periódico destaca teses jurisprudenciais e não consiste em repositório oficial de jurisprudência.
PRIMEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
É inadmissível a interposição de recurso especial contra decisão que, embora fixe tese em
incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR), tem origem em mandado de segurança
denegado pelo Tribunal de origem.
Nos termos do art. 987 do CPC/2015, o recurso interposto contra acórdão proferido por
Tribunal de origem no julgamento de IRDR deve ser processado de forma qualificada, sendo
recebido como representativo de controvérsia.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 1/41
diretamente no Tribunal de origem e teve a segurança denegada.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 737
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 2/41
SEGUNDA SEÇÃO
DESTAQUE
Compete ao Juízo universal da falência dispor sobre os bens da massa falida e dos seus
sócios sujeitos a medidas assecuratórias no Juízo criminal.
A decretação da falência de pessoa jurídica instaura o Juízo universal, que concentra todas
as decisões que envolvam o patrimônio da falida, a fim de não comprometer o princípio do par
conditio creditorium.
Registre-se que, a teor do art. 91, II, do Código Penal, o perdimento de bens, como efeito
secundário extrapenal de eventual pena, não poderá prejudicar os terceiros de boa-fé que, em
situação de falência de empresa, compreenderá os credores da massa.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 3/41
120, § 4°, do CPP, não é o foro competente para decidir sobre temas extrapenais, dotados de alto
grau de complexidade, cabendo ao Juízo falimentar indicar quem são os terceiros de boa-fé que não
poderão ser prejudicados pelo mencionado confisco promovido pelo Estado no âmbito criminal.
Sendo que a União, pode, inclusive, após o trânsito em julgado de eventual sentença
condenatória, se habilitar no Juízo universal e receber possíveis verbas decorrentes do confisco
penal, desde que realizado o pagamento dos credores, inclusive quirografários.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 394
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 4/41
TERCEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
O mero fato de a autoridade policial ter obtido informação de que o aparelho celular já
havia sido objeto de busca e apreensão declarada nula, em outra investigação policial, não tem o
condão de contaminar de nulidade outras decisões judiciais supervenientes que determinem a
busca e apreensão do mesmo telefone.
No caso, as ordens de busca e apreensão proferidas por Juízos distintos, além de terem por
mote desvendar a suspeita de cometimento de delitos diferentes praticados em épocas diversas,
também foram amparadas em fundamentos autônomos que não guardam semelhança uns com os
outros.
O mero fato de a autoridade policial ter obtido informação de que o aparelho celular já
havia sido objeto de busca e apreensão declarada nula em outra investigação policial não tem o
condão de contaminar de nulidade outras decisões judiciais supervenientes que determinem a
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 5/41
busca e apreensão do mesmo telefone, até mesmo porque a informação a respeito do nome de
marcas e modelos de aparelhos telefônicos não se insere no registro da proteção à intimidade da
pessoa, nem na garantia da inviolabilidade dos dados e das comunicações telefônicas (art. 5º, inciso
XII, da CF), que é vocacionada a proteger o conteúdo de mensagens, imagens e áudios existentes no
aparelho celular.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 6/41
PRIMEIRA TURMA
DESTAQUE
Destaca-se, de início, que o conceito de "função pública" não é inequívoco. Por um lado,
tem-se aquilo que se pode chamar de função pública em sentido estrito, o que corresponde ao plexo
de atribuições de direção, chefia ou assessoramento que são cometidas por lei a servidores públicos
ocupantes de cargo efetivo na administração. Trata-se das "funções de confiança" a que se refere o
art. 37, V, da Constituição Federal, e que, na esfera federal, são pormenorizadamente reguladas por
dispositivos da Lei n. 8.112/1990, que as denomina também como "função gratificada" (art. 93, § 6º)
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 7/41
ou "função comissionada" (artigos 60-D e 127).
Sob outro prisma, tem-se o conceito de função pública em sentido amplo, definido pela
doutrina como "qualquer atividade do Estado que vise diretamente à satisfação de uma necessidade
ou conveniência pública". Em sentido lato, vê-se que o exercício de função pública não é exclusivo de
servidor público (exercente de cargo, emprego ou função em sentido estrito), podendo a função
pública ser cometida a indistintos agentes públicos, os quais a doutrina define como "os sujeitos que
servem ao Poder Público como instrumentos expressivos de sua vontade ou ação, ainda quando o
façam apenas ocasional ou episodicamente".
Não parece haver dúvidas de que presidente de sociedade anônima, eleito por assembleia
de acionistas disciplinada nos termos da Lei n. 6.404/1976, não ocupa cargo efetivo na
administração pública direta ou indireta, colocando-se, portanto, completamente à margem do
conceito de "função pública" em seu sentido estrito, tal como acima conceituado.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 8/41
n. 13.303/2016 (estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas
subsidiárias), dispensa a edição de lei específica para que o parceiro público participe dela,
bastando, para tanto, autorização conferida pelo conselho de administração decorrente da
constatação de que a participação está em linha com o plano de negócios do ente estatal (Lei n.
13.303/2016, art. 2º, § 3º). Além disso, embora possua "sócio" minoritário público, não se exige da
sociedade privada obediência ao regime de aquisição de bens e serviços por licitação, ou mesmo
observância de concurso público para a contratação de pessoal, embora a lei imponha ao parceiro
público minoritário que adote, no exercício do dever de fiscalização da companhia privada, práticas
de governança e controle proporcionais à relevância, à materialidade e aos riscos do negócio (art.
1º, § 7º, caput).
O administrador da sociedade privada, por sua vez, não atua com vistas à satisfação de
interesses públicos, mas sim ao atendimento dos interesses da companhia que administra,
submetendo-se, com exclusividade, aos controles e responsabilidades previstos na Lei n.
6.404/1976, que rege toda e qualquer sociedade por ações, inclusive aquelas nas quais presente a
participação societária minoritária por ente estatal. Dessa forma, ele não pode ser rotulado como
agente público, mas sim privado, e não exerce função pública de direção, ainda quando tomada essa
figura jurídica por seu sentido mais amplo.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 9/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADI 5.586/DF
DESTAQUE
O bem de família voluntário mantém com o bem de família legal relação de coexistência e
não de exclusão.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 10/41
INFORMAÇÕES DO INTEIRO TEOR
A tese de que esses dispositivos foram revogados contraria o próprio Código de Processo
Civil, que admite a convivência com outras declarações legais de impenhorabilidade ao estabelecer,
antes de apresentar o seu próprio rol, que "não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera
impenhoráveis ou inalienáveis" (art. 832).
Além de contrariar esse dispositivo, o entendimento de que o art. 833 do CPC teria
exaurido as hipóteses de impenhorabilidade também é incompatível com a tradição jurídica
brasileira, na qual o bem de família foi sempre regulado por outros diplomas e normas, como o
Código Civil de 1916 (art. 70 e seguintes), o Código Civil de 2002 (art. 1.711 e seguintes) e a Lei n.
8.009/1990.
Por outro lado, o fato do CPC ter afirmado em seu art. 833, I, que são impenhoráveis os
bens "declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução" não implica a revogação tácita do art.
5º, caput e parágrafo único, da Lei n. 8.009/1990, que, cuidando de hipótese diversa, declara a
impenhorabilidade do bem de família de menor valor, quando outro não for indicado no registro
público.
O bem de família voluntário, que encontra previsão no art. 1.711 do CC e no art. 833, I, do
CPC, mantém com o bem de família legal (Lei n. 8.009/1990) relação de coexistência e não de
exclusão.
Assim, o fato do imóvel não estar registrado como bem de família não o torna penhorável,
haja vista o que estabelecem os artigos 1º e 5º da Lei n. 8.009/1990.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 11/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Jurisprudência em Teses / DIREITO CIVIL - EDIÇÃO N. 200: BEM DE FAMÍLIA II
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 12/41
No caso, a execução fiscal foi extinta sem resolução do mérito por não ter o credor
indicado o representante do espólio. Com efeito, mesmo intimado para informar o juízo sobre a
situação do inventário e o nome do representante do espólio, ou mesmo do cônjuge supérstite, o
exequente não realizou as providências para o cumprimento da determinação.
Quanto ao ponto, estabelecem os artigos 75, VII; e 618, I, do Código de Processo Civil/2015
que o espólio será representado em juízo, ativa e passivamente, pelo inventariante. Na pendência de
nomeação deste, o patrimônio ficará na posse e será judicialmente representado pelo administrador
provisório, como disciplinam os artigos 613 e 614 do CPC/2015. Ademais, segundo o art. 1º da Lei n.
6.830/1980, a execução judicial para cobrança de dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios será regida, subsidiariamente, pelo Código de Processo Civil.
Dito isso, estabelece o art. 319, II, do CPC/2015 que a petição inicial indicará "os nomes, os
prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no
Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o
domicílio e a residência do autor e do réu". O objetivo da regra é permitir a citação do réu ou de seu
representante legal, ato necessário para a composição da relação processual. Incumbe ao autor,
portanto, informar os dados para que a comunicação processual seja realizada. Coerente com essa
lógica é o que está disposto no art. 6º da Lei n. 6.830/1980.
O pedido de citação do réu também é exigido pela Lei de Execução Fiscal. É incumbência
da parte informar os dados elementares para que o ato seja realizado, como o são o seu nome e o
nome de seu representante legal. No caso, não se prescindiu do mínimo para a realização do ato
citatório na execução fiscal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 13/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Código de Processo Civil (CPC), artigos 75, VII; 319, II; art. 613; 614; e 618, I.
Lei n. 6.830/1980, artigos 1º e 6º.
SAIBA MAIS
Jurisprudência em Teses / DIREITO CIVIL - EDIÇÃO N. 247: DIREITO DAS SUCESSÕES V
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 14/41
SEGUNDA TURMA
DESTAQUE
É cabível a penalidade de cassação de aposentadoria por falta grave praticada por membro
do Ministério Público ainda em atividade, mesmo que esta seja constatada apenas durante a
aposentadoria.
Por sua vez, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) admite a conversão da
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 15/41
pena de demissão em cassação de aposentadoria, uma vez que "entender diversamente seria
atribuir à aposentação o indesejável e absurdo caráter de sanatório geral, de perdão irrestrito. Se a
lei previu a perda da função pública do agente em atividade, a simples aposentação não é escudo
para a perda do vínculo com a Administração" (AgInt no REsp 1.757.796/DF, Rel. Min. Herman
Benjamin, Segunda Turma, DJe de 5/9/2019).
Ademais, entende ainda o STJ que "a interpretação restritiva do art. 208, parágrafo único,
da Lei Complementar n. 75/1993, defendida pela parte impetrante, resultaria em tratamento
privilegiado para o Promotor de Justiça aposentado, pois ausente critério legítimo de distinção com
os Promotores de Justiça da ativa. A diferença entre as situações - o momento em que se encontra o
servidor público em sua carreira, isto é, se mais ou menos próximo da aposentadoria quando do
cometimento da infração disciplinar - é arbitrário e não justifica soluções jurídicas díspares [...].
Representaria, além disso, indevida restrição ao poder disciplinar da Administração em relação a
servidores aposentados que cometeram faltas graves enquanto em atividade, favorecendo a
impunidade" (RMS 72.062/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em
24/10/2023, DJe de 18/12/2023).
Dessa forma, quando a falta grave praticada por membro do Ministério Público, ainda em
atividade, somente for constatada durante sua aposentadoria, a penalidade cabível é a cassação da
aposentadoria, uma vez que, se o ato ilícito fosse conhecido à época de sua prática e fosse aplicada a
pena de demissão, o promotor perderia o cargo e sequer teria direito à aposentadoria.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 16/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADPF n. 418/DF
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 315
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 17/41
DESTAQUE
É ilegal o ato praticado pelos Conselheiros do Tribunal de Contas Estadual que, durante
Sessão Plenária Administrativa, sem a participação do Ministério Público de Contas, delibera sobre
matérias relativas a atos praticados pelo Procurador-Geral do Ministério Público de Contas de
Estado.
Conforme consignado pelo Tribunal Pleno do Superior Tribunal Federal (STF), na Ação
Direta de Inconstitucionalidade n. 328/SC, os membros do Ministério Público, junto ao Tribunal de
Contas, integram carreira autônoma, com peculiaridades próprias.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 18/41
Nesse sentido, considerando que a Sessão Plenária Administrativa realizada ocorreu sem
qualquer participação do Ministério Público de Contas, é salutar reconhecer a sua nulidade por
nítida ofensa aos princípios do contraditório e da ampla defesa, consagrados constitucionalmente
pelo artigo 5º, LV, da Constituição Federal (CF/88).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
PRECEDENTES QUALIFICADOS
ADI n. 328/SC
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 611
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 19/41
TERCEIRA TURMA
DESTAQUE
Nos termos do art. 49, § 4º, da Lei n. 11.101/2005, a importância entregue ao devedor
decorrente de adiantamento de contrato de câmbio para exportação não se submete aos efeitos da
recuperação judicial.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 20/41
Na recuperação judicial, o pressuposto é que o devedor, a partir da concessão de prazos e
condições especiais para pagamento, bem como de outros meios de soerguimento da atividade,
consiga pagar todos os credores. Assim, não há falar em prioridade de pagamento de determinados
credores em detrimento de outros, ressalvada a necessidade de observar o prazo para pagamento
dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SÚMULAS
Súmula 307/STJ
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 661
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 21/41
PROCESSO REsp 2.167.264-PI, Rel. Ministra Nancy Andrighi,
Terceira Turma, por unanimidade, julgado em
15/10/2024, DJe 17/10/2024.
DESTAQUE
No procedimento comum, existe determinação legal para que o juiz realize audiência
prévia de conciliação ou mediação (art. 334 do CPC), com exceção apenas em duas hipóteses: I) se
ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse; ou II) quando não se admitir a
autocomposição.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 22/41
No procedimento especial da ação de busca e apreensão de bem alienado fiduciariamente,
regida pelo DL n. 911/1969, não incide a obrigatoriedade da prévia audiência de conciliação
prevista no art. 334 do CPC, de modo que a sua ausência não caracteriza nulidade.
O DL n. 911/1969 regulamenta a fase inicial do processo de forma diversa dos artigos 334
e 335, I e II, do CPC - prevendo que a resposta do réu deve ser apresentada no prazo de 15 dias da
execução da liminar (art. 3º, § 3º) -, não havendo espaço para a aplicação subsidiária dos referidos
dispositivos do procedimento comum.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Código de Processo Civil (CPC), arts. 3º, §§ 2º e 3º; 139, V; 334; e 335, I e II
Decreto-Lei n. 911/1969, art. 3º, § 3º
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 23/41
DESTAQUE
A lei processual permite às partes a celebração de negócio jurídico processual, que pode
envolver modificação de prazos ou mesmo a suspensão do andamento do feito.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 24/41
QUARTA TURMA
DESTAQUE
O dano moral reflexo (dano por ricochete) pode se caracterizar ainda que a vítima direta
do evento danoso sobreviva.
A controvérsia consiste em definir se o dano moral reflexo (dano por ricochete) pode se
caracterizar ainda que a vítima direta do evento danoso sobreviva.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 25/41
suportaram toda angústia e sofrimento.
Com efeito, não é exclusivamente o evento morte que dá ensejo ao dano por ricochete,
aquele sofrido por um terceiro que é vítima indireta do evento danoso. É que o dano moral em
ricochete não significa o pagamento da indenização aos indiretamente lesados por não ser mais
possível, devido ao falecimento, indenizar a vítima direta. Trata-se, na verdade, de indenização
autônoma, por isso devida independentemente do falecimento da vítima direta.
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 459
DESTAQUE
O art. 249 do ECA deve ser interpretado de forma abrangente, aplicando-se a qualquer
pessoa física ou jurídica que desrespeite ordens da autoridade judiciária ou do Conselho Tutelar,
sem limitar-se à esfera familiar, de guarda ou tutela.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 26/41
INFORMAÇÕES DO INTEIRO TEOR
O primeiro trecho do dispositivo legal claramente exige uma qualidade especial do sujeito
ativo, dirigindo-se aos pais, tutores ou guardiães. Contudo, a segunda parte aborda uma infração de
âmbito mais amplo: o descumprimento de determinações emitidas por autoridade judiciária ou pelo
Conselho Tutelar. Essa infração não se limita às figuras parentais ou aos tutores, uma vez que as
ordens judiciais ou do Conselho Tutelar podem ser destinadas a qualquer pessoa ou entidade que,
de alguma forma, tenha responsabilidade ou envolvimento na proteção ou cuidado de crianças e
adolescentes.
De fato, o entendimento de que o art. 249 do ECA deve se restringir exclusivamente a pais,
guardiães e tutores seria contrário à finalidade do Estatuto, que busca garantir a proteção integral
dos direitos da criança e do adolescente, podendo ser aplicadas sanções àqueles que,
independentemente de seu status familiar, deixem de cumprir determinações específicas voltadas a
proteger esse direito.
Portanto, o art. 249 do ECA deve ser interpretado de forma abrangente, aplicando-se a
qualquer pessoa física ou jurídica que desrespeite ordens da autoridade judiciária ou do Conselho
Tutelar, reforçando a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes, sem limitar-se à
esfera familiar, de guarda ou tutela.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 27/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 12 - Edição Especial
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 28/41
O tema em discussão consiste em definir se há obrigatoriedade de expedição de ofício a
cadastros de órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos para localizar o réu antes da
citação por edital.
Segundo a jurisprudência do STJ, a citação por edital pressupõe o esgotamento dos meios
necessários para localização do réu, sob pena de nulidade. Isso porque a citação por edital é uma
forma de citação presumida, utilizada em caráter extremamente excepcional. Sua aplicação é
restrita às seguintes situações enumeradas no art. 256 do Código de Processo Civil: (i) quando o réu
for desconhecido ou sua identidade incerta; (ii) quando seu paradeiro for ignorado, incerto ou
inacessível; ou (iii) nas demais hipóteses previstas em lei.
No mais, o § 3º do art. 256 do mesmo dispositivo dispõe que o réu será considerado em
local ignorado ou incerto se resultarem infrutíferas as tentativas de sua localização, "inclusive
mediante requisição pelo juízo de informações sobre seu endereço nos cadastros de órgãos públicos
ou de concessionárias de serviços públicos." Note-se que o legislador empregou o termo "inclusive",
o que indica que essa providência é uma possibilidade, mas não necessariamente uma imposição.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 29/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
Código de Processo Civil (CPC), art. 4º, art. 256, incisos I, II, III e § 3º
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 12 - Edição Especial
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 30/41
QUINTA TURMA
DESTAQUE
No caso, o inquérito policial foi instaurado para verificar se o acusado durante um show de
comédia, ao contar uma piada sobre cadeirante, incidiu na conduta descrita no art. 88 do Estatuto da
Pessoa com Deficiência, o qual dispõe que é crime "Praticar, induzir ou incitar discriminação de
pessoa em razão de sua deficiência".
Com efeito, o contexto retratado não revela por si só o dolo específico, mas, ao contrário,
sua ausência. O fato de se tratar de um show de stand up comedy já denota a presunção do animus
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 31/41
jocandi, sendo necessário, portanto, elementos no mínimo sugestionadores do dolo específico de
discriminação, para que seja possível instaurar um inquérito, o que não se verifica na hipótese.
"Não há dúvida de que se trata de conduta em que o animus jocandi se fez presente [...]"
(QC 2/DF, Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 23/8/2023). "[...] a mera intenção de caçoar
(animus jocandi), de narrar (animus narrandi), de defender (animus defendendi), de informar ou
aconselhar (animus consulendi), de criticar (animus criticandi) ou de corrigir (animus corrigendi)
exclui o elemento subjetivo e, por conseguinte, afasta a tipicidade [...]". (HC 234.134/MT, Ministra
Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe de 16/11/2012).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 415
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 32/41
PROCESSO REsp 2.066.642-MG, Rel. Ministro Ribeiro Dantas, Quinta
Turma, por unanimidade, julgado em 13/8/2024, DJe
4/10/2024.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 33/41
protetivas instituídas pela Lei Maria da Penha não se sujeitam a uma determinação temporal para
sua validade. Imperativo é que perdurem enquanto houver o temor de que o direito almejado esteja
sob ameaça ou que a conduta de risco visada seja efetivada. Ao preconizar um termo para a duração
das medidas protetivas, o julgador inadvertidamente restringe e debilita essa tutela, presumindo,
sem a devida sustentação fática, que o contexto de risco findará pelo simples decurso do período
estabelecido.
Nessa perspectiva, a jurisprudência desta Corte estabelece que a revogação das medidas
protetivas de urgência exige a prévia oitiva da ofendida, procedimento essencial para avaliar a
efetiva cessação da situação de risco à integridade física, moral, psicológica, sexual e patrimonial da
vítima. (AgRg no REsp 1.775.341/SP, Ministro Sebastião Reis Júnior, Terceira Seção, DJe de
14/4/2023).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 34/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 756
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 35/41
SEXTA TURMA
DESTAQUE
Ressalte-se que o critério utilizado por esta Corte de Justiça não é o da comprovação do
efetivo atingimento de pessoas em território estrangeiro, mas sim de sua potencialidade.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 36/41
consectário natural dos perfis fechados, com restrição de público visualizador.
Com efeito, "o perfil aberto no Facebook corresponde a meio de divulgação que permite
que qualquer usuário do Facebook, seja no Brasil ou no exterior, tenha acesso ao conteúdo das falas,
o que se revela suficiente para o reconhecimento da transnacionalidade do delito e para a fixação da
competência da Justiça Federal para a condução do inquérito." (CC n. 204.372, Ministro Reynaldo
Soares da Fonseca, DJe de 25/04/2024).
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 495
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 37/41
DESTAQUE
O pedido de retirada de pauta de julgamento virtual foi indeferido, uma vez que cabe à
parte interessada proceder na conformidade do art. 184-B do Regimento Interno do Superior
Tribunal de Justiça, encaminhando sua sustentação oral para o julgamento virtual em até 48 horas
antes de iniciado o julgamento em ambiente virtual.
Sobre o tema, note-se que "a jurisprudência desta corte firmou-se no sentido que não há,
no ordenamento jurídico vigente, o direito de exigir que o julgamento ocorra por meio de sessão
presencial. Portanto, o fato de o julgamento ter sido realizado de forma virtual, mesmo com a
oposição expressa e tempestiva da parte, não é, por si só, causa de nulidade ou cerceamento de
defesa. Ademais, mesmo nas hipóteses em que cabe sustentação oral, se o seu exercício for
garantido e viabilizado na modalidade de julgamento virtual, não haverá qualquer prejuízo ou
nulidade, ainda que a parte se oponha a essa forma de julgamento, porquanto o direito de sustentar
oralmente as suas razões não significa o de, necessariamente, o fazer de forma presencial." (AgRg no
HC 832.679/BA, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe de 18/4/2024).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 38/41
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 762
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 39/41
RECURSOS REPETITIVOS - AFETAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 40/41
TEMA A Segunda Seção acolheu a proposta de afetação do REsp
n. 2.112.558-SP, REsp 2.112.553-SP, REsp 2.112.566/SP,
REsp 2.112.575-SP, REsp 2.112.563-SP, REsp 2.112.572-
SP, REsp 2.130.751-SP ao rito dos recursos repetitivos, a
fim de uniformizar o entendimento a respeito da
seguinte controvérsia: "Definir, nas ações de indenização
por danos morais propostas por ex-jogadores de futebol
fundadas na utilização indevida de suas imagens: a
competência, a prescrição, a ocorrência ou não de
supressio e a configuração ou não de danos à imagem em
decorrência da mera menção a desígnios representativos
dos demandantes".
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 41/41