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Contribuição do Controle Interno em PMEs Moçambicanas

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Índice

1. Introdução.............................................................................................................................2
1.1. Delimitação do tema.....................................................................................................3
1.2. Definição do problema..................................................................................................4
1.3. Justificativa...................................................................................................................5
1.4. Objectivos.....................................................................................................................5
1.4.1. Objectivo geral.......................................................................................................5
1.4.2. Objectivos específicos...........................................................................................5
1.5. Hipóteses.......................................................................................................................6
2. Revisão da literatura.............................................................................................................6
2.1. Gestão............................................................................................................................6
2.2. Controlo interno............................................................................................................8
3. Metodologias da pesquisa..................................................................................................12
4. Cronograma........................................................................................................................14
5. Orçamento..........................................................................................................................14
6. Referências bibliográficas..................................................................................................15
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1. Introdução

Devido a grandes avanços tecnológicos que se verificam no país bem como no mundo inteiro,
o universo empresarial vem enfrentando grandes desafios no mercado. Os empresários
sentem-se cada vez mais exigidos a se adaptarem nas mudanças trazidas por esses avanços
pois, os consumidores de diversos produtos e serviços por eles oferecidos ficam cada vez mais
exigentes e selectivos, o que motiva ao surgimento de mais empresas que possam trazer mais
competição no mercado.

Em Moçambique tem se notado um aumento acelerado de empresas de pequena, média e


grande dimensões oferecendo produtos e serviços diversificados na busca de satisfação das
necessidades dos consumidores. Na verdade, existem várias empresas vendendo mesmo tipo
de serviço ou produto actuando num único mercado onde verifica-se mais a disputa pelo
comprador e isso faz com que cada empresário tenha como suporte certas técnicas e
estratégias que possam ajudar o seu negócio a aumentar o volume das vendas e sobreviver no
mercado por longos anos, bem como a expandir os seus negócios para mais pontos.

Para a sobrevivência no mercado, uma empresa precisa planear e aplicar melhores estratégias
que possam dar-lhe a capacidade de vender mais e, se possível, expandir seu negócio para
mais longe. Do outro lado, a empresa precisa usar técnicas que a ajudarão a evitar grandes
perdas dos elementos necessários para a produção pois isso é essencial para que a empresa
possa ganhar mais lucros por forma a se manter por longos anos no mercado pois, a empresa é
“um conjunto de meios materiais e humanos, virados para a produção de bens e serviços”
(SERRA, S/d, p.2). Esse conjunto todo precisa ser bem controlado uma vez que corresponde
ao património empresarial.

Podemos encontrar diversas técnicas e estratégias para ajudar a empresa a alcançar


sucessivamente a sua missão, vião e objectivos preestabelecidos, porém para o presente
trabalho, mais importa a gestão do controlo interno que representa em uma organização “o
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conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos,


produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos
negócios da empresa” (Almeida 1996, p.50). Este é um dos métodos que precisam ser bem
aplicados na gestão de uma empresa que tenha visão de crescer continuamente no mercado.

O trabalho vai trazer o contributo da gestão do controlo interno nas empresas de pequena e
média dimensão nas empresas moçambicanas. Para conseguirmos responder a questão que
levou a realização do trabalho, recorrer-se-á a inquéritos destinados a diversos prestadores de
serviços e vendedores de bens de pequena e média dimensão . O trabalho funcionará como
uma ferramenta de auxílio aos empresários de pequena e média dimensão pois a pesquisa pode
ser aplicada como um relatório sobre a importância do controlo interno nas empresas.

Com o trabalho se espera a apresentação de uma abordagem descritiva e qualitativa e serão


empregue os métodos indutivo e monográfico.

1.1. Delimitação do tema


Em LAKATOS & MARCONI (1992:45) encontramos que é “necessário evitar a eleição de
temas muito amplos”, o que quer dizer que ao escolher-se um tema deve ser feita a sua
delimitação. Para estes autores, a delimitação do tema é necessária pois especifica as
circunstâncias “que limitam mais ainda a extensão do assunto, especialmente as circunstâncias
de tempo e espaço” (Ibid, p. 46) e, deste modo, o tema é delimitado em duas circunstâncias:
temporal e espacial.

A delimitação temporal nos indica o período em que a pesquisa busca os dados e o espacial
nos indica o local onde são colhidos os dados.

Com o trabalho será analisada a contribuição da gestão do controlo interno nas pequenas e
médias empresas moçambicanas localizadas na Cidade de Maputo que é onde mais verificado
o contínuo crescimento de número de empresas novas bem como o encerramento das que de
alguns, fazendo o estudo no período entre 2020 a 2024.
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1.2. Definição do problema


Uma empresa para poder existir precisa reunir recursos humanos, financeiros e materiais,
constituindo assim os seus elementos patrimoniais (activos e passivos). Cada elemento
patrimonial desempenha uma função essencial na realização de suas actividades como também
contribuem para o alcance dos objectivos da empresa por isso, todos eles devem ser bem
controlados e geridos.

Na busca de satisfação de necessidades dos diversos consumidores, muitas empresas têm


iniciado suas actividades com o objectivo de operarem no mercado por um tempo
indeterminado, porém, ao longo do tempo aparecem dificuldades que muita das vezes obrigam
aos empresários a encerrarem seus negócios (geralmente nas pequenas e médias empresas),
enquanto algumas vão registando pirâmides de crescimento no mercado.

Geralmente, os motivos de encerramento têm sido pelo desvio de activos da empresa, ou má


gestão do patrimonial como também a má gestão do pessoal envolvido nas actividades do
negócio. Esta é uma situação muito preocupante tanto para o empreendedor tanto para o
mercado onde é oferecido o produto ou serviço.

Controlo interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e


medidas adoptadas pelas empresas para proteger seu património e verificar a exactidão e a
fidedignidade de seus dados contabilísticos para promover a eficiência operacional e encorajar
a adesão a política traçada pela administração (ATTIE,1992, p.188). Esse plano de
organização é facilmente notório em grandes empresas sendo difícil nas pequenas e médias.

E, uma vez que o controlo interno tem grande importância na salvaguarda dos activos (que por
sua vez são muito importantes para o processo de produção numa empresa), com o tema
procura se responder a seguinte questão:

 Qual é a contribuição do controlo interno na gestão de pequenas e médias empresas em


Moçambique?
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1.3. Justificativa
O tema enquadra-se ainda na vontade pessoal de aprofundar o conhecimento teórico obtido ao
longo da formação acadêmica, conjugado com as acções práticas que caracterizam as
actividades diárias do empresariado em moçambicano.

Diante das grandes mudanças no mercado, em um ambiente globalizado e competitivo, é


crucial para o desenvolvimento das empresas que elas busquem modelos que auxiliem no
processo de optimização das suas actividades.

Desta forma, o controlo interno constitui uma ferramenta de apoio a gestão que pela
minimização de riscos no negócio, auxilia a organização a alcançar os seus objectivos.

Este tema afectará a sociedade no que concerne a gestão empresarial, podendo, principalmente
para os empreendedores, estarem atentos aos seus negócios e usarem as ferramentas
adequadas para que seus negócios continuem crescendo como também contribui como mais
uma matéria ligada a auditoria e empreendedorismo para o público académico.

1.4. Objectivos

1.4.1. Objectivo geral

 Analisar o contributo da gestão do controlo interno nas pequenas e médias


empresas em Moçambique

1.4.2. Objectivos específicos

 Entender o funcionamento da gestão nas pequenas e médias empresas


moçambicanas;
 Fazer uma comparação entre empresas que aplicam o controlo interno e as que
não aplicam;
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 Conhecer o funcionamento do controlo interno nas pequenas e médias


empresas.

1.5. Hipóteses
 A gestão de controlo interno não contribui no crescimento das pequenas e
médias empresas;
 A gestão de controlo interno contribui no crescimento das pequenas e médias
empresas.

2. Revisão da literatura
2.1. Gestão
Em todas as empresas são visíveis diariamente actividades ligadas a gestão exercidas pelos
próprios donos e/ou por um profissional com competência para tal. No processo de gestão, os
empresários estão mais interessados em ver seus negócios a crescerem e produzir excelentes
resultados como também, procuram dar mais vida a seus negócios, conquistando cada vez
mais o mercado e estabelecer melhores estratégias que possam dar mais vantagem a seus
negócios no mundo da competição. Até no período de criação de uma empresa são definidos
objectivos, missão e visão da mesma sendo que para o sucesso de tudo isso, é necessário que
haja uma boa gestão.

Nas diferentes definições do termo gestão, segundo diferentes autores, encontramos uma
semelhança que está ligada a actividades de planear, organizar, dirigir e controlar uma
organização. Se existe uma meta por se alcançar, antes é necessário ser definida, planear
estratégias de como alcançar, organizar tudo que for necessário e controlar todos os processos
até se conseguir chegar onde se quer.
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Gestão é definido como sendo a “ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas
para administrar” (Wikipédia)1. Por sua vez, administrar tem a ver com a “supervisão de
pessoas, de recursos e de atividades” (CHIAVENATO, 2004, p.8). Juntando as duas
definições, podemos dizer que gestão é uma ciência que estuda a forma como todos os
elementos constituintes de uma organização são supervisionados. Assim, um negócio precisa
organizar recursos necessários para a produção de bens ou serviços a serem colocados a venda
no mercado. Os recursos devem trazer benefícios ao negócio pois, todo o negócio é feito com
uma missão, visão e valores. Recursos que devem ser geridos (supervisionados) na
organização não colocam do lado os recursos humanos por assumirem um papel muito
importante nas actividades organizacionais.

Segundo Cossa (2018, p. 23), citando Pinto (2006):

“A Gestão é um fenômeno universal no mundo moderno. Cada organização e cada empresa


requerem a tomada de decisões, a coordenação de múltiplas atividades, a condução de pessoas,
a avaliação do desempenho dirigido a objetivos previamente determinados, a obtenção e
alocação de diferentes recursos etc. Numerosas atividades administrativas desempenhadas por
diversos administradores, voltadas para tipos específicos de áreas e de problemas, precisam ser
realizadas em cada organização ou empresa.”

Qualquer que seja organização com ou sem fins lucrativos reúne recursos materiais,
financeiros e humanos para poder existir e ainda, deve traçar objectivos por alcançar. Assim
sendo, todos os recursos alocados precisam serem bem palificados, alocados e controlados
pela organização. Se o controlo for fraco pode levar com que a missão, visão e objectivos da
organização não tenham sucesso.

Em Stephens (1999:1) encontramos três definições de gestão segundo Arnold Mol, W.B Rust e
Peter Drucker. Para estes autores, gerir é:

 Arnold Mol: a responsabilidade de supervisionar o trabalho de outros;

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Disponível em: [Link] acesso em 20/09/2024
8

 W.B. Rust: boa gestão ajuda na utilização dos recursos disponíveis de uma boa
forma;
 Peter Drucker: a importância da gestão é providenciar conhecimento produtivo.

Combinando a definição de Chiavenato com a dada por Arnold Mol podemos entender que o
gestor tem a responsabilidade de planear e supervisionar os recursos disponíveis na empresa,
principalmente os recursos humanos. W.B. Rust nos apresenta uma das vantagens da gestão
pois, uma boa gestão pode evitar muitas perdas de recursos enquanto, Peter Drucker, na sua
definição apresenta a importância da gestão.

Encontramos que o objectivo de um negócio é “produzir e vender com lucro produtos/serviços


que satisfaçam necessidades e desejos da sociedade” Chiavenato (2007:26) e se os recursos de
um negócio não tiverem uma boa gestão, ao invés de se produzir mais lucro com a venda de
bens e/ou serviços produzimos, pode se acumular prejuízos.

2.2. Controlo interno


Antes de se falar do controlo interno é importante saber o que é auditoria por ser o campo
onde encontramos as funções do controlo interno. Quando se fala de auditoria, não se deixa
para trás o auditor, um profissional naturalmente caracterizada por possuir “competência legal
como contador e conhecimentos em áreas correlatas, como tributos, modernos técnicas
empresarias e outras, aliados aos conhecimentos das normas que levem a fundamentar e a
admitir a sua opinião sobre o objecto de estudo” (HERNANDEZ, 2012, p.2).

Antes de empregar suas competências de auditar, o profissional de auditoria precisa conhecer


as normas e práticas contabilísticas desde os lançamentos, apuramentos e relatórios.
Contabilidade vai facilitar o registo de todas as actividades de um negócio bem como o
apuramento de impostos devidos ao Estado e, por sua vez, o auditor aplica seus conhecimentos
legais, instrumentos e técnicas para poder opinar sobre os relatórios contabilísticos.
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A auditoria se divide em dois grandes ramos: auditoria externa e auditoria interna. Ambos têm
a mesma função que se vincula na realização de actividades de auditoria e são realizadas pelos
profissionais denominados auditores e se diferem por alguns aspectos, desde o tipo e grau de
independência do profissional que as realiza bem como a amplitude do trabalho do auditor.

Enquanto a auditoria externa é “efectuada por profissionais externos não subordinados a


entidade”, a interna é “efectuada por quadros da entidade ou não, normalmente organizados
num departamento, subordinados a autoridade máxima” MORAIS (2013, p.22). O auditor
externo, sendo independente à empresa, tem a missão de dar sua opinião sobre as
demonstrações financeira enquanto o auditor interno procura dar recomendações sobre a
contabilidade da empresa.

A auditoria interna bem como externa é importante para todas as empresas pois é um trabalho
executado para trazer benefícios no desenvolvimento de actividades empresariais. Podemos
encontrar as vantagens e benefícios de uma auditoria nas empresas. Em OLIVEIRA (2001,
p.23) podemos encontrar as seguintes:

 Fiscaliza a eficiência dos controlos internos,


 Assegura maior correcção e confiança nos registros contabilísticos,
 Opina sobre a adequação das demonstrações financeiras,
 Dificulta desvios de bens patrimoniais e pagamentos indevidos,
 Possibilita a apuração de omissão nos registros das receitas e nos recebimentos,
 Contribui para obtenção de melhores informações sobre a real situação económica,
patrimonial e financeira das empresas.
 Aponta falhas na organização administrativas das empresas e nos controlos internos,
 Contribui para solução dessas falhas.

Todos esses benefícios e vantagens são possíveis nas empresas pela realização de trabalhos de
auditoria interna que é, geralmente, feita periodicamente por um profissional subordinado à
empresa e a auditoria externa, feita por uma equipa de auditores independentes a empresa,
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geralmente no final de cada exercício económico (uma vez por ano), podendo ser realizada em
alguns períodos, caso seja necessário.

A auditoria interna pode ser vista como sendo uma das actividades empresariais com o
objectivo de fornecer ferramentas necessárias para o controlo interno pois, geralmente pesa
sobre o controlo do património da empresa evitando a distorção do mesmo.

O controlo interno é definido como sendo o “conjunto de normas, rotinas e procedimentos,


adotados pelas próprias Unidades Administrativas tais como Manual de rotinas, segregação de
funções, determinação de atribuições e responsabilidades, rodízio de funcionários, limitação
de acesso aos ativos, limitação ao acesso aos sistemas de computador e treinamento de
pessoal, com vistas a impedir os erros, a fraude e a ineficiência.” FILHO (2008, p. 91)

Assim, o controlo interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos


métodos e medidas adoptadas pelas empresas para proteger seu património e verificar a
exactidão e a fidedignidade de seus dados contabilísticos, promover a eficiência operacional e
encorajar a adesão a politica traçada pela administração (ATTIE,1992, p.188).

“Aquele exercido dentro de um mesmo poder, seja o exercido no âmbito hierárquico, seja o
exercido por meio de órgãos especializados, sem relação hierárquica com órgão controlador,
ou ainda o controle que a administração direta exerce sobre a administração indireta de um
mesmo poder.” Alexandrino e Paulo (2012, p. 813)

Segundo Caravela (2018, p.18) controlo internos é definido como sendo um processo
desenvolvido para garantir, com razoável certeza, que sejam atingidos os objectivos da
sociedade, nas seguintes categorias:

● Eficiência e efectividade operacional – relaciona-se com o cumprimento ou não dos


objectivos básicos da entidade, no que se refere às metas de desempenho e
rentabilidade;
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● Confianças nos registos contabilísticos/financeiros – os registos devem reflectir


transacções reais, consignadas pelos valores e enquadramentos correctos;
● Conformidade – acções e documentos gerados pelos processos internos devem estar
em conformidade com a legislação e normas pertinentes.

O controlo interno de uma empresa compreende as normas de conduta dos funcionários bem
como a divisão do trabalho entre ele. Essas normas são de extrema importância para a empresa
pois é através delas que se conhece a imagem real da empresa pelos terceiros. Os objectivos de
uma empresa são facilmente alcançados quando existir um bom sistema de controlo interno.

O controlo interno tem como principal objectivos a protecção de ativos, produção de


informação contabilística confiável e ajudar a administração na condução ordenada dos
negócios da empresa.

Segundo Fayol (1981, p.139), o controlo tem por objetivo “assinalar as faltas e os erros a fim
de que se possa repará-los e evitar sua repetição”. Assim, com o controlo interno os
administradores da empresa conseguem saber onde estão a falhar, podendo encontrar respostas
capazes de corrigir a falha e continuarem na prossecução de suas actividades com vista ao
alcance de metas estabelecidas.
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3. Metodologias da pesquisa

3.1. Características da pesquisa


O trabalho caracterizar-se-á por ser uma abordagem descritiva e quantitativa, sem se
dispensar o uso da qualidade. Com a abordagem descritiva, definida em RUDIO (1997, p.14)
como sendo a abordagem com o “objectivo obter informação do que existe, a fim de poder
descrever e interpretar a realidade”, procurou-se entender a maneira como é gerido o controlo
interno nas empresas moçambicanas durante o período em estudo.

A pesquisa será quantitativa quando “estabelece uma relação dinâmica entre o mundo real e o
sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objectivo e subjectivamente do sujeito
que não pode ser traduzido em números” Gil (2008, p.23).

O método de abordagem empregue do trabalho será o indutivo, aquele que “parte do particular
e coloca a generalização como um produto posterior do trabalho de colecta de dados
particulares” (ibid, p.10).

Como técnicas de recolha de dados, para o trabalho recorrer-se-á a pesquisa bibliográfica e


questionário. A pesquisa bibliográfica, uma vez que é “desenvolvida com base em material já
elaborado” Gil (2002, p.44), possibilitou a leitura de livros e outros artigos científicos na
relacionados com o trabalho para facilitar a definição de conceitos principais, conhecimento
do historial do empreendedorismo em Moçambique, bem como para dar suporte a informação
produzida através de dados colhidos.

O método monográfico é definido como sendo aquele que “parte do princípio de que o estudo
de um caso em profundidade pode ser considerado representativo de muitos ou mesmo de
todos os casos semelhantes” (GIL, 2008, p.18). Com o emprego deste método pode-se
entender que as conclusões conseguidas através dos elementos que compõem a amostra do
presente trabalho, são as mesmas que podem ser tiradas ao pesquisar outros elementos com
mesmas características.
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3.2. População e amostra


População ou universo é definida como sendo um “conjunto definido de elementos que
possuem determinadas características” e amostra é o “subconjunto do universo ou da
população, por meio do qual se estabelecem ou se estimam as características desse universo ou
população” (Gil, 2008:89-90).

Para o presente trabalho constituem população as diversas empresas moçambicanas de


pequena e média dimensão, oferecendo ao mercado um vasto leque de serviços e produtos, na
satisfação de necessidades dos consumidores respectivos e, do outro lado, na busca de
excelência e sobrevivência por longo tempo no mercado.

Para a amostra, espera-se trabalhar com 20 pequenas e médias empresas moçambicanas, na


Cidade de Maputo, que estejam a operar no mercado por pelo menos dois anos. Para
população, repartiu-se pela metade (50%) as empresas de serviços e outra metade (50%),
constituída pelas empresas de venda de bens.
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4. Cronograma
Setembro Outubro Novembro Dezembro Janeiro
Etapas da pesquisa 2024 2024 2024 2024 2025
Levantamento, revisão e
compilação bibliográfica
Elaboração de instrumentos
de pesquisa
Recolha de dados
Análise e discussão de dados
Redacção de relatórios
Orientação final
Apresentação do trabalho
final

5. Orçamento
Descrição Quantidade Valor
Computador 1 unid 25.000,00MT
Impressora 1 unid 10.000,00MT
Papel A4 (para impressão) 1 resma 350,00MT
Transporte 1.000,00MT
TOTAL 36.350,00MT
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6. Referências bibliográficas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um Curso Moderno e Completo. São Paulo:


Atlas, 1996.

ATTIE, William., Auditoria, Conceitos e Aplicações, 6ᵃ edição, Editora Atlas,2011.

CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo – Dando Asas ao Espírito Empreendedor, 2ª


edição, Editora Saraiva, São Paulo, 2007

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral de Administração. 7.ª edição, Editora


Cmpus, Rio de Janeiro, 2004

COSSA, Gildo, Manual de Gestão das Organizações, OCAM, Maputo, 2018

BACTHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Panamá, Instituto Federal do Panamá, 2011.

FILHO, José Antônio. A Importância do Controle Interno na Administração Pública. Diversa.


Ano I – nº 1, p. 85-99. Jan/jun., 2008

GIL, Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.4.ª ed. São Paulo. Editora Atlas,
S.A, 2002

GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6.ª ed. São Paulo. Editora Atlas,
S.A. 2008

HERNANDEZ, José, Auditoria Demonstrações Contábeis, 5ª edição, Editora Atlas, 2012.


LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do Trabalho Científico:
Procedimentos Básicos, Pesquisa Bibliográfica, Projeto e Relatório, Publicações e Trabalhos
Científicos. 4ª ed. São Paulo. Editora Atlas, S.A. 1992

LAVILLE, C; DIONNE, J. A constituição do Saber: Manual de Metodologia de Pesquisa em


Ciências Humanas. Editora Artmed. Porto Alegre, 1999
16

OLIVEIRA, M Luis, FILHO, D. André. Curso Basico de Auditoria, Editora Atlas, 2001

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao Projecto de Pesquisa Científica. 21.ª ed. Petrópolis.
Vozes. 1997

SERRA, Sara Alexandre de Eira. Noções de Contabilidade e Relato Financeiro –


Apontamentos. Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. S/d

STEPHENS, C.O. Managing People and Resources – Book II, Lowveld Center for Life Long
Learning, South Africa, 1999

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