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Diversidade e Características dos Anfíbios

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Zoologia Vertebrados – 2012

PRÁTICA – CARACTERES GERAIS E DIVERSIDADE DE ANFÍBIOS

A – ANFÍBIOS ÁPODES - Ordem Gymnophiona - cecílias ou cobras-cegas = 4 famílias de


ocorrência no Brasil (32 espécies).
Exemplo da prática =
1 - Siphonops sp. (Siphonopidae) - cecílias terrestres muito pequenas (10 cm) a muito grandes (1,5 m),
com espécies tanto ovíparas como vivíparas, sem estágio larval aquático.
 Qual o formato do corpo deste anfíbio? A qual hábito de vida podem ser relacionadas estas
características?

B – ANFÍBIOS COM CAUDA - Ordem Caudata (Urodela) – Esta é a família de salamandras com
maior riqueza de espécies e maior distribuição geográfica, representada por salamandras aquáticas
ou terrestres, com tamanho de pequeno (3cm) a médio (30cm), algumas com larvas aquáticas, outras
com desenvolvimento direto. Comum a ausência de pulmões, provavelmente associado a
especializações do aparelho hiobranquial que permitem a protração da língua a grandes distâncias
para a captura de presas. Facilmente reconhecidas externamente pelas fendas nasolabiais pareadas
(órgão sensorial). Uma família no Norte do Brasil (Plethodontidae – 1 espécie).
Exemplos da prática =
2. Ambystoma sp. (Família Ambystomidae - salamandra aquática pedomórfica, com brânquias
externas, distribuída na América do Norte)
3. Bolitoglossa paraensis (região de Belém; Família Plethodontidae – notar as fendas nasolabiais)

C – ANFÍBIOS SALTADORES – Ordem Anura (Salientia) - sapos, rãs e pererecas = exemplos de


famílias com representantes no Brasil; com ampla distribuição e grande variedade de modos de vida.

• Família Bufonidae – varia em tamanho (2 a 25cm); sapos com pele grossa e glandular; com
glândulas parotóides; maioria terrestre ou fossorial, com pernas curtas, larvas aquáticas.
Exemplos da prática = 4. Rhinella schneideri, 5. Rhinella ornata (Notar: glândulas parotóides).

• Família Leptodactylidae – varia em tamanho (12 mm até 25 cm), rãs diversificadas na aparência
e no habitat.
Exemplo da prática = 6. Leptodactylus latrans – apresentado um casal, salientando um tipo de
dimorfismo sexual (hipertrofia do membro anterior, espinho no polegar).
Zoologia Vertebrados – 2012

• Família Leiuperidae – rãs


Exemplos da prática = 7. Eupemphix nattereri (Notar: comportamento de defesa), 8.
Physalaemus cuvieri – apresentado um casal, salientando a presença de saco vocal nos machos de
anuros (dimorfismo sexual).

• Família Cycloramphidae – rãs com formato de sapo.


Exemplos da prática = 9. Odontophrynus americanus, 10. Thoropa taophora (litoral).

• Família Hylidae - extremamente variáveis no tamanho (2 a 15 cm) e na aparência externa; a


maioria destas pererecas com discos adesivos nos dedos, arborícola, com larvas aquáticas.
Exemplos da prática = 11. Hypsiboas faber, 12. Dendropsophus minutus, 13. Scinax
fuscovarius, 14. Aparasphenodon brunoi (bromelícola).

• Família Pipidae – rãs aquáticas especializadas. Alguns com larvas aquáticas, outros com ovos que
se desenvolvem diretamente em filhotes, alguns com ovos embebidos no dorso da fêmea.
Exemplo da prática = 15. Pipa carvalhoi (com linha lateral).

• Família Ranidae – rãs aquáticas ou terrestres, com tamanho médio a enorme (30 cm); maioria
com girinos aquáticos, alguns com desenvolvimento direto.
Exemplo da prática = 16. Lithobates catesbeianus (espécie introduzida - sem ocorrência natural
na América do Sul.

D –METAMORFOSE
Mudanças morfológicas e fisiológicas envolvendo alterações na: a) locomoção – de nado ondulatório
com auxílio da cauda para locomoção pelo salto; b) respiração - de brânquias para pulmões; c)
alimentação - de girinos herbívoros ou detritívoros com boca pequena, dentes e intestino longo para
adultos carnívoros com boca grande, sem dentes e intestino curto; d) órgãos dos sentidos - de girinos
sem pálpebras e com linha lateral para adultos com pálpebras e com membrana timpânica.
Material da prática: diferentes estágios de metamorfose em anuros.
Note as mudanças morfológicas externas (perda da cauda, desenvolvimento de 4 patas,
desenvolvimento de pálpebras e de membrana timpânica).

E –ADAPTAÇÕES AO SALTO EM ANUROS


Material da prática: esqueleto de sapo. Note as adaptações ao salto.

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