Universidade Católica de Moçambique
Faculdade de Engenharia
Licenciatura em Engenharia Civil
Relatório de Estágio Supervisionado
Ércio Simão Tita
Chimoio
Julho de 2022
Universidade Católica de Moçambique
Faculdade de Engenharia
Licenciatura em Engenharia Civil
Relatório de Estágio Supervisionado
Ércio Simão Tita
Relatório de estágio apresentado ao departamento
de Engenharia civil da Universidade Católica de
Moçambique – Faculdade de Engenharia como
um dos requisitos para a obtenção do grau de
Licenciado em Engenharia civil.
Chimoio
Julho de 2022
Índice
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1
1.1. OBJECTIVO GERAL ......................................................................................................... 1
3. RESUMO................................................................................................................................. 3
4. Local e Tempo de Estágio ....................................................................................................... 4
5. Atividades exercidas no estágio .............................................................................................. 4
5.1. Primeira actividade (Locação da obra) ................................................................................ 4
5.2. Segunda actividade (escavação para abertura dos Caboucos) ............................................. 6
5.3. Terceira actividade (Preparação das armaduras para pilares, vigas e sapatas) .................... 6
5.4. Quarta Actividade (Colocação do enrocamento de pedra) .................................................. 8
5.5. Quinta Actividade (Betonagem das sapatas e implantação dos pilares) .............................. 8
5.6. Sexta actividade (Uso do nível de mangueira) .................................................................... 9
5.7. Sétima actividade (assentagem dos blocos da fundação) .................................................. 10
5.8. Oitava actividade (Colocação de solo residual e saibro) ................................................... 12
5.9. Nona actividade (Colocação do enrocamento de pedra e betonagem do pavimento) ....... 13
5.10. Decima actividade (Assentagem de blocos)................................................................... 16
5.11. Décima primeira actividade (Chapisco das paredes) ..................................................... 17
5.12. Décima segunda actividade (Reboco) ............................................................................ 18
5.13. Décima Terceira actividade (Execução das asnas) ........................................................ 22
6. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 24
1. INTRODUÇÃO
O presente relatório de estágio diz respeito ao estágio realizado no âmbito da aquisição de
conhecimento e experiência das diversas actividades exercidas na área de construção civil, mais
concretamente na construção de três salas de aulas na vila de Manica, província de Manica.
O estágio contemplou e serviu de aperfeiçoamento do conteúdo ministrado na faculdade nas
diversas disciplinas, onde possibilitou o debate sobre as diversas normas técnicas e métodos
construtivos.
1.1. OBJECTIVO GERAL
• Descrever as actividades realizadas no campo de estágio em todo período de trabalho.
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2. AGRADECIMENTOS
Agradecer a Deus pela saúde e proteção;
A minha família por todo suporte nessa caminhada;
Agradecer ao meu pai, Simão Tita, que tudo deu pela minha educação até o seu último suspiro;
A S. Colaço Construções pela oportunidade concedida para adquirir conhecimentos no período
de estágio;
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3. RESUMO
O presente estágio foi promovido pela S. Colaço Construções, na construção de três salas de
aulas e teve a duração de dezasseis semanas, com o início a 25 de Outubro de 2021 e término a
28 de Fevereiro de 2022.
No estágio foi possível conciliar conhecimento pratico e teórico, dentre as várias fases de
construção e edifícios, tais como:
• Limpeza do terreno;
• Serviços preliminares;
• Acabamento;
• Cobertura.
• Fundação;
• Estruturas;
• Alvenaria,
O estágio de formação teve como objectivo, a formação do estagiário nas actividades de
construção de salas de aulas com uso intensivo de mão-de-obra.
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4. Local e Tempo de Estágio
O estágio supervisionado realizou se na cidade de Manica no bairro Manhate, província de
Manica.
Instituição: S. Colaço Construções, Lda.
Área de actuação: Construção civil
Tempo de Estágio: O estágio teve um período de realização de quatro meses.
• 25 de Outubro de 2021;
• 28 de Fevereiro de 2022.
Dias Úteis das Atividades e Horário
As atividades partiam de segunda-feira a sábado, das 07h:00min até as 17h:00min;
5. Atividades exercidas no estágio
Nesse capítulo serão descritas as actividades envolvidas neste estágio que teve como objetivo a
construção de três salas de aulas na Escola Primaria de Manhate situada no bairro de Manhate
município de Manica.
De tomar em nota que antes, desenvolveu-se o projecto arquitectónico.
O Projecto arquitectónico é um conjunto de representações gráficas, escritas e detalhadas, de
caracter técnico usadas como base para a execução de uma construção.
Durante o estágio foi possível colocar em prática a vivência de obra de Engenheiro Civil.
Dentre as principais oportunidades e experiências adquiridas no estágio, foi de conciliar os
ensinamentos acumulados durante as aulas presenciais na faculdade, e os desafios que são
encontrados no campo na área de construção, o que ajudará futuramente na vida profissional.
5.1. Primeira actividade (Locação da obra)
Locação de obra é o processo de transferência dos elementos da planta baixa de uma edificação
para o terreno em que será realizada a obra. Essa transferência é realizada por meio de marcações
no terreno com o auxílio de estacas ou cangalhos e linhas de nylon.
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Os cangalhos usados podem ser metálicos bem como de madeira. No caso da obra, foram usados
cangalhos metálicos, feitos com base no material reciclado na obra, varões de Ø12mm de
aproximadamente 1 metro de comprimento, e também de madeira.
A locação da obra envolve concentração por parte do técnico responsável, pois qualquer erro
poderá reflectir diferente do projecto arquitectónico feito no escritório.
Os varões, a madeira e o arrame para formar os cangalhos; os pregos para cravar no Cangalho
para formarem os eixos e os alicerces; Linhas de Nylon, para unir os pregos formando os eixos,
como descrito na planta de fundação; O Esquadro, para formar a esquadrilha com ângulos de 90˚
graus.
Equipamento usado: esquadro, linhas de nylon, varões de Ø12mm, arrame, martelo, madeira, e
torquês, pregos, trena, fita métrica.
Figura 1: Locação da obra, marcação dos eixos de fundação; Adaptado pelo Autor (2021)
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5.2. Segunda actividade (escavação para abertura dos Caboucos)
Este é o processo pelo qual são feitas escavações para a fundações, formadas por um conjunto de
elementos, como as sapatas.
A fundação foi executada em uma profundidade de 75 cm sendo esta uma fundação rasa, mas
devido a declividade do terreno foi feita em forma de “degraus”.
Esta actividade foi antecedida a limpeza do terreno, onde foi retirada toda a camada de vegetação
existente a fim de proporcionar melhor ambiente de trabalho e evitar agentes agressivos como
alguns insectos que danificam a construção.
Equipamento usado: picareta, enxada, pá, fita métrica, ancinho, catana.
Figura 2: Escavação para abertura de caboucos; Adaptado pelo Autor (2021)
5.3. Terceira actividade (Preparação das armaduras para pilares, vigas e sapatas)
As vigas são elementos estruturais com disposição horizontal, que têm a função de suportar
esforços verticais (transversais), que por sua vez transmitindo para os pilares, e dos pilares
direcionando para a fundação.
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É necessário que sejam adaptadas armaduras mínimas para suportar todos esforços originários na
construção, a fim de dar mais durabilidade a estrutura.
As sapatas corridas da obra têm 50 cm de largura, e foi usado varão Ø10mm (longitudinal) e
varão Ø8mm (transversal).
Os pilares foram de 15x15 cm, e considerando esta medida com espessura da parede de 15cm,
foram feitos estribos de 12x12cm, como forma de garantir um recobrimento de 1,5 cm da
armadura. Foi usado, para armadura longitudinal, varão Ø12mm e estribos varão de Ø6mm.
As vigas foram de 15x20cm, considerando também a espessura de 15 cm da parede, e os estribos
foram de 12x16cm. Foi usada para armadura longitudinal varão Ø10mm e para estribos varões
Ø6mm.
Equipamento usado: torques, martelo, chave f, tubo metálico de 50cm, folha de serra, alicate,
trena, fita métrica.
Materiais usados: varão Ø6mm, varão Ø10mm, varão Ø12mm, arrame, prego.
Figura 3: Ilustração da actividade de dobra dos estribos; Adaptado pelo Autor (2021)
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5.4. Quarta Actividade (Colocação do enrocamento de pedra)
Para o enrocamento foram colocadas pedras, constituindo uma espessura de aproximadamente 15
cm de rocha de nome científico Gnaisse.
Essas pedras têm a função de dar maior consistência a fundação.
Equipamento usado: carinha de mão, martelo.
Material usado: pedra de enrocamento.
Figura 4: Enrocamento de pedra; Adaptado pelo Autor (2021)
5.5. Quinta Actividade (Betonagem das sapatas e implantação dos pilares)
Por cima da camada de enrocamento foram implantados os pilares e colocado o betão para a
formação da sapata.
O betão produzido para a betonagem das sapatas foi o betão de média qualidade B20 de traço
1:2.5:3.
O cimento usado foi o cimento EUROCEM 32.5R (figura 5), misturado com areia grossa e brita.
Antes da betonagem foram colocadas bitolas de varão Ø10mm.
Foi usada uma régua de pedreiro de 2.5 metros para vibrar o betão a fim de garantir um bom
adensamento, e também conferir uma superfície “lisa” a fim de facilitar na colocação dos
primeiros blocos da fundação.
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Para a mistura do betão foram usadas pás, e para o transporte do betão foram usados baldes e
carinhas de mão.
Equipamento usado: pá, régua de pedreiro, nível de pedreiro, martelo, colher de pedreiro.
Materiais usados: areia grossa, brita, cimento 32.5, areia grossa
Figura 5: Cimento 32.5 usado na confecção do Betão; Adaptado pelo Autor (2021)
5.6. Sexta actividade (Uso do nível de mangueira)
Este é o método mais usado na construção para nivelar toda obra, desde a marcação da fundação,
do piso, etc.
Fundamenta-se no princípio dos vasos comunicantes, que nos fornece o nível.
Neste método é usada uma mangueira (tubo plástico) transparente de pequeno diâmetro, onde é
colocada água lentamente.
É importante que antes de retirar os níveis, certifique-se que não existam bolhas ou que o tubo
não tenha dobras.
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A mangueira é apoiada em duas balizas, é necessário que aguarde a água parar de mover-se para
fazer as marcações.
Equipamento usado: réguas de pedreiro, trena, fita métrica, nível de mangueira, giz.
Materiais usados: água
5.7. Sétima actividade (assentagem dos blocos da fundação)
Os blocos usados para assentamento até a viga de amarração foram blocos furados vulgares de
20cm de espessura.
A fim de conferir mais resistência aos blocos da primeira fiada, foi colocado maciço feito de
betão simples de traço 1:2.5:3.
Os primeiros blocos implantados foram os próximos dos pilares, para verificar a esquadrilha
formando 90˚ de um bloco para o outro e também verificar o nível para assim colocar a linha de
nylon e assentar os outros blocos e estes estarem alinhados.
Na assentagem dos blocos e para fechar as juntas foi usada argamassa de traço 1:4 com espessura
de 2cm.
Equipamento usado: linha nylon, nível de pedreiro, pá, colher de pedreiro, talocha/desempena.
Materiais usados: cimento 32.5, areia, blocos
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Figura 6: Bloco 20cm usado na fundação; Adaptado pelo Autor (2021)
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Figura 7: Colocação dos primeiros blocos da fundação; Adaptado pelo Autor (2021)
Figura 8: Assentagem de blocos; Adaptado pelo Autor (2021)
5.8. Oitava actividade (Colocação de solo residual e saibro)
Actividade que consistia na colocação de solo residual e saibro, constituído por resíduos de obras
de construção, formando uma das camadas do pavimento.
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Como forma de reduzir os vazios no solo, foi usado um compactador manual, necessitado de
mão-de-obra bruta.
Equipamentos usados: compactador manual, carinha de mão, pá.
Material usado: solo residual, saibro.
Figura 9: Colocação de solo Residual; Adaptado pelo Autor (2021)
5.9. Nona actividade (Colocação do enrocamento de pedra e betonagem do pavimento)
O enrocamento foi de rocha Gnaisse, rocha abundante na província de Manica.
A mistura do betão foi feita numa betoneira TOTAL de 350L (Figura 10).
O traço usado foi de 1:2.5:3, o cimento usado foi 32.5 como ilustrado na figura 5.
Antes da colocação do betão, foram cravadas bitolas com a medida de 10cm, que representa a
espessura do betão do pavimento. De seguida o enrocamento foi regado com pouca quantidade
de água, para melhor aderência do betão.
Foi usada a régua de pedreiro e o martelo (nas cofragens laterais) para vibrar o betão para
garantir melhor adensamento.
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Para dar forma ao betão nas laterais foram usadas cofragens de madeira local bem trabalhadas e
cortadas na medida adequada a construção.
Equipamentos usados: betoneira de 350L, pá, régua de pedreiro, colher de pedreiro, nível de
pedreiro, carinhas de mão, baldes, martelo, torques.
Materiais usados: prego, arame, madeira, cimento, brita, areia.
Figura 10: Betoneira usada na construção; Adaptado pelo Autor (2021)
Figura 11: Enrocamento do pavimento; Adaptado pelo Autor (2021)
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Figura 12: Ilustração de colocação do betão; Adaptado pelo Autor (2021)
Figura 13: Ilustração do pavimento no processo de betonagem, Adaptado pelo Autor (2021)
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5.10. Decima actividade (Assentagem de blocos)
A assentagem de blocos compreendeu mais uma das actividades desenvolvidas ao longo do
estágio.
A assentagem dos blocos consiste na sobreposição alinhada e nivelada de blocos ou tijolos na
construção da parede da alvenaria.
Na assentagem de blocos, deve-se ter em conta alguns aspectos para evitar o surgimento de
fissuras, rachaduras ou trincas na construção, como destaque; não devem se assentar pedaços de
blocos no meio ou no centro da parede da alvenaria a construir; a mistura da argamassa de
assentagem deve ser homogénea, não leve nem muito forte; preencher devidamente as juntas
entre os blocos.
Ferramentas como nível de pedreiro, linha nylon, e prumos são de extrema importância nessa
etapa da construção pois ajudam a verificar se os tijolos ou blocos estão no mesmo alinhamento
vertical e horizontal, não dificultando na hora do reboco devido ao desnível das paredes.
Os blocos usados para assentagem foram blocos furados vulgares de 15cm de espessura.
O traço usado para a argamassa de assentagem de blocos foi 1:4 devidamente misturado, e a
espessura da argamassa foi de 2cm tanto para as juntas.
Equipamento usado: nível de pedreiro, linha nylon, colher de pedreiro, talocha/desempena,
esquadro, pá, carinha de mão, andaimes.
Materiais usados: bloco furado vulgar de 15cm de espessura, cimento, areia grossa, prego.
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Figura 14: Bloco furado vulgar de 15cm de espessura; Adaptado pelo Autor (2021)
Figura 15: Assentagem de blocos; Adaptado pelo Autor (2022)
5.11. Décima primeira actividade (Chapisco das paredes)
O chapisco constitui-se por uma fina camada de argamassa aplicada sobre a alvenaria com o
objetivo de proporcionar uma superfície rugosa, adequada para a aplicação do reboco e, também,
tem a função de regularizar a absorção e a porosidade da base.
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Além de proporcionar melhor aderência a camada do reboco, o chapisco, quando bem executado,
ajuda a prevenir fissuras e trincas no reboco.
O chapisco foi feito usando o traço 1:4, com areia grossa, com cimento 32.5, usado em toda obra.
Equipamento usado: colher de pedreiro, pá, carinha de mão.
Materiais usados: areia grossa, cimento 32.5
Figura 16: Chapisco na parede da alvenaria; Adaptado pelo Autor (2022)
5.12. Décima segunda actividade (Reboco)
Reboco é um revestimento de argamassa aplicado sobre superfícies de edificações, como paredes
e tetos. O reboco tem a responsável de deixar a superfície plana e lisa para que os serviços de
pintura sejam realizados no local.
Ela é a última camada de argamassa e sua presença faz parte do processo de finalização da
construção de uma parede e servindo também para impermeabilizá-la.
Fasquilhas são pequenos pedaços de madeira ou cerâmica de aproximadamente 9mm ou 10mm
de espessura fixados com argamassa nos cantos da parede a ser revestida.
A fasquilha é fixada consoante a medida da espessura do reboco determinada, onde a distância é
medida entre a superfície do chapisco ou emboço até a superfície da fasquilha (Figura 17)
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É fixada a primeira fasquilha, e com o auxílio da linha nylon ou prumo é tirada a mestra e são
fixadas as outras fasquilhas com a distância máxima recomendada de 2 metros entre as
fasquilhas.
Fixadas as fasquilhas, foi aplicada a argamassa do reboco de traço 1:3 de cimento 32.5 (Figura
19).
O sarrafeamento consiste na tirada ou redução da camada de argamassa em excesso do reboco.
Foi feito com uma régua de pedreiro de 2.5m após retirada da mestra e da argamassa ter ficado
mais consistente na parede para melhor trabalhabilidade e evitar com que caia toda ela (Figura
18).
Para criar uma superfície plana e lisa, usou-se a talocha, e para fechar as pequenas falhas geradas
pela talocha e resíduos que se encontravam na argamassa, foram usadas esponjas (Figura 20).
Ferramentas usadas: Colher de pedreiro, linha nylon, talocha, nível de pedreiro, régua de
pedreiro, esponja, escopro, mareta, carrinha de mão.
Materiais usados: fasquilha (de material cerâmico), areia fina, cimento 32.5.
Figura 17: Fixação de Fasquilha; Adaptado pelo Autor (2022)
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Figura 18: Processo de Sarrafeamento e retirada da mestra; Adaptado pelo Autor (2022)
Figura 19: Ilustração do processo de aplicação da argamassa de reboco; Adaptado pelo Autor
(2022)
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Figura 20: Uso da talocha e esponja no acabamento do reboco; Adaptado pelo Autor (2022)
Figura 20: Equipamento usado na fase do reboco; Adaptado pelo Autor (2022)
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Figura 21: Equipamento usado na fase do reboco; Adaptado pelo Autor (2022)
5.13. Décima Terceira actividade (Execução das asnas)
As asnas são elementos formados por um sistema triangular, que servem para dar suporte á
cobertura. As asnas podem ter inúmeras formas geométricas.
Por cima das asnas são colocados barrotes (madres) para suportar as chapas.
Na construção foram feitas asnas de madeira, com escoras em formato “W”. A distância entre as
asnas foi de 2,55m.
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Figura 6: Execução das Asnas de Madeira; Adaptado pelo Autor (2022)
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6. CONCLUSÃO
Terminado trabalho, foi possível adquirir conhecimento variado nas diversas actividades
realizadas no estágio, que serão aplicadas futuramente na vida profissional, no ramo da
construção civil.
Na construção civil, antes da execução de uma construção, é necessário fazer-se alguns estudos
de campo, como é o caso das sondagens e limpeza do terreno. As sondagens são feitas com vista
a saber as condições dos solos do terreno onde será executada a construção.
No caso do terreno da obra executada no presente estágio, foi identificado solo argiloso, solo em
abundância na província de Manica, com a presença de camadas rochosas. Foi feita a limpeza do
terreno com a ajuda de vario equipamento de limpeza manual, para, por conseguinte a
implantação da obra.
A implantação ou locação da obra foi feita usando cangalhos de madeira, que serviram de auxílio
para colocação dos eixos e alicerces para a fundação e formação da alvenaria.
Nota-se que há uma negligência por parte das empreitadas no tratamento dos solos e a aplicação
de inseticidas, sendo que estes ajudam para que a construção mantenha a sua segurança e
durabilidade da sua vida útil.
Não obstante ao assunto do tratamento dos solos, surge também uma necessidade da escolha do
método adequado para a retirada dos níveis do solo. Vê-se que o melhor método para a retirada
dos níveis é o método do nível de mangueira, pois ele traz-nos valores mais exatos comparado a
outros métodos.
Observa-se também a necessidade do chapisco na construção. Esta pequena camada de
argamassa, ajuda a prevenir rachas e trincas na construção, e ajuda ainda com que o reboco adira
melhor na superfície da alvenaria.
Em geral, há uma série de cuidados a ter em conta na construção, para garantir uma boa
segurança, durabilidade e integridade.
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