A fraqueza na placa epifisária pode ser causada por vários fatores, incluindo
estresse na placa epifisária em decorrência de obesidade e endocrinopatias
como pan-hipopituitarismo, hipotireoidismo e osteodistrofia renal. Um período
de crescimento rápido na adolescência também pode enfraquecer a placa
epifisária.
Ainda que com etiologia incerta, a EPF parece ter um envolvimento hormonal
em sua gênese. Em função disso, há uma tendência em proceder à
investigação endocrinológica quando o diagnóstico é selado na infância, já que
essa é uma aparição incomum antes da puberdade. Para compor a hipótese
diagnóstica, a necessidade solicitar exames de avaliação da tireoide. .Nesses
casos, pode ser observado o aumento isolado do TSH. A literatura que discute
esses achados é escassa, porém autores reforçam que alterações no TSH,
mesmo que isoladas, podem ser responsáveis por anomalias na placa de
crescimento, pois influenciam na remodelação esquelética através da interação
com os receptores específicos expressos em células ósseas.
O tratamento do escorregamento da epífise femoral proximal (EEPF) consiste
primariamente na prevenção da progressão do escorregamento, evitando
assim maior deformidade e complicações com a sua progressão, enquanto
ocorre o remodelamento do colo femoral.
A fisioterapia é a indicada para o tratamento pós cirúrgico da
doença Epifisiólise. Os pacientes são orientados a não apoiar o lado operado
e iniciam um programa de fisioterapia para arco de movimento imediatamente
no pós-operatório. Os pacientes com fixação in situ contralateral realizada no
mesmo procedimento (casos bilaterais) não deambulam.
O profissional inicia os exercícios assim que o paciente começa a utilizar
muletas. Eles são gradativos, a quantidade e a intensidade dependerão da
evolução da lesão. São feitos inicialmente alongamentos nos membros
superiores e inferiores, e no quadril. Depois são aplicados exercícios com peso
e bola, respeitando a mobilidade das pernas.
O tempo de permanência na cadeira de rodas ou usando muletas vai variar de
paciente para paciente.
Após orientações e alta hospitalar, os pacientes retornam ao ambulatório em
uma semana para revisão e curativos e, em aproximadamente duas e quatro
semanas, para radiografias de controle, mantendo acompanhamento
radiográfico a cada 30 dias até a consolidação e fisioterapia continuamente.
O tratamento com fisioterapia é importante para ganho de força, mobilidade e
minimizar as dores. Pode ser indicado como tratamento ao paciente a realizar
exercícios na água. Os exercícios na água são indicados por ser uma
modalidade de baixo impacto. Esse tipo de exercício atua permitindo a
recuperação dos movimentos e da musculatura e minimizando os riscos de um
novo trauma no local.
Caso detectado e tratado de maneira precoce, com reabilitação adequada, a
epifisiólise pode deixar mínima ou nenhuma sequela. Após a epifisiodese
(consolidação entre a cabeça e o restante do fêmur), o paciente pode retornar
às atividades habituais de vida conforme sua tolerância, em período de cerca
de 6 meses.
Referências:
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Aluna: Danielli Frazão Ribeiro. RA: 1262022173