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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PAULA SOUZA
ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE PRAIA GRANDE
Ensino médio com Habilitação Profissional de Técnico em Química
BRICS
COALIZÃO DE ECONOMIAS EMERGENTES
EDUARDO GOMES DOS SANTOS
GIOVANNA SOARES DE MELO
GUILHERME MAGALHÃES DOS SANTOS
JULIANA DA SILVA TURELLA COSTA
LUCAS MARTINS DO NASCIMENTO
PRAIA GRANDE
2024
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EDUARDO GOMES DOS SANTOS
GIOVANNA SOARES DE MELO
GUILHERME MAGALHÃES DOS SANTOS
JULIANA DA SILVA TURELLA COSTA
LUCAS MARTINS DO NASCIMENTO
BRICS
COALIZÃO DE ECONOMIAS EMERGENTES
Etec Praia Grande, Ensino Médio
Com Habilitação Profissional de
Técnico em Química, 2Quem2,
BRICS: Coalizão De Economias
Emergentes
Orientadores: DrRodrigo Vitor
Barbosa Sousa
Praia Grande
2024
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“BRICS: começou como sigla, evoluiu para rebeldia
internacional e se consolidará como epitáfio do
atlanticismo.”
Comandante Robinson Farinazzo Casal
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SUMÁRIO
1. Origem e Desenvolvimento do Brics 5
2. Impacto da Ampliação 5
3. Estrutura e Propósitos do BRICS 5
4. Estrutura Organizacional 6
5. Importância Econômica dos Membros 6
6. Comércio dos Membros 7
7. Novo banco de Desenvolvimento 7
8. Desafios da Inclusão de Novos Membros 7
9. Conclusão 8
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1. Origem e Desenvolvimento do Brics
O BRICS, uma coalizão que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul,
emergiu no cenário internacional no início dos anos 2000. A primeira menção ao
termo "BRIC" ocorreu em 2001, quando Jim O'Neill, economista do Goldman Sachs,
destacou o potencial dessas economias emergentes para se tornarem potências
globais. O processo de formalização do bloco se iniciou em 2006, com a realização
da primeira reunião ministerial em Nova Délhi, e em 2010, a inclusão da África do
Sul consolidou a formação do grupo, que passou a ser denominado BRICS.
Até dezembro de 2023, o BRICS é composto por Brasil, Rússia, Índia, China
e África do Sul. Contudo, em agosto de 2023, cinco novos países foram convidados
a se integrar ao bloco: Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã e Etiópia.
Em janeiro de 2024, esses países se tornaram membros oficiais, ampliando o
BRICS de cinco para dez integrantes. Além disso, outras nações, como Argentina,
Indonésia, Palestina, Nigéria, Qatar e Bahrein, manifestaram interesse em ingressar
no bloco.
Mapa mostra a localização dos seis países convidados para se juntar aos BRICS — Foto: Arte g1
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2. Impacto da Ampliação
A entrada de novos integrantes ao BRICS acarretará a perda de influência do
Brasil nas decisões internas, uma vez que o aumento no número de participantes
reduzirá o peso individual de cada país nas discussões. Apesar disso, a adesão de
novos membros favorece os interesses da China em ampliar sua influência
geopolítica. Internamente, a China já se estabelece como a principal potência do
grupo, composta por países periféricos e emergentes que buscam investimentos do
gigante asiático.
3. Estrutura e Propósitos do BRICS
O BRICS se caracteriza como uma plataforma de cooperação entre
economias emergentes, apresentando uma notável diversidade cultural e
econômica. Suas principais características incluem a ausência de categorias
tradicionais de blocos comerciais, como zonas de livre comércio ou uniões
aduaneiras, sendo uma aliança voltada para a cooperação econômica e política. O
grupo visa fomentar o intercâmbio de produtos e serviços entre seus membros, com
especial ênfase em commodities, tecnologia e investimentos, além de promover o
desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a inclusão social.
4. Estrutura Organizacional
A estrutura organizacional do BRICS é marcada pela falta de um formato rígido,
comum em outras organizações internacionais. O bloco realiza anualmente reuniões
de cúpula e encontros ministeriais, com decisões geralmente tomadas por consenso.
Grupos de trabalho são dedicados a áreas específicas, como economia, cultura e
segurança.
5. Importância Econômica dos Membros
Entre os membros do BRICS, a China se destaca como a maior economia do
bloco, tendo um impacto significativo no PIB total. Indicadores econômicos que
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corroboram sua relevância incluem um Produto Interno Bruto estimado em
aproximadamente US$ 17 trilhões (dados de 2023) e a posição da China como a
maior exportadora e importadora do mundo, desempenhando um papel crucial nas
cadeias globais de suprimento. Além da China, o Brasil e a Índia também possuem
relevância substancial, especialmente em termos de fornecimento de commodities e
serviços.
Com expansão, países do Brics representam 27% do PIB e 43% da população global — Foto: Arte O
Globo
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China impulsiona investimentos no Brics — Foto: Banco de dados de IED da CNUCED
Nas últimas duas décadas, o BRICS viu sua influência econômica aumentar
consideravelmente, impulsionada pelo crescimento robusto da China e pela
ascensão da Índia, que se consolidou como a quinta maior economia global e a
potência que mais cresce. Entretanto, as economias da Rússia e do Brasil perderam
ímpeto, retornando aos níveis de participação no PIB global de 2001, enquanto a
economia da África do Sul enfrenta dificuldades desde sua entrada no grupo. Apesar
de o BRICS ser reconhecido como uma força importante no comércio internacional,
as transações comerciais entre seus membros ainda são relativamente baixas, em
grande parte devido à ausência de um acordo de livre-comércio. No que se refere a
investimentos, o bloco registrou um aumento significativo no investimento direto
estrangeiro (IED), que quadruplicou de 2001 a 2021; contudo, os investimentos
internos permanecem moderados, representando menos de 5% do estoque total de
entrada de IED em 2020, evidenciando um desafio contínuo para a integração
econômica entre os países membros.
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Crescimento econômico dos países do Brics — Foto: Banco Mundial
6. Comércio dos Membros
As trocas comerciais entre os países do BRICS abrangem uma ampla gama
de produtos e serviços. O Brasil destaca-se nas exportações de soja, carne, café e
minérios; a Rússia, como grande exportadora de energia (petróleo e gás) e metais; a
Índia, reconhecida por sua exportação de tecnologia da informação, produtos
farmacêuticos e têxteis; a China, que se concentra na produção de produtos
manufaturados, especialmente eletrônicos e maquinários; e a África do Sul, cuja
exportação é predominantemente composta por minerais e produtos agrícolas.
Essas interações comerciais visam promover uma interdependência econômica
crescente e o desenvolvimento sustentável entre os países membros.
7. Novo banco de Desenvolvimento
Adicionalmente, o BRICS tem buscado consolidar sua influência global como
uma alternativa aos sistemas financeiros e políticos tradicionais, destacando a
criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), presidido por Dilma Rousseff.
Desde sua fundação em 2015, o NDB, com um capital subscrito de US$ 50 bilhões,
já aprovou mais de US$ 30 bilhões em empréstimos para financiar projetos de
infraestrutura e iniciativas relacionadas ao clima em países em desenvolvimento. O
bloco também implementou um Acordo de Reserva de Contingência, no valor de
US$ 100 bilhões, para oferecer liquidez em momentos de turbulência financeira. No
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entanto, o BRICS enfrenta desafios significativos, como a divergência de interesses
entre seus membros, especialmente entre China e Índia, cujas relações se tornaram
tensas, limitando sua capacidade de ação conjunta e a efetividade de suas
iniciativas.
8. Desafios da Inclusão de Novos Membros
Adicionalmente, a escassez de informações sobre os novos países que se
juntaram ao BRICS pode ser atribuída a diversos fatores. Primeiramente, o BRICS é
formalmente composto apenas pelos cinco membros originais, o que resulta em uma
concentração de dados e análises sobre eles. Outros países, como Arábia Saudita,
Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã e Etiópia, embora agora membros, são
frequentemente considerados de forma secundária, já que sua relevância no
contexto global e no comércio internacional ainda está sendo avaliada. Além disso, a
maioria das instituições de pesquisa e think tanks se concentram nas economias
mais influentes do bloco, que são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, devido
ao seu maior impacto econômico e político. Esse foco leva a uma disponibilidade
desigual de informações, com as economias emergentes e periféricas recebendo
menos atenção. Ademais, a falta de acordos de livre-comércio entre os membros
limita as interações econômicas e, consequentemente, a geração de dados sobre as
novas economias que se juntaram ao BRICS.
9. Conclusão
Em suma, o BRICS representa uma importante coalizão de economias
emergentes que buscam um papel relevante na governança econômica global.
Embora enfrente desafios e limitações em sua capacidade de ação, a ampliação do
bloco e a inclusão de novos membros indicam um potencial significativo para
fortalecer sua posição no cenário internacional, promovendo.
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Referências
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[Link]
-[Link]. Acesso em: 20 out. 2024.
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G1, 26 ago. 2023. Disponível em:
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Acesso em: 20 out. 2024.
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