pavores de Fazbear 2
CACADOR
Scott Cawthon
Andrea Waggener
Carly Anne West
Tradução de Jana Bianchi
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Copyright © 2020 by Scott Cawthon. Todos os direitos reservados.
título original
Fetch
revisão
Victor Almeida
diagramação
Julio Moreira | Equatorium Design
design de capa
Betsy Peterschmidt
arte de capa
LadyFiszi
adaptação de capa
Lázaro Mendes
vinheta estática de tv
© Klikk / Dreamstime
cip-brasil. catalogação na publicação
sindicato nacional dos editores de livros, rj
C376c
Cawthon, Scott, 1978-
Caçador / Scott Cawthon, Andrea Waggener, Carly Anne West ;
tradução Jana Bianchi. - 1. ed. - Rio de Janeiro : Intrínseca, 2024.
256 p. ; 21 cm. (Five nights at Freddy’s : pavores de fazbear ; 2)
Tradução de: Fetch
ISBN 978-85-510-0678-8
1. Contos americanos. I. Waggener, Andrea. II. West, Carly Anne.
III. Bianchi, Jana. IV. Título.V. Série.
24-87793 CDD: 813
CDU: 82-34(73)
Meri Gleice Rodrigues de Souza - Bibliotecária - CRB-7/6439
[2024]
Todos os direitos desta edição reservados à
Editora Intrínseca Ltda.
Av. das Américas, 500, bloco 12, sala 303
22640-904 – Barra da Tijuca
Rio de Janeiro – RJ
Tel./Fax: (21) 3206-7400
[Link]
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SUMARIO
Caçador . . . . . . . . 7
Freddy Solitário. . . 93
Esgotado . . . . . . 165
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cacadOR
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A rebentação, a chuva e o vento castigavam
a construção antiga com tanta fúria que Greg se perguntou se
as paredes caindo aos pedaços aguentariam o tranco. Quando
um trovão ensurdecedor fez as tábuas que tapavam as janelas
estremecerem, o garoto deu um salto para trás, trombando com
Cyril e pisando em seu pé.
— Ai! — gritou o amigo, empurrando Greg.
O feixe de sua lanterna varreu a parede com movimentos
espasmódicos, revelando o papel de parede azul listrado descas-
cando e o que pareciam duas letras vermelhas: fr. Havia algo
escuro respingado nas listras. Será que era molho de tomate?
Ou outra coisa?
Hadi riu dos amigos amedrontados.
— É só o vento, galera — disse ele. — Sem escândalo.
Outra rajada atingiu a construção, balançando as paredes e
encobrindo a voz do garoto. A chuva que caía nas telhas de
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metal apertou. Dentro do restaurante, porém, um tilintado me-
tálico soou em algum lugar próximo, alto o bastante para ser
ouvido em meio ao vento e à chuva.
— O que foi isso? — perguntou Cyril, iluminando os arre-
dores com um arco descontrolado da lanterna.
Com treze anos recém-completados, o garoto era um pouco
mais novo que Greg e Hadi, mas todos estudavam na mesma
turma do primeiro ano do ensino médio. Cyril era baixinho e
magro, com feições infantis, cabelo castanho escorrido e uma
voz que parecia a de um ratinho de desenho animado. Nada
disso o ajudava a fazer amigos.
— “Vamos explorar a pizzaria antiga” — zombou ele, imi-
tando a sugestão de Greg. — Nossa, que ótima ideia.
Era uma noite fria de outono, e a área costeira da cidade
havia sofrido um apagão por causa da tempestade. Greg e os
amigos tinham planejado um sábado de videogame e comi-
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das gordurosas. Porém, assim que a energia caiu, os pais de
Hadi tentaram recrutar os garotos para uma sessão de jogos
de tabuleiro. Era a tradição da família sempre que a luz caía.
Hadi conseguiu convencer os dois a deixarem que ele fosse
com Cyril de bicicleta até a casa de Greg, ali pertinho, onde
poderiam jogar um dos novos RPGs de estratégia do amigo.
No entanto, assim que chegaram, Greg sugeriu que fossem até
a pizzaria. Por dias, ele vinha sentindo que precisava visitá-la.
Era como se algo naquele lugar o chamasse.
Mas talvez sua intuição estivesse errada, e a incursão não fosse
dar em nada.
Greg iluminou o corredor com a lanterna. Haviam explora-
do a cozinha e ficado surpresos com a quantidade de panelas,
frigideiras e pratos por lá. Quem fechava uma pizzaria e deixava
todos os equipamentos para trás?
Assim que saíram da cozinha, os três se depararam com um
grande palco no canto do salão principal do restaurante aban-
donado. A cortina preta nos fundos do tablado estava fecha-
da. Nenhum dos meninos se ofereceu para ver o que havia ali
atrás… Também não mencionaram o movimento da cortina
assim que passaram pelo palco.
Hadi riu de novo e comentou:
— Melhor que ficar com a família… Ei, o que é aquilo?
— Aquilo o quê? — questionou Cyril, apontando a lanterna
na direção que Hadi encarava.
Greg também iluminou o canto mais distante da área cheia
de mesas. O feixe de luz banhou silhuetas volumosas enfileira-
das ao longo de um balcão de vidro ensebado. Do outro lado
do cômodo, olhos brilhantes refletiram a luz.
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— Da hora — disse Hadi, chutando a perna quebrada de
uma mesa para abrir caminho até o balcão.
Talvez, pensou Greg, franzindo o cenho ao observar os pares
de olhos. Um deles parecia encará-lo. Apesar da confiança de
minutos antes, o garoto começou a se perguntar o que estava
fazendo ali.
Hadi se aproximou do balcão e exclamou:
— Que irado!
Ele estendeu a mão para pegar algo e espirrou quando poeira
se ergueu, rodopiando da superfície.
Antes de saírem de casa, Greg tinha sugerido que levassem
lenços para cobrir o nariz e a boca, mas não conseguiram en-
contrar nenhum. Já esperava que o restaurante estivesse repleto
de poeira, mofo, bolor e sabe-se lá mais o quê. Para a sua sur-
presa, dado o clima costeiro, o único sinal de degradação era a
poeira — no entanto, havia um monte dela.
Greg contornou uma cadeira de metal virada de cabeça para
baixo e passou por Cyril, que se apoiava num pilar sujo com
pintura descascada no meio do salão. Exceto por uma mesa
quebrada e duas cadeiras derrubadas, parecia que o estabele-
cimento precisava apenas de uma boa limpeza antes de reabrir
para o público. O que era muito estranho. Greg havia pressenti-
do que encontraria alguma coisa ali dentro, mas não esperava que
fossem pratos, móveis e… o que era aquilo?
O garoto olhou para o objeto nas mãos de Hadi e ficou sem
ar. Era por causa daquilo que tinha ido até a pizzaria? Era por
aquilo que se sentia atraído?
— O que é isso? — perguntou Cyril, sem se aproximar nem
um milímetro do balcão.
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— Acho que é um gato — respondeu Hadi, virando o troço
de pelagem irregular. — Talvez um furão? — Ele cutucou o
bicho. — Será que é um animatrônico?
O garoto colocou a coisa no balcão e iluminou as outras
silhuetas enfileiradas com a lanterna.
— Ah, que demais! — exclamou Hadi. — São prêmios, estão
vendo?
Ele iluminou cada uma das criaturas imóveis.
Aquilo explicava os nichos esquisitos ao longo do amplo
corredor que os amigos tinham atravessado a caminho do salão
principal. Deviam ser espaços para instalar fliperamas e outros
jogos.
— Não acredito que ainda tem esse tipo de coisa aqui —
comentou Hadi.
— Pode crer — concordou Greg, franzindo a testa.
Ele analisou o que pareciam ser uma lontra-marinha e um
polvo com os tentáculos emaranhados.
Por que aqueles prêmios continuavam ali?
Com as portas e janelas protegidas por tábuas, a construção
havia resistido às tempestades litorâneas e à maresia por um
bom tempo. A pizzaria estava claramente abandonada e parecia
à beira do colapso. O material que revestia seu exterior ficara
tão cinzento e desbotado que mal dava para entender o que era.
O nome do estabelecimento tinha sumido fazia tempo. Então
por que permanecia tão conservado por dentro? Bom, conserva-
do não era a melhor palavra. Mas, na opinião de Greg, parecia
em condições de resistir por mais uns cem anos.
Greg e os pais se mudaram para a região quando o meni-
no estava no primeiro ano do ensino fundamental, então ele
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conhecia a cidadezinha muito bem. Mas não a entendia. Por
exemplo, sempre estranhara a pizzaria ficar tanto tempo fecha-
da, sendo que o ponto era bom. Enfim, a cidade não era turísti-
ca nem sofisticada. A mãe de Greg dizia que parecia uma “col-
cha de retalhos”. Em uma mesma rua, havia casarões chiques de
um lado e, do outro, bangalôs decorados com boias de pesca,
cercados de pilhas de madeira velha ou móveis de quintal em
mau estado. A casa em frente à de Greg tinha um sedã da década
de 1970 acomodado sobre tijolos na garagem. Mesmo assim, o
garoto não conseguia entender como aquela pizzaria falida não
era transformada em algo útil. A construção assombrada e es-
quisita praticamente gritava “me invada” para as crianças locais.
Mas, ao que parecia, ninguém tinha entrado ali antes de Greg,
Cyril e Hadi. Greg achou que encontrariam pegadas, lixo, pi-
chações — evidências da passagem de outros “exploradores”.
Mas… não havia nada. Era como se o lugar tivesse sido preser-
vado em formol até Greg de repente sentir que deveria ir até lá.
— Aposto que ainda estão aqui porque eram os melhores
prêmios — opinou Hadi.
— Ninguém nunca ganha os prêmios bons — concordou
Cyril, chegando um pouquinho mais perto do balcão, mas ain-
da a vários metros de distância.
— Não tem palhaço nenhum, Cyril — garantiu Greg.
Ele teve que prometer para o amigo que não havia palhaços
no restaurante abandonado para convencê-lo a participar da
aventura. Não que tivesse certeza disso.
— O que é aquilo ali? — perguntou Cyril, apontando
para um boneco cabeçudo acomodado sob a placa de prêmio
máximo.
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Greg o pegou antes de Hadi. Era pesado, com pelagem ás-
pera. Ele ficou intrigado pelo animal, seja lá o que fosse. O ga-
roto observou as orelhas pontudas, a testa inclinada, o focinho
comprido e os olhos amarelos penetrantes. Só depois notou a
coleira azul ao redor do pescoço, com um pingente brilhante.
Uma plaquinha de identificação? Ele a ergueu.
— Caçador — disse Hadi, lendo por cima do ombro de
Greg. — É um cachorro, e o nome dele é Caçador.
Greg amava cachorros, mas torceu para nunca encontrar um
daqueles na vida real. Virou o brinquedo de um lado para o
outro, analisando-o.
Nem o cachorro velho e feroz do vizinho era feio daquele
jeito. O Caçador parecia uma cruza de lobo mau com o tu-
barão do filme de Spielberg. A cabeça dele — devia ser um
macho, certo? — era triangular: pontuda em cima, com uma
boca grande e intimidadora na parte de baixo. Sua pelagem
parecia marrom-acinzentada sob a luz difusa das lanternas e
tinha algumas falhas, revelando a estrutura de metal mancha-
do embaixo. Cabos irrompiam das orelhonas, e uma cavidade
parcialmente exposta na barriga revelava uma placa de circui-
to primitiva.
— Olhem isso — comentou Cyril. Para a surpresa de to-
dos, ele parecia interessado no balcão e tirou um livreto de
um suporte de plástico. — Acho que é o manual de instru-
ções desse bicho.
— Deixa eu ver! — exclamou Greg, arrancando o livreto da
mão de Cyril.
— Ei! — reclamou o amigo, esganiçado.
Greg o ignorou. Devia ser aquilo que estava buscando.
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O garoto colocou o Caçador em cima do balcão, abriu o
livreto e deu uma olhada rápida nas instruções. Hadi se aproxi-
mou para ler por cima do ombro do amigo. Cyril enfiou a ca-
beça entre o livreto e o peito de Greg, para que todos pudessem
ler juntos. Segundo as instruções, o Caçador era um cachorro
animatrônico que podia ser sincronizado com o celular para
buscar informações e outras coisas para quem o controlasse.
— Que demais! — exclamou Hadi. — Acha que o robô ain-
da funciona?
— Esse lugar está abandonado há quanto tempo? — pergun-
tou Greg. — O Caçador parece mais velho que meu pai… mas
como ele pode ser sincronizado com um smartphone, se isso
nem devia existir quando ele foi feito?
Hadi deu de ombros. Greg também, e começou a fuçar o
animatrônico para encontrar o painel de controle. Hadi e Cyril
perderam o interesse no brinquedo.
— Não vai funcionar. É antigão, não vai ser compatível com
os nossos telefones — opinou Cyril, fazendo uma careta quan-
do outra rajada de vento castigou a construção.
Greg sentiu um calafrio. Não sabia se era por causa do vento
sombrio ou por outro motivo.
Voltou a atenção para o Caçador. Queria tentar fazer a cria-
tura canina [Link] a impressão de que o animatrônico
o atraíra até ali.
O pessimismo de Cyril não o surpreendeu. O amigo seria
incapaz de aproveitar uma oportunidade mesmo que ela caísse
no seu colo.
Hadi, por outro lado, era sempre muito otimista. Tinha uma
disposição tão solar que conseguiu realizar algo que, para Greg,
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só podia ser um truque de mágica: ser aceito pelos populares,
mesmo passando a maior parte do tempo com Greg e Cyril,
dois dos maiores nerds da escola. Talvez fosse graças à sua apa-
rência. Greg já tinha ouvido garotas conversando sobre Hadi.
Chamavam o amigo de “lindo”, “gostoso”, “bonitinho”, “sara-
do” ou apenas soltavam uma exclamação de “Hummmm!”.
Hadi se afastou do balcão. Cyril se largou numa cadeira dian-
te da mesa mais próxima e sugeriu:
— Acho que a gente devia ir embora.
— Que nada — discordou Hadi. — Ainda tem muita coisa
para explorar.
Greg os [Link] virado o Caçador de cabeça para bai-
xo e encontrado um painel na barriga do cachorro. Equilibran-
do o animatrônico, o livreto de instruções e a lanterna, mordeu
o lábio e se concentrou em apertar os botões na sequência certa.
Por um instante, o vento e a chuva amenizaram. A construção
foi tomada por um silêncio que parecia quase ameaçador. Greg
olhou para cima e notou uma mancha grande no teto, bem acima
dele. Umidade? Distraído da tarefa por um segundo, apontou a
lanterna para o alto, mas não encontrou outras [Link]ás, por
que o restaurante não estava cheio de goteiras? Quando vislum-
brou a pizzaria pela primeira vez, Greg teve a impressão de que
parte do telhado de metal estava faltando. Cadê os vazamentos?
O garoto deu de ombros e focou no Caçador. Àquela altu-
ra, estava apertando botões aleatórios. Nenhuma das sequências
informadas nas instruções parecia ter funcionado.
De forma tão abrupta quanto haviam cessado, o vento e a
chuva voltaram num crescendo de estrondos, pancadas e uivos.
Então o Caçador se mexeu.
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Com um zumbido repentino, a cabeça do cachorro se er-
gueu. Em seguida, a boca imensa e cheia de dentes se abriu. O
animatrônico rosnou.
— Que porcaria é essa?! — xingou Greg, derrubando o Ca-
çador no balcão e dando um salto para trás.
Cyril se levantou da cadeira no mesmo instante.
— O que foi? — perguntou Hadi, voltando até os amigos.
Greg apontou para o Caçador. A cabeça e boca dele estavam
numa posição claramente diferente de quando o encontraram.
— Legal! — comentou Hadi.
Os três encararam o Caçador, decidindo de forma tácita que
era bom manter distância caso o cachorro fizesse mais alguma
coisa.
Ficaram aguardando.
O Caçador também.
Hadi se cansou primeiro. Apontou a lanterna para o palco e
perguntou:
— O que acham que tem atrás daquela cortina?
— Não quero saber — falou Cyril.
Uma porta bateu atrás deles… dentro da pizzaria.
Na mesma hora, os meninos saíram correndo. Atravessaram
o salão e dispararam pelo corredor até o depósito por onde
haviam entrado. Mesmo sendo o menor, Cyril foi mais rápido.
Já havia saído pela fresta que tinham conseguido abrir na porta
emperrada dos fundos quando os outros garotos começaram a
se espremer para fazer o mesmo.
Fustigados pela chuva, subiram nas bicicletas. Greg estimava
que o vento devia estar soprando a uns oitenta quilômetros
por hora. Não havia a menor condição de pedalarem para casa.
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Ele olhou para Hadi, que estava com o cabelo preto e enca-
racolado grudado na cabeça. Hadi caiu na gargalhada, e Greg
se juntou a ele. Depois de uma breve hesitação, Cyril também
começou a rir.
— Vamos! — gritou Hadi acima do vento uivante.
Sem olhar para o restaurante, os três baixaram a cabeça e co-
meçaram a empurrar as bicicletas contra a tempestade.
Enquanto avançava aos trancos e barrancos, Greg pensou na
vontade que sentira de levar os amigos até o restaurante aban-
[Link] áreas não foram exploradas… Por exemplo, atrás
da cortina. Também havia três portas fechadas no corredor. O
que escondiam? Greg temia não ter encontrado o que o con-
duzira até lá. Será que tinha feito tudo que precisava?
O menino já estava chegando em casa quando uma mulher
gritou:
— Tomando um banho extra, é?
Greg parou, esfregou os olhos e os semicerrou para ver me-
lhor na chuva.
— Oi, sra. Peters — cumprimentou ele.
A vizinha idosa, sentada na varanda coberta, ergueu os braci-
nhos magros e exclamou:
— Adoro essas tempestades!
Greg riu, então acenou e gritou:
— Aproveite!
A sra. Peters acenou de volta, e ele seguiu pela chuva. Ao se
aproximar da casa alta e moderna dos pais, com vista para o mar,
foi surpreendido por uma luz acesa na sala de estar. A cidade
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inteira estava no escuro por causa do apagão. Quando se sepa-
rou de Cyril e Hadi, as únicas iluminações eram as lanternas dos
garotos, oscilando como espíritos desencarnados, e o bruxulear
fraco das velas dentro de algumas casas. A luz na janela da sala
de estar, porém, era intensa e estável.
Quando apoiou a bicicleta num dos pilares de madeira que
sustentavam a casa um andar acima do nível do solo, o garoto
entendeu tudo. Com o som retumbante do vento e da chuva,
Greg não notou o motor até quase trombar com ele. Um ge-
rador novinho em folha roncava sob a casa, conectado a um fio
que atravessava a garagem espaçosa e subia as escadas até a porta
principal.
— Ah, olha o garotão aí! — exclamou o tio de Greg, Darrin,
sorrindo para o sobrinho. Com mais de um metro e oitenta e
ombros largos, sua silhueta montanhosa preenchia quase todo o
batente. — Estava quase organizando um grupo de [Link]ê
não atendeu o celular.
Greg foi até a entrada de casa e cumprimentou o tio com o
gesto que era marca registrada dos dois: um meio abraço segui-
do de dois soquinhos.
— Foi mal, tio Dare. Não ouvi — explicou o garoto, tirando
o celular do bolso e tocando a tela.
Dare havia mandado mensagens e ligado para o sobrinho
várias vezes.
— Caramba. Sério, juro que não ouvi — insistiu Greg.
— E dá para ouvir alguma coisa com essa ventania? Vamos
entrar.
— De onde surgiu esse gerador? — perguntou o garoto, ape-
sar de não estar muito interessado.
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Ele só queria se distrair dos próprios pensamentos. Era estra-
nho não ter ouvido o telefone tocar no restaurante. Não estava
tão barulhento lá dentro. Será que tinha sido…?
— Comprei em Olympia — respondeu o tio. — Faz anos
que seu pai fala que vocês não precisam de um gerador, mas ele
estava sendo cabeça-dura. Eu avisei que ia fazer falta. Dizem
que as tempestades vão ser bem piores este inverno. E, como
você já viu, começaram mais cedo este ano. Lembra daquela chu-
varada semana passada, no Dia das Bruxas? — Dare balançou a
cabeça. — Mas claro que seu pai não me deu ouvidos.
Greg não se lembrava daquela discussão. Mas o tio e o pai ti-
nham tantas que era impossível se lembrar de cada uma.
Darrin era próximo da irmã, a mãe de Greg, e ainda mais
próximo do sobrinho. Já o pai de Greg odiava Dare pelas mes-
míssimas razões pelas quais o garoto o amava: porque ele era
excêntrico e divertido.
“Darrin precisa amadurecer”, dizia o pai do garoto o tempo
todo.
De fato, o tio possuía uma aparência peculiar: cabelo com-
prido tingido de roxo e preso numa trança, um guarda-roupa
cheio de ternos coloridos e gravatas que usava com camisas de
estampas chamativas. Dare era um inventor de peças de carro
bem-sucedido, e a sorte absurda que tinha com dinheiro e
investimentos havia sido a gota d’água para a sua relação com
o cunhado.
“Pessoas como ele não merecem sucesso”, resmungava o pai
de Greg.
Ele era empreiteiro e trabalhava bastante para pagar a casa
grande e os carros caros de que gostava. O fato de Dare morar
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numa propriedade de mais de quarenta mil metros quadrados
e ganhar rios de dinheiro “brincando” em sua oficina era “um
disparate”.
Greg amava o tio com a intensidade que desejava amar o
pai. Dare sempre o apoiara, desde o instante em que sua ca-
becinha saíra para o mundão… apesar de Greg não ter sido
um bebê fofo nem uma criança fofa. Tinha o rosto comprido,
olhos muito próximos e um nariz pequeno demais. Ele tenta-
va compensar aquelas características com o cabelo longo, loiro
e ondulado, um “sorriso lindo” (segundo uma antiga colega
do nono ano), além da altura e dos músculos que o faziam
acreditar que talvez deixasse de ser um caso perdido após o
ensino médio. Nunca se sentira atraído por coisas típicas de
menino, como carros e esportes — por mais que o pai tentasse
enfi á-las goela abaixo. Havia encontrado em Dare um aliado,
que não questionava seus gostos ou desgostos, e que aceitava
o sobrinho como ele era.
— Cadê minha mãe? — perguntou Greg.
— Clube de leitura — respondeu o tio.
Greg não perguntou do pai. Não se importava. Além disso,
sabia que ele estava jogando pôquer com os amigos. Era como
passava todas as noites de sábado, mesmo que precisassem jogar
à luz de velas.
— Onde você estava com essa chuvona? — perguntou Dare.
— Hã… Posso não falar sobre isso?
Dare inclinou a cabeça e coçou a barbicha meio grisalha.
— Está bem — respondeu ele. — Eu confio em você.
— Valeu.
— Quer jogar gamão? — perguntou o tio.
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— Vai ser um balde de água fria se eu disser que só quero
descansar?
— Rá! Essa foi boa — comentou Dare, apontando para o
casaco de Greg, que pingava no chão.
O garoto balançou a cabeça.
— Nem percebi o trocadilho. Enfim, acho que vou só ficar
lendo um pouco.
— Claro, sem problema. Só passei aqui para ajeitar o gerador.
Mas quando percebi que você não estava em casa nem atendia
ao celular, fiquei preocupado e resolvi esperar um pouco antes
de ligar para a polícia.
— Ainda bem que voltei para casa antes disso.
— Ainda bem mesmo — concordou Dare. Ele fez menção
de pegar a capa de chuva cor-de-rosa, mas se deteve e estalou os
dedos. — Ah, a propósito, fiquei sabendo que você conseguiu
seu primeiro trabalho como babá. Fico feliz que tenha conven-
cido seu velho a deixar.
— Foi graças a você, na verdade. Quando se posicionou a
favor, o placar virou dois contra um. Vou cuidar do filho dos
McNally semana que vem. Jake, eu acho. Precisam de alguém
aos sábados.
— Jura? Eu conheço a mãe dele há muito tempo. Talvez dê
um pulo aqui em algum sábado, então. Quem sabe trago um
docinho para vocês… ou meu cachorrinho novo. Estou pen-
sando em adotar um.
— Sério? Que demais!
— Pois é. A shih-tzu de uma amiga vai ter filhotes em breve.
Acho que já fiquei tempo demais sem um cachorro. Sinto sau-
dades de ter um companheiro.
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Greg riu.
— Só espero que seja um bonzinho. Acho que o monstrengo
da casa ao lado é parte shih-tzu.
— Aquele vira-lata bravinho? Não, cachorro meu não vai ser
assim. Lembre-se que eu tenho…
Dare ergueu o dedo indicador da mão direita, onde usava seu
anel favorito de ouro e ônix.
— … o Dedo Mágico da Sorte — disseram os dois em unís-
sono, e depois caíram na gargalhada.
O “Dedo Mágico da Sorte” era uma piada interna que surgi-
ra quando Greg tinha uns quatro anos. Estava chorando porque
queria pegar um polvo de pelúcia numa máquina de garra, mas
não havia conseguido. Dare dera um tapinha no vidro com o
indicador e dissera, com a voz grossa: “Eu tenho o Dedo Mági-
co da Sorte e vou pegar o polvo para você.”
E foi o que ele fez, capturando o brinquedo na primeira ten-
tativa. Daquele dia em diante, Dare invocava o Dedo Mágico
da Sorte sempre que precisava que algo desse certo. E sempre
funcionava.
Greg parou de rir, pensando no cachorro do vizinho, então
comentou:
— Ainda não acredito que aquele troço me mordeu.
Fazia um ano que o vizinho tinha se mudado para aquela
casa. Dois dias depois da mudança, seu cãozinho — um vira-
-lata malvado com dentes afiados e um olho faltando — havia
avançado em Greg e mordido seu tornozelo. Ele precisou levar
dez pontos.
— Bem, vou te deixar ler um pouco — falou Dare. — Mas,
antes, vou só confirmar que está tudo funcionando.
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Quinze minutos depois, Greg estava esparramado na sua
cama de casal, lendo sob a luz de sua luminária vermelha. Dare
conectara o gerador à caixa de disjuntores. Ao mexer em alguns
comutadores, a energia havia sido restaurada na casa toda.
— Fiz isso para garantir suas partidas de videogame — ex-
plicara Dare, cumprimentando o sobrinho com meio abraço e
dois soquinhos antes de ir embora.
Greg estava animado para ler, mas tirou um tempo para fa-
zer sua prática de yoga noturna antes de se enfiar debaixo da
enorme manta que Dare tinha tricotado para ele. O tio havia
apresentado a yoga ao garoto, e Greg amava. Além de acalmá-lo
antes de dormir, a prática o ajudava a se manter em forma. Não
que sua forma atual fosse boa o bastante.
O garoto parou diante do espelho, encarando os ombros es-
treitos e o peitoral magro. Embora tivesse músculos nos braços e
nas pernas, o tronco ainda deixava a desejar. E seu rosto…
O celular vibrou. Ele o pegou e viu uma mensagem de Hadi:
Tá mais calmo?
Greg soltou uma risadinha pelo nariz. Nem tinha ficado tão
assustado assim.
Calmo pq?, respondeu, se fazendo de bobo.
Vc n me engana.
Tá bommm, respondeu Greg. Sim, to tranquilo. Acho que
preciso de mais coragem.
Vc precisa do cérebro do Brian Rhineheart. Ele n tem
medo de nada.
Era verdade. Brian era um dos melhores jogadores do time de
futebol americano da escola. Greg riu e digitou:
Seria bom ter as pernas dele tb. Pra fugir bem rápido.
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HAHAHA e os ombros do Steve Thornton? Pra dar um
chega pra lá nas coisas assustadoras.
Greg riu de novo, mas não era má ideia. Já que Hadi tinha
começado aquela brincadeira, por que não escolher exatamente
o que ele queria?
Blz, digitou Greg, mas quero o peitoral do Don Warring tb.
O garoto sorriu ao imaginar um corpo construído com par-
tes de jogadores de futebol americano. Também precisava de
um rosto bonito, se quisesse chamar a atenção de alguma garota.
E os olhos do Ron Fisher, acrescentou.
Fechou. Que tal o nariz do Neal Manning?
Greg sorriu e digitou: Claro.
Boca?
O garoto pensou bem antes de responder: A do Zach.
:))))))))))))))))
Greg deu uma risadinha. Conseguia imaginar Hadi com um
sorriso imenso daqueles.
Cabelo?
Gosto do meu msm, respondeu Greg.
Metidooo!
Greg riu de novo, então Hadi mandou:
Tenho q ir nessa.
O menino se jogou na cama e digitou:
Flw
Então pegou seu caderno e o livro sobre Energia de Ponto
Zero que queria estudar. Antes de começar a ler, olhou para
suas plantas. Eram a chave para tudo aquilo, não eram? Graças a
elas, a conversa que tivera com Hadi era mais do que uma brin-
cadeirinha qualquer. Quer dizer, as plantas eram o catalisador.
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Aprender sobre os experimentos de Cleve Backster havia ini-
ciado aquela empreitada.
Mas as plantas não o ajudariam naquela noite. Ele precisava re-
visar o que sabia sobre Geradores de Eventos Aleatórios. Folheou
o livro. Sim, lá estava. Máquinas e consciência. Causa e efeito.
Colocou o livro de lado e releu as últimas anotações no caderno.
Ele não tinha interpretado errado, tinha? Achava que não.
Ou estava no caminho certo ou não estava. E, se não estivesse,
não queria nem imaginar em qual caminho se encontrava. A
atração que sentira por aquele lugar não podia ter sido mera
coincidência.
A tempestade castigou a cidade por mais um dia, até desvanecer
no fim da noite de domingo. A energia voltou. A escola estava
funcionando normalmente na segunda de manhã.
Greg tolerou a primeira metade do dia letivo. Quando enfim
deu 13h10, ficou aliviado em ir para a aula de teorias científicas
avançadas. Era uma matéria eletiva para alunos do primeiro ano
do ensino médio que haviam ganhado prêmios em feiras de
ciências nos dois anos anteriores. A turma tinha só doze estu-
dantes, e as aulas eram ministradas por um professor convidado,
o sr. Jacoby, que também lecionava na Faculdade Comunitária
de Grays Harbor.
Como sempre, Greg foi o primeiro a chegar e se acomodou na
primeira bancada. Hadi era o único que se sentava ao lado dele.
O sr. Jacoby parecia agitado na sala de paredes amarelas
quando o sinal tocou. Alto, magricela e sempre cheio de
energia, o sujeito fazia Greg pensar numa mola comprida. Era
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um professor entusiasmado que não se abalava com alunos
desinteressados. Greg amava todo tipo de ciência — não só
tecnologia. Tal paixão rendera a ele o apelido de “queridinho
do sr. Jacoby”.
O professor dava aula sem parar quieto, andando de um lado
para o outro da sala, como se estivesse com formigas na cueca.
Às vezes, rabiscava alguma coisa no quadro branco. Em geral,
só tagarelava sem parar, mas suas tagarelices eram interessantes.
Aquela sala, com pequenos balcões de laboratório de madeira e
cadeiras altas, era um dos lugares preferidos de Greg na escola.
Ele amava a tabela periódica e os pôsteres de constelação nas
paredes. Adorava o cheiro de fertilizante usado nas plantas hí-
bridas que cresciam nos fundos da sala. Tudo naquele ambiente
o remetia à ciência.
Passando a mão pelo cabelo ruivo despenteado, o sr. Jacoby
começou:
— Na física quântica, tem um conceito conhecido como
Energia de Ponto Zero. É a prova científica de que não existe
um vácuo, um “nada”. Se tirássemos toda a matéria e a energia
do espaço, ainda restaria uma atividade subatômica considerá-
vel. Essa atividade é um campo de energia sempre em movi-
mento: matéria subatômica interagindo constantemente entre
si. — O sr. Jacoby esfregou o nariz cheio de sardas. — Estão
acompanhando?
Greg assentiu, enfático. Hadi, sentado ao seu lado na bancada
de laboratório para três pessoas, cutucou o amigo com o coto-
velo e sussurrou:
— Ei, isso aí é sua praia.
O amigo o ignorou.
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O professor sorriu para Greg e interpretou que sua resposta
representava toda a sala, o que era um erro, mas para Greg não
tinha problema.
— Ótimo — continuou o sr. Jacoby. — Então, esse conceito
é chamado de Energia de Ponto Zero, porque as flutuações no
campo ainda são encontradas em temperaturas de zero absoluto.
Zero absoluto é o nível energético mais baixo possível, quando
tudo foi removido e não deveria restar nada para gerar movi-
mento. Faz sentido?
Greg assentiu de novo, e o professor prosseguiu:
— Ótimo. Então, nesse caso, a energia deveria ser zero, mas,
quando é medida matematicamente, nunca alcança esse valor.
Sempre resta vibração devido à interação contínua entre partí-
culas. Faz sentido?
O queridinho do professor assentiu de novo, animado. Greg
nem imaginava que o sr. Jacoby falaria sobre aquele assunto.
Que sorte!, pensou, depois sorriu. Não era sorte. Era a Energia de
Ponto Zero. O garoto estava tão empolgado que acabou per-
dendo os próximos minutos da explicação, mas não importava,
porque já sabia tudo aquilo.
Ele só voltou a prestar atenção quando Kimberly Bergstrom
ergueu a mão. Bem, só um pouco de atenção, mas conseguiu
ouvir a pergunta:
— Isso é apenas uma teoria?
Também ouviu o começo da resposta do sr. Jacoby:
— Não totalmente. Considere a evolução da ciência. Antes
da revolução científica…
Foi quando Greg se distraiu de novo, observando Kimberly.
E quem não ficaria distraído? Cabelo preto comprido. Olhos
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verdes maravilhosos. Era mais bonita do que todas as modelos
que Greg já tinha visto.
Ele sentiu o rosto corar, e olhou para a frente antes que al-
guém o flagrasse encarando a garota.
Tarde demais.
Hadi o cutucou de novo com o cotovelo. Quando Greg se
virou, o amigo fez uma cara engraçada de apaixonado. Ele vol-
tou a prestar atenção no sr. Jacoby.
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NO SEGUNDO LIVRO DA NOVA SÉRIE DO UNIVERSO DE
FIVE NIGHTS AT FREDDY’S, UM CACHORRO ROBÓTICO,
UM URSINHO SOLITÁRIO E UM COELHO FAMINTO FAZEM
NOVAS VÍTIMAS
Muitos anos se passaram desde os primeiros assassinatos na Pizzaria Freddy Faz-
bear’s, mas o lugar continua repleto de criaturas estranhas, eventos inexplicáveis e
crimes sem solução. Pouco a pouco, os contos interligados da série Pavores de Fazbear
revelam novas pistas sobre os maiores mistérios do universo macabro de Five Nights
at Freddy’s.
Greg está obcecado por um restaurante abandonado. Ao invadir a construção, ele
descobre um pequeno cachorro animatrônico. Quando tenta ligar o robô, nada acon-
tece. Porém, aos poucos, o animal passa a interferir na vida do garoto de maneiras
perturbadoras…
Alec quer arruinar a festa de aniversário da irmã. Cansado de ser considerado “o
filho problemático”, ele decide mostrar que Hazel não é tão perfeita quanto os pais
imaginam. Mas o menino acaba perdido na Pizzaria Freddy Fazbear’s, até que um
ursinho sinistro o encontra…
Oscar conseguiu o brinquedo dos seus sonhos. O Plushtrap Perseguidor é um enorme
coelho verde, com dentes poderosos e destrutivos. O garoto ignorou os avisos da loja,
mas logo começa a perceber que tem algo de errado com a criatura. E, na primeira
oportunidade, ela se volta contra o dono…
O livro traz também a segunda parte da história “Aparição de Sutura”, que acompa-
nha um investigador em busca de respostas para uma série de eventos inexplicáveis.
No epílogo de cada volume da série, uma nova parte da trama é revelada.
SAIBA MAIS:
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