Regime Próprio de Previdência Goiás 2020
Regime Próprio de Previdência Goiás 2020
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1o Esta Lei Complementar dispõe sobre as normas aplicáveis ao Regime Próprio de Previdência Social
do Estado de Goiás – RPPS/GO, estabelece critérios, procedimentos e requisitos para a concessão, a
manutenção, o pagamento e o custeio dos benefícios previdenciários conferidos aos segurados e aos
respectivos dependentes, define as formas de financiamento, bem como institui medidas que viabilizem o
seu equilíbrio financeiro e atuarial.
Art. 3o O RPPS/GO possui caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do Estado de Goiás, de
seus servidores civis ativos titulares de cargos efetivos e vitalícios, dos aposentados e dos pensionistas, e
deverá ser organizado segundo critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, nos termos das
Constituições Federal e Estadual e desta Lei Complementar.
Parágrafo único. Além do disposto no caput deste artigo, são aplicáveis ao RPPS/GO o conjunto de normas
constitucionais, legais e regulamentares, federais e estaduais, permanentes e transitórias, que disciplinam o
referido regime estadual.
Seção II
Da gestão do RPPS/GO
Art. 4o O RPPS/GO será gerido pela Goiás Previdência – GOIASPREV, autarquia criada pela Lei
Complementar no 66, de 27 de janeiro de 2009, com observância do disposto no art. 40, § 20, da
Constituição Federal, nesta Lei Complementar e nas normas gerais regulamentares.
Parágrafo único. Os titulares dos Poderes e dos órgãos autônomos do Estado de Goiás, os dirigentes da
GOIASPREV e os membros dos seus conselhos devem pautar suas ações pela observância das
disposições legais e das normas gerais regulamentares que promovam o equilíbrio financeiro e atuarial do
RPPS/GO.
Art. 5o A gestão econômica e financeira dos recursos previdenciários será realizada mediante atos e
critérios que preferenciem a máxima segurança, a rentabilidade, a solvência e a liquidez dos recursos, com
garantia à permanente correspondência entre a disponibilidade e a exigibilidade do regime.
Art. 6o Será garantido o pleno acesso do segurado e do pensionista às informações relativas à gestão do
RPPS/GO, devendo ser divulgada a prestação de contas desse regime à sociedade, mediante publicação
em sítios eletrônicos, em linguagem clara e acessível, para demonstrar sua situação financeira e atuarial.
Seção III
Dos princípios
Art. 7o O RPPS/GO, de filiação obrigatória, rege-se pelos seguintes princípios:
I – caráter contributivo e solidário, atendidos os critérios que lhe preservem o equilíbrio financeiro e atuarial;
III – irredutibilidade do valor dos benefícios, salvo por erro de fixação, observado o devido processo legal;
Art. 8o Além dos princípios estabelecidos pelo art. 7o desta Lei, o RPPS/GO deverá ser estruturado com a
observância dos princípios da administração pública, bem como daqueles relacionados à governança, ao
controle interno e à transparência.
Parágrafo único. É indispensável para a regular instrução do processo legislativo que ele esteja
acompanhado da declaração prevista no inciso II do art. 16 da Lei Complementar federal n o 101, de 4 de
maio de 2000, emitida pelo RPPS/GO, e dos pareceres técnicos de que trata o caput deste artigo.
Art. 10. É vedada a adoção de medidas contrárias à promoção do equilíbrio atuarial do regime de que trata
esta Lei Complementar.
CAPÍTULO III
DO PLANO DE CUSTEIO
Seção I
Do objetivo
Art. 11. O plano de custeio do RPPS/GO será estabelecido com objetivo de promover o equilíbrio atuarial,
de acordo com o plano de benefícios e com a análise técnica realizada, de forma obrigatória, anualmente.
Parágrafo único. O plano de custeio deverá ser objeto de contínuo acompanhamento por parte:
I – do Tesouro Estadual, que deverá avaliar periodicamente os seus impactos orçamentários, financeiros e
fiscais e adotar as medidas para mitigar os riscos do seu não cumprimento;
II – da GOIASPREV, que deverá estabelecer processos de verificação das bases de cálculo e dos valores
das contribuições e aportes repassados pelo ente federativo, tomando as medidas necessárias para
cobrança do principal e dos acréscimos legais em caso de atraso nos repasses e para comunicação do
descumprimento da obrigação aos órgãos de controle interno e externo e ao Ministério Público Estadual;
III – dos Conselhos Deliberativo e Fiscal do RPPS/GO, que deverão verificar, mensalmente, a regularidade
do repasse das contribuições e dos aportes; e
IV – do atuário responsável pela avaliação, que deverá demonstrar nos Relatórios das Avaliações Atuariais
o comportamento entre as receitas projetadas e aquelas auferidas pelo RPPS/GO e os impactos para a sua
situação financeira e atuarial, com base nas informações repassadas pela GOIASPREV.
Art. 12. Os recursos previdenciários para o custeio do plano de benefícios têm a natureza de direito coletivo
dos segurados e pensionistas.
Seção II
Das fontes de custeio
I – contribuições a cargo do Poder Executivo, incluídas suas autarquias e fundações públicas, do Poder
Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas do
Estado e do Tribunal de Contas dos Municípios;
II – contribuições dos servidores públicos titulares de cargos efetivos e membros do Poder Judiciário, do
Ministério Público, da Defensoria Pública e dos Tribunais de Contas, ativos, dos aposentados e dos
pensionistas;
IV – valores recebidos a título de compensação financeira, em razão do disposto nos § 9 o do art. 201 da
Constituição Federal;
X – recursos provenientes de contratos, convênios ou quaisquer outros acordos, firmados com a União ou
outro ente federativo, inclusive com organismos internacionais;
XI – outros bens e recursos eventuais que lhe forem destinados e/ou incorporados, inclusive decorrentes de
créditos suplementares; e
Art. 14. Nos termos do art. 13, inciso VIII, desta Lei Complementar, o Estado de Goiás é responsável pela
cobertura de eventuais insuficiências financeiras do RPPS/GO, observada a responsabilidade proporcional
de cada Poder, inclusive de suas autarquias e fundações públicas, e dos órgãos autônomos.
Seção III
Da avaliação atuarial
Art. 15. A GOIASPREV realizará anualmente a avaliação atuarial, com a finalidade de manutenção ou
revisão dos planos de custeio e de benefícios, de forma a promover o equilíbrio financeiro e atuarial do
RPPS/GO, além de outros objetivos que forem definidos pela legislação.
Art. 16. Os percentuais da contribuição previdenciária a serem destinados aos fundos administrados pela
GOIASPREV poderão ser alterados mediante lei, com prévia reavaliação atuarial, de modo a garantirem o
equilíbrio entre os planos de custeio e de benefícios, observado o disposto no caput do art. 40 da
Constituição Federal.
Art. 17. O plano de custeio, definido a partir da avaliação atuarial anual, e os encaminhamentos de soluções
para eventuais deficits, observará as normas gerais em vigor, bem como a capacidade orçamentária,
financeira e fiscal do Estado de Goiás, na perspectiva de curto, médio e longo prazos.
Seção IV
Da contribuição previdenciária
Art. 18. A contribuição previdenciária mensal e compulsória será devida ao RPPS/GO pelos:
I – segurados ativos, mediante desconto em folha de pagamento, com alíquota de 14,25% (quatorze inteiros
e vinte e cinco centésimos por cento), observada a base de cálculo da contribuição descrita nos §§ 1 o e 2o
deste artigo;
III – Poder Executivo, incluídas suas autarquias e fundações públicas, Poder Legislativo, Poder Judiciário,
Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado e Tribunal de Contas dos Municípios,
com alíquota patronal de:
a) 28,5% (vinte e oito inteiros e cinco décimos por cento), calculada sobre a base de cálculo da contribuição
dos segurados ativos que tiverem ingressado no serviço público de qualquer ente da federação até 6 de
julho de 2017, data anterior à instituição do Regime de Previdência Complementar – RPC, no âmbito do
Estado de Goiás, e não tiver optado por limitar seus benefícios previdenciários ao valor máximo dos
benefícios do RGPS; e
b) 14,25% (quatorze inteiros e vinte e cinco centésimos por cento) calculada sobre a base de cálculo da
contribuição dos segurados ativos que tiverem ingressado no serviço público de qualquer ente da
Federação a partir de 7 de julho de 2017 ou se o segurado que tiver ingressado anteriormente a esta data
tenha optado por limitar seus benefícios previdenciários ao valor máximo dos benefícios do RGPS.
I – a totalidade da base de cálculo da contribuição, quando o segurado tiver ingressado no serviço público
de qualquer ente da Federação até 6 de julho de 2017, data anterior à instituição do Regime de Previdência
Complementar – RPC, no âmbito do Estado de Goiás, e não tiver optado por limitar seus benefícios
previdenciários ao valor máximo dos benefícios do RGPS; e
II – a base de cálculo da contribuição que não exceder o limite máximo estabelecido para os benefícios do
Regime Geral de Previdência Social – RGPS de que trata o art. 201 da Constituição Federal, se o segurado
tiver ingressado no serviço público de qualquer ente da Federação a partir de 7 de julho de 2017 ou se o
segurado que tiver ingressado anteriormente a esta data tenha optado por limitar seus benefícios
previdenciários ao valor máximo dos benefícios do RGPS.
§ 2o Nos termos do § 4o-A do art. 101 da Constituição Estadual, enquanto houver déficit atuarial no âmbito
do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Goiás comprovado por meio de avaliações atuariais
apresentadas ao órgão federal fiscalizador, a contribuição previdenciária paga pelos aposentados e pelos
pensionistas de que trata o inciso II do proventos de aposentadoria e pensões que superem o maior valor
entre R$ 3.000,00 (três mil reais) e 1 (um) salário-mínimo.
- Redação dada pela Lei Complementar no 168, de 29-12-2021.
§ 2o Nos termos do § 4o-A do art. 101 da Constituição Estadual enquanto houver deficit atuarial no âmbito
do Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Goiás, comprovado por meio de avaliações atuariais
apresentadas ao órgão federal fiscalizador, a contribuição previdenciária paga pelos aposentados e
pensionistas de que trata o inciso II do caput deste artigo, incidirá sobre o montante dos proventos de
aposentadoria e de pensões que supere o salário mínimo nacional.
§ 3o A contribuição calculada sobre o benefício de pensão por morte terá como base de cálculo o valor total
desse benefício, independentemente do número de cotas, sendo o valor da contribuição rateado entre os
pensionistas, na proporção de cada cota-parte...
§ 4o Nas ações judiciais que envolvam direitos remuneratórios dos segurados e dos pensionistas do
RPPS/GO, a contribuição previdenciária, quando devida, deverá ser retida por determinação do Juízo, para
imediato e automático repasse à GOIASPREV, independentemente de sua solicitação.
§ 5o Incidirá contribuição previdenciária sobre o 13o (décimo terceiro) salário devido aos segurados e aos
pensionistas.
Seção V
Da base de cálculo da contribuição previdenciária
Art. 19. Considera-se base de cálculo da contribuição previdenciária a remuneração do segurado, composta
por seu subsídio ou vencimento, este acrescido das vantagens pecuniárias, das gratificações e das
vantagens pessoais permanentes, incorporáveis nos termos da lei, bem como os proventos de
aposentadoria e a pensão por morte, excluídos:
IV – o salário-família;
V – o auxílio-alimentação;
VI – o auxílio-creche;
IX – o abono de permanência;
§ 1o Fica vedada aos proventos de aposentadoria e à pensão por morte a incorporação de verbas
remuneratórias que não tenham integrado a base de cálculo da contribuição.
I – se for possível serem identificadas as competências a que se refere o pagamento, aplicar-se-á a alíquota
vigente em cada competência;
III – em qualquer caso, as contribuições correspondentes deverão ser repassadas ao RPPS/GO no mesmo
prazo fixado para o repasse das contribuições relativas à competência em que se efetivar o pagamento dos
valores retroativos.
§ 4o O servidor ativo poderá optar pela inclusão na base de cálculo da contribuição de parcelas percebidas
em decorrência de local de trabalho, do exercício de cargo em comissão ou de função de confiança, para
efeito de cálculo do benefício a ser concedido, respeitada, em qualquer hipótese, a limitação estabelecida
no § 2o do art. 40 da Constituição Federal para os segurados que exerceram a opção de limitar seus
benefícios previdenciários ao valor máximo dos benefícios do RGPS ou tenham ingressado no serviço
público de qualquer ente da Federação a partir de 7 de julho de 2017.
§ 5o A opção de que trata o § 4o deste artigo, não assiste ao segurado optante o direito de restituição de
valores da contribuição previdenciária sobre a verba transitória, após efetuado o seu recolhimento.
Seção VI
Da contribuição previdenciária do segurado ativo cedido
Art. 20. Na cessão de segurado ativo, detentor de cargo efetivo ou vitalício no Estado de Goiás, para outro
ente federativo, para órgãos constitucionais autônomos, para consórcio público do qual o Estado de Goiás
faça parte, para organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro ou partícipe ou para entidades
e organizações sociais, será observado o seguinte:
Parágrafo único. O cálculo e o recolhimento da contribuição previdenciária deverão ser efetuados de acordo
com as alíquotas e a base de cálculo previstas nos arts. 18 e 19 desta Lei Complementar, devidamente
atualizadas.
Art. 21. O ato de cessão do segurado ativo, na forma do inciso II do art. 20, deverá prever a
responsabilidade do cessionário pelo desconto, recolhimento e repasse das contribuições previdenciárias ao
RPPS/GO, sendo que a omissão não implica a desoneração de tal responsabilidade.
Seção VII
Da contribuição previdenciária do segurado ativo afastado ou licenciado
Art. 22. O segurado ativo afastado ou licenciado do cargo efetivo ou vitalício, sem direito à remuneração,
terá suspenso o seu vínculo com o RPPS/GO enquanto durar o afastamento ou a licença, não lhe
assistindo, neste período, os benefícios do mencionado regime, observado o disposto no § 2o deste artigo.
§ 1o O segurado ativo licenciado ou afastado, sem remuneração, poderá optar pela manutenção da
vinculação ao RPPS/GO em requerimento dirigido à GOIASPREV, sendo que a sua opção produzirá efeito
somente a partir da data de seu protocolo.
Art. 23. A contribuição previdenciária deverá ser integralmente recolhida pelo segurado afastado ou
licenciado e terá como alíquota o percentual equivalente à soma da contributiva do segurado com a alíquota
patronal e como base de cálculo a remuneração da competência a ser recolhida, nos termos dos arts. 18 e
19 desta Lei Complementar.
§ 1o Sempre que houver alteração na remuneração do cargo a que estiver vinculado o segurado afastado
ou licenciado, a base de cálculo da contribuição será atualizada de acordo com a evolução salarial do
respectivo cargo.
§ 2o Caso seja verificada a ocorrência de recolhimento da contribuição com a utilização de alíquota ou base
de cálculo em desacordo com a legislação em vigor, deverá ser efetuado o pagamento da diferença da
referida competência.
§ 3o Também será devido pelo segurado ativo, afastado ou licenciado, a contribuição previdenciária
incidente sobre o 13o (décimo terceiro) salário, que incidirá na fração de 1/12 (um doze avos) por mês, a ser
recolhido juntamente com a parcela mensal referida no caput.
Art. 24. A contribuição previdenciária efetuada durante o afastamento ou licenciamento do segurado ativo
não será computada para cumprimento dos requisitos de tempo de carreira, de efetivo exercício no serviço
público e de tempo no cargo efetivo na concessão de aposentadoria.
Art. 25. A inadimplência do segurado ativo, licenciado ou afastado, sem remuneração, no recolhimento da
contribuição previdenciária por prazo superior a 3 (três) meses importará no cancelamento da opção feita,
mediante notificação que será encaminhada pelo endereço eletrônico informado pelo interessado no ato do
requerimento.
§ 2o Na efetivação do cancelamento previsto no caput deste artigo, caso o segurado opte por efetuar o
recolhimento das contribuições previdenciárias, deverá fazer uma nova opção, nos termos do § 1o do art. 22
desta Lei Complementar, que surtirá efeito a partir da data do protocolo do último requerimento.
Art. 26. Em caso de atraso no recolhimento, serão aplicados os encargos moratórios nos termos fixados no
art. 42 desta Lei Complementar.
Art. 27. Na hipótese de ocorrência de incapacidade permanente para o trabalho ou de óbito do segurado
ativo que estiver afastado temporariamente sem remuneração, será permitido o recolhimento das
contribuições previdenciárias relativas a todo o período de afastamento, nos termos fixados no art. 42 desta
Lei Complementar, para a concessão dos benefícios de risco, sendo exclusivamente aposentadoria por
incapacidade permanente do segurado e pensão por morte aos respectivos dependentes.
Art. 28. O tempo de contribuição ao RPPS/GO, em que o segurado ativo esteve afastado ou licenciado, sem
direito à remuneração, será objeto de averbação, mediante a declaração de contribuição emitida pela
GOIASPREV.
Art. 29. Em observância ao princípio da solidariedade que rege os regimes próprios de previdência social, a
contribuição previdenciária recolhida em caráter obrigatório ou facultativo, este último nas hipóteses de
afastamento sem remuneração, não será objeto de devolução ao segurado, mesmo que esse período não
seja computado na concessão de aposentadoria.
Seção VIII
Da contribuição previdenciária do servidor público em exercício de mandato eletivo
Art. 30. O segurado ativo investido em mandato eletivo permanecerá filiado ao RPPS/GO, devendo ser
repassadas ao seu regime de origem as parcelas de contribuição previdenciária da parte do segurado e da
patronal, nos termos do art. 38, inciso V, da Constituição Federal.
§ 1o Durante o período de exercício do mandato eletivo, o ente federativo ou Poder Legislativo, no qual o
segurado estiver, deverá solicitar à GOIASPREV a emissão das guias de recolhimento da contribuição
previdenciária, que terá como base de cálculo o valor da remuneração do cargo efetivo por ele provido.
§ 2o O não recolhimento das contribuições previdenciárias pelo Ente federativo ou Poder Legislativo a que
estiver vinculado, no prazo legal, importará na cobrança obrigatória de multa, juros e correção monetária
pela GOIASPREV, nos termos fixados no art. 42 desta Lei Complementar.
§ 3o O agente público responsável por efetuar o recolhimento da contribuição previdenciária do segurado
ativo em exercício de mandato eletivo, ao RPPS/GO, que deixar de fazê-lo responderá nos termos inciso X
do art. 10 da Lei federal no 8.429, de 2 de junho de 1992.
Seção IX
Do recolhimento e do repasse da contribuição previdenciária
I – nos incisos I e III do art. 18, deverá ser repassada, integralmente, pelos Poderes, pelas entidades
autárquicas e fundacionais e pelos órgãos autônomos ao RPPS/GO e será contabilizada no respectivo
regime, acompanhada do resumo de sua folha de pagamento, abrangendo servidores ativos, aposentados e
pensionistas, devendo o produto da arrecadação ser contabilizado em conta específica; e
§ 1o O repasse das contribuições previdenciárias de que trata o inciso I deste artigo, deverá ser efetivado
até o dia 10 (dez) do mês subsequente às respectivas competências.
§ 2o O Tesouro Estadual efetuará a transferência dos recursos financeiros aos Poderes e aos órgãos
autônomos do Estado de Goiás para o repasse das contribuições previdenciárias de que trata o inciso I
deste artigo, devidas sobre as folhas mensais de seus respectivos segurados ativos, com antecedência
mínima de 24 (vinte e quatro) horas da data do pagamento da folha de benefícios.
Art. 32. A ausência de repasse das contribuições previdenciárias, no prazo definido no § 1 o do art. 31 desta
Lei Complementar, implicará:
I – na aplicação de juros de 1% (um por cento) ao mês e multa de 2% (dois por cento), além de atualização
monetária de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, ou pelo índice
que vier a substituí-lo; e
Art. 33. O repasse das contribuições previdenciárias de que tratam os arts. 20, inciso II, 22 e 30 desta Lei
Complementar deverá ser efetuado até o 10o (décimo) dia útil do mês seguinte àquele de competência de
tais contribuições, prorrogando-se o vencimento para o 1o (primeiro) dia útil subsequente, quando não
houver expediente bancário no âmbito do Estado de Goiás.
§ 1o O procedimento de repasse das contribuições previdenciárias a que se refere o caput deste artigo
deverá ser feito em conformidade com as normas estaduais pertinentes à arrecadação das receitas
públicas, observado o disposto em decreto regulamentar.
Parágrafo único. A GOIASPREV manterá controle contributivo individualizado dos segurados cedidos,
afastados ou licenciados sem remuneração, competindo-lhe a notificação e demais medidas preliminares
para a cobrança e o recebimento das contribuições previdenciárias em atraso.
Art. 35. As contribuições descontadas ou não dos segurados cedidos ou em exercício de mandato eletivo,
não repassadas ao RPPS/GO, deverão ser quitadas em parcela única para cada exercício financeiro em
atraso, nos termos do art. 42.
Art. 36. As contribuições previdenciárias referentes à parte patronal, de que tratam os arts. 20, inciso II, e 30
desta Lei Complementar, não repassadas ao RPPS/GO no prazo legal poderão ser parceladas em, no
máximo, 4 (quatro) meses por exercício financeiro em atraso.
Art. 37. Deverão constar no termo de parcelamento a que se referem os arts. 35 e 36 desta Lei
Complementar, no mínimo:
V – a previsão das medidas ou das sanções para o caso de inadimplemento das prestações do termo de
parcelamento.
§ 1o O termo de parcelamento deverá ser acompanhado de demonstrativo que discrimine, por competência,
os valores originários, as atualizações, os juros, a multa, o valor total consolidado e o termo de confissão de
dívida.
Art. 38. Nos parcelamentos a que se referem os arts. 35 e 36 desta Lei Complementar serão admitidas a
quantidade máxima de 36 (trinta e seis) parcelas mensais, nos termos definidos em norma regulamentar.
Art. 39. Caso seja necessário o reparcelamento de débitos, o número de parcelas não poderá ser superior à
metade das prestações do parcelamento originário, observadas a devida atualização monetária e a
incidência de juros e multa.
Art. 40. Ocorrendo a ausência de repasse da contribuição previdenciária, parte segurado e patronal, por
mais de 60 (sessenta) dias ou o descumprimento do parcelamento, na hipótese de cessão prevista no inciso
II do art. 20 desta Lei Complementar, a GOIASPREV deverá comunicar à autoridade competente, a fim de
que sejam adotadas providências para a revogação do ato de cessão do segurado.
Art. 41. Caso o cessionário ou o ente federativo no qual o segurado esteja exercendo o mandato eletivo não
efetue o repasse das contribuições ao RPPS/GO, no prazo legal, caberá ao Estado de Goiás efetuá-lo, sub-
rogando-se no direito de reaver o crédito.
§ 1o O Estado de Goiás deverá adotar medidas necessárias para efetuar o reembolso das contribuições
previdenciárias não adimplidas, inclusive a inscrição do respectivo crédito em dívida ativa para posterior
execução fiscal.
Art. 42. As contribuições previdenciárias, recolhidas ou a recolher, em atraso, bem como os demais débitos
previdenciários, serão acrescidos de juros de 1% (um por cento) ao mês e multa de 2% (dois por cento),
além de atualização monetária de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor –
INPC, ou pelo índice que vier a substituí-lo.
Art. 43. É vedada a quitação de dívida previdenciária para com o RPPS/GO mediante a dação em
pagamento com bens imóveis ou móveis de qualquer natureza, ações ou quaisquer outros títulos.
CAPÍTULO IV
DOS SEGURADOS E DEPENDENTES
Seção I
Da filiação
Art. 44. A filiação do segurado ao RPPS/GO é obrigatória e automática a partir da investidura em cargo de
provimento efetivo no Poder Executivo, incluindo suas autarquias e fundações públicas, no Poder
Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Público, na Defensoria Pública, no Tribunal de Contas do
Estado e no Tribunal de Contas dos Municípios, bem como na qualidade de membro do Poder Judiciário, do
Ministério Público, da Defensoria Pública, do TCE ou do TCM.
Art. 45. Na hipótese de acumulação constitucional de cargos, constante do art. 37, inciso XVI, da
Constituição Federal, o segurado terá filiação individualizada para cada cargo ocupado.
I – quando cedido ou colocado à disposição, com ou sem ônus ao cessionário, a Poder, ao órgão ou à
entidade de outro ente federativo;
II – quando licenciado, desde que o tempo de licenciamento seja considerado como de efetivo exercício no
cargo efetivo ou vitalício;
III – quando afastado ou licenciado, sem remuneração, e efetue o recolhimento das contribuições
previdenciárias, nas condições definidas nesta Lei Complementar;
IV – durante o afastamento do cargo efetivo para o exercício de mandato eletivo, nas condições previstas
em lei; e
V – por qualquer outro tipo de afastamento previsto em lei com direito a remuneração.
II – por ausência ou morte presumida, desde que declarada por sentença transitada em julgado; e
Seção II
Dos segurados
I – os servidores públicos titulares de cargo efetivo no Poder Executivo, incluindo suas autarquias e
fundações públicas, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Público, na Defensoria Pública,
no Tribunal de Contas do Estado e no Tribunal de Contas dos Municípios;
III – os aposentados; e
IV – os beneficiários da Lei estadual no 8.974, de 5 de janeiro de 1981, e do art. 19 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, vinculados ao RPPS/GO.
§ 1o Os segurados do RPPS/GO a que se referem os incisos I, II e IV, do caput deste artigo, que forem
nomeados para o exercício de cargo em comissão ou afastados para o exercício de mandato eletivo,
permanecerão vinculados exclusivamente a esse regime de previdência, não sendo devidas contribuições
ao Regime Geral de Previdência Social sobre a remuneração correspondente ao cargo comissionado ou ao
mandato eletivo, observado o disposto no § 4o do art. 19.
§ 2o Quando houver acumulação de cargo efetivo com cargo em comissão, com exercício concomitante e
compatibilidade de horários, haverá o vínculo e o recolhimento ao RPPS/GO, pelo cargo efetivo, e ao
RGPS, pelo cargo em comissão.
Art. 49. A perda, voluntária ou normativa, da qualidade de segurado do RPPS/GO não dá direito à restituição
das parcelas correspondentes às contribuições previdenciárias vertidas para o custeio do plano de
benefícios.
Parágrafo único. Também não será passível de restituição a contribuição previdenciária efetuada pelo
segurado ativo afastado ou licenciado, sem direito à remuneração, durante o período de afastamento.
Seção III
Dos dependentes do segurado
I – o cônjuge;
IV – o ex-cônjuge, o(a) ex-companheiro(a) ou o cônjuge separado de fato, com direito a pensão alimentícia,
devidamente comprovada;
V – o enteado, solteiro, não emancipado, que comprove dependência econômica para com o segurado e
atenda a um dos requisitos previstos no inciso III deste artigo;
VI – o menor tutelado, solteiro, não emancipado, que comprove dependência econômica para com o
segurado e que:
VII – os pais, desde que comprovada a dependência econômica para com o segurado, existente na data do
óbito do instituidor do benefício; e
VIII – o irmão solteiro, não emancipado, que comprove dependência econômica para com o segurado e
atenda a um dos requisitos previstos no inciso III deste artigo.
§ 3o A invalidez ou a deficiência a que se referem os incisos III, V, VI e VIII deste artigo deverá gerar a
incapacidade total e permanente do beneficiário para o exercício de qualquer atividade laboral, devendo ser
avaliada por perícia oficial.
I – para o cônjuge:
a) pela separação ou pelo divórcio, judicial ou extrajudicial, quando não lhe for assegurada a prestação de
alimentos;
c) pela separação de fato, quando não lhe for assegurada, judicial ou extrajudicialmente, a prestação de
alimentos;
II – para o(a) companheiro(a): pela cessação da união estável com o segurado, quando não lhe for
assegurada a prestação de alimentos;
III – para o cônjuge, companheiro(a) ou ex-cônjuge e ex-companheiro(a) com direito à prestação de
alimentos pelo segurado falecido: pelo novo casamento ou estabelecimento de nova união estável;
IV – para o filho, o enteado e o irmão: pela emancipação ou implemento de maioridade previdenciária, salvo
se comprovadamente inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou grave, desde a menoridade
previdenciária, na forma prevista no art. 50, incisos III, V, e VIII e § 3o;
VI – para os dependentes a que se refere o art. 50, incisos V a VIII, no que couber:
c) pela habilitação de dependente em classe mais preeminente que a sua, nos termos do parágrafo único do
art. 83 desta Lei Complementar; e
CAPÍTULO V
DAS INFORMAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
Seção I
Do registro individualizado dos segurados
Art. 52. A GOIASPREV efetuará o registro individualizado dos segurados do RPPS/GO, em sistema
eletrônico próprio, que conterá as seguintes informações:
II – dados funcionais;
VI – base de contribuição, mês a mês, do período de tempo de contribuição averbado, com competência
posterior a julho de 1994; e
Parágrafo único. Os dados constantes do registro cadastral individualizado serão consolidados para fins
atuariais e contábeis.
Seção II
Das informações cadastrais, funcionais e financeiras
Art. 53. Cabe à GOIASPREV consolidar, gerenciar e manter as informações cadastrais, funcionais e
financeiras dos segurados do RPPS/GO, dentre outras, com objetivo de controlar e monitorar os resultados
atuariais e financeiros do regime, nos termos da legislação vigente.
§ 3o A GOIASPREV deverá manter o sigilo dos dados repassados pelos Poderes e órgãos autônomos, com
observância das normas que regem a matéria, especialmente a Lei federal n o 13.709, de 14 de agosto de
2018 .
Seção III
Do recadastramento
Art. 54. É obrigatório o recadastramento dos aposentados e dos pensionistas do RPPS/GO, que deverá ser
feito, anualmente, até o mês seguinte ao do respectivo aniversário.
I – liberados no prazo de até 4 (quatro) dias úteis, com relação aos meses bloqueados; e
II – incluídos na folha de pagamento do mês subsequente ao da regularização, com relação aos meses
suspensos.
Art. 55. Para o recadastramento, o beneficiário deverá comparecer em lugar predeterminado pela
GOIASPREV, apresentando os seguintes documentos:
I – em original:
a) Registro Geral – RG, Carteira de Trabalho, Passaporte, Carteira Nacional de Habilitação ou Carteira
Profissional, com validade em todo o território nacional, ressalvada a implantação de sistema de
cadastramento com uso de tecnologia; e
II – para os pensionistas:
a) os documentos a que se refere o inciso I, alíneas “a” e “b”, do caput deste artigo, sendo que bastará a
apresentação de apenas um deles; e
III – a indicação de endereço eletrônico pelo aposentado e pelo pensionista, ficando ciente que as
notificações lhes serão encaminhadas no endereço informado.
§ 2o Os documentos relacionados nos incisos I e II do caput deste artigo deverão ser apresentados em
original e dentro do prazo de validade, quando for o caso.
III – alteração das características físicas do titular que gere dúvida fundada sobre a identidade; ou
§ 4o Considera-se atualizado, para efeito do disposto neste artigo, a certidão ou o comprovante emitidos
nos 3 (três) meses anteriores à data do protocolo ou do recadastramento.
§ 5o A GOIASPREV poderá realizar o recadastramento em ambiente não presencial, com uso de tecnologia
adequada, nos termos do regulamento.
Art. 56. A não regularização cadastral no prazo de 12 (doze) meses, contados a partir do 1 o (primeiro) mês
do bloqueio do pagamento, implicará no cancelamento do benefício previdenciário, assegurados o
contraditório e a ampla defesa.
Art. 57. O aposentado ou pensionista que por motivo de saúde ficar impedido de realizar o seu
recadastramento, poderá, por meio de seu cônjuge, companheiro(a), filho(a), pais ou procurador, solicitar a
visita do serviço social, a fim de efetuar ou regularizar o recadastramento, apresentando atestado médico
que comprove a impossibilidade de deslocamento.
Art. 58. O beneficiário residente em outro país ou em outra unidade da Federação procederá ao seu
recadastramento, no prazo previsto no art. 54 desta Lei Complementar, por meio postal ou com uso de
tecnologia adequada, na forma do regulamento.
CAPÍTULO VI
DO PLANO DE BENEFÍCIOS
Seção I
Da definição dos benefícios
Art. 59. Os benefícios previdenciários que integram o plano de benefícios do RPPS/GO de que trata esta Lei
Complementar são exclusivamente:
I – quanto ao segurado:
c) aposentadoria voluntária; e
III – o auxílio-funeral; e
§ 2o É vedado ao RPPS/GO conceder benefícios distintos dos previstos no caput deste artigo.
§ 3o Para fins do disposto no art. 40, §§ 14, 15 e 16, da Constituição Federal, considera-se instituído o
Regime de Previdência Complementar no âmbito do Estado de Goiás a partir de 7 de julho de 2017, nos
termos do § 1o do art. 2o da Lei 19.179, de 29 de dezembro de 2015.
I – no serviço público em cargo efetivo de qualquer ente da Federação a partir de 7 de julho de 2017; ou
II – anteriormente a 7 de julho de 2017, mas tenha optado por limitar seus futuros benefícios previdenciários
ao valor do teto do RGPS.
Art. 60. O gozo individual do benefício previdenciário fica condicionado ao implemento de condição
suspensiva correspondente à satisfação dos requisitos necessários à sua percepção, estabelecidos nesta
Lei Complementar.
Art. 61. Nos termos da Constituição Estadual, serão aplicadas aos segurados do RPPS/GO para a
concessão de aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho, compulsória e voluntária, bem
como de pensão por morte aos respectivos dependentes, as mesmas regras permanentes, transitórias e de
transição utilizadas pela União para seus servidores e respectivos dependentes, inclusive com relação ao
cálculo e reajustamento dos benefícios.
Seção II
Da aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho
Art. 62. A aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho é devida ao segurado ativo que for
considerado, mediante perícia oficial realizada pela GOIASPREV ou por ela designada, incapacitado
definitivamente para o exercício de seu cargo e insusceptível de readaptação para o exercício de outro
cargo.
§ 2o A readaptação de que trata o caput deste artigo deverá ser feita em cargo de atribuições e
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido o segurado em sua capacidade física ou
mental, verificada em inspeção realizada pela Junta Médica Oficial do Estado, nos termos do art. 45 da Lei
estadual no 20.756, de 28 de janeiro de 2020.
§ 3o Com relação aos parâmetros e critérios para definição de acidente de trabalho, de doença profissional
e de doença do trabalho serão utilizados, no que couber, as normas aplicáveis ao Regime Geral de
Previdência Social.
Art. 63. A aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho será precedida do gozo de licença
para tratamento de saúde, pelo período de 24 (vinte e quatro) meses, e dependerá de laudo emitido por
perícia médica oficial realizada pela GOIASPREV ou por ela designada, no qual constará a doença, com o
respectivo código de Classificação Internacional de Doenças (CID) e a declaração de incapacidade
permanente para o trabalho, observado o seguinte:
I – expirado o período máximo de licença para tratamento de saúde e não estando em condições de
reassumir o cargo ou de ser readaptado, o segurado será aposentado por incapacidade permanente para o
trabalho; e
Art. 64. A aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho será devida a partir da data
consignada em laudo médico pericial do serviço médico oficial da GOIASPREV, ou por ela designada, que
declarar o segurado incapaz permanentemente para o exercício do cargo, observada, ainda, a legislação
vigente na respectiva data.
§ 3o Será obrigatória a reavaliação médico-pericial para o aposentado por incapacidade permanente para o
trabalho, que será efetuada a cada 5 (cinco) anos, para verificação da continuidade das condições que
ensejaram a concessão da aposentadoria, excepcionadas as hipóteses em que o serviço médico oficial
estabeleça prazo inferior.
§ 4o O segurado aposentado por incapacidade permanente para o trabalho com idade inferior a 75 (setenta
e cinco) anos será submetido a avaliação médica periódica nos 15 (quinze) primeiros anos de
aposentadoria, para atestar a permanência das condições que lhe causaram a incapacidade laboral.
§ 5o O aposentado por incapacidade permanente para o trabalho pode, ainda, ser convocado, a qualquer
momento, à critério da administração, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, para ser submetido à
perícia médica, nos casos de suspeita de vínculo com outro regime previdenciário após a inativação,
independentemente dos prazos previstos nos §§ 3o e 4o deste artigo.
§ 6o Havendo recusa do aposentado em submeter-se à perícia médica oficial, após ser convocado e
cientificado dos termos deste parágrafo, será determinado:
§ 7o Sendo efetuada a perícia médica de que trata este artigo, os proventos de aposentadoria serão:
§ 8o A não realização de perícia médica no prazo de 12 (doze) meses, contados a partir do 1 o (primeiro)
mês do bloqueio do pagamento dos proventos, implicará no cancelamento do benefício previdenciário,
assegurados o contraditório e a ampla defesa, observado o disposto no art. 148 desta Lei Complementar, no
que couber.
§ 10. O aposentado por incapacidade permanente para o trabalho que voltar a exercer qualquer atividade
laboral terá o benefício cessado a partir da data do retorno, observado o devido processo legal.
§ 11. Caso o segurado seja portador de doença prevista no rol do art. 6 o, inciso XIV, da Lei federal no 7.713,
de 22 de dezembro de 1988, o serviço médico oficial da GOIASPREV, ou por ela designado, deverá
consignar no laudo médico pericial a identificação da moléstia que lhe garante a isenção do Imposto de
Renda Retido na Fonte.
Art. 65. Os proventos de aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho serão calculados na
forma do art. 81 desta Lei Complementar.
§ 1o O valor dos proventos da aposentadoria por incapacidade permanente para o trabalho será calculado
com acréscimo de 25% (vinte e cinco por cento), quando o aposentado necessitar da assistência
permanente de outra pessoa, conforme laudo periódico da perícia oficial da GOIASPREV ou por ela
designada.
I – somado aos proventos, não poderá ultrapassar o valor do teto dos benefícios do RGPS de que trata o
art. 201 da Constituição Federal;
II – será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for reajustado; e
III – cessará com o restabelecimento da saúde atestado por laudo da perícia oficial da GOIASPREV ou com
a morte do aposentado, não sendo incorporável ao valor da pensão por morte.
Seção III
Da aposentadoria compulsória
Art. 66. O segurado ativo será aposentado compulsoriamente aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, com
proventos proporcionais ao tempo de contribuição, observado o disposto nesta Lei Complementar.
§ 1o É facultada ao segurado ativo a opção por regra de aposentadoria mais benéfica implementada em
data anterior à aquisição do direito à aposentadoria compulsória.
§ 2o A aposentadoria será declarada por ato da autoridade competente da GOIASPREV, com efeito a partir
do dia imediato àquele em que o servidor atingir a idade-limite de permanência no serviço público.
§ 3o O segurado ativo fica imediatamente afastado de suas funções a partir da data em que atingir a idade-
limite, sob pena de responsabilidade do titular do setor de gestão de pessoas de seu órgão de origem ou de
qualquer outro agente público que o mantiver no serviço ou autorize a sua permanência.
Art. 67. Os proventos de aposentadoria compulsória serão calculados na forma do § 4o do art. 81 desta Lei
Complementar.
Seção IV
Da aposentadoria voluntária por idade e tempo de contribuição
Art. 68. O segurado ativo fará jus à aposentadoria voluntária por idade e tempo de contribuição, desde que
preencha, cumulativamente, os seguintes requisitos:
I – 62 (sessenta e dois) anos de idade, se for mulher, e 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se for homem;
e
II – 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, desde que cumprido o tempo mínimo de 10 (dez) anos de
efetivo exercício no serviço público e de 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que for concedida a
aposentadoria.
Parágrafo único. Os proventos da aposentadoria a que se refere o caput deste artigo serão calculados na
forma prevista no art. 81 desta Lei Complementar.
Seção V
Da aposentadoria especial
Art. 69. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos
segurados ativos abrangidos pelo regime de previdência de que trata esta Lei Complementar, ressalvados
os casos de:
I – servidores com deficiência, previamente submetidos à avaliação biopsicossocial realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar;
II – ocupantes dos cargos estaduais de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial civil do
órgão de que trata o inciso I do art. 121 da Constituição Estadual;
III – servidores estaduais cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes nocivos
químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação destes agentes, vedados a caracterização
por categoria profissional ou ocupação e o enquadramento por periculosidade; e
IV – ocupantes do cargo estadual de professor, desde que comprovem tempo de efetivo exercício na função
de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
§ 1o Até que lei complementar federal discipline as regras de aposentadoria especial, os servidores públicos
estaduais com direito, por idade mínima ou tempo de contribuição distintos da regra geral para concessão
de aposentadoria na forma dos §§ 4o-A, 4o- B, 4o-D, 4o-E e 5o do art. 97 da Constituição Estadual,
poderão aposentar-se, observados os seguintes requisitos:
I – os servidores estaduais com deficiência, vinculados ao RPPS/GO, desde que cumpridos o tempo mínimo
de 10 (dez) anos de efetivo exercício no serviço público e de 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que for
concedida a aposentadoria, será concedida na forma da Lei Complementar no 142, de 8 de maio de 2013,
inclusive quanto aos critérios de cálculo do benefício;
II – os agentes penitenciários, agentes socioeducativos e os policiais civis do Estado de Goiás, poderão ser
aposentados aos 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, com 30 (trinta) anos de contribuição e 25 (vinte e
cinco) anos de efetivo exercício em cargos pertencentes a essas carreiras, para ambos os sexos;
III – o servidor público estadual cujas atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos,
físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização por
categoria profissional ou ocupação, aos 60 (sessenta) anos de idade, com 25 (vinte e cinco) anos de efetiva
exposição e contribuição, 10 (dez) anos de efetivo exercício de serviço público e 5 (cinco) anos no cargo
efetivo em que for concedida a aposentadoria; e
IV – o titular do cargo estadual de professor, aos 60 (sessenta) anos de idade, se for homem, aos 57
(cinquenta e sete) anos, se for mulher, com 25 (vinte e cinco) anos de contribuição exclusivamente em
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio, 10 (dez)
anos de efetivo exercício de serviço público e 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que for concedida a
aposentadoria, para ambos os sexos.
§ 2o A aposentadoria a que se refere o § 1o, inciso III, deste artigo, observará adicionalmente as condições
e os requisitos estabelecidos para o Regime Geral de Previdência Social, naquilo em que não conflitarem
com as regras específicas aplicáveis ao RPPS/GO, vedada a conversão de tempo especial em comum.
§ 4o A avaliação da deficiência será efetuada pelo serviço médico oficial da GOIASPREV, ou por ela
designado, e, quando necessária, poderá ser biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional e
interdisciplinar e considerará:
IV – a restrição de participação.
§ 5o Os proventos das aposentadorias concedidas nos termos do disposto no § 1 o, inciso II, deste artigo
serão calculados e reajustados na forma da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019.
§ 6o Os proventos das aposentadorias concedidas nos termos do disposto no § 1 o, incisos III e IV, deste
artigo serão calculados na forma do art. 81 desta Lei Complementar.
Seção VI
Das regras de transição para concessão de aposentadoria
Art. 70. Para fins de fixação da data de ingresso no serviço público, de que trata esta seção, quando o
servidor tiver ocupado, sem interrupção, sucessivos cargos de provimento efetivo ou vitalício, no Poder
Executivo, incluindo suas autarquias e fundações públicas, no Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no
Ministério Público do Estado, na Defensoria Pública do Estado, no Tribunal de Contas do Estado e no
Tribunal de Contas dos Municípios, bem como na União, nos demais Estados, no Distrito Federal e nos
Municípios, será considerada a data da investidura mais remota dentre as ininterruptas.
Parágrafo único. Não será considerada interrupção, para os fins desta Lei Complementar, o lapso não
superior a 15 (quinze) dias entre uma investidura e outra, em cargo de provimento efetivo ou vitalício.
Art. 71. O segurado do RPPS/GO que tenha ingressado no serviço público em cargo efetivo até a data de
entrada em vigor da Emenda Constitucional estadual no 65, de 21 de dezembro de 2019, poderá aposentar-
se voluntariamente quando preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos:
I – 56 (cinquenta e seis) anos de idade, se for mulher, e 61 (sessenta e um) anos de idade, se for homem,
observado o disposto no § 1o deste artigo;
II – 30 (trinta) anos de contribuição, se for mulher, e 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se for homem;
§ 1o A partir de 1o de janeiro de 2022, a idade mínima a que se refere o inciso I do caput deste artigo será
de 57 (cinquenta e sete) anos de idade, se for mulher, e 62 (sessenta e dois) anos de idade, se for homem.
§ 2o A partir do ano de 2020, a pontuação a que se refere o inciso V do caput deste artigo será acrescida de
1 (um) ponto, a cada ano, até atingir o limite de 100 (cem) pontos, se for mulher, e de 105 (cento e cinco)
pontos, se for homem.
§ 3o A idade e o tempo de contribuição serão apurados em dias para o cálculo do somatório de pontos a
que se refere o inciso V do caput e o § 2o deste artigo.
§ 4o Observado o disposto no § 3o do art. 69 desta Lei Complementar, para o titular do cargo de professor
que comprovar exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e
no ensino fundamental e médio, os requisitos de idade e de tempo de contribuição de que tratam os incisos
I e II do caput deste artigo serão:
I – 51 (cinquenta e um) anos de idade, se for mulher, e 56 (cinquenta e seis) anos de idade, se for homem;
II – 25 (vinte e cinco) anos de contribuição, se for mulher, e 30 (trinta) anos de contribuição, se for homem; e
III – 52 (cinquenta e dois) anos de idade, se for mulher, e 57 (cinquenta e sete) anos de idade, se for
homem, a partir de 1o de janeiro de 2022.
§ 5o O somatório da idade e do tempo de contribuição de que trata o inciso V do caput para os segurados a
que se refere o § 4o deste artigo, incluídas as frações, será de 81 (oitenta e um) pontos, se for mulher, e 91
(noventa e um) pontos, se for homem, aos quais serão acrescidos, a partir de 1o de janeiro de 2020, 1 (um)
ponto a cada ano, até atingir o limite de 92 (noventa e dois) pontos, se for mulher, e de 100 (cem) pontos, se
for homem.
§ 6o Os proventos das aposentadorias concedidas nos termos do disposto neste artigo corresponderão:
II – ao valor apurado na forma do art. 81 desta Lei Complementar, para o servidor público não contemplado
no inciso I deste parágrafo.
Art. 72. O segurado do RPPS/GO que tenha ingressado no serviço público em cargo efetivo até a data de
entrada em vigor da Emenda Constitucional estadual no 65, de 2019, poderá aposentar-se voluntariamente
quando preencher, cumulativamente, os seguintes requisitos:
I – 57 (cinquenta e sete) anos de idade, se for mulher, e 60 (sessenta) anos de idade, se for homem;
II – 30 (trinta) anos de contribuição, se for mulher, e 35 (trinta e cinco) anos de contribuição, se for homem;
III – 20 (vinte) anos de efetivo exercício no serviço público e 5 (cinco) anos no cargo efetivo em que se der a
aposentadoria; e
§ 1o Observado o disposto no § 3 o do art. 69 desta Lei Complementar, para o professor que comprovar
exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino
fundamental e médio serão reduzidos, para ambos os sexos, os requisitos de idade e de tempo de
contribuição em 5 (cinco) anos.
§ 2o O valor das aposentadorias concedidas nos termos do disposto neste artigo corresponderá:
I – em relação ao servidor público que tenha ingressado em cargo efetivo ou vitalício até 31 de dezembro de
2003 e que não tenha feito a opção de que trata o § 16 do art. 40 da Constituição Federal, à totalidade da
remuneração no cargo efetivo em que se der a aposentadoria, observado o disposto no art. 80 desta Lei
Complementar; e
II – em relação aos demais servidores públicos ao valor apurado na forma do § 3o do art. 81 desta Lei
Complementar.
Art. 73. O policial civil do órgão de que trata o inciso I do art. 121 da Constituição Estadual e o ocupante do
cargo de agente penitenciário ou socioeducativo que tenham ingressado na respectiva carreira até a data
em vigor da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019, poderão aposentar-se na forma nela prevista.
§ 1o Serão considerados tempo de exercício em cargo de natureza estritamente policial, para os fins do
inciso II do art. 1o da Lei Complementar no 51, de 20 de dezembro de 1985, o tempo de atividade militar
nas Forças Armadas, nas polícias militares e nos corpos de bombeiros militares e o tempo de atividade
como agente penitenciário ou socioeducativo.
§ 2o (VETADO).
§ 3o A aplicação do disposto neste artigo ao servidor que tenha ingressado nos quadros da Delegacia-Geral
da Polícia Civil até 6 de julho de 2017 será com os proventos correspondentes à totalidade da remuneração
do cargo efetivo em que se der a aposentadoria, também com a revisão na mesma data e proporção dos
que se encontram em atividade, inclusive em decorrência da transformação ou reclassificação do cargo ou
função.
- Acrescido pela Lei complementar no 166, de 06-12-2021.
Art. 74. O segurado do RPPS/GO que tenha ingressado no serviço público em cargo efetivo até a data de
entrada em vigor da Emenda Constitucional estadual no 65, de 2019, cujas atividades tenham sido
exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou
associação desses agentes, vedada a caracterização por categoria profissional ou ocupação, desde que
cumpridos o tempo mínimo de 20 (vinte) anos de efetivo exercício no serviço público e de 5 (cinco) anos no
cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria, na forma dos arts. 57 e 58 da Lei federal n o 8.213, de
24 de julho de 1991, poderão aposentar-se quando o total da soma resultante da sua idade e do tempo de
contribuição e o tempo de efetiva exposição forem, respectivamente, de:
§ 1o A idade e o tempo de contribuição serão apurados em dias para o cálculo do somatório de pontos a
que se refere o caput deste artigo.
§ 2o O valor da aposentadoria de que trata este artigo será apurado na forma do art. 81 desta Lei
Complementar.
Seção VII
Das regras comuns a todas as aposentadorias
Art. 75. Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma da Constituição
Republicana, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do RPPS/GO, aplicando-se
outras vedações, regras e condições para a acumulação de benefícios previdenciários estabelecidas no
Regime Geral de Previdência Social.
Art. 76. São assegurados os direitos adquiridos e a concessão, a qualquer tempo, de aposentadoria aos
segurados do RPPS/GO que, até a data de publicação da Emenda Constitucional estadual no 65, de 2019,
tenham cumprido todos os requisitos para obtenção desse benefício, com base nos critérios da legislação
então vigente.
§ 1o O cálculo dos proventos pelas regras do direito adquirido na forma prevista no caput deste artigo terá
por referência a legislação aplicável à época que os requisitos foram implementados.
§ 2o Concedida a aposentadoria, com fundamento nas regras vigentes até a publicação da Emenda
Constitucional estadual no 65, de 2019, pela garantia do direito adquirido, o tempo de contribuição posterior
à implementação dos requisitos, não será objeto de certificação para utilização em outro regime de
previdência, em observância aos princípios da solidariedade e do equilíbrio financeiro e atuarial.
Art. 77. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrente do exercício de cargo
efetivo ou vitalício de filiação ao regime de que trata esta Lei Complementar, com a remuneração de cargo,
emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis previstos na Constituição Federal e aqueles
em comissão, declarados em lei de livre nomeação e exoneração, e os mandatos eletivos.
§ 1o A vedação prevista no caput deste artigo não se aplica aos membros de Poder e aos inativos que, até
16 de dezembro de 1998, tenham ingressado novamente no serviço público por concurso público de provas,
ou de provas e títulos, e pelas demais formas previstas na Constituição Federal, sendo-lhes proibida a
percepção de mais de uma aposentadoria pelo regime de que trata esta Lei Complementar, exceto se
decorrente de cargos acumuláveis previstos na Constituição Republicana.
§ 2o O segurado inativo, para ser investido em cargo público efetivo ou vitalício não acumulável com aquele
que gerou sua aposentadoria, deverá comprovar a opção por uma das formas de pagamento.
Art. 78. Será computado como tempo de contribuição, para o fim exclusivo de aposentadoria, o tempo em
que o segurado esteve:
I – em disponibilidade remunerada;
III – aposentado, no caso de denegação do registro do ato de aposentação pelo Tribunal de Contas do
Estado, desde que seja comprovada a integralização das contribuições previdenciárias do respectivo
período, nos limites e nas condições a que estaria sujeito se estivesse ativo.
Parágrafo único. Será considerado como tempo no cargo efetivo e tempo de efetivo exercício no serviço
público o período em que o segurado estiver em exercício de mandato eletivo, cedido, com ou sem ônus
para o cessionário, a órgão ou entidade da administração direta ou indireta, de outro ente da Federação, ou
cedido a organismo oficial internacional do qual o Brasil seja membro efetivo ou partícipe ou a outro país
com remuneração, desde que tenha havido a respectiva contribuição previdenciária vertida ao seu regime
de origem.
a) no caso de ter havido averbação de tempo de contribuição de qualquer regime de previdência, cópia da
Certidão de Tempo de Contribuição – CTC ou, quando for o caso, da Certidão de Tempo de Serviço – CTS
que originou a respectiva averbação, observado o disposto no § 1o do art. 139 desta Lei Complementar;
b) cópia da Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS, quando o período de contribuição no cargo
em que se dará a aposentadoria tiver fração de tempo prestado sob o regime da Consolidação das Leis
Trabalhistas –CLT, antes da adoção do regime estatutário, nos termos da legislação estadual própria;
c) comprovante do Cadastro Nacional de Informações Sociais –CNIS emitido pelo Instituto Nacional do
Seguro Social –INSS, somente no caso de o segurado ter utilizado, no cômputo do tempo de contribuição
para sua aposentadoria, o período de vinculação ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS; e
II – ter a análise de juridicidade da concessão efetuada por Procurador(es) do Estado que atuarão no âmbito
da GOIASPREV e que subscreverá(ão), autonomamente e com exclusividade, os respectivos atos de
orientação jurídica.
Seção VIII
Dos cálculos dos proventos
Art. 80. Considera-se remuneração do servidor público no cargo efetivo ou vitalício, para fins de cálculo dos
proventos de aposentadoria com fundamento no disposto no inciso I do § 6o do art. 71 ou no inciso I do § 2o
do art. 72, o valor constituído pelo subsídio, pelo vencimento e pelas vantagens pecuniárias permanentes do
cargo, estabelecidos em lei, acrescidos dos adicionais de caráter individual e das vantagens pessoais
permanentes, observados os seguintes critérios:
I – se o cargo estiver sujeito a variações na carga horária, o valor das rubricas que refletem essa variação
integrará o cálculo do valor da remuneração do servidor público no cargo efetivo em que se deu a
aposentadoria, considerando-se a média aritmética simples dessa carga horária proporcional ao número de
anos completos de recebimento e contribuição, contínuos ou intercalados, em relação ao tempo total exigido
para a aposentadoria; e
II – se as vantagens pecuniárias permanentes forem variáveis por estarem vinculadas a indicadores de
desempenho, produtividade ou situação similar, o valor dessas vantagens integrará o cálculo da
remuneração do servidor público no cargo efetivo mediante a aplicação, sobre o valor atual de referência
das vantagens pecuniárias permanentes variáveis, da média aritmética simples do indicador, proporcional
ao número de anos completos de recebimento e de respectiva contribuição, contínuos ou intercalados, em
relação ao tempo total exigido para a aposentadoria ou, se inferior, ao tempo total de percepção da
vantagem.
Parágrafo único. A média a que se refere o caput deste artigo será calculada mediante informações
constantes nos registros funcionais e financeiros do servidor até a data do requerimento da aposentadoria.
Art. 81. Para o cálculo dos benefícios de aposentadoria do RPPS/GO será utilizada a média aritmética
simples dos salários de contribuição e das remunerações adotados como base para contribuições a regime
próprio de previdência social e ao Regime Geral de Previdência Social, ou como base para contribuições
decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal, atualizados
monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência de
julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se for posterior àquela competência.
§ 1o A média a que se refere o caput deste artigo será limitada ao valor máximo do salário de contribuição
do Regime Geral de Previdência Social para os segurados do RPPS/GO que ingressaram no serviço
público em cargo efetivo de qualquer ente da Federação a partir de 7 de julho de 2017 ou que tiver
ingressado anteriormente a esta data, mas tenha optado por limitar seus benefícios previdenciários ao valor
do teto do RGPS, nos termos do disposto nos §§ 14 a 16 do art. 40 da Constituição Federal.
§ 2o O valor do benefício de aposentadoria corresponderá a 60% (sessenta por cento) da média aritmética
definida na forma prevista no caput e no § 1 o deste artigo, com acréscimo de 2% (dois por cento) para cada
ano que exceder o tempo de 20 (vinte) anos de contribuição.
§ 3o O valor do benefício de aposentadoria corresponderá a 100% (cem por cento) da média aritmética
definida na forma prevista no caput e no § 1o deste artigo:
§ 4o O valor do benefício da aposentadoria de que trata o art. 66 desta Lei Complementar corresponderá ao
resultado do tempo de contribuição dividido por 20 (vinte) anos, limitado a um inteiro, multiplicado pelo valor
apurado na forma do caput do § 2o deste artigo, ressalvado o caso de cumprimento de critérios de acesso
para aposentadoria voluntária que resulte em situação mais favorável.
§ 5o Poderão ser excluídas da média as contribuições que resultem em redução do valor do benefício,
desde que seja mantido o tempo mínimo de contribuição exigido, vedada a utilização do tempo excluído
para qualquer finalidade, inclusive para o acréscimo a que se refere o § 2 o deste artigo, para a averbação
em outro regime previdenciário ou para a obtenção dos proventos de inatividade de que tratam os arts. 42 e
142 da Constituição Federal.
Art. 82. Observado o disposto no art. 81 desta Lei Complementar, no cálculo do valor inicial dos proventos
de aposentadoria dos segurados do RPPS/GO, que utilizem média das remunerações ou subsídios,
utilizados como base para as contribuições do segurado aos regimes de previdência a que esteve
vinculado, estes valores serão atualizados mês a mês, de acordo com a variação integral do índice fixado
para a atualização dos salários de contribuição considerados no cálculo dos benefícios do Regime Geral de
Previdência Social – RGPS.
§ 1o Para os fins deste artigo, as remunerações ou os subsídios considerados no cálculo da aposentadoria,
atualizados na forma do caput deste artigo, não poderão ser:
II – superiores ao valor máximo do salário de contribuição do Regime Geral de Previdência Social, quanto
aos meses em que o segurado esteve vinculado ao RGPS, tendo sido este período averbado no RPPS/GO.
§ 2o Os proventos, por ocasião de sua concessão, não serão inferiores ao valor a que se refere o § 2 o do
art. 201 da Constituição Federal.
Seção IX
Da pensão por morte
Art. 83. São beneficiários da pensão por morte do segurado do RPPS/GO, exclusivamente, os dependentes
previdenciários elencados no art. 50 desta Lei Complementar.
§ 1o A existência de beneficiário constantes dos incisos I, II, III, IV, V e/ou VI do art. 50 desta Lei
Complementar exclui os subsequentes.
§ 2o A pensão por morte somente será devida aos dependentes especificados nos incisos III, V, VI e VIII do
art. 50 desta Lei Complementar, na condição de inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou
grave, previstas nesta Lei Complementar, se a incapacidade permanente para o exercício de qualquer
atividade laboral for atestada antes da perda da qualidade de dependente, tenha surgido na menoridade
previdenciária e esteja confirmada por perícia oficial da GOIASPREV, ou por esta designada.
Art. 84. A pensão por morte concedida a dependente de segurado do RPPS/GO será equivalente a uma
cota familiar de 50% (cinquenta por cento) do valor da aposentadoria recebida pelo servidor ou daquela a
que teria direito se fosse aposentado por incapacidade permanente para o trabalho na data do óbito,
acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100% (cem por cento).
§ 1o As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis aos demais
dependentes, preservado o valor de 100% (cem por cento) da pensão por morte quando o número de
dependentes remanescente for igual ou superior a 5 (cinco).
§ 2o Na hipótese de existir dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor da
pensão por morte de que trata o caput deste artigo será equivalente a:
I – 100% (cem por cento) da aposentadoria recebida pelo segurado ou daquela a que teria direito se fosse
aposentado por incapacidade permanente para o trabalho na data do óbito, até o limite máximo de
benefícios do Regime Geral de Previdência Social; e
II – uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por
dependente, até o máximo de 100% (cem por cento), para o valor que supere o limite máximo de benefícios
do Regime Geral de Previdência Social.
§ 3o Quando não houver mais dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, o valor
da pensão será recalculado na forma do disposto no caput e no § 1o deste artigo.
§ 4o O tempo de duração da pensão por morte e das cotas individuais por dependente até a perda dessa
qualidade, o rol de dependentes e sua qualificação e as condições necessárias para enquadramento
observarão o disposto na Lei federal no 8.213, de 1991, sem prejuízo de outros requisitos constantes nesta
Lei Complementar.
§ 5o Para o dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave, sua condição pode ser
reconhecida previamente ao óbito do segurado, por meio de avaliação biopsicossocial realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar, observada revisão periódica e o disposto no § 2o do art. 50 desta Lei
Complementar.
§ 6o Equiparam-se a filho, para fins de recebimento da pensão por morte, exclusivamente, o enteado e o
menor tutelado, desde que comprovada a dependência econômica para com o segurado do RPPS/GO.
Art. 85. A pensão por morte devida aos dependentes do policial civil do órgão de que trata o inciso I do art.
121 da Constituição do Estado e dos ocupantes dos cargos de agente penitenciário ou socioeducativo
decorrente de agressão sofrida no exercício ou em razão da função, devidamente comprovada, será por
tempo indeterminado para o cônjuge ou companheiro e equivalente à remuneração do cargo.
Art. 86. Na hipótese de cálculo de pensão oriunda de falecimento do segurado ativo, são vedadas a inclusão
de parcelas remuneratórias pagas em decorrência de local de trabalho, de função de confiança, de cargo
em comissão ou do abono de permanência, bem como a previsão de incorporação de tais parcelas
diretamente no valor da pensão ou na remuneração, apenas para efeito de concessão do benefício, ainda
que mediante regras específicas.
Art. 87. O direito à pensão por morte configura-se na data do falecimento do segurado, sendo o benefício
concedido com base na legislação vigente nessa data.
Art. 88. A pensão por morte será devida aos dependentes do segurado do RPPS/GO que falecer,
aposentado ou em atividade, a contar da data:
II – do trânsito em julgado da decisão judicial que declarar a ausência ou a morte presumida do segurado,
quando requerida até 30 (trinta) dias a contar do trânsito em julgado da mesma;
III – do trânsito em julgado da decisão judicial que reconheceu a união estável ou a dependência
econômica, quando requerida até 30 (trinta) dias a contar do trânsito em julgado da mesma; e
IV – do requerimento, quando solicitada após os prazos previstos nos incisos I a III, ressalvado o disposto
no § 1o do art. 114 desta Lei Complementar.
§ 1o Havendo pluralidade de dependentes com direito ao benefício, a pensão por morte será repartida entre
eles, em partes iguais, ressalvadas as do ex-cônjuge, do(a) ex-companheiro(a) ou do cônjuge separado de
fato com direito à pensão alimentícia, que não serão superiores ao valor dos alimentos fixados em decisão
judicial ou em escritura extrajudicial, conforme dispõe o art. 94 desta Lei Complementar.
Art. 89. É vedada a concessão de pensão por morte para filho ou enteado, salvo se for na condição de
inválido, além da idade de 21 (vinte e um) anos, mesmo que seja estudante universitário.
b) se for comprovada, a qualquer tempo, simulação, fraude ou qualquer outra causa de nulidade no
casamento ou na união estável ou a formalização desses com o fim exclusivo de constituir benefício
previdenciário, apuradas em processo judicial;
c) com o decurso de 4 (quatro) meses do óbito, se ele ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18
(dezoito) contribuições mensais ou o casamento ou a união estável tiver sido iniciados em menos de 2
(dois) anos antes do óbito do segurado; e
b) pela emancipação; e
c) pelo casamento;
III – para o filho, o enteado, o menor tutelado e o irmão que sejam inválidos ou tenham deficiência
intelectual, mental ou grave:
a) com a cessação da invalidez; e
IV – para os dependentes a que se referem os incisos V a VIII do art. 50 desta Lei Complementar, pela
cessação da dependência econômica, devido:
a) ao recebimento de outro benefício previdenciário, de valor superior a 1 (um) salário mínimo nacional, em
qualquer regime de previdência ou de rendimentos de qualquer natureza que garantam sua subsistência;
a) pelo falecimento;
b) pela condenação criminal por sentença com trânsito em julgado, como autor, coautor ou partícipe de
homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa do instituidor, ressalvados os
inimputáveis;
d) pelo não cumprimento de qualquer dos requisitos ou condições estabelecidas nesta Lei Complementar.
§ 1o Ocorrendo a extinção do direito à pensão por morte nas hipóteses previstas no caput deste artigo e
existindo pensionistas remanescentes, o benefício será recalculado na forma do art. 84 desta Lei
Complementar.
§ 2o A pensão por morte, instituída em decorrência do óbito do segurado do RPPS/GO, finalizará com a
extinção da última cota-parte.
§ 3o Nos casos de concessão de pensão por morte a dependente com tempo de duração determinado, o
recálculo da cota-parte de beneficiário remanescente será efetuado, de ofício, pela GOIASPREV, nos
termos do regulamento.
§ 4o Na hipótese de extinção do direito à pensão por morte de qualquer dependente, não prevista no § 3 o
deste artigo, o recálculo será realizado mediante solicitação do pensionista remanescente à GOIASPREV.
§ 5o Serão aplicados os prazos previstos na alínea “d” do inciso I deste artigo, se o óbito do segurado
decorrer de acidente de qualquer natureza, de doença profissional ou do trabalho, independentemente do
recolhimento de 18 (dezoito) contribuições mensais ou comprovação de 2 (dois) anos de casamento ou
união estável.
§ 7o O tempo de contribuição a regime próprio de previdência social, a sistema de proteção social dos
militares ou ao Regime Geral de Previdência Social será considerado na contagem das 18 (dezoito)
contribuições mensais referidas nas alíneas “c” e “d” do inciso I deste artigo.
Art. 91. Observado o disposto no art. 109 desta Lei Complementar, poderá ser concedida ao filho mais de
uma pensão por morte, exclusivamente quando:
I – as pensões do mesmo instituidor forem decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art.
37 da Constituição Federal; e
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo se aplica, no que couber, ao enteado e ao menor tutelado
desde que comprovada a dependência econômica para com o segurado do RPPS/GO.
Art. 92. É vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixada por cônjuge, companheiro(a) ou
ex-cônjuge, ex-companheiro(a) ou o cônjuge separado de fato, com direito a recebimento de pensão
alimentícia do segurado falecido, no âmbito do RPPS/GO, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor
decorrentes do exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da Constituição Federal.
I – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com pensão
por morte concedida por outro regime de previdência social ou com pensões decorrentes das atividades
militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal;
II – pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com
aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime próprio de
previdência social ou com proventos de inatividade decorrentes das atividades militares de que tratam os
arts. 42 e 142 da Constituição Federal; ou
III – pensões decorrentes das atividades militares de que tratam os arts. 42 e 142 da Constituição Federal
com aposentadoria concedida no âmbito do Regime Geral de Previdência Social ou de regime próprio de
previdência social.
§ 2o Nas hipóteses das acumulações previstas no § 1o deste artigo, é assegurada a percepção do valor
integral do benefício mais vantajoso e de uma parte de cada um dos demais benefícios, apurada
cumulativamente de acordo com as seguintes faixas:
I – 60% (sessenta por cento) do valor que exceder 1 (um) salário-mínimo, até o limite de 2 (dois) salários-
mínimos;
II – 40% (quarenta por cento) do valor que exceder 2 (dois) salários-mínimos, até o limite de 3 (três)
salários-mínimos;
III – 20% (vinte por cento) do valor que exceder 3 (três) salários-mínimos, até o limite de 4 (quatro) salários-
mínimos; e
§ 3o A aplicação do disposto no § 2o deste artigo poderá ser revista a qualquer tempo, a pedido do
interessado, em razão de alteração de algum dos benefícios.
§ 4o As restrições previstas neste artigo não serão aplicadas se o direito aos benefícios houver sido
adquirido antes da data de entrada em vigor da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019.
§ 5o As regras sobre acumulação previstas neste artigo e na legislação vigente na data de entrada em vigor
da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019, poderão ser alteradas na forma do § 6 o do art. 40 da
Constituição Federal.
§ 6o Quando houver mais de um dependente no mesmo benefício, o valor da pensão por morte a ser
considerado em caso de acumulação é o referente somente à cota-parte a que o cônjuge ou companheiro,
ex-cônjuge ou ex-companheiro, faz jus.
Art. 93. Para concessão do benefício de pensão por morte aos dependentes do segurado falecido, a
comprovação da dependência econômica e da união estável poderá ser realizada administrativamente,
obedecendo aos requisitos legalmente exigidos, sem prejuízo de apreciação judicial, observando-se as
disposições constantes dos parágrafos deste artigo.
§ 2o Considera-se companheiro(a), para efeito do disposto no art. 50, inciso II, desta Lei Complementar, a
pessoa que, sem ser casada civilmente ou impedida legalmente, mantenha com o segurado união estável, a
ser comprovada pela apresentação dos seguintes documentos, com observância do disposto no § 8 o deste
artigo:
IV – disposições testamentárias;
VII – prova de encargos domésticos evidentes e existência de sociedade ou comunhão nos atos da vida
civil;
XI – declaração de Imposto de Renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente;
XII – apólice de seguro da qual conste o segurado como instituidor do seguro e a pessoa interessada como
sua beneficiária; e
XIII – inscrição em instituição de assistência médica da qual conste o segurado como titular e o interessado
como dependente.
§ 3o Nas hipóteses previstas nos incisos X a XIII do § 2 o deste artigo, também fazem prova os documentos
que constem o interessado como titular e o segurado como dependente.
§ 4o A comprovação da união estável se dará pela apresentação de, no mínimo, três documentos
relacionados no § 2o deste artigo, acompanhados por cópia da certidão de nascimento do instituidor da
pensão, quando solteiro, ou da certidão de casamento, quando casado e separado de fato, atualizada nos
últimos 3 (três) meses.
I – declaração de Imposto de Renda do segurado, em que conste o interessado como seu dependente;
VI – declaração emitida pelo INSS de não inscrição pelo exercício de atividade de filiação obrigatória e de
não recebimento de benefício previdenciário superior a 1 (um) salário mínimo nacional; e
VII – inscrição em instituição de assistência médica da qual constem o segurado como titular e o
interessado como dependente.
§ 9o O pedido inicial para concessão de pensão por morte, instruído com decisão judicial transitada em
julgado, com efeitos declaratórios, exarada após o óbito do segurado instituidor, que reconheceu a união
estável ou a dependência econômica, dispensará a adoção dos procedimentos constantes neste artigo.
Art. 94. A pensão concedida a ex-cônjuge, a ex-companheiro(a) ou a cônjuge separado de fato com direito e
efetivo recebimento de pensão alimentícia, definida judicialmente ou legalmente, será:
I – no mesmo percentual fixado judicialmente ou legalmente para os alimentos, quando não houver outros
dependentes; e
II – em caso de divisão de pensão com outros pensionistas, sua cota-parte não poderá ser superior ao
percentual dos alimentos fixados judicialmente ou legalmente.
Art. 95. O pensionista na condição de inválido ou que tenha deficiência intelectual, mental ou grave, deverá
submeter-se, periodicamente, à perícia oficial da GOIASPREV ou por esta designada.
§ 1o O pensionista acometido de alienação mental deverá ser representado pelo seu curador, mediante
apresentação do termo de curatela, ainda que provisório.
§ 2o Será obrigatória a reavaliação pericial para o pensionista de que trata o caput deste artigo a cada 5
(cinco) anos, para verificação da continuidade das condições que ensejaram a concessão da pensão por
morte, excepcionadas as hipóteses em que a perícia oficial estabeleça prazo inferior.
§ 3o O pensionista de que trata o caput deste artigo será submetido à avaliação médica periódica, na forma
do § 2o deste artigo, nos primeiros 15 (quinze) anos da concessão do benefício para atestar a permanência
das condições que lhe causaram a incapacidade laboral.
§ 4o O pensionista de que trata o caput deste artigo pode, ainda, ser convocado, a qualquer momento, à
critério da administração, com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, para ser submetido à perícia oficial,
nos casos de suspeita de vínculo com outro regime previdenciário após a concessão do benefício,
independentemente dos prazos previstos nos §§ 2o e 3o deste artigo.
I – o bloqueio do pagamento de sua pensão, após 90 (noventa) dias contados do recebimento da notificação
para efetuar nova perícia; e
§ 6o Sendo efetuada a perícia oficial de que trata este artigo, a pensão por morte será:
II – incluída na folha de pagamento do mês subsequente ao da regularização, com relação aos pagamentos
suspensos.
§ 7o A não realização de perícia oficial no prazo de 12 (doze) meses, contados a partir do 1 o (primeiro) mês
do bloqueio do pagamento da pensão, implicará no cancelamento do benefício previdenciário, assegurados
o contraditório e a ampla defesa.
§ 8o Quando a perícia oficial da GOIASPREV, ou por ela designada, constatar a cessação da causa da
invalidez ou da deficiência intelectual, mental ou grave do pensionista, a pensão será cancelada,
assegurado o contraditório e da ampla defesa.
Art. 96. Não será concedida pensão por morte aos dependentes de ex-segurado.
Art. 98. A concessão da pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de possível
dependente e qualquer posterior inclusão produzirá efeitos nos termos do art. 88 desta Lei Complementar.
Art. 99. Não faz jus à pensão por morte o dependente que houver sido autor, coautor ou partícipe de crime
doloso seguido de morte contra o segurado, ainda que na forma tentada, desde o trânsito em julgado da
sentença condenatória.
Art. 100. A habilitação e a concessão de pensão por morte ao cônjuge exclui e impede a habilitação e a
concessão de pensão ao dependente na qualidade de companheiro(a), excepcionada a hipótese constante
do art. 101 desta Lei Complementar.
Art. 101. Após a concessão da pensão por morte ao cônjuge sobrevivente e ao companheiro(a), sendo
apresentadas provas de que havia separação de fato na ocasião do óbito do segurado, a GOIASPREV
deverá realizar auditoria previdenciária, assegurado o contraditório e a ampla defesa, objetivando o
cancelamento do benefício previdenciário concedido, caso fique comprovada a existência de fato impeditivo
à concessão.
Seção X
Do reajuste dos benefícios
Art. 102. Os benefícios de aposentadoria e de pensão por morte concedidos com fundamento na Emenda
Constitucional federal no 103, de 2019, e nas disposições desta Lei Complementar serão reajustados na
mesma época e nos mesmos índices aplicados aos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
Art. 103. São excepcionados da regra constante no art. 102 desta Lei Complementar, sendo reajustados de
acordo com o disposto no art. 7o da Emenda Constitucional federal no 41, de 19 de dezembro de 2003, os
benefícios de aposentadoria concedidos nos termos:
I – dos arts. 4o, § 6o, inciso I, ou 20, § 2o, inciso I, da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019; e
II – dos arts. 71, § 6o, inciso I, ou 72, § 2o, inciso I, desta Lei Complementar.
Seção XI
Da concessão e do pagamento de benefício previdenciário
Art. 104. A concessão, a fixação, o pagamento e a manutenção dos benefícios previdenciários obedecerão
às normas previstas nesta Lei Complementar, na de no 66, de 27 de janeiro de 2009, especialmente o
disposto em seu art. 2o, § 2o, na Constituição Federal e no art. 5 o da Emenda à Constituição estadual no
65, de 2019.
Art. 105. Os atos de concessão de aposentadoria e de pensão por morte observarão o seguinte:
I – serão assinados pelo Presidente e pelo Diretor de Previdência da GOIASPREV, observadas as hipóteses
de substituição em suas faltas e impedimentos;
II – serão publicados no Diário Oficial do Estado de Goiás, podendo ser efetuado por meio de extrato;
III – serão remetidos ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás para apreciação, para fins de registro;
IV – vigorarão a partir:
a) da data de publicação no Diário Oficial do Estado de Goiás, nas hipóteses de aposentadoria voluntária;
b) da data consignada no parecer médico pericial nos casos de aposentadoria por incapacidade permanente
para o trabalho;
d) das datas previstas no art. 88 desta Lei Complementar para a concessão de pensão por morte; e
Art. 107. O reembolso de contribuição previdenciária efetivada no período entre a data da aposentadoria e a
inclusão dos proventos no sistema de folha de pagamento de inativos e pensionistas não será devido ao
aposentado, quando houver comprovação de que a remuneração do cargo efetivo recebido neste período
seja superior ao valor dos proventos devidos no respectivo período.
Art. 108. O acesso aos autos é reservado aos legítimos beneficiários e aos seus representantes e
procuradores, após a apresentação do ato que outorgou poderes específicos, constituído na forma da lei,
assim como ao advogado, devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, mediante requerimento
devidamente justificado.
Art. 109. Aplica-se o limite máximo estabelecido no art. 92, inciso XII, da Constituição Estadual, ao valor da
soma do benefício de pensão por morte com os proventos de aposentadoria do segurado ou com a
remuneração recebida pelo servidor, ainda que legalmente acumulados.
Art. 110. Os proventos de aposentadoria não poderão ser fixados em valor inferior ao salário mínimo
nacional.
Art. 111. Aos inativos e pensionistas será pago o 13o (décimo terceiro) salário equivalente ao valor dos
proventos ou da pensão por morte.
Parágrafo único. No ano da ocorrência do fato gerador ou da extinção do benefício previdenciário, o cálculo
do 13o (décimo terceiro) salário a cargo do RPPS/GO, obedecerá à proporcionalidade da manutenção do
benefício no correspondente exercício, por mês decorrido, equivalendo a 1/12 (um doze avos), ou fração de
dias.
Art. 112. O benefício será pago diretamente por crédito em conta em banco oficial ou conveniado com o
Estado de Goiás.
Art. 113. O valor não recebido em vida pelo segurado será pago somente aos seus sucessores, mediante
apresentação de alvará judicial, ou ao inventariante, com a exibição do termo de nomeação.
Art. 114. Os procedimentos administrativos relativos à concessão dos benefícios previdenciários previstos
nesta Lei Complementar serão disciplinados em regulamento.
§ 1o A apresentação de documentação incompleta não pode constituir motivo de recusa para a autuação do
pedido do benefício, entretanto, a sua análise ficará prejudicada até o cumprimento da diligência saneadora
e o benefício só será devido a partir da data da juntada da documentação faltante e essencial para a sua
concessão, se não for efetivada no prazo previsto no art. 88, inciso I, desta Lei Complementar.
§ 3o O prazo para cumprimento da diligência de que trata o § 1o deste artigo será de 30 (trinta) dias,
contados a partir do recebimento da notificação ou da ciência no próprio ato da autuação incompleta, sendo
que, caso o segurado ou possível beneficiário não cumpram este prazo, o processo será arquivado, sem
análise de mérito, ficando o pedido sujeito a nova autuação, que será anexada aos autos iniciais.
Art. 115. O titular de benefício previdenciário deverá comunicar quaisquer eventos que importem em seu
cancelamento, no prazo de 10 (dez) dias a contar da data da sua ocorrência, sob pena das
responsabilidades civil e penal.
Parágrafo único. Em caso de óbito do titular, a comunicação deverá ser efetuada por seus sucessores no
prazo estipulado no caput deste artigo.
Art. 116. Nenhum benefício previdenciário poderá ser criado, majorado ou estendido, sem a correspondente
fonte de custeio e previsão legal.
Art. 117. O pagamento de parcelas relativas a benefícios efetuado em atraso por responsabilidade da
administração ou ressarcimento de valores cobrados indevidamente far-se-á com incidência de juros de 1%
(um por cento) ao mês e de atualização monetária de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços
ao Consumidor – INPC ou pelo índice que vier a substituí-lo.
Parágrafo único. No caso de revisão de benefícios que resultar em valor superior ao que era pago, em
razão de erro da administração, a diferença financeira será paga nos termos do caput deste artigo.
V – os valores indevidamente auferidos bem como as indenizações ao erário, observado o disposto no art.
97 da Lei estadual no 20.756, de 2020;
V – o valor das mensalidades e contribuições definidas em assembleia geral da categoria, sem ônus para a
entidade sindical a que for filiado; e
Art. 119. A restituição de importância recebida indevidamente por beneficiário será efetuada com incidência
de juros de 1% (um por cento) ao mês e de atualização monetária de acordo com a variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, ou pelo índice que vier a substituí-lo, devendo ser feita:
I – em uma única parcela, nos casos comprovados de dolo ou fraude, sem prejuízo da aplicação das
sanções administrativas e penais; e
II – de forma parcelada, na hipótese de pagamento indevido ao beneficiário por culpa da administração, não
podendo cada parcela ser inferior a 10% (dez por cento) nem superior a 30% (trinta por cento) do valor do
benefício em manutenção, descontados os tributos incidentes sobre ele.
Parágrafo único. Quando o número de parcelas for superior ao número de meses que restam para a
extinção da pensão por morte, não será observado o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo, a
fim de que a quantidade de parcelas seja compatível com o período restante de fruição do benefício.
Art. 120. Os débitos previdenciários ou estatutários não quitados pelo segurado serão devidos pelos
beneficiários da pensão por morte, e, na falta destes, pelos herdeiros do segurado, na proporção da parte
que lhe couber na herança, na forma da lei civil.
Art. 121. O segurado aposentado não poderá renunciar a sua aposentadoria para aproveitar o respectivo
tempo de contribuição em outro cargo de provimento efetivo de filiação obrigatória aos regimes de que trata
esta Lei Complementar, ou em outro regime de previdência social.
Seção XII
Da prescrição e da decadência
Art. 122. Os direitos e benefícios decorrentes da presente Lei Complementar poderão ser requeridos a
qualquer tempo, prescrevendo tão-somente as prestações ou diferenças exigíveis há mais de 5 (cinco) anos
anteriores à data do requerimento.
Art. 123. É de 5 (cinco) anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação de segurado ou
dependente para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia 1 o (primeiro) do mês seguinte
ao do recebimento da 1ª (primeira) prestação ou, quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento da
decisão administrativa definitiva que indeferiu o pedido.
Art. 124. O direito da GOIASPREV de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis
para os seus segurados ou dependentes decai em 10 (dez) anos, contados da data em que foram
praticados, salvo se for comprovada má-fé do segurado, dependente ou beneficiário.
§ 1o Os atos nulos não se consolidam no tempo, podendo, sempre, ser objeto de apuração e revisão
quando houver vício de legalidade.
CAPÍTULO VII
DA CERTIDÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
Art. 125. A Certidão de Tempo de Contribuição – CTC será expedida pela GOIASPREV ou,
excepcionalmente, pelo órgão de origem do segurado, desde que devidamente homologada pela referida
unidade gestora do RPPS/GO.
Art. 126. O setor competente da GOIASPREV deverá promover o levantamento do tempo de contribuição
para o RPPS/GO à vista dos assentamentos funcionais do servidor.
Parágrafo único. Até que leis complementares federais disciplinem as aposentadorias especiais previstas no
art. 97 da Constituição Estadual, a informação na CTC sobre o tempo de contribuição reconhecido como
tempo especial está restrita às hipóteses de:
III – exercício de atividades exercidas com efetiva exposição a agentes nocivos químicos, físicos e
biológicos prejudiciais à saúde.
Art. 127. A GOIASPREV emitirá CTC sem rasuras, constando, obrigatoriamente, no mínimo:
I – órgão expedidor;
II – nome do servidor, matrícula, RG, Cadastro de Pessoas Físicas – CPF, sexo, data de nascimento,
filiação, número de cadastro no Programa de Integração Social –PIS ou no Programa de Formação do
Patrimônio do Servidor Público – PASEP, cargo efetivo, lotação, data da admissão e de exoneração ou
demissão;
IV – fonte de informação;
VI – soma do tempo líquido, que corresponde ao tempo bruto de dias de vínculo ao RPPS/GO de data a
data, inclusive o dia adicional dos anos bissextos, descontados os períodos de faltas, suspensões,
disponibilidade, licenças e outros afastamentos sem remuneração;
VII – declaração expressa do servidor responsável pela emissão da certidão, indicando o tempo líquido de
efetiva contribuição em dias e o equivalente em anos, meses e dias, considerando-se o mês de 30 (trinta) e
o ano de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias;
IX – homologação da GOIASPREV, no caso de a certidão ser emitida por outro órgão da administração
estadual;
X – indicação da lei que garanta ao segurado aposentadorias voluntária, compulsória e por invalidez e
pensão por morte, com aproveitamento de tempo de contribuição prestado em atividade vinculada a
qualquer regime de previdência; e
XI – relação das remunerações de contribuição por competência, a serem utilizadas no cálculo dos
proventos da aposentadoria, apuradas em todo o período certificado desde a competência julho de 1994 ou
desde a do início da contribuição, se for posterior àquela competência, sob a forma de anexo.
§ 1o No âmbito do RPPS/GO a GOIASPREV emitirá CTC com observância do disposto nesta Lei
Complementar, bem como das normas gerais exaradas pelo órgão fiscalizador federal.
§ 2o A CTC deverá ser expedida pela GOIASPREV em 2 (duas) vias, das quais a 1ª (primeira) será
entregue ao ex-segurado, mediante recibo passado na 2ª (segunda) via.
§ 3o A GOIASPREV poderá emitir CTC por meio eletrônico, nos termos do regulamento, sendo que, nessa
hipótese, as assinaturas serão efetuadas por meio de certificação digital.
I – ex-servidor; e
II – servidor ativo referente ao vínculo anterior em outro cargo estadual de regime estatutário, desde que
esse vínculo não tenha sido concomitante com o atual, salvo em se tratando de cargos acumuláveis
constitucionalmente.
Art. 129. Quando solicitado pelo ex-segurado que mantém vínculos em dois regimes previdenciários ou dois
vínculos em um mesmo RPPS, é permitida a emissão de CTC única com destinação do tempo de
contribuição para, no máximo, dois regimes previdenciários distintos, devendo constar o período integral de
contribuição, bem como os períodos a serem aproveitados em cada um dos vínculos previdenciários
mantidos nos regimes instituidores, segundo indicação do requerente.
§ 1o A CTC de que trata este artigo deverá ser expedida em 3 (três) vias, das quais a 1ª (primeira) e a 2ª
(segunda) serão fornecidas ao interessado, mediante recibo passado na 3ª (terceira) via.
§ 2o Na CTC única deverá constar o período integral de contribuição ao RPPS/GO, bem como as frações
desse período a serem aproveitadas em cada um dos regimes instituidores ou em cada um dos cargos do
regime instituidor, em caso de duplo vínculo a um mesmo RPPS.
Art. 130. Poderá haver revisão da CTC pela GOIASPREV, inclusive para fracionamento de períodos, desde
que previamente devolvida a certidão original.
Parágrafo único. Observado o disposto no art. 129 desta Lei Complementar, será admitida revisão da CTC
para fracionamento de períodos somente quando a certidão comprovadamente não foi utilizada para fins de
aposentadoria no RGPS ou em outro RPPS, ou de inatividade em sistema de proteção social, ou ainda,
uma vez averbado o tempo, este não foi utilizado para obtenção de qualquer direito ou vantagem.
III – declaração emitida pelo regime de previdência ou pelo sistema de proteção social, a que se destinava a
certidão original, contendo informações sobre a utilização, ou não, dos períodos lavrados na respectiva
certidão e, em caso afirmativo, para que fins foram utilizados.
§ 1o Caberá revisão da CTC de ofício, quando for constatado erro material e desde que tal revisão não
importe em dar à certidão destinação diversa da que lhe foi dada originariamente.
§ 2o Na impossibilidade da obtenção da CTC emitida para proceder à revisão de ofício de que trata o § 1 o
deste artigo, a GOIASPREV encaminhará a nova certidão ao órgão destinatário da CTC revisada,
acompanhada de ofício informando os motivos da revisão e o cancelamento da CTC anteriormente emitida,
para fins de anulação de seus efeitos.
Art. 132. Decai em 10 (dez) anos o direito de revisão da CTC emitida, salvo se for comprovada má-fé do
segurado.
Art. 133. No caso de solicitação de emissão de 2ª (segunda) via da CTC, em virtude de sua perda ou
extravio, o requerimento deverá expor as razões do pedido, acompanhado da declaração de que trata o
inciso III do art. 131 desta Lei Complementar.
Art. 134. A CTC será emitida referente a períodos posteriores à vigência da Lei estadual no 12.872, de 16 de
maio de 1996, desde que tenha sido efetuado o recolhimento da contribuição, nos termos da legislação
previdenciária.
§ 1o Poderão ser certificados os períodos de afastamentos legais sem direito à remuneração, desde que
tenha havido contribuição na forma do art. 23 desta Lei Complementar.
II – em relação a período em que já foi utilizado para a concessão de aposentadoria, em qualquer regime de
previdência social;
IV – com conversão de tempo de serviço exercido sob condições especiais em tempo de contribuição
comum;
V – relativa a período de filiação a outro RPPS ou ao RGPS, ainda que o servidor tenha prestado serviços
ao Estado de Goiás naquele período;
VI – para ex-servidor não titular de cargo efetivo, em relação a período posterior à publicação da Emenda
Constitucional federal no 20, de 15 de dezembro de 1998;
VIII – de período de vínculo público cuja nomeação foi feita com data retroativa, entre essa data e a da
posse ou do exercício, se não houver a devida comprovação de que ocorreu a efetiva frequência e o
recebimento de remuneração.
§ 1o O tempo de serviço considerado para efeito de aposentadoria por lei e cumprido até a vigência da Lei
estadual no 12.872, de 1996, será contado como tempo de contribuição.
§ 2o Na apuração das remunerações de contribuição deverá ser observada a legislação vigente em cada
competência a ser discriminada, bem como as alterações das remunerações de contribuição que tenham
ocorrido em relação às competências a que se referirem.
§1o O endereço eletrônico para a consulta de que trata o caput deverá constar da própria CTC.
Art. 137. O órgão de origem do servidor detentor exclusivamente de cargo em comissão e do servidor titular
de cargo, emprego ou função de filiação obrigatória ao RGPS, fornecerá Declaração de Tempo de
Contribuição para fins de obtenção de benefício ou para emissão de CTC pelo RGPS, sem prejuízo da
apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à
Previdência Social – GFIP.
Parágrafo único. A Declaração de Tempo de Contribuição de que trata este artigo não será documento hábil
para a compensação previdenciária entre os regimes, na forma prevista no art. 201, § 9 o, da Constituição
Federal.
CAPÍTULO VIII
DA AVERBAÇÃO DE TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
§ 1o Continuam válidas, para efeito de averbação no RPPS/GO, as certidões de tempo de serviço emitidas
em data anterior à publicação da Emenda Constitucional federal no 20, de 1998:
I – pelos órgãos da administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, suas
autarquias, fundações públicas, quando vinculados a regime estatutário, de responsabilidade dos referidos
entes; e
II – pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS ou órgão sucedido por este, relativamente ao tempo de
efetivo serviço prestado com filiação ao RGPS.
II – de disponibilidade e gratificação adicional, na forma prevista nos respectivos estatutos, por meio da
apresentação de CTS ou Histórico Funcional para o período laborado no Estado de Goiás vinculado ao
RPPS/GO, que comprove o tempo de efetivo serviço público; e
Art. 140. A comprovação do tempo de efetivo serviço público prestado a outro ente da Federação, para
efeito de disponibilidade e gratificação adicional, será feita por meio da Certidão de Tempo de Serviço –
CTS, emitida pelo órgão público onde o serviço foi prestado, que, no mínimo, conterá:
I – as faltas injustificadas;
II – afastamento ou licença sem direito à remuneração, com especificação de data a data, caso haja;
VII – nome do servidor, RG, CPF, cargo, função, datas de nomeação, posse, exercício e de exoneração ou
demissão.
Parágrafo único. É desnecessária a apresentação da CTS na hipótese que a CTC contenha todas as
informações disciplinadas no caput deste artigo.
Art. 141. O tempo de efetivo serviço público prestado ao Estado de Goiás será averbado mediante
apresentação de Histórico Funcional a ser emitido pelo órgão de origem do segurado, relativamente ao
vínculo anterior, sendo conferidos os efeitos de aposentadoria, disponibilidade e gratificação adicional, este
último na forma prevista nos respectivos estatutos.
Art. 142. A averbação de período posterior à vigência da Lei estadual no 12.872, de 1996, será efetivada
somente mediante a verificação e a comprovação do recolhimento da contribuição previdenciária vertida ao
RPPS/GO, resguardando o direito do segurado de efetuar o devido recolhimento, com acréscimo de
correção monetária e juros legais.
Art. 143. O período em que o segurado ativo esteve licenciado ou afastado, sem remuneração poderá ser
averbado no RPPS/GO:
a) com efeito exclusivo de aposentadoria, o tempo de contribuição vertida ao RGPS pelo exercício de
atividade de filiação obrigatória a esse regime; e
b) com efeito de aposentadoria, disponibilidade e gratificação adicional, na forma prevista nos respectivos
estatutos, o tempo de contribuição vertida a RPPS na hipótese de investidura em cargo acumulável, nos
termos da Constituição Federal; e
II – por declaração emitida pelo setor competente da GOIASPREV, com efeito exclusivo de aposentadoria,
quando houver o recolhimento das contribuições previdenciárias relativas ao período de afastamento, na
forma do art. 23 desta Lei Complementar.
I – de serviço prestado na condição de voluntário, menor aprendiz e estagiário, sem a apresentação da CTC
correspondente ao período;
III – de contribuição na condição de participante da Lei estadual no 15.150, de 2005, a partir da publicação
da Emenda Constitucional federal no 20, de 1998;
VII – de vínculo público cuja nomeação tenha sido feita com data retroativa, do período entre essa data e a
da posse ou do exercício, se não houver a devida comprovação de que ocorreu a efetiva frequência e o
recebimento de remuneração.
Art. 145. O segurado que tenha averbado em seu atual vínculo tempo de contribuição vertida a outro regime
de previdência social somente fará jus ao desentranhamento da respectiva CTC mediante procedimento de
desaverbação, desde que tal tempo não tenha sido usado para efeito de concessão de abono de
permanência, gratificação adicional ou inatividade.
§ 1o Excepciona-se da regra contida no caput, a hipótese em que o segurado necessite efetuar alteração da
CTC referente a aspectos materiais e/ou formais de sua validade, ocasião em que a GOIASPREV,
procederá à desaverbação temporária dos respectivos períodos, concedendo-lhe o prazo de 180 (cento e
oitenta) dias para regularização.
§ 2o Mediante solicitação do segurado, a GOIASPREV poderá prorrogar fundamentadamente o prazo
previsto no § 1o deste artigo, por, no máximo, igual período.
§ 3o Findos os prazos de que tratam os §§ 1 o e 2o deste artigo, não apresentando o segurado a CTC,
original ou retificada, a desaverbação temporária deverá ser convertida em definitiva, com a obrigatória
instauração de procedimento de auditoria, com vistas ao cancelamento do ato de inativação e dos demais
benefícios mencionados no caput, quando for o caso, e à devolução ao erário de todas as vantagens
pecuniárias percebidas em razão da averbação constante da referida CTC, além de outras penalidades
administrativas legalmente cabíveis.
§ 4o Caso a CTC seja devolvida, sem que se tenha procedido à pretendida retificação, com persistência de
vício insanável que cause sua invalidade, advindo-se, assim, a inviabilização de futura compensação
previdenciária, deverá ser adotado o procedimento previsto no § 3 o deste artigo, sendo tornada sem efeito a
averbação anteriormente concedida, não se aplicando o contido no art. 124 desta Lei Complementar.
Art. 146. O desentranhamento da CTC ou a emissão de declaração de sua não utilização sem o devido
procedimento para a desaverbação, nos termos do art. 145 desta Lei Complementar, ou a sua inutilização
por qualquer meio, constitui infração disciplinar, sem prejuízo da responsabilidade civil e penal do servidor
que der causa ao ato e do interessado, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 147 desta Lei
Complementar.
Art. 147. O ex-segurado que, após ter averbado em seu dossiê tempo de contribuição vertida a outro regime
de previdência social, tenha seu vínculo rompido com órgão do Estado fará jus à emissão da CTC pela
GOIASPREV referente a este vínculo, assim como o desentranhamento da certidão que consubstanciou a
referida averbação.
Parágrafo único. O desentranhamento de que trata o caput deste artigo será procedido de forma
simplificada com apenas a substituição da certidão original que consubstanciou a referida averbação por
cópia da mesma com a devida autenticação do servidor público responsável e com certificação aposta no
seu verso pelo ex-segurado de que está extraindo a original respectiva.
CAPÍTULO IX
DA FISCALIZAÇÃO E AUDITORIA
Art. 148. A GOIASPREV manterá programa permanente de revisão da concessão e da manutenção dos
benefícios por ela administrados, a fim de garantir a sua regularidade e legalidade, observado o
procedimento previsto nesta Lei Complementar e, nos casos omissos, o disposto na Lei estadual no 13.800,
de 18 de janeiro de 2001.
I – por via postal, considerado o endereço informado em data mais recente, hipótese em que o aviso de
recebimento será considerado prova suficiente da notificação;
IV – por edital, nos casos de retorno com a não localização do segurado, referente à comunicação indicada
no inciso I deste parágrafo.
§ 3o A defesa poderá ser apresentada na sede da GOIASPREV ou por meio eletrônico, na forma do
regulamento.
I – quando não houver apresentação de defesa, de provas ou documentos dos quais somente o beneficiário
dispuser ou tiver acesso, no prazo estabelecido no § 1o deste artigo; ou
§ 7o Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias úteis após a suspensão a que se refere o § 4 o deste artigo sem
que o beneficiário, o seu representante legal ou o seu procurador apresente recurso administrativo à
GOIASPREV ou quando esse recurso for rejeitado, o benefício será definitivamente cancelado.
Art. 149. A GOIASPREV procederá à auditoria previdenciária permanente com relação às matérias afetas à
sua competência, ficando os Poderes e órgãos obrigados a prestarem os esclarecimentos e as informações
que lhes forem solicitados.
Parágrafo único. A GOIASPREV poderá solicitar, a qualquer tempo, informações e/ou apresentação de
documentos de seus segurados e beneficiários, sendo que a recusa ou a inércia após a devida notificação,
ensejará o bloqueio do benefício previdenciário, permanecendo até que a cumpra ou justifique a
impossibilidade de fazê-lo.
III – manutenção, controle e análise dos dados dos segurados e beneficiários constantes do sistema
informatizado do RPPS/GO;
V – fiscalização permanente dos benefícios em gozo para garantir a sua legalidade nos termos desta Lei
Complementar e das Constituições Estadual e Federal.
§ 1o A GOIASPREV promoverá auditoria nos benefícios previdenciários de que trata esta Lei
Complementar, a fim de verificar a permanência da situação jurídica em que se embasou, podendo,
inclusive, utilizar do serviço social e da junta médica previdenciária da GOIASPREV ou por esta designada.
§ 2o A GOIASPREV manterá serviço social com o objetivo de realizar avaliação, emitindo o respectivo
parecer social, bem como realizar visita domiciliar, hospitalar ou institucional, dentre outras competências
afetas à função.
Art. 151. É vedado à GOIASPREV celebrar convênio, consórcio ou outra forma de associação com a União,
os Estados ou Municípios, para a concessão de benefícios previdenciários à conta do RPPS/GO.
Art. 152. A GOIASPREV adotará procedimentos de análise e concessão de benefícios de modo a reduzir o
risco de fraude e a sua concessão irregular, observadas as normas de compliance público.
Art. 153. Preservados a integridade dos dados e o sigilo eventualmente existente, para o exercício das
competências atribuídas por esta Lei Complementar, a GOIASPREV:
I – terá acesso aos dados mantidos e administrados pelos Poderes e órgãos autônomos estaduais com
relação aos segurados e beneficiários do RPPS/GO; e
II – poderá ter, por meio de convênio, de termo de cooperação ou do sistema integrado de dados a que se
refere o art. 12 da Emenda Constitucional federal no 103, de 2019, acesso aos dados dos segurados e
beneficiários do RPPS/GO, constantes em outros entes federativos.
Art. 154. Aplica-se no RPPS/GO, supletivamente e subsidiariamente, no que couber, a legislação do Regime
Geral de Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição Republicana.
Art. 155. O segurado do RPPS/GO que esteve licenciado ou afastado sem direito à remuneração até a data
da publicação desta Lei Complementar e que tenha efetuado o recolhimento da contribuição previdenciária
relativo à parte do servidor, somente poderá computar o período para efeito de aposentadoria, se efetuar o
complemento do recolhimento da parte patronal, com correção monetária embasada no INPC e de acordo
com a alíquota vigente.
Parágrafo único. Caso não seja do interesse do segurado promover o recolhimento complementar de que
trata o caput deste artigo, não se aplicará a prescrição quinquenal sobre o seu direito de reembolso dos
valores efetivamente recolhidos durante o período de afastamento ou licenciamento referentes à parte do
servidor, devendo ser restituído o valor recolhido com correção monetária embasada no INPC.
Art. 156. A GOIASPREV disponibilizará em seu sítio eletrônico o modelo de Histórico Funcional que
comporá os processos de aposentadoria, pensão por morte, averbação de tempo de contribuição e emissão
de CTC, devendo conter todas as informações funcionais e pessoais do segurado, sendo de adoção
obrigatória para todos os Poderes e órgãos autônomos.
Art. 157. A GOIASPREV estruturará o serviço pericial oficial previdenciário, que terá predominância sobre as
demais perícias do Estado nas questões previdenciárias.
Art. 158. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Parágrafo único. A partir de sua entrada em vigor, não se aplicam aos segurados do RPPS/GO e a seus
dependentes as disposições da Lei Complementar estadual no 77, de 22 de janeiro de 2010.
Art. 159. Fica revogada a Lei Complementar estadual no 77, de 2010, excepcionando-se de seus efeitos as
regras do Regime Próprio de Previdência dos Militares – RPPM, que permanecerá aplicável aos seus
segurados e respectivos dependentes até 1o de janeiro de 2022.
RONALDO CAIADO
Governador do Estado