Cuidado de Enfermagem ao Indivíduo Grave
com Alterações Cardiovasculares
Conteudista: Prof.ª M.ª Alexandra de Oliveira Fernandes Conceição
Revisão Textual: Prof.ª Dra. Selma Aparecida Cesarin
Objetivos da Unidade:
Desenvolver competências na avaliação hemodinâmica, compreendendo os
diferentes tipos de choques (cardiogênico, séptico, neurogênico, hipovolêmico e
anafilático). Isso inclui a habilidade de realizar avaliações precisas do estado
hemodinâmico, identificar os sinais e os sintomas característicos de cada tipo de
choque e implementar intervenções adequadas para estabilizar o paciente;
Capacitar os Profissionais de Enfermagem no cuidado de pessoas com Infarto
Agudo do Miocárdio (IAM) e Parada Cardiopulmonar (PCP). Isso envolve o
conhecimento das intervenções de Enfermagem específicas para o atendimento
imediato, como a realização de manobras de ressuscitação cardiopulmonar,
administração de medicamentos emergenciais e monitorização contínua dos
sinais vitais.
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Trocando Ideias...
O choque circulatório é uma síndrome clínica que ocorre quando o
sistema circulatório não consegue fornecer oxigênio suficiente aos
tecidos, levando à hipóxia celular e, em última instância, à morte
celular e do tecido. Você sabia que o choque pode ser causado por
fatores variados, como perda súbita de sangue, infecções graves e
disfunção cardíaca? Vamos explorar mais sobre essa condição crítica
e como a Enfermagem desempenha papel crucial no seu manejo.
Introdução
O choque é um estado clínico complexo, que se manifesta em emergências médicas e
cuidados intensivos, frequentemente associado a altas taxas de mortalidade. A
identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar o
prognóstico dos pacientes.
Este Material Didático abordará os diferentes tipos de choque, fornecendo
informações essenciais para Enfermeiros e estudantes de Enfermagem, capacitando-
os a reconhecer, avaliar e intervir eficazmente nas situações de choque.
Avaliação Hemodinâmica, Choques (Cardiogênico,
Séptico, Neurogênico, Hipovolêmico e
Anafilático)
O choque é caracterizado por uma redução significativa na perfusão tecidual sistêmica,
resultando em oferta insuficiente de oxigênio e nutrientes aos tecidos e na inadequada
utilização desses recursos. A hipóxia prolongada pode levar à morte celular, à lesão de
órgãos, à falência múltipla de órgãos e, eventualmente, à morte. Embora a hipotensão
seja um componente importante do choque, é importante destacar que a hipóxia
tecidual pode ocorrer mesmo na ausência de hipotensão, exigindo intervenção
precoce.
O choque pode ser classificado em quatro tipos principais, tradicionalmente baseados
em características hemodinâmicas:
Choque hipovolêmico: este tipo de choque resulta
da diminuição do volume intravascular devido a
perdas de sangue ou fluidos e eletrólitos. Isso
leva a uma redução na pré-carga e no débito
cardíaco, com aumento da resistência vascular
sistêmica. As hemorragias são a causa mais
comum desse tipo de choque;
Choque cardiogênico: o choque cardiogênico ocorre devido à
falência da função de bombeamento do coração, resultando na
incapacidade de manter uma perfusão tecidual adequada, mesmo
com volume intravascular suficiente. O Infarto Agudo do
Miocárdio (IAM) afetando o ventrículo esquerdo é uma causa
comum deste tipo de choque;
Choque obstrutivo: este tipo de choque é causado por obstruções
mecânicas que impedem o débito cardíaco adequado, levando à
hipoperfusão. Exemplos incluem tromboembolismo pulmonar
maciço, tamponamento cardíaco e pneumotórax hipertensivo;
Choque distributivo: o choque distributivo é caracterizado pela
má distribuição do fluxo sanguíneo devido a uma inadequação
entre a demanda tecidual e a oferta de oxigênio. O choque séptico
é um exemplo importante deste tipo de choque, que apresenta
altas taxas de mortalidade. Outras causas incluem anafilaxia e
choque neurogênico. Diferentemente dos outros tipos de choque,
o choque distributivo é caracterizado por uma redução
significativa da resistência vascular sistêmica, com aumento do
débito cardíaco após a administração de fluidos para compensar
essa redução.
Esta classificação proporciona uma base sólida para entender as diferentes etiologias e
apresentações clínicas do choque, permitindo uma abordagem mais eficaz na
identificação e no tratamento das condições de choque em pacientes críticos.
A apresentação clínica do choque varia conforme o tipo de choque, sua causa inicial e a
resposta orgânica à hipoperfusão e ou hipóxia. Embora alguns achados sejam comuns
a todos os tipos de choque, outros podem ser sugestivos de um tipo específico. Um
ponto-chave na diferenciação clínica dos tipos de choque é a distinção entre os
choques "hipodinâmicos" (frios) e "hiperdinâmicos" (quentes). Os choques
hipodinâmicos, como o hipovolêmico, o cardiogênico e o obstrutivo, são
caracterizados por um baixo débito cardíaco e alta Resistência Vascular Sistêmica
(RVS). Por outro lado, os choques hiperdinâmicos, representados pelos distributivos,
têm baixa RVS e alto débito cardíaco.
Hipotensão
A hipotensão, definida como Pressão Arterial Sistólica (PAS) inferior a 90mmHg (ou
uma queda superior a 40mmHg na PAS) é comum na maioria dos pacientes com
choque. No entanto, é importante ressaltar que a hipotensão nem sempre está
presente, e o tratamento para restaurar a perfusão deve ser iniciado mesmo na
ausência de hipotensão.
Oligúria
A diminuição da produção de urina é um dos primeiros sinais de choque e sua melhora
é um indicador importante para guiar o tratamento.
Alterações do Estado Mental
As mudanças no estado mental são observadas durante o choque, frequentemente
começando com agitação e progredindo para confusão, delírio e, em estágios
avançados, obnubilação e coma.
Acidose Metabólica
A acidose metabólica ocorre devido à redução da conversão do lactato pelo fígado, rins
e músculos esqueléticos, juntamente com o aumento da produção de lactato pelo
metabolismo anaeróbico à medida que o choque progride.
Má Perfusão Periférica
Os pacientes em choque hipodinâmico frequentemente apresentam pele fria, pegajosa
e enchimento capilar lento (superior a 3 segundos) devido à vasoconstrição periférica
que redireciona o fluxo sanguíneo para os órgãos vitais. Em contraste, os pacientes
com choque distributivo podem apresentar pele corada, hiperemiada e quente antes do
mecanismo de vasoconstrição compensatória.
Vídeo
Todos os Tipos de Choques na Emergência.
TODOS OS TIPOS DE CHOQUES NA EMERGÊNCIA - Piloto Ep.01
Choque Hipovolêmico:
Compreendendo a Condição
Crítica
Fisiopatologia
O choque hipovolêmico é uma condição crítica que se manifesta quando o volume
intravascular do sangue diminui significativamente, resultando em uma diminuição do
retorno venoso ao coração e, consequentemente, uma redução no débito cardíaco. Isso
ocorre devido a uma variedade de causas, sendo a hemorragia aguda a causa mais
comum. A fisiopatologia do choque hipovolêmico pode ser descrita em três estágios:
Estágio de perda de sangue: ocorre uma redução
no volume sanguíneo devido à hemorragia, à
desidratação grave, a queimaduras extensas ou a
perdas de fluidos importantes. Essa diminuição
no volume intravascular resulta em uma queda
acentuada na pré-carga, a quantidade de sangue
que retorna ao coração durante a diástole;
Estágio de compensação cardiovascular: o organismo tenta
compensar a redução do volume sanguíneo por meio de
mecanismos de adaptação. O Sistema Nervoso Simpático é
ativado, causando vasoconstrição periférica para redirecionar o
sangue para os órgãos vitais. O coração aumenta sua frequência
cardíaca e força de contração para manter o débito cardíaco;
Estágio de falha compensatória: se a perda de sangue não for
controlada e a compensação não for suficiente, o paciente entra
em falência circulatória. O coração não consegue manter o débito
cardíaco necessário para suprir as demandas metabólicas dos
tecidos, resultando em hipóxia celular e disfunção orgânica.
Principais Causas
Hemorragia aguda devido à trauma, à cirurgia e à
úlcera péptica, entre outras;
Desidratação grave devido a vômitos, à diarreia, a queimaduras ou
insuficiente ingestão de líquidos;
Queimaduras extensas que levam à perda de fluidos e eletrólitos;
Pancreatite aguda com extravasamento de líquido para a cavidade
abdominal;
Ascite maciça em cirrose hepática.
Sinais Clínicos e Sintomas
Dependendo da causa, o paciente pode apresentar sintomas como hematêmese,
hematoquesia, melena, náuseas, vômitos, sinais de trauma ou pós-operatório, além de
evidências físicas como pele seca, axilas, língua e mucosa oral secas e redução do
turgor cutâneo:
Taquicardia;
Taquipneia;
Hipotensão arterial;
Extremidades frias e cianose;
Palidez;
Sede intensa;
Pele pegajosa e mucosas secas;
Diminuição da diurese (oligúria).
Tratamento
O tratamento do choque hipovolêmico é uma emergência médica e exige intervenção
imediata.
As principais abordagens incluem:
Restauração do volume intravascular: a
reposição de fluidos é a pedra angular do
tratamento. Geralmente, é administrada uma
solução salina isotônica (Ringer lactato ou solução
fisiológica) para expandir o volume sanguíneo e
aumentar a pré-carga;
Controle da hemorragia: se a causa do choque for hemorragia, é
essencial controlar o sangramento o mais rápido possível. Isso
pode envolver cirurgia para reparar lesões ou procedimentos
minimamente invasivos;
Monitoramento hemodinâmico: a avaliação contínua dos sinais
vitais, pressão arterial, frequência cardíaca e débito urinário é
essencial para guiar o tratamento e avaliar a resposta à terapia;
Reposição de hemoderivados: em casos graves, pode ser
necessário transfundir concentrados de hemácias para restaurar
o volume sanguíneo e a capacidade de transporte de oxigênio;
Tratamento da Causa Subjacente: Uma vez estabilizado, o paciente
deve receber tratamento específico para a causa subjacente do
choque hipovolêmico.
É crucial que os Enfermeiros estejam preparados para identificar precocemente os
sinais de choque hipovolêmico e atuar rapidamente para evitar complicações graves. O
tratamento oportuno e eficaz pode fazer a diferença na sobrevivência e na recuperação
do paciente.
Vídeo
Choque Hipovolêmico
CHOQUE HIPOVOLÊMICO - EP.02
Choque Cardiogênico:
Entendendo a Disfunção Cardíaca
Severa
Fisiopatologia
O choque cardiogênico é uma condição clínica grave caracterizada pela incapacidade de
o coração bombear sangue de forma eficaz para suprir as necessidades metabólicas
dos tecidos e órgãos. Isso ocorre devido a uma disfunção primária do músculo cardíaco
(miocárdio), que compromete a contratilidade cardíaca e, consequentemente, o débito
cardíaco.
A fisiopatologia do choque cardiogênico envolve os seguintes aspectos:
Disfunção do miocárdio: a causa mais comum do
choque cardiogênico é o Infarto Agudo do
Miocárdio (IAM), que resulta na morte do tecido
cardíaco e na diminuição da capacidade de
bombeamento do coração. Outras causas incluem
miocardite, cardiomiopatias, arritmias graves e
complicações pós-cirúrgicas;
Redução do débito cardíaco: a disfunção do miocárdio leva a uma
diminuição do débito cardíaco, a quantidade de sangue ejetada
pelo coração a cada batimento. Essa redução compromete o fluxo
sanguíneo para os órgãos vitais, resultando em hipóxia celular;
Ativação do Sistema Nervoso Simpático: o organismo tenta
compensar a redução do débito cardíaco ativando o Sistema
Nervoso Simpático, levando à liberação de catecolaminas, como
epinefrina e norepinefrina. Isso aumenta a frequência cardíaca e a
contratilidade do coração, inicialmente em uma tentativa de
manter o fluxo sanguíneo;
Aumento da resistência vascular: em resposta à hipoperfusão dos
tecidos, os vasos sanguíneos periféricos se contraem
(vasoconstrição) para redirecionar o sangue para órgãos vitais,
como o cérebro e o coração. Essa vasoconstrição aumenta a
Resistência Vascular Sistêmica (RVS).
Principais Causas
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM);
Miocardite;
Cardiomiopatias;
Arritmias cardíacas graves;
Complicações pós-cirúrgicas cardíacas.
Sinais Clínicos e Sintomas
Dependendo da causa, os pacientes podem relatar dispneia, dor no peito ou palpitações
e podem ter histórico de doença cardiovascular. No exame físico, podem apresentar
crepitações à ausculta respiratória, indicando congestão pulmonar, além de sopro,
galope ou abafamento de bulhas cardíacas. Exames como radiografia de tórax, ECG e
enzimas cardíacas podem ser úteis na avaliação.
Hipotensão arterial;
Taquicardia;
Extremidades frias e cianóticas;
Dispneia intensa;
Confusão mental;
Diminuição da diurese (oligúria);
Angina (em casos de IAM).
Tratamento
O tratamento do choque cardiogênico é uma emergência médica que requer
abordagem imediata.
As principais intervenções incluem:
Suporte hemodinâmico: são administrados
medicamentos inotrópicos (como dobutamina)
para melhorar a contratilidade cardíaca e
aumentar o débito cardíaco. Vasodilatadores
(como nitroglicerina) podem ser usados para
reduzir a carga de trabalho do coração;
Revascularização coronária: se o choque for devido a um IAM, a
angioplastia coronariana primária é a abordagem preferencial
para restaurar o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias
obstruídas;
Monitoramento: os sinais vitais, o ritmo cardíaco, a oxigenação e
a pressão arterial devem ser monitorados continuamente para
avaliar a eficácia do tratamento;
Suporte ventilatório: em alguns casos, ventilação mecânica pode
ser necessária para garantir uma oxigenação adequada;
Controle de arritmias: se houver arritmias cardíacas, elas devem
ser tratadas prontamente;
Tratamento da causa subjacente: é fundamental abordar a causa
subjacente do choque cardiogênico, seja ela um IAM, uma
miocardite ou outra condição.
O choque cardiogênico é uma condição grave com alta mortalidade, mas o tratamento
precoce e adequado pode melhorar significativamente as chances de recuperação.
Portanto, é essencial que os Profissionais de Saúde, incluindo Enfermeiros, estejam
familiarizados com as intervenções necessárias para estabilizar e tratar pacientes em
choque cardiogênico.
Vídeo
Choque Cardiogênico
CHOQUE CARDIOGÊNICO - EP.03
Choque Obstrutivo:
Compreendendo a Restrição ao
Fluxo Sanguíneo
Fisiopatologia
O choque obstrutivo é uma síndrome de insuficiência circulatória caracterizada por
uma obstrução física ao fluxo sanguíneo, resultando em uma diminuição significativa
do débito cardíaco.
A fisiopatologia do choque obstrutivo envolve:
Obstrução do fluxo sanguíneo: esta é a
característica central do choque obstrutivo. Pode
ser causado por diversos mecanismos, como
embolia pulmonar, tamponamento cardíaco,
pneumotórax hipertensivo e estenose aórtica
grave, entre outros. Essa obstrução interfere
diretamente no enchimento ou na ejeção
adequada do coração;
Diminuição do débito cardíaco: a obstrução ao fluxo sanguíneo
leva a uma redução na quantidade de sangue que o coração é capaz
de bombear para o resto do corpo. Isso resulta em hipoperfusão
sistêmica e insuficiente entrega de oxigênio aos tecidos.
Principais Causas
Embolia Pulmonar (bloqueio das artérias
pulmonares por coágulos ou outros materiais);
Tamponamento Cardíaco (acúmulo de fluido no pericárdio que
comprime o coração);
Pneumotórax Hipertensivo (acúmulo de ar sob pressão na
cavidade pleural);
Estenose Aórtica Grave (estreitamento da válvula aórtica,
dificultando a ejeção do sangue do ventrículo esquerdo).
Sinais Clínicos e Sintomas
A presença de sinais de insuficiência respiratória, enfisema subcutâneo, ausência de
murmúrio vesicular, timpanismo à percussão e desvio da traqueia sugerem fortemente
diagnósticos como pneumotórax hipertensivo ou tamponamento cardíaco.
Hipotensão arterial;
Taquicardia;
Dispneia intensa;
Extremidades frias e cianóticas;
Alterações no nível de consciência;
Dor torácica (em casos de embolia pulmonar);
Ingurgitamento jugular (em casos de tamponamento cardíaco).
Tratamento
O tratamento do choque obstrutivo é direcionado à remoção ou ao alívio da obstrução e
ao suporte hemodinâmico do paciente.
As intervenções incluem:
Tratamento da causa: identificar e tratar a causa
subjacente da obstrução é fundamental. Isso pode
incluir a administração de anticoagulantes em
casos de embolia pulmonar, drenagem de fluido
em casos de tamponamento cardíaco ou remoção
do ar acumulado em casos de pneumotórax
hipertensivo;
Suporte hemodinâmico: o paciente pode necessitar de suporte
com medicamentos inotrópicos para melhorar a contratilidade
cardíaca e aumentar o débito cardíaco. Em alguns casos, a cirurgia
de emergência pode ser necessária. Para isso, diversos
medicamentos podem ser empregados como parte do manejo.
Inotrópicos Positivos
Dobutamina: é um agente inotrópico positivo
usado para melhorar a contratilidade cardíaca. A
dobutamina estimula os receptores beta-
adrenérgicos, aumentando a força das contrações
do coração;
Milrinona: outro inotrópico positivo, a milrinona, atua inibindo a
fosfodiesterase e aumenta os níveis de AMP cíclico (cAMP) nas
células cardíacas. Isso resulta em um aumento da contratilidade
cardíaca e na vasodilatação.
Vasoconstritores
Norepinefrina: também conhecida como
noradrenalina, a norepinefrina é um
vasoconstritor potente que aumenta a pressão
arterial e melhora a perfusão dos órgãos vitais.
Pode ser usada em choques obstrutivos para
aumentar a resistência vascular periférica.
Analgésicos e Sedativos
Analgésicos opioides: pacientes com dor intensa
devido à causa subjacente do choque obstrutivo
podem receber analgésicos opiáceos, como a
morfina, para alívio da dor;
Sedativos: em casos de ansiedade extrema, agitação ou
desconforto psicológico, podem ser administrados sedativos,
como o midazolam, para acalmar o paciente.
Antiarrítmicos (se necessário)
Amiodarona: em situações em que o choque
obstrutivo está associado a arritmias cardíacas
graves, como taquicardia ventricular sustentada,
a amiodarona pode ser usada para restaurar o
ritmo cardíaco normal.
Anticoagulantes (em casos de Embolia Pulmonar)
Heparina: pacientes com embolia pulmonar
como causa de choque obstrutivo podem receber
heparina, um anticoagulante, para evitar a
formação adicional de coágulos.
Broncodilatadores (em casos de Obstrução
Respiratória)
Broncodilatadores Beta-2 Agonistas: se a
obstrução estiver relacionada a broncoespasmo
(como em casos de Embolia Pulmonar),
broncodilatadores, como o salbutamol, podem
ser administrados para aliviar a obstrução das
vias respiratórias.
É importante observar que a escolha dos medicamentos e sua administração
dependem da causa subjacente do choque obstrutivo, bem como das características
clínicas e hemodinâmicas do paciente. Portanto, o tratamento deve ser individualizado
e baseado na avaliação médica cuidadosa. A administração adequada e o
monitoramento contínuo são essenciais para garantir a eficácia e a segurança desses
medicamentos no contexto do choque obstrutivo:
Suporte ventilatório: a oxigenação adequada é
crucial, e a ventilação mecânica pode ser
necessária para manter os níveis de oxigênio no
sangue;
Monitoramento: monitorar continuamente os sinais vitais, o
ritmo cardíaco, a oxigenação e a pressão arterial é essencial para
avaliar a eficácia do tratamento.
O choque obstrutivo é uma emergência médica que requer intervenção imediata para
melhorar o fluxo sanguíneo e prevenir danos aos órgãos vitais. A abordagem eficaz
depende da identificação precisa da causa subjacente e do início rápido do tratamento
apropriado. Portanto, é fundamental que os Profissionais de Saúde estejam cientes das
estratégias de manejo do choque obstrutivo.
Vídeo
Choque Obstrutivo
CHOQUE OBSTRUTIVO - Ep.07
Choque Distributivo:
Fisiopatologia, Causas, Sinais
Clínicos e Tratamento
Fisiopatologia
O choque distributivo é uma condição caracterizada por uma distribuição inadequada
do volume sanguíneo circulante, resultando em uma diminuição eficaz da pressão
arterial e perfusão inadequada dos órgãos e tecidos. Isso ocorre devido a uma
vasodilatação generalizada e disfunção do tônus vascular.
Existem três subtipos principais de choque distributivo: séptico, anafilático e
neurogênico.
Principais Causas
Choque séptico: é causado por uma infecção grave,
frequentemente bacteriana, que leva à liberação
de mediadores inflamatórios. Esses mediadores
causam vasodilatação, aumento da
permeabilidade vascular e disfunção cardíaca;
Choque anafilático: geralmente, é desencadeado por
uma reação alérgica grave a alérgenos, como
alimentos, picadas de insetos ou medicamentos.
Isso desencadeia uma liberação maciça de
histamina, levando à vasodilatação e à
broncoconstrição;
Choque neurogênico: resulta de uma disfunção no
controle do Sistema Nervoso Autônomo sobre o
tônus vascular devido a lesões na medula
espinhal, anestesia ou lesões cerebrais. A falta de
estimulação simpática resulta em vasodilatação
periférica.
Sinais Clínicos e Sintomas
Dependendo da causa, os pacientes podem apresentar sintomas como dispneia, tosse
produtiva, disúria, hematúria, calafrios, mialgias, dor, história de picada de insetos ou
trauma raquimedular. No exame físico, podem exibir febre, taquipneia, taquicardia,
petéquias, alterações no estado mental, rubor e leucocitose no hemograma.
Hipotensão: queda significativa da pressão
arterial sistêmica;
Taquicardia: a frequência cardíaca aumenta em resposta à
diminuição do débito cardíaco;
Taquipneia: a respiração torna-se rápida e superficial;
Confusão mental: devido à má perfusão cerebral;
Pele fria e pegajosa: resultado da vasoconstrição cutânea;
Diminuição da diurese: menos produção de urina devido à
redução do fluxo sanguíneo renal;
Saturação de oxigênio diminuída: pode ocorrer devido à má
perfusão tecidual.
Tratamento
O tratamento do choque distributivo visa a reverter a vasodilatação, melhorar a
perfusão tecidual e tratar a causa subjacente.
As principais abordagens terapêuticas incluem:
Ressuscitação de fluidos: administração de
fluidos intravenosos, como solução salina
isotônica, para expandir o volume circulante e
melhorar a pré-carga cardíaca;
Vasopressores: medicamentos vasoconstritores, como
noradrenalina ou adrenalina, podem ser necessários para elevar a
pressão arterial e melhorar a perfusão;
Terapia antibiótica: no choque séptico, a administração precoce
de antibióticos apropriados é crucial para combater a infecção
subjacente;
Epinefrina: no choque anafilático, a epinefrina é o tratamento de
escolha para reverter a vasodilatação e a broncoconstrição;
Tratamento da causa subjacente: identificar e tratar a causa
subjacente do choque, como infecções, alergenos ou lesões
neurológicas;
Monitoramento hemodinâmico: monitoramento contínuo da
pressão arterial, da frequência cardíaca, da oxigenação e da
diurese para avaliar a resposta ao tratamento.
O tratamento do choque distributivo é uma emergência médica que requer intervenção
rápida e coordenação interdisciplinar para estabilizar o paciente e tratar a causa
subjacente. A escolha do tratamento específico depende do tipo de choque distributivo
e das necessidades individuais do paciente.
Vídeo
Choque Distributivo
Mini Curso Hemodinâmica - Aula 10 - Choque distributivo P1 - Cho…
Cho…
A avaliação do Enfermeiro no choque é fundamental para identificar as necessidades
do paciente, fornecer cuidados adequados e monitorar a resposta ao tratamento.
Durante a avaliação, o Enfermeiro deve considerar vários aspectos, incluindo sinais
vitais, exame físico, história clínica e exames laboratoriais.
A seguir, estão os principais passos da avaliação de Enfermagem no choque, bem como
os principais diagnósticos de Enfermagem e os cuidados associados.
Avaliação Inicial
Sinais vitais: monitorar a pressão arterial, a
frequência cardíaca, a frequência respiratória e a
temperatura;
Oximetria de pulso: avaliar a saturação de oxigênio no sangue
(SpO2);
Avaliação do nível de consciência: verificar o estado de alerta e a
resposta do paciente (Escala de Coma de Glasgow);
Avaliação da Perfusão: Observar a cor da pele, a temperatura
periférica e o enchimento capilar. Palidez, pele fria e cianose
podem indicar má perfusão.
Exame Físico
Avaliar o sistema cardiovascular, incluindo
auscultação cardíaca e pulmonar;
Verificar a presença de edema, crepitação pulmonar, estertores,
taquipneia, dispneia e ortopneia;
Examinar o abdômen em busca de distensão abdominal,
hepatomegalia e ascite, que podem estar presentes em casos de
congestão.
História Clínica
Coletar informações sobre a história médica do
paciente, incluindo doenças cardíacas prévias,
infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca,
entre outros;
Identificar a causa subjacente do choque, como infarto agudo do
miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva ou sepse.
Exames Laboratoriais
Acompanhar os resultados de exames como
eletrólitos, gasometria arterial, hemograma
completo, troponina, BNP (peptídeo natriurético
tipo B) e lactato. Esses exames podem auxiliar no
diagnóstico e na avaliação da gravidade.
Principais Diagnósticos de Enfermagem
Perfusão Tissular Ineficaz
Monitorar sinais de má perfusão, como pele fria,
pálida ou cianótica, taquicardia e alterações na
pressão arterial;
Medir o enchimento capilar para avaliar a circulação periférica;
Manter um registro de entrada e saída para avaliar a perfusão
renal.
Intolerância à Atividade
Observar a capacidade do paciente para realizar
atividades físicas e notar sinais de fadiga,
dispneia ou dor no peito;
Estabelecer limites nas atividades de acordo com a tolerância do
paciente.
Desequilíbrio no Volume de Líquidos
Avaliar o balanço hídrico, observando entrada e
saída de líquidos;
Administrar fluidos intravenosos de acordo com as necessidades
do paciente e as ordens médicas.
Risco de Lesão Relacionado à Hipotensão
Monitorar a pressão arterial e a resposta do
paciente a medicamentos vasoativos;
Tomar medidas para prevenir quedas, como fornecer apoio ao
paciente ao se levantar.
Ansiedade Relacionada à Condição Crítica
Avaliar o nível de ansiedade do paciente e
fornecer apoio emocional;
Explicar os procedimentos e os tratamentos de forma clara e
tranquilizadora.
Cuidados de Enfermagem
Monitorar continuamente os sinais vitais e os
parâmetros de perfusão;
Administrar medicamentos conforme as ordens médicas, como
antimicrobianos, vasopressores ou inotrópicos;
Avaliar e manter a permeabilidade das vias aéreas, fornecendo
oxigênio conforme necessário;
Controlar o balanço hídrico do paciente e ajustar a administração
de líquidos conforme indicado;
Fornecer apoio psicológico ao paciente e à família, explicando a
condição e os tratamentos;
Colaborar com a Equipe Médica na identificação e no tratamento
da causa subjacente do choque.
A avaliação e os cuidados de Enfermagem desempenham papel crucial na identificação
e no tratamento do choque, visando a melhorar a perfusão tecidual e a garantir o bem-
estar do paciente. É essencial uma abordagem interdisciplinar para fornecer o
tratamento adequado e monitorar a resposta do paciente ao longo do tempo.
Caso Clínico
Paciente: João Silva, 62 anos, sexo masculino.
Histórico Clínico
João Silva, um homem de 62 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica não
controlada e tabagismo de longa data, chega ao Pronto-Socorro em uma tarde
ensolarada com queixa de dor no peito intensa, irradiando-se para o braço esquerdo,
associada à sudorese profusa e falta de ar. Ele relata que a dor começou cerca de 2 horas
atrás, enquanto estava em casa assistindo à Televisão.
Apresentação na Emergência
Ao ser admitido na sala de emergência, o Sr. Silva está pálido e ansioso, com expressão
de dor no rosto. Ele está suando profusamente, e seus sinais vitais são os seguintes:
Frequência Cardíaca: 110 bpm;
Pressão Arterial: 80/50 mmHg;
Frequência Respiratória: 26 irpm;
Temperatura: 36,8°C;
Saturação de Oxigênio: 92% em ar ambiente.
Avaliação Clínica
Durante o exame físico, o Enfermeiro observa que o Sr. Silva tem extremidades frias e
pegajosas, e seu pulso radial é fraco. O enfermeiro ausculta crepitações bilaterais nos
campos pulmonares e nota a presença de estertores. O paciente está ansioso e com
dificuldade para respirar.
Exames Realizados
Eletrocardiograma (ECG): o ECG mostra elevação do segmento ST
nas derivações anterolaterais, indicando um possível Infarto
Agudo do Miocárdio (IAM);
Troponina: o nível de troponina está significativamente elevado,
confirmando o diagnóstico de IAM;
Ecocardiograma: o ecocardiograma revela disfunção sistólica
ventricular esquerda significativa e uma área de necrose
miocárdica.
Diagnóstico
Com base nos achados clínicos e nos exames realizados, o paciente é diagnosticado
com choque cardiogênico devido a um Infarto Agudo do Miocárdio.
Cuidados de Enfermagem
O Enfermeiro prioriza a estabilização hemodinâmica do paciente,
iniciando a administração de oxigênio suplementar e
estabelecendo acesso intravenoso;
São administrados medicamentos para alívio da dor, como
nitroglicerina, e medicamentos anti-isquêmicos, como ácido
acetilsalicílico (aspirina), de acordo com o protocolo
institucional;
O Enfermeiro monitora continuamente os sinais vitais,
especialmente a pressão arterial e a frequência cardíaca;
É iniciada a administração de medicamentos inotrópicos para
melhorar a função cardíaca e a pressão arterial;
O paciente é preparado para a realização de uma Angioplastia
Coronariana Percutânea (ACTP) emergencial para restaurar o
fluxo sanguíneo coronariano;
São coletadas amostras para exames laboratoriais adicionais,
incluindo gasometria arterial e contagem completa de células
sanguíneas.
Desfecho
O Sr. Silva foi submetido com sucesso à Angioplastia Coronariana Percutânea, que
restaurou o fluxo sanguíneo coronariano. Durante sua permanência na Unidade de
Terapia Intensiva, ele continuou recebendo suporte hemodinâmico e monitoramento
rigoroso. Gradualmente, sua função cardíaca melhorou, e ele foi transferido para uma
Unidade de Cuidados Cardíacos para continuar sua recuperação e reabilitação. O caso
destaca a importância da avaliação e dos cuidados de Enfermagem no manejo do
choque cardiogênico causado por um infarto agudo do miocárdio.
Cuidado de Enfermagem à Pessoa com Infarto
Agudo do Miocárdio (IAM) e Parada
Cardiopulmonar (PCP)
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma manifestação grave de doença arterial
coronariana que resulta em dano ao músculo cardíaco devido à interrupção do fluxo
sanguíneo nas artérias coronárias.
Suas causas primárias incluem:
Aterosclerose coronariana: é a causa mais
comum de IAM, caracterizada pelo acúmulo
progressivo de placas ateroscleróticas nas
artérias coronárias. Essas placas consistem em
lipídios, células inflamatórias e depósitos de
cálcio, levando à estenose (estreitamento) ou
oclusão (bloqueio) das artérias;
Trombose coronariana: ocorre quando uma placa aterosclerótica
se rompe, expondo o conteúdo procoagulante ao sangue, levando
à formação de um coágulo sanguíneo intravascular (trombo), que
pode obstruir o fluxo coronário;
Espasmo coronariano: menos comum, mas significativo, é o
espasmo anormal das artérias coronárias, resultando na restrição
do fluxo sanguíneo, apesar da ausência de aterosclerose
significativa;
Embolismo coronariano: raramente, partículas (êmbolos)
originárias de outros locais, como trombos intracardíacos ou
placas ateroscleróticas instáveis, podem ser transportadas pela
corrente sanguínea e obstruir as artérias coronárias.
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) secundário à isquemia, decorrente do
desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio pelo miocárdio, não está
diretamente relacionado à aterotrombose coronariana. Essas situações podem levar à
necrose do tecido cardíaco e à elevação dos marcadores de necrose, sendo secundárias
a causas cardíacas, como miocardite, arritmias, insuficiência cardíaca
descompensada, ou a causas não cardíacas, como choque, anemia grave, sepse e
hipóxia.
Fisiopatologia
A fisiopatologia do IAM envolve a privação de oxigênio e nutrientes das células
cardíacas devido à obstrução das artérias coronárias.
O processo é o seguinte:
Isquemia: a obstrução parcial ou completa da
artéria coronária compromete o suprimento de
sangue e de oxigênio para uma região do músculo
cardíaco, resultando em isquemia. Durante a
isquemia, as células cardíacas ainda podem
sobreviver temporariamente, mas não funcionam
adequadamente;
Lesão: se a isquemia persistir, as células cardíacas começarão a
sofrer lesões irreversíveis. Isso ocorre devido à falta de oxigênio e
à acumulação de produtos metabólicos tóxicos;
Infarto: se a obstrução não for revertida a tempo, ocorre o infarto,
que é a morte do tecido cardíaco. O infarto resulta na perda
permanente da função contrátil das células musculares cardíacas.
O IAM é caracterizado pela presença de lesão miocárdica aguda, que é identificada pela
elevação dos níveis de troponina acima do percentil 99 do limite da normalidade em
pelo menos uma amostra, com um padrão dinâmico de ascensão e queda desses
valores. Essa elevação da troponina ocorre em um contexto clínico de isquemia
miocárdica aguda e está associada a pelo menos uma das seguintes condições:
Sintomas sugestivos de isquemia miocárdica;
Novas alterações isquêmicas no eletrocardiograma (ECG);
Nova presença de onda Q patológica no ECG;
Evidência em exames de imagem de nova perda de miocárdio
viável ou nova alteração de contratilidade compatível com uma
causa isquêmica;
Detecção de trombo intracoronário por angiografia ou necrópsia
(tipo 1).
É importante ressaltar que, mesmo que o exame de troponina seja parte da definição
diagnóstica de IAM, o tratamento inicial da Síndrome Coronariana Aguda deve ser
iniciado imediatamente na suspeição diagnóstica, sem esperar pelos resultados da
troponina.
Além disso, os sintomas característicos da dor associada à isquemia miocárdica
incluem:
Localização na região do tórax, epigástrio,
mandíbula, ombro, dorso ou membros
superiores;
Qualidade da dor descrita como aperto, peso, opressão ou
desconforto;
Irradiação da dor para membros superiores (direito, esquerdo ou
ambos), ombro, mandíbula, pescoço, dorso e região epigástrica;
Duração da dor por mais de 20 minutos;
Ausência de necessidade de um fator causal desencadeante;
Alívio parcial ou total da dor com o uso de nitroglicerina e
derivados;
A dor não é aliviada com repouso;
Sintomas associados, como sudorese, náusea, vômito, palidez,
dispneia, pré-síncope e síncope.
Os pacientes com IAM são categorizados em dois grupos com base nos achados no
ECG, como exposto a seguir.
Leitura
Interpretação do Eletrocardiograma
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ACESSE
Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do
Segmento ST (IAMCSST) ou bloqueio de ramo esquerdo novo ou
presumivelmente novo, que geralmente está associado à oclusão
coronariana e requer reperfusão imediata;
Síndrome Coronariana Aguda sem Supradesnivelamento do
Segmento ST (SCASSST), que engloba o diagnóstico de Infarto
Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST
(IAMSSST) e Angina Instável. O IAMSSST ocorre quando há
elevação de marcadores de necrose miocárdica, enquanto a
Angina Instável ocorre na ausência de tal elevação.
Vídeos
Interpretação de ECG
Interpretação de ECG
Como Atender um Paciente com IAM de Forma Objetiva?
COMO ATENDER UM PACIENTE COM IAM DE FORMA OBJETIVA?
Tratamento
O tratamento imediato de um IAM visa a restaurar o fluxo sanguíneo na artéria
coronária obstruída e minimizar o dano cardíaco.
Isso pode incluir:
Angioplastia coronária: um cateter é inserido na
artéria obstruída e um balão inflável é inflado
para abrir o vaso, frequentemente seguido pela
colocação de um stent para mantê-lo aberto;
Trombólise: administração de medicamentos que dissolvem o
coágulo sanguíneo;
Medicamentos: como antiagregantes plaquetários,
anticoagulantes, analgésicos e betabloqueadores;
Reabilitação cardíaca: programa de exercícios e educação para
melhorar a saúde cardiovascular;
Cirurgia de revascularização do miocárdio (CABG): em casos
mais complexos.
O tratamento depende da gravidade do IAM e de fatores individuais do paciente, sendo
essencial procurar atendimento médico imediato ao suspeitar de um ataque cardíaco.
Cuidados de Enfermagem em Casos de Infarto Agudo do
Miocárdio (IAM) e Parada Cardiopulmonar (PCP)
Vídeo
Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) no APH
Tratamento do Infarto Agudo do Miocardio (IAM) no APH
Avaliação rápida: o Enfermeiro deve realizar uma
avaliação rápida e precisa dos sintomas do
paciente, histórico médico e fatores de risco
cardiovasculares;
Monitoramento contínuo: os sinais vitais, incluindo
frequência cardíaca, pressão arterial, saturação
de oxigênio e frequência respiratória, devem ser
monitorados continuamente para avaliar a
estabilidade do paciente;
Administração de medicamentos: é fundamental
administrar medicamentos prescritos, como
nitroglicerina, aspirina e analgésicos, para
aliviar a dor, melhorar o fluxo sanguíneo
coronariano e prevenir complicações;
Suplementação de oxigênio: a administração de oxigênio
pode ser necessária para garantir uma
oxigenação adequada do miocárdio e de outros
órgãos;
Vídeo
Protocolo de IAM | O Básico que Você Precisa Saber
PROTOCOLO DE IAM | O básico que você precisa saber
Parada Cardiopulmonar (PCP): a PCP é uma situação
crítica em que a função cardíaca e pulmonar
cessa abruptamente. As principais causas
incluem arritmias graves, insuficiência cardíaca
descompensada, obstrução das vias aéreas e
trauma. A interrupção do fluxo sanguíneo para os
órgãos vitais resulta em lesões celulares
irreversíveis.
Na PCP, o paciente perde a consciência e para de respirar. Os sinais
vitais, como pulso e respiração, tornam-se indetectáveis, e a pele
pode adquirir uma tonalidade cianótica devido à falta de oxigênio.
A Equipe de Saúde deve ser acionada imediatamente, e o suporte
avançado à vida deve ser iniciado o mais rápido possível;
Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP): iniciar compressões
torácicas de alta qualidade (massagem cardíaca)
e ventilação com ambu ou ventilação mecânica.
Seguir as diretrizes atuais de RCP;
Desfibrilação: se disponível, utilizar um
desfibrilador para tratamento de arritmias letais,
como a fibrilação ventricular;
Administração de medicamentos: administrar
medicamentos prescritos, como epinefrina, para
auxiliar na reversão de arritmias e estimular a
atividade cardíaca;
Manter a comunicação com a família: é importante manter
a família informada sobre a situação do paciente
e fornecer apoio emocional.
Vídeo
Vamos Fazer RCP Passo-a-Passo?
Vamos fazer RCP passo-a-passo?
Em ambos os cenários de IAM e PCP, a ação rápida e eficaz da Equipe de Enfermagem
pode fazer a diferença na sobrevivência e no prognóstico do paciente. O treinamento
contínuo em suporte básico e avançado à vida é essencial para garantir a competência
da Equipe e melhorar os resultados clínicos.
Passo 1 – Avaliação da cena e segurança: avalie a
segurança do ambiente para você e a vítima.
Certifique-se de que não haja riscos iminentes,
como incêndio ou perigo físico;
Passo 2 – Verifique a responsividade da vítima:
tente chamar a pessoa e verifique se ela responde
a estímulos verbais ou táteis;
Passo 3 – Chame ajuda: peça ajuda imediatamente,
ligando para o serviço de emergência médica
(SAMU, 192) ou o número de emergência local.
Informe que a vítima está em PCR;
Passo 4 – Inicie a RCP (Ressuscitação
Cardiopulmonar): comece a RCP imediatamente.
Isso envolve compressões torácicas e ventilações.
Comprima o peito da vítima com as mãos no centro do peito, com
uma profundidade de pelo menos 5 a 6 centímetros e a uma taxa
de pelo menos 100-120 compressões por minuto.
Após 30 compressões, ventile a vítima fazendo duas respirações
de resgate. Use uma máscara facial ou barreira para evitar a
contaminação, se possível;
Passo 5 – Acesso venoso: se disponível, estabeleça
acesso intravenoso ou intraósseo para a
administração de medicamentos;
Passo 6 – Administração de drogas: as drogas
usadas podem variar dependendo da situação
clínica, mas em um cenário de PCR em adultos,
os medicamentos comuns incluem:
Epinefrina: é frequentemente administrada a
cada 3-5 minutos, em doses específicas,
durante a RCP;
Amiodarona: pode ser considerada em casos
de arritmias ventriculares refratárias;
Bicarbonato de sódio: pode ser usado em
casos de acidose grave.
Siga as orientações e doses específicas das diretrizes de
ressuscitação cardiopulmonar atuais;
Passo 7 – Desfibrilação: se uma desfibrilação é
indicada (por exemplo, em caso de fibrilação
ventricular), administre choques com um
Desfibrilador Automático Externo (DAE) ou um
Desfibrilador Manual, conforme orientado;
Passo 8 – Continuação da RCP: continue alternando
ciclos de compressões torácicas e ventilações até
que a ajuda avançada de suporte à vida chegue ou
a vítima recupere a pulsação e respire
normalmente.
Lembre-se de que o atendimento à PCR é altamente dinâmico e pode variar com base
nas condições clínicas e nas diretrizes de ressuscitação em vigor. A formação em
suporte básico e avançado de vida é essencial para a correta execução dessas medidas
de emergência.
Vídeos
Parada Cardiorrespiratória – Ventilação na Prática Ep. 01
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - Ventilação na Prática Ep. 01
Parada Cardiorrespiratória – Compressões na prática Ep. 02
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - Compressões na prática Ep. 02
Parada Cardiorrespiratória – Adrenalina e Amiodarona na Prática Ep. 03
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA - Adrenalina e Amiodarona na P…
P…
Em Síntese
O choque é uma condição médica crítica que ocorre quando o corpo
não recebe oxigênio e nutrientes suficientes para funcionar
adequadamente. Isso acontece devido a uma redução significativa no
fluxo sanguíneo, resultando na diminuição da entrega de oxigênio
aos tecidos e aos órgãos vitais. Existem várias causas para o choque,
incluindo hemorragias, trauma, infecções graves, insuficiência
cardíaca, reações alérgicas graves (anafilaxia) e outras condições. Os
sintomas típicos incluem confusão, palidez, sudorese fria,
taquicardia, queda da pressão arterial, fraqueza e dificuldade
respiratória. O tratamento envolve a identificação e a correção da
causa subjacente, juntamente com a administração de fluidos e
medicamentos para restaurar o fluxo sanguíneo adequado aos órgãos
vitais.
O Infarto Agudo do Miocárdio é uma condição em que ocorre uma
obstrução súbita do suprimento de sangue ao músculo cardíaco,
devido à formação de um coágulo ou bloqueio nas artérias
coronárias. Isso resulta na morte de uma parte do músculo cardíaco,
devido à falta de oxigênio e nutrientes, causando dor intensa no
peito. Os fatores de risco incluem tabagismo, hipertensão, diabetes,
histórico familiar, colesterol elevado e estilo de vida sedentário. Os
sintomas incluem dor no peito (angina), que pode irradiar para o
braço esquerdo, mandíbula, costas ou pescoço, acompanhada de
náusea, sudorese e falta de ar. O tratamento imediato visa a restaurar
o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, geralmente por meio de
Angioplastia Coronariana ou administração de trombolíticos. Após o
tratamento agudo, o manejo em longo prazo envolve mudanças no
estilo de vida, medicamentos e reabilitação cardíaca.
📄 Material Complementar
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Para expandir os conhecimentos dessa Unidade, acesse os
conteúdos complementares abaixo:
Vídeo
IAMSST: Síndrome Coronária Aguda
IAMSST: Síndrome Coronária Aguda - Bloco 1
Livros
Protocolos de Intervenção para o SAMU 192 – Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos de Intervenção para
o SAMU 192 – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. 2. ed. Brasília: Ministério da
Saúde, 2016.
Assistência de Enfermagem ao Paciente com Infarto
Agudo do Miocárdio
AGUIAR, A. L. C. et al. Assistência de Enfermagem ao paciente com infarto agudo do
miocárdio. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 4, p. 1-2, mar. 2022.
Leitura
American Heart Association Guidelines for
Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency
Cardiovascular Care
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Site
American Heart Association
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ACESSE
📄 Referências
Página 3 de 3
BRASIL. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília:
Ministério da Saúde, 56p., 2009.
BRASIL. Alimentação Cardioprotetora: Manual de orientações para profissionais de
Saúde da Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.
BRASIL. HumanizaSUS: Acolhimento com avaliação e classificação de risco: um
paradigma ético-estético no fazer em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 48p., 2004.
BRASIL. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2022. Brasília: Ministério da Saúde, 160p.,
2011.
EUROPEAN Society of Cardiology. 2019. ESC Guidelines for the diagnosis and management
of chronic coronary syndromes. European Heart Journal, [S. l.], v. 41, n. 3, p. 407-477,
2020. Disponível em: DOI:10.1093/eurheartj/ehz425. Acesso em: 19/09/2023.
SOCIEDADE Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Reabilitação Cardiovascular
– 2020, Arq Bras Cardiol., [S. l.], v. 114, n. 5, p. 943-987, 2020.
SOCIEDADE Brasileira de Cardiologia. Diretriz de Telecardiologia no Cuidado de
Pacientes com Síndrome Coronariana Aguda e Outras Doenças Cardíacas, Arquivos
Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 104, p. 1-26, 2015.
SOCIEDADE Brasileira de Cardiologia. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia
sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento
ST. Rio de Janeiro: Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2021.