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Senso Comum e Crítica Literária

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LEGENDA

Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 2 (21585) Resposta correta na questão


SILVANO PEREIRA
DOS SANTOS Atividade finalizada em 03/01/2024 19:22:21 (1327274 / 1) # Resposta correta - Questão Anulada

X Resposta selecionada pelo Aluno

Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: TEORIA LITERÁRIA [943020] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 3,33 pontos [capítulos
- 1]

Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-OUTUBRO/2023 - SGegu0A161023
[102572]

Aluno(a):
91520768 - SILVANO PEREIRA DOS SANTOS - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 3,33 pontos como nota

(CESPE / CEBRASPE 2013)


De acordo com o pensador G. Vico, o senso comum é um julgamento sem qualquer
reflexão, comumente sentido por toda uma classe, todo um povo, toda uma nação, ou
[359297_1319
por todo o gênero humano. Segundo Heidegger, nós nos movimentamos no nível de
37] compreensão do senso comum à medida que nós cremos em segurança no seio das
Questão
001 diversas “verdades” da experiência da vida, da ação, da pesquisa, da criação e da fé.
M. Heidegger. Sobre a essência da verdade. São Paulo 1970, p. 18 (com adaptações).
A propósito dessas informações acerca do significado do senso comum,
problematizado pela filosofia, assinale a opção correta.

O senso comum reflete, argumenta e justifica suas crenças.


É com o senso comum que o homem enfrenta, no cotidiano, os seus problemas
imediatos. O senso comum antecede todo o filosofar. Devido a essa anterioridade e ao
seu caráter de convicção inquestionada, ele deve ser considerado como critério de
julgamento, como princípio dirimente de todas as dúvidas teóricas.
O senso comum é um julgamento irrefletido, que, uma vez compartilhado por muitos
homens no âmbito da cultura como crença cotidiana, é tido como óbvio e permanece
X inquestionado. A filosofia, porém, é um movimento radical de autonomia do homem
baseado no exercício do pensamento, do questionamento. Por isso, a filosofia se põe
de maneira crítica frente às pretensões do senso comum.
Enquanto o senso comum é um conhecimento seguro, a filosofia é um pensamento
inseguro. Logo, a filosofia deve ser rejeitada como perigosa para o homem do
cotidiano.
O senso comum é convicção arraigada, crença partilhada com segurança pelos
homens, na vida, na ação, na pesquisa, na criação e na fé. A convicção é fundamental
ao pensamento e, portanto, o senso comum se identifica com o pensamento filosófico.

(INSTITUTO AOCP 2019 – adaptado)


[359297_1319 É possível afirmar que o senso comum nos coloca no dia a dia para entendê-lo e
38]
Questão realizar uma série de ações a partir dele. Envolve as crenças, as superstições, o
002 folclore, o carnaval, as novelas, os filmes, os quadrinhos, o futebol e tantos outros.
Diante disso, o conhecimento proporcionado pelo senso comum
apesar de ser frequentemente subjetivo, porque depende do ponto de vista individual e
pessoal, não deixa de ser rigoroso, já que as suas explicações são formuladas em
enunciados gerais.
é unificador, por não reconhecer as conexões em situações nas quais elas poderiam
ser [Link] seja, apesar de haver distinções, há pontos de contato entre ambas
as formas de conhecimento, o que gera, a não especificidade de cada um desses
conhecimentos.
é particular, por se restringir a pequenas amostras da realidade, as quais servem de
X base a generalizações muitas vezes apressadas e imprecisas.

Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:49 1/4


é fruto de ampla reflexão filosófica e observação científica, estabelecendo conexões
válidas a fim de gerar hipóteses, teorias e conceitos.

Para o filósofo Hans-Georg Gadamer, os conhecimentos, os valores e as visões que


utilizamos estão situados dentro de tradições comuns, enraizados comunitariamente,
[359297_1329 das quais induzimos nossa produção de ideias e pensamentos. Ou seja, o senso
75]
Questão comum nos direciona a uma dinâmica entre convicções concebidas e herdadas pela
003 sociedade através do tempo e a um presente ininterruptamente formado em que
analisamos e criticamos o conhecimento humano. A partir disso, podemos entender
senso comum como:
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma
comunidade criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade com
aprofundamento teórico.
conjunto de ideias e valores compartilhados por uma parcela de membros de uma
comunidade acriticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade e
elaborados criticamente.
conjunto de ideias e valores compartilhados pelos membros de uma comunidade sem
X
aprofundamento crítico e/ou teórico.

(INSTITUTO AOCP 2019 – adaptado)


Pode-se afirmar que há uma multiplicidade de conhecimentos, desde aquele
conhecimento presente no cotidiano de cada indivíduo até aquele conhecimento
[359297_1319
39] desenvolvido nas diversas instituições de ensino, bem como nas comunidades
Questão
004
científicas existentes no mundo em geral. Um modo didático e pedagógico de
compreender os conhecimentos em geral seria separá-los em dois grandes grupos:
senso comum e conhecimento científico.
Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
O conhecimento científico é fragmentário, devido ao fato de haver uma distinção entre
as ciências humanas, as ciências formais e as ciências da natureza.
Pode-se afirmar que o senso comum é unificador e objetivo.
O senso comum é frequentemente subjetivo, porque depende do ponto de vista
X individual e pessoal, pois pode ser condicionado por sentimentos ou afirmações
arbitrárias. Distinto disso, o mundo construído pela ciência aspira à objetividade.
O senso comum compõe as crenças e as superstições. Tendo isso em vista, trata-se
de um conhecimento equivocado. Em contrapartida, como a ciência visa
comprovações, dispensa-se a formulação de novos paradigmas científicos.
O conhecimento científico diferentemente do senso comum é particular e subjetivo,
dependendo do ponto de vista individual e pessoal do cientista.

Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:49 2/4


Ora, contrariando a sólida tradição de que a produção literária se presta a tornar-se
objeto de estudo – de caráter normativo ou descritivo-especulativo-, desenvolveu-se
uma posição que pretende subtrair o texto literário a esse círculo analítico, para confiá-
lo à fruição subjetiva e desinteressada de métodos e conceitos, próxima àquela
espécie de desarmamento conceitual próprio do leitor comum. Essa atitude antiteórica
[359297_1329 é conhecida pelo nome de impressionismo crítico, tendo encontrado seu momento de
85]
Questão formulação em fins do século XIX e início do século XX, como reação contra o esforço
005 de atingir objetividade científica[...]. Assim, para os adeptos do impressionismo, o que
se pode fazer com a produção literária não é teorizar a seu respeito, mas tão somente
registrar impressões de leitura [...].
(SOUZA, [Link]. Teoria da Literatura: trajetória, fundamentos, problemas. São Paulo:
É realizações, 2018.
Sobre o impressionismo crítico é correto afirma:
trata-se de uma crítica literária motivado por princípios científicos.
X trata-se de uma crítica literária motivada pelo juízo de gosto.
trata-se de uma crítica literária motivada pela antropologia social.
trata-se de uma crítica literária respaldada pela Poética.
trata-se de uma crítica literária respaldada pela retórica.

[359297_1329 O estudo de um texto literário pode ser dar a partir de diferentes abordagens, histórica,
82]
Questão sociológica, antropológica, psicanalítica etc. Que abordagens teriam sido combatidas
006 pelos estudos literários dos primeiros anos do século XX?
A abordagem psicanalítica e antropológica.
A abordagem estruturalista e formalista.
A abordagem antropológica e sociológica.
X A abordagem historiográfica e biográfica.
A abordagem retórica e poética.

Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:49 3/4


Não sendo um meio de conhecimento ou informação, a literatura expeliu de seu âmbito
o jornalismo, a história, a filosofia. Para a poética neoclássica, os gêneros literários
eram todas as manifestações da atividade intelectual, possuíam um sentido amplo e
sua classificação era exaustiva. Mas, a duras penas, a literatura libertou-se das outras
atividades. E isso depois que a ciência estética, a partir do Século XVIII, se
desenvolveu, passando pela polêmica romântica acerca dos gêneros literários e pelas
restrições de Croce. Em nosso tempo, as teorias poéticas, não aceitando, embora, o
negativismo croceano, tampouco se deixaram reverter à tradição neoclássica.
Repelem, pois, o sentido lato, amplo, reduzindo os gêneros literários àqueles de cunho
estritamente literário, isto é, os gêneros narrativos da ficção e epopeia, os gêneros
dramáticos, líricos e ensaísticos, fechando a porta a tudo o mais que não seja produto
[359297_1329
74] da imaginação e vise objetivos de conhecimento, investigação, informação, análise.
Questão
007
COUTINHO, A. Notas de teoria literária. Rio de Janeiro: Vozes, 2008, p.92 (adaptado).
A partir da relação entre crítica literária e literatura estabelecida no texto acima, avalie
as afirmações a seguir:
I. A crítica literária é uma atividade intelectual reflexiva cuja matéria-prima é o
fenômeno literário.
II. A crítica literária não possui um campo de atuação que lhe é próprio; por isso,
transita por diversos setores da cultura e das ciências.
III. A crítica literária constitui-se no desenvolvimento de todas as forças intelectuais de
um povo: é o complexo de suas luzes e civilização; é a expressão do grau de ciência
que ele possui; é a reunião de tudo quanto exprime a imaginação e o raciocínio pela
linguagem.
É correto o que se afirma em
I, II e III.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
II, apenas.
X I, apenas.

Nesse momento, relegadas a retórica e a poética à posição secundária de meras


disciplinas escolares, o espaço vazio foi preenchido por uma nova formação
disciplinar, a história literária, que, desinteressada das noções clássicas de boas letras
[359299_1319 ou belas letras, instala o conceito moderno de literatura nacional, individualizando
43]
Questão tradições literárias específicas das diversas nações instituídas como estados daí
008 derivando expressões como literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura
francesa, etc. (Roberto Acízelo de Souza. In: Teoria da Literatura: Trajetória,
Fundamentos, Problemas. São Paulo: É Realizações Editora, 2018, p. 33)
O trecho acima aborda qual período dos estudos literários?
X Os séculos XVIII e XIX.
O século XVI e XVII.
O século XX e XXI.
A antiguidade Clássica.
O século XVII e XVIII.

Pincel Atômico - 18/11/2024 20:42:49 4/4

Common questions

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'Senso comum' or common sense is based on unreflective knowledge shaped by cultural beliefs, superstitions, and everyday judgments, often subjective and dependent on personal viewpoints . In contrast, scientific knowledge is characterized by objectivity, derived from empirical evidence, and structured through systematic methodologies . Common sense tends to unify experiences without recognizing deeper connections, while scientific knowledge seeks to verify hypotheses and establish theories through validated connections . Common sense generalizes from limited experiences; science aims for broad applicability and precision.

G. Vico views senso comum as an unreflective judgment commonly shared by a class, a people, a nation, or humanity as a whole, functioning without deep reflection . M. Heidegger connects common sense to the level of understanding where individuals feel secure within various 'truths' of life experiences, actions, research, creation, and faith . Both philosophers acknowledge that while common sense is widely shared and taken for granted, philosophy challenges its assumptions through critical inquiry.

'Crítica literária' reflects broader intellectual and cultural currents by being an integrative discipline that spans various cultural and scientific sectors. It is both an individual and a collective intellectual exercise directed toward capturing the spirit of a culture, the level of scientific knowledge, and an expression of rational and imaginative capabilities through language . This expansive role affirms the relevance of literary criticism beyond mere textual analysis, indicating its function as a mirror to societal intellectual energies.

Hans-Georg Gadamer considers senso comum as embedded within communal traditions, producing ideas and thoughts through shared societal values passed through generations. This view highlights that common sense is not isolated but entwined with historical and cultural contexts that shape current interpretations and criticisms of human knowledge . By situating common sense within these traditions, Gadamer emphasizes its role in maintaining continuity and evolving cultural heritage, thus enriching the comprehension of our diverse cultural legacies.

'Senso comum' is seen as rigorous because it formulates explanations in general statements shared across a community, leading to a collective sense of understanding . However, it's subjective because it is deeply intertwined with personal viewpoints and conditionings, resulting in diverse interpretations depending on individual contexts. This contradiction reveals that common sense blends individual perceptions with collective beliefs, serving as both a unifying force and a point of divergence in interpreting experiences.

During the eighteenth and nineteenth centuries, literary history emerged as a distinct discipline, shaping the concept of national literature by distinguishing it from classical notions of belles-lettres. This development lead to the identification of literature as a national endeavor, defining distinct national literary traditions. Consequently, concepts like 'literatura brasileira' or 'literatura portuguesa' arose, promoting the creation of a national identity through literary works, separate from prior universal literary forms . This period emphasized the individualization of literatures according to their respective nations.

Early twentieth-century literary studies battled against historiographical and biographical methods in favor of more 'scientific' approaches like structuralism and formalism. Critics of these methods argued that literature should be scrutinized through intrinsic elements—structuralist and formalist lenses—rather than extrinsic factors like the author's life or historical context . The emphasis was on understanding a text by its structural elements rather than context, aligning with the quest for objective analysis during that era.

'Impressionism crítico' deviates from traditional literary criticism by rejecting the analytical circle that attempts to bestow scientific objectivity on literature. Instead, it emphasizes subjective and disinterested methods akin to common readers' experiences, thus focusing on recording reading impressions rather than theorizing about literature. This movement arose as a reaction against attempts to achieve scientific objectivity in literary analysis . The main motivation behind this approach is the pursuit of a personal, aesthetic experience of literature, rather than an objective analysis.

Rejecting philosophy as 'dangerous' in favor of 'senso comum' for daily living suggests a preference for security in widely shared beliefs over the uncertainty that philosophical inquiry introduces. While common sense provides an immediate framework to navigate daily challenges, philosophy questions underlying assumptions, potentially destabilizing accepted norms. This preference prioritizes practicality and consensus over critical reflection and individual thought . However, this approach could impede progress and deeper understanding, as philosophical scrutiny often leads to discovery and innovation.

Modern theories of literary genres emerged from eighteenth-century aesthetic science debates and brought significant transformation by distinguishing literary genres as strictly literary, emphasizing narrative fiction, drama, lyric, and essay forms. This shift excluded previously included intellectual activities like journalism, philosophy, and history from literary classification. This change was propelled by a desire for a clear boundary that separates imaginative literature from content aimed at knowledge or information . This reflects a move away from Neoclassical broad classifications towards a refined set of literary types.

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