Fibrilação Atrial: Diagnóstico e Tratamento
Fibrilação Atrial: Diagnóstico e Tratamento
estabelecida
Teoria 5
Epidemiologia 5
Etiologia 5
Fisiopatologia 6
Classificação 6
Caso clínico 7
Diagnóstico 9
Abordagem 9
História e exame físico 13
Fatores de risco 15
Investigações 19
Diagnósticos diferenciais 21
Tratamento 24
Abordagem 24
Visão geral do algoritmo de tratamento 35
Algoritmo de tratamento 39
Novidades 96
Prevenção primária 96
Prevenção secundária 96
Discussões com os pacientes 97
Acompanhamento 98
Monitoramento 98
Complicações 99
Prognóstico 101
Diretrizes 103
Diretrizes diagnósticas 103
Diretrizes de tratamento 104
Referências 110
Imagens 133
Resumo
A fibrilação atrial (FA) estabelecida é uma arritmia atrial caótica e irregular diagnosticada clinicamente como
"paroxística", "persistente", "persistente de longa duração" ou "permanente".
Visão geral
A prevalência aumenta progressivamente com a idade.
Com frequência, os pacientes apresentam doenças cardíacas ou não cardíacas coexistentes, como
hipertensão, doença arterial coronariana, valvopatia, insuficiência cardíaca, obesidade e apneia do sono ou
doença pulmonar.
Causa morbidade significativa (por exemplo, palpitações, dispneia, angina, tontura ou síncope e
características de insuficiência cardíaca, cardiomiopatia induzida por taquicardia ou acidente vascular
cerebral [AVC]) e óbito. Muitos pacientes são assintomáticos ou apresentam sintomas que são menos
específicos de arritmias cardíacas, como demência leve ou AVCs silenciosos.
O eletrocardiograma (ECG) mostra ausência de ondas P, presença de ondas fibrilatórias e complexos QRS
irregularmente irregulares.
A estratégia de tratamento depende da gravidade dos sintomas, da duração da fibrilação atrial (FA) e
da presença de comorbidades clínicas. O tratamento envolve a correção da frequência anormal, ou da
frequência e do ritmo, junto com a anticoagulação em pacientes de alto risco.
Os riscos e os benefícios de uma terapia escolhida, como as estratégias de controle de frequência cardíaca
ou de ritmo utilizando betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio não di-hidropiridínicos, digoxina,
agentes antiarrítmicos, ablação cirúrgica ou por cateter para isolamento da veia pulmonar e modificação do
substrato atrial esquerdo, marca-passos e ablação do nó atrioventricular, precisam ser considerados com
base em vários fatores clínicos para otimizar o desfecho do paciente.
Definição
A FA é uma taquicardia supraventricular com ativação atrial descoordenada e contração atrial inefetiva.[1]
[2] O diagnóstico requer documentação por ECG. As características do ECG incluem intervalos RR
irregularmente irregulares (em que a condução atrioventricular está presente); ausência de ondas P
distintas; ativações atriais irregulares.[1] [2]
Ela é definida, principalmente, com base na duração e na frequência dos episódios; portanto, a FA
estabelecida pode ser paroxística, persistente ou permanente, e até mesmo um novo episódio, se detectado
pela primeira vez.
Para obter detalhes sobre a FA de início recente, consulte Fibrilação atrial inicial .
Os episódios de frequência alta atrial (EFAA) são definidos como eventos detectados por dispositivos
cardíacos eletrônicos implantáveis que ultrapassam o limite da taxa de detecção programada estabelecido
pelo dispositivo e podem ser usados para definir a carga da doença na FA estabelecida. Os EFAA requerem
inspeção visual para confirmar a FA e descartar outras arritmias atriais, artefatos ou oversensing.[1] [2]
Epidemiologia
A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais frequente, e sua incidência e prevalência globais estão
aumentando.[6] [7] [8] Em 2017, a prevalência global foi estimada em 0.51%, um aumento de mais de 30%
Teoria
em 20 anos; de maneira similar, a incidência global também aumentou em mais de 30%.[9]
A prevalência da FA aumenta com a idade, de 0.5% aos 40 a 50 anos para 5% a 15% aos 80 anos.
Os homens são afetados mais frequentemente que as mulheres.[10] O estudo de Rotterdam concluiu
que o risco vitalício de evoluir para FA aos 55 anos de idade era de 24% para homens e de 22% para
mulheres.[11] Nos estudos de Framingham e Rotterdam, após ajuste para idade e outros fatores de
risco, a ocorrência de FA foi maior em homens que em mulheres, mas a ocorrência foi semelhante em
outras análises.[11] [12] [13] O projeto SAFE (Screening for Atrial Fibrillation in the Elderly) relatou que
a prevalência inicial da FA em participantes com mais de 65 anos de idade foi de 7.2%, com uma maior
prevalência nos homens (7.8%) e pessoas com mais de 75 anos de idade, com uma incidência de 0.69% a
1.64% por ano, dependendo do método de rastreamento.[14] Esses dados de incidência referem-se a dados
de estudos transversais em que a maioria das pessoas teria FA por >7 dias (FA persistente, paroxística ou
permanente) em vez de FA aguda. No Reino Unido, a prevalência de FA é de 0.5% a 1.0% e a incidência é
de 0.54 caso por 1000 pessoa-anos.[15] [16] A prevalência e a incidência da FA em pessoas não brancas
são menos estudadas. O estudo Global Burden of Disease de 2017 constatou que as taxas de prevalência,
incidência e anos de vida ajustados para incapacidade (Disability-adjusted life years, DALY) diminuíram
de 1990 a 2017, mas o número absoluto de pacientes com FA, o número anual de casos novos e DALYs
aumentaram.[17] Nos EUA, estima-se que a prevalência da FA aumentará de aproximadamente 5.2 milhões
em 2010 para 12.1 milhões em 2030.[18]
Etiologia
A fibrilação atrial (FA) está associada a todos os tipos de doenças cardíacas, bem como a várias doenças
não cardíacas.[1]
• Hipertensão
• Doença arterial coronariana (DAC)
• Insuficiência cardíaca
• Valvopatia cardíaca
• Diabetes
• Doença tireoidiana
• Distúrbios respiratórios do sono
• Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
As outras doenças que estão associadas com a FA incluem:
Em casos raros, a FA pode ser familiar ou genética, como na cardiopatia das laminas A e C e em outras
cardiomiopatias familiares.[19]
A FA pós operatória é comum, principalmente após uma cirurgia cardíaca, como transplante, CRM e
substituição de valva.[3] Embora a maioria dos episódios seja autolimitada, há aumento do risco de FA
recorrente nos anos após o procedimento.[3]
Os fatores de estilo de vida que aumentam o risco de FA incluem o tabagismo, as bebidas alcoólicas, a
obesidade e a falta de atividade física.[1] [2]
Fisiopatologia
Desde as suas primeiras descrições, várias teorias evoluíram até chegarmos à nossa compreensão atual
das fisiopatologias da fibrilação atrial (FA).[20] [21] [22] [23] [24] [25] [26] A fisiopatologia da FA envolve
múltiplas etiologias e alterações eletrofisiológicas complexas. A FA geralmente está associada a átrios
anatômica e histologicamente anormais resultantes de uma cardiopatia subjacente. A dilatação dos átrios
com fibrose e inflamação causa uma diferença nos períodos refratários no tecido atrial e promove a
reentrada elétrica que resulta na FA. O fracionamento de uma onda mãe em várias ondulações na presença
de um átrio aumentado, em conjunto com os períodos refratários curtos e as propriedades de condução
lenta dos átrios, ocasiona FA sustentada. A presença de focos de disparos rápidos, geralmente nas veias
pulmonares, pode desencadear a FA, a qual é sustentada pela condução fibrilatória ou por vários circuitos
de reentrada. As entidades nosológicas de doença cardiovascular, como hipertensão, insuficiência cardíaca
congestiva e doença coronariana, por meio de mecanismos como estiramento e fibrose do miocárdio com
rompimento do acoplamento celular, podem ocasionar fatores desencadeantes e remodelamento celular e
elétrico que podem provocar a FA.[1] [23][27]
Classificação
Diretrizes do ACC/AHA/ACCP/HRS de 2023 para o diagnóstico e
tratamento da fibrilação atrial[1]
As diretrizes do American College of Cardiology/American Heart Association/American Association of
Colleges of Pharmacy/Heart Rhythm Society (ACC/AHA/ACCP/HRS) de 2023 classificam a FA usando
estágios. Essa classificação atualizada reconhece a FA como uma doença progressiva que requer
diferentes estratégias de tratamento a diferentes estágios, incluindo a prevenção.
Teoria
fibrilação atrial, desenvolvidas em colaboração com a European
Association for Cardio-Thoracic Surgery (EACTS)[2]
A European Society of Cardiology (ESC) classifica a FA em termos de apresentação, duração e frequência
dos episódios:
• FA valvar/não valvar: o termo FA valvar/não valvar tem sido usado para diferenciar os pacientes com
FA na presença/ausência de estenose mitral moderada ou grave ou valva cardíaca protética. Essa
terminologia pode ser confusa e deve ser evitada
• FA isolada: o termo "FA isolada" foi usado anteriormente para identificar FA em pacientes mais jovens
com cardiopatia estrutural. No entanto, como as definições são variáveis e todos os pacientes com FA
têm alguma forma de base fisiopatológica, o termo “FA isolada” é potencialmente confundidor e não
deve ser usado
• FA crônica: atualmente, as diretrizes orientam que o termo "FA crônica" deve ser abandonado, pois
tem definições variáveis
Caso clínico
Caso clínico #1
Uma mulher de 70 anos de idade com história de hipertensão, diabetes mellitus, hiperlipidemia e infarto
do miocárdio prévio chega ao pronto-socorro com palpitações e dispneia. Esses sintomas começaram 2
dias antes. Ela foi diagnosticada com fibrilação atrial com resposta de frequência ventricular rápida um
ano e meio antes e, nessa época, uma tentativa de cardioversão elétrica por corrente contínua e uma
tentativa de sotalol para manter o ritmo sinusal e evitar mais episódios de FA não foram bem sucedidas.
A paciente foi tratada com digoxina e metoprolol para controlar a frequência cardíaca, e varfarina para
a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC). O exame físico atual mostra que ela está febril e tem
pulso radial irregularmente irregular com frequência entre 90 e 110 batimentos por minuto, pressão
arterial de 100/70 mmHg e frequência respiratória de 26 respirações por minuto. As bulhas cardíacas
Outras apresentações
Em pacientes idosos, os sintomas podem ser sutis, como lentidão na atividade mental ou desatenção.
Em outros, o primeiro sintoma pode ser síncope, parada cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) ou
insuficiência cardíaca congestiva.[4] [5]
Abordagem
Pacientes com fibrilação atrial (FA) estabelecida podem manifestar sintomas típicos (por exemplo,
palpitações, dispneia, fadiga, dor torácica, tontura), complicações da FA (por exemplo, acidente vascular
cerebral [AVC]) ou condições associadas (por exemplo, características de doença tireoidiana) ou podem
ser assintomáticos. Um eletrocardiograma (ECG) geralmente confirma o diagnóstico. As investigações
adicionais incluem exames de sangue laboratoriais iniciais e ecocardiografia.
Quadro clínico
Os sintomas manifestos mais comuns da FA são palpitações, dispneia e fadiga; a dor torácica, a tontura
e a ansiedade ocorrem com menos frequência.[2][75] [76] A FA também pode se manifestar com
sintomas associados ao AVC.[2] [75]
Geralmente, as mulheres e pacientes mais jovens apresentam palpitações, enquanto os homens têm
maior probabilidade de serem assintomáticos.[76] Os pacientes negros relatam mais sintomas de FA, em
comparação com pacientes brancos ou hispânicos.[76]
A história pregressa cirúrgica e clínica pode ser significativa para todos os tipos de cardiopatias (como
valvopatia cardíaca, doença arterial coronariana, hipertensão, pericardite, cardiomiopatia e outras
arritmias), incluindo cirurgia cardiotorácica recente, bem como para várias condições não cardíacas,
como diabetes, doença tireoidiana e câncer.
A escala de sintomas da European Heart Rhythm Association modificada pode ser usada para avaliar e
Diagnóstico
quantificar os sintomas antes e depois de iniciar o tratamento. Ela avalia o efeito de seis sintomas de FA
(palpitações, fadiga, tontura, dispneia, dor torácica e ansiedade) nas atividades diárias do paciente.[2]
Vários estudos mostraram uma clara associação entre FA e aumento do risco de comprometimento
cognitivo e demência.[76] [77] [78] [79][80] Esta associação é independente de os pacientes terem
tido AVC prévio ou não, e se a demência é devida à doença de Alzheimer ou a vasculopatias.[76] [78]
[81] A fisiopatologia e os mecanismos exatos (por exemplo, microinfartos silenciosos, hipoperfusão e
sangramento cerebral, AVC isquêmico) da demência relacionada à FA requerem avaliação adicional.
Pode haver achados físicos consistentes com uma causa subjacente de FA, como sinais de insuficiência
cardíaca, AVC ou um problema endócrino, como hipertireoidismo. Em pacientes idosos, os sintomas
podem ser sutis, como lentidão na atividade mental ou desatenção.
eletrocardiograma (ECG)
Um ECG é realizado em todos pacientes com FA possível e, geralmente, é confirmatório. Em vez de
ondas P, o ECG mostra ondas fibrilatórias rápidas que variam de tamanho, forma e tempo, resultando em
uma resposta ventricular irregular quando a condução AV está intacta.
Diagnóstico
Ondas P de baixa amplitude, como em uma taquicardia atrial, especialmente a taquicardia atrial
multifocal que pode ser observada em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC),
podem mimetizar a FA. Nos pacientes com dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis (DCEIs),
como marca-passo permanente, a FA pode ser detectada como episódios de frequência atrial alta
(EFAA). Assim como a FA clínica, os EFAA registrados em DCEI devem ser confirmados pela inspeção
de eventos de eletrograma registrados, pois alguns EFAA podem ser artefatos elétricos/falso-positivos.[1]
Nos pacientes com EFAA, se o ECG de superfície mostrar frequência ventricular acelerada, a FA
Diagnóstico
subjacente pode não ser visível entre os complexos ventriculares ritmados, e o diagnóstico de FA pode
não ser realizado. Contrações atriais prematuras inconsistentes podem ocasionar um ritmo ventricular
irregular que, às vezes, é denominado FA pelos algoritmos diagnósticos de ECG.
Outros ritmos que necessitam ser excluídos são o flutter atrial no sentido anti-horário, o flutter atrial no
sentido horário e a taquicardia atrial multifocal. Quando ainda houver uma incerteza diagnóstica, o uso
de monitoramento por Holter ou um gravador de eventos (por exemplo, Cardiomemo) também pode ser
necessário.[1] [75]
Flutter atrial: aparência típica em dente de serra das ondas de flutter nas derivações inferiores (derivações II, III
e aVF) indicando um flutter atrial em sentido anti-horário típico; frequência ventricular (complexos QRS) variável
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Diagnóstico
Taquicardia atrial multifocal: existem várias (pelo menos 3) morfologias diferentes de ondas P
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Tecnologias de saúde móveis, incluindo dispositivos inteligentes, tornaram-se uma área de pesquisa
popular para a detecção da FA.[82] [83] [84] [85] [86] [87] Há um grande número de aplicativos de
saúde e monitores de atividade portáteis disponíveis, mas muitos não são validados clinicamente
e recomenda-se cautela para o uso clínico.[1] [2] Se a FA for detectada por dispositivos móveis ou
vestíveis, o diagnóstico deve ser confirmado com ECG de derivação única ou 12 derivações analisado
por um médico com experiência em interpretação do ritmo no ECG.[1] [2]
Avaliação laboratorial
Testes de função tireoidiana devem ser realizados em todos os pacientes com FA. O hipertireoidismo
pode ser diagnosticado com exames laboratoriais e tratado apropriadamente com medicamentos, terapia
radioablativa ou cirurgia. O diagnóstico de tireotoxicose também é importante quando a frequência
ventricular for difícil de controlar.[1] [2] Além do mais, a cardiomiopatia relacionada à tireotoxicose pode
ser revertida completamente com o tratamento da tireotoxicose. O exame bioquímico de rotina incluindo
ureia sérica, eletrólitos, magnésio sérico e transaminases hepáticas deve ser realizado para avaliar
a presença de outras comorbidades clínicas e para avaliar o estado eletrolítico e metabólico. Esses
exames também são úteis para escolher os agentes antiarrítmicos e suas posologias.
Diagnóstico
exemplo, doença arterial coronariana, hipertensão, pericardite, cardiomiopatia e presença de outras
arritmias).
• Os principais fatores de risco também incluem doenças não cardiovasculares, como diabetes
mellitus, doença tireoidiana, uso indevido de bebidas alcoólicas, tabagismo e determinados cânceres
(por exemplo, câncer de pulmão primário envolvendo a pleura e o pericárdio; câncer de mama e
melanoma maligno com metástase para o pericárdio). A FA também pode se desenvolver durante um
tratamento de câncer com cirurgia, radioterapia e quimioterapia.[58]
palpitações (comuns)
• Sintoma comum, embora alguns pacientes sejam assintomáticos.
taquicardia (comuns)
• A maioria dos pacientes apresentará taquicardia se ainda não estiver tomando medicamentos de
controle de frequência cardíaca.
dispneia (incomuns)
• Os pacientes podem apresentar dispneia decorrente de cardiomiopatia relacionada à fibrilação atrial.
fadiga (incomuns)
• Os pacientes podem apresentar fadiga decorrente de cardiomiopatia relacionada à fibrilação atrial.
tontura (incomuns)
• São várias as razões para tontura. Devido à perda do chute atrial e à diminuição resultante no volume
Diagnóstico
sistólico, os pacientes com ventrículos rígidos e disfunção diastólica em particular podem sentir
tontura.
• Os pacientes também podem desenvolver tontura decorrente de eventos tromboembólicos, ou devido
à perfusão cerebral inadequada, especialmente se houver doença cerebrovascular concomitante.
síncope (incomuns)
• Os pacientes podem apresentar síncope.[88]
hipotensão (incomuns)
• Fibrilação atrial com frequência ventricular rápida pode causar instabilidade hemodinâmica.
Fatores de risco
Fortes
hipertensão
• Forte relação com o desenvolvimento de fibrilação atrial.[12] [28] [29] [30] No estudo de Framingham
houve um aumento maior que quatro vezes, em comparação aos controles. O risco vitalício não
pareceu mudar com valores de pressão arterial diferentes. Os mecanismos parecido provavelmente
estão relacionados ao efeito da pressão e do estiramento do miocárdio sobre as características
eletrofisiológicas no músculo atrial.
Diagnóstico
pacientes, e esse pode ser um número subestimado.[32] Foi um preditor independente importante
no estudo de Framingham. Os mecanismos estão relacionados a efeitos mediados pelo estiramento
atrial. A FA ocorre com mais frequência em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de
ejeção preservada.[3] A presença de FA nos pacientes com insuficiência cardíaca está associada a
um prognóstico mais desfavorável.[3]
idade avançada
• A prevalência aumenta drasticamente com idade avançada para ambos os sexos (razão de chances
de 2.1 para homens e 2.2 para mulheres para cada década de avanço na idade); pelo menos
dobrando após os 50 anos de idade.[29]
diabetes mellitus
• Associado de modo significativo com o risco de fibrilação atrial (FA) em ambos os sexos (razão de
chances de 1.4 para homens e de 1.6 para mulheres).[33] A presença de diabetes em pacientes com
FA foi associada a um aumento dos riscos das mortalidades cardiovascular e por todas as causas.[34]
cardiomiopatia hipertrófica
• A prevalência da fibrilação atrial é de, aproximadamente, 20% a 25% em pacientes com
cardiomiopatia hipertrófica.[3]
abuso de álcool
• Quantidades agudamente excessivas ou quantidades moderadas em um longo período,
especialmente se associadas a uma cardiomiopatia, estão associadas a um aumento do risco de
fibrilação atrial.[35] [36] As associações são relatadas de modo variável, mas vários estudos sugerem
uma relação.[37] [38] [39] Isso também pode ser observado com sintomas de abstinência.[40] [41]
tabagismo
• O tabagismo está associado à incidência de fibrilação atrial (FA), mais do que duplicando o aumento
de risco de FA atribuído ao tabagismo vigente.[3]
• Nos ex-fumantes, há uma tendência a uma menor incidência de FA, em comparação com os que
continuam a fumar.
• Em um amplo estudo prospectivo de risco de aterosclerose em comunidades (Atherosclerosis
Risk in Communities), os participantes foram acompanhados por uma mediana de 13.1 anos.[42]
Comparado com os que nunca fumaram, as razões de riscos de FA ajustadas para múltiplas variáveis
Diagnóstico
foram de 1.32 (intervalo de confiança [IC] de 95% 1.10 a 1.57) em ex-fumantes, de 2.05 (IC de 95%
1.71 a 2.47) em fumantes atuais e de 1.58 (IC de 95% 1.35 a 1.85) em todos os que já fumaram.
As associações foram semelhantes por gênero, raça e tipo de FA. Os ex-fumantes exibiram uma
tendência indicando um risco ligeiramente menor de evoluir para FA, em comparação com as pessoas
que continuaram a fumar.[42]
obesidade
• A adiposidade abdominal e a maior massa de gordura corporal também demonstraram aumentar
o risco de fibrilação atrial (FA).[43] Estima-se que a obesidade seja responsável por um quinto
dos casos de FA; o ganho de peso e um índice de massa corporal mais alto na meia idade estão
fortemente relacionados à FA.[44]
doença tireoidiana
• Cerca de 10% a 15% dos pacientes com tireotoxicose não tratada desenvolvem fibrilação atrial
(FA).[51] [52] [53]
• A supressão do hormônio estimulante da tireoide, isoladamente, é um fator de risco para FA. Na
Diagnóstico
população idosa, o hipertireoidismo pode não ser clinicamente evidente (hipertireoidismo apático) e a
FA pode ser um sinal clínico dessa entidade.[51] [53]
• Uma metanálise constatou que o hipertireoidismo subclínico, o hipotireoidismo subclínico e o
hipertireoidismo clínico estão associados a um aumento do risco de FA.[54]
Fracos
disfunção neuronal autonômica
• Um tônus parassimpático aumentado está relacionado à ocorrência de fibrilação atrial (FA), pois ele
reduz o período refratário atrial efetivo de modo heterogêneo e predispõe à reentrada.[20] [55] [56]
[57] Medicamentos experimentais que bloqueiam determinados canais de potássio regulados pela
acetilcolina suprimiram a FA em determinados modelos experimentais. Os dados de procedimentos
de ablação por cateter sugerem melhores resultados em longo prazo com a denervação dos gânglios
parassimpáticos perto das veias pulmonares.
esforço excessivo
• Os exercícios moderados parecem ser benéficos; no entanto, níveis extremos de exercício podem
estar associados a um risco mais alto de fibrilação atrial (FA).[50] [61] O risco de FA ao longo da vida
é cinco vezes maior para os atletas.[3]
altura
• Os indivíduos mais altos provavelmente têm um aumento do risco de fibrilação atrial (FA). Os
mecanismos prováveis estão relacionados ao maior tamanho do átrio esquerdo associado às
estaturas altas.[62] No Copenhagen City Heart Study, descobriu-se que a altura é um fator de risco
para FA incidente, com um risco 35% a 65% maior de FA por 10 cm de diferença na altura.[63]
poluição do ar
• Estudos sugeriram uma associação entre a exposição à poluição do ar e o aumento da incidência de
fibrilação atrial.[64] [65]
Diagnóstico
enxaqueca
• Estudos sugerem que há uma associação entre enxaqueca com aura e a incidência de fibrilação atrial
em indivíduos saudáveis.[66]
Investigações
Primeiro exame a ser solicitado
Exame Resultado
eletrocardiograma (ECG) ausência de ondas
P; presença de ondas
• O diagnóstico de fibrilação atrial (FA) requer documentação por
ECG com registro em pelo menos uma derivação durante o episódio fibrilatórias que variam
em tamanho, formato e
de arritmia.[1] [2] Esse teste é muito preciso na detecção de uma
FA persistente. Entretanto, quando ainda houver uma incerteza duração; complexos QRS
diagnóstica ou se o controle de frequência cardíaca precisar de mais irregularmente irregulares
avaliação, um monitoramento por Holter ou um gravador de eventos
(por exemplo, Cardiomemo) também pode ser necessário.[1] [75]
Diagnóstico
(DCEIs), como marca-passo permanente, a FA pode ser detectada
como episódios de frequência atrial alta (EFAA). Assim como a
FA clínica, os EFAA registrados em DCEI devem ser confirmados
pela inspeção de eventos de eletrograma registrados, pois alguns
EFAA podem ser artefatos elétricos/falso-positivos. Em pacientes
com EFAA, se o ECG de superfície mostrar frequência ventricular
acelerada, a FA subjacente pode não ser visível entre os complexos
ventriculares ritmados, e o diagnóstico de FA pode não ser realizado.
perfil tireoidiano hormônio estimulante
da tireoide reduzido no
• A tireotoxicose pode estar presente com fibrilação atrial. O
hipertireoidismo
hipertireoidismo pode ser diagnosticado com exames laboratoriais e
tratado apropriadamente com medicamentos, terapia radioablativa ou
cirurgia. Isso também é importante quando a frequência ventricular
for difícil de controlar.[1] [2]
ecocardiograma pode haver regurgitação
ou estenose valvar,
• A ecocardiografia é importante para descartar as patologias
aumento do átrio
cardíacas importantes e os fatores de risco de fibrilação atrial
persistente, como valvopatia, doença pericárdica e cardiomiopatias. ou do ventrículo
esquerdos, pico de
• Trombos no átrio esquerdo são mais precisamente detectados com
ecocardiografia transesofágica, em comparação com ecocardiografia pressão ventricular
transtorácica.[2] Todos os pacientes que necessitam de cardioversão direita (hipertensão
Exame Resultado
e têm um perfil de anticoagulação desconhecido ou subótimo devem pulmonar), espessamento
ser submetidos a uma ecocardiografia transesofágica primeiro para e disfunção da parede do
descartar trombo atrial esquerdo. ventrículo esquerdo
Exame Resultado
transaminases séricas podem estar normais ou
• As enzimas hepáticas podem estar alteradas com abuso de álcool, o alterados
que é também um fator de risco para fibrilação atrial.
• Também é útil para escolher os agentes antiarrítmicos e suas
posologias.
monitoramento de ECG prolongado pode detectar episódios
de#fibrilação atrial (FA)
• Útil para ser realizado em 24 horas (ou mesmo 7 dias) quando há
incerteza diagnóstica. Um gravador de eventos (por exemplo, o
Cardiomemo) e possivelmente um loop event recorder inserível/
implantável também pode ser necessário.[89] [90]
• Tecnologias de saúde móveis, incluindo dispositivos inteligentes,
tornaram-se uma área de pesquisa popular para a detecção da
FA.[82] [83] Existem atualmente >100,000 aplicativos de saúde
móveis e ≥400 monitores de atividade vestíveis disponíveis, mas
muitos não são validados clinicamente e recomenda-se cautela para
o uso clínico.[2] Se a FA for detectada por dispositivos móveis ou
vestíveis, o diagnóstico deve ser confirmado com ECG de derivação
única ou 12 derivações analisado por um médico com experiência
em interpretação do ritmo no ECG.[2]
Diagnóstico
Diagnósticos diferenciais
Diagnóstico
doentes com doença diferentes, mas distintas,
pulmonar. associadas a intervalos PR e
RR variáveis.
Taquicardia atrial
multifocal: existem várias
(pelo menos 3) morfologias
diferentes de ondas P
Do acervo do
Dr Arti N. Shah
Taquicardia atrial com • Pode não haver diferença • Traçado de ECG: ondas P
condução AV variável nos sinais e nos sintomas. regulares e frequentemente
distintas das ondas P
sinusais.
Taquicardia atrial:
salvas de taquicardia
atrial (10 batimentos
na seção média do
traçado eletrocardiográfico
II inferior) após
complexos sinusais
Do acervo do
Dr Arti N. Shah
Ritmo sinusal com • Pode não haver diferença • Traçado do ECG: sinusal
contrações atriais nos sinais e nos sintomas. com complexos atriais ou
prematuras ou com ventriculares prematuros.
contrações ventriculares
prematuras
Ritmo sinusal
com complexos
atriais prematuros
Do acervo do
Dr Arti N. Shah
Diagnóstico
Ritmo sinusal
com complexos
ventriculares prematuros
Do acervo do
Dr Arti N. Shah
Rastreamento
O AVC pode ser a apresentação inicial da fibrilação atrial (FA). Estudos avaliando pacientes com primeiro
episódio de AVC isquêmico descobriram que a prevalência da FA é de 15% a 25%.[4] [5] Além disso,
estudos que avaliam o monitoramento prolongado por eletrocardiograma (usando um gravador acionado
por evento por 30 dias ou um dispositivo de monitoramento cardíaco implantável) em pacientes com AVC
criptogênico demonstraram que a FA é comum nesses pacientes.[89] [90] Portanto, estratégias para o
rastreamento preventivo primário da FA em pacientes com alto risco de AVC podem ser consideradas.
A US Preventive Services Task Force orienta que as evidências atuais são insuficientes para avaliar o
equilíbrio entre benefícios e malefícios do rastreamento para FA.[91] Não há consenso entre especialistas
ou diretrizes de recomendação para o rastreamento de pacientes com FA assintomática. No entanto, o
rastreamento de FA pode ser realizado em pacientes que tiverem implantado marca-passo ou desfibrilador.
Em um estudo observacional envolvendo pacientes que receberam um marca-passo implantável, a FA
Diagnóstico
inicial e a carga de FA em longo prazo foram frequentemente observadas em pacientes com bloqueio
atrioventricular ou doença do nó sinusal, mas foram significativamente predominantes em pacientes com
doença do nó sinusal nos quais a FA faz parte da síndrome.[92]
Os pacientes que fazem tratamento para câncer apresentam alto risco de FA e devem realizar um ECG
como parte da avaliação inicial de risco cardiovascular.[58] Aqueles com risco elevado, por exemplo
pacientes que recebem determinados agentes de quimioterapia, devem realizar um rastreamento mais
regular com ECGs e/ou tomadas de pulso oportunas.[58]
Tecnologias de saúde móveis, incluindo dispositivos inteligentes, tornaram-se uma área de pesquisa popular
para a detecção da FA.[82] [83] Há um grande número de aplicativos de saúde e monitores de atividade
portáteis disponíveis, mas muitos não são validados clinicamente e recomenda-se cautela para o uso
clínico.[1][2] Se a FA for detectada por dispositivos móveis ou vestíveis, o diagnóstico deve ser confirmado
com ECG de derivação única ou 12 derivações analisado por um médico com experiência em interpretação
do ritmo no ECG.[1] [2]
Abordagem
Os principais elementos do tratamento da fibrilação atrial (FA) são:
• A: anticoagulação/evitar AVC
• B: melhor manejo dos sintomas (controle da frequência/ritmo)
• C: otimização cardiovascular e de comorbidades (inclusive mudanças de estilo de vida)
FA hemodinamicamente instável
Pacientes com FA estabelecida podem apresentar instabilidade hemodinâmica de forma aguda. Isso
pode ocorrer após uma alteração na situação clínica; por exemplo, exacerbação de insuficiência
cardíaca, isquemia miocárdica, hipóxia, anormalidades metabólicas, etc. FA com frequência ventricular
rápida causando dor torácica contínua, hipotensão, dispneia, tontura ou síncope requer cardioversão
Tratamento
imediata de corrente contínua (CC).[3] Isso é realizado sob anestesia geral de curta duração adequada e
envolve o emprego de choque elétrico sincronizado com a atividade intrínseca do coração pela detecção
da onda R do ECG (ou seja, sincronizado). Os desfibriladores externos mais usados atualmente utilizam
energia bifásica, e apenas 100 J podem ser usados como nível inicial para interromper a FA com
FA hemodinamicamente estável
Em pacientes hemodinamicamente estáveis, além da revisão do estilo de vida e dos fatores de risco
e da avaliação do risco de AVC, uma decisão clínica precisa ser tomada no manejo inicial, sobre se
será seguida uma estratégia principalmente de controle de frequência cardíaca ou de controle de ritmo.
Uma estratégia de controle de frequência cardíaca tem como objetivo controlar a frequência ventricular,
mas sem comprometimento com a restauração ou manutenção do ritmo sinusal. Uma estratégia de
controle do ritmo tenta restaurar e manter o ritmo sinusal utilizando abordagens que incluem terapia
farmacológica, cardioversão elétrica e ablação por cateter ou cirúrgica. A estratégia do tratamento
depende da gravidade e da duração dos sintomas e é individualizada para cada paciente.[1] [2]
Para os pacientes com FA, também deve-se levar em consideração os fatores de risco para distúrbios
respiratórios do sono (DRS) e oferecer rastreamento, diagnóstico e tratamento para DRS sempre que
indicado.[45] Embora a polissonografia seja o padrão ouro para diagnosticar DRS, os exames de apneia
do sono em casa parecem ser promissores para diagnosticar a AOS na maioria dos pacientes com
FA.[45]
prevenir AVC tromboembólico pode ser considerado; fatores adicionais que podem modificar o risco de
AVC, como o controle da hipertensão, podem ser levados em consideração.[1] [2] É particularmente
importante considerar o uso de anticoagulantes orais nos pacientes com escore CHA₂DS₂-VASc de 1
não relacionado com o sexo em pacientes com mais de 65 anos.[3]
Os medicamentos anticoagulantes orais para prevenção do AVC são varfarina ou um anticoagulante oral
direto (AOD), como a dabigatrana, a rivaroxabana, a apixabana ou a edoxabana. Todos os pacientes
devem, de preferência, começar por um AOD, a menos que lhes seja contraindicado (por exemplo,
por presença de estenose da valva mitral moderada a grave ou valva protética mecânica) ou haja
indisponibilidade de AODs.[1] [2][75] Ao contrário da varfarina, os AODs não são dependentes da
vitamina K. Enquanto a dabigatrana é um inibidor oral direto da trombina, a rivaroxabana, a apixabana
e a edoxabana inibem diretamente o fator Xa. Todos os AODs demonstraram, de forma consistente, ter
segurança e eficácia em comparação com a varfarina em grandes ensaios clínicos randomizados para a
prevenção de AVC em pacientes com FA não valvar.[3] [98]
Os AODs devem ser utilizados com cautela nos pacientes com comprometimento renal. Alguns AODs
podem ser utilizados em pacientes com comprometimento renal; no entanto, pode ser necessário ajustar
a dose. Outros não são recomendados, dependendo do grau de comprometimento renal e da indicação
de uso. Consulte as informações de prescrição para obter orientação específica sobre a utilização
em pacientes com comprometimento renal. O monitoramento regular, inclusive hemograma completo,
função renal e função hepática, é recomendado. Em pacientes com FA e comprometimento renal leve
ou moderado que não apresentam doença valvar, o uso de AODs mostrou estar associado a redução do
risco de AVC ou embolia sistêmica e redução do risco de sangramento importante em comparação com
a varfarina, o que sugere um perfil de risco favorável desses agentes em pacientes com doença renal
leve a moderada.[110] AODs não devem ser usados em pacientes com valvas protéticas mecânicas ou
estenose mitral moderada a grave nem em combinação com heparina (incluindo heparina de baixo peso
molecular [HBPM]), derivados de heparina ou varfarina.
As diretrizes do ACC/AHA/ACCP/HRS, ESC e NICE (Reino Unido) não recomendam aspirina como uma
alternativa à anticoagulação para a prevenção de AVC em pacientes com FA.[1] [2] [75]
Os adultos com FA que recebem prescrição de anticoagulação devem discutir as opções com o
profissional de saúde pelo menos uma vez ao ano.[1] [75]
Recomendações para anticoagulação em pacientes com doenças concomitantes, por exemplo, síndrome
coronariana aguda, doença arterial periférica, estão disponíveis e devem ser consultadas.[1] [2] Em
pacientes com câncer e FA, o tipo, o estádio e o prognóstico do câncer e o risco tromboembólico/
Tratamento
Dispositivos de OAAE, como o WATCHMAN™ e o Amplatzer™ Cardiac Plug, podem ser implantados
por via percutânea, por cateterismo transeptal. O dispositivo WATCHMAN™ tem uma membrana de
polietileno que cobre uma malha de nitinol autoexpansível com hastes que ancoram o dispositivo no
apêndice atrial esquerdo (AAE). No ensaio PROTECT FA, a taxa de eficácia primária de eventos (um
desfecho composto de acidente vascular cerebral [AVC], morte cardiovascular e embolia sistêmica) do
dispositivo WATCHMAN™ foi considerada não inferior à da varfarina.[118] Houve uma taxa mais alta
de eventos adversos de segurança no grupo de intervenção que no grupo-controle, principalmente por
complicações periprocedimento. O Amplatzer™ Cardiac Plug consiste em um disco proximal pequeno,
um adesivo de poliéster central e um disco distal maior com ganchos que ancoram o dispositivo no
AAE. Ele não exige anticoagulação, e um ensaio europeu encontrou uma taxa de sucesso de 96% para
utilização/implantação, mas com uma incidência de 7% de complicações graves.[119] Outra abordagem
não farmacológica para isolar e obstruir o AAE é amarrar a AAE usando o dispositivo LARIAT, que é
um laço epicárdico.[120] O dispositivo WATCHMAN FLX™ é um dispositivo de fechamento do AAE de
última geração, que tem um número maior de vigas de suporte e âncoras de fileira dupla em formato de
J para maximizar a estabilidade do dispositivo. Um estudo prospectivo, não randomizado e multicêntrico
(PINNACLE FLX) constatou que o WATCHMAN FLX™ está associado à baixa incidência de eventos
adversos e à alta incidência de fechamento anatômico.[121]
A exclusão cirúrgica do AAE concomitante pode ser considerada (além da continuação do tratamento
com anticoagulação) em pacientes com escore de CHA2DS2-VASc ≥2 ou risco de AVC equivalente,
que sejam submetidos a cirurgia cardíaca (por exemplo, cirurgia de revascularização miocárdica ou
cirurgia valvar).[1] A segurança e a eficácia da oclusão do apêndice atrial esquerdo (OAAE) cirúrgica
concomitante nos pacientes com FA submetidos cirurgia cardíaca para outra indicação foram avaliadas
em um estudo multicêntrico e randomizado (Estudo de Oclusão do Apêndice Atrial Esquerdo [Left Atrial
Appendage Occlusion Study; LAAOS III]). Os participantes tiveram uma idade média de 71 anos e
um escore de CHA₂DS₂-VASc médio de 4.2 e muitos continuaram a receber terapia antitrombótica de
manutenção. O risco de AVC isquêmico ou embolia sistêmica foi menor no grupo que realizou a OAAE
concomitante durante a cirurgia que no grupo que não o fez em um acompanhamento mediano de 3.8
anos.[122]
Em um modelo de Markov de decisão analítica desenvolvido para simular um ensaio clínico virtual de
estratégias de prevenção do AVC (AODs e OAAE), demonstrou-se que o benefício clínico da OAAE
sobre os AODs depende dos riscos basais do paciente para AVC e para sangramento. Embora a OAAE
seja favorável entre pacientes com risco mais alto de sangramento (escore HAS-BLED mais alto),
Tratamento
esse benefício se tornou menos certo com risco mais alto de AVC (escores de CHA₂DS₂-VASc mais
elevados).[123] [124]
presença de insuficiência cardíaca com FE reduzida (≤40%), por conta de seu efeito
inotrópico negativo.
• Betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio di-hidropiridínicos (se a FE >40%)
também podem ser usados para controle de frequência cardíaca em longo prazo, com digoxina
No ensaio clínico Early Treatment of Atrial Fibrillation for Stroke Prevention Trial (EAST-AFNET4), os
pacientes diagnosticados com FA nos últimos 12 meses foram randomizados para receber terapia de
controle do ritmo ou cuidados habituais. Os pacientes do grupo de controle do ritmo precoce receberam
medicamentos antiarrítmicos ou ablação por cateter, bem como cardioversão de FA persistente, logo
após a randomização. Os pacientes que receberam cuidados habituais foram tratados, inicialmente,
com terapia para controle de frequência cardíaca sem terapia para controle do ritmo, e receberam
terapia para controle do ritmo apenas para sintomas não controlados. O ensaio clínico foi interrompido
Tratamento
Cardioversão
A cardioversão por corrente contínua (CC) é indicada para restaurar o ritmo sinusal em pacientes
com instabilidade hemodinâmica por FA. Tanto a cardioversão por corrente contínua (CC) quanto a
cardioversão farmacológica podem ser consideradas em pacientes hemodinamicamente estáveis.[1]
A cardioversão por corrente contínua (CC) é mais rápida e mais eficaz do que a cardioversão
farmacológica e, geralmente, é preferível, mas requer sedação.
Tanto a cardioversão por corrente contínua (CC) quanto a farmacológica estão associadas ao aumento
do risco de eventos tromboembólicos, e o risco deve ser minimizado antes de prosseguir.[140] [141]
O pré-tratamento com medicamentos antiarrítmicos pode ser considerado em alguns pacientes para
facilitar o sucesso da cardioversão por corrente contínua (CC) e reduzir o risco de recorrência de
FA.[143] [144]
Caso a conversão farmacológica seja tentada, mas não seja bem-sucedida, a conversão por corrente
contínua (CC) deve ser considerada, em vez de trocar para um agente antiarrítmico alternativo.[1]
Pacientes ambulatoriais selecionados que apresentam FA recorrente podem autoadministrar uma dose
oral única de flecainida ou propafenona (conhecida como abordagem "pill-in-the-pocket").[1] [2] Um
agente bloqueador de nó atrioventricular (betabloqueador ou bloqueador dos canais de cálcio não di-
hidropiridínico) deve ser administrado concomitantemente, para prevenir flutter atrial com condução 1:1.
A segurança e eficácia dessa abordagem em pacientes selecionados deve ser estabelecida primeiro em
um ambiente hospitalar monitorado.[1] [2]
• Em pacientes com função do VE normal, sem infarto do miocárdio prévio e sem cardiopatia
estrutural significativa, dofetilida, dronedarona, flecainida ou propafenona são recomendadas.[1] [2]
Amiodarona é uma opção alternativa nesses pacientes, mas está associada com uma variedade
de efeitos adversos e interações medicamentosas, então só é recomendada quando outros
antiarrítmicos são ineficazes ou contraindicados. Sotalol também pode ser considerado neste
grupo.[1]
• Embora dronedarona (assim como sotalol, propafenona e flecainida) seja menos eficaz que
Tratamento
amiodarona para a manutenção do ritmo sinusal, ela provoca menos efeitos adversos.[145] [146]
[147] [148] A dronedarona é indicada para reduzir o risco de internação hospitalar nos pacientes
com FA paroxística ou persistente e fatores de risco cardiovasculares associados (isto é, idade
>70 anos, hipertensão, diabetes mellitus, acidente vascular cerebral prévio, diâmetro do átrio
A ablação por cateter é usada para evitar a progressão da FA e melhorar os sintomas em pacientes
Tratamento
selecionados com FA paroxística ou persistente.[1] [2] [151] Pode ser usada como opção de primeira
linha em alguns pacientes e, em outros pacientes, é usada quando os medicamentos antiarrítmicos
tiverem sido ineficazes, não tolerados ou contraindicados.[1] [2] [151] Geralmente, o isolamento das
veias pulmonares é recomendado como a meta da ablação, a menos que seja identificado outro
Pacientes com FA e IC são selecionados para ablação por cateter em um processo de tomada de
decisão compartilhada.[167] [168] Em pacientes com IC e FE reduzida (FE ≤40%), os fatores que
devem ser levados em consideração incluem disfunção do VE, classe funcional, doenças comórbidas,
estabilidade hemodinâmica, carga da cicatrização ventricular, duração da FA e grau de remodelagem
atrial adversa. Geralmente, os pacientes com maior probabilidade de se beneficiar são mais jovens e
Tratamento
ablação cirúrgica
A ablação cirúrgica (cirurgia por via aberta, em vez de usar técnicas de cateterismo) é reservada com
mais frequência a pacientes que serão submetidos a cirurgia cardíaca por outros motivos, como cirurgia
de revascularização ou valvar (por exemplo, cirurgia da valva mitral). FA está presente em 30% a 50%
dos pacientes submetidos a cirurgia da valva mitral e está associada ao aumento do risco de AVC.
Um estudo constatou que a ablação cirúrgica realizada durante a cirurgia da valva mitral preveniu a
FA em 1 ano em pacientes com FA persistente.[169] A ablação cirúrgica também pode ser usada em
pacientes com trombo atrial esquerdo, ou pode ser escolhida por determinados pacientes que não
preferem a abordagem por cateter, sendo que, neste caso, uma abordagem cirúrgica minimamente
invasiva frequentemente é utilizada.[151] [170] O procedimento de Cox maze é uma abordagem cirúrgica
convencional. Incisões múltiplas, precisamente posicionadas são feitas nos dois átrios, para isolamento
e limitação das rotas dos impulsos elétricos anormais. O procedimento de Cox maze IV usa uma
abordagem modificada.[171] [172] Métodos alternativos de criar lesões no átrio por ablação, em vez
da incisão, também foram desenvolvidos (por exemplo, radiofrequência, micro-ondas, crioterapia e
ultrassonografia).
A ablação convergente híbrida, que combina ablação cirúrgica minimamente invasiva (epicárdica) e por
cateter (endocárdica), pode ser considerada para pacientes com FA sintomática e persistente, refratária à
terapia medicamentosa antiarrítmica.[1] [2] [173]
Aguda ( Resumo )
fibrilação atrial (FA) paroxística ou
persistente: hemodinamicamente
instável
(CC)
Contínua ( Resumo )
FA paroxística ou persistente e
hemodinamicamente estável:
estratégia de controle de frequência
cardíaca selecionada
FA paroxística ou persistente e
hemodinamicamente estável:
estratégia de controle do ritmo
selecionada
Contínua ( Resumo )
adjunta ablação por cateter ou cirúrgica
Contínua ( Resumo )
associado a mudança de estilo de vida e fatores de
risco
Tratamento
Algoritmo de tratamento
Observe que as formulações/vias e doses podem diferir entre nomes e marcas de medicamentos,
formulários de medicamentos ou localidades. As recomendações de tratamento são específicas para os
grupos de pacientes: consulte o aviso legal
Aguda
fibrilação atrial (FA) paroxística ou
persistente: hemodinamicamente
instável
Tratamento
Contínua
FA paroxística ou persistente e
hemodinamicamente estável:
estratégia de controle de frequência
cardíaca selecionada
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
Opções secundárias
Contínua
em seguida 0.0625 a 0.25 mg por via oral
uma vez ao dia
ou
Contínua
de insuficiência cardíaca e a fração de ejeção
ventricular esquerda. Quando a função
ventricular esquerda estiver preservada,
recomenda-se um betabloqueador ou um
bloqueador de canais de cálcio não di-
hidropiridínico. Os bloqueadores dos canais
de cálcio não di-hidropiridínicos não devem
ser usados na presença de insuficiência
cardíaca com fração de ejeção (FE) reduzida
(≤40%), por conta de seu efeito inotrópico
negativo. A digoxina não é considerada
um agente de primeira linha para fins de
controle de frequência cardíaca, mas pode
ser útil (isolada ou combinada) quando
betabloqueadores e bloqueadores dos canais
de cálcio não di-hidropiridínico são ineficazes ou
contraindicados. Em pacientes com insuficiência
cardíaca crônica, carvedilol é eficaz no controle
da frequência cardíaca e pode melhorar a
função ventricular esquerda combinado com
digoxina. A amiodarona pode ser considerada
para o controle de frequência cardíaca agudo
em pacientes gravemente doentes ou com
insuficiência cardíaca descompensada, quando
betabloqueadores e bloqueadores dos canais
de cálcio não di-hidropiridínico são ineficazes ou
contraindicados.[1] [2]
Contínua
associado a risco estimado de AVC e considerar a
anticoagulação
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
Opções primárias
ou
ou
ou
ou
Contínua
atribui 2 pontos para cada uma das seguintes
condições: história de AVC ou ataque isquêmico
transitório, ou 75 anos de idade ou mais.[94]
As diretrizes do ACC/AHA/ACCP/HRS e ESC
recomendam o uso de anticoagulantes orais
para pacientes com FA e um escore CHA₂DS₂-
VASc ≥2 em homens e ≥3 em mulheres (1 para
gênero e 2 para fatores de risco adicionais), que
corresponde ao risco tromboembólico anual de
≥2%.[1] [2] Com um escore de ≥1 em homens
ou ≥2 em mulheres (1 para gênero e 1 para
fatores de risco adicionais; corresponde ao risco
anual de ≥1% a <2%), o uso de anticoagulantes
orais para prevenir AVC tromboembólico
pode ser considerado; fatores adicionais que
podem modificar o risco de AVC, como o
controle da hipertensão, podem ser levados
em consideração.[1] [2] É particularmente
importante considerar o uso de anticoagulantes
orais nos pacientes com escore CHA₂DS₂-VASc
de 1 não relacionado com o sexo em pacientes
com mais de 65 anos.[3]
Contínua
relevante também foi comprovada entre o
aumento da carga de FA e a taxa de desfechos
adversos em 1 e 3 anos, inclusive o aumento
do risco de hospitalização cardiovascular,
AVC isquêmico e mortalidade.[175] A terapia
de anticoagulação para prevenção de AVC
com base em FA subclínica, ou seja, EFAA
detectado por DCEIs, não demonstrou ser
convincentemente útil e, por outro lado, causou
mais sangramento em pacientes tratados
com AODs (ARTESIA e NOAH AF NET-6). A
recorrência da FA, definida por 30 segundos de
arritmia, não tem relevância clínica. No entanto,
episódios de FA com duração >1 hora ou carga
>0.1% foram associados a taxas elevadas de
utilização de serviços de saúde, inclusive visitas
ao pronto-socorro, hospitalização, necessidade
de cardioversão e repetição da ablação da
FA.[176]
Contínua
» A eficácia e a segurança da anticoagulação
com varfarina são altamente dependentes da
qualidade do controle da anticoagulação, o que
se reflete no tempo médio na faixa terapêutica
(TTR) de INR 2 a 3. O escore SAMe-TT₂R₂
(com base em sexo, idade, história médica,
interações de tratamento, tabagismo e raça) é
uma ferramenta que pode auxiliar a identificar
os pacientes que nunca se submeteram
a anticoagulação que apresentam menor
probabilidade de manter um TTR >70% e que
devem, portanto, ser tratados com AODs em vez
de varfarina.[111] [112] [SAMe-TT₂R₂ score]
([Link]
[Link])
Contínua
diretrizes, que inclui a manutenção do peso ideal
e a perda de peso se apresentarem sobrepeso
ou obesidade; adoção de um estilo de vida
fisicamente ativo; redução do consumo de
bebidas alcoólicas não saudáveis; abandono do
hábito de fumar; controle do diabetes; e controle
da pressão arterial/hipertensão.[1]
ou
ou
ou
ou
Tratamento
Contínua
conta as características dos pacientes e/ou
informações de genótipo CYP2C9/VKORC1
(se disponível). [[Link]] (http://
[Link]/Source/[Link])
Contínua
risk) Quando usadas em combinação com um
escore de risco de AVC como CHA₂DS₂-VASc,
as ferramentas para risco de sangramento
proporcionam um meio de equilibrar os riscos e
benefícios da anticoagulação para os pacientes.
Os escores de risco de sangramento não devem
ser usados para excluir pessoas do recebimento
de tratamento anticoagulante.[1] [2] [97]
Contínua
hemorragia digestiva quando comparada com a
varfarina.[109]
Contínua
ou a HBPM profilática não são recomendadas
nessa população de pacientes.[58]
ou
ou
Contínua
ou
ou
ou
ou
ou
Opções secundárias
ou
Contínua
» O controle agressivo da frequência cardíaca
com agentes farmacológicos pode resultar
em depressão significativa da função sistólica
ventricular esquerda. Em alguns pacientes
que apresentam frequências cardíacas de
repouso lentas, a terapia medicamentosa pode
ser perigosa. Uma estratégia de controle de
frequência leniente (frequência cardíaca em
repouso <110 bpm) pode ser razoável, desde
que os pacientes permaneçam assintomáticos
e a função sistólica ventricular esquerda esteja
preservada. As diretrizes do ACC/AHA/ACCP/
HRS da European Society of Cardiology
apoiam um controle da frequência cardíaca
leniente (frequência cardíaca em repouso
<100 a 110 bpm) para a meta da terapia de
controle de frequência cardíaca, mas isso deve
ser orientado pelos sintomas subjacentes do
paciente.[1] [2]
Contínua
para o controle de frequência cardíaca agudo
em pacientes gravemente doentes ou com
insuficiência cardíaca descompensada, quando
betabloqueadores e bloqueadores dos canais
de cálcio não di-hidropiridínico são ineficazes ou
contraindicados.[1] [2]
»
associado a estime o risco de AVC e considere a
oclusão do apêndice atrial esquerdo
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
» O risco de AVC e eventos tromboembólicos
deve ser avaliado em todos os pacientes usando
um escore de risco clínico validado, como a
ferramenta CHA₂DS₂-VASc.[1] [2][75]
Contínua
transeptal. No ensaio PROTECT FA, a taxa
de eficácia primária de eventos (um desfecho
composto de acidente vascular cerebral [AVC],
morte cardiovascular e embolia sistêmica) do
dispositivo WATCHMAN™ foi considerada
não inferior à da varfarina.[118] Houve
uma taxa mais alta de eventos adversos
de segurança no grupo de intervenção
que no grupo-controle, principalmente por
complicações periprocedimento. O Amplatzer™
Cardiac Plug consiste em um disco proximal
pequeno, um adesivo de poliéster central
e um disco distal maior com ganchos que
ancoram o dispositivo no AAE. Ele não exige
anticoagulação, e um ensaio europeu encontrou
uma taxa de sucesso de 96% para utilização/
implantação, mas com uma incidência de 7%
de complicações graves.[119] Outra abordagem
não farmacológica para isolar e ocluir o AAE é
amarrar o AAE usando o dispositivo LARIAT,
que é um laço epicárdico.[120] O dispositivo
WATCHMAN FLX™ é um dispositivo de
fechamento do AAE de última geração, que
tem um número maior de vigas de suporte
e âncoras de fileira dupla em formato de J
para maximizar a estabilidade do dispositivo.
Um estudo prospectivo, não randomizado
e multicêntrico (PINNACLE FLX) constatou
que o WATCHMAN FLX™ está associado à
baixa incidência de eventos adversos e à alta
incidência de fechamento anatômico.[121]
Contínua
» Para os pacientes com FA, também deve-se
levar em consideração os fatores de risco para
distúrbios respiratórios do sono (DRS) e oferecer
rastreamento, diagnóstico e tratamento para
DRS sempre que indicado.[45]
2a. ablação de nó atrioventricular (ANAV) e
marca-passo
Contínua
fechamento do AAE de última geração, que
tem um número maior de vigas de suporte
e âncoras de fileira dupla em formato de J
para maximizar a estabilidade do dispositivo.
Um estudo prospectivo, não randomizado
e multicêntrico (PINNACLE FLX) constatou
que o WATCHMAN FLX™ está associado à
baixa incidência de eventos adversos e à alta
incidência de fechamento anatômico.[121]
Contínua
ou
Opções secundárias
ou
Contínua
de, pelo menos, 3 semanas recebendo
anticoagulantes orais (AOD ou varfarina),
ou após exame de imagem para descartar
a presença de trombo intracardíaco (por
exemplo, se o paciente tiver tido OAAE prévio
e não esteja recebendo anticoagulação).[1]
Se a duração da FA for <48 horas, acredita-
se que a cardioversão tenha, geralmente,
baixo risco de eventos tromboembólicos com
anticoagulação em seguida; no entanto, o
exame de imagem para descartar a presença
de trombo intracardíaco pode ser considerado
antes da cardioversão, particularmente naqueles
que não receberam, no mínimo, anticoagulação
oral por 3 semanas e naqueles com maior
risco tromboembólico.[1] Os benefícios da
anticoagulação pericardioversão ou do exame
de imagem em pacientes com baixo risco
de tromboembolismo e duração da FA <12
horas são incertos.[1] A FA assintomática
antes do evento imediato é comum, fazendo
com que a determinação da duração seja
incerta. As diretrizes recomendam que a
anticoagulação terapêutica seja iniciada antes
da cardioversão e mantida por pelo menos
4 semanas depois.[1] Caso seja identificado
trombo intracardíaco no exame de imagem e a
cardioversão seja protelada, a anticoagulação
deve ser administrada por, no mínimo, 3 a
6 semanas, e o exame de imagem deve ser
repetido antes de considerar a cardioversão
novamente.[1]
Contínua
corrente contínua (CC) deve ser considerada,
em vez de trocar para um agente antiarrítmico
alternativo.[1]
ou
ou
ou
ou
Contínua
» O risco de AVC e eventos tromboembólicos
deve ser avaliado em todos os pacientes
usando um escore de risco clínico validado,
como a ferramenta CHA₂DS₂-VASc.[1] [2]
[75] As diretrizes do American College of
Cardiology/American Heart Association/
American Association of Colleges of Pharmacy/
Heart Rhythm Society (ACC/AHA/ACCP/
HRS) recomendam que o risco seja avaliado
anualmente.[1]
calc/1785/hemorr2hages-score-major-bleeding-
risk) Quando usadas em combinação com um
escore de risco de AVC como CHA₂DS₂-VASc,
as ferramentas para risco de sangramento
proporcionam um meio de equilibrar os riscos e
benefícios da anticoagulação para os pacientes.
Contínua
Os escores de risco de sangramento não devem
ser usados para excluir pessoas do recebimento
de tratamento anticoagulante.[1] [2] [97]
Contínua
para outros, serão contraindicados. Consulte as
informações de prescrição para obter orientação
específica sobre a utilização em pacientes
com comprometimento renal. Em pacientes
com FA não valvar e comprometimento renal
leve ou moderado, o uso de AODs mostrou
estar associado a redução do risco de AVC
ou embolia sistêmica e redução do risco de
sangramento importante em comparação com
a varfarina, o que sugere um perfil de risco
favorável desses agentes em pacientes com
doença renal leve a moderada.[110] AODs
não devem ser usados em pacientes com
valvas protéticas mecânicas ou estenose mitral
moderada a grave nem em combinação com
heparina (incluindo heparina de baixo peso
molecular), derivados de heparina ou varfarina.
Contínua
de AVC equivalente, que sejam submetidos
a cirurgia cardíaca (por exemplo, cirurgia
de revascularização miocárdica ou cirurgia
valvar).[1]
Contínua
consideradas, mas o benefício disso versus PVI
isolada não é confirmado.[1] [2] [151]
Contínua
incisões precisamente posicionadas são
feitas em ambos os átrios, para isolamento
e limitação das rotas dos impulsos elétricos
anormais. O procedimento de Cox maze IV
usa uma abordagem modificada.[171] [172]
Métodos alternativos de criar lesões no átrio
por ablação, em vez da incisão, também foram
desenvolvidos (por exemplo, radiofrequência,
micro-ondas, crioterapia e ultrassonografia).
A ablação convergente híbrida, que combina
ablação cirúrgica minimamente invasiva
(epicárdica) e por cateter (endocárdica),
pode ser considerada para pacientes com FA
sintomática e persistente, refratária à terapia
medicamentosa antiarrítmica.[1] [2] [173]
adjunta manutenção farmacológica do ritmo
sinusal
Tratamento recomendado para ALGUNS
pacientes no grupo de pacientes selecionado
Opções primárias
ou
ou
ou
Tratamento
Contínua
Opções secundárias
ou
Contínua
que apresentarem ritmo sinusal ou que serão
submetidos a cardioversão.
Contínua
telemetria, e a dosagem deve ser ajustada com
base no clearance da creatinina.
ou
ou
ou
ou
ou
Tratamento
ou
Contínua
ou
ou
Opções secundárias
Contínua
ou
Contínua
a anticoagulação deve ser administrada por,
no mínimo, 3 a 6 semanas, e o exame de
imagem deve ser repetido antes de considerar
a cardioversão novamente.[1] Em pacientes
com contraindicação para anticoagulantes em
longo prazo, a oclusão/clipagem/remoção atrial
esquerda percutânea ou cirúrgica deve ser
considerada e recomendada, pois o apêndice
atrial esquerdo é uma importante fonte de
formação de trombo relacionado à FA.
Contínua
associado a estime o risco de AVC e considere a
oclusão do apêndice atrial esquerdo
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
» O risco de AVC e eventos tromboembólicos
deve ser avaliado em todos os pacientes usando
um escore de risco clínico validado, como a
ferramenta CHA₂DS₂-VASc.[1] [2][75]
Contínua
de revascularização miocárdica ou cirurgia
valvar).[1]
associado a mudança de estilo de vida e fatores de
risco
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
» Todos os pacientes com fibrilação atrial (FA)
devem adotar uma modificação dos fatores
de risco e do estilo de vida, orientados pelas
diretrizes, que inclui a manutenção do peso ideal
e a perda de peso se apresentarem sobrepeso
ou obesidade; adoção de um estilo de vida
fisicamente ativo; redução do consumo de
bebidas alcoólicas não saudáveis; abandono do
hábito de fumar; controle do diabetes; e controle
da pressão arterial/hipertensão.[1]
Contínua
» Pacientes com FA e IC são selecionados
para ablação por cateter em um processo
de tomada de decisão compartilhada.[167]
[168] Em pacientes com IC e FE reduzida (FE
≤40%), os fatores que devem ser levados em
consideração incluem disfunção do VE, classe
funcional, doenças comórbidas, estabilidade
hemodinâmica, carga da cicatrização ventricular,
duração da FA e grau de remodelagem atrial
adversa. Geralmente, os pacientes com maior
probabilidade de se beneficiar são mais jovens e
apresentam doença menos grave.[167] [168]
Contínua
A ablação convergente híbrida, que combina
ablação cirúrgica minimamente invasiva
(epicárdica) e por cateter (endocárdica),
pode ser considerada para pacientes com FA
sintomática e persistente, refratária à terapia
medicamentosa antiarrítmica.[1] [2] [173]
adjunta manutenção farmacológica do ritmo
sinusal
Tratamento recomendado para ALGUNS
pacientes no grupo de pacientes selecionado
Opções primárias
ou
ou
ou
Opções secundárias
ou
Contínua
» sotalol: 40-80 mg por via oral duas vezes
ao dia inicialmente por 3 dias, seguidos por
80-160 mg duas vezes ao dia
Contínua
Heart Association (NYHA) ou descompensação
nas últimas 4 semanas.[147]
Contínua
» De maneira geral, os antiarrítmicos devem ser
usados com muita precaução, principalmente
nos pacientes com função ventricular esquerda
(VE) anormal e insuficiência cardíaca, pois
podem aumentar os eventos adversos. Alguns
agentes antiarrítmicos, como o sotalol, podem
elevar a mortalidade.[150]
adjunta medicamento bloqueador do nó AV
Tratamento recomendado para ALGUNS
pacientes no grupo de pacientes selecionado
Opções primárias
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
Tratamento
Contínua
ou flecainida) devem sempre tomar um
medicamento de bloqueio nodal AV (por
exemplo, betabloqueador, bloqueador dos
canais de cálcio não di-hidropiridínico) antes de
iniciar o tratamento.
fibrilação atrial (FA) permanente
ou
ou
ou
ou
ou
ou
ou
Tratamento
Opções secundárias
Contínua
» digoxina: 0.25 a 0.5 mg por via intravenosa
como dose de ataque, seguidos por 0.25 mg
a cada 6 horas (máximo de 1.5 mg/24 horas),
em seguida 0.0625 a 0.25 mg por via oral
uma vez ao dia
Contínua
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
Opções primárias
ou
ou
ou
ou
Contínua
As diretrizes do ACC/AHA/ACCP/HRS e ESC
recomendam o uso de anticoagulantes orais
para pacientes com FA e um escore CHA₂DS₂-
VASc ≥2 em homens e ≥3 em mulheres (1 para
gênero e 2 para fatores de risco adicionais), que
corresponde ao risco tromboembólico anual de
≥2%.[1] [2] Com um escore de ≥1 em homens
ou ≥2 em mulheres (1 para gênero e 1 para
fatores de risco adicionais; corresponde ao risco
anual de ≥1% a <2%), o uso de anticoagulantes
orais para prevenir AVC tromboembólico
pode ser considerado; fatores adicionais que
podem modificar o risco de AVC, como o
controle da hipertensão, podem ser levados
em consideração.[1] [2] É particularmente
importante considerar o uso de anticoagulantes
orais nos pacientes com escore CHA₂DS₂-VASc
de 1 não relacionado com o sexo em pacientes
com mais de 65 anos.[3]
Contínua
do risco de hospitalização cardiovascular,
AVC isquêmico e mortalidade.[175] A terapia
de anticoagulação para prevenção de AVC
com base em FA subclínica, ou seja, EFAA
detectado por DCEIs, não demonstrou ser
convincentemente útil e, por outro lado, causou
mais sangramento em pacientes tratados
com AODs (ARTESIA e NOAH AF NET-6). A
recorrência da FA, definida por 30 segundos de
arritmia, não tem relevância clínica. No entanto,
episódios de FA com duração >1 hora ou carga
>0.1% foram associados a taxas elevadas de
utilização de serviços de saúde, inclusive visitas
ao pronto-socorro, hospitalização, necessidade
de cardioversão e repetição da ablação da
FA.[176]
Contínua
se reflete no tempo médio na faixa terapêutica
(TTR) de INR 2 a 3. O escore SAMe-TT₂R₂
(com base em sexo, idade, história médica,
interações de tratamento, tabagismo e raça) é
uma ferramenta que pode auxiliar a identificar
os pacientes que nunca se submeteram
a anticoagulação que apresentam menor
probabilidade de manter um TTR >70% e que
devem, portanto, ser tratados com AODs em vez
de varfarina.[111] [112] [SAMe-TT₂R₂ score]
([Link]
[Link])
Contínua
fisicamente ativo; redução do consumo de
bebidas alcoólicas não saudáveis; abandono do
hábito de fumar; controle do diabetes; e controle
da pressão arterial/hipertensão.[1]
ou
ou
ou
ou
Contínua
» O risco de AVC e eventos tromboembólicos
deve ser avaliado em todos os pacientes
usando um escore de risco clínico validado,
como a ferramenta CHA₂DS₂-VASc.[1] [2]
[75] As diretrizes do American College of
Cardiology/American Heart Association/
American Association of Colleges of Pharmacy/
Heart Rhythm Society (ACC/AHA/ACCP/
HRS) recomendam que o risco seja avaliado
anualmente.[1]
calc/1785/hemorr2hages-score-major-bleeding-
risk) Quando usadas em combinação com um
escore de risco de AVC como CHA₂DS₂-VASc,
as ferramentas para risco de sangramento
proporcionam um meio de equilibrar os riscos e
benefícios da anticoagulação para os pacientes.
Contínua
Os escores de risco de sangramento não devem
ser usados para excluir pessoas do recebimento
de tratamento anticoagulante.[1] [2] [97]
Contínua
para outros, serão contraindicados. Consulte as
informações de prescrição para obter orientação
específica sobre a utilização em pacientes
com comprometimento renal. Em pacientes
com FA não valvar e comprometimento renal
leve ou moderado, o uso de AODs mostrou
estar associado a redução do risco de AVC
ou embolia sistêmica e redução do risco de
sangramento importante em comparação com
a varfarina, o que sugere um perfil de risco
favorável desses agentes em pacientes com
doença renal leve a moderada.[110] AODs
não devem ser usados em pacientes com
valvas protéticas mecânicas ou estenose mitral
moderada a grave nem em combinação com
heparina (incluindo heparina de baixo peso
molecular), derivados de heparina ou varfarina.
Contínua
de AVC equivalente, que sejam submetidos
a cirurgia cardíaca (por exemplo, cirurgia
de revascularização miocárdica ou cirurgia
valvar).[1]
ou
ou
ou
ou
Contínua
ou
ou
ou
Opções secundárias
Contínua
» Betabloqueadores, diltiazem, verapamil
e digoxina podem ser usados em conjunto
com os medicamentos geralmente usados
para insuficiência cardíaca, como diuréticos
e inibidores da ECA. Deve ser lembrado
que uma frequência cardíaca rápida poderia
contribuir para sintomas de insuficiência
cardíaca, e continuar ou aumentar os
betabloqueadores pode ser apropriado em vez
de contraindicado nesses pacientes, desde que
outros medicamentos, como os diuréticos, sejam
ajustados de acordo.
Contínua
de complicações graves.[119] Outra abordagem
não farmacológica para isolar e ocluir o AAE é
amarrar o AAE usando o dispositivo LARIAT,
que é um laço epicárdico.[120] O dispositivo
WATCHMAN FLX™ é um dispositivo de
fechamento do AAE de última geração, que
tem um número maior de vigas de suporte
e âncoras de fileira dupla em formato de J
para maximizar a estabilidade do dispositivo.
Um estudo prospectivo, não randomizado
e multicêntrico (PINNACLE FLX) constatou
que o WATCHMAN FLX™ está associado à
baixa incidência de eventos adversos e à alta
incidência de fechamento anatômico.[121]
Contínua
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
» O risco de AVC e eventos tromboembólicos
deve ser avaliado em todos os pacientes usando
um escore de risco clínico validado, como a
ferramenta CHA₂DS₂-VASc.[1] [2][75]
Contínua
associado a mudança de estilo de vida e fatores de
risco
Tratamento recomendado para TODOS os
pacientes no grupo de pacientes selecionado
» Todos os pacientes com fibrilação atrial (FA)
devem adotar uma modificação dos fatores
de risco e do estilo de vida, orientados pelas
diretrizes, que inclui a manutenção do peso ideal
e a perda de peso se apresentarem sobrepeso
ou obesidade; adoção de um estilo de vida
fisicamente ativo; redução do consumo de
bebidas alcoólicas não saudáveis; abandono do
hábito de fumar; controle do diabetes; e controle
da pressão arterial/hipertensão.[1]
Tratamento
Novidades
Predição de risco baseada em biomarcadores
Como muitas condições, há um crescente interesse nos papéis desempenhados pelos biomarcadores
cardíacos na patogênese e, por conseguinte, no aspecto de tratamento da fibrilação atrial (FA). Os escores
de predição de risco baseada em biomarcadores, como ABC-AF, podem se tornar adjuvantes a escores
existentes, como o CHA₂DS₂-VASc.[177]
Infusão de etanol
A infusão de etanol na veia de Marshall foi investigada para o tratamento da FA persistente. Uma metanálise
constatou que, em comparação com a ablação isolada, a ablação com infusão de etanol na veia de Marshall
foi associada a uma taxa mais alta de liberdade da FA em longo prazo, e segurança comparável.[179]
Prevenção primária
As estratégias de prevenção primária se baseiam na redução dos fatores de risco por meio da modificação
do estilo de vida.[1] [2] [3] [50] Atualmente as diretrizes dos EUA recomendam que os pacientes com
aumento do risco de fibrilação atrial (FA) adotem uma modificação dos fatores de risco e do estilo de
vida orientada por diretrizes, a qual inclui a manutenção do peso ideal e a perda de peso se eles tiverem
sobrepeso ou obesidade, adoção de um estilo de vida fisicamente ativo, redução do consumo não saudável
de bebidas alcoólicas, abandono do hábito de fumar, controle do diabetes e controle da pressão arterial/
hipertensão.[1]
Em pacientes com apneia obstrutiva do sono, o manejo ideal da condição pode reduzir a incidência e a
recorrência da FA.[1] [2]
A atividade física moderada pode prevenir o desenvolvimento de FA; no entanto, descobriu-se que a
atividade extenuante pode aumentar o risco de FA.[3] [74]
Tratamento
Prevenção secundária
Atualmente, as diretrizes dos EUA recomendam que todos os pacientes com FA adotem uma modificação
dos fatores de risco e do estilo de vida, orientados pelas diretrizes, que inclui medidas de prevenção
Foi demonstrado que a redução do peso com manejo intensivo dos fatores de risco diminui a carga e
a gravidade dos sintomas de FA e resulta em remodelamento cardíaco benéfico.[3] [200] [201] [202]
Exercícios supervisionados demonstraram ajudar a reduzir a recorrência de FA, melhorar a qualidade de
vida e melhorar a capacidade cardiorrespiratória e a capacidade funcional.[203] [204] [205]
O tratamento otimizado da apneia obstrutiva do sono pode reduzir a incidência, a recorrência, a evolução e
os sintomas da FA.[2] [45] [206]
O tabagismo está associado a desfechos desfavoráveis em pacientes com FA, e o abandono do hábito de
fumar foi associado à redução do risco de AVC e eventos cardiovasculares.[207] [208] O controle ideal da
pressão arterial pode reduzir a recorrência de FA e os eventos cardiovasculares.[209] [210] [211]
Tratamento
Monitoramento
Monitoramento
Acompanhamento
Para um paciente com fibrilação atrial (FA) persistente considerada secundária a uma causa reversível,
que foi removida, o acompanhamento em longo prazo pode não ser necessário depois do tratamento
inicial e avaliação da FA. Para um paciente que necessita de terapia continuada devido à avaliação do
risco de recorrência, o acompanhamento deve incluir as seguintes categorias gerais:
É razoável monitorar a função cardíaca por ecocardiografia transtorácica a cada 3-6 meses em pacientes
tratados com uma estratégia de controle de frequência cardíaca, para avaliar o desenvolvimento de
cardiomiopatia induzida por taquicardia relacionada com a FA.
Complicações
Acompanhamento
ocorrência
exacerbação de doença reativa das vias aéreas curto pra zo Médias
associada à terapia com betabloqueadores
O risco de sangramento varia de acordo com o tipo de anticoagulante e fatores de risco do paciente. A
definição de sangramento de grande e pequeno porte não é padrão entre os estudos, e a incidência de
sangramento relatada nas publicações varia.
Em casos de sangramento importante, idarucizumabe está aprovado para a reversão dos efeitos
anticoagulantes de dabigatrana; ele se liga especificamente à dabigatrana, evitando que inative a
trombina. O fator Xa de coagulação recombinante (andexanet alfa) esta aprovado para a reversão dos
efeitos anticoagulantes dos inibidores de fator Xa apixabana e rivaroxabana. Para pacientes que recebem
varfarina, recomenda-se o tratamento com concentrado de complexo protrombínico de quatro fatores (se
disponível), em associação com vitamina K intravenosa.[1] [2]
A toxicidade aguda aparece na forma de síndrome do desconforto respiratório agudo em algumas horas
após a administração. A toxicidade em longo prazo provoca inflamação e/ou fibrose. Sintomas de tosse
ou dispneia inexplicadas devem elicitar essa dúvida. Recomenda-se realizar uma radiografia torácica
e testes da função pulmonar (TFP) com capacidade de difusão. Os testes de função pulmonar (TFPs)
devem ser considerados para acompanhamento a cada 6 a 12 meses durante o uso do medicamento. Na
maioria dos casos, exigirá a descontinuação do medicamento.
A fibrilação atrial (FA) é um fator de risco independente para óbito. O risco relativo de morte varia de
1.3 a 2.6 e está aumentado em pacientes do sexo feminino.[182] [183] Os ensaios AFFIRM e RACE
demonstraram taxa de sobrevida semelhante entre o grupo em que foi feito controle de frequência
cardíaca e o grupo em que foi feito controle de ritmo.[184] [185] No ensaio AFFIRM, a mortalidade
em 5 anos foi de 21.3% contra 23.8%, respectivamente. A tendência na direção de mortalidade mais
elevada no grupo de controle do ritmo é explicada pelo aumento do uso de medicamentos antiarrítmicos
e pela sub-representação de pacientes mais jovens com corações saudáveis nesses ensaios. Na
realidade, um ensaio controlado sugere que a restauração do ritmo sinusal com terapia ablativa melhora
a sobrevida e a qualidade de vida em comparação com a terapia medicamentosa da FA.[186] Em um
clínico morreram.[186]
Pode ocorrer devido a efeitos profundos sobre o nó atrioventricular durante a FA ou devido aos efeitos
sobre o nó sinusal quando em ritmo sinusal, especialmente em pacientes com disfunção do nó sinusal
subjacente. Também pode ocorrer com medicamentos antiarrítmicos (por exemplo, flecainida ou
amiodarona). Pode requerer troca da medicação ou estimulação permanente.
Em pacientes com FA não valvar, a taxa de AVC ajustada anual é de 1.9% a 18.2% por ano, dependendo
das comorbidades dos pacientes e dos escores CHADS.[188] De maneira geral, os pacientes com FA
têm risco cinco vezes maior de AVC.[3] Pacientes com FA e história de AVC/ataque isquêmico transitório
podem ter maior probabilidade de apresentar eventos hemorrágicos e isquêmicos subsequentes que os
pacientes sem AVC/ataque isquêmico transitório prévio.[189] Além disso, os pacientes que apresentam
AVC isquêmico enquanto recebem anticoagulação oral têm aumento do risco de AVC isquêmico
recorrente e morte.[190]
Os AVCs em indivíduos com FA costumam ser graves, recorrentes e associados com incapacidade
permanente e altos índices de morte.[3]
Um estudo de coorte concluiu que os pacientes com FA resolvida permanecem com maior risco de AVC
ou ataque isquêmico transitório do que pacientes sem FA e que o risco é aumentado mesmo naqueles
em quem a FA recorrente não está documentada.[194]
Secundária aos efeitos vasodilatadores dos betabloqueadores e bloqueadores de canais de cálcio, bem
como aos efeitos atrioventriculares (AV) nodais que reduzem a frequência cardíaca. Se isso ocorrer, a
redução da dosagem poderá ser considerada. Outras causas de hipotensão devem ser pesquisadas. Se
a estratégia for somente de controle da frequência cardíaca, a ablação nodal AV poderá ser considerada
para controle de frequência cardíaca caso os medicamentos provoquem muitos efeitos adversos. O
controle do ritmo também pode ser reconsiderado em alguns pacientes.
Pode decorrer dos efeitos inotrópicos negativos dos betabloqueadores e dos bloqueadores dos canais de
cálcio, bem como dos efeitos de alguns medicamentos antiarrítmicos. Esses medicamentos devem ser
usados com cautela em pacientes com função ventricular esquerda diminuída e não devem ser usados
de forma alguma em pacientes com insuficiência cardíaca clínica evidente até que esta seja tratada e
Acompanhamento
compensada. Isso pode ser um desafio e há necessidade de se otimizar o esquema da insuficiência
cardíaca.
Além disso, uma frequência cardíaca rápida poderia contribuir para sintomas de insuficiência cardíaca, e
continuar ou aumentar os betabloqueadores pode ser apropriado em vez de contraindicado, desde que
outros medicamentos, como os diuréticos, sejam ajustados de acordo.
Se o controle da frequência cardíaca ou do ritmo for o objetivo, a amiodarona poderá ser usada com
pouca depressão da contratilidade.
Pode assumir várias formas, dependendo do tipo e do medicamento usado. As mais perigosas são as
arritmias ventriculares, como a taquicardia ventricular ou torsades de pointes. Ocorre com medicamentos
antiarrítmicos que prolongam o QT ou com os que prolongam a condução, como propafenona, em
pacientes que têm doença coronariana subjacente. Os médicos devem conhecer a farmacologia e as
interações medicamentosas e seguir as recomendações descritas nas diretrizes para o tratamento da FA.
Uma complicação incomum da amiodarona por ela conter iodo. É comum observar elevação do hormônio
estimulante da tireoide e mais comum constatar hipotireoidismo que hipertireoidismo, a menos que o
paciente tenha uma predisposição ao hipertireoidismo ou tenha tido bócio prévio. Pode ser feita reposição
por via oral do hormônio tireoidiano para o hipotireoidismo, mas, em geral, os casos de hipertireoidismo
necessitarão de descontinuação do medicamento e tratamento dos sintomas.
As complicações variam com a técnica e a experiência; algumas foram reduzidas com a modificação
das estratégias de ablação. Elas incluem eventos cerebrovasculares (0% a 4%), estenose da veia
pulmonar (1% a 3%), lesão e fístula esofágicas (cerca de 0.01%, mas provavelmente subestimado),
derrame pericárdico (geralmente não complicado;. 25%), tamponamento pericárdico (1%), taquiarritmias
atriais organizadas (2% a 20%) e outras complicações raras como lesões da raiz da aorta e do nervo
frênico.[195] [196] A maioria das complicações é tratada agudamente. A estenose da veia pulmonar,
embora esteja se tornando menos comum com as novas técnicas, ainda é uma complicação em
potencial. Pode se manifestar tardiamente com dispneia. A investigação deve incluir uma tomografia
computadorizada das veias pulmonares e um exame de ventilação-perfusão. O tratamento inclui
colocação de stent na veia pulmonar, mas os resultados são mistos. O melhor tratamento é a prevenção
por meio de uma boa técnica.
Prognóstico
O prognóstico depende de vários fatores, como evento desencadeador, estado cardíaco subjacente, risco
de tromboembolismo e se a natureza da fibrilação atrial (FA) é paroxística, persistente ou permanente.
Quase 25% dos pacientes com FA paroxística ou persistente progridem para uma forma mais sustentada
de eventos cardiovasculares (ou seja, mortalidade por todas as causas, IAM e acidente vascular cerebral
isquêmico) entre aqueles com FA (todos os tipos) em comparação àqueles em ritmo sinusal.[181] A FA
clínica assintomática foi associada de maneira independente a aumentos do risco de acidente vascular
cerebral (AVC) e da mortalidade, em comparação com a FA sintomática.[2]
Pacientes com IAM que também apresentam FA necessitam de acompanhamento clínico cuidadoso.
Diretrizes diagnósticas
Reino Unido
Europa
2020 ESC guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation
Diretrizes
developed in collaboration with the European Association of Cardio-Thoracic
Surgery (ht tps://[Link]/Guidelines/Clinical-Practice-Guidelines)
Publicado por: European Society of Cardiology Última publicação: 2020
América do Norte
Oceania
Diretrizes de tratamento
Reino Unido
Europa
2021 European Heart Rhythm Association practical guide on the use of non-
vitamin K antagonist oral anticoagulants in patients with atrial fibrillation
(ht tps://[Link]/Guidelines/Scientific-Documents)
Publicado por: European Heart Rhythm Association Última publicação: 2021
Diretrizes
login=false)
Publicado por: European Society of Cardiology Última publicação: 2021
2020 ESC guidelines for the diagnosis and management of atrial fibrillation
developed in collaboration with the European Association of Cardio-Thoracic
Surgery (ht tps://[Link]/Guidelines/Clinical-Practice-Guidelines)
Publicado por: European Society of Cardiology Última publicação: 2020
Atrial fibrillation in acute heart failure: a position statement from the Acute
Cardiovascular Care Association and European Heart Rhythm Association
of the European Society of Cardiology (ht tps://[Link]/doi/
full/10.1177/2048872619894255)
Publicado por: European Society of Cardiology Última publicação: 2020
Internacional
América do Norte
Diretrizes
measures for adults with atrial fibrillation or atrial flut ter: a report of the
American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on
Performance Measures (ht tps://[Link]/en/guidelines-and-
statements/guidelines-and-statements-search)
Publicado por: American College of Cardiology; American Heart Última publicação: 2021
Association Task Force on Performance Measures
Managing atrial fibrillation in patients with heart failure and reduced ejection
fraction (ht tps://[Link]/en/guidelines-and-statements/
guidelines-and-statements-search)
Publicado por: American Heart Association Última publicação: 2021
América do Norte
2016 ACC/AHA clinical performance and quality measures for adults with
atrial fibrillation or atrial flut ter (ht tps://[Link]/en/guidelines-
and-statements/guidelines-and-statements-search)
Publicado por: American College of Cardiology; American Heart Última publicação: 2016
Association; Physician Consortium for Performance Improvement; Heart
Rhythm Society
Ásia
Diretrizes
2021 Focused update of the 2017 consensus guidelines of the Asia Pacific
Heart Rhythm Society (APHRS) on stroke prevention in atrial fibrillation
(ht tps://[Link]/doi/full/10.1002/joa3.12652)
Publicado por: Asia Pacific Heart Rhythm Society Última publicação: 2021
Oceania
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Imagens
Imagens
Figura 1: Fibrilação atrial: as ondas P não são discerníveis; a frequência ventricular (complexos QRS) é
irregularmente irregular
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Figura 2: Fibrilação atrial: ondas P não são discerníveis; "ondas fibrilatórias ou f" de amplitudes variadas e
taxas muito rápidas e irregulares são vistas particularmente na derivação V1; a taxa ventricular (complexos
QRS) é irregularmente irregular
Do acervo de Dr. Bharat K. Kantharia
Figura 3: Flutter atrial: aparência típica em dente de serra das ondas de flutter nas derivações inferiores
(derivações II, III e aVF) indicando um flutter atrial em sentido anti-horário típico; frequência ventricular
(complexos QRS) variável
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Imagens
Figura 4: Taquicardia atrial multifocal: existem várias (pelo menos 3) morfologias diferentes de ondas P
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Figura 5: Taquicardia atrial: salvas de taquicardia atrial (10 batimentos na seção média do traçado
eletrocardiográfico II inferior) após complexos sinusais
Do acervo do Dr Arti N. Shah
Imagens
Figura 6: Ritmo sinusal com complexos atriais prematuros
Do acervo do Dr Arti N. Shah
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