ESTATUTO DO CENTRO ACADÊMICO
DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CAPÍTULO I – DA DENOMINAÇÃO, DURAÇÃO, FINALIDADE E
PRINCÍPIOS
Art. 1º - O Centro Acadêmico de Ciência da Computação da Universidade Federal do
Piauí, também denominado pela sigla CACOMP e pelo nome honorífico Centro Acadêmico
ENIAC, é uma entidade de sociedade civil sem fins lucrativos, de representação máxima de
todos os estudantes de graduação do curso de bacharelado em Ciência da Computação da
Universidade Federal do Piauí – UFPI, Campus Ministro Petrônio Portela. As atividades da
entidade são regidas pelo presente estatuto.
Parágrafo único - O Centro Acadêmico de Ciência da Computação reconhece o
Diretório Central dos Estudantes (DCE), como entidade legítima de representação dos
estudantes, nos seus respectivos níveis de atuação, reservando, face elas sua autonomia.
Art. 2º - O CACOMP terá sede no campus da instituição de ensino superior à qual o
curso de Ciência da Computação está vinculado e a duração da associação será ilimitada.
Art. 3º - O CACOMP tem como princípios básicos:
I – Lutar pelo ensino público, gratuito, democrático e de boa qualidade, em todos
os níveis e voltado aos interesses da sociedade civil;
II – Lutar contra todas as formas de exploração e opressão;
III – Defender a igualdade de condições para o acesso e permanência na UFPI para
todas as categorias sociais, em especial, aquelas excluídas do ambiente
universitário;
IV – Promover a integração e o fortalecimento da comunidade acadêmica, com
ênfase no curso de Ciência da Computação;
V – Defender os interesses dos estudantes em plenitude, abrangendo as mais
diversas áreas sociais, atentando ao respeito aos direitos humanos e às
especificidades culturais, étnicas e de gênero.
Art. 4º - O CACOMP tem como finalidade:
I – Acatar e executar as atividades e decisões tomadas em Assembleia Geral de
estudantes do curso de graduação em Ciência da Computação;
II – Representar os interesses coletivos dos estudantes do curso de graduação em
Ciência da Computação perante a Administração Superior e o corpo docente da
Universidade Federal do Piauí (UFPI);
III – Coordenar o corpo discente visando unificar suas ações no sentido da solução
dos problemas comuns;
IV – Desenvolver ações e atividades que sejam de interesse dos estudantes do curso
de graduação em Ciência da Computação, visando a participação e inclusão dos
estudantes em aspectos culturais, políticos, sociais e científicos;
V – Defender a soberania do CACOMP de qualquer interferência de pessoas físicas
ou jurídicas estranhas ao curso de Ciência da Computação da UFPI, no que diz
respeito à sua administração e seus serviços;
VI – Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural, educacional, político e
social com outros Centros Acadêmicos desta e das demais instituições de ensino;
VII – Prestar solidariedade às lutas dos estudantes no Brasil e no Mundo.
Art. 5º - O Centro Acadêmico deve ser autônomo de partidos políticos e entidades
religiosas ou empresariais.
CAPÍTULO II - DOS MEMBROS, SEUS DEVERES E DIREITOS
Art. 6º - São membros do Centro Acadêmico de Ciência da Computação (CACOMP)
todos os estudantes regularmente matriculados no curso de graduação em Ciência da
Computação da UFPI – Teresina.
§ 1º – Os membros podem ter situação inativa em caso de:
I – Descumprimento das obrigações estabelecidas no Art. 7º deste Estatuto;
II – Comportamento incompatível com os princípios do Centro Acadêmico.
§ 2º – Os membros em situação inativa devem ter sua situação associativa avaliada
pela Diretoria, de acordo com o art. 22º, antes de decisão sobre alteração de sua condição
associativa.
§ 3º – Os membros não respondem, nem conjunta nem subsidiariamente pelas
dívidas e obrigações do CACOMP.
Art. 7º - Constituem deveres dos membros do Centro Acadêmico de Ciência da
Computação:
I – Respeitar e cumprir as disposições do presente estatuto;
II – Acatar as decisões das instâncias deliberativas dos estudantes;
III – Preservar o patrimônio do CACOMP, e de outras entidades estudantis;
IV – Exercer com dedicação e probidade a função para qual tenham sido investidos
através de eleições, concurso ou nomeação;
Art. 8º - Consistem direitos dos membros do Centro Acadêmico de Ciência da
Computação:
I – Propor, discutir e votar nas Assembleias Gerais do CACOMP;
II – Votar na eleição da Diretoria do CACOMP;
III – Candidatar-se a cargos eletivos e não-eletivos relacionados ao CACOMP;
IV – Participar de qualquer evento promovido pelo CACOMP;
V – Requerer, com posicionamento favorável de 1/8 (um oitavo) mais 1 (um) dos
membros, a convocação de Assembleia Extraordinária, expondo a temática a ser
discutida como pauta exclusiva nesta e justificando sua realização;
VI – Ter acesso público e imediato ao estatuto e regimento interno do CACOMP.
CAPÍTULO III - DA ORGANIZAÇÃO E INSTÂNCIAS DELIBERATIVAS
Art. 9º - O Centro Acadêmico de Ciência da Computação terá sua organização em
colegiados.
Art. 10º - Os colegiados existentes são, cada qual, instâncias deliberativas com
atribuições e competências diferentes.
Art. 11º - São instâncias deliberativas do CACOMP:
I – Diretoria,
II – Assembleia Geral;
III – Conselho de Representação.
CAPÍTULO IV - DA ASSEMBLEIA GERAL
Art. 12º - A Assembleia Geral é a instância máxima de deliberação da entidade, nos
termos deste estatuto e é composta de todos os membros da entidade.
Parágrafo Único – Caso haja impossibilidade de encontro presencial, a Assembleia
poderá ocorrer virtualmente, mediante aviso prévio.
Art. 13º - Compete à Assembleia Geral:
I – Aprovar e reformular o estatuto do Centro Acadêmico;
II – Discutir e votar propostas apresentadas por qualquer um de seus membros;
III – Decidir, em razão de sua soberania, sobre qualquer assunto de interesse do
corpo discente do curso de graduação em Ciência da Computação;
IV – Denunciar, suspender ou destituir membros da gestão do Centro Acadêmico
de Ciência da Computação por acaso de quebra de deveres estatutários;
V – Deliberar sobre os casos omisso deste estatuto que fujam à competência
deliberativa da Diretoria.
Art. 14º - A Assembleia Geral realiza-se:
I – Por iniciativa de maioria simples da Diretoria;
II – Por requerimento com posicionamento de 1/8 (um oitavo) mais 1 (um) dos
membros, conforme o Art. 8º Inciso V, sendo então chamada Assembleia Geral
Extraordinária;
III – Por iniciativa da Comissão Eleitoral, por motivo relativo ao processo eleitoral,
seja esse a posse da nova gestão ou outro motivo considerado pertinente por seus
membros.
Art. 15º - Toda Assembleia Geral a ser realizada deverá ser amplamente divulgada, com
antecedência de 48 (quarenta e oito) horas, mencionando horário, data, local e pauta.
Paragráfo Único – A Assembleia Geral pode ser convocada em caráter
Emergencial, caso seja essencial sua realização para defesa dos interesses dos estudantes, sendo
necessário apenas que seja respeitado o intervalo de 12 (doze) horas de antecedência na
divulgação e todas suas deliberações serão provisórias e deverão ser aprovadas numa
Assembleia Geral posterior para serem confirmadas.
Art. 16º - Na Assembleia Geral fica estabelecido quórum de 1/3 (um terço) dos
estudantes regularmente matriculados no curso em primeira chamada. Em segunda chamada o
quórum de 1/10 (um décimo) podendo ser realizada depois de 10 (dez) minutos depois da
primeira. E em última chamada com quórum livre podendo ser realizada 5 (cinco) minutos após
a segunda.
CAPÍTULO V – DA DIRETORIA
Art. 17º - A Diretoria é a instância responsável pelo encaminhamento e execução das
atividades cotidianas e regulares da entidade.
Art. 18º - A Diretoria é composta minimamente pelas seguintes Coordenadorias:
I – Coordenadoria-Geral;
II – Coordenadoria de Finanças;
III – Coordenadoria de Projetos e Extensão;
IV – Coordenadoria de Cultura e Eventos;
V – Coordenadoria de Imprensa;
VI – Coordenadoria de Assuntos Estudantis;
VII – Coordenadoria de Planejamento.
Art. 19º - Cada Coordenadoria é composta por pelo menos um coordenador.
Art. 20º - É vedado aos coordenadores acumularem funções em diferentes
Coordenadorias.
Art. 21º - A Diretoria é um colegiado, portanto, suas deliberações devem ser tomadas
mediante votação de seus membros, sendo necessário maioria simples para aprovação de
deliberação.
Parágrafo Único – Em caso de empate nas votações deliberativas da Diretoria, o
Coordenador Geral possui poder decisório sobre a questão em pauta.
Art. 22º - A Diretoria tem o poder de deliberar sobre a criação de novas Coordenadorias
e remanejar integrantes da gestão para estas Coordenadorias sem nunca esvaziar as
Coordenadorias mínimas.
Art. 23º - Cabe exclusivamente à Diretoria decidir sobre o desligamento ou não de
membros inativos da associação.
§ 1º – Membros inativos podem ser desligados ou podem ter sua associação
reativada pela Diretoria, sendo o segundo caso o único em que a decisão pode ser questionada
pelos outros membros em Assembleia Geral;
§ 2º – Um membro inativo antes de ser desligado, recebe amplo direito à defesa e
ao contraditório, excetuando-se em caso de violação flagrante e incontestável;
§ 3º – Membros desligados podem reingressar à associação após um prazo de 2
anos mediante requisição e sendo avaliada sua situação pela Diretoria vigente;
§ 4º – Membros desligados perdem todos os direitos relativos à membros durante o
tempo de seu desligamento.
CAPÍTULO VI – DO CONSELHO DE REPRESENTAÇÃO
Art. 24º - O Conselho de Representação é uma instância deliberativa especial, que
integra a Diretoria e sua função é acompanhar as reuniões e participar das votações da Diretoria
em uma temática especial. Os integrantes do Conselho são escolhidos como representantes para
discussão da temática pelos membros do Centro Acadêmico de Ciência da Computação através
da Assembleia Geral.
Art. 25º - O Conselho de Representação é criado mediante votação em Assembleias
Gerais com pelo menos 1/8 (um oitavo) dos membros presentes.
Art. 26º - O Conselho de Representação é formado por até 4 integrantes.
Art. 27º - O peso dos votos deliberativos do Conselho de Representação é equivalente
ao de 4 (quatro) coordenadores.
Art. 28º - Os integrantes do Conselho de Representação devem ser estudantes
regularmente matriculados no curso de graduação em Ciência da Computação da UFPI.
Art. 29º - Conselhos de Representação devem ter um prazo de existência e não podem
existir dois ou mais Conselhos de Representação ao mesmo tempo.
CAPÍTULO VII – DO PATRIMÔNIO E DO REGIMENTO FINANCEIRO
Art. 30º – Constitui o patrimônio do CACOMP os bens listados no inventário da
entidade.
Art. 31º – São rendas do Centro Acadêmico:
I – Quaisquer verbas em seu benefício;
II – As contribuições de seus membros;
III – Contribuições de terceiros;
IV – Juros, correções ou dividendos resultantes das contribuições;
V – Rendimentos obtidos em promoções da entidade;
VI – Repasse referente à entidade estudantil.
Art. 32º – A Diretoria será responsável pelos bens do CACOMP e responderá por eles
perante suas instâncias deliberativas.
Art. 33º – Em caso da dissolução do Centro Acadêmico seu patrimônio reverterá a favor
de benefício para todos os discentes do curso de Ciência da Computação da Universidade
Federal do Piauí ou ainda a entidade que suceder como órgão de representação do corpo
discente.
Parágrafo Único: Os documentos que se encontram no interior da entidade só
poderão ser retirados mediante consenso de toda a Diretoria do CACOMP.
CAPÍTULO VIII – DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 34º – Todas as situações não previstas neste Estatuto serão decididas em reunião
da Diretoria e suas Coordenações.
Parágrafo Único: Se julgar necessário, a Diretoria deverá levar a situação para
deliberação em Assembleia Geral.